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TURISMO DE NEGOCIOS O mundo moderno tem assistido, ao longo do últimos anos, ao expressivo crescimento do turismo. A atividade, que não é recente, caminhou paralelamente com a história da civilização, acompanhando o desenvolvimento da navegação, a invenção da ferrovia, do automóvel, do avião, e adaptando-se até os dias atuais. Para Lage e Milone (2000,p.26) o turismo é uma atividade socioecômica, gerando a produção de bens e serviços, visando satisfazer as diversas necessidades do homem, envolvendo componentes fundamentais como: transporte, hospedagem, alimentação e entretenimento (dependendo da motivação). Complementam ainda que no turismo atual observa-se “a existência de uma grandiosa indústria que se relaciona com todos os setores da economia mundial e que deverá continuar atendendo aos interesses da humanidade nos próximos milênios”. A prática do turismo está cada vez mais presente no dia-a-dia, despertando interesse nas pessoas em sair, viajar, conhecer novas culturas. Os veículos de comunicação de massa,em parte são responsáveis, colaborando na divulgação da atividade, bem como dos diversos destinos turísticos, através de informações e reportagens veiculadas na televisão, jornais,revistas e cadernos especializados de turismo.Com o desenvolvimento da atividade turística, é possível a criação de novos postos de trabalho, o aumento da renda, bem como o incremento nas atividades comerciais e industriais das localidades receptoras do turismo. Os meios de transportes e os de hospedagem locais serão automaticamente modernizados para atender à demanda turística. Com todos esses benefícios gerados por esta atividade, sem dúvida, haverá uma sensível melhora na qualidade de vida da comunidade local. Tanto o setor público, quanto a iniciativa privada, vislumbra a possibilidade de conquistarem esta promissora atividade. Estudos da WTTC (World Travel &Tourism Council) apontam que 50% das fotografias reveladas em todo mundo são tiradas por turistas. Além de impactar indústria de lojas e laboratórios fotográficos, confecção de filmes, atinge positivamente toda a cadeia de matérias-primas utilizada na fabricação de uma câmera fotográfico (ABAV, 1997, p.4). Entretanto, desde o surgimento das civilizações, viagens com objetivos comerciais eram realizadas para fins de trocas dos produtos excedentes, compra ou venda de mercadorias. A conquista de novos mercados caracteriza desta forma, as relações comerciais na antigüidade. Esses deslocamentos ocorriam para a consolidação e o fechamento de negócios,e podem ser considerados como o início das origens do que chamamos hoje de Turismo de Negócios. Turismo de Negócios ou Negócios de Turismo? Vocês sabiam que a cada 12 minutos acontece um evento de negócios na cidade de São Paulo? E que no ano passado foi inaugurado praticamente um hotel por dia naquela capital? É a mais pura e agradável verdade! Graças a Deus e aos profissionais criativos do ramo de hotelaria, que tornaram moda estas reuniões de trabalho, realizadas bem longe do local de origem da empresa e, de preferência, distante também, o suficiente, das residências dos participantes, para alegria de todos. Estes bravos trabalhadores são levados a fazer mais um “sacrifício”: Ficam hospedados em hotéis classificados como 4 ou 5 estrelas, com direito a todas as mordomias inerentes a estes estabelecimentos e, muitas vezes, são


“obrigados”(sempre em benefício do serviço) a darem esticadas noturnas para banhos de piscina, mar, lua , etc.. Agora falando mais seriamente, são congressos de todas as espécies, conferências, seminários, palestras, feiras, ou qualquer outro tipo de reunião de pessoas, em torno de um ou vários assuntos. É o chamado Turismo de Negócios, o único setor que tem crescido com vontade no segmento turístico, pelo menos ultimamente, tanto no Brasil como em todo o mundo. Como gosto de uma boa polêmica, vou lançar uma imediatamente: Não acho que este setor de negócios com eventos deva ter o nome de Turismo de Negócios. Gera alguma confusão para o setor de turismo propriamente dito e tem mascarado os seus números e estatísticas. Creio que esta confusão tenha surgido pelo fato de que os eventos deste tipo ocorram , em sua maior parte, nos grandes hotéis das cidades e seus arredores. Então, como temos pessoas freqüentando hotéis eles têm que ser necessariamente chamados de turistas? Mesmo que estes homens e mulheres de negócios não gastem um só tostão do seu bolso e nem visitem um único sítio histórico? Tenho me preocupado um pouco com isto, pensando que tem havido certa acomodação, dado que os setores desenvolvimentistas do turismo, como por exemplo, os governos estaduais e municipais têm injetado seus parcos recursos financeiros e humanos neste setor, em detrimento do turismo mais tradicional. É inegável que é bem mais fácil ter bons resultados nesta área, onde os negócios envolvem parecerias com a iniciativa privada, o que, sem dúvida, ajuda bastante. Além do mais, o montante dos recursos envolvidos é bem significativo e capaz de interessar a muitos segmentos econômicos ao mesmo tempo. Na verdade, o que se sabe é que este tipo de negócio vem salvando as taxas de ocupação dos nossos hotéis, impedindo que muitos tenham grandes prejuízos ou até venham a fechar suas portas em decorrência da falta que tem feito o turista de verdade. Cidades pequenas, sem grandes atrativos, outrora dependentes apenas de turismo rural ou ecológico, têm agora, no ramo de eventos, grande oportunidade para obter lucros e crescer. Caso típico é da cidade de Santinho, em Santa Catarina, a 35 Km de Florianópolis. Pequeno vilarejo com belas praias, até dois ou três anos atrás, estava quase condenado a fechar o comércio e diminuir seu setor de serviços nos meses de inverno ou baixa temporada, o que representava grande prejuízo, já que este tempo era a maior parte do ano. Implantou-se por lá, mais recentemente, a partir de uma agressiva campanha de marketing e grandes investimentos em infra-estrutura nas instalações do hotel principal, a cultura de que o local é apropriado para congressos, cursos e outros eventos, além de ter sido criado um SPA com todos os recursos possíveis e imagináveis. São vários espaços, para variados públicos, podendo abrigar até 1200 pessoas em suas salas e auditórios! E com hospedagem para todos, no maior conforto. Resultado: Não há vagas! A agenda de eventos está lotada para o ano todo.E olha que é local já era uma belíssima reserva ecológica da Mata Atlântica , com dunas e rochas preservadas. Mas, adivinhem quando começou a dar lucro de verdade? Já sabem não é? A partir da chegada do turismo de negócios.


Devo estar confundindo a todos, pois hora parece que entendo o turismo de negócios para o bem, ora para o mal. Não é bem isso, o fato é que é preciso delimitar um pouco melhor estes campos de ação, de modo a que não se prejudique o turismo tradicional em detrimento dos negócios com eventos. Comento isto porque a legislação favoreceu a este tipo de turismo, já na expedição do Decreto Federal nº 89 707, de 25 de maio de 1984, reconhecendo como de interesse turístico a prestação de serviços remunerados para a organização de congressos, convenções, seminários e eventos congêneres. Isto, na prática, redundou na Resolução do Conselho Nacional de Turismo nº 14/84, que, de certa forma, “protege” a realização destas atividades, inclusive com apoio técnico e financeiro da Embratur, e até algumas isenções fiscais, desde que a empresa prestadora dos serviços esteja devidamente registrada e preencha os requisitos exigidos pela lei. Ou seja, não é sem razão que o turismo de negócios cresceu tanto nestes últimos anos. Contou com os incentivos dados pelo poder público para o meio turístico, com a força dos negócios de hotelaria e congêneres e, ainda, com a mudança global no padrão de trabalho do homem, que pretende aliar cada vez mais seu pouco tempo livre com o desempenho profissional e seus desdobramentos. Mas cuidado! Tenho medo que as nossas longas férias remuneradas estejam condenadas! Assim que todos os empregadores verificarem que poderão investir bem menos, em um grande passeio coletivo, nestes maravilhosos “resorts”, durante o qual ainda poderão treinar seus funcionários para trabalhar mais e com melhor qualidade, a tendência poderá ser a extinção do modelo antigo, pois serão aproveitados estes momentos, nestas curtas viagens, para que seu descanso seja efetuado. Portanto, antes de ficar alegre com a convocação para mais uma viagem de “trabalho” naquele maravilhoso paraíso ecológico ou em um famoso hotel fazenda, pense bem se vale a pena! Você pode estar apressando o fim do seu tão sonhado janeiro de férias! Autora: Mara Inez Ludwig Válio Bacharel em Economia pela Universidade de Brasilia e cursando o MBA-Gestão e Marketing em Turismo, na Universidade Católica de Brasilia.

TURISMO DE NEGOCIOS E TURISMO DE EVENTOS De acordo com o Ministério de Turismo, a abrangência em que as duas temáticas – eventos e negócios – podem abarcar no campo turístico, estabeleceu-se como recorde a

seguinte

definição:

Turismo de Negócios e Eventos compreende o conjunto de atividades turísticas decorrentes dos encontros de interesse profissional, associativo, institucional, de caráter comercial, promocional, técnico, científico e social. São de grande importância alguns tipos e formatos de encontros do Turismo de Negócios

e

Eventos:

missões

empresariais,

visitas

técnicas,

viagens


corporativas, rodadas de negócios, feiras, convenções, congressos, fóruns, seminários, palestras, work shops etc. Vários

aspectos

são

de

grande

relevância

para

este

segmento:

Oportunidade de equacionamento de períodos sazonais, proporcionando equilíbrio na relação entre oferta e demanda durante o ano, pois independe de condições climáticas e períodos

de

férias

escolares.

Institui-se como alta rentabilidade, uma vez que o turista desse segmento, em relação ao turista de lazer, apresenta maior gasto médio, normalmente retorna mais vezes e com tempo

de

permanência

no

destino.

Os eventos e atividades de negócio funcionam como ferramenta de marketing para o destino, expondo-o significativamente na mídia e estimulando que o turista volte para fins

de

lazer

e

divulgue-o

a

outras

pessoas.

As atividades de outros segmentos turísticos são incrementadas com as visitas realizadas por esses turistas em seus horários livres, em períodos pré ou pró-eventos, e em

retornos

futuros

com

familiares

e

amigos.

Possibilidade de interiorização da atividade turística, pois podem ser realizados em cidades menores, desde que apresentem as condições e estruturas necessárias para realização Utilização

do de

evento,

infra-estrutura

reuniões e

serviços

e de

visitas elevado

padrão

de

negócios. de

qualidade.

A demanda não reduz significativamente em momentos de crise econômica. Aumento de arrecadação de impostos – normalmente, o turista de negócios e eventos necessita de emissão de notas fiscais para comprovação de despesas à empresa a qual pertence. Contribuição para o crescimento dos negócios locais por conta do intercâmbio comercial e empresarial realizado durante as feiras, onde se estabelecem contatos diretos entre fabricantes e consumidores. Redução

dos

impactos

da

sazonalidade.

Dinamismo e praticidade – os serviços utilizados pelo turista devem ser ágeis e eficazes. Profissionalismo – requer capacitação específica e não aceita improvisações. Diversidade

pela

variedade

de

eventos

oferecidos

no

mercado.

Motivação – ocasionada pelo interesse no evento, e não pela atividade do destino. Legalidade: a legislação pertinente ao segmento diz respeito aos prestadores de serviços e a outras questões que, embora não sejam específicos, incidem na sua área de atuação.


Fonte Ministério do Turismo Brasil:

a

combinação

perfeita

entre

negócios

e

lazer

O Brasil vem ganhando destaque internacional no ramo do turismo de negócios e viagens de incentivo, promovidas por grandes empresas de todo o mundo. Tem sido um dos destinos mais escolhidos para sediar feiras, congressos, convenções ou exposições de todos os tipos. É fácil entender o motivo disso: além de possuir estrutura adequada para abrigar eventos, o País ainda pode oferecer as mais variadas opções de lazer cultural, natural e artístico, unindo o útil ao agradável.

Petrolina // Turismo de negócios http://www.diariodepernambuco.com.br/2009/04/09/especial17_0.asp No Vale // Sertão de sons, tons e sabor se multiplica na charmosa Petrolina, que terá novo Centro de Convenções

Petrolina, ponto central do Sertão pernambucano, terá uma nova cara nos próximos meses. A reforma do Centro de Convenções será prioridade na destinação dos recursos. Pelo menos R$ 800 mil deverão ser investidos no local, que irá se tornar um importante ponto receptivo para eventos, fortalecendo o turismo de negócios na região. A cidade receberá verba do Prodetur II, que prevê a utilização de US$ 125 milhões para infraestrutura e qualificação profissional voltadas ao turismo de todo o estado. Um dos itens contemplados na reforma será o Memorial Nilo Coelho, que guarda objetos e informações sobre a vida do senador. Também serão feitas melhorias nos serviços de som, climatização, forro e cadeiras dos dois auditórios já existentes. "Nosso desejo é transformar a cidade em um polo para o turismo de negócios. Essa reforma, torna nosso objetivo possível. Acredito que as pessoas já estão cansadas das atrações do litoral", afirmou o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Domingos Sávio. Segundo ele, a cidade tem, entre outros atrativos, roteiros aquáticos, tecnológicos, vitivinícolas e culturais. O aquático oferece duas travessias possíveis: para a Ilha do Massangano ou do Rodeadouro. Na primeira é possível encontrar uma das mais ricas tradições culturais da região: o tradicional samba de véio. O "point" para os banhistas, porém, é a Ilha do Rodeadouro, com areias branquinhas e águas ideais para o banho.

A Catedral, a Ilha do Rodeadouro e o artesão Roque Santeiro são apenas algumas das atrações locais. Foto: Rafael Medeiros/Divulgação

No setor tecnológico, os turistas podem visitar as unidades regionais da Codevasf e da Embrapa, que desenvolvem técnicas para otimizar o cultivo na região do Vale do São Francisco. É possível também visitar as vinícolas de Vermelhos, a pouco menos de 60 quilômetros da cidade.

O lado cultural é contemplado pelo talento dos artistas locais como Ana das Carrancas, representada agora por suas filhas, e o artesão especializado em arte sacra, Roque Santeiro, que exporta seus santos de madeira para todo o mundo. No centro da cidade, a Catedral de Petrolina, feita à imitação das catedrais góticas europeias,se ergue desde 1929 em direção a nascente do São Francisco e merece uma visita. Ah! E não deixe de passar pelo Bodódromo, maior centro gastronômico de carne de bode do


país. Localizado no bairro de Areia Branca, o complexo reúne 10 restaurantes, que servem pratos típicos da culinária local como buchada, sarapatel e o tradicional bode assado.Uma parceria entre o governo estadual e a Prefeitura de Petrolina facilitou ainda mais a circulação dos turistas pela região. A cidade recebeu, no final de 2008, 258 placas que indicam locais de visitação, aeroporto, bares e restaurantes. A Dica é: - Conheça as ilhas do Rodeadouro e do Massangano - Visite o Bodódromo - um polo gastronômico ao ar livre que oferece carne de bode e carneiro em diversos pratos - Conheça o Centro de Artes Ana das Carrancas e Oficina do Artesão Mestre Quincas - O destino faz parte da Rota do Vinho - Vale do São Francisco


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