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Barão do Serro Azul:

T

ornar a história do Para-

guá-Curitiba, por ordem do general

ná conhecida dos para-

Ewerton Quadros.

naenses. Este é objetivo

da parceria firmada entre o Sistema

Libelo de Defesa

Fecomércio Sesc Senac, a Associa-

O filme “O Preço da Paz” é um li-

ção Comercial do Paraná e a Junta

belo de defesa, ou seja, uma apre-

Comercial do Paraná, que custeou a

sentação dos fatos que ocorreram

produção de cinco mil cópias em

em Curitiba, durante a revolta. Appel

DVD, do filme “O Preço da Paz” (2003),

revela que o filme foi baseado no li-

que serão distribuídas em escolas,

vro “A última viagem do Barão do Ser-

bibliotecas e universidades.

ro Azul”, de Túlio Vargas e lançado no

O filme, produzido por Maurício

setor comercial, em 2003.

Appel, com roteiro de Walter Ne-

Appel revela que

grão e direção de Paulo Mo-

a produção já foi pre-

relli, conta a história do

miada com três Kikitos,

Barão do Serro Azul e sua

no Festival de Gramado,

atuação no conflito que en-

em 2003 e também rece-

volveu Curitiba e seus habitan-

beu o Troféu Barroco, na

tes durante a Revolução Federa-

Mostra de Cinema de Tira-

lista.

dentes, em 2004.

O elenco do filme é formado por

O produtor defende que o

artistas de renome no cenário nacio-

Barão do Serro Azul foi um em-

nal e internacional. Herson Capri no

preendedor. Possuía um engenho de

papel de Barão do Serro Azul; Giulia será julgado sobre os atos cometi-

nou-se o maior exportador paranaen-

como Gumercindo Saraiva, líder dos

dos em terras paranaenses, em

se deste produto e de pinho para os

maragatos, que lutavam pela revolu-

1894, durante a Revolta Federalista.

países platinos. Ildefonso Pereira

ção. A produção conta ainda com a

A acusação salienta que o réu foi

Correia também contribuiu a consoli-

participação de Camila Pitanga, José

um traidor da pátria, ao patrocinar os

dação de Curitiba e sua moderniza-

de Abreu e Danton Mello.

revoltosos do Rio Grande do Sul, com

ção, instalando na capital, o telégrafo

Considerado pelos comerciantes

dinheiro arrecadado junto aos comer-

e uma indústria gráfica. Appel lembra

de Curitiba com herói e pelo governo

ciantes, concedendo um empréstimo

que o Barão foi condecorado diversas

brasileiro como traidor da pátria, o Ba-

de guerra e agindo contrário ao go-

vezes, ainda em vida e, durante a visi-

rão jamais chegou a ser julgado. Se

verno do Marechal Floriano Peixoto.

ta do imperador Dom Pedro II, o casal

isso tivesse ocorrido, há 114 anos, qual

Este seria o provável início do jul-

do Serro Azul causou simpatia ao mo-

gamento a que seria submetido o

narca. Mesmo após a morte do Ba-

Barão do Serro Azul, no Rio de Ja-

rão, Appel defende que ele continua a

Julgamento

neiro. Segundo relatos históricos,

empreender. “Com a produção deste

A sessão de julgamento está

antes de chegar a então capital bra-

filme, acredito que o Barão do Serro

aberta! No banco dos réus, Ildefonso

sileira, o barão foi morto a tiros, no

Azul traz ao Paraná mais uma indús-

Pereira Correia, o Barão do Serro Azul,

km 65 da Estrada de Ferro Parana-

tria, a cinematográfica”, enfatiza.

seria o resultado? Herói ou traidor?

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erva-mate e como comerciante, tor-

Gam, a Baronesa e Lima Duarte,

S I S T E M A F E C O M É R C I O S E S C S E N A C PR

março | abril 2009

Revista Fecomércio PR - nº 70  

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