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Sapeka foi encontrada na rua ainda filhote por Silvia Gonzaga, que a acolheu e cuidou. Aos dez anos, suas unhas começaram a crescer muito. Seus olhos ficavam remelentos com frequência e os pelos das pontas das orelhas caíram. A família acreditou ser pela idade avançada.


Quando começou a ficar doente, tonta, chamaram um veterinário. Na avaliação ele detectou sintomas parecidos com os da leishmaniose. Aplicou uma injeção para dor e coletou sangue para análise. Em três dias ligou confirmando a doença. A partir daí, explicou a importância de sacrificar, por ser uma doença contagiosa, inclusive em humanos. Falou de não existir cura para cães, o tratamento era caro e ela não resistiria, pela idade, e não valeria à pena tentar tratar.


Ele queria imediatamente entrar em contato com o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), mas Silvia pediu um tempo para “cair a fichaâ€?, avisar a famĂ­lia e se despedir do animal.


Ela sabia que jamais faria isso, nem sua família aceitaria sem tentar outra alternativa. Ele deu alguns dias, que ela usou para pesquisar na internet com sua irmã. Passaram madrugadas

procurando

informações,

com

dificuldade, pois desconheciam totalmente a doença.

muita


Encontraram um fórum, onde alguém buscava ajuda para o mesmo problema e um veterinário indicou alopurinol e a coleira scalibor. A dosagem do alupurinol deveria ser indicada por um veterinário, conforme o peso do cão.


Quando o veterinรกrio ligou cobrando a entrega da Sapeka, Silvia falou sobre o tratamento que encontrou e ele nรฃo aceitou colaborar. Afirmou que nos prรณximos dias o CCZ estaria em sua casa.


A família decidiu que não a entregariam de forma alguma, fariam o tratamento por conta própria. Nunca confiaram em outro veterinário para pedir ajuda no tratamento


Porém, Silvia e sua família sempre fizeram exames periódicos em seus cães, o que fizeram no ano seguinte. Chamaram uma veterinária da ONG VidAnimal de Itabirito, que descobriu a doença de Sapeka.


Os donos explicaram a situação e ela resolveu ajuda-los, prescrevendo

a

dosagem

acompanhamento em geral.

certa

do

alopurinol

e


Sapeka viveu mais seis anos com a doença, sem nunca ter contaminado os outros cães e nenhum humano. Morreu com 17 anos de insuficiência renal. O CCZ nunca os procurou.

Sapeka  

História da Sapeka.

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