Page 1

Vista interna do aeroporto internacional de barajas, em madri, na espanha, projetado pelos arquitetos richard rogers e carlos lamela – uma das principais referências internacionais em conforto térmico, aproveitamento da luz natural e clareza espacial

O crescimento do poder aquisitivo dos brasileiros, o turismo nacional em alta, a Copa das Confederações, depois a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas... So­ bram motivos para os investimentos bilionários que estão previstos para os próximos anos nos aeroportos do País. Nos projetos, muita tecnologia, conforto e bele­­za. Entre as premissas básicas da Infraero sobre as adequações está o terraço panorâ­

profissão

Norma de Desempenho começa a vigorar em julho Página 6

mico, que deve, necessariamente, ser delimitado por uma esquadria envidraçada com no mínimo 2,6m de altura e face voltada para a pista de aeronaves. O uso do vidro em projetos arquitetônicos está em alta no Brasil e a utilização dele nos aeroportos já virou característica básica desse tipo de edificação que atende a população que trabalha e os turistas, de acordo com o arq. e urb. Julio Ramos Collares, professor mestre em arquitetura da UniRitter e diretor da Julio Ramos Colares e Dalton Bernar­ des Arquitetura, responsável pelo projeto de ampliação do Aeroporto Internacional

PRO J E T O

Salgado Filho, em Porto Alegre. “O uso do vidro vai além da estética, ele tem grande importância na iluminação, na valorização dos espaços internos e na visibilidade, prin­

Intervenção dá nova vida à edificação da década de 1950

cipalmente no caso dos aeroportos, nos quais os passageiros desejam observar os

Página 12

ção inovações como vidros laminados com películas ultravioleta e proteção acústica.

voos. Com o surgimento de cada vez mais variedades de vidro e o preço mais acessí­ vel, o uso desse material cresceu ainda mais nos últimos anos. Hoje temos à disposi­ E o melhor: a produção nacional já é suficiente para abastecer o mercado do País”, explica Collares. No projeto de ampliação do aeroporto da Capital, o uso do vidro na

Ano XI | jul/ago/set | 2013

# 64

Publicação da Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS

fachada com vista para a pista é abundante e contou com a vantagem da pouca in­ cidência solar direta, uma vez que a pista é voltada para o sul. Além da fachada, al­ guns focos de luz, que ajudaram na iluminação interna do aeroporto, vêm de pontos de vidro instalados estrategicamente no teto.

Páginas 10 e 11


da Arquitetura e colaborado para viabilizar a execução de projetos diferenciados e inovadores. O tema central dessa edição apresenta um exemplo dessa realidade. A evolução dos vidros ampliou as possibilidades da aplicação desse material, permitindo a atenção a questões cada vez mais persegui-

RECICLAGEM PROFISSIONAL

AAI B RASIL / RS

editorial

As inovações tecnológicas têm facilitado a prática

“Quanto vale o trabalho do arquiteto e urbanista?”. Essa foi a principal questão debatida nas três edições do curso de Reciclagem Profissional da AAI Brasil/RS, entre junho e julho, sobre Honorários Profissionais: “desconstruindo mitos para ganhar dinheiro”. O curso foi ministrado pela arq. e urb. Gislaine Saibro, organizadora do Guia de Orientação Profissional AAI Brasil/RS (GOP). A psicanalista Denise Martinez Souza e o advogado Rodrigo Coulon foram os palestrantes convidados.

das em nossos projetos: o aproveitamento da luz natural, a integração entre os espaços internos e

aai nas universidades

externos e o conforto e o bem-estar das pessoas.

A presidente da AAI Brasil/RS, Silvia Barakat, e a diretora Maria Bernadete Sinhorelli, participaram de uma mesa redonda com alunos da Faculdade de Arquitetura e Urbanis­­mo da UFRGS, no dia 29 de maio. Na oportunidade, as dirigentes apresen­­­taram a Associação e esclareceram dúvidas dos acadêmicos sobre o dia a dia da profissão. O bate-papo fez parte da disciplina Legislação e Prática Profissional em Arquitetura, ministrada pela professora Daniela Fialho.

Ao desenvolver a matéria de capa desse AAI em revista atendemos à sugestão de um membro do Conselho do Leitor da publicação, uma arquiteta e urbanista associada que presta a sua contribuição para a qualificação desse veículo e do setor. Foi sugestão de leitor, igualmente, a ideia de apresentarmos em detalhes a proposta do Quintino 288, um projeto exemplar de recuperação e aproveitamen-

PLANO DE COMUNICAÇÃO

to de uma edificação abandonada, de grande po-

Depois de meio ano de ações, a AAI Brasil/RS colhe o retorno do investimento feito no Plano Estratégico de Comunicação, com a publicação mensal do Newsletter AAI Brasil/RS; com a participação mensal na revista Pense Imóveis, que dão ampla visibilidade à Associação; e com o incremento de suas tradicionais publicações. Neste ano, este informativo completa 65 edições e, em dezembro, o AAI em revista - arquitetos completa 11 anos de publicações ininterruptas, com credibilidade crescente dos associados e mercado. Neste ano, a Entidade também lançará a 9ª edição do GOP – Guia de Orientação Profissional da AAI Brasil/RS.

tencial. Os associados da AAI Brasil/RS realmente têm demonstrado que desejam fazer a sua parte na empreitada que a Entidade assumiu há mais de 25 anos: a busca constante pela valorização e pelo aprimoramento da profissão. É para esses arquitetos de interiores que lançamos o Projeto Reciclagem Profissional, que trata de honorários profissionais e que já recebeu convites para a realização de edições no interior do Estado. Nesse momento de ebulição social no Brasil, os cidadãos renovam a esperança de que a união faz toda a diferença. Está mais

AAI VIAJA PELO BRASIL

do que na hora de captarmos a mensagem de que

Em junho, a AAI Brasil/RS promoveu Viagem Cultural para Minas Gerais, cuja cobertura é pauta da próxima edição. Para o segundo semestre já está em formatação uma nova viagem, desta vez para São Paulo, centro econômico do País. Em breve, será divulgada a programação.

precisamos nos unir em torno de causas comuns. Arq. e urb. Silvia Barakat Presidente da AAI Brasil/RS - 2012-2013

P r o jet o E m p r e s a r i a l AAI B r a s i l / RS

Rua Sport Club São José, 67/407 Porto Alegre/RS CEP 91030-510 Fone 51 3228.8519 www.aaibrasilrs.com.br

Estas empresas garantiram participação nos eventos e projetos da AAI Brasil/RS em 2013. Informações na Arte Sul: artesul@artesul.net ou fones: 51 3228.0787 e 51 9981.3176.

DIRETORIA - Gestão 2012/2013 Presidência Silvia Vice-Presidência

Cármen Lila Gonçalves Pires

Relações Acadêmicas Maria MARKETING Ana

Bernadete Sinhorelli

Paula Bardini

EVENTOS Flávia Tesouraria

CONSELHO EDITORIAL

Arq. e urb. Gislaine Saibro Letícia Wilson

Monteiro Barakat

Bastiani

Elisabeth Sant’Anna

JORNALISTA RESPONSÁVEL

EDIÇÃO GRÁFICA

Letícia Wilson (Reg. 8.757) aaiemrevista@aairs.com.br

Evaldo Farias Tiburski | Tiba

Colaboração

Arte Sul Marketing & Comércio 51 3228.0787 - 51 9981.3176 artesul@artesul.net

Juliana Job (Reg. 16.133) 3.000 exemplares

Tiragem

COMERCIALIZAÇÃO

Conceitos e opiniões emitidos por entrevistados e colaboradores não refletem, necessariamente, a opinião do informativo e de seus editores. Não publicamos matérias pagas. Todos os direitos são reservados. Publicação trimestral, com distribuição dirigida a arquitetos, entidades de classe, instituições de ensino e empresas do setor. Órgão oficial da AAI Brasil/RS.

2


profissão

pela quarta vez no salão do móvel de milão, a arquiteta e urbanista cíntia aguiar revela suas impressões sobre a última edição do isaloni

Experiência inspiradora Fotos: acervo pessoal arq. cintia aguiar

A arq. e urb. Cíntia Aguiar não pode mais ser considerada uma tu­ rista na meca do design, na Itália. Especialmente durante a realização do Salão Internacional do Móvel de Milão, o ISaloni, onde esteve este ano pela quarta vez, entre os dias 9 e 14 de abril. Ao planejar a viagem, Cíntia já sabe que encontrará uma cidade sob um frio intenso, mas fer­ vilhante, lotada de profissionais, empresários e jornalistas, envolvidos nos diversos eventos paralelos do Fuori Salone. Apesar de estar preparada para o que encontrará, admite surpreen­ der-se a cada instante. “O ISaloni, juntamente com os eventos paralelos, proporcionam uma experiência incrível para todos os apaixonados por arquitetura como eu”, argumenta. Para ela, essa não é uma viagem co­ mo qualquer outra. É um compromisso profissional para conhecer as tendências, especialmente para elaboração de projetos contemporâ­ neos. “A mostra traz inspiração para os projetos futuros”, frisa. Dentre os eventos paralelos, Cíntia destaca o Tortona Design Week – realizado em um bairro pós-industrial, com uma área de 30 mil m2 onde grandes galpões foram transformados em oficinas, estúdios de criação, entre outros, com 200 empresas expositoras. É o ponto de encontro de quem está em Milão nessa época, com atrações durante o dia e à noite. Difícil, para Cíntia, é apontar o que mais chamou sua atenção. “A mostra apresenta uma numerosa multiplicidade de tendências. Mas o que mais me atraiu foi a variedade de cores no mobiliário em geral, que vão do vibrante até as candy colors”, afirma, referindo-se àqueles tons suaves tradicionalmente utilizados nos dormitórios infantis e que agora ganham espaço nos demais ambientes. Mais uma invenção do mundo da moda que migra das passarelas para os móveis contempo­ râneos. “A mistura de materiais e de acabamentos continua em alta”, acrescenta a arquiteta. Novidades ou releituras? Para Cíntia, Milão apre­ sentou um pouco das duas coisas. “Como tendência, a Swarovski trou­ xe novas opções, mais contemporâneas e diferentes. Já nas releituras, chamaram a atenção as luzes de LED, que continuam fortes, mas sem­ pre com inovações”, explica.

euroluce: “as luzes de led continuam fortes, mas sempre com inovações”, diz a arq. e urb. cíntia aguiar

no mobiliário, a tendência “sempre em alta” da mistura de materiais e de acabamentos, como madeira e laca”. ao centro, lustre inovador da swarovski, com led e cristais: “opções mais contemporâneas”. A foto à direita mostra exemplares das chamadas “candy colours”, uma novidade do setor

4


profissão

parâmetros definidos pela abnt deverão eleVar a qualidade da construção ao estimular a inovação e atribuir responsabilidades

Norma de Desempenho entra em vigor Depois de muita discussão e o ajuste de 5 mil itens, a NBR 15.575 da ABNT foi apro­ vada e entrará em vigor em julho. As prin­ cipais mudanças realizadas para que, final­ mente, fosse decretada foram: as orienta­ ções passam a valer para qualquer número de pavimentos, e não apenas para cinco, como era entendido incialmente; as regras sobre pisos serão para todas as áreas do prédio, inclusive garagens – anteriormente esse ponto referia-se apenas aos espaços internos. Para o engenheiro civil e diretor técnico da Tecnisa, Fábio Villas Bôas, cumprir nor­ mas é uma obrigação antiga, não há nada de novo nisso. Porém, é a primeira vez que toda a cadeia da construção (consumidores, fabricantes, universidades e laboratórios) envolve-se tão ativamente para debater o assunto. “A NBR 15.575 é um ótimo instru­ mento para o consumidor. Por meio dela, ele poderá cobrar qualidade no imóvel que receber da construtora”, ressalta Villas Bôas, coordenador da comissão da Norma de De­ sempenho na ABNT. A engenheira Geórgia Grace Bernardes, asses­­sora técnica da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e membro do grupo de estudos de revisão da NBR 15.575 na ABNT, completa: “A norma foi ela­ borada pensando no cliente final e baseada em três pilares – conforto, segurança e qua­ lidade.” Ainda de acordo com ela, nenhum agente financeiro pode financiar uma obra fora dos padrões estabelecidos. A nova re­ gra também faz com que a concorrência se tor­­ne mais leal, pois todas as empresas te­ rão de alcançar o mesmo padrão de quali­ dade, de acordo com o vice-­presidente do Sinduscon/RS, Aqui­­­les Dal Molin Jr. “Elabo­ ramos um nível mínimo, mas a expectativa é que isso seja superado cada vez mais”, afirma o dirigente. Caberá ao arquiteto e urbanista estudar a norma, utilizar as boas práticas em seus projetos e recolher o Registro de Respon­ sabilidade Téc­­nica – RRT. Esse foi o alerta feito pela arq. e urb. Míriam Addor, vice-­ presidente da AsBEA Nacional, no seminá­

6

rio realizado, em junho, em Brasília, pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Distrito Federal (CAU/DF) e pelo Sindus­ con/DF. Segundo ela, é imprescindível que o profissional também defina a Vida Útil do Projeto (VUP), bem como especifique em seus projetos, os materiais e componentes utilizados, solicitando informações dos for­ necedores. “Os projetos deverão estar ba­ seados em informações precisas sobre as características de materiais e componentes. Somos responsáveis por tudo o que espe­ cificamos. No contrato, os escopos de ser­ viços deverão ser minuciosamente redigi­ dos e analisados, pois definirão o grau de responsabilidade do profissional de Arqui­ tetura e Urbanismo”, complementou o arq. e urb. Ricardo Meira, conselheiro do CAU/ DF, também palestrante do evento.

POR UM CONSENSO Foram dezenas de encontros durante o pro­ cesso de revisão da norma, o qual durou dois anos. A princípio, as reuniões ocorriam mensalmente e depois passaram a ser quin­ zenais, até que os pontos mais polêmicos fossem resolvidos. Entre eles, estavam te­ mas como acústica e durabilidade. “Pela pri­ meira vez está sendo estabelecida vida útil para tudo, para a edificação como um todo, para os sistemas, instalações, equipamentos e materiais”, explica Villas Bôas. O espaço para criar é um dos diferen­ ciais da NBR 15.575 quando comparada a outras Normas de Desempenho pelo mun­ do. “A norma brasileira permite mais flexi­ bilidade. Não importa o jeito que você vai fazer, mas o resulta­­do tem que ser o exigido por ela e a responsabilidade é do profissio­ nal”, esclarece Fábio Villas Bôas. “A econo­ mia brasileira se desenvolveu muitos nos úl­ timos anos e, consequentemente, a enge­ nharia também se aperfeiçoou. O efeito da globalização fez com que percebêssemos que precisávamos melhorar, pois nos países mais desenvolvidos as Normas de Desem­ penho já regulam a qualidade das edifica­ ções há muito tempo”, complementa o vice-­ presidente do Sinduscon/RS.

Guia orienta sobre norma Com o objetivo de esclarecer as principais dúvidas sobre a norma NBR 15.575, a CBIC disponibiliza em seu site o download gratuito de um guia. A publicação apresenta, em 15 capítulos, considerações e comentários detalhados sobre os principais conceitos apresentados na nova norma, como conforto tátil e antropodinâmico, desempenho térmico, desempenho acústico, desempenho lumínico, estanqueidade à água, entre outros. O texto é ilustrado com desenhos e tabelas que compõem a norma de desempenho, acompanhados de referências nas margens das páginas. Um apêndice com cinco anexos traz ainda esclarecimentos de natureza jurídica relacionados à NBR 15.575. Porém, de acordo com a engenheira Geórgia Grace Bernardes, assessora técnica da CBIC, o guia não substitui a norma, ele serve apenas para facilitar a compreensão. “O texto normativo é um texto duro, o guia vem para tornar a leitura mais agradável”, esclarece Geórgia. Faça o download do guia em http://migre.me/eNyf4


p e s qu i s a

Cau apresenta os dados do censo realizado com os profissionais registrados em todo o país. repetindo o resultado nacional, as mulheres são maioria entre os arquitetos E URBANISTAS no rs

Um retrato da profissão Mulheres, entre 30 e 35 anos. Esse é o per­

QUANTOS SÃO E ONDE ESTÃO?

fil da maioria dos arquitetos e urbanistas

A maioria dos arquitetos e urbanistas brasileiros está localizada na região Sudeste, com 53,80% do total dos profissionais registrados no CAU. Outro grande grupo está na região Sul, com 22,61%, seguido pelo Nordeste (12,13%), pelo Centro Oeste (7,88%), e pelo Norte (3,57%). Em todo o País, são 95.169 arquitetos e urbanistas ativos. O Rio Grande do Sul é o terceiro estado com o maior número deles, totalizando 9.695 profissionais, atrás de São Paulo, com 30.153, e do Rio de Janeiro, com 13.434 arquitetos e urbanistas ativos. Já na relação com a população em geral, o Estado gaúcho ocupa a segunda posição, contabilizando 0,91 arquitetos por habi­ tante, perdendo apenas para o Distrito Federal, onde o índice é de 1,07.

que atuam no Rio Grande do Sul, conforme os resultados do Censo divulgado pelo Con­ selho de Arquitetura e Urbanismo do Bra­ sil (CAU/BR). A pesquisa foi realizada pela instituição a partir da aplicação de um am­ plo questionário a cerca de 95 mil profis­ sionais registrados no CAU, com o objetivo de promover um recenseamento sobre te­

MULHERES SÃO MAIORIA

mas importantes. Desses, 88% responde­

Dos 83.749 profissionais que responderam ao Censo, 60,59% são mulheres. Essa realidade, em diferentes proporções, repete-se em quase todo o Pais, com exceção apenas do Acre, de Ro­ raima e do Amapá. Na análise da faixa etária, o CAU descobriu que a maioria dos arquitetos e urbanistas gaúchos tem até 35 anos (4.080). Outros grupos expressivos são daqueles profis­ sionais entre 51 e 60 anos (1.841) e entre 41 e 50 anos (1.546). Importante registrar que quase 10% do total de profissionais têm mais de 61 anos e mantêm-se atuantes.

ram às diversas questões, colaborando pa­ ra a definição de um real panorama da Ar­ quitetura e do Urbanismo brasileiro. Os da­ dos relacionados à escolaridade demons­ tram que os profissionais estão em cons­ tante atualização, investindo em cursos de

O QUE FAZEM?

Mestrado e de Pós-Graduação, e na parti­

Em relação ao mercado, 93% dos profissionais gaúchos informaram que atuam na área da Arqui­ ­­tetura e Urbanismo, a maioria de forma autônoma ou como funcionário no setor público ou pri­­­­va­ ­do (77,53%), ou seja, sem constituir empresas. Uma pequena parcela é também docente (6,48%). Ao serem questionados sobre as áreas de atuação nos últimos dois anos (múltipla es­­co­­­lha), 51% alegaram desenvolver projetos de arquitetura de interiores; 71,9% na concepção de projetos de Arquitetura e Urbanismo; 54,9% na execução; 15,65% em paisagismo, entre outras áreas.

cipação em feiras, seminários e congres­ sos. A falta de valorização do profissional pela sociedade e a má remuneração dos arquitetos e urbanistas foram apontados como principais obstáculos à profissão.

CRITÉRIOS E VALORES PARA DIMENSIONAR PROJETOS

26,77%

23,57%

DISTRIBUIÇÃO DA FREQUÊNCIA DOS ARQUITETOS QUE RESPONDERAM O CENSO

20,25%

15,53%

13,89% REGIÃO NORTE

3,57%

REGIÃO NORDESTE % SOBRE O CUB

TABELA DO IAB

VALOR DO M2

NÃO TRABALHO COM PROJETOS

12,13%

OUTROS

REGIÃO CENTRO-OESTE

PRINCIPAIS OBSTÁCULOS AO EXERCÍCIO DA CARREIRA

ÁREAS DE ATUAÇÃO NOS ÚLTIMOS 2 ANOS

51,95%

7,88%

71,91%

REGIÃO SUDESTE

31,86%

9,33% MÁ REMUNERAÇÃO

8

54,80%

51,12%

NÃO ACESSO AO MERCADO DE TRABALHO

22,61%

6,85% VALORIZAÇÃO DO ARQUITETO E URBANISTA PELA SOCIEDADE

OUTROS

REGIÃO SUL

FONTE: CAU/BR

53,80%

POR GÊNERO

ARQUITETURA DE INTERIORES

ARQUITETURA E URBANISMO

ARQUITETURA E URBANISMO

CONCEPÇÃO

EXECUÇÃO

60,59%

39,41%


capa 10

acervo gobbi arquitetura

Um dos exemplos mais bem-sucedidos de aeroportos que integram o vidro como principal componente do projeto é o Aero­ porto Internacional de Barajas, em Madrid, na Espanha, na opinião da arq. e urb. Zaira Tirelli, membro da Associação de Arquitetos de Interiores do Brasil/RS (AAI Brasil/RS), que teve a oportunidade de visitar o local. “Há muita integração entre interior e exterior e é um projeto extremamente sustentável. Todo envidraçado, quase toda a sua ilumina­ ção é natural, por meio de zenital, comple­ mentada por brises e por um teto com forro de bambu”, descreve, sobre o projeto do no­ vo terminal, inaugurado em fevereiro de 2006. O projeto foi concebido por um consór­ cio formado pelos escritórios do arquiteto britânico Richard Rogers e o do arquiteto espanhol Carlos Lamela e por duas empre­ sas de engenharia, vencedor do concurso internacional lançado pela Autoridade do Tráfego Aéreo Espanhol (AENA) em 1997. De acordo com os autores do projeto, a propos­ ta foi escolhida por atender a quatro princí­ pios básicos: integração na paisagem, con­ forto térmico, clareza espacial e flexibilidade (para permitir futuras expansões). O novo terminal é um dos maiores edifí­ cios da Europa, com seis pavimentos, sendo três subterrâneos, totalizando 1,2 milhão de metros quadrados. Com capacidade para transportar 50 milhões de passageiros por ano, é o quarto maior aeroporto da Europa.

Fotos divulgação

em diversos tipos de edificações, os vidros dominam os projetos mais modernos de aeroportos mundo afora

O Barajas é constituído por três módulos li­ neares, de diferentes funções. Eles são se­ parados um dos outros pelo o que os autores descrevem como “cânions” repletos de luz natural, que fornecem iluminação para os ní­ veis mais baixos do edifício. A solução ga­ rante redução no consumo de energia e fa­ cilita a identificação dos passageiros em re­ lação à sequência de ações que deve seguir: check-in, embarque, desembarque, recolhi­ mento da bagagem, entre outras. As fachadas leste e oeste dos espaços de trânsito de embarque e desembarque do aeroporto de Barajas são protegidas, na ex­ tensão da cobertura, por brises externos de aço e vidros especiais de baixo reflexo, que tornam a atenuada transparência confortá­ vel à visão e mais bela. A iluminação zenital foi utilizada como forma a clarear os amplos espaços do terminal. A luz que chega pela cobertura se espalha e atinge pontos que seriam inalcançáveis se o fizesse exclusiva­ mente pelas laterais. “As claraboias com bri­ ses dispensam o uso da luz artificial durante o dia na maior parte do aeroporto, bem co­ mo o uso de pisos de vidros serve para ilu­ minar os subsolos ou áreas de pavimentos inferiores”, ressalta Zaira. A forma e a extensão da sua cobertura lembram as asas de um pássaro em voo, se­ gundo a arquiteta. A cobertura é constituída por uma armação metálica que é repetida para cada módulo, facilitando uma futura ex­


acervo gobbi arquitetura

os Grandes “cânions de luz” criados no aeroporto internacional de barajas, em Madri, na espanha, a partir do projeto da cobertura, permitem a passagem da iluminação natural até os pavimentos inferiores, no subsolo

pansão. Suportada por uma plataforma de concreto armado, a borda das “asas” é cir­ cundada por uma série de suportes em for­ ma de Y que transmitem cargas inclinadas para o solo. A parte inferior da moldura de alumínio é revestida em folhas de bambu, que “trazem calor e suavidade” e proporcio­ nam bem-­e star aos usuários do espaço. A luz natural está presente através de enormes claraboias equipadas com lentes redondas ou ovais, com 5 metros de diâmetro e um metro de profundidade. O tipo de material utilizado (Batyline SK300) age como um di­ fusor e permite controlar e gerir a ilumina­ ção, evitando áreas de alto contraste. A ilu­ minação artificial é constituída por um refor­ ço de fibra de vidro, tubos de alumínio e ou­ tras peças de alumínio extrudado, com arti­ culações e cabos de aço. Localizado no lado inferior da lente, dois espelhos especiais re­ fletem a luz de três lâmpadas e ainda ampli­ ficam o efeito de difusão das membranas de vidro. As demais lentes ovais (93 no total) incluem doze elementos verticais em forma de espinha de peixe também executado em Batyline SK300. Cada elemento é deslocado em cerca de 6 graus para limitar a entrada

de luz natural e, portanto, o brilho. O menor deles mede 2,50 metros de comprimento e o maior 7 metros. Esse material inaugura uma nova geração de membrana de vidro para o desenvolvimento de espaços internos que exigem forte translucidez. O projeto do novo Aeroporto Internacio­ nal de Barajas figura entre os destaques da carreira do arq. Richard Rogers, pelo qual con­ quistou o prêmio Royal Institute of British Ar­ chitects Stirling, em 2006. No ano seguinte, foi condecorado com o Prêmio Pritzer de Ar­ quitetura, pelo conjunto de sua obra. Outros importantes trabalhos de Rogers são o Cen­ tro Pompidou, em Paris (projetado em par­ ceria com o arquiteto italiano Renzo Piano) e a sede do Lloyd’s de Londres, em Londres.

modelos do Sul do brasil Além do Salgado Filho, em Porto Alegre, ou­ tro aeroporto que também terá o vidro como protagonista é o Hercílio Luz, em Florianópo­ ­lis. Idealizado pelos arquitetos e urbanistas Mario Biselli e Guilherme Motta, o novo ter­ minal de passageiros terá iluminação quase que 100% natural. O projeto tem fachada me­ tálica, que permite a entrada da luz natural

por meio de aberturas ao longo de todo o perímetro do edifício, sempre amenizada por beirais e brises. Nas áreas centrais, uma aber­ tura zenital, igualmente protegida, amplia ainda mais a entrada de luz nas áreas in­­ternas. O novo terminal será implantado na fai­­­xa nor­ deste do perímetro da atual edificação – vol­ tada para a pista de pouso principal –, o que permite uma melhor visualização de todo o complexo e permite menores percursos de rolagem para as aeronaves. Será concebido em dois níveis operacionais: térreo e meza­ nino, além de mais um terceiro piso, destina­ do à administração da Infraero. Entre outras vantagens, a gerência comercial terá visão privilegiada da área de embarque e de seus usuá­rios e, a poucos metros, do saguão. Já as áreas de segurança desfrutarão de visibi­ lidade integral da rampa e das pistas. O projeto foi desenvolvido em 2006, clas­ sificado em primeiro lugar no concurso pú­ blico realizado pela Infraero e organizado pelo IAB em 2004, e começou a sair do pa­ pel este ano, com o início das obras de mo­ dernização e ampliação do aeroporto da ca­ pital catarinense. A expectativa é concluir os trabalhos até o final de 2014. 11


História recuperada Na rua Quintino Bocaiúva, precisamente no número 288, em Porto Alegre, um edifício residencial da década de 1950, de três pavi­ mentos, apesar de praticamente abandonado, revelava seu potencial a quem o observasse com mais atenção. O empresário gaúcho Ale­ xandre Gehlen, diretor-geral da rede de hotéis Intercity, foi um dos que lançou esse olhar sobre o valorizado imóvel situado no coração do bairro Moinhos de Vento, entre os mais nobres de Porto Alegre. Das possibilidades idealizadas pelo empresário, o arq. e urb. Clé­ sio Gomes realizou diversos estudos comer­ ciais. “Nas tratativas do assunto, surgiu a ideia de reformar e recuperar o prédio com o ob­ jetivo de viabilizar um produto novo e caren­ te no mercado da Capital”, conta o profissio­ nal, que integrou as soluções técnicas do pro­ jeto global com as possibilidades do imóvel e os interesses do cliente, juntamente com a arq. e urb. Kelen Tomazelli, do escritório Pop Studio. Assim nascia o condomínio Quintino 288, inaugurado em abril, com doze aparta­ mentos amplos de um dormitório, mobiliados, com TV a cabo e serviços de camareira e la­ vanderia – uma espécie de hotel para estadas mais demoradas. Clésio informa que as condições dos ma­ teriais de acabamentos eram precárias, exce­ to as alvenarias e a estrutura da fundação, em blocos de granito. A compatibilização do pro­ jeto estrutural foi um dos desafios, pois diver­ sos vãos tiveram de ser abertos em paredes, com reforços estruturais, para possibilitar a implantação do layout final. A substituição das instalações elétrica, hidráulica e de tele­ fonia, e das aberturas, agredidas pela ação dos cupins, igualmente fez-se necessária.

12

Fotos: andré nery / DIVULGAÇÃO popstudio

p r o jet o

intervenção arquitetônica recupera edificação e cria um espaço único em um projeto inovador e exemplar

“Aprendemos a considerar que este tipo de trabalho, de projeto, envolve frustrações e sa­ tisfações que são compartilhadas. Como se o tempo do prédio usasse a sua experiência para ensinar esta lição de vida que é conviver com as duas alternativas”, ressalta Clésio. Os profissionais definiram que as carac­ terísticas originais do prédio seriam preser­ vadas na fachada e nas áreas comuns. “O in­ terior dos apartamentos seria mais moderno”, explica Kelen, que escolheu uma palheta de tons neutros para revestimentos e para o mo­ biliário. “Os pisos são em porcelanato cinza, com textura próxima a do cimento queimado. Alguns apartamentos possuem piso vinílico amadeirado. As cozinhas são totalmente pre­ tas e os banheiros completamente brancos”, detalha. Kelen fez questão de deixar pelo me­ nos uma parede de cada unidade com tijolo aparente para imprimir atmosfera aconche­ gante ao espaço contemporâneo.

edifício residencial da década de 1950 renasce com uma nova função

A planta original, com dois apartamentos de três quartos por andar, foi transformada em quatro unidades com um dormitório cada. a fachada, em estilo art decó, teve seu revestimento original recuperado


d et a l he

nova edição do guia de orientação profissional da Aai brasil/rs apresenta legislação atualizada, tabela de honorários com novos índices

GOP ganha conteúdo atual

ESTA É A ÚLTIMA EDIÇÃO DO GUIA DE ORIENTAÇÃO PROFISSIONAL DA AAI BRASIL/RS – GOP, LANÇADA EM 2009. A NOVA EDIÇÃO, A SER LANÇADA EM 2013, TERÁ A PARTICIPAÇÃO DO UNIRITTER E, DE FORMA INÉDITA, DO CAU/BR

Neste segundo semestre, a AAI Brasil/RS lança a nona edição do Guia de Orientação Profissional (GOP), organizado pela Entidade com a participação da Editora UniRitter e do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR). “O patrocínio do CAU/BR trará maior repercussão ao trabalho da Associação”, avalia a arq. e urb. Gislaine Saibro, ex-­presidente da AAI Brasil/RS e organizadora da publicação em 2013. O texto da Lei nº 12.378/2010, que regulamenta o exercício da Ar­ quitetura e Urbanismo no Brasil, está nas páginas do GOP, assim como serão destacadas algumas Resoluções: 1. A que regulamenta as ativi­ dades profissionais; 2. A que determina as atividades privativas dos arquitetos e urbanistas. A Resolução 21, por exemplo, traz os novos conceitos para atividades/serviços, especialmente as de “acompanha­ mento”, “execução”, “fiscalização” e “coordenação de projetos com­ plementares”. A Tabela de Honorários criada pela AAI Brasil/RS desde a sua fun­ dação volta ao GOP, devidamente atualizada. Essa ferramenta havia sido retirada do GOP em 2007, quando foi criado o método de cálculo do Valor Hora (VH) escritório. O escopo do trabalho de arquitetura de interiores será aprimorado conforme a Tabela de Honorários do Insti­ tuto dos Arquitetos do Brasil (IAB), que serve de base para os estudos da Tabela a ser adotada pelo CAU. O GOP é resultado das conclusões dos Grupos de Trabalho de as­ sociados e convidados, que, em todos esses anos, vêm discutindo e orientando a construção de instrumentos para o exercício profissional da Arquitetura de Interiores propostos pela Associação. A atual edição está disponível para consultas em bibliotecas de faculdades de Arqui­ tetura e Urbanismo do Estado e para comercialização na sede da AAI Brasil/RS e no UniRitter. Também nesta edição haverá CD interativo, que coloca em prática, de forma bastante simples, as orientações do GOP. Mais informações: (51) 3228.8519 e secretaria@aaibrasilrs.com.br.

AAI prepara anuário 2014 AAI em revista - Arquitetos será lançada em dezembro de 2013

CAPA DA ÚLTIMA EDIÇÃO DA AAI EM REVISTA – ARQUITETOS QUE, EM 2014, MANTERÁ A EDIÇÃO DIGITAL – ACESSÍVEL POR QUALQUER PLATAFORMA – QUE COMPLEMENTA O CONTEÚDO DA EDIÇÃO IMPRESSA, UMA INOVAÇÃO APROVADA EM 2013 E QUE SERÁ MANTIDA

14

Na Reunião-Almoço de julho, a AAI Brasil/RS apresentou as novidades reservadas para a próxima edição do AAI em revista - arquitetos, publicação que apresenta trabalhos de arquitetura de interiores de profissionais associados. Entre as inovações está a realização de um “concurso” para a escolha da foto da capa. O projeto contemplado com esse destaque será escolhido por um júri formado pelos membros do Conselho Editorial da publicação, por membro da diretoria da Entidade e por um associado sorteado na Reunião-Almoço. A versão digital do AAI em revista - arquitetos será mantida. Lançada junto com a última edição, essa inovação agradou muito aos participantes por permitir fácil consulta aos projetos apresentados, ampliando a abrangência e a divulgação da publicação. A expectativa é que ainda mais associados participem da 11ª edição do anuário da AAI Brasil/RS. Além da distribuição gratuita e dirigida a um mailing de profissionais, empresas e instituições de ensino, a AAI em revista - arquitetos é também comercializada em algumas livrarias especializadas. Para esse ano, novos pontos de venda estão sendo prospectados.


a arquiteta e urbanista cristina azevedo faz questão de atuar na defesa da classe, antes na aai brasil/ RS, agora na AsBEA-RS e no CAU/RS

Prática e objetiva Foto acervo arq. cristina azevedo

perfil

galeria

O Corian revela-se uma excelente opção para ambientes comerciais. Homogêneo, translúcido e fácil de trabalhar, o material pode assumir quase qualquer forma, ser gravado com baixo-relevo, para expor uma logomarca, ou retroiluminado, para adicio­ nar um efeito dramático. Ele pode ser utili­ zado em vitrines, fachadas, nos PDVs, mos­ truários e bancadas, como esta, na cor Glacier Ice com iluminação embutida. Por suas caracte­ rísticas, é altamente recomendado para hospitais, clínicas e laboratórios. A Eterna Móveis e Superfícies é a única processadora premium autorizada DuPont™ Corian® no Rio Grande do Sul. Mais informações em www.moveiseterna.com.br

imagem flavia dourado/Divulgação

Filha de um engenheiro civil, a arquiteta e urbanis­ ta Cristina Duarte Avezedo cresceu envolvida em um mundo de projetos e obras, o que influenciou decisi­ vamente a escolha da sua profissão. Do pai, além da paixão por “construir”, herdou também o pensamento lógico e racional. “Procuro realizar meu trabalho de Tecnologia a favor dos arquitetos. O software Promob Arch permite ao usuá­ ­rio desenvolver o projeto, elaborar a documentação técnica, renderizar e gerar animações que simulam uma caminhada pelo ambiente projetado. O programa possui bibliotecas de parceiros e de decoração, oferecendo itens como luminárias, eletrodomésticos, tapetes, cortinas e estofados. Os aca­ bamentos e revestimentos das principais marcas do mercado também es­ tão disponíveis, com destaque para texturas de madeiras e pisos. Parceira da AAI Brasil/RS, a empresa oferece desconto aos associados. Saiba mais: (54) 3022-5800 e vendas@promob.com

forma prática e objetiva – isso é um reflexo da minha vida. Todas as experiências pessoais servem de baga­ gem na hora de projetar”, enfatiza. O associativismo é uma das vivências de grande peso na sua trajetória. Cristina formou-­se em Arquite­ tura e Urbanismo pela UniRitter em 1995 e poucos anos depois já atuava como presidente da AAI Brasil/RS, da qual é associada. Em 2002, à frente da Entidade, lide­ rou a criação do AAI em revista, hoje consolidado co­ mo um importante veículo de comunicação do setor. Permaneceu à frente da Entidade por duas gestões, entre 2002 e 2006. Afastou-se da diretoria para deci­ dar-se à filha, hoje com sete anos, mas não abandonou a luta pela valorização do arquiteto e da arquitetura.

Uma piscina para grandes pro­ jetos e condomínios. A P10 Pool Glasterm tem SPA, prainha, ban­ cos, escadas e faixas personaliza­ das com vidrotil, sendo a única pis­ cina de fibra com o mesmo acaba­ mento de um piscina de concreto. O modelo está disponível nas cores bran­ co, azul piscina, granitado azul escuro e na novidade, New Bic. O SPA pode ser personalizado, com cor ou acabamento diferenciado. Informações: (51) 3084.7766. 16

Desde o ano passado atua como Conselheira Titular no CAU/RS e este ano assumiu uma das vice-presidên­ cias da AsBEA-­R S. “Acredito que somente com um forte trabalho em grupo conseguiremos vencer todos os nossos desafios”, argumenta. Desde que iniciou na profissão, Cristina mantém escritório próprio, ocupando-se, ainda, com as rotinas inerentes a um empresário do setor. Entretanto, reser­ va espaço em sua agenda para a prática de Pilates, pa­ ra a leitura das crônicas de Martha Medeiros e de Luís Fernando Veríssimo e para sessões de teatro e de ci­ nema, uma paixão.


18

PROD U T OS & S E R V IÇOS


19


Aaiemrevista64  
Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you