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CAPA

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2ª EDIÇÃO - MAIO 2017


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CONTEÚDO EDITORIAL A Revista Silmaq Fashion Technology é uma produção institucional, sem fins lucrativos e com distribuição gratuita e dirigida à clientes e parceiros da Silmaq. Proibida sua comercialização ou venda. O objetivo principal desta publicação é o compartilhamento de referências e acontecimentos relacionados ao mundo da moda e que estão acessíveis em plataformas de conteúdo de várias partes do mundo. Os direitos autorais das imagens que ilustram as matérias são de propriedade dos seus respectivos autores e/ou marcas citadas.

Todos os créditos estão registrados. DIRETORIA SILMAQ SILVIO LUIZ DA PAZ Diretor Presidente CÉLIA REGINA DA PAZ Diretora Administrativa e Financeira RICARDO FISCHER Diretor de Operações EDSON JOSÉ DE SOUZA Diretor Comercial REVISTA SILMAQ FASHION TECHNOLOGY # 2ª EDIÇÃO Março/2017 Direção Geral: Edson José de Souza Coordenação: Anderson Lourenço – Marketing Silmaq Revisão: Letícia Glau – Marketing Silmaq Publisher: Priscila Figurski – entercj@gmail.com Jornalista Responsável: Caroline Passos – SC-2251 Fotografia: Gabriela Schmidt Agradecimentos: FORD Models SC, Guararapes Riachuelo, Van Cleve. Modelos Editorial GYM: Priscila Falaster e o Rhuan Nunes – FORD Models SC Modelo Editorial Beachwear: Nathalia Silveira – FORD Models SC Impressão: Gráfica Tipotil – Tiragem: 5 mil exemplares. Receba a próxima edição da Revista Silmaq Fashion Technology gratuitamente No seu endereço comercial ou residencial, acesse www.silmaq.com.br/revista para informar os dados de envio.

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NON STOP.

TO THE FUTURE! A vida é curta e o tempo perdido jamais pode ser recuperado! É isso que eu penso... É com muita alegria que me dirijo aos nossos leitores nessa segunda edição da Revista Silmaq Fashion Technology. Nosso País tem enfrentado talvez os mais difíceis e nebulosos tempos de sua curta história. Fizeram miséria com nosso país e nosso povo, mas certamente nos recuperaremos. Apesar de tudo, nós precisamos continuar vivendo, nossas empresas precisam continuar produzindo e faturando, pois acima de tudo, nós, empresários e empreendedores, temos uma grande responsabilidade social, pois dos nossos empreendimentos dependem dezenas, centenas ou até milhares de famílias. A Silmaq não parou! Desde a primeira edição da Revista nós continuamos nos movimentando. Participamos de duas feiras, Fimec e Tecnotêxtil Brasil 2017, sempre com força total, e consideramos os resultados como sucesso. Estamos concluindo a ampliação do prédio da nossa matriz em Blumenau, passando de 1,2 mil m2 para 2,8 mil m2, contemplando um novo e belo showroom com 2 mil m2, onde podemos demonstrar todas as nossas linhas de equipamentos em funcionamento, oferecendo aos nossos clientes e colaboradores ainda mais conforto. Lançamos uma linha de equipamentos para lavanderia e acabamentos de peças costuradas de jeans, sarja e malha, com enorme apelo ecológico, projeto que demandou muito investimento financeiro e de tempo. Patrocinamos e par-

ticipamos ativamente através de palestras de membros da nossa equipe do II Denim Meeting. Estamos patrocinando a próxima edição do evento O Negócio da Moda, e criamos a Têxtil Tech Week, semana que se propõe a integrar equipamentos de alta tecnologia e palestras proferidas por profissionais do mercado da moda no Brasil e no exterior. Eu acredito que individualmente pouco se pode fazer, além do voto e do esclarecimento dos que nos são próximos, para higienização dos poderes constituídos nesse país, mas precisamos fazer com que nossas empresas continuem trabalhando de forma eficiente e sustentável, porque isso ninguém fará por nós. Fazendo a lição de casa, sempre observando o que poderia ser melhorado para atender melhor o nosso cliente, foi assim que nós conseguimos trazer a Silmaq até os 30 anos. Todo o resto foi consequência! Acredito que até agora fizemos bem. Agradeço a Deus, aos nossos clientes pela confiança e a todos que de uma forma ou de outra ajudaram no crescimento e evolução da Silmaq. Temos energia para muito mais, continuamos firmes no caminho! Meu forte abraço, Silvio Luiz da Paz Diretor Presidente da Silmaq 5 //


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1) A moda plus size exerce hoje uma importância muito além de apenas vestir homens e mulheres: marcas deste segmento vêm assumindo o papel de empoderar por meio da moda, quebrando tabus e regras sem fundamento, com um crescimento de cerca de 6% ao ano e que já movimenta R$ 5 bilhões no Brasil, segundo dados da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest). 2) Sustentabilidade como tendência leva a indústria a descobrir novas maneiras de amenizar o impacto ambiental e gera consumidores cada vez mais conscientes. O livro Manual de Moda Sustentável, por Sandy Black, é item indispensável para empresas que querem entender o movimento e aprimorar seus processos. (via WGSN) 3) Em menos de dez anos a geração Z será o principal grupo consumidor e até lá deve fomentar ainda mais o processo de transformação em nosso mercado. Para Taciana Abreu, head de marketing da marca carioca Farm, vamos nos tornar marcas melhores por causa da pressão da geração Z. Valores tradicionais e não-conformistas são a base da mentalidade desta geração, considerada pelos pesquisadores como a alavanca que irá promover um salto em nossa sociedade. 4) “A moda está fora de moda.” A trend forecaster Li Edelkoort mostra para o Business of Fashion os pontos que sustentam o seu manifesto Anti-Moda e estão transformando nosso mercado. Confira no link https://goo.gl/0URZ9A 5) Sentir-se bem é a nova moda: pesquisas mostram que estamos cada vez mais interessados em construir um estilo de vida saudável. A tendência Wellness (bem-estar) é um movimento cultural que surgiu após a crise de 2008 e se tornou parte importante do mercado de luxo, com refeições balanceadas, aulas particulares de diversas modalidades esportivas e até retiros espirituais. Peças do activewear como tênis de corrida e calças de agasalho são itens indispensáveis para homens e mulheres de todos os estilos. 6) Já é possível customizar roupas através de um aplicativo. Uma marca da Inglaterra trabalha com diferentes designers que criam” guias de estilo” que possibilitam aos clientes transformar as peças via app, encomendar e comprar. Kate Moross, designer gráfico britânica, criou variedades de estampas geométricas que os clientes podem manipular de diferentes maneiras (mudar a direção, angulação, mover e aumentar detalhes, trocar a combinação de cores) fazendo com que cada alteração crie diferentes peças. 7) O surf brasileiro movimenta \\ 6


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cerca de R$ 2 bilhões ao ano, emprega direta e indiretamente cerca de 140 mil pessoas e, impulsionado pelo sucesso de atletas como Gabriel Medina, está consolidado no setor têxtil com um crescimento médio anual de 10%, que corresponde a 15% da produção nacional. Segundo o SEBRAE, a grande fatia de consumidores do surfwear brasileiro são jovens que praticam alguma modalidade esportiva, com idade inferior a 30 anos (64%) e em sua maioria homens (70%). Nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro, 90% do consumo de artigos surfwear é realizado por praticantes do esporte. 8) Cerca de 25 dias é o tempo que leva a criação de uma peça mais elaborada, como um casaco de inverno, no atelier da Zara localizado na Espanha, até a disponibilidade nas araras da loja de Manhattan. A rapidez na produção e entrega de tendências é o principal motivo do sucesso da Inditex, grupo que comanda a Zara, e o modelo de produção que transformou a cadeia têxtil é tema de estudo em todo o setor. 9) Para a WGSN, 2018 será o ano do reset: a forma como a indústria da moda faz negócios, desenvolve e cria suas coleções vai mudar completamente. A ideia por trás desse conceito é estimular a indústria a enfrentar uma nova ordem mundial, com novas tecnologias, novos conceitos, ascensão dos consumidores que integram a chamada geração Z (os jovens que nasceram nos 2000) e novas demandas de uma população que vive mais tempo que as anteriores, e o Brasil não vai ficar de fora. “Este reinício já começou e acontece para que possamos mudar o futuro do país. É um reset do brasileiro como cidadão, consumidor e também como cultura”, disse Daniela Dantas, head da WGSN. 10) Girl Power: o feminismo está em alta e influencia diretamente o mercado da moda, a começar pelas novas silhuetas e diferentes estilos cada vez mais presentes no mix de produto. Impulsionado pelo movimento social, funciona como estratégia de marketing de sucesso e fortalece a mensagem de individualidade, auto-expressão e bem-estar tão importante para a nossa indústria. 11) A campanha Sou de Algodão, uma iniciativa da ABRAPA, tem como objetivo incentivar o uso da matéria-prima na indústria da moda. O Brasil é um dos quatro maiores produtores de algodão do mundo. 12) No dia 1º de fevereiro completamos 30 anos de Silmaq e estendemos as comemorações durante todo o ano de 2017. Agradecemos a todos os nossos parceiros, colaboradores e amigos por fazerem parte da nossa história! Imagens: Divulgação / Internet. 7 //


wgsn.com / reprodução

MACRO TRENDS 2018

Na indústria da moda, a pesquisa nunca para: os chamados coolhunters, profissionais ocupados em descobrir novos hábitos e comportamentos, já sabem o que vamos desejar consumir (e vestir) daqui a dois ou até cinco anos. As macrotendências (ou macro trends, em inglês) que movem o nosso mercado nos fazem repensar matérias-primas, tecnologias, modelagens e até posicionamento de marca aliados à forma como viveremos nos próximos anos. Nosso comportamento muda e a maneira como enxergamos o mundo e o consumo acompanha esse processo. O mercado precisa estar atento a isso para atender os anseios dos clientes por meio de seus produtos \\ 8

e serviços. O trabalho executado pelo coolhunter é bem abrangente e as macrotendências transcendem as fronteiras entre idade, gênero, estações, geografia e identidade. A WGSN, uma das principais autoridades mundiais quando o assunto é pesquisa de tendência, já sabe os caminhos que vamos percorrer a partir de 2018: com base em extensa pesquisa e análise comportamental, o bureau sintetizou em quatro conceitos as tendências que estarão em alta daqui um ano: Vida terrena, Infusão, Noturno e Design Substancial. Vamos explicar um pouco mais sobre elas a seguir.


Um dos comportamentos que deve aparecer na moda vem do anseio por uma vida mais próxima da natureza. Dar um respiro longe das tecnologias que invadem nosso dia a dia é uma das premissas para 2018. De acordo com a WGSN, um estudo mostrou que 67% das pessoas com menos de 25 anos no Reino Unido não sabem ler um mapa. Esse percentual deve ser revertido, porque a preocupação em ser mais autossuficiente está aumentando e as pessoas vão estar mais interessadas em resgatar costumes do passado, como aprender a costurar, a trabalhar com marcenaria e até mesmo investir em cursos inusitados como os de sobrevivência na selva. Além disso, o interesse pela ciência será ampliado, ganhando especial atenção da chamada geração Z. Tecidos naturais, algodão orgânico e outros materiais com menor percentual de substâncias tóxicas serão os mais procurados pelos consumidores. Essa tendência também reflete na valorização de produtos chamados “do cultivo à mesa”, feitos por produtores locais e com materiais provenientes da natureza. O consumidor estará mais atento à origem das roupas, cosméticos e produtos voltados aos cuidados com a casa, por exemplo, preocupando-se mais com a forma como esses produtos são feitos, incluindo o processo de distribuição. A responsabilidade social e ambiental das empresas será acompanhada pelos consumidores e fará diferença na hora da compra.

Em 2018, outra macrotendência é a humanização da tecnologia. As pessoas estarão mais voltadas a usar os “chats ao vivo” das redes sociais de uma forma positiva, se conectando com o mundo. A troca de informações e o contato via internet farão cada vez mais parte da vida dos consumidores e as marcas devem estar atentas a isso. O uso da tecnologia para a saúde também estará em alta, com a criação de espaços voltados a discutir novidades sobre o tema. Dessa forma, o WGSN prevê um aumento na pesquisa sobre tecidos inteligentes e o uso de DNA na fabricação de produtos e serviços personalizados.

NOTURNO A busca por um equilíbrio mais realista também está em alta. A ideia é que as pessoas se preocuparão mais em compreender de forma saudável seus sentimentos negativos, e não ignorá-los, ou seja, estarão mais realistas. A busca pelo autoconhecimento, deixando de lado o otimismo exagerado, é uma das maneiras de superar medos e anseios. Para isso, as pessoas vão preferir fazer viagens longas para lugares menos habitados e de contemplação, como Alaska e Noruega - segundo o WSGN, são locais onde a sensação de que o tempo passa mais lentamente e ajudam na reflexão.

withlovefromparadise.com / reprodução

INFUSÃO

theepochtimes.com / reprodução

VIDA TERRENA

DESIGN SUBSTANCIAL Conceito que já está presente na moda atual, o “menos é mais” será ampliado. Produtos com características sustentáveis, que reduzem a quantidade de lixo no planeta e são mais duráveis ganharão ainda mais espaço. Mesmo os produtos industrializados terão preferência se respeitarem políticas de menor impacto ambiental e social. Os consumidores também passarão a usar moedas virtuais para adquiri-los, como as bitcoins, que têm valor diferenciado e funcionam em compras na internet. Sem taxas ou ligação com intermediários, as bitcoins não precisam estar vinculadas a bancos, por isso seu uso é mais ágil. Além disso, as pessoas vão assumir um pensamento mais crítico relacionado a marcas que usam a sustentabilidade apenas como estratégia de marketing. A pesquisa por estas empresas será ainda maior, com consumidores mais atentos. O design funcional, que foca na praticidade e na beleza dos produtos, está dentro desse conceito. Evitar desperdício e garantir uma usabilidade melhor é uma das preocupações dessa vertente do design. Produtos úteis, porém bonitos, estarão na preferência dos consumidores. Atenta a estes conceitos que impactam as sociedades, a cultura e o consumo, a Silmaq fortalece sua consciência ecológica ampliando o acesso a produtos e serviços que se preocupam em preservar os recursos naturais. Sustentabilidade hoje é um estilo de vida, um critério imprescindível para a evolução da indústria têxtil. 9 //


Unskilled Worker

FASHION ART \\ 10


Coco Chanel: The Illustrated World of a Fashion Icon

Desenhadas em aquarela, crayon, caneta, giz ou a lápis, as ilustrações de moda tem status de obras de arte e, trazendo a característica de cada artista, superam a simples reprodução dos looks. Surgidas no século XVI com a função de exibir mais detalhes das peças, aguçando o desejo dos clientes sobre o resultado final do processo de corte e costura, hoje a ilustração de moda é, ao lado da estamparia, a principal estratégia de muitas marcas para atrair a atenção do seu público-alvo. Antes da popularização da fotografia, era a ilustração a encarregada de imprimir as tendências da temporada no mercado editorial. Ao contrário dos croquis, desenhos que mostram o desenvolvimento da coleção, ou de um esboço, no qual são apresentadas as ideias iniciais de um look sem muita preocupação de estética, a ilustração serve para revelar o conceito de criação e até mesmo o estilo, cultura, opiniões e valores da marca. Diferente dos desenhos de moda, a ilustração é uma ferramenta de comunicação que garante mais atenção à mensagem e mais valor ao conceito da marca ao estampar campanhas publicitárias, catálogos, vitrines, roupas e produtos em geral. A designer australiana Megan Hess, que já trabalhou para marcas como Dior e Yves Saint Laurent,

lançou o livro Coco Chanel: The Illustrated World of a Fashion Icon, no qual reúne as principais ilustrações produzidas pela Chanel. Segundo ela, é essencial que o ilustrador entenda tudo que a marca representa para reproduzir no papel seus conceitos de forma artística. No livro, ainda sem versão em português, Megan conta a trajetória da grife ícone por meio de ilustrações. Como a Chanel é uma das marcas que mais dita moda no mundo desde sua criação, em 1909, pode-se dizer que a publicação reúne boa parte das principais tendências do início do século passado até a atualidade. O próprio Karl Lagerfeld narrou a história da moda desta forma para o jornal francês Le Figaro: nas páginas do periódico, o atual diretor criativo da Chanel relembrou os trabalhos de estilistas como Poiret, Schiaparelli, Dior, Courrèges, Yves Saint Laurent e Gabrielle Chanel, é claro. O trabalho revelou também as mudanças no vestuário ao longo dos anos, mostrando de forma criativa a liberdade impressa no estilo dos anos 1960 e passando pela exuberância dos anos 1980 com seus excessos. O universo da ilustração de moda é amplo e, em tempos de redes sociais, ganha ainda mais destaque com muitos artistas expondo suas obras no Instagram e compartilhando o processo criativo no Snapchat e 11 //


Pinterest/Reprodução

em transmissões ao vivo no Facebook. Essa profusão de cores e traços inspira outros profissionais, valoriza a técnica e desperta o interesse de muitas marcas. Unskilled Worker, uma das principais ilustradoras da atualidade (e uma das preferidas de Megan Hess), publica em sua conta instagram.com/unskilledworker boa parte de suas criações. A artista, cuja identidade nunca se revelou, já atuou na Gucci, desenhando para Alessandro Michele. Garance Doré é outra ilustradora com trabalho reconhecido internacionalmente. Francesa, a artista vive em Nova York, mantém um estúdio que leva seu nome e seus trabalhos podem ser conferidos em instagram.com/studiodore ou no perfil pessoal dela, o instagram.com/garancedore. Ela tem também tem um blog que pode ser acessado no link www.garancedore. com. Aqui no Brasil, o trabalho de Camila do Rosário impressiona pela beleza, com traços precisos e delicados. Atualmente, ela mostra seus trabalhos na \\ 12

página no Facebook: facebook.com/camiladdorosario. Filipe Jardim é um dos nomes mais citados quando o assunto é ilustração de moda por aqui. Além de criar para marcas internacionais como Tiffany’s, Hermés e Louis Vuitton, o artista já assinou estampas para Amapô, Forum e Neon. Seus trabalhos são mais urbanos e cheios de cores e estão disponíveis no site www.filipejardim.com. A busca constante pelo design fashion coloca a ilustração de moda como um grande diferencial no departamento criativo da moda brasileira, sendo indispensável para marcas que buscam satisfazer seus clientes com produtos originais e um toque artsy. Além do apelo estético mais refinado, a ilustração de moda também oferece o toque orgânico e exclusivo do “feito à mão”, tão valorizado por quem busca produtos diferenciados. Um traço singular, que funcione como uma assinatura, é o que torna o trabalho de um ilustrador realmente autêntico.


GABRIELA SCHMIDT fotografia e direção de arte gabrielaschmidt.com 13 //


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GYM CLUB QUE TAL UM TREINO AO AR LIVRE, A CAMINHO DA BALADA? ENTRE NO CLIMA DO ESPORTIVO URBANO, TENDÊNCIA QUE GANHA CADA VEZ MAIS IMPORTÂNCIA EM LOOKS PARA O DIA E PARA A NOITE COM PEÇAS QUE PREZAM PELO CONFORTO E SURPREENDEM PELO DESIGN.

fotografia GABRIELA SCHMIDT beleza WAL GROHL produção KETTY CORTEZ modelos FORD MODELS SC direção PRISCILA FIGURSKI 17 //


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SUMMER TRENDS 2018 Enquanto o varejo celebra as vendas do verão 2017, a indústria segue a todo o vapor construindo a temporada 2018. A tendência do esportivo urbano (considerada pela WGSN como a maior transformação no vestuário desde 1950, quando aconteceu a popularização do jeans) aparece em nova versão: o activewear se mistura cada vez mais ao streetwear com tecidos tecnológicos e muito apelo fashion. Alexander Wang, Versace e Stella McCartney lideram a lista dos propulsores do Athleisure.

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Alexander Wang


Pinterest/Reprodução

Chloe

Michael Kors

Nas passarelas internacionais, Rodarte e Michael Kors foram algumas das marcas que apostaram no poder das flores: na temporada 2018, elas ganham ainda mais vida em bordados, aplicações e pintadas à mão em versões mini ou maxi, dando um ar mais artesanal às peças. Ombreiras e blusas oversized aparecem em novas versões e trazem de volta o clima dos anos 80. As marcas Balenciaga e Gucci mostram looks com volume repaginados, cortes sensuais, blazers para noite e vestidos de um “ombro só” que devem marcar o estilo do próximo verão. O conforto dos pijamas também inspira alguns estilistas. Vionnet e Ashley Williams valorizaram as peças de cetim em suas criações e a Lanvin foi além, deixando o sleep wear ainda mais elegante ao combinar calças de tecido leve com ternos desconstruídos. As calças de pijama são uma ótima aposta para o nosso verão tropical, assim como as saias transparentes de tule, renda ou crochê apresentadas nos desfiles das marcas Chanel e Dior em versões curtas e evasê. Na alfaiataria, as camisas surgem com um ar mais contemporâneo, com cortes irregulares e cortes mais modernos, como o cropped. Os babados também seguem em alta para o verão 2018, aplicados em blusas, saias e vestidos - o volume extra funciona bem para evidenciar decotes e assimetrias. Para além da temporada 2018, a onipresença da tecnologia em nossa rotina desperta o desejo de reconexão com a natureza, fortalecendo o denim, tecidos naturais, 100% algodão e texturizados, que combinam bem com o estilo 70, tons terrosos e vermelhos.

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stellamagasinet.com

A META É CONFORTO!

A modelagem é a alma da roupa: é a informação primordial da peça, que e orienta o corte e a costura. E a moda internacional já dá indícios que teremos um 2018 de alma leve, com modelagens amplas, estruturadas e peças clássicas renovadas pelos detalhes. O design com referência esportivo e casual, por exemplo, ganha ainda mais espaço aliando funcionalidade e informação de moda, a exemplo das leggings da moda fitness cada vez mais elaboradas com diferentes texturas e recortes. Na onda do activewear, uma das tendências fortes para o próximo verão são as Urbanidades: práticas, a modelagem destas peças segue o estilo normcore, ou seja, mais limpas e sem tanta preocupação com o que está em alta, de uma forma bastante descontraída. O normcore é o estilo casual atemporal, por isso tem também durabilidade. Modelagens amplas são sua marca registrada e atendem à fluidez de gênero – comportamento que está cada vez mais ganhando espaço entre a cultura jovem. Um dos pontos fortes desta tendência são os maxibolsos, que fazem as vezes de acessórios e tiram o básico do lugar-comum. Ainda dentro do normcore, são fortes as T-shirts clássicas – com ou sem estampa –, saias midi e as calças retas e amplas: conforto é a premissa desta \\ 30

modelagem, que pode ser adaptável a diferentes tipos de corpos. Um pouco mais excessivo, porém igualmente preocupado com o conforto, é o mix entre alfaiataria e lingerie, outra tendência para 2018 que resgata o romantismo com decotes mais profundos em peças que saem das passarelas para as ruas. A ideia é unir a atitude rocker ao delicado, misturando diferentes tecidos como tule, renda e algodão. A alfaiataria garante a estrutura e o caimento enquanto os tecidos leves trazem o frescor necessário para o verão. Neste estilo, as mangas bufantes são o destaque assim como os vestidos trapézio, saias rodadas e retas. O comprimento dos vestidos é variável, passando do longo ao mini, acinturados ou retos, lembrando os looks dos anos 1960. Indo por essa vertente, o babado ressurge dos anos 1980 para a moda atual. Em contraponto ao normcore, o excesso de tecido também cativa grande parte do público: segundo a WGSN, assim que apareceram nas passarelas, as peças com babado tiveram um aumento de 20% devido à grande procura dos consumidores. Mais uma vez, os ombros de fora foram presença marcante nas semanas de moda. O


Mark Segal para Vogue Japan / Reprodução

decote de ombro a ombro, com inspiração gipsy, também continua em alta. Marcas como Chloé e Dolce & Gabbana apostaram nesta tendência para suas coleções. Com modelagens mais tradicionais, suas peças se encaixam no cotidiano sem perder a graça e a leveza e mostram o babado em saias, blusas e vestidos. A assimetria é forte aliada de peças com babados e também moderniza o look. Eles podem ser aplicados em peças amplas, como um detalhe ou mesmo dando comprimento para uma saia. Seguindo essa tendência, a grife Prabal Gurung chamou a atenção com looks desconstruídos e confortáveis, enquanto a Gucci explorou sobreposições que deram vida a propostas mais conceituais. O interesse dos consumidores em produtos mais artesanais influencia também na modelagem. Tecidos feitos de fibras naturais são a grande novidade para marcas que exploram o universo boho, que abrem espaço para artigos como gaze e tricoline com silhuetas mais estruturadas, muito próximo do que predominava nos anos 1950. Nas coleções de surf e streetwear, as chamadas malhas eco (desenvolvidas a partir de garrafas PET) já são utilizadas para criar coleções completas. Passo inicial no processo de confecção, o molde é a concretização da ideia do estilista e a modelagem deve considerar o volume e as outras etapas do processo, como a finalização e os acabamentos. O bom caimento e conforto dependem essencialmente da modelagem, por isso a busca constante da indústria no aprimoramento dessa etapa da produção é tão importante: evita o desperdício de matéria-prima e até o encalhe da produção.

Com o objetivo de otimizar o processo de produção, o software TopCad Polypattern AutoMarker da Silmaq é uma das principais ferramentas para reduzir mão de obra e consumo de tecido. O sistema para encaixe dos moldes é automático e pode ser usado em confecções de todos os portes e em uma grande variedade de equipamentos, além de permitir trabalhar simultaneamente com diversos moldes e criar revestimentos de maneira instantânea como: abrir bainhas, manipular pences com precisão e transferi-los para múltiplos pontos, abrir qualquer tipo de plissado, agrupar e rotacionar vários moldes de uma vez, arredondar cantos, modificar tamanhos e ainda otimizar os resultados quando os tamanhos estão agrupados por camadas de tecidos. Esta ferramenta ajuda a promover uma economia de até 70% de esforço humano e 8% de tecido, sendo totalmente automatizada. O recurso também acaba com a necessidade de fazer os moldes à mão e é possível até definir as linhas horizontais ao longo do encaixe que indicam os defeitos do tecido, a fim de evitar a colocação de moldes sobre os defeitos. Quando os moldes são colocados em posições específicas o Polly Pattern coloca as peças restantes automaticamente. Livre de mensalidades, com suporte gratuito para todas as versões via acesso remoto e telefone, treinamento de uma semana com um de nossos profissionais acompanhando a rotina e horário de trabalho da empresa e chave de corte ISO liberada, o TopCad Polypattern AutoMarker pode ser o recurso que a empresa precisa para maximizar a produção. Entre em contato com um de nossos representantes e descubra as inúmeras vantagens de mais um produto com a garantia de excelência da Silmaq. 31 //


LANÇAMENTO

SÉRIE WIZARD NIPPON

G-Star Raw Fall 16 / Reprodução

EVOLUÇÃO E TECNOLOGIA PARA A LAVANDERIA BRASILEIRA

Processos de lavanderia são o ponto alto para transformar peças em jeans e malha. Mas, ao mesmo tempo em que oferecem inúmeras possibilidades para uma série de matérias-primas, geram discordâncias tanto pela quantidade de água utilizada quanto pelo alto custo de cada etapa. Pensando nisso a Silmaq investiu em tecnologia e criou a série WIZARD, um equipamento inovador para amaciamento e encolhimento de jeans e malha e também acabamentos de resinagem que aumenta a intensidade de cor e brilho dos tecidos jeans, tornando-os mais nobres e resistentes à desgastes por abrasão. Além do preço altamente competitivo para o mercado brasileiro, a série WIZARD NIPPON não gera efluentes e utiliza menos de 5% da água normalmente usada nestes processos em equipamentos convencionais, ou seja: jeans amaciado e resinado praticamente sem água, com encolhimento de qualidade e sem geração de resíduos. O projeto contempla indústrias de pequeno, médio e grande porte – a série WIZARD NIPPON conta com capacidade de 20, 50 e 100 quilos de roupa seca

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– e foi desenvolvimento pela equipe da Silmaq a partir de análise e intensa pesquisa sobre o mercado nacional e internacional, incluindo a urgente necessidade da indústria têxtil em acelerar a incorporação de processos ecologicamente corretos. Formulações químicas exclusivas desenvolvidas com produtos da Soko Chimica, de representação exclusiva da Silmaq, asseguram resultados com padrão de qualidade mundial. Segundo o engenheiro Gilberto Oliveira, coordenador do projeto com mais de trinta anos de experiência no segmento jeanswear, o processo “Up Dye” (resinagem) é a realização de um sonho das lavanderias brasileiras e muito similar ao utilizado pela G. Star Raw, uma das marcas jeanswear mais desejadas pelos consumidores devido ao acabamento das peças. “Com o Wizard, conseguimos estímulo para desenvolver o primeiro processo factível “No Water” brasileiro, onde resinamos o jeans reaproveitando a resina, com um custo muito adequado e impacto ambiental nulo que resulta em um jeans enobrecido, com cor mais intensa, toque excelente, durabilidade e possibilidades de ótimos efeitos de customização quando associado ao Ozônio e ao Laser.”


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Fotografia de Carine Wallauer para Insecta Shoes

UPCYCLING: VIDA NOVA PARA OS RESÍDUOS

Transformar desperdício ou sobras em algo de valor: é esta a base do chamado upcycling. O conceito, surgido em 1994, foi abraçado pela moda e tem ganhado cada vez mais espaço nas coleções, com muitas marcas aproveitando resíduos para dar asas a novas criações, salvando materiais do descarte. \\ 34


Pinterest/Reprodução

Pascale Mussard

O termo upcycling, usado pela primeira vez pelo empresário e ambientalista Reine Pilz, foi consagrado em 2002 com a publicação do livro Cradle to Cradle: Remaking the Way We Make Things, de William McDonough e Michael Braungart. O nome mistura o conceito de “up” com o da reciclagem,” cycling”, ou seja, significa dar valor a algo que iria para o lixo. Enquanto os olhos do mundo todo estão em alerta para questões como aquecimento global, redução de detritos e esgotamento de algumas matérias-primas, a ideia de reaproveitar para gerar algo completamente novo, bonito e útil ganha cada vez mais valor, com designers preocupados em tornar o upcycling cada vez mais presente na mente dos consumidores. A empresária Pascale Mussard, uma das herdeiras da Hermès, é uma das pessoas que atuam na moda e que estão preocupadas em reduzir o desperdício de suas marcas. Sua preocupação em transformar sobras e peças com defeitos quase invisíveis, mas que não passaram pelo crivo do rigoroso controle de qualidade da Maison, fez nascer a petit h (escrita assim em minúsculo), desenvolvida para resgatar o material rejeitado na linha de produção das outras 14 linhas da companhia que formam a Hermès. Bolsas, objetos de decoração, acessórios e outros produtos surgem pelas mãos de artistas e artesãos

petit h

que trabalham a matéria-prima que seria descartada. Mesmo trabalhando com reaproveitamento, a marca de Pascale Mussard não deixa de lado o cuidado com a qualidade final e o glamour dos produtos. Suas peças são exclusivas e lançadas uma única vez. Verdadeiras obras de arte, os produtos são vendidos cidades escolhidas pela empresa, como Paris, Nova York ou Berlim. No Brasil, já temos iniciativas consolidadas que atuam seguindo o upcycling. Uma delas é a Insecta Shoes, marca de sapatos e sandálias totalmente sustentáveis e veganos, ou seja, sem matéria-prima de origem animal. Os produtos são feitos artesanalmente com tecido e borracha reaproveitados, o que valoriza o resultado final. Os calçados são únicos, produzidos com material garimpado em brechós. A valorização do upcycling está ligada à consolidação da sustentabilidade como estilo de vida e tem forte apelo principalmente junto à Geração Z, os pós-Millenials (nascidos entre 1990 e 2010) que em cerca de dez anos serão a maior porção de consumidores do mundo. A Gen Z sabe que o consumo consciente tem propósito e o apelo criativo do upcycling promete se espalhar pelas ruas também na arquitetura, na decoração e no design. 35 //


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COSTURAR PARA FAZER RENDER!

Cenas da novela A Lei do Amor, da Rede Globo. Na trama, a personagem Luciane, vivida pela atriz Grazi Massafera, tem uma pequena facção com máquinas de costura JUKI, de representação da Silmaq.

Costurar em casa, além de uma forma de uma atividade terapêutica, pode ser uma opção para gerar renda. Com máquinas domésticas é possível montar um ateliê e começar os primeiros trabalhos. De acordo com o Sebrae, uma das ideias para quem pretende empreender na costura é oferecer modelagens diferenciadas e exclusivas. O mercado da moda atualmente emprega aproximadamente 1,4 milhão de trabalhadores, sendo que 90% é composto por mulheres. A qualidade das peças é a prioridade, por isso, a dica é investir em cursos e em máquinas de costura que garantam precisão, bom acabamento e velocidade. A Silmaq possui uma linha de máquinas domésticas que atendem a estas necessidades, garantindo um excelente trabalho final. Quem optar por investir neste segmento precisa conhecer sobre os diferentes tipos de aviamentos e máquinas de corte e costura. Entender quais são os tecidos e como trabalhar com eles é imprescindível o ateliê deve prezar por evitar desperdícios, por isso o conhecimento avançado a respeito do material é extremamente importante. Outra sugestão é oferecer serviço de restauração e customização. Reformas de roupas usadas é uma atividade bastante procurada e pode dar o ponta pé inicial no negócio. Uma forma de reduzir os custos é saber reaproveitar o material. É necessário criatividade e conhecimento para saber como um resto de tecido pode ser usado em outra roupa. Há uma tendência também em oferecer trabalho artesanal além da confecção de roupas: trabalhar com bordados, crochê e tricô pode ser o diferencial da empresa. A manutenção periódica dos equipamentos ajuda a reduzir os custos a longo prazo: máquinas de qualidade e bem cuidadas garantem a qualidade do produto final. 37 //


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SUMMER DESIRE A MODA PRAIA BRASILEIRA GANHA CADA VEZ MAIS STATUS AO EXPLORAR MODELAGENS, ESTAMPAS E ACABAMENTOS ESPECIAIS EM PEÇAS ELABORADAS E VERSÁTEIS, COM DESTAQUE PARA MAIÔS, HOT PANTS E CROPPED COM TIRAS, TRANSPARÊNCIAS E TRANÇADOS.

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Fábrica da Fakini Malhas, com máquinas da Silmaq, em Agrolândia/SC.

SILMAQ 30 ANOS

AJUDANDO A INDÚSTRIA A PRODUZIR MAIS E MELHOR! POR EDSON JOSÉ DE SOUZA Reclamar da crise virou um padrão, mas está certo quem disse que usa-se a crise como justificativa para as nossas frustrações... Tem empresários que estão sempre reclamando, reclamam do governo, reclamam da China, do fornecedor, dos clientes, enfim, reclamam de tudo. O mercado é mutante e tudo muda, e as condições que parecem crise hoje, podem ser normais amanhã, pois tudo é uma questão de adaptação. As pessoas e as organizações tendem a se adaptar ao que lhes é oferecido, e isso é normal. Não confundir adaptação com acomodação! Os gestores escolhem os caminhos que suas organizações podem seguir para se adaptar a situação que o mercado lhes impõe e eu vou lhes mostrar o caminho que Silmaq escolheu, e que vem dando certo.

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Os nossos clientes vêm se tornando cada vez mais exigentes, e isso é natural, todos queremos mais, mas com menor esforço. Nossos clientes, em sua maioria, querem produzir mais gastando menos. Isso se reflete também na compra de equipamentos. Produzir mais e melhor, investindo o mínimo possível. Com certa frequência ouvimos que as nossas máquinas são as mais caras do mercado, e em até determinado ponto, sim, isso pode ser verdade, mas analisado o contexto geral isso pode se tornar uma dúvida e a longo prazo a afirmação é incorreta. A Silmaq escolheu por tornar-se uma empresa grande, porém muito enxuta, então alguns parâmetros foram muito bem determinados, e o principal é a qualidade dos equipamentos que fornecemos! Normalmente a alta qualidade está associada a preços elevados, e isso é verdade quando se considera somente


Kakau Santos

o valor do investimento. Mas máquinas e equipamentos não se resumem ao investimento inicial. As máquinas são adquiridas para trabalhar cinco, dez anos, então tem que se considerar a longevidade do equipamento. As máquinas são compradas para produzir muito e com o mínimo de paradas, então há que se considerar a produtividade do equipamento, pois quanto mais produzir, menor a influência do custo do equipamento no produto final. Todo equipamento tem desgaste e precisa de manutenção, e de peças de reposição. Ter a disposição essa reposição também influencia muito no custo equipamento. Enfim, equipamento caro é o equipamento que produz pouco e gasta muita energia, seja qual for, humana, elétrica. Nosso argumento não é preço, e isso foi uma escolha nossa! Frequentemente somos procurados por fabricantes de equipamentos com qualidade discutível, mas com preços muito tentadores, entretanto o nosso argumento é qualidade. A indústria têxtil e de confecção de Portugal estava praticamente acabada. Uma crise se abateu entre 1990 e 2010 levando a fechamento da maior parte dos empregos dessa importante indústria do norte lusitano. Um forte movimento de modernização das indústrias foi implementado na última década e hoje Portugal já comemora recordes de exportação. O ponto que mais chama atenção nessa recuperação é que as indústrias não estão fabricando produtos com menor preço, estão trabalhando com produtos de melhor qualidade e maior valor agregado. A China costuma ser acusada como algoz do insucesso da indústria têxtil e de confecção brasileira. A indústria de confecção chinesa é extremamente especializada. Um grande fabricante de bermudas fabrica só bermudas, o de camisetas, só camisetas,

Eng. Edson José de Souza Diretor Comercial da Silmaq

e isso permite a racionalização de operações e consequentemente a redução de custo. Ao contrário do que se pensa, as indústrias chinesas de confecção trabalham com equipamento de elevado nível de qualidade e tecnológico, alcançando por esse motivo também eficiência invejável. Os dois exemplos demonstram que para se alcançar um fim, os meios são essenciais. Não se produz roupas de qualidade com custos aceitáveis utilizandose meios arcaicos ou inadequados. Definitivamente estamos inseridos numa economia global e o jeitinho brasileiro mais atrapalha do que ajuda. A indústria têxtil e de confecção brasileira precisa se profissionalizar, se qualificar e se equipar dos mesmos meios que os seus concorrentes utilizam. Produzir mais e melhor pelo menor custo. Esse tem sido o propósito da Silmaq nesses 30 anos de história. Oferecer soluções de alto rendimento e extrema qualidade, tornando rentável a indústria de confecção brasileira.

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roccocco.uk / reprodução

É HORA DE VENDER ONLINE Modalidade de venda que cresce a cada ano, o e-commerce é uma alternativa bastante viável para quem atua no mercado de moda, pois a internet é um campo de inúmeras possibilidades e aproxima a empresa do consumidor, facilitando o relacionamento, ações de marketing e feedback de seus produtos, além de ser a principal fonte de acesso a informação e conhecimento da atualidade. As vantagens são comprovadas em números: a previsão da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) é que em 2017 o setor fature R$ 59,9 bilhões. Ano passado, o comércio eletrônico no país cresceu 11% comparado a 2015 e registrou 179 milhões de pedidos. A expectativa é que este último número chegue a 200 milhões este ano. De acordo com relatório da Ebit - empresa que pesquisa os hábitos do consumidor e é responsável por certificar lojas virtuais considerando a probabilidade de o cliente comprar novamente na loja e se a entrega foi feita dentro do prazo - os produtos da categoria Moda atualmente estão entre os cinco mais vendidos online no Brasil. A oferta de cursos e especializações na área também é cada vez mais relevante. Com resultados positivos, especialistas em e-commerce veem na internet um caminho bastante promissor para o setor, mas alertam que produtos e serviços de moda podem crescer ainda mais ao se tomar medidas que melhorem o atendimento e a qualidade na entrega dos produtos. Há fatores que precisam ser considerados para que a loja cresça e fidelize clientes: identificar o perfil de \\ 52

compra do consumidor, por exemplo, é extremamente importante para evitar prejuízos. E não há desculpas para isso, uma vez que a principal vantagem da venda pela internet é justamente a possibilidade de mapear o consumidor e conseguir identificar sua origem, idade, gênero e interesses. Desta forma, o planejamento e o alcance de divulgação da loja pode ser muito mais eficaz e pontual. Ouvir o cliente é outro ponto essencial. Lojas bem-sucedidas são próximas de seus compradores e entregam produtos de qualidade. A Silmaq possui uma série de equipamentos para auxiliar a sua empresa a otimizar os processos de produção como a BREEZE 921, por exemplo, que tem capacidade para estampar até 40 peças claras por hora – máquina indispensável para quem produz camisetas, um dos artigos de vestuário mais vendidos pela internet. Com base em dados de CRM digital, é possível até prever as próximas escolhas de compra e oferecer produtos e serviços cada vez mais personalizados. O universo das redes sociais permite ao consumidor a livre expressão de sua opinião, seja ela positiva ou negativa, portanto, às empresas que desejam explorar o mundo do e-commerce cabe análise e estratégia para alcançar o melhor resultado e o comprometimento em entregar o melhor produto dentro do menor prazo. ____________________________________________ Seguindo as recomendações técnicas do equipamento, mais informações em https://goo.gl/zg28cd


ENTERprise fashion * digital * branding

entercj@gmail.com 47 9 9949 6766

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COSTURA, BORDADOS E PERFURAÇÕES:

ramspeed.com.au - reprodução

CRIATIVIDADE SEM LIMITES

O consumidor atual está cada vez mais interessado em exclusividade, com produtos únicos e de forte apelo visual, fazendo do uso de texturas uma boa estratégia para agregar valor a objetos de qualquer segmento. E a arte do bordado estende seu charme para além do vestuário: equipamentos inovadores permitem a aplicação de pontos em diferentes cores e padronagens que vão além de sua função técnica e incrementam desde móveis como sofás e o interior de veículos até bolsas e calçados. \\ 54

Incríveis possibilidades para um design que une estética e funcionalidade ao produto foram trazidas à vida por dois novos equipamentos no catálogo da Silmaq: PAX Machine e HAR Series. Com a habilidade de perfurar, costurar e bordar ao mesmo tempo, a PAX Machine dispensa a substituição ou realinhamento do material para que não haja deslocamento no design, facilitando a execução de qualquer projeto. Dessa forma, é possível criar padrões usando perfurações que servem também como saídas de


autoking.vn

car.info - reprodução

ar e oferecem inúmeras expressões criativas. A PAX Machine foi desenvolvida com software exclusivo que recebe dados do Illustrator e CAD e pode convertê-los em perfurações ou costura, finalizando com maestria projetos ricos em detalhes e reduzindo drasticamente custos e tempo de execução. Esta flexibilidade permite mais versatilidade para responder com acabamento impecável também à produção de pequenos lotes. E a inovação continua com a HAR Series, mais um equipamento multifuncional que viabiliza a combinação entre o bordado e a costura de maneira surpreendente, com alto desempenho em indústrias de vários segmentos. Artigos em couro tridimensional acolchoado ganham um toque diferenciado com costuras coloridas – enquanto outras máquinas desse tipo trabalham com apenas uma cor, a HAR Series permite a utilização de até nove cores diferentes ao mesmo tempo, com cabeçote rotativo otimizado para pontos decorativos. Sua estrutura, com uma área de trabalho que suporta tanto matérias-primas amplas para assentos de carro e mobílias quanto para objetos menores, também é um diferencial. PAX Machine e HAR Series têm a garantia de qualidade Tajima, líder mundial no desenvolvimento de equipamentos para bordados, que em território brasileiro tem representação exclusiva da Silmaq.

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Foto Galen Oakes

CORTE A LASER: ACABAMENTO IMPECÁVEL E PRODUTOS EXCLUSIVOS Muito apreciada no mercado da moda para sofisticar o design de peças em malha, jeans e couro, a técnica de corte a laser ganha cada vez mais espaço no universo da decoração impulsionada pela tendência Do It Yourself (Faça Você Mesmo), que estimula os consumidores na busca de objetos customizados e cheios de personalidade. Acrílico, madeira, EVA, papel, vidro e até metal: com o equipamento adequado, as possibilidades são infinitas. Designers, arquitetos e decoradores têm utilizado essa técnica para customizar almofadas, produzir luminárias de efeito diferenciado e até construir painéis decorativos que se destacam no ambiente. Em âmbito industrial, a principal vantagem do corte a laser é a oportunidade de escrever, desenhar e reproduzir \\ 56

os moldes com alta precisão, deixando os objetos praticamente idênticos entre si - mesmo os detalhes mais delicados podem ser recortados rapidamente com acabamento impressionante. Além do Lar, Doce Lar, o laser cut é a técnica mais moderna a ser utilizada na também na decoração de festas e eventos, na produção de material corporativo (de brindes a displays de mesa) e até em material didático, como letras e números para alfabetização. O segmento de papelaria também explora o método com primazia em sofisticadas embalagens para docinhos, bandeirolas e até convites de casamento. O trabalho minucioso das máquinas de corte a laser permite inclusive a produção de rendas em rolo, muito apreciadas tanto na moda quanto na decoração.


Pinterest/Reprodução

Sendo uma técnica de assinatura visual rica em detalhes, também já caiu nas graças de muitos artistas mundo afora. O Burning Man Festival, que acontece anualmente nos Estados Unidos, explora de forma transcendental a imensidão do deserto de Nevada com inúmeras esculturas e instalações desenvolvidas com o corte a laser, e estas obras de arte têm tanta importância para o público do evento (mais de cinquenta mil pessoas anualmente) quanto as outras atrações oferecidas pelos organizadores. Empresas com departamentos criativos exigentes e ligados nas principais tendências do design mundial tendem a oferecer produtos que se destacam. O corte a laser permite a criação de roupas e objetos diversificados que vão além do trivial e, com a Nippon Serie CMA, equipamento disponível no portfólio da Silmaq, não há limites para a criatividade.

Com software de programação e display gráfico colorido com memória de até 500MB, é de fácil operação e possui três funções - curva contínua rápida, trajeto mais curto de corte e compensação para assegurar o mesmo efeito processando. Possui painel LCD de fácil operação com indicação de velocidade e memória disponível e conexão por USB. Sua altura máxima de corte é de 20mm (MDF de até 12mm e acrílico de até 20mm) e também oferece controle de potência (de 20 a 100%) e de velocidade (1 a 100%), com tecnologia alemã na lente de resistência ao calor e espelhos refletores de alta performance. Sua operação é assegurada por compressor de ar para jato inibidor de chama e exaustor de fumaça. Pode ser utilizada tanto na indústria têxtil quanto na de decoração, cortando várias peças simultaneamente de uma forma rápida e precisa e com um excelente custo-benefício. 57 //


UMA ESTRUTURA

OPERACIONAL QUE SURPREENDE POR RICARDO FISCHER Em 2016, no auge da descrença econômica do País, a Silmaq decidiu agir estrategicamente ampliando e modernizando ainda mais o showroom da Matriz, em Blumenau – Santa Catarina. Dos 1mil m² já existentes nós ultrapassamos a marca dos 2mil m2 de área dedicada exclusivamente à exposição e demonstração técnica dos produtos. Além de proporcionar mais conforto aos nossos clientes, o investimento acompanha o aumento do nosso portfólio com novos processos e marcas. Também contribuiu

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significativamente para melhorar o atendimento, antes, durante e depois da venda acontecer. Hoje, por exemplo, ao visitar a Silmaq em Blumenau o cliente se depara com uma sala de corte automático com 3 mesas de enfesto, 2 modelos de máquinas de corte Bullmer e 3 diferentes modelos de máquinas de enfesto, todas disponíveis para testes imediatos num ambiente totalmente operacional, é como se o cliente já estivesse com a estrutura em sua empresa. Só isso representa mais de R$ 2 milhões em investimentos.


Kakau Santos

Ricardo Fischer Diretor de Operações da Silmaq A exemplo da sala de corte acontece a demonstração de conjuntos de estamparia silk e digital, bonecos e mesas de passadoria, máquinas de bordado, plotters laser e muitas máquinas de costura para vários segmentos e tipos de operação. Na Silmaq tudo pode ser ligado e testado na hora. As áreas técnicas também receberam investimentos expressivos, nós ampliamos em 4 vezes as áreas de trabalho passando a atuar em 800m2, integrando a operação logística, de montagem de máquinas, departamento de eletrônica e laboratório de pesquisa e desenvolvimento para equipamentos de lavanderia e tinturaria. Toda essa estrutura vem acompanhada, na mesma proporção, do nosso departamento de peças. Com estrutura operacional em Blumenau e com a inauguração de uma loja de peças em São Paulo/SP a Silmaq conta com um portfólio com mais de 43mil referências diferentes e um estoque com 3,6 milhões de peças a pronta entrega. Importante ressaltar que a Silmaq é a importadora brasileira que mais investe em peças originais com capacidade de atender todas as regiões do país.

2015. Jaboatão dos Guararapes garante suporte para toda a região norte e nordeste. Em São Paulo a Silmaq também está ampliando, já são dois prédios dedicados aos nossos clientes. Muitos nos perguntam o porquê de todos esses investimentos num momento tão difícil do país, a resposta é simples, primeiro porque apostamos e acreditamos no Brasil, acreditamos na retomada do crescimento do Setor Têxtil Brasileiro e, acima de tudo, queremos estar preparados para cada vez mais, atender melhor e mais rapidamente os nossos clientes. Segundo, e não menos importante, porque entendemos que o processo de venda não acaba na assinatura do pedido, vai muito além.

Atualmente a Silmaq conta com mais 3 centros de distribuição, além de Blumenau. A sede própria de Maringá, no Paraná, foi adquirida e modernizada já em

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PESSOAS QUE NOS INSPIRAM

foto por Anne Ulson

MARCELLA KANNER

Com 22 milhões de clientes fidelizados e 300 lojas no Brasil, a Riachuelo hoje está consolidada como a maior empresa de moda do país. Prestes a completar setenta anos, a empresa, que pertence ao Grupo Guararapes, é a única no país dentro do segmento de moda a pesquisar, criar e produzir totalmente suas peças. Para isso, hoje concentra o maior parque fabril da América Latina, sendo considerado um modelo inédito de negócios. Marcella Kanner está à frente do marketing \\ 60

da Riachuelo há quase uma década e é a responsável pelas estratégias de sucesso que revitalizaram a marca e ajudaram a inclui-la na lista de desejos de todas as classes sociais – dentre elas, as desejadas parcerias com estilistas nacionais e internacionais que elevaram o status não só da fast fashion, mas de toda a moda brasileira. Marcella fala com exclusividade para a Revista Fashion Technology sobre estratégias, desafios, o mercado brasileiro e as metas da Riachuelo para os próximos anos, confira:


1) A Riachuelo hoje é a maior empresa de moda do Brasil. Quais os fatores que a levaram a este patamar? Eu costumo dizer que o mercado têxtil foi impulsionado por uma pequena parcela de consumidores que buscavam moda e que tinham acesso à informação e renda e à uma grande parcela de consumidores que buscavam apenas “preço” e que não tinham acesso à renda e nen huma informação. Há cerca de 20 anos, a Riachuelo enxergou o surgimento de um terceiro segmento de consumidores, que nasceu da disseminação e acesso à informação: são aqueles que têm informação, que são conectados, antenados, que se expressam por meio da moda, mas que não têm renda. Apostamos nesse segmento e, não por acaso, chegamos onde chegamos – somos a maior empresa de moda do Brasil, com a missão de democratizar a moda. Esse universo sempre foi excludente e elitista e a Riachuelo usa seu modelo de negócios para dar acesso ao sonho da moda a dezenas de milhões de brasileiros. 2) A maior parte da produção da Riachuelo é feita pelos parques fabris do grupo. É este o segredo para conciliar preço, design e qualidade? A Riachuelo é a maior empresa de varejo de moda do país e possui o maior parque fabril da América Latina, responsável por toda a sua produção têxtil. Para se ter uma ideia, a Riachuelo consome 100% do tecido produzido pela Guararapes . São produzidas 150 milhões de peças e 48 milhões de modelos por ano Investimos em um modelo integrado de negócio que contempla todo o processo produtivo da indústria têxtil - pesquisa, desenvolvimento, fabricação e distribuição de coleções com as novidades da moda para todo o Brasil. Mudamos o nosso sistema de gestão, que consiste em produzir moda alinhada às principais tendências, com qualidade, em grande escala e com um preço acessível. Para a Riachuelo, isso significa ser a rota da democratização da moda no país. 3) Quais são os desafios de gerir um dos 50 maiores grupos privados do país? É um desafio diário e muito dinâmico que envolve comportamento do consumidor, economia, política, comunicação e uma infinidade de outras variáveis. Mas, sem dúvida, o principal desafio é descobrir e entender, diariamente, o que faz o nosso consumidor feliz. É por esse propósito que 40 mil colaboradores da Riachuelo saem de suas casas todos os dias. Essa é a nossa fórmula para o sucesso.

4) No Natal 2016 a Riachuelo bateu o recorde de vendas em 70 anos de história com 1,5 milhão de peças vendidas. Qual é a estratégia para manter o crescimento mesmo com a instabilidade do mercado? A renovação das coleções é, sem dúvida, uma estratégia importantíssima para driblar o cenário de retração da economia. Investimos em uma grande variedade de modelos e em um rápido sistema de reposição para manter a loja sempre renovada e não perder venda em produtos que têm grande saída. 5) Sobre o setor têxtil no Brasil: estamos no caminho para retomar o crescimento? O que pode e precisa ser melhorado? Acredito que estamos no caminho certo e que em breve passaremos por um novo ciclo de crescimento e de expansão, retomando investimentos e abrindo novas lojas. 6) Considerando os desejos do consumidor e o cenário econômico, o que faz uma marca de moda ter sucesso hoje no Brasil? São diversos fatores que podem levar uma marca de moda a ter sucesso. Não existe uma receita pronta. No caso da Riachuelo, acreditamos que o nosso grande fator de sucesso é levar moda a preços acessíveis a todos os públicos. Fomos pioneiros em lançar coleções em parceria com estilistas renomados e essa ideia surgiu justamente da percepção de que os clientes desejavam peças diferentes, com design “exclusivo”, porém a um preço acessível. E isso é possível graças ao modelo de negócios integrado da Riachuelo, que possibilita aliar qualidade, agilidade de produção e escala, o que resulta em moda a preço justo. 7) Quais são os planos de expansão da Riachuelo para os próximos anos? Vamos continuar investindo em tecnologia, inovação, tendências e na abertura de novas lojas. 8) Temos muito orgulho em ter a Riachuelo entre os nossos clientes. De que forma a relação entre a Silmaq e a Riachuelo contribui para a otimização dos processos de produção? A Silmaq contribui para que o modelo de negócios citado acima, adotado pela Riachuelo, opere de maneira mais eficiente, oferecendo produtos de alta tecnologia para a produtividade têxtil.

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Revista Silmaq Fashion Technology - 2ª Edição  

Esta é uma publicação institucional, sem fins lucrativos e com distribuição gratuita e dirigida à clientes e parceiros da Silmaq. O objetivo...

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