Issuu on Google+

Ano I, 3ª edição

Boletim Informativo DRE Penha

PROGRAMA NAS ONDAS DO RÁDIO

EDUCAÇÃO  COMUNICAÇÃO  EDUCOMUNICAÇÃO

Maio/Junho de 2014

Professores participam do curso Agência de Notícias “Imprensa Jovem” e produzem matérias jornalísticas sobre temas diversos. Confira! COPA DO MUNDO 2014

Professores e professoras de CEIs, EMEIs e EMEFs participaram do curso Agência de Notícias “Imprensa Jovem” oferecido pela DRE Penha no mês de Maio. Durante o curso, os participantes produziram pautas jornalistas, realizaram entrevistas com pessoas de suas respectivas escolas e , de forma colaborativa, escreveram matérias sobre temas de livre escolha. Depois de finalizadas, as matérias foram enviadas à formadora Silene Lourenço. A Copa do Mundo foi um dos assuntos pautados. Um dos grupos responsáveis levou em conta a atualidade do tema e a relevância do mesmo em nossa sociedade. As entrevistas tiveram como principal objetivo saber o que as pessoas pensam sobre o fato do Brasil sediar esse grande evento em 2014. A professora Solange Ferra, que trabalha em CEI, entrevistou uma mãe, uma criança e uma colega de trabalho. A mãe, Patrícia Queiroz, com 30 anos de idade, disse achar um absurdo a realização da Copa do Mundo no país quando falta hospital, creche, médico. Segundo ela, “tá tudo um caos”. Já Aline dos Anjos Carvalho, de 4 anos, acha legal ter Copa no Brasil: “a minha mãe vai fazer pipoca e guaraná”. A colega e professora Sueli Augusta também está feliz e acha maravilhoso

o fato da Copa acontecer aqui. Mas, ressalta: “acho que deveriam investir em educação, saúde, moradia e transporte.” A matéria foi concluída pelo grupo no dia 05 de Junho com a seguinte afirmação: “...ao realizar estas entrevistas foi possível saber mais sobre o que as pessoas acham deste evento que está mexendo com a rotina de todos os brasileiros”. Participaram da elaboração dessa matéria: Andreia Mota Gaiardoni, Luiz Cesar Limonge, Marilene de Souza e Solange Martins A. Ferra.

Fuleco, símbolo da Copa

Leia também: A Copa do NÃO ir e vir

2

Greve dos professores: mitos e verdades

3

Festa Caipira

4

Sustentabilidade: Projeto Meio Ambiente

4

Diagramação e edição final: Silene Lourenço


Página 2

BOLETIM INFORMATIVO DRE PENHA

A Copa do NÃO ir e vir: as mudanças no trânsito

“Vai ser um transtorno. Decidiram fazer a Copa aqui, mas não consultaram ninguém".

O estádio foi construído em um terreno de 500 mil m² na Zona Leste, ao lado da Estação Corinthians-Itaquera do Metrô e da CPTM. A Radial Leste, uma das principais artérias do trânsito de São Paulo, terá um longo trecho interditado nos dias em que a Arena Corinthians receberá os jogos da Copa do Mundo. Os bloqueios serão ativados nos dois sentidos da avenida. O principal objetivo dessa operação é facilitar o acesso do torcedor que irá assistir aos jogos, de acordo com a CET. Moradores da Zona Leste reclamam da interdição “Vai ser um transtorno. Decidiram fazer a Copa aqui mas não consultaram ninguém",

diz o advogado Fábio Araújo Pereira, que mora a cerca de 800 metros do estádio. Membro do Conseg (Conselho de Segurança) da região, ele diz que já imaginava que haveria restrição na Copa, mas teme o que virá depois. "Nossa preocupação é com o depois, como vai ser nos jogos do Corinthians. Se tiver briga de torcida, vão fechar a Radial e vamos ficar isolados." Ele argumenta também que foram priorizadas obras viárias para servir à Copa. Mas, com a interdição do trânsito, nem elas serão fundamentais. As cinco grandes obras no entorno do Itaquerão custaram R$ 549 milhões - R$ 398 milhões ao Estado e R$ 151 milhões à prefeitura.

OPINIÃO Segundo o Professor Rafael Cláudio, a realização da Copa do Mundo de Futebol aqui no Brasil não cria problemas novos para a população das cidades sedes. A capital paulista, por exemplo, enfrenta congestionamento no trânsito diariamente; apenas irá se intensificar no período de realização da Copa.

(Matéria finalizada em 05 de Junho. Autoras: Camila Prado, Cristiana Agda, Claudiane Soares e Luciene Porto.)


Página 3

BOLETIM INFORMATIVO DRE PENHA

Greve dos professores: mitos de verdades A sociedade presenciou durante o mês de Maio deste ano uma série de manifestações populares, dentre elas destacamos a greve dos professores da rede municipal de ensino de São Paulo. Os professores são contra a proposta da prefeitura de abono de 15,38% no piso salarial. Segundo o SINPEEM Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal -, os professores querem que essa porcentagem seja incorporada ao salário de todos, inclusive os aposentados. Entre as reivindicações dos docentes também estão melhores condições de trabalho,

número adequado de alunos por professor, condições estruturais nas escolas, segurança no trabalho e professores auxi-

Manifestação dos professores da rede municipal de São Paulo

liares para alunos com deficiência. Secretário diz que não dá pra atender demanda O secretário de Educação de

São Paulo, Cesar Callegari, disse na semana passada que não há como atender à principal exigência dos professores em greve: um novo aumento de 15,38% a todos os docentes (ativos e inativos). A prefeitura defende que esse reajuste seja feito, por meio de bônus, apenas para os que recebem o piso. "O governo chegou ao seu limite de condições de valorização do magistério neste ano. A folha de pagamento deste mês já tem um reajuste de 13,43% para todos os professores, coordenadores, assistentes e o quadro de apoio. Isso significa um esforço de R$ 622 milhões no orçamento da prefeitura. Temos que respeitar a lei orçamentária e não temos de onde tirar mais", disse.

“...infelizmente, a greve é a única maneira de demonstrar a insatisfação em relação às condições de trabalho, falta de segurança nas escolas(...) sem contar os salários defasados”

Ouvimos diferentes opiniões sobre a greve Conversamos com a professora Adelina, que atua na disciplina de Educação Física, e questionamos quais os motivos que a levaram a aderir à greve. Ela nos relatou que: infelizmente a greve é a única maneira de demonstrar a insatisfação em relação às condições de trabalho, falta de segurança nas escolas, falta de compromisso da Secretaria de Educação com a inclusão de deficientes sem o devido acompanhamento de especialistas, sem contar os salários defasados”. Participou das paralisações ocorridas durante o mês de Maio de 2014, porém não compareceu nos locais das manifestações, pois trabalha em outra rede de ensino. Outra opinião coletada foi a

de um pai de aluno do Centro de Educação Infantil Ana Florêncio. Ele comentou:

ve”. Até o momento não há acordo entre a categoria dos professores e o governo. Nova manifestação foi programada para o dia 03 de Junho, 3ª feira, às 14h30, em frente à Câmara Municipal.

A mobilização dos professores nas ruas

“acompanhei o noticiário que dizia que o salário do professor em início de carreira é de R$ 3.000,00 e no final de carreira é de R$ 9000,00. Por este motivo não devem fazer gre-

(Matéria finalizada em 05 de Junho. Autoras: Aparecida Teixeira da S. Costa, Silvia Santos Oliveira e Maria das Graças S. de Farias.)


Página 4

ANO I, 3ª EDIÇÃO

Festa Caipira No dia 07 de Junho de 2014, acontecerá no CEI Anna Florêncio Romão uma grande festa, aberta à comunidade, com início às 13h e término às 18h. “A aluna Íris (...) disse que já convidou o Papai, a Mamãe, o Vovô, a Vovó e a tia Cris (...), e que eles ficarão felizes ao ver a escola tão linda, e vão comer um monte de doces.”

Para a realização do evento foi formada uma comissão com professores, equipe de apoio, ATEs, equipe administrativa e pais. Na conversa com os pais, sentimos que a festa é muito esperada por todos, por ser um evento que envolve toda a família, oportunizando interações entre a escola e a comunidade. Em entrevista, uma mãe nos disse que este tipo de festa deveria ser patrocinada pela Prefeitura de São Paulo, por ser uma festa que resgata a cultura brasileira: barracas

com brincadeiras, barracas com comidas típicas, danças e brincadeiras tradicionais. As crianças farão apresentações de danças típicas. E, além dos ensaios, as professoras estão desenvolvendo projetos sobre o tema. Todos os enfeites da festa estão sendo

Confecção do milho coletivo

produzidos pelas crianças. Em rodas de conversa elas demonstram ansiedade. A aluna Íris, do MG II, por exemplo, disse que já convidou o Papai, a Mamãe, o Vovô, a Vovó e a

tia Cris para ver as atividades que ela fez com os amiguinhos, e que eles ficarão felizes ao ver a escola tão linda, e vão comer um monte de doces. A comissão espera que a festa seja farta em comida e brincadeiras, e que a comunidade possa se divertir com toda a família. O principal foco é a criança. Espera-se que todas elas possam se divertir, participando das brincadeiras com entusiasmo e alegria. Todos os envolvidos estão colaborando ao máximo, para que a festa seja um sucesso. (Matéria finalizada em 05 de Junho. Autoras: Daniela C. da Silva Pimentel, Gisele Ap. Camargo Guedes, Maria do Carmo M.de Medeiros Rodrigues, Marlúcia Conceição Silva e Roseli Bueno.)

Sustentabilidade: Projeto Meio Ambiente O CEI Jardim Verônia está iniciando um projeto de sustentabilidade e meio ambiente denominado “Planeta Sustentável, Eu amo eu cuido”. Funcionários, pais e crianças estão preocupados com o lixo produzido e com a qualidade da água utilizada. O projeto é uma pequena sementinha que pretende conscientizar, orientar e direcionar esforços para a formação dos pequenos “salvadores” do planeta, e para a comunidade do entorno, que é muito participativa. Estão sendo organizadas ações como reuniões de pais, rodas de conversa, envio de bilhetes pela agenda das crianças e convites abertos à comunidade. Com o apoio da subprefeitura da Penha, o CEI conseguiu um pouco de terra e várias mudas

de plantas ornamentais.

Floreiras no solário

Flores ornamentais plantadas em pneu

A escola conta com a ajuda das professoras, que colocam a mão na terra junto com as crianças, com a ideia de tornar o espaço mais florido. Além das professoras, a escola poderá contar até o final do mês de Junho com um agente de apoio, o Sr. Jacques. Está prevista a construção de uma casinha com garrafas pet para as paredes e pallets de madeira para o assoalho. Em breve, a equipe também terá ajuda do pessoal da DRE Penha para iniciar o processo de compostagem e produção de adubo para as plantas. (Texto produzido a partir de reportagem enviada pelas professoras Deyse Sobrinho, Elaine Soares e Cristiane Aparecida em 05 de Junho .)


Boletim DRE Penha 3ª edição