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Jornal de Coleção • Ano 4 • Nº 47 • AGOSTO 2012 • 10.000 Exemp. • Tel. (51) 3268.4984 •

PELE E BELEZA

Saiba os cuidados necessários para encarar o frio

PET

Animais de estimação têm grande importância na vida familiar

De Olho nos Exercícios

Conheça os 8 sinais de alerta para evitar que eles façam mal

Crescimento

Pessoal A ideia de que individualmente podemos crescer sempre, conhecendo-nos mais e sendo pessoas equilibradas internamente e mais solidárias com os outros, é algo recente e que contagia cada vez mais pessoas. O mundo melhora assim!

Distribuição gratuita


Lições de Vida VIVER – A DOR FAZ PARTE, O DRAMA É OPCIONAL Esquivando-nos do sofrimento perdemos também a felicidade. A dor é inevitável. O drama é opcional.

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efinitivo, como tudo o que é simples: nossa dor não advém das coisas vividas, mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram. Por que sofremos tanto por amor? O certo seria a gente não sofrer. Apenas agradecer por termos conhecido uma pessoa que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez companhia por um tempo razoável, um tempo feliz. Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos tudo o que foi desfrutado com ela e focamos nos aspectos irrealizados, passamos a sofrer pelas nossas projeções, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado do nosso amor e não conhecemos, por todos os shows e livros e silêncios que gostaríamos de ter compartilhado e não compartilhamos. Por todos os beijos cancelados pela eternidade, não em tantos que beijamos. Mas poderíamos ser agradecidos por tudo o que vivemos com uma pessoa que amamos e nos amou, não é? Porque tan-

e-mails Envie seu comentário para: zonasul @ jornalbemestar.com.br Gratos

 Parabéns pela matéria “Felicidade.

Direito ou dever?” Leva a nos perguntar: Quem sou eu? E essa pergunta sossega a mente e nos leva a não se preocupar com o que vem pela frente, e a um bom estado de espirito que leva a completude. Gostei. Muita paz. Abraços Maria Inez Melo

tas coisas boas vividas com alguém não geram sentimentos de dádiva e agradecimento? E no trabalho? Sofremos não porque ele é desgastante e paga pouco, mas por todas as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um amigo, para nadar, para namorar. Podemos melhorar nosso trabalho? Podemos. (Ou então mudar de trabalho). Por que escolhemos a queixa e o sofrimento? Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas angústias se ela estivesse interessada em nos compreender. Procuramos entendê-la ou simplesmente lamentamos por ela não poder ser tudo o que esperamos e idealizamos? Sofremos não porque nosso time perdeu,  mas pela euforia sufocada. Mas vale a pena sofrer pela derrota de um time num esporte em que vencer e perder é a graça de tudo? Criamos dor em algo tão superficial, por quê?

Sofremos não porque envelhecemos,  mas porque o futuro está sendo confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam, todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar. Mas quantas coisas interessantes podem ser vividas com uma idade mais avançada e novamente não estão sendo cogitadas... Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um verso: se iludindo menos e vivendo mais! A cada dia que vivemos mais poderemos nos convencer que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nos faz não arriscar. Por medo de sofrer não nos arriscamos a viver. Esquivando-nos do sofrimento perdemos também a felicidade. A dor na vida é inevitável – ninguém nunca afirmou ser possível viver sem sofrer. Já o drama, é opcional.

LEIA NA PRÓXIMA EDIÇÃO Alimentos antioxidantes e suplementos ajudam a prevenir as enfermidades, aumentam a longevidade, diminuem o estresse e o esgotamento.

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jornalbemestar.com.br CENTRAL BEM ESTAR Informações de Qualidade Ralph Viana Editor Geral Érico vieira Diretor de Relacionamento Max Bof Diretor Administrativo Fábio Ferreira Jaqueline Bica Diagramação Central

 O BEM ESTAR apresenta matérias

que nos deixam curiosos pelo conteúdo, conteúdo que nos ensina, nos preenche e nos faz compartilhar. Parabéns! Cleuma Maria Santos

Jornalista responsável: Max Bof (mtb 25046) Material: Revistas CUERPOMENTE, UNO MISMO, NEW AGE, PSYCHOLOGY TODAY, BUENA SALUD, THE QUEST, PSYCHOLOGIES, SHAMBHALA SUN, MAGICAL BLEND, NOUVELLES CLÉS.

 Adoro o BEM ESTAR. As matérias

meses e gosto muito pelas suas alternativas de informações. Parabéns! Flávio Goularte Simão

Fábio Ferreira Arte Final

Impressão: Grupo Sinos Tiragem: 10 mil exemplares Contato: (51) 3268.4984

muito importante para a sociedade como um todo, trazendo matérias importantes e humanísticas de bom convívio. Sempre se preocupando com conteúdos que trazem algo de útil a sociedade. Parabéns! Claudio José da Silva

 Procuro ler o BEM ESTAR todos os

PORTO ALEGRE ZONA SUL Renato Guariglia Editores - Zona Sul

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são geniais, esclarecedoras e bem diversificadas. Parabéns a toda equipe! Simone Costa

“Poderíamos ser agradecidos por tudo o que vivemos com uma pessoa que amamos e nos amou. Porque tantas coisas boas vividas com alguém não geram sentimentos de dádiva e agradecimento?”

UMA VIDA PLENA EXIGE BOAS INFORMAÇÕES

BEM ESTAR

Pessoas inteligentes adoram ler. E anunciar.

Informes publicitários, textos e colunas assinadas não correspondem necessariamente à opinião do jornal e são de responsabilidade de seus autores.

Que todos os méritos gerados por esse trabalho beneficiem e tragam felicidade para todos os seres.


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Informações importantes para sua saúde e bem-estar

Educação Alimentar

Chimarrão do Bem Um mate oriundo do país vizinho mostra-se efetivo contra a osteoporose.

Gosto por alimentos saudáveis começa no útero. Hábitos se instauram na primeira infância.

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educação alimentar é uma dimensão muito importante na educação das crianças. Ainda mais na época atual, onde o fast food impera e mais da metade das crianças são obesas ou estão acima do peso, o que trará problemas sérios de saúde no futuro. Uma pesquisa realizada no Instituto Monell Chemical Senses Center, nos EUA, mostrou que antes de nascer, os bebês já podem tomar gosto por consumir frutas e legumes. Segundo os pesquisadores, ainda no útero os bebês poder tomar contato com o gosto desses vegetais, que são transmitidos pelo líquido amniótico, Kirill Zdorov/ISTOCKPHOTO/BE

desde que, claro, a mãe consuma estes alimentos. Uma das experiências feitas pelos pesquisadores foi dar suco de cenoura para um grupo de gestantes e constatar que os filhos dessas mulheres tinham mais disposição para comer o vegetal, quando iniciaram a dieta com alimentos sólidos. Os pesquisadores afirmaram ainda que crianças expostas e que consumiam frutas e legumes desde cedo e com frequência, aprendem a gostar desses alimentos e ter um estilo de alimentação mais saudável no futuro. Ou seja, futura mamãe, você pode ir cuidando da saúde de seu filho a partir da concepção e, por tabela, também da sua. Inclua frutas e legumes na sua vida e na de seus filhos!

E

m Mendoza, Argentina, terra onde se bebe muito vinho e chimarrão, médicos concluíram que o chá-mate consumido diariamente na região melhora a densidade mineral óssea das pessoas, resultando em possível ajuda na prevenção da osteoporose. Nessa doença, portadores de baixa massa óssea estão em risco de fraturas espontâneas ou também depois de leves tropeços. Os médicos Andrea Conforti, Maria Gallo e Fernando Saravi relatam, na edição da revista “Bone” deste mês, que o consumo de erva-mate está associado à presença de alta densidade mineral óssea em mulheres na fase de pós-menopau-

sa. A pesquisa foi realizada dentro do programa para a prevenção e o tratamento da osteoporose da cidade de Mendoza. A erva-mate ‘Ilex paraguariensis’ diluída em água quente, na tradicional cuia do chimarrão, contém xantinas (alcalóides também presentes no café e no cacau) na concentração de 330 miligramas por litro. Os autores compararam 146 mulheres em fase de pós-menopausa que consumiam no mínimo um litro de chá-mate diariamente, por mais de quatro anos, com um grupo controle com o mesmo número de mulheres e o resultado foi significativo. As senhoras que estavam em tratamento para osteoporose, em uso de corticosteróides, que eram consumidoras de bebidas alcoólicas ou fumantes não participaram da pesquisa. STOCKXCHNG/DIVULGAÇÃOBE


Bem Estar • Nº 47 • Agosto 2012 • 4

De Olho nos Exercícios

Conheça os 8 sinais de alerta para evitar que exercícios façam mal.

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princípio, exercícios sempre fazem bem. Mas em várias situações devemos ficar alertas. Quando se vem de uma longa inatividade, por exemplo, é conveniente recomeçar aos poucos, por exemplo. Outras questões são também importantes e devem ser observadas, como o histórico familiar, dores no peito e cansaço incomum. Leia abaixo a lista: Histórico familiar: se o praticante de esportes ou candidato a atleta tiver casos na família de morte súbita cardíaca, o acompanhamento médico deve ser mais rigoroso que o de um atleta comum. Cansaço incomum: se uma pessoa tem a mesma carga de exercícios que os colegas durante as aulas de educação física, mas apresenta repetidas vezes um cansaço muito maior que os demais alunos, é bom procurar um médico. Dor no peito: durante o exercício físico intenso, daqueles em que o praticante tem dificuldade de conversar, não é bom sinal sentir dor no peito na altura da região que fica por trás da parte inferior esquerda do osso esterno,

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Atletas eventuais: São os mais sujeitos a lesões, de acordo com especialistas em medicina do esporte. Se são atletas na meia-idade e têm histórico de problemas cardíacos na família, hipertensão e acidente vascular cerebral (AVC), o risco é maior. Exame confuso: O médico Jomar Souza explica que há casos em que um atleta passa por um ecocardiograma que indica um aumento na espessura da parede que divide os lados esquerdo e direito do coração, o que nem sempre é diagnóstico de miocardiopatia hipertrófica, doença que mais mata atletas jovens. O médico explica que, se a parede ficar com espessura entre 11 e 16 milímetros, o paciente deve deixar os exercícios por seis meses e repetir o exame. Se a parede voltar ao normal, houve apenas uma adaptação do músculo cardíaco aos exercícios. Condições ruins: Fumar logo após o fim de um exercício aumenta a probabilidade de ocorrer um espasmo no músculo cardíaco. O recomendado, se a pessoa for fumante, é não fumar horas antes e depois dos exercícios.

aquele que une as costelas. Já a dor no peito que não melhora mesmo depois de repouso (com uma sensação de aperto e que se irradia para as costas ou o braço) ou a dor forte no estômago que não passa depois do fim do exercício são casos para atendimento médico imediato. Desmaio: Na maioria das vezes, o desmaio na atividade física não se trata de uma queda na taxa de açúcar no sangue, mas de uma breve pa-

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rada cardíaca, segundo o cardiologista Jomar Souza. E isso requer acompanhamento médico. Como parar: De acordo com os especialistas, não faz bem à saúde do coração parar um exercício abruptamente. O ideal é o que se chama de recuperação ativa, em que o corpo reduz gradativamente o ritmo de uma corrida, por exemplo, até interrompê-la em definitivo.

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stock.xchng/divulgação/be

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Dica de Saúde

unha encravada Vários motivos podem provocar este problema, do corte ao tipo de sapato. Leia e saiba como se prevenir.

O

problema repete-se com frequência, a unha volta a encravar porque a origem do problema não está sendo combatida devidamente. Assim, o corte mal feito ou o uso de calçados muito apertados, por exemplo, no caso dos pés, pode continuar provocando a reincidência do encravamento. Em vez de reclamar do incômodo e ficar sofrendo com ele, use as dicas dos dermatologistas e podólogos para se livrar desse mal.

Corte no formato quadrado A dermatologista Meire Brasil Parada, da Sociedade Brasileira de Dermatologia, explica que as unhas possuem um espaço de crescimento determinado. Se você corta as laterais, a pele passa a ocupar esta região e, assim que a unha começar a crescer novamente, disputa o lugar, fazendo pressão no dedo. Resultado: a unha fica sem espaço pra crescer e acaba encravando. Por isso, o ideal é remover o excesso de pele das laterais, mas nunca deixar buraquinhos porque a unha foi cortada nos cantos.

Sapatos inadequados provocam o encrave da unha.

Lixe as unhas após o corte Não basta cortar as unhas, é preciso lixar também. “O lixamento remove as espícu-

las de unha, aquelas pontinhas que podem encravar. Isso acontece porque o organismo entende essas sobras de unha como um corpo estranho, gerando o processo inflamatório”, afirma Meire.

Evite tirar as cutículas A cutícula incomoda muita gente, mas esta pele fininha é a proteção da unha contra fungos e bactérias. A recomendação dos dermatologistas é manter essa barreira, evitando problemas. Sem a cutícula, a unha fica mais propensa às infecções, esta a verdade.

Fuja dos sapatos apertados Sapatos com bico muito fino contrariam a anatomia natural dos pés. Esse tipo de calçado, especialmente, ou outros modelos que apertem demais as unhas, acabam levando ao encravamento. Meire conta que sapatos apertados exercem uma pressão sobre os cantos das unhas, o que gera um processo inflamatório e a unha acaba encravando. “O sapato ideal é aquele que tem o bico mais alargado ou arredondado, deixando os dedos fiquem mais soltos, ou uma sandália que deixa o pé bem livre”. Além de mais confortáveis, são muito mais saudáveis.

Deixe os pés limpos Higiene sempre é muito importante, especialmente para quem sofre constantemente com unhas encravadas. “O maior acúmulo de células mortas do pé facilita a proliferação de micro-organismos. A higiene limita a invasão de fungo ou bactéria”, afirma Meire. Mantenha os pés sempre limpos, principalmente debaixo das unhas, para não dar espaço às infecções! 

E quando nada disso adianta? Muitas pessoas têm o que a dermatologista Meire chama de unha encravada congênita, ou seja, o problema decorre do próprio formato da unha, que tem um espaço pequeno demais para crescer e, muitas vezes, não consegue. Esse problema se manifesta até mesmo em bebês e um dermatologista pode ajudar no diagnóstico e na recomendação do melhor tratamento. Uma das opções é a instalação de um aparelho, parecido a um ortodôntico, que empurra e aumenta a região de crescimento da unha, progressivamente.

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Bem Estar • Nº 47 • Agosto 2012 • 6

Bicho de Estimação

O PAPEL DOS ANIMAIS NA VIDA HUMANA

Animais de estimação têm grande importância na vida familiar e também para crianças, idosos e pessoas com necessidades especiais. Merecem mais atenção e cuidados de todos. Sylvia Baldino Nabinger

C

hamou minha atenção as matérias sobre o trabalho que Porto Alegre está realizando em prol dos animais. Como terapeuta familiar, sei muito bem da importância que eles têm na vida familiar, e, foi pensando nisso que encontrei um artigo da Revista ‘Etho News’ 107 (Mai/01) que reflete essa importância: “O animal de estimação cumpre um importante papel, pois divide a vida cotidiana com numerosas famílias, faz parte do lar, pode ser mimado, acariciado, compartilha pas-

seios, férias, se tornando confidente, companheiro e até nos permitindo a conectarmos com outras pessoas. Muitos destes animais humanizados apresentam comportamentos inaceitáveis, pois assim como os humanos são mal educados, abusados, são vítimas de abandono, negligência e maus tratos por parte dos seus donos”. Segundo a Etho News, depois dos anos 70, etnólogos, veterinários, psicólogos, psiquiatras e médicos começaram a prestar atenção na influência que o animal tem sobre o ser humano, seja no social, emocional e até mesmo fisiológico. Na relação com as crianças, o animal está atento às suas emoções e pode, muitas vezes, aceitar e apoiar

uma série de atitudes, tanto a sua agressividade, como seus abraços. Sensível ao estado emocional, suas alegrias e seus problemas, ele é um confidente incansável. Por sua presença e atividade, o animal também está buscando os sentidos e estimula as habilidades motoras da criança. Ele, finalmente, desperta para a natureza e incentiva tornar-se “responsável”. Na relação familiar o animal pode conviver com a família por muitos anos, visto que, em média, sua expectativa de vida é dez anos, às vezes mais. É uma fonte de fixação, pois facilita a comunicação entre os membros da família de todas as gerações. Ele não julga, por vezes, atua como um

Andreas Rodriguez/ISTOCKPHOTO/BE

O LADO animal DO bEM ESTAR

Bicho de Estimação 51 3268.4984 zonasul@jornalbemestar.com.br


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7 • Nº 47 • Agosto 2012 • Bem Estar “Sensível ao estado emocional, suas alegrias e seus problemas, ele é um confidente incansável. Por sua presença e atividade, o animal também estimula as habilidades motoras da criança.”

substituto quando um parceiro não está disponível. Também pode arbitrar os problemas do casal, ‘neutralizando’ os atritos e desviando a atenção para ele. O animal de estimação oferece suporte à ausência de algum membro da família, ao brindar com seu afeto, sem pedir nada em troca, facilita a comunicação e reduz o estresse através de seu incentivo para jogar e atividades de recreação.

UMA COMPANHIA QUE SÓ FAZ BEM Muito se questiona  sobre como melhorar a qualidade de vida de idosos. Discussões e vários projetos estão se multiplicando sobre o assunto. No entanto, nunca a questão da presença do animal de estimação é estimulada. Sabemos que, muitas vezes, o último elo com a vida ou com o “outro” é através dele. Histórias curiosas relatam fortunas deixadas para esses animais, STOCK.XCHNG/DIVULGAÇÃO/BE

pois seus donos acreditavam que nenhum humano seria merecedor de sua herança. A relação dos  animais com pessoas com necessidades especiais é cada vez mais frequente, pois vários são capazes de guiar pessoas com deficiência visual ou motora, bem como ajudando em tarefas domésticas para dar conforto a pacientes paraplégicos. Os animais sempre parecem incansáveis e de bom humor, alegrando e acompanhando o cotidiano difícil do portador de necessidades especiais. Estudos  têm mostrado que acariciar um animal é relaxante, pode diminuir a frequência cardíaca e pressão arterial e que a sua presença torna o tratamento de doenças mais suportável. As vítimas de ataques cardíacos, tendo um animal de estimação, têm mais chance de remissão. Além disso,

crianças e adultos podem gerenciar mais facilmente as suas emoções quando estão na companhia dele, sem contar que os seus donos realizam mais exercícios físicos. Outro  estudo australiano realizado por médicos generalistas revelou  que a presença de um animal de estimação poderia levar a uma economia de mais de 800 milhões de dólares australianos em despesas com saúde. Portanto, vamos despertar a nossa  humanidade para o cuidado com os animais, lembrando que o poder público também deve direcionar parte de suas ações à proteção, cuidado e preservação, por serem essenciais para  a vida do planeta. 

Sylvia é psicóloga e presidente da OSCIP Acolher

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Matéria

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O crescimento pessoal A expressão ‘Crescimento Pessoal’ foi cunhada há mais de meio século e expressa o interesse por aprender mais sobre si mesmo, desenvolvendo o potencial de cada ser humano para viver com plenitude.

GUIA

Valentin Casarsa/ISTOCKPHOTO/be

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Guarde e consulte sempre!

os últimos tempos existe uma necessidade cada vez maior de dedicar um espaço ao cuidado do mais íntimo e pessoal de cada um. O espetacular aumento dos livros de autoajuda, a proliferação de psicoterapias ou o interesse que despertam outras religiões ou técnicas espirituais são prova disso. Mas por que razão surge cada vez com mais força esta necessidade? Um motivo pode ser que, ante o vazio de crenças e valores por que passa o mundo ocidental, as pessoas buscam algo que outorgue um sentido à sua existência. Por outro lado, a curiosidade que desperta o saber como somos ou porque vemos e reagimos às situações de maneira característica é outro estímulo para tratar de conhecer-se com mais profundidade. Mas o mobilizador maior do interesse por si mesmo costuma ser a infelicidade

e a insatisfação. Ainda que hoje disponhamos de facilidades no mundo material – a maioria das pessoas tem acesso a um teto, alimento e companhia – aparecem com maior crueza as carências a nível anímico. Problemas como a depressão, a ansiedade ou o estresse estão mais presentes do que nunca. Talvez ainda falte aprender a desenvolver nossas capacidades emocionais para que não nos transbordem essas situações.

A ORIGEM Até a década de 50 a psicologia estava direcionada para solucionar transtornos mais ou menos graves, mas a partir deste momento passam a ser valorizados os recursos psicológicos para se conseguir maior bem-estar. Durante esse tempo, algumas pessoas de aparente sucesso começaram a buscar


Matéria ajuda psicológica. Ainda que não sofressem grandes transtornos e possuíam o que se considerava favorável para estarem satisfeitos, manifestavam sentir um vazio interno. Escolas psicológicas como a Humanista e a Existencial e, mais tarde, a Transpessoal, foram as que mais reconheceram a importância das dimensões existencial e espiritual. Seu enfoque era que, enquanto as pessoas estão ocupadas em satisfazer suas necessidades básicas, não têm tempo para questionar nada mais. Mas precisamente quando conseguem seu objetivo aparece com mais intensidade a necessidade de desenvolver-se a nível pessoal. Se esta demanda interna não se cumpre, a pessoa pode sentir-se insatisfeita ou incômoda sem saber por quê.

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Capa

“A autorrealização é a culminação de um caminho de autoconhecimento que deriva das múltiplas experiências que aporta a vida. É o nível ideal de realização que se pode alcançar.”

AUTORREALIZADO A autorrealização é a culminação de um caminho de autoconhecimento que deriva das múltiplas experiências que aporta a vida. É o nível ideal de realização que se pode alcançar, mas, sem dúvida, poucos o conseguem. O que Abraham Maslow denominou autorrealização, outros autores o descreveram e denominaram de forma diferente. C.G. Jung, o famoso psiquiatra suíço, falava de ‘processo de individuação’, o filósofo Eric Fromm o expressava como ‘indivíduo autônomo’, Wilhelm Reich falava de um ‘caráter genital’, o psicólogo Carl Rogers, como a pessoa que con-

Su Min-Hsuan/ISTOCKPHOTO/be

O HOMEM

segue ‘pleno funcionamento’. Todos tentaram descrever, portanto, a meta última do desenvolvimento pessoal, para que servisse de guia e inspiração. A seguir, as características que Abraham Maslow descreveu que possuíam as pessoas realizadas:

Percepção mais eficiente da realidade Refere-se à capacidade de julgar as coisas mais corretamente e de captar com maior rapidez realidades que possam resultar confusas ou encobertas. Uma situa-

ção, pessoa ou coisa pode observar-se, então, com maior neutralidade, sem deformações nem juízos prévios. A pessoa se dá conta de quando está projetando no exterior algo pessoal e pode discernir mais objetivamente suas percepções.

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Matéria

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Aceitação de si mesmo e dos demais A forma mais básica de aceitação é a satisfação consigo mesmo. Então a pessoa aprende a reconhecer e a aceitar os demais. Isso inclui também menos timidez e sentimento de culpa ou dúvida. A pessoa realizada se sente segura porque não quer ser outra pessoa, não busca ser diferente nem parecer-se com os outros, ainda que reconheça seus defeitos e se esforce por melhorá-los. (Uma frase do Jung: ‘Você cresce não à medida que se pareça com um modelo, mas quando vai se parecendo cada vez mais com você mesmo.’)

Espontaneidade, simplicidade e naturalidade

“A pessoa realizada se sente segura porque não quer ser outra pessoa, não busca ser diferente nem parecer-se com os outros, ainda que reconheça seus defeitos e se esforce por melhorá-los.”

GUIA

Joshua Hodge Photography/ISTOCKPHOTO/be

Guarde e consulte sempre!

Estas características denotam que a pessoa sabe mostrar-se aos demais como é, sem fingir nem tentar demonstrar nada. São qualidades que de alguma forma têm que ser resgatadas da infância, quando se atua de forma natural e espontânea.

A necessidade de intimidade Muitas pessoas não suportam estar sozinhas por qualquer tempo, pois é aí que mais aparecem os aspectos pessoais que não são fáceis de aceitar. Uma pessoa madura e realizada necessita, ao contrário, de um espaço e de tempo para si mesma, onde possa encontrar-se a sós e dialogar consigo mesma.

“Uma pessoa madura e realizada necessita de um espaço e de tempo para si mesma, onde possa encontrar-se a sós e dialogar consigo mesma.”

Autonomia

Apreciação contínua

Esta é uma qualidade que requer respeito por si mesmo e pelas outras pessoas. Denota, por outro lado, a capacidade de ser autossuficiente e também independente. A pessoa que a possui não necessita dos demais para preencher as suas necessidades de afeto e segurança, posto que isso vem dela mesma. Quando se relaciona com os outros não exige, mas sim pode dar aos demais sem esperar nada em troca.

Maslow se refere a isso como a capacidade de maravilhar-se e apreciar os aspectos positivos da vida. O mesmo acontecimento que para outras pessoas pode parecer comum, pode ser vivido como algo cheio de significado, beleza e inspiração. Frequentemente deixamos de apreciar o que temos porque continuamos nos esforçando para conseguir o que acreditamos que nos falta. Mas a verdadeira satisfação só é possível quando se va-

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Abel Mitja Varela/ISTOCKPHOTO/be


Matéria

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lora o que aporta a existência em cada momento.

Criatividade Referem-se mais a uma atitude de espírito inventivo e originalidade em geral, do que a um talento artístico concreto. Se expressa na capacidade de mostrar-se desinibido, de gozar ou sentir plenamente.

Experiência mística ou experiência cume

Sentimento de comunidade É a capacidade de identificar-se com qualquer ser vivo, de sentir compaixão e compreensão, inclusive aquelas mais contrárias a si pessoalmente. No que diz respeito às relações, as pessoas autorrealizadas concretizam uniões muito firmes. São mais de poucas, mas ótimas relações íntimas. São pessoas honestas que sabem tanto atender aos demais quanto abrir-se a ser tal como são.

Integridade Os diversos aspectos da personalidade estão desenvolvidos de forma integrada e harmoniosa. Isto significa que a pessoa não vive grandes oposições em seu interior. Qualidades opostas podem se integrar e se expressar sem contratempos.

Wojciech Gajda/ISTOCKPHOTO/be

Abraham Maslow descobriu que as pessoas que definiu como realizadas tinham em comum o fato de terem vivido experiências de transcendência do próprio eu. Essas experiências permitem uma amplificação da própria consciência, que pode aportar importantes compreensões ou vivências, que para as pessoas costuma resultar cruciais no curso de sua vida.

“As pessoas que conseguem maior realização costumam ser as que têm fins claros e permanentes, ainda que os meios possam ir variando em função de como se desenvolvam as situações. Não são, portanto, pessoas rígidas, mas sim que podem mover-se no ritmo dos acontecimentos.”

Sentido de humor filosófico O humor corriqueiro frequentemente se centra em exteriorizar sentimentos desagradáveis, como a hostilidade ou a vergonha, enquanto que o humor filosófico versa sobre as peculiaridades das coisas. Uma pessoa sadia é capar de rir de si mesma, de uma atitude pretensiosa que teve, por exemplo, ao invés de projetar nos demais, rindo-se ou ironizando as coisas dos outros.

Caráter respeitoso

Distinção entre meios e fins

A tolerância bem entendida permite respeitar e aprender dos demais, especialmente dos que são diferentes. Em vez de reafirmar constantemente as próprias opiniões, tentando mostrar superioridade, se valoriza os conhecimentos do demais e não compete com eles.

As pessoas que conseguem maior realização costumam ser as que têm fins claros e permanentes, ainda que os meios possam ir variando em função de como se desenvolvam as situações. Não são, portanto, pessoas rígidas, mas sim que podem mover-se no ritmo dos acontecimentos.

Abraham Maslow Comente esta matéria

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redacao@jornalbemestar.com.br


Beleza

Bem Estar • Nº 47 • Agosto 2012 • 12

PELE - CUIDADOS NECESSÁRIOS NO FRIO A chegada das estações frias exige que todos se previnam, pois as baixas temperaturas afetam muito várias regiões do corpo.

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essoas com pele sensível sentem que no outono e inverno a situação fica mais complicada com o frio, o vento e o tempo seco. O tempo frio piora o aspecto desse tipo de pele, já que as variações bruscas de temperatura e o clima seco dificultam sua recuperação. Outro fator agravante é o estresse, pois o cortisol, hormônio liberado em situações estressantes, interfere na resposta vascular desse órgão (o maior do corpo) – deixando-o mais vermelho independentemente do clima.

A pele é nossa defesa, o que nos protege do meio externo. Assim, é o primeiro órgão que tem que se adaptar às mudanças bruscas de temperatura. Sai do seu equilíbrio para se readaptar às novas condições climáticas e, quando é sensível, sofre mais durante essa readaptação. Geralmente, a pele sensível é mais fina, mais clara, com tendência à vermelhidão e vasodilatação rápida. E é no rosto onde se observam mais as evidências e as marcas da sensibilidade excessiva, já que é a parte do corpo que recebe mais cosméticos e tem mais anexos (ouvidos, nariz, boca etc.), fazendo com que as substâncias sejam mais absorvidas aí do que em outras regiões. Isso porque usar muitos produtos também contribui para tornar sensível a pele de quem tem essa tendência. “Existem

©iStockphoto.com/kycstudio

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muito mais mulheres do que homens com esse tipo de pele, porque elas usam mais cosméticos. No Brasil não há estatística, mas nos EUA, por exemplo, 40% da população tem pele sensível”, informa Ana Paula Meski, dermatologista do Hospital das Clínicas da USP (Universidade de São Paulo). Esse hábito, principalmente das mulheres, aumenta as chances de irritação e de processos alérgicos. Isso dá margem também a confusões, já que pode causar mais uma irritação passageira ou uma alergia específica do que uma condição constante da cútis. Segundo a dermatologista Gabriela Casabona, do Hospital Samaritano de São Paulo, “É uma coisa meio vaga dizer ‘eu tenho pele sensível’. Quando o paciente diz isso pode ser alergia a qualquer produto, irritação a um ácido, por exemplo, ou uma pele que está sempre seca e irritada, e são três coisas diferentes”, diz. Mas,


Beleza

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“A pele é nossa defesa, que nos protege do meio externo. Assim, é o primeiro órgão que tem que se adaptar às mudanças bruscas de temperatura. Ela sai do seu equilíbrio para se readaptar às novas condições climáticas e, quando é sensível, sofre mais durante essa readaptação.”

com a ajuda do dermatologista, é possível saber se a sensibilidade é uma característica permanente da pele. Caso a resposta seja positiva, dá para conviver bem com cosméticos, desde que se tomem alguns cuidados e se escolham produtos adequados. Veja a seguir o que fazer e o que evitar para não causar estragos na pele mais ©iStockphoto.com/Denis Raev

sensível.

A ESCOLHA DE PRODUTOS A hidratação é uma das principais obrigações de quem tem pele sensível, por isso é preciso levar em conta que nem todos os produtos podem ser usados. Alguns cremes

fazem com que as camadas superficiais da pele retenham muita água e, por isso, fiquem mais permeáveis aos agentes externos. Outros podem causar ardência. As conhecidas linhas de produtos antiidade e antiacne também não devem ser aplicadas sem critério, uma vez que geralmente contêm ácidos, que podem sensibilizar a pele e, no caso da sensível, podem causar irritação, dor e vermelhidão. É bom ter a assistência de um dermatologista ou profissional de estética, que poderá indicar o melhor tratamento contra espinhas ou contra marcas de expressão. Mas quem tem pele sensível deve evitar produtos que contenham ureia, alfahidroxiácidos, ácido láctico, óleos que deixam uma película sobre a pele, como os minerais e lactatos de amônia. Por outro lado recomenda-se ceramidas, óleos essenciais de extratos vegetais, NMS (sigla para “natural moisturizer factor”), algum tipo de hidratante fisiológico e Aloe vera.

PROBLEMAS DE PELE PIORAM NO FRIO

Quem já tem problemas de pele sofre mais no inverno. Os banhos mais quentes e o clima mais seco contribuem para a diminuição da camada de proteção natural da pele”, diz o dermatologista Davi de Lacerda, da USP. Normalmente, quem tem dermatites é mais sensível às mudanças bruscas de temperatura, típicas desta época do ano. De acordo com a dermatologista Gabriela Casabona, do Hospital Samaritano, a incidência desses problemas aumenta de 30% a 40% nos meses mais frios. Veja quais são os tipos mais comuns e como minimizar as irritações. n

Dermatite atópica

De origem genética, a inflamação é uma resposta alérgica na pele a uma substância com que a pessoa entrou em contato ou ingeriu. Quem sofre desse problema tem a lubrificação da pele falha. Em casos agudos, a pele fica ainda mais seca e áspera, podendo desenvolver um eczema - áreas de coceira, com bolhas e vermelhidão. n

Dermatite de contato

Apesar de não ter relação direta com a mudança de temperatura, os hábitos do inverno (banho quente e prolongado) e a menor umidade do ar podem

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HOMENS,

CUIDEM-SE TAMBÉM!

tornar a pele mais seca e mais suscetível a fatores irritantes. Surge, normalmente, depois da exposição repetitiva a uma determinada substância ou por causa do contato excessivo com algum produto, como maquiagem ou detergentes.

Dermatite seborréica

Também genética, é uma disfunção relacionada a um fungo e à produção de óleo da pele. Manifesta-se mais em áreas com maior produção de sebo, e a pele descama e forma crostas brancas. O que fazer: no caso das dermatites atópicas e de contato, manter a pele hidratada e evitar banhos muito quentes ou prolongados ajudam a manter a proteção natural da pele e melhoram o aspecto durante crises agudas; também é aconselhável usar luvas ao manusear substâncias irritantes. Para tratar a dermatite seborréica, o uso de antiinflamatórios e antifúngicos específicos pode ser necessário.

OS MELHORES COSMÉTICOS São aqueles mais naturais e que contém menos elementos químicos. Assim, dê preferência aos sem fragrância, sem corantes, com o menor número de componentes químicos possível, de pH neutro ou fisiológico, com filtro solar físico (geralmente à base de dióxido de titânio), e não químico (estes reagem mais com a pele e pode causar irritações mais facilmente), os que vem em forma de creme ou loção (esses hidratam mais a pele, os géis podem conter álcool na formulação e causar irritação), sabonetes líquidos para o rosto e

F Piotr Lewandowski

n

“A pele das mãos, como a do rosto, é a que sofre mais, já que está sempre em contato com o meio externo e com produtos potencialmente irritantes, como os detergentes. Até água pura pode fazer mal para quem tem pele sensível, pois em excesso estraga a barreira lipídica de proteção natural.”

para o corpo (eles tiram menos a gordura natural da pele do que as versões sólidas; sabonetes em barra podem ser usados no corpo desde que tenham base oleosa ou hidratante) Para as mãos - De acordo com a dermatologista Ana Paula Meski a pele das mãos, como a do rosto, é a que sofre mais, já que está sempre em contato com o meio externo e com produtos potencialmente irritantes, como os detergentes. Até água pura faz mal para quem tem pele sensível nesses membros. “Em exces-

so, estraga a barreira lipídica”, diz. Usar sabonete neutro e lavar as mãos o mínimo possível ajuda a diminuir os problemas. Depois, deve-se usar um creme hidratante, que cria um filme protetor contra as agressões. Na cozinha também há perigo, e não só dos produtos de limpeza. É que alguns vegetais, como cebola, tomate, limão e pimentão, são ácidos e podem causar ardência e vermelhidão em peles sensíveis. Para evitar irritações, use sempre luvas ao manusear alimentos.

azer a barba diariamente é raspar a pele com uma lâmina, agredindo a pele. É mole? Homens também podem ter uma sensibilidade ampliada na pele. Aqueles que trabalham em ambientes com ar-condicionado forte no verão e enfrentam o clima seco e frio no inverno, precisam usar hidratante diariamente, especialmente no rosto e nas mãos (nestas regiões, mais de uma vez). Devem também evitar banhos prolongados e não usar sabonete no rosto, apenas uma loção de limpeza sem álcool. Quando eles reclamam de pele sensível, geralmente falam da região da barba. A recomendação é que deem preferência a lubrificantes e espumas, ao invés de usar sabonete, que têm ação antiiflamatória. Também devem procurar fazer a barba em dias intercalados, se possível, e sempre depois do banho, quando a barba está mais macia e a agressão à pele é menor. Após a barba, nada de loções perfumadas e alcoólicas: o ideal é passar um creme hidratante com filtro solar durante o dia ou uma loção hidratante à noite.


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OLHARES

RELIGIÃO E ESPIRITUALIDADE

Tolstoi: “Se descreves o mundo tal como é, não haverá em tuas palavras senão muitas mentiras e nenhuma verdade”. Rubem Alves

O

s olhos são órgãos marotos. Mesmo perfeitos, não são dignos de confiança. “Não vemos o que vemos; vemos o que somos”, escreveu Bernardo Soares. A gente pensa que os olhos põem dentro o que está longe, lá fora, quando o que os olhos fazem é por lá longe o que está dentro. É o caso dos olhos do pai e os olhos do apaixonado por sua filha... Olho de pai é olho que se educou com a vida. Conhece a menina, viu-a nascer, crescer, voar, cair... Alegrou-se nos dias de sol, entristeceu-se nos dias de sombras e escuridão. Os olhos do apaixonado são diferentes. Neles mora uma pitada da loucu-

ra que se chama fantasia. O apaixonado vê como realidade aquilo que existe dentro dele como sonho. Versinho de Fernando Pessoa: “Quando te vi, amei-te já muito antes”. Traduzindo: vejo no seu rosto o rosto que já morava dentro de mim, adormecido... O apaixonado é um porta-sonhos. A paixão obscurece os olhos que se põem então a construir mitos. E os mitos podem ser enganadores. O que são mitos? Mitos são sonhos transformados em poesia. E a poesia tem poderes mágicos de transformar e dar vida. Quem explica o mito é Fernando Pessoa: “O mito é o nada que é tudo;/ Sem existir, bastou./ Por não ter vindo foi vindo e nos criou./ Assim a lenda se escorre a entrar na realidade/ E a fecundá-la decorre”.

‘A religião é humana, é uma organização com regras. A espiritualidade é Divina, sem regras’. Leia mais:

A

religião não é só uma, mas centenas. A espiritualidade é uma. A religião é para os adormecidos. A espiritualidade é para os despertos. A religião é para aqueles que necessitam que alguém lhes diga o que fazer, querem ser guiados. A religião tem um conjunto de regras dogmáticas. A espiritualidade é para os que ouvem a sua voz interior. A religião impõe, ameaça e amedronta. A espiritualidade convida a raciocinar, a questionar tudo. A espiritualidade questiona tudo, pois sabe que tudo muda. A espiritualidade descobre. A religião não pergunta nem questiona. A religião fala de pecado e

de culpa. A espiritualidade dá paz interior. A religião reprime e torna falso. A espiritualidade faz aprender com o erro. A religião é causa de divisão. A espiritualidade é causa de união. A religião lhe busca para que creia. A espiritualidade tem que ser buscada por você. A religião segue os preceitos de um livro sagrado. A espiritualidade busca o sagrado em todos os livros. A religião se alimenta do medo. A espiritualidade se alimenta da confiança. A religião faz viver no pensamento. A espiritualidade faz viver na consciência. A religião se ocupa do fazer. A espiritualidade se ocupa do Ser.

A religião alimenta o ego, pois uma se diz melhor que a outra. A espiritualidade faz transcender o ego. A religião faz renunciar ao mundo. A espiritualidade faz viver em Deus, não renunciar a Ele. A religião é adoração. A espiritualidade é meditação. A religião sonha com a glória e o paraíso. A espiritualidade faz vivê-lo aqui e agora. A religião vive no passado e no futuro. A espiritualidade vive no presente. A religião é prisão na memória. A espiritualidade é liberdade na consciência. A religião crê na vida eterna. A espiritualidade faz consciente dela. A religião dá promessas para depois da morte. A espiritualidade é encontrar Deus em seu interior.



Jornal Bem Estar Zona Sul agosto 2012