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Jornal de Coleção • Ano 3 • Nº 37 • OUTUBRO 2011 • 10.000 Exemp. • Tel. (51) 3268.4984 •

TERAPIAS INTEGRATIVAS

Pesquisas comprovam efeitos benéficos da Acupuntura e do Reiki

GUIA SAÚDE

Líquidos nas refeições proporcionam uma silhueta de garrafa, sem cintura

PET

Importantes dicas para cuidar do seu filhote

Fazer o bem

faz bem!

Distribuição gratuita

Estudos de casos revelam que pessoas que ajudam outras voluntariamente, não importa o quanto esse trabalho exija, são mais felizes.


Nova Campanha

e-mails Envie seu comentário para: bh

Fazer o bem, faz bem!

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jornalbemestar.com.br Gratos

 “O BEM ESTAR é diferen-

ciado! Fala do que a gente mais precisa saber e se preocupar, que é a nossa saúde. Com a falta de tempo, cuidar da saúde muitas vezes é deixado de lado e ter dicas simples e básicas em um jornal criativo e dinâmico, faz todos pararem para ler.” Greice

 “O jornal BEM ESTAR sem

dúvida é uma iniciativa maravilhosa! Suas matérias são excelentes, pois retratam coisas que vivenciamos no nosso dia a dia.” Luciana de Jesus

Faz bem para o outro, para você e ainda influencia uma mudança cultural em direção a uma sociedade mais solidária e fraterna. Participe deste movimento.

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ma das melhores formas de nos sentirmos bem – muito bem – é fazendo as outras pessoas se sentirem bem. Como pode isso? A questão é que quando praticamos o bem, quando deixamos outra pessoa feliz, essa felicidade parece nos contagiar de tal forma que nós mesmos passamos a nos sentir melhor. Se você não acredita, propomos o desafio de passar um dia apenas fazendo o bem aos outros. Esqueça por um dia de preocupar-se consigo mesmo e passe a priorizar os outros, apenas como exercício. Faça os favores que lhe pedirem, deixe o outro passar na sua frente no trânsito, dê um lugar na fila para quem está mais apressado, doe uma quantia em dinheiro a quem precisa, compre um presente para as pessoas amadas. Faça isso apenas como experimentação. Você vai perceber que fazer o bem tem um efeito reflexo muito positivo. Nesse experimento, você pode colocar as outras pessoas à sua frente, à frente das suas próprias necessidades. No dia-a-dia,

entretanto, a melhor maneira de lidar é colocando você e as outras pessoas em um mesmo patamar. Suas necessidades não devem vir à frente (nem atrás) das dos outros só porque você é você mesmo. Por fim, vale lembrar que o contrário também é verdadeiro. Se você prejudica alguém, isso faz mal a você mesmo. Repare que quando você grita ou briga com alguém, quando critica outra pessoa, acaba também se sentindo mal. Então pratique conscientemente fazer o bem e veja sua vida melhorar de uma forma quase mágica. Não perca mais tempo. Esta campanha especial do BEM ESTAR é realizada com esse propósito. Cumpre um pedacinho da missão de solidariedade que cabe a todos. Em outro momento lançamos a campanha ‘quando eu mudo, o mundo muda!’. E ele muda mesmo. Por isso, convocamos você para este movimento do bem. Ajude-nos a promover. Faça o bem! Vale a pena! E o melhor de tudo... todos se beneficiarão.

 “O jornal BEM ESTAR é ex-

celente em todos os aspectos, pois resgata e mostra às pessoas as virtudes que não deveriam ser esquecidas em tempo algum.” Rita de Cássia

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 “O BEM ESTAR procu-

ra através de suas matérias nos mostrar uma nova ideia de convivência, um modelo de sociedade mais integrado e que pensa no próximo.” Flávio Rezende Cunha

POA ZONA SUL Renato Guariglia Editores - Zona Sul Fábio Ferreira Arte Final Renato Guariglia Comercial Impressão: Grupo Sinos Tiragem: 10 mil exemplares Contato: (51) 3268.4984

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jornalbemestar.com.br CENTRAL BEM ESTAR Informações de Qualidade Ralph Viana Editor Geral Érico vieira Diretor de Relacionamento Max Bof Diretor Administrativo Fábio Ferreira Jaqueline Bica Diagramação Central Melva G. Machado Atendimento Jornalista responsável: Max Bof (mtb 25046) Material: Revistas CUERPOMENTE, UNO MISMO, NEW AGE, PSYCHOLOGY TODAY, BUENA SALUD, THE QUEST, PSYCHOLOGIES, SHAMBHALA SUN, MAGICAL BLEND, NOUVELLES CLÉS.

Informes publicitários, textos e colunas assinadas não correspondem necessariamente à opinião do jornal e são de responsabilidade de seus autores. Que todos os méritos gerados por esse trabalho beneficiem e tragam felicidade para todos os seres.

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Alho é Tudo de Bom

Líquidos na Refeição

Mais comprovações científicas sobre os efeitos terapêuticos deste alimento cheiroso.

Importante saber: líquidos nas refeições proporcionam uma silhueta de garrafa, sem cintura.

ingestão diária de alho pode atuar como coadjuvante na vasodilatação, na hipertensão, no controle do colesterol e como preventivo do câncer do aparelho digestivo. É o que asseguram os médicos Hernani Pinto de Lemos Júnior e André Luis Alves de Lemos, da Unifesp, em análise na revista “Diagnóstico & Tratamento”, da Associação Paulista de Medicina. Os autores citam vários estudos. Entre eles, o da revista da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, em que G. A. Benavides comprova a ação vasodilatadora de componentes presentes no alho. Igualmente relatam pesquisa realizada por Yara Severino de Queiroz na Faculdade de Saúde Pública da USP sobre a ação antioxidante do alho quando consumido cru, cozido ou frito. Perdas de efeito - Neste ano, I a r a Queiroz Zsuzsanna Kilian

Informações importantes para sua saúde e bem-estar

defendeu tese de doutorado na FSP/USP no qual analisa o efeito do processamento do alho sobre os seus compostos bioativos e se na cocção ou na fritura ocorre redução desses compostos. A pesquisadora constatou que o potencial antioxidante do alho é reduzido com seu processamento, porém é maior quando ele é submetido à fritura. Conclui que o alho cru e o cozido oferecem benefícios à saúde diminuindo a presença de gorduras no sangue e têm alto potencial antioxidante no plasma e no tecido hepático, como foi observado em hamsters com excesso de colesterol no sangue. Ou seja, gente, a ciência mais uma vez está tirando o chapéu para a sabedoria popular (e milenar), que sempre identificou no alho excelentes poderes terapêuticos. Use bastante alho, especialmente cru ou cozido (e se não for namorar logo depois).

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ocê vai almoçar e/ ou jantar e pede uma cerveja para acompanhar, ou um refrigerante, ou mesmo um prosaico copo d’água. E isto vai se tornando um hábito. E mais, a quantidade de líquidos na refeição vai aumentando. Você fica preocupado/a, afinal, a ingestão de líquidos durante as refeições aumenta rapidamente o volume do estômago ou não? A resposta é sim. O estômago aumenta, mas não a barriga, a curto prazo, é o que afirma Marcelo Baboghluian, especialista em medicina do esporte. A médio e a longo prazo, o hábito de ingerir líquidos durante as refeições pode fazer com que a pessoa ganhe peso. Nesse caso, então, o acúmulo de gordura pode se transformar em barriga. Esse risco existe porque, com o seu volume ampliado, o

estômago precisa de quantidades cada vez maiores de alimento para gerar o reflexo de satisfação - mecanismo pelo qual o estômago informa ao cérebro que a ingestão de alimentos foi suficiente. “A pessoa precisa de mais comida para se sentir satisfeita, o que acarreta ganho de peso em geral e o consequente aumento da barriga”, diz o médico Baboghluian. Outros especialistas afirmam que os líquidos diluem os ácidos estomacais, dificultando a digestão, o que provoca sensação de fome e acumulação de gorduras e nutrientes acima do necessário. Ou seja, você engorda. Pense nisso antes de pedir aquele balde de líquidos para tomar enquanto come. Hábitos podem ser mudados! ©iStockphoto.com/tempurasLightbulb


Bicho de Estimação

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CUIDANDO DE FILHOTES

Você acaba de ganhar um filhote, fofo, muito simpático, mas não tem a menor ideia de como cuidar dele. Mantenha a calma, leia as dicas a seguir e você verá que não é tão difícil quanto parece. Camila Carnicelli

Asia Jones/stock.xchng/divulgação/be

COMO ALIMENTAR!

O LADO animal DO bEM ESTAR

Bicho de Estimação 51 3268.4984 zonasul@jornalbemestar.com.br

Filhotes de cachorro após o desmame devem comer ração para filhotes até 1 ano de vida. Existem várias marcas no mercado com preços variados, mas procure, de preferência por uma ração de boa qualidade. O que diferencia as marcas de rações é a qualidade da matéria-prima utilizada na sua produção. Uma boa ração dispensa a suplementação de vitaminas e cálcio, pois ela já é balanceada, atendendo às necessidades de crescimento do seu novo mascote. Os fabricantes costumam indicar, no verso das embalagens, a quantidade diária ideal de ração de acordo com a idade e a raça do animal. Caso não venha um medidor convém pesar esta quantidade numa balança de cozinha.

Isso fará com que você ofereça a quantidade certa de ração. Às vezes pode parecer pouco, mas é exatamente o que ele precisa para crescer ativo e saudável. No começo, a ração deve ser oferecida de 4 a 5 vezes ao dia em pequenas quantidades e conforme o filhote for crescendo o número de refeições vai diminuindo. A partir de 1 ano de vida, quando já é considerado adulto, ele passa a comer apenas 2 vezes ao dia. Atenção ao tamanho do pelet (grão da ração), existem tamanhos variados para filhotes de raças grandes ou pequenas. O grão da ração adequado ao tamanho do seu filhote facilita a apreensão e mastigação do alimento. Caso o filhote não aceite a ração, insista! Evite acos-


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Bicho

tumá-lo com outros alimentos. Misturar a ração seca a uma ração úmida pode ser uma boa saída para tornar a ração mais apetitosa, mas o ideal é que ele coma apenas a ração seca. Caso decida mudar de ração, faça de forma gradativa. Misture a ração antiga com a nova, vá diminuindo aos poucos a antiga, até que ofereça apenas a nova marca. Isso evitará que o animal tenha diarreia ou outra alteração nas fezes.

(xampu, toalhas, escova de dente, secador, escova de pêlos etc...) próximo ao local onde será o banho. Isso evitará que você deixe o animal molhado para buscar algo. n Proteja os ouvidos do cão com algodão para não entrar água evitando desta forma as otites. n Mantenha o cão preso, para que não tenha que sair correndo pela casa atrás de um cão ensaboado. n Use xampus e sabonetes com pH neutro, ou próprio para filhotes. n Nos filhotes, use sempre água morna. n Aproveite o momento do banho para fazer também a higiene bucal. n Enxágue bem o cão para não deixar resíduo do sabonete ou xampu. n Seque bem, principalmente filhotes. Se necessário, utilize um secador em temperatura média. Procure escovar diariamente o seu animal. A escovação ajuda na remoção de pêlos mortos, sujeira, e ajuda a verificar a existência de parasitas como pulgas e carrapatos. Em animais de pêlos longos, a primeira tosa deve ser feita a partir do quarto mês de vida. Atenção: o filhote só poderá frequentar o banho e tosa das lojas pet depois de terminado o esquema vacinal. Ele não deve ter contato com outros animais cujas

COMO DAR BANHO!

AVAVA/istockphoto/be

Filhotes podem e devem tomar banho. É claro que alguns cuidados são necessários. A frequência dos banhos dependerá da necessidade de cada raça de acordo com o tipo de pelagem. Siga as dicas a seguir, e mãos a obra! n Escolha um dia quente para o banho. n Dê preferência a um local sem correntes de ar. n Deixe tudo que vai precisar

“Atenção ao tamanho do grão da ração, existem tamanhos variados para filhotes de raças grandes ou pequenas. O grão adequado ao tamanho do seu filhote facilita a apreensão e mastigação do alimento.”

de

Estimação

“Procure escovar diariamente o seu animal. A escovação ajuda na remoção de pêlos mortos, sujeira, e ajuda a verificar a existência de parasitas como pulgas e carrapatos.” condições imunológicas são desconhecidas.

PREVENÇÃO DE VERMES Os filhotes devem ser vermifugados a partir de 30 dias de vida. Recomendam-se duas doses do vermífugo com intervalo de 15 dias entre elas. Existem vários laboratórios fabricantes de anti-helmínticos para cães, mas o ideal é que se

faça um exame de fezes antes para escolher o mais adequado. Em áreas litorâneas existe a ocorrência da dirofilariose. Tratase de um parasita transmitido por um inseto, que se aloja nas câmaras cardíacas. Se você pretende levar o seu filhote à praia, solicite ao veterinário a prevenção adequada para esta doença. Camila Carnicelli é médica veterinária Vitaly Titov/istockphoto/be


Saúde Complementar

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TERAPIAS INTEGRATIVAS

Pesquisas recentes comprovam efeitos benéficos e encontram explicações científicas para Acupuntura e Reiki.

©iStockphoto.com/Miodrag Gajic

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studos sobre o assunto, antes restritos às universidades orientais, ganharam espaço entre pesquisadores americanos, europeus e até brasileiros. Recentemente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aceitou as incontáveis evidências e classificou o Reiki e a Acupuntura com uma denominação condizente: são terapias integrativas. Um artigo explicando o mecanismo da acupuntura contra a dor foi publicado por pesquisadores da Universidade de Rochester na revista “Nature Neuroscience”. Criada há  quatro mil anos, a prática  consiste na aplicação de agulhas em pontos do corpo. Pela explicação tradicional, ela ativa determinadas correntes energéticas para equilibrar a energia do organismo. Cientificamente, as agulhas  teriam efeitos no sistema nervoso central (cérebro e espinha dorsal). As células cerebrais  são ativadas e  liberam endorfina, um neurotransmissor responsável pela sensação de relaxamento e bem-estar. O estudo dos nova-iorquinos  descobriu uma novidade: a terapia, que  atinge tecidos mais profundos da pele, teria efeitos no sistema nervoso periférico. As agulhas estimulam também a liberação de outro neurotransmissor, a adenosina, com poder antiinflamatório e analgésico. 

Reiki Seus praticantes acreditam nos efeitos benéficos da energia das mãos do terapeuta colocadas sobre o corpo do paciente contra doenças. Para entender as alterações biológicas do Reiki, o psicobiólogo Ricardo Monezi testou o  tratamento em camundongos com câncer. “O animal não

Seja um doador de órgãos.

tem elaboração psicológica, fé, crenças e a empatia pelo tratador. A partir da experimentação com eles, procuramos isolar o efeito placebo”, diz. Para a sua pesquisa na USP, Monezi escolheu o Reiki entre todas as práticas de imposição de mãos por tratar-se da única sem conotação religiosa. No experimento, a equipe de pesquisadores dividiu 60 camundongos com tu-

mores em três grupos. O grupo controle não recebeu nenhum tipo de tratamento; o grupo “controle-luva” recebeu imposição com um par de luvas preso a cabos de madeira; e o grupo “impostação” teve o tratamento tradicional sempre pelas mãos da mesma pessoa. Os animais foram avaliados quanto a sua resposta imunológica, ou seja, a capacidade do organismo de destruir tumores. Os resultados mostraram que, nos animais do grupo “impostação de mãos”, os glóbulos brancos e células imunológicas tinham dobrado sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas. “Não sabemos ainda distinguir se a energia que o reiki trabalha é magnética, elétrica ou eletromagnética. Os artigos descrevem- na como ‘energia sutil’, de natureza não esclarecida pela física atual”, diz Monezi. Segundo ele, essa energia produz ondas físicas, que liberam alguns hormônios capazes de ativar as células de defesa do corpo. A  equipe de  Monezi começou agora a analisar os efeitos do reiki em seres humanos. O estudo ainda não está completo, mas o psicobiólogo adianta que o primeiro grupo de 16 pessoas, apresenta resultados positivos. “Os resultados  sugerem uma melhoria, por exemplo, na qualidade

Seja um doador de vidas. Deixe sua visão para o homem que nunca viu o amanhecer nos braços de sua amada. Deixe seu coração para a mulher que vive para fazer o coração de seu filho feliz. Deixe o exemplo. E, principalmente, deixe sua família saber do seu desejo de ser um doador de órgãos. Quem deixa o seu melhor deixa a vida seguir em frente. Acesse: www.facebook.com/doacaodeorgaos e divulgue nas redes sociais: #doeorgaos.

O maior sistema público de transplantes do mundo é do SUS.


©iStockphoto.com/Dean Mitchell

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“Experiências mostraram que nos animais que receberam “impostação de mãos”, os glóbulos brancos e as células imunológicas dobraram sua capacidade de reconhecer e destruir as células cancerígenas”. de vida e diminuição de sintomas de ansiedade e depressão”. O trabalho faz parte de sua tese de doutorado pela Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp). E esses não são os únicos trabalhos desenvolvidos com as terapias complementares no Brasil. A psicobióloga Elisa Harumi, avalia o efeito  do reiki  em pacientes que

passaram por quimioterapia; a doutora em acupuntura Flávia Freire constatou melhora de até 60% em pacientes com apneia do sono tratados com as agulhas, ambas pela Unifesp. A quantidade de pesquisas recentes sobre o assunto mostra que a ciência está cada vez mais interessada  nos mecanismos e efeitos das terapias alternativas.


Matéria

Fazer o bem... Estudos de casos revelam que pessoas que ajudam outras voluntariamente, não importa o quanto esse trabalho exija, são mais felizes.

Mirka Knaster

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esmo que você nunca tenha tido aulas de catecismo, provavelmente conhece a história do Bom Samaritano. As ações do Bom Samaritano abrangem o que hoje denominamos “altruísmo”, que significa, basicamente, ajudar os outros voluntariamente sem esperar qualquer recompensa, sendo que essa ajuda pode até acarretar grandes riscos ou custos pessoais. A sabedoria milenar constatou que dar aos outros também é um presente para si mesmo. No Ocidente, a Bíblia, fonte da parábola do Bom Samaritano, diz, “É melhor dar do que receber”. No Oriente, ensinava Buda, “A generosidade traz abundância, purifica o coração e a mente e proporciona a maior felicidade”. Na China há o ditado “Quem dá, agradece!”. Hoje, as pesquisas estão comprovando que ajudar aos outros faz bem à saúde física e psicológica. Antes de sua morte, em 1970, o inovador psicólogo Abraham Mas-

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GUIA

Steve Debenport/ISTOCKPHOTO/be

Guarde e consu lte sempre!


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faz bem! Filosofando sobre a natureza humana. Por que as pessoas são altruístas? A questão tem sido um tópico da filosofia desde os primórdios.

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filósofo grego Aristóteles acreditava que todos os humanos eram intrinsecamente bons, mas esse potencial poderia ser concretizado apenas dentro da sociedade. Portanto, ele chamava nossa espécie de zoon politikon, o animal político. O cristianismo introduziu uma visão dos humanos como mais imperfeitos. Apesar de terem sido criados à imagem de Deus, os homens seriam marcados pelo fracasso do pecado. Apenas a fé os redimiria perante Deus - mas não os faria bons. A caridade seria um caminho para pagar os pecados cometidos. Os iluministas do século XVIII tinham visão promissora, acreditando que a bondade e o altruísmo fi-

zessem parte da natureza humana. Em seu romance ‘Emílio’, o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau propôs que a chave da felicidade para todos era o desenvolvimento livre da personalidade da criança. Ao permitirem o desabrochar das tendências naturalmente boas, os adultos abririam caminho para uma sociedade harmoniosa. O filósofo inglês Anthony Ashley Cooper, disse que nosso entusiasmo inato pela bondade, pela verdade e pelo belo nos tornava tão virtuosos e honestos que seria possivel uma ordem social na qual, idealmente, poderíamos dispensar as sanções que garantem o bom comportamento

Paul Vasarhelyi/ISTOCKPHOTO/be

Fazer o bem!


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Fazer o bem!

lorenzo codacci/ISTOCKPHOTO/be

low concluiu que o comportamento altruísta é um reflexo magnífico do bem-estar psicológico do indivíduo. De acordo com Maslow, a pessoa “totalmente humana” é aquela que reflete o “bodhi sattva” (ser iluminado) oriental. Essa pessoa é compassiva por entender que toda a vida é interligada e não deve ser vivida no isolamento, procurando satisfazer somente o próprio ego, mas a serviço da comunidade. Maslow afirmou que o altruísmo, a compaixão, o amor e a amizade significam o desabrochar das sementes com as quais todos nós nascemos.

O QUE TORNA A PESSOA ALTRUÍSTA? Chris Kiefer, Ph.D., professor de Antropologia da Universidade da Califórnia, USA, descobriu, nas pessoas entrevistadas, que “altruístas naturais” cresceram em um lar carinhoso. As pessoas criadas por famílias onde não existia amor, ou onde o amor era distribuído de forma injusta, eram menos generosas - lhes faltava confiança e apresentavam um grau de altruísmo e saúde mental bastante inferior. Kiefer estudou também pessoas que se tornaram altruístas apesar de infâncias desfavoráveis. Algumas sentiam-se alienadas na juventude, porém mais tarde - devido a uma experiência que os converteu - descobriram quem eram e qual a sua missão. Outros souberam superar uma infância infeliz através de um difícil processo de autodesenvolvimento, pelo qual compreenderam que seu próprio crescimento e realização implicava a preocupação com o próximo.

“A sabedoria milenar constatou que dar aos outros também é um presente para si mesmo. A Bíblia diz, ‘É melhor dar do que receber’. No Oriente, ensinava Buda, ‘A generosidade traz abundância, purifica o coração e a mente e proporciona a maior felicidade’. Na China há o ditado ‘Quem dá, agradece!’”

Segundo Kiefer, a transformação resulta na “união do intelecto com a emoção”. Veja, por exemplo, Michael Spencer, formado em administração de empresas e infeliz, que mudou de rumo e começou a estudar música. Seu objetivo era tornar-se um pianista quando, certo dia, atendendo

a um convite, fez uma apresentação de caridade num hospital psiquiátrico. Naquele instante percebeu que era isso que desejava fazer pelo resto da vida. Como diretor fundador do ‘Hospital Audiences’, sediado em Nova York, atualmente Spencer reúne artistas de alto gabarito e um públi-

co imprevisível — pessoas com deficiência, anciões, prisioneiros e outras pessoas confinadas — que de outra forma não conseguiriam assisti-los. Ao contrário do que dizem os céticos que altruísmo é coisa para românticos, idealistas e santos - Chris Kiefer descobriu que os altruístas são realistas, tanto a respeito de si mesmo, como em relação ao mundo. “O altruísmo é um sinal de saúde mental, porque as pessoas saudáveis não se preocupam só consigo mesmas”, diz ele. “Estamos falando de um tipo de atividade que é expressão natural e espontânea de bem-estar e integridade, e não de deficiências e necessidades neuróticas”, acrescenta Thomas J. Hurley III, diretor do ‘Programa do Espírito Altruísta do Instituto de Ciências Noéticas’. Sediada em Sausalito, na Califórnia, esta organização sem fins lucrativos foi fundada pelo antigo astronauta Edgar Mitchell, para dar suporte a programas educacionais e de pesquisa sobre o desenvolvimento do potencial humano. Desde 1987, o Instituto oferece anualmente US$ 25.000 como prêmio para o Altruísmo Criativo de pessoas comuns que identificaram um problema e decidem fazer alguma coisa para saná-lo.

ALTRUÍSMO E ESPÍRITUALIDADE Os altruístas são fundamentalmente iniciadores. Uma vez estabelecida uma meta na qual acreditam, fazem tudo para alcançá-la. Depois, tendo feito tudo o que foi possível, eles sabem quando

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tirar da mente e confiar em algo que está além do seu controle. “É nesse ponto que a prática espiritual ou fé exerce um papel importante”, explica Hurley. “Eles têm algo a que recorrer, em que confiar”. Talvez o seu maior dom seja o que Hurley denominou “dom de reconhecer”. “Há sempre esse extraordinário e fundamental respeito pela dignidade dos outros — ‘você é valioso simplesmente por ser’’, afirma ele. “Acho que é isso que faz a vida mudar de rumo”. A gente poderia imaginar que o tempo e o esforço dedicados a fazer o bem poderia prejudicar a própria pessoa. No entanto, ajudar os outros, mesmo por meio de tarefas estressantes, pode acrescentar vários anos à nossa vida. “Quando nos dedicamos voluntariamente a essa situação, os efeitos do estresse são diferentes dos efei-

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A sensação de prazer que resulta do trabalho voluntário é algo tão notável que a ciência tratou de fazer um mergulho no assunto.

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m dos trabalhos mais curiosos nesse campo foi produzido pela Universidade de Michigan. Os pesquisadores estudaram centenas de casos durante vários anos e concluíram que há uma relação direta entre sentir-se útil socialmente e a longevidade. A Universidade Harvard decidiu ir mais longe e apresentou a um grupo de universitários um documentário sobre o trabalho de Madre Teresa de Calcutá. Depois da exibição, ainda sob o efeito da comoção provocada pelo filme, os alunos tiveram a saliva submetida a um exame laboratorial. Em boa parte dos estudantes, verificou-se aumento de anticorpos que combatem infecções respiratórias. A ciência é assim mesmo. Ela busca uma relação físico-química para tudo, até mesmo para o ato de fazer o bem. O curioso é que encontrou. A explicação pode ter contornos técnicos, mas a taxa de alegria sentida por quem ajuda os outros é algo que só os envolvidos podem descrever com mais precisão. Não é por acaso que muitos voluntários consideram essa atividade uma terapia que levanta o ânimo e ajuda a evitar a depressão. “Vou para a cama pensando no dia

seguinte e no carinho que receberei das crianças”, conta a professora aposentada Altímede Monteiro, que dá aulas para filhos de famílias carentes do Morro do Cantagalo, no Rio de Janeiro. É assim que ela encontra prazer e motivação para manter-se ativa aos 74 anos. A artista plástica Maria Cristina Viegas de Macedo, que tem metade da idade de Altímede, também já busca na prática solidária o aprendizado para a própria vida. “Ao conhecer os limites da tolerância alheia às adversidades, muito mais amplos que os meus, eu me fortaleço”, diz Maria Cristina, que dá aulas de pintura para internos do Hospital das Clínicas e do Hospital da Criança, em São Paulo. “Certamente aprendo muito mais do que ensino.” Segundo o psicobiólogo Ricardo Monezi, praticar o altruísmo proporciona diversos benefícios físicos ligados aos sintomas de depressão: melhora a memória, torna os pensamentos mais claros, distrai a mente, aumenta a imunidade, dá resistência ao corpo e reduz substâncias ligadas ao estresse negativo. Fonte: Revista VEJA.

clearstockconcepts/ISTOCKPHOTO/be

“Ao contrário do que dizem os céticos - que altruísmo é coisa para românticos, idealistas e santos -, os altruístas são realistas, tanto a respeito de si mesmo, como em relação ao mundo. O altruísmo é um sinal de saúde mental, porque as pessoas saudáveis não se preocupam só consigo mesma.”

O que leva as pessoas a sair de casa e ajudar o próximo?

“A Ciência encontrou uma relação físico-química para o ato de fazer o bem. O fato é que a taxa de alegria sentida por quem ajuda os outros é algo que só os envolvidos podem descrever com mais precisão. Muitos voluntários consideram essa atividade uma terapia que levanta o ânimo e ajuda a evitar a depressão.”

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Guarde e consu lte sempre!


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Fazer o bem!

Voluntariado – a vontade de ajudar Afinal, o que é voluntariado, esta atividade que cada vez mobiliza mais pessoas em todo o mundo?

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egundo definição das Nações Unidas, “o voluntário é uma pessoa que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem-estar social, ou outros campos...” Em recente estudo realizado na Fundação Abrinq pelos Direitos da Criança, definiu-se o voluntário como ator social e agente de transformação, que presta serviços não remunerados em benefício da comunidade; doando seu tempo e conhecimentos, realiza um trabalho gerado pela energia de seu impulso solidário, atendendo tanto às necessidades do próximo ou aos imperativos de uma causa, como às suas próprias motivações pessoais, sejam estas de caráter religioso, cultural, filosófico, político, emocional. Quando nos referimos ao voluntário contemporâneo, engajado, participante e consciente, diferenciamos também o seu grau de comprometimento: ações mais permanentes, que implicam em maiores compromissos, requerem um determinado tipo de voluntário, e po-

dem levá-lo inclusive a uma “profissionalização voluntária”; existem também ações pontuais, esporádicas, que mobilizam outro perfil de indivíduos. Ao analisar os motivos que mobilizam pessoas em direção ao trabalho voluntário, descobrem-se, entre outros, dois componentes fundamentais: o de cunho pessoal - a doação de tempo e esforço como resposta a uma inquietação interior que é levada à prática -, e o social, a tomada de consciência dos pro-

blemas ao se enfrentar com a realidade, o que leva à luta por um ideal ou ao comprometimento com uma causa. Altruísmo e solidariedade são valores morais socialmente constituídos vistos como virtudes do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem. A caridade (forte he-

rança cultural e religiosa), reforçada pelo ideal, as crenças, os sistemas de valores, e o compromisso com determinadas causas são componentes vitais do engajamento. Não se deve esquecer, contudo, o potencial transformador que essas atitudes representam para o crescimento interior do próprio indivíduo. Fonte: “Trabalho Voluntário” - Mónica Corullón

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ENQUETE Há quanto tempo você mora na Zona Sul? Moro na Zona Sul há 22 anos, mas a paixão vem desde a infância, quando “viajava” de Petrópolis até a AABB para tomar banho de rio! O que você mais gosta aqui ? O rio! É maravilhoso ter a oportunidade de, todos os dias, com alguns passos chegar lá e sentir-me simplesmente parte da Natureza...Se for de carro, basta trocar a Wenceslau pela Av. Guaíba, ouvir uma música e tudo fica diferente...Sem falar nas praças... Podemos começar com a tua trajetória. Formada em Relações Públicas pela PUC, iniciei minha carreira como funcionária pública, passando pelas Secretarias Municipais de Obras e Viação e Meio Ambiente. O desejo de ser empresária direcionou-me para o segmento de Festas Infantis fundando a “Dono da Festa”, a qual deu origem à Totosinho, operação que virou sucesso, tornando-se conhecida e querida do público em Porto Alegre. Nela estive à frente, junto com minha família, por mais de 15 anos. Minha área de interesse sempre foi o desenvolvimento de pessoas, equipe e marca. Durante toda minha vida sempre fui procurada em busca de orientação, motivação... Esta experiência serviu de inspiração para uma nova etapa em minha carreira: as Terapias Complementares, área onde encontrei oportunidade para aplicar minha vivência e participar dos processos de evolução e bem estar das pessoas. Muito estudo e dedica-

“Altruísmo e solidariedade são valores morais vistos como virtudes do indivíduo. Do ponto de vista religioso acredita-se que a prática do bem salva a alma; numa perspectiva social e política, pressupõe-se que a prática de tais valores zelará pela manutenção da ordem social e pelo progresso do homem.”

ção, além da prática no “Laboratório de Alquimia”, proporcionam a alegria de acompanhar o processo de transformação do ser humano, promovendo alívio e cura para questões físicas e emocionais. Que ideias e autores influenciaram teu pensamento sobre a vida, tuas escolhas e o direcionamento do teu trabalho? Inicialmente agradeço aos meus pais por terem incentivado o contato com a música, a dança, a literatura, que foram fundamentais na minha formação e desenvolvimento da percepção, sensibilidade, espiritualidade. Desde pequena sempre li muito, “As Viagens de Gulliver” e os “Contos dos Irmãs Grimm” encantavam-me. Pollyanna foi lindo! Na adolescência e de-

pois na vida adulta, Khalil Gibran, Machado de Assis, Jorge Amado, Érico Veríssimo, Paulo Coelho... Romances também têm seu lugar, “As Pontes de Madison” é lindo! Leio bastante sobre Cabala, Aromaterapia e Florais, terapias complementares em geral... Interesso-me por alimentação orgânica, funcional , adoro cozinhar, mais uma alquimia em minha vida. “Lugar de Médico é na Cozinha” é ótimo! Leitura fácil e agradável é “Nove Plantas do Desejo e a Flor de Estufa”. Assim vou caminhado, buscando na simplicidade a direção...acompanhando as sementes germinando e aprendendo. Qual tua visão de saúde, de felicidade e de bem-estar? Estamos aqui para sermos felizes. Para isto, precisamos conectarmos com a Natureza e respeitá-la, pois somos parte dela. Se observarmos seus horários, sua dinâmica, sua mensagem, a maneira como realiza trocas e trouxermos tudo isto para nossa vida, não importa em que etapa, teremos a oportunidade de viver com saúde, alegria, praticando a solidariedade, o respeito e evoluindo como seres humanos. Na minha experiência, os Florais Alquímicos e os Óleos Essenciais têm um papel fundamental em tudo isto, atuando com sua energia na busca da essência e potencial de todos nós. O processo de transformação é fascinante. É gratificante acompanhar a capacidade de regeneração alcançada através da Alquimia, processo simples e ao mesmo tempo tão complexo. Márcia Unfer Terapeuta Naturista


Matéria

de

Capa

“Na ajuda ocorre o oposto do estresse ou reação de alerta - nós relaxamos, afirma Dr. Herbert Benson, professor de medicina de Harvard. O metabolismo, a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a respiração diminuem, assim como a ansiedade, a depressão e a irritação. ‘É difícil a gente se sentir deprimido diante de um sorriso que ajudamos a criar’, afirma ele.”

skynesher/ISTOCKPHOTO/be

13 • Nº 37 • Outubro 2011 • Bem Estar

vida em perspectiva”. Dar com desprendimento é um ato que nos enche de energia. Alan Luks, diretor executivo de ‘Big Brothers/Big Sisters’, de Nova York, descobriu que ajudar os outros faz mais do que agir como antidepressivo e levantar a autoestima. Também permite controlar a dor. Uma mulher que sofria de dores na coluna não sentia qualquer dor quando segurava no colo crianças abandonadas em um hospital. Após dois dias seu desconforto era ainda menor do que de costume. Luks também escreve sobre isto em seu livro “The Healing Power of Doing Good” (‘O Poder Curativo de Praticar o Bem’). De 3.300 voluntários pesquisados,

aqueles que ajudavam regularmente informavam dez vezes mais que havia melhorado sua saúde do que aqueles que só trabalhavam como voluntários uma vez por ano. Entretanto, o contato pessoal é importantíssimo; doar dinheiro ou roupas não proporciona mesma “sensação de bem-estar”.

Semana Holística e Terapias Naturais

Para maiores informações acesse o site www.semanaholistica.webs.com , ou faça contato pelos telefones 48-3632.4712/ 48-3648.8100/ 9116.1962.

Armazém e Café Colônia Villanova

A Semana Holística e Terapias Naturais têm o objetivo de apresentar a diversidade de atividades técnicas, práticas e informações sobre o tema holístico e as muitas formas de terapias naturais em meio a natureza e Águas de Termas do Gravatal. Acontecerão palestras, vivências, consultas e atendimentos, exposição de produtos e serviços, shows, espetáculos de dança, mostras culturais, feira de artesanato etc. Nomes conhecidos nacionalmente como Ralph Viana, Alberto Peribanez Gonzalez, Lydia Vainer e muitos outros estarão presentes

KUELE Relógios Personalizados

tos do estresse causado pelo trabalho, independente da própria vontade, que raramente podemos controlar”, diz Kenneth R. Pelletier, psicólogo clínico da Faculdade de Medicina da Universidade Stanford. Na verdade, o que ocorre é o oposto do estresse ou reação de alerta - nós relaxamos, afirma Dr. Herbert Benson, professor adjunto de medicina da Faculdade de Medicina de Harvard. O metabolismo, a pressão arterial, os batimentos cardíacos e a respiração diminuem, assim como a ansiedade, a depressão e a irritação. “É difícil a gente se sentir deprimido diante de um sorriso que ajudamos a criar”, diz Pelletier e acrescenta, “E se você pensa que a sua situação é dura e você se torna um voluntário, isto coloca a sua própria

12 a 16 de outubro em Termas do Gravatal

A KUELE Relógios Personalizados oferece uma gama variada de opções quando o assunto é presentear seu cliente, amigo ou fornecedor com um brinde diferenciado, e com preços que irão surpreender você. Relógios clássicos e esportivos, que atingem todos os públicos e darão grande destaque à marca da sua empresa. O final de ano se aproxima e você tem uma excelente oportunidade de granjear a simpatia do seu público alvo com algo diferenciado e de classe.

Fonte: Revista ‘EAST WEST’

Na próxima edição

O Armazém e Café Colônia Villanova é um local inspirado pelas experiências de vida de seus proprietários, Maria Luisa Tagliaro e seu filho Heitor. Ela é doutora em Gerontologia Biomédica, participa de pesquisas sobre envelhecimento e está cursando a primeira turma do Curso de Sommelier do Senac RS; e ele é graduando em Agronomia na UFRGS. Temas como qualidade de vida, ecologia e sustentabilidade fazem parte de suas bagagens e inevitavelmente permeiam todo o local, da decoração à escolha dos produtos vendidos. Inquietos, não se contentam em oferecer alimentos saudáveis, orgânicos e não-orgânicos, livres de gordura trans e conservantes. Buscam qualificar o tem-

po de convívio com os clientes e para isso implementaram um espaço cultural dedicado ao resgate da história da Vila Nova e às artes, com sala de leitura, brechó, oficinas artísticas, palestras e até um cineclube. O Café do Mercado servido na cafeteria é orgânico e pode-se também adquirir algumas variedades especiais. A grande maioria dos produtos é de origem regional, passando pelos vinhos, espumantes, cervejas artesanais, sucos naturais de frutas nativas (experimente o de butiá, é uma delícia!), massas, molhos e verduras (orgânicas e produzidas na Zona Sul, é claro!), entre outros. A atmosfera retrô e o charme do local convidam ao bem-estar, ao sossego e ao convívio fraterno, mas esta é só a minha impressão, se fosse você eu passaria por lá para conferir.


Bem Estar • Nº 37 • Outubro 2011 • 14 Vamos deixar para nossos filhos um mundo melhor do que o que recebemos de nossos pais.

Os cientistas, o povo e o Código Florestal Uma questão fundamental para o país está sendo tratada pelos deputados sem levar em conta os conhecimentos científicos. Os interesses de poucos se sobrepõem à razão e à vontade da maioria. Márcio Santilli

wikimedia commons/ Marcello Casal JR/Agência Brasil

O

relator da proposta de alteração do Código Florestal da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB), afirma que procurou a comunidade científica, mas os dirigentes da Academia Brasileira de Ciências (ABC) e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) afirmam que não foram convidados a opinar de forma qualificada pelos deputados. As instituições científicas decidiram, então, formular um pronunciamento próprio a respeito das principais questões envolvidas no debate sobre a reforma do Código Florestal. Um grupo de trabalho de uns quinze pesquisadores de diversas áreas processou e resumiu centenas de trabalhos científicos realizados sobre esses temas nos últimos anos. O resultado foi publicado em livro e apresentado aos

principais tomadores de decisão.

A OPINIÃO DA CIÊNCIA O trabalho dos cientistas é conclusivo em relação a pontos essenciais do debate. Por exemplo, ao afirmar categoricamente que o país já dispõe de tecnologia e de capital técnico para aumentar a nossa produção agropecuária e florestal de forma consistente e prolongada, sem a necessidade de avançar sobre áreas florestadas. Outro exemplo: já há tecnologia de mapeamento e controle remoto, via satélite, para se aferir a desigual presença de áreas úmidas ou com lençol freático próximo da superfície, em cada bacia hidrográfica, o que poderia ensejar um parâmetro diverso das faixas de proteção de florestas ripárias,


15 • Nº 37 • Outubro 2011 • Bem Estar

Ecologia “77% dos brasileiros são pela audiência aos cientistas, 20% são pela urgência na aprovação do Código, e apenas 2% não sabem responder. Portanto, não é nada neutra a posição dos brasileiros. Três em cada quatro acham que os interesses dos ruralistas não podem se sobrepor ao conhecimento dos cientistas.”

com extensão fixa de 30 metros ou mais, que hoje são consagradas na letra da lei. Em outros aspectos relevantes, como o do conhecimento aplicado à valorização da biodiversidade ou aos fluxos de captação e de emissão de carbono pelas florestas, o documento dos cientistas aponta grandes avanços em curso e a perspectiva de que dentro de pouco tempo disporemos também de tecnologia que permita computar objetivamente vários dos serviços ambientais promovidos pelas florestas e outras coberturas vegetais naturais. Por isso, os cientistas propuseram que os deputados cuidassem agora dos aspectos administrativos da questão florestal, como multas, expedição de licenças e cadastramento de propriedades, deixando para os próximos dois anos as decisões mais atinentes ao patrimônio florestal em si.

A OPINIÃO DO POVO A pesquisa nacional de opinião pública realizada pelo Datafolha sobre o Código

wikimedia commons/ Júnior Miranda

“A posição dos cientistas é conclusiva: o país já dispõe de tecnologia e de capital técnico para aumentar a nossa produção agropecuária e florestal de forma consistente e prolongada, sem a necessidade de avançar sobre áreas florestadas.”

Florestal perguntou aos entrevistados: “Você acha que o Senado deve parar para ouvir os cientistas antes de votar o novo Código Florestal, ou você acha que o Senado deve votá-lo imediatamente, pois é mais urgente resolver o problema das multas” por desmatamento ilegal? Resposta: 77% dos brasileiros são pela audiência aos cientistas, 20% são pela urgência na aprovação e apenas 2% não sabem responder. A pesquisa não faz referências específicas ao conteúdo do documento dos cientistas e nem se pode supor que os entrevistados o tenham lido. Mas outras perguntas e

respostas, estas sempre contundentes na defesa das florestas, indicam que várias das preocupações da opinião pública estão consideradas no documento e nas suas conclusões. O que há de comum nas alegações truncadas entre o deputado relator e os cientistas é que, de uma forma ou de outra, nunca os cientistas ficaram tão à margem de uma decisão sobre a legislação florestal. Justamente quando as instituições científicas brasileiras acumulam maior conhecimento. É uma evidência preocupante que, por si só, já enseja uma revisão profunda daquilo que a Câmara aprovou com ausência de informa-

ção científica. De qualquer forma, não é nada neutra a posição dos brasileiros diante da posição dos cientistas, conforme aferiu a pesquisa. Três em cada quatro acham que a aflição dos ruralistas não pode se sobrepor ao conhecimento dos cientistas. Assim como não foi neutra a posição dos cientistas ao apresentarem razões de interesse público para a proteção das florestas situadas em propriedades rurais. Fato é que o Senado está na posição de sacramentar a ignorância ou fazer a revisão da proposta aprovada na Câmara. Repõe o tratamento legal às florestas num patamar compatível com a sua crescente importância como ativo nacional, ou joga o abacaxi no colo da Dilma para fins de veto presidencial. Márcio Santilli é coordenador do ISA – Instituto Socioambiental


Jornal Bem Estar Zona Sul outubro 2011  

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