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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA O PÚBLICO Uma proposta para o Centro Político Administrativo de Ribeirão Preto

SIEL FERREIRA DOS SANTOS - TRABALHO FINAL DE GRADUÇÃO - ARQUITETURA E URBANISMO 2015


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SIEL FERREIRA DOS SANTOS

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA O PÚBLICO UMA PROPOSTA PARA O CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DE RIBEIRÃO PRETO

Trabalho de conclusão de curso apresentado à banca examinadora do curso de Arquitetura e Urbanismo como requisito parcial para obtenção do grau de bacharel em Arquitetura e Urbanismo, sob a orientação da Professora Norma Fonseca Vianna Martins.

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UNIVERSIDADE PAULISTA UNIP

TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO ARQUITETURA E URBANISMO

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA O PÚBLICO UMA PROPOSTA PARA O CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DE RIBEIRÃO PRETO

SIEL FERREIRA DOS SANTOS Orientadoras: Norma Vianna, Carolina Margarido e Valéria Garcia RIBEIRÃO PRETO 2015 5


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A arquitetura é a primeira manifestação do homem criando seu universo, criando-o à imagem da natureza, aceitando as leis da natureza, as leis que regem nossa natureza, nosso universo. (CORBUSIER, 1973, p. 45)

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Agradecimentos

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Quero agradecer a Deus, em primeiro lugar, que iluminou meu caminho ao longo desta caminhada. Agradeço também a minha querida Mãe, pois seu apoio e amor são fundamentais para minhas realizações e a ela dedico essa conquista. Agradeço a todos os professores, que foram tão impor tantes na minha vida acadêmica, pelo convívio, pelo apoio, pela compreensão е pela amizade, agradeço as professoras orientadoras Norma, Valéria, Carolina que me orientaram sendo compreensivas e pacientes ao longo do desenvolvimento deste trabalho. Um agradecimento especial ao Eng Nilton Bonagamba pela indicação dos lotes e a Eng Lúcia Peixeiro e Arquiteta Marilene da Secretaria de Planejamento, pela disposição em me atender e orientar nas duvidas que iam surgindo no decorrer do projeto. Agradeço também meus irmãos, que sempre me apoiam, incentivam e acreditam no meu potencial. Quero agradecer aos meus queridos amigos de sala, pelas boas risadas, pelo companheirismo , pelos trabalhos realizados em grupo, e pelas dificuldades que superamos juntos, principalmente nas matérias de Estrutura. Eu posso dizer que а minha formação, inclusive pessoal, não teria sido а mesma sem o apoio e a presença de cada um.


SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 1.1 - Resumo............................................... ...12 1.2 - Metodologia ............................................1 2 1.3 - Apresentação ..........................................1 3 1.4 - Justificativa............................................1 5 1.5 - Objeto....................................................1 5 1.6 - Objetivo.................................................1 5

5.3 - Espaços abertos e vegetação nos lotes .......33 5.4 - Características da população residente e possíveis usuários................................................................35 6. MOBILIDADE URBANA 6.1 - A escala humana .....................................36 6.2 - A mobilidade e a segregação ....................36 6.3 - Infraestrutura urbana da área ....................37 6.4 - Circulação veicular .................................38 6.5 - Transporte coletivo .................................39

2. AGENTES DE INTERVENÇÃO 2.1 - Secretarias Administrativas de Ribeirão Preto .............................................................................1 6 2.2 - Secretarias relocadas ...............................1 7

7. ESPAÇOS PÚBLICOS 7.1 - O espaço público atualmente ....................42 7.2 - O espaço público e suas desapropriações ...43 7.3 - Dinâmica de atividades no entorno ............46 7.4 - Levantamento fotográfico dos lotes ............47 7.5 - Topografia .............................................48 7.6 - Microclima ............................................49

3. GESTÃO PÚBLICA 3.1 - Gestão Adequada..................................... 22 3.2 - Uma gestão de resultados......................... 23 3.3 - A influência da população no processo de gestão ............................................................................24 4. POTENCIALIDADES DA NOVA ÁREA 4.1 - Os Terrenos............................................ 26 4.2 - A área em questão ...................................28 4.3 - Estádio Dr. Francisco Palma Travassos e o pontapé inicial de urbanização ...........................................29 5. MORFOLOGIA URBANA E RELAÇÕES FUNCIONAIS 5.1 - Uso e Ocupação do Solo e atividades existentes................................................................................30 5.2 - Gabarito das edificações ..........................32

8. CONDICIONANTES LEGAIS 8.1 - Lei Complementar 2157 de 2007 - Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo ........................................50 9. REFERÊNCIAS PROJETUAIS 9.1 - Memória E Inovação: 1° Lugar Concurso Público Nacional De Projetos De Arquitetura para o Centro Administrativo De Belo Horizonte ........................................ .....52 9.2 - “Espaço Compartilhado”: Consciência E Respeito..............................................................................5 10


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9.4 - Implantação Do Centro Cívico De Curitiba: Modelo De Quadra ............................................................55 9.5 - City Hall - Prefeitura de Londres ...............56 10. PROJETO 10.1 - Considerações Iniciais ............................60 10.2 - Alterações nos terrenos ...........................62 10.3 - A implantação do Centro Politico Administrativo de Ribeirão Preto .......................................................64 10.4 - Paginação .............................................66 10.5 - Implantação Geral..................................69 10.6 - O conceito............................................70 10.7 - O simbolismo e a forma..........................70 10.8 - Pavimento-Tipo......................................71 10.9 - Estrutura...............................................73 10.10 - Maquete Eletrônica..............................74 11.

Referências Bibliográficas..............................76

12. Anexos 12.1 - Organogramas Funcionais das Secretarias de Ribeirão Preto.................................................................78 12.2 - Desenho Técnico...................................87

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1. INTRODUÇÃO 1.1 - Resumo

O trabalho tem como objetivo projetar um centro administrativo que abrigará nove secretarias administrativas da cidade de Ribeirão Preto. A importância deste estudo consiste em realizar um levantamento das secretarias administrativas, mostrando seus aspectos físicos, as condições atuais desses edifícios e compreender o funcionamento desses serviços prestados pela administração pública. Atualmente as secretarias estão separadas em edifícios locados de terceiros, a infraestrutura desses edifícios foi adaptada para comportar esses órgãos públicos, porém as condições físicas não suportam os serviços prestados e futuras ampliações, isso consequentemente atrapalha o desenvolvimento da cidade. A separação desses serviços administrativos gera dificuldade de integrar as informações de cada secretaria, unir as secretarias em um ponto irá promover interação entre esses serviços administrativos, facilitar a troca de informação, sistematização e digitalização dos dados em relação à cidade, e facilitará o acesso aos usuários. O local escolhido para a implantação deste edifício está em uma malha urbana consolidada, de fácil acesso e próximo à região central, para facilitar a conexão do edifício com a cidade. A área pertence ao poder público e tem grande potencial construtivo, porém permanece mal utilizada, isso causa degradação no entorno tanto pelos grandes muros que delimitam esses terrenos, como pelo pouco uso e abandono da área. A proposta é criar um edifício acessível, que possa ser utilizado de outras maneiras, além das atividades administrativas, isso irá melhorar a qualidade de vida dos funcionários públicos, dos usuários destes serviços e principalmente, das pes-

soas que vivem no entorno.

1.2 - Metodologia

A realização de uma análise arquitetônica dos nove edifícios que compõem parte do sistema administrativo atualmente tem como enfoque metodológico o estudo dos elementos físicos dos edifícios, além da análise fotográfica, visando à melhor compreensão dos aspectos funcionais deste conjunto. Esta pesquisa consiste em:  Analisar os aspectos urbanos e funcionais em torno dos lotes, e realizar um diagnóstico da área;  Analisar a estrutura dos edifícios que abrigam as secretarias atualmente e compreender os principais aspectos funcionais dos edifícios;  Realizar levantamentos fotográficos dos edifícios;  Entrevistar servidores públicos, profissionais e contribuintes que usam as secretarias para entender a relação dos usuários com os edifícios;  Realizar organogramas funcionais de cada secretaria conforme composição técnica;  Propor diretrizes projetuais para o sistema urbano;  Propor diretrizes projetuais para os terrenos;  Propor um novo centro administrativo conforme resultado das pesquisas anteriores.

1.3 - Apresentação

O presente projeto é trabalho de conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo e abordará sobre as condições físicas dos edifícios administrativos que compõe parte das secretarias

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de Ribeirão Preto, e propor a implantação de um centro administrativo para substituir os edifícios usados atualmente. O estudo será realizado na cidade de Ribeirão Preto (SP), na região leste, em terrenos que atualmente pertence a prefeitura. Nesses terrenos será implantado um centro administrativo para a cidade de Ribeirão Preto, que visa unir nove secretarias em um mesmo local, essas secretarias de administração dos serviços públicos são:  Secretaria de Negócios Jurídicos;  Secretaria Municipal da Fazenda;  Secretaria Municipal da Saúde;  Secretaria Municipal de Administração;  Secretaria Municipal de Assistência Social;  Secretaria Municipal de Infraestrutura;  Secretaria Municipal de Obras Públicas;  Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão Pública;  Secretaria Municipal do Meio Ambiente; O local em torno desses terrenos possui um histórico positivo por ser uma área nobre desde sua fundação, com comércios, serviços e áreas institucionais de fácil acesso. No projeto serão relocadas apenas noves secretarias da atual administração público, pois as outras cinco secretarias que compõem a administração pública possuem uma forte relação com o entorno da atual implantação. As secretarias que não serão relocadas são: Secretaria Municipal da Cultura: atualmente esta implantada na Praça Alto do São Bento e possui um importante papel de levar atrativos para o local, como feiras, festas, atividades culturais e educativas que mantém uma dinâmica na área. Secretaria Municipal da Educação: está localizada na Praça Alto do São Bento, o local entorno desta secretaria possui

importantes centros educativos de ensino técnico como a ETEC, Senaai, Senac e Projeção além de estar próximo a secretaria da Cultura, por esse motivo é importante a permanência desta secretaria, ficando sugerido ainda levar ao local algumas de suas ramificações que estão espalhadas pela cidade. Secretaria Municipal de Esportes: localizada na Cava do Bosque, o local de sua implantação é o maior ginásio público esportivo da cidade de Ribeirão Preto, onde acontecem eventos constantes relacionados ao esporte e essa secretaria tem influencia com esses eventos no local, por isso é importante sua permanência, vale ressaltar ainda que a Cava do Bosque está próximo a Praça Alto do São Bento aonde permanecerá duas secretarias. Gabinete do Prefeito e Secretaria Municipal da Casa Civil: Localizado no Centro, no Palácio do Rio Branco desde a fundação da cidade, o gabinete do Prefeito deve permanecer no local pela sua relação com centro histórico de Ribeirão Preto. Mesmo estando separadas do Centro Administrativo proposto, essas secretarias administrativas terão proximidade com a nova área. Vejamos:

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Legenda: Secretarias que permanecerão Local de implantação do Centro Administrativo F ont e: P M RP ed i tad o

Gabinete do Prefeito

Figura 1: Observamos o mapa de Ribeirão Preto, nele pode -se ver a proximidade da área de implantação do Centro Administrativo em relação às secretarias que permanecerão e ao Gabinete do Prefeito localizado no centro da cidade.

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1.4 - Justificativa

Dos diversos órgãos e serviços que compõem a estrutura administrativa do Município de Ribeirão Preto, boa parte funciona hoje em instalações dispersas em vários edifícios na cidade, sendo a grande maioria alugados ou tombados como patrimônio, para acomodar o efetivo de servidores e o público em geral usuários dos serviços desses órgãos. Algumas dessas instalações já não atendem à demanda presente de espaço físico, e é inviável ampliações ou reformas, e frente ao desenvolvimento da cidade a situação tende a piorar. Além disso, a atual dispersão espacial das unidades administrativas do município dificulta o seu funcionamento e eleva os seus custos operacionais, pois as secretarias trocam informações diárias, as quais são levadas através de veículos para promover essa integração de informações entre as secretarias, isso gera custos e atraso nesses serviços e parte desses edifícios são alugados, o que também gera custos. Além de terem espaços pouco favoráveis para o atendimento ao público e para o desenvolvimento das rotinas administrativas, algumas secretarias possuem mobiliários ruins e nenhum tipo de acessibilidade. Diante desse quadro, busca -se uma solução arquitetônica capaz de atender às demandas de espaço físico para o melhor desempenho dessas funções.

1.5 - Objeto

O abrigo das atividades governamentais é uma questão arquitetônica clássica, preocupação de qualquer tratado ou manual de arquitetura do passado. [...] Do espaço da administração pública não se deve isolar sua denotação mais ampla de lócus do poder, da simbologia inerente ao exercício das práticas políticas em uma sociedade (SEGAWA, 2002, p.176).

1.6 - Objetivo

O objetivo deste trabalho é implantar um centro administrativo para atender nove secretarias administrativas de Ribeirão Preto. Este novo edifício será adaptado para atender as necessidades dos usuários, dos funcionários públicos e dos moradores que vivem no entorno, e consiste na seleção entre os estudos preliminares apresentados, a proposta mais adequada quanto aos aspectos de projeto arquitetônico, qualidade conceitual, adequação espacial, simbolismo, acessibilidade, conforto, bem estar, estética, sustentabilidade, paisagismo, funcionalidade, segurança, tendo como finalidade o desenvolvimento do Projeto de Arquitetura de um Centro Administrativo Municipal para Ribeirão Preto.

Centro Politico Administrativo para a cidade Ribeirão Preto. O termo “centro político administrativo” refere -se ao abrigo das atividades governamentais e está diretamente ligado à edificação municipal, estadual ou federal inerente às questões do poder público.

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2. AGENTES DE INTERVENÇÃO 2.1 - Secretarias Administrativas de Ribeirão Preto Atualmente, as secretarias estão em edifícios dispersos, porém se localizam na região central e na região leste da cidade, o objetivo é uni -las no mesmo local. a

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F ont e: P M RP ed i tad o

Figura 2: a) Mapa de localização das secretarias administrativas de Ribeirão Preto atualmente e; b) Localização dos lotes que abrigarão as secretarias administrativas de Ribeirão Preto no projeto, e as secretarias que permanecerão. Em azul está a prefeitura no centro de Ribeirão Preto.

Segawa (1999) descreve os centros públicos administrativos que foram implantados até os anos 1970 como cidadelas afastadas do centro da cidade, isso por que os Planos Diretores da época eram baseados nos ideias da Arquitetura moderna, que dividia a cidade por funções. Os cen tros político-admin istrati vos esta duais efeti vados nos anos 1970 foram organizados como cidadelas afas tadas dos núcl eos urbanos tradicionais. Im-

plantados em grandes vazios periféricos à cidad e, obedecendo a planos diretores qu e, na maioria dos casos, rep roduziam o esquema de Brasília: edifícios isolados para cada função ou agrupamento de fu nções, segundo conveni ên cias de exequibilidade em diferen tes fren tes d e trabalho. (SEGAWA , 1999, p.177).

Porém em discussões mais recentes SOLÀ -MORALES, descreve esses centros administrativos não apenas como local de atividades administrativas da cidade, mas como um local de encontros humanizados que se relacionam com a cidade ou “O Coração da Cidade”. A discussão mais renovadora desses anos sobre o core das cidades como uma nova zona a contemplar na disposição separada das distintas funções urbanas, significa estabelecer não só a necessidade de um centro pluriforme e maximamente social para a cidade, e sim, sobretudo, a caracterização dessa centralidade como coração, isto é, como o lugar físico no qual parecem encontrar assento os sentimentos humanos mais elevados e mais necessários para a plenitude de uma arquitetura em busca de um novo humanismo, (SOLÀ -MORALES apud OITICICA, 1996). Por isso se dá importância de um centro administrativo próximo à região central de Ribeirão Preto, de maneira participe da cidade e que promova interação cultural, não apenas ambientes específicos para administração.

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2.2 - Secretarias relocadas

As condições atuais dos edifícios são variadas, algumas secretarias foram reformadas e outras estão em condições precárias. Após visitar as secretarias, e realizar entrevistas com os servidores públicos, constatei a insatisfação tanto por parte dos servidores como por parte dos usuários em relação à infraestrutura dos edifícios. Mobiliário desapropriado para as atividades, pisos irregulares, vazamentos, poucos banheiros e até mesmo falta acessibilidade, são algumas reclamações descritas. A planta é a geradora. Sem planta há desordem, arbitrário. A planta traz em si a essência da sensação. Os grandes problemas de amanhã, ditados por necessidades coletivas, colocam de novo a questão da planta. A vida moderna pede, espera uma nova planta [...]. (CORBUSIER, 1973, p. 25) Os problemas principais são relacionados à planta, os edifícios recebem salas e divisórias inadequadas e espaços adaptados que são pouco favoráveis para o desenvolvimento das atividades atribuídas, mesmo reformados são edifícios antigos e não comportam ampliações ou reformas de grande impacto. O que deveria solucionar as dificuldades de uso tornou -se um problema. A planta esta na base. Sem planta não há nem grandeza de intenção e de expressão, nem ritmo, nem volume, nem coerência. Sem planta há essa sensação insuportável ao homem, de informe, de indigência, de desordem, [...]. (CORBUSIER, 1973, p. 27) Le Corbusier coloca em seu texto os três pontos primor-

diais para gerar a arquitetura: a Planta, o Volume e a Superfície, sendo a planta o principal elemento capaz de organizar as funções, e criar intenções, não só na escala do edifício, mas também na escala urbana. Em edifícios coletivos a planta é a ferramenta para organização e sem ela há desordem. O que acontece nos edifícios adaptados para as secretarias é a ausência de uma planta capaz de organizar as atividades. Através da planta, criam -se os volumes, que estão inseridos na superfície, então surge à arquitetura. Essa arquitetura capaz de criar intenções, organizar os espaços e as funções. Arquitetura capaz de impor sentimento aos usuários é isso que falta nos edifícios públicos das secretarias de Ribeirão Preto. Falta Arquitetura. (CORBUSIER, 1973, p. 11 - 40) A seguir, algumas imagens das condições físicas dos edifícios que prestam esses serviços atualmente e a localização na cidade:

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d, e

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a b c h

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F ont e: P M RP ed i tad o Figura 3: Na composição da figura vemos o mapa de Ribeirão Preto e a localização de cada secretaria que será relocada e suas respectivas fachadas. a) Secretaria Municipal de Assistência Social; b) Secretaria Municipal da Saúde; c) Secretaria Municipal da Fazenda; d) Secretaria de Planejamento e Gestão Pública e Secretaria da Educação que não será relocada; e) Secretaria de Administração; f e g) Secretaria de Obras e Secretaria de Infraestrutura, localizadas nos lotes de implantação do projeto; h) Secretaria do Meio Ambiente; i) Secretaria de Negócios Jurídicos.

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g

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b

Nos ambientes internos das secretarias as condições são variadas, algumas foram reformadas e receberam mobiliários novos, outras tem mobiliários antigos e em péssimo estado de conservação, também em algumas secretarias há preocupação com o conforto e a climatização interna, nas quais foram instalados sistemas de ar condicionado e persianas. Em outras secretarias pela infraestrutura do edifício não foi possível instalar esses equipamentos, o que prejudica a sensação térmica em dias muito quentes. Também foi relatada a falta de vagas de estacionamentos e pela infraestrutura dos edifícios atualmente, é impossível implantar esses espaços que possa atender de maneira satisfatório os usuários. Vejamos algumas imagens dos ambientes internos de algumas dessas secretarias.

c

Figura 4: a e b) Espaços de Atendimentos e estacionamento na Secretaria da Fazenda; c) Espaços sem acessibilidade na secretaria de Administração.

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a

b

d

O sistema organizacional dessas secretarias divide –se a partir de um modelo básico de hierarquia e em cada uma são adicionadas peculiaridades em relação ao funcionamento e necessidades de atendimento e gestão das funções atribuídas. Porém neste trabalho será abordado apenas o funcionamento em modo geral dessas secretarias, mas é possível entender os organogramas funcionais de cada uma delas que se encontram nos anexos ao final deste trabalho. Vejamos o funcionamento de modo geral dessas secretarias:

c

e

Figura 5: a) Secretaria de administração e Planejamento com circulação vertical sem acessibilidade; b e c) Áreas de circulação usadas como áreas de depósito e armazenamento de materiais; d e e) Secretaria da Saúde recebeu tantas divisórias que seu interior parece um labirinto.

No organograma geral é possível compreender o modelo de gestão dessas secretarias e o grau de hierarquia de cada cargo público, sendo o secretario atribuído como maior autoridade em cada secretaria. Basicamente o funcionamento desses serviços são como escritórios que se organizam em hierarquias de autoridades. Deste modo, é possível usar como referência para o projeto plantas corporativas de escritórios contemporâneos e organizar o sistema de funcionamento para que ele seja mais eficiente e transparente em cada setor da administração pública.

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3. GESTÃO PÚBLICA

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3.1 - Gestão Adequada A gestão publica é responsável pelo desenvolvimento urbano e econômico de uma cidade. Segundo Lima (2009), uma das palavras fundamentais para uma boa gestão pública é “excelência”. Através dela a fundamentação da estrutura do município com uma administração baseada em necessidades coletivas e o controle dos valores exigidos na gestão é indispensável para que se tenham resultados que beneficie tanto a estrutura física do município como sua base econômica e a qualidade de vida da à população local. (Lima, 2009). A proposta de uma boa gestão pública baseia -se na excelência de valores e de resultados. O ganho social é de extrema importância e permanece no topo das prioridades. A gestão pública deve ser focada em resultados e orientada para o cidadão, e a melhoria da qualidade dos serviços públicos também é de responsabilidade da gestão pública que deve sempre abranger uma devida contribuição para a sociedade. (LIMA, 2009). A excelência em gestão pública engloba o desenvolvimento geral de uma cidade, os fundamentos que serão alcançados com os recursos aplicáveis às políticas públicas, a moralidade e legalidade estabelecida diante da transparência da administração realizada, os benefícios à população e finalmente a excelência de toda a ação realizada que será devidamente direcionada aos cidadãos do município. (LIMA, 2009). O fato é que todos nós desejamos um setor público eficiente, ágil e de qualidade. Para isso é preferido reconhecer os problemas da cidade e procurar resolvê -los através de uma boa preparação na administração desta mesma cidade. (LIMA, 2009).

A constituição federal coloca que a principal finalidade da administração pública é: A principal finalidade da Administração Pública é alcançar os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil - de construir uma sociedade livre, justa e solidária; garantir o desenvolvimento nacional; erradicar a pobreza e a marginalização; de reduzir as desigualdades e de promover o bem de todos, sem preconceitos. (Constituição Federal, art. 3º). E no art. 37 a constituição federal coloca ainda que administração pública deve ser: A administração pública direta, indireta ou fundacional, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, [...] (Constituição Federal, art. 37º) . Lima (2009) apresenta esses itens da seguinte maneira:  Legalidade: toda ação deverá obedecer à lei;  Impessoalidade: não fazer acepção, segregação ou diferenciação de pessoas;  Moralidade: pautar a gestão pública por um código moral . Não se trata de ética (no sentido de princípios individuais, de foro íntimo), mas de princípios morais de aceitação pública.  Publicidade: ser transparente, dar publicidade aos fatos e dados.

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Eficiência: fazer o que precisa ser feito com o máximo de qualidade ao menor custo possível. “Não se trata de redução de custo, mas de buscar a melhor relação entre qualidade do serviço e qualidade do gasto”. (LIMA, 2006 – pag. 8).

3.2 - Uma gestão de resultados

Atualmente como modelo de Gestão Pública no Brasil, tem-se a cidade de Curitiba. Segundo Marini e Martins (2009), Curitiba tem se destacado como cidade de soluções urbanas desde a publicação de seu Plano Diretor em 1962. Mais recentemente, também na administração pública, tem conquistado espaço como referência em gestão para resultados. Alguns exemplos mais notórios desse processo de inovação realizado pela Prefeitura Municipal de Curitiba são na área de mobilidade urbana que é o sistema de transporte coletivo que já foi adotado em mais de 50 países em todo o mundo, e a Rua das Flores que inaugurou o conceito de áreas restritas para pedestres com o primeiro calçadão implantado no Brasil. (Marini e Martins - 2009). Curitiba ainda se destaca por ser uma das primeiras cidades brasileiras a implantar um Centro Cívico para abrir os serviços de administração publica do Poder Legislativo, Executivo e Judiciário. Conforme descrito por Joselina Gonçalves (2001), a materialização de Curitiba como capital político administrativa era necessária devido à importância da economia cafeeira no Norte do Paraná, que na época tinha um papel impor tante na geração de riqueza do Estado. As obras do Centro Cívico tinham como objetivo esta-

belecer definitivamente Curitiba como centro político e administrativo do Paraná. O centro cívico foi implantado na área destinada ao centro administrativo pelo Plano de Urbanização de Curitiba, elaborado pela equipe coordenada por Alfred Agache, no início dos anos 1940. Os edifícios do Centro Cívico, construídos a partir de 1952, consolidam a preocupação em aplicar os ideais da arquitetura moderna. Na implantação do Centro Cívico de Curitiba ficou visível à utilização dos conceitos da ideia do “The core city” ou “O coração da cidade”, objeto de discussão nos CIAM – Congressos Internacionais de Arquitetura Moderna. (Gonçalves, 2001). Joselina Gonçalves (2001) coloca ainda sobre essa discussão os Centros Cívicos designados não apenas a atividades administrativas, mas também às atividades culturais, recreativas, administrativas e comerciais, com edificações dispostas em torno de uma praça de uso exclusivo de pedestres, com circulação e estacionamento dos veículos na sua periferia. O projeto do Centro Cívico de Curitiba foi desenvolvido em 1951, pela equipe coordenada pelo arquiteto curitibano David Xavier de Azambuja, e seria o primeiro centro cívico brasileiro projetado em arquitetura moderna a ser construído. Porém o projeto não foi concluído em sua totalidade e o programa proposto para o Centro Cívico de Curitiba foi reduzido ao de um centro administrativo para abrigar o poder público estadual, entretanto esse conjunto pode ser considerado a obra em que o governo estadual deu seu reconhecimento à arquitetura moderna. Atualmente, o conjunto composto pelas obras do projeto original de 1950, e pelos edifícios públicos construídos posteriormente foi tombado, e torna a área uma espécie de museu de rua da arquitetura moderna paranaense. (Gonçalves – 2001).

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gestão

3.3 - A influência da população no processo de

Villaça tem uma visão crítica em relação à gestão pública e espaço urbano, segundo ele essa gestão sofre maior influência e pressão por parte da população com maior poder aquisitivo da cidade para com o poder politico e isso consequentemente afeta o espaço urbano. Por quê? Ele narra que a segregação urbana que acontece nas cidades atualmente separam as pessoas com grande poder aquisitivo das pessoas com pouco poder aquisitivo, ou seja, as pessoas ricas vivem em determinadas áreas e as pessoas pobres em outras, não há uma mistura de culturas. Villaça (2012) ainda descreve que essa segregação urbana é espacial, socioeconômica e ideológica, e pauta principalmente na segregação ideológica que é a imagem colocada na cidade que determinadas áreas são mais valorizadas que outras, mas ele trata essa questão como uma imagem imposta pelo mercado imobiliário para agregar valor aos imóveis. Como exemplo de maior influência da população rica sobre o poder politico em relação ao espaço urbano, Villaça cita os espaços públicos, praças e parques e menciona a diferença desses ambientes urbanos em determinadas áreas da cidade. Por exemplo, as praças e parques são prioridades em locais onde tem grande concentração de pessoas com maior poder aquisitivo e por isso essa população exerce pressão sobre o poder politico para implantação e manutenção desses equipamentos, já em áreas com concentração de pessoas de baixo poder aquisitivo as prioridades são outras, tais como implantação de creches e de escolas, tapamentos de buracos em asfaltos e etc., e então não existe pressão por parte da popula-

ção para criação ou manutenção de parques e praças, e por isso se tem uma imagem urbana tão diferente em vários locais das cidades, pela pressão e influência da população sobre o poder politico. (VILLAÇA, 2012, p. 43 – 82) Pode-se concluir que a participação da população e essencial para qualidade do espaço público na cidade e é de grande importância a participação de todos nesse processo administrativo. Portanto, implantar um edifício que leve a população a utiliza-lo além de atividades administrativas irá promover uma relação consistente entre a população e a administração pública através da arquitetura do edifício, e como consequência ira colocar os usuários diante dos problemas da cidade e as possíveis soluções que serão adotadas pela administração pública.

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4. POTENCIALIDADES DA NOVA ÁREA

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4.1 - Os Terrenos A escolha dos terrenos partiu de uma pesquisa com Engenheiros da Secretaria de Planejamento e Gestão Pública, esses profissionais recomendaram a área para implantação desses serviços, pois os terrenos além de ser propriedade da prefeitura já abrigam duas secretarias administrativas da cidade. Além disso, o local foi indicado por ter boa infraestrutura física e a facilidade de acesso, pois está próximo à região central da cidade, e por possuir grande variedade de serviços em seu entorno. Também foi descrito por esses profissionais que o local já abrigou outras secretarias, mas que foram substituídas pelo projeto da atual UPA na Av. Treze de Maio. Os funcionários que trabalhavam ali gostavam do local, porém os edifícios tinham uma estrutura ruim e não supriam as necessidades dos serviços prestados, então os funcionários públicos pediram ao governo da época pela construção de um centro administrativo no local, mas com a mudança do poder politico nas eleições, a ideia foi abandonada e parte dessas secretarias administrativas foi transferida para outras localidades, dando lugar então ao Centro de Emergência e saúde da UPA. Os funcionários públicos criaram um vinculo afetivo com a área e por isso indicaram esses terrenos que seguem da Avenida treze de Maio até a Rua João Bim. Os lotes são subutilizados, existem pequenas construções em imensos vazios, por essa questão alguns pontos tornam-se perigosos, pois não há circulação de pessoas. Além de serem usados para deposito de veículos desativados, deposito de equipamentos da prefeitura e garagem de veículos públicos de grande porte, como tratores e caminhões. Os edifícios que

existem atualmente nos lotes não possuem nenhum valor histórico e foram construídos sem planejamento conforme surgiam novas necessidades eram adaptados, por isso todos serão removidos dos terrenos para implantação do centro politico administrativo.

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F ont e: Go og le Ea r th ed it ado

Figura 6: Vista aérea dos lotes para implantação dos edifícios

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Descrição dos lotes : Quadra 01: UPA Área do lote: 22.122.85m² Área ocupada: 3.125,71m² Quadra 02: Secretaria de Infra e Divisão de Manutenção Área do lote: 10.534.55m² Área ocupada: 658.32m²

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Quadra 03: Pátio de apoio ao DETRAN Área do lote: 10.284.92m² Área ocupada: 668.28m²

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Quadra 04: Garagem da PM Área do lote: 10.105.95m² Área ocupada: 1548.00m²

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Quadra 05: Secretária Municipal de Obras Área do lote: 12.555.27m² Área ocupada: 2753.35m²

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Área total aproximada dos terrenos: 66.500m²

F ont e: P M RP ed i tad o Figura 7: Indica a ocupação dos lotes, mostrando as áreas cheias em cinza e as áreas vazias em verde.

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4.2 - A área em questão Localização: Ribeirão Preto (SP) - Jd. Paulistano/ Pq. Dos Bandeirantes Setor e subsetor: Leste/ L2 Limite da área: Quadrilátero Av. Meira Junior, Rua João Bim, Av. Clovis Bevilacqua e Av. Treze de Maio.

a

A área é localizada em um ponto de fácil acesso em relação aos principais eixos viários de circulação interna da cidade e próxima a principal rodovia que cruza Ribeirão Preto, a Rod. Anhanguera. Localiza -se no quadrilátero entre as Avenidas Meira Junior, Av. Treze de Maio, Av. Clovis Bevilacqua e Rua João Bim.

b g Legenda: Principais Vias a) Rua João Bim

c

b) Av. Clovis Bevilacqua

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c) Av. Meira Junior d) Av. Treze de Maio Rodovias e) Rod. Anhanguera Área de estudo F ont e: Go og le E a r th ed it ado

Figura 8: a) cidade de Ribeirão Preto identificada por um ponto vermelho no mapa de São Paulo; b) Localização dos terrenos de estudo em Ribeirão Preto; c) delimitação da área de estudo e os lotes.

Rodoviária e Aeroporto

F ont e: Go og le Ea r th ed it ado

Figura 9: A imagem representa as principais conexões da área com a cidade

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4.3 - Estádio Dr. Francisco Palma Travassos e o pontapé inicial de urbanização A implantação dos bairros Jd. Paulistano e Pq. Dos Bandeirantes está intimamente ligada ao planejamento do Bairro Jardim Paulista, e consequentemente a implantação do estádio Dr. Francisco de Palma Travassos, após inserção do estádio houve investimento no entorno que rapidamente impulsionou a urbanização. Em 1962 torcedores, empresários, colaboradores e a diretoria do Comercial Futebol Clube apoiaram o projeto do estádio e o primeiro lote de arquibancadas foi levantado no terreno doado por aquele que levaria o nome do estádio, o Dr. Francisco de Palma Travassos. Após dois anos de luta, o estádio foi finalmente entregue aos torcedores. No dia 14 de outubro de 1962, uma quarta-feira, o estádio foi inaugurado em uma grande festa para 17.921 pagantes. (Globo Esporte) A primeira imagem de 1962 representa o ano de implantação do estádio e as características do entorno sendo predominante vazios urbanos, possíveis fazendas. Após nove anos da implantação do estádio, a segunda imagem de 1971, percebe-se uma redução considerável nos vazios existentes. O estádio já realizou importantes eventos para o desenvolvimento da região e para cidade, pois além de jogos de futebol importantes, já houveram shows de artistas nacionais e internacionais, clássicos que eram atrativos para as cidades da região, porém atualmente está realizando poucos eventos.

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Figura 10: o circulo vermelho indica a localização do estádio Dr. Francisco de Palma Travassos; a) Foto aérea da região no ano de 1962, ano de inauguração do estádio; b) Foto aérea de 1971, nove anos após a implantação do estádio.

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5. MORFOLOGIA URBANA E RELAÇÕES FUNCIONAIS 5.1 - Uso e Ocupação do Solo e atividades existentes

Trata-se de uma área de uso misto com uma linha comercial e prestação de serviço nas avenidas e no interior da área equipamentos coletivo, como praças e escolas, e o comércio local. Também, observam-se zonas que permanecem estritamente residenciais, com alguns comércios locais. Existem vários tipos de ocupação, tais como: residências unifamiliares, plurifamiliares (condomínios), multifamiliares (edifícios), zonas indústrias e zonas de prestação de serviços e instituições, algumas praças e poucos vazios urbanos. O comércio atende os bairros do entorno e a região, e observa -se grande número de garagem de veículos e oficinas nas principais avenidas, restaurantes, lanchonetes, carrinhos de lanche, serviços bancários, escolas de ensino médio e fundamental e posto de gasolina são algumas das tipologias encontradas.

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Institucional Industrial Residencial Uso Misto Comercial Serviços

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Figura 11: a) Serviços Bancários; b) Posto de Gasolina c) Condomínio Residencial; d) Igreja; e) Comércio Local; f) Praça; g) Garagem de Veículos; h) Unidade de Saúde - UPA; i) Escola Infantil; j) Edifício residencial de alta densidade.

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5.2 - GABARITO DAS EDIFICAÇÕES O Gabarito básico predominante é de dois pavimentos, térreo + 1, porém existem quadras adensadas. Todos os edifícios de alta densidade são residenciais. a

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Legenda: Sem edificação Até 2 pavimentos b

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De 2 à 6 Pavimentos Mais de 6 pavimentos

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Figura 12: a) Edifício Casa Blanca na Avenida 13 de Maio, o único com mais de seis pavimentos na área; b) casas térreas na Rua João Bim; c) Tipologia de Prédio residenci-

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5.3 - ESPAÇOS ABERTOS E VEGETAÇÃO NOS LOTES Os lotes escolhidos para implantação centro político administrativo possuem vegetação arbórea abundante, essa vegetação é como um pulmão para o entorno. No entanto, essa vegetação foi privada do acesso ao público, mesmo inserida em terrenos públicos, os lotes foram cercados e impedem as pessoas de utilizar área. Os lotes também estão murados e em alguns pontos limitam a circulação veicular e de pedestres nas vias, o que causa problemas de circulação e contribuem para o congestionamentos nas vias próximas aos lotes.

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Figura 13: Indica a área de estudo e o lote, Nesse mapa pode -se ver a predominância de massas arbóreas nos terrenos escolhidos para implantação do edifício. a) Praça pública próxima aos terrenos; b) arborização dos lotes com frente para Rua João Bim; c) Arborização dos lotes Rua João Nutti; d) arborização na Rua João Bim.

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Com as diretrizes corretas e respeitando a vegetação existente, é possível implantar edifícios que integram -se às massas arbóreas do local criando parques abertos com acesso para todos, e assim possível promover atividades constantes no local e requalificar a área entorno das quadras.

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Figura 14: Levantamento da vegetação existente nos lotes

Figura 15: Levantamento das edificações existentes nos lotes E nas extremidades das quadras. Nessa proposta será preservado apenas o edifício da UPA, os demais edifícios serão removidos. 34


5.4 - CARACTERÍSTICAS DA POPULAÇÃO RESIDENTE E POSSÍVEIS USUÁRIOS O perfil dos moradores é muito característico, são famílias que vivem há bastante tempo na região, sendo predominantes famílias de classe média ou alta. Mesmo sendo uma região consolidada a densidade populacional é baixa, pois existem poucos edifícios multifamiliares e prédios.

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Figura 16: a) Mapa de renda aproximada por família da cidade de Ribeirão Preto, área de estudo com famílias de renda entre 10 a 20 salários mínimos; b) Mapa de densidade populacional da cidade de Ribeirão Preto, área de estudo com população de 39 a 99 hab./ hec.

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6. MOBILIDADE URBANA 6.1 - A escala humana

Gehl (2010) expõe que um dos principais problemas de mobilidade enfrentados pelas cidades atualmente, se dá por que as cidades foram projetadas de fora para dentro e não de dentro para fora, o que ele chamou de “Síndrome de Brasília”. Brasília foi projetada a partir de seus limites, depois projetou os edifícios e por fim projetaram -se ambientes na escala do homem, essa ordem de projeto gerou espaços e caminhos longos demais e nada convidativos para as pessoas. Gehl apresenta três escalas primordiais para o projeto de uma cidade, a escala grande que é a cidade vista de cima e onde se organiza os limites da cidade e o traçado urbano, a escala média que desenha os bairros e espaços públicos, e a escala pequena que é a cidade vista aos olhos do homem, a paisagem humana, que é o principal foco. (GEHL, 2010, p. 195 – 196) As cidades não devem ser projetadas para os edifícios e automóveis e sim para pessoas, à ordem do projeto de uma cidade ou edifício deve ser vida -espaço-edificações, pois nessa ordem de processo é possível trabalhar com as dimensões humanas e propor outras formas de mobilidade nas cidades, “preparam-se programas para a estrutura urbana e para os espaços públicos, com base nas ligações previstas a serem feitas a pé ou de bicicleta. (GEHL, 2010, p. 198)”. Propor outras formas de mobilidade e melhorias no sistema de transporte coletivo são soluções capazes de reduzir o número de veículos nas ruas e consequentemente, solucionar parte dos problemas relacionados à mobilidade urbana.

6.2 - A mobilidade e a segregação

O controle do tempo de deslocamento é a força mais poderosa que atua sobre o espaço urbano como um todo, ou seja, sobre a forma de distribuição da população e seus locais de trabalho, compras, serviços, lazer e etc. Não podendo atuar diretamente sobre o tempo, os homens atuam sobre o espaço como meio de atuar sobre o tempo. Daí decorre a grande disputa social entorno da produção do espaço urbano e a importância do transporte como elemento da estrutura urbana. (VILLAÇA, 2012, p. 69). A mobilidade urbana não é apenas instrumento do sistema de transporte, mas igualmente pode se tornar um mecanismo capaz de gerar segregação e desigualdade entre pessoas com maior poder aquisitivo e pessoas com menor poder aquisitivo de uma cidade. A desigualdade é produto não apenas no tempo gasto para os deslocamentos, logo que as pessoas com menor poder aquisitivo se localizam em zonas periféricas mais afastadas dos centros, e pessoas com maior poder aquisitivo ocupam áreas privilegiadas. Villaça propõe que o transporte coletivo pode contribuir para essa separação entre as classes sociais, pela maneira como ele se desenvolve na cidade, pois “é assim que é produzido o espaço, que, por sua vez, produz os pontos de origem e destino dos deslocamentos das populações urbanas. (VILLAÇA, 2012, p. 69 - 71)”. Uma vez que esse transporte limita pontos de circulação de pessoas, ele pode fazer com que alguns grupos não convivam com certas áreas da cidade.

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6.3 - INFRAESTRUTURA URBANA DA ÁREA c a

A Avenida Treze de Maio, divisa entre o Jd. Paulista, o Jd. Paulistano e Pq. Dos Bandeirantes, tornou -se um polo comercial que atende os três bairros e outras regiões da cidade. Bares, restaurantes, garagens de automóveis e lojas com produtos para veículos são as principais atividades na avenida, a Rua João Bim, mesmo sem infraestrutura adequada funciona como um importante polo de conexão da zona leste a região central e para as demais áreas e é um grande polo comercial. Devido a essa faixa comercial existente nas avenidas há um grande número de veículos que circula diariamente pelas vias, isso causa em alguns pontos de congestionamentos. A desorganização do desenho das vias dificulta a circulação de veículos, de pedestres, além de ciclistas. Esses nós criados no sistema viário são responsáveis pelos principais pontos de conflitos na região: a

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As fotos foram tiradas durante a semana entre as 17:30 horas e 18:00 horas.

Figura 17: As imagens mostram os principais pontos de congestionamento próximos na área de estudo, as fotos foram tiradas durante a semana entre as 17h30min e 18h00min horas. a) foto do cruzamento entre a Rua João Bim e a Av. Meira Junior; b) foto da rotatória da Av. Treze de Maio com Av. Capitão Salomão. c) O mapa indica as áreas onde apresentam maior circulação de veículos, representados pelos pontos vermelhos, a área amarela são os lotes para implantação do edifício.

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6.4 - CIRCULAÇÃO VEICULAR a

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Legenda: Avenidas Vias Locais Vias Coletoras F ont e: P M RP ed i tad o

Vias Expressas

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Figura 18: na imagem vemos que os lotes podem ter acesso por avenidas ou ruas coletoras de fluxo médio ou por vias locais, e a indicação de nós viários causados pelo desenho desordenado das vias. a) Hierarquia funcional das vias; b) Cruzamento entre a Rua João Bim e Avenida Meira Junior, o nó e causado pelo desenho da via e pela distribuição de fluxos de veículos. Nesse trecho e xiste um semáforo de três tempos, porém não atende mais a demanda de veículos que circulam no local, causando congestionamentos na Rua João Bim e Av. Meira Junior; c) Representa a Avenida Clovis Bevilacqua, essa avenida que conecta a Av. Castelo Branco com o interior dos bairros e com Rua João Bim, é evitado pelos usuários por ter um desenho irregular e sinuoso que confunde o fluxo de veículos, alguns chamam de “ruas que levam a lugar nenhum”.

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6.5 - TRANSPORTE COLETIVO Existem treze linhas de ônibus que circulam a área conectando à cidade, através de linhas diretas ou linhas que fazem itinerários com o centro e depois para os bairros. Esse número significativo de linhas de transporte coletivo que circulam a área facilita o acesso de pessoas que dependem do transporte coletivo para usar os serviços prestados pelas secretarias de Ribeirão Preto, além de incentivar as pessoas a usarem esse transporte diariamente, visto que há facilidade de acesso a estes serviços. Linhas De Ônibus: 303 – Bom Pastor 330 – Jd. Palmares 603 – Jd. Juliana 630 – Pq. São Sebastião 703 – Pq. Servidores 730 – Pq. Portinari 337 – Lagoinha Ipiranga 373 – Vila Abranches Ipiranga 136 – Castelo Branco/ Adão Do Carmo 236- São José/ Adão Do Carmo 199 – Circular 1 299 – Circular 2 F3 – Noturno/ Leste

Legenda: Vias que passam linhas de ônibus Paradas de transporte coletivo

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Figura 19: vias que circulam o transporte coletivo na área. a) indicação das vias que circulam ônibus em vermelho, e os pontos azuis são as paradas de ônibus.

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7. ESPAÇOS PÚBLICOS


7.1 - O Espaço Público Atualmente Quando se fala em espaço público e espaço privado tem-se como referência a diferença entre o coletivismo e o individualismo, ou seja, o espaço público são áreas acessíveis a toda população e o espaço privado são áreas restritas a determinadas pessoas ou grupos. O individualismo compreende apenas parte da humanidade e o coletivismo compreende a humanidade como parte, nenhum desses conceitos consegue abranger a humanidade como um todo. ( HERTZBERGER, 1999, p. 12 30). A medida em que a sociedade está se transformando o conceito de espaço público também está mudando e já é tema de muitos debates, antes o conceito de espaço público se associava a ruas, praças, instituições governamentais, administrativas ou prestação serviços. Porém como descrito por Ferreira e Marques (2000) em seu texto publicado na revista eletrônica da Universidade de Barcelona, novos espaços privados, semi-privados ou semi -públicos estão surgindo para abrigar a vida coletiva urbana. São espaços abertos ao público, porém esses espaços estão localizados no interior de áreas controladas como shopping centers, e condomínios residenciais. A maneira como as pessoas se apropriam desses espaços estão alterando a imagem da cidade, segundo Lynch (1997, p. 57 - 58), a imagem urbana refere -se à conjugação dos elementos naturais e construídos que formam parte do marco visual para os habitantes da cidade ou bairro. É também a relação sensível e lógica do artificial com o natural, obtendo um conjunto visual agradável e harmonioso, que desenvolve entre seus habitantes uma identificação com sua cidade, com seu bairro e com sua vizinhança, a partir do modo com que as pessoas se apropriam e usam o espaço que lhes oferecem. O espaço pú-

blico e as massas que o compõem, espaço natural e espaço construído, permite ver, viver e identificar uma área em relação à cidade. Os espaços esterilizados e climatizados estão saindo das áreas privadas e tornando -se praças públicas, ou melhor, semi-publicas. Esses espaços são áreas controladas que surgiram pela falta de segurança nas ruas e pela vida agitada nas cidades, o que levou as pessoas a procurarem espaços mais confortáveis e seguros, como descrito anteriormente, são shoppings, condomínios fechados, centros comerciais e turísticos e etc. Mas isso gera uma imagem da cidade voltada apenas para o comércio e consumo, esquecendo as pessoas que usam esses espaços, criando uma arquitetura segregadora voltada para determinados públicos, e perdendo a essência de espaços que geram integração cultural. (JACQUES, 2009) O melhor exemplo desse modelo de Gestão é Ribeirão Preto, onde nos últimos cinco anos foram construídos o Shopping Iguatemi, o Ribeirão Shopping teve sua 8° expansão, o Shopping Santa Úrsula foi reformado e o novo Shopping está com sua ampliação em andamento, no entanto o Centro da cidade está passando por uma reforma há quatro anos e ainda não há previsão para término. Isso gera perguntas sobre a administração pública: será que esse modelo de planejamento prioriza a população em geral? Será que a implantação de espaços semi -públicos geram segregação e desigualdade? Ou melhor, será que ainda existem espaços públicos? Esses espaços controlados oferecidos por shoppings centers, hipermercados, e grandes lojas são espaços voltados para o consumo e criam uma ideia de “vida perfeita”, sem os conflitos urbanos que são necessários para o gerencia-

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mento do espaço público. (DIAS, 2005). Fabiano Dias também diz que as habitações tornaram se condomínios fechados e murados, com suas áreas públicas privativas apenas para os moradores, e que o espaço público está sendo interiorizado, ou seja, são espaços voltados para dentro de uma área controlada. Villaça expõe que “talvez a maneira mais destacada de estudo da segregação moderna, seja sua manifestação sobre a forma de condomínios fechados [...] (Villaça, 2012, p.46)”. A maneira como a cidade se desenvolve entorno de uma imagem de consumo está criando espaços pouco favoráveis para a vida comunitária, ou seja, os espaços oferecidos não promovem interação entre as diversas culturas e diferenças que compõem o espaço urbano, portanto é necessário entender os problemas e conflitos urbanos do sec. 21 para propor soluções, uma vez que sem esses conflitos é impossível propor espaços públicos. (DIAS, 2005). 7.2 - O Espaço Público e suas desapropriações A Praça dos Expedicionários é o melhor exemplo de espaço público na área de estudo, o local se tornou um importante ponto de encontro e socialização, onde pessoas se reúnem para fazer exercícios, conversar, fazer caminhada, levar os filhos para andar de bicicleta, levar o cachorro para passear e também para construção de feiras ao ar livre.

Figura 20: Praça dos Expedicionários - O espaço público mais utilizado pela população local e as pessoas que moram nas proximidades.

Porém, existem áreas que são desqualificadas de atrativos com espaços que inibem permanência e são utilizadas apenas para passagem. Esses locais precisam ser requalificados com mobiliários adequados e elementos que façam as pessoas se apropriarem dessas áreas como parte da sua vizinhança, e a utilizar essas áreas no dia a dia não apenas como passagem, mas como um espaço de convívio e de lazer próximos aos seus lares.

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P r aç a n a Rua J osé d a S i lv a

P r aç a na Rua L i ons C lube

Figura 21: Praças no interior dos bairros - locais que desencorajam a permanência, utilizados apenas como áreas de passagem, devido ao abandono da área, e falta de manutenção.

Segundo Mariana Silva (2012), assim como os seres humanos passam por transformações no decorrer do tempo, o espaço em torno das pessoas também muda, e a maneira como as pessoas usam os espaços se altera, por isso os espaços públicos devem ser espaços dinâmicos e adaptáveis. Essa dinâmica e adaptabilidade devem ser inseridas não apenas nos espaços que compõem a paisagem, mas também nos elementos que configuram essa paisagem, que são os mobiliários urbanos. O mobiliário urbano deve ser projetado para adequar -se às mudanças e novas formas de uso, para então compor um espaço público dinâmico independente da utilização. Porém, como descrito pelo autor Ben Queen em seu texto publicado em 2014 no jornal The Guardian, o espaço público tem recebido uma “Arquitetura Hostil”, e essa arquitetura pode ser encontrada em todos os centros urbanos. A arquitetura hostil são os bancos que não se pode sentar ou deitar, é o corrimão desconfortável de encostar, são os dispositivos antimendigos e skatistas e o jardim que não se pode desfrutar. Os parapeitos das janelas ao nível chão tem sido "enfeitados" com pontas ou espetos para impedir que as pessoas se sentem; assentos inclinados nos pontos de ônibus desencorajam uma permanência e os bancos são divididos com apoio para os braços para evitar quê as pessoas se deitem neles. […] Uma grande parte da arquitetura hostil é adicionada posteriormente ao ambiente da rua, mas é evidente "quem nós queremos neste espaço, e quem nós não queremos" é uma questão considerada desde cedo, desde o estágio design “[...]”. (QUENN, 2014).

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Isso se dá por que essa arquitetura hostil visa manter a beleza dos espaços públicos, afastando o público de lá com dispositivos e mobiliários desconfortáveis (QUENN, 2014). Essas áreas públicas podem contribuir ou não para a vitalidade das cidades, pois esses locais precisam de vida, isto é, as pessoas precisam querer estar neles e utiliza -los. É isso que faz o espaço público bem sucedido, pois se as pessoas não utilizarem e se acomodarem, esses locais tornam -se vazios, abandonados e perigosos. Jane Jacobs coloca a importância dessas áreas para a população carente, como locais que oferecem atividades e atrativos, como esporte, lazer e cultura para a população. Também é importante que em torno desses espaços tenha-se uma Ocupação mista do solo para que esses locais tenham atividades constantes e levem um público diversificado, pois se houver uma ocupação específica o local terá atividades somente em alguns horários do dia, e é importante essa dinâmica constante para a vitalidade das áreas públicas. (JACOBS, 2009)

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7.3 - DINÂMICA DE ATIVIDADES NO ENTORNO As atividades que acontecem no entorno durante o dia são: Comércio, Restaurantes, Escolas, Prestação de serviços. As atividades noturnas são: Bares, Restaurantes, Postos de gasolina, Carrinho de lanche, Atendimento de urgência (UPA). Um dos pontos positivos de implantação da UPA na Av. Treze de Maio foi à inserção de atividades noturnas na região. Devido ao atendimento constante do serviço de saúde há uma dinâmica constante nas proximidades. As atividades desenvolvidas nos terrenos, que atualmente são serviços públicos, estacionamentos e a garagem de apoio ao DETRAN, privaram as pessoas tanto em mobilidade, quanto em acesso, pois os terrenos são cercados ou murados. Devido a essa desqualificação e pouco uso por moradores, essas quadras tornaram -se perigosas e abandonadas. O mapa indica as áreas de permanência diurna e noturna entorno da região. Essas áreas de permanência encontram -se principalmente, nos limites da área de estudo.

UPA

Legenda: Somente atividades diurnas Atividades diurnas e noturnas

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Figura 22: O mapa indica os locais de atividades diurnas e noturnas, a área pontilhada em vermelho indica os lotes para implantação das secretarias administrativas.

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7.4 - LEVANTAMENTO FOTOGRÁFICO DOS LOTES a

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Figura 23: Fotos dos lotes atualmente. a) Rua João Bim mostra a vegetação existente no local, porém as pessoas não tem acesso; b) Ga ragem de apoia da prefeitura, local utilizado apenas para passagem; c) Pátio de Apoio do DETRAN: esse terreno está abandonado, pois o local abrigo veículos velhos e sem uso; d) muros que criam barreiras nas ruas e impedem a mobilidade; e) terrenos cercados por grandes mu ros que criam áreas vazias e sem atrativos; f) Entrada do pátio de apoio do DETRAN, no dia da visita residia uma família de mendigos emb aixo da cober47 tura do acesso principal ao pátio.


7.5 - TOPOGRAFIA b

A região tem declividade acentuada devido ao córrego Tanquinho, uma inclinação aproximada de 6,65% e aproximadamente 53 metros de desnível em uma distância de 797 metros, o que equivale a 1 metro de desnível a cada 15m.

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Figura 24: a) representa o escoamento das aguas pluviais e a área pontilhada são os lotes; b) representam às curvas de nível. As cores escuras são os pontos mais altos da região e a área pontilhada são os lotes.

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7.6 - MICROCLIMA O clima típico do município é o tropical, caracterizado pelo verão chuvoso e pelo inverno seco. No verão, a temperatura máxima média mensal é de cerca de 30 C com um índice pluviométrico superior a 200 mm de chuva/mês e umidade relativa do ar em torno de 80%. Já o inverno apresenta uma temperatura mínima com média mensal em torno de 13 C com precipitação média oscilando de 20 a 30 mm e umidade relativa do ar em cerca de 60%. (PMRP) Ventos Predominantes: Sudeste A área esta em um ponto privilegiado da cidade, com face voltado sentido nordeste e se abre para sudoeste. O traçado urbano contribui para circulação do vento e para insolação, pois sua face leste/nordeste recebe insolação constante e não existem barreiras construtivas, pois existe vazio urbano do Educandário, que garante salubridade para região. o

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Ventos Predominantes

Insolação

Vazio Urbano

Figura 25: Esquema de insolação e ventilação na área de estudo

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8. CONDICIONANTES LEGAIS F ont e: P M RP ed i tad o

8.1 - Lei Complementar 2157 de 2007 - Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo

ZUP – Zona de Urbanização Preferencial: Composta por áreas dotadas de infraestrutura e condições geomorfológicas propícias para urbanização, onde são permitidas densidades demográficas médias e altas; incluindo as áreas internas ao anel viário, exceto aquelas localizadas nas áreas de afloramento do arenito Botucatu -pirambóia, as quais fazem parte da zona de urbanização restrita.

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Área de Uso Misto II – (AUM 2) : Destinase a localização de estabelecimentos cujo processo produtivo associado a métodos especiais não causem inconvenientes à saúde ao bem estar e segurança das populações vizinhas, classificadas com índice de risco ambiental até 1,0(um). Diretrizes Viárias: Área possui vias implantadas e consolidadas como avenidas, que são a Avenida 13 de maio e Av. Meira Júnior e Av. Clovis Bevilacqua, e as margens do córrego Tanquinho tem uma diretriz de implantação de uma Via Expressa de 1° categoria.

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Figura 26: A linha azul pontilhada representa à diretriz viária que existe próximo a área de estudo, essa diretriz é essencial para implantação do projeto e para o entorno, pois sua implantação visa diminuir o fluxo de veículos na Rua João Bim e Av. 13 de Maio, portanto essa diretriz será considerada nos estudos do projeto. A região amarela são os lotes, e as linhas vermelhas contínuas são as avenidas consolidadas.

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9. REFERÊNCIAS PROJETUAIS

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9.1 - Memória e Inovação: 1° Lugar concurso público nacional de projetos de arquitetura para o Centro Administrativo de Belo Horizonte Para melhor compreensão do funcionamento de edifícios que abrigam secretarias administrativas é necessário buscar referencias em modelos que já foram implantados e estão em funcionamento, ou em projetos inovadores que são capazes de suprir as necessidades que uma administração pública precisa. Por isso, o embasamento em modelos contemporâneos é essencial para que o projeto possa atender a demanda atual das secretarias administrativas e da sociedade em que vivemos O projeto para o Centro Administrativo de Belo Horizonte idealizado pelo escritório Gustavo Penna Arquiteto e Associados LTDA tem elementos que resgatam ordens geométricas na construção de uma malha urbana que articula quadrados e triângulos. A forma triangular também remete ao projeto original da cidade, que dividia sua área total em 27 triângulos referentes às seções urbanas. (PMBH) Esta proposta parte do entendimento da função do Centro Administrativo nas estruturas física, sociopolítica e simbólica no contexto de Belo Horizonte. Definiu -se uma edificação única, horizontalizada e integradora, adequada para atendar as várias funções e acessível à população, com elementos fortemente associados ao estado de Minas Gerais como pedras preciosas, cristais, minério de ferro, o triângulo da bandeira do estado são referências exploradas conceitualmente. O edifício lembra a forma de diamante que traz em si a memória do passado de Minas Gerais e incorpora tecnologia atual. “O tempo da Memória e Inovação”. (PMBH) Imagem retrata a implantação do futuro Centro Administrativo de Belo Horizonte e seu entorno, é possui perceber a maneira integradora em que o edifício foi implantando, criando relação com elementos já existente no local e ampliando as áreas

de circulação de pedestres. (PMBH) A planta-tipo traz referencia de escritórios contemporâneos de laje coorporativa e planta livre de paredes, e utilizando o sistema de baias para operação dos diversos serviços da administração pública. Também criou-se uma relação entre edifício, terminal rodoviário e parque suspenso. O projeto conta também com uma ciclovia acessível ao público que contorna todo o edifício em uma inclinação de 3,5% dando praça pública na cobertura, o que torna o edifício ainda mais integrador, além de contar também como elementos sustentáveis em sua composição construtiva e funcional. (PMBH)

Figura 27: Maquete eletrônica do Projeto

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Figura 28: a) Implantação, foi criado um parque suspenso sobre o terminal existente, de forma que integra o edifício as duas avenidas que delimitam a quadra; b) Edificação explodida para visualização dos detalhes.

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É importante ressaltar nesse projeto que embora ele seja impactante, pois o edifício está além da escala de seu entorno e conta com implantação de parque suspenso sobre o terminal urbano existente, o projeto tem como objetivo criar um edifício capaz de unir as atividades administrativas com a população, levando um público constante para o local. O exemplo disso é a implantação do parque na cobertura do edifício que seu acesso é por uma ciclovia que contorna o prédio. Por esse motivo esse projeto se torna uma grande re fe rê ncia pa ra um Centro Administrativo.


9.2 - “Espaço Compartilhado”: Consciência e Respeito O modelo do “espaço compartilhado” (“Shared Space”) acredita numa mudança no desenho urbano que procura integrar o tráfego e as atividades humanas e não isolá -las, como geralmente acontece. O projeto do “Espaço Compartilhado” nasceu em 2004 e foi financiado em parte pela União Europeia, para ser implantado na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Holanda e Inglaterra. Hans Monderman – criador do “Espaço Compartilhado”, dizia: “Isto é para as pessoas interagirem naturalmente em público; você não precisa colocar sinais de tráfego em uma festa de aniversário, certo? “ . O pavimento vermelho é uma característica de todos os desenhos, e destaca os limites do “Espaço Compartilhado”. (Delaqua, 2012). Algumas medidas do Espaço Compartilhado são: - Um desenho cuidadoso que modifica os espaços e faz visível sua função social e urbana, mediante a utilização de pavimentação, mobiliário e paisagismo especialmente selecionados. Espera-se que isto confira ao lugar a imagem de um espaço social relevante e multiuso; - A supressão da sinalização convencional, ou seja, marcações nos pavimentos, das placas (por exemplo, de limitações de velocidade, proibições de estacionamentos, etc.), dos semáforos, entre outras; - A extinção de calçadas e outros similares, e o estabelecimento de todos os usuários em uma única plataforma, contínua e ininterrupta, sem desníveis; A filosofia do “Espaço Compartilhado” expressa a convicção de que um espaço livre de regulações encoraja um comportamento responsável de cada usuário, e em consequência, pode resultar um modo mais eficaz em termos de segurança e qualidade urbana do lugar, do que com a sinalização convenci-

onal. (Delaqua, 2012). a) Antes

b) Depois

Figura 29: Exemplo do "Espaço Compartilhado" por Hans Monderman na cidade de Haren na Holanda, a junção de cinco ruas em uma área pública compartilhada.

A dúvida sobre se é seguro um lugar tão transitado e com pouca sinalização surge com frequência e em 2007, se realizou a Conferência Walk21, para expor um estudo baseado na experiência que este modelo havia resultado nos Países Baixos, entre os anos de 1998 e 2001. Algumas das conclusões obtidas do estudo “Espaço Compar tilhado: Seguro ou perigoso? Uma contribuição à objetivação de uma filosofia popular de desenho“, foram: “Os acidentes foram diminuídos substancialmente, no entanto, as colisões menores persistem” e “Em velocidades

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baixas a gente tem mais tempo para a comunicação e interpretação das expressões verbais e não verbais”. Por outro lado, um estudo realizado pela Universidade Politécnica de Madrid em 2008 sobre acidentes nas cidades que haviam implantado o modelo do “Espaço Compartilhado”, mostrou que “Em alguns casos, como Olderberkoop, Donkerbroek e Drachten, observa-se uma clara redução dos acidentes com feridos. Esta circunstância é coerente com a redução generalizada da velocidade dos veículos que parecem acompanhar a estes projetos e que faria os acidentes menos graves.” (Delaqua, 2012).

Figura 31: "Espaço Compartilhado" da rua principal de Haren (20 mil hab.), Holanda.

Figura 30: Antes e Depois do "Espaço Compartilhado" da rua principal de Haren (20 mil hab.), Holanda.

O Espaço Compartilhado traz a ideia de criar uma cidade acessível a todos, unindo as diversas formas de mobilidade. No meu projeto esse espaço será implantado para unificar as quadras, transformando as tradicionais ruas em um imenso quarteirão cívico e acessível a todos. Através da substituição do asfalto por piso intertravado, será possível trazer a ideia do ‘Espaço Compartilhado” para o projeto do centro administrativo, assim será possível indicar a mudança de modalidade com pouca ou nenhum sinalização, pois o próprio espaço será a referência.

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9.3 - IMPLANTAÇÃO DO CENTRO CÍVICO DE CURITIBA: MODELO DE QUADRA a

Durante os anos 40, o urbanista francês Alfred Agache, dentro de suas propostas para o novo Plano Urbano de Curitiba, propôs a criação do Centro Cívico. O Plano Agache idealizava a área como "uma praça com características especiais, de edifícios destinados aos órgãos da administração Estadual, ( Coração da Cidade ). A equipe coordenada pelo arquiteto curitibano David Xavier de Azambuja começou a construção em 1952, o projeto consolida a preocupação em aplicar os pressupostos da arquitetura moderna . O programa proposto para o Centro Cívico de Curitiba foi reduzido ao de um centro administrativo para abrigar o poder público, pois a maior parte do programa não foi construída. Os edifícios estão dispostos nas laterais da praça, que é destinada ao uso exclusivo do pedestre, circulação e estacionamento. (Gonçalves, 2001). a

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Figura 32: a) Museu Oscar Niemeyer, inaugurado em 2002; b) Tribunal de Contas do Estado do Paraná, também inaugurado recentemente, o órgão vinculado à Assembleia Legislativa. Na composição dos edifícios nota -se a presença dos ideais da arquitetura moderna.

F ont e: Go og le Ea r th ed it ado

Figura 33: a) Implantação do centro cívico de Curitiba; b) Imagem Modelo de quadra proposto para o centro cívico; c) área do centro Cívico de Curitiba.

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9.4 - CITY HALL - PREFEITURA DE LONDRES a

Segundo Norman Foster, autor do projeto, "o City Hall é um modelo de democracia, acessibilidade e sustentabilidade". A implantação e a forma do edifício foram criadas visando à economia de energia e toda a estrutura do City Hall foi feita em aço e concreto reforçado. O City Hall surpreende também pela sua forma que lembra uma esfera inclinada, com diversas repar tições e transparente, composta por grandes panos de vidro. Apesar de ser uma forma inusitada, o projeto tem esse desenho com o intuito de minimizar a luz direta que vem do sul, por isso que o edifício não tem frente ou traz, é uma esfera. O edifício conta ainda com o valor simbólico, pois ele expressa a transparência e a acessibilidade para todos no processo de democracia e administração pública, por isso tem -se os grandes panos de vidros e as plantas livres e abertas. Além de o edifício estar ligado a uma praça cívica no pavimento térreo. (Fosters+Partiners, 2002) O valor do conceito deste edifício para o projeto aqui abordado esta em seu conceito em criar uma administração pública que seja acessível a toda a população, com espaços fluidos e integradores e que conectam o edifício com a cidade e a cidade com o edifício para criar uma administração pública transparente e excelente.

b

c

Figura 34: a) Vemos o City Hall e sua relação com o centro histórico de sua implantação e a praça cívica no térreo; b) planta de um dos pavimentos do edifício com uma área livre, podendo ser adaptada; c) corte do edifício.

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10 - PROJETO


10.1 - Considerações Iniciais Baseado nos resultados a partir dos levantamentos urbanísticos da área e suas imediações, constatou -se que as três principais avenidas de acesso aos lotes (Av. 13 de Maio, Av. Clovis Bevilacqua e Av. Meira Junior) e a Rua João Bim, que mesmo sem infraestrutura de uma avenida funciona atualmente como uma, pois faz conexão direta com importantes regiões da cidades, são vias extremamente importantes e devem ser consideradas antes do desenvolvimento do projeto, pois conectam a área com a cidade e atualmente recebem um fluxo de veículos considerável. Fundamentado neste entendimento da área é necessário criar acessos aos lotes que evitem usar essas vias e também implantar a diretriz viária que auxiliará na diminuição de parte do fluxo de veículos que trafegam pelas vias. Essa diretriz viária que existe próximo aos terrenos e que segue paralela ao Córrego do Tanquinho é de grande importância para área e consequentemente para o projeto, pois essa área já tem sido tema de discussões por conta do fluxo desordenado de veículos que circula diariamente por ali. Essa diretriz ira amenizar parte dos veículos que circulam pela Rua João Bim e pela Av. 13 de Maio, pois fará conexão com Av. Meira Junior e facilitará a conexão com a região norte e a região oeste da cidade. Vejamos:

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Figura 35: A Linha azul pontilhada representa a diretriz viária da Via Expressa que será implantada paralela ao córrego Tanquinho, e que é de grande importância para a região leste da cidade e para o projeto do Centro Politico Administrativo de Ribeirão Preto. 60


Legenda:

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Demarcação das prin-

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cipais vias e os lotes

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Legenda: Demarcação das principais vias e os lotes

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Principais sentidos de circulação Veicular

Av. Meira Junior, principal conexão com a cidade Diretriz viária Córrego Tanquinho

Figura 36: na imagem vemos os principais sentidos de circulação veicular nas vias de acesso a área, onde podemos ver que a área faz conexão com todos os polos da cidade, tendo a avenida Meira Junior como principal conexão.

Figura 37: vemos as avenidas de acesso aos lotes, a diretriz viária em azul, a qual fará conexão entre Região Leste para as regiões Oeste, Norte e Sul da cidade, tendo a Av Meira Junior como principal polo.

61


10.2 - Alterações nos terrenos

Algumas alterações nos lotes serão necessários para implantação do projeto, visto que à área já esta consolidada e nos lotes já existem edificações. Portanto será necessários algumas diretrizes projetuais para garantir uma implantação adequada e que se adapte ao entorno. Vejamos as etapas: Etapa 01: Preservação do entorno

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Etapa 02: Demolição do existente nos lotes

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Figura 38: Preservação das residências e comércios que circundam as quadras.

Figura 39: Demolição das edificações existentes nos lotes que atualmente pertence ao poder publico. E preservação de toda vegetação existente e da UPA. 62


Etapa 04: Implantação de “Espaços Compartilhados”:

Etapa 03: Desdobro do lote da UPA:

Ru

Av

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F ont e: P M RP ed i tad o

Figura 40: Desdobro do lote que atualmente funciona a UPA, a Secretaria de Obras e o departamento de Fiscalização Geral. Criando assim uma nova circulação paralela as avenidas e separando os serviços que serão da administração pública dos serviços de saúde.

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a

Figura 41: Implantação de “Espaços Compartilhados” (linhas vermelhas), já citados anteriormente nas referencias projetuais, criando um eixo linear no térreo para circulação de pedestres e veículos, ou melhor uma praça cívica. Tendo como principal fonte de acesso as ruas Laguna e Itapurá (na cor azul) , é possível evitar o congestionamento de veículos nas vias João Bim e Av. 13 de maio. 63


01 02

03 04

05 06

07 08

Descrição da Implantação: 01 - Sec. da Saúde 02 - Sec.de Assistência Social 03 - Sec. de Negócios Jurídicos 04 - Sec. da Fazenda 05 e 06 - Sec. de Administração: -Expediente Geral (Poupa Tempo Municipal) -Auditórios -Sala do Profissional -Praça de Alimentação -Almoxarifado Geral -Arquivo Geral 07 - Sec. de Planejamento e Gestão Pública 08 - Sec. do Meio Ambiente 09 - Sec. de Infraestrutura 10 - Sec. de Obras Públicas

64

09 10

R ua J oã o B i m

A implantação do centro político administrativo aqui proposto busca criar espaços integradores e fluidos, capazes de serem utilizados por usuários e pessoas que vivem próximas ao conjunto. Buscou-se na implantação criar um imenso quarteirão cívico interligado por vias que se tornam “Espaços Compartilhados” por pessoas, bicicletas e veículos, através de uma paginação diferenciada, tanto para amenizar a temperatura, como por um caráter estético agradável. Praças arborizadas e rampas acessíveis, e uma grande circulação suspensa que conectam os edifícios uns aos outros criando um conjunto unificado. Os bolsões de estacionamentos foram distribuídos de maneira a valorizar o paisagismo e a edificação com desenhos poligonais, assim como toda a implantação. Áreas de estar com bancos e iluminação foram criadas para chamar atenção do público aos ambientes que podem ser utilizados além das atividades administrativas. Criaram-se grandes espelhos d’água por todas as quadras com um intuito estético, mas também sustentável, pois os mesmos servem para armazenar as águas fluviais e direciona las a um reservatório no subsolo, onde a mesma posteriormente será utilizada para irrigar os jardins e praças que compõem o conjunto. A circulação suspensa que interliga o conjunto serve para facilitar a rotina das atividades administrativas, e principalmente para criar um atrativo para as pessoas com áreas suspensas que podem ser utilizadas para pratica de exercícios, caminhadas e passeios, com o objetivo de criar uma relação entre administração pública e o público.

Av . t rez e de Ma i o

10.3 - A IMPLANTAÇÃO DO CENTRO POLÍTICO ADMINISTRATIVO DE RIBEIRÃO PRETO


07 08

09 10

Es t rutu r a das pass a rel as sus pens as es ta iad as e eng as tad as na e st ru tu ra d os e di f íc i os

P ass a rel a

I ma gens d a I mp lan ta çã o e a s C i rcu la ç ões Suspe nsas

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Av . t rez e de

A circulação suspensa interliga dois edifícios e o conjunto completo para facilitar a circulação de usuários e pedestres. Optou-se por esse modelo de circulação para amenizar as transições de níveis, já que o terreno tem declividade acentuada. Essa circulação começa a partir do nível +37 na Rua Dom Luiz do Amaral Mousinho e segue em nível até os edifícios 07 e 08 onde se localiza uma praça suspensa e rampas que encontram o solo, e termina na ultima laje dos edifícios 09 e 10. Sua estrutura é de concreto armado protendido e vigas de aço, fixada na estrutura dos edifícios e um arco de aço estaiado mantém a estrutura em equilíbrio e permite criar elementos mais delgados. De modo geral, a circulação suspensa se torna um elemento artístico e atrativo para as pessoas, interligando os edifícios e levando os transeuntes a praças suspensas que criam uma visão panorâmica de toda a área de implantação, além dos jardins suspensos.

Circulação suspensa que contornam os edifícios e os conectam.

65


10.4 - PAGINAÇÃO

R ua J oã o B i m

R u a J oã o B i m

Av . T re ze d e M ai o

Circulação de pedestres: Caracterizada principalmente por rampas, o piso será antiderrapante e livre de obstáculos.

Circulação veicular e Estacionamentos de Contribuintes: em vermelho são as áreas de circulação veicular com pisos de concreto intertravado, porém com uma base resistente para diminuir o impacto causado pelos veículos. O verde claro são os bolsões de estacionamento para veículos de médio e grande porte da prefeitura, com piso de concreto resistente. E em verde escuro são os bolsões de estacionamentos para contribuintes e visitantes com piso grama. Av . T re ze d e M ai o

A paginação no projeto será o elemento principal para separar os locais para acesso de pedestres, veículos, áreas de estar e estacionamentos no pavimento térreo, já que este não terá muros, cercas ou qualquer tipo de barreira que impeça a circulação livre pelas quadras. A proposta é criar ambientes separados por pisos diferentes e manter o horizonte aberto para a visão do pedestre, sendo as únicas barreiras visuais os edifícios e a vegetação existente. Vejamos:

Piso de Concreto Intertravado retangular textura vermelha para circulação de veículos Piso-grama semipermeável para os estacionamentos de contribuintes e visitantes.

Piso de Concreto Intertravado retangular textura amarela

Piso de concreto resistente intertravado para os estacionamentos de veículos de médio e grande porte da prefeitura. 66


R ua J oã o B i m

Av . T re ze d e

Gramados e Paisagismo: Em verde claro são as áreas que terão gramados apenas como forração. E em verde escuro são as áreas que receberão paisagismo com vegetação arbustiva e arvores de pequeno e médio porte.

R ua J oã o B i m

Av . T re ze d e M ai o

Espelhos d’água e áreas de estar: Em azul são os locais de implantação de espelhos d’água que servem para ambientação externa na redução da temperatura e também tem caráter sustentável, já que armazenam agua da chuva e direcionaram para uma caixa de retenção subterrânea e a mesma é utilizada para irrigar os jardins. Na cor laranja são áreas de estar com equipadas como bancos iluminação e bicicletários.

Utilização de ipês como vegetações complementares.

Espelhos d’água com fundo na cor verde;

Piso de concreto intertravado na cor branca, destinado as áreas de estar.

Gramados

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R ua J oã o B i m

Av . T re ze d e

Rampas para pedestres e veículos: As rampas têm formas poligonais com inclinações variadas, porém todas são acessíveis com inclinação máxima de 8,33%. O piso será de concreto intertravado, antiderrapante e semipermeável na cor amarelo para pedestres e na cor vermelha para veículos.

Imagem onde é possível ver a paginação e o espelho d’água nas praças entre dois edifícios.

Piso de concreto intertravado na cor amarela para as rampas de pedestres

Piso de Concreto Intertravado retangular textura vermelha para circulação de veículos Imagem da paginação das rampas de pedestres..

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10.5 - IMPLANTAÇÃO GERAL

VER ANEXO II —FOLHA 01

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EDÍFICIOS 10. 6 - O conceito

estrutura, materiais, métodos e a planta baixa contemporânea.

O projeto tem como principal base à implantação de edifícios integradores, capaz de unir as necessidades de um centro politico administrativo para a prefeitura municipal de Ribeirão Preto com as necessidades da população residente no entorno e possíveis usuários. O conceito é gerar espaços que integrem as diferenças culturais que compõem o espaço urbano, com espaços que são acessíveis para todas as pessoas e possam ser adaptados em diversas formas de usos, sem designação de usos específicos. Mesmo sendo espaços semi -públicos, pois estarão em uma área controlada, o projeto unirá conforto, acessibilidade e segurança em espaços abertos para a população. Criando edifícios públicos, que são públicos não por abrigar atividades de uso coletivo, mas pela maneira como as pessoas se apropriarão desses espaços fornecidos pelos edifícios.

Desenvolvimento da Forma:

10.7 - O simbolismo e a forma

O grão do Café

A forma surge a partir da concepção de criar edifício s que tenham valor simbólico e coerência com a história de Ribeirão Preto. Baseado nessa ideia, o projeto traz como símbolo o grão do café, que foi de grande importância para colocação da cidade no cenário da economia mundial como a “Capital do Café” ou “Capital do Agronegócio” e que ainda hoje faz parte da imagem da cidade, porém pelo senso comum da população local e não mais pela produção do agronegócio em si. Dessa maneira, os edifícios fazem referência em sua implantação ao grão de café, porém assim como traz a memória as lembranças do já representou o café para a cidade, traz também a inovação contemporânea que vivemos atualmente, unindo

Trapézio como módulo funcional

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Um polígono


10.8 - O Pavimento-tipo O projeto tem como enfoco criar um modelo de laje corporativa livre de pilares e capaz de serem adaptadas às necessidades de cada secretaria. Os sistemas de divisórias internas partem do principio de utilizar um material de rápida execução, leve e barato, e que permita futuros modificações sem alterar a estrutura do edifício, por isso ficam sugeridos neste projeto divisórias internas de dray wall. A planta do pavimento -tipo terá circulação externa tanto no pavimento térreo como nos pavimentos superiores, sendo que cada laje conta nove acessos diferentes ao interior do edifício. Fica como elemento fixo nas lajes apenas as circulações verticais (escadas e elevadores), podendo ainda os outros elementos como copa/cozinhas e sanitários serem fixos por questões econômicas de instalações hidráulicas, todas as lajes terão planta livre. As secretarias estarão agrupadas em dois edifícios que se conectam por uma passarela em cada um dos andares, criando um jardim interno entre os dois edifícios e que também e acessível ao público. No ultimo pavimento, haverá uma praça suspensa com jardim que servirá para as duas secretarias como uma área de confraternização de funcionários e que também se conecta por passarela. Nas coberturas, as lajes serão utilizadas como áreas técnicas para ar condicionado, caixas d’água e outros equipamentos. E no subsolo, que está em um nível intermediário do terreno, estará localizado o estacionamento de funcionários, deposito de limpeza e vestiários com chuveiros.

Legenda: Acessos ao interior do edifício Conexão entre dois edifícios através de passarela

Legenda: Área de espera e expediente técnico Circulação vertical Sanitários Copa/cozinha

Legenda: Circulação pública Área útil para as secretarias Área total do Pavimento : 1.292,00 m² Área Útil do Pavimento: 816,00m²

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Com o agrupamento de dois edifícios separados por uma praça é possível criar uma circulação de ar cruzada interna e externa nos edifícios para circulação de ar constante e iluminação natural dos pavimentos. Também foi implantado neste pátio interno espelhos d’água que servirão para minimizar a sensação térmica em dias mais quentes através da evaporação da água, além da elaboração de um jardim aberto com vegetação de pequeno e médio porte.

para foi desenvolvido um Pavimento -tipo com rampas que contornam a praça interna de dois edifícios.

J a rd i m

Sentido dos ventos nas edificações

Evaporação da água nos espelhos d’água dos jardins. Acessos ao interior do edifício

Outro modelo de pavimento -tipo foi adaptado para garantir uma circulação constante de pedestres entre os edifícios, já que os mesmo se conectam por rampas suspensas, a proposta é criar um conjunto de edifícios que são utilizados pela população mesmo fora do horário de expediente das secretarias,

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Rampas com inclinação de 7,50%


10. 9 - ESTRUTURA O sistema estrutural é de concreto armado protendido:  Para sustentar as circulação externa que estarão em balanço serão utilizados vigas de aço; 

Laje nervurada protendida será utilizada para vencer um vão livre interno de 21 metros sem pilares;

Haverão vigas que contornam a estrutura para onde serão engastadas a laje e a circulação externa em balanço;

As passarelas suspensas serão de aço e concreto, com sistema estaiado para dar suporte a estrutura e mantê-la mais delgada;

Utilização de vidro espelhados nos caixilhos e peitoris;

Estacionamento com laje nervurada protendida para sustentar os vão livres e vigas invertidas para sustentar os pilares que não tem contato direto com o solo.

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10 .10 - MAQUETE ELETRÔNICA

Acesso ao estacionamento no subsolo

Acesso principal de pedestres

Dois edifícios conectados por rampas e a praça entre eles.

Área de Confraternização para funcionários na cobertura

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Vista Rua JoĂŁo Bim

Vista Avenida Treze de Maio

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11. Referências Bibliográficas JACOBS, Jane. Morte e vida de grandes cidades , p. 99 – 180, Editora WMF Martins Fontes 2ª edição, São Paulo, 2009. CORBUSIER, Le, Por uma arquitetura , editora Perspectiva, São Paulo 1973. DIAS, Fabiano —O desafio do espaço público nas cidades do século XXI—publicado em 06/06/2005, disponível em Vitruvius: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/ arquitextos/06.061/453> acesso 15/03/2015 Globo esporte – Disponível em <http:/ globoesporte.globo.com/sp/ribeirao -preto-e-regiao/ noticia/2014/10/palma -travassos-completa-50-anos-comhistorias-de-garrincha-pele.html> acesso em 21/03/2015 JACQUES, Paola B.—Notas sobre espaço público e imagens da cidade — publicado em 10/07/2009, disponível em Vitruvius: <http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/ arquitextos/10.110/41> acesso 15/03/2015 QUENN, Ben—Arquitetura Hostil: As cidades contra os seres Humanos, Tradução: Maria Cristina Itokazu - Disponível em <http://outraspalavras.net/posts/arquitetura -hostil-ascidades-contra-seres-humanos/>acesso 26/03/2015 SEGAWA, Hugo. Arquiteturas no Brasil 1900 -1990. Editora da Universidade de São Paulo, São Paulo. 2002. (PMRP) - Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto: Planejamento e Gestão Pública —Controle e Analise de Projetos – 2015. VENTOS PREDOMINANTES: <http://pt.windfinder.com/ windstatistics/ribeirao_preto?

fspot=aeroporto_ribeirao_preto_sbrp > acesso em 01/04/2015 CLIMA: <http://www.ribeiraopreto.sp.gov.br/crp/dados/ agri/i01clima.php > acesso em 31/03/2015 SENTIDO DAS VIAS E PONTOS DE ONIBUS: <https://www.google.com.br/maps/@ -21.1748603,47.7899583,16z > acesso em 01/04/2015 SILVA, M. G. P. A - O Modelo Barcelona De Espaço Público E Desenho Urbano: O Espaço Público na inserção de novos Equipamentos Culturais (O caso da Plaça dels Àngels e da Plaça Joan Coromines) Junho 2012 Dissertação (Mestrado em Desenho Urbano: Arte, Cidade, Sociedade) Universitat de Barcelona, Barcelona, 2012 LIMA, Paulo Daniel Barreto. Excelência em Gestão Pública. Recife: Fórum Nacional de Qualidade, 2009 - XIV Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública, Salvador de Bahia, Brasil, 27 - 30 oct. 2009 disponível em: < http://www.gespublica.gov.br/biblioteca/pasta.2010 12-08.2954571235/ferrerib.pdf> acesso em: 03/05/2015 Constituição da republica federativa do Brasil - Texto consolidado até a Emenda Constitucional nº 18 de 16 de fevereiro de 1998 – disponível em: < http://www.senado.gov.br/

76


legislacao/const/con1988/CON1988_16.02.1998/ CON1988.shtm> acesso dia 11/05/2015 Caio Marini & Humberto Falcão Mar tins - Coleção Publix Conhecimento - Governança em ação Brasília – DF (2009) disponível em <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/ governanca_acao_v1.pdf> acesso dia 11/05/2015 GONÇALVES, Josilena M.Z. Arquitetura Moderna no Centenário de Emancipação Política do Paraná: a construção de um marco de referência. São Carlos, 2001. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) – Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo. Disponível em <http:// www.docomomo.org.br/seminario%205%20pdfs/076R.pdf> acesso dia 13/05/2015 SOLÀ-MORALES, Ignasi apud HÉLIO OITICICA: DESDOBRAMENTOS DO CORPO NO ESPAÇO Renata Moreira Marquez Artigo publicado na revista Vivência. Natal, EdUFRN, v.33, 2009, p. 67-75. Disponível em:< http:// www.geografiaportatil.org/files/helio -oiticica.pdf> acesso dia 13/05/2015 VILLAÇA, Flavio – Reflexões sobre as cidades brasileiras, editora: Studio Nobel – 2012.

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FERREIRA, A. L. de Araujo e MARQUES, Sônia - Privado e público: inovação espacial ou social? – Publicado em Scripta

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12. 1 - Anexo 1: Organogramas Funcionais das Secretarias de RibeirĂŁo Preto Secretaria Municipal da SaĂşde

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Secretaria Municipal do Meio Ambiente

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Secretaria Municipal de Planejamento e GestĂŁo PĂşblica

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Secretaria Municipal de Assistência Social I - Gabinete do Secretário; II - Departamento de Gestão Administrativa e Financeira. 2.1 Divisão de Gerenciamento de Pessoal. 2.2 Divisão de Gerenciamento de Controle Orçamentário e Financeiro. 2.2.1 Seção de Controle de Materiais. III - Departamento de Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social. 3.1 Divisão de Gerenciamento do Sistema de Informação. 3.1.1 Central Administrativa de Benefícios Sociais - CABS. 3.2 Divisão de Gerenciamento de Convênios. 3.2.1 Seção de Atendimento e Assessoria às Entidades Sociais. 3.3 Divisão de Gerenciamento do PROCON. 3.4 Divisão de Divulgação dos Direitos do Cidadão e Apoio a Organizações Não Governamentais (ONGS). IV - Departamento de Proteção Social Básica. 4.1 Divisão de Gerenciamento de Ações Sócio -Assistenciais à Criança, Adolescente e Juventude. 4.1.1 Seção de Apoio Sócio Educativo. 4.1.2 Seção de Orientação Profissional. 4.1.3 Seção de Atenção à Juventude. 4.2 Divisão de Gerenciamento de Apoio Sócio -Familiar Comunitário. 4.2.1 Centros de Referência de Assistência Social (cinco regiões) - CRAS. 4.2.2 Seção de Projetos do Idoso. 4.2.3 Seção de Programas Especiais e Benefícios. 4.2.4 Seção do Centro de Qualificação Social e Profissional. 4.2.5 Seção de Projetos Pró -Trabalho. V - Departamento de Proteção Social Especial. 5.1 Divisão de Gerenciamento de Serviços de Alta Complexidade.

5.1.1 Seção Abrigo CACAV. 5.1.2 Seção Abrigo Casa Travessia. 5.1.3 Seção Abrigo CETREM. 5.1.3.1 Setor do CETREM. 5.2. Divisão de Gerenciamento de Serviços de Média Complexidade. 5.2.1 Centro de Referência Especializado de Assistência Social CREAS. 5.2.2 Seção de Programas para Pessoas com Deficiência - PPD. 5.2.3 Seção de Programas Conveniados. 5.2.4 Seção de Atendimento a Pessoas em Situação de Rua. 5.3 Divisão de Gerenciamento de Assistência Jurídica. 5.4 Coordenadoria Técnica de Atenção ao Adolescente em Conflito com a Lei 5.4.1 Divisão de Gerência Financeira 5.4.2 Divisão de Assessoria Técnica Jurídica 5.4.3 Divisão de Assessoria Técnica do Serviço Social 5.4.3.1 Seção de Fiscalização e Acompanhamento da Rede Conveniada 5.4.4 Divisão de Assessoria Técnica de Psicologia 5.4.5 Divisão de Assessoria Técnica Pedagógica 5.5 Coordenadoria Técnica de Proteção Especial ao Idoso 5.5.1 Divisão de Proteção Especial ao Idoso 5.5.1.1 Seção de Assessoria Técnica de Serviço Social 5.5.1.2 Seção de Coordenação de Projetos de Recursos Próprios e Rede Conveniada 5.5.1.3 Seção de Assessoria Técnica Psicológica 5.6 Coordenadoria Municipal da Mulher 5.6.1 Seção de Gestão de Projetos

81


Secretaria Municipal de Administração

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Secretaria Municipal da Fazenda

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Secretaria Municipal de Infraestrutura

84


Secretaria Municipal de Obras PĂşblicas

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86


12. 2 - Anexo 11: DESENHO TÃ&#x2030;CNICO

87


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CENTRO CÍVICO PARA RIBEIRÃO PRETO (SP)  

TFG de Arquitetura e Urbanismo - Uma proposta para o Centro Politico e Administrativo de Ribeirão Preto - Centro Administrativo para Ribeirã...

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