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13 e 14 de novembro de 2010

Edição: 125 - Ano III

Trabalhar para Comer O evangelho do domingo (Lc 21,5-19) faz parte dos discursos de Jesus sobre o fim do mundo. Vem bem a propósito, pois se disseminam idéias de que um antigo calendário maia estaria prevendo para 2012 o final dos tempos. Já há até pessoas se preparando para morrer, depois da hecatombe derradeira. Nada mais falso e ingênuo. Logo depois da morte de Jesus, também alguns seguidores acreditaram que o final estava para chegar e, por isso, não queriam mais trabalhar nem fazer qualquer atividade ou assumir compromissos, senão os diários, esperando a morte. Contra os que assim agem, diante de notícias de que o mundo vai acabar em dias, o apóstolo Paulo nos diz, como o fez aos tessalonicenses, com veemência: “Ficamos sabendo que alguns de vocês se comportam desordenadamente, muito atarefados em nada fazer. A esses recomendamos e aconselhamos, no Senhor Jesus Cristo, que trabalhem tranquilamente e ganhem o pão que comem”. Este conselho de Paulo é água fria na fervura dos corações que se esmeram em viver como se o trabalho fosse uma maldição e o salário ganho com o suor do rosto, mesmo pequeno que seja, uma vergonha. Deus mesmo trabalhou na construção (criação) do mundo durante seis dias e, no sétimo, descansou. Estabeleceu, assim, as leis do trabalho e do repouso e fez do trabalho parte da natureza do homem. Então, ninguém deve parar de viver e de dar atenção às coisas que realmente tem importância. As palavras de Jesus não apontam para o final do mundo, mas para a sua finalidade. Ou seja, Deus concluirá o seu trabalho definitivamente, levará a cabo o seu projeto, e mesmo em meio às contradições da vida, o bem triunfará e os bons serão

Pe. Ronaldo Menezes

recompensados. Essa é a mensagem de Jesus. À nossa curiosidade, pois perguntamos sempre “quando será o fim” e quais são “os sinais”, Jesus nos responde que o mundo tem em Deus o seu começo e o seu fim, e nos convida a viver na confiança nesse Deus, que é Pai. Portanto, para quem tem fé, não têm sentido esses alarmismos e ansiedades que acompanham notícias de que o mundo tem data marcada para acabar. O universo terá fim, porque tudo o que começa termina. Nesse tempo, que está nas mãos de Deus, porém, uma verdade o acompanha: a vitória não será dos maus, mas dos fiéis a Deus, mesmo que essa vitória seja construída lentamente, como uma semente, com frutos pequenos, mas consistentes. A vitória dos bons, que se haverá de construir na fidelidade a Deus, trará sempre os traços do rosto de Jesus Cristo, que se entregou na cruz por nós. Nós somos discípulos dele e sabemos o quanto a vida do discípulo não é fácil, mas cheia de obstáculos e, às vezes, sofrimento. Nessa hora, ninguém deve desanimar, porque a vitória final dos fiéis se realizará através da cruz, como lemos no livro dos Atos dos Apóstolos: “É necessário passar por muitas tribulações para entrar no Reino de Deus” (14,22). Estas tribulações nos associam a Jesus, mas também nos asseguram sua assistência e seu auxílio. Agora, devemos estar espertos e não nos deixemos enganar, mesmo que apresentem textos bíblicos como argumento para o fim do mundo, ou apresentem fórmulas mágicas para vencer os tempos difíceis, usando indevidamente o nome de Jesus Cristo. Ninguém siga profetas do apocalipse, que pregam desgraças para atemorizar os filhos de Deus. É o que nos pede Jesus: “Não os siga”. Sigamos somente a ele, cujas palavras são verdade e vida.

Paróquia da Santíssima Trindade - Rua Gama Abreu, 71 - Bairro da Campina - Belém - Pará - (91) 3242-4917


Jeú, rei de Israel, planejando exterminar os adoradores do deus Baal, convocou todos os profetas, servos e sacerdotes devotados ao deus para uma festa solene, onde supostamente ofereceria um grande sacrifício em sua homenagem. Depois de atrair os seguidores de Baal e constatar que naquele templo havia apenas servos do deus pagão, e não do Senhor, mandou que os seus guardas os matassem ao fio da espada e os lançassem fora. A estátua de Baal foi queimada, seu culto extinto, o templo destruído, e, em seu lugar, foram construídas latrinas públicas. (2 Reis 10, 18-27)

Santa Isabel da Hungria Marina Campos

Isabel viveu apenas 24 anos, mas o fez, sem dúvida, de forma intensa. Nasceu princesa, no ano de 1207, filha do rei André II da Hungria e da rainha Gertrudes de AndechsMeran. Do lado materno, era sobrinha de Santa Edwiges. Aos 4 anos foi dada como noiva a Ludwig ou Luís, príncipe da Turíngia, herdeiro de um dos feudos mais ricos do Sacro Império Romano-Germânico. Foi esposa aos 14 anos, mãe aos 15 e viúva aos 20 anos. Teve, contudo, um matrimônio feliz, pois amava muito o seu marido e ele lhe correspondia em igual intensidade. Sobretudo a apoiava no seu desapego, simplicidade, e generosidade para com os pobres e doentes. Ambos eram católicos fervorosos. O Hospital de São Francisco de Assis foi construído por Isabel, em Marburgo, Alemanha, para os pobres e doentes leprosos. Também ajudava financeiramente a muitos asilos e orfanatos, os quais visitava com freqüência. Nesta época, a sua santidade manifestou-se de forma extraordinária. Chegava a levitar em êxtase contemplativo junto ao Santíssimo Sacramento. Após seis anos de casamento a rainha Isabel ficou viúva, com três filhos pequenos, Hermano Sofia e Gertrudes. O rei Luís IV morreu de peste, numa Cruzada. A partir de então, as perseguições da corte contra ela cresceram. A tolerância quanto à sua caridade e dedicação religiosa, acabou. E, para assumir o trono, seu cunhado a expulsou do palácio junto com os três herdeiros. Isabel ingressou, então, na Ordem Terceira de São Francisco e dedicou-se à vida religiosa e à

Vamos colorir?

assistência aos leprosos no hospital que havia construído. Quando os cruzados que acompanhavam seu marido retornaram à Alemanha, ficaram indignados ao constatar o tratamento que havia sido dispensado à rainha viúva e seus herdeiros. Conseguiram com que a rainha Isabel reassumisse o trono. Isabel da Hungria faleceu no dia 17/11/1231, com apenas 24 anos de idade, em Marburgo. Em 1235, foi canonizada pelo Papa Gregório IX. A Ordem Franciscana Secular a venera como sua padroeira na festa celebrada no dia de sua morte.

Tiragem: 2.800


O Culto aos Santos

Brincar de Deus Adiene Brabo

Leituras da Semana

O Culto aos Mártires O culto aos mártires foi o primeiro culto oficial e litúrgico, que surgiu na Igreja, ainda no segundo século. A partir de hoje, vamos falar desse culto, que marcou profundamente a Igreja. O Culto aos Mortos Era muito caro para os israelitas o culto aos antepassados; esse culto perdurou, inclusive, no tempo de Jesus, como lemos em Mateus 23,29. O mártir Estevão foi enterrado piedosamente (At 8,2). Na nossa tradição cristã, aos poucos os lamentos fúnebres vão sendo substituídos por salmos e hinos cristãos. As comunidades cristãs, todavia, continuam a zelar pelas sepulturas e cuidar da memória dos fiéis falecidos. Na Roma antiga, o ano findava nos últimos dias de fevereiro, com homenagens especiais aos defuntos. De 13 a 22 de fevereiro, celebravam-se as festas em memória de todos os defuntos da família. No dia 22, todos os familiares se reuniam em torno da mesa para celebrar a memória dos seus defuntos. Os primeiros cristãos, tomando este costume, fixaram para esse dia 22 de fevereiro a festa da Cátedra de Pedro, que já no século 4º reunia a comunidade cristã em torno da Cátedra (a Cadeira) vazia do seu antepassado mais ilustre, Pedro, o bispo de Roma, para celebrar sua memória. Essa festa perdura e é uma importante festa litúrgica. Seria muito importante que a nossa comunidade redescobrisse a importância da morte, como encontro com o Senhor, e não a visse somente como perda, e celebrasse a partida do ente querido com demonstrações de afeto e carinho. As missas de 7º dia e de mês podem e devem ser menos lúgubres, pois muitas vezes são mais uma repetição da morte, um reavivamento do momento de dor. Os cânticos, em geral, são propensos para o choro e lágrimas incontidas. Poderiam ser mais voltados para o feliz encontro com Deus. Aconselho cânticos pascais.

Uma mulher muito pobre, abandonada pelo marido, pouco tinha para alimentar dez filhos e ainda estava grávida de outro, quando resolveu procurar um juiz e pedir autorização para interromper a gestação. Ela quase não acreditou quando o juiz lhe disse: - “Já que o seu problema é alimentá-los, porque a senhora não mata o mais velho, que come mais? Sim, porque esse bebê que vai nascer, terá alimento grátis em seu seio por, pelo menos, um ano”. O juiz usou da sabedoria de Salomão para demonstrar a fragilidade dos argumentos da mulher para cometer um assassinato. Durante as últimas eleições presidenciais no Brasil, o assunto foi alardeado como plataforma política. Algumas entidades de classe, muito respeitadas, resolveram acusar a Igreja de se interpor aos anseios democráticos. Esquecem que muito antes da formação do Estado, a Igreja e a religiosidade vinham exercendo com maestria os mecanismos de contenção social, utilizando-se apenas do livre convencimento pela fé. O Estado pode ser laico (não adotar a religião oficial), mas o seu povo não o é. Neste momento, a Igreja atua como um segmento da sociedade que não deve ser desprezado. Não se trata de uma entidade apócrifa, ela tem comando e é regida pela Lei de Deus – o Criador. Nada existe sem o Seu consentimento, a Sua vontade ou a Sua graça. O corpo humano é templo do Espírito Santo, e quando há mais de um coração batendo nele, é o Senhor que habita ali. Não se desfaz uma vida por aspiração, por sucção ou despedaçando-se com remédios. É o mesmo que matar por tiros, facadas, bombas ou ainda pelo descaso de autoridades em garantir políticas públicas de erradicação da miséria. Mas nem só a pobreza provoca esse tipo de morte. Infelizmente, há os promíscuos que entendem a concepção como um descuido a ser extirpado.

Segunda – 15/11 - Tt 1,1-9 / Sl 23(24) / Lc 17,1-6 Terça – 16/11 - Ez 47,1-2.8-9.12) / Sl 45(46) / Jo 2,13-22 Quarta – 17/11 - Tt 3,1-7 / Sl 22 (23) / Lc 17,11-19 Quinta – 18/11 - Fm 7-20 / Sl 145(146) / Lc 17,20-25 Sexta – 19/11 - 2Jo 4-9 / Sl 118 (119) / Lc 17,26-37 Sábado – 20/11 - 3Jo 5-8 / Sl 111 (111)/ Lc 18,1-8 Dom – 21/11 - Ml 3,19-20a / Sl 97(98)/ 2Ts 3,7-12 / Lc 21,5-19

PASTORAL DA COMUNICAÇÃO


Por dentro da paróquia... "O Senhor virá julgar a terra inteira; com justiça julgará." Salmo 97(98)

Reunião do CPP No dia 19 do corrente, sexta-feira, às 19h30, o Conselho Pastoral Paroquial- CPP, presidido pelo nosso Pároco, reunir-se-á no auditório do Centro Monsenhor Geraldo Menezes, conforme agenda previamente definida. É indispensável a presença de todos os integrantes do CPP nessa reunião.

Twitter da Trindade Acesse o twitter da Trindade e venha fazer parte dessa rede social que, a cada dia, vem ganhando mais usuários. Anote o nosso twitter: @ParoqTrindade

Feriado Avisamos aos nossos paroquianos que no feriado do dia 15 de novembro, data comemorativa da proclamação da República no Brasil, não haverá missa na Trindade, nem expediente na secretaria.

Curso de Formação para Lideranças Paroquiais Todos os Coordenadores de Grupos Pastorais e Serviços Paroquiais estão convidados a participar do Curso de Formação para Lideranças Paroquiais no dia 20 de novembro, sábado próximo, de 8h às 12h, no auditório paroquial, cujo objetivo é favorecer informações adequadas e modernas para um melhor desenvolvimento e fortalecimento do trabalho pastoral.

Maniçoba dos Bons Amigos Venha prestigiar a maniçoba de sabor inigualável que o Grupo Bons Amigos tradicionalmente prepara para deleite de todos. Será no dia 20 de novembro, penúltimo sábado do ano, no Centro Social da paróquia. Adquira sua cartela com antecedência, pois esta será a última venda de maniçoba do ano.

Curso de Noivos Nos dias 20 e 21 do corrente, será realizado o curso de Preparação de Noivos no Auditório do Centro Monsenhor Geraldo Menezes. Inscreva-se na secretaria desta paróquia.

Casamentos Os seguintes paroquianos desejam casar-se, no mês de novembro, na Trindade: Maurício Lobato Greco e Sara da Silva Bezerra (20/11); Armando Freire de Oliveira Filho e Bianca Sininbú Rodrigues (27/11). O dízimo pode ter muitos significados, de acordo com a inspiração de cada um: gesto de amor ou de agradecimento, expressão de fé ou de solidariedade, retribuição aos dons, manifestação de responsabilidade, dentre inúmeras outras expressões. No entanto, podem ser resumidas numa única definição: AMOR. Pastoral do Dízimo

Vox Dei - ano 03 - ed-125  

Jornal semanal da Paróquia da Trindade de Belém do Pará

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