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Sicredi

EDIÇÃO 3 • OUT NOV • 2018

Noroeste SP

preparados para o futuro

Inauguração de agência marca o novo momento da cooperativa: uma instituição mais humana e próxima dos associados


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Uma nova etapa, novas soluções

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ós, da cooperativa Sicredi Noroeste SP vivemos um momento muito especial: inauguramos uma nova agência em São José do Rio Preto e estamos nos preparando para remodelar e inaugurar novas unidades na região. Junto à expansão da atuação da cooperativa na região, está a implantação de uma nova linguagem arquitetônica nas agências e um moderno conceito de atendimento aos associados. O sistema Sicredi modernizou a marca e o posicionamento de mercado, reforçando a ideia do cooperativismo. Dentro da operação, nossa equipe está focada em um atendimento mais ágil, humano e com atenção total aos associados. O novo conceito arquitetônico, mais organizado e leve, proporciona um espaço aconchegante, perfeito para um atendimento que valoriza as relações humanas. Além disso, a implantação de tecnologia facilitou os processos dando maior agilidade às operações financeiras. Todas essas novidades já estão em prática no dia a dia da nossa equipe. Estamos trabalhando para atender cada vez melhor nossos associados e esperamos que, nessa nova fase, possamos estreitar os laços com todos aqueles que se relacionam com a cooperativa e assim, contribuir cada vez mais para o crescimento da nossa comunidade. Praticar o cooperativismo para crescermos juntos é mais do que nosso lema, é nossa missão enquanto instituição financeira. Um abraço e boa leitura,

CONSELHO ADMINISTRATIVO

PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE José Carlos A. Cuginotti Olavo Amorim Júnior CONSELHEIROS Celio Eduardo Ruy Cesar Pereira Watanabe Edmilson da Silva Zanetti José Eduardo Haddad Murilo Farhat SUPLENTES Antonio Reginaldo Morandin Humberto Liedtke Junior João Gomes Netinho José Miguel Sanchez Galves José Paulo Rodrigues

CONSELHO FISCAL CONSELHEIROS Carlos Humberto Grazioli Lilian Mara Secches Mansor Marcos Junqueira Pedrazzoli SUPLENTES Celia Regina Guirado Gentil Garcia Junior Moacir Alves Borges

DIRETORIA

DIRETORIA EXECUTIVA Cássia Regina Capriolli DIRETORIA DE OPERAÇÕES Fábio Osório Alves

José Carlos A. Cuginotti PRESIDENTE DO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO SICREDI NOROESTE SP

Edição

Nossa revista está disponível em versão digital em

issuu.com/sicredinoroestesp Foto da capa: Luciane Barcelos

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A Revista Sicredi Noroeste SP é uma publicação do Sicredi Noroeste SP produzida e editada por Goya Conteúdo Corporativo. O Sicredi não se responsabiliza pelos conceitos emitidos em artigos assinados, bem como pelas informações ou conteúdo dos anúncios publicados. A reprodução total ou parcial do conteúdo desta obra é expressamente proibida sem prévia autorização. Participe da elaboração da revista. Envie sua sugestão ou crítica para: maycon_leonel@sicredi.com.br.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO E MARKETING Maycon Souza Projeto Editorial Goya Conteúdo Corporativo contato@goyaconteudo.com.br Direção Editorial Glauco Piccirillo Redação Kátia Carminatto Graziela Delalibera Michelle Monte Mor Arte Eduardo Silva Revisão Bárbara Spigolon Loureiro Impressão Gráfica Moço


MERCADO

POR Kátia Carminatto

Inflação O relatório trimestral de inflação, divulgado pelo BC, destaca que as expectativas de inflação para 2018 e 2019, segundo pesquisa Focus, estão em torno de 4,1%. As expectativas para 2020 e 2021 situam-se em 4% e 3,9%, respectivamente. Quanto às projeções condicionais de inflação em um cenário com taxa Selic constante em 6,5% a.a. e taxa de câmbio a R$4,15/US$, as projeções de inflação do Copom ficariam próximas dos 4,4% para 2018 e 4,5% para 2019. Para o próximo ano, em vista do grau de incertezas atrelado aos rumos da política econômica, a perspectiva de crescimento do PIB é de 2,4%.

Cooperativas em alta

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pesquisa Cooperativas de Crédito: Alternativas aos Bancos Tradicionais, conduzida pela Federação Nacional das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) destacou o cooperativismo financeiro como uma das melhores alternativas de financiamento para os negócios. Entre as empresas pesquisadas, 9,8% já participam de cooperativas de crédito e, desse total, o equivalente a dois terços avaliam a experiência como positiva. O estudo detectou, ainda, que o desconhecimento é o principal motivo da não adesão de 48,7% das organizações às cooperativas de crédito. O levantamento também dá conta de que, aproximadamente, 52% das empresas que não participam do sistema cooperativo buscam menores tarifas para se associarem.

IGPM O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) da FGV variou 1,52% em setembro, ante 0,7% no mês anterior. Com isso a taxa acumula alta de 8,29% no ano e de 10,04% em 12 meses. Em setembro de 2017, o índice havia subido 0,47% e registrava queda de 1,45% em 12 meses. Também o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou: de 1%, em agosto, para 2,19%, em setembro. O levantamento realizado pelo IBRE conclui que, na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo bens finais variou 1% em setembro, contra -0,12% no mês anterior. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo combustíveis para o consumo.

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Sicredi Noroeste SP • Edição 2 • fev 2018

Balança comercial

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balança comercial brasileira registrou superavit de US$ 2,012 bilhões no último período. Os dados divulgados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) mostram um saldo comercial positivo de US$ 4,371 bilhões. O resultado é decorrente da diferença entre as exportações, que somaram US$ 14,954 bilhões – um crescimento de 14,5% na comparação com o mesmo período do ano passado – e, as importações, que chegaram a US$ 10,583 bilhões – uma alta de 12,1%. A categoria com melhor desempenho nas exportações foram os semimanufaturados, manufaturados e artigos básicos.


POR GRAZIELA DELALIBERA

Gestão

compartilhada Sicredi investe em programas para engajar e formar associados

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Sicredi é uma instituição financeira cooperativa e tem como diferencial um modelo de gestão compartilhada, que valoriza a participação das pessoas. Aqui, os associados votam e decidem os rumos do negócio. E para formar e engajar os associados, o Sicredi investe em uma ampla estrutura. Por meio do Programa de Formação Crescer, principal iniciativa de educação cooperativa do Sicredi, os associados e futuros associados têm uma maior compreensão sobre as sociedades cooperativas, entendendo seu funcionamento e benefícios, bem como seus diferenciais em relação a outras instituições financeiras. Ou seja, com o programa, a cultura do cooperativismo e do cooperativismo de crédito é disseminada. Essa formação é desenvolvida por todas as cooperativas do Sicredi e possibilita aos associados a compreensão de seu papel de dono e da importância de participar da governança da sua cooperativa. Por meio do programa, inclusive, o interesse em assumir uma função de liderança pode ser despertado. O Programa Crescer também apoia a estratégia de ampliação do relacionamento com os associados e com a comunidade na qual o Sicredi está presente. Conforme o associado entende o modelo de negócio cooperativo, torna-se mais

engajado, gerando vínculos de confiança e reciprocidade na instituição. Outro aspecto é que os associados que participam das formações utilizam mais as soluções financeiras da sua cooperativa. Em 2017, mais de 28 mil associados participaram do Programa Crescer em todo o sistema. A educação financeira também faz parte do dia a dia do Sicredi. Por meio do projeto Cooperação na Ponta do Lápis, a instituição vem realizando oficinas gratuitas de educação financeira para comunidades do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro. A ação envolve colaboradores voluntários das cooperativas do Sicredi dos três estados, que recebem capacitação com base no conteúdo do Caderno de Educação Financeira e Gestão de Finanças Pessoais do Banco Central. Durante a Semana Nacional da Educação Fi-

nanceira (Semana ENEF), realizada em maio pelo Comitê Nacional de Educação Financeira (CONEF), esses multiplicadores ofereceram para a comunidade informações sobre como fazer bom uso do crédito e evitar as dívidas. Na região, o Sicredi promoveu diversas palestras gratuitas sobre educação financeira para crianças e adultos em escolas públicas e empresas. Mais de 300 pessoas foram impactadas com informações sobre finanças pessoais, entre elas, a importância de manter uma reserva financeira e evitar dívidas. Além disso, alunos das Escolas Municipais Bartyra de Aquino, Darci Amâncio e Wilson Paschoal visitaram a agência do Sicredi em Mirassol e conheceram os bastidores de uma instituição financeira cooperativa.

Governança sistêmica e democrática

Boas-vindas ao novo associado: é a primeira conversa sobre cooperativismo e cooperativismo de crédito com o novo associado; P  ercurso 1: encontros com associados e não associados para aprofundar conhecimentos sobre cooperativismo e cooperativismo de crédito e sobre o seu papel como dono de um empreendimento coletivo; P  ercurso 2: capacitação para associados que desejam se candidatar a coordenador de núcleo/delegado da cooperativa; P  ercurso 3: formação de conselheiros fiscais e de conselheiros de administração das cooperativas. Sicredi Noroeste SP • Edição 2 • fev 2018

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NOVOS TEMPOS

POR Michelle Monte Mor

Humanizar para crescer

Sicredi Noroeste SP investe na expansão da rede com abertura de agências com nova linguagem e ambiente humanizado

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Fotos: Luciane Barcelos

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m novo conceito e uma nova linguagem. Com a proposta de humanizar o atendimento e as relações com os associados, a Sicredi Noroeste SP, instituição financeira cooperativa, inaugurou em julho de 2018 uma nova agência em São José do Rio Preto. Atualmente, o Sicredi conta com 116 cooperativas no Brasil - em 22 estados brasileiros e no Distrito Federal - e cerca de 3,8 milhões de associados, os quais exercem o papel de donos do negócio. A instituição prevê investimentos de R$ 404 milhões em abertura de agências. No primeiro semestre de 2018, chegou a 1.611 agências em todo o Brasil. De janeiro a junho deste


ano, foram 46 novas inaugurações. Somente no Estado de São Paulo serão abertas 40 unidades. Na região existem duas em Rio Preto, uma em Mirassol e, em Catanduva, além de uma agência há um ponto de atendimento. Os associados são os donos do negócio e atuam, igualitariamente, nas decisões e rumos das cooperativas de crédito que compõem o Sicredi. Com a expansão para novas localidades, o Sicredi fortalece a presença nacional com atuação regional. A nova agência e sede administrativa, recém-inaugurada na avenida Alberto Andaló, em São José do Rio Preto, marcou o novo conceito da cooperativa, que visa a ampliar e melhorar o relacionamento humano, com maior empatia e proximidade com os associados. Além disso, essa expansão regional pretende divulgar o conceito cooperativista. Nos últimos três anos, o Sicredi Noroeste SP apresentou crescimento de 125%. Em 2017, com 11,7 mil associados, o resultado foi de R$ 2,5 milhões. Nesta nova fase, com uma nova linguagem e

agências remodeladas, o Sicredi Noroeste SP pretende fornecer um atendimento diferenciado. “Com esse projeto conseguimos atender com excelência. O local continua tendo

a função de uma agencia bancária mas passa a sensação para o associado de que ele está em um café, para conversar sobre negócios”, explica a arquiteta Paula Borges, responsável

“Os conselhos administrativo e fiscal são responsáveis pela orientação geral e estratégica de atuação da cooperativa, assegurando o cumprimento das decisões tomadas no processo assemblear” Olavo Amorim Junior, Vice-Presidente do Conselho de Administração da Cooperativa Sicredi Noroeste SP

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NOVOS TEMPOS pelo projeto da nova agência regional. Paula Borges destaca neste projeto arquitetônico a ambientação central e a ausência de limitações. “O associado vai se sentir mais confortável. Fizemos uma ambientação por segmentos, integrando, de maneira sutil, todas as áreas. Melhoramos também a experiência de espera nos caixas, tornando-a mais agradável. Enfim, fizemos um trabalho para tornar a agência um lugar melhor para estar e trabalhar”, explica a arquiteta.

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A nova agência regional tem 1000 m² de área, dividida em agência e sede administrativa. “O mobiliário é outro ponto de destaque. Trata-se de um conceito mais aberto e aconchegante, proposto pelo Sicredi para modernizar e humanizar. Eles possibilitam uma infinidade de ambientes em um único espaço. Dessa forma, o projeto arquitetônico aliado ao mobiliário pretende destacar para o associado a importância dele para o Sicredi, mostrando que sempre há um novo produto, uma nova paginação para melhor

atendê-lo e escutá-lo, ajudando, assim, a desenvolvê-lo tanto como pessoa, quanto como empresário”, revela a profissional.

Crescimento

No Sicredi, os custos são, em média, 25% menores do que num banco tradicional. Nesse modelo de gestão, os resultados são distribuídos entre os associados. No 1º semestre de 2018, os ativos do Sicredi cresceram 20,6% e totalizaram R$ 87,8 bilhões. De acordo com as Demonstrações Financeiras Combinadas, o resultado líquido cresceu 11% e o patrimônio líquido do Sicredi registrou aumento de 17,1%, quando comparado ao mesmo período do ano anterior, totalizando, respectivamente, R$ 1,36 bilhão e R$ 13,8 bilhões. Já os ativos atingiram R$ 87,8 bilhões, crescimento de 20,6% no comparativo com o primeiro semestre de 2017. No mesmo período, a poupança teve um aumento de 49,9%, atingindo R$ 11,6 bilhões. Mesmo com a ampliação da carteira de crédito, o índice de inadimplência do Sicredi manteve-se decrescente, com 1,51% (no primeiro semestre de 2017 era 2,04%). E para também oferecer maior segurança aos associados, o Sicredi Noroeste SP conta com um conselho de administração e um conselho fiscal. Eles fiscalizam as operações, fazem as deliberações e direcionamentos para a diretoria.


José Carlos

Afonso Cuginotti

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residente do Conselho de Administração da Cooperativa Sicredi Noroeste SP fala sobre os investimentos feitos na nova agência em São José do Rio Preto. A nova agência na avenida Alberto Andaló, em São José do Rio Preto, marca a expansão do Sicredi Noroeste SP na região. O que a agência oferece? DR. José Carlos Afonso Cuginotti: Investimos valores

expressivos em tecnologia, conforto e praticidade na nova agência da Andaló buscando atender cada vez melhor o associado e possibilitando melhores condições de segurança para cada um deles. O sistema Sicredi investiu na modernidade e atratividade da marca, que passou a dar mais sentido à ideia de cooperativismo. A mudança deixou nosso layout mais leve e moderno. Além disso, investimos no desenvolvimento humanizado de nossos colaboradores para que atendam cada vez melhor nossos associados.

Quais são os planos para 2019? JC: No próximo ano, buscaremos re-

petir a atenção com as outras agências e estaremos atentos a novas oportunidades em São José do Rio Preto e região. Estamos trabalhando para atender todos os perfis de associados, investidores e aqueles que necessitam de crédito para desenvolver seus negócios, jovens e os já tradicionais. Gostaria que o senhor falasse sobre a importância dos conselhos fiscais e administrativos do

Sicredi. Como trabalham e por que são importantes na cooperativa? JC: Fator de responsabilidades do sistema

cooperativo é, sem dúvidas, a constituição de Conselhos, Administrativo e Fiscal, para gerir nosso negócio. O Banco Central estabeleceu que todas as cooperativas de crédito contratassem diretores com conhecimento e experiência de mercado financeiro para planejar, executar e acompanhar nossos negócios. Isso deu credibilidade e assertividade às cooperativas de crédito. Temos um Conselho de Administração responsável pela orientação e acompanhamento das decisões e desejos a serem tomados no desenvolvimento da cooperativa. Todos somos convidados a nos capacitar de forma própria, para a condução dessas decisões. Dividir responsabilidades para somarmos resultados positivos, esse é o papel fundamental. Mas, para que tenhamos certezas de tomadas de decisões, constituímos o Conselho Fiscal que, juntamente com os serviços de auditorias internas e externas, direcionadas por orientações do Banco Central, possam demonstrar os acertos e possíveis equívocos na condução dos negócios. Necessário dizer que esses Conselhos têm a responsabilidade compartilhada nesse sucesso cooperativo.

O Sicredi adotou um novo posicionamento de mercado, com uma nova identidade visual e verbal. Como foi esse processo? JC: A evolução dos nossos negócios exigiu

a mudança de posicionamento no mercado. Com isso, o Sistema Sicredi precisou adaptar a sua identidade visual e sua linguagem de relacionamento. Costumo dizer que essa evolução está quase por revogar a “lei de Gerson”, que na década de 70, instituiu que

precisávamos levar vantagem em tudo, mesmo que sozinhos. Hoje temos a certeza que precisamos continuar levando vantagens, mas juntos, dividindo sucessos e responsabilidades, pois sabemos que temos muito mais forças quando nos unimos para o bem comum. Isso é cooperativismo, isso é a nossa cara. O que mudou? Como o associado irá sentir / perceber essa mudança? JC: As mudanças necessárias se deram

de forma rápida, mas também de forma responsável. Esse processo foi conduzido com maestria por nossas equipes. Mudamos para dar agilidade nos processos, para dar velocidade no atendimento, mas com a preocupação de estarmos oferecendo o acolhimento personalizado das pessoas. Todos desejamos a modernidade, mas ainda queremos e precisamos do reconhecimento e carinho humanizado. Quando você entrar em nossas agências perceberá o novo, o tecnológico, mas com o acolhimento esperado. Estamos mais presentes e podemos melhor indicar os produtos financeiros para cada associado. Todos temos um perfil diferente, mas todos temos um sonho comum, o de crescer e fazer sucesso. Concluindo, não existe melhor maneira de crescer, de produzir resultados positivos, do que junto ao sistema cooperativo.

Quando você entrar em nossas agências perceberá o novo, o tecnológico, mas com o acolhimento esperado. Estamos mais presentes e podemos melhor indicar os produtos financeiros para cada associado

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Cidadania e Cooperação

POR Graziela Delalibera

A União faz a Vida

2018 marca os 5 anos do programa em Mirassol e sua chegada a Catanduva, alcançando um total de 1,7 mil crianças e adolescentes

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nvestir em educação é contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa, solidária e cidadã. E “A União Faz a Vida” , principal programa de responsabilidade social do Sicredi, é um exemplo do comprometimento da cooperativa com essa causa dentro de suas comunidades. A missão do programa é promover a cooperação e a cidadania por meio de práticas de educação cooperativa, contribuindo com a educação integral de crianças e adolescentes. O programa “A União Faz a Vida” é desenvolvido tendo como base uma rede de compromisso formada com instituições educacionais públicas e particulares, assessoria pedagógica e apoiadores da comunidade (pessoa física e jurídica). No centro dessa rede, encontra-se o público-alvo: educadores (que são os mediadores na construção do conhecimento), crianças e adolescentes (os protagonistas do processo de ensino e de aprendizagem). A cada ano, o Sicredi garante que mais pessoas tenham acesso a essa metodologia, que visa à construção de valores como

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solidariedade, justiça, diálogo, respeito à diversidade e empreendedorismo. O ano de 2018 marca os cinco anos do programa em Mirassol e a chegada em Catanduva. Neste ano, são beneficiados ao todo, aproximadamente, 1,7 mil alunos em nove escolas, envolvendo o trabalho e a dedicação de 61 educadores. Com o envolvimento de uma rede de educação municipal comprometida com o desenvolvimento de seus alunos, em Mirassol, o programa alcança, em 2018, oito escolas municipais, 43 professores e aproximadamente 1.200 alunos. Já em Catanduva, onde o PUFV está em fase inicial, existe o compromisso dos professores na Escola Municipal José Pedro da Motta Coronel, contando com cerca de 18 educadores e aproximadamente 500 alunos. “O programa “A União Faz a Vida” celebra seus 5 anos de implantação na rede municipal de educação de Mirassol e nós celebramos esta fase com muita alegria, pois o programa é um presente para a comunidade que, através do Departamento de Educação, enxerga em

nós um parceiro no desenvolvimento da educação municipal”, avalia Talison Osório, assessor de Desenvolvimento do Cooperativismo da Superintendência Sicredi Noroeste SP. “Em Catanduva, o motivo da celebração é outro, mas a empolgação é a mesma. Iniciamos o nosso programa em uma escola do município e já é possível ver mudanças e o brotar de projetos significativos para a escola e à comunidade”, afirma.


Segundo ele, é através desse programa que o Sicredi consegue estimular e contribuir com professores excepcionais, escolas fantásticas e jovens de muita vontade e criatividade. “O programa é uma janela para uma educação mais inclusiva e transversal, e acreditamos que levar o cooperativismo através da educação reforça os laços da escola e alunos com a comunidade. Promover a cooperação e construção de uma comunidade mais justa é papel fundamental das cooperativas e, em especial, de nós do Sicredi.” Vale reforçar que todos os agentes envolvidos são de fundamental importância para a efetividade do PUFV. É esse processo colaborativo que faz com que os alunos tenham o apoio e a confiança necessários para desenvolver os seus projetos com qualidade.

Educação financeira

Outro projeto realizado pelo Sicredi é a série especial de revistas em quadrinhos da Turma da Mônica, desenvolvida em parceria com a Mauricio de Sousa Produções. Trata-se de um material de educação financeira que mostra ao público infantil a importância de planejar os gastos. É dividido em seis gibis, conforme o caderno de educação

financeira do Banco Central, composto pela mesma quantidade de módulos. “A cada edição, distribuímos os gibis às redes municipais de educação participantes do programa “A União Faz a Vida” , a fim de que as crianças participantes do programa tenham acesso a um material de qualidade, que aborde os temas de educação financeira”, explica Talison. Ele observa que a educação financeira é um tema que exige cuidado e, através dos gibis, os alunos podem compreender e alinhar aos seus conhecimentos escolares informações sobre o sistema monetário, importante nessa

fase da educação. Os gibis da Turma da Mônica são uma ação da central Sicredi PR/SP/RJ para levar mais educação financeira aos seus associados e à comunidade. “Nós, da Sicredi Noroeste SP, por termos o programa “A União Faz a Vida” , levamos esse material para todas as crianças participantes, a fim de que os professores possam utilizá-lo em seu desenvolvimento curricular.” A primeira edição foi lançada em maio, na sede da Mauricio de Sousa Produções, em São Paulo. Em 2018, serão três revistas em quadrinhos no total. As últimas três edições saem em 2019, nos meses de maio, julho e outubro.

Saiba mais:

Programa A União Faz a Vida Mirassol • 5 anos

8 escolas

43 educadores

1.200 alunos

Catanduva • 1º ano

1 escola

18 educadores

500 alunos

• Todas as cooperativas têm profissionais que atuam na área de Programas Sociais, coordenando as ações voltadas para os associados e a comunidade. • Trabalham nessas iniciativas 80 colaboradores dedicados exclusivamente a essa função, em todo o Sistema. • A Fundação Sicredi dá suporte às ações realizadas pelas centrais e cooperativas por meio de assessoria técnica especializada em cada programa social e iniciativa – Programa Crescer, Programa Pertencer, Programa A União Faz a Vida, Captação de Recursos, Biblioteca, Educação Financeira e Sustentabilidade. • O desenvolvimento promovido localmente com as ações impacta tanto o negócio, quanto o associado, e gera valor para as regiões onde atuamos.

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saúde

Outubro

Rosa

Campanha promove a conscientização sobre câncer de mama,

POR Graziela Delalibera

contribuindo para sua prevenção e detecção precoce

Quais são os exames para o diagnóstico precoce do câncer de mama? Valeska do Carmo: Os exames

preventivos que usamos com maior frequência são mamografia e ultrassom de mama, indolores e não invasivos. Normalmente a associação dos dois exames aumenta muito a possibilidade do diagnóstico precoce. Em algumas situações, usamos também a ressonância de mama. Qual faixa da população deve fazê-los e com qual frequência? VC: Recomendamos a realização rotineira

nos exames de mama a partir dos 40 anos, uma vez ao ano. Caso venha alguma alteração no exame, podemos encurtar esse tempo para reavaliar dentro de seis meses.

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Quais as chances de cura quando identificado precocemente? VC: Quanto mais precocemente fizermos

o diagnóstico, maiores as chances de cura. No estágio inicial, chegamos a um percentual de cura que beira os 100%. E o diagnóstico precoce também evita as mutilações. Quanto mais avançado o câncer de mama, maiores as chances de uma mastectomia, ou seja, retirada da mama. Quanto mais precoce, maiores as chances de preservação da mama. Também é menor a possibilidade de realizar quiomioterapia, que implica em todos aqueles efeitos colaterais temidos.

E como é o tratamento? VC: O tratamento do câncer de mama

consiste em cirurgia, quimioterapia, radioterapia e bloqueio hormonal. A cirurgia é feita para retirar o local onde está o tumor – quanto menor o tumor, menor a área que é preciso retirar, sendo maior a preservação da mama. Em situações em que a paciente é muito jovem, ou o tumor é muito agressivo, necessitaremos realizar a quimioterapia preventiva. A intenção é matar alguma célula que possa ter resistido ou sobrevivido à cirurgia. A radioterapia vem para esterilizar o local onde o tumor se encontrava. No bloqueio hormonal, bloqueia-se completamente a formação ou a ligação do hormônio à célula que tem o seu receptor e com isso é inibido o crescimento de alguma célula tumoral que ainda possa existir. Quanto mais precoce o diagnóstico, menores a chances de passar por todas essas etapas de tratamento, principalmente fugir da quimioterapia.

Sintomas e sinais do câncer de mama em fases iniciais: Nódulo, fixo e geralmente indolor: principal manifestação da doença, presente em cerca de 90% dos casos quando o câncer é percebido pela própria mulher Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja. Alterações no bico do peito (mamilo) Pequenos nódulos nas axilas ou no pescoço

Quanto mais precoce, maiores as chances de preservação da mama. Também é menor a possibilidade de realizar quiomioterapia (...)

Fonte: Inca

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ma das principais armas contra o câncer é a informação. Em outubro, a campanha Outubro Rosa compartilha informações sobre o câncer de mama e promove a conscientização sobre a doença, contribuindo para sua prevenção e diagnóstico precoces. A médica oncologista Valeska do Carmo, do corpo clínico do CORP – Centro de Oncologia Rio Preto, com especialização em clínica médica e oncologia clínica, alerta que o câncer de mama é o mais incidente em mulheres, tirando os tumores de pele, e também é o câncer em mulheres que mais mata. Vale lembrar que a postura atenta das mulheres em relação à saúde das mamas é fundamental para a detecção precoce. A seguir, a entrevista com a profissional.


Novembro

Azul

Campanha traz informação correta para população

POR Graziela Delalibera

se conscientizar e fazer os exames preventivamente

Quais as principais medidas preventivas para o diagnóstico precoce do câncer de próstata? Dr. José Altino: A partir dos 50

anos, todos os homens devem procurar o médico urologista para fazer exame de toque retal e dosagem sanguínea do PSA (antígeno específico da próstata). Normalmente, a rotina de exames é anual. Àqueles com história familiar de câncer, recomenda-se iniciar esse acompanhamento a partir dos 40 anos. De que forma o câncer de próstata se manifesta nos pacientes? JA: Os sintomas mais comuns do câncer

de próstata são: prostatismo - urgência para urinar, porém, dificuldade para iniciar a micção; acordar muito frequentemente à noite para urinar; diminuição do jato urinário e, por fim, urina com sangue. Como é o tratamento do câncer de próstata? JA: O tratamento depende muito do grau

em que é descoberta a doença. Pode ser ci-

Diria que a melhor arma para vencer o câncer é o diagnóstico precoce, e ainda é menor a mutilação à vida do homem (...) rúrgico; se o homem tem graves problemas de saúde, quando a cirurgia não é possível, pode-se utilizar o tratamento de radioterapia e, por fim, se a doença está avançada, pode-se indicar o tratamento hormonal (castração hormonal química). Quais são os fatores de risco e como é a taxa de mortalidade? JA: Os fatores de risco são: idade próxima

os 50-60 anos; 10% a 15% têm histórico

familiar, portanto, não podemos desprezar essa informação; e dieta rica em gordura animal. Felizmente, a mortalidade do câncer de próstata é baixa, ou seja, mesmo confirmado o diagnóstico, o homem pode conviver com sua doença com tratamento regular. Mas a notícia desagradável é que o câncer de próstata é o tumor maligno mais comum em todos os homens. Qual a importância de uma campanha como a Novembro Azul? JA: A importância do movimento Novem-

bro Azul é levar as informações corretas, de maneira clara e confiável para toda a população.

Ainda há muita resistência dos homens em fazer o exame? JA: Sim, atualmente ainda existe muito pre-

conceito no meio masculino para o exame de próstata, mas temos esperança que esse preconceito desapareça com a informação correta. Diria que a melhor arma para vencer o câncer é o diagnóstico precoce, e ainda é menor a mutilação à vida do homem, pois o tratamento será menos agressivo.

Prevenção Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes, grãos e cereais integrais, e com menos gordura, principalmente as de origem animal, ajuda a diminuir o risco de câncer. Outros hábitos saudáveis são recomendados como prevenção, como: fazer, no mínimo, 30 minutos diários de atividade física, manter o peso adequado à altura, diminuir o consumo de álcool e não fumar.

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Fonte: Inca

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m 2018, devem ser diagnosticados 68.220 novos casos de câncer de próstata no Brasil, segundo estimativa do INCA – Instituto Nacional de Câncer. Para conscientizar a população masculina da importância da prevenção e dos exames periódicos para o diagnóstico precoce, é realizada a Campanha Novembro Azul, parecida com a Outubro Rosa. Na opinião do Dr. José Altino, médico com formação em oncologia clínica e sócio-diretor do CORP – Centro de Oncologia Rio Preto, um dos mais respeitados profissionais da área no Brasil, o Novembro Azul é muito importante, uma vez que leva informações corretas, de maneira clara e confiável para toda a população. Confira a entrevista completa:


Fazemos Juntos

POR Kátia CARMINATTO

Sicredi, quem mudou

aprovou!

á faz algum tempo que a trajetória do Sicredi vem sendo marcada pelo reconhecimento do mercado. Para se ter uma ideia, hoje, a instituição financeira cooperativa ocupa a 10ª posição entre os 100 Maiores Bancos do anuário Valor 1000. Na publicação, organizada pelo jornal Valor Econômico e pelo Serasa Experian , o Sicredi figura em 4º e 11º entre as instituições que mais cresceram em operações de crédito e em depósitos totais, respectivamente. O Sicredi também foi incluído em 14 categorias no anuário Exame – Melhores e Maiores 2018 pela performance registrada no último ano. Isso sem contar que em 2017, a instituição ficou em primeiro lugar no ranking Top 5 do Banco Central do Brasil (BC), na categoria IPCA e também se destacou no quesito IGP-DI obtendo o segundo lugar como uma das cinco instituições com menores erros de

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“Sempre quis oferecer para os nossos alunos um curso de educação financeira, pois acredito que essas informações são essenciais para a formação de qualquer cidadão.”

Joaquim Spada, empresário

projeção nos últimos seis meses. A lista de menções é extensa, mas as referências confirmam que a instituição encontrou o caminho certo para oferecer soluções financeiras ajustadas ao cenário brasileiro. Parte desse desempenho tem a ver com os princípios do cooperativismo e o compromisso do Sicredi com o desenvolvimento econômico e social nos lugares em que atua.

Parceria

Essa foi uma das motivações do empresário Joaquim Spada quando decidiu transferir as operações do colégio Interativo Catanduva para o Sicredi. “Sempre quis oferecer para os nossos alunos um curso de educação financeira, pois acredito que essas informações são essenciais para a formação de qualquer cidadão. Não há dúvida de que as noções básicas de


“No segmento de compra e venda de imóveis a agilidade nas transações é decisiva porque muitas vezes o prazo para concluir os negócios é muito pequeno, especialmente nos leilões.”

Pedro Salomão, advogado

finanças contribuem para que as pessoas administrem seus recursos com consciência”, afirma o sócio do colégio. Para dar forma ao projeto, Spada firmou uma parceria com o Sicredi de Catanduva, no interior de São Paulo, para que os alunos do colégio participassem do programa de Educação Financeira da cooperativa. A proposta abrange todas as faixas etárias - a escola possui 650 alunos cursando o ensino fundamental e médio na unidade presencial - com projetos específicos para cada uma delas. “Estamos animados com a possibilidade de desenvolver essa competência nas nossas crianças”, conclui.

Proximidade

Além de distribuição de materiais educativos do Sicredi, dicas, testes e outros conteúdos, periodicamente a biblioteca do colégio se transforma em um banco. Durante essas aulas especiais,os alunos são introduzidos ao universo das finanças e se familiarizam com as operações bancárias básicas. “Essa proximidade e a disponibilidade da equipe traçaram um caminho quase que natural para escolher o Sicredi para tratar das finanças do colégio. A interação humana alinhada ao profissionalismo ficaram evidentes ao longo dessa parceria. Mas o melhor mesmo é não ser tratado apenas como um número”, afirma Spada. O empresário revela que no futuro pretende levar os outros negócios nos quais tem participação para o Sicredi.

Relacionamento

De fato, o relacionamento com o associado sempre foi uma das marcas registradas do Sicredi. Agregado a isso, o portfólio completo com soluções para todos os públicos - pessoas físicas, empresas, investidores e empreendedores nas áreas urbana e rural - coloca o Sicredi no mesmo patamar dos bancos comerciais. Os serviços oferecidos vão desde uma simples abertura de conta, passando por consórcios, aplicações financeiras, financiamentos, recebimentos e até credenciamentos. A rede de atendimento também é significativa. Que o digam os 3,8 milhões de associados atendidos pelas mais de 1.600 agências presentes em 22 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Taxa competitiva

O amplo leque de transações, aliado a uma taxa convidativa fez com que o empresário Vlaudecir Campanhola migrasse sua conta pessoal para o Sicredi. “Além de uma taxa mais interessante, as tecnologias e os canais de atendimento não deixam nada a desejar em relação aos demais bancos, sem contar que as filas são sempre menores”. Ele destaca também que as opções de crédito têm se mostrado bem atrativas. Dono de uma fábrica de chapas de MDF em Mirassol, Campanhola revela que está migrando a conta empresarial para o Sicredi. “A decisão tem a ver com a necessidade de

distribuir melhor os ativos da sua empresa e, é claro, a experiência como associado pessoa física contou pontos nessa decisão.”

Agilidade

Sem conhecer muito bem o que o Sicredi podia fazer pelo seu negócio, o advogado Pedro Salomão procurou a agência da cooperativa em São José do Rio Preto, depois de circular por várias instituições financeiras da região em busca de uma solução para realizar as transações da sua empresa do ramo imobiliário, a Salomão Administração Patrimonial. “No segmento de compra e venda de imóveis a agilidade nas transações é decisiva porque muitas vezes o prazo para concluir os negócios é muito pequeno, especialmente nos leilões” , explica Salomão. “A falta de autonomia nos bancos que visitei, cujas decisões eram subordinadas à matriz, foi altamente desmotivadora”. O advogado conta que ficou surpreso com a desenvoltura e facilidade na solução oferecida pelo Sicredi.

Respeito

Recentemente, o agora associado Salomão, participou de um ciclo de palestras com especialistas do Centro Administrativo Sicredi de Porto Alegre sobre o cenário econômico do país e já estuda a possibilidade de diversificar seus investimentos com o Sicredi. Entre os pontos positivos em ter escolhido o Sicredi ele elenca a praticidade, o custo da manutenção da conta e a celeridade nas soluções. O respeito à individualidade do associado é o outro dos princípios básicos da atuação do Sicredi. Não por acaso, os serviços oferecidos são desenvolvidos de acordo com as necessidades dos associados e não em função dos interesses institucionais. Afinal, no cooperativismo, quando um ganha, todos ganham. Simples assim.

“Além de uma taxa mais interessante, as tecnologias e os canais de atendimento não deixam nada a desejar em relação aos demais bancos, sem contar que as filas são sempre menores”.

Vlaudecir Campanhola, empresário

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SEGURANÇA

POR Kátia CARMINATTO

Tranquilidade para o associado:

as garantias do Sicredi

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ual a primeira coisa que você pensa quando decide fazer um investimento? Acertou se a resposta foi rentabilidade. E não é pra menos, afinal, os dividendos são os principais atrativos do mercado financeiro. Mas já parou para avaliar as garantias oferecidas pela instituição financeira que vai administrar seu dinheiro numa eventual liquidação? Poucas pessoas atentam para isso, mas todas as instituições financeiras estão amparadas por fundos garantidores de crédito. No caso

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dos bancos, é o Fundo Garantidor de Crédito (FGC) que desempenha esse papel, enquanto para as cooperativas essa responsabilidade está a cargo do Fundo Garantidor do Cooperativismo de Crédito (FGCoop). As duas entidades privadas sem fins lucrativos foram constituídas para gerenciar os mecanismos de proteção aos investidores. “O fundo garantidor também apoia o funcionamento das instituições bancárias na ocorrência de uma dissolução ou intervenção” explica Fabrício Dossena Silva, coordenador de Finanças Corporativas do Banco Cooperativo Sicredi.

Quem paga a conta?

As próprias instituições financeiras associadas são responsáveis por manter os fundos garantidores por meio de contribuições mensais de 0,0125% sobre todo o dinheiro aplicado. Importante destacar que as contribuições são feitas pelas instituições sem qualquer cobrança direta aos associados investidores. Além de observar a regulamentação prudencial – conjunto de normas que visam a assegurar a credibilidade do Sistema Financeiro Nacional – as instituições associadas aos fundos têm que manter metodologias


FGCoop garantem aos investidores a restituição de até R$ 250 mil por CPF em cada instituição financeira associada. O pagamento dos créditos garantidos é iniciado em até 60 dias após a insolvência. Depósitos em conta-corrente, caderneta de poupança, aplicações em CDB/RDB, letras de câmbio, letras imobiliárias, letras de crédito do agronegócio, títulos emitidos após março de 2012, letras hipotecárias ou letras de crédito imobiliário estão entre os créditos garantidos pelos fundos garantidores. “Até hoje tivemos apenas dois casos no Brasil em que houve a necessidade de acionar o FGCoop, nenhum deles ligados ao Sicredi”, afirma o executivo.

Dupla garantia

Na verdade, os associados Sicredi possuem uma garantia a mais: a Sicredi Fundos Garantidores (SFG). “A SFG foi criada antes do FGCoop para dar aos associados a mesma proteção de um fundo garantidor em suas operações. Hoje os associados das coo-

adequadas de contabilidade e transparência na divulgação de informações à população. Em outras palavras, o fundo garantidor contribui com a estabilidade de todo o sistema, seja assegurando os depósitos dos correntistas, seja viabilizando assistência financeira ou soluções para resguardar o equilíbrio do mercado nas eventuais dificuldades de liquidez das instituições associadas.

Paridade

Criado em 2012, o FGCoop representa todas as cooperativas de crédito captadoras de depósito e os bancos cooperativos e foi instituído justamente para igualar o tratamento do mercado financeiro entre os bancos comerciais e as cooperativas de crédito. Ou seja, se uma associada sofrer intervenção ou liquidação extrajudicial, além de apoio e suporte financeiro, o FGCoop também providencia a restituição do dinheiro do investidor e os rendimentos de suas aplicações. Vale destacar que tanto FGC quanto

perativas Sicredi podem contar com essa dupla garantia”, detalha Dossena. Idealizada para apoiar o desenvolvimento e assegurar a solvência das cooperativas do sistema, as reservas da SFG são compostas por contribuições mensais ordinárias e extraordinárias das próprias cooperativas. De acordo com o executivo, a SFG também desempenha outros papéis importantes na estrutura do Sicredi: “Sem perder as características de fundo garantidor, a SFG também tem como propósito acelerar as ações de desenvolvimento do sistema e disponibilizar apoio financeiro às cooperativas do Sicredi”. A SFG pode ser acionada, por exemplo, para apoiar o projeto de expansão de uma cooperativa que esteja ampliando a abrangência ou no aporte de uma associada que esteja em situação delicada. “A proposta do fundo garantidor Sicredi é manter a estabilidade financeira nas cooperativas do Sicredi, trazendo maior segurança para os nossos associados”, resume Dossena.

Fundo de Reserva da Cooperativa Os associados Sicredi possuem, ainda, uma terceira garantia, que é o Fundo de Reserva. Diferente das instituições bancárias, as cooperativas de crédito distribuem parte das sobras aos seus associados e no Sicredi uma parte desse resultado é reinvestido na própria cooperativa. Esse valor é destinado, ao final de cada exercício, ao fundo de reserva. Para o associado, isso representa maior capacidade para alavancar novos negócios e manter uma reserva de contingência. Segundo Dossena, o fundo de reserva tem como foco a solidez e a estabilidade do patrimônio do Sicredi para, com isso, ampliar a capacidade de atender às necessidades de seus associados. “Quanto maior o capital, maior a capacidade do Sicredi em oferecer soluções de crédito”, finaliza. E é para isso que o Sicredi trabalha. Pense nisso, quando for investir.

Sicredi Noroeste SP • Edição 2 • fev 2018

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COMITÊ MULHER

POR Graziela Delalibera

A força feminina

no cooperativismo Comitê Mulher desenvolve ações com foco no desenvolvimento de lideranças femininas

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o longo de sua história, o Sicredi tem desenvolvido ações motivadoras, que incentivam mulheres na busca pelo aprimoramento e garantem maior atuação feminina nas cooperativas. Prova disso é que a Sicredi Noroeste SP criou neste ano o Comitê Mulher, que tem foco no desenvolvimento de lideranças femininas. A partir da formalização do Comitê, em 1º de março, o objetivo é ampliar a participação feminina nas áreas estratégicas da cooperativa, em cargos de representação e liderança como a coordenação de núcleo e conselhos. Desde março, o Comitê promoveu dois encontros de lideranças femininas. O segundo encontro ocorreu no dia 13 de setembro. Nessa fase, o objetivo foi convidar, envolver e formar mulheres associadas para o envolvimento participativo e ativo na cooperativa, potencializando seus conhecimentos sobre o cooperativismo de crédito e o sistema Sicredi. No terceiro encontro, marcado para outubro, as participantes serão capacitadas para tornarem-se multiplicadoras do empreendedorismo.

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“O Comitê Mulher é uma iniciativa das cooperativas que tem por objetivo fomentar a maior participação e engajamento da mulher nas lideranças e funções dentro das cooperativas e organizações. Do meu ponto de vista, é uma iniciativa institucional que vem ao encontro do movimento coletivo feminino, de busca por diminuição das desigualdades entre os papéis masculino e feminino”, avalia Inês Praxedes Longhi, de Rio Preto, psicóloga clínica e membro do Comitê Mulher, associada Sicredi há mais de 16 anos. A profissional avalia que, apesar de todos os avanços, a desigualdade ainda se faz presente nos números, com menor participação das mulheres nos cargos e postos de liderança. Inês é uma das representantes que o Comitê Mulher da Sicredi Noroeste SP enviará ao 2° Summit dos Comitês Mulher, que será realizado pela Central Sicredi PR/SP/RJ, em Curitiba (PR), nos dias 6 e 7 de novembro, com o tema: Mulheres que Inspiram e Fazem Acontecer. O evento apresenta-se como um fórum de aprendizado, debates e networking. A outra representante do Comitê Mulher no 2° Summit será Roberta Cristiane Zanqueta

Alfredo, supervisora de vendas. “Fiquei muito feliz em ser convidada a participar de um evento importante da cooperativa, com a expectativa a mil, pelos conhecimentos e experiências que vamos trazer”, pontua. Ela, que marcou presença nos dois primeiros encontros do comitê e se prepara para o encontro de outubro, define a implantação como de extrema importância para mostrar o potencial das mulheres cooperativistas da região.

Saiba mais

 contribuição do Sicredi para o desenA volvimento de lideranças femininas no cooperativismo de crédito foi reconhecida internacionalmente com o Athena Award 2018. O prêmio foi conquistado durante a Conferência do Conselho Mundial das Cooperativas de Crédito (WOCCU – World Council of Credit Unions), em julho deste ano, em Singapura. O prêmio faz referência à deusa da sabedoria na mitologia grega e foi entregue ao presidente nacional do Sicredi e da Central PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock.


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Edição #03 - Revista Sicredi Noroeste SP  

Preparados para o Futuro - Inauguração de agência marca o novo momento da cooperativa: uma instituição mais humana e mais próxima dos associ...

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