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Nº 6 • agosto/setembro • 2013 • 5 € /

Entrevista Secretário-Geral OMT Taleb Rifai

TURISMO É ESSENCIAL PARA PORTUGAL OPINIÃO

ANÁLISE

ATUALIDADE

LIFESTYLE

Conceição Estudante Case-Study sobre o Turismo da Madeira

Estudo EyeforTravel mostra as tendências do setor

Big Data: o que é que o setor do turismo pode ganhar

Ver as estrelas no primeiro Starlight Tourism Destination

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“No meio da dificuldade encontra-se a oportunidade.” – Albert Einstein

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,7% é a percentagem de quartos por ocupar em Portugal em 2012, segundo os dados do Turismo de Portugal (TP). Quase metade de toda a possível ocupação em Portugal. 48,7% de receitas potenciais perdidas. 48,7% de estruturas físicas por amortizar, de custos financeiros a suportar, de salários a pagar, de manutenção, etc. É uma indústria. Os custos fixos estão lá todos. Cada dia que passa não volta e as potenciais receitas, nestes casos, foram perdidas. Os custos, esses, já se somaram aos dos dias anteriores. Não sendo hoteleiro, presumo que esta deva ser uma das principais preocupações do diaa-dia daqueles. Sendo gestor, pergunto quantos operadores turísticos estariam dispostos a programar as restantes 23,5 milhões camas disponíveis? Certamente muitos… Sendo português, observo por outro lado, que cerca 4,5% do PIB é conseguido apenas com os resultados dos turistas estrangeiros (fonte TP). Adicionalmente, outros 6% do PIB advêm das nossas viagens cá dentro. É um total de 10,5% do PIB com apenas metade dos quartos ocupados! Curiosamente, o défice revisto do PIB para este ano 2013 é de 5,5%! Ou seja, “apenas” metade dos 48,7% de quartos por ocupar, se pudéssemos medir assim. Sei que o turismo é o nosso principal exportador com 14% das exportações. E sei que algum esforço adicional na promoção independente e/ou conjunta do nosso setor poderia reduzir a distância que separa o deficit das tranches milionárias que a “troika” nos envia. Temos perto de 10% do nosso PIB potencial parado nesta indústria. O que nos falta para, público e/ou privados, concertarem ações específicas e alavancarem mais receitas para este setor?

1 Ano! Ponto. Há um ano começou uma aventura que continua com as páginas que estão entre as suas mãos. Se me perguntarem se já chegá-

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“quantos operadores turísticos estariam dispostos a programar as restantes 23,5 milhões camas disponíveis?” mos ao nosso destino, direi que não. Longe disso. Mas sei que navegámos “mares nunca antes navegados” e com orgulho posso afirmar que somos muito mais marinheiros que há um ano. Não me esqueço dos diferentes vaticínios de êxito. De todas as formas e feitios. Para nós, a opinião que verdadeiramente conta é a sua, leitor. Neste sexto número trazemos uma entrevista com o Secretário-Geral da Organização Mundial de Turismo – Taleb Rifai. A entrevista, simples mas enriquecedora, com a personalidade máxima do Turismo no mundo, deu-nos um gozo especial. Também em exclusivo mundial para os nossos leitores da Ponto, poderão ler a análise do setor realizado pela EyeforTravel. Detalhista e como sempre, dinâmica. Neste número também quisemos dar uma visão diferente do negócio e pedimos opinião sobre a insularidade à Dra. Conceição Estudante – Secretária Regional da Cultura, Turismo e Transportes da Madeira e sobre inovação ao Diretor Geral da Let’s Bonus em Portugal - Ricardo Mesquita. Finalmente, a nossa revista vem também mais “light”. Mais “silly season”. Veja lá dentro porquê. Espero que gostem. Até daqui a dois meses e… boa leitura! Miguel Quintas Diretor Geral

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PROGRAMA VALORIZA-TE O que é? Programa de apoio à contratação de jovens qualificados

Para quem? Estudantes > Turismo, Marketing, Gestão Empresas > Todo o setor do Turismo

Quando? Inicio a partir do mês de Outubro

Onde? Todo o País

Para quê? Reconhecimento e valorização da carreira Integração de jovens nas empresas Aumento da competitividade para as empresas

ORGANIZAÇÃO

APOIO:

TODAS AS INFORMAÇÕES EM:

www.forumturismo21.org www.facebook.com/forumturismo21

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Ficha Técnica

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Propriedade

Amadeus Soluciones Tecnologicas, S.A. Sucursal em Portugal

Sede Rua de São José, 35 - 4º andar 1150-321 Lisboa Portugal Tel.: 21 321 30 99 - Fax: 21 322 58 75 E-mail: pontoturismo@pt.amadeus.com

Diretor Geral Miguel Quintas

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“Colocar o turismo no topo das agendas políticas dos responsáveis no mundo é um dos objetivos da OMT”

Na entrevista o Secretário-Geral da Organização Mundial do Turismo fala sobre Portugal e a sua estratégia para o turismo. O alto-responsável sublinha também a necessidade de maior cooperação entre o turismo e o transporte aéreo

Diretora da Ponto Turismo Helena Torres Bimestral • Ano - 2013 - Edição 6

Coordenação Editorial

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pontoturismo@pt.amadeus.com Tel.: 21 321 30 99

Produção de Conteúdos e Edição Mediapearl - Comunicação e Serviços, Lda. Tel.: 216 024 713 mediapearl@mediapearl.pt

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Publicidade htorres@pt.amadeus.com Tel.: 21 321 30 99

Ilustração Capa Pedro Taquelim

Fotografia Mediapearl

Produção Mediapearl - Comunicação e Serviços, Lda. Centro Empresarial Tejo Rua de Xabregas, Lote A, Piso 1, Sala 13 1900-440 Lisboa mediapearl@mediapearl.pt

Impressão e Acabamento RBM- Artes Gráficas

Tiragem 1000 exemplares

Registo na ERC

16 Entrevista INATEL

O Presidente da Fundação Inatel Fernando Ribeiro Mendes fala sobre o novo posicionamento da instituição

19 Soluções

Amadeus Mobile Messenger: uma solução em tempo real

21 Notícias

Amadeus, Copenhaga e Munique juntos no desenvolvimento de tecnologia para os aeroportos solução em tempo real

22 Notícias

Consórcio All Ways Travelling para apoiar o “Roteiro do espaço único europeu dos transportes”

03 Editorial 06 Opinião

Madeira: Case-Study no Turismo

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N.º 350109/12 A revista Ponto Turismo é uma publicação da Amadeus Portugal. A empresa não se identifica necessariamene com o conteúdo dos artigos nem com as opiniões dos seus colaboradores. É proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização prévia da empresa editora.

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Reportagem Festas Amadeus deixam trade ao rubro

Caderno Amadeus Tecnologia Turismo digital Apps como apoio ao desenvolvimento turístico

26 Análise

Modelo de social buying Online travel sales: ativar para reter

28 Atualidade

Estudo EyeforTravel Quais as tendências para o canal móvel?

N.º 126281

Depósito Legal

Entrevista Taleb Rifai, Secretário-Geral O.M.T.

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Lifestyle Dark Sky Destination: Estar às escuras no Alqueva é bom!

Viagem de: Cláudia Vieira “A Tailândia superou todas as nossas expetativas”

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6 opinião Madeira Case-Study

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Conceição Estudante Secretária Regional da Cultura, Turismo e Transportes

Transformar dificuldades em mais-valias

para melhor responder às exigências dos clientes

Falar de turismo implica falar de mobilização, interação e integração sociocultural. É falar de uma atividade que assenta em gostos, tendências e preferências de pessoas e, de pessoas que, diariamente, dão o seu melhor, em prol de bem receber os outros.

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ronteiras que se dissipam no espaço e no tempo, novos mundos que se descobrem… formas de pensar, estar e sentir que se partilham, entre si. É nesta dialética que assenta a atividade turística. Uma atividade dinâmica que contribui, direta e indiretamente, para o crescimento socioeconómico das regiões onde se desenvolve e que hoje, mais do que nunca, se assume, entre todas, como a mais capaz de inverter o ciclo de adversidades em que nos encontramos, apoiando a necessária estabilidade e o encontro de soluções inovadoras que sustentem o salto qualitativo de que o nosso país precisa. A Madeira é uma terra de turismo. No contexto nacional assume-se como um destino turístico ímpar e genuíno e é, indubitavelmente, um dos principais destinos portugueses, tanto em termos de imagem e projeção nacional e internacional, quanto em termos de produtividade, com indicadores que, nos primeiros quatro meses de 2013, apresentam crescimentos entre os 5 e os 15%, face a 2012. Sendo o principal motor da economia regional e aquele que mais contribui para a sustentabilidade, requalificação e desenvolvimento de toda a Região e do seu tecido empresarial, o turismo contribui, ainda, para a sua imagem de marca e para a sua maior credibilidade no exterior, enquanto Região Autónoma. Com um percurso de afirmação muito próprio, que se confunde com a evolução histórica da ilha, o turismo da Madeira cresceu, consolidou-se e conquistou, ao

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longo do tempo, o reconhecimento dos seus turistas, num trabalho constante e contínuo de aperfeiçoamento e requalificação. Fizemo-lo, em conjunto, com o país que somos, com o país que integramos e divulgamos, sempre que projetamos a nossa imagem e o nosso nome, no exterior. Neste pequeno espaço que somos, todo ele utilizável e utilizado como recurso turístico – desde o ambiente natural à cultura que se pratica e oferece, das infraestruturas e do património construído aos serviços que se prestam – soubemos transformar dificuldades em mais-valias para melhor responder às exigências dos nossos clientes. A integração, o envolvimento e a participação ativa dos turistas na evolução do nosso destino foram notáveis e foram, inequivocamente, fulcrais para que, hoje, a Madeira tenha chegado ao patamar de excelência que, para além dos nossos visitantes, muitas entidades e instituições internacionais já lhe reconhecem. A nossa autenticidade e a espontaneidade com que bem recebemos quem nos visita, são a nossa imagem de marca. Há toda uma cultura turística, fruto da nossa história de 200 anos de turismo, que nos distingue de outros destinos. Que nos faz escolha entre milhares de outras opções. Que cativa e fideliza. Que faz da Madeira, mais do que um destino de férias, uma segunda casa. Se é verdade que aqueles que nos visitam insistem em afirmar que é a beleza natural e a paisagem que os atrai, em regra, para a primeira visita, são as pessoas

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que os fazem regressar, vezes e vezes sem conta, como testemunham, aliás, os cerca de 45% de turistas que, atualmente, já repetem o nosso destino. Enquanto produto global de grande qualidade, a Madeira possui um extraordinário e único conjunto de micro-produtos turísticos, alguns dos quais ainda com grande potencial e margem de desenvolvimento, que a identificam e distinguem de outros destinos, diretamente concorrenciais. Neste quadro, desenham-se um sem número de atividades de lazer que podem ser aqui praticadas e desfrutadas, ao longo de todo o ano, diretamente ligadas à natureza – tanto no mar como em terra e no ar – ao património e à tradição. A estas, juntam-se muitas outras propostas de animação, às quais as ilhas da Madeira e Porto Santo servem de palco, de forma continuada, ao longo do ano. A nossa oferta, vasta e multifacetada, renova-se e reinventa-se, diariamente, para ir ao encontro das preferências e gostos dos nossos clientes. A nossa identidade e os principais atributos que nos caracterizam no mercado – beleza natural e paisagística, hospitalidade, qualidade de serviços, segurança, património, animação, clima temperado e acessibilidades – têm contribuído para a crescente diferenciação e sucesso do nosso destino e correspondem ao perfil das escolhas turísticas do futuro. Hoje, temos cinco mercados principais (Portugal, Reino Unido, Alemanha, França e Espanha) e mercados emergentes com crescimentos exponenciais, como é o caso da Rússia e do Brasil e serão estes os nossos targets. Através de diferentes e sucessivos estudos, o perfil do cliente foi identificado e sabemos que a Europa e a população sénior, que crescerá nas próximas décadas, são públicos-alvo a manter, aliados ao potencial do público mais jovem e ativo, que procurará, cada vez mais, atividades ao ar livre, na montanha e no mar, que a Madeira já hoje possibilita, em qualquer estação.

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Madeira Case-Study opinião 7

A integração, o envolvimento e a participação ativa dos turistas na evolução do nosso destino foram notáveis e foram, inequivocamente, fulcrais para que, hoje, a Madeira tenha chegado ao patamar de excelência Assente num projeto de desenvolvimento sustentável de atividade turística, a Região procurará retirar, na atual conjuntura, o melhor partido possível da sua imagem no exterior, enquanto destino turístico de excelência, utilizando, para tal, todos os recursos e capacidades existentes. De forma estratégica, as entidades públicas e privadas deverão apostar, inequivocamente, na promoção do turismo interno e externo e na devida valorização e rentabilização dos recursos turísticos, felizmente disponíveis entre nós. Acredito que o setor do turismo pode e deve contribuir, como nenhum outro, para a estabilidade de que a Região e o país precisam. n

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8 entrevista Taleb Rifai - Secretário Geral da OMT

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Taleb Rifai: SECRETÁRIO-GERAL DA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DO TURISMO

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Taleb Rifai - Secretário Geral da OMT entrevista 9

Secretário-Geral da OMT:

“Turismo é essencial para a economia de Portugal” O turismo em Portugal deve continuar a sua estratégia de diversificação de produtos e procurando mais mercados, diz o Secretário-Geral da Organização Mundial do Turismo, que considera que o turismo é “essencial” para a economia portuguesa. Taleb Rifai defende ainda uma maior cooperação entre o turismo e o transporte aéreo. Ponto Turismo - Quais são os desafios que se colocam atualmente à OMT e como é que os enfrenta? Taleb Rifai – O Turismo é atualmente um setor de biliões de dólares, que contribui para as exportações, investimento, crescimento económico, criação de emprego e desenvolvimento de nações em todo o mundo. Em 2012, houve 1,035 milhões de chegadas de turistas internacionais que geraram 1,3 biliões de dólares nos países que visitaram. Com mil milhões de turistas a viajarem todos os anos no mundo, chegam muitas oportunidades mas também muita responsabilidade. O nosso desafio e tarefa principal é, sem dúvida, assegurar que maximizamos os impactos positivos do turismo, ao mesmo tempo que se minimizam os seus potenciais efeitos negativos assegurando que o nosso setor age de acordo com os princípios do desenvolvimento sustentável e contribui, como força do bem, para uma melhor sociedade para todos. No entanto, existem ainda muitas barreiras que obstruem o crescimento do turismo doméstico e internacional; esses são os desafios e prioridades da OMT e incluem tributação injusta, políticas que limitam as ligações nas viagens aéreas e o cenário económico atual que restringem a capacidade de investimento tanto do setor público como do privado. Além disso, os processos complicados de obtenção de visto continuam a entravar as viagens dos turistas, especialmente de economias emergentes, que são um dos mercados emissores do mundo com o crescimento mais rápido. Finalmente, e apesar do grande potencial que o turismo tem para o desenvolvimento sócio-económico e criação de emprego, o setor ainda carece de prioridade entre os principais decisores no mundo. Uma área fundamental no trabalho da OMT é inserir o turismo na agenda global de modo a promover políticas que apoiem o crescimento do setor, assegurando em simultâneo que tal crescimento se faça sob os três pilares da sustentabilidade – económico, social e ambiental. P. Turismo – Como é que o turismo pode ajudar Portugal a sair da sua crise económica?

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T.R. – Nestes tempos de desafio quando muitos líderes europeus procuram soluções para enfrentar a crise, o turismo pode de facto ser visto como uma ajuda para amortecer a recessão económica. O turismo é um dos maiores criadores de emprego do mundo, empregando 1 em cada 11 pessoas no mundo e uma categoria chave no comércio, ao ter fortes ligações com outros setores da economia. Na verdade, o turismo internacional é uma enorme fonte de divisas e investimento, criando emprego a proporcionando oportunidades de negócio. Portugal é um exemplo. O turismo é fundamental para a economia portuguesa em que representa 9% do seu PIB e é responsável por 8% do emprego total. Com um valor de 8,6 mil milhões de euros em 2012, o turismo internacional é uma categoria de exportação essencial no país, representando até 14% do total das exportações. Mais importante ainda é que o turismo internacional para Portugal tem continuado a crescer apesar da atual situação económica na zona Euro. Neste contexto, colocar o turismo no topo das agendas política e económica, irá com certeza contribuir para maximizar a contribuição que o setor do turismo poderá ter na recuperação económica de Portugal.

“colocar o turismo no topo das agendas política e económica, irá com certeza contribuir para maximizar a contribuição que o setor do turismo poderá ter na recuperação económica de Portugal” 8/13/2013 7:43:31 PM


10 entrevista Taleb Rifai - Secretário Geral da OMT

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Cada vez mais os países percebem que o desenvolvimento do turismo apenas pode ser plenamente atingido se for feito dentro dos princípios da sustentabilidade, diz o Secretário geral da OMT

“Portugal pode certamente beneficiar continuando a avançar com a sua atual estratégia de diversificação de produtos, atingindo novos mercados e promovendo o valor dos seus vários bens, tais como a sua rica gastronomia e história” P. Turismo – Pode Portugal fazer mais no turismo. Está no caminho certo? T.R. – O turismo internacional para Portugal tem vindo a crescer gradualmente desde a última década. O mais recente barómetro da OMT mostra que as chegadas a Portugal e as receitas aumentaram 8% nos primeiros cinco meses de 2013, face ao período homólogo do ano anterior; tudo isto num contexto de uma situação económica séria na Europa de onde são originários a maior parte dos visitantes para Portugal. À semelhança de outros destinos maduros, Portugal pode certamente beneficiar continuando a avançar com a sua

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atual estratégia de diversificação de produtos, atingindo novos mercados e promovendo o valor dos seus vários bens, tais como a sua rica gastronomia e história. P. Turismo – A atual crise coloca mais pressão sobre os objetivos de desenvolvimento do milénio das Nações Unidas. Acha que vão ser atingidos até 2015? T.R. – Os Millennium Development Goals (MDGs) das Nações Unidas são o esforço global de combate à pobreza melhor sucedido na história. Governos, organizações internacionais e grupos de sociedade civil em todo o mundo uniram-se pela primeira vez para tomar medidas sobre algumas das questões mais prementes do mundo e houve um progresso significativo em muitas áreas. Os níveis de pobreza extrema foram cortados para metade. Milhões de mais raparigas vão à escola. Há menos 14 mil crianças a morrerem todos os dias. Mortalidade materna caiu em 47%. Em 2011 oito milhões de pessoas recebiam medicamentos que lhes salvam a vida, para o HIV. Em dez anos foram evitados 1,1 milhões de óbitos por malária. Desde 1990, 2,1 mil milhões de pessoas passaram a ter acesso a água para beber limpa. O serviço da dívida diminuiu para os países em desenvolvimento. Naturalmente, é necessário fazer muito mais, e como estamos a contar os 1.000 dias que faltam para a data chave de 2015 para atingir os objetivos MDG, este é o momento para todos nós acelerarmos a ação para atingir esses propósitos. P. Turismo – Os países estão mesmo comprometidos com o desenvolvimento turístico sustentável? T.R. – Sim, cada vez mais os países percebem que o desen-

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volvimento do turismo apenas pode ser plenamente atingido se for feito dentro dos princípios da sustentabilidade: a sustentabilidade económica, social e ambiental. À medida que os paradigmas da produção e do consumo mudam, o turismo não pode ser deixado para trás. De facto, ao desenvolver o turismo de uma forma sustentável, estendendo os seus benefícios a todos e respeitando o ambiente, não só é correto como faz sentido para os negócios. Ao mesmo tempo, o valor do turismo sustentável está a ganhar cada vez mais reconhecimento na comunidade internacional. Na Cimeira Rio+20 do ano passado, o Documento Final, “The Future We Want”, acordado pelos líderes mundiais, Ao mesmo tempo, o valor do turismo sustentável também é cada vez mais reconhecido pela comunidade internacional. Na Rio +20 Cimeira de no ano passado, o Documento Final, The Future We Want, acordado pelos líderes mundiais, destacou que “o turismo pode dar uma contribuição significativa para as três dimensões do desenvolvimento sustentável, tem laços estreitos com outros setores, e pode criar empregos decentes e gerar oportunidades de negócio”. P. Turismo – O Turismo é frequentemente rotulado como a Indústria da Paz. Quais são as principais dificuldades para que isto seja verdade? T.R. – Sem dúvida que os valores da paz e compreensão multicultural estão no coração do turismo. Com mais de mil milhões de turistas a viajarem no mundo, não há forma melhor de quebrar as barreiras de indiferença e intolerância uma vez que estes viajantes recolhem a experiência de outras culturas, outras pessoas e outras crenças. No entanto, mesmo sendo o turismo um direito reconhecido para todos, nem todos têm a flexibilidade para viajar, muitas vezes devido a procedimentos de vistos restritivos. Cruzar fronteiras é uma parte fundamental da experiência de viagem, mas processos complicados, custos e tempo de espera impedem turistas de muitas nações de viajarem. P. Turismo – Porque é que foi escolhido o tema da Água e Turismo para o Dia Mundial do Turismo? T.R. – A Assembleia-Geral da OMT, que se realiza a cada dois anos, decide os temas para o Dia Mundial do Turismo. Como agência especializada para o turismo das Nações Unidas, tentamos alinhar os temas em observância com os anos das Nações Unidas, tal como o deste ano, que está em consonância com a declaração de 2013 da Assembleia-Geral das Nações Unidas do Ano Internacional de Cooperação pela Água das Nações Unidas. A celebração deste ano é uma oportunidade única para chamar a atenção para a água como o recurso e bem humano mais precioso e nas ações que são necessárias para enfrentar o desafio da água. O turismo é, hoje em dia, um dos maiores setores económicos do mundo. O setor do turismo tem que ter um papel de liderança e assegurar que as empresas e destinos investem na gestão adequada da água na cadeia de valor. P. Turismo – Como vai ser celebrado o Dia Mundial do Turismo? T.R. – Tal como todos os anos, haverá um Think Tank, que irá contar com a participação de peritos e decisores políticos no domínio do turismo e da água, que será transmitido ao vivo das Maldivas, o país anfitrião das come-

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“cada vez mais os países percebem que o desenvolvimento do turismo apenas pode ser plenamente atingido se for feito dentro dos princípios da sustentabilidade” morações oficiais deste ano. Países em todo o mundo irão também celebrar o Dia Mundial do Turismo com atividades especiais e eventos centrados no tema da água. P. Turismo – Quais são as expetativas para o turismo de 2013? T.R. – O turismo internacional deverá continuar com um crescimento sólido em 2013, com um resultado ao final do ano de +3% a +4%. De facto, o último barómetro da OMT confirma esta previsão; entre janeiro e abril viajaram mais 12 milhões de turistas do que no mesmo período do ano passado. Por região, Ásia e o Pacífico lideram a previsão de crescimento, projetado para 5% a 6%, seguido de África com um crescimento de 4% a 6%, as Américas (+3% to +4%) e Europa (+2% to +3%). P. Turismo – Com base nas tendências atuais, como é que será o turismo do futuro? T.R. – De acordo com a previsão a longo prazo da OMT, Tourism Towards 2030, as chegadas internacionais globais deverão crescer uma média anual de 3,3% no período entre 2010 e 2030 e irá chegar a 1,8 mil milhões até 2030. Uma das principais tendências no turismo internacional é a da crescente importância dos mercados emergentes e destinos. As chegadas de turistas internacionais nos destinos das economias emergentes da Ásia, América Latina, Europa Central e Oriental, Mediterrâneo Oriental, Médio Oriente e África deverão exceder as das economias avançadas até 2015, e em 2030, 57% das chegadas internacionais será nos destinos das economias emergentes. Por região, o maior crescimento será na Ásia e no Pacífico, onde as chegadas estão previstas atingir 535 milhões em 2030. Enquanto isso, prevê-se que a tecnologia continue a mudar as empresas do turismo bem como a forma como os turistas procuram informação, viajam e partilham experiências de viagens, tornando-se cada vez mais uma parte importante do setor. Outras tendências importantes incluem o facto dos consumidores valorizarem cada vez mais a autenticidade, as experiências locais e o respeito pelos princípios da sustentabilidade. P. Turismo – Qual é o futuro da aviação, tendo em conta que os aeroportos não podem crescer sem limitações? T.R. – Tendo em conta que o transporte aéreo e o turismo têm uma relação simbiótica, deve haver uma maior coo-

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12 entrevista Taleb Rifai - Secretário Geral da OMT

“A procura turística e o crescimento da capacidade devem ser trabalhados em simultâneo e, por isso, é crucial a coordenação entre os intervenientes do turismo, autoridades aeroportuárias e companhias aéreas”

A experiência da OMT torna-nos capazes de proporcionar orientações políticas e assistência técnica aos Estados-Membros no desenvolvimento do seu turismo

peração entre o setor do turismo e aviação, para que ambos avancem da melhor forma e concentrem-se na procura futura e nos rácios de capacidade. A procura turística e o crescimento da capacidade devem ser trabalhados em simultâneo e, por isso, é crucial a coordenação entre os intervenientes do turismo, autoridades aeroportuárias e companhias aéreas. As previsões mais recentes da ICAO [Organização Internacional para a Aviação Civil] mostram que as partidas de avião irão crescer dos presentes 30 milhões, para 60 milhões até 2030, apoiando as próprias projeções do turismo da OMT até 2030 de 1,8 mil milhões de pessoas irão viajar pelo mundo. Por isso, o trabalho em conjunto é de extrema importância para resolver a capacidade do sistema de transporte aéreo e alterações relacionadas, a gestão do fluxo de passageiros nos aeroportos, a capacidade aérea para os países menos desenvolvidos e a redução dos impactos ambientais decorrentes das viagens aéreas internacionais e turismo. Em março passado, a OMT e a ICAO assinaram

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uma Declaração Conjunta especial sobre Aviação e Turismo, que reforça o compromisso a longo-prazo destas agências-irmãs das Nações Unidas para o desenvolvimento sustentável do turismo e da aviação. P. Turismo – O turismo parece sempre recuperar das crises. A OMT tem um departamento que lida com a gestão de crises. Como é que funciona? T.R. – Realmente umas das características mais significativas do turismo é a sua capacidade de recuperação relativamente rápida e com mais força. Apesar das múltiplas alterações e choques que foram desde as preocupações de saúde a desastres naturais e crises provocadas pelo Homem, o turismo, mesmo vulnerável, tem sempre recuperado, provando a sua resistência e capacidade de resposta. O turismo internacional tem crescido gradualmente durante as décadas mais recentes, caindo apenas em três ocasiões: em 2001 depois dos ataques de 11 de setembro, em 2003 com o impacto da SARS e em 2009 no meio da crise económica global. Em todos os casos, o turismo internacional recuperou com força nos anos seguintes com taxas de crescimentos muitas vezes acima da tendência do longo prazo da última década (+4%). O programa da OMT Risk and Crisis Management auxilia os Estados-Membros na avaliação e mitigação de riscos relacionados com o turismo, bem como no desenvolvimento, planeamento e implementação dos sistemas de gestão de crises que irão reduzir o impacto de crises e ajudar na recuperação. Isto é fulcral uma vez que o nível correto de preparação pode reduzir, de forma significativa, o impacto de qualquer crise no turismo. Os projetos e atividades principais incluem implementação de medidas que facilitem as viagens internacionais, apoiar os Membros na identificação e redução dos riscos globais e locais relacionados com o turismo em coordenação com o sistema das Nações Unidas, melhorar a capacidade dos membros para desenvolver, planear e implementar sistemas de gestão de crises, e prestar assistência de emergência aos membros com o objetivo de apoiar os esforços de gestão de crises no turismo a nível nacional. A este respeito, a OMT publicou uma Tool Box para a Comunicação de Crise, que eu aconselho a todos os que trabalham no setor conhecerem. P. Turismo – Que outros projetos da OMT sublinharia? T.R. – Durante mais de três décadas a OMT tem vindo a construir o desenvolvimento do turismo pelo mundo. A experiência da OMT torna-nos capazes de proporcionar orientações políticas e assistência técnica aos EstadosMembros no desenvolvimento do seu turismo. As nossas áreas de atividade incluem a integração do turismo nas agendas globais, melhorar a competitividade, promover a contribuição do turismo para a redução da pobreza, educação e capacitação e desenvolvimento sustentável. A “facilitação” das viagens, taxas e ligações, nomeadamente em termos de transporte aéreo, foram identificados como políticas fundamentais a serem abordadas pela OMT no curto prazo. Enquanto isso, continuamos a desenvolver e implementar projetos na área de sustentabilidade, como a iniciativa Hotel Energy Solutions, que tem como objetivo ajudar os hotéis a avaliarem e a reduzirem suas emissões; auxiliando nossos membros através do nosso Programa de Cooperação Técnica e muitos outros. n

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Festas Amadeus em foco 13

Festas Amadeus

deixam trade ao rubro no verão O Amadeus Terrace é o ponto de encontro do trade que já colocou na sua agenda as festas temáticas de verão do final tarde de quintas-feiras onde a diversão, o convívio e a originalidade são garantidos.

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m 2012 os cocktails contaram com a presença de mil pessoas mas a contagem não pára. Nas primeiras duas festas deste ano estiveram mais de 500 convidados. Balanço feito após a quinta festa e foram já mais de mil os presentes. Este verão o calendário estende-se até ao final de agosto e clientes e não clientes da Amadeus já puderam ver animação da DJ Rita Mendes, figuras públicas como Cláudia Vieira, Pedro Teixeira, Iva Domingues, Ângelo Rodrigues, Ana Rita Clara e José Carlos Pereira, além de divertiremse com temas originais e adereços como chapéus altos, e plumas do burlesco. Estes encontros informais pretendem fomentar o convívio entre os diversos atores da indústria, proporcionando a oportunidade de reverem e de conhecerem pessoas. Até ao final da temporada os profissionais contaram com o Sassaricando – música brasileira ao vivo, com caipirinhas, gin, pastéis de massa tenra e bolinhos de brigadeiro. A encerrar o ciclo o DJ João Pavia vai trazer um sabor popular com o tema Em brasa! A acompanhar haverá sangria, cerveja e enchidos assados na brasa.n

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14 em foco Festas Amadeus

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Fernando Ribeiro Mendes entrevista 15

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Caderno

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O Franchising Social é uma das iniciativas de apoio da INATEL

FERNANDO RIBEIRO MENDES PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO INATEL

19 Soluções

Amadeus Mobile Messenger oferece uma solução em tempo real para um suporte e uma gestão eficiente de incidentes

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Amadeus, Munique e Copenhaga juntos no desenvolvimento e implementação de produtos de Tecnologia de Informação

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16 entrevista Fernando Ribeiro Mendes

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Fernando Ribeiro Mendes PRESIDENTE DA FUNDAÇÃO INATEL

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Novo posicionamento da INATEL

Uma organização de referência da economia social Fundação INATEL posiciona-se como uma organização que promove o turismo social, isto é, um turismo acessível, formativo e gerador de riqueza, com objetivos de inclusão e solidariedade social Ponto Turismo – A INATEL é uma fundação que funciona em diversas vertentes, uma delas o INATEL Turismo. Quer explicar um pouco o universo da INATEL? Fernando Ribeiro Mendes - Fundada em 1935 como Fundação Nacional para Alegria no Trabalho (FNAT), a Fundação INATEL é de iniciativa do Estado, tutelada pelo Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, e afirma-se como uma instituição que promove a ocupação dos tempos livres e o lazer de todos, desenvolvendo e valorizando o turismo social, a criação e fruição cultural, a atividade física e desportiva, bem como a inclusão e a solidariedade social. Na área do turismo, opera através da Marca INATEL TURISMO especializada em turismo social, cultural, natureza, e de saúde e bem-estar, proporcionando viagens quer internacionais quer nacionais. Dispõe de uma rede de 17 hotéis, 3 Parques de Campismo, 1 Casa de Turismo Rural e dois balneários termais - representando uma oferta global de 4200 camas, distribuídas pelo continente e ilhas, localizadas em locais únicos e memoráveis. Estamos presentes em todo o território através de uma rede de 24 agências, que funcionam não só como pontos de venda dos nossos produtos de turismo como também se assumem como serviços de apoio à cultura popular e ao desporto amador, promovendo a assistência técnica e financeira ao movimento associativo, cultural, etnográfico, folclórico, recreativo e desportivo, no continente e nas regiões autónomas. Além disso, gerimos equipamentos de cultura e desporto de grande qualidade como sejam o Teatro da Trindade, em Lisboa, e dois parques desportivos - o Parque de Jogos 1º de Maio, em Lisboa, e o Parque de Ramalde, no Porto, além de vários pavilhões desportivos e piscinas em todo o País. P. Turismo – Como é que a INATEL se posiciona? F.R.M – Posiciona-se como uma organização que promove um turismo acessível, formativo e gerador de riqueza, com objetivos de inclusão e solidariedade social. Neste sentido, especializou-se em segmentos de mercado como os seniores, mas também os jovens e famílias. Atualmente, estamos a reposicionar a marca INATEL, uma vez que a generalidade dos portugueses, em especial os não associados, tem uma visão da marca ainda associada quase só ao segmento sénior e, no que diz respeito ao turismo, a programas de excursão em massa com alojamento em hotéis de fraca qualidade, o que não corresponde, de todo, à verdade.

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É de salientar que fomos pioneiros, nos anos 90, no turismo aventura e desportivo, quando praticamente em Portugal não existiam empresas de animação e que a nossa massa associativa desportiva é bastante jovem e numerosa. Relativamente a programas de turismo, temos uma forte ligação ao meio académico, criando rotas originais e diferenciadoras, visando o desenvolvimento pessoal dos cidadãos, o desenvolvimento económico das regiões, educando e motivando para a valorização do património cultural. Temos igualmente um programa de turismo jovem em colónias e campos de férias, de grande qualidade. A nossa hotelaria é de boa qualidade, oferecendo alojamento em unidades modernas muito bem situadas.

Lançado em Maio deste ano, houve 132 candidaturas ao Franchising Social P. Turismo – Qual é a imagem que a INATEL/INATEL Turismo quer passar para o mercado? F.R.M – Tendo em conta o posicionamento que estamos a desenvolver, a INATEL gostaria de ser vista como uma organização de referência da economia social, atuando na vertente cultural, desportiva e de turismo social, desenvolvendo programas de aproveitamento dos tempos livres inovadores e que criam riqueza para o país. P. Turismo – Quais os planos da INATEL para o futuro, a nível de hotelaria? F.R.M – A FI tem nos últimos anos investido nas suas unidades hoteleiras, com recuperações integrais, como aconteceu no Inatel Cerveira Hotel****, no Inatel Porto Santo Hotel*** e mais recentemente no Inatel Albufeira (Edifício da Praia). Realizamos igualmente intervenções menos profundas, como em Oeiras, onde foram recuperados cerca de metade dos quartos, Luso, Entre-Os-Rios, Foz do Arelho e Castelo de Vide. No que concerne a investimentos futuros priorizamos a intervenção de requalificação da nossa unidade de Man-

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78 anos, e também lhe garante que a sua Experiência Inatel não depende de parcerias com terceiros. Sendo um projeto com poucos meses de vida, consideramos que as vendas das Experiências Inatel estão em linha com os objectivos definidos, sendo mais um produto que colocamos no mercado para dar a conhecer a nossa oferta. Sendo um produto cíclico, a validade das atuais Experiências Inatel termina em Junho de 2014, pelo que em breve lançaremos a 2.ª edição, com renovadas ofertas.

teigas, localizada em plena Serra da Estrela e com estabelecimento termal operado por nós, cujo investimento recairá na recuperação das suas unidades de alojamento, e também na ligação entre o hotel e o balneário termal, permitindo assim um maior aproveitamento das excelentes condições ali existentes para tratamentos de saúde, aos quais vamos acrescentar a vertente de lazer num conceito de SPA Termal. Todos os investimentos realizados, têm por base a estratégia de modernização da nossa oferta hoteleira com o objetivo final de fidelizar a nossa base associativa atual de turismo social, ao mesmo tempo que propomos a novos segmentos diferenciados da procura soluções de lazer com qualidade e a preços acessíveis, seja no turismo cultural e natureza, seja no de saúde e bem-estar, fruídos de forma ativa e retemperadora. P. Turismo – Como é que funciona o produto “Experiências”, tem tido adesão? F.R.M – As Experiências Inatel surgiram no final de 2012 e é similar a outras ofertas existentes no mercado, distinguindo-se das mesmas por oferecer apenas produtos Inatel, ou seja, as ofertas residem sobretudo em viagens, estadas, gastronomia e desporto Inatel, o que transmite ao cliente a segurança de uma marca de confiança com

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P. Turismo – Sei que recentemente apresentaram o projeto “franchising social”. Do que é que se trata? F.R.M – Trata-se de um programa de grande alcance social, desenhado para projetar a oferta de serviços da Fundação aos seus associados e à comunidade em geral. Baseamos este programa na fórmula de franchising e reorientamo-la num sentido eminentemente social. Dirigimos convites a jovens à procura do primeiro emprego e menos jovens em situação de desemprego para criarem o seu próprio negócio como franchisados INATEL nas áreas de restauração e de lojas de viagens. Trabalhamos com parceiros públicos e privados que dão formação inicial e aconselhamento técnico e financeiro aos futuros franchisados para desenvolverem os seus planos de negócio de forma consistente e viabilizando o recurso à microfinança. Lançado em Maio deste ano, houve 132 candidaturas ao Franchising Social, dirigidas para a restauração e as viagens em igual proporção. Após uma primeira seleção de candidatos, segue-se a seleção final dos participantes na fase piloto (2 restaurantes, um em Lisboa e outro no Porto, e 1 loja de viagens, em Espinho). A abertura dos espaços-piloto está prevista entre Setembro e Dezembro de 2013; seguir-se-á a abertura de novos espaços entre Junho e Dezembro de 2014, após a avaliação da fase piloto para as indispensáveis correções e afinações do programa. Pretende-se abrir mais 16 restaurantes “Kantina INATEL”, localizados nas restantes capitais de distrito, e 20 lojas “INATEL Viagens”, que serão abertas em localidades onde existam com relevância clientes da Fundação mas que não possuam agências de viagens de proximidade para comercializar os produtos INATEL. P. Turismo – Em termos de tecnologia, como é que a INATEL se posiciona? F.R.M – A FI tem feito um sério esforço de inovação no desenvolvimento tecnológico que numa organização complexa, com uma gama tão variada de serviços, e com as naturais limitações orçamentais, não é simples. Temos consciência plena que a tecnologia é fundamental para o sucesso de qualquer organização, podendo posicioná-la no pelotão da frente. Nas organizações da economia social não é diferente, pelo que é fundamental essa visão. Muito já tem sido feito mas, ainda há muito para fazer nomeadamente em termos de sistematização e simplificação de processos pela via digital. P. Turismo – Como está a ser a experiência da INATEL com o parceiro tecnológico Amadeus? F.R.M – A Experiência Amadeus é muito recente, pelo que é prematuro fazer balanços. Estamos convictos de que o passo dado é fundamental para o nosso crescimento e autonomia. Para já a equipa Amadeus tem sido incansável no que diz respeito à formação das nossas agências e a todo o apoio na implementação do projeto. n

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Amadeus Mobile Messenger Localizar, ajudar e comunicar com os seus viajantes

O Amadeus Mobile Messenger oferece uma solução única, fácil e em tempo real para um suporte e uma gestão eficiente de incidentes. Providencie uma gestão de incidentes rápida e eficiente, com toda a informação de que necessita para identificar, analisar e assistir os seus viajantes numa única ferramenta.

Uma solução que vai ao encontro das necessidades das agências de viagens e que garante:

O Amadeus Mobile Messenger (AMM) é uma solução Amadeus em parceria com a Charter Solutions, que proporciona uma assistência profissional para lidar com incidências, tais como alterações climáticas, instabilidade política ou desastres naturais e permite comunicar com os viajantes em qualquer momento. Tenha a situação sob controlo e proporcione paz de espírito aos viajantes.

Otimização do fluxo de trabalho: Funcionalidade única de envio de mensagens, ferramentas de filtros e de distribuíção do fluxo de trabalho

Ajuda profissional rápida e eficiente

Atualizações automáticas em tempo real: os dados mais atuais para a gestão de incidentes Satisfação do cliente reforçada

O Amadeus Mobile Messenger inclui uma série de recursos inteligentes que permitem otimizar o fluxo de trabalho para gestão de incidentes, economizar tempo e tornar o processo mais eficiente. Uma consulta por polígono permite selecionar um grupo de viajantes numa área específica para facilitar a assistência.

Permite atuar de uma forma proativa, ajudando a economizar nos custos das assistências Promove o "dever de assistência" aos viajantes ao longo da sua viagem

O envio de mensagens automáticas permite a comunicação com estes viajantes, bem como com os viajantes que estão selecionados para serem incluídos num polígono num período de datas específico.

Mapa da Interface AMM numa consulta por polígono

Os dados dos viajantes são atualizados em tempo real, garantindo aos utilizadores toda informação atualizada. Fundamental para a gestão de incidentes.

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O Amadeus Mobile Messenger proporciona novas oportunidades aos Agentes de Viagens que podem assim oferecer serviços adicionais aos seus clientes.

Funcionalidades do Amadeus Mobile Messenger

Mensagens

O ecrã principal é o único ecrã completo da aplicação. Todas as funcionalidades estão disponíveis a partir daqui. Não existem outros ecrãs ou uma interação complexa. Todas as restantes janelas estão no topo do ecrã principal que se mantem sempre visível. Esta Interface simples permite que novos utilizadores se familiarizem rápidamente e se sintam confiantes com a aplicação.

Mensagens bidirecionais: comunicar de forma rápida e eficiente com os viajantes

A comunicação com os viajantes pode ser feita através de uma aplicação de mensagens, via SMS ou por email.

Localização imediata dos Viajantes Os itinerários são representados na interface do mapa dinâmico, permitindo identificar a localização exata de um viajante. Os viajantes podem ser localizados através da funcionalidade GPS de um smartphone ou por geolocalização de um aeroporto, hotel, etc.

Mensagens baseadas na aplicação são enviadas para uma aplicação de um SmartPhone na forma de notificações. Poderá ser uma boa opção se o nível de urgência não for muito alto e o viajante tiver um SmartPhone com a aplicação instalada. Mensagens baseadas na aplicação também permitem respostas automatizadas nos pedidos de resposta. SMS são a melhor opção para mensagens importantes e/ou urgentes e fornecem melhor acessibilidade para os viajantes (funciona em todos os telefones).

Comunicar sem esforço O Amadeus Mobile Messenger oferece-lhe os meios para comunicar com os viajantes a qualquer momento, através de mensagens predefinidas disponíveis para facilitar a comunicação de informações críticas para os viajantes.

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Amadeus, Munique e Copenhaga juntos no desenvolvimento e implementação de produtos de TI Os aeroportos de Munique e Copenhaga chegaram a acordo com a Amadeus para implementar respetivamente as soluções Amadeus Airport Sequence Manager e Amadeus Airport Fixes Resoure em 2013 e 2014, que vão integrar o novo conjunto de soluções para aeroportos da empresa de soluções tecnológicas. Os acordos permitem à Amadeus trabalhar em conjunto com os dois aeroportos no desenvolvimento e implementação das novas soluções e lançar a base tecnológica do seu novo conjunto de produtos para aeroportos Em colaboração com o aeroporto de Munique, um dos mais movimentados da Europa, com cerca de 400.000 movimentos de aeronaves em 2012, a Amadeus vai lançar a solução Airport Sequence Manager. Esta solução otimiza a sequência de descolagem e proporciona, a todos os participantes nas operações do aeroporto, um maior conhecimento situacional e operacional. Através da nova solução serão assegurados dados precisos, melhor capacidade de previsão e performance atempada, mesmo em condições adversas. A solução desbloqueia a capacidade aeroportuária existente e reduz o desperdício de vagas com uma sequência de partidas otimizada. O impacto das condições adversas no planeamento das partidas é reduzido, em particular com os procedimentos de degelo. A solução Amadeus Sequence Manager é o coração da Airport Collaborative Decision Making (A-CDM), uma iniciativa da indústria que visa melhorar a eficiência operacional de todos os operadores de aeroportos, com foco na recuperação de aeronaves e no processo de sequência de descolagem. Para Michael Zaddach, Senior Vice President IT, do aeroporto de Munique: “Os aeroportos precisam decidir se mantêm-se puros gestores de infraestruturas ou se evoluem o seu modelo de negócio de modo a tornar-se em mais sofisticados prestadores de serviços orientados para o negócio”, acrescentando que “A Amadeus encontra-se

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muito bem posicionada, no coração do ecossistema das viagens, podendo ajudar os aeroportos com a evolução apresentada e estamos contentes de cooperar para estabelecer as bases de uma plataforma tecnológica que permita antecipar o futuro.” No caso do aeroporto de Copenhaga, o principal aeroporto Escandinavo, a Amadeus vai desenvolver a solução Airport Fixed Resource Optimiser que se destina à melhor alocação possível de recursos fixos aos horários de voo e aos atributos baseados nos drivers de negócio dos aeroportos e das companhias aéreas, incluindo os passageiros. No modo de planeamento, a solução aperfeiçoa a utilização de infraestruturas através de uma utilização otimizada de parqueamento e portas de embarque, que levam à redução de custos. No que toca às operações, a solução permite uma experiência aprimorada para passageiros e companhias aéreas, com um processo de recuperação mais rápido, ou uma transferência mais fácil e rápida, diminuindo o risco de atrasos nos voos. Por sua vez Christian Poulsen, Vice President and CIO, Cdo aeroporto de Copenhaga, referiu que “Melhorias na eficiência operacional apenas podem gerar mudança se todos os agentes: operadores de aeroporto, ground handlers e companhias aéreas ‘falarem a mesma linguagem’ , acrescentando que “A abordagem holística ao aeroporto da tecnologia Amadeus melhorou a forma como as companhias aéreas e os ground handlers trabalham em conjunto, e nós esperamos ansiosamente o dia em que os aeroportos possam também fazer parte desta abordagem integrada em relação às operações”. John Jarrell, Head of Airport IT, Amadeus diz que “A tecnologia tem o potencial necessário para transformar a eficiência das operações aeroportuárias, garantindo que a tomada de decisão entre parceiros seja mais colaborativa, mais precisa e baseada numa visão do cliente e dos requisitos operacionais de toda a cadeia de viagens.” n

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CE nomeia consórcio All Ways Travelling para apoiar o “Roteiro do espaço único europeu dos transportes” O consórcio All Ways Travelling irá entregar um trabalho de base para desenvolver um sistema de reservas e de informação de transportes de passageiros pan-europeu.

A All Ways Travelling, um consórcio liderado pela Amadeus e composto pela BeNe Rail, IATA, Thales, Unife e Zeppelin University, foi nomeado pela direção-geral de mobilidade e transporte da Comissão Europeia para desenvolver e validar um modelo para um sistema multimodal de reservas e de informação de transportes de passageiros pan-europeu. A nomeação do consórcio surge no âmbito do Roteiro do espaço único europeu dos transportes (“Roadmap to a Single European Transport Area”) preconizado pela CE, e que tem como objetivo construir um sistema de transporte mais eficiente e sustentável, de forma a aumentar a mobilidade em toda a Europa, fomentar o crescimento e o respetivo grau de empregabilidade no setor dos transportes, e reduzir as emissões de carbono. Ao ter como meta a exigência clara para o fácil acesso a soluções de viagens que combinem diferentes meios de transportes, o roteiro vai estabelecer um quadro para o transporte multimodal na Europa que permite agilizar a compra, emissão de bilhetes e os processos de pagamento. Numa primeira fase do projeto o consórcio All Ways Travelling irá realizar um estudo aprofundado sobre a multimodalidade, a ser conduzido pela Zeppelin University e que deverá ser concluído antes do final deste ano. Logo que os resultados sejam validados pela Comissão

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Europeia (CE), o consórcio vai verificar uma série de provas de conceito (PoC) em termos de modelos de negócio, operações e tecnologias específicas que foram identificadas como essenciais para lançamento no mercado. O objetivo da CE a longo-prazo é facilitar as viagens pela Europa, utilizando vários meios de transporte, tais como o urbano, aéreo e ferroviário, permitindo aos residentes europeus e aos visitantes, desfrutar de uma experiência única de viagem porta a porta. Em comentário o vice-presidente para o pelouro dos transportes da Comissão Europeia Siim Kallas, sublinhou que “Necessitamos de desenvolver o planeamento de viagens europeias. Para fazer o melhor uso de todos os meios de transporte e infraestruturas existentes, é necessário garantir a disponibilidade, acessibilidade e troca de informações relevantes, tais como horários, capacidade e rotas.” Por sua vez, Thomas Drexler, Global Head of Amadeus Rail and Ground Transportation, disse: “Além da amplitude de conhecimento e experiência dentro do próprio consórcio, decidimos criar um conselho consultivo composto por dez representantes dos principais players da indústria, de forma a assegurar que a abordagem da viagem multimodal é realmente benéfica para a indústria do turismo no seu todo”. n

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Apps como apoio ao desenvolvimento turístico O Portal de Turismo e o desenvolvimento de apps concretizam em grande medida a prossecução dos objetivos de estruturação da oferta turística e promoção dos destinos Porto e Norte de Portugal através de uma presença online

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Município do Porto, através do Departamento Municipal de Turismo ambiciona posicionar a cidade do Porto como um destino turístico de excelência, diferenciando-a pela qualidade da sua oferta turística, tornando-a numa referência a nível nacional e internacional. A missão desta unidade orgânica municipal consiste em recolher, organizar e editar informação de toda a oferta turística da cidade, e promover o destino. Neste contexto, um dos mais relevantes projectos assumidos foi a criação de um Portal de Turismo como base de uma plataforma multicanal de relacionamento com o visitante e turista potencial e real do destino, projecto este que impulsionou a criação de uma Base de Dados de Recursos Turísticos Porto e Norte de Portugal (BDRT), que tem por objetivo recolher, organizar e classificar a informação turística disponível sobre o destino promovendo a criação de valor para cada segmento específico de consumidores (famílias, seniores, jovens, investigadores, homens de negócios, organizadores MICE, entre outros), e apresentando um leque variado de categorias de POIs (Pontos de Interesse) (Visitar, Comer & Beber, Alojamento, Lazer, Compras, Informação útil, Serviços públicos, Saúde, Transportes, Educação, II&D(1) e formação, Negócios, Multimédia, Entidades). Os segmentos de visitantes do destino Porto representam diferentes grupos de pessoas ou organizações, para quem o modelo de negócio é especialmente dirigido. Consoante as suas necessidades, comportamentos e/ou outros atributos comuns dos destinatários, há que agrupá-los em diferentes segmentos, de forma a melhor a satisfazer as necessidades específicas. Pretende-se, essencialmente 1

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II&D: Inovação e Investigação & Desenvolvimento

através do marketing de conteúdos, captar: visitantes e turistas; estudantes, trabalhadores temporários e investigadores (até um ano); empresários para realização de eventos e investimento direto na região. O relacionamento com os destinatários dos conteúdos da BDRT constitui um elemento essencial da sua valorização. Por um lado, aproveitando as características emblemáticas (recursos e infraestruturas) da cidade a fim de estabelecer uma relação de empatia com os turistas, um tipo de relacionamento que pode ser estabelecido em visitas anteriores e dar origem a recomendações a outros turistas. Por outro lado, potenciando a partilha mútua de informação com os parceiros, colaboradores ou clientes com o objetivo de acrescentar valor aos produtos ou serviços da cidade e da região. Os visitantes são envolvidos na produção de um bem ou serviço acrescentando valor a esse bem ou serviço, uma vez que podem interagir no terreno, nomeadamente através de comentários em redes sociais, partilha de conteúdos (imagens, vídeo, voz ou texto) ou páginas WEB. Tudo isto para além da relação direta estabelecida com os vários segmentos de turistas do destino Porto, nomeadamente através dos serviços de informação turística (presenciais e não presenciais). A forma como a informação é associada e apresentada conduz, igualmente, à oportunidade de cross-selling, com o potencial de venda de mais do que um produto/serviço ao mesmo turista do destino Porto (e Norte de Portugal) para além dos que este procura. Desta forma pode acrescentar-se valor à oferta, e obterse maior satisfação e fidelização com o destino. O desafio é o aumento da atratividade e o desenvolvimento de uma imagem positiva da cidade do Porto no exterior, potenciando a difusão dos conteúdos em vários canais de distribuição, permitindo-nos promover o

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A utilização dos webservices permite libertar as empresas para se concentraram no seu core business, em vez de estarem ocupadas com o carregamento e atualização de base de dados destino Porto junto dos variados segmentos de potenciais turistas. Sendo os canais de comunicação de distribuição e injeção dos pontos de interesse e conteúdos da BDRT a base da relação entre o destino e os visitantes, permitindolhe conhecer melhor o que o destino tem para lhes oferecer, assumem por isso importante papel na experiência do visitante. Desde logo a World Wide Web, enquanto canal de informação cada vez mais utilizado na escolha e procura de informação sobre os locais a visitar, é a aposta primordial para a promoção do destino junto de todos os segmentos. Em maio de 2011 o Município do Porto lançou o seu novo Portal de Turismo do Município do Porto – www.visitporto.travel – alimentado pela BDRT. Esta plataforma web foi a primeira de muitas que se espera possam vir a usufruir da informação ali recolhida e trabalhada. O Portal de Turismo apresenta já dois canais distintos para públicos diferenciados – o Canal Visitar e o Canal Negócios e II&D, com a previsão de lançamento a curto prazo de dois novos canais – Viver e Mais Porto. A estes canais irá juntar-se a designada “Área pessoal”, que permite o registo do utilizador e, através deste a recomendação e planeamento personalizado de visita. O Portal de Turismo e o desenvolvimento de apps concretizam em grande medida a prossecução dos objetivos de estruturação da oferta turística e promoção dos destinos Porto e Norte de Portugal através de uma presença online, procurando afirmar-se como uma referência de qualidade para os vários agentes envolvidos na transação entre a oferta e a procura turística. Assenta num conceito de marketplace, integrado num sistema de informação e promoção de turismo que combina uma série de ferramentas e tecnologias com vista à implementação de um conjunto integrado de soluções para satisfazer os utilizadores do sistema. Através da implementação de um conjunto de Web API’s (i.e. Interface de Programação de Aplicações), é possível disponibilizar o uso por parceiros externos de webservices como a BDRT (Recursos Turísticos) e conteúdos do Portal de Turismo (Eventos, Circuitos Turísticos e Oportunidades), para extensão de serviços do Portal, valorização e criação de novos produtos e serviços, preferencialmente aplicações para dispositivos móveis e plataformas interativas. A utilização dos webservices permite libertar as empresas para se concentraram no seu core business, em vez

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de estarem ocupadas com o carregamento e atualização de base de dados. A oferta de um serviço de conteúdos mais abrangente - oferta integrada de serviços entre aplicações e Portal de Turismo - constitui mais valor para os clientes e consumidores. Webservices disponíveis para a oferta turística: •Serviço Best Price : disponibiliza o best price de unidades de alojamento, permitindo procurar dados na plataforma por diferentes parâmetros disponíveis e sendo a reserva concretizada na plataforma de oferta hoteleira dos associados da APHORT pelo envio dos dados de seleção da unidade de alojamento do utilizador final. A conclusão do passo de confirmação e registo será totalmente processada na plataforma de oferta hoteleira da APHORT. •Serviço Base de dados de Recursos Turísticos: disponibiliza informação relativa a recursos turísticos (tipicamente POI’s). A Oferta atualiza os seus dados diretamente na Base de Dados de Recursos Turísticos, mediada pelos técnicos do Turismo (1154 atualizações / 2636 Pontos de interesse, em maio de 2013). •Serviços Eventos Agenda: disponibiliza informação relativa a eventos de agenda na cidade do Porto. A Oferta atualiza os seus dados diretamente no serviço nEventos (Base de Dados Metropolitana de Eventos de Agenda). Esta informação sustenta o Portal. •Serviço Circuitos Turísticos: disponibiliza informação relativa aos circuitos turísticos organizados por diversos temas. •Serviço Oportunidades: disponibiliza informação relativa às Oportunidades (ofertas especiais) organizadas por diversos temas. •Serviço Toursplan: um Serviço de Apoio à Decisão (SAD) que integra diversos algoritmos de inteligência artificial para recomendações personalizadas com base nos interesses e motivações do utilizador e para o planeamento de percursos (tendo em conta o tempo a despender, horário de funcionamento, orçamento e meio de deslocação). Presentemente há já várias aplicações que usam os webservices do Turismo do Porto, designadas Porto Official City Guides, havendo outros projetos (Apps e Plataformas Web) em curso (disponíveis em http://visitporto. travel/Visitar/Paginas/Apps/appsmoveis.aspx: •oPORTOnity City (Windows 8) •Farol City Guide – Porto (Android) •Vporto (iOS e Android) •oPORTOnity City (Symbian) •B-AROUND (Multiplataforma) Estas aplicações móveis – Porto Official City Guides – são assim a concretização de alguns objetivos estratégicos a que se propôs o Município do Porto em matéria de turismo: criar redes potenciadoras de parcerias públicoprivadas orientadas para a valorização do património e conteúdos; criar produtos integrados que promovam a cidade e a região; e criar parcerias com o setor privado com o objetivo de desenvolver material de informação/ divulgação/ promoção do destino Porto. n

João Pedro Capelo Project Leader Departamento Municipal de Turismo Câmara Municipal do Porto

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26 análise Vendas online – Lets Bonus Case Study

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Modelo de social buying

Online travel sales: ativar para reter

Desde 2010 que existe no mercado português o modelo então conhecido como compra coletiva. Se bem se recordam, eram necessários um X número mínimo de compradores para ativar determinada oferta.

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ntretanto houve uma evolução para um modelo de social buying mais depurado, onde o push se realiza igualmente através do envio diário de Newsletters, mas sem a necessidade de um número mínimo de compras para ativar a oferta e com ênfase nos conteúdos mais recentes. Vou procurar expor ao longo das próximas linhas a facilidade, dinamismo, flexibilidade e correspondentes benefícios do canal online para a área do Turismo. Dos aspetos mais interessantes da realidade online é o facto de cada dia podermos dar relevo às ofertas que melhor performance têm ou aos parceiros que procuram maior protagonismo para as suas campanhas. Atualmente, as ofertas tendem a permanecer mais

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tempo online, elencadas em forma de diretório, garantindo maior visibilidade para as marcas e maior potencial de venda efetiva. O objetivo deste modelo sempre foi o de gerar maior visibilidade e notoriedade para os parceiros e simultaneamente ativar vendas para o período selecionado. Convém assinalar que as vendas de que falamos podem ser cirurgicamente disponibilizadas de acordo com a taxa de ocupação, capacidade instalada e objetivo do parceiro. Com isto quero dizer que o online discount na indústria do turismo é perfeitamente adaptável aos objetivos dos parceiros/anunciantes que aí promovem os seus serviços. Uma determinada unidade hoteleira ou gru-

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A internet, o e-commerce e o mobile vieram para ficar. Quanto mais rápido aprender a gerir a presença online da sua marca/serviço e pricing, melhores serão os seus resultados no curto prazo po de hotéis pode ter interesse em apenas maximizar ocupação em dado período ou em determinada unidade e não em toda a sua rede. O volume de vendas gerado também é interessante podendo incrementar substancialmente se realizamos uma campanha além fronteiras. Alguns dos destinos mais apetecíveis que estão online este mês são vendidos fora do mercado nacional, por isso vale a pena consultar a plataforma www.letsbonus.com para perceber qual o tratamento de texto e imagem que é dado a cada oferta e destino. Faz sentido sublinhar que é exatamente no modelo LetsBonus que maior impacto pode ter uma campanha online para o Destino X. Utilizemos, numa escolha puramente pessoal, o destino Açores como exemplo, focando-nos na Natureza e Família. Gosto dos Açores onde procuro ir todos os anos, seja para mergulhar ou para caminhar pelos trilhos e paisagens deslumbrantes. Os Açores são uma das últimas regiões por explorar da Europa, talvez pela sua evidente vocação Atlântica. Digo isto no melhor dos sentidos, pois significa que ainda há muito por onde crescer. O modelo de online sales & promotion, permite-nos criar uma Newsletter totalmente dedicada ao destino Açores. Com um benefício fantástico e imediato: pode ser enviada para os mercados fora de Portugal. Podemos colocar ofertas de alojamento, aviação, restauração e atividades (whale watching, mergulho, etc). Em simultâneo, é possível criar uma parceria com a Região de Turismo e divulgar, através de uma skin ou banner na Newsletter a visão mais abrangente dos Açores. Numa única ação promovemos os agentes turísticos da Região, com real ativação de vendas, enquanto a própria região é promovida como destino de natureza, família, etc A título de exemplo concreto recente, nos dois últimos Verões, a LetsBonus trouxe largas centenas de turistas espanhóis para destinos nacionais, com particular incidência nas ilhas da Madeira e no arquipélago dos Açores. Para estes dois destinos turísticos nacionais, vendemos milhares de noites de hotel desde 2011. Como sabem, conseguir que dois destinos insulares nacionais compitam com as Ilhas Baleares ou com o Sul de Espanha, exige uma proposta de valor clara para o visitante es-

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Vendas Online – Lets Bonus Case Study análise 27

trangeiro. Um dos aspetos mais curiosos que temos vindo a notar nos últimos anos é a capacidade que o destino Portugal tem em atrair o público que compra online em Espanha, Itália e UK. Quer no Verão de 2011 como em 2012, também promovemos outros destinos portugueses no mercado espanhol e em Itália. E no ranking de vendas, logo depois da Madeira e dos Açores, vieram ilhas de expressão portuguesa como Cabo Verde, São Tomé e Príncipe ou mesmo um mercado imenso como o Brasil. A força deste tipo de ações promocionais e de vendas, ultrapassa largamente os benefícios diretos gerados para os parceiros pois captamos turistas espanhóis, que vão passar uma média de sete noites numa ilha portuguesa e que durante esse período de tempo, vão ter necessidade de consumo local, que já não passa por nós. O proveito deste tráfego gerado pela capacidade de captação e ativação da LetsBonus tem um efeito direto nos demais agentes económicos. Por isso mesmo, trata-se de uma ferramenta sólida de comunicação e venda online que está ao alcance de todos os players da indústria do turismo em Portugal. Nos últimos 3 anos foi possível incorporar as especificidades do mercado português ao modelo de negócio, procurando ir ao encontro das necessidades dos parceiros locais. É essa flexibilidade e capacidade de adaptação que nos torna ágeis para corresponder às expetativas dos nossos parceiros e clientes. Quer na hotelaria, quer na aviação, quer junto dos operadores turísticos, o trabalho de divulgação do canal online é melhor ativado através da associação de um preço apetecível e do envio de uma e-Newsletter direcionada para um público-alvo que mostra querer estar informado sobre as melhores ofertas de viagens disponíveis no mercado nacional. Deixo dois dos aspetos críticos a considerar para estabelecer parcerias na área de discount social buying/ discount travel deals: 1. Definir o propósito da Ação/Campanha: quais os benefícios que se pretendem extrair? (p.e. maximizar ocupação e preencher a capacidade instalada ou incrementar a promoção/venda/captação em mercados externos?) 2. Avaliar a capacidade Instalada: Dimensão da unidade hoteleira ou disponibilidade de lugares no voo X; definir exatamente o que está disponível para vender e quando; Termino afirmando algo que muitos vêem com alguma relutância, temor ou mesmo desconhecimento: A internet, o e-commerce e o mobile vieram para ficar. Quanto mais rápido aprender a gerir a presença online da sua marca/serviço e pricing, melhores serão os seus resultados no curto prazo. Abrace este canal como parte da sua estratégia de vendas. Vai ver que os benefícios serão imediatos e no médio prazo a sua mensagem chegará a um público (entenda-se: potenciais clientes) muito mais vasto. Não é o que todos procuramos? n Ricardo de Melo Mesquita Country Manager da LetsBonus Portugal | Co-Fundador da Beta i

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28 análise Estudo EyeforTravel

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Quais as tendências para o canal móvel? O canal móvel está em evolução nas Viagens, mas qual será o modelo de negócio e a estratégia Web a longo prazo para este canal?

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recente relatório publicado pela EyeforTravel “Social Media and Mobile in Travel Distribution Report: Online strategies, consumer and industry trends, 2013” destaca muito bem a dificuldade do crescimento e o quão ágil é necessário ser-se para sobreviver. O relatório, feito com base em 30 entrevistas à indústria, cerca de 2.000 inquéritos a executivos e a mais de 20.000 consumidores, destaca as tendências fascinantes dos consumidores que estão a surgir. Eis um resumo de alguns dos destaques.

1. “Mobile” é crucial hoje em dia O canal móvel já não é visto como obrigatório – qualquer marca que queira sobreviver e perdurar nos próximos anos está a agarrar a oportunidade de integrar o canal móvel no seu modelo de negócio para o fazer crescer. São sensatos em fazê-lo uma vez que o comportamento dos consumidores está a mudar e o acesso a informação enquanto se está em movimento faz parte dessa mudança. Por esta razão os sites otimizados para dispositivos móveis são considerados imprescindíveis para o negócio e, na verdade, alguns players na metabusca não agregarão operadores que não tenham esta funcionalidade. A maior mobilidade está a dar mais dinâmica ao last-minute através da tecnologia da geolocalização – um segmento lucrativo e em crescimento. Estatísticas-chave do relatório • 20% das vendas feitas através de dispositivos móveis em 2013 • 37% dos consumidores acederam à internet por causa de viagens através dos seus smartphones • 63% dos fornecedores de viagens viram as reservas através de dispositivos móveis aumentarem entre 2011 e 2013 • 43,8% dos consumidores fariam uma reserva de last-minute num smartphone até uma semana antes de viajar em 2013 “Através da linha temporal das reservas, observada nas reservas em PC, o canal móvel não está simplesmente a mudar essas reservas. O tráfego móvel está em franco crescimento na janela do last-minute” William Becker, chefe do Departamento de Inovação, Last-

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minute.com; fundador alltherooms.com – um dos 30 peritos na indústria entrevistados para o relatório

2. Redes Sociais: faz sentido, mas ainda não chegámos lá Sim, os executivos das viagens estão empenhados nas redes sociais apesar de o investimento previsto para o anotenha caído. A maioria tem uma presença nas redes sociais, no entanto apenas um terço dos intermediários acredita que tem impacto na distribuição versus metade dos fornecedores. Quem é que tem razão? Uma coisa é certa, social media já não é apenas o Facebook. Estatísticas-chave do relatório • 7 horas – tempo que os consumidores passam ligados às redes sociais num dia • 1.000 milhões de utilizadores do Facebook no mundo • 8% das pessoas provavelmente poderão reservar através das redes sociais (logo, não é ainda visto como uma plataforma de reservas, mas pode mudar!) • 36% dos fornecedores veem as redes sociais como uma ferramenta de informação crucial (35% intermediários) • 90% dos intermediários e fornecedores têm presença no Facebook • 29.957 menções nas redes sociais de uma interrupção de serviço a nível nacional da America Airlines “Nós estamos a consolidar as nossas páginas e lugares partindo do pressuposto que a pesquisa social tem futuro…” Gregg Tilston, Global Social Media Leader, Flight Centre

3. O mundo está a inclinar-se para o Oriente As nações BRIC, em particular a China, demonstraram um rápido crescimento nas compras online e nas interações nas redes sociais e, desde 2011, estão a viajar mais do que nunca. As marcas turísticas que queiram envolver-se com a Rússia podem estar confiantes em desenvolver aplicações - o estudo mostra que este é um mercado que gosta de aplicações. E se isto não for suficiente para o convencer, tem surgido uma onda recente de viajantes da Ásia e Extremo Oriente: os consumidores Chineses e Indianos aparecem em força. Estatísticas-chave do relatório: • 597 milhões de utilizadores de social media na China • 3 vezes mais chineses viajaram para o estrangeiro em 2011, face a 2003 • 43% de consumidores chineses fariam uma compra no valor inferior a 200 dólares através do telemóvel • 6 milhões de consumidores Indianos têm acesso ao 3G • 82% de utilizadores na China com idades entre 16-24 anos têm um smartphone

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A última pesquisa EyeforTravel descreve como antigos e novos players se adaptam neste mercado dinâmico, hiper competitivo 4. Alerta Google Não podemos falar como o cenário das viagens está a mudar sem mencionar o Google. E a indústria das viagens está a observar de perto os desenvolvimentos e a começar a compreender o impacto do Google nos seus negócios. Eis o porquê: • 42,7% dos consumidores começam a sua busca por viagens no Google • 24% é a percentagem de crescimento que o Google prevê para as pesquisas online relacionadas com hotéis em 2013 (cairá 5% depois disso) • 68% é quanto o Google prevê que as pesquisas em telemóveis irão crescer ano-a-ano • 180% é o crescimento ano-a-ano que o Google prevê para as pesquisas com o tablets

• 37,3% utilizam um dispositivo móvel (smartphone ou laptop)

• A confiança nas transações através do telemóvel é baixa, cerca de 10%, mas a ganhar popularidade a pouco e pouco O mais recente estudo sobre consumidores da EyeforTravel revelou que 37,3% dos consumidores do mundo acedeu à internet através dos seus smartphones. Os desktops, porém, continuam a ser o meio dominante de início de pesquisa de viagens. Uma média de 10,4% dos inquiridos começaram a sua pesquisa num smartphone, enquanto uma média de 16,1% utilizou um tablet. Isto é 30,6% e 24,9% menos do que aqueles que utilizam o PC; uma média de 41% dos viajantes prefere pesquisar através deste canal. Curiosamente, há mais consumidores a preferirem falar com um agente de viagens offline (apesar destes poderem ter também uma presença na Web) do que a utilizarem o smartphone. Isto não acontece por não terem acesso à tecnologia – os inquiridos são membros da WAYN: uma rede social global de viagens e lifestyle. 80

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Então os dispositivos móveis estão na mira do Google, mas como é que tudo isso irá afetar as pesquisas dos consumidores? E qual o impacto que terão as buscas baseadas na localização em dispositivos móveis na melhoria da capacidade do Google em disponibilizar as características das viagens diretamente ao consumidor? Mas para compreender qualquer tendência, tem de conhecer o consumidor – Quais as tendências que o estudo revelou? “Com a penetração dos dispositivos móveis a ultrapassar os 100% na maioria dos mercados desenvolvidos e as nações em desenvolvimento a seguirem rapidamente o exemplo (We are Social, 2012), todos os consumidores de viagens têm o potencial para ser um consumidor de viagens móvel. Os consumidores estão a usar um canal móvel para aceder a viagens em todos os pontos do processo de compra. Está a aumentar em pesquisa e reserva. A porção de viajantes que utilizam os dispositivos móveis para reservar está a crescer anualmente, mas no geral permanece um quarto do total. Este número salta quase para metade no segmento lastminute, demonstrando claramente que as reservas através dos dispositivos móveis é um fator importante quando se consideram as opções de viagens uma semana ou menos antes da data de viagem.

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Source: EyforTravel consumer research in association with WAYN, May 2013, 15,187 respondents

O estudo mostra que, apesar de um terço dos consumidores que utilizam os aparelhos móveis para acederem à internet e uma porção menor, mas significativa, estarem na disposição de utilizar estas plataformas, a disponibilidade para reservar em canais movies afunda para 10,8% em tablets e 7,5% em smartphone. Os que estão dispostos a reservar viagens através de PC mantém-se estável numa media de 41,1%. Esta experiência é repercutida por Nigel Pocklington, CMO, Hotels.com: “Temos 15 milhões de downloads da aplicação e um site otimizado para telemóvel que encoraja os clientes a fazerem o download da aplicação. Mas não estamos a ver muito pagamentos no canal móvel. Na internet, será interessante ver o progresso de pagamentos alternativos, quais é que estão a aumentar, particularmente na Alemanha, mas acho que é muito cedo para pagamentos em canal móvel” n

“Através da linha temporal das reservas… observada no nas reservas em PC, o canal móvel não está simplesmente a mudar essas reservas. O tráfego móvel está em franco crescimento na janela do last-minute”, explica Beckler, da Lastminute.

Tim Gunstone, Managing Diretor, EyeforTravel

Segundo o estudo de consumidor para 2013 da EyeforTravel • 41% dos viajantes preferem fazer pesquisa em PC

A EyeforTravel é uma empresa que segue as tendências online do Turismo, cujo estudo mais recente sobre o canal “mobile” pode encontrar em http://events.eyefortravel.com/social-media-mobile-travel-report/ .

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30 atualidade Big Data

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Segundo o estudo “At the Big Data Crossroads: turning towards a smarter travel experience” do professor Thomas H. Davenport da Harvard Business School, os Big Data vão moldar o futuro das viagens, com potenciais benefícios tanto para as empresas de viagens como para os viajantes pelo que estas devem tomar uma decisão sobre o assunto.

Estudo global diz

Indústria das viagens deve tomar uma decisão sobre Big Data

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ligação de grandes volumes de dados novos e destruturados proporciona melhores processos de decisão, mais inovações de produto e relações com os clientes mais fortes, diz o estudo, sendo por isso, tempo de agir. Os Big Data, definidos como um volume maciço de dados estruturados e destruturados que pela quantidade se tornam difíceis de processar utilizando tecnologia de tratamento estatístico e software de base de dados tradicionais, têm o potencial de transformar a forma como as empresas de viagens oferecem os serviços aos viajantes, indica o estudo encomendado pela Amadeus “At the Big Data Crossroads: turning towards a smarter travel experience”. No entanto, alerta para o facto da indústria estar numa “encruzilhada de grandes dados” e que as empresas devem fazer destes uma prioridade urgente para realmente maximizarem os seus benefícios e assegurar uma experiência de viagem mais inteligente e rápida. O estudo revela o surgimento de novas tecnologias e estratégias para gerir os grandes dados, e define como estes podem ser ligados de modo a focar as viagens nas preferências e necessidades dos clientes e não nos procedimentos da indústria.

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Os inputs fornecidos por CIOs (Chief Information Officers) e por peritos em Big Data de empresas em todo o mundo incluindo Air France-KLM, Cathay Pacific, Eurostar, Facebook, Frontier Airlines, KAYAK, Marriott Hotels e o Aeroporto de Munique, levaram conclusões como, entre outras, a necessidade de agir. Segundo o estudo é altura das empresas de turismo começarem a amadurecer o seu benchmarking para a indústria, ao mesmo tempo que concentram as competências necessárias na ciência grandes dos dados e formulam uma estratégia geral sobre Big Data para as suas organizações. O trabalho do professor Davemport conclui que os Big Data oferecem grandes oportunidades às empresas de turismo de melhorarem tanto o seu negócio como a experiência de viagem. Os benefícios do Big Data incluem a melhoria do processo de decisão, melhor produto e inovação de serviço e relações mais fortes com os clientes, trazendo também novas abordagens à gestão de clientes, gestão de receita e operações internas. Outra conclusão é que já há algumas pequenas inovações possibilitadas pelo uso de grandes dados. O estudo inclui exemplos de como empresas líderes no turismo estão a usar os Big Data. Desde o modelo de previsão de tarifas

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aéreas da Kayak que dá aos clientes a oscilação provável de preço que pode ocorrer no período de uma semana, até à Air France-KLM, que utiliza o Hadoop como base de um amplo sistema de gestão de receita. As tecnologias emergentes serão a chave para a evolução dos grandes dados conclui ainda o estudo. O aparecimento de novo software open-source para dividir as tarefas de processamento de dados pelos diversos servidores, junto com os novos tipos de bases de dados e linguagens de programação emergentes como Python, Pig e Hive, combinam-se de modo a mostrar o potencial de ligação dos grandes dados. O estudo chega também à conclusão que para aceder à oportunidade dos Big Data, a indústria do turismo deve superar desafios significativos como a fragmentação de dados em múltiplos sistemas, a coexistência das arquiteturas de gestão tradicionais e dos Big Data; encontrar e recrutar especialistas em Big Data, ter de gerir dados de forma responsável e no interesse de todos. O autor do estudo Thomas H. Davenport diz que a indústria das viagens está num cruzamento de Big Data com as novas tecnologias e técnicos que oferecem o potencial para transformar os cada vez maiores volumes de dados em lucros mais altos e operações mais eficientes. Algumas das empresas líderes são pioneiras no uso dos Big Data e já estão a sentir o grande impacto. Na sua opinião as companhias aéreas, aeroportos, hotéis, caminhos de ferro e agentes devem perguntar-se se têm uma estratégia de Big Data e se esta lhes irá permitir estar na dianteira desta oportunidade. Em resumo os Big Data já têm um impacto substancial em processos-chave na indústria das viagens, mas a sua influência está no início. Alguns setores e empresas estão a testar e a utilizar os Big Data numa base de produção, mas muitas outras ainda têm de experimentar. De todas as empresas entrevistadas nenhuma contradisse a hipótese de que os Big Data têm o potencial de remodelar a indústria. A chave é passar do potencial para a realidade, pelo menos à escala pequena, e para tal a indústria das viagens precisa de seguir cinco recomendações: 1. Pesquisar Big Data – no mínimo, qualquer organização no setor do turismo deve começar a investigar e a seguir o trajeto dos Big Data. Será que a concorrência está a utilizá-los? Será que os clientes estão a começar a utilizálos? Qual é a trajetória da adoção dos grandes dados no seu segmento de negócio? E, principalmente, será que se pode dar ao luxo de ser um seguidor em vez de ser um líder nesta área? 2. Montar uma estratégia de Big Data. As empresas devem observar o que está a acontecer na indústria com os Big

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Big Data atualidade 31

“os Big Data já têm um impacto substancial em processos-chave na indústria das viagens, mas a sua influência está no início” Data e ver de que modo podem participar nas tendências. Onde é que é necessário melhores dados e melhores decisões no negócio? Onde é que existem dados atualmente que podem ser utilizados de forma útil, tanto internamente como para os clientes, mas que estão a ser ignorados? 3. Não se deve apenas explorar a tecnologia dos Big Data. Tal como outras tecnologias revolucionárias, não basta implementar para ver o seu potencial. Para usufruir de forma efetiva do uso dos Big Data, as empresas precisam de alterar os processos operacionais e de negócio, o estilo de decisões e culturas corporativas e as competências dos empregados. 4. As empresas precisam de começar a reunir especialistas em Big Data que são escassos e por isso é preciso começar já. A procura pode ser feita interna ou externamente em firmas de consultoria, desde que seja adeptos da gestão analítica de dados, de solucionar e comunicar problemas no negócio. 5. Trabalhar com parcerias. As necessidades de viagens dos clientes são intermodais, internacionais e interativas. As empresas devem procurar parcerias com outras empresas para fornecer a experiência de grandes dados que os clientes querem. n

Para ler o relatório aceda a: http://www.bigdata.amadeus.com/assets/pdf/Amadeus_Big_Data.pdf

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32 lifestyle Dark Sky Alqueva

A ver estrelas no Alentejo:

Dark Sky Destination: Estar às escuras no Alqueva é bom!

FOTOS: RESERVA DARK SKY ALQUEVA / MIGUEL CLARO

Parece um contrassenso, mas, quanto mais escuro, mais se vê… falamos do céu, ou melhor, das estrelas e planetas que enchem os céus para lá da nossa visão, e na cidade não se consegue ter a perceção do quanto se pode ver a olho nu, sem recorrer a telescópios.

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Reserva Dark Sky Alqueva, que abrange seis concelhos, foi classificada como a primeira Starlight Tourism Destination do mundo, pela Fundação Starlight e reconhecida pela Unesco e OMT, precisamente pela qualidade do céu. Ali podemos ver o que nem imaginávamos que se pudesse observar a olho nu… Saturno por exemplo, é perfeitamente visível, e basta um pequeno telescópio para conseguir ver até os seus anéis, perfeitamente moldados e alguns dos satélites ou luas da sua órbita. Ver as estrelas é algo que faz parte do imaginário de todos sem exceção. Quem é que não olha para cima quando está numa zona de céu aberto? Quem é que não se maravilha com fenómenos como os eclipses, as chuvas de estrelas, as superluas… a prová-lo estão os milhares de posts com fotos e comentários que no dia seguinte ou, minutos depois, invadem os murais das redes sociais. O certo é que para ficar maravilhado a olhar para o céu basta agarrar no carro e viajar até ao Alentejo… para ficar melhor servido de céu, o ideal será mesmo ficar pela Reserva Dark Sky Alqueva que inclui os concelhos do Alandroal, Barrancos, Moura, Mourão, Portel e Reguengos de Monsaraz que juntos formam um só destino de eleição para os astro-turistas ou todos aqueles que simplesmente querem gozar um tempo tranquilo e observar e a descobrir as constelações.

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O exercício é simples, apenas exige paciência para ficar acordado até mais tarde se quiser observar determinados corpos celestes que vão aparecendo com o avançar da noite. Por exemplo o planeta Vénus, também popularmente conhecido por Estrela da Tarde ou da Manhã, só pode ser observada quando o Astro-Rei se põe ou quando nasce.

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Além de inovador, o produto tem impactos positivos para a região, nomeadamente no âmbito da redução da fatura energética e o posicionamento privilegiado face a novos mercados, já que reduzir a sazonalidade da procura é um dos objetivos. Uma vez que a ideia subjacente à reserva foi criar um destino onde o motivo de atração é usufruir de um céu estrelado livre de poluição luminosa que permita oferecer ao turista atividades noturnas, já está criada a “Rota Dark Sky Alqueva”, onde o turista pode realizar passeios pedestres ou a cavalo, observação de estrelas, birdwatching, wildnightwatching, entre outras atividades, e ficar alojada em unidades de alojamento associadas que já estão aptas a receberem os astro-turistas, podendo fazer visitas guiadas ao céu. Além do alojamento, também fazem parte da rota restaurantes e empresas de animação turística. Recentemente decorreu a segunda Dark Sky Party, uma iniciativa de divulgação do produto, que contou com muitas atividades diurnas e noturnas que os participantes puderam fazer gratuitamente. n

SABIA QUE?

Ursa Menor

Ursa Maior Cassiopeia

Polar

O Programa Dark Sky Alqueva é desenvolvido pela Genuineland | Rede de Turismo de Aldeia do Alentejo em parceria com a Turismo Terras do Grande Lago Alqueva, EDIA, SA, Associação Portuguesa de Astrónomos Amadores e com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Alentejo. Surgiu em 2009 e pretende dar à região do Alqueva uma nova vida ao cair da noite.

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• Quando se fala em estrela polar fala-se de Polaris (estrela Alfa da Ursa Menor), também chamada de estrela do norte. É visível apenas no hemisfério norte. • As estrelas possuem cores variadas, consoante a temperatura. Geralmente estrelas maiores tem cor azulada e as mais frias tem coloração avermelhada. • Um carro a 160km/h demoraria 221 mil milhões de anos a chegar ao centro da nossa galáxia, a Via Láctea • Sirius é na verdade uma estrela dupla, e também a mais brilhante que pode ser observada no céu (em magnitude aparente - escala de comparação do brilho das estrelas), não levando em conta o nosso Sol. Pertence à constelação do Canis Majoris que pode ser observada em ambos os hemisférios. • O planeta Saturno é o menos denso do Sistema Solar. A sua densidade é menor do que a água. Se houvesse um oceano suficientemente grande, Saturno flutuaria.

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34 viagem de: Cláudia Vieira

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“A Tailândia superou todas as nossas expetativas” Ponto Turismo - Qual é a vossa viagem até agora? Cláudia Vieira - Se tiver que nomear a minha viagem, e tenho a certeza que posso falar pelo Pedro, teria de escolher Tailândia. Foi há quatro anos e amámos. Conseguimos nessa altura estar os dois de férias ao mesmo tempo. Foram duas semanas de férias maravilhosas, onde passámos pelas ilhas Phi-Phi que gostámos muito e Banguecoque. Fomos também para Phuket que achámos muito turístico. Gostámos muito porque foi muito completo. Procurávamos um destino diferente, mas que tivesse muita praia, que era o tipo de férias que queríamos fazer. Claro que queríamos descansar, mas queríamos estar numa cultura diferente, e ter um bocadinho de contato com isso. Acabámos por visitar alguns templos e palácios como o do Buda Deitado, fizemos o passeio do mercado flutuante, tirámos fotos geniais que é uma das coisas que o Pedro mais gosta de fazer. Outra coisa que fizemos foi andar nos tuctuc, num trânsito que é caótico. Relaxámos, descansámos, fizemos festas na praia. Foi um pouco de tudo.

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P. Turismo - Que episódios podem contar dessa viagem? C.V. - Ficámos “íntimos” de um taxista que foi surpreendente. Confiámos nele inteiramente. Visitámos aqueles mercados em Banguecoque e fizemos aquelas compras típicas de marca entre as quais um relógio que não estava bom, e o taxista foi-nos levar ao aeroporto, porque estava na hora de nos levar lá, mas antes foi tentar trocar o relógio e foi ao aeroporto para nos entregar. Uma coisa incrível e de confiança que foi surpreendente. Os tailandeses são pessoas de fácil sorriso e identifiquei-me com eles nesse sentido.

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P. Turismo - E para este ano já escolheram o vosso destino de férias? C.V. - Este ano não vamos ter férias. O Pedro vai terminar as gravações em agosto, eu vou estar a gravar até fevereiro próximo. Vamos fazer férias de fim-de-semana prolongado, quando não gravar numa segunda e numa sexta-feira, arrancamos para descansar um bocadinho e no máximo iremos a Barcelona ou a Londres, a Amesterdão. Mas não vamos ter um destino de férias de 15 ou 20 dias. P. Turismo - A Tailândia é um destino a repetir? C.V. - Eu quero muito conhecer o norte da Tailândia. Toda a gente me disse que se gostei do que vi irei adorar o norte. Já me disseram que é totalmente distinto e é exatamente por isso.

A Tailândia foi o destino de eleição da atriz Cláudia Vieira e do seu companheiro, e também ator Pedro Teixeira, pelo momento que ambos viviam e por ter excedido as expetativas. Foi uma viagem “completa” afirmaram e um destino a repetir.

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P. Turismo - Qual é a viagem de sonho? C.V. - Não é bem uma viagem de sonho, é um país que gosto muito. O Brasil. É um país que me fascina. Sou sempre muito feliz no Brasil. Desligo completamente, sou contagiada pelas características do povo. Adorei, estive em Búzios, Rio de Janeiro que adoro, quase que o poderia por como viagem de sonho, mas na realidade, não sou dada a grandes cidades. Estive em Nova Iorque, que adorei, passei uma passagem de ano em Times Square, mas não sou dada a grandes cidades. Gostava muito de visitar a Escócia, a Austrália. Há alguns destinos que quero conhecer. O que é que a marcou na Tailândia? C.V. - Foi marcante porque estávamos muito a precisar de férias, precisávamos muito de estar os dois sozinhos, e conseguimos isso mesmo. Se fosse noutro destino se calhar conseguíamos o mesmo. Agora não há dúvida que a Tailândia superou as nossas expetativas. n

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