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Centros comerciais em revista

n.º 68 • Maio de 2009 Distribuição gratuita

Shopping APCC - 25.º Aniversário

Dolce Vita Tejo: nova geração Chamartín

António Sampaio de Mattos

«Os promotores não investem às cegas»

Conferência ICSC em Barcelona • Visita de estudo a centros comerciais de Lisboa • Spacio Shopping alvo de remodelação estrutural


editorial Propriedade

Associação Portuguesa de Centros Comerciais NOVA MORADA: Av. Eng.º Duarte Pacheco Amoreiras Torre 2 - Piso 9 - Sala 2 1070-102 Lisboa Portugal Tel.: 21 319 31 88 - Fax: 21 354 34 01 E-mail: geral@apcc.pt António Sampaio de Mattos Presidente

Direcção António Sampaio de Mattos Direcção Executiva Pedro Teixeira

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25 Anos Vinte cinco anos após a primeira Assembleia-geral da Associação Portuguesa de Centros Comercias, justifica-se um balanço à actividade da nossa Associação.

Centros Comerciais em Revista

Produção e Edição

Página Inteira, Lda Av. dos Maristas, 82 A 2775-241 Parede 211 545 910 Redacção Luís Aragão Fotografia Carla Oliveira Publicidade

Página Inteira, Lda Av. dos Maristas, 82 A 2775-241 Parede 211 545 910 Responsável de conta Fernando Rodrigues 913 733 220 José Lemos de Matos 914 581 359 Pré-Impressão, Impressão e Acabamento Gigaresma, Lda Av. Fontes Pereira de Melo 35, Ed. A1 8ºDtº 1050-118 Lisboa Tiragem: 15 000 exemplares Distribuição Gratuita Depósito Legal n.º 54-808/92 Registo no ICS n.º 117131

Nessa época, os operadores do mercado entenderam que apenas uma estrutura Associativa dedicada em exclusivo aos Centros Comerciais, poderia defender e representar o sector em todas as instâncias públicas nacionais, e nos diversos fóruns internacionais, que começavam na Europa a dar os primeiros passos. A criação da APCC, representou também a separação dos Centros Comerciais face à indústria da distribuição moderna, cujas origens comuns radicam na antiga Associação Nacional de Supermercados. Esta autonomia, não foi mais do que a tomada de consciência de que as características da grande distribuição, são distintas das características do retalho imobiliário, ou seja, o negócio de comércio em grande escala, é diferente do negócio de investimento, promoção e gestão imobiliária. Não esqueçamos, no entanto, que a proximidade à distribuição é, porém, sempre inerente aos Centros Comerciais, com a colocação de grandes unidades, âncoras dos centros, como coproprietários dos empreendimentos, ou como utilizadores. Enquanto Associação, temos conquistado o nosso espaço institucional, junto dos sucessivos governos, como interlocutores em todas as matérias que afectam a nossa actividade. Conquistámos igualmente a opinião pública, que agora entende melhor a importância do sector. Da parte dos promotores, assistimos à formação de profissionais altamente qualificados, que nos permite exportar know-how português, com enorme sucesso. Para além de serem prestados, nos Centros Comerciais, verdadeiros serviços públicos em matéria social, cultural e de lazer. Mas, acima de tudo, criamos emprego e valor acrescentado a nível local e nacional, como nenhuma outra indústria tem capacidade para o fazer actualmente. Por todos estes motivos, orgulhamo-nos desta herança que transmitiremos às gerações futuras, mas que as responsabiliza a fazer mais e melhor.

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Bimestral • N.º 68 • Maio 2009

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sumário

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Centros Comerciais em Revista

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Inauguração

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Entrevista

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Destaque

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Destaque

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Remodelação

O Dolce Vita Tejo abriu ao público no passado dia 7 de Maio, dois anos depois do início da sua construção. Detido pela Chamartín (60%) e pelo ING Real Estate Development (40%), este projecto representa um investimento de 300 milhões de euros, traduzindo o maior investimento privado realizado em Portugal durante o ano de 2009, e criando cinco mil postos de trabalho directos. É também o que a Chamartín apelidou de o primeiro passo para uma nova filosofia da marca Dolce Vita.

A APCC celebra um quarto de século em 2009. A Shopping falou com António Sampaio de Mattos, Presidente de uma estrutura sectorial que tem sido particularmente dinâmica num sector de actividade em linha com as melhores práticas europeias e mundiais.

Conferência ICSC em Barcelona. Apesar de um decréscimo do número de participantes face à conferência do ano transacto em Amesterdão, o International Council of Shopping Centres surpreendeu os presentes pela qualidade dos oradores.

Em antecipação à conferência de Barcelona, o ICSC organizou uma viagem de estudo a diversos shoppings na Península Ibérica, nomeadamente nas cidades de Lisboa, Madrid e Saragoça. Vinte e três Delegados em representação de onze países tiveram, assim, oportunidade de conhecer alguns dos mais carismáticos centros comerciais da Capital.

A remodelação do Spacio Shopping está concluída. Tratou-se de um ambicioso projecto de renovação nas mais diversas variantes do centro comercial, o qual culminou num centro muito mais agradável e confortável para o visitante, assim como num mix de lojas equilibrado e apelativo, no qual houve a preocupação de criar espaço para mais âncoras, tudo isto sem fechar portas.

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Especialistas em Centros Comerciais Criamos uma experiência de comércio e lazer única. Na qualidade de especialistas, proporcionamos uma abordagem integrada de negócio que inclui a propriedade, o desenvolvimento e a gestão de centros comerciais. Criamos continuamente conceitos, produtos e serviços inovadores e relevantes para todos os nossos stakeholders. A nossa experiência dá-nos a capacidade de antecipar, criar e entregar valor, proporcionando uma experiência de comércio e lazer única. www.sonaesierra.com

passionate about innovation


notícias Rastreio à saúde oral O Oeiras parque e a Farmácia Veritas em parceria com Elgydium, representante de produtos de higiene oral e líder no mercado de farmácia, promoveram um rastreio gratuito à saúde oral das crianças dos 6 aos 12 anos, de 6 a 8 de Maio. Ao longo de três dias, todas as crianças

visitantes do Oeiras Parque podiam ser observadas por uma equipa de higienistas orais, e ficar a conhecer o estado da sua saúde oral. Durante a observação, eram explicadas às crianças várias regras importantes para manter uma boca saudável, como técnicas correctas de escovagem dos dentes e gengivas e a utilização adequada de produtos e acessórios dentários. As crianças também foram alertadas para a influência da alimentação na saúde oral e para as consequências da falta de cuidados com higiene oral, designadamente, inflamações nas gengivas e cáries dentárias. No final, cada criança recebeu um diagnóstico da sua situação e brindes de participação compostos por amostras de produtos de higiene oral Elgydium. Com este rastreio, o Oeiras Parque e Elgydium pretenderam sensibilizar a população para a importância de bons hábitos de higiene oral, através de uma acção dirigida a um segmento etário em plena formação, como são as crianças em idade escolar.

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Odivelas – 10 anos em revista

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O Odivelas Parque associa-se às celebrações dos 10 anos do concelho de Odivelas com uma exposição, sobre o seu desenvolvimento desde a sua criação. Ainda se lembra? A partir desta pergunta, a exposição convida os seus visitantes a uma viagem no tempo. Ao longo de 7 ilhas, podemos avaliar não só a evolução do concelho nestes 10 anos, mas onde pretendemos chegar nos próximos 10. A exposição reúne informações sobre diversas áreas como a educação, cultura, acções sociais, desporto, planeamento estratégico, entre outras, permitindo avaliar as melhorias introduzidas até o momento e as que se encontram previstas para um futuro muito próximo. Através da apresentação dos projectos concluídos, ou em fase de conclusão, bem

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como os que estão a iniciar agora, a exposição procura estimular um maior envolvimento da população com a realidade local.

Mostra de Oportunidades no Dolce Vita Ovar Decorreu de 23 a 25 de Abril, na Arena Dolce Vita e no Cinema Paraíso do Dolce Vita Ovar, a “II Edição da Mostra de Oportunidades”. Esta iniciativa teve como objectivo dar a conhecer oportunidades de formação, emprego e de estágio, aprender como fazer um curriculum, como responder a um anúncio, técnicas de procura de emprego, ou simplesmente, participar em debates sobre empreendedorismo. O evento resultou de uma parceria entre o Centro Comercial Dolce Vita Ovar e a Câmara Municipal de Ovar. Inserido na Rede Social e no projecto “Novos Trilhos”, teve por finalidade apresentar as oportunidades existentes no mercado, contrariando a actual conjuntura económica menos favorável. Esta acção conta com a participação de 20 entidades que irão ser repartidas pelas quatro áreas da Arena Dolce Vita. Escolas, Entidades empregadoras, Forças de segurança e Emprego e formação

Dolce Vita Tejo recebe 20.ª unidade Jumbo O Centro Comercial Dolce Vita Tejo, inaugurado a 7 de Maio (ver peça à parte) caracteriza-se por ter uma oferta inovadora pelas estreias no retalho, mas também pela


dimensão do hipermercado Jumbo, o maior do grupo. A vigésima unidade da marca, em Portugal, conta com 23.000 metros quadrados, e ond a insígnia resolveu inovar através do conceito “self discount”. Trata-se da possibilidade de comprar produtos avulsos a um preço mais baixo, permitindo ao cliente escolher e ajustar a quantidade comprada às necessidades reais. Evitam-se desperdícios e promove-se a poupança. O projecto-piloto do “self discount” foi lançado, com sucesso, no Jumbo de Setúbal. Os clientes têm demonstrado uma excelente adesão ao formato e tipo de produtos comercializados, bem como aos preços praticados. Em Portugal, o objectivo é introduzir, numa fase inicial, o “self discount” em 11 hipermercados.

Freeport lança revista de moda e estilo O Freeport lançou, a Free, uma publicação de moda e estilo, de distribuição gratuita, que procura dar a conhecer o conjunto das ofertas de grandes marcas do maior Outlet da Europa. A revista Free, que será semestral e com uma tiragem de 60 mil exemplares, terá uma distribuição selectiva em locais chave da cidade de Lisboa. Paralelamente, estará também encartada nas edições desta semana das revistas Máxima, Visão e Caras. A nova publicação, que conta com um total de 64 páginas, tem como objectivo divulgar a oferta existente no Freeport de uma forma organizada e em função da procura: estilo e preferências. “Posicionar o Freeport como uma alternativa credível, promovendo o seu ponto distintivo - outlet, contribuindo para reforçar a compra inteligente com uma oferta moderna e actual”, sublinha a directora de marketing do Freeport de Alcochete, Catarina Tomaz. Publicidade

O lançamento da revista Free insere-se no âmbito da estratégia de marketing e política de comunicação do espaço comercial, iniciada anteriormente quer pelo programa de televisão Fashion Adviser, quer pela comunicação editorial, baseada no conceito “adviser”, completando assim a comunicação mais institucional, feita recentemente através da campanha de publicidade em televisão.

Exposição Rosa Brava foi um sucesso O Centro Comercial TorreShopping, gerido pela Ségécé Portugal, recebeu de 25 a 30 de Abril a exposição Exercício Rosa Brava da Brigada Mecanizada (Brig Mec) Santa Margarida. Muitos foram os visitantes que se deslocaram ao TorreShopping para ver esta exposição, com diversos pontos de interesse. Para além dos veículos militares que se encontravam estacionados à porta do Centro, no interior poderiam ser vistos painéis informativos sobre o Exercício Rosa Brava, bem como um espaço, devi-


notícias damente decorado com elementos militares, para esclarecimento de dúvidas e eventual recrutamento. As principais finalidades do exercício Rosa Brava, e que ficaram bem patentes com esta exposição no TorreShopping, são o de treinar algumas das capacidades das Unidades da BrigMec em acções de ajuda humanitária, desenvolver operações de manutenção de paz, e acções de combate de grande letalidade. O TorreShopping é o primeiro shopping do Médio Tejo e uma referência incontornável da região. É o pólo de atracção e o centro da vida de uma população alargada de cerca de 235 mil habitantes distribuídos pelo concelho de Torres Novas e localidades adjacentes.

Centros Comerciais VIVACI promoveram “Caça o Ovo” Para assinalar a época de Páscoa, os centros comerciais VIVACI – localizados na Guarda e nas Caldas da Rainha – organizaram, no Sábado, 11 de Abril, uma verdadeira

lojistas a preencher os mais de 2000 postos de trabalho directos, constituindo assim as várias equipas que irão assegurar o funcionamento das lojas. A bolsa de emprego contará com o apoio e colaboração do centro de emprego de Guimarães. Todos os interessados poderão fazer a sua inscrição online, através do site www.espacoguimaraes.eu, ou no contentor da obra, onde podem encontrar um computador disponível para efeito. A Administração do Espaço Guimarães colocará à disposição de todos os lojistas as candidaturas à bolsa de emprego para recrutamento e formação dos seus futuros colaboradores. Com esta iniciativa, o Espaço Guimarães pretende apoiar a região, proporcionando vários postos de trabalho que contribuirão para a qualidade de vida da população e para a melhoria do comércio local.

Odivelas Parque recebe pejo da Rússia com “mutabor”

Caça ao Ovo. Destinada a crianças entre os quatro e os 12 anos, esta actividade propôs que as crianças seguissem as pegadas do coelho de Páscoa, tentando assim encontrar os muitos ovinhos de chocolate que estavam escondidos nos diferentes corredores dos centros comerciais. A iniciativa decorreu entre as 10h00 e as 18h00.

Da Rússia para o Odivelas Parque, a companhia Pejo apresentou-se em Portugal com o espectáculo “Mutabor”. A actuação teve lugar no dia 17 de Maio, pelas 17h00, e inseriu-se no âmbito da 13ª edição do Festival Internacional de Teatro para a Infância – Sementes. Apesar da língua russa, “Mutabor” é um espectáculo facilmente compreensível por crianças e adultos, sem necessidade de tradução, graças ao profissionalismo dos actores e à interacção simples que mantêm com o

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Espaço Guimarães lança Bolsa de Emprego

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O Espaço Guimarães, centro comercial promovido pela Multi Development e pela Bouygues Imobiliária e cuja gestão ficará a cargo da Multi Mall Management, anunciou a abertura da bolsa de emprego, na qual se poderão candidatar todos os interessados a um posto de trabalho numa das suas 135 lojas, com abertura prevista para o mês de Outubro. A bolsa de emprego pretende apoiar os

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público. A comunicação está facilitada pela linguagem universal do circo, que aqui aproveita o melhor do cabaret, do Carnaval e de vários géneros de teatro de rua para criar momentos de ilusão que transportam as crianças para o mundo do sonho e do irreal.


Braga Parque exibe 920 anos da Sé de Braga com mostra fotográfica O Braga Parque apresentou ao público, entre 6 e 19 de Abril, uma exposição de fotografia que ilustra os 920 anos da Catedral mais antiga do país: a Sé de Braga. Associando-se às comemorações pascais, como já vem sendo habitual nos últimos dez anos, o centro comercial, em parceria com o Tesouro – Museu da Sé de Braga dá a conhecer ao público peças artísticas do património religioso, artístico e cultural, através de um conjunto de fotografias captadas pela objectiva do fotógrafo Hugo Delgado, a quem o Cónego António Macedo elogia desta forma: “Foi com engenho e arte que trouxe aqui o que de mais interessante existe na Sé de Braga e seus anexos”. Uma linguagem artística de cor, de luz, de sombras e penumbras mostrou pela primeira vez algumas das peças “mais antigas que a Sé de Braga”, entre as quais se destacam o Túmulo Paleo-cristão de mármore dos séculos V-VI, com decoração e sinais de cristianismo daquela época, e as inscrições na pequena muralha do Largo D. João Peculiar, referente ao Imperador César Augusto, e na Rua de Nossa Senhora do Leite, dedicada à Deusa Ísis, protectora dos mercados, na mitologia.

Freeport devolveu dinheiro aos clientes Nos dias 16, 17 e 18 de Abril, o Freeport de Alcochete devolveu aos visitantes, em dinheiro, 10 por cento do valor das compras efectuadas. A iniciativa “Freeport Happy Hours”, aconteceu durante três dias e os visitantes do maior outlet da Europa tiveram apenas de dar atenção ao aviso do sistema de som do Outlet onde será anunciado o horário em que a devolução acontecia. Assim, os clientes que fizeram compras no Freeport de Alcochete tiveram apenas de juntar as facturas das compras perfazendo um valor igual ou superior a 50€ e Publicidade

entregá-las no ponto de devolução, recebendo de imediato o valor correspondente em dinheiro. Esta iniciativa pretendeu, uma vez mais, premiar os visitantes do Freeport e, utilizando o efeito surpresa, recompensar os clientes do maior Outlet da Europa.

Sonae Sierra distinguida no European Risk Management Awards 2009 A companhia portuguesa recebeu um prémio que reconhece as melhores e mais inovadoras práticas de gestão de risco nos European Risk Management Awards 2009, uma iniciativa da revista britânica “Risk Magazine”. Álvaro Portela, CEO da empresa, assinalou, na ocasião, estar «muito orgulhoso» com a distinção, uma vez que reconhece os esforços da Sonae Sierra nesta questão, «os quais sempre reivindicámos». Segundo o responsável, «as pessoas são o activo mais importante da nossa companhia. Acredito que esta distinção representa um factor de diferenciação que funciona como referência para os nossos accionistas». Recorde-se que a empresa, consciente de que a prevenção do risco é uma responsabilidade directa dos gestores de topo, investiu mais de seis milhões de euros nos últimos seis anos no desenvolvimento e melhoramento do seu sistema de segurança e saúde. Tanto assim foi que, anunciou a administração, a Sonae Sierra «foi a primeira empresa no sector de centros comerciais a nível europeu a obter a certificação para o referido sistema». Como resultado, registou-se uma redução de 52 por cento no número de dias de trabalho perdidos devido a acidentes de trabalho, assim como um decréscimo de 62% nas ausências ao trabalho por empregado, devido a acidentes laborais.


inauguração

Dolce Vita Tejo: nova geração Chamartín

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O Dolce Vita Tejo abriu ao público no passado dia 7 de Maio, dois anos depois do início da sua construção. Detido pela Chamartín (60%) e pelo ING Real Estate Development (40%), este projecto representa um investimento de 300 milhões de euros, traduzindo o maior investimento privado realizado em Portugal durante o ano de 2009, e criando cinco mil postos de trabalho directos. É também o que a Chamartín apelidou de o primeiro passo para uma nova filosofia da marca Dolce Vita.

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naugurando, no plano europeu, uma nova geração de centros comerciais, o Dolce Vita Tejo conta com uma Área Bruta Locável – ABL de 122.000 metros quadrados, servida por um parque de estacionamento gratuito com capacidade para nove mil lugares e apresentando uma esfera de influência que, segundo os promotores, ultrapassa os dois milhões de pessoas, uma vez que esta envolve toda a Grande Lisboa. A razão para tal abrangência prende-se com a localização, concretamente entre a CRIL e a CREL, numa área de confluência de seis concelhos com uma grande densidade populacional – Lisboa, Loures, Oeiras, Odivelas, Sintra e Amadora. O Dolce Vita Tejo assume-se, neste contexto, como um «projecto de cariz supra-regional». O novo mega-centro comercial, o maior empreendimento desta natureza na Península Ibérica, será também responsável pela criação de cinco mil postos de trabalho directos e cerca de 10.000 postos de trabalho indirectos, algo que a Chamartin considerou «uma boa notícia» nestes tempos de maiores dificuldades. A intervenção junto da comunidade local foi, aliás, uma preocupação constante dos promotores, como poderemos ver mais à frente.

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Mix comercial inovador Com um mix comercial e de lazer composto por 300 lojas, entre as quais 11 salas de cinema com 2.600 lugares sentados (UCI), um foodcourt com 30 restaurantes e um Hipermercado Jumbo, o centro comercial estará aberto ao público todos os dias das 10:00 às 24:00 (os cinemas funcionarão até às 3:00). As expectativas dos investidores apontam para que possa receber 18 milhões de visitantes por ano, aproveitando não só as tradicionais âncoras como alguns conceitos inovadores mesmo a nível europeu, como é o caso da Kidzania, que faz a sua estreia no Velho Continente no Dolce Vita Tejo. No que diz respeito à sua concepção, registe-se que o projecto de arquitectura tem a assinatura dos gabinetes RTKL (Londres) e Promontório (Lisboa). A Natureza e o tema “4 Estações do Ano” atravessam todo o conceito. As colunas são em forma de troncos, foi plantado um jardim vertical na fachada do Centro em harmonia com a estação do ano que representa (o 1.º jardim vertical natural em Portugal, cobrindo uma área superior a 900 m2) e o convidado usufrui, em permanência, de uma visão directa para o céu, através do material escolhido para a cobertura – ETFE. Esta inovadora cobertura transparente, única em Portugal e a 3.ª maior do mundo, permitirá uma equilibrada iluminação natural em todas as áreas do Centro Comercial, assegurando níveis óptimos de conforto no interior e garantindo elevados níveis de eficiência energética. A Praça Central é a maior praça coberta da Europa, com uma dimensão comparável à Praça dos Restauradores em Lisboa. O Dolce Vita Tejo abriu portas com 99% da sua área bruta locável comercializada, o que demonstra a confiança depositada pelos lojistas. O seu mix comercial e de lazer

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inauguração inclui um Hipermercado Jumbo (que, com cerca de 23.000 m2, será o maior desta cadeia em Portugal) e acolhe as mais importantes marcas de retalho de nível mundial. A cadeia de vestuário Primark, que se estreia entre nós, Starbucks, El Corte Inglês Oportunidades, cinemas UCI, Poly, Holme´s Place, H&M, McDonalds, Pizza Hut, Stapples, Zara, Sportzone, Worten, Benneton, Centroxogo, Box, Sfera, Massimo Dutti, Cortefiel, Modalfa, Zippy, Miss Sixty, Seaside, Jack & Jones, entre muitas outras insígnias de renome, marcam a sua presença. O centro, que surge como um projecto de forte vocação familiar e de lazer, recebe ainda a Kidzania, um parque temático de referência mundial, o primeiro em território europeu. Conceito único e inovador, alia a dimensão lúdica a uma forte componente pedagógica. Dirigido às crianças, revolucionará a indústria de entretenimento familiar em Portugal, consideram os promotores. Compromisso com a Comunidade, Sustentabilidade e Responsabilidade Social O Dolce Vita Tejo dá seguimento à política de Responsabilidade Social e Sustentabilidade desenvolvida pela Chamartín. Neste contexto, e com vista à criação de oportunidades na envolvente, o Dolce Vita Tejo estabeleceu uma parceria com o IEFP que permitiu a formação profissional de mais de 1.800 pessoas, com vista ao seu recrutamento para o centro. A organização da Feira de Emprego foi outro dos vectores desta estratégia para o Emprego, confirmando a capacidade de intervenção junto da comunidade local. O empreendedorismo jovem é outra das grandes apostas

deste projecto. Sob a designação “Projecto QUICK – Amadora Empreende”, uma iniciativa conjunta do Dolce Vita Tejo, Câmara Municipal da Amadora e ISCTE, preconiza-se o objectivo de criação de vinte e uma novas empresas nesta região. O Dolce Vita Tejo participou ainda na criação da Orquestra Geração Dolce Vita – uma parceria com a Escola de Música do Conservatório Nacional e com Associação Unidos de Cabo Verde, que tem como objectivo formar, ao longo dos próximos três anos, 250 crianças do Bairro Casal da Mira (Amadora). É o primeiro projecto de uma orquestra em Portugal integralmente financiado por uma entidade privada. Foi igualmente criado, no âmbito da Responsabilidade Social, o Centro de Dia para Idosos Casal de Mira (Amadora), um projecto desenvolvido juntamente com a Câmara Municipal da Amadora e com a Santa Casa Misericórdia da Amadora, que tem capacidade para acolher 40 idosos e prestar apoio domiciliário a outros 30. No Dolce Vita Tejo funcionará ainda o Posto Permanente de Segurança (PSP), recentemente inaugurado. Refira-se, como última nota, que o projecto do Dolce Vita Tejo foi concretizado segundo o modelo BREEAM (Building Research Establishment Environmental Assessment Method), que incorpora, entre outras dimensões, a eficiência na gestão dos recursos, a selecção dos materiais e a gestão e valorização dos resíduos. A implementação das melhores práticas em termos de gestão ambiental permitiu a obtenção, na fase de construção, da certificação do projecto em termos ambientais – Certificação Ambiental (ISO 14001).

FICHA TÉCNICA

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Nome: Dolce Vita Tejo Propriedade: Chamartín (60%) e ING Real Estate Development (40%) Investimento: 300 milhões de euros Projecto: RTKL e Promontório Área Bruta Locável: 122.000 m2 Lojas: 300 Salas de cinema: 11 (2.600 lugares sentados) Food court: 30 restaurantes Hipermercados: Jumbo (23.000 m2) Estacionamento: 9.000 lugares gratuitos Abertura ao público: 7 Maio de 2009 Horário: 10.00 às 24.00 Horas Postos trabalho: 5 mil directos; 10.000 indirectos Visitas esperadas: entre 15 a 18 milhões

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entrevista

António Sampaio de Mattos

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«Os promotores não investem às cegas»

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entrevista

A APCC celebra um quarto de século em 2009. A Shopping falou com António Sampaio de Mattos, Presidente de uma estrutura sectorial que tem sido particularmente dinâmica num sector de actividade em linha com as melhores práticas europeias e mundiais.

São 25 anos de APCC. O que representa isto em termos de Associação e da própria indústria dos centros comerciais, que se tem caracterizado pelo elevado dinamismo?

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Os 25 anos da Associação Portuguesa de Centros Comerciais confundem-se de certo modo com a actividade da indústria dos centros comerciais em Portugal. Se olharmos o cenário há 25 anos, podemos dizer que partimos quase do zero para a situação actual, numa actividade que é um exemplo, para o País, de como é possível desenvolver e atingir parâmetros de excelência, como muito poucas outras actividades conseguiram, sendo inclusivamente referência a nível europeu.

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Quais têm sido os principais focos de acção da APCC ao longo deste quarto de século? Quando em 1984 se pensou, e se levou a cabo a constituição desta associação, processo a que já então participei, estávamos exactamente no ano anterior à inauguração do Amoreiras Shopping Center. Algumas empresas que estavam já ligadas ao sector com pequenos centros, entenderam que fazia sentido criar uma estrutura para divulgar esta actividade nova. Era tudo muito recente, sendo necessário criar uma dinâmica explicativa do que era um centro comercial, tanto ao consumidor como aos próprios comerciantes. Além de que, íamos passar de uma lógica de pequenos centros


para uma infra-estrutura que parecia gigantesca. Estava justificada a oportunidade de criar a APCC. Mais tarde, iniciou-se o desenvolvimento da actividade a outros níveis, nomeadamente na relação institucional com o Governo, assim como na Formação e na divulgação das novidades da indústria através da criação dos meios da APCC: Revista Shopping, Anuário dos Centros Comerciais e Site da APCC na Internet. No fundo, criar uma carteira de informação junto dos associados, e da Opinião Pública em geral, do que existe de novo nesta indústria e do seu desenvolvimento.

gens de estar integrados numa estrutura destas. Por outro lado, as relações contratuais são pacíficas, o que na altura era mais difícil devido ao desconhecimento. E, com o passar dos anos, chegaram cadeias internacionais e redes de franchising. Tudo isto exigiu uma aprendizagem da parte de todos, para estabelecer o espírito de parceria que encontramos hoje em dia.

O cenário actual é muito diferente do que se verificava na génese da Associação?

Temos uma indústria adaptada ao perfil do consumidor português, mas ao mais alto nível em termos conceptuais, arquitectónicos, etc. Aliás, por essa razão temos recebido o reconhecimento através da conquista de diversos prémios internacionais.

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Sem dúvida, desde logo, os comerciantes já sabem bem o que é um centro comercial e compreendem as vanta-

E, hoje, temos uma indústria em linha com as melhores práticas mundiais…


entrevista Centrando-nos agora no seu mandato em concreto, quais têm sido as principais linhas de orientação? Estou ligado à Associação desde a sua fundação, como já referi, sendo seu presidente desde 1998. Esta foi uma fase de grande crescimento da actividade e posso dizer que quando tomámos posse, vivíamos momentos algo difíceis em termos associativos, ao nível de número de associados e mesmo em termos de disponibilidade financeira. Conseguimos arrumar a casa em pouco tempo,

iniciar o desenvolvimento da formação, participar em eventos internacionais, estabelecer a parceria com a Universidade Católica na elaboração de cursos na área da gestão dos centros comerciais, organizar congressos e viagens de estudo, ou seja, um conjunto amplo de actividades que nos permitiu ter hoje uma associação estável, sem problemas financeiros, com elevada capacidade de intervenção no sector, e junto das entidades com poder de decisão política.

Falou de relações institucionais com o Governo. Quais são, neste momento, as suas principais preocupações e reivindicações junto das autoridades oficiais? Temos tido uma colaboração franca com os diferentes governos. As relações, do ponto de vista institucional, foram sempre boas; o que variou foi atingirmos ou não os objectivos. O actual Secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, tem sido compreensivo em relação aos nossos problemas e creio termos conseguido passar a mensagem. Aos poucos, vamos ultrapassando problemas, mas diria que existe um tema que tem sido difícil de tratar, e que continua por ser resolvido: os horários comerciais, concretamente o encerramento aos Domingos das lojas superiores a dois mil metros quadrados.

Essa não é apenas uma luta da APCC. Há outras associações sectoriais, caso da APED (Empresa Portuguesa de Empresas de Distribuição), que têm os mesmos interesses. Faz sentido pensar em estratégias comuns de sensibilização do Governo? Isso já acontece com a APED. Conversámos, e temos pontos de vista semelhantes. Mas ainda não houve ambiente propício para resolver a questão. O momento não é o ideal para essa tomada de decisão, embora me pareça ser um falso problema. É nas alturas críticas que devem tomar-se as decisões mais difíceis.

Saiu uma nova legislação, que pelo menos veio mexer com a questão dos licenciamentos, que tradicionalmente era outro assunto complicado. Que comentário lhe merece o novo contexto legal? A Lei foi melhorada. Houve receptividade a muitas das nossas reivindicações, mas continuamos a achar que existe algum caminho a percorrer no sentido de a Lei ficar mais ajustada às realidades. De qualquer modo, nunca ficaremos satisfeitos com a própria existência de uma Lei de licenciamento central. Defendemos o regresso à situação anterior, em que a responsabilidade era do poder autárquico.

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Isso leva a uma questão sempre muito falada neste sector, que é a existência ou não de excesso de ABL em Portugal... Hoje em dia estamos na média europeia, mas essa questão de se atingir a saturação é muito relativa. Eu diria que, quando surge um novo centro comercial, é óbvio que estamos mais perto da saturação. Mas esse é um conceito vago. O mercado é que o dirá a cada momento, até porque o que é saturação hoje pode não o ser amanhã. Ou seja, em períodos económicos mais difíceis, poderemos estar mais próximos da saturação. Mas quando a economia tem vitalidade isso já não acontece e o mercado sustenta os comércios instalados. Passan-

do-se esta fase de crise, virá a retoma e será recuperada a estabilidade.

Há também um esforço da indústria para diversificar, não só conceitos como localizações, procurando os médios formatos... Esta actividade teve início em Lisboa e no Porto e depois cresceu para as capitais de distrito. E os próprios promotores entendem que nesta fase não se justifica avançarem com projectos onde já existe grande concentração de oferta. Surgiu assim a procura de novas localizações. Esse período permitiu respirar um pouco ao nível do investimento nos principais centros urbanos, dando tempo para o regresso, como foi agora o caso do Porto, com o Mar Shopping, e de Lisboa, através do Dolce Vita Tejo. É preciso avaliar a questão em cada momento. Mas uma coisa devo dizer: os promotores não investem às cegas. Quando avançam com um projecto, analisam previamente os prós e os contras, e decidem.

Comerciais, criando acções de formação, mantendo esta revista que divulga o dia-dia do nosso sector, editando o Anuário dos Centros Comerciais, uma ferramenta de grande utilidade que sistematiza toda a informação sobre centros comerciais, e mantendo a relação com o Governo, através dos vários ministérios por onde passam os assuntos que podem condicionar a nossa actividade.

O cenário actual não tem sido fácil. De qualquer forma, está optimista para o futuro? Estou. Acredito que este é um sector onde há muito pouco, ou mesmo nenhum, aventureirismo. Portanto, as

empresas e os investidores estão atentos a este período difícil e vão conseguir passar esta fase sem prejuízos que inviabilizem a sua continuidade. Efectivamente, esta é uma fase mais complicada, mas atenção que não estamos a falar em encerramentos de centros e de empresas, em faltas de pagamentos a pessoal, etc. Estamos a falar de menor facturação das lojas e, consequentemente, menor renda para os promotores dos centros, mas em níveis perfeitamente controlados e que certamente irão ser alvo de recuperação no futuro.

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Voltando à Associação, que projectos tem definidos para os próximos tempos? Queremos manter a mesma linha, organizando viagens de estudo para conhecer novas tendências, realizando o Congresso dos Centros Comerciais, desenvolvendo o Programa Avançado de Gestão de Espaços e Centros

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destaque

Conferência ICSC em Barcelona

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Apesar de um decréscimo do número de participantes face à conferência do ano transacto em Amesterdão, o International Council of Shopping Centres ficou satisfeito com a realização de mais uma conferência europeia, em particular devido à qualidade dos oradores.

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Oradores de elevado nível Em relação ao programa da conferência, cujo mote era a relação dos centros comerciais e do retalho com as cidades, foi subdividido tematicamente por cada um dos três dias. Assim sendo, e para abertura em contornos de actualidade, o primeiro dia assumiu como pano de fundo a sobrevivência e adaptação às mudanças económicas, o que incluiu palestras que fizeram uma resenha sobre o cenário económico a nível global, sobre as principais preocupações da indústria imobiliária ou sobre o planeamento urbano. O segundo dia abriu sob o lema “Qual é o negócio desta indústria?”. Reputados oradores deram o seu contributo, abraçando temáticas tais como a forma de promoção dos centros comerciais, o desenvolvimento de cash-flow, a relação entre o centro comercial e a cidade, a viabilidade financeira, nomeadamente em relação ao acesso ao crédito, cada vez mais difícil nos dias de hoje, ou as grandes tendências emergentes. Os oradores compararam mercados mais maduros com os emergentes e examinaram como esta indústria está a responder aos

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conferência europeia do ICSC 2009 teve lugar em Barcelona, um evento que juntou alguns dos maiores especialistas mundiais para falarem do futuro do sector dos centros comerciais e, muito particularmente, sob o tema “Retail and the City”, ou seja, de que forma os empreendimentos imobiliários devem coordenar com as necessidades de planeamento do território e urbanísticas, assim como na satisfação de um cliente final moderno e táctico nas suas escolhas. Na edição deste ano, estiveram presentes 650 delegados (entre Promotores, investidores, arquitectos, directores de centros ou retalhistas), um decréscimo face ao 1,1 milhares registado o ano passado, mas que ainda assim, satisfez a organização: «A conferência foi um sucesso. A redução do número de participantes era esperada, pois muitas companhias restringiram os seus orçamentos para viagens, mas se olharmos para as listas de participantes, verificamos que as principais figuras desta indústria continuaram a vir ao evento», salientou Jaap Gillis, membro da organização.

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destaque José Quintela da Fonseca recebendo o certificado de mérito do ICSC para o 8.ª Avenida

Alexander Otto

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Aniko Kostial, Mango

desafios da sustentabilidade. Soluções para melhorar a rentabilidade de centros comerciais e como satisfazer e reter os clientes foram também apresentadas, entre muitos outros assuntos de interesse. O último dia focou-se no retalho. As diversas intervenções abordaram assuntos como a criação de centros comerciais sustentáveis, a segurança nestes empreendimentos, o leasing ou as grandes tendências actuais, quer ao nível dos consumidores quer igualmente no que diz respeito aos mais recentes desenvolvimentos retalhistas por todo o mundo. Das principais mensagens que ficaram das palestras, merece destaque a forma como os retalhistas olharam para o actual cenário. Responsáveis de marcas de renome internacional – casos da Desigual, Mango, Aftershock, Sacoor ou Sacha – mostraram-se optimistas mesmo num contexto de crise, considerando, em uníssono, que a recessão constitui uma oportunidade para inovar e ganhar quota de mercado. A ideia, transversal a todas as marcas,

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Norbert Walker


Manel Adell, Desigual

Howard Saunders

Derek Barker

Jaap Gillis

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Markus Wild

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é que a inovação é a chave para a sobrevivência e para o crescimento. E, na realidade, qualquer uma destas companhias reportou acréscimos no volume de negócios nos últimos anos, mesmo com as dificuldades que todos conhecem. Por outro lado, e já nas intervenções mais económicas, nas quais participaram especialistas mundiais, ficou a mensagem de que a indústria dos centros comerciais desempenhará um papel central na sustentabilidade, dando um contributo significativo para o Ambiente, muito concretamente actuando ao nível da energia. «Ao invés de serem consumidores de energia, os centros comerciais deverão caminhar para se tornarem produtores de energia. Em 2020, esperamos atingir um aumento de 20 pontos percentuais na eficiência energética, uma redução de 20 por cento nas emissões de gás e a satisfação de 20 por cento das necessidades energéticas através de fontes alternativas», referiu Jeremy Rifkin, presidente da Foundation on Economic Trends e conselheiro da União Europeia..

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Jeremy Rifkin

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Portugal contemplado nos prémios Um dos pontos altos da conferência foi a atribuição dos prémios anuais do ICSC, que desta feita contemplaram quatro premiados de um total de 41 candidaturas de 19 países, assim como outros sete receberam menções honrosas, certificados de mérito ou reconhecimentos especiais. Entre estes inclui-se o 8ª Avenida, o shopping da Sonae Sierra em São João da Madeira, cuja oportunidade e know how da sua edificação foi reconhecido na categoria de novos empreendimentos de média dimensão. Em termos globais, a Turquia destacou-se, ao arrebatar dois dos quatro prémios principais, enquanto outro foi para França e o restante para a Sérvia, demonstrando que as intervenções ao nível dos mercados emergentes estão de facto em franco crescimento, inclusivamente num cenário de comparação europeia. Comentando a efeméride, o presidente do júri, Derek Barker, referiu que «este ano deparámo-nos com um aumento do número de candidaturas por parte dos mercados emergentes, alargando o alcance geográfico da indústria dos centros comerciais europeia. A qualidade dos empreendimentos, do seu planeamento e da sua apresentação foi evidente», considerou o responsável. Segundo Derek Baker, e falando em concreto da temática central da conferência, «a regeneração urbana e o desenvolvimento dos centros das cidades continuam com enorme dinamismo. Os parâmetros de sustentabilidade e eficiência estão a ser incorporados no design e gestão dos centros comerciais, utilizando as mais recentes tecnologias para reduzir o consumo de energia e emissões de CO2. Muitos procuram fontes de energia alternativas e amigas do Ambiente, a reciclagem é agora uma rotina e, crescentemente, os centros desenvolvem programas sociais, económicos e culturais, envolvendo as comunidades locais. A identificação com a comunidade, inclusivamente, tem sido uma preocupação central ao nível arquitectónico», resumiu o especialista.


A listagem completa dos prémios é a seguinte: Centro comercial

Promotor

Novos empreendimentos de média dimensão Prémio

Delta City, Belgrado, Servia

Delta Real Estate

Certificado de mérito

8ª Avenida, S. João da Madeira, Portugal

Sonae Sierra

Novos empreendimentos de grande dimensão Prémio

Forum Mersin Shopping and Lifestyle Centre, Mersin, Turquia.

Multi Turkmall Gayrimenkul Yat. Ins

Menção honrosa

Galeria Baltycka Gdansk, Gdansk, Polónia.

ECE Projektmanagement Polska Sp. z.o.o

Menção honrosa e regeneração de centro

Victoria Square, Belfast, Reino Unido Multi Development UK

Novos conceitos (sustentabilidade)

Meydan Shopping Square, Istambul, Turquia

Metro Group Asset Management GmbH & Co KG

Novos empreendimentos de dimensão muito grande

Certificado de mérito

Istinye Park, Istambul, Turquia

Orta Gayrimenkul Yat. Yon. ve Turizm A.S. Panora Shopping and Leisure Center, Merkez Construction, Tourism, Ankara, Turquia Management Inc.

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Prémio

Remodelação e extensão Prémio

Beaulieu, île de Nantes, Nantes, França

Ségécé

Vicolunga Outlet, Vicolunga, Itália

Neinver

Centros especializados Menção honrosa

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Visita de estudo a centros comerciais da capital

Shoppings de Lisboa

mostram virtudes

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Em antecipação à conferência de Barcelona, o ICSC organizou uma viagem de estudo a diversos shoppings na Península Ibérica, nomeadamente nas cidades de Lisboa, Madrid e Saragoça. Vinte e três Delegados em representação de onze países tiveram, assim, oportunidade de conhecer alguns dos mais carismáticos centros comerciais da Capital.

o que diz respeito a visitas em solo lusitano, a ideia foi de dar conhecer alguns dos centros de maior renome, mas com a preocupação de juntar um leque alargado ao nível dos diferentes conceitos comerciais. Entre os participantes, encontrámos retalhistas, que procuravam adquirir conhecimentos sobre o mercado nacional, assim como directores de centros comerciais europeus, profissionais de marketing e da gestão comercial. A visita começou pelo internacionalmente conhecido Centro Colombo, uma infra-estrutura que foi alvo de enorme sucesso desde que abriu portas, em Setembro de 1997, aliás reconhecido através da conquista de diversos prémios internacionais, nomeadamente um MIPIM Award em Cannes e um ICSC Award em Paris (ambos em 1998), assim como o Prix European Procos, igualmente em Paris, e o ICSC Design and Development Award, em Las Vegas (os dois em 1999). De Benfica, a comitiva seguiu para o Amoreiras Shopping, um marco histórico no desenvolvimento comercial da cidade. Inaugurado em Setembro de 1985, foi um centro percursor e pioneiro ao nível da inovação, tornando-se um verdadeiro ícone pelo arrojo da sua arquitectura, numa lógica comercial dirigida à classe média-alta da população lisboeta. No segundo dia de tour, os trabalhos começaram no Vasco da Gama, que foi o primeiro centro temático da Sonae. Localizado na zona oriental da cidade, abriu sob o signo do mar face à proximidade à zona onde teve lugar a Expo 98. É um centro de “nova geração”, que incluiu já

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esta visita serviu igualmente para diversificar os conceitos comerciais em estudo. O seguinte foi o Almada Forum, outro centro de enorme sucesso, desta feita localizado na periferia da sua área de influência. Falamos do segundo maior centro do País, com uma esfera de alcance que, face à localização privilegiada, atinge tanto o concelho de Lisboa como toda

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os actuais conceitos de centro verde, num projecto arquitectónico inovador que recebeu reconhecimento internacional por parte do ICSC e também no MIPIM. O autocarro da comitiva tomou então a direcção de Alcochete, rumo ao Freeport, o maior outlet da Europa, com 75.000 metros quadrados de ABL. Para além da dimensão do espaço, mesmo num contexto europeu,

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a península de Setúbal. Em resultado, recebe visitas anuais superiores a 18 milhões de pessoas por exercício. Malas feitas para a próxima superfície, agora o Alegro de Alfragide, inaugurado em Novembro de 2007, após reconversão do hipermercado Jumbo num centro comercial, com todas as valências que são inerentes a este conceito. O sucesso foi também evidente: no final de 2008, já se tinham dirigido ao centro mais de 10 milhões de pessoas.

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Finalmente, foi a vez do CascaiShopping, aberto desde Maio de 1991. Este foi o primeiro shopping regional em Portugal, servindo uma população a rondar os 400 mil habitantes, maioritariamente com elevado poder de compra, nos concelhos de Sintra, Cascais e Oeiras. Este é um bom exemplo da capacidade de intervenção ao nível da modernização de um espaço, tendo sido alvo, ao longo da sua vida, de três intervenções de expansão/ampliação.


remodelação

Spacio Shopping alvo de remodelação

estrutural A remodelação do Spacio Shopping está concluída. Tratou-se de um ambicioso projecto de renovação nas mais diversas variantes do centro comercial, o qual culminou num centro muito mais agradável e confortável para o visitante, assim como num mix de lojas equilibrado e apelativo, no qual houve a preocupação de criar espaço para mais âncoras, tudo isto sem fechar portas um único dia.

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uma reestruturação completa do Spacio Shopping (ex Olivais Shopping), de modo a tornar-se um centro actualizado e formatado em moldes que actualmente determinam as grandes linhas de orientação deste tipo de espaços comerciais. A intervenção deu-se aos mais diversos níveis de gestão de um centro comercial, a começar pela própria acessi-

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necessidade de modernização é permanente, seja em que sector de actividade for. E na promoção imobiliária, onde os conceitos evoluem rapidamente e sempre com critérios de elevada qualidade, torna-se imperativo acompanhar as tendências mais recentes. Foi nesse sentido que a administração da Mundicenter, decidiu avançar para

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remodelação

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bilidade, fluxos e circuitos dos visitantes. Foi criado um eixo central claro e identificado para todo o complexo, a partir do qual se faz todo o percurso interno, seja para as compras seja para o lazer e convívio, outra das características que agora podemos encontrar no Spacio de forma mais pronunciada.

O centro continua a evoluir em três pisos diferenciados e mantém as três portas de acesso exterior, assim como a ABL disponível. Mas redefiniu-se a lógica de acesso das pessoas, agora inicializada numa nave central, como se disse, e também através da colocação estratégica de escadas rolantes de acesso directo ao parque de estacionamento, no qual podemos encontrar 720 lugares para as viaturas. De acordo com Paulo Pereira, Director-Geral do Spacio, «houve uma preocupação com as comunicações verticais, quer ao nível dos elevadores quer ao nível das es-

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cadas rolantes, ou seja, houve dois níveis de actuação. Fizemos uma redução dos elevadores, passando a haver apenas dois localizados no eixo do shopping e que, depois, são complementados com dois núcleos de escadas rolantes, ambas com comunicação para o parque de estacionamento, o que anteriormente não acontecia. Ou seja, tivemos uma preocupação com a distribuição dos fluxos, no sentido de as pessoas saírem mais no centro do shopping», explica. A circulação junto às unidades comerciais tornou-se mais quadricular, aumentando-se a visibilidade para todo o conjunto de lojistas. O centro deixou de ter zonas mortas e escondidas, o que foi conseguido também com um espaço mais aberto e com corredores mais largos. A preocupação com uma visibilidade semelhante para todos os lojistas é, aliás, uma das principais características que tem definido a conceptualização deste tipo de espaços, aos quais o Spacio deu uma resposta efectiva. No imediato, e face a uma comparação com o antigo conceito, desde logo salta à vista a nova luminosidade do centro, agora apoiada numa enorme clarabóia central, dando luz natural a boa parte do recinto. Paralelamente, criou-se uma nova disposição das zonas iluminadas de forma artificial. O Spacio surge assim mais colorido e dinâmico, caracterizando-se também por ter, ao longo de todo o centro, zonas onde as pessoas se podem sentar e relaxar. A par disto, destaca-se a agradável zona de esplanada exterior – são cerca de dois mil metros quadrados – da qual, inclusivamente, se poderá usufruir em alturas menos “convidativas”, já que terá chapéus-de-sol equipados também com caloríferos. Foi também criado um playground para os mais novos, na tal lógica de centro life style, por contraposição com o antigo conceito de espaço comercial isolado e sem outras valências. Remodelação “Em operação” A remodelação teve início em Janeiro de 2008 e está concluída em finais de Maio de 2009, num investimento total de 18 milhões de euros. Refira-se, a título de curiosidade, que o Spacio, apesar da intervenção de fundo a que foi sujeito, manteve-se sempre aberto ao público. Paulo Pereira comenta a situação da seguinte forma: «Pretendemos melhorar o mix comercial e criar espaços para novas lojas âncora, adaptando o centro à realidade actual, de forma a competir com os shoppings mais recentes. E fizemo-lo sem fechar o centro um único dia. As pessoas compreenderam que o objectivo era melhorar e a resposta que temos, agora que a intervenção está concluída, é muito positiva». Assinale-se, igualmente, que muitos dos lojistas optaram por aproveitar “a deixa” e procederam, eles próprios, a algumas redefinições dos seus conceitos, naquilo que Paulo Pereira classifica como uma “junção de interesses e oportunidades”. Ou seja, foi também criada a oportunidade para os lojistas se modernizarem e redefinirem a oferta. Aliás, outro dos aspectos mais importantes de todo este projecto consistia, precisamente, na redefinição do mix


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que valoriza o conforto e o lazer dos visitantes, assim como uma oferta equilibrada e atractiva, baseada numa harmonia entre marcas de grande nome e lojistas locais. Paulo Pereira, aliás, mostra-se particularmente optimista em relação ao futuro: «Esta é a freguesia mais populosa do País e também posso dizer que estamos localizados na zona de maior desenvolvimento da cidade, o que nos faz pensar que vamos continuar a ter um aumento dos visitantes, especialmente após a modernização do centro».

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de lojas, o qual aposta agora em formatos de maior dimensão e em “nomes sonantes”. Ou seja, foi possível trazer para o centro verdadeiras marcas âncora e ainda outras unidades de média dimensão de algumas das mais conhecidas marcas do mercado. Assim, a par do Pingo Doce, que ali está desde o início, e da praça de restauração, que sempre foi considerada uma âncora, juntaram-se ao Spacio uma unidade Radio Popular (loja com cerca de dois mil metros quadrados e a primeira unidade da marca no centro de Lisboa), Izi, C&A, Sportzone, Pollux (a primeira loja da marca em centros comerciais, com mil metros quadrados, alterando a anterior estratégia de loja de rua), uma Lefties e ainda um health club, respondendo directamente às modernas tendências da sociedade. A par destas unidades, encontramos ainda uma série de marcas de renome com lojas de média dimensão, como por exemplo a Brinka, a Zippy Kisdstore, a Springfield ou a Page One, para além da Perfumes & Companhia, Mango, Lanidor, Punt Roma, Aldo, etc. Com esta remodelação, a freguesia mais populosa de Lisboa – Santa Maria dos Olivais – recebe agora um espaço formatado nos moldes mais modernos em que se concebe, actualmente, qualquer centro comercial, inclusivamente do ponto de vista ambiental. De facto, outras das preocupações inerentes à remodelação foram as poupanças energéticas e de consumo de água, com a substituição de equipamentos no sentido de optimizar performances. O Spacio espera vir a ter um acréscimo de 20 por cento no tráfego, após apresentar agora uma série de novas valências, que passam por um conceito de proximidade

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prémios

Óscares do Imobiliário distinguiram melhores

empreendimentos Treze anos depois da primeira edição dos Óscares do Imobiliário, e ste continua a ser um evento de referência em Portugal, voltando-se a bater o recorde do número de empreendimentos candidatos. O júri foi composto por destacados elementos do sector, entre os quais o presidente da Associação Portuguesa de Centros Comerciais, António Sampaio de Mattos.

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Vasco Santos, Director-Geral do Mar Shopping, recebe o Óscar das mãos de António Sampaio de Mattos

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companhia de seguros alemã IVG Institutional Funds BmbH pelo valor de 14M€ e do Santarém Retail Park pela British Land por 35 M€. Neste caso, o prémio foi atribuído exclusivamente por estas duas entidades não havendo interferência do Júri dos “Óscares”. A atribuição dos diferentes prémios foi decidida pelos membros do Júri, do qual fazem parte personalidades ligadas ao sector imobiliário. Mas o público também votou neste concurso. Com efeito, paralelamente à decisão do Júri, os leitores puderam escolher o seu empreendimento favorito através do Cupão de Voto inserido na edição nº194 da Revista IMOBILIÁRIA ou pelo site www.revistaimobiliaria.com.pt. Lista de vencedores 2009 Categoria Habitação - Sky Restelo Categoria Escritórios - Office park Expo Categoria Comércio - Mar Shopping Categoria Turismo - Troía Design Hotel Prémio Reabilitação - Palácio de Alagoas Prémio Eficiência Energetica - Domus Qualitas Prémio Leitores Imobiliária - Espaço Tejo Prémio Eurohypo - Office Park Expo Prémio Melhor Investimento Estrangeiro - Rockspring

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13ª edição dos ‘Óscares do Imobiliário’ contou com o maior número de empreendimentos a concurso de sempre. Ao todo foram 40 empreendimentos classificados nas categorias de Comércio, Escritórios, Habitação e Turismo. Além dos prémios nas quatro categorias já conhecidas, os empreendimentos a concurso são ainda distinguidos nos seguintes prémios: Melhor Empreendimento do Ano, Prémio Reabilitação, Prémio Eficiência Energética, Prémio Eurohypo e o Prémio dos Leitores. A principal novidade da edição deste ano foi a distinção em termos de Eficiência Energética. Com a obrigatoriedade, a partir de 1 de Janeiro de 2009, do Certificado de Eficiência Energética para todos os edifícios, torna-se pois importante destacar aquele empreendimento que melhor classificação obteve neste âmbito. Este ano, e pela terceira vez consecutiva, a IMOBILIÁRIA e o Banco Eurohypo promoveram também o prémio ‘Melhor Investimento Estrangeiro em Portugal’ ao qual concorreram quatro operações realizadas durante 2008: a aquisição do edifício “Studio Office Marquês de Pombal” pelo valor de 20M€, a aquisição do Fórum Barreiro pela Rockspring Portuguese Property Partnership por 74,9M€, a aquisição do edifício Alto do Parque pela

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internet

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Site oficial do ICSC

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site oficial do ICSC constitui uma ferramenta de consulta indispensável para todos os profissionais de centros comerciais. Funciona como um verdadeiro portal internacional do sector, resumindo tudo o que se passa nesta indústria, através de uma actualização permanente do noticiário e também da calendarização de todos os mais importantes eventos que têm lugar no sector, nomeadamente seminários, convenções, congressos, conferências, etc.

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Tem igualmente uma zona dedicada a livros e publicações, assim como vários elementos de referência, explicando toda a actividade e missão do ICSC (International Council of Shopping Centres), aquela que é, sem dúvida, a estrutura associativa de referência para esta indústria a nível mundial. Através do site, pode consultar as vantagens de ser membro do Council e, inclusivamente, dar início ao processo Online. Como se disse, trata-se de um site de consulta obrigatória pela quantidade e qualidade da informação fornecida.


análise

Índice Footfall Fevereiro Índice recupera fôlego com aumento das visitas em Abril Índice Footfall de Abril dá conta de uma variação positiva de quatro pontos percentuais face ao registado no mês imediatamente anterior, o que perspectiva a recuperação primaveril que sempre se verifica e que, regra geral, culmina num Verão intenso em termos de afluência aos centros comerciais. É também de assinalar que, em termos anuais, se verificou uma quebra de 2,2 por cento, o que constitui uma boa notícia, na medida em que as des-

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cidas registadas nos meses anteriores, numa comparação anual, eram bem mais significativas, como podemos observar no quadro. Os números de Abril situaram, portanto, o índice nos 90,43 pontos face à base comparável. Ou seja, apesar de a comparação de 2009 com 2008 continuar a ser negativa, o que se compreende face à crise, o mês de Abril registou uma recuperação dos valores, algo que, certamente, a indústria dos centros comerciais e as marcas não deixarão de apreciar.


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Shopping 68 - Centros Comerciais em Revista