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Eduardo Camilo

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(publicidade mítica). Porém, no âmbito do quadro epistemológico introduzido por Naomi Klein através da já conhecida máxima “Marcas sim, produtos não”, este exercício deixa de fazer sentido, pois nas dimensões mais contemporâneas da publicidade, os produtos deixam de ser importantes quer como textos, quer como pretextos. Esta posição foi impor-nos, então, uma alteração do eixo original de oposição articulado em torno do pólo da representação vs construção, conduzindo-nos à hipótese de o eixo dicotómico que melhor reflecte estas transformações poder estar estruturado em torno do pólo da configuração vs desconfiguração. Organizando, delimitando, adequando as relações de contrariedade e de complementaridade (inferidas a partir da relação de contradição básica que determina a estrutura desse eixo), consideramos fundamental a verificação desta suposição. Consistirá numa reflexão proveitosa que possibilitará distinguir adequadamente uma textualidade ‘publicitária canónica’ de outras práticas textuais que, apesar de complementares, até mesmo muito similares, deverão ser distinguidas das que integram esse género de comunicação.

Bibliografia ADAM, J.-M., BONHOMME, M. – L’Argumentation Publicitaire. Rhétorique de l’Eloge et de la Persuasion. Paris, Natham, 1997 . BARTHES, R. – O Óbvio e o Obtuso. Lisboa, Edições 70, 1984, Col. Signos (42). BARTHES, R. – Mitologias. Lisboa, Edições 70, 1979, Col. Signos (42). BONNANGE, C., THOMAS, C. – Don Juan ou Pavlov. Paris, Seuil, 1987,Col. Points. CAMILO, E. – “A insinuação dos apelos; a alusão das promessas. Sobre o estatuto do implícito na comunicação publicitária”, in: 5º SOPCOM. Braga: Universidade do Minho, 2007. DURAND, J.(197). “Retórica e imagem publicitária”, in: A análise das imagens. Rio de Janeiro, 1973, 19-59.

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Ensaios de comunicação estrategica  

comunicação

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