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Eduardo Camilo

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pal, sendo um módulo componente do marketing mix5 . A comunicação administrativa é explorada então para divulgar a existência de um novo serviço ou de uma nova infra-estrutura (por exemplo, uma biblioteca), mas igualmente para explicar a cada utente como poderá usufruí-la nas melhores condições (divulgando, por exemplo, os horários de funcionamento, as normas de requisição dos livros, isto é, os aspectos organizativos). Para além disso, também será útil para justificar determinadas opções político-administrativas (o porquê de apostar na comunicação e na cultura e não nas obras municipais) ou para publicitar e legitimar alterações relativamente ao local onde está situada (informação e justificação sobre as concentrações ou as desconcentrações do ‘ponto’). Passemos agora para a caracterização da área de intervenção que designámos por ‘comunicação político-administrativa’. Trata-se do domínio de acção que, à semelhança do da ‘comunicação política’, visa possibilitar a participação pública das populações em assuntos relacionados com o desempenho administrativo das edilidades no que respeita à forma como prestam serviços públicos e satisfazem as necessidades ou os interesses colectivos. O conceito chave que está subjacente à comunicação político-administrativa é o da ‘interacção’: como estimular a participação? Como envolver a população na defesa dos seus interesses? Como conseguir a sua participação na resolução de problemas? Como tem por referência os valores tecno-administrativos subjacentes ao ideal de serviço público, este tipo de comunicação deverá ser sempre caracterizado por um conjunto de iniciativas comunicacionais que visam estimular ou facilitar a cooperação da população na organização e no aperfeiçoamento das actividades municipais. Consideramos que, de certa forma, as tarefas comunicacionais deste domínio são semelhantes às que se integram no domínio do planeamento de marketing municipal, na condição de o consideramos como um conjunto de procedimentos que visam, por um lado, recensear necessidades e opiniões públicas municipais (como se estas fossem ilustrativas de um estado de ‘satisfação municipal’) e, por outro, ponderar até que ponto elas podem ser geridas a partir da capacidade instalada dos órgãos munici5 KOTLER, Philip – Marketing management. Analysis, planning and control. New Jersey, Prentice-Hall, 1980, p. 93-543. WALSH, Kieron – Marketing in local government. London, Longman/Local Government Training Board, 1989.

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