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A insinuação dos apelos; a alusão das promessas. Sobre o estatuto do implícito na comunicação publicitária1 Na publicidade actual, sobretudo na exterior (que é transmitida por outdoors) e na veiculada através dos meios audiovisuais, é frequente assistirmos a um discurso enviesado, no âmbito do qual a vertente directiva das mensagens (em termos de apelo ou de promessa) está remetida para o nível do ‘não dito’. Embora esta tendência não se descortine em todas as mensagens, torna-se fundamental caracterizar o mecanismo segundo o qual a dimensão perfomativa da linguagem publicitária é implicitada. Este ensaio encontra-se estruturado em três partes. Na primeira, conceptualizaremos a figura do implícito no discurso de publicidade, demonstrando em que medida não é possível conceber uma única categoria, mas várias. Na segunda parte, restringiremos o ângulo de estudo a uma categoria, a relativa ao implícito fundado sobre as condições de enunciação (publicitária). Por fim, consagraremos uma reflexão sobre os efeitos pragmáticos decorrentes das estratégias de implicitação. 1

“A insinuação dos apelos; a alusão das promessas. Sobre o estatuto do implícito na comunicação publicitária” in: Martins, M.L.; Pinto, M. (Orgs.)- Comunicação e cidadania. Actas do 5º congresso da Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação. Braga, Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade, Universidade do Minho, 2008, p. 1267-1280.

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Ensaios de comunicação estrategica  

comunicação

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