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Eduardo Camilo

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Certamente que esta publicação integra um ensaio redigido em castelhano sobre a publicidade cívica, as campanhas de sensibilização e desenvolvimento, no sentido de averiguar a sua especificidade estrutural (“Processos de iInfluencia o de argumentación?. . . ” – 2006). Contudo, salientamos que, na primeira parte do ensaio, intentamos reflectir sobre a viabilidade de um agir comunicacional efectivamente cívico quando integrado em estratégias de marketing comercial. O conhecido adágio «não há almoços de graça!», aplica-se plenamente neste contexto. Interrogamo-nos: não será a ‘responsabilidade social’, a ‘sensibilização cívica’, meras abordagens retóricas, mais ou menos originais, no âmbito de uma conjuntura publicitária em que as audiências estão saturadas das mesmas Unique Selling Propositions e absolutamente ‘enjoadas’ de abordagens criativas cada vez mais espectaculares, fáticas? Não estarão as campanhas de sensibilização (principalmente as que são subvencionadas por marcas comerciais) integradas numa conjuntura desconfigurativa do próprio discurso publicitário? b) Reivindicamos as nossas apetências por uma abordagem estritamente comunicacional (portanto, integrada no âmbito das teorias da comunicação) e discursiva (inserida nas correntes da semiótica e da semiologia) ao fenómeno da publicidade. Esta particularidade é relevante pois é significativa de um distanciamento das metodologias mais ‘puras e duras’, instrumentais e relativamente lineares da psicologia das motivações e do marketing; c) Em terceiro lugar, salientamos a particularidade de no próprio ângulo de análise semiótico também se registarem algumas disparidades. São absolutamente assumidas por reflectirem modos de apropriação de referências epistemológicas e de ângulos de análise que temos vindo a considerar relevantes para avaliar o nosso objecto de estudo. Destacamos a particularidade de alguns dos autores que temos explorado nunca terem reflectido sobre publicidade e outros só a terem abordado numa perspectiva relativamente lateral, no âmbito de outras temáticas igualmente relevantes. É nesta perspectiva que tanto recorremos a Greimas como a Barthes, a Saussure como a Peirce, a Benveniste como a Bakhtine, a Kristeva ou a Jakobson como a Eco. Reconhecemos que a nossa posição perante a semiótica (e também perante a teoria da comunicaLivros LabCom

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Ensaios de comunicação estrategica  

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