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ÁREA DE SOLTURA FAZENDA NOVA GOKULA

Cartilha para o observador da Área de Soltura Fazenda Nova Gokula.


ÁREA DE SOLTURA FAZENDA NOVA GOKULA

Papagaio-verdadeiro Nome Científico: Amazona aestiva

O Papagaio-verdadeiro é uma ave Psittaciforme da família Psittacidae. Conhecido também como Ajuru-etê, Curau, Papagaio-comum, Papagaio-curau, Papagaio-de-fronte-azul, Papagaiogrego, Trombeteiro (Mato Grosso) e Louro, como, aliás, são chamados todos os papagaios domésticos em nosso País. Não está classificada em nenhuma categoria de ameaça a nível global. Características Mede de 35 a 37 cm de comprimento e pesa cerca de 400g. Distingue-se pela cabeça amarela, com azul-esverdeado na fronte e bochecha, narinas escuras, ombros vermelhos delineados com amarelo, asa com parte vermelha e extremos azul-escuro. Resto do corpo geralmente verde, mais claro entre o ventre e a cauda. Alimentação Alimenta-se de sementes e frutos nativos. Reprodução Costuma reproduzir em buracos de rochas erodidas ou em barrancos. Os filhotes permanecem no ninho por cerca de 2 meses. O período de reprodução é de setembro a março. Hábitos Habita florestas úmidas, savanas, floresta de galeria, áreas cultivadas com árvores e matas com palmeiras, até 1.600 m. Comum em casais ou bandos. Macho e fêmea voam tão juntos um do outro que o casal parece ser uma grande e fabulosa ave de quatro asas, o que se observa inclusive quando estão em bando. A melhor defesa que possui é ficar imóvel e calado. É freqüentemente “canhoto”, razão pela qual o pé esquerdo é melhor desenvolvido. Para dormir reúne-se em bandos. Curiosidades Devido ao “dom da fala”, o papagaio-verdadeiro é muito procurado pelos homens, para servir de ave de estimação. Centenas deles são capturados e comercializados clandestinamente em feiras e mercados. Distribuição Geográfica

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Papagaio-de-peito-roxo Nome Científico: Amazona vinacea

O papagaio-de-peito-roxo é uma ave psittaciforme da família Psittacidae. Também é conhecido pelos nomes de aiurueba, anacã, coraleiro, crau-crau, curraleiro, jureba, jurueba, papagaiocaboclo, papagaio-curraleiro, papagaio-de-coleira, paracuã, peito-roxo, quero-quero, téu-téu e xauá. A espécie encontra-se ameaçada devido à caça de contrabando e destruição do habitat. Características Chega a medir até 35 cm de comprimento, de plumagem arroxeada no peito, com aspecto escamoso e uma gola de penas alongadas, loros, fronte, base do bico, encontro e espelho alar vermelhos. Longevidade: 30 anos. Maturidade: 2 anos. Alimentação A sua alimentação faz-se à base de frutas locais e sementes. Reprodução A época de reprodução ocorre de Agosto a Dezembro. O casal constrói um ninho num tronco oco onde a fêmea põe dois ovos incubados ao longo de cerca de 30 dias. Hábitos Habita as matas secas, pinheirais e orlas de capões. Seus movimentos são lentos e servem para melhor se ocultar nas matas. Causas da extinção: caça, vive em florestas e pinheiros associados a ambientes campestres. Necessitam da disponibilidade de buracos de árvore (ocos de tronco) e fendas formadas pela decomposição dos troncos.

Distribuição Geográfica

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Periquitão-maracanã

Nome Científico: Aratinga leucophthalma

O periquitão-maracanã, também conhecido por aratinga-de-bando, é uma ave da ordem Psittaciformes, família Psittacidae. Apresenta outros nomes populares como: araguaí e maritaca (SP/MG), araguari, aratinga, arauá-i, aruaí, guira-juba, maracanã, maracanã-malhada, maricatã (MG). Não é considerada como sendo ameaçada, embora o comércio internacional (tráfico) vem afetando suas populações. Características Possui a cabeça com forma “oval”. Coloração geral verde com os lados da cabeça e pescoço com algumas penas vermelhas, apenas as coberteiras inferiores pequenas da asa são vermelhas, sendo as grandes inferiores amarelas, chamando muito a atenção em vôo, região perioftálmica nua e branca, íris laranja, bico cor de chifre clara, pés acinzentados. Tamanho médio 32 cm. Nos jovens as penas vermelhas da cabeça e sob as asas são ausentes, sendo de cor verde. Alimentação O periquitão-maracanã se alimenta principalmente de frutos e sementes. Reprodução Os casais nidificam isoladamente em ocos de pau, palmeiras de Buriti, paredões de pedra, e também embaixo de telhados de edificações humanas, o que ajuda muito na sua ocupação de espaços urbanos. Mantêm-se discretos quando nidificam em habitações, chegando e saindo do ninho silenciosamente e esperando pousados em árvores até que possam voar para o ninho sem serem percebidos. Como a maior parte dos psitacídeos, não coletam materiais para a construção do ninho, colocando e chocando os ovos diretamente sobre o solo do local de nidificação. Hábitos Habita florestas úmidas, semi-úmidas, pântanos, florestas de galeria e palmares de Buriti nas Planícies, até 2500 m. Não freqüenta regiões com rios de águas escuras, e em geral encontrase em terras baixas. Voa em bandos de 5 a 40 indivíduos. Dormem coletivamente em variados lugares. Distribuição Geográfica

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Tucano-toco

Nome Científico:

Ramphastos toco

Os tucanos são, junto com as araras e papagaios, um dos símbolos mais marcantes das aves do continente sul-americano. O tucano-toco, ou tucanuçu, é o maior deles, vivendo em todo o Brasil Central e partes da Amazônia. No Pantanal está a sua maior população, podendo ser encontrado até no interior das cidades, em rápidas visitas a pomares e árvores com frutos. Características Com a característica marcante de possuir enorme bico alaranjado com uma mancha negra na ponta. Sua plumagem é negra, destacando-se o papo e o uropígio brancos, além do crisso manchado de vermelho. Destaca-se também a área de pele nua de cor laranja ao redor dos olhos e as pálpebras azuis. O bico amarelo-alaranjado de tecido ósseo esponjoso, que mede cerca de 20 cm, é duro e cortante, sendo usado como uma pinça para capturar alimento. Mede 56 cm de comprimento e pode pesar 540 g. Suas bordas são serrilhadas e a força do tucano corresponde a seu tamanho. Para ingerir o alimento, lança-o para trás e para cima, em direção à garganta, enquanto abre o bico para o alto. Alimentação Sua dieta consiste basicamente de frutas, insetos e artrópodes, mas também costuma saquear ninhos de outras aves e devorar ovos e filhotes. Devido a essa característica, são prontamente perseguidos pelas aves em período reprodutivo. Reprodução Faz seu ninho em árvores ocas, buracos em barrancos ou em cupinzeiros. Costuma botar de dois a quatro ovos, que são incubados por período de 16 a 18 dias. O macho costuma alimentar a fêmea na época da reprodução. Seus predadores são: os macacos que saqueiam o ninho e os gaviões. Vivem em casais no período reprodutivo, formando bandos após a saída dos filhotes dos ninhos. Distribuição Geográfica

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Sabiá-laranjeira Nome Científico:

Turdus rufiventris

Ave símbolo do Brasil, o sabiá-laranjeira, também conhecido como sabiá-amarelo, sabiávermelho ou de peito-roxo é uma ave popular, citada por diversos poetas como o pássaro que canta na estação do amor, ou seja, a primavera. Foi imortalizado na “Canção do Exílio”, de Gonçalves Dias, juntou-se oficialmente aos outros quatro símbolos nacionais – a bandeira, o hino, o brasão de armas e o selo, tendo a mesma importância deles na representação do Brasil em 3 de outubro de 2002, por decreto do presidente Fernando Henrique Cardoso. Características Mede 25 centímetros de comprimento e pesa, o macho 68 gramas, a fêmea: 78 gramas. Tem plumagem parda, com exceção da região do ventre, destacada pela cor vermelho-ferrugem, levemente alaranjada, e bico amarelo-escuro. Não há dimorfismo sexual, pois, ambos são iguais. É ave de canto muito apreciado, que se assemelha ao som de uma flauta. Canta principalmente ao alvorecer e à tarde. O canto serve para demarcar território e, no caso dos machos, para atrair a fêmea. A fêmea também canta, mas numa frequência bem menor que o macho. Alimentação Sua nutrição se compõe basicamente de insetos, larvas, minhocas, e frutas maduras, incluindo frutas cultivadas como o mamão, a laranja e o abacate. Come coquinhos de várias espécies de palmeiras e de espécies introduzidas, como o dendê. Cospe os caroços após cerca de 1 hora, contribuindo assim para a dispersão dessas palmeiras, comportamento apresentado também por outros sabiás. Reprodução Pode fazer seu ninho - uma tigela profunda de argila e folhas secas - em beirais de telhados. Macho e fêmea constroem o ninho juntos utilizando gravetos, fibras vegetais e barro, onde a fêmea coloca de 3 a 4 ovos, de coloração esverdeada com pintas cor de ferrugem. O período de incubação dura em torno de 14 dias. Distribuição Geográfica

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Sabiá-barranco Nome Científico: Turdus leucomelas

O sabiá-barranco é o sabiá mais comum do interior do Brasil, especialmente em regiões de cerrado. Também chamado de sabiá-barranqueira, capoeirão, sabiá-pardo ou ainda sabiábranco, é uma ave passeriforme da família Turdidae. Espécie semi-florestal. Vive à beira de matas, parques, matas de galeria, coqueirais e cafezais. Características O adulto apresenta o alto da cabeça arredondado, acinzentada nos lados e olivácea na parte alta. Bico cinza escuro uniforme. O tom acinzentado domina as costas, tornando-se amarronzado nas asas. Peito acinzentado, com a garganta branca e listras cinza escuro bem definidas. Quando voa, às vezes mostra a área alaranjada da parte interna das asas. A parte inferior da cauda é clara. Mede cerca de 22-23 cm. Não apresenta dimorfismo sexual, sendo sua diferenciação feita apenas pelo canto, que é característica dos machos. Alimentação Alimenta-se, basicamente de minhocas e artrópodes. Assim como outros sabiás revira as folhas caídas em busca de pequenos invertebrados e também se alimenta de pequenos frutos. Reprodução Inicia sua reprodução em agosto e estende-a até dezembro. Como outros sabiás, constrói um ninho apoiado em galhos ou forquilhas, às vezes em alpendres e varadas de casas, usando uma mistura de barro, raízes e folhas na parte externa. Forma uma pequena torre e na parte superior fica a tigela funda de material vegetal mais macio. A fêmea choca de 2 a 4 ovos durante 12-13 dias, com os filhotes saindo do ninho em 17 dias. Distribuição Geográfica

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Sabiá-de-coleira

Nome Científico: Turdus albicollis

O sabiá-de-coleira é uma ave passeriforme da família Turdidae. É conhecido também como caraxué-coleira. É comum nos estratos inferior e médio de florestas úmidas e capoeiras altas, tanto nas baixadas como nas montanhas. Vive solitário ou aos pares, pulando no chão. É de difícil observação. Características Mede cerca de 22 cm de comprimento. Apresenta sutil dimorfismo sexual, sendo as fêmeas adultas um pouco maiores que os machos, sendo sua diferenciação principal feita apenas pelo canto, que é característica dos machos. Seu canto apresenta estrofes suaves, prolongadas e ininterruptas. Alimentação Ave onívora. Alimenta-se de frutos e segue formigas-de-correição. Reprodução Atinge a maturidade sexual aos 10 meses. Faz ninho semelhante ao de outros sabiás. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azul-esverdeados com marcas marrons, tendo de 3 a 4 ninhadas por estação. Os filhotes nascem após 13 dias.

Distribuição Geográfica

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Sabiá-una

Nome Científico: Turdus flavipes

A Sabiá-una é um Passeriforme da família Turdidae.É conhecida também como Sabiá-preta. Vive na mata, em regiões montanhosas. É comum na copa e nas bordas de florestas, capoeiras, clareiras adjacentes e em plantações de café. Em regiões montanhosas da costa brasileira é geralmente a espécie de sabiá mais comum. Vive solitário ou aos pares Características Mede cerca de 20 cm de comprimento e pesa: macho 64 g; fêmea 72 g. O macho é preto com as costas e barriga de coloração cinza; a fêmea é marrom-oliváceo nas partes superiores e marrom-amarelado nas partes inferiores, com a garganta estriada de marrom-escuro. Canto bem variado, rico em motivos dos mais diversos e de duração diferente. Capaz de imitar outras aves. Alimentação Onívoro. Reprodução Atinge a maturidade sexual aos 12 meses. Faz um ninho raso em formato de xícara. Cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos azulados ou esverdeados com marcas marromavermelhadas, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Distribuição Geográfica

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Canário-da-terra-verdadeiro

Nome Científico: Sicalis flaveola

O canário-da-terra-verdadeiro, conhecido também como canário-da-horta, canário-da-telha, canário-do-campo, chapinha, canário-do-chão, coroinha e canário-da-terra e cabeça-de-fogo, é uma ave admirada pelo canto forte e estalado e por isso é frequentemente aprisionada como ave de cativeiro (está entre as 10 mais apreendidas, segundo o IBAMA) mesmo tal ato sendo considerado crime federal inafiançável pela Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98). Características Tamanho aproximado: 13,5 cm. Peso médio: 20g. Cor: amarelo-olivácea com estrias enegrecidas nas costas e próximo das pernas. Asas e cauda cinza-oliva. A fêmea e o jovem têm a parte superior do corpo olivácea com densa estriação parda por baixo, com as penas e cauda e tarso quase enegrecidos. Com 4-6 meses de idade, os filhotes machos já estão cantando, e levam cerca de 18 meses para adquirir a plumagem de adulto. Alimentação Alimenta-se de sementes no chão. É uma espécie predominantemente granívora (come sementes). O formato do bico é eficiente em esmagar e seccionar as sementes, sendo portanto, considerada predadora e não dispersora de sementes. Ocasionalmente alimenta-se de insetos. Reprodução Faz ninhos cobertos, na forma de uma cestinha, em lugares que variam desde uma caveira de boi até bambus perfurados. Freqüentemente utiliza ninhos abandonados de outros pássaros, sobretudo do joão-de-barro. Pode fazer ninhos em forma de cesta em plantas epífitas (orquídeas e bromélias), em buracos de telhas e outros locais que ofereçam proteção. A fêmea põe em média 4 ovos que são chocados por 14 ou 15 dias. Distribuição Geográfica

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Curió Nome Científico: Sporophila angolensis

O curió é uma ave passeriforme da família Emberizidae, conhecido também como avinhado, bicudo e peito-roxo. Seu nome, na linguagem indígena, significa “amigo do homem”. Por extensão, não podemos afirmar que o homem seja propriamente um amigo do curió, reduzindo seu habitat natural, caçando-o impiedosamente e fazendo desse pássaro um verdadeiro ícone de disputas de canto e de comércio desenfreado, que funciona muitas vezes na marginalidade das leis de proteção ambiental, beirando a imoralidade gananciosa e permissiva. Características Mede 13 cm de comprimento. Alimentação Alimenta-se basicamente de alguns insetos, várias sementes em especial a semente do capim navalha, subindo nos pendões de capim ou catando-as no chão. Reprodução Faz um ninho de paredes finas, em formato de xícara. Põe 2 ovos branco-esverdeados com muitas manchas marrons e a eclosão ocorre cerca de 13 dias após a postura. Passados 30 dias do nascimento, os filhotes já estão prontos para sair do ninho. Atingem a maturidade após um ano de idade. O período de acasalamento inicia-se no final do inverno e dura até o término do verão. Distribuição Geográfica

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Tico-tico

Nome Científico: Zonotrichia capensis

O tico-tico é uma ave passeriforme da família Emberizidae. É um dos pássaros mais conhecidos e estimados do Brasil. Seu nome vem do tupi e deriva do seu canto. Espécie comum em áreas urbanas. Características Pássaro de porte médio que mede 15 cm de comprimento. coloração dorsal é pardoacinzentada, tendo a cabeça cinza com 2 tiras negras que partem da base da maxila indo até à nuca, com parte central cinza, também partindo da mesma base e alargando-se para a nuca. Pescoço com uma faixa cintada de cor vermelho-ferrugínea que desce até os lados do peito alto, onde se encontra com uma mancha negra. Porção intermediária dorsal de cor pardo-cinza com coberteiras, inclusive das asas com manchas negras, e restante do dorso pardo-cinza. No encontro das asas as penas terminam com faixa branca. Garganta branca, peito e abdômen cinza-esbranquiçados, sendo mais claro na parte central.Não existe dimorfismo sexual. Alimentação Alimenta-se de sementes, brotos, frutas, insetos (besouros, formigas, grilos, cupins alados). Reprodução Primavera-verão. Durante a reprodução vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território, que o macho defende energicamente contra a aproximação de outros machos de sua espécie. O ninho é uma tigela aberta e rala, feito de capim seco e raízes. A fêmea bota de 2 a 5 ovos, que são de cor verde-amarelado com uma coroa de salpicos avermelhados. A incubação se faz em 13 a 14 dias e os filhotes são cuidados pelo casal. Distribuição Geográfica

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Trinca-ferro-verdadeiro Nome Científico: Saltator similis

O trinca-ferro-verdadeiro é uma ave passeriforme da família Thraupidae. Também é chamado de trinca-ferro, bico-de-ferro, tempera viola, pixarro, pipirão, estevo, titicão e tia-chica. Características Um pouco menor do que outras espécies do mesmo gênero, possuem o mesmo bico negro e forte que originou o nome comum dessas aves. Dorso verde, cauda e lados da cabeça acinzentados. A listra superciliar é a mais comprida das três espécies (ave adulta), com o “bigode” menos definido e garganta toda branca. Por baixo, domina o cinza nas laterais, tornando-se marrom alaranjado e branco no centro da barriga. Asas esverdeadas. O juvenil não possui a listra tão extensa, sendo a mesma falhada ou inexistente, logo após saírem do ninho. Não existem diferenças corporais entre machos e fêmeas. Alimentação O trinca-ferro-verdadeiro é um típico onívoro, se alimentando de frutos, insetos, sementes, folhas e flores (como as do ipê). Na infância seu regime alimentar é predominantemente animal.O macho costuma trazer alimento para sua fêmea. Reprodução O ninho é construído em arbustos a 1 ou 2 m de altura, é uma tigela espaçosa, com cerca de 12 cm de diâmetro externo, feita com folhas grandes e secas seguras por alguns ramos, resultando uma construção frouxa; no interior são colocadas pequenas raízes e ervas. Os 2 ou 3 ovos, alongados, azul-claros ou verde-azulados, com manchas pequenas.Durante o período de reprodução,vivem estritamente aos casais sendo extremamente fiéis a um território. Distribuição Geográfica

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Graúna

Nome Científico: Gnorimopsar Chopi

A graúna (derivado do tupi “guira-una” = ave preta) é uma ave passeriforme da família Icteridae. Conhecido também como arranca-milho, chopim, chupão, assum-preto, melro e pássaro-preto. Características Mede 21,5 a 25,5cm. de comprimento. É inteiro negro incluindo pernas, bico, olhos e penas daí um de seus nomes populares pássaro preto, filhotes e jovens não possuem penas ao redor dos olhos. Não há dimorfismo sexual. Trata-se de um dos pássaros de voz mais melodiosa deste país. A fêmea também canta. Alimentação Onívoro. Come frutos, sementes, insetos, aranhas e outros invertebrados. Aprecia o coco maduro da palmeira buriti. Apanha insetos atropelados nas estradas e aproveita restos de milho junto às habitações humanas ou desenterra sementes recém-plantadas. Reprodução Atinge a maturidade sexual aos 18 meses. Faz ninho em árvores ocas, troncos de palmeiras, ninhos de pica-pau, em mourões, dentro do penacho de coqueiros e nas densas copas dos pinheiros, utilizando também ninhos abandonados de joão-de-barro. Ocupa buracos também em barrancos e cupinzeiros terrestres. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 4 ovos, tendo de 2 a 3 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 14 dias e ficam no ninho 18 dias. O macho ajuda a criar a prole. Distribuição Geográfica

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Coleirinha-papa-capim

Nome Científico: Sporophila caerulescens

A coleirinha-papa-capim é uma ave passeriforme da família Emberizidae. Também conhecido como coleiro, papa-capim ou papa-arroz. É a espécie mais popular do grupo dos papa-capins, sendo também a mais abundante na maioria dos locais onde ocorre. Características O macho, com seu inconfundível colar branco e negro, recebeu essa denominação. Além do colar, ao lado da garganta negra um “bigode” branco define a área sob o bico amarelado ou levemente cinza esverdeado. Existem machos com peito branco e outros amarelo. Seu canto sofre grande variação regional. A fêmea é toda parda, mais escura nas costas. Sob luz excepcional, é possível ver que ela também possui o esboço do desenho da garganta do macho. Os machos juvenis saem do ninho com a plumagem idêntica à fêmea. As fêmeas não são canoras. Alimentação Congregam-se nos capinzais soltando grãos e usam o bico forte para quebrar as sementes. O nome papa-arroz vem do hábito de também usarem plantações de arroz como fonte de alimentação. Além do arroz, adaptaram-se às várias gramíneas trazidas da África e acompanharam a expansão da pecuária nas áreas anteriormente florestadas. Reprodução No período reprodutivo(outubro a fevereiro), o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. O ninho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área. Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto. O ninho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são incubados por cerca de duas semanas, Cada fêmea choca 3/4 vezes por ano. Distribuição Geográfica

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Coleirinha-baiana

Nome Científico: Sporophila nigricollis

A coleirinha-baiana é também conhecida como baiano, Cabecinha-preta, Coleiro-paulista, Papa-arroz, papa-capim-de-peito-preto, papa-capim-capuchinho e pretinho. Vive em campos abertos, clareiras arbustivas, campos de cultivo, beiras de estradas e capinzais altos. Características Mede 11 cm de comprimento. O macho possui um capuz preto na cabeça, contrastando com as partes superiores oliváceas e com as partes inferiores amareladas. Ocorrem também coleiros com as partes inferiores brancas. As fêmeas possuem cor parda, a mesma cor dos filhotes. Os filhotes machos adquirem a plumagem de adulto com cerca de 18 meses de idade. Há bastante variação individual e regional no canto (dialetos) no gênero Sporophila. O canto é melodioso, muito agradável. Alimentação Granívoros. Reprodução Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Faz ninho de gramíneas, em formato de xícara, com paredes finas, localizado em arbustos baixos ou árvores pequenas. Põe 2 ou 3 ovos esverdeados ou amarelados com muitos pontos marrons, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Atingem a maturidade sexual aos 10 meses. Distribuição Geográfica

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Bigodinho

Nome Científico: Sporophila lineola

O Bigodinho, também conhecido como bigode, papa-capim, estrelinha ou cigarrinha, ocorre praticamente em todo o Brasil. Seu habitat é em campos abertos, campos cultivados e capoeiras. Devido ao canto, é ave apreciada e as capturas para o comércio ilegal, junto com as alterações ambientais, acabaram por reduzir seus números em boa parte do país, especialmente no nordeste. Características Mede 11 cm de comprimento. Tem um gorjear rápido e metálico. O macho é inconfundível, pelas áreas brancas na cabeça, responsáveis pelos nomes comuns. O contraste do negro do restante da plumagem das partes superiores é marcante. As partes inferiores são levemente cinza claro e, sob sol forte, podem parecer brancas. Bico característico, pequeno e todo negro. Junto com a longa cauda, corpo delgado e cabeça pouco volumosa formam uma silhueta mais delicada do que a maioria das outras espécies do gênero. A fêmea é toda parda, um pouco mais clara nas partes inferiores. Alimentação Alimenta-se basicamente de sementes. Reprodução Vive em pares espalhados durante o período reprodutivo. Tem de 2 a 4 ninhadas por ano, com 2 a 3 ovos em cada uma. Como nas demais espécies do grupo, o macho demarca o território, cabendo à fêmea toda a tarefa reprodutiva. Distribuição Geográfica

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Pintassilgo

Nome Científico:

Sporagra magellanica

É conhecido também como Pintassilgo-mineiro e Pintassilva. Vive em mata secundária aberta, árvores em plantações e quintais, pinhais, cerrado. Características Mede 11 cm de comprimento. Gorjear fino bastante variado, em andamento rapidíssimo; estrofes longas intercalando imitações de outras aves. Canta também em vôo. A sua máscara preta, presente apenas nos machos, bem como as manchas amarelas nas asas, faz do pintassilgo uma ave bastante colorida e com um padrão facilmente reconhecível, mesmo em voo. Durante a Primavera, pode ser observado a cantar no alto de árvores, antenas, postes e telhados. No Inverno agrega-se frequentemente em bandos de dimensões consideráveis, que podem juntar centenas de aves. Além de seu canto característico, pousado ou em vôo, imita o canto de outras aves. Fêmeas de cabeça e lado inferior oliváceos. Os jovens machos com poucos meses já apresentam pintas pretas na cabeça. Alimentação Sementes e pequenos frutos secos, de revestimento duro. Reprodução Nidifica tanto nas copas das araucárias mais altas como em cafeeiros. A fêmea constrói o ninho em forma de pequena tigela, com raízes finas, sem revestimento ou forrado de penas e crinas, na forquilha de árvores ou de arbustos, a pouca altura do solo (3 a 4 m). Os ovos são brancos, com pouco azul-celeste, às vezes com algumas pintas pardas e medem cerca de 16 x 12 mm. A incubação também é tarefa da fêmea, podendo o macho alimentá-la durante este período. Cada ninhada geralmente tem entre 3 e 5 ovos, tendo de 2 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem após 13 dias. Distribuição Geográfica

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Azulão Nome Científico: Cyanoloxia brissonii

O azulão é uma ave passeriforme da família Cardinalidae. Também é conhecida pelos nomes de azulão-bicudo, azulão-do-nordeste, azulão-do-sul, azulão-verdadeiro, guarundi-azul, gurandi-azul, gurundi-azul e tiatã. Características De bico avantajado e negro. O macho é totalmente azul-escuro, com partes azuis brilhantes. A fêmea e os filhotes são totalmente pardos com as partes inferiores um pouco mais claras. Canto Sonoro e melodioso. Emite um canto diferente no crepúsculo e pela madrugada. Alimentação Sua alimentação é bem variada, sobretudo de sementes, frutas e insetos. Reprodução O azulão se reproduz entre setembro e fevereiro, constrói seu ninho não muito longe do solo e cada ninhada geralmente tem entre 2 e 3 ovos, tendo de 3 a 4 ninhadas por temporada. Os filhotes nascem entre 13 e 15 dias após a fêmea botar os ovos. Distribuição Geográfica

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As informações contidas nesta cartilha foram retiradas do site WikiAves: http://www.wikiaves.com.br/, acessado em setembro de 2010.

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Cartilha observador fauna Nova Gokula