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Leituras VII Dias da Silva (*) Sem tempo de baixar sobre o chão, começo e termino de ler “Com a maça na cabeça” (subtítulo “Crônicas de viagem” que mais claramente diz do que o título), publicação de Thesaurus, 2014, do elegante e correto escritor Edmilson Caminha, feito se diz de uma assentada (ou de cabo a cabo, ou mesmo sem aplaudir a expressão, de cabo a rabo). Deem-se indicativos de identificação do autor: nome Edmilson Caminha. Local de nascimento: Fortaleza . Ceará. Professor (diga-se sofredor: neste país, professor é sinônimo de sofredor e também santo porque ensina de graça...) entusiasmado sim e preparado. Edmilson gosta do que faz: ensinar e do que faz o de que mais gosta: escrever. Em confirmação disso, tem este pensamento forte e decisivo: , no fundo para não morrer, para não desaparecer, para vencer a efemeridade. Como me inquieta e perturba o efêmero! Duas coisas, aliás, me angustia a mente constantemente: o efêmero “da vida e o silêncio do futuro”. Para J. D. Salinger, Os escritores escrevem por suas próprias razões, mas deviam escrever só para si mesmos, e a única coisa importante era a escrita. Repita-se: Edmilson Caminha escolheu ser professor (sobremodo escritor) de que gosta imenso, e, no pensamento de Confúcio, quando se gosta do que se faz, é feito não trabalhar nenhum dia na vida. “Escrever, como viver – segundo Henry Muller – é uma viagem de descobrimento”; o mesmo é para Edmilson Caminha. Mais qualificação: jornalista ativo. Escritor de mancheia. Integrante das Academias de Letras do Brasil, Brasiliense de Letras e Cearense de Língua Portuguesa. Sua produção literária é vasta e rica: doze títulos publicados – ensaio na maioria (quem primeiro disse Ensaio seus escritos foi Michel Eyquem de Montaigne, em 1580) . Ensaio: forma de escrita entre “a argumentação e a narração e entre a filosofia e a literatura”. Mais os gêneros me-

Calela é o novo diretor de Planejamento da Casa do Ceará Carlos Euler Currlin Perpétuo (Calela) é o novo diretor de Planajamento da Casa do Ceará; Nasceu em Joinville – SC, em 28/12/45; Pai: Euler Alves Perpetuo de Diamantina – MG; Mãe: Wanda Gisela Currlin Perpetuo de Itajaí – SC. Morou em Itajaí na praia de Cabeçudas. Mudou para o Rio de Janeiro, onde estudou no Internato São José dos Irmãos Maristas até 1960, mudando para Brasília onde estudou na CASEB e Elefante Branco. Formando-se em Arquitetura e Urbanismo na UNB em 1976. Trabalhos: Caixa econômica Federal como arquiteto – Aposentado., EMBRATUR, como chefe da Divisão de Captação de Recursos. Câmara Federal – Como Assessor Parlamentar do deputado federal Bismarck Maia. MPB Engenharia como arquiteto. Administração Regional de Brasília – RA1, como Diretor de Obras e Licenciamento e Assessor Especial do Administrador. Casado com a engenheira Angela Maria Barbosa Parente de Fortaleza – Ceará e tem dois filhos, Kim Parente Currlin Perpetuo e Erik Parente Currlin Perpetuo. Tem três filhas do casamento anterior: Danielle Gurgel Currlin Perpetuo, Adriane Gurgel Currlin Perpetuo e Emannuelle Gurgel Currlin Perpetuo.

Novembro/14

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Com a Mala na cabeça mória e viagem. Verdade enorme: o que é bom tem pressa de terminar (pego essa ideia do escritor moçambicano Mia Couto) Confirma-me a leitura de “Com a Mala na Cabeça” – diga-se título de prender leitores – que, de tão agradável e fluente, acaba em pressa, isto é, Chega-se ultima página. E o que é o livro; É o que estar “Com a Mala na Cabeça”? Melhor dito : com a mala dentro da mente do leitor imaginado, que bom que ler Com a Mala na Cabeça! Quem bom que é carregar essa Mala! Lembra-me , neste momento, a divisão de dois grupos de leitores de Mario Quintana: os que acham bom o que a gente escreve e os que acham que poderia ser melhor: até hoje não sei qual das duas espécies irrita mais. O certo é que , irritando ou não quem quer se seja, reafirmo haver sido bom – muito bom – estar com ... e ler Com a Mala na Cabeça, de Edmilson Caminha – sem cansar – até o fim. Pelos motivos seguintes, entre eles: fluidez, simplicidade, correção e elegância de estilo (linguagem) que agarram o leitor, feito o obrigasse a devorar, num fôlego, as 134 páginas (de) Com a Mala na Cabeça. Pela verdade explosiva que as palavras guardam, fora de cristalização de novos emblemas e símbolo, Sobremaneira, pela apreensão da “essência dos lugares” (países), da “alma do povo”, “da beleza da arte, da força da cultura”. Com a Mala na Cabeça , a segurar a mão do leitor, Edmilson Caminha leva-o a viajar (viajar para o Autor sempre foi uma ação intelectual, um exercício literário). Isto é: viajar é mais – muito mais – que fazer turismo, Alias, o Autor faz, sábia e sutilmente , distinção entre viajante – e turista; Assim: este (dito também errante) olha, segue, fotografa: aquele, vê, escolhe, sente. De fato, o viajante não ignora o que deve ser evitado e sabe o que deve ser procurado, o que é necessário e supérfluo, distingue o que é justo e o que é injusto. Coma Mala

na Cabeça, o leitor é viajante.. Caminha terras tantas. Conhece culturas tantas, Conversa com tanta gente, Vê, escolhe e sente mundos tantos. Com a Mala na Cabeça – repita-se – o leitor , mais do que simples turista ou errante, faz-se viajante. Porque pelos subtítulos distribuídos em 134 páginas, Viaja (e vive) para contar. Anda com Rembrandt, Neruda, Joyce.Faz-se um Arataca na Antártica: Terra de Ninguém, Futuro de Todos (feliz achado linguístico este): Terra de Ninguém, Futuro de Todos). Vê do Niqab ao Topless, na Tunísia. Sente a grandeza e os mistérios no Império dos Incas . Viaja pelo México em busca da Serpente Emplumada. Escolhe Museus e Universidades, Orgulhos dos Mexicanos. Tem a companhia de Frida, Rivera e Cantinflas. Sabe do México: Povo de Fé, Estado sem Religião. Descobre nos Esgotos, a Consciência de Paris. Na Corrente do Tejo, tem a Alma de Portugal. Faz Turismo Fúnebre. Vai estar com os Judeus, entre Massada e Auschwitz e, passa por Massada, uma Canudos para os Judeus... Caminha o Egito de Ramsés a Mubarak. Tem-se Cuba de Fidel e das Novelas Globo, e Cuba: Meu Modo de Ver , Minha Maneira de Sentir . Vai à Rússia: de Lênin ao McLenin’s. Encontra na China , a Terra dos Homens Sós. E vê, e escolhe e sente muito mais coisas. Samuel Beckett, em carta a J. D. Salinger, escreve: “Bom mesmo é o livro que, quando a gente acaba de ler, ficar querendo ser um grande amigo do autor, para poder telefonas para ele toda vez que der vontade. Mas isso é raro de acontecer”. Aconteceu sim coma leitura de Com a Mala na Cabeça, para mim com vantagen, por dizer ser amigo do Autor desse tempo. Faço contudo, essas observações desconexas não pela amizade, senão para reafirmar que bom mesmo é o livro de Edmilson Ca minha, por isso exorto o leitor ao entusiasmo “COM A MALA NA CABEÇA”. Dias da Silva (Lavras da Mangabeira), escritor , membro das Academias Lavrense de Letras e Cearense de Língua Portuguesa.

Metrô de Sobral, o VLT fabricado no Ceará, começou a circular Sobral. Após dois anos de espera, o Metrô de Sobral começa a funcionar , em caráter experimental, das 8h às 12h, horário em que a experiência será gratuita para os usuários. De acordo com o Presidente do Metrofor, Rômulo Fortes, o Metrô de Sobral aproveita hoje a via ferroviária e a definição do vetor transportes como estruturador de desenvolvimento urbano. “Essa parte, a de funcionamento integrado com a linha existente, foi o que mais demorou para a implantação do metrô em Sobral, que, considerando todo o processo, teve seu funcionamento acontecendo em um bom tempo”. Rômulo explicou que, nos próximos seis meses, a experiência de usar o Metrô de Sobral será gratuita, e que ele deve operar apenas com metade dos carros. “Até mais ou menos abril do próximo ano, o metrô só funcionará das 8h da manhã ao meio-dia e o acesso será completamente gratuito. Quando a fase comercial iniciar, a operação contará com quatro vagões, mais um reserva, cada carro tendo a capacidade para uma média de 350 pessoas por carro”. O Metrô de Sobral, aproveita hoje a via ferroviária e a definição do vetor transportes como estruturador de desenvolvimento urbano. Existente na paisagem da cidade desde o final do século passado, a via férrea, usada hoje

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só para carga, contorna o Centro da cidade, ligando os bairros da Cohab 2, no extremo leste, ao bairro do Sumaré, no oeste, e servirá para abrigar a Linha Sul do VLT. A linha norte ligará o Polo Industrial da Grendene, localizada à margem da avenida – onde existia o antigo ramal ferroviário de Camocim, no bairro da Expectativa, – ao bairro Cohab 3, passando pelos bairros do Junco e Terrenos Novos. As duas linhas formam dois “us” invertidos, que se tangenciam numa estação de integração. De acordo com o prefeito, quando o metrô de Sobral começar a operar integralmente será implantado o Sistema Integrado de Transporte Coletivo de Sobral (Sitrans), integrando midi-ônibus e Metrô com sincronização de horários e tarifa única. “Todo o sistema dará uma cobertura de 95% do território de Sobral, o que vai garantir que todo sobralense esteja a 300 metros de um dos modais, seja um ônibus ou o VLT”, explica. O secretário de Segurança e Cidadania, Pedro Aurélio Ferreira Aragão, explica que o equipamento irá operar com quatro Veículos Leves sobre Trilhos (VLT) e um de reserva, é equipado com ar-condicionado e integrará as 12 estações, distribuídas em duas linhas, uma norte e uma sul, numa extensão total de 13,2 quilômetros. Cada VLT é formado por dois carros, com movimentação bidirecional e velocidade máxima operacional de 60 km/h.

Ceará em Brasília

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