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Ceará em Brasília Jornal

Casa do Ceará

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DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Ano XXVIII - 297 Março de 2017

Cardeal de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, celebrou a missa de São José na Casa do Ceará. Leia mais na pág. 20

Presidente do Conselho Fiscal da Casa do Ceará Evandro Pedro Pinto, Presidente de Honra da AQQB Carlos Aguiar, Presidente AQQB Eulady Aguiar, Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Presidente da Casa do Ceará Osmar Alves de Melo, Diretor de Promoção Social José Sampaio de Lacerda Júnior, Dr. Albery Mariano, 2° Vice Presidente da Casa do Ceará Adirson Vasconcelos e ex Presidente da Casa do Ceará José Jezer de Oliveira.

Diretor de Promoção Social José Sampaio de Lacerda Júnior, Diretor Adm. Financeiro Luiz Gonzaga de Assis, Presidente da Casa do Ceará Dr. Osmar Alves de Melo, Padre Valdinei Barbosa, Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Bispo Auxiliar de Brasília Marcony Ferreira, ex Presidente da Casa do Ceará José Jezer de Oliveira, 2° Vice Presidente Adirson Vasconcelos, Diretor de Educação e Cultura Vicente Nunes de Magalhães, Diretora de Planej. e Orçamento Maria Madalena da Silva Carneiro. Dr. Albery Mariado e Superintendente Antônia Guimarães.

Leia nesta edição Expediente, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá - pág. 3 Os 200 anos de Dom Luis, 1º bispo do Ceará e criador do Seminário do Crato, lembrados pela Adsum do Crato, pág. 4 Anúncio de José Lírio de Aguiar, pág. 4 Presidente da Suprema Corte e Argentina no UniCEUB, pág. 5 Carlos Aguiar lançou a 2ª edição de seu livro de memórias, pág. 5 Anúncio do Uniceub, pág. 5 Leituras l - A Poesia de Márcio Catunda, pág. 6 Lucro líquido do BNB em 2016 cresceu 139,5%; maior da história, pág. 6 Leituras II - Wilson Ibiapina, pág. 7 Os seis agraciados com a Medalha da Abolição de 2017, pág. 6 Governador Camilo inaugura Vila da Música no Crato, pág. 7 Leituras III - Gonzaga Mota, pág. 8 Ilustrador cearense tem desenho compartilhado por atriz ganhadora do Oscar, pág. 8 Ubiratan Aguiar na Academia Cearense de Letras ACL , pág. 8 Leituras IV - JB Serra e Gurgel, pág. 9 Juazeiro do Norte pode ter nome modificado, pág. 9 Anúncio da Nacional Gás, pág. 10 Anúncio da AQQB, pág. 10 Anúncio de M. Dias Branco, pág. 11 Leituras V - Fernando Milfont, pág. 12 Alemanha avião sequestrado há 40 anos, pág. 12 Leituras VI - João Soares Neto, pág. 13 Falta de chuva e de água apavora o Ceará, pág. 13 Segurança hídrica: 75% dos poços perfurados no Ceará têm volume acima da média, pág. 13 Leituras VII - Edmilson Caminha, pág. 14 Ceará é primeiro em transplantes do Norte, Nordeste e Centro Oeste, pág. 14 Renato Aragão recebe homenagem em Aparecida do Norte, pág. 14 Leituras VIII - Macário Batista, pág. 15 Obras do São Francisco são adiadas para 2018, pág. 15 Unifor tem a melhor participação do Nordeste no ranking da Folha, pág. 16 Anúncio da Unifor, pág. 16 Momentos Marcantes na vida do Comendador Albery Mariano, pág. 17 Página da Mulher Regina Stela, pág. 18 O artista plástico Sérvulo Esmeraldo, pág. 18 Leituras IX - Humor Negro e Branco Humor, pág. 19 Os cearenses na cozinha de Brasília, pág. 19 Anúncio do Beach Park, pág. 20

Superintendente da Casa do Ceará Antonina Guimarães, Diretor de Adm. – Financeiro Luiz Gonzaga de Assis ex Presidente da Casa do Ceará José Jezer de Oliveira, Presidente do Conselho Fiscal Evandro Pedro Pinto , Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Padre Valdinei Barbosa, Maria Dionne Araújo e Ivete Magalhães Alves de Melo.

Celebração da Missa de São José Padre Valdinei Barbosa, Cardeal Dom Sérgio da Rocha e Bispo Auxiliar de Brasília Dom Marcony Ferreira.

Casa do Ceará promoverá dia 5 de maio o 3º Encontro de Solidariedade ao Ceará em Brasília na Galeteria do Lago. Leia mais na pág. 12 Assembleia Geral aprovou as contas de 2016 da Casa que registrou 36.679 atendimentos. Leia mais na pág. 12

Diretor Administrativo. – Financeiro Luiz Gonzaga de Assis, Presidente Dr. Osmar Alves de Melo, Diretor de Promoção Social José Sampaio de Lacerda Júnior e 1° Vice-Presidente José Estenio Campelo Bezerra.

Cearense José Coelho na presidência do STM. Leia mais na pág. 4 Pinto Martins, leiloado, será mais moderno e mais confortável’, diz Camilo Santana. Leia mais na pág. 15


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Edi t o r i a l

Enquanto padecemos sofrimento atroz por causa da falta de chuvas e uma seca de cinco anos com os nossos rios secos, nossos açudes minguando, nosso povo temendo o pior, nossos futuro em cheque, nossas esperanças indo embora, uma parte da elite insiste na solução milagrosa da transposição do São Francisco. A obra da transposição não tinha, ao que se sabe, o intuito de trazer água, mas de extorsão ao Estado brasileiro. Foi mais um engodo do lulo petismo, foi mais um arquétipo de corrupção engendrada por políticos nordestinos e empresários safados, que zombaram do sonho do nordestino de ter água para si, para os seus e para sua sobrevivência. É real que um dia a obra seja concluída e não se tenha água no São Francisco, que padece de seca nos principais afluentes e que entrecortada por inúmeras barragens e açudagens. A Globo já fez dezenas de reportagens mostrando que o rio está morrendo em Minas, na Bahia em Alagoas e Sergipe. Já gastaram bilhões para salvar o São Francisco, A alternativa para água no Nordeste, antes que a região se transformem deserto, sem duvida alguma é a dessalinização, com poderosas usinas instaladas em cada capital de Estado. O mar não vai secar. Podem poluir praias mas séculos e séculos serão necessário para se poluir o mar. O tema da dessalinização deixou de ser distante para as civilizações digitais. Esta presente. Muitos povos já se beneficiam desse sistema, ´´E preciso que se dê o primeiro passo e se abra licitação da 1ª Usina, através do setor privado, com financiamento púbico. Inácio de Almeida (Baturité) Diretor. Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): Estênio Campelo Bezerra (Crateús) 1º vice; Adirson Vasconcellos (Santana do Avcaraú), 2º vice; Luis Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), Administração e Finanças; Maria Madalena da Silva Carneiro (Garanhuns/PE) Vicente Magalhães (Aurora), diretor de Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Carlos Euler Currlin Perpétuo (Joinville/SC) José Sampaio de Lacerda Júnior (Fortaleza) , Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: Evandro Pedro Pinto (Fortaleza) presidente, José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) ( Itapipoca); Membros suplentes: José Aldemir Holanda (Baixio). Maria Aurea Assunção Magalhães (Fortaleza) e Lúcia Maria Percy Bastos (Matias Olimpio/PI) Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Lúciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Adyrson Vasconcellos (Santana do Acaraú), Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras) Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Luís Joca (Fortaleza), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inácio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) serraegurgel@gmail.com / zewilsonibiapina@gmail.com Editoração Eletrônica: Vanessa Gonçalves Campos Distribuição: Antônia Lúcia Guimarães Circulação: apoio da ANASPS O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 Email: casadoceará@casadoCeará.org.br / www.casadoceará.org.br

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Espaço Lúciano Barreira A MINEIRADA TÁ COM TUDO

ALCOÓLATRA - Estou aqui contrariado por não ter participado da saideira. ARQUEÓLOGO - Enfim, fóssil. ASSISTENTE SOCIAL - Alguém aí, me ajude! BROTHER - Fui. CARTUNISTA - Partiu sem deixar traços. DELEGADO - Tá olhando o quê? Circulando, circulando... DILMA: Foi golpe! ECOLOGISTA - Entrei em extinção. ENÓLOGO - Cadáver envelhecido em caixão de carvalho, aroma Formol e after tasting que denota presença de Microorganismos diversos. FUNCIONÁRIO PÚBLICO - É no túmulo ao lado. LULA: É de um amigo meu; MACHISTA - Rígido, como sempre. GAY - Virei purpurina. HERÓI - Corri para o lado errado. HIPOCONDRÍACO - Eu não disse que estava doente? HUMORISTA - Isto não tem a menor graça. JUDEU - Quem está tomando Conta do lojinha? PESSIMISTA - Aposto que está fazendo o maior frio no inferno. PSICANALISTA - A eternidade não passa de um complexo de superioridade mal resolvido. SANITARISTA - Sujou!!! SEX SYMBOL - Agora, só a terra vai comer. VICIADO - Enfim, pó! MAÇOM - Agora é que eu não revelo nosso segredo!! O que escrever em seu túmulo se você é... E, para fechar com chave de ouro, afinal de contas...ele não ESPÍRITA - Volto já. poderia faltar: INTERNAUTA - www.aquijaz.com.br O ADVOGADO - Disseram que morri ... Mas ainda cabe AGRÔNOMO - Favor regar o solo com Neguvon. Evita recurso ... vou recorrer!!! Vermes. Não foi só o pão de queijo, não. Essas modernidade que tem aí hoje em dia,foi tudo inventado por mineiros. Um exempro é esse tar de Uber. Por que ocê acha que tem uma cidade mineira chamada Uberlândia? Pois, então. Tem mais um tantão de coisa que foi criada e inventada em Minas. Qué que eu provo tamém? Toda vez que um caboco perguntava pro inventor: – Posso ouvir música? A resposta era: – Uai pod. Quando a pergunta era: – Posso pedir esse trem de lê livro? O camarada ouvia a resposta: – Uai ped. Pergunta que era feita a outro inventor mineiro: – Posso fazer conexão com a internet? Resposta: – Uai fai. Pra quem ainda num tá convencido, é só lembrá o avião, que foi otra baita invenção. E quem foi que inventou? O mineiro Santos Dumont, uai. Qué uma prova que ele era mineiro? Óia só o que ele respondeu quando perguntaram que nome ele deu pras rodinha do avião: – ‘Trem’ de pouso.

Conversando com o Leitor + Recebemos o Binóculo de Janeiro com artigos de Dias da Silva, Francilda Costa, Janupario Bezerra, Cosme Custódio, poesias de Gelimirez Fontes, Sânzio de Azevedo, Martos Forta, Francisco Carvalho, Trovas de Rubens Diz e Cordel de Edésio Batista. + Recebemos o Binóculo de Janeiro com artigos de Dias da Silva, Francilda Costa, Januário Bezerra, Cosme Custódio, poesias de Gelimirez Fontes, Sânzio de Azevedo, Martos Forta, Francisco Carvalho, Trovas de Rubens Diz e Cordel de Edésio Batista. + Recebemos e agradecemos o livro “A Vida não Ensaio” de Norma Brito, cearense do Crato que mora em Brasília, depois de 30 anos no Recife e desde 2011 em Brasília, Formada em Letras pela Universidade Federal de Pernambuco. Aposentou-se pela Universidade Regional do Cariri. Fe oficina literária com o escritor Raimundo Carrero, em Recife e em Brasília, com o escritor Marcos Nunes. + O site da Casa do Ceará chegou a 316.000 acessos, com boa mensal, firme em Brasília e excelente em cidades importantes do mundo e mais de uma centena de cidades brasileiras. + Dados de audiência do nosso site medida pelo Google Analystics revelam que em fevereiro foram visitados por nacionais de 25 países e brasileiros de 118 cidades. + Registramos 5.681 sessões, com 4.668 usuários e 11.167 visualizações. + Fomos visitados nos Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Colômbia, Holanda, Paquistão, Canadá, Espanha, Índia, Portugal, Sérvia e Rússia.

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+ No Brasil, fomos visitados em Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Fortaleza São Paulo, Águas Lindas de Goiás, Luziânia, Crato, Porto Alegre, Anápolis, Formosa, Santo Antônio do Descoberto, Belo Horizonte, Campo Grande, Iguatu, Salvador, Curitiba, Cristalina, Sobral, Blumenau, Florianópolis, São Bernardo do Campo, Rio Branco, Macapá, Vila Velha, Uberlândia, Santa Maria, Campinas, Aracati, Caucaia, Palmas, Manaus, João Pessoa, Niterói, Cuiabá. + O nosso site Brasília 50 anos de Ceará segue sendo muito visitado com 96.146 acessos. + O nosso site 50 anos da Casa do Ceará bateu os 13.000 acessos, O nosso Facebook tem registrado excelentes resultados de acessos e compartilhamentos. + A TV Casa do Ceará continua no ar com resultados animadores. + Queremos ver 200 cearenses no 3 Encontro de Solidariedade, na Galeteria do Lago, dia 5 de maio. O objetivo ´o de garantir a circulação desta flamante folha há 28 anos presente na vida dos cearenses de Brasília e do Ceará. No Encontro sortearemos brindes de empresários e cidadãos cearenses e entregaremos as carteirinhas dos sócios da Casa que estiverem com suas contribuições em dia. + Audiência do Facebook. em fevereiro: Ação na Pagina 3, Visualização da Pagina 315, Alcance 3.834, Envolvimentos 1.134. Vídeos 3. Curtidas 73, Fãs Mulheres 73% e Fãs Homens 23%.

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SAMBURÁ - Avenida Beira Mar

Lavras da Mangabeira O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), recebeu a visita do prefeito de Lavras da Mangabeira (CE), Ildsser Alencar (PMDB), e do deputado estadual Danniel Oliveira (PMDB), que preside a Frente Parlamentar em Defesa da Vaquejada na Assembleia Legislativa do Ceará. Eunício, assim como Danniel, é natural de Lavras da Mangabeira. Ildesser sustenta que a vaquejada é uma das maiores manifestações culturais do Nordeste e responsável por gerar mais de 700 mil empregos Carnaval Brasileiro gosta tanto de carnaval que teve um ano, no século passado, que ele brincou duas vezes. A historiadora Isabel Lustosa conta como foi. Aconteceu em 1912, quando o Barão do Rio Branco morreu no dia 10 de fevereiro, véspera do carnaval. O então presidente do país, marechal Hermes da Fonseca, em sinal de luto e para homenagear o pai da diplomacia brasileira, decidiu transferir a festa popular para o mês de abril.

Não deu certo. O povão foi pra rua e brincou dois carnavais, o de fevereiro e o outro, o oficial de abril. Com Wilson ibiapina. Conversa Piaba A volta ao mundo do Conversa Piaba, o blog do piabinha, Wilson Ibiapina, registra muitos acessos:. Estados Unidos 135.625 acessos, Brasil, 14.682, Alemanha, 10.809. Portugal, 3.369. Rússia, 2053, França, 900, Ucrânia, 620, Polônia, 550, Reino Unido, 401 e China, 322. Mangofa no Cariri A nova Lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Ceará, que define as fronteiras dos municípios, sob alegativa de “disciplinar divisas”, virou mangofa nas redes sociais desde a ultima segunda-feira. Com a nova Lei, quem mais perde no Cariri é o município de Juazeiro do Norte. Segundo circula nas redes sociais, o Horto, onde fica o monumento do Padre Cícero, vai passar para o município de Caririaçu. O aeroporto do Cariri passa para o município de Missão Velha e a Faculdade de Medicina, junto com Universidade Federal do Cariri, passaria para o município de Barbalha. A divisa do Crato viria até o triângulo Crajubar em Juazeiro, abrangendo todo distrito industrial. O assunto ganhou até música dos compositores Luiz Fidélis e Fábio Carneirinho e na cidade de Juazeiro não se fala em outra coisa. Se a Lei for cumprida a risca, Juazeiro volta a condição de vila, diante do espaço a que foi reduzido com a mudança nas divisas. Publicou Macário Batista.

Ceará em Brasília

Amigo do papa visita o Ceará O cardeal Cláudio Hummes estará na Faculdade Católica de Fortaleza lançando, dia 4 de abril, o seu livro “Grandes metas do Papa Francisco” (Livraria Paulus). A obra foi escrita em homenagem aos 80 anos do papa Francisco. Dom Cláudio, ex-arcebispo de Fortaleza - de 1996 a 1998 - é emérito na Arquidiocese de São Paulo. Amigo do papa Francisco, apareceu no Balcão de São Pedro quando o cardeal Bertoglio foi apresentado como novo papa. Foi por uma frase do cardeal Hummes que o pontífice escolheu o nome de Francisco.

Senador Cearense Thiers Pinto de Mesquita Filho, nascido em Santa Quitéria/CE, assumiu como suplente do senador Telmario Mota, de Roraima, Thiers chegou a Brasília com 18 anos e iniciou sua carreira no jornalismo como auxiliar de cinegrafista na TV Globo, Passou pela TV Bandeirantes e TV Educativa, como operador, iluminador, cinegrafista, repórter, editor e diretor. Roraima em uma senadora cearense, Ângela Portela, de Coreaú. Thiers está curtindo a vida de senador. Energia solar: O Governo do Ceará está perdendo uma boa oportunidade de usar o Programa de Eficiência Energética para o financiamento de projetos de instalação de mini-usina de geração de energia solar. Esse programa está ancorado na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e dele já lançou mão, por exemplo, o governo de Santa Catarina, que obteve financiamento de R$ 10 milhões para viabilizar a instalação de painéis fotovoltaicos no telhado de mais de 3 mil residências naquele Estado. Essas residências passarão a gerar a própria energia que consomem, utilizando-se dos raios solares. BnB fecha quatro agencias no Ceará e 19 no Nordeste Contrária ao fechamento das 19 agências do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), os funcionários protestam. O povo nem tanto. Com 300 agências espalhadas, o comunicado do fechamento diz que “as medidas alinham-se às demandas e desafios apresentados por clientes, investidores e sociedade”. Ainda conforme comunicado, as medidas “ocorrem como resposta a um cenário cada vez mais desafiador”. A AFBNB enviou e-mail à Bancada Nordestina no legislativo federal, sobre o encerramento de quatro agências no Ceará - duas delas em Fortaleza, uma em Juazeiro do Norte e uma em Sobral. Os números estão abaixo somente das unidades da Bahia.

DNA do cearense Este blogueiro visitou a usina siderúrgica do Pecém.. E trouxe de lá algumas informações relevantes. Ei-las: 77% do pessoal que opera a usina são cearenses; No ano passado, de agosto a dezembro, a usina, ainda no início de sua operação, produziu e exportou 1,1 milhão de toneladas de placas de aço; Neste ano de 2017, serão produzidas e exportadas 3 milhões de toneladas de placas; A Tailândia e a Itália são, neste momento, os maiores importadores do aço produzido pela usina do Pecém; O presidente da Companhia Siderúrgica do Pecém, engenheiro Eduardo Parente, disse ao blog que a usina tem o DNA do cearense e, por isto mesmo, é uma das mais modernas do mundo. Parente disse mais: “Já me apropriei desse DNA do cearense”. por Egídio Serpa Transnordestina A maior empresa chinesa de infraestrutura, a CCCC, poderá substituir a Companhia Siderúrgica Nacional na composição do capital da Transnordestina Logística, que constrói a Ferrovia Transnordestina. As negociações nesse sentido já começaram para a retomada das obras de construção da ferrovia de 1.700 km de extensão, que unirá as zonas de produção do Maranhão, Piauí, Bahia, Pernambuco e Ceará aos portos de Pecém e Suape. As obras estão paradas há quase um ano, já consumiu R$ 6 bilhões, 90% dos quais oriundos de dinheiro público do Finor, FNE, FDNE e BNDES. Mas, para ser concluída, ainda precisará de mais R$ 5 bilhões de investimentos. Esse A chinesa CCCC tem faturamento anual é de US$ 130 bilhões. Hélio Lacerda A televisão perde um bom editor de imagens, Hébio Lacerda. Ele começou na Globo em Brasília, ao lado do Wellington Borges e do Valdimir. Tinha dois vícios: fumava feito caipora e jogava no bicho diariamente. A diabetes lhe pegou pelo pé, cortando,também, seu sonho de ganhar um bom dinheiro no jogo para conhecer o mundo. Quando trabalhávamos na mesma empresa, cheguei a convencer o Toninho Drummond, editor regional, a colocá-lo na equipe que foi ao Peru, cobrir viagem do presidente Figueiredo. Foi sua primeira viagem internacional. Ficava deslumbrado com tudo que via. O oceano atlântico banha a costa brasileira de norte a sul. O Hébio Lacerda, que era do interior, mudou-se para Brasília, onde cresceu sem nunca ter visto o mar. . Em Lima, depois de editar e mandar o material para o Brasil fomos mostrar o mar ao Hébio. O Álvaro Pereira estava junto. -Hébio, esse é o Pacifico. Pacifico,conheça o Hébio. Um privilegio de poucos brasileiros. Não sei se depois ele chegou a molhar os pés no atlântic. Com Wilson Ibiapina

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Os 200 anos de Dom Luis, 1º bispo do Ceará e criador do Seminário do Crato, foram lembrados pela Adsum do Crato

Cearense José Coelho na presidência do STM

Luís Antônio dos Santos, primeiro e único marquês de Civilmente, o Ceará já se havia emancipado da Província Monte Pascoal, (Angra dos Reis, 3 de março de 1817 – de Pernambuco desde 1799. Eclesiasticamente, até 1854, Bahia, 11 de março de 1891) foi o primeiro bispo do Ceará, era apenas Vigararia Forânea da Diocese de Olinda. nomeado em 1859 e sagrado em 1861, após ter-se formado O território da nova Diocese era quase o mesmo do atual em direito canônico em Roma. Chegou ao posto de arce- Estado do Ceará. Faltavam apenas as paróquias de Crateús bispo da arquidiocese da Bahia e, consequentemente, de e Independência, ligadas a São Luis do Maranhão. primaz do Brasil em 15 de novembro de 1879. Foi também A população da Diocese, neste tempo, calculava-se professor em diversas instituições católicas, especialmente em 650.000 habitantes. A população era quase totalmente de matemática e filosofia. Além de 1º bispo do Ceará, dom católica, pois o recenseamento de 1888 registra apenas Luis foi o criador do Seminário São José do Crato. cento e cinqüenta protestantes e uma dúzia de judeus. A Enquanto a Arquidiciocese de Fortaleza cidade de Fortaleza constava de cerca de omitiu-se por completo nas comemorações 9.000 habitantes. dos 200 anos de dom Luis, a Associação Nessa época havia na Diocese 34 pados Seminaristas do Seminário São José do róquias e um curato. O número de igrejas Crato/Adsum, por iniciativa de sua diretoera de 78 e o de capelas 11, em toda a ria presidida por monsenhor João Bosco província do Ceará. Cartaxo Esmeraldo organizou eventos no Antes de ser diocese, o Bispo de Olinda Crato, com palestra do secretário geral do (e antes dele o da Bahia) nomeava VisiInstituto Histórico e Geográfico do Ceará, tadores Eclesiásticos para a Vigararia do Jeoavá Cavalcante de Lemos. Natural de Ceará. O primeiro desses visitadores foi Angra dos Reis, era filho de Salvador dos Frei Félix Machado Freire (1735) e últiSantos Reis e de Maria Antônia da Conceimo foi Padre Antônio Pinto de Mendonça Antiga Catedral do Crato ção. Foi ordenado padre pelo Seminário de (1844 a 1881). São José, no Rio de Janeiro, em 21 de setembro de 1841. O primeiro bispo da Diocese foi Dom Luis Antônio dos A Diocese do Ceará foi criada em 1853 por um decreto Santos. Entres os oito padres que ordenou em Fortaleza um do Imperador Dom Pedro II. No ano seguinte, em 6 de ju- deles foi o padre Cícero Romão Batista. nho de 1854, o papa Pio IX expediu a Bula Pro animarum A Diocese do Ceará, com a criação das Dioceses de salute, criando a Diocese nos trâmites da Igreja. Crato e Sobral, foi elevada a Arquidiocese de Fortaleza, em As dioceses só podiam ser criadas pelo papa após o 10 de novembro de 1915, pela Bula “Catholicae Religionis decreto imperial. A bula papal só foi oficializada em 1860, Bonum”do Papa Bento XV. Em 1939, deu-se criação da depois de sete anos de briga entre Vaticano e o Estado Diocese de Limoeiro do Norte; em 1960, criação da Diobrasileiro. Desmembrada de Olinda, a Diocese era quase cese de Iguatu e em 1963 foi criada da Diocese de Crateús todo o território da Província do Ceará. e em 1971 as Diocese de Itapipoca, Quixadá e Tianguá.

Controle social sobre as instituições públicas, a necessidade de transparência e o dever do Estado em dar uma contrapartida aos impostos pagos pelo cidadão. Essas foram temas centrais do discurso de posse do novo presidente do Superior Tribunal Militar (STM), ministro José Coelho Ferreira (Novo Oriente) A posse ocorreu no Plenário do STM e contou com a presença do presidente da República, Michel Temer; o ministro da Defesa, Raul Jungman; o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra Martins; a presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Laurita Vaz. “Aqui e agora faço uma profissão de fé: a transparência será uma das minhas metas de gestão”, Para Coelho, o rigor da população em fiscalizar os seus dirigentes “é fruto de uma maior conscientização do cidadão de seus direitos, suscitam exigências de contrapartidas efetivas aos impostos pagos, pela melhoria na qualidade dos serviços oferecidos pelo Estado e a transparente prestação de contas por seus agentes”. Entre outras matérias que serão prioritárias na sua gestão, e que já foram tratadas pelos seus antecessores, o ministro destacou: a PEC que trata da imprescindível inclusão de um representante da Justiça Militar da União no Conselho Nacional de Justiça; o Projeto de Lei que dispõe sobre a modificação da Lei que trata da organização da Justiça Militar da União; e o Projeto de Lei relativo à criação de cargos e funções na Justiça Militar da União, para que possamos continuar atuando com eficiência e celeridade.

Há 45 anos

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Foto: STM

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Foto: Sérgio Alberto

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Presidente da Suprema Corte da Argentina visitou o Uniceub

Carlos Aguiar lançou a 2ª Edição de seu livro de memórias

O Instituto de Diálogos Constitucionais do UniCeub referências e representa uma espécie de renascimento (IDCON) recebeu o ministro e presidente da Corte do direito civil”. Constitucional da Argentina, Ricardo Luís LorenEm sua apresentação, o ministro argentino falou zetti, que falou sobre a Teoria da decisão judicial. O sobre o estudo das decisões judiciais em contexto IDCON abriu a palestra aos alunos da graduação e da atual e expôs uma reflexão teórica sobre a questão. pós-graduação. Participaram também os ministros do Ele realçou a importância da criação de um debate Supremo Tribunal Fededemocrático por parte dos ral (STF) Luís Roberto juízes pelo excesso de Barroso e Edson Fachin, informações contidas na além do professor do Constituição. “Vistas tomestrado e do doutorado das as formas de discusem Direito do UniCEUB são e possíveis decisões, Carlos Ayres Britto. que se concordem ou não O ministro do STF com seus paradigmas, nós e relator da Lava-Jato, postulamos a ideia de que Edson Fachin, abriu a pao juiz tem de apresentar, lestra do colega argentino ou promover, o debate e tratou da importância de democrático no tribunal, Lorenzetti para a história Da esquerda para a direita: Carlos Ayres Britto, Elizabeth Rocha, Luís Roberto pois isso é necessário do direito internacional: Barroso, Ricardo Luís Lorenzetti e Edson Fachin. | Foto: Sérgio Alberto para que haja troca de “Ele é doutor em Direito pela Universidade Nacional ideias”. O ministro Barroso e o professor Carlos Ayres do Litoral, em Santa Fé. No Brasil, ministrou aulas observaram o interesse demonstrado pelos estudantes nas principais faculdades de São Paulo, Porto Alegre que se aglomeraram no auditório. “É impressionante! e Rio de Janeiro. É autor de, aproximadamente, 40 Nós, profissionais do Direito, sentimos satisfação obras. O professor Lorenzetti, não apenas na Argentina, enorme em receber o retorno dos alunos. Essa proximas também aqui e em outros países, é uma de nossas midade é muito estimulante”, comentaram.

Foi na Livraria Leitura do Shopping Pátio Brasil, em Brasília, em 07.03 a noite de autógrafos da 2ª Edição do livro Vivendo, Aprendendo e Morrendo Sem Saber, do empresário e escritor Carlos Aguiar (Sobral), com a presença de convidados. Aguiar(Sobral) e Osmar Alves de Melo (Iguatu) Compareceram ao evento, o Presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves de Melo, os Diretores da Casa, Luiz Gonzaga de Assis e Vicente Magalhães, o Presidente da AQQB, Eulady Aguiar, os Jornalistas: Ricardo Noronha, Juarez Vieira, Cláudio Caxito, Valdeci Rodrigues, Genessy Lima, o membro da AQQB Agapito Vasconcelos, o Coordenador da Ouvidoria da Previdência, Mano Barreto, a esposa do escrito, Natalina Aguiar, e seus familiares, como filhos, primos, netos e sobrinhos. A equipe de edição do livro,Editor: Luis Roberto, editora, Amanda Johnston, Revisor: Demerval Dantas, Colaboradora de revisão: Francisca Linhares, Pesquisadores e colaboradores: Jocelim Aguiar e Dr.: Raimundo Aguiar Designer: Marcos Vinicius Santos esteve presente, bem como empresários e amigos do autor. Carlos Aguiar agradeceu a presença de todos inclusive a equipe da Livraria Leitura do Pátio Brasil pela acolhida e organização do evento, em especial à Sra. Hirma Beatriz Bastos Paredes.

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Leituras I

Jáder de Carvalho, Poeta, Jornalista e Intelectual Revolucionário

Márcio Catunda (*) Criança ainda, Jáder habituou-se a dividir o pão com os necessitados, a roupa com os maltrapilhos, e o seu pouco dinheiro com os enfermos indigentes. Sofria na própria carne a dor dos outros. Pescador de tarrafa, tirador de leite e aprendiz de tipógrafo, aos 14 anos trocou a sombra dos verdes juazeiros pelas salas de aula Liceu do Ceará. Escreveu os primeiros versos, diante das jangadas e do Farol do Mucuripe. Nas vozes de ferro da cidade, escutava o aboio dos tangerinos e o chocalho das reses distantes. Não cabia na caserna de Realengo o humanista revolucionário, leitor de Máximo Gorki e Dostoievski. A vida difícil o fez desafiar ditadores e arriscar-se a terríveis perigos. Tinha nervos para enfrentar, impávido, ameaças de pistoleiros e lutas corpo-a-corpo. Fazia palestra na Liga Operária, quando duzentos soldados integralistas entraram no recinto, disparando tiros, um dos quais atingiu-lhe, de raspão, a cabeça. O Cabo Frota disparou oito vezes sobre sua testa e os tiros falharam. Ao vê-lo ensanguentado, o capitão Carvalhedo perguntou-lhe o que havia. Jáder desmascarou o algoz: – Seu cachorro, você manda me matar e pergunta o que há? Você não é homem para vestir a farda que Caxias vestiu! Os esbirros da ditadura de Getúlio Vargas o submeteram

à tortura, com lâmpada de 500 velas sobre a cabeça, e o condenaram a 25 anos de reclusão, dos quais cumpriu mais de dois, no quartel do Copo de Bombeiros, vizinho ao Liceu do Ceará, onde lecionou e com seus alunos de Sociologia, fundou o Diário do Povo. Criticou, com destemor, o governador Faustino de Albuquerque, que só deixava a cadeira giratória para afundar no assento de um carro oficial. Denunciou os contrabandistas investidos em cargos públicos e o pérfido delegado que recolhia os objetos do roubo e enforcava os presos na calada da noite. Deplorava a miséria, provocada pelo êxodo rural, e as agruras do trabalho insalubre e mal remunerado. Diluía, em humanismo generoso, o estilo crítico e irônico, numa afetividade que preza os amigos e elogia os bons, em nome da fraternidade. Voltou ao sertão e percorreu os cafezais da Serra de Baturité, os canaviais do Cariri, e os desertos de mandacaru dos Inhamuns. Era o menino dos tabuleiros de Quixadá que contemplava a estrada branca dos rios ao clarão da lua. Era o cantor da saudade dos riachos mansos, do tropel dos cavalos dos corajosos sertanejos e da mulher, que o fazia trocar a clava do bárbaro, pela lira do menestrel. Escreveu Delírios da Solidão, quando perdeu sua valorosa companheira, dona Margarida Saboia de Carvalho, de ânimo imbatível, que enfrentou, corajosamente, os tempos em que ele era preso e torturado e os terríveis momentos das mortes prematuras dos filhos Adolfo, Rita, e Jáder Filho, este aos vinte

BNB teve lucro recorde de 139,5% e da segunda: Sucessão no comando da Pague Menos. Em termos nominais, o lucro de R$ 732,1 milhões em 2016 é o segundo maior resultado da história da instituição, abaixo apenas dos R$ 747,8 milhões alcançados em 2014. Houve retração de 11,9% em operação do FNE Marcos Holanda, presidente do BNB, diz que a entrada de recursos do Governo contribuiu para o lucro MATEUS DANTAS Mesmo em cenário econômico adverso, o lucro líquido do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) atingiu R$ 732,1 milhões em 2016, superando em 139,5% o resultado de 2015. É o maior crescimento da história do banco, acima dos 107% positivos alcançados em 2015. Em termos nominais, é o segundo maior resultado, abaixo apenas dos R$ 747,8 milhões alcançados em 2014. Os dados constam do relatório anual do BNB 2016, divulgado hoje. Conforme o documento foram mais de cinco milhões de operações contratadas, no valor de R$ 22,2 bilhões - queda de 8,2% ante 2015. Do montante, R$ 11,2 bilhões foram com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do

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Nordeste (FNE) - ligeira redução de 2,2% ante o exercício anterior, com R$ 11,5 bilhões. O Crediamigo, destinado à microfinança urbana, teve R$ 8 bilhões em contratações, alcançando mais de 4,2 milhões de operações de crédito realizadas, atendendo a 2.287.455 clientes. Dos empréstimos de curto prazo, foi responsável por 79,7% das contratações. Já o destinado ao rural, o Agroamigo desembolsou R$ 1,97 bilhão (crescimento de 7,38%), em 481,6 mil operações. Marcos Holanda, presidente do BNB, destaca, dentre outros fatores, que contribuiram para o crescimento do lucro, ganho extra de receita com o Programa de Repatriação de Recursos do Governo Federal. “Também fomos um dos poucos bancos que conseguimos reduzir expressivamente as despesas com aprovisionamento de crédito. Desde 2015 percebemos que o ano ia ser difícil e fizemos mobilização não só para emprestar dinheiro, como para que os clientes não atrasassem dinheiro”. A economia foi de R$ 422 milhões. Beatriz Cavalcante

anos de idade, perda que o levou ao mais profundo desespero. Recebia-me, na casa da rua Agapito dos Santos, de pijama e sem camisa, os pés sobre a mesa e me contava bravuras. Com 80 anos de vigor, subia, num átimo, a escada em caracol para buscar algum livro na biblioteca. Absolutamente otimista, irradiava esperança na força dos seus sonhos. Era uma árvore de sombra alegre e cheia de pássaros. Catedrático em qualquer assunto, expressava-se com sentido de humor: - Os homens dessa rua não gostam de mim. Por quê? Perguntei. - Não sei, eu nem olho pras mulheres deles... Dotado de vidência. Definiu o fenômeno do espiritismo como “radiunidade”. Nas tardes imemoriais viajava, sem jamais emigrar daquela paisagem de céu espelhado nas lagoas da alma. Sonhava com um país longínquo, de angras azuis e dias nublados como os olhos da Amada. Jamais frequentou igreja, mas tinha ouvidos para a música religiosa e se deleitava com as sonatas de Schubert, O Sol do verão simboliza a sua vida. O Aracati, qual litania nas casuarinas, é a ressonância do seu estro telúrico. Sincero, leal e valente, deixou seus passos nas estradas de outras vidas. (*) Márcio Catunda (Fortaleza) poeta, escritor e diplomata.

Os seis agraciados com a Medalha da Abolição de 2017

O Governo do Ceará entregou em 25.03, data magna do Ceará, de libertação dos escravos, a Medalha da Abolição 2016-2017, a: empresário Carlos Francisco Ribeiro Jereissati; ex-governador do Estado Ciro Ferreira Gomes; músico e produtor cultural Francisco Alemberg de Souza Lima; professora e escritora Luiza de Teodoro Vieira; o ministro do Superior Tribunal de Justiça Napoleão Nunes Maia Filho; e médico Valton Miranda Leitão. A comenda, instituída em 1963, reconhece o trabalho relevante de brasileiros para o Estado do Ceará ou para o Brasil. Com os seis agraciados, 164 personalidades do País foram homenageadas.

Carlos Francisco Ribeiro Jereissati Carlos Francisco Ribeiro Jereissati, 70, nasceu no Ceará e se radicou em São Paulo. É economista graduado pela Universidade Mackenzie. Instalou o primeiro shopping center do Brasil, o Iguatemi de São Paulo, em 1966. Atualmente, lidera a La Fonte Participações, que controla o Shopping Iguatemi e o Grande Moinho Cearense. Ciro Ferreira Gomes Ciro Gomes, 59, é formado em Direito pela Universidade Federal do Ceará e estudou na Harvard Law School. Governou o Estado entre 1991 e 1994. Foi prefeito de Fortaleza, deputado estadual e federal, ministro da Fazenda e da Integração Nacional. Escreveu três livros e disputou a Presidência da República em 1998 e 2002.

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Francisco Alemberg de Souza Lima Francisco Alemberg de Souza Lima, criou a Fundação Casa Grande, uma escola de referência em educação em Nova Olinda que transforma crianças e jovens em gestores culturais protagonistas de suas histórias. É músico, pesquisador e produtor cultural. Nasceu e mora em Crato (CE). Luiza de Teodoro Vieira Luiza de Teodoro Vieira é formada em História pela Universidade Estadual do Ceará (Uece) e autora de diversos livros usados para alfabetizar estudantes da rede de ensino. Dá nome a uma Escola Estadual de Educação Profissional, em Pacatuba, construída em 1986 e reformada em 2009. Napoleão Nunes Maia Filho Napoleão Nunes Maia Filho, nasceu em Limoeiro do Norte. É bacharel e mestre em Direito pela Universidade Federal do Ceará (UFC), sendo hoje ministro do Superior Tribunal de Justiça (TSE). Passou por várias funções na magistratura federal. É irmão dos poetas Lúciano Maia e Virgílio Maia, todos membros da Academia Cearense de Letras. Valton Miranda Leitão Valton Miranda Leitão tornou-se médico pela Faculdade de Medicina da UFC em 1966. Tem formação em Psiquiatria e Psicoterapia Psicanalítica pela UFRS. Integra o Grupo de Estudos Psicanalíticos de Fortaleza, filiado à Associação Internacional de Psicanálise (Londres), e coordena a Escola de Psicoterapia Psicanalítica de Fortaleza, do Grupo Educacional Farias Brito.

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Leituras II Wilson Ibiapina (*) O jornalista Antônio Teixeira Júnior quando trabalhava na sucursal de O Globo, em Brasília, acionava diariamente o boy para comprar cigarro, lanche ir pegar matérias no Congresso ou nos ministérios. Certo dia, o garoto fez tudo errado. Teixeira quis saber o que aconteceu e ele foi logo se defendendo, -seu Teixeira eu pensei. Foi imediatamente cortado pelo jornalista que lhe aconselhou: - meu filho, deixe que eu penso. Vá fazendo o que eu pedir, sem pensar. É bastante comum pessoa que não entende nada se meter em determinados assuntos sem se ligar que está dizendo besteira, criando um problema. E agora, com a Internet à disposição, esse tipo de pessoa que gosta de palpitar consegue maior visibilidade. É como diz Marília Mosckovich, na coluna Mulher Alternativa : “, essas pessoas parecem mais confortáveis com a própria ignorância, sobretudo quando ela rende reações positivas de leitores. No dia a dia causam enormes prejuízos. O jornalista Chico Dias já foi vítima desse tipo de ignorante que tenta ajudar sem noção das consequências. É como dizia outro imbecil: “O pior das consequências é que elas só vem depois. Mas veja como Chico Dias conta essa história: “No início da década de 60, o poeta Hermínio Belo de Carvalho, meu querido amigo, morava na rua Antônio Mendes Campos, uma ladeira que começa atrás da Taberna da Glória. Era um apartamento pequeno, no estilo “estudiô”,

“Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo!”(Lucas) onde, vez por outra eu visitava, pois o Campari do Hermínio era ótimo e seu papo uma delícia. Nesta época começava a chegar ao Brasil o “pincel atômico” uma novidade dos gringos que o Hermínio deixava sempre à mão, para que seus amigos (quase sempre famosos, como e Elizeth Cardoso, o Paulo César –depois batizado por ele de Paulinho da Viola – e outros), deixassem mensagens escritas na porta. Quando eu casei, em 69, o Hermínio havia mudado para outro endereço e me deu como presente a porta, dizendo que já tinha falado com o porteiro que eu iria apanha-la. Eu já estava morando em São Paulo, mas na minha primeira ida ao Rio fui buscar a porta. O diálogo com o porteiro no corta, até hoje o coração. Depois de dizer que vinha em nome do Hermínio, o solícito funcionário mandou: - Ele já tinha me avisado que o senhor viria. Por sinal a porta estava toda rabiscada e cheia de recadinhos. Mas eu bei uma boa lixada, duas mãos de tinta e ela ficou novinha. Fiz meia volta arrasado dando, uma desculpa de que voltaria. E, decendo a ladeira, lembrei que um dos recadinhos dizia: - Hermínio, estou terminando um samba que começa dizendo “esquece nosso amor, vê se esquece”. Um abraço do cartola.” O jornalista Ruy Castro conta, em seu livro “A

noite do meu bem”, episódio parecido que ocorreu com Dorival Caymmi. Era o ano de 1952, o baiano chegou com Antônio Maria para tomar uns drinques com Ari Barroso na boate Sirocco, entre o Leme e Copacabana, no Rio. Para evitar que acabasse tendo que tocar, resolveu deixar seu Di Giorgio dentro do carro de Maria. Na volta era o lugar mais limpo. O violão de estimação tinha mais de cem assinaturas de personalidades como Yves Montand, Simone Signoret, Pablo Neruda, Millor Fernandes, Rubem Braga, Portinari, Di Cavalcanti, Garoto, Monteiro Lobato e muitos outros. Até o presidente Dutra tinha colocado seu jamegão na tampa do bojo do Di Giorgio. Depois de muitos anúncios em jornais e rádios, uma pessoa ligou de Caxias para a Rádio Tupi. Dizia ter comprado o tal violão mas queria receber os 300 cruzeiros pago por ele. Dorival Caymmi não cabia de alegria ao recuperar o violão. Maior mesmo só a decepção ao abrir a caixa e verificar que tinham apagado as assinaturas. Insensibilidade, ignorância, burrice? Caymmi teve mais sorte que o Chico Dias. Ao contrário do jornalista, que perdeu para sempre a porta da casa de Hermínio Belo de Carvalho , o baiano conseguiu novas assinaturas e a chance de nunca mais deixar o violão dentro de carro estacionado na rua. (*) Wilson Ibiapina (Ibiapina) jornalista e diretor do grupo Verdes Mares, do Ceará, em Brasília.

Governador Camilo Santana inaugura Vila da Música no Crato e homenageia padre Agio Moreira seu criador

O equipamento cultural é o primeiro de competência do Estado no Interior Na região do Cariri, um centro de socialização e de cidadania através da educação musical. É assim que surge a Vila da Música, inaugurada pelo governador Camilo Santana em 11.03, no Crato. Primeiro equipamento cultural de competência do Estado no Interior, o espaço conta com infraestrutura moderna e dedicada a atender estudantes - crianças, jovens e adultos -, distribuídos em diversos cursos de diversos instrumentos, como violino, viola, violoncelo, contrabaixo e violão. A obra entregue vai funcionar em parceria do Governo do Ceará - através da Secretaria da Cultura - com a tradicional escola de música Sociedade Lírica de Belmonte (Solibel), fundada pelo Padre Ágio Augusto Moreira na década de 1970. A instituição cratense tem como temas centrais a socialização, a formação humana e o ensino musical, diretrizes estas que foram incorporadas à Vila da Música, fomentando a cidadania através da educação musical e criando oportunidades para o desenvolvimento humano, econômico e territorial sustentável. Camilo Santana enfatizou a sua felicidade ao abrir as portas da Vila da Música. Ele destacou que os planos de trazer apoio

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público ao trabalho realizado pela Solibel era sonho antigo, e que agora beneficiará ainda mais o povo do Cariri. “Esse equipamento tem um simbolismo muito forte. A Solibel tem uma história na região do Cariri. Desde que eu era menino, quando passava pelo Belmonte, parava para ver o trabalho feito pelo Padre Ágio, levando música a filhos de agricultores, com apresentações que sempre nos emocionava. Aqui nós resolvemos abrir esse espaço, que firma o reconhecimento do Governo do Estado ao trabalho da Solibel. Me emociono em entregar esse equipamento, porque ele significa muito para mim, para minha família e para a região”, declarou. Inicialmente, 180 estudantes receberão os cursos na Vila. Foram adquiridos, por meio da Secretaria das Cidades do Estado do Ceará, 312 instrumentos musicais, entre violinos, violoncelos, flautas, clarinetes, piano de cauda, saxofones, acordeões, dentre outros, além de toda a estrutura para a realização das diversas atividades formativas. O corpo profissional que integrará o equipamento será formado por membros da própria Solibel, além de funcionários cedidos por Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc) e Prefeitura Municipal do Crato.

O secretário da Cultura do Ceará, Fabiano dos Santos Piúba, lembrou durante a inauguração que a Vila da Música compõe o Programa Escolas da Cultura, da Secult, um conjunto de ações voltadas para a formação no campo da arte e na democratização do acesso aos processos formativos e educativos em artes e cultura. “Cumprimos aqui um compromisso do Governo do Ceará. Viva a Vila da Música”, vibrou. O evento inaugural A Vila da Música foi inaugurada com grande festa, repleta de homenagens e também valorização de talentos do Cariri. Logo na entrada do equipamento, a comitiva do governador foi recebida pelo som tradicional da Banda Cabaçal, formada pelos Irmãos Aniceto. Além da apresentação, o grupo recebeu do governador instrumentos novos. No auditório da Vila, orquestra organizada pela Selibel e jovens músicos do Crato se apresentaram para o público. Idealizador da escola de música há quase 50 anos, Padre Ágio, de 99 anos, também participou da solenidade. Desejou sucesso a juventude que agora contará com o equipamento e mais estrutura a seu favor. Além de cantar com a orquestra, Padre Ágio ainda recebeu homenagens e saudações a cada discurso.

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Romance do Nordeste

Gonzaga Mota (*) Não houve no Nordeste brasileiro o romance modernista, mas sim o ciclo pré-modernista e o pós-modernista. O primeiro, de Franklin Távora e Domingos Olympio, colocava em plano secundário os elementos sociais e na fase principal da cena, de forma invulgar, a chamada ação episódica. No segundo, com destaque, entre outros, para a incomparável Rachel de Queiroz e para José Américo de Almeida, os elementos sociais superam a ação episódica, traduzindo com rigor o documentário. Mas, ao fechar-se o segundo ciclo, Graciliano Ramos abre a terceira fase: acrescenta ao documentário, sem anular a irradiação social, as indagações psicológicas. Por trás das obras dos autores mencionados, existem componentes políticos, econômicos e religiosos compatíveis com os momentos em que foram escritas. A literatura nordestina, com certeza, é a que apresenta com maior realismo as características de um povo que mata e reza para não morrer. A visão do intelectual, além de ser abrangente, é caracterizada por conter, na maioria das vezes, sentimentos sociais, diferentemente daquilo que pensam muitos tecnocratas. A produção literária do Nordeste precisa ser levada em consideração pelos formuladores de politicas econômicas globais. Talvez seja mais importante a leitura de “O Quinze”, “A Bagaceira”, “Vidas Secas” e tantos outros livros do que de compêndios estrangeiros de economia politica, mesmo de alguns mestres famosos, como Friedman, Samuelson, etc. É importante a conexão entre a realidade cultural e o desenvolvimento. O Nordeste tem suas peculiaridades e também suas vantagens comparativas que precisamos transformá-las em vantagens competitivas.

Diáspora de ideias A palavra diáspora, no sentido tradicional, significa fuga ou dispersão coletiva de povos pelo mundo, muitas vezes sem rumo, por questões políticas, étnicas ou religiosas. São sempre mencionadas, dentre outras, as diásporas judaica, africana, armênia e chinesa. Verdadeiras migrações humanas, ao longo do tempo, causando níveis elevados de sofrimento por falta de compreensão. Hoje, além da persistência de algumas diásporas (fugas) humanas, existem aquelas relacionadas com ideias. A ideia que estamos nos referindo diz respeito à intencionalidade e não ao simples sinônimo de conceito. Vários filósofos estudaram e outros continuam analisando o termo ideia, no sentido lato. Segundo o filósofo inglês liberal John Locke(1632-1704), “É mediante as ideias que o ser humano exprime o pensamento objetivo”. A rigor, em razão da ganância, da intolerância e da tendência isolacionista, poderão surgir entre as nações dificuldades que impeçam ideias pacifistas, éticas, de liberdade e democráticas, complicando o pensamento político. Ou seja, quanto mais conflitantes sejam as ideias, aumenta o risco de não se conseguir harmonia entre política, paz e justiça. Ademais, atividades radicais e preconceituosas influenciam de forma negativa as perspectivas de comportamento e de organização social. A coerência programática baseada em princípios do ecumenismo secular poderá permitir a reconciliação e a libertação, evitando tanto a dispersão humana como a fuga de boas ideias. Recentemente, com sabedoria, o Papa Francisco ressaltou que “precisamos construir pontes e não muros” visando o sentimento da solidariedade. (*) Gonzaga Mota (Fortaleza) Professor aposentado da UFC, ex governador, ex-deputado

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Ilustrador cearense tem desenho compartilhado por atriz ganhadora do Oscar

A atriz Viola Davis compartilhou as ilustrações em suas redes sociais e elogiou o trabalho do cearense, “UAU!” Ilustrador tem desenho compartilhado por Viola Davis. A atriz vencedora do Oscar, Viola Davis, compartilhou nos seus perfis nas redes sociais Instagram e Facebook, algumas ilustrações feitas por fãs e dentre elas, uma chamou a atenção dos brasileiros. É a do ilustrador cearense, natural de Iguatu, Marciano Palácio. Na ilustração, Viola aparece oferecendo o Oscar a personagem pela qual foi premiada no filme Fences - Um limite entre nós. Na legenda, a atriz agradece aos fãs pelo “maravilhoso trabalho” e pergunta aos seguidores qual é o favorito deles. Com mais de 70 mil reações no Facebook da atriz, a ilustração trouxe ao cearense reconhecimento e fama. Em entrevista ao O POVO Online, Marciano conta como foi a ideia de ilustrar a atriz, “fiz a ilustração e compartilhei nas minhas redes sociais e a marquei em todas! As pessoas que me seguem começaram a marcá-la também, nos comentários, e a compartilhar/repostar a imagem. Com isso,

a ilustração acabou chegando até ela”, afirmou. Para ele ver as pessoas compartilhando sua arte é gratificante, “é bom perceber que as pessoas se conectaram de algum modo com algo que você fez! Quando vi que a Viola tinha postado, me emocionei e me senti honrado. Primeiro ela postou a ilustração no Instagram, junto com outras fan arts, e, logo depois, compartilhou a minha em sua fanpage, no Facebook”. Essa não é a primeira vez que Marciano tem um de seus desenhos reconhecido por seus ídolos. Em outubro de 2016, a cantora Lady Gaga postou em seu Instagram uma ilustração feita sobre o seu álbum “Joanne”. Segundo ele, Gaga ainda curtiu e retuitou outras ilustrações e passou a segui-lo no Twitter. No dia 4 de março, o ator Trevante Rhodes, do filme Moonlight, ganhador do Oscar de melhor filme deste ano, comentou uma ilustração que o cearense havia postado em sua homenagem no Instagram. E mais recentemente, a conta oficial no linha de sapatos da cantora Katy Parry também repostou uma ilustração do desenhista inspirada no novo clipe da cantora.

A Academia Cearense de Letras empossa seu novo presidente, Ubiratan Aguiar, O magistrado Ubiratan Aguiar assume a presidência da ACL e vislumbra interiorizar as ações da entidade, além de firmar diálogo com a juventude estudantil e com os demais institutos históricos do Estado ( Foto: Cid Barbosa ) O magistrado Ubiratan Aguiar assume hoje (16), às 19h, a presidência da Academia Cearense de Letras (ACL). Em solenidade no auditório do Palácio da Luz (Praça dos Leões, Centro), aberta para convidados, ele receberá a posse do cargo, como sucessor de José Augusto Bezerra. Em entrevista por telefone, Ubiratan Aguiar observa que José Augusto deixa um legado excelente de gestão (2013-2017) da casa. O novo presidente destaca a reforma do Palácio da Luz, um prédio com mais de 170 anos de história. “Primeiro, ele cuidou de dar condições para que a gente possa desenvolver nossas próprias tarefas. Largou suas atividades empresariais para seguir em busca dos mecenas e entregar o prédio”, enfatiza. Ubiratan recorda que a situação da Praça dos Leões, antes da Prefeitura de Fortaleza reformar o local, era de completo abandono. O magistrado reforça que continuará pedindo à gestão municipal pela vigilância do local. “Zé Augusto dedicou-se a isso, e cuidou muito bem das atividades internas, de natureza literária e administrativa. Oxalá que nossa diretoria possa realizar (a nova gestão com) esse mesmo respeito”, vislumbra. Ocupante da cadeira de número 29 da ACL, Ubiratan Aguiar é acadêmico há seis anos. Antes, o posto foi ocupado por Carlos Studart Filho, Costa Matos, Itamar Espíndola, José Alves Fernandes e Matos Peixoto. Ubiratan situa que sucedeu José Alves. “Um grande filólogo, mestre das línguas”, pontua o magistrado. Tomando posse, Ubiratan aponta para três eixos de gestão da ACL: a interiorização das ações da Academia, o diálogo com a juventude das instituições de ensino e a interface com as demais academias e institutos históricos do Ceará. O novo presidente da ACL explica que, no primeiro

ano de gestão, parte dos acadêmicos se dividiria entre quatro regiões do Estado (Cariri, Norte, Baixo Jaguaribe e Grande Fortaleza). Em cada lugar, a ideia é “fazer um trabalho com temas que pudessem levantar debates, e um levantamento das entidades, de institutos históricos locais, convidando-os para cada evento. Promoveríamos esse encontro, debatendo os principais marcos da cultura dessa região, sabendo também das propostas e dificuldades de cada entidade”, esclarece Ubiratan Aguiar. O segundo eixo de gestão seria um reforço do diálogo entre a ACL e a juventude de colégios e faculdades públicas e privadas. A ideia é destacar uma comissão de acadêmicos para orientar a instalação de academias de incentivo à leitura, inseridas dentro de cada instituição de ensino. Em um terceiro momento, Ubiratan Aguiar enfatiza que um espaço de diálogo entre as academias e institutos históricos cearenses deve ser firmado. “Nós somos mais de 500 institutos históricos, que não se comunicam, que estão isolados em ilhas. E essa comunicação é necessária para levar a cultura à posição que merece”, explica o magistrado. Trajetória Nascido há 75 anos, no município de Cedro (Centro-Sul do Estado), Ubiratan Aguiar se declara “uma pessoa de bem com a vida”, neste momento em que assume a gestão da ACL. Ele recapitula a passagem pela faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará, na década de 1960, além das carreiras no magistério e na política. Casado com Terezinha de Jesus Bezerra de Aguiar, ele teve quatro filhas. “Toda minha família, meus conterrâneos, me deram a oportunidade de ser exitoso na vida. Desde o (colégio) Liceu, nas lutas estudantis, na direção do Centro Acadêmico da Faculdade, sempre aprendi a exercer um papel de participação efetiva”, observa o magistrado, recordando ainda as passagens pela gestão municipal em Fortaleza (como vereador), pela Assembleia Legislativa do Ceará, Congresso Nacional (como deputado federal constituinte), dentre outras realizações de sua trajetória política.

Ubiratan Aguiar na Academia Cearense de Letras ACL

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(Foto: Reprodução Instagram)

Leituras III


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As voltas que Valdenir deu de Independência ao Núcleo Bandeirante.

Por JB Serra e Gurgel (*) Francisco Valdenir Machado Elias chegou a Brasília em 1960, vindo de Independência, a 380 km de Fortaleza, que fica entre Crateús e Pedra Branca, depois de 21 dias de pau de arara. Uma viagem que, como o primeiro sutiã, a gente nunca esquece, não apenas pelos mais de 2000 km de distância, mas pelas atribulações e padecimentos.. Seu pai, Benedito Adrovano Machado, nascido e criado em Independência, que vivia como agricultor na Fazenda Nova Olinda, aqui chegara em 1957 para trabalhar na construção da Nova Capital, atraído como milhares de nordestinos pelo chamamento do Presidente Juscelino Kubitschek. É um pioneiro humilde e anônimo. Em 1958, teve que voltar a Independência para salvar o gado em meio uma seca de lascar, não havia mais xique-xique, mandacaru, oiticica e juazeiro, pau que dá sombra e está sempre verde. O gado sobrevivia com ração de resto de mandacaru misturada com resíduo de caroço de algodão. A família tinha duas vaquinhas na fazenda que davam leite para todos (pois as outras foram levadas para o Piauí para não morrer de fome). Nada mais. Com dó no coração, em 1959, voltou Brasília mais preocupado com as consequências trágicas de seca. Com um olho aqui e outro lá, tomou uma decisão radical: trazer toda a família para Brasília. Só deu tempo arrumar dinheiro e em 1960, foi lá buscar toda a família num caminhão. Poucas coisas e muita gente 10 dos 11 filhos, Iraci, Loraci, Rita, José Valdenor, Teresinha, Valderi, Valdenir, Valdeci, Graça, Valquiris e Fausta. Loraci não quis vir e lá ficou até hoje, mantendo o umbigo da família dos Machado. O cachorro lá ficou latindo desesperado. Foram morar num barraco na 5ª avenida do Núcleo Bandeirante, que era uma cidade do Nordeste no Planalto Central, com cultura, manias,

costumes e tradições, algumas delas ainda hoje vivas, nas suas famosas Vila Esperança, do IAPI, Tenória e a Placa da Mercedes. Valdenir aos 8 anos de idade foi trabalhar empregado no esquerda pra direito,Valderir,Valdenir,Valdeci e Valquires comércio junto com da da esquerda pra direta,Rita,Teresinha,Graca e Fausta seu irmão Valdenor e seu pai para sustentar toda a família. Em1963, montou seu primeiro negócio com a família, no mercado Diamantina, com o comércio de vestuários, tais como camisas e sapatos, época em que passou a vender também nas feiras do Distrito Federal. Em 1981, casou-se com Ana Oneida Vasconcelos Machado, piauiense de Parnaíba, filha de Raimundo José Vasconcelos cearense de Santana do Acaraú que tinha o famoso Bar e Restaurante Nordestino também no Mercado Diamantina. Em 1984, após o incêndio do Mercado Diamantina, Raimundo transferiu o Bar e Restaurante Nordestino para o atual endereço, no Mercado do Núcleo Bandeirante boxes 13, 15 e 17, já Valdenir, com a erradicação da invasões do N. Bandeirante, foi trabalhar na Feira da Ceilândia, período em que criou seus filhos Benedito Adrovano Machado formado em Marketing e Thiago Machado, Administrador de Empresa, que toca o Bar e Restaurante Nordestino junto com Valdenir desde 2000. Raimundo aposentou-se, mas deixou seu legado que está chegando a terceira geração. É um dos pontos mais conhecidos de Brasília, especialmente

por causa da buchada de bode, cabrito cozido, panelada, carne de sol, sarapatel, bem como a sobremesa de rapadura com queijo de coalho. Já participou de dois concursos, Comida de Buteco. Em 2015, chegou em 7º lugar com Jabá no feijão com abacaxi. Em 2016 chegou em 3º lugar com panelada. Em 2107, vai participar com dobradinha cearense. Da família Machado de 11 irmãos, seis mulheres do lar e cinco homens, tendo Valdenor já falecido, Valderi é psicólogo, Valdenir é contador de formação, Valdecir é administrador e advogado e Valquiris é contador e advogado. Valdenir é um dos quatro cearenses lideres de suas categorias profissionais, em Brasília. Ele comanda um grupo de 30 mil feirantes de Brasília como presidente do Sindicato dos Feirantes do DF desde 2000, assim como Antônio Carlos Aguiar lidera o Sindicato das Empresas de Material de Construção, Bartolomeu Gonçalves (Forquilha) lidera o Sindicato dos Vendedores Ambulantes, aqueles de que vendem redes, cintos, tapetes, carteiras, vassouras, de porta e em porta nas ruas, Joaquim Loiola (Forquilha), Presidente do Sindicato das autoescolas. Conta na Federação do Comércio com apoio do sobralense Vicente Feijão e do Eduardo Almeida (Crateús) que foi secretário da Fazenda do GDF. Antes do Sindicato dos Feirantes do DF, Valdenir foi presidente da Feira Central de Ceilândia de 1990 a 2000, quando então assumiu a presidência do Sindicato de toda categoria, passando a representar não só os feirantes da Feira Central de Ceilândia, mas de todo o Distrito Federal. Seu restaurante é modesto, não tem luxos , mas é acolhedor, um pedacinho do Nordeste no Centro-Oeste. (*) JB Serra e Gurgel ( Acopiara) escritor e jornalista, serraegurgel@gmail.com

Foto de Valdenir Machado

Leituras IV

Juazeiro do Norte já é conhecida como Juazeiro do Padre Cícero, diz o autor da ideia do plebiscito O deputado Manoel Santana diz que Juazeiro do Norte já é conhecida como Juazeiro do Padre Cícero por muitos brasileiros e romeiros. A Assembleia Legislativa cearense e a Câmara Municipal de Fortaleza retomam, nesta manhã, suas sessões ordinárias após uma semana de folga dos deputados e vereadores. Na pauta da Assembleia, o destaque é para a leitura do projeto de Decreto Legislativo determinando a realização de um plebiscito sobre a mudança do nome da cidade de Juazeiro do Norte, para Juazeiro do Padre Cícero. O plebiscito seria feito pela Justiça Eleitoral. De acordo com o deputado Manoel Santana (PT), ex-prefeito daquele Município, o projeto de sua autoria de mudança do nome de Juazeiro do Norte para Juazeiro do Padre Cícero é objeto de discussão há muitos anos, tendo esse debate se iniciado na Câmara de Vereadores daquela cidade e, posteriormente, o mesmo assunto tendo sido objeto de discussão na Assembleia, através dos deputados Giovanni Sampaio (PSD), Heitor Ferrer (PSB) e outros. “Recentemente o deputado Fernando Hugo (PP) fez em plenário uma consistente afirmação elencando uma série de motivos que reforçam a tese dos defensores da mudança, não somente pela justa homenagem e méritos do Padre Cícero Romão Batista, fundador do Município e seu primeiro prefeito, mas também pelo fato de Juazeiro não ser do Norte, nem do Estado do Ceará e nem do Brasil”. Além disso, o parlamentar justifica que o Municí-

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pio é frequentemente confundido com Juazeiro da Bahia, sendo que naturalmente para distingui-lo as pessoas o fazem dizendo Juazeiro do Padre Cícero. “Apesar da tendência natural dos populares de identificarem como Juazeiro do Padre Cícero, a lei maior de nosso País e de nosso Estado determina que assuntos desta natureza devem ser objeto de amplo debate e consulta popular”. Requerimentos É comum a Assembleia Legislativa colocar em pauta de votação os projetos e requerimentos que tramitam na Casa nos dias de quinta-feira. Hoje, porém, os deputados votam apenas requerimentos. Até a tarde de ontem constavam na relação 739. A grande maioria é votada de maneira consensual, não gerando debates acalorados, outros se prolongam em discussões que resultam em manobras que acabam suspendendo a votação. Na Câmara Municipal, a pauta inclui um total de 16 projetos de indicação dos vereadores, que na verdade são sugestões ao Executivo Municipal de realização de obras e serviços. Os projetos de indicação quase sempre não são atendidos pelo prefeito. Entre os requerimentos na pauta de hoje da Assem-

bleia está o do deputado Fernando Hugo (PP), que requer que seja enviado ofício ao presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, solicitando urgência na votação da proposição destinada a disciplinar a aquisição, posse, porte e circulação de armas de fogo e munição no Brasil. Dos que prometem debates mais intensos está um apresentado pelo deputado Capitão Wagner (PR). O parlamentar requer que, após ouvido o Plenário da Casa, seja encaminhado pedido de informações à Secretaria da Saúde do Estado sobre contratos firmados, mediante dispensa de licitação, com o Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH), que totalizam R$ 527.667.242,21. Além disso, o republicano também pede o envio do mesmo requerimento à Procuradoria-geral de Justiça do Estado do Ceará e para o Ministério Público de Contas junto ao Tribunal de Contas do Estado do Ceará, com a finalidade de que sejam adotadas as medidas cabíveis. Renato Roseno (PSOL) quer informações detalhadas por parte da Secretaria do Desenvolvimento Econômico sobre a usina de Barbalha, discriminando o planejamento do governo estadual acerca de todas as perspectivas e alternativas ao não funcionamento da usina. Segundo o parlamentar, o equipamento público, gerido pela Agência de Desenvolvimento do Ceará (ADECE), está parado há mais de 10 anos e foi adquirido pela Administração Pública Estadual por R$ 13 milhões. “Diante dessa situação constrangedora ao nosso Estado, havemos, por necessário, requerer informações sobre a atual situação da usina, bem como sobre as alternativas planejadas”, justifica Roseno.

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( Foto: Helene Santos )

Juazeiro do Norte pode ser seu nome modificado para Juazeiro do Padre Cícero

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Leituras V

A Inteligência Artificial Fernando Milfont (*) É difícil imaginar o que poderá acontecer no futuro, pois a inteligência humana não tem limites, daí, é esperar para ver. Sabe-se que os cientistas estão trabalhando em várias áreas, simultaneamente, em institutos de pesquisas em todo o mundo. Estão convictos que a alta tecnologia existe com o propósito de ajudar as pessoas a entenderem o resultado de seus estudos, como a Inteligência Artificial. Tal é definida como a ciência de engenharia capaz de produzir máquinas “inteligentes” no setor da pesquisa da computação, dedicada à busca de métodos ou dispositivos que tenham ou multipliquem a capacidade racional do ser humano de resolver problemas, pensar ou, de forma mais ampla, ser inteligente. O principal objetivo do sistema de Inteligência Artificial é executar funções que, atualmente, o ser humano faria melhor. Algumas características básicas desses sistemas seriam a capacidade de raciocínio, cujo objetivo é reproduzir faculdades humanas como a criatividade, autoaperfeiçoamento e uso de linguagem. A despeito do que já foi alcançado, os cientistas admitem ser bastante difícil definir o que seja Inteligência Artificial. Daí, afirmarem que essa indefinição foi e continua sendo uma noção que dispõe de múltiplas interpretações, não raro, conflitantes. A questão pode ser dividida em duas partes: a primeira, definir o que seja a natureza artificial, que pode ser explicada pelo que o homem poderá construir; a segunda, mais difícil, levantando o problema da consciência, identidade e mente – a inteligência do ser humano. Entre os teóricos, a investigação em Inteligência Artificial aborda a criação de forma de inteligência básica em computador que consiga raciocinar e resolver problemas. É tema controverso, pois envolve consciência e ética, ligados ao que fazer com uma entidade que seja cognitivamente indiferenciável de seres humanos. Esclareça-se que o desenvolvimento dessa área começou logo após a II Guerra Mundial, em 1956, através de artigo do matemático inglês Alan Turing, apoiado por vários outros cientistas, levando em conta que a construção de máquinas inteligentes interessam à humanidade há muito tempo. Há na História registros significantes de autômatos mecânicos reais, como de personagens fictícios, construído pelo homem, tais como o Golem e Frankenstein. Tais relatos, lendas e ficções demonstram expectativas contrastantes do homem, de fascínio e de medo, em relação à Inteligência Artificial que, apenas recentemente, com o advento do computador moderno, ganhou meios e massa crítica para se estabelecer como ciência integral, com metodologias próprias. Filósofos discutem questionamentos sobre qualquer possibilidade efetiva da Inteligência Artificial, relacionada com os pressupostos da construção de uma inteligência humana com uma máquina. Até agora, são inúmeros os estudos sobre a aplicação do sistema, na área de pesquisas tecnológicas espaciais, na medicina, nos transportes sem motoristas, planejamentos logísticos militares, aplicações matemáticas, em computação gráfica, engenharia, neurociência, biologia molecular, robótica, psicologia, sociologia e outros. O uso de computadores, por mais evoluídos, está apenas no nível de construir instrumentos de apoio à capacidade de raciocínio humano, o que se pode considerar um grande avanço na “habilidade” computacional. A despeito do que tenha sido encontrado, para o bem da humanidade, os objetivos da Inteligência Artificial ainda estão cercados de mistério. O mais positivo é que os estudos são muitos e são apenas... estudos e muita especulação em busca do desenvolvimento de tecnologias para a inovação social, sabendo-se, pelo que já foi alcançado pela inteligência humana, não haver limites para que o homem possa fazer por si mesmo. (*) Fernando Milfont é jornalista, sociólogo, escritor e membro da Academia Cearense de Ciências, Artes e Letras do RJ, ocupa a cadeira nº 5, cujo patrono é o escritor Araripe Jr. (milfont90@gmail.com)

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Assembleia Geral aprovou as contas de 2016 da Casa que registrou 36.679 atendimentos

Na Assembleia Geral da Casa do Ceará de 23.03, o presidente Osmar Ales de Melo , anunciou que a Casa, em 2016, registrou 36.679 atendimentos, sendo 16.568 na Odontoclínica, 13.590 na Policlínica e 193 nos cursos profissionalizante. Na área de assistência social, foram registrados mais de 5.963 atendimentos A Casa registrou no exercício equilíbrio nas suas finanças, com uma receita de R$ 2.100.000 milhões ,e uma despesa de R$ 2.200.000 milhões. Na receita, o arrecadado na Policlínica e na Odontoclínica representaram 50,4%. Na despesa, os gastos mais elevados foram com pessoal, 52%. A administração da Casa é feita por 11 diretores não remunerados, em regime de voluntariado, 49 empregados, dois voluntários e três estagiários

Odontoclínica = 16.568 pacientes atendidos (mediante cobrança simbólica para a realização dos seguintes procedimentos: extração, restauração, canal, limpeza com aplicação de flúor, dentre outros.) Policlínica = 13.590 pacientes atendidos nas especialidades de: oftalmologia, pediatria/ homeopatia, clinica geral/ cardiologia, neurologia, dermatologia, otorrinolaringologia, ginecologia, endocrinologia, ortopedia, urologia, psicologia, nutrição, fonoaudiologia e psicanálise. Cursos Profissionalizantes = 193 certificados emitidos aos alunos que concluíram os cursos de corte e costura, depilação, culinária, cabeleireiro, manicura e pedicura e design de sobrancelha. Pousada Crysanto Moreira da Rocha = 16 idosos acolhidos.

Alemanha quer trazer do Brasil avião sequestrado há 40 anos

O piloto Jürgen Schumann senta na porta aberta do Landshut no aeroporto de Dubai em 15 de outubro de 1977. O governo alemão estuda como trazer de volta do Brasil o Boeing 737-200 que operava o voo Lufthansa 181, sequestrado em 1977 em um dos capítulos mais marcantes da história recente da Alemanha. A aeronave está no cemitério de aviões do aeroporto de Fortaleza. A intenção é expor a aeronave num museu. A análise partiu de um pedido pessoal do vice-chanceler federal e ministro do Exterior Sigmar Gabriel, que disse que o “Landshut” – como é chamado o avião na Alemanha – é simbólico para a memória de um tempo difícil e importante no país. “Os restos do Landshut estão no nordeste do Brasil e enferrujam sob o sol. Muitos, não só no ministério, acreditam que ele mereça talvez um destino melhor, por representar uma parte importante da história alemã”, afirmou Martin Schäfer, porta-voz do Ministério do Exterior. A aeronave foi sequestrada, com mais de 90 pessoas a bordo, por quatro integrantes da Frente Popular para a Libertação da Palestina, que, para liberar os reféns, pedia a soltura de membros da Fração do Exército Vermelho (RAF) presos na Alemanha.

O sequestro é um dos episódios mais marcantes do chamado Outono Alemão, período entre setembro e outubro de 1977 em que as operações da RAF, organização guerrilheira alemã de extrema-esquerda, atingiram o auge do radicalismo. Depois do sequestro, a aeronave continuou transportando passageiros da Lufthansa até ser vendida pela empresa alemã em 1985. O Landshut teve vários proprietários e passou a levar cargas. Até 2008, ele voou pela TAF, de Fortaleza. Devido a pendências judiciais da empresa, o avião foi penhorado e há nove anos está parado no cemitério de aviões da capital cearense. O sequestro No dia 13 de outubro, a aeronave partiu de Palma de Mallorca, na Espanha, com destino ao aeroporto de Frankfurt. Ao entrar no espaço aéreo francês, os extremistas, armados com pistolas e granadas, anunciaram o sequestro e deram início à jornada de 106 horas que terminaria apenas na Somália. Para libertar os passageiros, o grupo exigia que o governo alemão soltasse integrantes da RAF presos na Alemanha. O governo alemão se recusou a libertá-los. Antes de pousar em Mogadíscio, durante o sequestro, o avião fez paradas para reabastecer em Roma, Lárnaca, Bahrein, Dubai e Áden.

Casa do Ceará promoverá dia 5 de maio o 3º Encontro de Solidariedade ao Ceará em Brasília na Galeteria do Lago.

A Casa do Ceará em Brasília, com apoio da Confraria dos Cearenses de Brasília, promoverá dia 5 de maio o 3º Encontro de Solidariedade ao Ceara em Brasília na Galeteria do Lago. Será realizado dia 5 de maio o 3º Encontro de Solidariedade do Ceará em Brasília, na Galeteria do Lago, que deverá reunir cerca de 200 cearenses com o objetivo de confraternização e de reunir recursos para as ações de comunicação da Casado Ceará, em Brasília incluindo a manutenção do jornal Ceará em Brasília, há 28 anos em circulação, desde sua criação por Lúciano Barreira (Quixadá). Os convites já estão sendo vendidos ao preço de R$ 110,00 com direito ao buffet, às bebidas, à sobremesa é ao café, no padrão da Galeteria que é de propriedade do cearense João Lima (Ipu) “para quem os cearenses demonstram forte apoio ao Ceará em Brasília no 1º Encontro em 2016 “O presidente da Casa, Osmar Salves de Mello, ressaltou que a Casa tradicionalmente foi bem servida pelo Ceará em Brasília, pioneiro na abertura de espaço para ressaltar

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a presença da Casa na Comunidade de Brasília e Entorno; Hoje a Casa está se atualizando recorrendo às novas mídias estimuladas pela presença da Internet. Neste sentido, o Portal da Casa incorporou vários blogs de notícias especialmente as relacionadas com o Ceará, e mais recentemente vem se utilizando do Facebook e da TV Casa di Ceará que conta com apreciável carteiras de vídeos , filmes e reportagens do Ceará e dos cearenses. A Superintendente da Casa do Ceará, Antônia Guimarães, informou que ao adquirir o convite o comprador tem seu nome registrado no Facebook. Informou que durante o Jantar serão sorteados brindes para os participantes, oferecidos por empresas e personalidades cearenses Informou que a Casa do Ceará entregará, na oportunidade, a carteira social de 2017 aos sócios que estejam quites com suas contribuições sociais. Contatos Antônia (61) 99153-4971 Antônia Lúcia@ymail.com Suellen (61) 99366-0832 casadoceara@financeiro.gmail.com Rayanne (61) 3533- 3800 rayanne.ras@gmail.com

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De tanto ouvir, passo adiante o que me pedem

João Soares Neto (*) Agradeço por estar lendo este artigo. Sei estar o Brasil com doze milhões de desempregados. Se cada um deles for responsável apenas por outra pessoa, teremos 24 milhões. Isso representa cerca de 10% da população nacional. Que o país está em crise, todos sabem. A crise não é só econômica, por razão de empresas a fechar e deixar rastros de dívidas. A crise é o resultado de tudo a acontecer nos três vértices de um triângulo imaginário: os bancos mandam na economia; os políticos fazem (ou faziam) o que querem e as grandes empresas recebem todas as benesses em editais bem urdidos. Fala-se muito na “Lava Jato”, mas há outros tantos vieses de uma estrutura contaminada pela ganância dos bancos a emprestar ao governo- com retorno seguro – e a cobrar inacreditáveis 450% de juros ao ano aos portadores de cartões de crédito. Em qualquer loja de departamentos há oferta (“Demora nada. É rápido”) de cartões de todas as bandeiras. E o processo de sedução oferece descontos, milhas para viagens etc. Aí começam as dívidas. Tome SPC, Serasa e advogados. As empresas brasileiras foram acostumadas a aliar-se ao poder. O poder tem glamour e obras a ofertar. Qualquer que seja ele. As empresas, se não aceitam o jogo, simplesmente saem do radar das grandes obras, das médias e até das pequenas. Não precisa de nenhum algoritmo para descobrir como funciona. Os adiantamentos não saem, pagamentos atrasam, naturalmente. Só os recebem os interlocutores a descobrir os caminhos ínvios. Cria-se um grupo de empresas “confiáveis” e os editais, detalhistas, dão as sutilezas para a vitória. Cria-se um rodízio, consórcios, cartéis e todos são beneficiados. Isso funciona em todos os níveis e não apenas na Petrobras. Até o acento da palavra foi roubado. De repente, um grupo de jovens juízes, bem preparados e corajosos, resolve enfrentar e afrontar um poder carcomido pelo compadrio remontando ao século passado, a atuar de forma sistêmica, usando os recursos da tecnologia para desvendar o bem e o mal. Estamos apenas no terceiro ano da Lava Jato. Há sinais de exaustão, transferências e ameaças veladas. Até no exterior juízes poliglotas sofrem com a algazarra dos que, remunerados, agem para desacreditá-los. Já disse e repito pelos outros, vejo poucas saídas para um país engolfado nesse corroído sistema de troca de favores. As bravatas com outras nações desta sul América, governada sob a égide de um pan-americanismo chinfrim, perde força. Estamos em fevereiro, carnaval às portas, cidades sendo fechadas e assaltadas por sequazes dos que, em lugares guardados pelo Estado, enviam ordens para queimar ônibus, atiçar o ódio de incautas mulheres de policiais contra os governantes de cofres vazios, à espera de milagres em tempos incréus. Como disse no título, escrevo o que ouço. E o que me pedem. Julguem vocês. (*) João Soares Neto, Escritor, empresário, membro da Academia Cearense de Letras.

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Falta de chuva e de água apavora o Ceará

Inpe reafirma prognóstico e aponta chuva abaixo da média. o Ceará necessita de, pelo menos, dois meses de chuvas acima da média para nível dos reservatórios melhorar O açude Castanhão, na bacia do Médio Jaguaribe, registra um aporte de 4,98%, o menor desde que ele foi inaugurado, em 2002. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), reavaliou, na última sexta-feira, em São Paulo, a sua previsão para fevereiro/março/abril e, por enquanto, o prognóstico para a quadra chuvosa do Ceará é de chuvas abaixo da média histórica. “Não houve mudanças significativas na Atlântico em janeiro. Ele está mais aquecido, o que aponta menos precipitações para a região”, explica a meteorologista do Inpe, Renata Tedeschi. .Início da quadra chuvosa preocupa “O cenário do Ceará, assim como a da região Nordeste, é muito grave quando falamos sobre água e abastecimento humano, animal e agropecuária”, ressalta Renata. A maioria dos indicadores climáticos globais e dos modelos existentes, ressalta a especialista, continuam apontando maior probabilidade das chuvas se situarem na categoria abaixo da faixa normal climatológica, com distribuição de probabilidade: 25%, 35% e 40% para as categorias acima, dentro e abaixo da faixa normal climatológica, respectivamente. “Por isso, a população precisa economizar água, especialmente, a Capital”, orienta a meteorologista. O Inpe indica que, no cenário atual, projeta-se impacto severo nas condições para agricultura e pecuária durante o período chuvoso principal, com predominância de áreas de seca severa no interior da região semiárida, principalmente no leste do Piauí, sul do Ceará, oeste de Pernambuco e centro-norte da Bahia. O Instituto também reafirma a avaliação que divulgou em janeiro desse ano e diz que “com acentuado risco de esgotamento da água armazenada entre novembro de 2017 e janeiro de 2018 para os Estados do Ceará, Rio Grande do Norte, Pernam-

buco e Paraíba”. Reserva hídrica A cada quadra chuvosa abaixo da média histórica, registrada no Ceará nos últimos cinco anos, apenas 1% do contabilizado ou cinco milímetros se transformaram, de fato, em reserva hídrica nos açudes do Estado. É o que aponta o meteorologista da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme), David Ferran. Segundo o especialista, a eficácia no armazenamento de água é melhor quando as precipitações ficam acima de nossa média histórica ou mais de 800 mm/ano. “O que não acontece desde 2012, pelo contrário, registramos pouco mais do que 500 mm anuais, resultando na situação atual. Se chovesse, por exemplo, entre 900 e mil mm, pode-se acumular entre 40 e 50 mm. Por enquanto, não é o nosso caso”, explica. Ferran reafirma a previsão da Funceme para o período fevereiro/março e abril, de chuvas dentro da média história. “Houve um ligeiro esfriamento no Oceano Atlântico Norte e aquecimento na parte Sul. Por enquanto, segundo ele, a tendência é sim de poucas chuvas e as incertezas sobre uma previsão mais consolidada permanecem”, afirma, acrescentando que até o dia 20 próximo sairá o prognóstico para o período março/ abril e maio. Volume De acordo com a Companhia de Gestão dos Recursos Hídricos (Cogerh), o volume de água armazenada nos 153 açudes é de 6,18% ou seja, de um total de 18,64 bilhões de metros cúbicos, o estado acumula 1,15 bilhão de m3. São 48 reservatórios ou 31,3% em volume morto e 38 (24,8%) secos, indica resenha diária da Cogerh. O Castanhão, na bacia do Médio Jaguaribe, registra 4,98%. O Orós, na bacia do Alto Jaguaribe, possui 11,4%. O reservatório tem sido a sustentação do Castanhão desde setembro do ano passado, com a transposição de suas águas. por Leda Gonçalves - Repórter

(Foto: Honório Barbosa)

Leituras VI

Segurança hídrica: 75% dos poços perfurados no Ceará têm volume acima da média , igual ou superior a 500 litros d’agua

Em dois anos, o governador Camilo Santana autorizou a construção de mais de três mil poços em todo o Ceará, tanto nas zonas urbanas como nas comunidades rurais Durante a reunião do Grupo de Contingência, que acompanha as ações do Governo do Ceará de convivência com a seca, foi anunciado que a política de perfuração de poços do Ceará superou as expectativas. A informação foi apresentada pelos geólogos Zulene Teixeira e Guilherme Almada, da Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh). Dos três mil poços construídos nos últimos dois anos, em pelo menos 75% deles o volume é igual ou superior a 500 litros d’água. “A necessidade de aporte de água, aliada à competência dos técnicos dos órgãos de recursos hídricos do Ceará fez com que tivéssemos esse resultado”, afirmou o secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira. Em dois anos, o governador Camilo Santana autorizou a construção de mais de três mil poços em todo o Ceará, tanto nas zonas urbanas como nas comunidades rurais. As obras estão garantindo que as cidades não entrem em colapso hídrico, mesmo com cinco anos consecutivos de seca. As ações de perfuração de poços seguem o que foi definido pelo Plano de Convivência com a Seca, apresentado pelo governador Camilo Santana à Assembleia Legislativa em fevereiro de 2015. Para o secretário chefe de Gabinete

do Governador, Élcio Batista, é um legado na gestão dos recursos hídricos. “Dentre as ações delineadas no Plano, a ação foi bem sucedida tanto nas zonas urbanas como na área industrial do Porto do Pecém, que não comprometeu o funcionamento do complexo e isso mostra a eficiência na gestão dos recursos público como a utilização da ciência e tecnologia para garantir o abastecimento”, afirmou. Chuva e aporte nos reservatórios O Ceará registrou chuva em pelo menos 132 municípios, segundo monitoramento da Funceme, das 7h de ontem às 7 horas de hoje. A maior precipitação foi no município de Tururu, na microrregião de Uruburetama, com 180 milímetros. Até agora, com as últimas chuvas no Estado, o aporte dos reservatórios somou 148 milhões de m³. As precipitações são mais intensas na região Noroeste do Ceará. Os 153 açudes monitorados pela Companhia de Gestão de Recursos Hídricos (Cogerh), em parceria com o Departamento Nacional de Obras contra as secas (Dnocs), têm aproximadamente 1,2 bilhão de m³, o que representa 6,7% da capacidade total. “Qualquer aporte neste momento, em virtude da seca consecutiva, é importante, por isso que o Ceará continua executando as ações permanentes de convivência com a estiagem. Temos a perspectiva, inclusive de melhor o aporte nos meses de março e abril”, afirmou o presidente da Cogerh, João Lúcio Farias.

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Leituras VII

Três perdidos em uma noite fria Edmílson Caminha (*) Por seis horas, entre Malmö e Estocolmo, um trem cortará o gelo da noite na Suécia. Acomodados havia pouco nos assentos, o comboio já veloz, Ana Clara, nossa sobrinha, vai por duas vezes ao toalete ocupado e avisa ao cabineiro que a porta continua travada, com algum viajante que talvez passe mal. O homem saca do bolso uma chave mestra e rapidamente desbloqueia a fechadura, como se já soubesse o que encontraria lá dentro: três jovens acuados, os olhos a traduzir o medo de que fossem descobertos, clandestinos amontoados em um cubículo onde mal cabe uma pessoa. Acompanhamos a cena de perto: o cabineiro os mantém trancados por longos 30 minutos; depois, no inglês com que se fará entender, ordena que saiam, e os leva para o espaço entre os vagões, até à parada em que serão jogados fora. Dizem não ter documentos, dinheiro nenhum, apenas roupa na mochila, só querem chegar a Estocolmo. “Problema de vocês! Desembarquem logo e deem-se por felizes, por não lhes entregar à polícia!” E assim acontece: mal as portas se abrem, os três descem para se perder no escuro, no frio, no sofrimento, na miséria a que pode chegar a condição humana. Mais ligeiro do que Ana Clara, um colombiano, que dissera viver no Acre, volta do toalete para o assento vizinho aos nossos, a reclamar do mau cheiro: “¡Esta gente hede. No se puede usar los baños, están irrespirables!” Como se não fosse, ele próprio, um migrante, um estrangeiro, como qualquer ser humano que põe os pés fora do seu país, que cruza as fronteiras geográficas em que arbitrariamente se dividem mais os homens do que o mundo. É a reação comum a todos que nos sentimos ameaçados, que supomos em risco o patrimônio, o bem-estar, os privilégios a que cremos fazer jus, sensíveis à humilhação dos pobres e ao clamor dos deserdados, desde que com eles não tenhamos de repartir nada do muito que nos sobra. Assim foi comigo, também: reagi preconceituosamente, satisfeito, no íntimo, com o sueco que me garantira a segurança, o conforto da viagem. Arrependo-me de não ter ido aos três para lhes dar o mínimo de atenção, de solidariedade, talvez algumas coroas com que matariam a fome na solidão da noite. Em meu inglês precário, perguntaria como se chamavam: Youssef? Mohamed? Tariq? Que histórias têm para contar? Nasceram na Líbia, no Afeganistão, na Síria? Como sobreviveram até ali? Aonde querem chegar? “Podem ser terroristas, agentes do Estado Islâmico treinados para explodir a Torre Eiffel, dinamitar o Kremlin, pôr no chão o Domo de Florença”, haverá quem diga. Ingênuo por natureza, prefiro acreditar que são apenas homens, a fugir do destino que os revolta, a correr mares e terras em busca da felicidade, do chão em que lhes seja permitido realizar o mais simples e o maior dos sonhos, viver e trabalhar em paz. Egoístas que somos, indiferentes ao próximo, viajamos pela Suécia, fomos à Noruega e de novo à Dinamarca, de onde voltamos para o Brasil. Tudo em ordem, como se não houvéssemos presenciado aquele drama, a vida fosse bela e o mundo bom. É provável que nunca mais nos vejamos, que eu viva mais do que os três, condenados a esconder-se pelos trens, a saltar de estação em estação, até que, mortos, não lhes fique sequer o nome, mas um número, na contabilidade fria dos que somem como se jamais houvessem nascido. Oxalá sobrevivam contra toda a esperança, para, como quem escapou do pesadelo de Auschwitz, dar testemunho de que milagres acontecem. O certo é que não me esquecerei jamais daqueles três fugitivos, dos poucos segundos em que nossos caminhos se cruzaram e lhes vi os olhos de medo, de impotência, de desamparo, quanto ao futuro que, para desgraçados como eles, tem a duração de 24 horas, nas quais lutarão desesperadamente apenas para se manter vivos, sem que saibam por quê, para quê. Haja o que houver, nenhum se lembrará de mim, talvez nem me tenham visto. Pouco importa. O olhar deles me acompanhará para sempre, como lembrança mas, sobretudo, como remorso, no trem da vida em que, afinal, somos todos clandestinos. (*) Edmilson Caminha (Fortaleza) jornalista e escritor, da Academia Brasiliense de Letras e da Associação Nacional de Escritores.

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Ceará é primeiro em transplantes do Norte, Nordeste e Centro-Oeste

No ano passado, o Ceará estabeleceu novo recorde, com a realização de 1.874 transplantes, 31% a mais que os 1.430 de 2015. O Ceará foi o primeiro estado das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste e o sexto do país com o maior número de transplantes de órgãos e tecidos realizados em todo o ano de 2016, de acordo com o Registro Brasileiro de Transplantes (RBT 2016), divulgado em 10.03, pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). No ano passado, o Ceará estabeleceu novo recorde, com a realização de 1.874 transplantes, 31% a mais que os 1.430 de 2015. Considerando somente os órgãos sólidos (pâncreas, pulmão, coração, fígado e rim), com 491 transplantes em 2016, o Estado realizou 55,1 transplantes por milhão da população (pmp), atrás do Distrito Federal (79,2), Paraná (74,2), Rio Grande do Sul (67,4), São Paulo (65,5) e Santa Catarina (60,4). O grande destaque em 2016 foram os transplantes de córnea. O Ceará fez 1.267 transplantes desse tecido, o segundo melhor desempenho em números proporcionais e absolutos. São Paulo foi o estado que mais realizou transplantes, no total de 4.776 procedimentos. Proporcionalmente, o Distrito Federal ficou em primeiro lugar, com 155,4 transplantes pmp, seguido do Ceará, com 142,3. No ano passado, o Ceará zerou a fila de espera de transplantes de córnea, depois de 34 anos realizando esse procedimento, iniciado em 1982. “Fila zero” de córnea é uma meta estabelecida pela ABTO e indica a situação em que o paciente que precisa de um transplante não necessita esperar pelo tecido porque ele já está disponível para a

cirurgia. Conforme o RBT, em dezembro o Ceará tinha 33 pacientes aguardando transplante de córnea. O estado do Ceará também foi destaque nacional em transplantes de fígado e coração. Nos transplantes hepáticos, realizou 21,9 transplantes pmp, atrás do Distrito Federal (26,1) e Santa Catarina (22,1). Nos transplantes cardíacos foram 3,6 pmp, depois do Distrito Federal (14,8) e Pernambuco (4,1). O Ceará também foi o terceiro do país em transplante pediátrico de rim, com 14,7 procedimentos pmp, abaixo do Distrito Federal (16,1) e Rio Grande do Sul (15,5). Além de córnea, o Ceará realizou em 2016 o maior número de transplantes de coração (32) e medula óssea (97) desde que esses procedimentos foram iniciados no Estado. Em relação a 2015, fez, ainda, mais transplantes de pulmão (6) e esclera (19). O Brasil obteve aumento de 3,5% na taxa de doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplante, atingindo 14,6 doadores pmp. Conforme o RBT, cinco estados foram destaques na doação de órgãos: Santa Catarina (36,8), Paraná (30,9), Distrito Federal (25,7), Rio Grande Sul (25,2) e Ceará (24,9), que elevou a taxa em 6% em relação a 2015. O percentual de 38% de efetivação de doadores em relação ao número de notificações foi o terceiro do país, ao lado de Minas Gerais, depois de Santa Catarina (47%) e Rio Grande do Sul (41%). Este ano no Ceará foram realizados 263 transplantes de órgãos e tecidos – 132 em janeiro, 115 em fevereiro e 16 até 9 de março. Foram 38 transplantes de rim, 3 de coração, 36 de fígado, 9 de medula óssea (6 autólogos e 3 alogênicos), 176 de córnea e 1 de esclera

Renato Aragão recebe estátua no museu de cera do Santuário Nacional de Aparecida.

O humorista Renato Aragão inaugurou dia 12.03 uma estátua em sua homenagem no Museu de Cera do Santuário Nacional de Aparecida. A visita dele também marcou o lançamento de uma exposição sobre o artista. A estátua ficará, a princípio, junto com a exposição, que estará aberta ao público até julho, no segundo piso do Memorial da Devoção. Ela reúne 130 peças, como fotos, prêmios e máscaras dos personagens do artista, entre eles do ‘Didi’. “Está aprovado. Fiquei surpreso, porque sabia que minha mulher guarda esse acervo há muito tempo, mas a coisa cresceu demais”, disse ele. Durante a visita à exposição, ele brincou que dizendo não se lembrava de muita coisa. Santuário Nacional lançou exposição em homenagem ao artista, intérprete do Didi (Foto: Camilla Motta) Após a exposição, a peça ficará no Museu de Cera. O espaço reúne 65 estátuas, entre elas de religiosos, como os papas João Paulo II, Bento XVI e

Museu de Cera terá estátua de Renato Aragão; lançamento aconteceu em Aparecida (Foto: Camilla Motta)

Estátua de Renato Aragão fica exposta no Museu de Cera (Foto: Camilla Motta)

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Francisco, e de personalidades devotas da santa, como o ex-jogador Ronaldo e o astronauta Marcos Pontes. O artista agradeceu à Nossa Senhora pela homenagem recebida e se emocionou. “Está maravilhosa, já fui em museu lá fora e esse foi um negócio especial. Nada lá fora chega a isso aqui, estou falando da qualidade do cara que me mediu. Fiquei um dia com ele e valeu o sacrifício”, disse. “Bem que falaram que é melhor que o original”, brincou. “Não tem o que falar, fizeram uma réplica do meu pai e é uma honra, estou gostando de tudo”, disse a filha Lívian. O artista, que é devoto da padroeira, participou de uma missa, às 8h, e da coroação de Nossa Senhora, às 9h. Aragão estava acompanhado da esposa Lílian Taranto e da filha Lívian Aragão. A família também assistiu o filme exibido sobre Nossa Senhora no Cine Padroeira. O artista ficou emocionado novamente. Camilla MottaDo G1 Vale do Paraíba e Região

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Leituras VIII

A prova de quanto vale um deputado

Macário Batista (*) Lí por aí. O texto demonstra quanto vale uma bancada de deputados federais sem força e sem prestígio. “O deputado federal Leônidas Cristino (PDT) está revoltado. Ele protesta contra o que define como uma “contradição” do Banco do Nordeste ter contabilizado um lucro líquido de R$ 732,1 milhões em 2016, conforme noticiado na imprensa, e anunciar o fechamento de quatro agências no Ceará, entre elas uma de Sobral, entre 19 que vão cerrar as portas.“Apesar do lucro maravilhoso, o maior da história, que supera em 139,5% o resultado de 2015”, observa o deputado cearense, veio esta decisão da diretoria do BNB, que ele classifica de “injusta e descabida”.Leônidas Cristino também não vê coerência nesta decisão do BNB, se for levada em consideração a expressão econômica de Sobral, o maior (PIB) do Ceará fora da Região Metropolitana de Fortaleza. O município detém o quarto maior PIB do estado, depois da Capital, Maracanaú e Caucaia (IBGE). O deputado diz que a obtenção do lucro se deu, apesar do cenário econômico adverso, graças ao bom desempenho dos funcionários do BNB. “ A decisão do fechamento da agência prejudica os funcionários e o desenvolvimento da nossa região”, afirmou o deputado. Diante desta contradição, ele disse que não pode ficar calado e que o seu papel é lutar por Sobral e pelo Ceará. “Vou denunciar. É o meu papel”, ele afirmou”. A frase: “Pra quem gosta, catinga de bode é cheiro”. Guajará Cialdini. Ontem, hoje e sempre O título parece programa de rádio pra não deixar morrer memórias como de Nubia Lafaiete, Waldick Soriano, Nelson Gonçalves, Roberto Luna etc. e etc e tal. Não é. Parece mas não é. É que pra falar de hoje tem que falar de ontem ou ainda, quem não tem passado não tem futuro. Presente é besteira. Um dia, lá atrás, o comandante Mauro Benevides, da polícia do Ceará levou um tiro de raspão no meio da rua. Na praça pública. De quem? De colegas policiais. Um motim e um arranca rabo entre policiais civis e militares lá no vetusto governo Tasso, o primeiro da trilogia. Pra quem leu, era cena viva de guerra civil. Depois disso, por muito tempo não se teve mais ideia de como tem sido a ciumeira entre civil e militar aforamente o pessoal novo que causou ciúmes, a bem vestida e ar condicionada Ronda. Pois bem, se aqui há calma, pela aí a traquitana gira. Essa coluna não é foro pra cuidar de polícia, mas de política e como de política devemos tratar o que ocorre no Espírito Santo, onde policiais amotinados por salários, botaram mulheres nas portas dos quartéis pra lhes garantir imunidade numa paralisação despudorada e covarde. Quem não pode com o pode não pega na rodilha, ensina o sertão seco, sem água, sem segurança, sem safra e quase sem aposentadoria. Agora o pior: um dia foi-me sugerido, como editor de televisão, não dar muita linha pra pipa das invasões a cidades durante uma seca miserável. Depois, a mesma sugestão pra não dar trela pros arrastões na praia. Juntando os trapinhos descobri que era “sugestão” do alto. Se mostra, a coisa se amplia e vira modelo e exemplo. É o que ocorre agora no Rio de Janeiro, imitando o Espírito Santo. Se a moda pega a mulherada vai tudo virar bucha de canhão de seus homens, pais, filhos, irmãos, maridos, amantes, companheiros, tico-ticos e coisa e loisa. Barbas de molho porque cachorro mordido de cobra tem medo até de linguiça. (*) Macário Batista

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Obras do São Francisco são adiadas para 2018

Novo adiamento alertou parlamentares para que se tome medidas alternativas para suprir as demandas hídricas Documentos do Ministério da Integração Nacional já sinalizam que o Eixo Norte das Obras de Transposição do Rio São Francisco, deverá ser finalizado até o segundo semestre de 2018. A última informação era de que o serviço, que traz as águas do Rio ao Ceará, chegaria ao seu término entre os meses de setembro e outubro deste ano. Os dados foram apresentados pelo secretário de Desenvolvimento Regional, do Ministério da Integração Nacional, Marlon Cambraia. Ele participou, ontem, da reunião da Comissão Especial da Assembleia Legislativa para Acompanhar e Monitorar as Obras de Transposição do Rio São Francisco, que aconteceu, ontem, no Salão Nobre da Assembleia Legislativa, em substituição ao ministro Jáder Barbalho, que alegou motivos pessoais para não vir ao Ceará. Marlon reafirmou que não haverá contingenciamento de recursos e, ao contrário do que apontam os documentos técnicos, tem uma visão mais otimista, acreditando que as obras ficarão concluídas ainda este ano. Ao demonstrar as transparências que apontam o cronograma indo até 2018, explicou tratar-se de cautela do Ministério da Integração, haja vista as implicações técnicas que poderão ocorrer ao longo das atividades. Preocupação A procrastinação da data surpreendeu o deputado Carlos Matos, que preside a comissão, por considerar que a demora deixa o Ceará sem muitas alternativas, caso ocorra um colapso de água nos principais reservatórios do Esta-

Aeroporto

do. “Antes a nossa preocupação era com uma demora de 15 dias. Agora, o próprio Ministério sinaliza que poderá levar até 10 meses, considerando que o encerramento dos serviços ocorram até junho do próximo ano”, afirmou Carlos Matos. Enquanto isso, o presidente da Fundação Cearense de Meteorologia (Funceme), Eduardo Sávio Martins, disse que é necessária uma agenda de ações, a fim de que se afaste o temor de colapso de água em Fortaleza e Região Metropolitana até que se possa contar com as águas da transposição do Rio São Francisco. Ele informou que do mesmo modo como houve um grande entusiasmo com as chuvas de janeiro do ano passado, que ficaram acima da média histórica, o mesmo não deve ocorrer neste ano, não obstante as boas precipitações de fevereiro e no começo de março. Com 94,52% das obras concluídas, o Eixo Norte da Transposição estava previsto para ser finalizado no segundo semestre deste ano, segundo dados do Ministério da Integração Nacional. O edital de licitação da primeira etapa (1N), referente à contratação de uma nova empresa para dar continuidade às obras não executadas pela Mendes Júnior, foi publicado neste ano. Atualmente, o Ministério da Integração Nacional analisa as propostas e a documentação da construtora que ofertou o menor preço. A previsão é de que o contrato para as obras seja assinado agora em março. A expectativa é atender ao reservatório Jati (CE) em agosto e à Região Metropolitana de Fortaleza em setembro de 2017. por Marcus Peixoto – Repórter, Diário do Nordeste

Pinto Martins, leiloado, será mais moderno e mais confortável’, diz Camilo Santana

Presente ao leilão do Aeroporto Internacional Ponto Martins, em Fortaleza, o Governador do Ceará, Camilo Santana, comemorou o resultado. Com lance de R$ 425 milhões, a empresa alemã Fraport, que administra o aeroporto do Frankfurt, será a concessionária do aeroporto Pinto Martins. “Acompanhei ao lado do prefeito Roberto Cláudio e ficamos muito satisfeitos com o resultado. Já conversamos com os diretores da companhia e temos a certeza de que nosso aeroporto será mais moderno e mais confortável para receber os turistas que visitam o Ceará “, disse o governador Camilo Santana. Terceiro entre os mais movimentados da Região Nordeste e o 12º do Brasil, de acordo com a Secretaria de Aviação Civil, o aeroporto de Fortaleza deveria ter oferta inicial de R$ 360 milhões, valor correspondente a 25% do valor de outorga – R$ 1,440 bilhão- o maior entre os quatro aeroportos leiloados, mas conseguiu R$ 425 milhões. A entrega à iniciativa privada representa, para o governo estadual, um incremento da cadeia produtiva do turismo no Ceará, que é responsável atualmente por 11,5% do PIB local O leilão dos quatro aeroportos - marcado pela participação exclusiva de grupos estrangeiros, que já administram grandes aeroportos no mundo - garantiu ao governo uma

arrecadação de R$ 3,72 bilhões em todo o período da concessão, cerca de 23% acima do valor esperado pelo governo de R$ 3,014 bilhões. Os aeroportos de Florianópolis, Porto Alegre, Salvador e Fortaleza respondem atualmente por cerca de 12% do total de passageiros transportados no país. De acordo com o edital, após a homologação a concessionária vencedora do leilão terá prazo de 180 dias para apresentar à Anac o Plano de Gestão da Infraestrutura (PGI) para todo o período da concessão. A concessionária deverá estabelecer melhorias no sistema de pista e taxiways, ampliar o pátio de aeronaves, o terminal de passageiros, o estacionamento de veículos e o terminal de cargas. Além disso, a concessionária assumirá todas as obras em andamento. Fraport A operadora alemã Fraport, que também venceu a disputa pelo aeroporto de Porto Alegre, administra aeroportos em todos os continentes: cinco na Europa - sendo o de Franfkurt, um dos mais modernos do mundo - cinco na Ásia , dois na África e um na América Latina e registra um tráfego anual de mais de 99 milhões de passageiros. A Fraport já tinha mostrado interresse em terminais no Brasil, mas não conseguiu arrematar a concessão de nenhum aeroporto brasileiro no leilão feito no final de 2013.

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UNIFOR tem a melhor participação do Nordeste no ranking universitário Folha Pelo quinto ano consecutivo, o Ranking Universitário Folha consagrou a Unifor como a melhor instituição de ensino privada nas regiões Norte e Nordeste. Além de ser a primeira nas regiões, a Unifor também lidera nos quesitos: ensino, mercado e inovação. É também a única particular a figurar no ranking no Estado. A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de São Paulo e divulgada no dia 19 de setembro. No ranking nacional de 2016, entre instituições públicas e privadas, a Unifor ocupa a 61º posição, com nota 60,46, uma pontuação maior se comparada ao ano passado, quando obteve um total de 58,88. Na lista das universidades particulares de todo o Brasil, a Unifor ficou na 11º posição, mantendo-se em 1º entre as instituições privadas do Norte e Nordeste. Para a reitora Fátima Veras, a instituição tem como missão o aperfeiçoamento contínuo. “Historicamente, uma das prioridades da Universidade de Fortaleza consiste em manter a excelência e aperfeiçoar-se de forma contínua. Para isso, investimos incansavelmente no material humano e em novas tecnologias de ensino; na ampliação da rede de parceiros nacionais e internacionais; no atendimento às demandas sociais e mercadológicas, por meio da articulação entre o ensino, a pesquisa e a extensão; além de aportarmos energia nas áreas de pesquisa e inovação”, declara. O RUF (Ranking Universitário Folha) é uma avaliação anual do ensino superior do Brasil feita pela Folha de São Paulo desde 2012. Os dados que compõem os indicadores de avaliação do RUF são coletados por uma equipe da Fo-

UNIFOROFICIAL

lha em bases de patentes brasileiras, periódicos científicos, dados do MEC e em pesquisas nacionais de opinião feitas pelo Datafolha. O RUF 2016 classificou 195 instituições reconhecidas como universidades pelo Ministério da Educação. O RUF é calculado a partir de cinco indicadores: pesquisa, ensino, mercado, inovação e internacionalização. Conduzido pelo Datafolha, o levantamento avaliou 23 cursos da Unifor: Administração de Empresas, Arquitetura e Urbanismo, Computação, Ciências Contábeis, Direito, Economia, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Engenharia de Controle e Automação, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Engenharia Mecânica, Farmácia, Fisioterapia, Jornalismo, Medicina, Nutrição, Propaganda e Marketing, Psicologia, Turismo. ACERVOS ESPECIAIS DA UNIFOR A Biblioteca Unifor - Acervos Especiais abriga um acervo composto por livros que foram doados à Universidade de Fortaleza por diversos colecionadores e outros adquiridos para compor essas salas especiais. São cerca de 7 mil volumes, divididos por assuntos como Literatura, Artes, História do Ceará, Biografias, Direito, entre outros. Dentre os volumes estão presentes livros raros como: DANTE con l´espositioni di Christoforo Landino (1578); Geschichte in Brasilien (Maurício de Nassau) de Gaspar Barleus (1659); Castrioto Lusitano de Raphael de Jesus (1679), além de livros especiais de Direito. Outros destaques são as publicações do Instituto Histórico e Geográfico

Brasileiro de 1840 a 1964; o Arquivo da História do Ceará organizado por Thomaz Pompeu Gomes de Matos; e o acervo de Francisco Pati, escritor, advogado e conselheiro da Bienal Internacional de São Paulo. Outro importante acervo presente na Biblioteca Unifor é a rara coleção de livros de Francisco Matarazzo Sobrinho (1898-1977), fundador do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM) e criador da Bienal Internacional de São Paulo. A coleção reúne importantes livros de arte e contém obras consideradas raríssimas. Nela é possível encontrar a primeira edição, datada de 1750, da “Opere Varie di Architettura”, de Giovanni-Batista Piranesi, considerado o maior gravador do século 18. A obra traz a série completa de gravuras dos cárceres de Roma. Também presente está a primeira edição, de 1835, da “Malerische Reise in Brasilien”, do ilustrador alemão Moritz Rugendas. O volume é composto por 100 litografias que retratam características físicas, hábitos e costumes da população brasileira. Entre os livros, encontram-se obras de arte, como no álbum Miserere, do artista Georges Rouault, com 58 litografias de grandes dimensões. Teóricos da arte também estão presentes. Giorgio Vasari, um dos primeiros pensadores a escrever a História da Arte, compõe a coleção com seu importante livro As Vidas dos Pintores, Escultores e Arquitetos. Outra presença importante para a composição da Biblioteca Matarazzo é a coleção da Sociedade dos Cem Bibliófilos, formada pelos 23 volumes realizados na época, o que a torna completa.

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UNIFOR: A MELHOR DO NORTE NORDESTE* Cearense, você faz parte dessa história

www.unifor.br *Segundo o Ranking Universitário Folha (RUF 2016), considerando universidades particulares.

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Momentos marcantes da vida do Comendador Dr. Albery No dia 08 de março o Comendador Albery Mariano, acompanhado de sua esposa Cleuza Mariano fez doação de uma balança filisola para o Museu de Artes e Tradições do Nordeste Maria Calmon Porto. A balança foi entregue ao Presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves de Melo. Além da Balança Filisola doada pelo Comendador Aldoação da balança o bery ao Museu da Casa do Ceará em Brasília. Comendador Albery Mariano doou 250 peças de roupas usadas para o bazar da Casa. Dados da Balança: MARCA: WELMY Numero: 1549 Cor: vermelha Carga Máxima: 15kg Última aferição em 1988 na Casa Grande de Caucaia – CE Homenagem do Comendador Albery Mariano a Casa Grande de Caucaia-CE I Me orgulho do “sobrado” Quem me traz boa lembrança Carro de boi com arado, Minhas férias de criança II Não esqueço as brincadeiras, De uma infância bem vivida, Esticando baladeiras, Não ceifei nenhuma vida III No clarão da lua cheia Me recordo do sertão... Muita história de sereia Cangaceiro e Lampião IV Menino muito levado Traquinagem, eu fazia Mesmo sendo bem danado A vovó, não me batia. V Lá havia muito gado, Cabritos, jegue e peão Me arrependo ter tocado Nos filhotes de azulão

Cuida do fogo menina! Não queime o rabo do gato. XV Na varanda do sobrado Contava de dois em dois O peão mau encarado Tangia o carro de bois.

Momento da entrega da balança ao Presidente da Casa do Ceará, Osmar Alves de Melo

Quem ouvia nem mexia. VIII Eu corria das jumentas, De gado solto nos pastos No brejo terra barrenta Atolavam meus sapatos.

IX Lindos galos e campinas, Sábias e andorinhas, Cachorros das caatingas Protegiam as galinhas. X Nas madrugadas se ouviam Os marrecos barulhentos Assustados gatos miam Ao relinchar dos jumentos. XI No oratório se ouvia, Nossa Senhora das Dores A ela o Povo pedia Levando ramo de flores XII Nas festas de São João, Balões, prendas e fogueira. No seco e pisado chão Se via, muita poeira. XIII O quintal todo enfeitado, Dava brilho e festança O coronel desajeitado Puxava a moça para dança XIV Lampião e Lamparina Clareavam nosso quanto

VI Esperava as seriemas Sapos e pererecas e jias Cururus e muitas emas Assustavam minhas tias VII Assustavam minhas tias, Nas noitadas, só de homens Uma roda de fazia Histórias de lobisomem

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P Esprojeto eci s ais Mariano

Entrega de 250 peças de roupas para o bazar

XVI Morcegos dependurados Da minha rede eu via Com os olhos arregalados Era eu quem mais temia XVII Terminando minhas férias Despedindo eu dizia: Agradeço minhas tias E ao açude de agua fria XVIII Quando penso no sobrado Minha avó, se faz presente Relembrando o passado Sou criança novamente XIX Meu avô Patriolino Minha vovó Anunciação, Cuidavam com muito tino Dos netos do coração. XX Da sacada apreciava Chuva e agua da tina Do sobrado apreciava Belas aves de rapina. XXI O casarão das proezas, Recordação e Saudade Retratam muitas belezas De paixão e caridade XXII Cerca de pau a pique É o que eu mais conhecia Sertanejo com seu tique Vida alegre merecia. XXIII Espingardas espalhadeiras, Para assustar as andorinhas Meus tios com baladeiras As meninas com sombrinhas XXIV Hoje, eu, em Caldas Novas, Casarão já é cultura Telas, poemas Comendador Albery Mariano no Museu Casa Grande de Caucaia e trovas Tudo isso, se mistura.

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Página da Mulher Regina Stella (*) Agora que terminou a festa, e pelas ruas e ainda perambulam os últimos retardatários, remanescentes dos três dias de folia, mascarada folia, os vestígios de ontem, as serpentinas amarfanhadas, sujas, os confetes amontoados nos cantos, jogados na coxia, os gigantescos Surdos, agora mudos, os tamborins coloridos, que enfeitavam as praças e avenidas, hoje sem expressão e sem nenhum sentido, retratam com extrema fidelidade, a ilusão de que é feito o Carnaval. Pelas ruas, agora desertas, silenciosas, caminham os fantasmas de todos os pierrôs que a obstinada paixão canta à colombina de todos os tempos sua eterna ilusão, hoje transformada em pranto. Marcham solenes, graves, convencidos da mentira que foi o riso, e o brilho, e quão falsos os guizos, e vã a alegria! Plenas de tristeza, a praça e a rua são simples cenários, destituídos de importância e da pompa de ontem, onde se brincou de “faz de conta”

O Carnaval e sua Fantasia e cada qual se vestiu de pajem, de rei, de princesa ou arlequim, acalentando um sonho, uma esperança. A quarta-feira chegou com gosto de cinza, se vestiu de tédio e desencantoe com desdém ignorou os últimos roncos da cuíca, Passado o Carnaval. Agora que tudo acabou, e que o velho travesseiro, amarfanhado e gasto, é o mais secreto confidente, para ouvir as mágoas e as lamentações, a ladainha sem fim dos amores perdidos, me digam, sem subterfúgios e sem esquivas, se havia necessidade de tanta luz e brilho nas ruas e nas fantasias, para o palhaço dançar? Exige tão pouco o palhaço, velho artista de circo, para com trejeitos e mungangos, pilhérias e caretas, divertir o publico! Uma calça larga, listrada, um antigo suspensório, um sapato de metro, uma grande careca, e, uma boca escancarada, para rir e gargalhar, rir e fazer rir, com vontade e sem vontade! Ontem, após três dias de folia, tristemente eu vi, num gigantesco picadeiro, em profusão, milhões de palhaços! Contorciam-se em pulos e requebros, em voltas e cirandas, cercados de brilho, repletas de

lantejoulas as fantasias. E a plateia aplaudia. Por enquanto esquecida, a barriga vazia, o fogão sem gás. Sem emprego, sem remuneração, a alternativa é dançar, cantar, com o ronco da cuíca e o grito do tamborim, entrar na folia até o amanhecer! Amanhã, volta a ser tudo igual: a falta de leite, o menino chorando, a falta de pão, e maldizendo a mulher. E a falta da escola, a fila esperando, a procura de emprego, e o desespero outra vez! Palhaço na dor, na falta de fé, palhaço no picadeiro! Palhaço! Na orgia de mentir, na obrigação de enganar, na tortura de iludir! Palhaço tristemente, tentando mascarar a fantasia, de rei, de menestrel, de pirata, e cinderela, seguia em triste procissão, enquanto aos ouvidos me chegavam os acordes do artista: “Pede a banda/ pra tocar um dobrado, olha nós outra vez no picadeiro...” (*) Regina Stella (Fortaleza) jornalista e escritora

O artista plástico Sérvulo Esmeraldo Ficou conhecido por obras como o Monumento ao Saneamento da Cidade de Fortaleza. Morou em São Paulo e Paris. Suas obras estão espalhadas por coleções públicas e privadas, no Brasil e em países como França, Portugal, Estados Unidos, Suíça, Chile, Cuba e Itália. O artista plástico Sérvulo Esmeraldo, de 88 anos, morreu em 01.02.2017, vítima de falência múltipla de órgãos. O velório foi no Palácio da Abolição, sede do Governo do Estado, no bairro Meireles, com entrada pela rua Silva Paulet A arte do cearense do Crato atravessou as linhas geográficas do Ceará para abrilhantar exposições no mundo. O POVO Online o homenageia com um especial relembrando a trajetória do gravurista, pintor e escultor, contada ao longo de sua carreira através de matérias veiculadas no jornal O POVO, além de um webdoc e uma galeria de imagens. A obra do cearense teve repercussão internacional. O artista plástico manteve produção intensa durante toda a vida. Desde o fim dos anos 70, morava em Fortaleza, palco de vários trabalhos de Sérvulo, dialogando sempre com conceitos de arte pública e esculturas efêmeras. É dele, por exemplo, o Monumento ao Saneamento da Cidade de Fortaleza, localizado na avenida Beira-Mar, construído em 1978. Nos anos 40, Sérvulo foi membro da Sociedade Cearense de Artes Plásticas (SCAP). Estudou em Paris, na França, com bolsa do governo francês, em 1957. No país europeu, o artista plástico fez um curso de litografia na Escola Nacional Superior de Belas Artes. Sérvulo moraria 25 anos em Paris. Na década de 1950, fundou o Museu de Gravura, no Crato, e expôs obras em bienais e museus de São Paulo, onde trabalhou como ilustrador no jornal Correio Paulistano. Em 1960, Sérvulo integrou o movimento da arte cinética, quando trabalhou quadros e objetos movidos pela eletricidade estática Mestre do movimento Parte o guerreiro Cariri, voa o menino do Crato. Aos 88 anos, se despediu o poeta das linhas, o cearense que colo-

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cou o Estado no mapa das artes contemporâneas e que povoou Fortaleza com seus sonhos matemáticos Entalhar histórias em blocos de madeira não foi suficiente. Sérvulo Esmeraldo não era narrador, não lhe interessavam os causos feitos, as figurações fabulares. Suas obras continham um mundo próprio, esgotavam-se em sua realidade e se expandiam em vibrações matematicamente calculadas. A arte do garoto do Crato não cabia nos limites de seu território. Mas foi esse território que lhe deu luz, sombras e movimento. Foi na Chapada do Araripe que reconheceu a importância da linha do horizonte. A linha. A luz. O Crato. Não à toa, foram esses os termos escolhidos para nomear sua “exposição dos sonhos”, marco zero das comemorações dos seus 88 anos, em setembro e outubro de 2016. “Tudo começou no Crato”, costumava dizer, preparando o ouvinte para uma longa história. Uma história que saiu do Engenho Bebida Nova e passou por Fortaleza, São Paulo e Paris. Uma história de pinturas, gravuras, esculturas e joias. Da Terra da Luz à Cidade Luz, Sérvulo desafiou a física, desdenhou da gravidade e excitou audiências com a eletricidade estática de suas criações. De criança, chamava de “astúcias” suas experiências, como conta em um esboço de autobiografia jamais finalizada. Alterava o curso das águas de um riacho, criando comportas e canais com varas de cerca. O grande casarão de janelas azuis, cercado pela natureza caririense, era o

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mundo de que dispunha. Seduzido pelo efêmero, encontrou nos ciganos que fincaram acampamento na propriedade da família a representação do fugidio. Soube que outros mundos eram possíveis. Deles, aprendeu o gosto pelo cobre martelado, passando a produzir pequenas joias que estariam presentes em todas as fases de sua trajetória. Descobriu Goeldi por acaso, em reportagem publicada em panfleto do Consulado Britânico sobre a gravura no hemisfério ocidental. Inspirado pelo mestre expressionista, decidiu virar xilógrafo. Chegou a ilustrar livrinhos de novenas antes de viajar a Fortaleza, onde travou contato com outros artistas e participou do VI Salão de Abril, em 1950. Mas se suas vibrações não cabiam no Crato, tampouco se limitavam à Capital. Mudou-se para São Paulo, cidade em ebulição por conta da realização da I Bienal Internacional de Arte, em 1951. Fez grande amigos, estudou arquitetura e foi cronista de arte do Correio Paulistano até agarrar a oportunidade de ir para a Europa como bolsista do governo francês. Quando por fim voltou ao Ceará, no fim dos anos 1970, já tinha trajetória estabelecida e obras espalhadas pelo Brasil - de São Paulo ao Acre - e em coleções particulares de todo o mundo. Em Fortaleza, virou símbolo de praças, avenidas, prédios públicos e universidades. Sérvulo se despede mas continua. Como dizem, não é um adeus, mas um até logo. Vamos encontrá-lo outras tantas vezes, pelos lugares mais insuspeitos. Em nosso último encontro, em outubro do ano passado, me presenteou com um desenho. Na assinatura, escreveu “Esmeraldo. Tudo vivo” O artista dos ângulos exatos permanece tão firme quanto suas linhas Por Jáder Santana, Jornal O POVO

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Leituras IX

Culinária

PULA PULA A mulher diz, apavorada, ao amante: - O meu marido está chegando! - E agora, o que eu faço? - Pule pela janela! - Mas nós estamos no 13o. andar! - Agora não é hora para superstições! ----------------------------------------SENHORA VAIDOSA Uma senhora vaidosa pergunta a um senhor sincero: - Que idade o senhor me dá? - Bem... pelos cabelos, dou-lhe vinte anos, pelo olhar, dezenove, pela sua pele, dezoito, e pelo seu corpo, dezessete anos! - Hummm, mas como o senhor é lisonjeador! - Nada disso, sou sincero... Agora espere que vou fazer a soma. ------------------------------------OS VIZINHOS Num dia de muito calor, o marido sai do banho pelado, chega pra esposa e fala: - Meu bem, está muito quente....o que você acha que os vizinhos vão dizer se eu for cortar a grama assim, completamente nu? A mulher olha pra ele e responde: - Provavelmente, que eu casei com você só por dinheiro ---------------------------------------------------------AS COISAS MUDAM Antigamente, quando uma moça conhecia um rapaz gentil e educado perguntava logo se era solteiro... Hoje, pergunta se é viado. ---------------------------------------------------------NA BOITE - A senhorita aceita um uísque? - Não posso. Me faz mal para as pernas. - As suas pernas incham? - Não, abrem... ---------------------------------------------------------TIAZINHA Mulher compra um kit da Tiazinha para surpreender o maridão que há tempos não se animava. - E aí, querido? Com quem eu fiquei parecida? - Do pescoço pra cima com o Zorro, do pescoço pra baixo, com o Sargento Garcia. ---------------------------------------------------------CADELA Diga-me, por que motivo você quer divorciar-se de seu esposo? - Meu marido me trata como se eu fosse um cão! - A maltrata? Bate? - Não, quer que eu seja fiel! ---------------------------------------------------------JOÃOZINHO Joãozinho está sentado na 1ª fila.. O professor pede aos alunos para darem exemplos de excitantes: - O café! - responde Maria. - Muito bem - diz o professor. - O álcool! - responde Antônio. - Muito bem - diz o professor. - Uma mulher nua! - responde Joãozinho. O professor, num tom de voz severo, diz: - Vai dizer ao teu pai para vir ter comigo amanhã; tenho duas palavrinhas para lhe dizer. No dia seguinte o professor repara que o Joãozinho está sentado na última fila. Pergunta-lhe: - Joãozinho, deste o recado ao teu pai? - Sim, senhor professor. - E o que foi que ele te disse? - Ele me disse: ‘- Se o teu professor não fica excitado com uma mulher nua, é porque é viado! Fica longe dele, meu filho’FELIZ

Bar dos Cunhados Pedro Prado e Paulo Prado Donos (Hidrolândia). Garçons: Raimundo Vieira(Viçosa do Ceará), Edmilson Bezerra,(Poranga), Johnson de Souza e Raimundo Pacheco (Santa Quitéria). CLN 115 BL B lj 21- Asa Norte 70772-520 - Tel (61) 3274-7805. Bar dos Cunhados no Tênis do Iate Clube Damázio Prado (Hidrolândia) arrendatário – 337988763 Setor de Clubes Esportivos Norte Trecho 2 Conj 4 -70800120 Bar dos Cunhados Veleiro no Iate Clube Antônio Prado (Hidrolândia) arrendatário - 3329 8761 e 3323 4207 Bartolomeu SHCS Quadra 409 bloco C loja 06 - Asa Sul 70257-1803442 1169. Chefe de Cozinha: Maitre Wellington (Ipu), Manoel Facundo de Almeida (Boa Viagem), Maitre e sommelier: José Felismino (Cintra Netro) (Fortaleza), Cozinheiros: Francisco Leonardo Nascimento (Bela Cruz) e Jose Alex Facundo de Almeida (Boa Viagem). Beirute Sul Proprietário Francisco Marinho (Ipu) SCLS 109 Bloco”A” Loja 2/4 – Asa Sul /3244 1717 Beirute Norte Maitre Bartolomeu Marinho(f.cearense, Brasília) Coco Bambu – Frutos do Mar Gerente Geral Eilson Studart (Fortaleza) Diretores: Beto Pinheiro, Daniel chehad e Hegel Barreira (Fortaleza) SCES Trecho 02, Conjunto 36, Parte CÍcone Parque/ 70200-002 - Tel 3224 5585 Brasília Shopping SCN Qd 05 BL.A, 70715-900 - Tel 3038.1818 Baby BeefRubaiyat - Brasília Maitres: José Itamar Ferreira Gomes (Acaraú), Silva (Ubajara) e Manoel Adilson Rodrigues (Jijoca), Garçons: Luis Neto Alves Sobrinho (Acopiara) e Antenor Neto Rodrigues (Ibiapina), bar-men: Doniseti Ferreira Chaves (Ibiapina), Hernandes Freitas (Jijoca) e Gleison Ferreira da Silva (São Benedito), Recepcionista Viviane Bezerra da Silva (Ipueiras). SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 1, lote 1 A - Asa Sul - Tel 61. 3443.5000 Dom Francisco SCS 402 Bloco B Loja 09, 3224 1634 3226 1816 Gerente: Wilton Melo (Ipu); maitre: Valdemir Alves Souza (Sobral); garçom: Evandro Magalhães (Santa Quitéria) Dom Francisco ASBAC SCES Trecho 02 Conj 3226 2005 3224 8429 3223 5679 Garçons: Iran Matos (Independência), Antônio Melo (Independência) Antônio José Barbosa (Monsenhor Tabosa). Elisimar Barbosa Oliveira (Monsenhor Tabosa); barman Francisco Ricardo Ferreira Gomes (Nova Russas); cozinheiros: Romário Vieira Barreto (Tauá) Francisco das Chagas Gomes (Nova Russas) e Francisco Dermival dos Santos (Nova Russas). Dona Graça Maitre – Carlos Ângelo Veras (Viçosa do Ceará) Vila Planalto, Acampamento Pacheco Fernandes Rua 07 casa 15 Vila Planalto - Tel 3032 1062 - 70804-270 Forneria Parole Maitre Antônio Carlos de Souza (Guaraciaba do Norte); garçom: José Gerardo de Azevedo (Guaraciaba do Norte); cozinheiros Juvêncio Fernandes Neto (Tauá), pizzaioloSinobilinoBezerra Neto (Tauá) QI 9/10 Comércio Local Loja 39 Lago Norte - 3368 3337 Gero Gerente: Célio Freitas (Hidrolândia) Maitre: Alexandro Araújo Nascimento (Itarema) cozinheiro: João Moura Rodrigues (Itarema). SHIN C 04 Lote A Loja 22 Térreo Iguatemi 3577 5522 8110 0209 Galeteria Beira Lago Proprietário João Miranda Lima (Ipueiras)

O Humor Negro e o Branco Humor

Ceará em Brasília

Os Cearenses na Cozinha de Brasília

Gerente José Afonso Miranda Lima (Ipueiras). Maitre:Raimundo ,Chaves de Carvalho (Nova Russas) garçons: Hélio Martins de Melo (Nova Russas) e Antono Alcimario (Pereiro(, churrasqueiro: Valdemar Araújo de Souza ; serviços gerais: Joaquim Rodrigues Ferreira (Nova Russas) SCES Trecho. 02 conjunto 33, ao lado do PIER 21 Ki Filé Maitre – Maitre,Roberto Cavalcante (f.Cearense), Chefe de Cozinha, Raimundo Cavalcante (Sobral). Gerente Eduardo Vasconcelos (f.Cearense), garçons: Francisco Souza (Sobral) e Raimundo Mourão (Nova Russas), cozinheiro: Francisco Ferreira (Granja) 405 Norte, bloco A - lojas 55/65/69 - (61)3274-6363 Le Palace Proprietário: Edilson Aguiar (Sobral); Cozinha: Marilza / Regina (Camocim); Garçom: Zé Vanildo (Sobral) Especialidade: Picanha na chapa; Pratos da terrinha: Carne de sol, baião de dois, panelada, rabada, sarapatel, peixada; Q-04 Conjunto J Lote 60 Planaltina-DF (em frente à Feira de Confecções de Planaltina) - 33897000 Libanus Proprietário Narciso Marinho (Ipu) SCLS 206, Bloco “C”,loja 36 – Asa Sul / 3244 9795 Moqueca do Chefe 404 Norte, Bloco B, Loja 2 3201 5204 Dono e Maitre – Francisco Holanda (Cascavel) Garçonete Maria Pereira (Beberibe) Moranguim Chefe de Cozinha Francisco da Silva (Icó) SHIN QI2, Área Especial, Quiosque 14., Lago Norte/21947641 Em frente a loja do Pão de Açúcar. New Koto (comida japonesa) SQS 212 loja 20 - 3346 9668 Garçons: Francisco Olavo Aprígio, Francisco Antônio Souza, Gelinaldo Brito e Genildo Brito, todos de Guaraciaba do Norte, José Wilson (Boa Viagem), cozinheiro José Aurélio (Sobral), sushiman João Carlos Nascimento e o ajudante dele, Eridam Lopes e o ajudante de cozinha Francisco Alan, todos de Guaraciaba do Norte Oxente Carne de Sol: Q 04, Conjunto J ite , Vila Buritis, Planaltina DF, 3389, 4005 - Copeiro Francisco das Chagas Aguiar (Sobral Pizzaria Primu’s Grill Dono: Chico Élcio (Sobral). Quadra 4. Conj, A Lt 60 – 9627 6430 - Planaltina - 73.300-000; Praliné SCLS 205 Bloco A – Loja 03 – ASA Sul 70.235-510 – 3443 7490, 3443 7090 - Garçons – Raimundo Viana (Crateús), Jose Osmar Gabalia (Sobral),Francisco Edmar Alves de Souza (Ipueiras) . Caixa: Eliane Paiva (Groaíras) Recanto do Norte Donos: Eudes Braga Mesquita e Antônia (Toinha) Celeste Jorge Mesquita (Santa Quitéria) 409 Norte , Bloco B, Loja 65 – Tel 3271 8722 Restaurante Central Proprietário: José Maria Aguiar (Sobral); Churrasqueiro e especialista em pratos e tira gostos especiais: Titico (Sobral). Especialidades: Self service, caldo de mocotó, sarapatel; Aos Sábados: Feijoada. Praça de Alimentação da Feira de Confecções de Planaltina-DF - 96313335 (Vivo) 92322855 (Claro) Taperas Restaurante Maitre – Francisco Tadeu de Oliveira (Iguatu) Sobreloja do Garvey Palace Hotel Tel 33 28 4265 Tejo SQS 404 Asa Sul Tel 3264 7005 Chefe de Cozinha: Custódio Rodrigues Alves (Reriutaba) Verde Perto Proprietário Carlos Pontes (Nova Russas) EPTG Chácara 56 sentido Taguatinga-Guará (ao lado do Posto de Polícia) 3567 8217

Veja a TV Casa do Ceará - acesse: tvcasadoceara/youtube

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Março/17


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Cardeal de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, celebrou a missa de São José na Casa do Ceará

Cardeal Dom Sérgio da Rocha, Ivete Magalhães Alves de Melo e Presidente da Casa do Ceará Dr. Osmar Alves de Melo.

O Cardeal Arcebispo de Brasília, Dom Sérgio da Rocha, acompanhado do Bispo Auxiliar de Brasília, Dom Marcony Ferreira e do Pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, Valdinei Barbosa, celebraram na Casa do Ceará a missa em Ação de Graças ao Padroeiro do Ceará, São José. Há anos que a Casa mantém a tradição e está no seu calendário de eventos a celebração da Missa de São José, em 19 de março. Este ano foi celebrada em 20.03, porquanto Dom Sérgio da Rocha não poderia reza-la no dia 19. Para os nordestinos e os cearenses, em particular, o dia 19 de março é oportunidade para se pedir a proteção de São José para que chova no sertão. O Ceará está ameaçado de entrar no 6º ano de seca severa. Dom Sérgio da Rocha ressaltou a importância do Santo para o Ceará, Estado em que o povo sofrido do sertão vê em São José a esperança de chuva para aliviar tanto sofrimento. Agradeceu o convite da Diretoria da Casa e se disse muito feliz em celebrar a missa na instituição, destacando que tem um forte apreço pelo Estado do Ceará, relembrando a época em que foi Bispo Auxiliar em Fortaleza, antes de

Hora da Comunhão

Fiés de São José

chegar a ser a Arcebispo de Teresina. Ao final da celebração o Presidente da Casa do Ceará Osmar Alves de Melo fez um agradecimento especial ao Cardeal por ter aceitado o convite e convidou a todos para um café da manhã sob as bênçãos de São José. Compareceram à Missa de São José, os diretores da Casa: Presidente da Casa Osmar Alves de Melo e sra. Ivete Magalhães Alves de Melo, 2º Vice-presidente – José Adirson Vasconcelos; Diretores – José Sampaio de Lacerda Júnior e sra. Andreia Caruso, Vicente Magalhães e sra. Jupita Magalhães, Francisco Machado da Silva, Luiz Gonzaga de Assis, Maria Madalena da Silva Carneiro, Membros do Conselho Fiscal Evandro Pedro Pinto e José Colombo de Souza e sra. Franci Leite Colombo de Souza. Membros do Conselho Consultivo José Jézer de Oliveira, Albery Mariano e sra. Cleuza Mariano, Antônio Florêncio da Silva e sua esposa Célia Florêncio e Carlos Aguiar, o presidente da AQQB, Eçaudy Aguiar e a Superintendente Antônia Lúcia Guimarães.

Encenação de “ José e Maria” Luís Pires e Zilma Atalla

Entre muitos convidados e devotos registramos as presenças de Geraldo Camilo, Francisco José Oliveira, João Bosco Teixeira, Amaize Maria, Eliane B. Leite, Raquel Caetano da Rocha, Ivo Lima, Lúcia F. de Lima, Maria de Jesus Camelo, Letícia Rocha Correa, Maria Analúcia Rocha Paes, Francildes Maria Colombo de Souza, Maria de Fatima Lauriano, Maria Dionne de Araújo Felipe, Sue Hellen Freitas Mendes, Selvina José de Aguiar Guimarães, Diolinda Lucas da Silva. Andreia Barbosa, Aldanilse Pereira de Lima, José Rodrigues de Lima, Maria Marques de Lima, Ivete Simonette do Amaral, Aurea Luiza A. da Silva Perpetuo, Maria do Socorro de L. Teixeira, Maria de Fatima a Ramos, Silvia Garcia Hernandes, Maria Socorro Sales Bezerra, Irmã Eugenia Emanuel, Altina Bezerra de Medeiros, Deina Rodrigues, Lorelia Cristina,Paula Mafra Ferreira, Katia Maria Verdi, Jacinta Paulina de Araújo, Epaminondas Nascimento de Araújo, Eneas Queiroz de Freitas Alves, Daniel José, Aldo Pacifico, Vandessa de Araújo Nunes, Olívia Aparecida, Mafra Oliveira, Rayanne Alves dos Santos.

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Ceará em Brasília

11/18/16 11:39 AM

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