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Ceará em Brasília Jornal da Casa do Ceará

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DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Ano XXV - 261 - Março de 2014

Casa do Ceará divulga a dimensão de seu trabalho social com 32.031 pessoas atendidas nas suas Policlínica e Odontoclínica e 5.772 atendidos gratuitos. Leia mais na pág. 24

Flagrantes da assembleia geral da Casa do Ceará, em 22.03.2014, que aprovou as contas e a reforma dos estatutos que criou o homenageado emérito

Leia nesta edição

Em 10.04.2014, a Casa do Ceará em Brasília, em solenidade, entregará títulos e homenageará sócios e pessoas com relevantes contribuições à Casa. Leia mais na pág. 10 Ceará entregou Medalha da Abolição, na sua data magna, 25 de março, comemorando os 130 anos da libertação dos escravos

“O Ceará tem, como herança, um passado glorioso, o que nos deve inspirar a honrar a nossa História e participar da construção de um futuro igualmente luminoso. Exatamente, 25 de março, marca um feito memorável, que nos enobrece e enche de orgulho. Há 130 anos, o Ceará se projetava pioneiramente, perante toda a Nação brasileira, como a terra da luz, o Estado que abolia a infâmia do trabalho escravo em seu território. A declaração foi feita pelo Governador Cid Gomes ao entregar a Medalha da Abolição, a mais alta condecoração do Ceará, aos cearenses Airton Queiroz, Reitor da Universidade de Fortaleza-UNIFOR e um dos líderes do grupo empresarial Edson Queiroz, seu pai, à jornalista Luciana Dummar, que recebeu a honraria em nome de seu falecido pai, Demócrito Dummar, que dirigiu o jornal O POVO, que ela hoje preside, e ao pintor Sérvulo Esmeraldo, um dos grandes nomes da pintura cearense. A concessão da Medalha da Abolição aconteceu no aniversário de 130 anos da libertação dos escravos no Estado do Ceará, quatro anos antes da Lei Áurea de 1888. O Ceará foi a primeira província a abolir o sistema escravista em seu território, tendo notadamente iniciado em Redenção. Na ocasião, o Governador lembrou o feito histórico onde destacou como um ato que mostra característica marcantes do povo cearense e como a sociedade deve hoje se inspirar para superar as adversidade da democracia atual. “A Medalha da Abolição, a mais alta comenda outorgada pelo Governo do Estado, vem, a cada ano, renovar na sociedade a lembrança de 1884

Missa de São José, em 19.03, na Casa do Ceará teve grande assistência

Fotos de Sue Hellen

Editorial, pág.2 Expediente, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá - Avenida Beira Mar, pág. 3 Ceará poderá ter mini-fábricas de proteína, pág. 4 Encontro do BRICS será nos dias 15 e 16 de julho, pág. 4 Anúncio de José Lírio de Aguiar, pág. 4 Cid Gomes inaugurou o novo Centro de Rendeiras do Iguape, pág. 5 Ceará ganha três generais de divisão. Filho de cearense é general de Exército, pág. 5 Anúncio da Marquise, pág. 5 Leituras I - A poesia de Marcondes Sampaio, Manteiga incendiária, pág. 6 Trajetória - Dalmário Cavalcante, de Tauá, para o coração de São Paulo. Há 47 anos está na hotelaria, pág. 6. A Força de um Mistério, livro de Geraldo Ananias Pinheiro, pág. 7 Tantas Despedidas, livro de João Batista Pontes, pág 7 Anúncio Campanha do Agasalho, pág. 7 Anúncio de M. Dias Branco, pág. 8 Leituras II - Artigo de Wilson Ibiapina, O Fotógrafo e o gol, os Boêmios e o ceguinho e Lamartine Babo, pág. 9 Anúncio do Uniceub, pág. 9 Leituras III - Artigo de João Soares Neto, O IPTU cada ano e de cada um de nós, pág. 10 Em Fortaleza, Elton John mostra porque é um dos melhores baladeiros da história (de O POVO), pág 11 Elton John encanta público da Capital com romantismo e irreverência, pág 11 Anúncio do Governo do Estado do Ceará, págs. 12 e 13 Perfil - João Miranda Lima (Ipueiras) empresário de restaurantes, criador da Rua dos Restaurantes em Brasília, a 405 Sul, pág. 14 Leituras IV - Artigo de JB Serra e Gurgel, Vida, paixão e obra do “Pai dos Pobres” de Acopiara, pag. 15 Livro Padre Cícero - Ralph Della Cava relançou Milagre em Joaseiro, em Fortaleza, pág.15 Hospital Metropolitano de Fortaleza terá 432 leitos e area de 37,3 m2, pág.15 Momentos Marcantes na vida do prof. Albery Mariano, pág. 16 Anúncio do Expresso Guanabara, pág 17 Leituras V - artigos de Luiz de Gonzaga Mota, Chorões e Contas Externas, pág. 18 Visão de futuro - No mundo do 2020, pág. 18 Leituras VI - artigo de Gervásio de Paula, Américo Barreira:100 anos de humanismo, pág. 19 Memória - A Saga de Euclides Pinto Martins que deu nome ao Aeroporto Internacional de Fortaleza, pág. 19 Adutoras emergenciais: Cid Gomes se reuniu com ministros, pág. 20 Infraero engana Juazeiro do Norte e só pensa em “puxadim”, pág. 20 Anúncio da Nacional Gás, pág. 20 Ceará é o quarto estado do Brasil com maior investimento público, pág. 21 Estado negocia junto ao BID mais três policlínicas e hospital regional, pág. 21 Anúncio de Aguiar de Vasconcelos, pág. 21 Página da Mulher, artigo de Regina Stella, o undécimo convidado, pág. 22 Os cearenses na cozinha de Brasília, pág. 22 Mundo contempla ‘maremoto’ de câncer e custos fogem do controle, diz OMS, pag. 22 Leituras VII - Humor Negro e Branco Humor, pág. 23 Várzea Alegre - Colecionador possui mais de três mil marcas de cachaça, pág. 23 Anúncio do Beach Park, pág. 24.

Casa do Ceará espera distribuir 900 agasalhos para famílias carentes em 10 de maio na sua sede. Leia mais na pág. 23


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Espaço Luciano Barreira Assim começou o povoamento da Bahia

Edi t o r i a l

O Brasil todo acabou de tomar conhecimento de uma realidade que nós cearenses há mais de dois séculos conhecemos: falta d’agua. Quando os cearenses clamavam pelas chuvas que não vinham, desenvolviam esforços desesperados de se fazer chover através de bombardeio das nuvens e ficavam cordatos e pacientes à espera de Deus e dos homens, o Centro Sul estrilava e dizia que estávamos promovendo a “indústria da sêca”. Humilhavam-nos discriminavam os mais fracos e impacientes que deixavam família e migravam em busca de água e de trabalho. Topavam qualquer desafio, de dia ou de noite, para prover via postal ou bancária a família que ficou. O pouco que ganhavam repartiam, numa solidariedade que é dos nossos traços culturais. Hoje, o Brasil rico esta sentindo na pele o que é seca. Não negamos que os inescrupulosos alimentavam e se beneficiavam da “indústria da sêca”, mas a imensa maioria dos nordestinos, de nós cearenses, nada tínhamos com esta gente que hoje comanda a mesma indústria aqui no Centro Sul. As imagens dos rios, riachos, barragens secos, esturricados, que só viam no Nordeste foram vista em São Paulo, Minas, Paraná, etc. As preocupações com as represas secando, os carros pipas, as filas de latas e tambores, comprovaram que o sofrimento dos nordestinos não era ficção, mas expressão de um retrato cruel. O governo não tem culpa se não chove. Ele pode tudo, corrompe tudo, mas não faz chover. Resta o consolo dos nordestinos. Desta vez, o Centro Sul se enredou na desgraça que eles ouviam falar e pensavam que era Manifestação do marketing da pobreza. Inácio de Almeida (Baturité) Diretor

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): José Sampaio de Lacerda Junior (Fortaleza), 1º vice; Luiz Honzaga de Assis, (Limoeiro do Norte) 2º vice; Evandro Pedro Pinto (Fortaleza), Administração e Finança Edivaldo Ximenes Ferreira (Fortaleza), Planejamento e Orçamento; Vicente Magalhães (Aurora), diretor de Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, general Nilton Pessoa Cavalcante (Iracema) Obras, Maria Áurea Assunção Magalhães (Fortaleza), Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) e José Carlos Carvalho ( Itapipoca); Membros suplentes: Antônio Florêncio da Silva (Fortaleza), e José Aldemir Holanda (Baixio). Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Luciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras), Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Orlando Mota (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inácio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) Gurgel@cruiser.com.br / wilsonibiapina@globo.com Editoração Eletrônica Casa do Ceará Distribuição Antonia Lúcia Guimarães Circulação O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 casadoCeará@casadoCeará.org.br / www.casadoCeará.org.br

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Depois que o padre povoou Trancoso, em Portugal, mandaram-no para o Brasil... ...e era Padre!!! Torre do Tombo é o local onde se guardam todos os documentos antigos. Sentença de 1587 Trancoso, Portugal Arquivo Nacional da Torre do Tombo SENTENÇA PROFERIDA EM 1587 NO PROCESSO CONTRA O PRIOR DE TRANCOSO (Autos arquivados na Torre do Tombo, armário 5, maço 7) “Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado o seu corpo e postos os quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou. Sendo acusado: *de ter dormido com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; *de cinco irmãs teve dezoito filhas; *de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; *de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; *de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; *dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas. Total: duzentos e noventa e nove, sendo duzentos e catorze do sexo feminino e oitenta e cinco do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta

e três mulheres”. Não satisfeito tal apetite, o malfadado prior, dormia ainda com um escravo adolescente de nome Joaquim Bento, que o acusou de abusar em seu vaso nefando noites seguidas quando não lá estavam as mulheres. Acusam-lhe ainda, dois ajudantes de missa, infantes menores, que lhe foram obrigados a servir de pecados orais completos e nefandos, pelos quais se culpam em defeso de seus vasos intocados, apesar da malícia exigente do malfadado prior. [agora vem o inesperado:] “El-Rei D. João II lhe perdoou a morte e o mandou pôr em liberdade aos dezessete dias do mês de Março de 1587, com o fundamento de ajudar a povoar aquela região da Beira Alta, tão despovoada ao tempo e, em proveito de sua real fazenda, o condena ao degredo em terras de Santa Cruz, para onde segue a viver na Vila da Baía de Salvador como colaborador de povoamento português. El-rei ordena ainda guardar no Real Arquivo esta sentença, devassa e mais papéis que formaram o processo.” Meus caros manos. Não sintam inveja! O “pobre” prior não tinha TV, Internet, nem mesmo rádio. Entendam que naquela época a concorrência praticamente não existia. Com tanto “rabo de saia”, desfilando na frente e tanto mato ao redor, não há prior que aguente. Chamou-me atenção, ora pois, dentre os vários nomes pelos quais “aquilo” é conhecido: vaso nefando. Vivendo e aprendendo... Cuidado: Vaso nefando de bêbado não tem dono!!!

Conversando com o Leitor

+ No mês de fevereiro nosso site principal registrou 5.692 acessos, sendo 4.227 visitantes novos que contribuíram para 12 mil visualizações de páginas.

+ Passamos dos 200 mil visitantes nos últimos seis anos o que é expressivo, mas muito longe da nossa meta. É um marco. + 54,15% dos nossos visitantes são do sexo masculino e 45,85% do sexo feminino. + 27,50% dos nossos visitantes tem entre 18 e 24 anos; 33,50 de 25 a 34 anos (maior grupo), 15,50% entre 35 e 44 anos. O numero de idosos que nos acessam é reduzido apenas 5,50%. + Fomos vistos na India, mais precisamente em Mumbai, por um grupo numeroso, seguindo-se pessoas dos Estados Unidos, França, Argentina, Bélgica, Alemanha e Espanha. + No Brasil, fomos visitados por pessoas de Brasília, São Paulo, Fortaleza, Rio de Janeiro, Goiânia, Anapólis, Belo Horizonte, Manaus, Belém, Palmas, Vitória, Crateús, Salvador, São Luis, Niterói, São José dos Campos, Itapipoca, Tianguá, Sobral e Curitiba. + Nosso maior público está em Brasília, a segunda maior cidade do Ceará, fora do Ceará. Em Brasília, Ceilândia é a nossa praia. + Nosso site do Facebook passa por um momento de ajustes e logo voltará a plenos pulmões. + Nosso site www.brasilia50anosdeceará.com.br continua bombando tendo alcançado 45.808 visitantes. Poderão ser conhecidos os 150 cearenses homenageados nos 50 anos de brasília. + Nosso site www.casadoceara50anos.com.br atingiu quase mil visitantes (903) e o internauta, cearense ou não,

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poderá conhecer os outros 150 homenageados nos 50 anos da Casa do Ceará em Brasília. + O cearense de todos os quadrantes do planeta puderam perceber que nos preocupamos em colocar no nosso noticiário tudo que se refere a chuva e a água, já que nosso Ceará deve ser atingido por nova seca em 2014. + Recebemos o jornal da UGC de fevereiro, mostrando que a UFC já ocupa o 7º lugar na lista dos maiores polos esportivos universitários do país, dentre instituições públicas e privadas. É o maior polo do Norte-Nordeste. Mostra também que os cursinhos da UFC já aprovam até 60% dos alunos. A UFC conta com 2.052 professores. + Recebemos o Binoculo de janeiro, com artigos de Dias da Silva, Batista de Lima, João Gonçalves de Lemos, e Celso Antonio de Almeida. Na edição, poesias de Francisco Carvalho, Dias Macedo, Linhares Filho, Aíla Sampaio e Valdemar Alves. Há um cordel, História de Martírios, de Francisco Edésio Batista (Jaguaribe) e as trovas preferidas de Fernando Câncio Araújo. + Recebemos Academus, da Academia de Letras dos Municípios do Estado do Ceará, edição de janeiro/fevereiro, com artigos de Maria Linda Lemos Bezerra, Eliane Santos, Rosa Virginia (São Luis do Curu), Angelo Osmirio Barreto (Jaguaruana), Vicente Alencar Maria Alacoque de Lima Pereira (Jardim) Dalton Marques, Francisco de Assis Clementino Ferreira (Tizi) e Gilson Pontes. +No Academus, destaque para o para o artigo de Angelo Osmiro Barreto,“Pesquisando o Cangaço”, um dos grandes pesquisadores do Cangaço no Ceará, tendo feito entrevistas com ex-volantes (policiais), ex-coiteiros (que davam guarida aos cangaceiros) e ex-cangaceiros.

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SAMBURÁ - Avenida Beira Mar Os 105 anos de Dom Hélder Em 08/02, o programa “Autores e Ideias” da rádio FM Assembleia (96,7 MHz) inícia a temporada de entrevistas de 2014, com Félix Filho, autor do livro: “Além das Ideias – Histórias de Vida de Dom Hélder Câmara”. O lançamento da obra ocorreu em 07.02, na Livraria Paulus, em Fortaleza. Indicado quatro vez ao prêmio Nobel da Paz, o ex-arcebispo de Olinda, Dom Hélder Câmara, será homenageado no programa, com as divertidas histórias e curiosidades contidas na obra, que foi publicada pela Companhia Editora de Pernambuco, em parceria com o Instituto Dom Hélder Câmara. Conclusão Um turista do Congo concluiu em Brasília: tá tudo errado na educação superior, depois que lhe mostraram estes dados. 2.5 milhões (precisamente 2.559.987) estudantes concorreram as 171,401 (?) vagas em 4723 cursos de 115 universidades. Quer dizer: 2,3 milhões ficarão de fora da Universidade pública. O tal Prouni vai financiar outras 191 mil (?) vagas em 116 universidades privadas, oferecendo 136,6 mil bolsas integrais e 59,9 mil bolsas parciais .Que sejam mais 200 mil beneficiários. Mesmo assim, 2.1 milhões ficarão de fora da Universidade. O país perdeu a capacidade de se indignar. Estão elogiando o ENEM, o SISU, o PROUNI as cotas, quando 2,1 milhões de jovens ficarão foram da Universidade. Outros 14,0 milhões já perderam a chance! Uma vergonha! Bolsa Família: Festa nos sertões! O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome repassou, ontem, R$ 2,1 bilhões para mais de 14 milhões de famílias beneficiadas pelo programa Bolsa Família em todo o País. O valor médio do benefício é de R$ 150,60. Para os 1,097 milhão de cearenses que estão no Bolsa Família, vieram R$ 166,1 milhões. Shopping Parangaba: 80 mil por dia Carla Pontes, diretora do Grupo Marquise para a área de centros comerciais, manda dizer a Egídio Serpa: O Shopping Center Parangaba, inaugurado em novembro, vem registrando um movimento médio de 80 mil pessoas, por dia. Conselheiro do TCDF A decisão do Tribunal de Justiça do DF de afastar Domingos Lamoglia do cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do DF, bem como de suspender sua remuneração, foi usada como mote pelo deputado Chico Leite (PT) para defender novos critérios para a nomeação de membros dos órgãos de controle. “É incompatível com o Estado de Direito a nomeação puramente política para os órgãos de controle. Precisamos de critérios técnicos para escolher aqueles que fiscalizam o uso do dinheiro público”, afirmou, declarando apoio à PEC nº 329/2013, “que define claramente o notório conhecimento como 10 anos de efetivo exercício e a conduta ilibada em consonância com os ditames da Lei da Ficha Limpa”.

Ceará em Brasília

Cearense preside a AMB O cearense Florentino Cardoso, que preside a Associação Médica Brasileira (AMB). E tem sido sabatinado sobre a situação da saúde no País e, principalmente, o Programa Mais Médicos, bastante criticado pela AMB. Florentino Cardoso afirma que o Mais Médicos é “eleitoreiro” e que não resolve a carência de médicos no Interior do País, pois falta condições de trabalho. Uece entrega medalhas O deputado federal Antonio Balhmann (Pros), coordenador da bancada cearense em Brasília, recebeu a Medalha de Mérito Reitor Antonio Martins Filho da Universidade Estadual do Ceará (Uece). Antonio Balhmann e mais seis outros parlamentares receberão a medalha na categoria Educacional. Eles destinaram emendas parlamentares – individuais, de grupo ou de bancada, para o aperfeiçoamento da infraestrutura operacional da Uece. Inacreditável É inacreditável mas o Ministério da Aeronáutica decretou o fechamento da Base Aérea de Fortaleza. Qual será o desatino a ser dado aos terrenos? Certamente, vão para o Minha Casa Minha Vida. Domingos Neto O deputado federal Domingos Neto (PROS-CE) foi escolhido presidente da Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (Cindra) da Câmara dos Deputados. O colegiado é responsável por apreciar projetos voltados para o desenvolvimento regional, além de acompanhar ações do Ministério da Integração Nacional. “É uma comissão que trabalha pela redução das desigualdades regionais. Trataremos de temas de suma importância para o Nordeste e Norte, incluindo as ações e projetos de combate à seca, transposição do Rio São Francisco e Transnordestina”, explica Domingos Neto. Menos! E foi? BNDES. CEF, Petrobras e Incra deram mais de R$ 1 milhão para o MST fazer o que fez em Brasília. Só faltaram BB, Eletrobras e João Santana/ Franklin Martins. O show do MST em frente ao Palácio do Planalto terminou com 30 PMs feridos em Brasília. Dia seguinte, recepcionou os baderneiros. São Gonçalo do Amarante Com cerca de seis mil moradores chineses, coreanos, portugueses, alemães, paulistas, gaúchos e italianos todos trabalhando no Complexo Portuário do Pecém, montando siderúrgicas, fábricas, usinas, São Gonçalo conquistou um jeito de nova esperança, a cidade do emprego do futuro. O prefeito Cláudio Pinho prepara a cidade para o futuro. Toda semana são erguidos condomínios novos e abertas ruas e avenidas. Um novo bairro está sendo implantado com 30 mil moradias, uma nova sede administrativa com espaços para todos os órgãos públicos e creches e escolas. São Gonçalo do Amarante vai se tornar em 15 anos o município mais rico do Ceará.

Calma gente

Isto está com os Macário em Portugal (Lisboa) desde o século XVIII

Lilian Ramos A cearense que quase derrubou a República do Pão de Queijo, por aparecer sem calcinha no camarote do então presidente Itamar Franco, há 20 anos, voltou ao Rio de Janeiro no carnaval. A modelo e cantora Lilian Ramos, 50 anos feitos no dia 26 de fevereiro, disse que só não retornou a Sapucaí porque não recebeu nenhum convite. A última vez que esteve na Passarela do Samba foi em 2008. _ Eu adoro o carnaval no Rio, mas agora vivo em Roma _ contou Lilian, lembrando que já gravou dois CDs em italiano. Depois do escândalo da perereca de fora, Lilian deixou o país e se radicou na Itália. Vai fazer o quê? Ter orgasmos é melhor para o cérebro do que fazer palavras cruzadas. - A afirmação é de Barry Komisaruk, pesquisador da Universidade Rutgers, no estado de Nova Jersey, Estados Unidos. Por meio de seu estudo, ele concluiu que, durante o clímax sexual, há um aumento no fluxo de sangue, fazendo com que mais nutrientes e oxigênio cheguem ao cérebro. E enquanto os exercícios mentais, como palavras cruzadas e sudoku, aumentam a atividade cerebral em regiões localizadas, o orgasmo ativa o cérebro como um todo. BNB Em 2012, o BNB tinha só 186 agências em toda a sua área de atuação – os nove estados nordestinos e mais o Norte de Minas Gerais e o Norte do Espírito Santo. Até o próximo mês de maio, o BNB completará a instalação de mais 122 agências, autorizadas pelo Banco Central. Passará a ter, então, 308 agências. No Ceará, eram 28 – quatro em Fortaleza. Mas até julho serão abertas mais 21 agências, das quais cinco na capital cearense. Mais: o BNB tinha em 2012 exatos 5.975 funcionários; hoje, são 6.475, todos concursados. No fim deste ano, serão 7.150 – vão ser chamados os aprovados no último concurso, cuja vigência irá até setembro. Revista Veja e Ivens Dias Branco Com o título “O salto além-mar do Rei do macarrão”, a revista Veja exibe uma reportagem de duas páginas contando como o cearense Ivens Dias Branco construiu seu império a partir de uma padaria do pai, Manoel Dias Branco. A revista informa que Ivens movimenta um negócio que já lhe rendeu aos 80 anos, cerca de R$ 9,6 bilhões. No texto, o repórter mostra que Dias Branco gasta sua energia nos finais de semana olhando gôndulas de supermercado para ver se os seus produtos estão em destaque nas prateleiras.

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Encontro do BRICS será nos dias 15 e 16 de julho

Ceará poderá ter mini-fábricas de proteína Foto: Fábio Lima

O primeiro projeto de agrobiodiversidade do Brasil, baseado em uma espécie da família de cactáceas e destinado a alimentação humana pode chegar ao Ceará. Essa semana, o presidente e o diretor de Agronegócio da Adece, Roberto Smith, e Reginaldo Lobo, respectivamente, receberam o diretor de planejamento da Proteios - Nutrição Funcional e Ecológica, Rubens Rabczuc, na sede da Agência. A proposta da empresa, oriunda de Ribeirão Branco (SP), é construir mini-fábricas de processamento das folhas de uma cactácea chamada Pereskia, para extração de proteína em nível elevado. A ideia é sensibilizar os agricultores familiares cearenses para implantarem módulos rurais de no mínimo dois hectares (ha) para a geração de matéria prima, através do plantio da cactácea. Em fase avançada, espera-se chegar a um total de 22 mil ha de área plantada para abastecer as mini-fábricas e viabilizar o sucesso do negócio. Além da Adece, estiveram na reunião o presidente da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Ceará (Ematerce), José Maria Pimenta, e uma equipe da Secretaria do Desenvolvimento Agrário do Estado (SDA), dentre outros participantes. “Enquanto a Adece cuidará dos trâmites relativos à instalação e viabilidade do empreendimento, a SDA e a Ematerce deverão trabalhar junto aos agricultores, com o intuito de inseri-los nesse projeto pioneiro”, explicou Roberto Smith. Para Reginal Lobo, o projeto aponta para uma dinamização da agricultura familiar, que deve minimizar desigualdades no interior cearense, porque utilizará a mão de obra abundante de cerca de 2.500 agricultores. Ao final da reunião, ficou acertado que a Proteios deverá elaborar o protocolo e intenções para a instalação no Ceará, que deverá ser encaminhando ao Governo do Estado para apreciação.

Nos dias 15 e 16 de julho deste ano, o Ceará será o centro das atenções. Nesse período acontecerá o Encontro do BRICS que reunirá os chefes de estado dos cinco países que compõem o grupo (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), e ainda ministros, secretários e empresários. A previsão de participação é 750 pessoas, além das representações das cinco maiores empresas de cada um dos cinco países, bancos de desenvolvimento e cerca de 1.500 jornalistas de todo o mundo. A data do encontro foi informada ao Governo do Estado pelo Ministério das Relações Exteriores. Durante esta semana uma nova comitiva do Itamaraty esteve em Fortaleza para reuniões e visitas ao Centro de Eventos do Ceará (CEC), que foi o local definido pela presidenta Dilma Rousseff, ainda no ano passado, para sediar o Encontro. Segundo o assessor especial de Assuntos Internacionais do Governo do Estado, Hélio Leitão, todos ficaram impressionados com a estrutura do CEC. “Eles consideram que não existe uma estrutura com melhor para esse tipo de evento no Brasil e nem, por incrível que pareça, no mundo”, ressaltou Leitão. Ele destaca ainda que no fim do mês de abril acontecerá um seminário, na Universidade de Fortaleza (Unifor), com os representantes dos países que integram o BRICS, onde serão discutidos os pontos do Encontro e as expectativas. A comitiva do Itamaraty foi composta por Graça Lima, subsecretário de Assuntos Políticos; Flávio Damico, coordenador de Eventos; Francisco Fontenele, do Cerimonial. BRICS A ideia do BRICS foi formulada pelo economista-chefe da Goldman Sachs, Jim O´Neil, em estudo de 2001, intitulado “Building Better Global Economic BRICs”. Fixou-se como categoria da análise nos meios econômico-financeiros, empresariais, acadêmicos e de comunicação. Em 2006, o conceito

deu origem a um agrupamento, propriamente dito, incorporado à política externa de Brasil, Rússia, Índia e China. Em 2011, por ocasião da III Cúpula, a África do Sul passou a fazer parte do agrupamento, que adotou a sigla BRICS. O peso econômico dos BRICS é certamente considerável. Entre 2003 e 2007, o crescimento dos quatro países representou 65% da expansão do PIB mundial. Em paridade de poder de compra, o PIB dos BRICS já supera hoje o dos EUA ou o da União Europeia. Para dar uma ideia do ritmo de crescimento desses países, em 2003 os BRICs respondiam por 9% do PIB mundial, e, em 2009, esse valor aumentou para 14%. Em 2010, o PIB conjunto dos cinco países (incluindo a África do Sul), totalizou US$ 11 trilhões, ou 18% da economia mundial. Considerando o PIB pela paridade de poder de compra, esse índice é ainda maior: US$ 19 trilhões, ou 25%. Até 2006, os BRICs não estavam reunidos em mecanismo que permitisse a articulação entre eles. O conceito expressava a existência de quatro países que individualmente tinham características que lhes permitiam ser considerados em conjunto, mas não como um mecanismo. Isso mudou a partir da Reunião de Chanceleres dos quatro países organizada à margem da 61ª. Assembleia Geral das Nações Unidas, em 23 de setembro de 2006. Este constituiu o primeiro passo para que Brasil, Rússia, Índia e China começassem a trabalhar coletivamente. Pode-se dizer que, então, em paralelo ao conceito “BRICs” passou a existir um grupo que passava a atuar no cenário internacional, o BRIC. Em 2011, após o ingresso da África do Sul, o mecanismo tornou-se o BRICS (com “s” maiúsculo ao final). Como agrupamento, o BRICS tem um caráter informal. Não tem um documento constitutivo, não funciona com um secretariado fixo nem tem fundos destinados a financiar qualquer de suas atividades.

Há 42 anos

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Cid Gomes inaugurou o novo Centro das Rendeiras do Iguape Maior polo de produção artesanal de renda de bilro do Ceará, a praia do Iguape, no Município do Aquiraz, ganhou, o Centro das Rendeiras Miriam Porto Mota. Com área total construída de 1.173m², de frente para o mar, o novo Centro constitui-se em um local de produção e comercialização do artesanato cearense e beneficiará, diretamente, as 56 famílias de rendeiras que ali trabalham, além de incrementar o turismo regional e fortalecer a atividade artesanal da região. O investimento na obra foi de R$ 838.249,21. O Centro de Rendeiras foi inaugurado pelo governador Cid Gomes e pelo secretário do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), Josbertini Clementino. Construído em formato de um navio ancorado à praia, numa homenagem aos pescadores cearenses. O novo equipamento consta de três pavimentos, sendo dois destinados aos boxes de produção, exposição e venda do artesanato, para cada uma das rendeiras. No terceiro andar, foi instalada uma cafeteria e área de lazer, um mirante, de onde se pode apreciar o mar, à frente, e às dunas do Iguape, por trás. “O Centro das Rendeiras Miriam Porto Mota é um marco estratégico do complexo artesanal e turístico de Aquiraz, que chega para cumprir a missão de valorizar as artesãs e suas famílias, escopo principal das políticas públicas do artesanato do Estado, além de modernizar a área”, ressalta Josbertini. O equipamento recebe a assinatura do arquiteto cearense Antenor Coelho, segundo quem, buscou a inspiração nos barcos pesqueiros, para delinear as formas e a estrutura do Centro. “O artesanato e a pesca são as principais atividades econômicas da comunidade do Iguape, e estão diretamente interligadas, contribuindo bastante para manter viva a cultura local e promover o turismo do Ceará”, justifica o titular da STDS.

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Ceará ganha três generais de divisão. Filho de cearense é general de Exército No Exército, o Ceará terá mais tres generais de Divisão, com as novas promoções em 31.03. Vejam e quais serão seus novos cargos: - Antônio Maxwell de Oliveira EUFRÁSIO (Fortaleza) - Diretor de Civis, Inativos, Pensionistas e Assistência Social (Brasília-DF) - PAULO SÉRGIO Nogueira de Oliveira (Iguatu) - Comandante da 12ª Região Militar (Manaus-AM) - José Luiz JABORANDY Rodrigues (Fortaleza) - Chefe da Assessoria do Departamento Geral do Pessoal (Brasília-DF) Também sera promovido a General-de-Brigada (2 estrelas) Antônio CÉSAR Alves Rocha (Fortaleza) – que sera designado Chefe do Estado-Maior do Comando Militar do Gen Ex. Guilherme Cals T.G.Oliveira Norte (Belém-PA) Embora não tenha nascido em Fortaleza, e sim no Rio de Janeiro, durante um curso que o seu pai, General-de-Brigada Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira Neto (Fortaleza), já falecido, realizava na ocasião, foi promovido à General-de-Exército (4 estrelas) o atual General-de-Divisão Guilherme Cals THEOPHILO Gaspar de Oliveira, que ocupará o destacado cargo de Comandante Militar da Amazônia (Manaus-AM). Já estava em Manaus no Comando da 12ª Região Militar.

Destaco que na ocasião da sua promoção em 31 de março de 2014, vivenciaremos um inédito fato histórico: o General Manoel Theophilo será o primeiro aluno oriundo do Colégio Militar de Fortaleza a atingir o mais elevado posto - o de General-de-Exército. Relembro, que o primeiro aluno oriundo do Colégio Militar de Fortaleza a atingir o Generalato (General-de-Brigada) em 25 de novembro de 1998, foi o atual General-de-Divisão (da Reserva) Júlio LIMA VERDE Campos de Oliveira (Fortaleza). Um outro fato interessante é a designação do General-de-Divisão José Luiz JABORANDY Junior (Fortaleza) para o destacado cargo de Comandante da Força de Paz da ONU no HAITI, cargo que assumirá em Gen.Div. José Luiz Jaborandy curto prazo. O general Guilherme Cals é de uma família de militares. Seu tio, Tácito Theophilo Gaspar de Oliveira, foi general Exercito, Superintendente da Sudene e ministro do STM. Seu pai foi general de Divisão. Tem vários irmãos militares, Cel. (RR) Henrique Cesar Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, gal Bda. Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira, cel José Teophilo Gaspar de Oliveira, Cel Alexandre Cals Theophilo Gaspar de Oliveira e gal Bda Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira.

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Leituras I Manteiga incendiária Marcondes Sampaio (*) Bem no alto da Mantiqueira Coloquei uma gigante mantegueira Cheia de boa manteiga mineira. Mas, já no início da madrugada Ela estava como uma pedra congelada E a solução foi uma fogueira Logo em incêndio transformada Como chamas pela serra inteira amanteigando sua cumeeira E clareando toda a Mantiqueira. Horas depois... Já sob a pena eterna Cabelos em desalinho No alto de uma serra No meio de um caminho Havia a bela Eva Deitada na relva Em voz suave , terna Sorriso que eleva Provocava o baixinho: “Vem de novo Adãozinho Aproveita a primavera Que o paraíso aqui já era”. Assim falou Millor Já no século passado o sábio Millor Questionava o que hoje vigora No princípio o era o caos ou é agora? Enunciada a questão, logo arrematava Com idôneo e profético testemunho Isso que aí está é apenas o rascunho. Para rimar o mundo Mundo, mundo, rimado mundo Se não me chamasse Raimundo Quem sabe seria um Edmundo Mundo, mundo, rimado mundo Ao nascer eu já era Edmundo Porque antes nasceu Raimundo. Abaixo as máscaras Desde a infância, até os sessenta Acrescentei alguns mins a mim Agora, já à beira dos setenta Busco o eu comigo mais afim Tirando máscaras postas em mim A outra De batismo, era Maria Stela, Recatada, em tudo singela Parte do nome sempre omitia E ironicamente até sorria Ao ponderar, parecendo sincera: Por favor, só me chama Maria, É a outra que ele chama Stela. Na comunidade e até na pretoria Já apaguei o nome que eu tinha dela Meu bem Mero código de afeição O tratamento que Zé Ninguém Dispensava à Zica: meu bem Mais que afeto, exalta definição. Os dois, nomes de batismos incertos Perambulavam intenso vai-e-vem Por cidades e caminhos desertos. Um do outro arrimo, único bem. (*) Marcondes Sampaio (Uruburetama), poeta e jornalista

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Trajetória

Dalmário Cavalcante, de Tauá, para o coração de São Paulo, Há 47 está na hotelaria.

Francisco Dalmário Cavalcante, casado, 65 anos, natural história do museu turco destruído e reconstruído com mesmo do Ceará e morador de Goiânia (GO) desde o ano passado por o mesmo nome – Pergamon – anos depois em Berlim (Aleconta do ofício de sua esposa – profissional da decoração -, pai manha), o empreendimento paulistano foi reaberto em 26 de de dois filhos e avô. Graduado em Administração de Empresas outubro de 1999, já sob a supervisão de Dalmário. “Repare que da construção civil para a hotelaria existem e formado empiricamente no ramo da construção civil. Voz grave, barba feita, cabelos bem aparados e traje social sempre muitas mudanças. Na transição você começa a se deparar que visto em público. Diretor executivo do Pergamon Hotel – com termos e expressões que nunca havia ouvido, há uma empreendimento hoteleiro instalado em São Paulo -, passeia linguagem própria e muito diferente para os setores de hotepelo lugar como quem caminha da sala para o quarto em sua laria e turismo. O segredo nesta etapa foi aumentar o esforço própria casa. Um tanto inquieto, mantém os olhos atentos aos e aprender”, aponta. Admirador confesso das demonstrações de força de vonmovimentos ao seu redor; poucos hóspedes já vistos o cruzaram pelos corredores ou cadeiras sem receber seu aceno - às tade, o diretor relata suas principais virtudes ao longo de sua carreira suas opiniões sobre as principais características de vezes com a cabeça, outras com as mãos. Atualmente hoteleiro – e por escolha -, o executivo, que qualquer trabalhador que mira o sucesso, na hotelaria ou em passa as semanas entre viagens e compromissos, ora repre- qualquer mercado. “Tudo, não só na minha carreira. Mas sentando o hotel, ora representando as ABIHs Nacional e de também na vida, depende um pouco de sorte, um pouco de São Paulo, onde participa como conselheiro e vice-presidente, vontade e acima de tudo, gostar do que faz”, antecipa. ” Toda respectivamente, diz-se satisfeito com o mercado no qual minha trajetória profissional foi caracterizada pela vontade. está inserido e revela sua tática para permanecer satisfeito e Tanto é que a construção civil para mim hoje já é passado. Atualmente vivo o hotel, vivo do hotel. Para mim a hotelaria empenhado no trabalho, dedicação. Cavalcante está no grupo que administra o hotel há 47 anos. é encarada de forma muito importante”, afirma. Já com mais de uma década de mercado, considera-se Contudo conta sua trajetória na corporação com a precisão inteirado com o segmende um recém-contratado e to e comenta tendências e embaralha-se no anseio de transformações nos hotéis falar sobre o nicho que o de hoje. “Minha observação conquistou, a hotelaria. sobre a hotelaria começou O homem que nos recebe ainda em meados dos anos diz ser, em essência, o mes1990, contudo coisas que mo que começou a carreira eram utilizadas naquela épocomo apontador de obras, ca não se aplicam mais. O em 1966, em Goiânia. Ele mercado mudou e os jovens conta que o trabalho apaforam responsáveis por uma receu em sua vida por uma virada que exige a adaptação necessidade de sobrevivênde profissionais como eu, cia e que a vaga surgiu numa que tem mais tempo de hora oportuna, por meio de trabalho”, pondera. uma empresa interessante Francisco Dalmário Cavalcante - (fotos Filip Calixto) Administrando diariae na qual trabalha até hoje, mente uma unidade com 66 “atualmente a empresa atende por Construtora Santa Cecília, após algumas mudanças de funcionários e especializada em atender o público corporativo, Cavalcante já criou convicções sem as quais acredita não ser nome”, diz. “Minha entrada nesta primeira função se deu por um con- possível praticar o bem atender. “A hotelaria tem por obrigação vite, quando eu ainda era garoto. À época, este início foi por conhecer seu cliente, saber porque ele está lá. Ouvir e atender necessidade, quando eu ainda era estudante. Tinha que começar as expectativas e pedidos dos hóspedes. É um mercado que a vida e nesta momento precisava de um emprego para poder tem que oferecer bom tratamento. Agir assim faz o cliente me dar sustentação. A partir daí fui galgando alguns postos sentir-se valorizado e, consequentemente, importante. Isso é dentro da empresa, adquirindo confiança e demonstrando geral e quem não trabalhar com esta consciência e com esta convicção está liquidado”, decreta. interesse”, resume. Gerindo à seu modo, também cultiva algumas manias Iniciado, o trabalhador cursou Administração de Empresas e paralelamente seguiu trabalhando na inspeção de obras civis e rituais para tentar aprender e prender a clientela do lugar. passando por períodos em diferentes capitais brasileiras, até Mesmo começando a circular pelo hotel às 8h, garante que só chegar em São Paulo. ”Comecei minha vida profissional em começa a trabalhar de fato às 10h. Antes, dedica seu tempo a Goiânia, depois passei por Brasília, fui para Cuiabá. Aí em conhecer quem está hospedado no lugar. Forte presença do público feminino 1980 vim para São Paulo, município onde permaneço até Segundo o próprio diretor, um aspecto que chama a atenção hoje”, diz. Na capital paulista, Cavalcante acompanhou o processo de no Pergamon é a presença cativa do público feminino nos mudanças do hotel hoje chamado de Pergamon. “Este prédio quartos e corredores. “Outro ponto inusitado é que temos hoje um alto índice de já funcionava como hotel, porém tinha o nome de Firenze e pertencia a um grupo argentino que estava investindo no Brasil. participação do público feminino no hotel. Normalmente nossa O investimento não teve sucesso, este grupo ficou devendo ocupação tem participação de até 57% de público feminino. E alguns financiamentos junto a entidades públicas e negociou isso tem uma razão de ser. Nossa atenção no relacionamento que é percebida por elas e realmente, temos esta atenção o hotel com a empresa que trabalho”, explica. Neste momento, o início da transição aconteceu. “Acom- especial para fidelizar a clientela e fazer com que sintam-se panhei toda a reforma no hotel. Aí, quando terminamos essa seguros. Tenho tido esta sorte e sei que não é pela minha cara, reformulação, me deram duas opções. Ou eu tocava o hotel pois não estou com esta bola toda”, brinca. Sobre a imagem que o hotel construiu no mercado local, aqui ou ia para outras obras permanecendo na construção. Como a matriz era no Rio de Janeiro, teria que voltar para lá e Dalmário vê o empreendimento como consolidado e conhecido optei ficar em São Paulo. Já estava acostumado com a cidade, no Brasil todo. Apesar da competição com grandes emprefiz a escolha e te confesso que nunca me arrependi”, lembra. endimentos, vinculados à redes internacionais e que estão A escultura em madeira é o principal símbolo do hotel localizados na mesma região. Por Filip Calixto , Hotelier News· Batizado com a ajuda de uma pesquisadora, que contou a

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Tantas Despedidas – Ensaios e Reflexões”, de João Batista Pontes, lançado na Casa do Ceará A Casa do Ceará foi palco no dia 21.02 da noite de autógrafos do livro “Tantas Despedidas – Ensaios e Reflexões”, de João Batista Pontes, natural de Nova Russas, Ceará. Em 1960, aos quinze anos incompletos, João Batista migrou para Brasília. Formado em Geologia pela Universidade de Brasília, em 1974, exerceu essa profissão em vários Estados brasileiros. Retornou a Brasília em 1997, na condição de Consultor Legislativo do Senado Federal, na área de Orçamento Público, onde foi admitido por concurso público. Passou para a inatividade em dezembro de 2010. Atualmente é acadêmico de Direito do IESB – Centro Universitário, em Brasília (7º semestre). Nos últimos anos tem se dedicado, também, ao estudo da Filosofia, inclusive realizado cursos de pós-graduação (EAD) e escritos vários artigos sobre desenvolvimento municipal, meio ambiente, educação, política, democracia e cidadania, que estão sendo publicados no site www. vozativanoticias.com.br, abordando notadamente a problemática da região do semi-árido onde se situa sua cidade natal. Esse é o seu primeiro livro, escrito em forma de poemas, no qual faz sucinta reflexão sobre a sua trajetória de nordestino emigrante; expõe o seu pensamento e preocupações sobre a sociedade que nós, ocidentais, construímos até agora e seus valores; demonstra o seu amor e preocupação com a natureza e a vida; faz incursões em temas sobre ecologia, sentimentos, emoções, reminiscências, encontros e desencontros e outros temas relacionados com as relações humanas. A obra está escrita de uma linguagem de fácil compreensão, sem deixar de ter profundidade nos temas abordados. O livro “Tantas Despedidas – Ensaios e Reflexões” foi primeiramente lançado em dezembro de 2013 em sua cidade natal – Nova Russas/CE, tendo despertado grande interesse.

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Leituras II

O Fotógrafo e o gol, os Boêmos e o ceguinho e Lamartine Babo,

Wilson Ibiapina (*) O Fotógrafo e o gol Essa aconteceu em Fortaleza antes da televisão chegar ao Ceará. O jornalista Francisco Alves Maia estava de plantão, num sábado, na redação da Tribuna do Ceará. Noite de Fortaleza x Ceará no estádio Presidente Vargas. Chico Alves combina com o fotógrafo Gumercindo Gomes: - vou ouvir o jogo pelo rádio, deixo o texto pronto com espaço para a sua foto. Ceará um a zero. Festa na cidade. Gumercindo chega à redação e vai conversar. Chico, já nervoso, apela: Gumercindo, revela logo a foto do gol, vamos fechar. Gumercindo, tranquilo avisa que não pegou o gol. Chico vai ao desespero: - como, o único gol da partida você perde? Que diabo você estava fazendo lá? - Chico, o goleiro que estava lá pago para pegar o gol não pegou, tu queria que em pegasse? Os Boêmios e o ceguinho Foi na década de 60 do século passado. Ainda estudantes, Fausto Nilo, Rodger Rogério e Antônio Carlos Coelho voltavam a pé de uma farra no bar do Anísio, na beira mar de Fortaleza. O dia estava amanhecendo quando chegaram à praça José de Alencar, terminal de ônibus no centro da cidade. O Sol já tinindo, gente fervilhando, bares começando a receber os primeiros fregueses. Os três são acometidos de uma vontade louca de tomar uma geladinha. Sem dinheiro, surge a idéia quando encontram na esquina um ceguinho pedindo esmola. Viola no braço, chapéu no chão, mas ninguém ajudar. Pedem licença ao

pedinte e assumem. Era um domingo de manhã. O ceguinho tocava flauta, Rodger acompanhava no violão, o Fausto cantava e o Antônio Carlos passava o chapéu. Em pouco tempo, a grana começava a sobrar pelas bordas. Tiraram o da cerveja, devolveram o chapéu. Quando o ceguinho passou a mão e sentiu o volume do apurado não se conteve. Abriu um sorriso e antes de agradecer, perguntou: - pessoal, quando é que vocês voltam aqui? Lamartine Babo O carnaval é em março mas as escolas já estão nas quadras e os blocos nas ruas. Estou lembrando uma das maiores figuras da folia. Professor de dança que ficou famoso como o maior compositor de marchinhas de carnaval, Lamartine de Azevedo Babo. Ricardo Cravo Albin diz que ele foi o mais completo e carioca dos compositores populares. Não sabia música nem tocava qualquer instrumento. O humorista, radialista, ator, cantor e poeta, fez também músicas juninas (Isto é lá com Santo Antônio e Chegou a hora da fogueira), hinos religiosos e de quase todos os clubes de futebol do Rio e samba canção como Serra da Boa Esperança e, em parceria com Ari Barroso, na Virada da Montanha e Rancho Fundo. Lalá imitava com a boca instrumentos musicais. O maestro Radamés Gnatalli dizia que ele era um dos poucos compositores que sabia exatamente o que queria: “ descrevia todo o arranjo, cantando a introdução, meio e fim, solfejava acordes e sugeria partes instrumentais . A gente

só fazia escrever”. Ricardo Cravo Albin diz que sua composição “A História do Brasil” foi o primeiro painel surrealista e tropicalista. Após perguntar “quem foi que inventou o Brasil” e responder que “foi seu Cabral dois meses depois do carnaval” ele bagunça a história resumindo os séculos posteriores: Ceci amou Peri/Ao som do Guarini/ Do Guarani ao Guaraná/Surgiu a feijoada/ E depois o Parati”. Albin diz que ele abriu caminhou para a poética popular do absurdo, a mesma que o poeta repentista José Limeira encantava os nordestinos. Ricardo afirma que Stanislaw Ponte Preta seguiu a trilha quando fez O Samba do Crioulo Doido. Nos programas de rádio, Lamartine fazia humor e trocadilhos: “Senhor Lamartine, vá cantar no rádio que o parta “ dizia que teria lhe dito um ouvinte da emissora depois de escutá-lo cantar. No texto que escreveu sobre o “rei do carnaval”, na revista Problemas Brasileiros, Herbert Carvalho lembra o seu último e celebre trocadilho. Herbert Carvalho conta que no dia 13 de junho de 1963, quando se recuperava de um enfarte sofrido meses antes, Lamartine foi ao Copacabana Palace, no Rio, ver o ensaio de um musical de Carlos Machado, inspirado em suas marchinhas de carnaval e que tinha o título de O teu cabelo não nega. No final do ensaio, após ser entrevistado por um repórter de TV quis saber se iria ao ar naquele dia. -”Hoje não, disse o repórter. Hoje teremos uma entrevista com o Tom Jobim que chegou dos Estados Unidos”. “Ah! Quer dizer que agora estou um tom abaixo?” Laartine Babo morreu três dias depois sem ver sua entrevista no ar e sem assistir a estréia do musical. (*) Wilson Ibiapina (Ibiapina), jornalista

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Leituras III O iptu de cada ano e de cada um de nós João Soares Neto (*) O Prefeito é pessoa capaz, digna e bem intencionada. Participou, como a maioria dos políticos brasileiros, de uma coligação para ser eleito e conseguiu. Depois disso, para ter maioria na Câmara Municipal, houve que assumir compromissos. Dessa forma, o seu secretariado não é o ideal, mas o possível na lógica da prática política em curso, desde sempre. Pedidos são os seus calos diários. Por outro lado, algumas famílias e empresas, sentindo que o aumento do IPTU foi alto demais para as suas fontes de renda, pediram-me para escrever algo sobre o assunto. Sabedor de viagem do Prefeito, nestes dias, ao exterior, peço que, se tempo tiver, procure saber como as cidades americanas e as da Europa cobram e prestam conta do equivalente ao nosso IPTU. Fluente em inglês, o Prefeito poderá ver que a maioria das cidades detalha, no boleto do imposto municipal de propriedade, quais os serviços que o seu pagamento contempla na região de quem paga. Entre outros: escola pública, proteção contra incêndio, pavimentação, paisagismo, iluminação, limpeza e transporte escolar. Na verdade, tudo fica muito claro e cada cidadão tem o direito de saber em que o seu dinheiro está sendo empregado na região onde mora. Nessa viagem ao exterior, entre tantas outras que já fez, quer como estudante de pós-graduação, lazer ou em cumprimento de missão pública, poderá formar um juízo de valor equilibrado. Posso estar errado, mas essa será a primeira vez em que verá cidades estrangeiras com a racionalidade de cientista, olhos e sentimentos de gestor de uma cidade complexa e desafiante como a que administra. Não gosto de repassar queixas, mas há entidades pedindo publicamente detalhes do cálculo do IPTU. Amigos, acadêmicos, professores e profissionais liberais, dizem “do inchaço no orçamento com prestadores de serviços e veículos terceirizados, centenas de funções gratificadas e dos encastelados perpétuos em cargos comissionados”. Imagino que o primeiro ano de mandato deve ter sido duro e de aprendizado fundamental. Espera-se que este 2014 contenha um escopo de gestão definido, decisivo e incisivo para os que se sentem apenas como pagadores de impostos. Um amigo, engenheiro e apartidário, fala, em e-mail: “numa cidade que não poupa, pois há excesso de retrabalho por serviços e obras mal feitas, máquina administrativa emperrada que não vê o contribuinte como cliente nem como o pagador do que cada servidor recebe no final de cada mês”. Se o Prefeito tomar conhecimento do que escrevo, em nome dos que me solicitaram, saiba que o tenho em alta conta e não há nenhuma animosidade, mas perplexidade deles ante “o caos em que grande parte da cidade se tornou nos últimos anos por conivência dos que ‘autorizam’ camelôs em pontos fixos; do centro desfigurado; das multas silenciosas em máquinas afixadas em postes como caça-níqueis, sem educação de trânsito; das parcerias, concessões e permissões não clarificadas”. Aproveite para ver, sondar, inquirir, Senhor Prefeito, nesse tempo de viagem. Ao voltar, percorra a cidade como se fosse turista, não o quase sempre predador da orla marítima, mas os “nerds” e os destemidos “Rondons” e Villas-Boas que desbravam os bairros distantes e se estarrecem diante da miséria aflorada em cada viela das centenas de favelas. Gostaria de ter dito tudo isso pessoalmente, mas o tempo é curto e muitos são os seus compromissos. Quem sabe, no próximo ano, tenhamos explicitações claras e visíveis sobre o que foi feito com o IPTU de todos nós. A cidade não é a mera soma das suas partes. Ela é mais que isso. Ela possui sinergia e é, como disse o escritor Ítalo Calvino, feita de desejos e medos. Os desejos estão submergindo no medo e nas desesperanças de muitos. Joao Soares Neto (Fortaleza), escritor e empresário, membro da Academia Cearense de Letras

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Em 10.04.2014, a Casa do Ceará em Brasília, em solenidade, entregará títulos e homenageará sócios e pessoas com relevantes contribuições à Casa. Em 10.04.2014, a Casa do Ceará em Brasília, em solenidade, entregará títulos e homenageará sócios e pessoas com relevantes contribuições à Casa. A prática que é estatutária traduz o reconhecimento àquelas pessoas, cearenses ou não, que deram e continuam dando sua colaboração para que as atividades da Casa continuem. “Não recebemos subvenções da União, do Estado do Ceará e do Governo do Distrito Federal, lembra o presidente Osmar Alves de Melo. Contamos com a nossa prestação de serviços, especialmente os da Polclínica, da Odontoclínica, dos cursos profissionalizantes, da Academia de Ginástica e da Escola de Futebol para assegurar nossa manutenção. No mais recebemos contribuições de algumas pessoas. Serão homenageados com o titulo de: Sócio Emérito José Oleskovicz, Superintendente da Receita Federal 1ª Região Fiscal, compreendendo Distrito Federal, Goias, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que desde 2013 vem emprestando seu apoio a Casa do Ceará, especialmente com a doação de produtos apreendidos pela Receita Federal e que vem sendo leiloados pela Casa, a fim de obter recursos necessários à sua manutenção. João Rodrigues Neto (Independência), diretor de Assuntos Jurídicos da Casa, com uma história e uma trajetória de vida de vencedor. Empenhou-se nos seus estudos, proseguindo, após muitos sacrifícios graduar-se em Direito pelo Uniceub, obter o seu registro na OAB, e ter um dos mais procurados escritórios de advocacia. João Estênio Campelo Bezerra (Crateús), Cidadão Honorário do Rio de Janeiro e de Brasília, Estênio começou seus estudos de Direito na UERJ no Rio de Janeiro, graduando-se pelo Uniceub em Brasília, tendo um dos mais eficientes escritório de advocacia da Capital. Tem manifestando grande e efetivo apoio à Casa, tendo contribuído para que fosse criado o Espaço Cultural Estênio Campelo. Ex- senador Adelmir Santana, presidente da Federação do Comércio-Fecomércio do DF e do Sistema SESC/ SENAC, que vem emprestando todo o apoio às ações culturais da Casa do Ceará. Na festa de Natal de 2013 colocou a disposição da Casa uma unidade volante do SESC/SENAC para a prestação de serviço social e lá assegurou que em 2014 o apoio será ampliado para o maior brilho da festividade. Na Federação e nas entidades do SESC/SENAC tem se colocado à disposição da Casa. Sócio Honorário Deputado padre José Linhares (Sobral) que cumpre o seu sexto mandato de deputado federal e já prepara para disputar o sétimo mandato. Em 2013, o padre Zé, como é conhecido, que foi o único parlamentar cearense a apresentar emenda parlamentar em benefício da Casa, que esperamos receber os recursos. e-SUS, para sua manutenção. Professora Maria Lucia Percy Bastos Garcia tem 60 anos, é conhecida por todos como professora Lucia, há a 30 anos em Brasília. É aposentada pela Fundação Educacional. Foi diretora da escola do Varjão por dez anos, foi também administradora do Paranoá e diretora de bibliotecas locais. Começou no SESC em 2007 e sempre se empenhou muito na área Social, hoje é chefe da Divisão de Orientação Social do SESC/DF.

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Tenente Coronel Julio Cesar Lima de Oliveira, do 2º Batalhão da PM da Asa Norte. José Roberto Sfair Macedo, atualmente Diretor Regional do Serviço Social do Comércio - SESC/DF. Economista; Master em Administração e Direção de Empresas (Esade/Barcelona); Mestre em Economia Social e Direção de Entidades sem Fins Lucrativos (Universidade de Barcelona); ex-professor do Centro de Treinamento para o Desenvolvimento Econômico da Presidência da República – CENDEC e da Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal – AEUDF; especialista em elaboração, execução e avaliação de Projetos Sociais (ILPES/CHILE). José Ribamar Mendes Diniz (Itapecuru- Mirim/ MA) graduado em: Engenharia Civil – Universidade de Brasília – 1972 e em Engenharia de Segurança do Trabalho, Universidade de Brasília – 1981, Professor de Matemática – Secretaria de Educação do DF – 1970 a 1978, Engenheiro da Iniciativa Privada: 1973 a 1979, Engenheiro da Superintendência da Construção e Administração Imobiliária (SUCAD) do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) – 1980 a 1981, Auditor Fiscal da Secretaria da Receita Federal – 1982 a 2010. Sócio Benemérito Evandro Pedro Pinto (Fortaleza), graduado em Direito pela Universidade Federal do Ceará é foi promotor público em Icó/CE e participou em Boa Vista da implantação das faculdades que foram embrião da Universidade Federal de Roraima. Auditor Fiscal da Receita Federal, tendo sido chefe de gabinete do Secretário da Receita Federal, Everado Maciel, Atuou como Adido da Receita Federal em Assunção, por quatro anos. Aposentado, prefetiu continuar em Brasília e aceitou ser diretor de Administração e Finanças da Casa do Ceará. Nazareno Alves Sobrinho (Iguatu). está e Brasília desde 1970. Cursou a Faculdade de Direito no CEUB, tendo se graduado em março de 1.979. Trabalhou na Economia, foi Chefe do Serviço Jurídico da extinta SHIS e chefe da Prouradoria Jurídica do IDABH, da Secretaria de Estado do Trabalho do Distrito Federal. E da Secretaria de Estado de Agricultura e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal. Atuou na CEASA e onde deenvolve um programa de cooperação com a Casa do Ceará. Antonio Carlos de Aguiar (Sobral), presidente da Associação dos que Querem Bem a Sobral e ao DF, e agora presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Materiais de Construção do Distrito Federal – SindMac/DF. o general Nilton Pessoa Cavalcante (Iracema), com uma longa trajetória no Exército engenheiro militar e civil. Implantou inúmeras guarnições e vilas militares em todo o país. Em Brasília chegou a Diretor de Obras do Exercito. José Lírio de Aguiar (Sobral) empresário do ramo imobiliário, da J.Lírio Aguiar Imóveis, com uma fantástica história de vida em Brasília, onde chegou e trouxe dezenas e dezenas de conterrâneos.

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Em Fortaleza, Elton John mostra porque é um dos melhores baladeiros da história (de O POVO) no Brasil. A seu redor, a banda mantinha o calor dos arranjos. O destaque foi o guitarrista Davey Johnston, que decorou seu instrumento com a capa do disco Captain Fantastic and the Brown dirt cowboy (1975). Se não é um roqueiro no sentido exato da palavra, Elton John é um dos melhores baladeiros da história do pop. E esse foi o tom do show no Castelão. Com a voz firme, embora evitando os agudos, ele emendou vários sucessos, sempre dando um tempo para um sorriso e um gole d`água. Certo de seu talento para as canções de amor, Elton John fez algumas modificações no setlist. Uma delas foi acrescentar “Sorry seems to be the hardest world”, que foi ovacionada. Econômico nas palmas, o público respondeu com certa frieza a boa parte do repertório. Entre uma música e outra, se levantava para agradecer. Mas a apresentação teve seus momentos memoráveis. O solo de piano em “Levon” foi um deles. “Tiny dancer” também conservou sua emoção. Em “Goodbye yellow brick road”, o público mais perto do palco criou sua próprio estrada de tijolos amarelos usando balões. “Nikita” também entrou. E todos cantaram de pé “Skyline Pigeon” e “Sad songs”. Elton John saiu do palco e voltou para o bis que a plateia pediu. Cantou “Your Song” e “Crocodile Rock”. Uma noite memorável. Marcos Sampaio marcossamapaio@opovo.com.br

Um contingente de 839 agentes (policiais civis e militares, bombeiros, guardas e segurança privada), número semelhante ao que deve ser utilizado em dias de jogos da Copa do Mundo na Capital, garantiu um deslocamento seguro para os fãs. No entorno do estádio, houve problema apenas com ambulantes não cadastrados. Apesar de ter trabalhado com John Lennon, Elton John, 66 anos, nunca foi um beatle. Para os fãs, porém, isso não diminuiu a expectativa pela única apresentação do cantor de “Sacrifice” e “Daniel” em Fortaleza, na noite de quarta, 26, na Arena Castelão. Aa turnê que Elton John trouxe à capital cearense comemora os 40 anos do disco” Goodbye yellow brick road,” lançado em 1973. E foi esse tempo que mais despertou o interesse. “É uma época que predomina, um marco. Uma figura emblemática que está vindo ao Ceará”, empolga-se o cantor cearense Edmar Gonçalves. A esteticista Célia Fonseca concorda. “É um sonho estar num show do Elton John”. Embora não tenha sido suficiente para lotar o estádio, o público não fez feio e preencheu cerca de 70% da capacidade da arena. Elton John subiu ao palco com 12 minutos de atraso (o horário previsto era 21h30min). Trajando blazer brilhoso e blusa rosa, o cantor britânico se dirigiu ao piano (Yamaha) para tocar “Funeral for a friend”, seguida de “Love lies bleeding”, exatamente como fez nas outras apresentações

A apresentação na Capital cearense foi a segunda de maior venda de ingressos da turnê brasileira. Com a comercialização de cerca de 26 mil entradas, a bilheteria ficou atrás apenas do show realizado em Salvador Os fortalezenses que foram ao show não encontraram grandes dificuldades para entrar na Arena Castelão. Os acessos estavam todos liberados. A entrada no estádio também foi tranquila, com filas fluindo rapidamente As luzes se apagam e logo vem a expectativa para que surja no palco a figura de Elton Hercules John. Ao aparecer, o músico ostenta um blazer com muito brilho, óculos colorido e o seu querido piano Yamaha. Sua presença arranca gritos e aplausos da plateia ao entrar no palco. Entretanto, o músico não cumprimentou o público e nem deu sinais da sua presença antes das luzes do palco ligarem, mantendo uma postura morna. Foi assim que o show do cantor britânico sir Elton John, titulo que carrega desde 1996, quando foi condecorado pela rainha Elizabeth II como Cavaleiro da Coroa Britânica, teve início ontem para o público fortalezense na Arena Castelão. Foi assim também que o músico se despediu do giro “Follow The Yellow Brick Road” no Brasil. Depois do show, Elton John se dirigiu para a República Dominicana e, de lá, para a turnê americana. O show na Capital cearense foi o segundo de maior venda de ingressos da turnê brasileira. Com a comercialização de cerca de 26 mil entradas, a bilheteria ficou atrás apenas do show realizado no estádio Arena Fonte Nova, em Salvador, quando foram vendidos mais de 41 mil ingressos. Antes de passar por aqui, o cantor britânico esgotou a venda de cadeiras no HSBC Brasil, no Rio de Janeiro, primeira cidade a recebê-lo no último dia 19. A arrecadação também foi positiva no estádio Serra Dourada, em Goiânia, onde foram vendidos mais de 14 mil ingressos. Eis o poder de Elton John, que aos 66 anos - preste a completar 67 em 25 de março - de idade não dá sinais de envelhecimento durante suas apresentações, exibindo ainda muito vigor e a postura despojada que marcaram seus

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mais de 40 anos de carreira no mercado musical mundial. A série de shows iniciada no último dia 19 acontece quase um ano após o cantor britânico ter pousado no Brasil para a turnê batizada como 40th Anniversary of the Rocket Man ou “o aniversário de 40 anos de Rocket

Man”, canção gravada no disco Honky Chateau, de 1972. Os fortalezenses que foram ao show não encontraram grandes dificuldades para acessar à Arena Castelão. Os acessos estavam todos liberados. A entrada no estádio também foi tranquila, com filas fluindo rapidamente. Tensão Um momento de tensão aconteceu pouco antes do show começar. Fãs que compraram ingressos para o setor Plateia Inferior Direita, um dos setores esgotados antes do show, reclamaram do local estar lotado e não ter onde sentar. Alguns deles ocuparam uma parte do gramado para reclamar. Organizadores tentaram contornar a situação e realocaram as pessoas no setor Camarote Privativo, com ingressos no valor de R$ 800. A mudança de local desses fãs provocou a fúria daqueles que pagaram pelo setor Plateia Inferior Direita, que vaiaram e gritaram “fora” e “palhaçada”. A confusão acabou quando as luzes apagaram para o início do show. A apresentação teve início com a música “Funeral for a Friend/Love Lies Bleeding”, do seu álbum de estreia “Good Bye Yellow Brick Road”, lançado em 1973. Com tons de rock progressivo, que estava no auge na época do lançamento do disco, a música dá o tom da retrospectiva de canções que justificou a turnê. É do álbum de 1973 parte das canções que foram executadas, sendo tocadas ao vivo 13 das 21 músicas do disco duplo. É dos álbuns mais antigos as músicas escolhidas para as apresentações no Brasil. Foram escolhidas a dedo canções dos discos Elton John (1970), Madman Across The Water (1971), Honky Château (1972), Caribou (1974), Captain Fantastic and the Brown Dirt Cowboy (1975). Canções “Home Again” e “Oceans Away”, do álbum mais recente do cantor, o The Diving Board (2013), também marcaram presença no setlist do show. Elton deixou seus maiores sucessos para o final. Uma delas foi “Your Song”, gravada no álbum Elton John, de 1970, primeiro hit da carreira do astro pop. Leonardo Bezerra/ Renato Bezerra, Repórteres, Diário do Nordeste

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Foto Bruno Gomes/DN

Elton John encanta público da Capital com romantismo e irreverência

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É assim que a gente quer a e

É assim que a gente f

o governo do ceará construiu 100 e em tempo integral, mudando

O novo Ceará saiu da décima p

no IDEB - Índice de Desenvolvi

escola “ aprofissionalizante

mudou mesmo a minha expectativa de vida.

francisco pereira ex-aluno da escola profissionalizante e universitário.

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a educaÇÃo dos cearenses.

te faz um novo Ceará.

00 escolas de formação profissional ando a vida de 36 mil jovens.

décima primeira para a primeira posição esenvolvimento da Educação Básica.

O novo Ceará já alfabetizou 76,7% dos alunos do 2º ano do

ensino fundamental com o Programa de Alfabetização na Idade Certa - PAIC.

O novo Ceará obteve o melhor resultado dos estados do Nordeste no ENEM.

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Perfil

J

João Miranda Lima (Ipueiras) empresário de restaurantes, criador da Rua dos Restaurantes em Brasília, a 405 Sul

oão Miranda Lima nasceu em Ipueiras, em 13 de agosto de 1955, no sitio Vazante, que fica entre os sítios Cipó, dos avós maternos, João Nunes da Silva e Izabel Francisca de Lima, e Barrinha, dos avós paternos, Zacarias Ribeiro Miranda e Aldegunda Melo Miranda, todos do município de Ipueiras. Em “Paraiso dos Mourão”, Gerardo Melo Mourão, o grande poeta e escritor de Ipueiras cita o nome do seu pai, Raimundo, como um homem de bem. Raimundo Melo Miranda e Cezarina da Silva Miranda foram seus pais. Irmãos: Francisca Lima Miranda, trabalha na Câmara dos Deputados em Brasília, solteira; Paulo Lima Miranda, área de educação do GDF, casado, com quatros filhos; JOão Miranda Lima, casado com Ligia Maria Miranda Lima,jornalista, servidora aposentada do Banco Central; Antonio Carlos Lima Miranda, separado, com três filhos, advogado e empresário, José Airton Lima Miranda, funcionário do Serpro; José Afonso Lima Miranda, um dos meus gerentes, Maria Goreti Mianda Araujo, casada, com três filhos e Maria do Socorro Lima Estrela, enfermeira, casada duas filhas, servidora do Hospital do Gama. Miranda, seu nome de guerra, casou em 1981 com Ligia, nascida em Ipueiras, com dois filhos, Lilian Maria Miranda Lima,advogado, e João Miranda Lima Junior,também advogado. Fêz o curso primário no grupo escolar padre Angelim e no Educandário, em Ipueiras, e começou a fazer o ginásio no Rio de Janeiro, no Jardim Botânico, mas parou no meio do caminho pois tinha que lutar pela vida. “ Não tive opção era lutar ou lutar”. . “Parei de estudar para encarar a gastronomia, desde que cheguei ao Rio de Janeiro e 1971.Logo constatei que havia muitos cearenses trabalhando em bares, lanchonetes e restaurantes. ´´E nisso que vou me meter”. Morou em casa de parentes na rua Barão de Itagipe, 75,no Rio Comprido. Para fazer o serviço militar obrigatório,a presentou-se no Quartel do Forte de Copacabana, mas foi dispensado. Foi encontrando cearenses e mudou-se então para uma república de um conterrâneos de Ipueiras, no morro Euclides da Rocha, em Copacabana, “Comecei a trabalhar numa lanchonete chamada “Googies”, cujo dono era u americano, Mr.Fred e que ficava na Rua Hilário de Gouvea,74, entre Toneleros e Av Copacabana, como lavador de pratos. No Ceará, dificilmente alguém aceitar ser lavador de pratos.Não tive opção,queria trabalhar e ter meu dinheiro. Ali depois dos pratos, fui promovido a balcanista, caixa e subgerente, Fui tudo. Mr.Fred confiava em mim. Daí fui convidado pelo dr. Gustavo Torres Bargaço, para trabalhar na lanchonete dele, a Chaplin, na rua Visconde de Pirajá, 75, Ipanema.Mudei do morro e fui morar na Rua Farme de Amoedo,pensão de uma portuguesa, d. Augusta. Fiquei três anos com o cargo de caixa e subgerente. Estava indo bem, acreditava” Em 1974, um dos donos da Chaplin, Djalma Nogueira, abriu uma filial em Brasília, junto com o dr.Vasco, no Cine Karim, na 110 Sul. Perguntaram-lhe se queria ir para Brasília, ser gerente da filial.Topou na hora, pegou a malota e chegou,empregado,a Brasília. Em 1976, foi convidado por um grupo de servidores do Banco Central, Aluisio, Gonzaga e Fernando, entre eles, par abrir a lanchonete Janjão, no Cine Centro São Francisco. Aceitou por iria como gerente e com participação de 5% nos lucros. “De operário, comecei a ser

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capitalista e passei a sonhar com novas realizações”. O Janjão prosperou e o grupo a Abriu uma filial, a lanchonete Psiu, na 204 Sul. Em 1978, o grupo decidiu vender duas casas. “ Eu aos 23 anos, ainda com Ipueiras e minha família na cabeça, recebi a minha parte no negócio e com o dinheiro do Janjão e do Psiu abri meu primeiro bar na 311 Sul chamado Treco. Um desafio e tanto.Mas para quem trabalha os desafios vão e voltam”. Naquele ano de 1978, comprou uma casa no Núcleo Bandeirante e trouxe toda a família, pais e irmãos, para Brasilia. Seu , pai, Raimundo, morreu em 02.02.2002, aos 81 anos. João estava trabalhando na Bodega do Joaquim, quando recebeu a infausta noticia. Sua mãe, Cezarina, continua vivinha da silva curtindo os filhos e os netos. “Muita sorte minha, todos os meus irmãos foram muito bem sucedidos”. Em 1981, casou com Ligia que conhecera em 1976 e “ abri junto com ela uma casa de nome, chamada Pi-

zzarella, na Rua 405 Sul, Rua dos Restaurantes, assim batizada pporele e que passou a ser chamada e conhecida pois chegou a ter 23 restaurantes. Só Eu criei uns oito. Restaurantes famosos como o Le Français que atraia a elite da cidade, o Fred’s, de um diplomata austríaco. A rua se beneficiava por inteiro da clientela que lá passava, pois havia uma gastronomia de excelência”. Miranda lá emplacou o Costelas e Costelas, Baby Chicken, Texas, Qi Churrasco, Cantina Bocadouro, Costela Steak Houke e Bodega do Joaquim. “Aproveitei o vento que soprava a favor e fui diversificando minha gastronomia.Fiquei 21 anos na Rua dos Restaurantes, mas neste intervalo,tive outras casas,Noturno, na 215 Sul, Fogareiro, na 704 Norte, Galetos e Picanha, na 704 Norte e Aerobar, no caminho do Aeroporto, que foi um dos bares demais famosos do Brasil, com clientela de alto nível do Brasil inteiro, que por lá passava, pois eram muito atendidos. Essa coisa de bar, restaurante, lanchonete tem momentos. Parece surf. Temos que ir na onda boa, para não quebrar”. Mais tarde, em xxx, implantou o Box 16, ao lado da Feira dos Importados, em um shoping popular. O Box 16 teve três momento: a primeira de comida nordestina,

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homenagem a seu pai, que foi também feirante; a segunda de casa de show sertanejo, que chegou a reunir duas mil pessoas numa noite e a terceira, de galeteria, quando descobri o filão do galeto que uma gastronomia gaúcha muito acolhida pelo baixo teor de gordura. Acabou vendendo o Box 16 que logo depois entrou em reforma. Miranda fundou então. Em xxx, a Galeteria Beira Lago, ao lado do Pier 21, na L4 Sul, que vem se transformando na galeteria mais bem frequentada, registrando cerca de 13 a15 mil pessoas por mês., nas 110 meses que comportam 440 pessoas atendidas por 70 garçons. E, um dos setores da Galeteria há um Painel do Nem Soares, que é muito apreciado pelos visitants. Por lá passam diariamente, de dia ou de noite, ministros, governadores, senadores, deputados, magistrados,, políticos, advogados, jornalistas, empresários. A presidenta Dilma já esteve lá. Entre outros, por lá passaram os ministros Aloisio Mercadante e Edison Lobão, Heraclito Fortes, governador Agnelo , vice Tadeu Filipelli, ACM Neto, deputado dr. Paulo César, Fernando Cesar Mesquita, ministro ValmirCampelo, Estenio Campelo, João Oliveira, Ciro Gomes, senador Gim Argelo, deputados Izalci Lucas, Mauro Benevides, Tiririca, o procurador Roberto Gurgel. Miranda confessa que um dos segredos do sucesso de restaurantes tem sido a sua presença, de manhã e noite, cumprimentando pessoalmente a clientela, indo de mesa em mesa.” Amo o que faço, amo a gastronomia, e nela me realizo Faço questão, cumprimento a todos, pergunto, peço avaliação. “O meu maior patrimônio é o material humano. Como fui garçon e balconista, trato todo mundo por igual. “Os meus empregados não são apenas empregados, são meus colegas de trabalho, meus aliados na boa prestação de serviço;. Alguns me acompanham há anos como o meu irmão e sócio, José Afonso de Lima Miranda, e o Waldemar que é chefe de cozinha. Trato com urbanidade e humanidade, daí porque não tenho problemas com justiça. “ Estou pensando em mais uma galeteria . Tenho sido pressionado para abrir uma nova casa, fora de Brasilia, Depois de uma parada no negócio de expansão estou pensando em projeto para mais uma casa. Mais uma galeteria.Cobram-me casa em Belo Horizonte, Rio de Janeiro. e, São Paulo. O projeto está nas mãos de Deus e estou estudando. Se tiver que expandir a primeira opção em de Brasilia, voltarei ao SIA”. Miranda , sempre que possível, vai a Ipueiras e Fortaleza, rever a terrinha. “Tenho tios e primos em Ipueiras. Sou produto de minha família, principalmente meus irmãos, que os trouxe para Brasilia e hoje caminham com suas pernas e todos se deram bem, minha esposa que tem me dado força e suporte em todos os momentos e meus filhos que me assessoram quando preciso”. “já tive casa de comida nordestina em geral, gaúcha, capixaba, portuguesa, vendi picanha, churrasco, costelaria. Vendi muito chope, caipirinha, todos os tipos de bebidas quentes. , chope. Tornei-me um “gourmet” e mergulhei de cabeça na gastronomia. Tenho espaço para grandes eventos na Galeteria. Que abri por notar que a carne branca é muito procurada, o galeto é saudável, não tem hormônio. Tive casas maiores do que a Galeteria, como o Aerobar e o Box 16. Para quem saiu de Ipueiras, sem muito estudo e sem dinheiro, acho que fui longe, com o trabalho, com minha visão do mundo, com respeito ao próximo e gratidão aos amigos que me estenderam a mão. Isto me fez feliz”. (JBSG)

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Leituras IV

Vida, paixão e obra do “Pai dos Pobres” de Acopiara

Por JB Serra e Gurgel (+) João Uchoa de Albuquerque (12.12.1927-24.06-2013) nasceu na Vila do Isidoro, a 18 km de Acopiara, a berço dos Albuquerque, filho de José Albuquerque e Silva-Pizeca e Maria Uchoa de Albuquerque-Maroca, ele lembrado em estátua, perdida ali no meio do mato. Lá estive quando entrevistei seu parente, Antonio Dias Albuquerque, “o Vilela”, que passou dos 100 anos, ícone de Isidoro e dos Albuquerque, testemunho da passagem da Coluna Prestes por nossos pagos. Aos 17 anos, depois da fazer o primário, com as dificuldades naturais, pois seus pais eram agricultores em terras inóspitas às turras com as chuvas, migrou para Fortaleza pois tinha o sonho de se dedicar aos estudos, se formar-se em Medicina e voltar a Acopiara e ao Isidoro para curar os doentes e salvar vidas. Passou pelo colégio 7 de setembro, fundado por seu conterrâneo, Edilson Brasil de Soarez, fez o supletivo , mas foi mais além atrás do conhecimento. Escalou São Paulo para trabalhar. concluir o ensino médio e voltar a Fortaleza para fazer Medicina. Em Fortaleza, montou uma casa simples para acolher irmãos, primos e filhos de amigos de Acopiara e Isidoro, que desejassem estudar e trabalhar. Um gesto de grandeza e de solidariedade. Formado em Medicina fez residência em hospitais públicos de Fortaleza, inclusive nos plantões onde acontece de tudo, teve com um dos seus mestres, dr Pontes Neto, o benemérito da Medicina pública do Ceará, identificado com as lutas das classes populares . Em 1961, estava de volta a Acopiara , a convite do dr. Tiburcio Valeriano Soares Diniz, de Serra Talhada/PE, que fora um dos primeiros médicos da cidade, chegando em 1937, casando com uma filha de Pedro Alves de Oliveira,

instalando consultório e farmácia . Começou na maternidade dele, de onde saiu para fundar com amigos o Hospital e Maternidade Julia Barreto, no qual trabalhou com dedicação e zelo exemplares. Criou fama por seus cuidados com os pobres, a quem dava remédio, pois não tinham como comprar, e arranjava um jeito de deixa-los em casa, pois não tinham como se locomover. Revelava-se um humanista puro e abnegado. Entrou na política, não para fazer o mal , mas para fazer o bem. Foi prefeito de Acopiara dez anos e vereador por uma legislatura, sem acusações de malfeitos de seus opositores. Elegeu-se pela ARENA ,em 1976-1982, com 8.101 votos, tendo como vice Sebastião Mandu de Lima. Voltou a prefeitura em 1988-1992, eleito pelo PMDB com 12.863 votos, tendo como vice José Alves Queiroz. Foi vereador em 1996-2000, nas eleições que colocaram na prefeitura sua filha, Sheila Regina Albuquerque Diniz pela coligação PSDB/PSD /PMDB , com 14.226 votos. Lembra Celso Albuquerque de Macedo que na Prefeitura dr. João construiu o estabelecimento de ensino José Adonias, restaurou o prédio onde funcionou o açougue público e lá instalou a escola Hugo de Gouvea Soares, concedeu pensão post-mortem `as viúvas dos ex-prefeitos e ex-vices, criou o Conselho Municipal de Saúde, instituiu o programa de passes para estudantes da zona rural, para que pudessem estudar em Iguatu, ampliou a capacidade da barragem para abastecimento de água potável, Casou-se a igreja de Fátima, em Fortaleza, com a professora Maria Heloisa Gurgel Holanda, filha de Maria Gurgel e João Holanda, ela descendente do patrono da família Gurgel do Amaral Valente, o vovô do Rio, com quem teve quatro filhos: Sheila Regina, que foi prefeita e vereadora , José Adonias, (prematuramente falecido em 1987), Afranio Luiz, duas vezes vereador, e Shirley, fisioterapeuta em São Paulo.

Ralph Della Cava relançou Milagre em Joaseiro, em Fortaleza. Já se passaram cinquenta anos desde que o antropólogo norte-americano Ralph Della Cava deu início à pesquisa sobre suposto milagre ocorrido em Juazeiro do Norte, na região do Cariri cearense. O pesquisador se debruçou, a partir de 1963, sobre história da hóstia convertida em sangue na boca de Maria de Araújo (1862-1914), causo que deu visibilidade a padre Cícero Romão Batista (1844-1934). Milagre em Joaseiro – publicado originalmente na década de 1970 – tem agora reedição, que será lançada hoje na Livraria Cultura. Editado pela Companhia das Letras, a obra terá cerimônia de relançamento com a presença de Ralph Della Cava para pronunciamento e sessão de autógrafos. O evento terá concerto musical com Afonso Gadelha e Daniel Sobreira, além da fala de abertura “Della Cava e a Nova História de Juazeiro” com o professor Renato Casimiro. Para escrever o clássico ensaio, Della Cava esteve em Juazeiro onde reuniu fotos, documentos da Diocese do Crato, relatos das pessoas que presenciaram o suposto milagre e depoimentos de estudiosos, religiosos e romeiros. A pesquisa, fruto do doutorado de Della Cava,

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foi lançada inicialmente em inglês no início da década de 1970, e depois, em 1977, teve sua primeira edição brasileira. O livro reconta “fenômeno” ocorrido em Juazeiro do Norte, em 19 de março de 1889. Naquele dia, Padre Cícero dava a comunhão aos fiéis, quando a hóstia dada à mulher chamada Maria de Araújo teria se transformado em sangue na boca dela. A história logo ganhou dimensão nacional. Defensor de um “milagre”, Padre Cícero foi denunciado pela Igreja como impostor, por temerosos coronéis e chefes políticos como perigoso agitador e aclamado pelas massas de sertanejos como santo injustiçado capaz de livrar os pobres e enfermos de suas aflições. Nos estudos do historiador norte-americano, a figura controversa de Cícero é humanizada. A partir de pesquisas aos baús que ocultavam a documentação da Igreja Católica sobre o fato e sem descartar a montanha de escritos dos seguidores do religioso, Della Cava apresenta a figura do padre. Buscando ainda conhecimentos de história econômica e política para reconstituir o período na cidade cearense.

Quatro netas, Camila, médica, como o avô, Heloisa, Nívea e Naila, que era o seu xodó “talvez por ser a caçula e bem extrovertida, ou por ser moreninha e afilada, era chamada carinhosamente de tipizeirinha”. O titulo de “Pai da Pobreza” não me agrada mas está em tudo que é jornal e blog. Ele já encontrou a pobreza em Acopiara, legado do abandono e da miséria, presentes no Nordeste e no Ceará, não apenas pelas classes dominantes locais, aparentemente ricas, mas remediadas, mas pelas elites imperiais e republicanas que nos esqueceram nas horas mais difíceis. O poder do Rio de Janeiro chegava ao Ceará de navio e a Acopiara, em lombo de burro! Penso que “`Pai dos Pobres” lhe cairia melhor, pois, apesar de ser liberal não se deixou trair pelas vaidades e veleidades daqueles que no sertão sabendo assinar o nome e tendo conta em banco viram senhores feudais. Pelo contrário abriu o coração e estendeu a mão a seus conterrâneos , comportando-se como um igual e procurando desesperadamente, pelos meios democráticos, reduzir o infortúnio e a exclusão dos seus irmãos. Soube , por exemplo, usar os parcos recursos públicos que chegaram à Prefeitura em beneficio da sociedade, intervindo onde as coisas eram mais críticas, em educação, infraestrutura de estradas , saúde (vacinação) e água potável. Como disse seu filho, Adonias, na Câmara de Vereadores de Acopiara: “Dr. João como muitos cearenses que venceram na vida, veio da roça, filho de uma família de agricultores das Vilas de Isidoro e Tipis, zona rural de Acopiara. Era simples e tinha dentro dele um grande sonho e uma missão a cumprir: estudar, trabalhar e servir ao seu povo. Tudo isso alcançado, com muito sacrifício e perseverança. Sua história é uma verdadeira lição de vida”. JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor.

Hospital Metropolitano de Fortaleza terá 432 leitos e area de 37,3 m2 O edital de concorrência pública internacional de concessão administrativa para a construção, fornecimento de equipamentos, manutenção e gestão dos serviços não assistenciais do Hospital Regional Metropolitano do Ceará foi lançado em em 21.02 . A concessionária da Parceria Público-Privada (PPP) que administrará o HRM ficará responsável pela execução das obras de construção, em Maracanaú, na Região Metropolitana (RMF). O hospital terá área total construída de 37.389.22 metros quadrados e será composto por 14 pavimentos, sendo seis andares de internação. Com 432 leitos, o novo hospital atenderá toda a população da macrorregião de saúde de Fortaleza, no total de 4.827.595 habitantes. Com perfil de assistência em alta complexidade, HRM será um hospital geral de urgência e emergência com capacidade de realizar 37.080 internações nos seis andares de internação, por ano, e de 17.280 cirurgias. Será geral como o Hospital Geral de Fortaleza (HGF), da rede pública estadual, com assistência em diferentes especialistas, e também funcionará como referência em traumas, como o IJF, da rede pública municipal. O Hospital Regional Metropolitano é o quarto hospital do compromisso do governo Cid Gomes em ampliar e modernizar a rede de assistência à saúde.

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Pr Esp ojeto eci s ais

Minha família cresceu, Agora tenho dois netos; Jefferson e Jean Alex, Meus herdeiros prediletos. Imortal, agora sou eu, Considerando escritor. Escrevo tudo que quero, Com paciência e amor. Vivendo meus belos dias, Aposentado e contente. Ao lado de minha princesa, Sou feliz constantemente.

O MANTO DA BONECA Quando, falei com você, Brincalhona e sapeca, Era meiga e muito doce, Parecia uma boneca. A beleza de sua roupa, Causava admiração!... Era igual a pura louça, Trazida de outra nação. Enamorado fiquei, Já pensava em casamento. De mansinho a amei, Aguardando este evento. Enamorado fiquei, Já pensava em casamento. De mansinho a amei. Aguardando este evento. Nosso namoro arrojado, Virou um grande folguedo. E eu, seu bem amado, Agora conto-lhe o segredo. No porta- jóias ou escrínio, Aguardo com segurança. E eu, seu bem amado, Agora, conto-lhe o segredo. No porta-joias ou escrínio, Aguardo com segurança. Amá- la é meu fascínio, Nosso amor é aliança.

O MANTO DA INSPIRAÇÃO Conheci uma morena, A quem dei muito valor. Com carinho e muita luta, Conquistei o seu amor Um dia cheguei de longe, Vim certo para ficar.

Trabalhei com muito afinco, E logo quis me casar.

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Ela é tudo o que tenho, Minha vida sofrida. Companheira inseparável, Minha musa preferida. Hoje sou um vencedor, A ela muito agradeço. Amor, respeito e amizade; União, que não tem preço.

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Depois de tanto exaltá-la Confirmando a realeza, Minha boneca só fala; De amor, com gentileza. Esta lembrança de outrora, Fantasiosa e sadia. Vida plena... como aurora, Inundada de poesia.

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Fotos: Albino Oliveira

Momentos marcantes da vida do prof. Albery Mariano


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Leituras V

Visão de futuro

Chorões

Incluí em minha programação de fim de semana procurar informações sobre um filme que muito me impressionou tempos atrás. Não estava bem certo se o título era “No ano do 2020” ou “No mundo do 2020”, mas lembrava que o filme falava sobre superpopulação e escassez de alimentos no mundo. Eu havia visto esse filme no final dos anos 1970, quando tinha pouco mais de dez anos de idade e, não sei porque, mesmo tão jovem, preocupavam-me coisas como superpopulação, devastação de florestas, guerra nuclear… O cenário do filme, uma projeção do que poderia acontecer no ano de 2020, tratava exatamente disso. Em uma cena que nunca saiu da minha memória, havia uma multidão tentando comprar umas bolachas grandes – a principal fonte de alimento das pessoas – mas mesmo estas estavam em falta. De repente, apareciam uns veículos, meio caminhão, meio trator, que tiravam as pessoas das ruas com suas pás imensas. Pois bem. Pesquisando na Internet descobri que o título original do filme é “Soylent Green”, gravado em 1972 e lançado no Brasil como “No Mundo de 2020”. O personagem principal, interpretado por Charlton Heston, é o detetive policial Robert Thorn, que investiga o assassinato de um rico empresário, sócio das indústrias Soylent Corporation, a fábrica das bolachas que tanto me impressionaram, e que guardam um segredo a ser revelado no final do filme. Charlton Heston, interpretando o detetive policial Robert Thorn Continuei a pesquisa e acabei achando várias partes do filme postadas no YouTube. A cena das máquinas recolhendo a multidão deve ter sido marcante para outras pessoas, porque alguém postou um trecho só com ela: Em outro site, achei o filme inteiro, legendado, postado em duas partes (links no final). Enquanto revia aquela ficção, na qual se tenta retratar uma época que ainda não chegou, mas já está bem próxima, observei que não havia ali qualquer referência à telefonia celular, aos laptops, tablets, Internet ou um simples fax, hoje praticamente uma peça de museu. Em determinada cena, aparece o que seria um computador – ou computadores – uma imagem estranha para os dias de hoje: Também há um esboço do que parece ser um videogame, isso não ficou claro para mim: Mais adiante, aparece uma TV. Mas, comparada com os televisores de hoje, dá vontade até de rir: O fato é que o autor errou feio. Na forma e no conteúdo. Apesar de a superpopulação humana no planeta continuar sendo uma preocupação, Nova Iorque, que no filme estaria com quarenta milhões

Luiz Gonzaga Mota (*) Pedindo permissão ao Nirez, digno confrade do Instituto do Ceará, conhecedor do assunto, tomei a liberdade de fazer sucintamente algumas observações sobre as raízes da Música Popular Brasileira. Além de gostar, sou um curioso. Todos nós, principalmente, parte significativa dos nossos jovens precisa conhecer a origem da MPB, para elevar a autoestima e o sentimento de brasilidade. Dentre os vários gênios da nossa cultura musical, destacaria uma chorona e dois chorões, autores de belos ritmos como choro, polka, samba, valsa e marcha. Chiquinha Gonzaga(17/10/1847 - 28/02/1935) primeira maestrina do Brasil, sofreu preconceitos mas conseguiu superá-los em razão de sua forte personalidade e de sua dedicação à música. Participou da campanha abolicionista e da proclamação da República do Brasil. Dentre as dezenas de composições, destacam-se os choros Atraente e Corta-Jaca, bem como a belíssima e poética valsa Lua Branca. Ernesto Nazareth (20/03/1863 - 01/02/1934), principal nome do Tango Brasileiro, subgênero do choro, conforme Mário de Andrade: “compositor brasileiro dotado de uma extraordinária originalidade, porque transita com fôlego entre a música popular e erudita, fazendo-lhe, a ponte, a união, o enlace”. Ressalto: Apanhei-te Cavaquinho, Atlântico e Odeon. Mestre Pixinguinha(23/04/1897 - 17/02/1973), imortal como Chiquinha e Nazareth, fabuloso, perfeito influenciou os maiores nomes da MPB. Dentre muitas, três obras merecem destaque: Carinhoso, Rosa e Lamento. Buscando ajuda em Vinícius, digo: Saravá Chiquinha, Nazareth e Pixinguinha. Publicado em Opinião, Diário do Nordeste, 21.01.2014

Contas externas

Com os sinais de recuperação, apesar de lenta, das economias dos EUA e de alguns países da Europa, bem como com a manutenção de boas taxas de crescimento da China, a atenção dos formuladores da política econômica brasileira, em 2014, deve se voltar de forma significativa para o setor externo. Um possível bom desempenho das contas externas do Brasil - em razão da interdependência com outros indicadores como inflação, crescimento, taxas de juros e de câmbio, coeficientes IDH e GINI, por exemplo - pode permitir que se inicie um processo mais acentuado para obtenção de melhores níveis de desenvolvimento. É claro que a política econômica deve ser executada observando-se os índices em dosagens certas, como forma de evitar efeitos colaterais negativos. Dentro deste quadro de referência, para efeito de análise, entende-se por balanço de pagamentos o registro sistemático das transações entre os residentes e os não-residentes de um país durante um ano. De modo sucinto, a estrutura de um “BP” é a seguinte: a) transações correntes e b) movimento de capitais. A atenção das autoridades brasileiras, neste ano, deve-se concentrar com maior ênfase no saldo da balança comercial (transações correntes), assim como na captação de investimentos diretos (movimento de capitais). Para tanto, é fundamental esforço substancial para redução do custo Brasil e elevação da produtividade e da competitividade. Convém repetir, atenção para a “posologia econômica” correta. Por outro lado, vale destacar a importância da ida da presidente Dilma Rousseff ao fórum de “Davos”, no fim deste mês. Gonzaga Mota (Fortaleza) , professor e escritor, ex-deputado e ex-governador do Ceará . Publicado em Opinião, Diário do Nordeste, em 17.01.2014

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No mundo do 2020

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de habitantes, ainda não chegou a dez. Embora em algumas partes do mundo haja escassez de alimentos, nos países desenvolvidos a epidemia é de obesidade. E, convenhamos, pelo menos nesses países, as praças de alimentação dos shopping centers estão cheias de gente faminta, mas as pessoas não estão se acotovelando para adquirir os bolachões esquisitos da Soylent Corporation. O fast food pode não ser muito saudável, mas não se pode dizer que o sabor é ruim. Refletir sobre tudo isso me devolveu alguma esperança em relação à humanidade. O mundo em 2014 parece bem melhor do que o autor do filme, em 1972, imaginava que seria. A tecnologia avançou rápido, a medicina evoluiu muito, a produção de alimentos se reinventou para produzir mais com menos recursos naturais. Com isso, a profetizada escassez de alimentos não ocorreu, doenças foram extintas ou controladas e os seres humanos chegaram ao século XXI com uma vida mais longa. Não no planeta inteiro, é verdade, mas dá para perceber que o problema não é de falta de recursos, e sim da má distribuição deles. Também é verdade que temos outras preocupações, como o superaquecimento global e o esgotamento de fontes de água e de energia. Mas, pelo menos neste momento, quando mal acabei de ver o filme, tenho esperança de que nos próximos cinquenta anos essas preocupações sejam superadas, ainda que sejam substituídas por outras. Te m s i d o assim ao longo dos séculos. Problemas antigos são solucionados, enquanto problemas novos surgem para desafiar a nossa capacidade de adaptação. É assim que nós, seres humanos, temos evoluído. Indivíduos frágeis, espécie poderosa. Capazes de atos abomináveis em relação aos nossos semelhantes, despreparados para viver sem a colaboração uns dos outros. Em “Soylent Green” – ou “No Mundo do 2020” – mesmo o cenário caótico de um planeta degradado não foi capaz de impedir o florescimento do amor, tanto o sexual quanto o fraternal. Nisso o autor acertou. Chegamos ao século XXI com muitas transformações tecnológicas, socioeconômicas, políticas e comportamentais, mas o amor continua a nos caracterizar como seres humanos. No melhor sentido que se possa dar à palavra humanidade. Publicado por Publicado por Luiz Berto em CONTOS, CRÔNICAS E CORDÉIS - Marcos Mairton no blog Jornal da Besta Fubana. Marcos Mairton (Fortaleza) é juiz federal em Fortaleza.

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Leituras VI Américo Barreira: 100 anos de humanismo Gervásio de Paula (*) Há muitas teorias que tentam explicar a origem da humanidade. De onde viria essa energia que nos faz humanos. Alguns falam que isso remonta ao nascimento de um redentor, chamado Cristo, nos transformando em pessoas mais generosas, mais amorosas. Há, ainda, quem diga que tudo se explica pelo sistema nervoso central e suas ramificações. Outros afirmam que somos influenciados por astros e estrelas que nos acompanham ao longo da vida e nos tornamos o que somos a partir da posição que esses astros ocupam no cosmos. Eu pessoalmente, sou adepto do materialismo histórico, que afirma sermos frutos do contexto em que estamos inseridos e das pessoas com as quais cruzamos na nossa vida. Sou fruto dos muitos homens e das muitas mulheres que me atravessaram ao longo do caminho e do legado que eles me trouxeram. Muito do que sou e do que aprendi se deu no contato com essas pessoas e, sem dúvida, uma das mais emblemáticas é o querido Américo Barreira. Américo Barreira, um dos maiores municipalistas que esse Estado já teve, se vivo fosse, teria 100 anos. Ele tinha a sabedoria de quem nasce no frio da serra de Baturité, lugar onde o sopro desce gelado no espírito que verseja. Se apresentava porém com a garra do legítimo sertanejo, que sabe o que vale um pedaço de terra perdido nesse chão de meu Deus. Apesar de caboclo, sua verve intelectual e política se manifestou muito cedo, já escrevia aos 12 anos no jornalzinho, a Farpa, se solidarizando com professores que lutavam contra a ação maléfica dos coronéis no Estado. Aos 17, já discursava em praça pública contra o então presidente Washington Luis. A palavra o procurava, como diria Manoel de Barros. A luta o procurava. Foi estudante de Direito e colocou sua alma e seu verbo a serviço dos muitos. A serviço dos homens e das mulheres que pereciam da delicadeza e da justeza da vida. Só lhes restavam pessoas de grande humanidade como Américo para defender os povos do sertão da sanha dos coronéis. Américo foi eleito vereador e com sua eleição se inaugura um novo ciclo de municipalismo no Estado do Ceará. Américo funda a primeira Associação dos Municípios e ajuda a fundar o Partido Comunista. Experimenta a mão pesada da Ditadura Militar (1964-1985) e vive o encarceramento. Mas para homens inventores como Américo, não há cárcere que lhe aprisione o espírito. Suas palavras ecoavam nos que se mantinham nas ruas na luta por novos tempos e seu exemplo tirava o casulo das lagartas, como muitos de nós. Américo me deu asas e me fez político e humano, no mais essencial que essas duas palavras me podem cair. Político, por me fazer acreditar que é na polis, na cidade, no meio das ruas, com as multidões, que se faz história e que se rompe o ciclo vicioso das castas sobre os plebeus. Humano, porque apesar da dureza que o sertão se faz em nossa carne, apesar das rachaduras que o coração leva, ele me fez ver que a amorosidade é que constrói a vida e é na beleza dos que precisam de uma mão amiga é que um sujeito pode se orgulhar de suas memórias. Ele era um homem que não envelhecia, como ele mesmo dizia, tinha compromisso com o futuro. Manoel de Barros diz que é dois seres: o primeiro é fruto do amor de seus pais João e Alice; o segundo e letral, fruto de uma natureza que pensa por imagens. Eu me arriscaria a dizer que Américo seria não um, nem dois, mas três seres: o primeiro fruto do amor de seus pais, o segundo de natureza intelectual e o terceiro de natureza coração. Américo era, antes de tudo, um homem de grande coração. Tudo que aprendi sobre humanidade e de como deveríamos valorizar e cuidar das pessoas, devo a ele. (*) Gervásio de Paula (Fortaleza), jornalista

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Memória

A Saga de Euclides Pinto Martins que deu nome ao Aeroporto Internacional de Fortaleza

Quem pilotou o primeiro avião a cruzar o céu do Brasil vindo dos Estados Unidos?Foi um cearense chamado Euclides Pinto Martins, nascido em Camocim. Na verdade, ele era o co-piloto, mas lhe foi cedida a honra de assumir a nave no espaço aéreo brasileiro por seu colega o piloto Walter Hilton. A aeronave foi um hidroavião biplano do “The New York Word”!A viagem começou em 4/9 de 1922 e terminou a 8/2 de 1923. Durou cinco meses. A Vida Euclides Pinto Martins nasceu em Camocim, no Ceará, a 15/04/1892. Foi batizado três meses depois, 28/071892, em Macau, Rio Grande do Norte. Seu pai, Antônio Pinto Martins, natural de Mossoró, foi convidado para representar a Companhia de Salinas Mossoró Assú, em Macau. Sua mãe chamava-se Dona Maria Araújo do Carmo Martins Em 1897, começou a estudar na escola pública. Em 1890, seus pais se mudaram para Natal. Continuou seus estudos primários no Colégio Americano, conhecido como Colégio das Capas Verdes. Em 1903, se transferiu para o Colégio Atheneu Norte Rio Grandense e, paralelamente, ingressou num curso noturno de náutica. Em 1907, embarcou no navio “Maranhão” . Em 1908 foi ser segundo piloto do navio “Pará”. Infelizmente, um acidente interrompeu sua carreira naval. Em 1909, seu pai mandou-o para os Estados Unidos com US$300,00 e uma recomendação para que uma empresa de amigos lhe repassasse uma certa quantia mensal para sua manutenção. Euclides não perdeu tempo, matriculou-se no “Drexell Institute” na Filadélfia . Em 1912, se formou em Engenharia Mecânica. Além de estudar, trabalhava como estagiário na “Baldwin Locomotive”, uma fábrica de vagões. Ali, se casou com a Srta. Gertrudes Mc Mullan. No IFOCS Em 1911, voltou ao Brasil no navio “Booth Line” desembarcando em Fortaleza. Convidado por seu pai, viajou para Natal, passou a trabalhar como engenheiro na “Inspetoria Federal de Obras Contra a Seca-IFOCS” e na Estrada de Ferro. Como seu pai era maçom, acompanhou-o e ingressou na loja maçônica 21. Em 1914, nasceu em Natal, sua primeira filha: Ceres, que viria a morrer, tragicamente, aos 31 anos num acidente de avião em Porto Rico, com seu marido. Em 1917, se mudou para o Recife onde viveu por dois anos. Em 1918, faleceu Gertrudes e Euclides, muito sentido, retornou aos Estados Unidos. Apesar da dor da perda, acalentava o desejo de uma grande aventura entre o Brasil e EUA. Procurou parcerias e acabou se associando a Ladislau do Rego, que juntos, compraram um navio com a idéia de criar, no Brasil, uma companhia de navegação de cabotagem. O plano falhou. Euclides não esmoreceu. Casou-se então com outra americana, Adelaide Sulivan, advogada e 12 anos mais velha , que em 1920, uma filha: Adelaide Lillian. O Avião Euclides colocou seu foco na aviação que se desenvolvia de forma espetacular por causa da guerra. Entrou num curso de aviação e conseguiu o “brevet” de piloto em 1921. Conheceu então um veterano na área: Walter Hilton, instrutor de vôo na Flórida. Confidenciou a ele um velho sonho: Atravessar o Atlântico numa viagem de avião Nova Iorque-Rio de Janeiro. Conseguiram um banqueiro, Andrew Smith Jr.para financiar o projeto. Assim, contrataram da Fábrica Curtis um hidroavião biplano com 28 metros de envergadura e dois motores “Liberty” de 400 hp, cada, pesando oito mil quilos! Batizaram o avião de “Sampaio Corrêa” em homenagem ao Senador e Presidente do Aeroclube do Rio de Janeiro. Tudo pronto, A tripulação: Piloto -Walter Hinton, co-piloto Pinto Martins, mecânico de bordo - Jonh Edward Wilshusen da Fábrica Curtiss e para retratar a travessia George Thomas Bye, jornalista do “New York Word” e o cinegrafista John Thomas Baltzel da Pathé News A Viagem Em 16/08/1922 ao colocar o avião no Rio Hudson, houve uma pequena avaria na asa esquerda, e no dia seguinte, decolou do

estuário do Hudson, aplaudidos por milhares de pessoas! “ Neste mesmo dia, o avião foi obrigado a pousar em Nanten, por causa de um forte temporal. Pernoitaram ali, e decolaram em 18/08 com destino a Southport, onde chegaram em 19/08. Prosseguiram viagem e em 20/08 chegaram a Charlston e a West Palm Beach. Partiram dia 21/08 e amerissaram em Nassau, Bahamas, e antes de pousar em Porto Príncipe no Haiti. Foram surpreendidos por forte borrasca, perderam altitude e caíram no mar, ao leste de Cuba. Foram socorridos pela Canhoneira da Marinha Americana “Denver”. Foram feitas tentativas, em vão, de rebocar o “Sampaio Corrêa” que acabou indo para o fundo do mar. Os náufragos foram levados para a Base Naval de Guantânamo, em Cuba”. Pinto Martins e seus amigos acabaram conseguindo que o Jornal “The New York Word” lhes dessem um outro avião com seis anos de uso. Graças a esta doação, em 04/09 em São Petersburgo, na Flórida; receberam a nave e batizaram-na de Sampaio Corrêa II. Decolaram da Flórida, pousando em Porto Príncipe no Haiti em 07/09. Ali, com problemas no sistema de refrigeração ficaram 30 dias parados, até que peças de reposição chegassem de navio. Em 7/10, decolaram para São Domingos, República Dominicana, onde pernoitaram, seguindo para Porto Rico. Alcançaram Guadalupe e partiram para Martinica onde pousaram em 12/10. Chegaram em Port Spain, Trindad e Tobago, em 15/10. Ali, perderam mais 30 dias com troca de hélices e outros consertos. Em 21/11 decolaram para Georgetown na Guiana Inglesa, dali para Paramaribo, Guiana Holandesa, Caiena , Guiana Francesa e, finalmente em 1º /12, pousaram no Brasil, no Pará, no Rio Cunani, na foz do Rio Amazonas. Prosseguiram para a Ilha de Maracá, Belém, e Bragança onde obrigados por um temporal pousaram no Rio Caeté. Passaram três dias em Bragança, seguindo viagem para São Luis.Em 14/12, o Sampaio Correia alcançaram São Luis onde ficaram até dia 19/12. Em 19/12 pousaram em Camocim, terra natal de Pinto Martins. Depois das homenagens, partiram para Aracati, sem pousar em Fortaleza por dificuldades . Pernoitaram em Aracati e voaram para Natal onde dormiram e decolaram direção ao sul. Mal viajaram 50 milhas quando o motor falhou. Consertos n a Baia Formosa foram para Cabedelo, com nova pane. A viagem quase terminou por ali, não fosse o Comandante da Aviação Naval, Capitão de Mar e Guerra, Protógenes Guimarães que, vendo a situação desesperadora dos viajantes doou-lhes um novo motor. O futuro mostraria que este Comandante teria pela frente uma bela carreira e chegaria a ser Ministro da Marinha. Com motor novo, decolaram de Cabedelo e pousaram m no Recife, em ritmo de festas. Euclides, no Recife, abraçou seu pai e suas duas irmãs, Abgail e Carmen. Do Recife , seguiram para Maceió, chegaram a Salvador, onde as festas e homenagens foram muitas. Em 04/02, pousaram em Porto Seguro . Após reabastecer o avião e tendo tido uma noite tranqüila, partiram para Vitória, no Espírito Santo. Em 07/02, chegaram a Cabo Frio , onde pernoitaram. Em 08/02, voaram sobre Araruama, Saquarema, Maricá e NIteroi, sendo que às 11:32 horas o avião é avistado sobrevoando a Baía da Guanabara! Ao pousar foram recebidos na lancha “Independência” da Marinha . Sua Morte Euclides Pinto Martins enfrentou muitas dificuldades Após o “Raid”, a fama e a glória, ele sentiu o peso de ser um homem comum e com pouco dinheiro. Sua mulher se recusava a morar no Brasil e entrara com a ação e divórcio. Estava sendo pressionado para pagar o dívidas de U$19.000,00. Em 12/04/1924, Pinto Martins foi encontrado morto em seu quarto com um tiro na cabeça vitimado talvez por uma crise de depressão. Nada mais se sabe a respeito de sua morte dada oficialmente como suicídio. Palavras de seu pai: “Está provado que ele chegou a este estado de desespero levado por privações muito cruéis... Sua morte foi conseqüência da dignidade e altivez de seu caráter. ..” (Texto da “Revista Semana” , do Rio de Janeiro, editado pela equipe do Ceará em Brasília):

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Adutoras emergenciais: Cid Gomes se reuniu com ministros

O governador Cid Gomes se reuniu em 19.02, em Brasília, com a ministra do Planejamento, Mirian Belchior. Na pauta da reunião estava a construção de novas adutoras de montagem rápida em cidades do Interior do Ceará que sofrem com os efeitos da estiagem. Serão 406.276 m de adutoras para atender as 11 cidades: Canindé, Caridade, Crateús, Nova Russas, Tauá, Caririaçu, Irauçuba, Alcântaras, Quiterianópolis, Potiretama e Maranguape. O investimento será de R$154.244.570,31. O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, e o Chefe de Gabinete do Governador, Danilo Serpa, estiveram presentes. Na audiência com a Ministra, o governador Cid Gomes apresentou as adutoras de montagem rápida que demandam menos tempo para o início de funcionamento e menos estrutura de pessoal para ser viabilizadas. Durante a audiência, o Governador ressaltou a expertise do Estado contratar, executar e colocar pra funcionar essas adutoras. “Nós estamos com três anos de invernos muito abai-

xo da média regular. O grande problema é que tendo 30% da capacidade de acumulação em açudes públicos, monitorados pela Cogerh, essa distribuição não é igual, tem região no Ceará que está com 40% das reservas, e tem região que está com menos de 5%, que é o caso da Região do Sertão de Crateús e do Alto Jaguaribe. As sedes desses municípios vão demandar ações urgentes para garantir o abastecimento de água para sua população urbana. Então, nós encontramos uma tecnologia que chama essas adutoras de montagem rápida, que foi uma tecnologia usada pelo exército americano o Iraque por exemplo, que usa uma liga de aço importada, aço cortén, e com uma tecnologia de engate rápido, nós conseguimos fazer, cada equipe, 300 metros em um dia. A Ministra se sensibilizou muito, ficou de analisar algumas questões e me dará um posicionamento. Agora isso obviamente já me coloca numa situação de encomendar a importação desses materiais para que efetivamente a gente assegure à população desses municípios água para suas necessidades”, explicou o Governador.

Infraero engana Juazeiro e só pensa em “puxadim” Esta semana o Deputado Arnon Bezerra, o Prefeito de Juazeiro do Norte Raimundo Macedo e o Coordenador de Turismo Roberto Celestino foram recebidos em Audiência pelo Presidente da INFRAERO Gustavo do Valle que se fez acompanhar dos Diretores Jurídicos Francisco Siqueira e o Financeiro. O assunto principal foi a ação desapropriatória dos 486.000 m² de área a serem incorporadas ao sítio aeroportuário. Todo o Plano Diretor do Aeroporto em aprovação na ANAC depende da incorporação desta área para a construção do futuro Terminal de Passageiros TPS, Terminal de Cargas TECA, estacionamento de veículos, locadoras de veículos, teste de motores, pátio de estacionamento de aeronaves. O Diretor Jurídico deu a informação de que neste ano já está prevista a construção da Torre de Controle do Aeroporto nesta nova área. Ocorre que a verba de R$ 15,8 milhões de reais que a INRAERO dispunha no orçamento de 2013 para a desapropriação da área foi contingenciada no final do ano pelo Ministério do Planejamento e não foi empenhada. No início deste exercício de 2014 a INFRAERO encaminhou via Secretaria de Aviação Civil ao Ministério do Planejamento solicitação de aporte de R$ 415 milhões do PAC, dentro dos quais está os R$ 15,8 milhões para a desapropriação para o Aeroporto do Cariri.

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Energia que faz parte da nossa vida.

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Ceará é o quarto estado do Brasil com maior investimento público O Ceará é o quarto Estado do Brasil no ranking de investimentos públicos, com um montante de R$ 13,083 bilhões, atrás somente de São Paulo, com R$ 58,263 bilhões; Minas gerais, com R$ 28,097 bilhões, e Rio de Janeiro, com R$ 23,650 bilhões, no período 2007/2012. Proporcionalmente, o investimento acumulado no período (receita corrente líquida - RCL) coloca o Ceará na segunda posição dentre os 26 estados brasileiros e mais o Distrito Federal, com índice de 0,21%, superado apenas pelo Acre, com 0,29%. E quanto maior for essa relação, maior será a capacidade que o Estado possui de investir proporcional ao seu nível de recursos próprios representados pela sua receita corrente líquida. O Ceará apresenta uma relação bem maior do que o Nordeste, que tem 0,12%, bem como em relação as demais regiões. Aliás, é maior que a verificado no Brasil, que ficou em 0,10%. Grande parte dos investimentos apresentados pelo Ceará somente foi possível pela expansão verificada na arrecadação do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias (ICMS), que foi de 7,12% (média anual) no período 2007/2012, resultado superior aos anos de 2002/2006, que

ficou em 3,32%. Os números são do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, e estão no Enfoque Econômico nº 102: O Desempenho do Investimento Público do Ceará, 2007 – 2012, uma análise comparativa entre os Estados. O trabalho tem como base os dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) – valores a preços de 2012. O resultado apresentado pelo Ceará no ranking de investimentos públicos, bem como no acumulado/ RCL, é, de acordo com o diretor Geral do Ipece, professor Flávio Ataliba, fruto de várias ações do Governo do Estado, principalmente no âmbito da organização e planejamento da gestão pública. “O acompanhamento realizado por intermédio do MAPP (Monitoramento de Ações e Projetos Prioritários), ação inovadora implementada pelo governo de Cid Gomes, foi e é de fundamental importância para a concretização do planejamento realizado e deveria ser incorporada como uma política de estado para os próximos governos” – frisa.

Estado negocia junto ao BID mais três policlínicas e hospital regional Com o encerramento da primeira fase do Programa de Expansão e Melhoria da Assistência Especializada à Saúde (Proexmaes) em dezembro deste ano, o Governo do Estado, por meio da Secretaria da Saúde do Estado, inicio, conversações com a missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que vai elaborar o Perfil do Programa (PP) em sua segunda fase, operação de empréstimo estimada em 185 milhões de dólares. Os investimentos previstos no Proexmaes II incluem o Hospital Regional do Maciço de Baturité, duas policlínicas tipo I, em Ipu e Aquiraz, uma policlínica tipo II no Crato, implantação da Central de Laudos, renovação do parque tecnológico de informática, incorporação de comunicação a distância e melhoria da infraestrutura da Sesa e das Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES). Integrante da missão do BID, a técnica Márcia Rocha estima para outubro ou novembro a aprovação final do empréstimo, depois de vencidas todas as etapas de tramitação do projeto. Ela adiantou, porém, que o Estado pode iniciar a execução efetiva do projeto logo após a aprovação do Perfil do Programa pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex), com a utilização da contrapartida estadual e a antecipação de investimentos, que serão ressarcidos pela operação. “O prazo para

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a aprovação do Perfil do Programa é de semanas”, informou a técnica do BID. Depois da aprovação do Perfil do Programa, será elaborada a Proposta Operativa de Desenvolvimento (POD) para o início das negociações entre o BID e os governos federal e estadual, aprovação do empréstimo pela Assembleia Legislativa e pelo Senado Federal e, por fim, aprovação no Diretório Executivo do banco. Com 99,32% dos recursos executados, da dotação inicial de R$ 523 milhões do BID e do Tesouro estadual, a primeira fase do Proexmaes, de 2009 a 2014, previa a construção de dois hospitais regionais (Hospital Regional do Cariri, em Juazeiro do Norte, e Hospital Regional Norte, em Sobral), 16 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs), 12 policlínicas tipo I e nove policlínicas tipo II. Na reunião com técnicos e gestores da Sesa, a missão do BID conheceu os resultados dos 16 CEOs, 11 policlínicas tipo I e seis policlínicas tipo II inaugurada. Nos CEOs, o total de atendimentos foi de 28.439 em 2010, 74.092 em 2011, 114.722 em 2012 e 111.416 em 2013, até o mês de setembro. Nas policlínicas regionais, o total de consultas especializadas foi de 10.264 em 2011, 44.539 em 2012 e 98.534 no ano passado. Os exames especializados somaram 8.128 em 2011, 39.904 em 2012 e 85.318 em 2013.

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Página da Mulher Regina Stella Quintas (*) Embora não passasse de uma irrealizável possibilidade, de uma fantasia, de uma proposta que nascera num instante de exaltação, se revestia de gravidade a escolha, porque encerrava, na verdade, uma definição. A conversa corria leve, solta, ao sabor de uma tarde de sábado, entre amigos de longa data. A proposta brotou, inusitada, quando Rachmaninoff mandava a sua mensagem apaixonada, numa sinfonia linda, e, sem perceber, fomos todos envolvidos. “- Façamos de conta, eu propus, que cada um, à sua vez, dará uma festa. Uma comemoração por demais grata, e tão pessoal, que dela participação apenas os eleitos do coração, aqueles que por opção afetiva, apontamos e chamamos amigos e, com sua presença o sorriso aflora, e há luz e alegria. Além dessa oportunidade, sem nenhuma preocupação senão a de reunir amigos, a vida lhe preparou uma surpresa. Generosamente vai oferecer, como presente, a possibilidade de você receber na sua casa, àquela noite, dez personalidades famosas, ainda vivas ou mortas, às quais você se liga por uma admiração sempre crescente, por uma afinidade de pensamentos, pelo ideal que o animou, pelo que foi, pelo que realizou. “-Silêncio!”, eu pedi, ante o burburinho e a curiosidade de cada um pela escolha do outro. E cada qual se aquietou, grave e circunspecto, como se houvesse realmente aquela possibilidade

Bar dos Cunhados Pedro Prado e Paulo Prado Donos (Hidrolândia). Garçons: Raimundo Vieira (Viçosa do Ceará), Edmilson Bezerra, (Poranga), Johnson de Souza e Raimundo Pacheco (Santa Quitéria). CLN 115 BL B lj 21- Asa Norte 70772-520 - Tel, (61) 3274-7805. Coco Bambu – Frutos do Mar Gerente Geral Eilson Studart (Fortaleza) - SCES Trecho 02, Conjunto 36, Parte CÍcone Parque/ 70200-002 Tel. 3224-5585 BrasíliaShoping SCN Qd 05 BL.A , 70715-900 Tel. 3038-1818 Baby BeefRubaiyat - Brasília Maitres: Jopé Itamar Ferreira Gomes (Acaraú) , Silva (Ubajara) e Manoel Adilson Rodrigues (Jijoca), Garçons: Luis Neto Alves Sobrinho (Acopiara) e Antenor Neto Rodriges (Ibiapina), bar-men: Doniseti Ferreira Chaves (Ibiapina), Hernandes Freitas (Jijoca) e Gleison Ferreira da Silva (São Benedito), Recepcionista Viviane Bezerra da Silva (Ipueiras). SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 1, lote 1 A - Asa Sul - Tel. 61. 3443.5000

O undécimo convidado e não passasse de mera fantasia a presença de gênios, artistas, filósofos, numa festa que prometia ser fantástica! Acentuei a importância da escolha, da oportunidade, de poderem convidar dez pessoas, enquanto outros que tinham deixado profundas marcas, ficariam de fora, sem poder entrar e participar da festa! Ali iam desfilar, na lista de cada um, dentro da preferência e inclinação, aqueles que eles questionavam a ação, as idéias, os conceitos, e com quem poderiam estar toda uma noite, entender-lhes o ponto de vista, auscultar-lhes o sentimento, seguir-lhes a linha do pensamento. Abertas de par em par, em imaginação, as portas do jornalista, ali presente, entraram ante a expectativa de todos os presentes, Beethoven, Cristo, Paulo, o apóstolo, Einstein, Leonardo da Vinci, Werner von Braun, Van Gogh, Rachmaninoff, Kennedy, Tagore. Fascinante experiência, de uns e outros poder captar a chama que lhes incendiou o coração e conhecer-lhes a profundidade do espírito. Na festa do arquiteto, Le Corbusier estaria com Einstein e Picasso, frente a Hegel e Gauguin. O universitário não compreenderia o sentido do encontro, se não estivessem presentes, na sua festa, além de Beethoven, Marx, Leão XIII, Mao Tse Tung, Lenin, Touro Sentado e Pixinguinha. Para a menina-mulher, promessa de profícua caminhada, entre os convidados se encontravam Nureiev, Nijinsky, Ana Pavlova e Freud. Como uma

constante, em quase todas as listas, dois convidados estiveram presentes, para minha alegria interior. De toda a ciência e de toda a filosofia, o maior deles, Cristo, e Beethoven. Pela escolha de cada um descobri a profundidade do espírito, o sentido da vida, o caminho que palmilhavam. Grande foi a minha dificuldade em ditar a lista dos meus convidados, tantos insistiam em chegar, cientes da preferência e da opção declarada que lhes faço, sem guardar segredo. Dentre uma centena, impossível eleger dez! Mas ante a exigência da proposta feita a todos, rendi-me. Apertado o coração, tateando, fui excluindo uns, incluindo outros, mentalmente lhes pedindo perdão pela troca, quando me dava conta de alguns serem recusados. Doeu-me o coração porque não pude convidar Chopin! Nem Seriabini! E Rabindranath Tagore me olhou tristemente. Mas a lista, pronta, foi selada. E definitiva. Quando pela última vez reli, aceitando o veredictum, como um sino tocou dentro de mim, falta de alguém que eu esquecera, imperdoável memória! A porta estava aberta, e na minha festa, os meus dez eleitos acabavam de chegar. Corri, e rápida como o pensamente, sem que ninguém visse, abri as portas dos fundos para que ele entrasse e viesse à minha festa. E entrou o “Pequeno Príncipe”. Era o meu undécimo convidado. (*) Regina Stella Quintas (Fortaleza), jornalista e escritora

Os Cearenses na Cozinha de Brasília Dona Graça Maitre – Carlos Angelo Veras (Viçosa do Ceará) Vila Planalto, Acampamento Pacheco Fernandes Rua 07 casa15 Vila PlanaltoTel 3032 106270804-270 Beirute Sul Proprietário Francisco Martins (Ipu) SCLS109 Bloco”A” Loja 2/4 – Asa Sul /3244 1717 Beirute Norte Maitre Bartolomeu Martins (f.cearense, Brasília) Fred SCLS 405 Bloco “B” Loja 10 – Asa Sul/ 3443 1450 Gero Gerente Célio Freitas (Hidrolândia) - SHIN C04 Lote A Loja 22 Térreo Iguatemi - Tel. 3577 5522 / 8110 0209 Galeteria Beira Lago Proprietário João Miranda Lima (Ipueiras) - SCES Trecho. 02 conjunto 33, ao lado do PIER 213223 7700 Ki Filé Maitre – Maitre,Roberto Cavalcante (f.Cearense), Chefe de Cozinha, Raimundo Cavalcante (Sobral). Gerente Eduardo Vasconcelos (f.Cearense), garçons: Francisco Souza (Sobral) e Raimundo Mourão (Nova Russas), cozinheiros

Alessandro Loyola (Sobral) e Francisco Ferrreira (Granja) 405 Norte, bloco A - lojas 55/65/69 - (61)3274-6363 Libanus Proprietário Narciso Martins (Ipu) SCLS 206, Bloco “C”,loja 36 – Asa Sul / 3244 9795 Moranguim Chefe de Cozinha Francisco da Silva (Icó) SHIN QI2, Área Especial, Quiosque 14., Lago Norte/21947641 Em frente a loja do Pão de Açucar. Recanto do Norte Donos Eudes Braga Mesquita e Antonia (Toinha) Celeste Jorge Mesquita (Santa Quitéria) 409 Norte , Bloco B, Loja 65 – Tel 3271 8722 Taperas Restaurante Maitre – Francisco Tadeu de Oliveira (Iguatu) Sobreloja do Garvey Palace HotelTel 33 28 4265 Trindade Maitre Luciano Rodrigues (São Benedito) Chefe de Cozinha - Francisco Alves (Acaraú). SHCS Quadra 105, Bloco D Conjunto 35 0 AsaSul/Tel32424005 Verde Perto Proprietário Carlos Pontes (Nova Russas) - EPTG Chácara 56 sentido Taguatinga-Guará- 3567 8217

Mundo contempla ‘maremoto’ de câncer e custos fogem do controle, diz OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu nesta terça-feira que o mundo corre o risco de enfrentar um “maremoto” de casos de câncer nos próximos anos, e os gastos com o tratamento da doença estão ficando descontrolados em todo o mundo. Segundo o alerta da entidade, feito no Dia Mundial do Câncer, o número de casos da doença deve chegar a 24 milhões até 2035, mas metade deles pode ser prevenido. Para tanto, existe uma “necessidade real” de ampliar os esforços preventivos, combatendo tabagismo, a obesidade e o alcoolismo. No Brasil, um levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde e pelo Inca (Instituto Nacional do Câncer) no ano passado indica que haverá 576.580 casos diagnosticados apenas neste ano. O relatório prevê que os tipos com maior incidência serão o câncer de pele, de próstata e de mama. Um estudo divulgado em 2013 no periódico Lancet Oncology, previa um aumento de 38,1% nos casos de câncer no país ao longo desta década, passado de 366 mil casos em 2009 para mais de 500 mil em 2020.

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No mundo, estima-se que 14 milhões de pessoas sejam diagnosticadas todos os anos com câncer, segundo a OMS. A previsão é de que esse número aumente para 19 milhões em 2025 e 24 milhões em 2035, com os países emergentes concentrando os novos casos. Hábitos Em seu Relatório Mundial do Câncer 2014, a OMS diz que além da combinação de obesidade e sedentarismo, do álcool e do fumo, outros fatores associados ao câncer que poderiam ser prevenidos são: • A radiação (solar e de scanners médicos); • A poluição atmosférica; • Poluição atmosférica e outros fatores ambientais; • Adiar a gravidez para quando as mulheres têm mais idade, ter menos filhos e não amamentar.

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Para Chris Wild, diretor da agência internacional da OMS para a pesquisa sobre o câncer, disse que o “fardo global do câncer está se tornando mais pesado e mais evidente, principalmente devido ao envelhecimento e crescimento da população”. “Se verificarmos o custo de tratamento do câncer, ele está fugindo do controle até em países com renda alta. Prevenção é algo absolutamente crucial e vem sido um tanto negligenciada.” Brasil Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se que 576 mil brasileiros desenvolvam câncer em 2014, o mesmo número esperado para 2015. “O câncer de pele do tipo não melanoma (182 mil casos novos) será o mais incidente, seguido pelos tumores de próstata (69 mil) e mama feminina (57 mil)”, diz a nota. Os dados mostram, no entanto, uma redução na incidência dos casos novos de cânceres do colo do útero e de pulmão, de acordo com o Inca. Com a BBC Brasil

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Humor Negro e Branco Humor Nova redação para velhos ditados 01- “É dando que se ... engravida”. 02- “Quem ri por último... é retardado ou loira”. 03- “Alegria de pobre... é impossível”. 04- “Quem com ferro fere... não sabe como dói”. 05- “Em casa de ferreiro... só tem ferro”. 06- “Quem tem boca... fala pra caralho. Quem tem grana é que vai a Roma!” 07- “Gato escaldado... morre, porra!” 08- “Quem espera... fica de saco cheio.” 09- “Quando um não quer... o outro insiste.” 10- “Os últimos serão ... os desclassificados.” 11- “Há males que vêm para ... fuder com tudo mesmo!” (essa é ótima!!!) 12- “Se Maomé não vai à montanha... é porque ele se mandou pra praia.” 13- “A esperança... e a sogra são as últimas que morrem.” 14- “Quem dá aos pobres... cria o filho sozinha.” 15- “Depois da tempestade vem a ..... Enchente.” 16- “Devagar.... se demora chegar.” 17- “Antes tarde do que ... mais tarde.” 18- “Em terra de cego quem tem um olho é ... caolho.” 19- “Quem cedo madruga... fica com sono o dia inteiro.” 20- “Pau que nasce torto... urina no chão.” 21- “Mentira tem perna...curta, barba branca, língua presa e um dedo a menos.”

*As frases geniais e seus autores... “A minha esposa tem um bom físico.” Albert Einstein

“Nunca pude estudar Direito.” O Corcunda de Notre Dame “Nunca quis ser o primeiro.” João Paulo II

“O automóvel nunca substituirá o cavalo.” Uma Égua

“Disseram-me pra jogar junto à linha branca.” Maradona

“Tenho um nó na garganta.” Tiradentes

“Chega de humor negro!” Ku Klux Klan

“Gosto da humanidade.” Um Canibal

“Você é a única mulher da minha vida.” Adão

“O evento foi um estouro.” Bin Laden

“two beer ou not two beer. Lula na Inglaterra

Olha a confusão que a bolsa família está causando O Governo anunciou que as famílias que tivessem cinco filhos teriam R$1.500 por mês,de ajuda (Bolsa Família) para ajudar no sustento da família. Um homem tinha quatro filhos. Ao ouvir a notícia, imediatamente procurou sua esposa e disse: “Amor, eu devo admitir, ... eu tenho um filho com minha amante e eu vou trazê-lo para nós”. Ela olhou para ele, chocada, mas ele não podia esperar e saiu correndo para ir buscar o filho bastardo. Quando voltou, ficou surpreso ao ver apenas dois de seus filhos e perguntou à sua esposa: “Querida, onde estão nossos outros dois filhos?” Ela respondeu: “Você não foi a única pessoa que ouviu o anúncio... o pai deles veio buscá-los.”

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Várzea alegre

Colecionador possui mais de três mil marcas de cachaça

Várzea Alegre. Depois de receber um litro de aguar- “Tentadora”, fabricada em 1945, na Fazenda Santa dente de presente de um amigo, em 1998, o empresário Terezinha, na cidade de Altos, Piauí. Há aquelas que Dakson Aquino teve a ideia de começar um hobby que são raridades. A caninha “Pelé”, que era fabricada em é praticado por milhares de pessoas em todo o mundo: Sorocaba, interior de São Paulo, é um exemplo. Estimacolecionar. Hoje, a coleção de cachaça reúne três mil e -se que só há seis exemplares no Brasil. Em 1958, depois 200 exemplares de rótulos diferentes e é uma das maio- do Brasil tornar-se campeão do mundo na Suécia, o res do Nordeste. A cada mês, aumenta a quantidade de jovem atleta preferiu não ver a sua imagem associada garrafas adquiridas no Brasil e do exterior. à bebida alcoólica. “Comprou a produção e destruiu as Determinado, Dakson Aquino não pretende encerrar garrafas”, contou Aquino. a coleção. Duas estantes instaladas na sala de visita da Na estante, o colecionador mantém duas garrafas de casa há tempo estão lotadas de garrafas de cachaça. aguardente “Ypióca”. “São peças raras porque são garOutros exemplares são guardados em caixas em um rafas antigas, de 600ml, e não de litro”, explica. Outra depósito improvisado. É preciso paciência para limpar, raridade é uma garrafa de Cachaça Havana, produzida conservar e arrumar os litros. Isso, o em Salina, Minas Gerais. Após uma colecionador tem de sobra, pois não querela judicial internacional, houve lhe faltam gosto e zelo pelo que faz. decisão de impedimento de uso do “O segredo é persistência e paixão”, nome comercial. O fabricante manteensina. ve a mesmas cores e designer do róA garrafa de cachaça dada de pretulo, mas com novo nome - “Cachaça sente pelo amigo tinha um caráter de Anísio Santiago”, a antiga Havana, se gozação. “Eu não bebo e o presente tornou um mito. É apontada como a foi para me provocar, foi uma brincamais cara do Brasil. deira”, relembra Aquino. “Guardei a O empresário já começa a achar a casa pequena A cada dia, Aquino tem o desafio para toda a coleção garrafa e dias depois me veio a ideia de ampliar a coleção, adquirindo ou de fazer um barzinho e comprar outras bebidas para recebendo de brinde, novos exemplares. “Isso é o que servir às visitas”, lembra. move o colecionador”, explica. “Os amigos viajam e O bar foi encomendado a um marceneiro da cidade trazem novos itens de diversas cidades do Brasil e de e, meses depois, Aquino teve outra ideia que se tornou outros países e faço compras pela Internet”. uma fixação: iniciar a coleção de garrafas de cachaça. Em casa, o colecionador tem o apoio integral da “Comecei a pesquisar na Internet, conversar com outros esposa, Wandernaid Freire Aquino. “Ajudo no serviço colecionadores e adquirir publicações afins”, disse. de limpeza e arrumação”, contou. “O nosso projeto é “Tomei gosto e tornou-se um hobby”. construir um espaço fora de casa, de visitação, degusColeção tação e venda de cachaças alheias à coleção”, revelou. Além de cachaças fabricadas no Brasil, a coleção “Em breve, queremos fazer isso, porque o espaço em reúne produção oriunda de Portugal, Uruguai, Paraguai casa ficou pequeno”. e Venezuela. O exemplar mais antigo é a aguardente Honório Barbosa, Repórter Diário do Nordeste Foto: Honório Barbosa

Leituras VIII

Casa do Ceará espera distribuir 900 agasalhos para famílias carentes em 10 de maio na sua sede.

Casa do Ceará está mobilizada para realizar em 10 maio, na sua sede social da 909/910 Norte uma nova Campanha do Agasalho, que distribuirá às famílias carentes agasalhos para que possam superar o frio do inverno. O evento – que consta do Calendário da Casa para 2014 - tem o apoio da Associação dos que Querem Bem a Sobral e ao Distrito Federal-AQQB. “Vamos demonstrar a mesma solidariedade que nos permitiu distribuir 900 cestas básicas no último Natal, contando com o indispensável apoio da comunidade de Brasília e cearenses convocados pela Casa”, disse o presidente da Casa, Osmar Alves de Melo. Para isso disponibilizamos vários pontos para que as pessoas possam fazer suas doações de agasalhos”. A Casa do Ceará quer ajudar quem precisa. A sua Diretoria de Assistência Social deverá procurar os centros sociais das cidades satélites do Distrito Federal para seleção das pessoas que deverão ser atendidas. “A Casa quer chegar aos mais carentes e necessitados que enfrentam dificuldades para se agasalhar e agasalhar suas famílias na temporada de frio”. Osmar disse que espera a adesão dos empresários e dos cearenses para que possam ser recolhidos pelo menos 900 agasalhos. Assinalou que algumas instituições já manifestaram disposição em doar boas quantidades de agasalhos. O presidente da AQQB, Antonio Carlos Aguiar, por sua vez, observou que a Associação que reúne cerca de 2000

sobralenses de Brasília, a exemplo do que fez na distribuição das cestas básicas, em dezembro de 2013, deverá se empenhar para obter doações de agasalhos e, no dia 10 de maio, uma grande equipe de dirigentes da AQQB estará na Casa para colaborar na distribuição dos agasalhos A Casa está divulgando os pontos de recepção dos agasalhos e que são os seguintes: Casa do Ceará - SGAN 910, conjunto F/G - FONE: 3533-3819/3822 Lojas KSA - SDE, Quadra 01, conjunto D, lote 1014-M Norte-Brasília – DF – Fone: 3372-1400 CNJ 4 - Bloco A – lojas 03 a 08 L-Norte – Taguatinga – DF - Fone: 3475-1400 Drogaria Messias (05 lojas) em Ceilândia EQNO 4/6 Conj. B Lote 58 Fone 3374-1580 / EQNO 1/3 Bloco D Lojas 5/6 Fone 3375-1100 / EQNM 34 Bloco D Loja 5 Fone 3581-2850 / EQNP 16/20 Bloco F Lojas 1/2 Fone 3551-6008 Em Vicente Pires - Drogaria Messias - Rua 12 Chácara 320 Fone 33812623 Lojas Só Reparos SIA Trecho I – fone 3365-5700 / SCLN 404 – Bloco A – loja 02 – fone: 3424-8000 / SCS 510 – Bloco C – loja 71 – Fone: 3214-3999 Supermercado Volte Sempre – QNP 24 conjunto T, lote 04/06 – fone: 3376-309 Informações: Antonia, Casa do Ceará, 3335 3800.

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Casa do Ceará divulga a dimensão de seu trabalho social com 32.031 pessoas atendidas nas suas Policlínica e Odontoclínica e 5.772 atendidos gratuitos. Na assembléia geral da Casa do Ceará, realizada em 22.03, o presidente da Casa, Osmar Alves de Melo, apresentou um balanço das ações sociais da Casa, em 2013, quando foram realizados 32.031 atendimentos na Policlínica e na Odontoclínica, mediante cobrança simbólica para auxilio às obras sociais, e realizados 5.722 atendimentos gratuitos e efetuadas 2.978 doações de cestas básicas, consultas médicas, tratamentos odontológicos e exames laboratoriais e complementares no valor de R$ 190,0 mil. Pelos cursos profissionalizantes passaram 551 pessoas. “Os dados que divulgamos comprovam que a Casa do Ceará em Brasília presta inestimáveis serviços à comunidade de Brasília, seja a de media e baixa renda, como a população carente, cumprindo fielmente a finalidade de seus criadores”, disse Osmar, salientando que todo o esforço de assistência social é promovido com recursos próprios, de pessoas e empresas privadas, inexistindo qualquer participação de recursos públicos, sejam da União, do Ceará e do Distrito Federal”., Números de atendimentos da Casa do Ceará em 2014. Atendimentos Realizados no Departamento de Saúde em 2013 (Mediante cobrança simbólica para auxílio as obras sociais) Modalidade de Atendimento Tratamento Odontológico Consulta Médica Eletrocardiogramas Exame de Curva Tono métrica TOTAL

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Atendimentos 16.445 14.998 523 55 32.031

Departamento de Educação 551 matrículas

Doações por Resultado Financeiro

Atendimentos gratuitos concretizados no Ano de 2012 X 2013 Modalidade de Atendimento Consulta Médica Óculos de Grau Auxílio Financeiro Tratamento Odontológico Cestas Básicas Medicamentos Prótese Dentária Bolsas de Cursos e Atividades Terapêuticas Exames Laboratoriais Massagem relaxante Manicure e pedicure Design de sobrancelha Subtotal Corte de cabelo Escova TOTAL

atendimentos 2.313 156 09 705 900 02 16 * 107 12 31 25 19 4.295 1.402 25 5.722

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Receita Operacional Bruta Pronac (Convenio com o Ministério da Cultura) 20% de receita operacional bruta Doações Gratuidades

R$ 2.217.052,05 R$ 220.000,00 R$ 443.410,41 R$ 190.067,25 R$ 272.622,00

Doações e Gratuidades. Os usuários da assistência social têm isenção total dos serviços prestados pela instituição, como determina a legislação pertinente às instituições assistenciais. Assim, foram feitos donativos a pessoas necessitadas da ordem de 20,8% da Receita Operacional Bruta. Somadas às despesas filantrópicas (gratuidades – anexo, consultas médicas, tratamento odontológico, auxílio financeiro, medicamentos, exames laboratoriais) da ordem de R$ 190.067,25 as doações foram feitas por meio de encaminhamentos do serviço social da casa aos parceiros que atuam na instituição (cortes de cabelo, bolsas de estudo, prótese dentária, óculos de grau, prótese dentária e residentes no Abrigo), no valor de R$ 272.622,00. O total de doações e gratuidades referentes ao exercício de 2013 somam o valor R$ 462.68925, cujos documentos comprobatórios são arquivados no Departamento de Serviço Social.

Ceará em Brasília


Jornal mar2014