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Edi t o r i a l

A morte de Belchior enlutou a alma cearense e ampliou o universo de indagações sobre o que lhe teria acontecido para que tomasse a decisão de sair de cena antes da hora. Belchior , com Fagner, Ednardo, Amelinha, Fausto Nilo, são ícones de uma geração que tem muito mais gente, como os músicos Manassés e Nonato Luis e o sanfoneiro Waldonys. Foi brilhante enquanto teve fôlego e saco para suportar a “pressão da mídia”, o brilho dos palcos, dos aplausos, dos autógrafos, das perseguições das fás, e das cobranças, inclusive de dividas, etc. Teve muita disposição para disputar seu espaço e conquistou um baita lugar entre os músicos de sua geração pela letra e melodia de suas composições e seu vozeirão singular, grave e vibrante. Mas no auge da fama e da popularidade, levou um tombo e não se levantou mais. A entrevista com Sônia Bridi, da Globo, no Uruguai, aquando revelou que estava traduzindo suas canções para o espanhol ou que estava traduzindo para o português a Divina Comédia, de Dante, soou mal. Seu encontro com a morte em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, em casa emprestada por amigos, também não soou bem. Aumentou, isto sim, em todos nós, cearenses ou não, a desconfiança que tínhamos de que Belchior não estava bem. E não estava desde que seu carro foi encontrado no estacionamento do Aeroporto de Congonhas, abandonado e cheio de papeis. Dizem que não suportou o peso das dividas e o dinheiro escasso. Não se administrou. Há entre nós, os de sua geração e dos outras gerações, um sentimento de perda de um extraordinário talento que “rebolou no mato” o seu futuro e que guardou consigo o seu passado. Só que o passado dele também é nosso. Encheu nossas vidas de sonhos e esperanças que “vão conosco à frente”. Inácio de Almeida (Baturité) Diretor

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): Estênio Campelo Bezerra (Crateús) 1º vice; Adirson Vasconcellos (Santana do Avcaraú), 2º vice; Luis Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), Administração e Finanças; Maria Madalena da Silva Carneiro (Garanhuns/PE) Vicente Magalhães (Aurora), diretor de Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Carlos Euler Currlin Perpétuo (Joinville/SC) José Sampaio de Lacerda Júnior (Fortaleza) , Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: Evandro Pedro Pinto (Fortaleza) presidente, José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) ( Itapipoca); Membros suplentes: José Aldemir Holanda (Baixio). Maria Aurea Assunção Magalhães (Fortaleza) e Lúcia Maria Percy Bastos (Matias Olimpio/PI) Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Lúciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Adyrson Vasconcellos (Santana do Acaraú), Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras) Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Luís Joca (Fortaleza), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inácio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) serraegurgel@gmail.com / zewilsonibiapina@gmail.com Editoração Eletrônica: Vanessa Gonçalves Campos Distribuição: Antônia Lúcia Guimarães Circulação: apoio da ANASPS O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 Email: casadoceará@casadoCeará.org.br / www.casadoceará.org.br

Maio/17

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Espaço Lúciano Barreira Baitolagem também é cultura...

O primeiro baitola cearense era inglês

reparo na própria Ferrovia. Mr Hull era homossexual assumido. Quando ia pronunciar a palavra “bitola”, que significa a distância entre dois trilhos, pronunciava “baitôla”. Quando ele se aproximava de onde estavam os trabalhadores, estes, que não gostavam do modo como eram tratados pelo chefe, diziam: “Lá vem o baitola, lá vem o baitola”. A partir daí passou-se a associar a palavra baitola ao homossexualismo masculino. Baitolagem também é cultura!

Mr. Hull, o baitola, em sua casa no Ceará

A ORIGEM DA PALAVRA “BAITOLA” Quem nunca ouviu o palhaço Tiririca chamar algum companheiro de cena pela alcunha de “Baitola”?! Na linguagem coloquial, baitola, viado e gay têm o mesmo significado: trata-se de um homossexual. A palavra “baitola” surgiu no Ceará, nas primeiras décadas do século 20. Vamos à história. Por volta de 1913, chegou ao Ceará o inglês de nome Francis Reginald Hull, o conhecido Mr. Hull (pronuncie-se mister ráu), que deu o nome a uma famosa avenida na cidade de Fortaleza-CE. Mr Hull fora designado superintendente de uma Rede Ferroviária no Ceará e passou, em muitas situações, a fiscalizar algumas obras de construção e

Francis Reginald Hull, o conhecido Mr. Hull, primeiro baitola cearense

Conversando com o Leitor + José Jezer de Oliveira, ex-presidente da Casa do Ceará, entregou ao editor desta folha uma cartão do poeta Francisco Carvalho, enviado ao Ceará em Brasília em 22 de agosto de 2004, assim escrito: “Caros amigos: Desejo registrar minha frustração ao ler o jornal da Casa do Ceará, edição de julho de 2004, e não encontrar o menor registro sobre o meu livro Memórias do Espantalho (poemas escolhidos), publicado recentemente pela Imprensa Universitária da UFC e remetido há bastante tempo para a direção do mencionado jornal, Leio alguns registros sobre vários outros autores do Ceará, aliás bastante justos, e fico a me perguntar a razão pela qual não me foi dispensado o mesmo tratamento. Cordialmente Francisco Carvalho”. NE: Jezer não sabe porque o Jornal à época não registrou a nota de Francisco Carvalho, um dos maiores poetas do Ceará, então vivo. Guardou. Ao publicarmos, pedimos desculpas aos seus descendentes. +O site do nosso jornal Ceará em Brasília (www.casadoceara.org.br) chegou as 332.180 visitas, o que é positivo. Caminhamos para as 400 mil. + O Google Analytics que confere a audiência do nosso site registrou, em abril 6.037 sessões, 4.806 usuários e 11.944 visualizações. + Fomos visitados por nacionais de 13 países: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Rússia. Austrália, Canadá, Grã-Bretanha, Índia, Namíbia, Peru e Romênia.

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+ Fomos visitados por brasileiro de 109 cidades, entre elas: Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre, Águas lindas de Goiás, Luziânia, Belo Horizonte, Niterói, Curitiba, Manaus, Campo Grande, Belém. Campinas, Jundiaí, Patos de Minas, Caucaia, Paracatu, São Cristovão, Imperatriz, Juiz de Fora, Lavras, Ponta Porã e Sinop. + Nossos outros sites cresceram sua audiência: O Brasília 50 anos de Ceará está perto ds 100 mil visitas, chegou a 98.454 e o da Casa do Ceará 50 anos alcançou 1.877. São sites com a História da Casa, seus fundadores, suas diretorias e as biografias dos 300 cearenses que, de uma forma, ou de outra contribuíram para a consolidação; + O nosso Facebook, em abril, entre 50, teve 40 avaliações entre 4,5 e 5 estrelas, leiam as observações e vibrem conosco, Ainda em abril, tivemos 148 curtidas, 1.328 pessoas fizeram cheque in, 2.597 nos acessaram com comentários e solicitações. Muito positivo. +A TV Casa do Ceará aos poucos está se consolidando e se afirmando. Acabamos de gravar um programa especial com entrevistas dos diretores da Casa, mostrando o que estamos fazendo. + Recebemos do leitor José Julio, de Fortaleza: “Obrigado pela remessa do nosso Jornal da Casa do Ceará, como sempre muito bom para os cearenses se atualizarem. Como colaboração, constatei na folha 4 uma imagem da Antiga Igreja da Sé de FORTALEZA (Matriz de São José) demolida em 1938, e hoje temos no local a nossa Catedral, como sendo a antiga Catedral do Crato”. Perdoem a nossa falha!

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