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Ceará em Brasília Jornal

Casa do Ceará

DEVOLUÇÃO GARANTIDA

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Ano XXVIII - 299 Maio de 2017

Fotos de Herminio Oliveira e Paulo Lima

Casa do Ceará convoca Brasília e Entorno para participar da Festa Junina de 2017, o “ARRAIÁ DA CASA DO CEARÁ”, dia 24 de junho, a partir das 19 horas. Leia mais na pág. 20

Salão

Osmar Alves de Melo e senhora, Estenio Campelo e senhora, Dep. Mauro Benevides, Geraldo Vasconcelos e Evandro Campelo

Leia nesta edição Editorial, pág. 2 Expediente, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá, pág. 3 0s 60 anos de literatura de Adirson Vasconcelos sobre Brasília, pág. 4 Anúncio de José Lírio de Aguiar, pág. 4 O encontro da comunidade sobralense na Casa do Ceará, pág. 5 Anúncio da Casa do Ceará sobre a Festa Junina de 2017, pág. 5 Leituras I - artigo de Paulo José Cunha, pág. 6 Eólicas adicionam 10 vezes mais energia à matriz do Estado. Aumentou a potência instalada, pág. 7 Leituras II - Artigo de Wilson Ibiapina, pág. 7 Deputados apresentaram a ministro estudo que amplia região do semiárido, pág. 7 HGF realizou 1ª neurocirurgia com paciente acordado no Ceará, pág. 7 Leituras III - artigo de Gonzaga Mota, pág. 8 Linha Sul do Metrofor e três VLTs no radar de estrangeiros, pág. 8 Leituras IV - artigo de JB Serra e Gurgel, pág. 9 Cinturão das Águas: governador Camilo visitou obras do lote 1, pág. 9 PEC da Vaquejada passa em 1 turno na Câmara, pág. 9 Anúncio do grupo M. Dias Branco, pág. 11 Leituras V - artigo Fernando Milfont, pág. 12 Grupo trabalhará em transição do Aeroporto Pinto Martins de Fortaleza, pág. 12 Leituras VI - artigo de João Soares Neto, pág. 13 PEC transforma cerrado e caatinga em patrimônio nacional, pág. 13 Missão técnica cearense debate empreendedorismo e inovação em Israel , pág. 13 Escritor Lira Neto terá livros adaptados para filme e série, pág. 13 Leituras VII - artigo de Xico Sá, pág. 14 Governo do Estado, FIEC e Banco do Brasil assinam termo de cooperação para financiamento de empresas, pág. 14 Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Ceará aprova promoção e remoção de magistrados, pág. 14 Fortaleza receberá ações sustentáveis, pág. 14 Leituras VIII - artigo de Reginaldo Vasconcelos, pág. 15 Chico Zé (Crato) 40 anos no ar na Globo. A jornada de um repórter, pág. 16 Manoela Queiroz Barcelar lançará seu livro em Brasília, pág. 16 Anúncio da Nacional Gás, pág. 16 Página do Comendador Albery Mariano, pág. 17 Página da Mulher, artigo de Regina Stela, pág. 18 A trajetória de Belchior no Rio Grande do Sul, pág.18 Leituras IX - Humor Negro e Branco Humor, pág. 19 Os cearenses na Cozinha de Brasília, pág. 19 Anúncio do Beach Park, pág. 20

Estenio Campelo, Dep. Mauro Benevides e Osmar Alves de Melo

João Miranda Lima e Dep. Mauro Benevides

O sucesso do 3º Encontro de Solidariedade em Brasília. Leia mais na pág. 10 0s 60 anos de literatura de Adirson Vasconcelos sobre Brasília. Leia mais na pág. 4 Encontro da comunidade sobralense na Casa do Ceará marcou os quatro anos da AQQB. Leia mais na pág. 5

Evando Meneses, Francisco Élcio,Tarcísio Araújo (AQQB), Antônia Lúcia (Casa do Ceará, Carlos e Elaudy Aguiar (AQQB) Manoel Macedo (AFA) e Messias Vasconcelos (AQQB)

Presidentes da AQQB com Presidente e Superintendente da Fecomércio

Dr. Osmar recebe comenda de Miguel Soares

Roney Nemer agraciado por Elaudy Aguiar

Belchior, uma legenda da música cearense e brasileira, morre aos 70 anos, depois de um sumiço de 10 anos. Leia mais nas págs. 15 e 18


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Edi t o r i a l

A morte de Belchior enlutou a alma cearense e ampliou o universo de indagações sobre o que lhe teria acontecido para que tomasse a decisão de sair de cena antes da hora. Belchior , com Fagner, Ednardo, Amelinha, Fausto Nilo, são ícones de uma geração que tem muito mais gente, como os músicos Manassés e Nonato Luis e o sanfoneiro Waldonys. Foi brilhante enquanto teve fôlego e saco para suportar a “pressão da mídia”, o brilho dos palcos, dos aplausos, dos autógrafos, das perseguições das fás, e das cobranças, inclusive de dividas, etc. Teve muita disposição para disputar seu espaço e conquistou um baita lugar entre os músicos de sua geração pela letra e melodia de suas composições e seu vozeirão singular, grave e vibrante. Mas no auge da fama e da popularidade, levou um tombo e não se levantou mais. A entrevista com Sônia Bridi, da Globo, no Uruguai, aquando revelou que estava traduzindo suas canções para o espanhol ou que estava traduzindo para o português a Divina Comédia, de Dante, soou mal. Seu encontro com a morte em Santa Cruz do Sul, no Rio Grande do Sul, em casa emprestada por amigos, também não soou bem. Aumentou, isto sim, em todos nós, cearenses ou não, a desconfiança que tínhamos de que Belchior não estava bem. E não estava desde que seu carro foi encontrado no estacionamento do Aeroporto de Congonhas, abandonado e cheio de papeis. Dizem que não suportou o peso das dividas e o dinheiro escasso. Não se administrou. Há entre nós, os de sua geração e dos outras gerações, um sentimento de perda de um extraordinário talento que “rebolou no mato” o seu futuro e que guardou consigo o seu passado. Só que o passado dele também é nosso. Encheu nossas vidas de sonhos e esperanças que “vão conosco à frente”. Inácio de Almeida (Baturité) Diretor

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): Estênio Campelo Bezerra (Crateús) 1º vice; Adirson Vasconcellos (Santana do Avcaraú), 2º vice; Luis Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), Administração e Finanças; Maria Madalena da Silva Carneiro (Garanhuns/PE) Vicente Magalhães (Aurora), diretor de Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Carlos Euler Currlin Perpétuo (Joinville/SC) José Sampaio de Lacerda Júnior (Fortaleza) , Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: Evandro Pedro Pinto (Fortaleza) presidente, José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) ( Itapipoca); Membros suplentes: José Aldemir Holanda (Baixio). Maria Aurea Assunção Magalhães (Fortaleza) e Lúcia Maria Percy Bastos (Matias Olimpio/PI) Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Lúciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Adyrson Vasconcellos (Santana do Acaraú), Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras) Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Luís Joca (Fortaleza), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inácio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) serraegurgel@gmail.com / zewilsonibiapina@gmail.com Editoração Eletrônica: Vanessa Gonçalves Campos Distribuição: Antônia Lúcia Guimarães Circulação: apoio da ANASPS O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 Email: casadoceará@casadoCeará.org.br / www.casadoceará.org.br

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Espaço Lúciano Barreira Baitolagem também é cultura...

O primeiro baitola cearense era inglês

reparo na própria Ferrovia. Mr Hull era homossexual assumido. Quando ia pronunciar a palavra “bitola”, que significa a distância entre dois trilhos, pronunciava “baitôla”. Quando ele se aproximava de onde estavam os trabalhadores, estes, que não gostavam do modo como eram tratados pelo chefe, diziam: “Lá vem o baitola, lá vem o baitola”. A partir daí passou-se a associar a palavra baitola ao homossexualismo masculino. Baitolagem também é cultura!

Mr. Hull, o baitola, em sua casa no Ceará

A ORIGEM DA PALAVRA “BAITOLA” Quem nunca ouviu o palhaço Tiririca chamar algum companheiro de cena pela alcunha de “Baitola”?! Na linguagem coloquial, baitola, viado e gay têm o mesmo significado: trata-se de um homossexual. A palavra “baitola” surgiu no Ceará, nas primeiras décadas do século 20. Vamos à história. Por volta de 1913, chegou ao Ceará o inglês de nome Francis Reginald Hull, o conhecido Mr. Hull (pronuncie-se mister ráu), que deu o nome a uma famosa avenida na cidade de Fortaleza-CE. Mr Hull fora designado superintendente de uma Rede Ferroviária no Ceará e passou, em muitas situações, a fiscalizar algumas obras de construção e

Francis Reginald Hull, o conhecido Mr. Hull, primeiro baitola cearense

Conversando com o Leitor + José Jezer de Oliveira, ex-presidente da Casa do Ceará, entregou ao editor desta folha uma cartão do poeta Francisco Carvalho, enviado ao Ceará em Brasília em 22 de agosto de 2004, assim escrito: “Caros amigos: Desejo registrar minha frustração ao ler o jornal da Casa do Ceará, edição de julho de 2004, e não encontrar o menor registro sobre o meu livro Memórias do Espantalho (poemas escolhidos), publicado recentemente pela Imprensa Universitária da UFC e remetido há bastante tempo para a direção do mencionado jornal, Leio alguns registros sobre vários outros autores do Ceará, aliás bastante justos, e fico a me perguntar a razão pela qual não me foi dispensado o mesmo tratamento. Cordialmente Francisco Carvalho”. NE: Jezer não sabe porque o Jornal à época não registrou a nota de Francisco Carvalho, um dos maiores poetas do Ceará, então vivo. Guardou. Ao publicarmos, pedimos desculpas aos seus descendentes. +O site do nosso jornal Ceará em Brasília (www.casadoceara.org.br) chegou as 332.180 visitas, o que é positivo. Caminhamos para as 400 mil. + O Google Analytics que confere a audiência do nosso site registrou, em abril 6.037 sessões, 4.806 usuários e 11.944 visualizações. + Fomos visitados por nacionais de 13 países: Estados Unidos, Japão, Alemanha, Rússia. Austrália, Canadá, Grã-Bretanha, Índia, Namíbia, Peru e Romênia.

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+ Fomos visitados por brasileiro de 109 cidades, entre elas: Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, Fortaleza, São Paulo, Porto Alegre, Águas lindas de Goiás, Luziânia, Belo Horizonte, Niterói, Curitiba, Manaus, Campo Grande, Belém. Campinas, Jundiaí, Patos de Minas, Caucaia, Paracatu, São Cristovão, Imperatriz, Juiz de Fora, Lavras, Ponta Porã e Sinop. + Nossos outros sites cresceram sua audiência: O Brasília 50 anos de Ceará está perto ds 100 mil visitas, chegou a 98.454 e o da Casa do Ceará 50 anos alcançou 1.877. São sites com a História da Casa, seus fundadores, suas diretorias e as biografias dos 300 cearenses que, de uma forma, ou de outra contribuíram para a consolidação; + O nosso Facebook, em abril, entre 50, teve 40 avaliações entre 4,5 e 5 estrelas, leiam as observações e vibrem conosco, Ainda em abril, tivemos 148 curtidas, 1.328 pessoas fizeram cheque in, 2.597 nos acessaram com comentários e solicitações. Muito positivo. +A TV Casa do Ceará aos poucos está se consolidando e se afirmando. Acabamos de gravar um programa especial com entrevistas dos diretores da Casa, mostrando o que estamos fazendo. + Recebemos do leitor José Julio, de Fortaleza: “Obrigado pela remessa do nosso Jornal da Casa do Ceará, como sempre muito bom para os cearenses se atualizarem. Como colaboração, constatei na folha 4 uma imagem da Antiga Igreja da Sé de FORTALEZA (Matriz de São José) demolida em 1938, e hoje temos no local a nossa Catedral, como sendo a antiga Catedral do Crato”. Perdoem a nossa falha!

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SAMBURÁ - Avenida Beira Mar

Linhares Filho O Príncipe dos Poetas Cearenses, Linhares Filho (Lavras da Mangabeira), vem de lançar seu último livro, “Consagração à Poesia, Poemas, Discursos, Artigos”, com a ruidosa homenagem de Sânzio de Azevedo, seu agradecimento pelo “Título de Luz”, as manifestações de críticos e amigos, uma vasta bibliografia sobre o autor, citações ao papa Francisco, ao padre Neri Feitosa, ao monsenhor Ágio Moreira, ao Bicentenário do Município de Lavras da Mangabeira, registros à memória de José Telles, Jarbas Gurgel Studart, Rui Filgueiras Lima, entre outros, e dedicatória aos amigos Ednilo Soarez, Ubiratan Aguiar, Juaarez Leitão, João Soares Neto, Edmilson Caminha, Geová Lemos Cavalcante e João Bosco Serra e Gurgel.

Timaço do Ferroviário no século XX O Time do Ferroviário, de Fortaleza, escalado pelo Augusto César Benevides. Veja os nomes dos jogadores, que ele foi descobrir no fundo do baú. Segundo o Gutinho uma das melhores escalações do Ferrão: “Rola, Papôco e Ôvo...Zibibiu,Poropopô e Caminhão...Serpente,Serpentinha,Criatura,Co ncumbina e Sarabá. E os reservas: “Cutruco” e “Coceira”.Depois o time inteiro transferiu-se para o Guarani de Sobral.com Wilson Ibiapina. Biblioteca A Biblioteca de dom Newton Holanda Gurgel, bispo Emérito do Crato, recém falecido, será doada por seus familiares ao Seminário São José do Crato, onde estudou , foi professor, reitor e que reabriu depois de um fechamento não muito longo Ordenado Foi ordenado no Crato o novo bispo de Tianguá, no Ceará, monselhor Edmilson Ferreira Neves (Jardim) que estudou no Seminário do Crato, que foi ordenado padre dom por dom Newton Holanda Gurgel. Em 102 anos, essa foi a primeira ordenação episcopal realizada na diocese. Outros padres, naturais do Crato, já ascenderam ao bispado, mas em celebrações feitas fora dessas terras. Vai mudar o comando da Coopercon-CE Vai mudar o comando da Cooperativa da Construção Civil do Ceará (Coopercon-CE), a mais antiga e a maior de todas as congêneres do País. No fim deste mês, o atual presidente da entidade, João Carlos Lima, encerrará seu mandato de dois anos e retornará para a Austrália, onde reside com sua família. Aqui em Fortaleza, os representantes das mais de 100 empresas construtoras associadas da Coopercon-CE já escolheram, como substituto de João Carlos Lima, o empresário Emanuel Capistrano, sócio e diretor da Construtora Mota Machado, uma das grandes do setor no Estado. Com Egídio Serpa.

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A posse de Leonardo Carvalho Dos momentos mais prestigiados a posse de Leonardo Carvalho como desembargador federal do Tribunal Regional Federal da 5ª Região, em 24.04. no Recife, com o salão do pleno do TRF lotado de autoridades de todo o Nordeste, em especial do Ceará, local em que o empossado nasceu. A cerimônia foi comandada pelo vice-presidente da casa, Cid Marconi, uma vez que o presidente, Manoel de Oliveira Erhardt, estava em reunião do Conselho de Justiça Federal, em São Paulo. Ainda compondo a mesa, o presidente do Senado, Eunício Oliveira, o governador Paulo Câmara e a procuradora Isabel Guimarães.

Água do São Francisco Agora vai ficar ainda mais difícil concluir o trecho final do Canal Norte do Projeto São Francisco de Integração de Bacias. A Justiça Federal da Primeira Região, com sede em Brasília, suspendeu a licitação que o Ministério da Integração Nacional promoveu para escolher o consórcio de empresas que executaria os serviços. O consórcio ganhador dessa licitação foi a liderada pela paulista Passareli, da qual fazia parte uma empresa cearense, a PPB. O consórcio foi desclassificado Entrou o consórcio segundo colocado, liderado pela cearense Marquise. Esse consórcio também foi desclassificado. Foi chamado consórcio terceiro colocado, liderado pela Emsa, com o qual assinou contrato . A Justiça Federal, atendendo a um recurso impetrado pelo consórcio comandado pela Passareli, a suspendeu o certame e determinou que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre a licitação. Água: a solução é cara Criada para acompanhar e monitorar as obras do Projeto São Francisco de Integração de Bacias, a Comissão Especial do Poder Legislativo do Ceará, presidida pelo deputado Carlos Matos, preocupada com o agravamento da crise da oferta de água, está propondo: 1) parar o fornecimento de água às usinas termelétricas; 2) reduzir o consumo de água da RMF em 20%; 3) reduzir o desperdício de água da Cagece de 43% para 30%; 4) reduzir em 1,3 m³/s a oferta de água ao Distrito Industrial de Maracanaú e ao Complexo do Pecém; 5) instalar 5 baterias de poços para a RMF; 6) perfurar 6 mil poços no Estado; 7) duplicar os sifões do Eixão das Águas. E muito mais. Pergunta de um assessor do governador Camilo Santana: De onde virá o dinheiro para tanta coisa? Famosos Famosos “ratos’ que escaparam vivos do navio petista estão embarcando nas altas esferas do Senado, onde estão instaladas grandes boias, daquelas do Mediterrâneo.

M. Dias Branco e Bunge consórcio no Porto do Rio Assinado pelo seu vice-presidente de Investimentos e Controladoria e Relações com Investidores, Geraldo Luciano Matos Júnior, o Grupo M. Dias Branco divulgou em 20.04, logo após o encerramento das operações da Bolsa de Valores, o seguinte Fato Relevante: “M. DIAS BRANCO S.A. INDÚSTRIA E COMÉRCIO DE ALIMENTOS (“Companhia”) em atendimento ao parágrafo 4º do artigo 157 da Lei n.º 6.404/76 e à Instrução CVM 358/02, comunica aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em sessão pública realizada nesta data, o consórcio constituído pela Companhia em parceria com a empresa BUNGE ALIMENTOS S.A. (CNPJ n.º 84.046.101/0001-93) especificamente para participar da licitação objeto do Edital n.º 01/2017-ANTAQ da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (“ANTAQ”) foi classificado em primeiro lugar na fase de abertura de propostas e classificação dos concorrentes. “A licitação tem por objeto o arrendamento de área e infraestrutura pública para a movimentação e armazenagem de graneis sólidos de origem vegetal, especialmente trigo, localizada dentro do porto organizado do Rio de Janeiro/RJ. Grosseria Jornalista do Centro Sul gostaria de criticar os governadores do Ceará, sem olhar para o seu rabo. A ultima grosseria coube a ilustre Ruy Castro e foi gratuita . Abespinhou-se com uma frase do governador Camilo Santana sobre Belchior. Não se trata de dizer que Belchior foi maior ou melhor do que muitos compositores e cantores do Nordeste. Foi grande e ponto. O Ceará produziu muito mais gente na música do que a pequena lista do sr. Ruy Castro que omitiu de Alberto Nepomuceno a Amelinha, o que não diminui seu grande talento como escritor e jornalista. Já pensou Se Lula tivesse dado dinheiro para a construção da Refinaria da Petrobrás, do Aquário, do Metrô, Aeroporto e da Nova Beira Mar, o Ceará estaria hoje em outro patamar no Nordeste e no Brasil. Mas chorar não adianta. O Ceará começou a reinventar com o Beach Park e agora com a Siderúrgica. Limoeiro do Norte O papa Francisco nomeou o padre André Vital Félix da Silva, que substituirá dom José Haring na diocese de Limoeiro do Norte, no interior do Ceará. Atualmente, padre André Vital Félix da Silva é secretário da Província Brasil-Recife da Congregação dos Sacerdotes do Sagrado Coração de Jesus (dehonianos). Ele exercia seu ministério presbiteral na paróquia de São Pio X, em Camaragibe..

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Os 60 anos de Adirson Vasconcelos (Santana de Acaraú) dedicados à História de Brasília.

‘Os 60 ano de Adirson Escrevendo Brasília” foram comemorados onde deveria: no Instituto Histórico e Geográfico de Brasília, do qual é um dos mais ilustres membros, em solenidade celebrada em 05.05, com a participação de conterrâneos, membros do IHGB, jornalistas, escritores e familiares. Três de seus filhos estiveram presentes, Adirson Júnior e Fabiana, com os netos Kael e Laila, Rui e Martha Jussara com o neto Roger. Adirson foi saudado por Fagundes de Oliveira e Agnés de Lima Leite. Entre os participantes a presidente em exercício do IHGDF, arquiteta Vera Ramos, Nina Tuibino, Carlos Murilo, o primo de JK, o ex-senador e empresário Paulo Octavio, o

ex-secretário de Cultura Silvestre Gorgulho, o ex-governador do Piauí, Francisco Ferreira Castro, o presidente da Academia Cearense de Odontologia, Manoel Perboyre Castelo, o ex-senador e ex-ministro do TCU, Valmir Campelo, pioneira Marilda Porto, esposa do 1º médico de Brasília, Edson Porto (1956) e o padre José Carlos Brandi Aleixo. Também abraçaram Adirson: Luis Carlos Cerqueira, Edilson Caminha, Nilson Gonçalves, Iracema Lucena, Napoleão Valadares, José Santiago Naud, João Carlos Taveira, os diretores da Casa do Ceará em Brasília, da qual Adirson é 2° vice presidente, Carlos Euler Curlin Perpetuo, também membro do IHGDF, e José Sampaio de Lacerda Júnior,

Adirson Vasconcelos ladeado por Carlos Euler Curlin Perpetuo, do IHGDF e da Casa do Ceará, e José Sampaio de Lacerda Júnior, da Casa do Ceará.

Paulo Octavio, do IHGDF.

Há 45 anos

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Encontro da comunidade sobralense na Casa do Ceará marcou os quatro anos da AQQB

Carlos Aguiar entrega comenda a Fernando César Mesquita

Foi em 20.05 que a Associação dos querem bem a Sobral e Brasília –AQQBDF marcou seus quatro anos de atividades, desde que criada em 2013 no Le Palace, de Sobradinho, por 25 sobralenses dispostos a servir aos sobralenses, cearenses, brasilienses e brasileiros. A solenidade foi realizada na Casa do Ceará a que chamam de embaixada do Ceará em Brasília e onde a AQQB instalou seu consulado. Na mesa, o presidente do Conselho Fiscal da AQQB, Francisco Eduardo Ximenes Menezes, os vices presidentes Francisco Élcio Menezes e Tarciso Costa Araújo, a Superintendente da Casa do Ceará, Antônia Lúcia Guimarães, o presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora, Manoel Macedo Gonçalves, o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do DF (Sincofarma) , Francisco Messias Vasconcelos, o presidente de honra da AQQB, Antônio Carlos Aguiar e o presidente executivo, Elaudir Aguiar Ferreira. Na oportunidade receberam placas de Amigos da

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Presidente da AFA entrega a Lourenço Peixoto

Carlos Aguiar recebe de Renato Bocayúva comenda do Povo de Sobral

AQQB, o ex.senador e presidente da Fecomércio, Adelmir Santana, entregue por João Rodrigues Neto, diretor da Casa, o deputado Roney Nemer, entregue por Elaudyr Aguiar, o ex presidente e fundador da Casa do Ceará, Fernando César Mesquita, entregue por Antônio Carlos Aguiar, o presidente da Casa, Osmar Alves de Melo, entregue pelo empresário Miguel Soares Neto, um dos donos da Só Reparos, radialista Juarez Vieira Brito, entregue por José Fernandes da Silva Filho, padre José Linhares, representado por Marcelo Ponte, entregue por Lincoln Ruy Marques Barbosa, o presidente do Jornal de Brasília, Lourenço Rommel Peixoto, entregue por Manuel Macedo Gonçalves, o e o superintendente da Fecomercio, Vicente Feijão, entregue por Francisco Messias Vasconcelos; Povo Sobralense, para o prefeito Gomes, de Sobral, que não pode comparecer, e foi representado por Antônio Carlos Aguiar, entregue por Renato Bocayuva. Em nome dos homenageados, falou Fernando César Mesquita recordando o apoio dado, quando então

presidente da Casa do Ceará, para a criação da AQQB que tem prestado grandes serviços a coletividade de Brasília e Entorno bem como a Sobral, reafirmando que serve de exemplo para que surjam mais entidades de cearenses em Brasília, como as de Aurora, Iguatu, Ipueiras e Crateús. Antônio Carlos Aguiar ressaltou o papel da AQBB que hoje desenvolve estreita cooperação com a Casa do Ceará, participando de todos os eventos e serve seus princípios de solidariedade com os sobralenses. Presentes à solenidade os diretores da Casa do Ceará: José Sampaio de Lacerda Júnior (Fortaleza) e sra. Maria Madalena Carneiro (Garanhuns) Carlos Euler Curlin Perpetuo (Joinville). Vicente Nunes Magalhães (Aurora), João Rodrigues Neto (Independência), Francisco Machado da Silva (Pedra Branca) e JB Serra e Gurgel (Acopiara). Também presentes Vicente Landim de Macedo, fundador e presidente de honra da AFA e o deputado Izalci Lucas.

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Leituras I

O professor, Beethoven e o ladrão

Paulo José Cunha (*) Edmílson Caminha, professor, escritor e jornalista, não apenas gosta - e muito - de literatura: ele é doido varrido por literatura. E por tudo o que faz parte do universo literário – autores, críticos, personagens, locações onde se ambientam as tramas, lugares onde nasceram e viveram os autores, suas biografias... Além, é claro, do livro como objeto, das diversas edições, do tratamento gráfico, da textura do papel, do cheiro da tinta. Até da flor seca que alguém guardou entre as páginas. E das dedicatórias! Ah, as dedicatórias! Soaria raso dizer que Caminha é um caçador de autógrafos. Longe disso. As dedicatórias apostas às obras que iluminam sua biblioteca apenas constituem o resultado do paciente, demorado e atencioso trabalho a que se dedica no afã de se aproximar até conquistar a intimidade dos autores, como se quisesse vivenciar sua mais profunda essência e assenhorear-se de seus sotaques e manias. Desse inconsútil substrato onde se amalgamam relatos, causos, memórias e preciosas reminiscências, Caminha construiu a coleção de crônicas e artigos deliciosos de que se compõe “O professor, Beethoven e o ladrão” (Brasília: Thesaurus, 2016), que acaba de fazer chegar às livrarias. Tudo numa linguagem arejada e espontânea, sem o ranço do pedantismo exibicionista mas, igualmente, sem abrir espaço, uma letra ou vírgula que seja, à prosa vulgar que sentou praça no jornalismo e adonou-se das redes sociais da internet. Pelo contrário. A prosa dele é elegante, bebida nos melhores mestres do gênero – como Rubem Braga, Carlos Drummond e Fernando Sabino, três vítimas de seu “assédio literário”. Cada autógrafo de sua extensa coleção guarda uma história. E cada história é pretexto para breve análise da vida do autor, da obra e dos personagens. Pelas páginas do livro desfilam de Dom Quixote a Marilyn Monroe; de Cineas Santos a Edyson Nery das Fonseca; de Dorival Caymmi a Raquel de Queiroz. Sem falar em Oto Lara Rezende, Zé Américo, João Cabral, Darcy Ribeiro, Pedro Nava, João Ubaldo Ribeiro, Luis Fernando Veríssimo. E Dom Hélder, Clarice Lispector, Jorge Amado, Carlos Zéfiro, tantos... E olha que não citei nem um terço. A maioria deles deixou preciosas dedicatórias para Caminha. Até mesmo em edições renegadas, como a de Boca do Inferno, de Otto Lara Rezende, de 1957. Otto odiava o livro por ter sido acusado, por causa dele, de ser tarado, pornográfico, pedófilo. Confessou que sumia com os exemplares que lhe chegavam para autografar. Mas, para Edmílson Caminha, não recusou a dedicatória ao que classificou de “documento arqueológico”. De muito poucos autores dos quais se acercou não obteve a dedicatória que autentica a proximidade generosa, a convivência fraterna. Não fossem uns ridículos quatro séculos, desde que saiu a primeira edição de Dom Quixote, Caminha teria conseguido a dedicatória até de... Miguel de Cervantes! Na crônica em que homenageou o criador do Cavaleiro da Triste Figura, inventou uma historinha: ‘“No dia do Juízo Final, quando se puserem os homens sob a condenação de Deus, esperemos que um anjo interceda por nós: “Mas Senhor, um deles escreveu o Dom Quixote”. E estaremos todos salvos’”. Todo esse denodo tem suas compensações. Sortudo, Caminha ganhou do bibliófilo Waldemar Torres a primeira edição que Carlos Drummond de Andrade publicou de Claro Enigma (de 1951). O doador, diante de sua recusa, insistiu que aceitasse a preciosidade por ter a certeza de que Caminha cuidaria bem dela. O mesmo ocorreu com a primeira edição de Grande Sertão: veredas, de 1956. Uma colega da Câmara dos Deputados, onde Caminha trabalhou por mais de 20 anos na Consultoria, presenteou-o com a obra-prima de Guimarães Rosa que havia pertencido originalmente ao avô, passara ao pai e terminara nas mãos dela, que lera e relera o livro diversas vezes. Tinha certeza de que, na biblioteca de Caminha, a relíquia estaria em lugar seguro. (*) Paulo José Cunha (Parnaiba) jornalista e escritor

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Eólicas adicionam 10 vezes mais energia à matriz do Estado. A potência instalada dos novos parques no Ceará em 2016 foi de 485 MW, ante 48 MW em 2015 Fortaleza/São Paulo. O Ceará conseguiu se destacar em 2016 na geração de energia eólica e ficou um pouco mais próximo de retomar a liderança no setor. O Estado teve um acréscimo de 485 megawatts (MW) de capacidade instalada dessa fonte em sua matriz energética no ano passado, decorrentes da instalação de 21 novos parques eólicos, com destaque para complexos das regiões de Itarema e Tianguá, além de outros empreendimentos em Trairi. O número de 2016 é dez vezes maior (910,4%) que a quantidade de capacidade energética adicionada ao Estado em 2015 (48 MW), de acordo com dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que divulgou ontem o Boletim Anual de Geração Eólica 2016. A capacidade instalada total desse tipo de energia no Ceará – somando os antigos e novos parques – passou de 1,30 gigawatts (GW) em dezembro de 2015 para 1,78 (GW) em igual mês de 2016. Esse crescimento, de 36,9%, fez o Ceará subir da quarta para a terceira posição dentre os estados brasileiros com maior capacidade de geração de energia por meio dos ventos. O Estado, que é pioneiro nesse tipo de fonte energética e já liderou o ranking, está atrás apenas da Bahia (1,89 GW) e Rio Grande do Norte (3,41 GW). Potencialidades do Estado A presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, explica que o acréscimo de 485 MW de eólicas na matriz energética cearense em 2016 decorre de empreendimentos contratados em leilões realizados em 2013. “Esse foi o ano em que o Brasil mais contratou energia”, lembra a presidente. “O que se acrescenta (de capacidade) em um ano geralmente é resultado de três anos anteriores”, explica. Com relação ao ranking de capacidade instalada total dos estados, Elbia Gannoum ressalta que, assim como Ceará, estados do Nordeste como Bahia, Piauí e Maranhão estão “aptos a vencer essa corrida” pelos bons ventos que possuem, mas o posicionamento frente aos demais depende muito “da política do governo estadual, de criar condições para esses investimentos” e de diversos outros fatores. Nesse sentido, ela avalia que o Ceará está no caminho certo. “O governo fez uma política forte de retomada dos investimentos. É uma pena que no ano passado não tenha

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havido leilão. Há um fator que o estado não controla, que é a crise, a redução da demanda pela qual o Ceará e o Brasil como um todo estão passando. Com a retomada do crescimento econômico e dos leilões, com certeza teremos um aumento forte na geração de energia”, prevê. Balanço nacional Os dados da ABEEólica mostram ainda que 81 novos parques geradores de energia eólica adicionaram 2 GW à matriz elétrica brasileira no ano passado. De acordo com o Boletim Anual de Geração Eólica 2016, a adição destas capacidades fez com que o setor chegasse ao final do ano passado com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques, representando 7% da matriz energética brasileira. De acordo com a publicação, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. Citando dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), a ABEEólica destaca que no ano passado a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015. Abastecimento No ano passado, diz a entidade, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês, o que equivale a cerca de 52 milhões de habitantes. Isso significa um avanço de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas. Recordes O relatório da associação também mostra que o ano de 2016 foi de recordes para o setor eólico no País. Por exemplo: no Nordeste, no dia 5 de novembro de 2016, 52% da energia consumida foi proveniente do movimento de torres eólicas, segundo dados colhidos pela ABEEólica do Operador Nacional do Sistema (ONS). O documento também mostra que no dia 30 de outubro do ano passado, 15% da energia consumida no Sul veio dessa fonte, mesmo percentual atingido em todo o Brasil, pelo Sistema Interligado Nacional (SIN), no dia 2 de outubro. A ABEEólica cita ainda dados do Global Wind Energy Council (GWEC), que mostram que o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica.

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Leituras II

Era uma vez ... Histórias da Carocinha e de Trancoso

Wilson Ibiapina (*) Uma das atrações da II Bienal do Livro e da Cultura, realizada em Brasília, foi a presença dos contadores ...de histórias infantis. Lembrei que no Ceará os maiores contadores de histórias infantis estão em Juazeiro do Norte, no Cariri.. É lá que ainda são resgatados os contos e histórias de antigamente. Agora, sente aí que vou contar porque as histórias populares, inventadas pelo povo, são da carochinha ou de trancoso.. Até 1920, não existiam no Brasil editoras. Os livros vendidos aqui eram todos impressos na Europa, especialmente em Portugal. Eram caros e só uma pequena parte da população brasileira tinha acesso. O livreiro Pedro da Silva Quaresma, dono da Livraria Quaresma, descobriu a pólvora. Viu que podia vender livros também para a grande massa da população. Passou a trazer livros de cunho popular, em formato reduzido e a um preço acessível. Histórias da Carochinha foi o primeiro livro infantil publicado no Brasil e acabou incorporando o termo carochinha ao nosso folclore. Até hoje representa uma velha boazinha e afável que distrai as crianças contando histórias inventadas que sempre começam com um “era uma vez...” Essas historias infantis também passaram a ser conhecidas no Brasil como histórias de trancoso. Tem esse nome não por causa da cidade portuguesa de Trancoso, nem do lugar na Bahia onde Pedro Álvares Cabral desembarcou em abril de 1500, tomando posse do Brasil em nome de Portugal. Tudo começou com um dos primeiros contistas da língua portuguesa. Em 1575 Gonçalo Fernandes Trancoso escreveu os Contos & Histórias de Proveito & Exemplo. O livro, que chegou a ser editado também no

Brasil, deu origem a expressão brasileira para designar a literatura infantil que o povo passa de boca em boca. Nossos pais cresceram ouvindo essas histórias de trancoso que nos passaram e que hoje está cada vez mais difícil repassá-las para nossos filhos. A Internet diz que só existe hoje um único exemplar desse livro de Trancoso. “Contos & Histórias de Proveito e Exemplo foi adquirido pelo historiador e diplomata brasileiro Manuel de Oliveira Lima em 1923. Antes de morrer nos Estados Unidos, em 1928, ele duou sua biblioteca à Universidade Católica da América, em Washington.. É lá que está a única cópia da primeira edição do livro de Gonçalo Fernandes Trancoso. Não parece uma história de trancoso? A Arte de Viver Os jornalistas Narcélio Limaverde, em Fortaleza, e Célia De Nadai, em Brasília, vão gostar dessa história do Frank Sinatra que se passou na década de oitenta. E quem conta é Bill Zehme: O comediante Tom Dreesen, que durante 12 anos abriu shows para Frank, estava hospedado em Pal Springs, num dos bangalôs da propriedade do cantor. Sinatra convidou-o para tomar um drinque, pegaram o carro e foram para um botequim chamado de Chaplin’s, do filho de Charlie Chaplin. Só um sujeito num canto afastado e eles dois no balcão, de pé. O garçom estava fechando a casa quando uma mulher de uns 65 anos entra correndo no bar. Ela disse: “Com licença, com licença! Vocês têm uma jukebox aqui?” Aquela máquina que tinha em tudo quanto era bar, principalmente nos Estados Unidos. Você coloca uma moeda, aperta um botão para selecionar uma música e

Deputados apresentaram a ministro estudo que amplia região do semiárido Os deputados Sérgio Aguiar (PDT) e Manoel Duca (PDT) participaram em 25.04, em Brasília, de reunião com o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, para apresentar estudo da Funceme sobre redimensionamento dos municípios aptos a serem incluídos no semiárido. Sérgio Aguiar informou que em março último a Funceme apresentou estudo técnico, feito em parceria com o Banco do Nordeste, que revelou que sete municípios estariam aptos a serem incluídos no semiárido cearense: Amontada, Beberibe, Bela Cruz, Marco, Morrinhos, São Luís do Curu e Uruoca. Com isso, ficam dentro dos critérios adotados pelo Ministério da Integração Nacional, que, atualmente, contempla 150 municípios cearenses. Os municípios terão condições de receber melhor tratamento do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Conforme o estudo da Funceme, ao todo, 34 municípios ainda podem ter condições de ser incluídos na região do semiárido. Margareth Sílvia Benício, representante da Funceme, disse que além dos sete que já estão classificados como semiárido, oito municípios apresentam tendência ao semiárido, dez estão no subúmido seco e nove fazem parte do subúmido úmido. O estudo insere 181 cidades no semiárido, excluindo Pacoti, Guaramiranga e Mulungu. Os avaliadores reconheceram que há grande diversidade de

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ambientes no semiárido e que sua delimitação não deve ficar restrita ao critério definido pelo Ministério da Integração, que considera apenas a precipitação pluviométrica média anual inferior a 800 milímetros. A Funceme sugere ao Ministério da Integração a inclusão de, pelo menos, 25 municípios cearenses no semiárido, aqueles mais suscetíveis às condições de semiaridez e que sofrem as mesmas necessidades dos municípios vizinhos considerados semiáridos. O diretor de estudos econômicos do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), Adriano Sarquis, apresentou análise do impacto da seca na economia cearense. Segundo ele, a economia local ainda é vulnerável às oscilações climáticas, sobretudo a produção de grãos. Dados do Ipece apontam que o Ceará registrou baixa na produção agrícola nos anos de 2012 a 2015, inclusive nas regiões que não estão na faixa do semiárido, como grande Fortaleza e litoral. O índice é preocupante, uma vez que a agropecuária tem participação de 5% no PIB do Ceará, conforme Adriano. Gerente estadual do Banco do Nordeste, Daniel Carneiro de Lima afirmou que os critérios para inclusão dos municípios no semiárido estão defasados. Daniel reforçou ainda que o BNB, como entidade aplicadora dos recursos do FNE, está na torcida para que o movimento político de inclusão de municípios no semiárido possa render frutos.

o disco escolhido toca. Frank olhou à sua volta e falou: Não, acho que não.” Em seguida, como que pensando melhor, falou: “Mas eu vou cantar para a senhora” E ela disse: “Não, obrigada!” E deu meia volta e foi-se embora. Tom Dreesen diz que Frank ficou olhando triste enquanto ela saia porta afora. Dreesen falou pra ele no meio daquele silêncio desconfortável: “Talvez ela não o tenha reconhecido.” Frank deu de ombro e suspirou: “Ou talvez tenha.” Quem é, mesmo, o autor? O médiico e escritor Moacir Scliar, no jornal Zero Hora, diz que Jaime Vaz Brasil manda uma lista de textos falsamente atribuídos a autores famosos, uma coisa que a Internet está propagando. Ali está aquele Borges que não é Borges (Instantes), o García Márquez que não é García Márquez (“Marionetes: se por um instante Deus se esquecesse que sou uma marionete de trapo e me presenteasse um pedaço de vida...”) e No Caminho com Maiakovski, atribuído ao próprio Maiakovski ou a Brecht e que foi escrito por Eduardo Alves Costa: “Na primeira noite eles se aproximam/ roubam uma flor de nosso jardim/ e não dizemos nada”. Os três são textos de arrependimento. E, provavelmente, é também a culpa pelo plágio que faz os divulgadores se esconderem no anonimato

(*) Wilson Ibiapina (Ibiapina) jornalista e diretor do grupo Verdes Mares, do Ceará, em Brasília

HGF realizou primeira neurocirurgia com paciente acordado no Ceará

“Eu sou uma pessoa muito abençoada”, declara a professora Antônia Gomes do Prado, 55, natural de Anori, interior do Amazonas. Ela foi submetida à primeira neurocirurgia com paciente acordado no Ceará. O método inovador, que reduz as sequelas e possibilita ao paciente uma melhor qualidade de vida, foi realizado no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), da rede pública do Governo do Ceará. A cirurgia inédita no Estado ocorreu no dia 18 de abril. Antônia recebeu alta no último dia 25, mesmo dia em que o motorista cearense Francisco Brito de Lima, 48, passou por igual procedimento cirúrgico no HGF. Ambos foram diagnosticados com tumor cerebral. A cirurgia consiste em submeter o paciente a uma anestesia geral e, após a abertura do osso craniano, acordá-lo através da diminuição do nível da sedação. Nesse momento, é feito um mapeamento da localização do tumor e de áreas eloquentes, como a motora, a sensitiva e, principalmente, as áreas da fala. Somente após essas etapas é que começa a extração do tumor, com a preservação integral dessas áreas e com a manutenção de um diálogo permanente com o paciente. Ao término da extração, o paciente é novamente sedado para recolocação do osso do crânio.

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Leituras III Poemas de amor

Gonzaga Mota (*) Numa recente madrugada insone, concebí três poemas de amor visando reduzir um estado de ansiedade. Caro leitor, alterei os rumos dos textos anteriores, e apresento-lhe: “Suplício”, “Amor de Criança” e “Angústia”. “Suplício”: Como é difícil! Não suporto a tua ausência. Ainda te encontrarei, espero. Mesmo com a certeza do teu desamor./ Só penso em você. A vida vem me magoando. Será que compensa viver? Amélia, creio ser sonhador./ A melancolia domina meu coração. A esperança desaparece como fumaça. Deixando-me sem ação./ Não mais resisto esta dor. Não consigo te esquecer. É um suplício, a falta do teu amor.(“Felicidade foi-se embora. E a saudade no meu peito ainda mora” - Lupicínio Rodrigues). “Amor de criança”: Vida pura de criança. Amor que visa a amizade. Sempre guarda a lembrança. Dos momentos de felicidade./ Sonhando, sonhando. Procura o que deseja. Pouco se decepcionando. Quando não alcança o que almeja./ Visa a solidariedade sem ambição. Tua inocência muito bela. Expressa a linguagem do coração./ Linda criança. Com as bênçãos de Deus. Jamais perde a esperança. (“Só é possível ensinar uma criança amar, amando-a” – Goethe). “Angústia”: Há quanto tempo não te vejo. Talvez, culpa sua, amor. Como gostaria de ti dar um beijo. Para reduzir minha perversa dor./ Meu coração não mais suporta. Vivo pensando em você. Para ti, creio, pouco importa./ Quanta saudade! A esperança sumindo. A melancolia aumentando. Não é sonho, é realidade./ Sinceramente, querida. Meu sofrimento não para de crescer. Não sei até quando viver.(“Minha tendência a indagar e a significar já é em si uma angústia” – Clarice Lispector). Parei de sonhar acordado, fui dormir.

Estamos perdidos?

O Estado brasileiro enfrenta momentos de dificuldades, envolvendo os Poderes Constituídos, podendo comprometer, infelizmente, os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, conforme o Art. 2º de nossa Carta Magna. É claro que os desajustes decorrentes dessa situação aflitiva se projetam nas estruturas da sociedade civil e da família. A democracia moderna baseia-se em um sistema de instituições construídas na expectativa de garantir as ações éticas e morais das decisões políticas. Entretanto, infelizmente, constatamos que esse equilíbrio institucional tem sido seriamente desvirtuado. Um olhar acurado sobre o relacionamento dos três Poderes torna esse desequilíbrio de fácil constatação e a confirmação de que as instituições democráticas não estão cumprindo o seu papel de canalizar as demandas da cidadania. Precisamos recuperar a superioridade ampla do nosso regime democrático. Para tanto, é desejável que o Poder Legislativo resgate sua capacidade deliberativa e representativa, o Judiciário garanta a ordem legal e constitucional e o Executivo administre com competência, aliada à seriedade, os reais interesses da sociedade, cumprindo as disposições legais. No entanto, não estamos perdidos. Abaixo a corrupção e a impunidade, “doa a quem doer”, conforme sempre ressalta o amigo e brilhante ex-senador Cid Carvalho. Ademais, como disse o compositor Paulo Vanzoline, “Levanta sacode a poeira e dá a volta por cima”. O Brasil é viável. Seu povo, na grande maioria, é bom. É um “País abençoado por Deus”. Convém refletir uma frase de Goethe: “Abra o coração para que entre mais amor”. Busquemos a Verdade e a Justiça (*) Gonzaga Mota (Fortaleza) Professor aposentado da UFC.

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Linha Sul do Metrofor e três VLTs no radar de estrangeiros

PMI da concessão dos quatro equipamentos será lançado, segundo o calendário do Estado. Prestes a ter o PMI (Procedimento de Manifestação de Interesse) lançado pelo governo estadual - -, a Linha Sul do Metrofor e os VLTs (Veículos Leves Sobre Trilhos) de Fortaleza, Sobral e Cariri estiveram no radar de consultorias que representam fundos de pensões americanos, segundo revelou o titular da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), Lúcio Gomes. “Fomos procurados por consultorias que representam grandes empresas. Geralmente, elas (as consultorias) entram em contato porque as empresas não fazem isso diretamente”, detalhou o secretário sobre a consulta de três investidores que não querem ter os nomes revelados. Antes de assumir a Seinfra, em janeiro, quando era titular de Cidades, Lúcio Gomes informou com exclusividade ao Diário do Nordeste sobre o objetivo do Estado em licitar trechos do Metrofor e do VLT em dois pacotes. Na época, contou do interesse da chinesa Railway Rolling Stock Corporation (CRRC) - que estaria de olho em outro projeto, o qual envolve as linhas Leste e Oeste do Metrofor -, o que motivou o governo cearense a promover os estudos para possíveis PPPs (Parcerias Público-Privadas) que envolvem o transporte ferroviário do Ceará. Processo adiantado O PMI visa ampliar a participação privada no processo de escolha do modelo de administração do equipamento público, o qual pode configurar-se como PPP, concessão, privatização, dentre outros. “Em janeiro nós enviamos para a Seplag (Secretaria de Planejamento e Gestão, responsável pela finalização do processo) a nossa proposta. Pediram alterações e, até onde sei, está tudo pronto”, informou Gomes. A intenção do governo é leiloar os quatro equipamentos em um só lote à iniciativa privada. “É um pacote completo. Quem arrematar um, arremata todos os outros”, acrescentou. Segundo o secretário da Infraestrutura, o PMI para Linha Sul e os três VLTs foi equacionado com mais rapidez se comparado ao outro projeto, vide o andamento das obras de todos estar concluído ou próximo disso - exceto do VLT Parangaba-Mucuripe, em Fortaleza. Exclusivamente sobre este último, Lúcio Gomes afirmou que a operação assistida (com passageiros, mas sem cobrança de passagem) deve ser iniciada em maio deste ano entre a Parangaba e a Avenida Borges de Melo, onde a construção dos trilhos e estações estão prontos. O VLT do Cariri também se encontra, desde novembro de 2016, temporariamente paralisado. O motivo é a construção de viadutos na Avenida do Contorno, em Juazeiro do

Norte. A Linha Sul do Metrofor opera comercialmente (cobrando passagem) levando passageiros de Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), à Capital de segunda a sábado. Já o VLT de Sobral mostra-se como o mais adiantado de todos os equipamentos na mira da concessão pelo Estado. Também em operação comercial, funciona de 5h30 às 23h, de segunda a sexta-feira, e hoje (17) inicia a operação da bilhetagem eletrônica - com desconto de até 33% aos usuários que comprarem 25 passagens de uma só vez. Recursos e mão de obra Lúcio Gomes ainda informou que, dos recursos previstos para os quatro equipamentos incluídos no PMI, o governo do Ceará deve receber cerca de R$ 85 milhões do governo federal. A quantia, vide o andamento de cada projeto, representa segurança aos planos de concessão. Ele também destacou como positiva a ação do Metrofor de selecionar 148 funcionários para reforçar a operação da Linha Sul e iniciar a do VLT Parangaba-Mucuripe, no trecho até a Avenida Borges de Melo. Apesar de temporárias, as vagas de assistente condutor, assistente controlador de movimento, agentes de estação, auxiliares operacionais, assistente operacional administrativo e técnico em segurança do trabalho poderão ter o contrato renovado por mais um ano. “Linha Sul, VLT de Fortaleza, VLT de Sobral e VLT do Cariri já estão mapeados, e colocamos tudo o que está definido na minuta. A gente já sabe o que vai fazer até o fim do ano e começo do ano que vem”, afirmou. Outros trechos Apenas a Linha Leste do Metrofor desperta preocupação ao secretário. Após reunião com representantes do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), Gomes garantiu o R$ 1 bilhão acertado pelo Banco ao governo cearense para a conclusão das obras do trecho. No entanto, a parte do governo federal - correspondente a mais R$ 1 bilhão - ainda continua indefinida. “Até temos ‘minutado’ o texto da PMI da Linha Leste também, mas só podemos soltar quando a questão do financiamento houver sido definida”, afirmou o secretário da Infraestrutura. No leilão “É um pacote completo. Quem arrematar um (equipamento), arremata todos os outros (três)” Lúcio Gomes Secretário da Infraestrutura

Trecho em operação comercial entre Fortaleza e Pacatuba e os Veículos Leves Sobre Trilho de Sobral, Fortaleza e Cariri fazem parte de pacote a ser leiloado à iniciativa privada ( Fotos: Fernanda Siebra / José Leomar )

Fac-Símile da edição de 12 de janeiro de 2017 que noticiava com exclusividade o processo de formulação do PPP para o transporte ferroviário no Estado do Ceará

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por Armando de Oliveira Lima - Repórter

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A arte de mudar de nome por alguma razão que a própria razão desconhece.

Por JB Serra e Gurgel (*) Alguns brasileiros tem uma mania , que tem uma lógica, nem sempre auto-explicável, de não usar o seu nome de batismo ou de registro civil mas um outro nome, apelido, codinome, apodo, epíteto, coisa e tal, tal e loisa. O exemplo mais famoso é do Presidente José Sarney, nascido no Maranhão, batizado e registrado com o nome José de Ribamar Araújo Costa. Sarney é um dos Maribondos de Fogo. Outro ícone é Abelardo Chacrinha Barbosa. Na Academia Brasileira de Letras ficou famoso o general Aurélio de Lira Tavares, que fora ministro da Guerra , acabou eleito acadêmico na sucessão de Múcio Leão e que assinava suas poesias com o nome de Adelita, que era um junção das iniciais de seu próprio nome. Desnecessário dizer que sua literatura era um lixo como é lixo a literatura de muitos acadêmicos, especialmente os que entram pela porta dos fundos, com um vergonhoso portfólio de obras escritas por outros, publicadas intramuros, esculachadas pela crítica e pouco lidas. No jornalismo carioca, há três referências clássicas: de Jacinto de Thormes, apodo lançado sobre o jornalista Manoel Antônio Bernardez Muller também conhecido no “high society” como Maneco Muller, neto de Lauro Muller, diplomata e ex- Chanceler. Jacinto de Thormes é personagem de Eça de Queiroz em A Cidade e as Serras, uma das obras primas do maior escritor da língua portuguesa; do jornalista Sergio Porto que virou Stanislaw Ponte Preta, fina-flor de uma família que tinha Tia Zulmira, Primo Altamirando, distraido Rosamundo etc. eterno aliado de Millor Fernandes e Jaguar; do jornalista anarquista militante Aparicio Torelly que virou o Barão de Itararé, que conheci no casarão da Praça José de Alencar, onde morou o dito cujo. O Barão nos legou a obra prima de A Manha, com a acidez de suas críticas aos políticos, ao mundo e à humanidade. Muitas cantoras cariocas, no tempo em que casavam com homens, usaram do recurso assim Adelina Doris Monteiro ficou sendo só Doris Monteiro, Adilea Silva da Rocha virou

Dolores Duran, Iracema de Souza Ferreira virou Nora Ney, Aida Campos virou Celeste Scarlet e depois Joãozinho Boa Pinta, justificando-se por causa do cabelo preto cortado muito curto, Abelim virou Ângela Maria que tinha um monte de irmãos “bíblicos” na letra A: Abimael, Abigail, Abiail, Abiadil, Abdnar, Abdiel, Abiadina, Abiezer, Abdil e Arlete. O cantor Antônio Medeiros Francisco virou Bill Far e só cantava musicas americanas e o cantor Farnésio Dutra virou Dick Farney contemporâneo de seu patrício Bill Far. No caso de cantores, atores e atrizes, dizem os especialistas, que se trata de lhes dá um nome artístico, mais fácil de memorização, de fácil identificação. Mas há que diga que cantores, cantoras, músicos gostam de recorrer à cabala ou de aplicar um nome cabalístico,com inspirações esotéricas, que guarda relação com o sobrenatural de Almeida, personagem de Nelson Rodrigues. No Ceará, esta praga floresceu, Assim Anderson Magalhães, jornalista, virou All Right; Eduardo Lincoln Barbosa Saboia virou o pianista e chefe de orquestra Ed Lincoln; Carolina Soares Bulcão virou a atriz “italiana” Florinda Bolkan”, de Uruburetama; Paulo Rogerio da Silva virou o ator Gero Camilo; Guilherme Clidenor de Moura Capibaribe virou o pintor Barrica, Antônio Deusdedit da Cruz Guimarães virou o jornalista Irineu Guimarães; Maria Lupucinia Viana de Paula, irmã de Chico Anysio, virou a atriz Lupe Giglioti; Luíza Francineide Coutinho Tomé virou a atriz Luíza Tomé; Manoelito Soares Moraes virou o ator Milton Moraes e Federalina Correa de Amora Maciel virou a pintora Sinhá D’Amora, Moraes, Federalina Correa de Amora Maciel virou a pintora Sinhá D’Amora e Ermenegildo Evangelista de Souza, de São Benedito, virou o cantor e compositor Catulo de Paula, Jocelyn Brasil, de Sobral, virou Pedro Zamora. No regime militar, por motivos de segurança, os terroristas usavam codinomes para que não fossem identificados pela repressão e pelos órgãos de segurança da repressão. Mas todos, vivos ou mortos, foram identificados.Uma delas, com quatro nomes – Estela, Luíza, Patricia e Vanda, na clandestinidade,

Cinturão das Águas: governador Camilo Santana visita obras do lote 1, que devem ser concluídas em agosto

Camilo Santana foi a quatro pontos do CAC, em Jati, Brejo Santo, Missão Velha e Abaiara. Lote 1 chegou a 80% de conclusão As obras do lote 1 (38 km) do Cinturão das Águas do Ceará (CAC), na Região do Cariri, chegaram a 80% de conclusão e deverão ser finalizadas no mês de agosto. O equipamento, que é a maior obra de infraestrutura hídrica da história do Estado, recebeu a visita do governador Camilo Santana nesta quarta-feira (3). O chefe do Executivo supervisionou as obras na barragem, em Jati, ponto inicial do CAC, e no canal em Brejo Santo, além dos túneis localizados em Abaiara e Missão Velha. “Estamos diante de uma obra histórica. Fiquei muito satisfeito com o andamento da construção do lote 1 do equipamento, que está 80% concluído e, em agosto, deve estar pronto para receber as águas da Transposição do São Francisco. Serão 30 mil litros de água por segundo transportados até o Castanhão para garantir o abastecimento em Fortaleza e Região Metro-

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politana”, disse Camilo Santana, que aproveitou para conversar com engenheiros e operários que trabalham nos quatro lotes visitados. Durante a visita, o governador citou a importância da obra para movimentar a economia no Cariri e em todo o Ceará. “Essa é uma obra que todos os cearenses mereciam conhecer. Foram investidos cerca de R$ 2 bilhões e gerados mais de 2 mil empregos diretos, além dos indiretos. Vai garantir o abastecimento de grande parte do estado e beneficiar todos os setores produtivos”, citou Camilo Santana. Obra O lote 1, que tem 38 quilômetros e começa em Jati, na divisa com Pernambuco, está incluído no primeiro trecho do Cinturão das Águas. Com 146 km, o trecho 1 vai beneficiar mais de um milhão de pessoas na Região do Cariri, atendendo diretamente às cidades de Jati, Brejo Santo, Porteiras, Abaiara, Missão Velha, Barbalha, Crato, Nova Olinda, Milagres, Farias Brito, Lavras da Mangabeira, Iguatu, Icó, Orós, Mauriti, Aurora, Cariús e Quixelô.

virou Presidente da República! No regime republicano, a lista do caixa dois da Odebrecht está recheada de codinomes. Que só serão decodificados no Inferno... Os homens, como as baratas, precisam de proteção para sobrevier aos mais diferentes apertos da vida. Os políticos precisam de fraldas geriátricas que acolhem mais dinheiro. Os inseticidas são poderosos, mais cedo ou tarde, perdem o efeito e precisam ser reinventados. Se o gato tem sete vidas, as baratas tem 14 vidas, os políticos várias gerações... Nos grupos fechados, os codinomes servem de senha. Um nome errado, o couro come, a porrada desce. ´Nas favelas, no tráfico ,nas milícias, o mesmo acontece. Ultimamente, o codinome tem valor restrito, especialmente depois do chip e do código de barras. Se há mendigo usando o mendicard, o traficard está se sofisticando. Os codinomes do passado eram também poéticos e os das estrelas , cantoras e atrizes, tinha que ser sensuais, descendo pelas pernas e coxas . No rosto, maquiagem caprichada para as sessões de caras e bocas, de tratativas eróticas e de jogos de sexo... No samba, os codinomes, apodos, apelidos, foram substituídos por um estreito elo entre o indivíduo (a) e seu local de nascimento ou o apito que toca. Zé Catimba, Beto sem Braço, Nelson Cavaquinho, Noca da Portela, Jorge do Pandeiro, Cartola, Jacob do Bandolin, Paulinho da Viola, Jamelão da Mangueira, Martinho da Vila, Bira da Vila, Luis Carlos da Vila, Jovelina Perola Negra, Marquinho PQD, Moacyr Bombeiro, Zeca Pagodinho, Bira do Cavaco, Neguinho da Beijaflor, Pedro Butina, Zeca do Trombone, Criolo Doido, Dominguinhos da Estácio, Elson do Forrogode, Carlinhos Pai Pequeno, Carlinhos Tororó, Marquinho Capricho. No Rapper, não sei mas talvez seja MC1, MC2,MC100, MC1000. JB Serra e Gurgel (Acopiara) jornalista e escritor e-mail: serraegurgel@gmail.com

PEC da Vaquejada passa em 1º turno

Em 2016, o STF julgou inconstitucional a prática porque submeteria animais à crueldade. Brasília. O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, em primeiro turno, por 366 votos a 50, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 304/17, do Senado, que não considera cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, como a vaquejada, se forem registradas como manifestações culturais e bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro. A vaquejada foi considerada patrimônio cultural imaterial pela Lei 13.364/16. Recentemente, em outubro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a prática porque submeteria os animais a crueldade. A matéria precisa ser votada ainda em um segundo turno. Divergências Antes da votação, relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 304/17, que acaba com os entraves jurídicos para a realização das vaquejadas no Brasil, deputado Paulo Azi (DEM-BA), pediu apoio ao Plenário para a aprovação em primeiro turno da proposta. “Estamos falando de uma atividade que movimenta mais de R$ 8 bilhões. Como relator, cheguei à conclusão da importância da atividade da vaquejada, não só como atividade cultural e esportiva, mas também econômica”, disse. Contrário à PEC, o líder da Rede, deputado Alessandro Molon (RJ), questionou o argumento de muitos deputados que defendem a proposta pelo fato de ela representar a cultura nordestina. “Há uma série de práticas culturais que, ao longo do tempo, a sociedade foi entendendo como ultrapassadas”, disse Molon, citando o exemplo da farra do boi em Santa Catarina.

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Foto: Elizângela Santos

Leituras IV

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Sucesso do 3º Encontro de Solidariedade ao Ceará em Brasília

Fernando César Mesquita, Inácio de Almeida,Edmilson Caminha, Tereza Vitale, Geová Sobreira e JB Serra e Gurgel e Sampaio de Lacerda Júnior, Albery Mariano e Stenio Campelo

José Sampaio de Lacerda Junior, Albery Mariano e Estênio Campelo

Marília, Sônia, Jucineide, Luis, Vanda, Antônio e Dodora Marques, de Acopiara.

Os casais Luis Roberto Vieira e Antônio Carlos Aguiar acompanhando de Maria Madalena Carneiro, de Sobral

Médico Francisco Machado e sra. ele Diretor a Casa do Ceará

Com as presenças do ex-senador e deputado Mauro Benevides (Pacatuba), do único fundador vivo e ex presidente da Casa do Ceará, Fernando César Mesquita (Fortaleza), do presidente da Confraria dos Cearenses de Brasília, Geraldo Vasconcelos (Tianguá), do ex presidente e fundador da Associação dos que Querem Bem a Sobral e ao Distrito Federal, Antônio Carlos de Aguiar (Sobral) e Sra. dos ex-presidentes da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora, Vicente Magalhães, Vicente Landim de Macedo e Djanira Gonçalves e do presidente Manuel Macedo,, do presidente da Associação dos Filhos e Amigos de Iguatu, Antônio Assunção de Oliveira, do diplomata Francisco de Paula Hermógenes (Senador Sá), do comendador Francisco Albery Mariano (Santana do Acaraú) e sra, realizou-se na Galeteria do Lago, em Brasília, território de Ipueiras, pois um de seus proprietários, João Miranda Lima é de lá, em 05.05, o 3º Encontro de Solidariedade ao Ceará em Brasília, com uma homenagem ao patrimônio da música brasileira e cearense, Belchior. Na oportunidade, foram entregues as novas carteiras de associados da Casa que estão em dia com suas contribuições sociais e realizados sorteios de brindes aos presentes, oferecidos pela própria Casa, pelo comendador Albery Mariano e pela empresa Só Reparos. O presidente da Casa, Osmar Alves de Melo, saudou e agradeceu os presentes, ressaltando a importância da Casa no contexto histórico e no presente, integrada que está na prestação de serviços assistenciais à comunidade de Brasília e do Entorno. O diretor de Comunicação, JB Serra e Gurgel, agradeceu a presença de todos e o apoio recebido dos que não puderam comparecer e lembrou a figura de Belchior como um dos maiores nome da musica popular cearense e brasileira. O comendador Francisco Alberty Mariano recitou poema de sua autoria lembrando Santana do Aca-

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Vicente Magalhães, Mauro Benevides e Osmar Alves de Melo

Lacerda Sr., Osmar Alves de Melo e Sra. Geraldo Vasconcelos e Carlos Euler Calela

Calela, Andrea Caruso sra. Lacerda Júnior

raú. Edmilson Caminha ressaltou a importância do jornal Ceará em Brasília, há 28 anos em circulação ininterrupta, desempenhando seu papel de difusão cultural das coisas do Ceará e a história dos cearenses. O deputado Mauro Benevides recordou a fundação da Casa no Rio de Janeiro e em Brasília, por um punhado de deputados e cearenses, à frente Crisantho Moreira da Rocha, e destacou sua colaboração à Casa do Ceará em Brasília, quando, presidente da Comissão do Distrito Federal, no Senado, que definia o orçamento do DF, e destinou verba para construção do Ginásio. Destacou ainda que no meio da crise econômica e financeira do Estado brasileiro, o Ceará se mantem dentro do equilíbrio fiscal. Contribuíram para o êxito do 3º encontro de Solidariedade ao Ceará em Brasília, mesmo não comparecendo por razões fortuitas: José Jezer de Oliveira, procurador Roberto Gurgel e sra, João Soares Netto e sra, Cássio Borges, Elaudy Aguiar e sra, Roberto Bezerra, Luiz Pinto e sra, Antônio Edval Moura de Oliveira , embaixador Rubem Amaral, embaixador José Marcus Vinicius de Souza e sra, embaixador George Torquato Firmeza, conselheiro Márcio Catunda, bancário Carlos Roberto Bezerra, poeta João Bosco Bezerra Bonfim, José Colombo de Souza Filho, sra e filha, José Jacome Gurgel e sra, jornalista José Wilson Ibiapina e sra, general Nilton Pessoa, jornalista Luis Magalhães Joca, sra. Edmilson Caminha, Evandro Osterne e Sra.,escritor Geraldo Ananias Pinheiro, empresário Higino França de Magalhães e sra. Estiveram presentes, pela Diretoria, o presidente Osmar Alves de Melo (Iguatu) e sra, os diretores João Estênio Campelo Bezerra (Crateus) e sra, José Sampaio de Lacerda Filho (Fortaleza) e sra, Francisco Machado da Silva (Pedra Branca) e sra, José Euler Curlin Perpetuo (Joinville), Maria Magdalena Carneiro (Garanhuns), JB Serra e Gurgel (Acopiara) e sra, Luis Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte) e

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Edmilson Cainha, JB Serra e Gurgel e Sra

Manuel Macedo, Djanira, Vicente Landim, Vicente Magalhães e Sra,

Salvador, Patricia, Osmar Alves de Melo, Hermógenes de Paula e JB Serra e Gurgel

sra. e João Rodrigues Netto (Independencia) e sra e filha e Vicente Magalhães (Aurora) e sra. Pelo Conselho Fiscal, esteve presente José Aldemir Holanda (Baixio) e Sra. Pelo Conselho Deliberativo marcaram presença general Antônio Florêncio e Sra. e Elson Cascão e sra. Entre os presentes Evandro Campelo Bezerra (Crateús) e sra, Aldanilse Pereira de Lima (Pacatuba), Agapito Cavalcante Vasconcelos (Sobral), Alba Claudia e Ana Cristina Magalhães Alves de Melo, Ana e Adriana Alves de Melo, José Alves de Melo e sra, Nazareno Alves Sobrinho e Sra., brigadeiro Antônio Pinto Macedo (Aurora) e sra, Maria Djanira Gonçalves (Aurora)., Vicente Landim de Macedo (Aurora), Francisco de Assis Filho (Aurora) e sra, Manoel Macedo (Aurora), brigadeiro Antônio Pinto de Macedo (Aurora) e sra, Francisco de Assis Filho (Aurora) e sra, Antenor Fernandes Bezerra,(Nova Russas), Baldur Schubert (Novo Hamburgo) e sra, escritor Edmilson Caminha (Fortaleza), jornalista Francisco Inácio de Almeida (Baturité), Diretor do Ceará em Brasília, e sra, jornalista Marcondes Sampaio, Francisco Salatiel de Alencar Barbosa (Araripe) e sra, Geová Sobreira, (Juazeiro do Norte), Hermínio Oliveira (Lisboa), João Jacob Gonçalves (Independência) e filha, Juanicele de Maria Brito Gonçalves e Lúcia Vanda Gurgel Diniz (Acopiara), Luis Roberto Vieira Costa (Sobral) e sra, Luiz Duarte (Acopiara) e sra, Antônio Edval Moura de Oliveira, Maria Auxiliadora Marques (Acopiara), Sônia Silva Holanda, engenheiro Renaldo de Araújo Lima (Maceió), Wanderley Girão Maia Júnior (Fortaleza), Raimundo Teles Pontes ) Itapipoca) e sra, Sergio Viotti, Angelica Torres, Sergio Paulo Cintra Maciel, Silvia Saldanha Bracsak, Augusto César Lima Santos, Danilo Mendes de Vasconcelos,Salvador Alcoforado, Patrícia de Paula, José Aristoteles, Décio Fialho, Reginaldo Haiashi e sra, Daniel Cunha

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Fotos de Herminio Oliveira e Paulo Lima

João Rodrigues Neto, Marili, filha e amigos,


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Leituras V

Falando do Ceará

Fernando Milfont (*) Hoje eu vou falar do Ceará, “dos verdes mares bravios de minha terra natal”, no dizer do poeta. Ninguém reclame, ninguém diga que é bairrismo, se disser, não importa. Vou falar das minhas doces lembranças, do sol forte, dos dias claros, da brisa constante, das praias maravilhosas de águas mornas, dos peixes trazidos pelos pescadores, nos fins das tardes. Antes do repasto, uma cachacinha com tiragosto de nacos de caju. Ninguém esquece o baião-de-dois, a paçoca, a carne de sol assada, da sobremesa de doce de coco, ou doce de banana em rodinhas. O milho verde cozido, a canjica, a tapioca, tudo muito simples, é de comer e estalar a língua, é de dar água na boca, o gosto fica para sempre. Não é de esquecer o pega-pinto do Mundico, refresco “não sei de quê”, com gelo dentro, servia para matar a sede. Era uma portinhola apenas, ao lado do Cine Moderno. E as frutas? Que sabor! Graviola, sapoti, manga-rosa, goiaba. Lá tem de tudo, é como na Pasárgada do poeta. Tem gente bonita até demais, tem os que trabalham e constroem, os que esperam chover para plantar e comer o sumo da terra, os que acreditam em milagre, os devotos do Padim Ciço, de São Francisco de Canindé, de São José, de todos os santos e santas, com quem se apegam pedindo graças, a graça maior um bom inverno, com água que encha os açudes, para tanger a seca para longe. Assim é o Ceará, que povoa a minha memória, traz de volta a alegre festa que inaugurou a Coluna da Hora, no nascer do ano de 1936, com Pompa e Circunstância, regada a espocar de fogos e banda de música. Os “modernosos” não resistiram, alguns anos depois (nem me lembro quantos), resolveram reformar a praça, substituíram a coluna, puseram outra, não sei se melhor, só a vi através de fotos. Os bancos também terão sido retirados, mudou tudo, restam apenas as lembranças, como da Praia de Iracema original, quando ainda não se pretendia construir o quebra-mar, o início do porto, substituto da Ponte Metálica, que exigia esforço de atletas de circo, para se embarcar numa balsa ou sei lá o quê, para ser levado ao navio, ancorado distante. Ceará, Terra do Sol, também chamado de Ceará Moleque, pois tudo criticava e apupava. Há quem se lembre, teria sido pelo final dos anos de 1940, começo dos anos de 1950, o verdadeiro dilúvio, inusitado pé d´água que desabou sobre Fortaleza, durante uma noite toda, indo até de manhã, por volta das 10 horas. De repente, a chuva estancou e, no meio da Praça abriu-se uma nuvem escura, de lá emergindo um claríssimo raio de Sol. Quem estava presente (inclusive o modesto autor deste rosário de lembranças), não se conteve, vaiou estrepitosamente. Outro pequeno não-esquecer, remonta aos anos finais de 1930. Juízes, advogados, jornalistas, escritores, médicos, enfim a nata intelectual da cidade, reunia-se pelas cinco horas da tarde, em torno de um banco de dois lados, instalado no passeio, entre a rua e Praça do Ferreira, sob imensa árvore, defronte ao Majestic e a Farmácia Oswaldo Cruz, para discutir os assuntos do dia. Pelo hábito, decidiram fundar o Banco, instituição notória. Abriu-se ao lado do banco um buraco, onde foi enterrada uma caixa com fotos, jornais do dia, moedas de mil reis, mensagens e uma Ata Memorial. Solenidade de arromba. A praça foi reformada, é possível que a memória de uma época tenha sido varrida para sempre. Ora, ninguém esquece o Ceará, que está no coração dos que se largaram para as lonjuras do mundo todo, onde a gente encontra sempre um cabeça-chata para falar de saudades. O Ceará dos que vivem de esperança, que é a última que morre e o cearense está sempre de olhos brilhantes, um dia alcança o que espera De lá saí, há mais de 60 anos, para tentar a vida no Rio, enfrentar feras famintas disputando palmos de terra para assegurar seu reino. Escapei, não sei se foi sorte ou a mão do destino, consegui meu metro quadrado para me estabelecer, sem perder o sotaque nem as saudades da santa terrinha. (*) Fernando Milfont (Fortaleza) (milfont90@gmail.com) é jornalista, membro da Academia Cearense e Ciências, letras e Artes do Rio de Janeiro, ocupando a cadeira nº 5, cujo patrono é o escritor Araripe Jr.

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Grupo trabalhará em transição do Aeroporto Pinto Martins de Fortaleza

Criação da equipe foi definida em reunião entre repre- que Fortaleza está numa posição geográfica estratégica sentantes do Governo do Estado e da empresa alemã. e, por isso, tem todas as condições para ser transformada “Ceará e Fraport. Juntos para voar ainda mais alto”. em um hub. Foi com esta mensagem que o governo cearense recebeu, No último dia 12, o governador Camilo Santana e o em 24.04 executivos da empresa alemã que passará a prefeito Roberto Cláudio se reuniram com a presidente da administrar o Aeroporto Internacional Pinto Martins, em Latam, Cláudia Sender, para tratar do hub que a compaFortaleza, a partir do próximo dia 28 de julho. Em reunião nhia aérea pretende instalar na região Nordeste. Fortaleza, que ocorreu no Palácio da Abolição, ficou definida a cria- Natal e Recife disputam o equipamento. Na ocasião, ção de um grupo de trabalho formado por representantes Sender informou que a Latam iria marcar uma reunião da Fraport AG, do Estado e da Prefeitura de Fortaleza. A com a Fraport, pois “é muito importante que a questão do companhia também anunciou investimento de quase R$ hub seja vista como uma política pública pela Prefeitura 2 bilhões para o terminal cearense “nos próximos anos”. de Fortaleza e pelo Estado do Ceará, como algo que pode Os integrantes do grupo serão escolhidos e divulgados alavancar investimentos, gerando renda e negócios”. o mais rápido possível. O objetivo principal da equipe é Disponibilidade trabalhar, principalmente, durante a transição da adminisNa reunião, Camilo destacou que o Estado está à distração do Aeroporto, que passará da Empresa Brasileira posição da Fraport, observando que a empresa vai admide Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) para a Fraport. nistrar o Aeroporto pelos próximos 30 anos, necessitando A Fraport já tem uma equipe formada por cerca de 30 do diálogo permanente com o poder público. Segundo pessoas que será responsável por atuar diretamente na ele, governo e Prefeitura apresentaram aos executivos da transição. Com o auxílio de representantes do Governo companhia o que vem sendo feito, em termos de “invesdo Ceará e da Prefeitura de Fortaleza, a companhia deseja timentos estratégicos”. “Nossa parceria com a Fraport extrapola a concessão compartilhar informações e ações em prol do desenvolvimento do Aeroporto e da Capital cearense, em áreas como do Aeroporto, trazendo uma expectativa da dinamização infraestrutura, turismo e da economia de Fortaleza, finanças. de outros setores e segmentos. Queremos que os Na reunião de ontem, ficou claro que a Fraport busbenefícios sejam além do ca tornar o Pinto Martins investimento físico, mas um dos principais terminais também de oportunidades aeroportuários do Brasil, de emprego. Precisamos priorizando a qualidade dos estar juntos, o poder público e iniciativa privada, para serviços e das operações, tirarmos os bons frutos obedecendo os “padrões internos da companhia”, que dessa parceria importante administra 24 aeroportos para o Ceará e Fortaleza”, na Europa, Ásia e América finalizou Camilo. do Sul. Além do governador, “Temos certeza de que participaram do encontro existem ótimas oportunide ontem secretários do O governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e secretários estaduais e municipais se reuniram, ontem, no Palácio da Abolição, com dades e temos confiança no Estado e da Prefeitura. A representantes da Fraport ( Foto: José Leomar ) desenvolvimento próspero Fraport foi representada do Aeroporto. Existe um enorme compromisso do governo por Klaus Jeschcke, pelos também diretores de projetos e da Prefeitura para nos apoiar nesse desenvolvimento. Cecil White e Leonardo Carnielle, e pelo gerente de Queremos saber tudo sobre o Aeroporto”, afirmou o di- projetos sênior Andreas Montag. O evento teve ainda a retor de projetos da Fraport, Klaus Jeschcke, chamando presença do cônsul honorário da Alemanha em Fortaleza, a atenção para a importância das “pessoas que conhecem Hans Jürgen Fiege. a realidade daqui”. Opinião do Prefeito de Fortaleza De acordo com ele, os interesses do Estado, do MuniAtuação conjunta é a chave para o sucesso cípio e da Fraport devem “estar na mesma direção para A mensagem mais forte dessa reunião foi que a Fraport que seja feito o melhor possível”. A ideia é que o grupo veio para trabalhar com o Estado e a Prefeitura. A emprede trabalho comece as atividades “imediatamente, a sa acha que o grande sucesso da operação aeroportuária partir desta primeira visita” oficial ao Ceará, desde que a depende do compartilhamento de ações e de um trabalho empresa venceu o leilão de concessão do Aeroporto, no conjunto de 30 anos. Temos muito trabalho a ser feito até o início da operação, prevista para julho, focando dia 16 de março. em áreas como incentivo tributário, zoneamento urbano, Hub da Latam Sobre a possível construção de um hub (centro de acessibilidade, inclusive, demandas nacionais que preconexões de voos) da Latam Airlines no Aeroporto de cisem de alguma atuação política nossa. Os executivos Fortaleza, Jeschcke disse apenas que ninguém cria um estão muito entusiasmados com essa rotina de trabalho conjunto que vai começar. A Fraport vai usar sua experihub “da noite para o dia”. Ele reforçou o que já foi sinalizado por outros executi- ência competitiva para transformar o nosso Aeroporto no vos da Fraport. Neste momento, a prioridade da empresa melhor equipamento possível, de grande referência. Isso é investir na qualidade do Aeroporto, nos mais diferentes nos dar possibilidade de ganhar em volume de passageiros aspectos, conversando sempre com todas as partes inte- e de cargas, o que, na perspectiva econômica, é o mais ressadas. “Precisamos de todos os stakeholders. Sabemos importante para a gente. como operar um hub”, acrescentou Jeschcke, lembrando por Raone Saraiva - Repórter

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Leituras VI

Entrevista com Márcio Catunda

João Soares Neto (*) Semana passada escrevi sobre Gerardo Mello MourãoGMM e citei o poeta e diplomata Márcio Catunda, expert em GMM. Fizera-lhe algumas perguntas. Ele as respondeu. Assim, com alegria, dou espaço a Márcio. GMM merece reverências e Márcio Catunda, tem autoridade para isso: JSN – Como você vê a trajetória de vida do poeta e do político GMM? MC – Com admiração e apreço. Ele foi um dos mais ilustres cearenses e um dos maiores poetas da língua portuguesa. Foi mais poeta que político. Mas sua erudição, sua inteligência e sua sensibilidade contribuíram para que ele desempenhasse, de forma brilhante, toda e qualquer atividade. Na literatura, foi polígrafo, imensamente criativo e fecundo. Escreveu poesia, ensaio, romance, conto, artigo de jornal e biografia. Fez até hagiografia, ao contar a vida e os milagres de São Gerardo Majella, seu patronímico. JSN – A entrada dele no integralismo foi arroubo de juventude ou pregação de Plínio Salgado? MC – Foram as duas coisas e mais. O integralismo aparecia como nacionalista com forte vertente católica, cujo Guru principal, para Gerardo, foi o filósofo e ensaísta Alceu Amoroso Lima(Tristão de Athayde) que aderiu ao Movimento. Durante a Ditadura Militar, teve cassado o seu mandato de deputado federal por Alagoas (pelo PTB) e esteve no cárcere por algumas semanas. Ameaçado de morte, saiu de Brasília com documentos falsos, embarcou para Ponta Porã, atravessou a fronteira e foi até o Paraguai. Em Assunção, foi de avião para o Chile, onde passou dois anos exilado. JSN – Depois, ele foi comunista ou era nova onda? MC – Não foi comunista em nenhum momento da vida. Já havia, no entanto, renegado o credo integralista e, em razão de sua obra e sua capacidade de fazer amigos, ficou ligado a Leonel Brizola e Darci Ribeiro, que lhe reconheceram os méritos de grande intelectual e o nomearam presidente da Fundação Rio-Arte. JSN – Como você destacaria a obra de GMM? MC – Uma obra de profunda sensibilidade, humanismo e inspiração, pautada por sua erudição clássica. Gerardo fez uma poesia eclética, versátil, em que misturava imagens e signos do seu torrão nativo, Ipueiras, com a antiga história e os mitos da Grécia e de Roma. Essas referências extraordinárias de sua poesia estão marcadamente registradas nos livros Rastro de Apolo, Peripécia de Gerardo e O País dos Mourões. Escreveu outros livros magníficos, como Invenção do Mar, epopeia das navegações e da fundação da terra brasileira, que recebeu o Prêmio Jabuti em 1999, e Algumas Partituras, este a meu ver, o mais primoroso de seus livros, escrito já na maturidade, e publicado em 2002, cinco anos antes de sua morte. Veja o que GMM me declarou, de viva voz, quando tive a satisfação de entrevistá-lo em 1998: “Rimbaud nunca vendeu nenhum livro, mas há pouco tempo uma edição daquele poeta vendeu 60 mil exemplares numa semana, quando distribuíram um de seus livros nas bancas de jornal. Nem Camões, nem Dante, nem mesmo Tales, na Grécia, encontrou mercado de trabalho para o triângulo retângulo, nem para o isósceles. No entanto, se ainda hoje existe um país chamado Grécia é porque um vadio, sem mercado de trabalho, talvez mesmo um cego de feira, chamado Homero, criou a língua e a glória sobre a qual se fundou a eternidade de uma nação”. (*) João Soares Neto (Fortaleza) escritor, empresário, membro da Academia Cearense de Letras.

Ceará em Brasília

PEC transforma cerrado e caatinga em patrimônio nacional O secretário do Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, enviou ofício a todos os deputados federais e senadores cearenses solicitando que se coloque em pauta e se vote a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que inclui o Cerrado, a Caatinga e os Pampas entre os bens considerados patrimônio nacional. A ação aproveita o transcurso do Dia Nacional da Caatinga, celebrado em 28 de abril. Atualmente, segundo a Constituição, são patrimônio nacional a Amazônia, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal e a Zona Costeira. Segundo dados do IBGE, cerca de 27 milhões de pessoas – a maioria carente e dependente dos recursos do bioma para sobreviver – vivem na área original da Caatinga (850 mil km²), equivalente

a 11% do território nacional. A extração de madeira, a agricultura sequeira, a monocultura da cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades são atividades econômicas tradicionais. A PEC modifica o parágrafo 4º do artigo 225 da Constituição Federal, alterando a lista de biomas brasileiros, conforme classificação adotada pelo Ibama. O texto da Proposta de Emenda estabelece que os biomas Amazônia; Cerrado; Mata Atlântica; Costeiro; Caatinga; Pantanal; e, Campos Sulinos são patrimônio nacional e sua utilização será feita, na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente, inclusive quanto ao uso de recursos naturais.

Missão técnica cearense debate empreendedorismo e inovação em Israel

Os representantes do Governo do Ceará que estão em missão técnico-científica em Israel participaram, em 27.04 de mesas redondas e debates sobre empreendedorismo e inovação. A agenda foi iniciada com palestra sobre o Centro Bengis para Empreendedorismo e Inovação, ligado à Universidade Ben-Gurion, abordando experiências, novos desafios e perspectivas para lideranças daquele centro de pesquisa. Em seguida, ocorreu uma mesa redonda de debates, onde tomaram assento representantes de Israel, China e Brasil. Na ocasião, Marcos Holanda, presidente do Banco do Nordeste do Brasil, e Eduardo Gaspar, em nome da Universidade Federal do Ceará, discorreram sobre Desafios e Inovação no Nordeste do Brasil. Na parte final dos trabalhos, acadêmicos de uni-

versidades europeias e norte-americanas relataram experiências em inovação e desenvolvimento local, além de abordagens sobre estímulo ao empreendedorismo feminino. “Debatemos aqui, em resumo, como a inovação e o empreendedorismo são chaves para o desenvolvimento e como os centros universitários estão cada vem mais incorporando esses campos de pesquisa nas suas agendas”, observou o secretário do Planejamento e Gestão do Ceará, Francisco de Queiróz Maia Júnior. O titular da Seplag integra a comitiva em visita Israel, junto com líderes das universidades estaduais cearenses, da UFC, do IFCE, do secretário de Ciência e Tecnologia, Francisco Coelho, além do BNB e da Assembleia Legislativa.

Escritor cearense Lira Neto terá livros adaptados para filme e série

Adaptações de obra recém-lançada sobre a história do samba, além das biografias “Getúlio” e “Padre Cícero”, estão em processo de negociação Lira Neto assina a curadoria da Bienal Internacional do Livro, onde também lança a obra “Um história do Samba: As Origens”, que deve virar uma série O livro “Uma história do Samba: As Origens”, do jornalista e escritor cearense Lira Neto, deve ser adaptado para uma série televisiva. O autor, radicado em São Paulo, está em Fortaleza para promover o lançamento do título na Bienal Internacional do Livro. Outra obra dele, “Maysa: só numa multidão de amores” o levou a ser consultor da minissérie “Maysa: quando fala o coração”, da TV Globo. Os direitos da obra sobre as origens do samba estão nas mãos da empresa RT Features, do produtor Rodrigo Teixeira, que comanda as negociações “com um grande cineasta brasileiro”. “O que posso adiantar até agora é que isso está acontecendo, mas ainda não sei como vai se dar ou o veículo em que vai ser transmitido. Não

é um segredo, mas tudo ainda está em processo, e não quero atropelar tudo. Prefiro manter uma discrição no momento”, adiantou o escritor em entrevista ao Diário do Nordeste. As negociações, contudo, não se limitam ao seu título mais recente. A trilogia biográfica “Getúlio” e a também biografia “Padre Cícero: poder, fé e guerra” fazem parte da mesa de negociação de obras que devem virar produtos audiovisuais. Bienal O cearense, que ainda assina a curadoria da Bienal Internacional do Livro do Ceará, comemora o ritmo que o evento tem tomado nos seus dois primeiros dias de realização. “A resposta do público está muito grande. Tivemos um bom número de pessoas, considerando que estamos no meio de um feriadão”, disse. “A devolução dos autores também tem sido muito muito bonita, que estão empolgados com o formato e com a temática da edição deste ano”, argumentou. A Bienal segue até o dia 23 de abril, no Centro de Eventos do Ceará. Confira a programação completa. (Com informações da repórter Roberta Souza)

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Leituras VII Coluna - O novo sempre vem, caro Belchior Xico Sá (*)

Esta coluna foi publicada no dia 28 de outubro de 2016. O novo sempre vem, como na canção de Belchior, 70, o aniversariante da semana, por mais que você ame o passado e não veja, por mais que vote em ninguém e esteja desiludido à esquerda e à direita, por mais que você surfe na crista da onda conservadora que varre o Brasil inteiro... O novo sempre vem, como veio, depois da ressaca do golpismo, na voz da menina Ana Júlia, passando um pito histórico nos nobres parlamentares em Curitiba, repare que fala pedagógica sobre a ocupação das escolas... O futuro é mulher e virá com as meninas. O futuro está na classe da Ana Júlia, não na escola para formar princesas. Por mais que sufoquem os estudantes, como na imagem deprimente dos meninos com algemas, por mais que os Mendoncinhas da vida demonizem o livre pensamento e implantem a didática do dedo-duro nos colégios... O novo sempre vem, o poeta Ademir Assunção me dá o mote e o mantra, vejo aqui na sua página, que começa por Araraquara, passa por Londrina e margeia toda São Paulo. O novo não está na pouca idade dos jovens do MBL, o tal Movimento Brasil Livre, que agora servem de milícia informal contra as escolas ocupadas; o nome disso é fascismo, algo tão envelhecido quanto a grappa do Mussolini, vade retro, sarava, pé-de-pato da Fiesp, mangalô três vezes. Desculpa o desabafo, meu caro Belchior, é que esse noticiário, o atraso em moto-continuo, se é que isso é possível, deixa a gente meio maluco, preferia falar de amenidades, filosofia, um comentário a respeito de John, a felicidade como uma arma quente e tantas outras citações e delírios na ponte Sobral/Liverpool das afinidades eletivas. Mas eu não estou interessado, em nenhuma teoria... Amar e mudar as coisas, me interessa mais. Como faz essa rapaziada das ocupações, mais de mil escolas no Brasil inteiro, apesar do sufoco da polícia, do gás pimenta, lacrimogêneo, cassetetes e tantos outros efeitos morais. A grande alucinação, meu caro cearense do mundo, é suportar o dia a dia, resistir às medidas enfiadas goela abaixo, como a reforma do ensino médio da qual tratou a menina Ana Júlia... Vale o baque e o corpo a corpo com as ditas coisas reais, vale quanto pesa a consciência na mochila. Vale a luta e vale o beijo na ocupação do desejo, a revolução dos hormônios toda pela frente, sim, amigo Antônio Carlos Belchior, amor já é outra viagem, bem sabemos como a vida nos violenta, na curva à direita e na curva à esquerda, um beijo de parabéns, velho forasteiro de si mesmo, que a terra nos seja leve e até a próxima, mas não esqueça, coração, este lado para cima, cuidado, é frágil. (*) Xico Sá (Crato), escritor e jornalista, é autor de “Se um cão vadio aos pés de uma mulher-abismo” (editora Fina Flor), entre outros livros. Na televisão, é comentarista dos programas “Papo de Segunda” (GNT) e “Redação Sportv”.

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Governo do Estado, FIEC e Banco do Brasil assinam termo de cooperação para financiamento de empresas

O Governo do Estado, a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) e Banco do Brasil assinaram em 20.04, termo de Cooperação Técnica. O objetivo é a cooperação do Banco do Brasil para que atue como agente financeiro preferencial, visando financiar investimentos de empresas amparadas pelos programas de incentivo da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) e suas vinculadas em todo Estado. O presidente da FIEC, Beto Studart, destacou que o momento é de alta importância para o Ceará. “Estamos vivendo uma conjuntura favorável no estado com o governador Camilo articulando a condução de um processo de diálogo que tem nos permitido trazer industrias de alto valor tecnológico. Esse é um momento histórico que se insere nessa conjuntura”, analisou. O superintendente do Banco do Brasil no Ceará, Clovis Castro, fez a apresentação dos termos do convênio. O governador Camilo Santana afirmou o governo tem empreendido esforços no sentido de superar os problemas econômicos atuais, citando o envio à Assembleia, da proposta de um novo refis, e as parcerias com investidores estrangeiros, no caso da Fraport e o Porto de Roterdã. “Nesse momento de dificuldade pelo qual o país passa, com reflexos nos estados, instantes como esse proporcionado pelo convênio com o

BB, têm reflexos diretos na intenção do governo de superar esses problemas econômicos”, ressaltou. Camilo Santana ressaltou que a FIEC tem sido parceira, compreendendo o esforço do governo e ajudando nos discussões sobre como superar essas dificuldades. A cooperação beneficia empresas que recebem incentivos por meio da SDE que irão se instalar ou ampliar instalações, independente do seu setor de atuação. Atualmente, cerca de 420 empresas são atendidas pelos programas de incentivo da SDE e vinculadas. Com o termo, o Banco do Brasil dará prioridade nas propostas na esteira de análise de apurações de crédito, buscando dar maior agilidade no atendimento ao cliente indicado pela SDE. Desta forma, destravará as restrições de crédito por segmento econômico e analisará as propostas de financiamento por empresa. O Governo do Estado, através da SDE, vai selecionar e indicar empresas com perfil para apresentar propostas de investimento, visando proporcionar maior agilidade no atendimento do pleito. Já a FIEC vai realizar a divulgação do termo e mobilização das empresas, por meio de seus sindicatos filiados, para o estímulo e apoio de atividades exportadoras dos diversos setores industriais do Estado.

Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Ceará aprova promoção e remoção de magistrados O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) aprovou em 27.04, a promoção de dois juízes e a remoção de outros dois. A sessão teve à frente o presidente do TJCE, desembargador Gladyson Pontes. Nas remoções (mudança de unidade dentro da mesma entrância), Josué de Sousa Lima Júnior, da 1ª Vara de Iguatu, passará a atuar na 1ª Vara Criminal do Crato, enquanto Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior deixará a 34ª Vara Cível de Fortaleza para ser titular da 2ª Vara da Infância e da Juventude da Capital. As duas ocorreram pelo critério de merecimento, por meio de votação dos desembargadores. Já as promoções (mudança entre unidades de entrâncias diferentes) ocorreram por merecimento, com votação, e por antiguidade. Na primeira situação, a juíza Regma Aguiar Dias Janebro passa da 2ª Vara de Pacajus para a 3ª Vara Cível de

Maracanaú. No segundo caso, a magistrada Cleriane Lima Frota, auxiliar da 8ª Zona Judiciária, passará a atuar na 3ª Vara da Fazenda Pública de Fortaleza. Entrância é o agrupamento das comarcas conforme o tamanho. No Ceará, existem três: Inicial (comarcas de pequeno porte), Intermediária (médio porte) e Final (grande porte). Essa última é formada por Fortaleza, Caucaia, Maracanaú, Juazeiro do Norte e Sobral. O Órgão Especial do TJCE, instalado em 20 de junho de 2011, é composto por 19 desembargadores com mandato de dois anos, podendo ser prorrogado pelo mesmo período. Foi criado para agilizar processos judiciais e administrativos. O número menor de julgadores permite maior rapidez na leitura e análise das ações, antes de competência do Pleno (formado por 43 desembargadores).

Fortaleza receberá ações sustentáveis Fortaleza conseguiu a aprovação de US$ 73 milhões, junto ao Banco Mundial, para a execução do programa Fortaleza Cidade Sustentável, voltado para a execução de ações sustentáveis da Capital. O recurso ajudará a revitalizar e melhorar a zona norte da Cidade. Serão realizados trabalhos como melhoria na balneabilidade do litoral, saneamento básico, além do reforço nas fiscalizações e gestão ambiental. Segundo a secretária municipal de Urbanismo e Meio Ambiente, Águeda Muniz, a principal área beneficiada será a do Parque Rachel de Queiroz. “O projeto é inovador e, inclusive, será observado pelo Banco Mundial para implementação em outras cidades do mundo”, disse. O projeto tem um valor total de US$ 150 milhões. Com a contrapartida do Banco Mundial, a outra parte será de

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responsabilidade da Prefeitura de Fortaleza. As atividades devem, se iniciar no começo de 2018 e tem previsão de seis anos para conclusão. Saneamento Águeda Muniz reforçou que o projeto ajudará a melhorar a rede de esgoto, evitando a poluição dos recursos hídricos da região e elevando os níveis de balneabilidade. Os investimentos serão destinados ao tratamento de efluentes dos sistemas combinados de drenagem e esgoto e a subsídios às conexões de esgoto em residências de baixa renda. “As atividades apoiadas pelo nosso financiamento vão melhorar a qualidade de vida da população mais pobre e promover o desenvolvimento econômico”, disse Martin Raiser, diretor do Banco Mundial para o Brasil.

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Leituras VIII

Reginaldo Vasconcelos (*) Morreu Belchior; ficou o mistério. Permanece o enigma. Morando na mesma cidade por duas décadas, frequentando as mesmas ruas e os mesmos bares, só vi Belchior presencialmente uma única vez. Fortaleza, anos 90. Eu vinha chegando de carro e ele estava em pé na penumbra da noite, fumando o seu cachimbo, a mala no chão, o casaco no braço, toalha nos ombros, no final da subida que dá acesso ao terminal de passageiros, aguardando sozinho alguém que o viesse apanhar no aeroporto. Certamente se escondia do assédio dos fãs. Mas a pessoa do Belchior não interessava, porque para mim ele não tinha glamour nem história. Era apenas um senhor latino-americano, tabagista degustativo como eu. Nunca passou disso. “Não me sigam, porque eu também estou perdido. Ou façam, ou descubram o próprio caminho” – disse ele, já artista consagrado, mas ainda pouco resolvido. Paulo Limaverde conta que o Belchior saía do Iate Clube na madrugada, com ele e com Wilson Ibiapina, preocupado em proteger o violão, porque chovia. Tomaram um táxi, e ali dentro do automóvel nasceram os primeiros trinados da sua cantiga “Paralelas”. Paulo insiste; Ibiapina não lembra, entre as tantas passagens de sua juventude com o “Pessoal do Ceará”, do qual fazia parte surdamente. Aliás, parece que Belchior nunca se encontrou, que tudo era pequeno para si, que tudo era menor do que ele esperava que fosse – do hábito monacal ao jaleco hipocrático – ambos caminhos que ele buscou e abandonou. Nada o contentava.

A boa esfinge Por fim, a proposital insolvência civil, o autoexílio, a anulação profissional. Imenso mesmo, descomunal de fato, absurdamente denso, de valor impagável, de beleza inefável, de memória indelével, é o patrimônio lírico que ele produziu e entregou à sociedade. A música de Belchior me embalou a juventude, sucedendo ao Taiguara. Evoca amigos que já seguiram para o Éden; traz de volta, por sinestesia perfumosa, evanescentes namoradas do passado – e reforça o vínculo eterno com as atuais, que me acompanham desde lá. Dá sentido a memórias preciosas de farras de rum, de penúrias antigas, do primeiro emprego, do primeiro artigo publicado, da primeira casa de casado, mobiliada unicamente com tatames. A música de Belchior me dá saudades de mim mesmo – em paráfrase Guilherme-netiana. Até mais, boa esfinge. Muito grato pela obra, que me coloriu a mocidade. (*) Reginaldo Vasconcelos (Fortaleza) escritor, presidente a Academia Cearense de Literatura e Jornalismo

As músicas vão mantê-lo vivo Wilson Ibiapina (*) Reginaldo, essa citação do Paulo Limaverde que você fez na crônica sobre o Belchior, me fez lembrar os anos 60

quando o grupo de novos artistas cearenses surgia. Trabalhando na TV Ceará, tentava fazer a cabeça do João Ramos, Neide Maia, Guilherme Neto e Augusto Borges para que programassem eles, todos meus amigos. O João Ramos dizia “seus cabeludos estão chegando”. Era aos sábados, no programa que o Gonzaga Vasconcelos apresentava à tarde, que o pessoal do Ceará começou a aparecer . Quando o Gonzaga resolveu retornar ao Rio, o Augusto Borges me fez substituto dele na edição do telejornal Crasa e entregou ao Belchior o comando do programa musical. Reginaldo, com a competência que Deus lhe deu, sua crônica mostra que Belchior foi imenso. Um de seus projetos inacabados é um livro que escrevia à mão, em caligrafia gótica. Trata-se da Divina Comédia, de Dante Alighieri que ele traduziu. Pediu minha ajuda junto a Embaixada italiana para editá-lo. Como sumiu, não pude ajudá-lo. No final da vida, Belchior protagonizou uma história de amor e decadência. Em matéria na revista Época, Marcelo Bortoloti escreveu sobre a Divina Tragédia de Belchior. Assim como Fagner, Belchior pintava quadros. Trilhou vários caminhos. Como você lembra na crônica, parecia que nada o contentava e partiu para autoexílio, para a anulação. Para nós, que conhecíamos Belchior de perto, fica a certeza de que ele nunca vai morrer. Para seu parceiro Raimundo Fagner, Belchior está mais vivo do que nunca “pois não faltará quem queira descobrir sua obra.”.Na entrevista que deu ao Fantástico, ele revelou que queria voltar para sua terra. Não imaginava que seria assim.

Belchior, uma legenda da música cearense e brasileira, morre aos 70 anos, depois de um sumiço de 10 anos

O cantor e compositor Belchior, expoente da música popular brasileira por suas letras contestatórias, melancólicas e irônicas, morreu neste sábado aos 70 anos. De acordo com os jornais O Povo e Diário do Nordeste, do Ceará, Estado natal do músico, os familiares não divulgaram a causa do falecimento que ocorreu na cidade de Santa Cruz, no Rio Gran- llustração do designer Marcos Paulo de do Sul. O governador Drumond para comemorar os 70 anos do cantor, no ano passado. cearense, Camilo Santana (PT), disse em nota de pesar que “o povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente tudo que fez e pelo legado que deixa”. O compositor, autor de sucessos como Medo de avião, Velha roupa colorida e Apenas um rapaz latino-americano teve o auge da carreira nos anos 70, com discos próprios e gravações de intérpretes como Elis Regina, que transformou Como nosso pais, composta pelo cearense, em hino de uma época. Em 1976 gravaria o disco Alucinação,que o consolidaria no cenário musical nacional, ao lado de outros músicos conhecidos como “pessoal do Ceará”. “Belchior trancou a matrícula no curso de medicina e se mandou, cantou na ‘barra pesada’ e venceu com Hora do almoço um festival universitário de âmbito nacional. Era o começo. Jorge Melo foi um dos primeiros a emigrar. Ednardo e Fagner foram depois. O Ceará invadia, mas logo começaram as dificuldades da luta contra os rótulos. Depois dos baianos, a tendência era classificar a partir da procedência. E foi difícil convencer que não se tratava de um grupo cearense, mas de pessoas que embora tendo nascido no mesmo lugar, e apesar das dificuldades e afinidades, seguiam caminhos diferentes e tinham recados diversos a dar”, escreveu, em 1977, no Jornal da Música, do Rio, o escritor, professor e crítico Gilmar de Carvalho.

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Turbulências e desaparecimento Belchior enfrentou turbulências nos últimos anos, recluso e fora do palcos. Em 2009, ganhou as manchetes depois que sua ex-mulher contratou um advogado para cobrar supostas dívidas e pensão devidas pelo cantor. “Para a família, Belchior está sumido desde 2007”, calculava o advogado da ex-mulher de Belchior Leonardo Scatolini na TV, naquele ano. Belchior chegou a falar com o programa Fantástico, desde o Uruguai, informando que trabalhava no país em traduções da suas canções para o espanhol. “Sou um rapaz latino-americano”, disse. Mesmo cultuado, Belchior recusou os convites para voltar aos palcos. Nos últimos anos, se popularizaram no Ceará e em outras partes os dizeres “Volta, Belchior” em muros. No Carnaval deste ano, ele foi homenageado em blocos em São Paulo e em Fortaleza. A vida em Santa Cruz do Sul A morte do trovador cearense comoveu os fãs em todo o Brasil, mas surpreendeu principalmente os moradores do município de cerca de 125 mil habitantes, situado no Vale do Rio Pardo, onde ele viveu seus últimos Casa onde o cantor Belchior morava em Santa Cruz do Sul, no interior do Rio Grande do Sul dias. Somente lá (Foto: Muriel Porfiro/RBS TV) eles estiveram em quatro casas. A condição para recebê-los era apenas uma: não comentar nada sobre o ilustre hóspede. Eles queriam se manter reservados. “Ele morou um tempo comigo e não saiu mais daqui. Um dia recebi uma visita familiar muito grande e levei ele para outro local, porque minha casa não comportava todo mundo. Aí foi assim, ele foi ficando de casa em casa, fazendo um rodízio com amigos. Ele gostava muito daqui, é uma cidade mais pacata”, conta o radialista Dogival Duarte, o primeiro anfitrião

de Belchior na cidade, um fã que se tornou amigo do músico. Nem vizinhos sabiam da presença do famoso morador da casa de dois andares localizada no bairro Santo Inácio, uma área residencial de classe média alta. “Eu não sabia de nada, não conhecia ele, não tinha ideia nenhuma. Ele era super discreto”, relata Aline Bohrer, que mora perto do casarão. A moradia foi cedida por um amigo de Dogival, já que Belchior e Edna não tinham condições de pagar um aluguel. “Todo mundo sabe que ele tinha dificuldades financeiras”, lembra a estudante Marina Trindade. Os pais dela, o professor de filosofia Ubiratan Trindade, 56 anos, e a empresária Ingrid Trindade, 52 anos, receberam o casal logo após os dois deixarem a residência de Dogival. “A gente tinha medo que a polícia descobrisse que ele estava na minha casa. Ele acabou ficando na minha casa por um mês, e dois meses no sítio do meu pai”, conta a jovem, em referência à chácara no interior de Sobradinho, onde Belchior permaneceu por poucos meses, antes de voltar de vez para Santa Cruz do Sul. Na cidade, o cantor tinha amigos, mas vivia de forma reclusa. Quase não saía na rua. Passava horas escrevendo, lendo e pintando, mas longe de qualquer atividade remunerada. “Ele passava de casa em casa assim. É complicado, né? A gente gostaria que ele teria ficado mais tempo com a gente, mas a Edna era uma pessoa bem complicada de lidar. Ela não deixava que as pessoas chegassem perto. Ele sairia na rua tranquilo, tiraria foto contigo, mas ela sentia muito medo que alguém fosse ali e tirasse ele dela”, observa Marina. Belchior tinha hábitos saudáveis. Cuidava da alimentação, não comia carne vermelha e costumava nadar na piscina da residência. Segundo amigos, não aparentava estar doente. A companheira relatou à polícia que ele não fazia uso de medicamentos. Aliás, nem tinha remédios em casa. “Ele estava bastante magro, mas estava super bem, animado, faceiro. Conversávamos sobre literatura, sobre arte, sobre o país, o que estava rolando por aí e tal”, diz Dogival. A amiga Dulce acrescenta que Belchior já pensava em morar no Rio Grande do Sul quando foi ao país vizinho. “Ele morava em São Paulo quando foi para o Uruguai com a Edna.

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Chico Zé ou Francisco José (Crato) 40 anos no ar, na Globo. A jornada de um repórter nos cinco continentes. Com o subtítulo “A jornada de um repórter pelos cinco continentes”, o jornalista Francisco José lançou o seu livro de estreia intitulado “40 anos no ar”, no qual narra sua trajetória no Brasil e no mundo em sua atuação como jornalista da Rede Globo de Televisão, período durante o qual realizou para mais de duas mil reportagens. Cearense do Crato, Chico Zé, como é conhecido em sua cidade natal, ou Chico José para os companheiros de profissão, é filho único do terceiro casamento do coronel Francisco José de Brito, respeitável figura da sociedade cratense, e de Ana Libório, mais conhecida como Morena, pertencente a tradicional família de Santana do Cariri, cidade próxima do Crato. Aos oito anos perde o pai e aos dez deixa o seminário a fim de acompanhar a mãe, que contraíra matrimônio com comerciante do Recife, também viúvo, e fixa residência na capital pernambucana. No Recife, ainda estudante, o jovem cratense dá início á sua vitoriosa carreira jornalística. Inicialmente como repórter esportivo do jornal vespertino Diário da Noite, no qual chegou inclusive a exercer a editoria de esporte e titular ao mesmo tempo de uma coluna diária. Como repórter esportivo, exerceu por quatro anos a presidência da Associação Brasileira de Cronistas Esportivos (Abrace), período no qual participou da cobertura de seis

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Copas do Mundo e duas Olimpíadas. Após isso, desligou-se temporariamente da atividade jornalística, passando a dedicar-se à publicidade. Três anos depois, com a inauguração da Globo Nordeste, com sede no Recife, foi chamado a integrar à equipe do Globo Esporte, recém lançado, retomando assim à profissão de jornalista. Primeiro como narrador de jogo de futebol. Em seguida, partiu para reportagens factuais, inicialmente cobrindo o interior do Nordeste, período no qual realizou centenas de reportagens. Com o tempo, expandiu a sua atividade jornalística, como repórter televisivo, por outras regiões do País, e, por fim, mundo a fora, realizando emocionantes episódios e façanhas, muitos deles colocando em risco a própria vida e a vida do cinegrafista que documentava o seu trabalho de repórter. Tudo isto está narrado no livro , que tem prefácio da sua colega Sônia Bridi, para quem “Chico José é o repórter que todo repórter gostaria de ser”. Toda a renda obtida com a venda do livro será revertida, segundo o autor, à Fundação Terra, do padre Airton Freire, uma entidade sem fins lucrativos que presta assistência médica e social, mantém escolas, creches e abrigos, atendendo pessoas carentes do sertão pernambucano. (José Jezer de Oliveira (Crato) , jornalista, ex-presidente da Casa do Ceará em Brasília e presidente do seu Conselho Consultivo).

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Manoela Queiroz Barcelar Lançará seu livro em Brasília A advogada Manoela Queiroz Bacelar vai lançar em Brasília seu livro “ Tombamento - Afetos Construídos”. O livro, que resgata o patrimônio cultural e tombamentos em Fortaleza, será apresentado pelo ministro Napoleão Maia na noite de 26 de junho próximo na sede da OAB Nacional. A autora Manoela Queiroz Bacelar investiga, sob prisma jurídico, o reconhecimento e proteção do patrimônio cultural de Fortaleza, através de pesquisas realizadas em dois momentos de sua carreira acadêmica. O livro é publicado 15 anos depois de Manoela pesquisar o assunto pela primeira vez, durante o Mestrado em Direito, concluído em 2002 na Universidade Federal do Ceará. Mas o contato com o tema foi um acaso que deu certo. Ela revela que fez o trabalho para .uma disciplina e se apaixonou pelo tema de proteção do patrimônio cultural por meio do instituto do tombamento. “Tombar significa cristalizar um momento, um valor, uma energia eleita como um afeto”, diz ela.

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Comendador Dr. Albery Mariano homenageia o conterraneo de Santana de Acaraú/CE Dia 03.05.2017 o mundo Empresarial, Literário e Social de Brasília homenagearam o Jornalista e Grande Historiador de Brasília ADIRSON VASCONCELOS. O concorrido Evento no Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal celebrou “60 Anos de ADIRSON Escrevendo Brasília”. Através desta foto, ADIRSON VASCONCELOS e seu Conterrâneo o Comendador Dr. ALBERY MARIANO (poeta das rimas melodiosas) exaltam sua Terra Natal SANTANA DO ACARAÚ - CEARÁ, a qual ficou conhecida pela referência que sempre fazem em seus pronunciamentos. A vitória, respeito e prestígio desses ESCRITORES SANTANENSES, o nosso reconhecimento. Realmente são dignos de serem chamados de TALENTOS NOTÁVEIS de sua querida Terra Natal. Poema do Dr. Albery mariano em homenagem a Santana de Acaraú.

P Esprojeto eci s ais

VIII Depois de aposentado; Fui pra cidade termal. Hoje, sou um apaixonado E, poeta imortal. Em animado Jantar no dia 05.05.2017 na Galeteria Beira Lago em Brasília, o Comendador Dr. Albery Mariano, também Conselheiro da Casa do Ceará em Brasília, juntamente com sua esposa compareceram ao 3º Encontro da Solidariedade ao Ceará em Brasília. A mesa do Casal foi decorada com a Bandeira de Santana do Acaraú -Ceará, terra natal deste digno Conselheiro. Cleuza Mariano, Adirson Vaconcelos e Albery Mariano

Bom cidadão brasileiro.

TRAJETÓRIA DE VIDA

V Saudade, muita saudade... Da terra de Araquém. Hoje, na melhor idade; Eu a quero muito bem...

I Santana do Acaraú-CE, Terra onde eu nasci. Guardo sempre no baú; Lembranças que lá vivi.

VI Dezoito anos fiquei; Sentindo saudades dela; Agora que a visitei; Vi Fortaleza, mais bela.

II Minhas férias eu curtia... Junto ao povo Caucaiense. Com meus avós aprendia; Ser bom, fiel Cearense.

VII Tudo escrevi a verdade, Cidade melhor, não tem. Visitá-la só faz bem.

Albery Mariano recitando o poema em homenagem a Santana do Acaraú no 3º Encontro da Solidariedade.

III Quando criança eu morava, No Pirambu com meus pais. De Fortaleza, eu gostava. Hoje, gosto ainda mais. IV Depois, fui para Brasília; Onde sou um pioneiro. Agora, pai de família;

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Albery Mariano e sua esposa Cleuza Mariano

João Rodrigues Neto- Diretor Jurídico da Casa do Ceará, Albery Mariano- Conselheiro da CASA do Ceará e João Estenio Campelo - 1º Vice-Presidente da Casa do Ceará.

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Página da Mulher Regina Stella (*) Eu quis fazer um verso, contar uma história, escrever um conto ou um poema, que falasse de mãe e fosse uma homenagem. Mas, negou-se a idéia, fugiu o pensamento e não pude juntar em frases as palavras que chegaram, de amor, de bem, dizendo dela. A imaginação, antes viva e colorida, perdeu a força e a graça, ficou vazia e muda, sem cor, sem som, despida de expressão! Que pena, pensei, seria uma festa a palavra amiga superando o gesto e no Dia das Mães a gratidão em rimas, que belo presente ela receberia. Então, busquei nas minhas lembranças o tempo de criança. Quem sabe, ali eu acharia o que dizer dela, o que falar, no segredo da menina magricela que corria, descalça, no quintal, jogando bola de gude na areia, pulando “amarelinha”. E voltei A casa grande do bisavô, a porta sempre aberta, e lá dentro a voz que era festa, presença, segurança, um quê de paz, certeza do amanhã. Vi a firmeza no gesto, a decisão, e o olhar que era ordem, aprovação, sinal de sim, sinal de não. Tinha

Poema impossível o dom de falar, sem nada dizer, que apenas em olhar se fazia entender. Pouco, contudo, para um presente. Muito pequena a lembrança da menina. E fui à adolescente. Talvez pudesse me ajudar. Seriam mais nítidas as impressões, mais marcantes as atitudes, os gestos, as decisões. No riso do encontro, na alegria das respostas, eu vi o retrato dela. Gozava da vida o que de bom chegava, sem medir o mal que muitas vezes vinha. Não lhe dava trela, atenção, importância, confiança. E usufruía o bem, esperando o melhor. Feita de fibra, essa a impressão, marcando o rumo certo, sabia o que queria. Cabeça erguida, a nada se dobrava, a não ser que pedisse pelo filho. Então, era terna e doce. E bondosa e meiga. Extraordinária amiga, mais que tudo acreditava no poder da vontade, na força de querer. Para vencer, ela dizia, basta seguir, ter fé, não recuar. Extraordinária mulher. Mas, não era ainda o que eu queria lembrar, e dizer, naquele dia, só dela! Então, buscando inspiração, busquei os livros e li tudo sobre Mãe. Frases, versos, rimas, poesia. Discursos e Orações. Crônicas e Epístolas. His-

tórias e Fantasias. Trovas. Sonetos de poetas grandes e pequenos. Páginas inteiras. Num grande livro de mil folhas, que só de mãe dizia. Retrato, Acalanto, Poemas de ternura. Cantares, Elegia,Epitáfio. Só beleza achei. Encantamento. E só verdade havia. Mas, falava pouco ainda. Faltava muito, não dizia tudo, quem foi minha mãe, minha escola, minha lição Eram fracas as palavras, não tinham aquela força que eu queria expressar. Não tinham o colorido que eu queria imprimir às frases que precisava escrever! Falar de Mãe e dizer tudo, qual sábio, qual gênio, qual poeta? Que diga do caminho, da luz e do farol e esgote o assunto! Da estrela e guia, do esteio e da alegria. Da festa e da mensagem Da fé e do heroísmo. Que de Mãe, para falar, livro algum existe, palavra, idéia, frase ou poesia, que diga todo bem, toda grandeza. E seja capaz o poeta ou seja capaz o artista, de dizer em versos, em letra, em música, em canção, do amor de mãe, mais puro e verdadeiro, toda verdade, o que ele é capaz, o que ele faz, e É. (*) Regina Stella (Fortaleza) jornalista e escritora

Distante da vida pública, Belchior percorreu cidades e vivia praticamente escondido no interior do RS Há pelo menos dez anos, cantor e compositor cearense perambulou por cidades gaúchas, onde foi hospedado em casas de amigos e fãs. O cantor e compositor cearense Belchior estava distante dos palcos e da vida pública havia dez anos. Há quatro, ele vivia na cidade de Santa Cruz do Sul, a cerca de 120 Foto: Arte/G1 km de Porto Alegre. Com a esposa, a produtora cultural e também artista Edna Assunção de Araújo, de 50 anos, ele perambulou por pelo menos dez cidades do Rio Grande do Sul na última década. O G1 RS ouviu alguns dos anfitriões e reconta, abaixo, um pouco da passagem do artista pelo estado. Belchior passou últimos anos recluso, compondo e traduzindo obra de poeta Desde 2009, Belchior e a companheira mudaram de endereço seguidas vezes. Eram praticamente nômades. O paradeiro dos dois no período é quase um quebra-cabeça. Sem residência fixa, sem dinheiro no banco e sem parentes importantes, conforme a famosa letra de “Apenas Um Rapaz Latino-Americano”, o músico era recebido em casas de amigos e fãs, sempre junto com a mulher. Geralmente, tinha as despesas pagas pelos anfitriões. Além de Porto Alegre, o casal perambulou por Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul, Xangri-Lá, na praia de Atlântida Sul, Guaíba, Cachoeirinha, Jaguarão, Quaraí, Sobradinho e, por fim, Santa Cruz do Sul. Segundo casamento, dívidas e sumiço O isolamento de Belchior começou bem antes de ele mudar-se para o Rio Grande do Sul. Para ficar com Edna, que conheceu em 2005, ele se separou da então mulher, Ângela Margareth, com quem tem dois filhos. Foi a partir de 2007 que ele começou a se afastar da carreira e dos antigos amigos. Desmarcou shows e se distanciou de vez dos palcos. Em 2009, o sumiço virou notícia. Todos comentavam que Belchior havia desaparecido. À época, o fato se tornou uma espécie de lenda da cultura brasileira, alimentou teorias e virou tema de campanhas e até piadas na internet.

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Foi quando os problemas financeiros do artista também tornaram-se públicos. A reportagem do Fantástico mostrou que o cearense foi embora e deixou para trás bens e dívidas (reveja no vídeo abaixo). A TV Globo descobriu dois carros que ele havia abandonado em São Paulo. Um deles ficou na garagem ao lado do imóvel alugado que ele usava como ateliê, na capital paulista. Era um Mercedes Benz. O outro, um Sonata, só na época acumulava dívidas de mais R$ 18 mil por estar parado no estacionamento do aeroporto de Congonhas. No mesmo mês, a reportagem localizou o cantor em uma pousada em San Gregorio de Polanco, pequena cidade no Uruguai. Belchior contou que estava compondo, traduzindo suas músicas para o espanhol e que pretendia lançar um disco com canções inéditas quando voltasse ao Brasil. No entanto, ele não quis falar da vida pessoal e nem sobre as dívidas cobradas dele no Brasil. Foi nesse período que o músico passou três dias em São Lourenço do Sul, no Sul do Rio Grande do Sul. O então prefeito da cidade, José Nunes, lembra que foi surpreendido com a visita inesperada do ídolo, que bateu à porta de seu gabinete.

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Então prefeito de São Lourenço do Sul fotografou Belchior na mesa de seu gabinete (Foto: Zé Nunes/Arquivo pessoal) “A recepcionista me disse: ‘prefeito, o seu Belchior está aqui e ele quer falar com o senhor’. Eu estava numa correria na hora, mas pedi que entrasse”, recorda. “Não sabia bem quem era pelo nome, até achei que era um músico da região, um gaiteiro. Quando abro a porta vejo quem? Ele mesmo. Me faltou ar na hora, fiquei sem reação”, diz. Belchior estava com Edna e disse que procurava ajuda para sacar valores de uma conta do Banco do Brasil. Ele contou que havia estado em Santa Vitória do Palmar, mas não conseguiu retirar o dinheiro na agência da cidade. O motivo, porém, não ficou claro. Com a ajuda do prefeito, o saque, em torno de R$ 20 mil, foi autorizado. Antes de partir, Belchior, a mulher e o político jantaram em um restaurante de frutos do mar à beira da Lagoa dos Patos. “Eu acho que ele estava passando por dificuldades, sim. Não tinha onde ficar, não tinha dinheiro quando chegou, nada. Eu paguei as duas diárias de hotel e as refeições para o casal”, afirma. Atencioso e gentil com os fãs que o reconheciam, o músico não parecia estar querendo se esconder, segundo o político. “Ele foi um querido, tirou foto com todo mundo. Ele só me pediu pra não cantar. Convidei para fazer um show, mas não teve jeito”. Três anos depois, em 2012, o Fantástico mostrou uma nova reportagem sobre o cantor (reveja no vídeo abaixo). Um hotel da cidade de Artigas, também no Uruguai, procurou a polícia para dizer que ele devia mais de R$ 30 mil em diárias e serviços. Polícia do Uruguai procura Belchior por dívida em hotel Belchior e a mulher se hospedaram no local em julho de 2011. Segundo a gerente, o casal disse que passaria apenas 15 dias, mas ficou mais tempo. Os pagamentos foram feitos até maio de 2012, sempre em dinheiro. Por Rafaella Fraga, Tatiana Lopes, Luã Hernandez e Muriel Porfiro, G1 RS e RBS TV

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Leituras X O Humor Negro e o Branco Humor Lista fechada autor desconhecido Excelente texto sobre lista fechada: “- Garçom, me veja o cardápio, por favor. - Nós não trabalhamos mais com cardápio, senhor. - Vocês usam uma tabuleta, você me fala os pratos? - Não, senhor, trabalhamos agora com lista fechada. - Como assim, “lista fechada”? - O senhor escolhe o restaurante (no caso, escolheu o nosso), e o nosso gerente escolhe o que o senhor vai comer. - E o que é que eu ganho com isso? - O senhor não precisa perder tempo escolhendo. - Mas como vou saber o que vou comer? - O senhor come o que o gerente achar que o senhor deve comer. - Mas baseado em quê, se ele não sabe do que eu gosto. - Baseado nos critérios dele. - Que são... - Ele pode querer que sejam os pratos mais caros. Ou os que usam ingredientes que estão com prazo de validade perto de vencer. Ou os que já estão prontos. Ou os que dão menos trabalho. Isso não cabe ao senhor decidir. - Então eu me sento e... - Senta, come o que o gerente quiser, e paga a conta. - E se eu não gostar do prato? - Nós não trabalhamos com essa possibilidade, senhor. Gostando ou não, vai pagar a conta do mesmo jeito. - Bem, acho que vou então para outro restaurante... - Todos agora trabalham assim, senhor. - Mas quem decidiu isso? - O Sindicato dos Donos dos Restaurantes. - Pois então eu não vou mais comer fora. Vou comer em casa. - Não tem problema, senhor. Posso trazer a conta? - Que conta? Não vou comer nada... - A do Fundo Suprapartidário dos Restaurantes. Comendo aqui ou em casa, o senhor tem que financiar os restaurantes. - Por que é que eu tenho que financiar vocês? - Porque se não financiar por bem, nós vamos conseguir o financiamento de outra forma, que é assaltando o senhor - um método também conhecido como Caixa Registradora Dois. O senhor pagar diretamente é muito mais civilizado, não acha? - E quem me garante que eu pagando vocês não vão me assaltar do mesmo jeito? - Ninguém, senhor. Ah, não aceitamos cartão. E os 10% são obrigatórios... Essa é uma das propostas da Reforma Política dos seus nobres representantes no congresso......a Lista Fechada...... compartilhe com todos os seus contatos..

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Culinária

Os Cearenses nas Cozinhas de Brasília

Bar dos Cunhados Pedro Prado e Paulo Prado Donos (Hidrolândia) . Garçons: Raimundo Vieira(Viçosa do Ceará), Edmilson Bezerra,(Poranga), Johnson de Souza e Raimundo Pacheco (Santa Quitéria). CLN 115 BL B lj 21- Asa Norte 70772-520Tel(61) 3274-7805.. Bar dos Cunhados no Tênis do Iate Clube Damázio Prado (Hidrolândia) arrendatário – 337988763 Setor de Clubes Esportivos Norte Trecho 2Conj 4 -70800-120 Bar dos Cunhados Veleiro no Iate Clube Antônio Prado (Hidrolandia) arrendatário 3329 8761 e 3323 4207 Bartolomeu SHCS Quadra 409 bloco C loja 06 - Asa Sul 70257-180- 3442 1169 - Chefe de Cozinha: Maitre Wellington (Ipu), Manoel Facundo de Almeida (Boa Viagem), Maitre e sommelier: José Felismino(Cintra Netro) (Fortaleza), Cozinheiros: Francisco Leonardo Nascimento (Bela Cruz) e Jose Alex Facundo de Almeida (Boa Viagem) Beirute Sul Proprietário Francisco Marinho(Ipu) SCLS109 Bloco”A” Loja 2/4 – Asa Sul /3244 1717 Beirute Norte Maitre Bartolomeu Marinho(f.cearense, Brasília) Coco Bambu – Frutos do Mar Gerente Geral EilsonStudart (Fortaleza) Diretores: Beto Pinheiro, Daniel Sherrabe e Hegel Barreira (Fortaleza) SCES Trecho 02, Conjunto 36, Parte CÍcone Parque/ 70200-002 Tel 3224 5585 Brasília Shoping SCN Qd 05 BL.A , 70715-900 - Tel 3038.1818 Baby BeefRubaiyat - Brasília Maitres: José Itamar Ferreira Gomes (Acaraú) , Silva (Ubajara) e Manoel Adilson Rodrigues (Jijoca), Garçons: Luis Neto Alves Sobrinho (Acopiara) e Antenor Neto Rodriges (Ibiapina), bar-men: Doniseti Ferreira Chaves (Ibiapina), Hernandes Freitas (Jijoca) e Gleison Ferreira da Silva (São Benedito), Recepcionista Viviane Bezerra da Silva (Ipueiras). SCES – Setor de Clubes Esportivos Sul, Trecho 1, lote 1 A - Asa Sul - Tel 61. 3443.5000 Dom Francisco SCS 402 Bloco B Loja 09, 3224 1634 3226 1816 Gerente: Wilton Melo (Ipu); maitre: Valdemir Alves Souza (Sobral); garçon: Evandro Magalhães (Santa Quitéria) Dom Francisco ASBAC - SCES Trecho 02 Conj 3226 2005 3224 8429 3223 5679 - Garçons: Iran Matos (Independência), Antônio Melo (Independência) Antônio José Barbosa (Monsenhor Tabosa). Elisimar Barbosa Oliveira (Monsenhor Tabosa); barman Francisco Ricardo Ferreira Gomes (Nova Russas); cozinheiros: Romário Vieira Barreto (Tauá) Francisco das Chagas Gomes (Nova Russas) e Francisco Dermival dos Santos (Nova Russas). Dona Graça Maitre – Carlos Ângelo Veras (Viçosa do Ceará) Vila Planalto, Acampamento Pacheco Fernandes Rua 07 casa 15 Vila PlanaltoTel 3032 1062 - 70804-270 Forneria Parole MaitreAntônio Carlos de Souza (Guaraciaba do Norte) ;garçon: José Gerardo de Azevedo (Guaraciaba do Norte); cozinheiros Juvêncio Fernandes Neto (Tauá), pizzaioloSinobilinoBezerra Neto (Tauá) QI 9/10 Comércio Local Loja 39 Lago Norte 3368 3337 Gero Gerente: Célio Freitas (Hidrolândia) Maitre:Alexandro Araújo Nascimento (Itarema) cozinheiro: João Moura Rodrigues (Itarema) - SHIN C04 Lote A Loja 22 Térreo Iguatemi 3577 5522 / 8110 0209 Galeteria Beira Lago Proprietário João Miranda Lima (Ipueiras) Gerente José Afonso Miranda Lima (Ipueiras). Maitre:Raimundo ,Chaves de Carvalho (Nova Russsas) garçons: Helio Martins de Melo (Nova Russsas) e AntonoAlcimario (Pereiro(, churrasqueiro: Valdemar Araújo de Souza; serviços gerais:

Joaquim Rodrigues Ferreira (Nova Russas) SCES Trecho. 02 conjunto 33, ao lado do PIER 21 Ki Filé Maitre – Maitre, Roberto Cavalcante (f.Cearense), Chefe de Cozinha, RaimundoCavalcante (Sobral). GerenteEduardo Vasconcelos (f.Cearense), garçons: Francisco Souza (Sobral) e Raimundo Mourão (Nova Russas), cozinheiro: Francisco Ferrreira (Granja) 405 Norte, bloco A - lojas 55/65/69 - (61)3274-6363 Le Palace Proprietário: Edilson Aguiar (Sobral); Cozinha: Marilza / Regina (Camocim); Garçom: Zé Vanildo (Sobral) Especialidade: Picanha na chapa; Pratos da terrinha: Carne de sol, baião de dois, panelada, rabada, sarapatel, peixada; Q-04 Conjunto J Lote 60 Planaltina-DF (em frente à Feira de Confecções de Planaltina) - 33897000 Libanus Proprietário Narciso Marinho (Ipu) SCLS 206, Bloco “C”,loja 36 – Asa Sul / 3244 9795 Endereço: Vitrinni Shopping - Rua 14 Norte, 135 - Águas Claras, Brasília - DF, 71910-000 Telefone: (61) 3382-0444 Moqueca do Chefe 404 Norte, Bloco B, Loja 2 3201 5204 Dono e Maitre – Francisco Holanda (Cascavel) Garçonete Maria Pereira (Beberibe) Moranguim Chefe de Cozinha Francisco da Silva (Icó) SHIN QI2, Área Especial, Quiosque 14., Lago Norte/21947641 Em frente a loja do Pão de Açucar. New Koto (comida japonesa) SQS 212 loja 20 - 3346 9668 Garçons: Francisco Olavo Aprigio, Francisco Antônio Souza, Gelinaldo Brito e Genildo Brito, todos de Guaraciaba do Norte, José Wilson (Boa Viagem), cozinheiro José Aurélio (Sobral), sushiman João Carlos Nascimento e o ajudante dele, Eridam Lopes e o ajudante de cozinha Francisco Alan, todos de Guaraciaba do Norte Oxente Carne de Sol Q 04, Conjunto J ite , Vila Buritis, Planaltina DF, 3389, 4005 - Copeiro Francisco das Chagas Aguiar (Sobral Pizzaria Primu’s Grill Dono: Chico Élcio (Sobral) Quadra 4. Conj, A Lt 60 – 9627 6430 Planaltina - 73.300-000; Praliné SCLS 205 Bloco A – Loja 03 – ASA Sul 70.235-510 – 3443 7490, 3443 7090 - Garçons – Raimundo Viana (Crateús), Jose Osmar Gabalia (Sobral),Francisco Edmar Alves de Souza (Ipueiras) . Caixa:Eliane Paiva (Groaíras) Recanto do Norte Donos: Eudes Braga Mesquita e Antônia (Toinha) Celeste Jorge Mesquita (Santa Quitéria) 409 Norte , Bloco B, Loja 65 – Tel 3271 8722 Restaurante Central Proprietário: José Maria Aguiar (Sobral); Churrasqueiro e especialista em pratos e tira gostos especiais: Titico (Sobral). Especialidades: Self service, caldo de mocotó, sarapatel; Aos Sábados: Feijoada. Praça de Alimentação da Feira de Confecções de Planaltina-DF 96313335 / 92322855 (Claro) Restaurante Nordestino Dono: Francisco Valdenir Machado Elias(Independência); Gerente Thiago Machado (f.cearense) cozinheiro . João Batista Souza Sampaio (Sobral) - 3ª. Avenida Área Espcial S/N Mercado do Núcleo Bandeirante boxes 13/15/17 71710-350 98147 0585 3021 4577 Taperas Restaurante Maitre – Francisco Tadeu de Oliveira (Iguatu) Sobreloja do Garvey Palace HotelTel 33 28 4265 Tejo SQS 404 Asa Sul Tel 3264 7005 Chefe de Cozinha: Custódio Rodrigues Alves (Reriutaba) Verde Perto Proprietário Carlos Pontes (Nova Russas) EPTG Chácara 56 sentido Taguatinga-Guará (ao ladodo Posto de Polícia) 3567 8217Recanto do Norte

Veja a TV Casa do Ceará - acesse: tvcasadoceara/youtube

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Maio/17


acesse o site: www.casadoceara.org.br

Casa do Ceará convoca Brasília e Entorno para participar da Festa Junina de 2017, o “ARRAIÁ DA CASA DO CEARÁ”, dia 24 de junho, a partir das 19 horas,

Panorama da Festa Junina na Casa do Ceará. (Festa Junina 2011)

Presidente da Casa do Ceará Osmar Alves de Melo, Superintendente Antônia Lúcia Guimarães Aguiar e Trio Siridó. - (Festa Junina 2014)

Panorama da Festa Junina na Casa do Ceará. (Festa Junina 2016)

A diretoria da Casa de Ceará está convocando a comunidade de Brasília para participar de sua sua tradicional festa junina, um dos maiores e mais tradicionais eventos da Casa e da Cidade, esperando o comparecimento de 3 mil pessoas, com a apresentação da quadrilha junina Num Só Piscar , bandas musicais, como o Trio Siridó e Bonni e Belluco, praça de alimentação, feira do livro de autores cearenses e o funcionamento do Bazar com produtos doados pela Receita Federal , incluindo jaquetas, artigos de pesca, eletrônicos, cremes, lingerie e muito mais. A Quadrilha de Festejos Junino “ Num Só Piscar ” foi fundada aos 25 dias do mês de agosto do ano de 2000, tendo como base o grupo de jovens da Igreja Santa Luzia da Cidade de São Sebastião/DF. Criada com o objetivo de envolver os jovens e adolescentes em ações saudáveis e Fomentar a Cultura local, através da Música e das Artes Cênicas, levando alegria a toda comunidade e região do Distrito Federal. Essas

ações fizeram com que o grupo “Num Só Piscar” se firmasse no cenário tradicional local, e assim conhecida em todo DF pelo belíssimo trabalho executado por onde passa. Com o reconhecimento do trabalho através de ações estruturantes, a direção ao longo dos anos com o incentivo da população de São Sebastião, obteve aval para realizar o sonho de formalizar uma associação que levaria o ensejo da alegria da comunidade. Hoje o sonho virou realidade a Associação Recreativa “Num Só Piscar” foi criada! Para dar suporte a jovens e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e ajudar aos dançarinos que chamamos carinhosamente de “Família Num Só Piscar”. O evento terá o apoio dos advogados João Estenio Campelo Bezerra, 1º vice-presidente da Casa e João Rodrigues neto, Diretor Jurídico da Casa, do comendador Albery Mariano, Antártica, Grupo Só Reparos, SESC/DF, Sindicato de Materiais de Construção do DF/SINDIMAC,

Lojas KSA, Associação dos que Querem Bem a Sobral e ao Distrito Federal/AQQB, Associação dos Filhos e Amigos de Aurora/AFA e Associação Brasileira de Aposentados, Pensionistas e Idosos. O presidente da Casa criou uma equipe para realização do evento, constituída pelos diretores Luiz Gonzaga de Assis, Vicente Magalhães e J.B. Serra e Gurgel e pela Superintendente Antônia Lúcia Guimarães. Já estão sendo selecionadas as empresas que atuarão na praça de alimentação, com aluguel de barracas para exposição de cajuina, comidas típicas, caldos, artesanatos do Nordeste, fast food, com cachorro quente e sanduiches e derivados do milho. Os ingressos ao preço de 15 reais a meia entrada já estão à venda na sede da Casa na 909/910 Norte, telefone 3533 3800/3802. Mais informações no site da Casa do Ceará (www.casadoceara.org.br) e no Facebook (www.casadocearafacebook).

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Ceará em Brasília

11/18/16 11:39 AM

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