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Ceará em Brasília Jornal da Casa do Ceará

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Ano XXI - 228 - Junho de 2011

Impresso Especial

9912205638/DR/BSB Casa do Ceará em Brasília

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DEVOLUÇÃO GARANTIDA

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Fotos Roberto Barroso

Governador Agnelo Queiroz quer resolver pendências entre a Casa do Ceará em Brasília e o GDF. Leia mais na pág. 20

Leia nesta edição

Deputada Míriam Sobreira se congratulou com a Casa do Ceará em Brasília

O presidente da Casa do Ceará em Brasília, Fernando César Mesquita, recebeu do 1º secretário da Assembléia Legislativa do Ceará, deputado Jose Albuquerque, o texto do Requerimento da Deputada Mirian Sobreira, congratulando-se com o lançamento do livro “ Brasília 50 anos de Ceará - a presença dos cearenses na consolidação de Brasília”, assinalando a contribuição de 150 cearenses.

Reforma do Pinto Martins: para receber 11 milhões de passageiros custará R$ 400 milhões. Leia mais na pág. 16 A Poesia de José Lins de Albuquerque apresentada em Brasília. Leia mais na pág. 17

Fotos: Hermínio Oliveira

Editorial, pág. 2 Expediente, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Samburá, Praça do Ferreira, pág. 3 Portugueses viajaram mais em 2010 para ceará e Bahia, pág. 4 Cid destaca crescimento do Nordeste e reforça parceria com Bird, pág. 4 CHESF colocará em funcionamento nova linha de transmissão em sobral, pág. 4 Anúncio do José Lirio, pág.4 Anúncio do Banco do Nordeste do Brasil, pág.5 Leituras I - Lembranças de minhas noites dê festas, no Choró, de José Wilson Peireira, pág. 6 Investimentos em recursos hídricos chegam a R$ 4,5 bilhões no CE, pág. 6 Ceará cresceu 43,68% na cobertura de esgoto em 10 anos, pág. 6 Educação: as preocupações dos municípios, pág. 6 Nova diretora de Promoção da Casa Maria Áurea de Assunção Magalhães, pág. 6 Leituras II - Saudades de Chatô, artigo de Lustosa da Costa, pág. 7 Leituras III - O carnaval eterno de dona Rubi Gueiros, (Ou, este mundo é um pandeiro), José Colombo de Souza Filho, pág. 8 Senado aprova projeto de Eunício regulamentando profissão de taxista, pág. 8 Ceará bate recorde de transplantes nos quatro primeiros meses do ano, pág. 8 Lucro liquido do Banco do nordeste cresce 14% no 1º trimestre, pág. 8 Leituras IV - O centro do mundo, de Newton Pedrosa, pág. 9 Leituras V - O Santo Padre do sertão nordestino, Wilson Ibiapina, pág. 9 Anúncio da Marquise, pág. 9 Anúncio do Governo do Estado do Ceará, pág. 10 e 11 Anúncio da Confere,da Confederal, pág. 12 Leituras VI Otávio Bonfim: comércio, indústria e serviços nas décadas de 50 a 70. Paulo Gurgel, pág. 13 Cursos da Casa do Ceará são dos melhores de Brasília, pág. 13 Anúncio do Uniceub, pág. 13 Leituras VII - Acopiara -Zé Marques Filho, uma referencia de respeito, artigo de JB Serra e Gurgel, pág. 14 Anúncio da Oboé, pág. 14 Leituras VIII - Crítica do O livro de poemas de Mauricio Cals, por Durval Aires Filho, pág. 15 Anúncio da Nacional Gás, pag. 16 UNILAB iniciou suas atividades em Redenção, pág. 17 Anúncio de Aguiar de Vasconcelos, pág.17 Página da Mulher - Maio pede licença e vai se retirando, Regina Stella, Receitas nordestinas testadas e aprovadas, Raimunda Ceará Serra Azul e Árabes pagam até R$ 4,6 mil para restaurar a virgindade, pág. 18 Leituras IX - Humor Negro e Branco Humor, Humor negro pelas ruas de São Paulo, pág. 19 Comportamento/ Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher,através das músicas que marcaram época, pág. 19 Anúncio do Beach Park, pág.20

Documento - De prato em prato, a fartura do rei do quilo. Cearense que veio para o Rio há 23 anos trabalhar em churrascaria hoje tem rede de restaurantes de R$ 40 milhões ao ano na Capital e no Interior. Leia mais na pág. 7


Espaço Luciano Barreira

Edi t o r i a l

A Casa do Ceará em Brasília mais uma vez agradece de público aos seus beneméritos que, nestes 47 anos, às vésperas dos 48, não a deixaram esmorecer. Poucos cearenses sabem do tremendo esforço que nos foi legado para manter abertas as portas desta Casa, com 6.000 metros de área construída numa área de 30 mil metros em área nobre de Brasília, na borda do Parque Burlemarx. Todos os demais estados desistiram de manter um espaço dedicado aos seus nativos. Não tiveram como manter as áreas que lhes foram destinadas pelo GDF. Realmente parece simples a manutenção e conservação. À distância, então, tudo parece simples demais. Ninguém imagina os tipos de problemas que temos enfrentado para nos manter de pé e sonhando alto, com uma nova Casa ainda mais bonita e mais presente na vida de Brasília. Nos últimos tempos, desabaram sobre a Casa uma pilha de processos de cobranças, de água, de luz, de fiscalização (AGEFIS), de compromissos fiscais e tributários etc. Obrigações que no passado foram relevadas. Querem que mostremos alvarás de cada uma das nossas construções! Como nada foi exigido na época das mesmas, ficou difícil. E tome multas. As instalações hidráulicas da Casa, com o tempo, ficaram deterioradas. Como estamos voltados para o novo projeto da Casa não temos como refazer todo o encanamento, nos limitando a corrigir vazamentos que foram muitos, nos últimos tempos. Matamos um leão e um elefante, dia sim e dia não, para manter a Casa funcionando. Somos como o Rio Jaguaribe, o lendário rio do Ceará: morrendo e resistindo. Não reclamamos da solidariedade dos cearenses, não reclamamos de nada, mas gostaríamos encontrar mais parceiros nesta jornada para que a Casa tenha sobrevida e continue prestando o serviço que sempre prestou aos que nos procuram em Brasília. Inácio de Almeida (Baturité) jornalista, diretor.

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Fernando César Moreira Mesquita (Fortaleza): Luiz Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), 1º vice; Nasion de Melo Ferreira (Fortaleza), 2º vice; Osmar Alves de Melo (Iguatú), Administração e Finança; José Sampaio de Lacerda Junior (Fortaleza), Planejamento e Orçamento; Regina Stela Stuart Quintas (Fortaleza), Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Angela Maria Barbosa Parente (Fortaleza), Obras, Maria Áurea Assunção Magalhães (Fortaleza), Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), Evandro Pedro Pinto (Fortaleza) e José Carlos Carvalho ( Itapipoca); Membros suplentes: Ciro Barreira Furtado (Baturité), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) e José Aldemir Holanda (Baixio). Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Luciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras), Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Orlando Mota (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inacio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) Gurgel@cruiser.com.br / wilsonibiapina@globo.com Editoração Eletrônica Casa do Ceará Distribuição Antonia Lúcia Guimarães Circulação O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 casadoCeará@casadoCeará.org.br / www.casadoCeará.org.br

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INTERPRETAÇÃO DE UMA ALUNA NUMA PROVA DE ENTRADA PARA A UNIVERSIDADE: Questão: Interpretar o seguinte trecho de poema de Camões: “Amor é fogo que arde sem se ver, é ferida que dói e não se sente, é um contentamento descontente, dor que desatina sem doer”. Uma aluna deu a sua interpretação: “Ah! Camões, se vivesses hoje em dia, tomarias uns antipiréticos, uns quantos analgésicos e Prozac para a depressão. Comprarias um computador, consultarias a Internet e descobririas que essas dores que sentias, esses calores que te abrasavam, essas mudanças de humor repentinas, esses desatinos sem nexo, não eram feridas de amor, mas somente falta de sexo!” Teve nota máxima. Foi a primeira vez, depois de mais de 500 anos, que alguém entendeu qual era a ideia do Camões Diferenças entre Presídio e Trabalho Presídio Você passa a maior parte do tempo numa cela 5x6m. Trabalho Você passa a maior parte do tempo numa sala 3x4m. Presídio Você recebe três refeições por dia de graça. Trabalho Você só tem uma, no horário de almoço, e tem que pagar por ela. Presídio Você é liberado por bom comportamento.

Trabalho Você ganha mais trabalho com bom comportamento. Presídio Um guarda abre e fecha todas as portas para você. Trabalho Você mesmo deve abrir as portas, se não for barrado pela segurança por ter esquecido o crachá. Presídio Você assiste TV e joga baralho, bola, dama... Trabalho Você é demitido se assistir TV e jogar qualquer coisa. Presídio Você pode receber a visita de amigos e parentes. Trabalho Você não tem nem tempo de lembrar deles. Presídio Todas as despesas são pagas pelos contribuintes, sem seu esforço. Trabalho Você tem que pagar todas as suas despesas e ainda paga impostos e taxas deduzidas de seu salário, que servem para cobrir despesas dos presos.. Presídio Algumas vezes aparecem carcereiros sádicos... Trabalho Aqui no trabalho, carcereiros usam nomes específicos: Gerente, Diretor, Chefe... Presídio Você tem todo o tempo para ler piadinhas. Trabalho Ah, se te pegarem... Tempo de pena No presídio, eles saem em, no máximo, 15 anos. No trabalho você tem que cumprir 35 anos, e não adianta ter bom comportamento.

Conversando com o Leitor + Recebemos através da diretora, Regina Stela, manifestação de leitoras contra o Humor Negro e Branco Humor, de abril, que teria expressões ofensivas às mulheres. Anotamos as duras críticas e pedimos desculpas pelos excessos.

+ No Brasil, recebemos visitas de Brasília, Fortaleza, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba, Goiania, Belém, Recife e Aparecida de Goiania, citando as principais cidades.

+ Continuamos com a lista aberta para homenagearmos outros 150 cearenses na festa dos 50 anos da Casa do Ceará. Recebemos 130 indicações de nomes. Tinhamos prometido publicar a relação nesta edição mas fica para a próxima. O livro abrirá as comemorações da Casa em outubro de 2012.

+ Respondendo a diversas indagações de leitores: os diplomas dos cursos profissionalizantes da Casa do Ceará têm assegurado emprego mais fácil no mercado de trabalho. Tudo em função da credibilidade da Casa. Além da equipe profissional de alto nível, a Casa ainda cobra pouco ou quase nada.

+ Somos gratos ao jornalista Luis Joca pelos comentários sobre a edição de maio. + O Sr. Eduardo Gurgel Valente, filho do fundador da Casa, deputado Ernesto Gurgel Valente (Aracati), pede cancelamento da remessa do Jornal Ceará em Brasília. Atendido. + Comemoramos a passagem acumulada dos 100 mil acessos nos últimos 12 meses ao nosso site, www. casadoCeará.org.br agora em ritmo de audiência crescente. Passamos dos 102 mil acessos. + No mês de maio, a auditoria de nossa audiência indicou 3.489 visitas com nacionais de 12 paises e de 76 cidades brasileiras. + Fomos visitados por cearenses nos Estados Unidos, Alemanha, Portugal, Japão, Canadá, Argentina e Africa do Sul.

veja o site do projeto Brasília 50 anos do Ceará: www.brasilia50anosdeceara.com.br

+ A festa junina da Casa será em 13 de agosto. Um novo projeto está em elaboração para o sucesso de uma das mais tradicionais festas juninas de Brasília. As reuniões estão fechando o evento que terá, como sempre, quadrilha, música e comidas típicas do Ceará e do Nordeste. + Agradecemos aos que estão se candidanto ao livro dos 150 cearenses que marcará os 50 anos da Casa. O lançamento do livro, em 2012, abrirá as comemorações do cinquetenário.O livro terá apoio institucional do Grupo Edson de Queiroz. + O Projeto Fausto Nilo: está na reta final, dependendo de aprovação da Administração de Brasília. O proprio Fausto se debruçpou no atendimento das últimas exigências. Um evento a ser definido marcará a aprovação do Projeto.

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SAMBURÁ - Praça do Ferreira Ubiratan Aguiar O Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE) entregou de medalha da Corte de Contas ao ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Ubiratan Diniz de Aguiar, Na ocasião, Bira lançou o livro A Administração Pública sob a Perspectiva do Controle Externo, de autoria de Ubiratan Diniz de Aguiar, Marcio André Santos de Albuquerque e Paulo Henrique Ramos Medeiros. A 50ª reunião da Confraria O 50º almoço de confraternização da Confraria e dos Cearenses em Brasília e da Casa do Ceará em Brasília foi realizado em casa do deputado Danilo Forte (Fortaleza), reunindo presidentes Geraldo Vasconcelos (Tianguá) e Fernando Cesar Mesquita (Fortaleza), embaixador Paes de Andrade (Mombaça), ministros Valmir Campelo (Cratéus) e José Coelho (Novo Oriente), ex ministro e procurador Alvaro Augusto Ribeiro da Costa (Fortaleza), procurador Roberto Gurgel (Fortaleza), advogados Estênio Campelo (Crateús), Osmar Alves de Melo (Iguatu) e João Rodrigues Neto (Independência), empresário Francisco Mirto (Fortaleza), general Antonio Florêncio (Fortaleza), jornalistas Tarcisio Holanda (Fortaleza), Frota Neto (Ipu), Wilson Ibiapina (Ibiapina), Marcondes Sampaio (Uruburetama), e JB Serra e Gurgel (Acopiara), advogado Carlos Cruz (Fortaleza) e Francisco Davi Paes de Andrade Forte (Fortaleza), filho de Danilo e neto de Paes Andrade, comunicando sua aprovação para Unifor. Roberto Amaral Na Assembleia Legislativa do Estado do Ceará, o vice-presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Roberto Amaral, foi homenageado com a Medalha Mérito Parlamentar Virgílio Távora. A solenidade aconteceu no Plenário 13 de Maio, atendendo a solicitação da presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Casa, deputada Eliane Novais (PSB). Apoio do BNB Alunos de Mestrado ou Doutorado que desenvolvam projetos nas temáticas de relevância para o desenvolvimento de Região Nordeste poderão contar com o auxílio financeiro do Banco do Nordeste, no montante de R$ 315 mil. Os recursos são de caráter não reembolsável e oriundos do Fundo de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Fundeci).Cada projeto de mestrado e doutorado recebrá auxílio financeiro no valor de R$ 12.600,00 e R$ 18.900,00, respectivamente. Agraciados A promotora de justiça, Ana Cláudia Magalhães Alves de Melo, orgulho do clã de Osmar Alves de Melo, agraciada com a Grã-Cruz da Ordem do Mérito do Ministério Público do Distitrito Federal e Territórios 2001, Quadro Ordinário. Na mesma oportunidade, o Procurador Geral da República, Roberto Monteiro Gurgel dos Santos, foi agraciado com o Grão-Colar, Quadro Especial.

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Medalha para Beto Studart Beto Studart (foto) será o grande homenageado da Fiec e da CNI no Dia da Indústria. As duas entidades conferiram-lhe a Medalha do Mérito Industrial Nacional. O presidente da CNI, Robson Andrade, fará a entrega da comenda. Certificado O desembargador Haroldo Correia de Oliveira Máximo recebeu certificado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) pelo cumprimento da Meta 2 relativa ao ano de 2009. O documento foi entregue durante sessão do Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Haroldo destacou também o trabalho dos juízes que atuam nos Juizados Especiais Cíveis e Criminais (JECCs) de Caucaia, Crateús, Itapipoca, Quixadá, Senador Pompeu e Tauá, que conseguiram cumprir a meta no âmbito da Justiça de 1º Grau. Ferreirinha José Ferreira de Assis faleceu em Fortaleza, o desembargador José Ferreira de Assis, tio do José Wilson Ibiapina. Estava hospitalizado por causa de uma queda que lhe fraturou o fêmur. No hospital pegou uma pneumomia. O seu estado se complicou até levá-lo à morte. Estava com 96 anos de idade. José Ferreira de Assis, conhecido como Ferreirinha, foi professor de história no Liceu do Ceará e juiz de direito nas comarcas de Araripe, Crato e Camocim. Quando foi presidente do Tribunal de Justiça a chegou a assumir o governo do estado em 13 ocasiões devido a impedimentos do governador e do vice. Seu corpo foi velado em Fortaleza e Ubajara e enterrado em Ibiapina, sua terra natal. Umbigo do universo A deputada Ana Arraes, fortíssima candidata para ocupar a vaga do ministro Ubiratan Aguiar no Tribunal de Contas da União, que se aposenta em agosto, já tem seis concorrentes. O mais forte é o deputado Átila Lins (PMDB-AM). Os demais que estão de olho no cobiçado cargo vitalício são Milton Monte (PR-SP), Sandes Júnior (PP-GO), Jovair Arantes (PTB-GO), Fátima Pelaes (PMDB-AP) e Damião Feliciano (PDT-PB). Cearense comanda a irrigação Mudanças no Ministério da Integração Nacional, comandado por Fernando Bezerra Coelho: criada. Foi extinta a Secretaria do Centro-Oeste e recriada a Sudeco. Extintas as Secretarias de Programas e de Políticas Regionais e criada a de Fundos de Desenvolvimento e Incentivos Fiscais. M.Dias Branco Registrou Egidio Serpa no DN: “Depois de comprar a fábrica de biscoitos Pilar, a 30 metros do cais do porto de Recife, o grupo cearense M. Dias Branco estuda a construção no mesmo terreno de um moinho de trigo e uma fábrica de massas. O moinho, além de abastecer suas fábricas pernambucanas Vitarela e Pilar, ampliará a participação do grupo cearense no mercado de farinha de trigo do Nordeste”.

Américo Barreira O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino, foi homenageado pela Associação dos Municípios e Prefeitos do Ceará (APRECE), com a Medalha Américo Barreira, maior homenagem já concedida pela instituição. Instituída em 2005, a Comenda reverencia o ilustre municipalista, jornalista, para quem o municipalismo era a base do bem administrar um país de dimensões continentais como o Brasil. Segundo a Associação, são merecedores personalidades que efetivamente conquistaram ou desempenharam relevantes papéis em defesa da valorização dos municípios e consequentemente do engrandecimento do país. Bom Na agenda de Eike Batista consta a sua presença na inauguração, no dia 25 deste mês, da usina solar de Tauá, a primeira do País, construído por uma de suas empresas - MPX. Fiec: medalha a Ciro Saiu a lista dos ganhadores da Medalha do Mérito Industrial da Fiec, neste ano: Francisco José Andrade Silveira, João Batista Fujita e o ex-governador Ciro Gomes. O empresário Beto Studart, por indicação da Fiec, receberá a Medalha do Mérito Industrial Nacional. A data da homenagem será marcada pelo presidente da CNI, Robson Andrade. Secretaria Nacional de Irrigação – Os detalhes sobre a criação da Secretaria Nacional de Irrigação foram dados pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, na 18ª Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação – Agrishow, em Ribeirão Preto (SP).Uma das metas da nova secretaria é colocar em plena produção no setor público uma área total de 200 mil hectares. Outra proposta é agilizar medidas para uma maior adesão do setor privado, ampliando em 10% as áreas irrigadas, com maior produtividade e melhores manejos A Secretaria Nacional de Irrigação foi entregue ao cearense Ramon Rodrigues Roberto Smith O presidente do Banco do Nordeste, Roberto Smith, participou da 41ª assembleia-geral da Associação Latino Americana de Instituições Financeiras para o Desenvolvimento Econômico (Alide), organização também presidida por ele. O evento aconteceu, em Assunção, no Paraguai. Na ocasião, executivos de 81 instituições financeiras de 24 países latinoamericanos discutiram o tema central “Rumo a uma maior integração e competitividade da América Latina: a contribuição dos bancos de desenvolvimento”. Biografia Registrou Lustosa da Costa no DN: “Recebi ontem o livro “De corpo e alma”, biografia do grande médico do Ipu, Thomaz de Araújo Correia, de autoria do juiz do trabalho Emmanuel Furtado e de Luiza Elisabeth Timbó Correia Furtado”.

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Ceará e Bahia foram os dois destinos de lazer no Brasil mais procurados pelos portugueses em 2010 e em ambos os casos com crescimentos relativamente a 2009, mas que não chegaram para compensar as quedas registadas em Pernambuco e no Rio Grande do Norte, pelo que o Nordeste brasileiro teve no ano passado um novo decréscimo das chegadas de portugueses. De acordo com os dados do Anuário do Turismo, em 2010 chegaram aos quatro estados do Nordeste brasileiro para onde a TAP tem voos directos de Lisboa 63.876 turistas portugueses, menos 1,8% ou menos 1.158 que em 2009. O Ceará, que os operadores portugueses programam em TAP, bem como em TACV, via Cidade da Praia, teve a recuperação mais notória, já que depois de em 2009 ter ficado 4,6% acima de 2008 (mais 606), no ano passado ficou 23,5% acima de 2009, em 17.043 turistas portugueses (mais 3.241). Segundo o Anuário, no ano passado chegaram à Bahia 23.657 turistas portugueses, mais 7,9% ou mais 1.742 que em 2009. Juntos, Ceará e Bahia somaram em 2010 mais 4.983 chegadas de turistas portugueses que em 2009, mas já Pernambuco e Rio Grande do Norte tiveram uma queda conjunta em 6.141.

Cid destaca crescimento do Nordeste CHESF colocará em funcionamento e reforça parceria com Bird nova linha de transmissão em sobral O governador Cid Gomes participou em 03.06, no Recife (PE), da reunião de negócios sobre projetos do Banco Mundial (Bird) com a Região Nordeste do Brasil. O presidente do Banco Mundial Roberto Zoellick e o representante da instituição no Brasil, Markhtar Diopp, e os governadores do Nordeste participaram do encontro. Em seu pronunciamento, o governador Cid Gomes apontou o Nordeste como uma região que revela grandes desafios. Cid Gomes citou a alternância histórica que o Nordeste sofreu, tendo sido uma região que iniciou os núcleos urbanos do Brasil e que foi o centro econômico do país por muito tempo, notadamente no período colonial e que, por decisões políticas e, decorrente da migração da base física do poder central para o Sudeste, perdeu o aporte econômico para esta região, criado com o surgimento das siderúrgicas e instalação dos polos industriais. Segundo Cid, hoje existe um Nordeste que apresenta lideranças políticas jovens, bem intencionadas e compromissadas, o que têm refletido diretamente nos indicadores sociais da economia, educação e saúde. “Nos últimos anos, o Nordeste brasileiro conseguiu ter um crescimento superior à média nacional. Isso mostra que, mesmo com todos os desafios que nós temos, é possível, através de políticas públicas direcionadas, conseguir resultados que melhoram a qualidade de vida da população”, disse.

Continuando a estratégia de fortalecer o atendimento para dar vazão à expansão das usinas eólicas no Nordeste, a Chesf (Companhia Hidro Elétrica do São Francisco) colocará em funcionamento uma nova Linha de Transmissão (LT) em Sobral, com investimentos de R$ 26,5 milhões. Batizado de Sobral III, o equipamento tem previsão de iniciar as operações em 29 de junho de 2012. A obra prevê a implantação de 195 estruturas, espalhadas por uma extensão de 97 quilômetros e permitirá o escoamento da energia proveniente de diversas usinas eólicas que serão instaladas no Ceará, para o Sistema Interligado Nacional (SIN). A previsão de receita do empreendimento é de R$ 4,7 milhões, montante que inclui também as subestações (SE) Acaraú e Sobral III. O projeto receberá aporte de R$ 46,8 milhões e será executado pela empresa Transmissora Delmiro Gouveia (TDG), da qual a Chesf possui participação acionária de 49%. Ainda será instalada uma linha de transmissão de 20 quilômetros, conectando a SE Aquiraz II ao seccionamento da rede Banabuiú Fortaleza C2. Com Victor Ximenes, Repporter, do Diário do Nordeste

Foto:Kid.Jr

Portugueses viajaram mais em 2010 para Ceará e Bahia

Há 39 anos

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Leituras I

Retalhos de Lembranças a Noite de Festas No Choró

José Wilson Pereira (*)

Esses Retalhos de Lembranças registram as noites de Natal da infância dos Meninos do Choró, lá nos idos da década de 40. A Noite de Natal no antigo Choró, hoje Município de Chorozinho, distante 64 Km de Fortaleza, era uma verdadeira festa. Por isso eles chamavam Noite de Festas. Sim porque na verdade, era uma festa memorável. Muita gente na rua, muita barraquinha vendendo doces e outras guloseimas, refrescos de aluá, de pega-pinto, garapa de cana e de maracujá, pé de moleque, bolo de inhame e de batata, cocada, pirulito, rolete de cana, quebra-queixo, alfinim, rapadura e rapadura batida, tapioca e muito mais comidinha que a garotada se deliciava. Ah! Era tanta coisa de dar água na boca... A animação era por conta de uma sanfona, possivelmente de oito baixos, pois era bem pequena. E a jóia da coroa para os moleques era o carrossel que chamavam de “Ola” e que era animado por uma sanfona e zabumba. O passeio custava alguns tostões, mas valia à pena, mesmo que ficassem meio tontos, “mareados” como diziam. Isso tudo era pontilhado de muitos foguetões e rojões que alegrava a uns, mas atormentava a outros que morriam de medo de fogos de artifício. Era tudo uma animação sem par, era uma alegria contagiante, enfim era uma festa, como foi dito. Isso tudo, até meia noite, quando então acontecia a famosa Missa do Galo. Aí, todos iam para igreja, cuja padroeira era Santa Terezinha, para assistir a missa e o interminável sermão do padre Cory, que vinha do Guarany, hoje Pacajús, especialmente para celebrar a esperada missa, pois no Choró não tinha padre. A igreja ficava apinhada de gente, inclusive muitas pessoas ficavam do lado de fora porque não cabia mais gente no interior da igreja. A missa, naturalmente, era em latim e naturalmente também, não se entendia nada daquele palavreado. O foguetório era obrigatório, particularmente na hora da Consagração. Havia também as quermesses com as barracas distintas do Partido Vermelho, que chamavam Encarnado, e do Partido Azul. Essas barracas realizavam leilões para angariar recursos para a igreja. Eram leiloadas as coisas mais singelas como um capão gordo (galo) ou uma galinha poedeira, um leitão (bacorinho), um beiju (espécie de tapioca grande e grossa) ou um bolo Luiz Felipe. Havia também as rifas que nunca se tinha notícia dos ganhadores. A disputa entre o Partido Azul e o Partido Encarnado era acirradíssima para ver quem faturava mais em prol de Santa Terezinha. Havia ainda os costumeiros presépios que eram admirados sem que se soubesse exatamente do que se tratava. Presentes? Nem pensar. Nesses tempos da infância dos Meninos do Choró, isso não era moda, a troca de presentes. Não, por incrível que pareça. Papai Noel? Nunca se viu e nem se ouvia falar. Não nessa época. Só muito tempo depois, já na pré-adolescência. Mas mesmo assim, as lembranças do Natal da infância daqueles meninos são muito boas, muito agradáveis e inesquecíveis. Era pura alegria, pura felicidade. Ah que bom! Ah que saudade que trazem esses retalhos de lembranças guardados lá no fundo da memória, de coisas passadas há bem uns setenta anos... (*) José Wilson Pereira(Aracoiaba), servidor público federal

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Investimentos em Recursos Hídricos chegam a R$ 4,5 bilhões no CE

Ceará cresceu 43,68% na cobertura de esgoto em 10 anos

Construção de açudes, barragens, adutoras, canais, além das obras de transposição das águas do Rio São Francisco, vão significar para o Ceará investimentos da ordem de R$ 4,5 bilhões. A afirmação do governador Cid Gomes em 14.05, durante a inauguração da barragem Riacho da Serra, em Alto Santo, na Região do Jaguaribe, encheu a vida de milhares de agricultores de esperança, que vão poder apostar no progresso com a garantia da oferta de água. De acordo com o Governador, o montante investido em Recursos Hídricos no Estado é fruto da parceria entre os Governos Estadual e Federal e renderá frutos ao Ceará como a execução do projeto Cinturão das Águas do Ceará, que aportará R$ 1,5 bilhão. O CAC se originará no município de Jati, por onde entrará o eixo norte do projeto de Transposição de Águas do Rio São Francisco, e seguirá até o município de Nova Olinda, passando por mais 14 municípios, em 158 quilômetros de extensão. A barragem abastecerá o município de Alto Santo por até 40 anos, e aportou R$ 16 milhões em investimentos. Sua capacidade é de 23.470.000 metros cúbicos. Segundo o titular dos Recursos Hídricos no estado, César Pinheiro, obras de outras seis barragens estão em execução e deverão ser entregues a população até o fim deste ano.

O número de domicílios ligados à rede de esgoto ou de águas de chuva, no Ceará, cresceu 43,68% de 2000 a 2010. É o que mostram os primeiros resultados do Censo Demográfico 2010, divulgados pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece). No Ceará, o estudo aponta também que o índice de imóveis ligados à rede de esgoto ou de águas pluviais chegou a 32,76%, em 2010. Ainda de acordo com a pesquisa, no período de 2000 a 2010, o Ceará teve um crescimento superior ao do Brasil que foi de 14,09% e do Nordeste que chegou a 27,90%. Os dados do Ipece também apontam que a maior elevação do percentual de domicílios com abastecimento de água adequado (por meio de rede de distribuição) foi a do Ceará. No Estado, esse índice passou de 60,8% em 2000, para 77,2% em 2010, representando um crescimento de 27,01% (contra um aumento de 6,46% no Brasil, no mesmo período). Com isso, o índice de abastecimento por rede no Ceará aproxima-se da média nacional que foi de 82,85%, em 2010. A A Cagece tem como metas ampliar a cobertura de esgoto, até 2012, para 45%, com um investimento inicial de R$ 380 milhões, somente em 2011. Já na Capital, a meta é chegar a 65%, até 2012.. O valor previsto para ser investido pelo Governo do Estado em saneamento, por meio da Cagece, para o ano de 2011 é de R$ 380.003.740,94.

Educação: as preocupações dos Municípios

Nova diretora de Promoção da Casa Maria Aurea de Assunção Magalhães

As preocupações com o texto do Plano Nacional de Educação, o impacto do Piso Salarial do Magistério e a complementação da União ao piso foram algumas ponderações em relação à Educação apresentadas aos gestores Municipais na XIV Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, quando constataram que as propostas e as medidas adotadas pelo governo e pelo Congresso Nacional geram impactos direto nas finanças municipais. Os principais questionamentos em relação ao Plano Nacional de Educação do (PNE) elaborado pelo governo, que aguarda votação na Câmara dos Deputados, são: • como será o financiamento das metas; • quanto os Municípios vão ter que investir nas creches para atender 50% da população de 0 a 3 anos; • qual o custo do atendimento de 100% das crianças da pré-escola ¬– de 4 e 5 anos – conforme obrigatoriedade da Emenda Constitucional 59/2009; e • qual o impacto da Educação integral em 50% das escolas municipais. De acordo com os dados da CNM, só para financiar as metas do Plano serão necessários RS 15,6 bilhões. E o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski adianta: “os Municípios não terão condições de financiar estas novas responsabilidades com os recursos do Fundo Nacional de Educação (Fundeb).

A Casa do Ceará em Brasília tem nova diretora de Promoção Social, Maria Áurea de Assunção Magalhães. (Fortaleza) que aceitou convite do presidente da Casa, Fernando Cesar Mesquita para levar adiante o projeto de Assistência Social da Casa, substituindo Maria de Jesus Martins Monteiro (Boa Viagem) que emprestou com dedicação e competência seu trabalho voluntário à Casa. “Aqui estou para somar, trabalhar e contribuir para que ação social da Casa não sofra solução de continuidade, especialmente na Pousada Chrisantho Moreira da Rocha, que atende 27 idosos”, disse. Maria Áurea de Assunção Magalhães cursou a Faculdade de Direto da Universidade Federal do Ceará, onde concluiu o curso de Direito em 1974. Depois disso, morou um ano e meio com familiares no Rio de Janeiro, onde se submeteu a um sério tratamento médico ortopédico. Em seguida logrou aprovação em alguns concursos públicos, vindo definitivamente para Brasília no final de 1978, para assumir o cargo de Assistente Jurídico junto ao Ministério do Trabalho, cargo esse que foi depois transformado em ‘Advogado da União’. Passoui então a integrar o quadro da Advocacia Geral da União- AGU onde prestei serviço durante um ano Maria Áreua fez pós- graduação em Processso Civil no CEUB, solicitou sua requisição para a Consultoria Jurídica do Ministério da Agricultura,

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Leituras II

Saudades de Chatô

Lustosa da Costa (*) Nao vi Nunca procurei ver nem falar com Assis Chateaubriand quando ele visitou o Ceará e tenho pena. Era um cangaceiro, com a ética do cangaço, mas também grão senhor renascentista capaz de aproveitar o ligeiro empobrecimento da Europa para reunir o formidável acervo do Museu de Arte de S.Paulo a que deu tudo o que podia. Soube que veio a Fortaleza, ainda saudável para as festas de inauguração da maternidade que leva seu nome. Ouviu os discursos da inauguração, percorreu as instalalações terreas da instituição. Quando o instaram a ver os outros andares, recusou, com espírito pratico: “Para que?É tudo igual”. Pioneiro da televisao Já era funcionário dos Diarios Associados quando ele instalou a TV Ceará de que fui um dos pioneiros, trabalhando no Telejornal Crasa, dirigindo o programa de entrevistas” Politica, quaser sempre” e participando da equipe de “Eles fazem a cidade”. Não veio, estava no auge da enfermidade que o prostrou, por algum tempo, antes de levá-lo ao encontro da Indesejada das Gentes. Projeção A seu jornal,”Correio Braziliense”mais que ao próprio “Estadao” em que trabalhava e que, era, então o maior jornal do pais. devo a projeção de que desfrutei em Brasília. Seu redator chefe era, Oliveira Bastos, grande poeta que se extraviou no bussiness. Quase todas as semanas publicava artigo meu,assinado, na primeira pagina do órgão de divulgação líder da cidade. Chato já era passado, neste tempo. O Cruzeiro Há uns três,quatro anos atrás, coinversando com Mia Couto, o grande romancista de língua portuguesa da Africa, a ele me revelou que aprendera sobre o Brasil, lendo a edição internacional de O Cruzeiro, outra ousadia de Assis Chateabriand que tanto mal fez às finanças de sua empresa. Última guerra A última feroz polêmica de Chateaubriand foi com José Ermirio de Morais, então o homem mais rico do Brasil que lhe negou quarenta mil cruzeiros para a aquisição de pintura importante para seu museu que Chato dizia pretender pagar com publicidade em “ O Cruzeiro. Eram dois bicudos que não se beijavam. Ao contrário travaram luta sem tréguas que se prolongou ate Londres onde Assis Chaeaubriand foi embaixador e encontrou postes e paredes com cartazes, chamando o de ladrão. Era implacável em seu objetivos e não admitia negativas. Foi assim com José Ermirio que não deixou, fora suas fabricas, uma escola primaria, um museu, uma universidade que beneficasse o país. Só pensava nos lucros. Muitas vilanias se registraram nesta briga. Neste tempo ainda estava vivo, numa penitenciária de Pernambuco, estado onde nascera José Ermirio, o cangaceiro Antonio Silvino de Morais o que foi o bastane para Assis Chateaubriand assim o definir, em seus jornais:” José Ermirio de Morais, filho bastardo de Antonio Siulvino, concebido na mata virgem de Pernambuco” Contrabando Podia falar de sua presença à festa de coroação da Rainha da Inglaterra, esta que ainda esta lá no trono, e dos contrabandos que nela introduziu.O primeiro foi a namorada que deu como esposa. Mulher bem administrada, que ainda casada, foi amada pelo ditador da epoca, Getúlio Vargas, depois por Assis Chateaubriand. E quando teve tempo casou com um milionario, sem desprezar a ligação com o fundador dos Diários Associados. Preparando o caminho No bagageiro do Rolls Royce, levou o fotografo Luciano Carneiro para registrar, com sua maquina,o encontro que teria com Winson Chrchill que não lhe deu a menor pelota, razão pela qual, mais tarde, Ele se vingou mais tarde, impondo a Churchill, em dificuldades financeiras, a condecoração com a Ordem do Jagunço, que envolvia a leitura da inscrição na entidade por Nehemias Gueiros. (*) Lustosa da Costa (Sobral), jornalista e escritor

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Documento

De prato em prato, a fartura do rei do quilo. Cearense que veio para o Rio há 23 anos trabalhar em churrascaria hoje tem rede de restaurantes de R$ 40 milhões ao ano na Capital e no Interior Quando veio para o Rio, em 1988, com 15 anos, o cearense Raimundo Costa tinha três planos: trabalhar numa churrascaria, onde poderia comer sem pagar, comprar roupas e uma bicicleta. Ele também sonhava em juntar dinheiro e voltar para Tamboril, sua cidade natal, de 25 mil habitantes, no semiárido nordestino. Nestes 23 anos de Rio, Raimundo retornou várias vezes à cidade cearense - mas a lazer e pilotando seu próprio avião. A vontade de ter uma bicicleta ficou num passado remoto. Agora ele circula num Porsche branco. Do seu currículo constam 16 empreendimentos no Rio, quase todos restaurantes a quilo, entre eles a rede Frontera, cujo faturamento deve chegar a R$ 40 milhões este ano. VÍDEO: Entrevista com o cearense que virou o rei do quilo no Rio Raimundo trabalha agora para transformar o Frontera numa espécie de Outback do quilo no Brasil, a primeira rede do tipo no mundo. Em cinco anos, já são cinco casas na Zona Sul e na Barra da Tijuca. Ainda este ano, mais duas serão abertas. Com o negócio, ele aliou o gosto popular à alta gastronomia, sem deixar de lado o custo-benefício, alma do sucesso desse empresário de 38 anos, que migrou, assim como nove dos seus dez irmãos, da zona rural de Tamboril para trabalhar nos restaurantes do Rio. Trazido por um irmão mais velho, ele foi direto para a Gaúcha, tradicional churrascaria de Laranjeiras. Começou como contínuo e chegou a gerente da filial da Tijuca, que depois ele comprou. Seu primeiro negócio, no entanto, foi no Méier, o Boi Bão, já passado adiante. Aos poucos, Raimundo foi sofisticando o segmento que ajudou a popularizar, especialmente com a rede Kilograma, da qual se desfez também. Apesar das cifras e da trajetória de sucesso, ele nega o título de “rei do quilo”. E, se for para ser rei, que seja do bufê ou do food service, e não do quilo, palavra que agora rejeita. Tanto que criou uma forma de o cliente pesar seu prato sem que a balança esteja aparente e o peso à vista de todos. - Meu negócio não é mais quilo. Nem gosto de monarquia - diz, a respeito do título de “rei”. - Fico sem graça. O empresário, morador da Barra, casado com uma prima do Ceará, Renata, e pai de quatro filhos, entre 10 meses e 10 anos de idade, é capaz de ficar horas falando sobre as metas de suas empresas. Depois de vender o Kilograma, ele pretende se concentrar na expansão do Frontera - que ganhará uma casa na Cidade Nova e outra no Catete, no lugar do Estação República, também de sua propriedade - e na criação de uma rede de brasseries. Será sua estreia no sistema à la carte e num modelo mais requintado. A primeira será na Praça Nossa Senhora da Paz, em Ipanema. Outro investimento do empresário é a boate Nossa Sem Hora, em Copacabana. - Ele é um cara bacana. Está sempre falando de negócios. A gente não sai porque ele trabalha muito, sempre à noite. Nós nos encontramos quando ele vem ao restaurante - conta o amigo Henrique Moreira, primeiro maître do Gero e cuja família é do Ceará. Os amigos de Raimundo são, na sua maioria, cearenses, “que têm a mesma linguagem” que a sua e trajetórias semelhantes. Ele fala com naturalidade sobre momentos difíceis do passado e lembra que, em períodos de seca, passou fome com a família no Ceará. Por isso, a vontade de trabalhar numa churrascaria: - Por que cearense vem para trabaçhar em restaurante? Ele vem porque quer comida. Você trabalha e se alimenta no mesmo lugar. No dia da folga, eu trabalhava para ganhar extra e comer sem pagar. Denervaldo Ribeiro de Farias, dono da churrascaria Gaú-

cha e antigo patrão de Raimundo, lembra o ex-funcionário. - A Gaúcha era uma escola. E ele (Raimundo) tinha uma visão comercial muito grande - diz. Na pequena Tamboril, Raimundo é recebido como um rei. Um vídeo no YouTube mostra um grupo aplaudindo enquanto ele faz um pouso na pista de sua propriedade, a Fazenda Flores, onde moram hoje os pais. Lá, ele, parentes e amigos se divertem dirigindo quadriciclos e pilotando jet-skis num açude construído pelo empresário. - Máquinas, motores e velocidade são o meu hobby - revela Raimundo, que vendeu recentemente um avião Seneca PA-34 para comprar um turbo-hélice, que pode custar mais de US$ 2,5 milhões. Todas as metas para os próximos anos fazem parte de um minucioso plano de negócios. Em 2014, Raimundo pretende chegar a 21 Fronteras na Região Sudeste e a um faturamento de R$ 172 milhões ao ano. O restaurante segue um padrão de inspiração americana, com mesas típicas de casas do interior dos Estados Unidos, e cozinha globalizada. A decoração também tem referências de outros países e do passado, como caixas de Maizena e pôsteres antigos. A aviação é tema recorrente nas paredes. Ele quer colocar uma aeronave no meio do restaurante do Catete. A ideia é que todos os Fronteras sigam esse padrão, reproduzindo a gastronomia. Todo o conceito foi concebido pelo próprio Raimundo: - Eu pedi ao escritório de design que a decoração fosse americana. No início, eles diziam que não poderiam sofisticar um restaurante que trabalha com bufê. As pessoas dão mais valor ao que é importado. A rede tem hoje com 500 funcionários e 650 receitas - em sistema de bufê e rodízio -, que vão da feijoada ao pato confit, prato típico francês, passando pela pizza de rapadura. Esta foi uma invenção do chef holandês Mark Kwaks, que agora tenta elaborar uma sobremesa para virar ícone da casa. Nesse ponto, Raimundo prefere confiar em Mark. Em todos esses anos no ramo, o paladar do empresário mudou pouco. - Ele não sabe comer, só gosta de arroz branco, tomate, palmito, picanha e farofa de ovo - brinca o chef e amigo. Workaholic, Raimundo passou quatro meses fora do ar, em 2009, por causa de estresse e depressão. Deixou os negócios aos cuidados de sócios e parentes. Nesse período, a Light encontrou um “gato” no antigo Kilograma de Copacabana, hoje Frontera, e na boate Nossa Sem Hora. A má fase foi curada com remédios e uma temporada em Tamboril. As escapadas para o Ceará são uma forma de relaxar. Com a ajuda da tecnologia, ele dá conta de tudo, mesmo sem estar presente. Um dos vícios é o iPad. Embora diga que não tem inimigos, um irmão mais novo, Iran Guerreiro, é seu calcanhar de aquiles. Iran, depois de trabalhar com Raimundo, abriu seus próprios restaurantes, chamados Fagulha, que seguem o mesmo estilo adotado no Frontera. Raimundo fica visivelmente incomodado com a situação: - A minha relação com ele é sempre boa. A dele comigo é que é ruim. Ele entrou numa de competição - diz o irmão sobre Iran, que não quis falar sobre Raimundo. O empresário diz que não gosta de ostentar e se recusa a ser chamado de novo-rico. Ele não cursou universidade, mas tem um discurso afinado com a linguagem dos negócios e do marketing: - Gosto mais da vitória do que do dinheiro. Ser rico é ter liquidez. Hoje eu prefiro não ter dinheiro, mas um produto com o qual eu possa ganhar dinheiro e crescer com.9 Com o Globo, de 15.05.2001, e o Blog do Macário). O Globo, Ludmilla de Lima

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Leituras III

O carnaval eterno de dona Rubi Gueiros (Ou, este mundo é um pandeiro)

José Colombo de Souza Filho (*)

Sem censura, gravador de copy desk Ao cumprimentar a simpática carioca de origem sírio-libanesa, interrompi um texto de uma marchinha de carnaval que ela sussurrava num banco de jardim de nossa Casa do Ceará em Brasília. – Surpresa, ela ficou quando cantamos a segunda parte da música de Paquito e Nassara. - Essa minha pequena tosse me faz lembrar de antigos carnavais do Rio de Janeiro e eterna Cidade Maravilhosa, salientava dona Rubi. Naquela cidade de janeiro a janeiro além das quatro estações do ano, havia lugar para a prolongada estação do esperado carnaval. Os blocos de sujos, as grandes sociedades, os ranchos e a crescente onda de escola de Samba. A primeira escola foi fundada por Ismael Silva. Na lapa era onde se reuniam os sambistas de renome Ataufo Alves, Mario Lago, Senhor, Donga, João da Baiana, Assis Valente e em cada ano, despontavam novos nomes. O território mais marginal do que livre do samba, ia desde a Lapa, Mangue até a praça XI. João de Barros, o Braguinha das pastorinhas era o bom moço. Ari Barroso, Vadico, Alcir Pires Vermelho, Noel Rosa, Maestro Guio de Morais e uma legião de boêmios povoavam os bares, gafieiras, restaurantes e casas de shows, enfim a própria zona em sua plenitude. Lauro Maia, Humberto Teixeira, Luiz Gonzaga e a colônia de estudantes nordestinos encabeçados por Armando Falcão, pertenciam a diversas tribos que junto, formavam a grande confederação de boêmios que alegravam o carnaval carioca. – Eles moravam nas

pensões do catete e da Glória e faziam da galeria cruzeiro, seu ponto de encontro. Praça Mauá, Gamboa, Praça XV, Cinelândia e a larga Avenida Rio Branco que engalanada, toda iluminada e enfeitada de confetes e serpentinas para os desfiles dos blocos. Pedacinho colorido de saudades, cilindros metálicos de lança perfume, fantasias mil, vestiam as colombinas, Pierrot e Cloves. Palhaços enchiam as travessas e becos de onde saiam multidões que engrossavam as turbas unidas, que no sereno iriam ver os artistas e convidados, para o grande baile do Teatro Municipal. O Cordão do bola preta era o destaque a parte da grande ópera Mutantes do carnaval do Rio. Chico Alves, o rei da voz, Blecaute, o general da banda, Orlando Silva, o cantor das multidões, Bill Farney, João Dias, Círio Monteiro, Marlene, Emilinha, Borba, Dalva de Oliveira, e as grandes vedetes Virginia Landi, Consuelo Leandro, Anilza Leoni, Dercy Gonçalves, Renata Fronzi e Mara Rubia. O baile do cabide, do caju amigo, do clube dos cafajestes , os bailes do High-Life, da Associação das comerciarias, do Atlântico, dos navios do Loyde ancorados ao longo dos armazéns da Rodrigues Alves e praça Mauá. O baile do Mocangue, da ilha do Brocoió, as censuradas Elvira Pagã e Luz Del Fuego, os hotéis Copacabana, Glória, Serrador e do Quitandinha a fora os bailes nos clubes populares do Flamengo, Fluminense, América e Bota Fogo. Na Radio Nacional, os programas semanais de César de Alencar, Paulo Gracindo e Manoel Barcelos, os concursos de marchinhas e sambas carnavalescos. A praça Tiradentes, os teatros João Caetano, São José, Rival e Alhures.

Grande Otelo, Oscarito, Chocolate, Colé, Mesquitinha, Vagareza, Valter e Ema Dávila, eram do time dos humorísticos filmes de chanchada. “Por que bebes tanto assim rapaz? Chega já é de mais ” “O Jardineira por que estais tão triste? O que foi que aconteceu. ” “Guardo ainda bem guardado a serpentina que ela jogou” “Vão acabar com a praça XI não vai haver mais escola de samba, não vai” “Eu fui a Madri, paratipum pum, pum e quase não volto mais a aqui” “Garçom traga um chope bem gelado por favor, que eu quero é me embriagar” “As quatro horas da manha, quando vem surgindo a aurora, nasce uma estrela no céu e as pastorinhas vão embora” “Quando eu morrer, não quero nem choro nem vela, quero somente uma fita amarela gravada com o nome dela” “Quem nasce lá na vila, nem se quer vacila ao abraçar o samba” Pois é alma grande, você gravou tudo ou garatujou a nossa conversa? Você não falou mais nada! Você parece o genro da condessa Pereira Carneiro dona do Jornal do Brasil da Avenida Central, hoje Avenida Rio Branco. Ele não falava nada, mais prestava muita atenção nas nossas conversas. (*) José Colombo de Souza Filho (Fortaleza), jornalista, escritor, professor, servidor público, aposentado.

Senado aprova projeto de Eunício Ceará bate recorde de transplantes Lucro líquido do Banco do Nordeste cresce 14% no 1º trimestre Regulamentando profissão de taxista nos quatro primeiros meses do ano Senado aprovou o Projeto de Lei (42/2011) que regulamenta a profissão dos taxistas. De autoria do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), o texto foi votado em caráter terminativo, ou seja, e encaminhado para apreciação da Câmara dos Deputados sem passar pelo Plenário do Senado, define a criação dos Conselhos Regionais e Nacional dos Taxistas, que vão fiscalizar quem pode exercer a profissão de acordo com as exigências da Lei, e também os critérios de remuneração mínima mensal. Isto porque o projeto proíbe que taxistas que trabalham para empresas, ganhem menos de 3 salários mínimos, além de uma comissão de pelo menos 3% das tarifas medidas pelo taxímetro. Para valorizar ainda mais o profissional, o texto prevê que para o exercício da atividade, o condutor tenha feito curso de relações humanas, direção defensiva, primeiros socorros, mecânica e elétrica básica de veículos, promovido por entidade reconhecida pelo respectivo órgão permissionário, além de ter atestado, por autoridade policial local, o conhecimento da cidade onde trabalha, para sempre utilizar-se dos caminhos regulares ou alternativos, procurando sempre a melhor opção para o cumprimento da rota. O autor da proposta, senador Eunício Oliveira, destacou o importante papel social e econômico da profissão.

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Nos quatro primeiros meses deste ano o número de transplantes de órgãos e tecidos realizados no Ceará foi 12,5% maior que o registrado no mesmo período de 2010. Entre janeiro e abril, a quantidade de transplantes Cirurgião Antero Gomes Neto passou de 337 no ano passado para 379 este ano.Em 2010, o Ceará ficou em sétimo lugar no País em número de potenciais doadores, pacientes com morte encefálica confirmada. Dos 325 doadores potenciais registrados no ano passado, 127 tornaram-se efetivos, representando 14,8 doadores efetivos por milhão da população (pmp/ano), o quarto melhor resultado do Brasil. No primeiro quadrimestre de 2011, o Ceará identificou 125 potenciais doadores, 20 a mais que em 2010, e 49 doações foram efetivadas, duas a mais que no ano anterior. Em relação ao mesmo período de 2010, o registro de potenciais doadores aumentou 19% e de doadores efetivos de apenas 4,25%. Estima-se entre 0,5% e 0,75% o percentual de morte encefálica do total de mortes de determinada população. Nos hospitais, o índice sobe para 2% a 4% e, nos hospitais com Unidade de Terapia Intensiva (UTI), para 10% a 14%. Esse seria o percentual de potenciais doadores. Em média, de cada oito potenciais doadores, apenas um é notificado.

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O Banco do Nordeste apresentou lucro líquido de R$ 75,7 milhões no primeiro trimestre de 2011. Neste período, houve incremento na margem financeira de 23,67%, resultado da ampliação da carteira de crédito e de volume de recursos em tesouraria provenientes de novas captações. O lucro líquido do 1º trimestre de 2011 é 14% superior ao alcançado no mesmo período do ano passado. “As elevações na margem de crédito do FNE e nas receitas de taxa de administração sobre fundos financeiros e de desenvolvimento também explicam os resultados expressivos no primeiro trimestre deste ano”, informa o diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNB, Oswaldo Serrano. Os ativos globais da instituição também apresentaram crescimento. Os saldos foram 28,3% superiores aos registrados no 1º trimestre de 2010. Os saldos de operações de crédito do BNB cresceram 19,15% em relação a igual período do ano passado, com destaque para as operações de curto prazo que apresentaram incremento de 31,11%. Aelevação dos ativos deveu-se principalmente ao aumento do volume de captação de depósitos a prazo, da integralização de Instrumento Híbrido de Capital e dívida pela União; e da emissão de títulos no exterior. Também houve elevação dos depósitos e incremento do Patrimônio Líquido em função dos lucros retidos no período

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Leituras V

Leituras IV O Centro do Mundo

Newton Pedrosa (*) O saudoso Virgilio Távora costumava dizer que os cearenses pensam que o Ceará é o centro do mundo. Queria dizer com isso que nós pensamos que todos os holofotes do mundo estão virados para nós e que de nossas decisões depende a sorte do universo. Tinha razão o velho político. O cearense, principalmente a sua Imprensa, que reflete o que pensamos, padece de um ufanismo doentio, irreal e provinciano. No Ceará, segundo esse pensamento, reside toda a grandeza da terra. O que fazemos e o que praticamos sempre são maior e melhor que em qualquer outra parte. Nossa renda “per capta” sempre é a maior e a nossa indústria supera muitos pólos industriais do sul do país. Temos a rádio e a televisão mais ouvida e assistida do país, e assim caminha o nosso orgulho descabido. Mas, como por aqui tudo é grande, temos o outro lado também. Temos, por exemplo, o segundo maior roubo de bancos (Banco Central) do mundo e o primeiro do Brasil. Temos, igualmente, a cesta básica mais cara do país, os piores índices de saúde e de educação, a capital mais esburacada e cheia de lixo do planeta. E para completar esse cabedal fenomenal, temos a prefeita mais mal avaliada do Brasil e mais irresponsável. Depois de tudo isso, temos que concordar com o Virgilio e dizer que pensamos centro que o Ceará é o centro do mundo. Por que, não, hein? (*) Newton Pedrosa (Fortaleza), jornalista

O santo padre do sertão nordestino

Wilson Ibiapina (*) No momento em que a Bahia e o Brasil festejam a beatificação de irmã Dulce, “a freira dos pobres”, lembramos de outros brasileiros que estão na fila à espera da santificação Por coincidencia alguns desses religiosos são cearenses que já estão com seus nomes em estudo na Santa Sé, como padre Cícero, padre Ibiapina e a freira madre Maria José, filha do historiador Capistrano de Abreu. O processo de canonização de padre Ibiapina, por exemplo, encontra-se na Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano. Cearense de Sobral, padre José Antônio Maria Ibiapina criou fama no Nordeste graças a obra social que desenvolveu na região. O trabalho de padre Ibiapina é contado por Celso Mariz em livro que revela a capacidade de realização desse brasileiro que foi juiz de direito e deputado federal antes de se entregar à igreja. Ele conseguiu levantar nos sertões do Nordeste, entre mandacurus e xique-xiques, uma organização cristã de assistência social ao sertanejo, de educação doméstica e industrial da mulher do interior, de amparo a órfãos e a doentes, de combate às secas e ao cangaceirismo. Padre Ibiapina inaugurou, em 2 de fevereiro de 1865, a Casa de Caridade da vila de Missão Velha. A ideia de base das Casas de Caridade fundadas pelo religioso por todo o Nordeste era o acolhimento das pequenas órfãs. As Mães-Sinhás ensinavam as orfãzinhas a cozinhar, a fiar, a tecer e tingir o algodão, a tratar de doentes, a plantar sementes em tempo certo, a fazer chapéu de palha. Ensinavam também a ler, a escrever, a rezar. A inauguração da Casa de Caridade de Missão Velha contou com participação do cratense Cícero Romão Batista, à época um jovem de cerca de vinte anos de idade, que segundo os mais diversos estudiosos foi fortemente influenciado pela pregação do Padre Ibiapina e

pelo seu exemplo de serviço ao povo pobre e humilde do Cariri. O pernambucano Gilberto Freyre escreveu que “de tudo cuidou o bravo missionário, em quem as virtudes de cearense se aguçaram em virtudes de santo, sem que nessa difícil sublimação se perdesse a capacidade prática de organizar, de administrar, de desenvolver”. Filho de D. Teresa Maria de Jesus e do tenente-coronel Francisco Miguel Pereira, que participou da Confederação do Equador em 1824 ao lado de José Martiniano de Alencar, pai do escritor José de Alencar. Ao final da Confederação, José Martiniano de Alencar foi inocentado, mas Francisco Miguel Pereira foi fuzilado junto com padre Mororó, Pessoa Anta, Carapinima e outros líderes no Campo da Pólvora em Fortaleza, local que passou a chamar-se, em homenagem aos participantes da confederação, Praça dos Mártires e, atualmente, Passeio Público. O irmão mais velho, também confederado, foi preso na ilha de Fernando Noronha,onde morreu. Padre Ibiapina morreu em 19 de fevereiro de 1883 e está enterrado em Santa Fé, na Paraiba. Seus últimos 28 anos foram dedicados à vida missionária. Na sua missão evangelizadora, além das casas de caridade, ergueu inúmeras igrejas, capelas, cemitérios, cacimbas dágua e açudes. Ensinou técnicas agrícolas aos sertanejos. Ele deixou marcas não apenas na organização posterior da igreja no Nordeste, mas também na vida das pequenas comunidades da região. Padre Ibiapina já é oficialmente reconhecido como Servo de Deus, após o documento “Nihil Obstat” da Santa Sé, emitido a 18 de fevereiro de 1992. Os 22 bispos do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que abrange os Estados de Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte, já solicitaram celeridade no processo de canonização do Apóstolo do Nordeste. (*) Wilson Ibiapina (Ibiapina) jornalista

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A Marquise é a construtora do ano.

E para muitas famílias, a mudança de uma vida.

Mais do que erguer prédios, trabalhamos para transformar a rotina dos nossos clientes em uma emoção diferente a cada dia. O título de Construtora

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do Ano, concedido pelo Sinduscon/CE, é fruto do empreendedorismo que, há 35 anos, nos leva a fazer parte da vida de tanta gente.

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construtora do ano

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osmar baquit

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Leituras VI Otávio Bonfim: comércio, indústria e serviços nas décadas de 50 a 70 Paulo Gurgel (*) Tendo uma destinação basicamente residencial, não eram muitos esses estabelecimentos nas décadas de 1950, 60 e 70 no pequenino Otávio Bonfim. Podemos citar de memória: Fábrica Siqueira Gurgel - Foi fundada em 1925 pelas famílias Diogo Siqueira e Gurgel do Amaral. No fim dos anos 1990, a fábrica foi vendida para a família Viana e suas instalações foram transferidas para Caucaia. O terreno do Otávio Bonfim, onde funcionou a Siqueira Gurgel, foi vendida para os Supermercados Bompreço. “Os produtos da Siqueira Gurgel foram e são populares entre os cearenses. Os nomes dos produtos fabricados, tais como o sabonete Sigel, o óleo Pajeú, a gordura de coco Cariri e o famoso sabão Pavão, fazem parte do cultura da Ceará. Um dos textos de um dos famosos jingle do sabão Pavão, sobrevive na alma cearense: uma mão lava a outra com perfeição, e as duas lavam roupa com sabão Pavão. O nome da personagem estampada na embalagem do oleo Pajeú, a Neguinha do Pajeú, transformou-se em uma expressão bastante usada pelos cearenses para nomear uma pessoa sapeca e sem modos.” Facebook Serraria Mota - Localizada na Avenida José Bastos. Fábrica de Móveis Carneiro - Locali-

zada na Rua Dom Jerônimo. Jardim Japonês - Ficava no começo da atual Avenida Bezerra de Menezes. Era de propriedade da família Fujita. Jardim São José - Vizinho ao Jardim Japonês. Cine Familiar - Pertencia aos frades franciscanos da Igreja de N. S. das Dores. Instituto Padre Anchieta - Ficava na Rua Justiniano de Serpa, 53. Era dirigido pelo Prof. Luiz Carlos da Silva, proprietário do estabelecimento. Posto Carneiro e Gentil - Localizado na confluência da Rua Juvenal Galeno (atual Av. Bezerra de Menezes) com a Rua Justiniano de Serpa. Funcionava sob a bandeira da Esso e mudou o nome para Posto Liberdade. Depósito do Nestor Gurgel - Loja de material de construção. Farmácia da D. Rosélia - Ficava na esquina da Av. Bezerra de Menezes com a Av. José Bastos. A proprietária era mãe do Prof. Lúcio Melo. Posto Onze - Um estacionamento ao ar livre de carros de aluguel na Praça do Otávio Bonfim. Cantina Glória - Outras - Mercearia do “Seu” Edmundo (na Rua Dom Jerônimo, mercearia do “Seu” Júlio, (no início da Avenida José Bolão), padaria do Sr. João Gurgel e a loja de tecidos do “Seu” Artur (na Av. Bezerra de Menezes, após os trilhos). (*) Paulo Gurgel (Fortaleza), médico, escritor, blogueiro.

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Leituras VII

Acopiara -Zé Marques Filho, uma referencia de respeito

JB Serra e Gurgel (*) Lages, depois Afonso Pena e hoje Acopiara era um grande latifúndio de subsistência da família Lages, quando lá chegaram Francisco Guilherme Holanda Lima (Chico Guilherme), Henrique Gurgel do Amaral Valente (Vovô d Rio) e José Marques de Oliveira (Tio Cazuzinha), na primeira década do século XX, vindo de outros territórios. Ali se instalaram comprando as terras acidentadas dos Lages criando um arraial, depois povoado, vila, distrito até chegar ao formato de uma cidade, já com outros grupos de povoadores, que lhes seguiram os passos. Entre os udenistas sobressaiu-se a figura de José Marques Filho, nascido em Quixeramobim, em 23.06.1897, filho de José Marques de Oliveira (Cazuzinha) e Maria Leopoldina Serra de Oliveira (Doninha), ambos de Jaguaribe onde se estruturaram uma das famílias Serra/ Marques, do Ceará. Era irmão de Sebastião, Antonio (Tonheiro) e Mario Marques Serra, de Francisca Marques Ricarte e Carmélia Marques Cidrão. Sebastião, Antonio e Mario foram para São Jose do Rio Preto e Campinas, São Paulo, respectivamente, consolidaram suas vidas. Mario tornou-se padre, construiu e por 28 anos foi vigário da igreja de N.S. da Aparecida, no vale do Ipiranga, na capital. Lembro-me dele quando, na companhia de Ademar de Barros, levou a imagem peregrina de N.S de Fátima a Acopiara, na década de 50. Cazuzinha era um vendedor de animais (bois e cavalos), o veio econômico do interior do Ceará, seja como meio de transporte seja como força mecânica para puxar o que fosse. Não haviam índios e os negros que lá passaram foram poucos. Tio Cazuzinha, como chamávamos, tinha o perfil de dom Quixote, alto, magro, barba, rosto sulcado, sobrancelhas cerradas. Muito esquio. Um homem tranqüilo, sereno, equilibrado em longas pernas e alpercatas. Muitas vezes ficava longe de casa, buscando

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cavalos e bois, comprando e vendendo peles de animais e gêneros alimentícios. Chegou ir ao Acre, um despropósito na jornada de sobrevivência. Tia Doninha era mansa, religiosa, dedicada ao lar. Zé Marques chegou a Acopiara com 10 anos. Casou-se em 16.12.1920 com Urcezina Marques Holanda, de Tauá, filha de Antonio de Souza Lima e Maria (Marica) Holanda Lima, irmã de Chico Guilherme, já instalado em Lages. Foi 1º Tabelião e escrivão das execuções criminais e do júri, com seu cartório de registro civil e de imóveis, instalado atrás da Igreja, há mais de 80 anos, sendo sucedido, por concurso público, por seu filho, Evandro, por sua nora Maria Nilce, e por sua neta, Solange. A história de Lages, Afonso Pena e Acopiara está no arquivo do Cartório dele e de Manoel José da Silva. Urge recuperar os acervos e a memória (os livrões) pois o tempo, o cupim e as traças trabalham contra. Com visão empresarial, mesmo tímida, acionou a Iagropesa, Ipiranga Agropecuaria S.A, que explorou o sitio Ipiranga, de sua propriedade, há 15 km do núcleo urbano. Em 1947, o governador do Ceará, Faustino do Nascimento e Souza, nomeou Zé Marques interventor em Acopiara, de 18 de março a 25 novembro, tempo suficiente para por o pé na estrada política. Em 1950, Zé Marques foi nomeado delegado da UDN pelo senador Fernandes Távora, pai do depois senador e governador Virgilio Távora. A “pax romana” foi quebrada. Chico Guilherme e Vovô do Rio, escudando Celso de Oliveira Castro, ficaram com o PSD que vinha de 1946. Zé Marques organizou a oposição a que se aliaram os Albuquerque, Macedo, Uchoa, Mello e Nunes, de Izidoro. Não foi vereador mas disputou eleição para deputado estadual pela UDN, ficando na suplência, tendo assumido o mandato. Acopiara e todo o sertão do Ceará por longo tempo, até 1964, rachada, dividida, partida. Os mais fortes ganha-

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ram o poder. Em 1965, já distante da política, Zé Marques fundou o Lions Clube. Em 1977, ao completar 80 anos, foi agraciado com o titulo de Comendador da Ordem de São Lazaro do Vaticano,pelo papa, recebido pelo irmão, em Roma, monsenhor Mario Marques Serra, Do casamento com Urcezina, teve 19 filhos, sobreviveram 15: Geraldo Marques Holanda, engenheiro civil, casado com Matilde Peixoto Marques, funcionária federal; Maria Marques Brandão, casada com o dentista e maestro Mozart Brandão; José Edilson, contabilista, casado com Maria Wilma Martins Marques; Maria Aglaís Marques Albuquerque, casa da com o dentista Ezequiel Albuquerque de Macedo; Evandro, casado coma professora Maria Nilce Rodrigues Marques; Maria Leopoldina, freira das Dorotéias e assistente social; Maria Terezinha de Jesus Marques Holanda Maia, casada com construtor Luis do Nascimento Maia, Helder, coronel do Exército casado com Norma Gadelha Marques; Olga Marques Colares, casada com o comerciante Francisco Bernardino Colares; Antonio Apiano, engenheiro agrônomo casado com a advogada Benildes Roque Marques; Emmanuel, engenheiro agrônomo,casado com a professora Maria Liana Braga Marques; Maria Onides Marques Serra, casada com o médico José dos Santos Serra; Marta Maria, dentista, casada co m o coronel do Exercito Cacambo Antonio de Oliveira Magalhães; Eleonora Marques Brandão, casada com o engenheiro civil Mozart Brandão Junior e Paula Frassinetti Marques Barbosa, casada com o médico Esdras Barbosa Chagas. Ao falecer, Zé Marques 62 netos, 109 bisnetos e 11 trinetos. (*) JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor

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Leituras VIII Durval Aires Filho (*) Distante do país da poesia há alguns anos resolvi voltar a essa pátria indispensável. Pensar na literatura, como diz Heloísa Arcoverde, é pensar na vida. Nesse afastamento, sem “enclausurar Nero e todos os possíveis heróis mortais”, tive que me relacionar com engravatados e caras calvinklanizados. No meio, entre processos e mesquinhos, brilhava a sujeira dourada do mundo. Não perdi, no entanto, a esperança de texto criativo e musica harmoniosa. No retrovisor, estranho-prediletos: Nietzsche (megalomaníaco); Ginet (ladrão); Assis (epilético); Corso (mendigo); Hemingway (suicida); Pessoa (solitário); Baudelaire (pirado); Armstrong (boca de tacha) e Brubeck (pianista). Aí, gente: o meu “bonde do tigrão”. Agora, ponho pra rodar a composição do MCals. Sério: não consigo colocá-la nos trilhos, mas vou tentar compreendê-la. “Será que o atalho errado peguei?”. Tenho dúvida, porém, a minha carteira deve está vencida. Preciso tomar “aulas de direção”. Antes, vamos aos bastidores. Ainda bem que tenho o mal dessas ditas convivências malditas. Pode mandar ver essa produção para os nossos vizinhos de tempo que eles não encontrarão formas de abordá-la, se olhar esses poemas a partir de elementos provenientes do século XX. Por outro lado, devo anexar nesta postagem que os modelos deste caderno não saíram de uma mesma barrigada. Isso não ajuda muito os críticos profissionais. Não tem capítulos. Parece que o poeta não é de capitular. Assim, posso assegurar que os temas gravitam soltos. Método a parte, acredito que MCals não tenha amado uma única mulher, nem feito apenas uma viagem, ou falado um idioma só. Mesmo assim, qualquer avaliação terá o peso de uma trivial conversa de tribo na internet. Caiu na rede é peixe. Afinal, são poemas para ser lidos em qualquer malha de sorte ou azar: hospitais, parques, escolas, igrejas, academias, cafés, repartições e até numa confortável sinistra poltrona de dentista ou no banco atado de um bonde que despenca irado de uma montanha russa, pois tem muito movimento e emoção. Sim é isso mesmo, tá ligado: preciso de auto-escola. Para gente da minha geração é bastante a quebradeira de formas, cânones e cones. Busca de possibilidades, curiosa navegação, daquelas em que todos são bem-vindos, sem “stops” e neuras, desde as mediocridades mais prósperas, as testemunhas de Jeová, até os desencontrados, esses que, como nos e todos os nós, tem o pesado oficio da zelação. Daí o aviso aos naveg@ gantes: ninguém fica fora deste trem -- Lâmina – do I Prêmio Nacional Ideal Clube de Literatura -- que corta as brisas, avança sobre as matas asiáticas e desce das nuvens, para a completa satisfação de um dia alguém poder abrir os botões da camisa, lá nos cafundós da China, e dizer sorrindo: “no guarda-volumes da ultima estação deixei a minha mala vazia”. Na contramão, não é do vazio que percebo a poesia de MCals. Cuida-se, na verdade, de uma espécie de lirismo semântico funcional, ultrapassando o texto-sentimento, o verso-confessional e o código-lágrima, que, muitas vezes, “descoisifica” coisas. Neste conjunto, em vários trajetos, não é o homem que toca os objetos, porém, os objetos são tocados por ele e, assim, são afetados. O próprio poema não está imune a essa benfazeja contaminação. E, aqui, logo de saída, recebo uma formatação diferente devido a uma energia visual abundante que desce sobre essa mala. Na leitura final, fiquei mais perturbado com a perspectiva desta Lamina do que no dia em que os servidores públicos da minha repartição descobriram que a secretária estava sem calcinha. E fui direto à reflexão e, após, à máquina de editar textos. E quais os pontos que o GPS deve orientar o navegador para ler estes poemas? Primeiro: não existe itinerário certo ao tramite, ou dito do contrario, o mundo do limite é a rebelião (o espaço em que se opõe), necessariamente, porque, além do abismo, há “a determinação de prosseguir em caminho tortuoso”. Segundo: como arquitetura, os versos se arranjam geometricamente, mas sem hierarquia de conteúdo. Parênteses: desse desfalque, o núcleo do sentido não está necessariamente no desfecho, no final dos versos, como era de se esperar, mas, por preferência, no meio do arranjo, no abdome do poema. E terceiro: fica exposta uma fusão entre os 2TT (tradicional e transgressor). Isso permite uma contemplação dupla do clássico e da alternativa atual, abrindo-se

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Crítica do livro de poemas de Maurício Cals. em vários caminhos, possibilitando a antecipação de imagens e, simultaneamente, a atemporalidade. Esses passos podem ser recontados, reprincipiando no título de início, em “Mandarim” – de quem manda (a determinação de prosseguir no caminho tortuoso e “subir rio acima”) e da língua falada na China – no instante em que MCals fotografa: “no trem, restaram vestígios dos/ passageiros, agora ausentes/o destino: a próxima estação”. Aqui, as cenas são apresentadas antes de o fato acontecer, sem se importar muito com a datação. Aliás, o poeta bate firme nesse absoluto, após ser apanhado prisioneiro de antigas trajetórias: “não me interessa saber o dia, mês nem muito/menos o século em que sou”. Ora, se “restaram vestígios” justamente porque os passageiros desembarcaram (“agora ausentes”), não há mais a certeza de que o trem andaria rumo “a próxima estação”, ou esta próxima parada já havia também ficado para trás. É aí que a composição descarrila, comparada ao formato comum, ante ao instantâneo take da invasão memorialista ou da própria mente em desgoverno que também antecipa fatos não acontecidos ou que vão acontecer. O que se pode tentar dizer é que os olhos (lentes ou câmaras) tocam, fecham nos objetos, sentem ondas de luz e, assim, longe, permitem tocar as coisas que estão fora do alcance de nossas mãos e, simultaneamente, como um fechar e abrir de olhos, registram esse toque. Acontece que, além dessa apreensão, MCals escolhe a hora de jogar essas imagens fora do alcance seqüenciado, normalmente, surpreendendo o momento, como realiza ao longo de vários poemas, com um flash rápido, à moda de um cochilo logo despertado. A propósito, o aviso de que “é de manhã” como “diz o olhar desperto do transeunte” e a circunstancia de que “quando acordei a caravana havia partido” repete o mesmo processo de antecipação de imagens produzidas no verso anterior. Então: o abandono só poderia ser constatado depois da fala do transeunte. Não antes. Como posso ser avisado de algo que ainda não aconteceu? Quer dizer: propositadamente há uma plastificação de cenas, rapidinhas, quase nervosas, como uma lâmpada florescente que oscila alguns segundo antes de abrir, ligeiramente imperceptível, porque se fosse explícito ou solene, este artifício poético poderia trazer problemas à compreensão. Isso não acontece e digo mais: a “circuitação” é adequada e feita com sucesso. Por outro lado, além desse probleminha de “start”, em dado momento, não se sabe objetivamente qual o sentido em que o trem -- como uma grande procissão de cavalos em chamas - se desloca. O que se retira, além do assovio do “vento zombando de mim” (por isso a velocidade dos corcéis em fogo) é que, embora a caravana tenha partido e ele tenha parado, igualmente ficou o trem cujo movimento constitui apenas registro mental, pois o poeta, (após a sua descida) “sabe do caminho” e que tinha a seu favor “apenas a juventude”. Havia também uma carta de boas intenções de bordo que justificaria a viagem: a sabedoria, não aquela retirada dos livros, mas a liça decorrente da observação, “fruto de/caminhadas longas e/solitárias”. Mais perturbador ainda, como na tarde em que ninguém conseguiu trabalhar ante a informação silenciosa de que a servidora estava sem a peça mais íntima, é que MCals, embora não pretenda, resolve naturalmente questões de som, de canto, de verso e de conteúdo. Parece, no entanto, que a liberdade e o desconforto de várias vias, somadas aos elementos micro-semanticos, lhes dão maior força e conteúdo. A experimentação de “Amai-vos”, por exemplo, é alentada em termos multifacetados, mas, juntando tudo de uma só vez, se adquire um sentido monocromático impressionante. Fala de sua condição visual: “se eu tivesse mau gosto/vestiria camisa roxa/ calças verdes, meias vermelhas/ e sapatos azuis”. Complementa que o sistema político nos infelicita, pois a “democracia nos deixa tísicos” e a liberdade, segundo ele, “nos induz a nadar/fugir das românticas ilhas”, ou seja, livre é aquele que foge do lugar comum ou do regime de servidão consumista, já que o romantismo é motivo para grandes sucessos de vendas. Em seguida, vem a proposta de viagem e o conselho de que “você não precisa morrer/no hospital onde nasceu”. Algumas advertências e ensinamentos: “só uma topada te faz evoluir”, recomendação do tipo “limpe os pés antes de entrar”; que “somos seres numerados”, ou, ainda, “rebanhos contados”. E, de forma inusitada, a decifração de outro enigma, a partir de um desvio de percurso no instante do verso: “as melhores intenções são

frutos do orgulho”. Isso porque “só o toque da mão expressa bondade”. Afinal, devido à energia e o calor, “só o carinho aglutina os átomos”. Sem preconceitos, como o espelho de Sylvia Plath -- prateado e exato, tudo o que vê engole no mesmo momento, do jeito que é -- quase todos os temas que incomodam o homem são contemplados pela câmara poética de MCals, com uma sucessão de imagens, começando com a solidão e a ferida amorosa que só cura com outra: “põe no lixo a tua/solidão e entrega teu coração a um novo amor”. A constatação sem mascara que “desaprendi a mentir”, pois, quebrando convenções, “sei que ser /o melhor/ não é ser bom”, na mesma linha que desautoriza os códigos sagrados: “dar a outra face/ não mais hesitam/os homens/já que inúmeras/ eles têm”. Todavia, o apelo à atenção ao próximo deve ser uma norma constante e necessária em qualquer época, combinado que “a delicadeza jamais será em vão”. E o que dizer do destino? Para ele, é algo, assim, como o diabo gosta: “mimo de demo/barco sem remo”. MCals não se esquece da eternidade: “certamente houve um tempo em que o tempo não havia”. Contabiliza rastros: “o gato tem rabo e suas pegadas/duram milhões de anos”. E busca a nossa origem mais remota, como observou Moacir C. Lopes, a copula com a fêmea que é detentora do ovo e da entrada do ovo. Diz nosso poeta: “fui invisível centelha/ seta que atingiu a meta/ fecundando da deusa o óvulo/doando o filho uma mãe/sou filho de fêmea no cio/ detentora da chave/do nosso mistério”. Talvez a construção intitulada genericamente de Aldeota – bairro que abrigava inúmeros casarios -- seja o poema mais belo desta coletânea, não só pela arquitetura formal de seus versos, passando pela tristeza que MCals registra, aliás, de modo natural, mas pelo o que significou o castelo reinventado (marco de sortilégio, depois de opulência e degradação) até o seu insólito destino, por certo, uma áurea de glamour e nostalgia de uma criança que nem suspeitava ser um dia arquiteto. Revela: “no meio do caminho” havia “um castelo”, abandonado, sem jardim, “sem senhoria”. Porém, “milhares de estrelas a seduzi-lo”. E o prédio ali caído “em profunda depressão”. Esteve lá toda noite, mas sucumbiu “ainda escuro/ madrugada”. E, mesmo demolido, acoimado pelo humanismo, passa a viver surpreendentemente como um fantasma: “hoje/noite sem lua/um vulto flutua”, ou seja, o próprio, ele mesmo, “o castelo penado/sobre a aldeia sem/passado”. Vale postar que esse lance de emprestar humanismo as coisas, tinha sido experimentado antes, na ocasião em que o poeta procurou uma de suas produções, um papel escrito, provavelmente, deixada no banco de um taxi, como esqueceu, certa vez, o escritor Murilo Rubião. Não diz se é para procurá-lo no horário intelectual, no caso de alguém encontrar o modelo. Contudo, tem recompensa: “qualquer notícia será remunerada”. Pergunta: “será que você viu um poema por aí?” Pois “ontem, um eu perdi”. Recrimina a si: “acho que fui relapso”. E fala sobre natureza desta peça: “não foi batizado”, portanto, não tem nome. “É curto, mas delicado”. E solta essa no meio dos versos: “É corajoso e sem modéstia inteligente/ espirituoso, sincero, mas/ para gente falsa ele mente”. Aqui, mais uma vez, não posso ficar imune a essa interessante forma de dizer e cantar esses versos. Criativamente, de novo o verossímil e o desconcertante alinhados. Se o poema perdido tem a natureza cristalina do que é puro, fiel e criativo, não teria, com certeza, versos mentirosos no seu corpo. A menos que o receptor fosse falsa gente, de um padrão ruim que provavelmente não se interessaria por aquelas verdades. Em suma: um Maurício Cals inteiro em sua poesia, contraditório como é a vida, porém, resolvido esteticamente ao formular objeções duradouras. Pouco importa se seus versos feitos a partir de cliks são para ser cantados, falados ou calados, isto é, buscados em sua musicalidade interna, na justaposição silenciosa de forma e conteúdo. Penso que o seu interesse maior ancora numa semântica gerenciada que facilita a compreensão do manancial de sentimento. Por isso, o que possa garantir a galera é que a leitura de Lamina constitui uma harmoniosa seqüência de compreensão de altos sentidos, na verdade, grandes respostas de um poeta que é vivo herdeiro da funda materialidade de seu tempo. (*) Durval Aires Filho (Fortaleza), escritor e desembargador

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Reforma do Pinto Martins: para receber 11 milhões de passageiros custará R$ 400 milhões “É um processo muito grande, Projeto de ampliação é orçado em mais com 1.500 documentos, entre de R$ 400 mi e permitirá um fluxo anual desenho, especificações técnide 11 milhões de passageiros cas e documentos”. Equipamento fundamental para o Para melhorar o nível de sucesso turístico de Fortaleza na Copa conforto e de serviços, o Pinto do Mundo de 2014, o Aeroporto InternaMartins ganhará salas de emcional Pinto Martins deverá ter seu edital barque e desembarque em pide reforma e ampliação lançado apenas sos completamente distintos, na segunda quinzena do mês de junho. A novos balcões de check in, informação foi dada ontem pelo arquiteto mais seis pontes de embarque, Jonas Maurício Lopes, responsável pela que totalizarão 16 fingers “no Superintendência de Estudos e Projetos futuro”, ampliação do pátio de Engenharia da Infraero, que participou de aeronaves e construção de da audiência pública promovida pelo ConO terminal de passageiros passará dos atuais 38.500 m² Capacidade do Pinto Martins, após a reforma, vai girar de área para 117.600 m², em 2014, e 133.800 m², em 2016 entre 7,4 milhões e 11,1 milhões de pessoas, anualmente um pátio de rampas. A previselho Federal de Engenharia e Arquitetura Foto: Divulgação Foto: José Maria Melo são de conclusão da primeira (Confea) para debater as obras da Copa na viado à Semace para renovar o processo de licença. fase da obra é outubro de 2013. Capital cearense. Como fica Pela lei de licitações, segundo Lopes, após a audiência Esperamos para breve a licença de instalação”, afirmou O terminal de passageiros passará dos atuais 38.500 pública realizada ontem em Fortaleza, a empresa tem Lopes. “Fortaleza, seguramente, vai ficar com um dos 15 dias úteis para proceder à publicação do edital. O aeroportos mais modernos do Nordeste”, comentou o m² de área para 117.600 m², em 2014, e 133.800 m², em 2016. A expectativa é dotá-lo de uma capacidade problema da morosidade da reforma do terminal já havia superintendente de Estudos e Projetos da Infraero. Subestação de energia operacional de movimentação de 7,4 milhões a 11,1 sido evidenciado pelo Ipea (Instituto de Pesquisa EconôPara sustentar toda a estrutura pensada, a Infraero já milhões de passageiros ao ano. No ano passado, a momica Aplicada), cujo estudo afirmava que o aeroporto da Capital não estaria pronto na época do evento esportivo. negocia com a Companhia Energética do Ceará (Coelce) vimentação chegou a cinco milhões de passageiros. O a construção de uma subestação de energia de 69kV. novo estacionamento de veículos, projetado com quatro Processo ambiental O projeto de ampliação, orçado em mais de R$ 400 “É uma infraestrutura muito cara, com elevados gastos mil vagas, será licitado e entregue à iniciativa privada milhões (R$ 387 milhões em reforma e ampliação, R$ de energia elétrica”, informou Lopes. Segundo ele, o para administração. “Demais serviços serão licitados em 5,5 milhões do projeto executivo e R$ 27 milhões de projeto de uma nova subestação é orçado entre R$ 5 separado”, comentou Lopes. Segundo ele, os projetos apoio à fiscalização da obra), já possui licenciamento milhões e R$ 10 milhões - em bases iniciais de projeção. de duplicação do meio fio e criação de alças nas vias ambiental prévio emitido pela Superintendência Esta- O projeto executivo do Pinto Martins será aprovado em de acesso ao aeroporto já estão no projeto executivo. paralelo ao início das obras, tendo por base o modelo de dual do Meio Ambiente (Semace) desde 1995. Samira De Castro, Repórter do Diário do Nordeste “Concluímos em abril o estudo complementar, en- licitação do aeroporto de Confins (em Belo Horizonte).

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A Poesia de José Lins apresentada em Brasília

O ex senador e ex-superintendente da SUDENE, José Lins de Albuquerque (Crateus-CE), lançou em Brasília seu livro de “Versos de Muito Amor. Outras poesias”, dedicado à sua mulher “ Maria Nise, que por muito tempo me cumulou de ternura e que, tão repentinamente,me deixou para morar na casa do Pai”, com prefácio de José Rangel,capa e projeto Fotos: Hermínio Oliveira gráfico de Joana França, edição da Thesaurus. O evento no Carpe Diem foi organizado pela filha Verônica com a participação de irmãos e netos. O lançamento foi prestigiado pela escritora Regina Stela Quintas, os jornalistas Sérgei Quintas e Ana Lúcia Studart, o músico Rênio Quintas, os empresários Lindberg Maia, Francisco Carlos Ramos, Jefferson Wanderley, executivos e outras renomadas personalidades como Ary Braga Pacheco Filho, Gama Andrade, Victor Tagore, Pedro França Diniz, Raimundo Nonato Viana, José Colombo de Souza Filho, José Rangel Cavalcante, Myriam Dias Morato, João Henrique e Raimunda Ceará Serra Azul, Ivana Azevedo, Lilian Alcantara, Cíntia Nogueira Holanda, Thereza Guidaci e filhos, Joana França e Elisabeth Wanderley Nóbrega, além de muitos amigos.

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UNILAB iniciou suas atividades em Redenção A aula inaugural da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), segunda universidade federal instalada no Ceará, foi proferida pelo ministro da Educação, no Campus da Liberdade, município de Redenção, a 57km de Fortaleza, em 25.05, Dia da África. O governador Cid Gomes esteve presente à inauguração juntamente com o secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), René Barreira. Além dos 360 estudantes matriculados na Unilab, estarão presentes também professores e ministros de Estado das nações que que fazem parte da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Portugal, Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Moçambique e Timor Leste. Além de garantir ensino superior para jovens brasileiros, a Unilab também possibilitará o intercâmbio com universitários de toda a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Nesta fase inicial, há cursos

fase inicial cursos de Agronomia (Bacharelado), Administração Pública (Bacharelado), Ciências da Natureza e Matemática (Licenciatura), Enfermagem (Bacharelado) e Engenharia de Energias (Bacharelado). O reitor daUnilab, Paulo Speller, disse que a demora na aprovação do projeto de lei no Congresso concorreu para que a Unilab só iniciasse as atividades em 2011. “Não foi um atraso, mas uma redefinição no calendário. E diferente de outras universidades, o calendário da Unilab será trimestral, ou seja, não haverá recessos. Nas férias, serão ofertadas atividades completares e cursos de extensão tanto para a comunidade quanto para os estudantes estrangeiros que não retornarem aos seus países de origem nesse período”. O reitor também anunciou a conclusão do campus da Liberdade, com 5 mil metros quadrados, a área engloba a sede administrativa, o restaurante universitário e a unidade didática, com anfiteatro e as salas de aula onde devem funcionar os cinco cursos de graduação.

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Página da Mulher (*) Regina Stella Ah! com tal rapidez se sucedem os dias e as noites que você nem percebeu que maio está findando! Findou! Você nem se deu conta de que era maio, tantos os compromissos, as obrigações multiplicadas, o pensamento dividido! E, cronometrado o seu tempo, você nem pôde parar, tal a roda viva em que se transformou seu dia a dia. Com a idéia fixa na lista de tarefas a cumprir, escritas na agenda desde à véspera, para anular a possibilidade de esquecê-las, não houve tempo, sequer, para você se situar, e perceber a vida fluindo, e você, também, seguindo, massificada, levada no roldão! Mas como, dirá você, pensar em maio, mês das flores, mês risonho, com tanta desgraça campeando o mundo! Terremoto, inundação, tsunami, corrupção, falta de lisura, tanta é a trama, tal é a dor e a aridez do caminho, que não há como enternecer o coração! Mas se há o mal, eu lhe respondo, o bem também existe, e não há porque negá-lo, renegá-lo e omiti-lo! Ah! você não sabe o que perdeu! Não viu a bruma envolvendo as frias manhãs, e nem o sol brincando de esgarça-las, para mostrar um esplendoroso anil no céu, comemorando o mês azul, mês de Maria! Houve um tempo, você esqueceu? maio era diferente. Por ele se esperava, em expectativa e ansiedade, como se espera alguém do coração, fazendo planos, projetos, como um ponto de referência para o ano inteiro. – Quando maio

Maio pede licença e vai se retirando chegar... E a impressão era de que, em festa, se punha a Terra inteira, num mês engalanado de risos, de música, de flores. Maio fazia o seu próprio ritual, e por magia mudava o ritmo das coisas, o ar da vila e da cidade. Ninguem lhe ficava indiferente, Faz tanto tempo... À tardinha, escurecendo, dolentes, os sinos badalavam, ecoando pela praça, pelas ruas, casa a dentro, convidando, insistindo, e por uma tácita adesão se punham todos a caminho, velhos, moços, homens e mulheres, rapazes e moças atendendo o apelo, e a nave da Igreja, iluminada, se enchia de fieis para o terço e a novena, numa exaltação à Virgem, louvando-lhe as virtudes. Hoje, até os sinos emudeceram, amordaçados, proibidos de tocar, ameaçados até de pagar multa, que o bimbalhar “incomoda” o seu doutor, cujos tímpanos se acham agredidos pelas b badaladas dolentes! O` tempora, O` mores! Nos cenários da lembrança, dos tempos de criança, maio é bom pra recordar, diz a canção popular. O adro da igreja era território tombado para os diálogos descontraídos, a fronteira para os primeiros encontros, as trocas de olhares mais demorados, o caminho aberto para o encontro de parceiros na partilha do afeto. Risos, cantos, sons de sino pelo ar, num ensaio sinfônico renovado a cada noite, numa temporada de ternura onde o ciclo da adolescência amadurecia o coração, para os grandes desafios da vida. E

era um mês inteiro de exaltação e encantamento, divididas as emoções entre as promessas e as juras aos verdadeiros valores, ressaltados no sermão, no canto, na ladainha. E o apelo da vida, arrepiada a sensibilidade, se rendia à beleza das melodias, ao bruxuleio das velas acesas, ao cheiro forte do incenso no turíbulo, no ar, em espiral e em estranhas formas a fumaça subindo, da resina queimada, de leve se esgueirando. Culminavam as festas com a Coroação da Virgem, no último dia do mês. De cada noite, as preces, os renovados apelos ao bem e ao amor, à fraternidade, a verdadeira liberdade na vitória sobre si mesmo, eram uma preparação para a grandiosa manifestação à Maria, como Mulher e Mãe de Deus. Na singela procissão das crianças vestidas de azul e rosa, pequeninos anjos de azas brancas que se perfilavam lado a lado da imagem da Virgem, ressaltavam a candura e a inocência, a pureza de coração, e ao vê-los passar se enternecia a alma da gente.Num apelo aos sentimentos mais nobres deste pobre mortal, sem azas para voar, mas de olhos nas estrelas e buscando o Infinito. Uma sensação de despedida confrangia o coração, em chegando o derradeiro instante, muita vez marejados os olhos de emoção. Maio terminava. Mas, ao apagar das luzes e ao silen ciar a música, no coração de cada um ecoava, forte, um canto á vida, um hino de fé à Verdade (*) Regina Stella

Receitas nordestinas testadas e provadas Raimunda Ceará Serra Azul (*)

Bolo de Milho Ingredientes – leite de 2 cocos grandes 1 pacote de massa de milho pré-cozida

açúcar e sal a gosto manteiga para untar a forma Reserve um pouco do leite de coco. Mis¬ture o leite de coco restante com a massa de milho, 0 açúcar e o sal. Cozinhe em fogo brando, mexendo sempre ate que o milho

fi¬que bem cozido. Despeje em fôrma untada com manteiga, banhe com 0 leite de coco reservado e leve ao fomo quente até ficar bem dourado. (*)Raimunda Serra Azul (Uruburetama), advogada.

Árabes pagam até R$ 4,6 mil para restaurar virgindade Jovens mulheres de países ou de origem árabe estão pagando cerca de 2 mil euros (aproximadamente R$ 4,6 mil) por uma cirurgia realizada na França para restaurar a virgindade, um procedimento que, em alguns casos, pode salvar suas vidas. A clínica que faz a cirurgia de restauração do hímen fica em Paris e é liderada pelo médico Marc Abecassis. De acordo com ele, são feitas entre duas ou três cirurgias por semana, que duram em média 30 minutos e requerem apenas anestesia local. Abecassis afirma que a média de idade de suas pacientes é de 25 anos e que elas são de todas as classes sociais. Apesar de a cirurgia já ser feita em muitas clínicas em todo o mundo, Abecassis é um dos poucos médicos árabes que fala abertamente sobre o procedimento. Ele afirma que algumas das mulheres que o procuram precisam do certificado de virgindade para conseguir se casar. “Ela pode estar em perigo, pois, em alguns casos, é uma questão de tradições e família”, disse o médico. “Acredito que nós, como médicos, não temos direito de decidir por elas ou julgá-las.” Para estas mulheres existe também uma opção sem cirurgia. Um site de uma fábrica chinesa vende hímens artificiais por 23 euros (cerca de R$ 54). O hímen chinês é feito de elástico, contém sangue artificial e é colocado dentro da vagina para a mulher simular virgindade, de acordo com a companhia. Suicídio Em partes da Ásia e no mundo árabe mulheres que

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mantiveram relações sexuais correm o risco de ficar isoladas em suas comunidades ou até mesmo mortas. A pressão social é tão grande que algumas mulheres chegaram a cometer suicídio. Um dos exemplos da pressão social enfrentada pela mulheres é o de Sonia, que estuda artes em uma universidade de Paris. Apesar de ter nascido na França, a cultura e as tradições árabes estão no centro da vida de Sonia e a vigilância da família é severa. Mas ela perdeu a virgindade fora do casamento. “Pensei em suicídio depois da minha primeira relação sexual, pois não conseguia ver nenhuma outra solução”, disse. No entanto, a jovem foi a Paris, na clínica de Marc Abecassis, para fazer a cirurgia de restauração do hímen. E afirma que nunca vai revelar o segredo para ninguém, especialmente para seu futuro marido. “Acho que é minha vida sexual e não tenho que falar para ninguém a respeito”, afirma e acrescenta que são os homens que a obrigam a fazer isso. Nara (nome falso), de 40 anos, chegou a tentar o suicídio quando jovem. Ela teve um longo relacionamento com outro jovem, quando morava na zona rural do Líbano, um relacionamento que a família dela não aprovava, e perdeu a virgindade.

veja o site do projeto Brasília 50 anos do Ceará: www.brasilia50anosdeceara.com.br

“Eu estava apavorada, com medo que eles me matassem”, disse. Depois de sete anos de relacionamento, a família de seu namorado quis que ele se casasse com outra. Nara tentou o suicídio tomando remédios e produtos químicos. Nara agora está com 40 anos e soube da cirurgia de restauração do hímen há seis anos. Ela se casou e teve dois filhos, mas passou a noite de núpcias chorando. “Eu tive muito medo, mas ele não suspeitou”, afirmou. “Vou esconder até a morte, apenas Deus vai saber disso”, acrescentou. Controle Não são apenas as gerações mais antigas que mantêm o tabu a respeito do sexo antes do casamento. Noor é um jovem profissional que trabalha em Damasco, na Síria, e pode ser considerado um representante dos jovens sírios em uma sociedade secular. Mas, apesar de afirmar que acredita na igualdade para mulheres, Noor ainda expressa conservadorismo quando fala da escolha de uma esposa. “Conheço garotas que passaram pela restauração que foram descobertas pelos maridos na noite do casamento”, disse. “Eles perceberam que elas não eram virgens. Mesmo se a sociedade aceita este tipo de coisa, eu ainda me recusaria a casar com ela.” Clérigos muçulmanos afirmam que a questão da virgindade não está relacionada à religião. “Devemos lembrar que, quando as pessoas esperam que o sangue da virgem seja derramado no lençol, é uma questão de tradições culturais. Com a BBC Brasil.

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Leituras IX

Humor Negro e Branco Humor Humor negro pelas ruas de São Paulo . . . ! - Depois de tanta chuva, Alckmim anunciou a construção da hidroelétrica do Anhangabaú. - Em SP não se fala mais direita e esquerda... agora é bombordo e estibordo! - Se a São Silvestre fosse em janeiro, o Cesar Cielo ia humilhar! - Depois do Airbag, os coletes salva vidas são os opcionais mais importantes nos carros de Sao Paulo. - O melhor serviço de entrega em SP é do Submarino. - Ninguém passa fome em São Paulo, Bolinho de Chuva é o que não falta. - Vamos assistir a chuva lá em casa hoje?? - Quem acha que a água do mundo está acabando não mora em SP. - Meu passeio ciclístico de hoje fiz de pedalinho. - Agora, todo paulistano tem casa com vista para o mar. - Tem carioca morrendo de inveja, agora São Paulo tem dois mares: Mar ginal Tiete e Mar ginal Pinheiros. - A Dilma está lançando o BALSA-família pra ajudar São Paulo - Pelo menos a SABESP cumpriu o prometido: água e esgoto na casa de todo mundo. - O Alckmim tá trocando o bilhete Único pelo bilhete ÚMIDO!! - A Marta disse para o Alckmim: Relaxa e bóia!!! - Programa minha casa , minha canoa. Erro! O nome de arquivo não foi especificado. HOMENS... Não fiquem triste... Quando é que um homem mostra que tem planos para o futuro? Quando compra 2 caixas de cerveja. Qual a diferença entre um homem e uma manga verde? A manga amadurece. Porque é que as piadas sobre loiras são tão curtas? Para que os homens lembrem. Quantos homens são necessários para trocar um rolo de papel higiênico? Não sabemos, nunca aconteceu antes!!! Por que mulheres casadas são mais gordas do que as solteiras? A solteira chega em casa, vê o que tem na geladeira e vai para a cama, a casada vê o que tem na cama e vai para a geladeira Por que é tão difícil achar homens bonitos, sensíveis e carinhosos? Porque normalmente eles já têm namorados. Como se chama uma mulher que sabe onde está o seu marido todas as noites? Viúva. Como colocar um homem a fazer abdominais? Colocando o controle remoto entre os dedos do pé. O que existe em comum entre os homens que frequentam bares de solteiros? Todos são casados. O homem perguntou a deus: porque fez a mulher tão bonita? Deus: para que pudesse amá-la. Homem: mas porque a fez tão ‘ burra?’ Deus: para que ela pudesse te amar!!!!!!!!!!!!! O que disse deus depois de criar o homem? Tenho que ser capaz de fazer coisa melhor. O que disse deus depois de criar a mulher? A prática traz a perfeição...

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Comportamento

Uma análise da evolução da relação de conquista e do amor do homem para a mulher, através das músicas que marcaram época

Não é saudosismo, mas vejam como os quarentões, cinquentões tratavam seus amores. É por isso que de vez em quando vemos uma mulher nova enroscada no pescoço de um quarentão. ------------------------------------------------Década de 30: Ele, de terno cinza e chapéu panamá, em frente à vila onde ela mora, canta: “Tu és, divina e graciosa, estátua majestosa! Do amor por Deus esculturada. És formada com o ardor da alma da mais linda flor, de mais ativo olor, na vida é a preferida pelo beija-flor....” --------------------------------------------------------Década de 40: Ele ajeita seu relógio Pateck Philip na algibeira,escreve para Rádio Nacional e, manda oferecer a ela uma linda música: “A deusa da minha rua, tem os olhos onde a lua,costuma se embriagar. Nos seus olhos eu suponho, que o sol num dourado sonho, vai claridade buscar” ---------------------------------------------------------Década de 50: Ele pede ao cantor da boate que ofereça a ela a interpretação de uma bela bossa: “ Olha que coisa mais linda, mais cheia de graça. É ela a menina que vem e que passa, no doce balanço a caminho do mar. Moça do corpo dourado, do sol de Ipanema. O teu balançado é mais que um poema. É a coisa mais linda que eu já vi passar.” --------------------------------------------------------Década de 60: Ele aparece na casa dela com um compacto simples embaixo do braço, ajeita a calça Lee e coloca na vitrola uma música papo firme: “Nem mesmo o céu, nem as estrelas, nem mesmo o mar e o infinito não é maior que o meu amor, nem mais bonito. Me desespero a procurar alguma forma de lhe falar, como é grande o meu amor por você....” --------------------------------------------------------Década de 70: Ele chega em seu fusca, com roda tala larga, sacode o cabelão, abre porta pra mina entrar e bota uma melô jóia no toca-fitas: “Foi assim, como ver o mar, a primeira vez que os meus olhos se viram no teu olhar.... Quando eu mergulhei no azul do mar, sabia que era amor e vinha pra ficar....” --------------------------------------------------------Década de 80: Ele telefona pra ela e deixa rolar um: “Fonte de mel, nos olhos de gueixa, Kabuki, máscara. Choque entre o azul e o cacho de acácias, luz das acácias, você é mãe do sol. Linda....” -------------------------------------------------------Década de 90: Ele liga pra ela e deixa gravada uma música na secretária eletrônica:

“Bem que se quis, depois de tudo ainda ser feliz. Mas já não há caminhos pra voltar. E o que é que a vida fez da nossa vida? O que é que a gente não faz por amor?” --------------------------------------------------------Em 2001: Ele captura na internet um batidão legal e manda pra ela, por e-mail: “Tchutchuca! Vem aqui com o teu Tigrão. Vou te jogar na cama e te dar muita pressão! Eu vou passar cerol na mão, vou sim, vou sim! Eu vou te cortar na mão! Vou sim, vou sim! Vou aparar pela rabiola! Vou sim, vou sim”! -------------------------------------------------------Em 2002: Ele manda um e-mail oferecendo uma música: “Só as cachorras! Hu Hu Hu Hu Hu! As preparadas! Hu Hu Hu Hu! As poposudas! Hu Hu Hu Hu Hu!” --------------------------------------------------------Em 2003: Ele oferece uma música no baile: “Pocotó pocotó pocotó...minha éguinha pocotó! --------------------------------------------------------Em 2004: Ele a chama p/ dançar no meio da pista: “Ah! Que isso? Elas estão descontroladas! Ah! Que isso? Elas Estão descontroladas! Ela sobe, ela desce, ela da uma rodada, elas estão descontroladas!” -------------------------------------------------------Em 2005: Ele resolve mandar um convite para ela, através da rádio: “Hoje é festa lá no meu apê, pode aparecer, vai rolar bunda lele!” --------------------------------------------------------Em 2006: Ele a convida para curtir um baile ao som da música mais pedida e tocada no país: “Tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha, tô ficando atoladinha!!! Calma, calma foguetinha!!! Piriri Piriri Piriri, alguém ligou p/ mim!” ---------------------------------------------------------Em 2010: Ele encosta com seu carro com o porta-malas cheio de som e no máximo volume: “ Chapeuzinho pra onde você vai, diz aí menina que eu vou atrás. Pra que você quer saber? Eu sou o lobo mau, au, au Eu sou o lobo mau, au, au E o que você vai fazer? Vou te comer, vou te comer, vou te comer, Vou te comer, vou te comer, vou te comer, Vou te comer, vou te comer, vou te comer”

veja o site da Casa do Ceará em Brasília: www.casadoceara.org.br

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Fotos Roberto Barroso

Governador Agnelo Queiroz quer resolver pendências entre a Casa do Ceará em Brasília e o GDF

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Em audiência realizada no Palácio do Buriti, com a diretoria da Casa do Ceará em Brasília, em 14.06, o governador Agnelo Queiroz prometeu adotar providências, através de uma força tarefa, para superar algumas pendências da Casa, nas suas relações com instituições do Governo do Distrito Federal, e que lhe foram apresentadas pelo presidente da Casa, Fernando César Mesquita. Fernando mostrou que a Casa, fundada em 1963, não recebe qualquer subvenção da União, do Ceará e do GDF e que “enfrenta muitas dificuldades para sobreviver”, o que faz através de prestação de serviços de assistência médica, com 15 médicos, odontológica, com 32 odontologos, 13 cursos profissionalizantes, aluguéis de espaços para academia e atividades esportivas. Há quase 50 anos em Brasília, o que acontecerá em 2013, a Casa teve o seu trabalho de assistência social diminuído pela Secretaria do Desenvolvimento Social e Transferência de Renda-SEDEST, que passou a criar diversas dificuldades, além dos agravos enfrentados pela Casa através da AGEFIS, que exigiu alvarás para as instalações dos 6 mil metros quadrados de área construída, aplicando multas vultosas, e da perda da gratuidade no fornecimento de água e luz pela CAESB e pela CEB. A SEDEST insiste que a única atividade de assistência social da Casa é a Pousada dos Idosos, com 20 internos, exigindo que todos os serviços, nas áreas de saúde e de educação, sejam gratuitos, o que

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seria impossível, pois a Casa não teria como pagar seus compromissos sociais e fiscais. Fernando admitiu que a precariedade das instalações da Casa tem levado a direção a buscar alternativas de manter as portas abertas, renegociando as dividas com a AGEFIS, CAESB e com a CEB, mas há obstáculos na SEDEST relacionados com a documentação que possibilitaria a Casa manter sua qualidade de entidade filantrópica no Conselho Nacional de Assistência Social. Argumentou que a Casa precisa fechar o Projeto Formando Campeões, que beneficiava 800 crianças, com a própria SEDEST, que lhe tem resultado no adiamento de pagamentos fiscais, o que implicará em mais encargos. Ressaltou que o único convenio com o GDF é do inclusão digital, com a Secretaria de Ciencia e Tecnologia. Em informação ao governador, Fernando ressaltou que a Casa está ultimando o projeto de uma nova Casa, que vai

acesse o site da Casa do Ceará em Brasília na Web: www.casadoceara.org.br

ocupar uma das glebas de 15 mil quadrados, a outra será vendida para financiar a nova construção. O projeto está na Administração de Brasília para aprovação e que o projeto contempla uma nova Pousada para 60 idosos, expansão das áreas de saúde e de educação, teatro com 600 lugares, espaços multiusos para exposições, feiras, congressos, seminários, recepções, etc. Conheço muito bem a Casa do Ceará, durante muito tempo freqüentei as festas que lá se realizaram. Sei do esforço de vocês no trabalho social. Vou ajudar a resolver a questão. Examinaremos cuidadosamente cada uma das pendências e buscaremos solução. A declaração feita pelo governador Agnelo Queiroz foi complementada por seu empenho de criar uma força tarefa que se encarregará de liquidar as pendências. Anunciou que teria novas propostas para a Casa, que serão oportunamente apresentadas. Participaram da audiência, pela Casa do Ceará, além do presidente Fernando Cesar Mesquita, os vices presidentes Luis Gonzaga de Assis e Nasion de Melo Ferreira, os diretores Osmar Alves de Melo, José Sampaio de Lacerda Junior, Regina Stela Studart Quintas, JB Serra e Gurgel, Angela Maria Barbosa. Parente e João Rodrigues Neto, a superintentende Antonia Lucia Guimarães, a assistente social Ivete Simonetti do Amaral.Pelo governo do DF, os secretários Claudio Monteiro, da Casa Civil, e Gastão Ramos, de Ciência e Tecnololgia, alem da representante da SEDEST, Claudia Pires de Saboia.

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Jornal Junho 2011  

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