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Ceará em Brasília Jornal da Casa do Ceará

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Impresso Especial

9912205638/DR/BSB Casa do Ceará em Brasília

CORREIOS

DEVOLUÇÃO GARANTIDA

Ano XXIII - 242 - Agosto de 2012

CORREIOS

Casa do Ceará promoverá cultura cearense e realizará 1º Encontro dos Escritores Cearenses em Brasília dia 21 de setembro. Leia mais na pág. 20

Leia nesta edição Editorial, pág.2 Expediente, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, O Grande Passo, de José Leão Filho, pág.2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá - Avenida Beira Mar, pág.3 Ceará garante US$ 100 milhões para Projeto São José III, pág. 4 Cesar Rocha se aposenta, deixa o STJ e volta a advogar, pág. 4 Sobral ganhou um novo Hospital do Coração, pág.4 Anúncio do José Lírio, pág. 4 Nova diretoria da Academia Cearense de Medicina, pág.5 Metrô de Fortaleza: 150 mil usuários em dois meses de operação, pág.5 URCA investirá R$ 15,6 milhões em projetos prioritários, pág. 5 Anúncio da Marquise, pág. 5 Leituras I - artigo de João Soares Neto, Fortaleza, 2013. pág. 6 Catarinense e do Banco do Brasil, Ary Lanzarini, assumiu o BNB, pág. 6 O Centro Vocacional Portuário, do Porto de Mucuripe ganhou o nome de CVT Manuel Dias Branco, pág. 6 Leituras II - artigo de Wilson Ibiapina, Velha República: O presidente que exibiu o corta jaca no Catete, pag. 7 Anúncio do Uniceub, pág. 7 Leituras III - a poesia de Luiz Martins, Navigare necesse, pág. 8 Prefeitos querem alterar Lei de Licitações, pág. 8 Coreanos estão implantando a Siderúrgica do Pecém, pág. 8 Senado tem mais comissionados do que servidores efetivos, pág. 8 Crédito emergencial do BNB para vítimas da seca ultrapassa R$ 270 milhões, pág. 8 Leituras IV - artigo de JB Serra e Gurgel, A linguagem de Paco, regional e universal, pág. 9 Com a reforma, PM terá mais 3.200 políciais até 2014, cegando a 18 mil PMs, pág. 9 Anúncio do governo do Estado do Ceará, pág. 10 e 11 Leituras V - artigo de Lustosa da Costa, Hábitos antigos, pág.12 Cid Gomes recebeu Bill Clinton que esteve em Fortaleza participando de evento na Unifor, pág.12 Leituras VI - artigo de Edmilson Caminha, O Tocador de Tuba que virou maestro, pág. 13 Seis anos da Lei Maria da Penha: Na última década, 43 mil mulheres morreram vítimas de violência doméstica no Brasil. Denúncias de agressão aumentaram depois da criação da Lei, pág. 13 Anúncio da Confere da Confederal, pág. 14 Fazendo História: Ava Gardner e o cantor cearense Carlos Augusto, Wilson Ibiapina, pág. 15 Anúncio da Nacional Gás, pág. 16 Anúncio de Aguiar de Vasconcelos, pág. 17 Página da Mulher artigo de Regina Stela, a Última Trincheira, pág. 18 Receitas da Culinária Cearense, pág. 18 Cientistas criam técnica para detectar Alzheimer antes de sintomas, pág. 18 Leituras VII - Humor Negro e Branco Humor, Amor não é, pág. 19 Perfil / Tiririca, um deputado longe do burburinho, pág. 19 Nova Diretoria da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora-AFA, pág. 19 Anúncio do Beach Park, pág. 20

Adirson

Josué de Castro

Ubiratan Aguiar

Casa do Ceará recebe Certidão de Utilidade Pública

Arte, música, esporte e humor na inauguração oficial do Centro de Eventos do Ceará. Leia mais nas págs. 12 e 17

Em 2007, nasceu o Centro de Eventos do Ceará (CEC), o equipamento mais moderno do gênero na América Latina, cujas obras começaram no primeiro semestre de 2009 e demandaram investimentos de cerca de R$ 580 milhões. Trata-se de um complexo com 76 mil metros quadrados de área total, sendo 36 salas (18 em cada bloco) integráveis e dois grandes salões com 13,6 mil metros quadrados cada um. Uma das principais marcas do CEC é a versatilidade. São dois grandes blocos, compostos por salão de exposição dois mezaninos, com dezoito salas cada, totalizando 44 espaços diferentes, se utilizadas as menores divisões. A inauguração do CEC foi o acontecimento do ano em Fortaleza, marcado pela presença de Placido Domingo.

Marcos Mairton

Lustosa da Costa

Jota Alcides

ministro Cesar Rocha

Ministro Napoleão Maia

Osman Melo

Estenio Campelo

Airton Queiroz é homenageado pelos 30 anos como chanceler da Unifor. Leia mais na pág. 16


Espaço Luciano Barreira O Grande Passo

Edi t o r i a l

Agradecemos ao nosso grande Fagner (Orós) pelo gesto de oferecimento para liderar um evento musical na Casa do Ceará, abrindo mão do seu cachê, que reverteria para as obras sociais da Casa. Não nos foi possível realizar o evento por falta de patrocinadores. Mesmo o Fagner abrindo mão do cachê, as despesas seriam elevadas para transporte dos músicos e instrumentos, montagem de palco, luz e som, e infraestrutura de serviço. Ficou para a próxima oportunidade. A Casa prepara os eventos que marcarão seus 50 anos e se iniciarão em 15 de outubro deste ano. Serão muitos. Brevemente daremos conhecimento da programação que movimentará em Brasília. Vamos reunir cearenses em numerosas iniciativas. Não custa lembrar que a Casa do Ceará é praticamente a única com estrutura e que segue funcionando. As do Maranhão e do Piaui enfrentam dificuldades bem maiores que as nossas. No próximo mês de setembro, faremos o 1º Encontro dos Escritores Cearenses em Brasília, aberto para outros escritores cearenses que aqui não residem e que queiram mostrar sua obra. É um projeto cultural que ressaltará nossa presença. Esperamos contar com a participação da comunidade de Brasília, especialmente intelectuais, escritores, artistas, estudantes, professores. Inácio de Almeida (Baturité), Diretor Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Osmar Alves de Melo (Iguatu): Fernando Cesar Moreira Mesquista (Fortaleza), 1º vice; José Sampaio de Lacerda Junior (Fortaleza), 2º vice; Evandro Pedro Pinto (Fortaleza), Administração e Finança; Luiz Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), Planejamento e Orçamento; Fernando Gurgel Filho (Fortaleza), Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Angela Maria Barbosa Parente (Fortaleza), Obras, Maria Áurea Assunção Magalhães (Fortaleza), Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) e José Carlos Carvalho ( Itapipoca); Membros suplentes: Antônio Florêncio da Silva (Fortaleza), Edivaldo Ximenes Ferreira (Fortaleza) e José Aldemir Holanda (Baixio). Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Luciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras), Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Orlando Mota (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inacio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) Gurgel@cruiser.com.br / wilsonibiapina@globo.com Editoração Eletrônica Casa do Ceará Distribuição Antonia Lúcia Guimarães Circulação O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 casadoCeará@casadoCeará.org.br / www.casadoCeará.org.br

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José Leão Filho (*) Nonna, prega per me. Io adesso vado a dare Il grande passo dell’uomo sulla terra. Colombo, com genovesa e naval elegância, mirou o céu e o horizonte e desligou o celular. Na fronteira da Renascença, antegozou a peixada da Renata em Brazlândia. E seguiu à direita, tomando a DF-450. Já tinha cumprido, aos 41 anos, a aborrecida tarefa de descobrir a América, longe de prever que nosso Presidente, alheio á assessoria, ia falar mais que Pero Vaz de Caminha quando este, desabrido, mostrara a El Rey o primeiro vídeo de nossa nudez nacional. Muitos supõem que Colombo, agora com 73 anos, teria desaparecido há oito anos. Bobagem: é que nesse comenos ele tentava fundar um banco nas Caimans – o Discovery Limited -, algo afinal fracassado, pois o navegante, muito cabeçudo e nada veneziano, se recusava a associar uma lavanderia ao negócio, como queria um pessoal graúdo bem ao sul, gente fina que o honesto Mem de Sá resguardava para não melar a glória de suas reformas – sempre houve reformas na região, desde a globalização iniciada pelas três caravelas. Tempos antes, enquanto a equipagem da armada espanhola se distraía a catar coquinhos no interior longe da praia, Colombo reuniu alguns marujos de sua turma. A bordo da Santa Maria, abasteceu-se de rum e, na maior mordomia, inaugurou os passeios em veículos oficiais, singrando em velas pandas para o Sul. Tendo fundeado junto à ilha brasileira de Vitória, o genovês foi ao pé da serra e raptou a gaulesinha Françoise, sobrinha do almirante Nicolas Durand de Villegaignon, numa aldeia tamoio, a exclamar merci beaucoup, s’il vous plait e olalá.

De volta à praia caribenha, Colombo montou big cobertura com vista para o calipso e as gaivotas e, durante um campeonato de jet-ski, se casou com Franci – assim ele derretidamente a chama, desde que passaram a lua-de-mel ao som de Caetano e lendo Tio Patinhas em seu condado no Ceará, herdado dos tempos do assédio espanhol, época em que a família se ligou aos portugueses Souza, adotando-lhes o sobrenome para confundir as origens peninsulares. Foi quando o italiano, calçando apercatas para as compras na feira, fez amizade com um cristão-novo outrora perseguido pela Inquisição. Era o louro Luciano, que tocava uma olaria nos barreiros atrás da praia de Iracema. Esse cabra, da estirpe que geraria Espinoza – O Baruch afinal Bento -, bem que merecia um capítulo à parte nesta crônica, sobretudo por causa da escondida sinagoga que construiu aos fundos com o resto dos tijolos e telhas da capela, para afinal abandonar tudo em favor de um sonho futurista e perigoso. Pelas montanhas de Gênova e Savona, perdendo-se no mar, correu o grito jubiloso da velha avó. O neto ia dar ‘’il grande passo dell’uomo sulla terra’’. Aqui, o peixe fumegante, as latinhas na geladeira e o mais esperavam na manhã diáfana de Brazlândia. História é História! (*) José Leão de Souza Filho, jornalista, redator, dos primeiros tempos do Correio Braziliense - Boemio, juntamente com Luciano Barreira, José Helder Souza, Queiroz Campos e outros gostavam de prolongar a noite em bares da nascente Asa Norte falando de Valkirias e balalaikas e das noites da Leste Europeu - José Leão foi vencedor do primeiro prêmio ESSO em 1961, coisa que ele repudiava pois a sua crença socialista não permitia tal desfrute. Mandado publicar por José Colombo de Souza Filho (Fortaleza).

Conversando com o Leitor

+ Fechamos o mês de julho com 145.304 acessos acumulados à nossa página na web.www.casadoceara.org.br + O nosso site www.brasilia50anosdeceara.com.br continua atraindo atenções sobre a trajetória dos 150 cearenses que contribuiram para a consolidação de Brasília. Fechamos julho com 19.618 acessos.

+ O nosso site na web teve em julho 4.888 visitas, 3.891 visitantes únicos 10.504 visualizações de página. Visitas externas 141, visitas internas, 4.747 + No Brasil, fomos visitados por internautas de Brasília, São Paulo, Fortaleza, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Goiânia, Manaus, Belém, Esteio, Salvador, Barbalha, Teresina, Porto Alegre, Icó, Tianguá, Recife, Curitiba. Luiziânia, Uberlândia, Niterói, Natal, São Bernardo do Campo, Morada Nova e Quixeramobim. + No exterior, fomos visitados por cearenses e brasileiros nos Estados Unidos, Angola, França, Espanha, Portugal, Alemanha, Equador e Reino Unido. +Recebemos o Binóculo, de Fortaleza, edição de junho com artigos de Dias da Silva, Waldir Rodrigues, Batista de Lima e Aila Sampaio, e com poesias de Francisco Carvalho, Thelmo Mattos, Raimundo Barroso, Djanira Pio, José de Oliveira, Edésio Batista, Antonio Borges Andrade.

+ Os 80 anos do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará foram lembrados em sessão especial da Câmara dos Deputados em 20.08 a pedido do deputado Mauro Benevides que convidou para a Mesa os Srs. Dom José

veja os sites do projeto Brasília 50 anos do Ceará: www.brasilia50anosdeceara.com.br e no facebook www.facebook.com/casadoceara

Freire Falcão, Arcebispo Emérito de Brasília; Ademar Mendes Bezerra, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral - TRE/CE; Francisco Cláudio de Almeida Santos, Ministro do Superior Tribunal de Justiça - STJ; e Osmar Alves de Melo, Presidente da Casa do Ceará. Discursaram além de Mauro Benevides, o deputado José Linhares e o desembargador Ademar Mendes Bezerra. + Pifou a homenagem da Câmara dos Deputados aos 100 anos de Eleazar de Carvalho. Lamentável. + A Casa do Ceará iniciou pesquisa dos cearenses de vários dos184 municípios do Estado. O objetivo é que nas comemorações dos 50 anos da Casa, em 2013, seja realizado um evento com a participação de representantes de todos os municípios que residam em Brasília. É uma pesquisa complexa. Há muita gente dos municípios mais antigos, mas os dos municípios recém criados há dificuldade de registros de pessoas. Mais na frente voltaremos ao assunto. + As comemorações dos 50 anos da Casa, serão iniciadas dia 15 de outubro próximo e se prolongarão até 15 outubro de 2013. Um calendário de eventos está sendo preparado com duração de 12 meses. + A nossa página no Facebook está bombando. Acesse e divulgue. Faça o mesmo com a página da Casa que está perto dos 150 mil acessos. Tem momentos, que até 16 pessoas estão acessando simultaneamente a página.

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SAMBURÁ - Avenida Beira Mar Medalha para Cézar Rocha O Presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Vereador Acrísio Sena, entregou em 17.08. a Medalha Boticário Ferreira ao Ministro Francisco César Asfor Rocha, Ministro do Superior Tribunal de Justiça e o Título de Cidadão de Fortaleza ao Ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça. Requerimento e Projeto de Decreto de autoria dos Vereadores Salmito Filho e Paulo Gomes. Obra jurídica A OAB Joinville repassa convite a todos os advogados, acadêmicos e demais carreiras jurídicas para o evento de lançamento da obra “Direito Eleitoral na Prática – A Disciplina Jurídica das Eleições” de autoria dos advogados joinvilenses André Luis Holanda Gurgel Pereira e Franciano Beltramini, pela Editora Letradágua, em Joinville/SC. A obra conta com o apoio institucional da OAB Joinville. André Luis é filho da cearense Maria Lúcia Gurgel Pereira (Acopiara), chefe da Seccional da AGU, em Joinville (SC). Blog do Egidio Serpa Alcir Porto, diretor Técnico do Sebrae no Ceará, informa que há no Estado 100 mil Empreendedores Individuais, um tipo de empreendedor cuja receita anual chega até R$ 60 mil.“O cearense já nasce com o ‘vírus benigno’’ do empreendedorismo, o que o diferencia dos demais brasileiros”, diz ele, com um exemplo:“Em Fortaleza, há mais de dois mil salões de beleza, cada um deles dando emprego a, pelo menos, duas pessoas”. Alcir fornece outra informação para mostrar a força do micro e do pequeno empreendedor: “De cada 10 empregos formados no Brasil, sete são criados pelos micro e pequenos”. Eleição para a ACL A vaga de José Maria Barros Pinho na Academia Cearense de Letras, será disputada por três postulantes: Airton Monte, Ernando Uchoa Lima e Erivaldo Façanha. Airton Monte em um acervo de 5.000 mil artigos publicados na imprensa cearense. A vaga de José Alves Fernandes, com inscrições abertas, já tem um inscrito: Marcelo Gurgel, polígrafo e detentor de um currículo de 2.850 títulos e que estará lançando em novembro em Porto Alegre mais dois livros sobre Saúde Pública, editados pela Atheneu e pela Medbook. Novo quatro estrelas do Ceará O Ceará passou a ter quatro oficiais brigadeiros quatro estrelas com a promoção do major brigadeiro do ar Francisco Joseli Parente Camelo (Fortaleza) que se junto ao seleto grupo que inclui Casemiro Montenegro, o criador do Centro Tecnológico da Aeronautica-CTA e Correio Aéreo Nacional-CAN, Ivan Frota, que foi candidato à Presidência da República pelo PMN e Antonio Pinto Macedo. O brigadeiro Joseli Parente é o Secretário da Secretaria de Coordenação e Acompanhamento de Assuntos Militares - SCAAM, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.

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Candidatura O nome do jornalista Wilson Ibiapina, co-editor desta vibrante folha, foi lembrado para a Academia de Letras e Jornalismo do Ceará, onde estão seus colegas Fernando César Mesquita (Fortaleza), Edilmar Norões (Barbalha) e Narcélio Limaverde (Fortaleza). O lembrete de Reginaldo Vasconcelos tem o apoio do Fernando César Mesquita. Convocação A juíza Maria Gladys Lima Vieira, titular da 3ª Vara de Sucessões do Fórum Clóvis Beviláqua, foi convocada para integrar o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). A magistrada ficará na Corte de 2º Grau até 14 de setembro deste ano, A juíza substituirá o desembargador Washington Luís Bezerra Araújo, licenciado para tratamento de saúde. A magistrada foi convocada porque é a mais antiga integrante do primeiro quinto da Entrância Final. Cearenses na Abrames A Academia Brasileira de Médicos Escritores empossou os novos Acadêmicos Titulares na V Reunião Literária da Abrames 2012, no auditório do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (CREMERJ).Tomaram posse o Dr. José Maria Chaves - CE, na Cadeira nº 3 - Patrono José Antonio de Abreu Fialho, saudado pelo Ac. Marco Aurélio Baggio - MG, e o Dr. Marcelo Gurgel Carlos da Silva - CE, na Cadeira nº 38 - Patrono João Peregrino Junior, saudado pelo Ac. Paulo Cesar Alves Carneiro - CE. Juazeiro do Norte A cidade do Padre Cícero sofrendo dupla punição por ter o maior aeroporto regional do Nordeste com quase 500 mil passageiros/ano, entrando e saindo. Gente não só do Ceará, mas de Pernambuco e Paraiba. Sobre pela omissão da prefeitura e pela péssima gerência da Infraero. O que aconteceu com a construção dos puxadinhos vem sendo terrível. Simplesmente contrataram uma empresa falida para melhorar o aeroporto. A empresa sumiu e não fez a obra. Mas certamente, alguém ganhou. Itabirano Sempre disse que, se não merecesse o privilégio de nascer no Ceará, gostaria de ser mineiro, e itabirano, se não fosse pedir demais... Pois bem: recebi o título de Cidadão Honorário de Itabira, com o que me tornarei, enfim, conterrâneo de Drummond...Partilho com vocês a honra desta homenagem, que me enche de emoção e de alegria! Abraço fraterno do amigo de sempre, Edmílson Caminha. Mesquinharia Discutir e protestar contra o cachê pago ao monstro sagrado espanhol, mas cidadão do mundo, Placido Domingo, que veio inaugurar o Centro de Convenções é muita mesquinharia. Isto não é coisa de cearense, que joga grande, mas de gente que desconhece a obra de Placido Domingo e sua contribuição para a música universal. Certamente é coisa de quem preferia um cantor de rap da periferia...

Veveu Arruda e Dilma Não é só com Lula que o prefeito Veveu Arruda tem contatos, e esteve recentemente. Há poucos dias, o prefeito sobralense esteve em Brasília à convite do governador Cid Gomes, onde teve proveitoso encontro com a presidente Dilma Rousseff, oportunidade em que foram reafirmados os compromissos assumidos pelos ministros Aloísio Mercadante (Educação), Mendes Ribeiro (Agricultura e Pecuária) e Alexandre Padilha (Saúde), que visitaram nossa cidade recentemente.(Macário Batista). Vinícius na R. Dominicana O embaixador José Marcus Vinícius de Souza (Fortaleza) já chegou a São Domingo, República Domincana. Demorou, porque aguardou a transferência do embaixador João Solano que foi para a Cidade do México como consul geral. Vinícius vai tocar inclusive a cooperação técnica da prefeitura de Sobral com o governo dominicano no combate a mortalidade infantil, através da ABC, a agência do Itamraty.Diz ele: “o Brasil é um país atlântico, latino, amazônico, continental. Falta perceber que também é um país caribenho”. Adeus a Lady Madeira Francisca Lady Madeira de Souza (Itapipoca) nos deixou. Em Fortaleza, foi contado a da Casa das Máquinas, de Gontran Nascimento. Chegou a Brasília em 1960 para trabalhar como taquigrafa no Tribunal de Justiça do DF. Formou-se em Direito pelo CEUB e como líder trouxe toda a família para morar em Brasília, pais e irmãos. Frequentou a Casa do Ceará desde o começo. Entre seus irmãos, José Ribamar Oliveira Madeira (Itapipoca), funcionário do aposentado do MEC e membro efetivo do Conselho Fiscal da Casa (José Colombo de Sousa Filho). Confraria dos Cearenses O 56o. almoço da Confraria dos Cearenses realizado em casa do empresário de comunicação Lourenço Peixoto (Sobral), em 31.08, reuniu os ministros César Rocha (Fortaleza), Valmir Campelo (Crateús) e José Coelho (Novo Oriente), embaixador Paes de Andrade (Mombaça), empresários Geraldo Vasconcelos (Tiaguá), presidente da Confraria, com seu filho Leonardo, José Lírio de Aguiar (Sobral), João Miranda (Ipueiras), João Vicente Feijão (Sobral), e Paulo Lustosa (Sobral), advogados Estenio Campelo (Crateús), com seu filho Guilherme, Osmar Aves de Melo (Iguatu), presidente da Casa do Ceará, Joaquim Jair Ximenes (Cariré), João Rodrigues Neto (Independência, Antonio Carlos Torres (Independência), jornalistas Fernando César Mesquita (Fortaleza), José Jézer de Oliveira (Crato),Tarcísio Holanda (Fortaleza), José Rangel (Crateús),Wilson Ibiapina (Ibiapina), Inácio de Almeida (Baturité), JB Serra e Gurgel (Acopiara), (brigadeiro Antônio Pinto de Macedo (Aurora), prof. Getúlio Américo Moreira Lopes, reitor do Uniceub, Manuel Ferreira Filho, Maurício de Sousa Neves Filho, secretario geral do Uniceub, João Eduardo Dantas (Paracatu), com seu filho Bruno Bomtempo, médico Francisco Machado da Silva(Pedra Branca/ Independência)e Raul Sabóia (São Luis do Maranhão).

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Ceará garante US$ 100 milhões para Projeto São José III

O Senado Federal aprovou por unanimidade o empréstimo de US$ 100 milhões para investimentos no Projeto São José III. A contrapartida do Estado será de US$ 50 milhões. Durante a sessão, os senadores cearenses destacaram a importância do São José III para o desenvolvimento da agricultura familiar. O secretário do Desenvolvimento Agrário, Nelson Martins, acompanhou a votação em Brasília. “Tivemos a fundamental participação da bancada de senadores cearenses para aprovar este projeto. Agora vamos agendar uma solenidade com o Banco Mundial para a assinatura do contrato”, disse. O Projeto São José III vai investir no desenvolvimento rural sustentável, financiando 140 projetos de abastecimento d’água, 445 projetos produtivos. Estão previstas também ações de capacitação dos agricultores familiares de fortalecimento institucional, focadas no apoio a gestão local e investimentos nas cadeias produtivas de ovinos e caprinos, apicultura, piscicultura, horticultura irrigada, cajucultura, mandiocultura, turismo rural e artesanato. Investimentos e novas tecnologias O Senado Federal também aprovou em 07.08 a autorização para operações de crédito entre o Estado do Ceará e o MLW Intermed Handels. Serão 50 milhões de euros para investimentos em novas tecnologias e equipamentos para laboratórios dos hospitais públicos e das escolas públicas e em tecnologias para o Corpo de Bombeiros. Para este investimento, a contrapartida do Estado é de 8,824 milhões de euros. Os senadores Eunício Oliveira e Inácio Arruda explicaram que a operação a ser contratada com o MLV deverá reforçar o ensino profissionalizante de segundo grau no Estado.

César Rocha se aposenta no STJ antes do tempo e volta a advogar

O ministro César Asfor Rocha, aos 64 anos de idade, surpreendeu seus amigos e anunciou através de Wilson Ibipina, editor da Sucursal do Diário do Nordeste, em Brasília, que deixaria o Superior Tribunal de Justiça -STJ em 03.09 adiantando em seis anos sua aposentadoria. Poderia ficar no STJ até 2018, quando completará 70 anos. Ainda em 31.08, participou do almoço da Confraria dos Cearenses, em casa de Lourenço Peixoto, conversou longamente com o ministro Valmir Campelo, sem comunicar a ninguém sua despedida. César Rocha, que dois anos atrás presidiu o STJ, depois de 20 anos de carreira, considerou-se preterido na disputa por uma vaga do Supremo Tribunal Federal (STF). César Asfor Rocha, que fora indicado para o STJ pelo quinto da OAB, voltará a advogar depois de cumprir um período de quarentena. Conhecido por ser um articulador hábil, o ministro é lembrado sobretudo por ter quebrado a resistência à informatização do Poder Judiciário. Um ano e meio depois de sua posse, na presidência do STJ, o gigantesco acervo de processos no STJ, uma montanha de 400 mil ações, havia sido digitalizado. De acordo com levantamento feito pelo Anuário da Justiça, Asfor Rocha decidiu, no STJ, apenas como relator, 140 mil processos, entre estes quatro mil no TSE e quase três mil no Conselho Nacional de Justiça. Como vogal nas turmas e seções de julgamento, julgou cerca de 700 mil processos. No TSE, um dos principais precedentes fixados por ele fez o Tribunal rever sua jurisprudência e acabar com a chamada farra de candidatos a cargos eletivos que concorriam quando tinham sua contas rejeitadas.

Sobral ganhou um novo Hospital do Coração

O deputado federal Padre José Linhares Ponte, um dos maiores empreendedores de Sobral, seguidor das pegadas do seu primeiro e verdadeiro bispo, Dom José Tupinambá da Frota, desenvolveu na terra dele, uma das marcas mais representativas de quantos gostam de ver a cidade crescer. José Linhares, o Padre Zé de tantos amigos, lá atrás, nos anos 70, liderou um grupo de sobralenses que buscaram o crescimento de Sobral e da Zona Norte, através de ações que começaram pegando no pé do Governador Virgílio Távora para levar pra Sobral energia elétrica que promovesse a chegada de indústrias e empresas de peso ao município. Em seguida, inaugurou um longo período de crescimento sustentavel das áreas urbanas de Sobral, rasgando bairros, levando Sobral pra Colina, enquanto dava uma nova direção à educação, formando gerações que hoje gerenciam o Ceará, seja no Governo, seja na iniciativa privada. Ao lado de um bispo coerente, Padre Zé dedicou em seguida, toda a sua força de trabalho à Santa Casa de Misericórdia, formando igualmente gerações de especialistas, alguns desses nem sempre capazes de agradecer por sua formação profissional patrocinada por aquela Santa Casa com visão futurista. De degrau em degrau a Santa Casa de Sobral até virou a base para a criação da Faculdade de Medicina da UFC, outra conquista do Padre Zé, até que um dia, depois de entregar-se à construção do Hospital do Coração que entregou ao Brasil com conquistas técnicas memoráveis à época, deixou tudo, sob o patrocínio de um Senhor que comandou um grupo de traíras desesperado pela locupletação do poder que achavam que poderia ter com a Santa Casa nas mãos. Destruíram tudo e pilharam o butim. Com Macário Batista

Há 40 anos

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Nova Diretoria da Academia Cearense de Medicina

A Academia Cearense de Medicina (ACM) engalanou-se para dar posse à sua Diretoria e ao seu Conselho Fiscal, eleitos para o mandato 2012-14. Serviu de cenário ao acontecimento, o auditório Castello Branco, da Reitoria da UFC. Na ocasião foram empossados, como presidente, o acadêmico João Pompeu Lopes Randal, e, como vice-presidente, o também acadêmico Vladimir Távora Fontoura Cruz. Passaram a compor a Diretoria, escolhidos por seus pares, os seguintes membros da ACM: Francisco Flávio Leitão de Carvalho, secretário geral; Lúcia Maria Alcântara de Albuquerque, secretária geral adjunta; João Martins de Sousa Torres e Sérgio Gomes de Matos, respectivamente, 1° e 2° secretários; Janedson Baima Bezerra, 1° tesoureiro, e José Ribeiro de Souza, 2° tesoureiro. A solenidade foi enriquecida com a outorga de títulos de membros honorários a duas importantes figuras da medicina, no caso a Dra.Beatrice Luiza de Araújo Madrazo, brasileira de nascimento, mas com destacada atuação nos EUA. Cumprindo ritual semelhante, o Dr Napoleão Tavares Neto, nascido em Jardim há 82 anos e hoje ainda exercendo o seu labor médico, em Barbalha, foi agraciado com a comenda de Membro Honorário da Academia. Foi autor da proposta, em seu nome, o confrade Vladimir Cruz, incumbido também de saudá-lo e fazer-lhe a entrega do certificado, da medalha e do pelerine. A Dra Beatrice Araújo, quanto o Dr. Napoleão Tavares apresentaram os seus agradecimentos, pela forma como haviam sido distinguidos, pela Academia, para concessão das honrarias. Por sua vez, o Dr. Antero Coelho fez a sua saudação de despedida como Presidente da entidade, já que, a partir daquele momento, o destino da ACM ficaria, por dois anos, nas mãos do Dr. João Pompeu Lopes Randal

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Metrô de Fortaleza: 150 mil usuários em dois meses de operação assistida

Em 15 de junho deste ano, o primeiro trecho da linha Sul do Metrô de Fortaleza foi entregue à população, contando com 12 estações que ligam os municípios de Fortaleza, Maracanaú e Pacatuba. Desde então, teve início a fase de teste do projeto, chamada de operação assistida, na qual os usuários tem acesso gratuito ao novo equipamento de segunda a sexta-feira, no horário de 08 horas as 12 horas. Nesses dois meses de funcionamento, mais de 150 mil pessoas usufruíram do transporte, sendo o mês de julho, em razão das férias escolares, o mais movimentado, com uma média de 4.000 passageiros por dia. A qualidade do serviço, que teve investimento de R$ 1,8 bilhão, tem sido comprovada nas 26 viagens diárias realizadas em cerca de 20 minutos pelos três Trens Unidade Elétrica (TUEs) do metrô entre a estação de Parangaba, em Fortaleza, e a Carlito Benevides, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Para chegar a essa meta, ainda é necessária a eletrificação do trecho que vai de Parangaba ao Centro. Neste percurso, o metrô passará por mais oito estações que ainda não foram inauguradas. Duas delas, a Juscelino Kubitschek e a Padre Cícero, foram incluídas nas obras da Copa 2014, estando em fase de cravação de estacas e escavações. Na estação José de Alencar, penúltima antes do final da linha, já foi concluído o mezanino e está se iniciando a armação de concretagem de laje de forro. A última estação da via, a Chico da Silva, tem o concreto pronto e está sendo feito o assentamento do granito do piso, além dos acabamentos em verniz. Estações em operação assistida desde 15 de junho: Carlito Benevides (antiga Vila das Flores), Jereissati, Maracanaú, Virgílio Távora (antiga Novo Maracanaú), Raquel de Queiroz (antiga Pajuçara), Alto Alegre, Aracapé, Esperança (antiga Conjunto Esperança), Mondubim, Manoel Sátiro, Vila Pery e Parangaba.

URCA investirá R$ 15,6 milhões em projetos prioritários até 2014

O Governo do Estado liberou R$ 15,6 milhões para investimentos em projetos da Universidade Regional do Cariri (Urca). A construção do Campus de Artes Violeta Arraes, em Barbalha, com urbanização, será um dos grandes investimentos desse montante. No valor de R$ 3,6 milhões, será construído um prédio adaptado às condições necessárias para formação dos alunos nas áreas de Artes Visuais e também de Teatro. O Curso de Direito, no Campus São Miguel, em Crato, passará por uma ampla reforma e ampliação, com investimentos de R$ 1,5 milhão. Mais R$ 3,6 milhões serão investidos no projeto de construção de infraestrutura predial dos cursos e departamentos do Centro de Ciências Biológicas e da Saúde, que inclui os cursos de Enfermagem, Educação Física e Ciências Biológicas. Foi retomada a obra do Campus Multiinstitucional de Iguatu. Com cerca de 60% das obras concluídas, a Unidade Descentralizada terá investimentos de R$ 1.280, 973, 019 em aquisição de equipamentos, acervo e material didático. O projeto do Governo Estadual ainda contempla a reforma da rede elétrica dos campi do Crajubar, Pimenta II, compra de mobiliários, equipamentos didáticos para os cursos de graduação, pós-graduação e recursos acadêmicos e administrativos, além da construção de totens para sinalização dos geossítios, do projeto Geopark Araripe. A Reitora da Urca, Professora Otonite Cortez, destaca todo o critério da Universidade, na escolha dos projetos que venham atender as necessidades da Instituição. Ela ressalta que todos eles obedecem a um cronograma de trabalhos, além de citar outros investimentos que já vêm sendo feitos na Urca, por meio de parcerias, a exemplo do da ampliação do Herbário e construção do Biotério.

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Leituras I Fortaleza, 2013 João Soares Neto (*) A prefeita Luizianne Lins apresenta em livro de capa dura, 230 páginas, aspecto gráfico de nível e fotos profissionais, a sua versão da administração que vem de 2005 e termina em dezembro deste 2012. Na verdade, ela antecipa as suas realizações em “Juntos Construindo a Fortaleza Bela 2005-2011”. Esse documento oficial, coordenado editorialmente por Nágela Raposo Alves e organizado por Alfredo Pessoa de Oliveira e José Meneleu Neto - responsáveis por seu conteúdo - deve servir de base de informação para todos os candidatos a prefeito de Fortaleza. Caberá a cada um, depois de examiná-lo, fazer a sua análise e julgamento. Lê-lo será um dos caminhos para que possam refutar, criticar, xingar, aclamar, checar ou aceitar o que é demonstrado em linguagem simples, lastreada por dados com fontes dos indicadores socioeconômicos. Fortaleza não é cidade laboratório. Ela é real, zangada, sofrida e querida. Cadinho de todos os sentimentos, anseios, orgulhos, gentilezas, deseducação, cidadania, desrespeito, amor e desdém que permeiam os seus 2,5 milhões de habitantes. Os nomes da moda são mobilidade urbana, sustentabilidade, integração, solidariedade, compartilhamento e outros mais. Os candidatos devem, penso eu, esquecer os adjetivos de palanque e dizer para o que vieram. Eleição não é disputa de egos, fotogenia e tampouco de eloquência patética. Eleição é precedida de um tempo em que cada candidato deve ponderar o que vai dizer, revelar quem é, seus planos, quem o apoia e porque o faz. Deve clarificar o que sabe sobre a cidade e apontar soluções viáveis em função dos recursos que disporá em transferências e orçamentos que se desejam abertos a todos os que queiram – e todos deveriam querer – conhecê-los. Diz Ítalo Calvino, escritor italiano do século passado, que “as cidades, como os sonhos, são feitas de desejos e medos”. Esperamos que os candidatos mostrem os seus desejos de bem administrar esta cidade antes aberta, brejeira e fagueira. Hoje, a maioria dos citadinos tem grades em suas moradas; empresas de vigilância e segurança prosperam; motocicletas transformaram seus usuários nos maiores e mais graves pacientes dos hospitais; ruas seguem acanhadas, em traçados ortogonais e levam ao desespero os usuários de transportes coletivos e os milhares de guiadores neuróticos, mas orgulhosos de seus carros comprados em financiamentos que escondem armadilhas. Os pedestres que se cuidem. A Fortaleza de 2013 precisa debelar as apartações sociais que ainda estão em todos os lugares e tornam-se claras e multiformes nas páginas de jornais, nas emissoras de rádio e televisão. Fortaleza comporta sonhos, mas precisa de escopos de projetos e planos consequentes dos candidatos a gestores. Eles serão julgados pelas verdades das urnas e as do tempo inexorável que nos desnuda a todos. João Soares Neto (Fortaleza), escritor empresário

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Catarinense e do Banco do Brasil, Ary Lanzarini, assumiu o BNB O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) já tem novo presidente. Embora uma nomeação fosse aguardada apenas para após o pleito municipal deste ano, e contrariando todas as possíveis indicações que chegaram a ser divulgadas, a presidente Dilma Rousseff nomeou o catarinense Ary Joel de Abreu Lanzarin, funcionário de carreira do Banco do Brasil (BB), para assumir efetivamente o cargo. A escolha foi do ministro da Fazenda, Guido Mantega.. A noticia pegou de surpresa políticos e empresários e, ao mesmo tempo, não conseguiu afastar da mente dos cearenses a preocupação com o fato de Lanzarin desconhecer a realidade nordestina por, até o momento, ter dirigido o setor de micros e pequenas empresas do BB. O anuncio foi feito pelo ministro Mantega em reunião com 17 governadores. O governador Cid Gomes não compareceu ao encontro. O novo presidente assumiu após o BNB passar quase dois meses sendo comandado interinamente pelo administrador de empresas, Paulo Sérgio Rebouças Ferraro. A definição foi tomada também no momento em que o banco começa a tomar fôlego após a turbulência iniciada no último mês de junho, quando se tornaram públicas denúncias de operações irregulares, que ´derrubaram´ o gestor anterior da instituição, Jurandir Santiago, dentre outros executivos. Em entrevista ao Diário do Nordeste, Lanzarin enxerga sua nomeação como uma grande responsabilidade, dada a importância do BNB para o desenvolvimento do Nordeste, com 60 anos de atuação, e sendo a instituição gestora de recursos fundamentais para a região, como Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE). Sobre a preocupação dos cearenses dele não ser nordestino e de possivelmente não conhecer a realidade regional,

Lanzarin procurou tranquilizar as opiniões lembrando que além de ter sido superintendente do BB no Maranhão, dentre outros estados nordestinos, sua última função neste banco (diretor de Distribuição) o colocou em contato com empresários locais. “Por isso sei das necessidades, assim como da capacidade do banco”, argumentou. Questionado sobre denúncias de operações irregulares que estão sendo apuradas, o novo gestor do banco deixou claro que será preciso trazer para o “eixo da normalidade” o que não está e que, ao serem constatadas, essas irregularidades precisam ser apuradas, com direito de defesa e que sejam aplicadas a penalidades cabíveis. Em relação à divisão da operacionalização do FDNE com a Caixa e o BB, Lanzarin afirma que os recursos precisam chegar de forma imediata aos investidores, que assim como os bancos, desejam um rápido retorno. “E quanto a esse compartilhamento de recursos, sejam eles financeiros e mesmo tecnológicos, só tem a trazer mais eficiência”, falou. A carreira de Ary Joel de Abreu Lanzarin Natural de São Miguel do Oeste (SC), Ary Joel tem 55 anos. É graduado em Gestão de Serviços Executivos, pela faculdade de Cambury (GO), tendo concluído MBAs em formação de “Altos Executivos” e “Executivo em Gestão Avançada de Negócios”. Entre suas mais recentes atividades estão a de conselheiro do Sebrae Nacional, presidente da Comissão Nacional de Orientação do Fundo de Aval às Micro e Pequenas Empresas e vice-presidente da Associação Brasileira de Instituições Financeiras de Desenvolvimento (ABDE).No Banco do Brasil, foi também superintendente estadual para o Rio Grande do Sul, Goiás, Maranhão e Tocantins. Anchieta Dantas Jr, Repórter do Diário do Nordeste

O Centro Vocacional Portuário, do Porto do Mucuripe, ganhou o nome de “CVT’’ Manuel Dias Branco” A Companhia Docas do Ceará (CDC) conferiu nome ao seu Centro Vocacional Tecnológico - CVT Portuário Manuel Dias Branco, homenagem ao fundador do Grupo M. Dias Branco, in memoriam, pelo pioneirismo e importância econômica das empresas do grupo no cenário nacional. Atualmente, o Grupo M. Dias Branco é um dos principais clientes do Porto, destacando-se na importação de trigo a partir da TERGRAN. . “Vamos abrir as portas do nosso centro para o grande Mucuripe”, destaca Paulo André Holanda, presidente da Companhia Docas do Ceará (CDC). A homenagem a Manuel Dias Branco contou com a presença do presidente do Grupo, Francisco Ivens de Sá Dias Branco. Atualmente, o Grupo é líder na fabricação de massas e biscoitos na América Latina, atuando, ainda, nos ramos de moagem de trigo (Ceará, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba), refinaria de óleos, gorduras e indústria de margarina, além do setor imobiliário e de hotelaria, possuindo, também, um porto privado. “Essa homenagem acontece pelo perfil pioneiro, arrojado e competente do Grupo no cenário empresarial brasileiro, pelo apoio às atividades artístico-culturais e à excelência no trato com os funcionários. Em recente pesquisa realizada pela CDC com a comunidade portuária

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(operadores portuários, órgãos intervenientes, agências de navegação, despachantes, práticos, rebocadores, sindicatos de trabalhadores etc), a empresa M. Dias Branco foi citada de forma espontânea como a mais admirada”, destaca Paulo André Holanda. Atualmente, o Grupo M. Dias Branco apóia três ações no CVT: curso de Soldagem com eletrodo Revestido, Programa de Apoio ao Empreendedor (PAE) e Inglês Instrumental. Relação Porto x Cidade Desde que foi inaugurado, em outubro de 2010, o CVT Portuário desenvolve um processo democrático, articulando um leque de ações sociopolíticas voltadas para o interesse das comunidades que compreende o “Grande Mucuripe”. Neste período, já capacitou gratuitamente mais de 3.000 pessoas com cursos profissionalizantes, destaca o seu coordenador, professor Anibal Junior. Além dos cursos, desenvolveu atividades de natureza sociocultural, tendo em vista o apoio do CVT Portuário em espetáculos, apresentações teatrais, dança em suas mais variadas modalidades, shows musicais, ensaios de grupos artísticos, fóruns, conferências, seminários entre outras atividades desenvolvidas pelos atores da comunidade portuária e seuentorno.

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Leituras II Wilson Ibiapina (*) O jornalista Sebastião Nery conta que Maurício de Lacerda, pai de Carlos Lacerda, era do gabinete do presidente Hermes da Fonseca, no Palácio do Catete, no Rio. Um dia chega Afrânio de Melo Franco: - Maurício, foi está aí para impedir que as ignorâncias entrem? - Não, embaixador. Estou para impedir que a burrice saia.” Hermes da Fonseca foi o oitavo presidente. Governou o país de 1910 a 1914, período bastante conturbado de nossa história. O marechal gaúcho, filho de alagoano, foi o primeiro militar eleito por voto direto na jovem República A candidatura desse sobrinho do marechal Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente, vingou em meio aos desentendimentos entre Minas e São Paulo. A falta de um acerto fragilizou a chamada política do café com leite e permitiu que ele derrotasse o baiano Rui Barbosa, num acordão político de partidos adversários da oligarquia paulista. A historiadora Isabel Lustosa afirma no seu livro “Histórias de Presidentes” que ele foi “a maior vítima presidencial das chacotas da opinião pública e da imprensa”. Durante dez meses que o governo dele viveu sob estado de sítio, a polícia proibiu que os jornais divulgassem qualquer palpite sobre o burro no jogo do bicho, pois podiam ser considerados

Velha República: O presidente que exibiu o corta jaca no Catete alusões ao marechal. Os problemas que enfrentou não foram poucos. Além de burro, não teve sorte. Tudo virava problema e grande. Ele enfrentou, logo na primeira semana de governo, a Revolta da Chibata, um motim de marinheiros, sob o comando de João Cândido, contra maus-tratos a marinheiros. Uma outra revolta, em 1912, eclodiu em Santa Catarina e Paraná, O beato José Maria liderou um movimento em busca de uma monarquia celestial, sem imposto e sem propriedade privada. Ao contrário da Revolta da Va c i n a , a chamada Guerra do Contestado só acabou no governo seguinte de Ve n c e s lau Brás. Foi no governo dele que surgiu a Revolta do Juazeiro, quando padre Cícero derrotou os hermistas e reconduziu ao poder no Ceará a velha oligarquia de Nogueira Acioli. Hermes da Fonseca foi o único presidente a casar-se durante o mandato. Viúvo de dona Orsina, aos 58 anos de idade, casou-se com Nair de Teffé von Hoonholtz, filha do barão de Teffé, de apenas 28 anos. Ela já era famosa por ser a primeira mulher a fazer caricaturas na imprensa, sob o pseudônimo Rian. Fosse hoje, seria considerada uma

feminista. Ela mudou a vida no Palácio do Catete. Foi ela quem organizou o famoso sarau no Catete em que a compositora Chiquinha Gonzaga lançou o corta jaca. A própria primeira-dama pegou um violão e acompanhou a compositora, um escândalo para a época. Tudo com o consentimento do presidente que gostava de prestigiar a cultura nativa. Pagou caro a ousadia. Naquela época,não se admitia a promoção e a divulgação de músicas consideradas de origens vulgares. Foi uma quebra de protocolo que causou polêmica na sociedade e protesto entre políticos. Rui Barbosa ocupou a tribuna do Senado para dizer que “Aqueles que deveriam dar ao país o exemplo das maneiras mais distintas e dos costumes mais reservados elevaram o corta jaca à altura de uma instituição social. O corta jaca é a mais baixa, a mais chula, a mais grosseira de todas as danças selvagens. A irmã gêmea do batuque, do cateretê e do samba.” Quando o Barão do Rio Branco morreu na véspera do carnaval de 1912, Hermes, em sinal de luto e para homenagear o pai da diplomacia, decidiu transferir a festa popular para o mês de abril. Não deu certo. O povo brincou dois carnavais, o de fevereiro e o oficial de abril. Foi durante o governo de Hermes da Fonseca que foi editado um decreto instituindo o uso da faixa presidencial no Brasil. Ele foi o primeiro a usá-la e o primeiro a passá-la para seu sucessor. (*) Wilson Ibiapina (Ibiapina), jornalista

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Leituras III Navigare necesse

Luiz Martins (*) I Viagens de Gulliver Viagens de Polo Viagens de Verne II Sonhar o impossível Ordenhar o tangível Mapear o inconsútil III Cabo da Boa Esperança Baía da Experiência Porto da espera e ânsia IV Imitar o mundo Militar o mundo Ilimitar o mundo V Cumpriu-se o horizonte E o Pangea se desfez Atlas descansa em paz

Incrasias Luiz Martins da Silva (*) Peso não se destina às ilhargas, Por mais flanco que homem seja. Peleja, sim, parábola de bola, Pois Pedro é mais que egrégora. E essa História de forja, De tudo ferrado a labor, Melhor metal bem seria Trinado de pássaro em aurora. Planta, fruta, grão amêndoa, Que sal não é suor de pranto, Muito mais doce é o sândalo. Vigília não seja furto, Pois beijo de roubo é o sim. Este, sim, merece o farto Dom de Voar Luiz Martins da Silva (*) Esses versos, tão pequenos Já herdei-os assim: Ânsias de não sei o que, De não sei quem os plantou, Remotas lavouras de mim. Às vezes, afoitos, leves, Míticos, teimam em voar Para algum lugar a Leste, Onde é passível planar Em consonância de brisas. Outras, um instinto perverso Os impede de sonhar, Abandonando-os à míngua, Num barco sem leme, Sem remos, no meio do ar. Sobrevivem, voltam sempre, Pelos instintos de amar, Que levam sempre a um porto Nas asas de qualquer tema, Ora, de ir; hora, de voltar Luiz Martins da Silva Esses versos, tão pequenos Já herdei-os assim: Ânsias de não sei o que, De não sei quem os plantou, Remotas lavouras de mim. Às vezes, afoitos, leves, Míticos, teimam em voar Para algum lugar a Leste, Onde é passível planar Em consonância de brisas. (*) Luiz Martins da Silva (Nova Russas), prof. Dr.da Universidade de Brasília, jornalista e poeta

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Coreanos estão implantando a Siderúrgica do Pecém Há um ano, os coreanos não figuravam sequer entre as dez principais nacionalidades com o maior número de autorizações concedidas para trabalhar no Ceará. Hoje, aparecem na liderança, ultrapassando países que já têm certa tradição em figurar no Estado, como Portugal, Itália e Espanha.O crescimento do número de trabalhadores asiáticos atuando no Estado deve-se à construção da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), que tem como responsável a Posco Engenharia e Construção, empresa coreana, associada à Vale e a Dongkuk, também da Coreia do Sul De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no primeiro semestre de 2012, 66 profissionais da Coreia do Sul receberam o aval para exercer suas funções em terras cearenses. Para portugueses, foram 65 autorizações; e italianos obtiveram 57. Os primeiros 25 trabalhadores coreanos chegaram em fevereiro deste ano, acompanhados dos familiares,

já em busca de escolas para os filhos. A escolha por eles se deve ao fato de já possuírem experiência no setor siderúrgico, já que a Posco é a terceira maior produtora de aço do mundo. A Posco Engenharia e Construção informou, inclusive, que há a expectativa de ter, morando e trabalhando no Estado, 100 coreanos até o fim deste ano, para ocupar diversas funções relacionadas ao projeto e à construção da siderúrgica. Ao todo, o Ceará obteve 348 autorizações (entre permanentes e temporárias) do Ministério do Trabalho para estrangeiros, de janeiro a junho, valor superior aos registrados nos últimos três anos.O número, contudo, ainda é baixo se comparado aos de outros estados nordestinos. O Rio Grande do Norte, por exemplo, recebeu, no primeiro semestre 568 trabalhadores, o maior contingente da região. A Bahia contabilizou 465 liberações, enquanto Pernambuco teve 357.

Os problemas de gestão no âmbito municipal e os impasses causados pela Lei 8.666, de 1993, que trata das licitações na administração pública, estão sendo discutidos em Brasília, em seminário promovido pela Associação Brasileira de Municípios (ABM). Prefeitos e técnicos governamentais defenderam a reformulação do dispositivo, conhecido como Lei de Licitações, que conta com 400 propostas de mudança em tramitação no Congresso Nacional. Uma das características da lei mais criticadas nos debates realizados na manhã de ontem foi o critério do menor preço numa contratação. Segundo o presidente da ABM, Eduardo Pereira, fazer contratações ao preço mais baixo alcançado nas licitações “é problemático”. Ele exemplificou o caso de uma obra inacabada em seu município (Várzea Grande, em São Paulo) que foi abandonada pela construtora, “ficando o trecho pior do que estava”. Para Eduardo Pereira, há uma série de outras exigências em vigor que travam os procedimentos administrativos e, no entanto não têm impedido a ocorrência de casos de corrupção. “Da forma como está, as obras deixam de ser feitas”, alegou. As prefeituras enfrentam também problemas de gestão e precisam seguir a lógica da boa realização dos projetos, criticou. “O aperfeiçoamento da Lei 8.666 é necessário e será bom para todos os municípios”, segundo ele.

O Senado Federal tem mais servidores comissionados, contratados sem concurso, do que concursados: são 3.190 contra 3.174. As informações são do portal da Casa, que divulgou na última terça-feira (31/07) os salários dos servidores, mas manteve os nomes sob sigilo, por causa de liminar obtida pelo sindicato da categoria. Apesar de os comissionados serem maioria, o salário médio dos servidores efetivos é muito superior: R$ 24,9 mil contra R$ 6,5 mil. Em média, um servidor do Senado, independentemente se concursado ou não, recebe cerca de R$ 15,7 mil. Além disso, o Senado gastou em julho quase R$ 100 milhões com a remuneração dos servidores no mês de julho. Desse total, mais de R$ 79 milhões são gastos com servidores efetivos. Já os comissionados são responsáveis pela despesa mensal de R$ 20,7 milhões. Caso o custo dos salários seja anualizado, os gastos chegariam a quase R$ 1,3 bilhão. Esse valor seria o suficiente para arcar com todos os custos de um semestre do Bolsa Família na Bahia, estado com o maior número de favorecidos. Segundo o Portal da Transparência do Executivo Federal, o Bolsa Família beneficia mais de 1,7 milhão de famílias na Bahia e gasta, em média, R$ 204,5 milhões por mês. O campeão em salário bruto foi um técnico legislativo que foi efetivado como servidor do Senado em 1976: R$ 47,5 mil. A justificativa para o ganho acima do teto constitucional de R$ 27,6 mil é um abono permanência de R$ 17,6 mil. Com. Filipe Marques, Do Contas Abertas

Fortaleza (CE), 30 de julho de 2012 – O Banco do Nordeste já contratou R$ 276,3 milhões no âmbito do programa FNE Estiagem. Criada em maio, esta linha de crédito emergencial beneficia produtores rurais, comerciantes e setores da indústria prejudicados pela estiagem na Região. Este montante foi distribuído em 32,6 mil operações rurais e urbanas. A maior parte dos recursos foi direcionada para os beneficiários de mini e micro portes, que contrataram, em conjunto, R$ 176,6 milhões; e os pequenos, com R$ 84,7 milhões. Outros R$ 84,3 milhões em empréstimos estão em análise. Dentre os Estados situados na área de atuação do FNE, Pernambuco, Bahia e Paraíba respondem pela aplicação de cerca de 60% do total contratado no âmbito do FNE Estiagem.

“O bom desempenho apresentado na aplicação dessas linhas de crédito deve-se, em grande parte, à demanda advinda dos setores de Agricultura Familiar e de Comércio e Serviços que representam 88,2% das aplicações totais”, afirma o superintendente da Área de Políticas de Desenvolvimento do BNB, Rubens Dutra Mota. Segundo ele, tal performance vem ajudando os empreendedores, especialmente aqueles de menor porte, situados em municípios onde, pro conta da Seca, há decretada situação de calamidade pública.Por meio do FNE Estiagem, o Banco do Nordeste dispôs de R$ 1 bilhão para empreendimentos de municípios com decreto de situação de emergência reconhecido pela Secretaria Nacional de Defesa Civil. Os recursos são do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O limite de crédito varia de R$ 12 mil a R$ 100 mil, com juros de até 3,5%.

Prefeitos querem alterar Lei de Licitações

Senado tem mais comissionados do que os servidores efetivos

Crédito emergencial do BNB para vítimas da seca ultrapassa R$ 270 milhões

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Leituras IV Por JB Serra e Gurgel (*) Nada errado na forma de escrever dos nossos cronistas sociais, jornalistas, repórteres, comentaristas, formadores de opinião,verdadeiros especialistas em vaidades e veleidades humanas, no individual e no coletivo. A maioria usa de recursos linguísticos para que possam ser melhor compreendidos por seus leitores. Com o nosso Lúcio Brasileiro, o Paco, não é diferente. Seu repertório é rico. Como não tenho toda a sua obra, o que vai aqui anotado foi colhido no “Assim falava Paco... Contos de um repórter opovoano”, com apresentação de Juarez Leitão orelhas de Fernanda Quinderé e Tarcisio Tavares “in memoriam”. Paco sentencia em seu registro “Exugando”: ‘‘Leitores de minha coluna de O POVO perguntam porque ao invés de dizer “especialmente”, digo “especial”e “conterra” no lugar de “conterrâneo” e “sugesta” ao invés de “sugestão”, ora, escrever é uma arte, e sou dotado de texto enxuto, e “veio especialmente de Brasília pro casamento” dá perfeitamente pra entender sem necessidade do “mente”, além do mais, detesto palavras grandes ou terminadas em ão, que o espanhol, por exemplo, não tem”. Trabalhei por longo tempo com quem considero o maior de todos os cronistas sociais, ou repórteres sociais, Ibrahim Sued. Não foi o pioneiro, pois Jacinto de Thormes veio antes, como outros do mesmo calibre. Ibrahim atuava em equipe e sua coluna no Diário da Noite (começo), Diário de Notícias (período curto) e em O GLOBO constitui um repositório de registros históricos não apenas do mundanismo do passado mas dos protagonistas e atores de uma sociedade já emergente na sua época. Ibrahim usou e abusou de expressões e bordões que era sua forma ousada de buscar a empatia com seus leitores. Fez escola por seu estilo de fácil percepção, teve o seu reconhecimento por paraninfar uma turma de Comunicação Social da Uni-

A linguagem de Paco, regional e universal versidade de Brasília, escreveu livros e foi muito além do que certamente imaginava. Sem concessões, escreva-se. Paco não saiu do Ceará, mas tem trajetória parecida, marcada por seu protagonismo na sociedade cearense, com ousadia, desenvoltura, responsabilidade e seriedade. Sem esses valores, não teria sobrevivido a meio século de presença na boca de cena do jornalismo cearense, como repórter bem informado, educado, refinado, cidadão do mundo, sabendo tudo de beleza, culinária, enologia, sociedade, política, economia. Nesta linha contribuiu silenciosamente para a “revolução dos costumes” na sociedade cearense, atuando de fora para dentro, ditando padrões de civilização, forçando as mudanças e transformações que acompanhou na beira do gramado, seja no Ugarte, Torre do Iracema, Fortaleza, Paris, Nova Iorque e Rio de Janeiro... Aqui vai um registro de gírias, ou quase gírias, neologismos, expressões, regionalismos, bordões que Paco utilizou no seu “Assim Falava Paco...”. Optei por relacionar por ordem alfabética, desobedecendo a ordem de entrada nas suas notas contidas no livro. No colunismo, a licença de estilo vai do título das notas ao que comporta a narrativa, para impactar, surpreender e informar. Adjuntos adverbiais de tempo (uísque), ao pé da letra (fidelidade), arrufo (briga), arrufado (brigado), baixaria (mesquinharia), Bicho papão (terror), Big boss (líder), Bola na rede (algo bem feito), bom tom (educado), botafora (despedida), cabeça chata (cearense), cap (capitão de indústria), carta branca (autorização), champagnota (champagne), chegado (próximo), ciço (bobo), cocorotes (cascudos), comes e bebes (comidas e bebidas), comemores redondos (aniversários de 40,50,60,70 anos),confreiros (colegas, companheiros), conterra (conterrâneo) conversa fiada (conversa sem nexo), desmancha prazer (pessoa desagradável), deu branco (esqueceu), devagar com o andor (calma), disse-me-disse (intriga),enxugar (beber), era uma

uva (linda), escapei fedendo (livrei-me de uma situação difícil), especial (especialmente), espritou (ficou com raiva), fazendo de conta (supondo), fim de festa (acabou), fio da meada (princípio de alguma coisa), fofoca (intriga), it (charme), gabolar (gabar-se), gotoso (gostoso), macaco velho (experiente), mão aberta (generoso), menino véi (menino), lança (lançamento), mão de vaca (sovina), marmota (algo inusitado), metendo a colher (se intrometendo), mexerico (intrigas), miserê (miserável), moçada rosada (gay, homossexual), mostarda do que nunca (mais tarde do que nunca), mulherio (mulheres), na garapa (sem pagar, de graça), não entregar a rapadura (não se deixar vencer), pagar pato(saldar dívida), paixonite (paixão extrema ou aguda), papo furado (conversa sem nexo), pastorando (fiscalizando, observando), pavio curto (explosivo), pebol (futebol), pelo fio (por telefone), penetra (pessoa que vai aos lugares sem ser convidado), perdendo o rebolado (errando), pingo nos iis (esclarecer), pintei o sete (fiz o que devia como queria), pisando no tomate (errando), presepada (armação, improvisação), pretensão e água benta (não fazem mal), qüiproquó (confusão), rabo de palha (nada desabonador), restô (restaurante), sangue nas teclas (bom pianista), soçaite (sociedade), sugesta (sugestão),tapando buraco (agindo provisoriamente), tem dó (paciência), veterados (governos de Virgilio Távora, o VT), vida airada (vida alegre),volta por cima(vitória com desforra). O maior escritor da língua portuguesa, Eça de Queiroz, usou do recurso gírio, de regionalismo, sem as vulgaridades recorrentes, para escrever seus melhores livros. O texto de Paco é ‘‘enxuto”, direto, cristalino e às vezes irônico, como recurso de crítica social às grandezas e as fraquezas humanas. (*) JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor

Com a reforma, PM terá mais 3.200 policiais até 2014, chegando a 18 mil PMs

O governador do Estado, Cid Gomes, enviou, ontem, à Assembleia Legislativa o projeto de lei que deverá causar uma completa transformação na Polícia Militar do Ceará. Aumento significativo de efetivo, novas vagas no oficialato e reestruturação completa das unidades operacionais da Capital, região metropolitana e do Interior serão os principais impactos da mudança com a aprovação e execução da lei. Até 2014, serão mais 3.200 novos policiais militares, sendo três mil praças e 200 oficiais. A Lei de Organização Básica da PM (LOB) vai resgatar, segundo o Comando da Corporação, o fluxo de aumento de efetivo e tornar menores as áreas operacionais de cada unidade, seja batalhão ou companhia. “Com isso, haverá mais policiais por área, já que o número de Municípios cobertos por cada batalhão ou companhia diminuirá”, explica o coronel Werisleik Ponte Matias, comandante-geral da PM. “Para se ter uma ideia disso, a Companhia do Brejo Santo (500Km de Fortaleza), que hoje é responsável pela segurança de 13 Municípios, ficará responsável somente por cinco, e com o mesmo efetivo. Portanto, serão mais policiais por cidade, Município e região”, diz Matias. Responsável pelo projeto de reestruturação da instituição e seu principal defensor junto ao Governo,

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o secretário da Segurança Pública e Defesa Social, coronel PM Francisco José Bezerra Rodrigues, não escondeu sua alegria pelo gesto do governador. “A Polícia vai crescer, e com ela a segurança do cidadão cearense. Este era o desejo de toda a Corporação. Uma luta de mais de dez anos. Comprei a briga, lutei. O governador foi sensível e quer a segurança de todos os cearenses”, completou Bezerra. Nas mudanças previstas na LOB estão a criação de 14 novos batalhões da PM em todo o Estado, sendo três em Fortaleza, quatro na Região Metropolitana e mais quatro no Interior e três especializados. Na Capital serão o 8º BPM (Aldeota), 16º BPM (Messejana) e o 17ºBPM (Conjunto Prefeito José Walter). Na região metropolitana, o 12º BPM (Caucaia), 14º BPM (Maracanaú), 15º BPM (Eusébio) e Batalhão de Guardas (responsável pela segurança nos presídios). No Interior, os novos batalhões são, 9ºBPM (Quixadá), 10ºBPM (Iguatu), 11º (Itapipoca) e 13ºBPM (Tauá). Forças especiais Também foram criados o Comando do Policiamento Especializado (CPE) e o Comando do Policiamento Metropolitano (CPMET). Já o Comando do Policiamento do Interior (CPI), foi dividido em dois, Norte e Sul.

Pela Lei, foi criado o Comando de Policiamento Especializado (CPE), que terá a missão de coordenar as tropas ´especiais´ da PM, como o Batalhão de Polícia de Choque (BPChoque), BpRaio, Cavalaria, BPTur e o Batalhão de Eventos Ao CPI/Norte ficarão subordinados o 3º BPM (Sobral), 4ºBPM (Canindé), 7ºBPM (Crateús) e 11º BPM (Itapipoca). O CPI /Sul vai coordenar o 1º BPM (Russas), 2º BPM (Juazeiro do Norte), 9º BPM (Quixadá), 10º BPM (Iguatu) e 13ºBPM (Tauá). O atual Comando do Policiamento da Capital (CPC) ficará responsável pelo 5º BPM (Centro), 6º BPM (Conjunto Esperança), 8º BPM (Aldeota), 16º BPM (Messejana) e 17º BPM (Conjunto José Walter). Já o Comando de Policiamento Especializado (CPE) vai aglutinar o BPRaio, BPChoque, BPMA (antes CPMA), Batalhão de Policiamento de Eventos, Regimento de Cavalaria e, ainda, o Batalhão de Policiamento Turístico (BPTur). Serão instalados os seguintes batalhões, 8ºBPM (Aldeota), 9º BPM (Quixadá), 10ºBPM (Iguatu), 11ºBPM (Itapipoca), 12ºBPM (Caucaia), 13ºBPM (Tauá), 14ºBPM (Maracanaú), 15ºBPM (Eusébio), 16ºBPM (Messejana) e o 17ºBPM (Conjunto Prefeito José Walter). Também foram criadas no Interior novas companhias em, Aracati, Limoeiro do Norte, Morada Nova, Icó, Várzea Alegre, Mombaça, Senador Pompeu, Parambu, Redenção, Guaramiranga, Pentecoste, Boa Viagem, Santa Quitéria, Nova Russas, Massapê, Paracuru e Acaraú. Fernando Ribeiro, Editor de Polícia, Diário do Nordeste

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Leituras V Hábitos antigos

Lustosa da Costa (*) Erbe Firmeza me revela que Estrigas, o grande pintor, ainda usa a máquina de escrever mais antiga em funcionamento no Estado. Deste mal sofrem grandes jornalistas, grandes advogados. É o caso de Blanchard Girão, que ainda não se rendeu à modernidade. É o caso do médico e poeta José Telles, que doou micro para a biblioteca a que deu o nome do pai, em Bitupitá, embora ele mesmo não navegue na internet. Meus filhos nunca usaram tal equipamento. Tenho saudades das pesadas máquinas do IAPC em Sobral de que meu pai era gerente, protegidas por pesadas cobertas de metal à noite. Ali escrevi muito. Sem falar que até 1994 vivi do trabalho em máquina de escrever. Só, então, passei a usar computador. Obsoleto Há muita coisa que não existe mais e que era presença em minha infância. Um dia desses, ouvi o Juarez Leitão falar de paçoca pilada. Máquina Um dia desses, e já faz tempo, foi uma correria danada na TV Globo de Brasília quando se precisou de uma máquina de escrever para preencher um formulário. A salvação foi um contador, indo a seu escritório, usar a máquina sobrevivente. Brilhantina Ninguém usa mais mata-borrão. Nem papel carbono. Muito menos a prensa, que funcionava como copiador. Há ainda alguém que use brilhantina como aquela com que ensopávamos o cabelo de adolescente. Gráfica Quando adolescente, trabalhei no Correio da Semana, de Sobral, que ainda circula. Naquele tempo, não havia linotipo, ou computador. A composição gráfica era feita à mão, tipo a tipo. Exceções Há, porém, exceções, brilhantes exceções. Lembro o ex-deputado e jornalista José do Nascimento. Morreu, com mais de 80 anos, produzindo, no microcomputador, o seu editorial para o nosso Diário do Nordeste. Batina preta Onde encontrar irmãs de caridade com aquele chapelão armado que lembrava avião prestes a alçar voo? Ninguém mais vê padre de batina. Muito menos de batina preta, como nos meus tempos de menino. Rádio-escuta Com a internet, a gente nem lembra que as emissoras de rádio recorriam a jornalistas para captar noticiário divulgado por congêneres no Centro-Sul. Eram os rádio-escutas. (*) Lustosa da Costa (Sobral), jornalista e escritor

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Centro de Eventos do Ceará (CEC) ganha repercussão em outros países O mais moderno espaço do gênero na América Latina, o Centro de Eventos do Ceará (CEC) foi inaugurado em 18.08 com uma série de atividades do “Giro Cultural”. Três dias antes, no dia 15.08, aconteceu uma apresentação técnica do equipamento para o trade turístico e de eventos com um concerto do tenor Placido Domingo, que gerou grande repercussão na imprensa internacional, principalmente da Europa e da América Latina. Cerca de 20 meios de comunicação de oito países destacaram em suas versões eletrônicas e/ou impressas a apresentação do espanhol, considerado o melhor tenor da atualidade. Somente a matéria da agência de notícias EFE ganhou versões em meios de comunicação de Portugal, Espanha, França, México, Estados Unidos, Venezuela, Panamá e El Salvador. Outras redes de notícias importantes também replicaram a matéria, tais como o canal FoxNews Latino, dos Estados Unidos (EUA); o MSN e o Yahoo! espanhóis, e o portal Euro News, com sucursais em diversos países da Europa. O texto original descreve o CEC como “um moderno palácio de exposições” e destaca os seus 76 mil metros quadrados de área. Além disso, houve também na imprensa internacional o destaque do Giro Cultural, evento aberto ao público três dias depois do concerto, o qual inaugurou oficialmente o equipamento. Até o final do ano, 17 eventos estão programados para o CEC.

Impacto do CEC Nos primeiros 12 meses de funcionamento pleno do CEC, o equipamento deve acrescentar R$ 318,3 milhões aos valores de salários pagos no Estado. Este incremento na massa salarial vai ser combinado a geração de 87,6 mil mpregos diretos e indiretos na cadeia produtiva de turismo e eventos, além de R$ 186,1 milhões a mais em tributos. Ao longo deste período, apenas o CEC vai ser responsável por 1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estimativas do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), no estudo intitulado “Impactos Econômicos da Operacionalização do CEC” , elaborado a pedido da Secretaria do Turismo (Setur), responsável pelo CEC. Para se ter uma dimensão, em 2011, toda a cadeia do turismo no Estado gerou R$ 8 bilhões em renda e respondeu por 11% do Produto Interno Bruto (PIB), mesmo após o crescimento de 38,1% nos últimos cinco anos aferidos (2006/2011). Dos cerca de 2,85 milhões de visitantes do último ano, 31,1% são provenientes dos ramos negócio/trabalho, congressos e eventos; e seus impactos na economia chegam a 4,1% do PIB. Esse público tem médias de gastos per capita e de permanência de R$ 1.896,75 e 6,1 dias, respectivamente. O gasto diário é de R$ 310,94. Este valor ultrapassa o dobro da média de gastos do segmento lazer: R$ 148,06, com 10,7 dias no Estado.

Cid Gomes recebeu Bill Cliton que esteve em Fortaleza participando de evento na Unifor O governador Cid Gomes esteve presente à palestra proferida pela 42º presidente norte-americano, Bill Clinton, . no campus da Universidade de Fortaleza (Unifor) e que marcou o início do Programa Educação Corporativa desenvolvido pela institução. “A iniciativa da Unifor em trazer o ex-presidente norte-americano Bill Clinton demonstra o interesse que a Universidade tem em estimular o conhecimento e a consolida como uma instituição que pensa globalmente, o que é fundamental dentro do meio acadêmico. Seja na área da educação, do desenvolvimento, do meio-ambiente... a troca de experiências é fundamental para buscar e consolidar avanços. O Programa Educação Corporativa atesta o objetivo de ir além, porque não existe fronteiras para o conhecimento. Parabéns a todos que fazem a Universidade de Fortaleza”, definiu o governador Cid Gomes. Durante a palestra, Bill Clinton destacou o papel do Brasil nas iniciativas globais e o Ceará na geração de novas fontes de energia. Ele adiantou que no próximo ano voltará ao Brasil para a realização de um encontro sobre matriz energética. Ainda em sua fala, o ex-presidente

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norte-americano enfatizou o papel das Organizações Não Governamentais (ONGs) na construção de uma nova realidade e como ferramenta na diminuição das desigualdades. Bill Clinton Bill Clinton foi eleito presidente dos Estados Unidos em 1992 e reeleito em 1996. Após sair da Casa Branca, criou a Fundação William J. Clinton, que tem a missão de melhorar a saúde global, fortalecer economias e proteger o meio ambiente. Para atingir seus objetivos, a Fundação forma parcerias entre governos, empresas, organizações não-governamentais e sociedade civil em geral e conta com funcionários e voluntários em vários países. A Clinton Health Access Iniciative, incorporada às ações da Fundação Clinton, por exemplo, ajuda mais de quatro milhões de portadores do vírus HIV a terem acesso a medicamentos. Outras iniciativas, como a Clinton Climate Initiative, a Clinton Development Initiative e a Clinton Giustra Sustainable Growth Initiative, são voltadas a orientar empresas do mundo todo acerca das mudanças climáticas e do desenvolvimento econômico sustentável na África e na América Latina.

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Leituras VI Edmílson Caminha (*) Entre as grandes expressões da música erudita brasileira – Carlos Gomes, Alberto Nepomuceno, Villa-Lobos –, inclui-se Eleazar de Carvalho, cujo centenário do nascimento se comemora neste ano. Nascido na cidade cearense de Iguatu, em 1912, viria a brilhar como regente das maiores e mais importantes orquestras do mundo, para surpresa de quem se lembrava do menino em incursões pelos quintais da vizinhança, sem muito gosto por livros ou por deveres que lhe ocupassem as horas. Capitão do Exército e pastor protestante, o pai decidira que já era tempo de o moleque “aprender a ser homem”, e matriculou-o na Escola de Aprendizes Marinheiros do Ceará, em Fortaleza. À hora do almoço, Eleazar logo percebeu que aos músicos do quartel se destinava uma alimentação melhor. Na primeira oportunidade, procurou o maestro, com o olho na comida e o pensamento na barriga: — Meu grande sonho, Mestre Lisboa, é fazer parte da banda. Sinto que nasci para a música, passar a vida tocando! — Lamentavelmente não posso fazer nada, meu filho. A banda está completa, não falta ninguém... — Veja aí, Mestre. Não há nem um lugarzinho? Pode ser qualquer instrumento... — Não, infelizmente não tenho nada para lhe oferecer... Ah, espere: há uma vaga para tuba. Não sei se lhe interessa... — Claro que me interessa! Sempre desejei tocar tuba, desde menino. Para mim, é o instrumento mais bonito! E assim foi: a banda ganhou um tocador de tuba; o

O Tocador de Tuba que virou maestro rancho, mais uma boca faminta para a boia especial; e a música, um maestro que brilharia pelo mundo afora, com a grandeza do seu talento e o valor do seu trabalho. Logo deixa a capital cearense pelo Rio: entra para a Banda dos Fuzileiros Navais e, com apenas 17 anos, é aprovado em concurso para a Orquestra do Teatro Municipal. A partir de 1936, dirigirá por nove anos a Orquestra do Cassino da Urca. Em 1946, sem bolsa do governo nem a ajuda de ninguém, parte para os Estados Unidos com a ambição própria do bom cearense, talvez loucura para outros: reger nada menos do que as orquestras de Nova York, Boston e Filadélfia. Eugene Ormandy, titular da última, foi cruel na avaliação: “Você precisará de 15 ou 20 anos para chegar aqui...” Ao inacessível russo Sergei Koussevitzky, regente da Orquestra de Boston, fez saber que lhe trazia uma mensagem do governo brasileiro. Aberta a exceção para um encontro, diz-lhe o cearense, com a cara mais limpa do mundo: — A mensagem é verbal, de saudação do Presidente do Brasil ao grande músico que é Vossa Excelência... E pede, pelo amor de Deus, apenas cinco minutos para que lhe mostre o que sabe de música: — Se julgar que não tenho nenhum talento, voltarei para o meu país e viverei da caça e da pesca. Semanas depois, torna-se assistente de Koussevitzky, com um outro jovem de nome Leonard Bernstein... Recebe convites para reger em Chicago e New York. Meses depois, substitui o titular da Sinfônica da Filadélfia, sucessor de Ormandy, a quem dá, apenas um ano depois, o troco pelo que ouvira do maestro. Manda-lhe cópia do contrato e dois ingressos para uma apresentação, com a mensagem: “Veja onde já estou...”

Torna-se professor de música das universidades de Yale e de Washington e da Juilliard School, em Nova York, respeitada pela excelência de mestres e alunos. Por 40 anos – com suas charmosas cãs de prata e a pele cor de cobre, herança indígena da mãe –, rege as principais orquestras da Europa e dos Estados Unidos, sem embargo da condição de diretor artístico e regente titular da Orquestra Sinfônica Brasileira, entre 1952 e 1968, e da regência da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo, de 1973 até à morte, em 1996, aos 84 anos. À frente da OSB apresentou, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, os famosos “Concertos para a Juventude”, aos quais se devem a qualificação de instrumentistas e o interesse de milhares de jovens pela música erudita – principalmente a composta por brasileiros, Villa-Lobos em especial. Hoje, no Ceará, o Governo do Estado mantém a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho; a Universidade de Fortaleza promove, anualmente, o Festival Eleazar de Carvalho; e, em Iguatu, a Escola Maestro Eleazar de Carvalho transmite o legado grandioso do patrono a estudantes que podem ter na música não apenas uma profissão, mas a arte que lhes salvou a vida. Neste ano, o Festival de Inverno de Campos do Jordão foi dedicado a ele, um dos entusiastas do evento a que dava relevo e prestígio. Homenagens que até surpreendem, pela tradição brasileira da amnésia histórica, do mau gosto artístico e da ignorância cultural. Bom que assim seja com Eleazar de Carvalho, o maestro cearense que engrandeceu o Brasil e encantou o mundo. E pensar que tudo começou com uma tuba... (*) Edmilson Caminha (Fortaleza), escritor e servidor da Câmara dos Deputados

Seis anos da Lei Maria da Penha: Na última década, 43 mil mulheres morreram vítimas de violência doméstica no Brasil. Denúncias de agressão aumentaram depois da criação da Lei No dia em que a Lei Maria da Penha completa seis anos de existência, o Disque 180 registrou 2,7 milhões de atendimentos de 2006 a 2012. Desse total, 329,5 mil (14%) eram relatos de violência contra a mulher enquadrados na lei. A maioria (60%) foi pedidos de informação. Os dados são da Secretaria de Políticas para as Mulheres, responsável pelo disque-denúncia, divulgados hoje (9) na abertura do Encontro Nacional sobre o Papel das Delegacias no Enfrentamento da Violência contra as Mulheres. No primeiro semestre de 2012, foram registrados 388,9 mil atendimentos, dos quais 56,6% (47,5 mil) foram relatos de violência física. A violência psicológica aparece em 27,2% (12,9 mil) dos registros no período. Foram 5,7 mil chamadas relacionadas à violência moral (12%), 915 sexual (2%) e 750 patrimonial (1%). Os dados revelam ainda que em 66% dos casos os filhos presenciam as agressões contra as mães. Os companheiros e cônjuges continuam sendo os principais agressores (70% das denúncias neste ano). Se forem considerados outros tipos de relacionamento afetivo (ex-marido, ex-namorado e ex-companheiro), o percentual sobe para 89%. Os parentes, vizinhos, amigos e desconhecidos aparecem como agressores em 11%. Das unidades federativas, o Distrito Federal registrou o maior número de denúncias de violência contra a mulher no primeiro semestre do ano - 625 para cada 100 mil mulheres - seguido pelo Pará (515) e pela Bahia

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(512). Os que menos receberam ligações, no mesmo período, foram Amazonas (93), Santa Catarina (156) e Rondônia (173). Em 2011, os estados que lideravam o ranking eram Bahia, Sergipe e Pará. Dados do Anuário das Mulheres Brasileiras 2011, divulgado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), mostra que, dentre as mulheres vítimas de violência física no País, 43,4% foram agredidas dentro da própria casa. Apenas 11,2% dos homens vítimas de violência foram agredidos na própria residência. Segundo pesquisa realizada em 2009 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem no País apenas 70 juizados de violência doméstica, 388 delegacias especializadas no atendimento à mulher, 193

centros de referência de atendimento à mulher e 71 casas para abrigo temporário. A coordenadora-geral de Acesso à Justiça e Combate à Violência da Secretaria da Mulher, Ana Teresa Iamarino, acredita que a violência não aumentou. Segundo ela, o que vem crescendo é o número de atendimentos prestados nas delegacias. “Na medida em que as mulheres têm mais acesso à informação, elas buscam uma resposta do Estado para essa situação, que sempre existiu. Agora, no entanto, temos mais formas de lidar com essa mulher para que ela consiga romper esse ciclo de violência”, avalia Ana Teresa. Ela explica que as mulheres vítimas de violência podem ser encaminhadas a delegacias especializadas, centros de referência ou casas-abrigo, dependendo da situação. “Elas são encaminhadas para as delegacias de atendimento à mulher quando desejam que o crime seja investigado. Elas podem ainda ser encaminhadas aos centros de referência especializadas no atendimento às mulheres onde terão acompanhamento psíquico-social para tentar resgatar a autoestima, a autonomia e buscar inserção no mercado de trabalho”, explica Ana Teresa. E, no caso de mulheres que estejam correndo risco iminente de morte, Ana Teresa explica que elas são encaminhadas às casas-abrigo. “[Essas casas] são locais seguros e sigilosos em que elas podem ficar enquanto não se resolve a situação do agressor.”

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Fazendo HistóriaAva Gardner e o cantor cearense Carlos Augusto Wilson Ibiapina (*) Ayrton Rocha enviou-me de Fortaleza um CD com músicas selecionadas por ele na voz do saudoso cantor cearense Carlos Augusto. Ao ouvi-lo lembrei da história, até hoje não explicada, de que o cantor cearense teria negado fogo num encontro amoroso com Ava Gardner. A famosa atriz norte-americana nasceu em Grabtown, na Carolina do Norte. No livro biográfico de Frank Sinatra, escrito por Bill Zehme, foi apresentada como a “mulher-criança e deusa libertina, de olhos cor de esmeralda e pés descalços, que fora casada com Mickey Rooney, Artie Shaw” e que quase leva Frank Sinatra à loucura. Aos 26 anos já era uma estrela de primeira grandeza. Nos anos 50 era vendido no comércio um copo longo para uísque com três inscrições: na marca de uma dose estava escrito mulher, homem para duas doses e, quase na boca do copo, estava lá: Ava Gardner. Segundo o jornalista norte-americano Bill Zehme, da revista Esquire, Ava “flertava bem, fumava muito, adorava esportes sanguinários, xingava bem, gostava de espaguete, de sexo e sabia colocar o dedo direitinho na ferida”. Ela desembarcou no Rio em 1954 para promover seu filme Condessa Descalça. Estava com 34 anos e no auge da carreira e da fama. O Rio de Janeiro que sempre se desmanchou aos pés de celebridades, na época ainda mais provinciano do que hoje, enlouqueceu com a chegada da atriz. Fazia pouco tempo da morte de Getúlio Vargas e os agentes de segurança temiam que o país fosse abalado por uma revolução. O tumulto de fato ocorreu, mas foi provocado pela presença dela. A confusão começou no aeroporto do Galeão. A multidão rompeu o cordão de segurança. Ela se queixou muito das “mãos bobas”. Depois de muito sufoco e empurra-empurra, Ava conseguiu entrar num táxi. Mas o carro não dava partida. Ela, nervosa, tirou o sapato do pé e bateu na cabeça do motorista. E lá se foram rumo ao hotel Glória. Ava Gardner não gostou nada do apartamento que lhe foi reservado. Conta-se que ela quebrou tudo que havia no quarto depois de discutir com o gerente que a expulsou de lá. Os jornalistas Sérgio Augusto e Henrique Veltman, que presenciaram toda a confusão, ajudaram Ava a levar suas malas para o Copacabana Palace. Foi lá que ele conheceu o cantor cearense Carlos Augusto. Garotão bem apanhado, voz bonita, revelado por Ary Barroso, estava fazendo sucesso, viajando pelo

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país ao lado de Emilinha Borba. Trabalhava como crooner da orquestra do maestro Copinha. Cantava no Golden Room do Copacabana Palace. Foi lá, tomando um drinque, que Ava se interessou por ele. Apesar da fama de conquistador, quando a atriz o convidou para ir até o apartamento dela, ele se intimidou. Ele estava diante do que o cineasta francês Jean Cocteau chamou de o “animal mais belo do mundo”. Qualquer um tremia, principalmente sendo escolhido por ela. Assim mesmo, depois de muita insistência, eles subiram.

O que aconteceu lá só os dois sabiam, mas a malícia do povo não se contentou com o silêncio deles. Os fofoqueiros de plantão colocaram a imaginação pra funcionar. Uns diziam que ele negou fogo, brochou e acabou sendo expulso do apartamento. Há quem jure, como o Ayrton Rocha, que o machão cearense foi lá e domou a fera. Ava morreu em 25 de janeiro de 1990. Em sua autobiografia a estrela escreveu sobre a passagem pelo Rio, mas apenas explicou o problema ocorrido no hotel. Não dedicou uma só linha sobre qualquer caso amoroso. Veja: “ A United Artists não tinha nos colocado no hotel que eu havia pedido, mas sim numa espelunca que cheirava a fumaça e tinha mais queimaduras de cigarro do que a Carolina do Norte inteira. Por isso me mudei calmamente para o hotel que eu queria. Na

manhã seguinte, no entanto, os jornais contaram uma história completamente diferente. Eu tinha chegado bêbada, fazendo confusões, descalça (era verdade que eu tinha chegado descalça, pois o salto do meu sapato quebrara quando fui amassada por uma multidão no aeroporto). Eu destruíra meu quarto, e a gerência do hotel, para provar a coisa, logo chamou fotógrafos, sem ter outra opção a não ser me expulsar. O que realmente aconteceu foi que o hotel, numa espécie de vingança por eu ter decidido me mudar, contratou um verdadeiro exército destruidor menos de uma hora depois que saí. Quebraram todos os espelhos, atiraram garrafas de uísque por toda parte, destruíram a mobília, arrasaram literalmente com tudo. Nem vamos considerar que eu não teria conseguido fazer todo aquele estrago mesmo com machados e uma semana para trabalhar. Todos acreditaram nas manchetes. Nem uma entrevista à imprensa e nem uma desculpa do governo brasileiro fizeram com que a verdade vencesse a mentira nos jornais do mundo inteiro.” Como ela não se explicou, as histórias ganharam versões. Carlos Augusto teria sido ameaçado pelos seguranças da atriz, que prometeram castrá-lo caso abrisse a boca. Ayrton Rocha, que foi contemporâneo dele e de suas irmãs Cleide e Adamir Moura, duas vozes lindas que fizeram sucesso como as Irmãs Vocalistas, conta que Ava Gardner e Carlos Augusto foram além de uma noite de prazer. “Tiveram, sim, um romance de muito uísque e grande paixão.” Segundo ele, os dois seguiram do Rio para Buenos Aires, onde teria surgido um fato novo. O produtor americano de Ava, que viajava com eles, era apaixonado por ela e ninguém sabia. Na capital argentina, o cara se descontrolou e explodiu seu ciúme. Atirou em Carlos Augusto que escapou por pouco. Foi quando ele decidiu retornar, deixando aquela perfeição de mulher e um amor impossível. Seja como foi, Carlos Augusto, que morreu em outubro de 1968 aos 36 anos num acidente de carro perto de Fortaleza, nunca desmentiu nem afirmou essa história que virou lenda no Rio. Quando lhe perguntavam sobre aquela noite no Copa – comeu? Ele, com olhar enigmático, apenas esboçava um sorriso, como quem diz: “O que você acha?” (*) Wilson Ibiapina (Ibiapina), jornalista, leia também no blog Conversa Piaba http://conversapiaba. blogspot.com.br/

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Airton Queiroz é homenageado pelos 30 anos como chanceler da Unifor “Visão sem ação não passa de sonho; ação sem visão é só passatempo; visão com ação pode mudar o mundo”. A frase do professor e pesquisador Joel Baker sintetiza o trabalho realizado pelo chanceler Airton Queiroz no comando da Universidade de Fortaleza (Unifor) desde 23 de julho de 1982. Por esses 30 anos de empreendedorismo e dedicação que transformaram a instituição em uma das mais importantes e respeitadas universidades privadas do País, o chanceler recebeu uma homenagem por todos que compõem, como ele mesmo diz, a família Unifor. O chanceler Airton Queiroz recebeu das mãos da reitora Fátima Veras, em nome de todo o corpo da Unifor, uma placa comemorativa dos 30 anos Foto: Rodrigo Carvalho A solenidade aconteceu no Auditório Celina Queiroz e contou com a presença da presidente do Grupo Edson Queiroz, dona Yolanda Queiroz, e da esposa Celina Queiroz, dos filhos Edson Queiroz Neto e Ticiana, Patrícia e Josué de Castro Neto, além dos diretores do Grupo Edson Queiroz, Igor Queiroz Barroso e Abelardo Queiroz Rocha; da reitora da universidade, Fátima Veras, vice-reitores, coordenadores de cursos, professores e outros servidores da Unifor. Visivelmente emocionado, o chanceler afirmou que a sua vida se mistura com a universidade. “Vivo isso aqui e quero agradecer a todos pela homenagem. Estou feliz e vejo 300 amigos nesta sala”, afirmou, referindo-se ao auditório lotado que o aplaudiu em vários momentos, principalmente quando ele recebeu das mãos da reitora Fátima Veras, em nome de todo o corpo da instituição, uma

placa comemorativa. “O chanceler não só assumiu a Unifor como, graças à sua visão empreendedora, faz a diferença numa liderança que poucos possuem”, afirmou ela. Trabalho social Filho do chanceler e superintendente da Nacional Gás, Edson Queiroz Neto, salientou que a Unifor tem a cara de seu pai. “Possui seus valores, visão, conhecimento, compromisso com o País e com as futuras gerações”, frisou, destacando o trabalho social desenvolvido pela universidade. “São 300 mil atendimentos por ano nas áreas jurídica, de saúde, nos esportes, na cultura, na arte, sem contar a Escolinha de Aplicação que leva o nome de minha avó. Tenho orgulho de ser filho de uma pessoa como ele”, destacou. A homenagem começou com um vídeo, produzido pelo Centro de Ciências Humanas (CCH)da Unifor, no qual foi ressaltada a figura da primeira pessoa da universidade. Funcionários, alunos e professores falaram sobre o chanceler, salientando o papel que ele representa para

todos no convívio cotidiano. O coral da instituição e das crianças da Escola de Aplicação Yolanda Queiroz também apresentaram uma canção alusiva ao chanceler. Educação A Unifor completará, em 2013, 40 anos de existência. Durante esse tempo, sempre honrou a frase que seu criador, o industrial Edson Queiroz, disse, por ocasião do discurso de inauguração, em 1973: “educação é gênero de primeira necessidade e investimento prioritário”. Entre as ações para a comunidade em geral, destacadas pelo próprio chanceler, estão o Núcleo de Atenção Médica Integrada da Universidade de Fortaleza (Nami); o Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (Nati) e o Escritório de Prática Jurídica (EPJ). O atendimento no Nami vai desde consultas médicas, análises laboratoriais e imunização a serviços especializados em diagnósticos por imagem, enfermagem, nutrição, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, serviço social e terapia ocupacional. Além de grupos que trabalham temas como saúde mental, climatério, alongamento e acompanhamento a gestantes. O Nati é um projeto especial vinculado à Reitoria da Universidade de Fortaleza e tem como principal finalidade propiciar a interação do conhecimento teórico com a aplicação prática dos alunos, nos diversos cursos de graduação. Já o EPJ é um grande escritório, onde os alunos dos últimos semestres do curso de Direito da Unifor, sob a supervisão de professores e advogados-auxiliares, prestam atendimento jurídico gratuito à comunidade, por meio de convênio com a Defensoria Pública o Estado do Ceará.

Energia que faz parte da nossa vida.

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Arte, música, esporte e humor na inauguração oficial do Centro de Eventos do Ceará

Muita música, apresentações artísticas e lazer vão dar o tom do maior evento de lazer já realizado no Ceará. Na inauguração do Centro de Eventos do Ceará com vários ritmos e diversas apresentações artísticas e culturais, shows de humor e apresentações esportivas. Orçado em R$ 479,7 milhões, o CEC é o segundo maior centro de eventos da América Latina, com capacidade para abrigar até 30 mil pessoas em um único evento, além de poder ser dividido em 48 eventos simultâneos. Seu projeto arquitetônico é inspirado em aspectos típicos da paisagem e do artesanato cearense. A fachada tem uma cobertura metálica recortada e perfurada, remetendo às falésias do litoral leste e ao artesanato. Ao todo, são 152.694 m² de área construída em terreno

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de 17 hectares; 21 mil m² de jardins, e 3,2 mil vagas de estacionamento. Além disso, serão instalados vestiários, refeitórios, ambulatórios, banheiro família e fraldário, salas para produção de eventos, administração, segurança, brigada de incêndio, juizado de menores, vigilância sanitária e ouvidoria. Uma das características do equipamento é a sustentabilidade: refrigeração, iluminação, sanitários e acessibilidade atendem aos principais requisitos de preservação do meio ambiente e favorecem aos que têm dificuldades de locomoção. Por exemplo: o sistema de climatização presente em todos os setores, possui central de água gelada e tanque de termoacumulação, o que reduz consideravelmente o consumo de energia e prolonga a

vida útil do sistema. Além disso, os sanitários possuem sistemas de escoamento de dejetos a vácuo, o que reduz o consumo de água. Quadro Geral de Áreas Área do Terreno: 152.694 m2 Área Módulos de Exposição:1530 m2 Área Total Módulos: 27.540 m2 Área Térreo: 50.126 m2 Área Praça Convivência: 5.928 m2 Área Subsolo: 61.100 m2 Quantidade de Vagas: 3,2 mil vagas Salas de Exposição 1º Mezanino: 5.200 m2 Salas de Exposição 2º Mezanino: 6.060 m2 Área Total Construída: 152.694 m2

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Página da Mulher Regina Stella (*) Se há um lugar para onde se vai, correndo, quando o cansaço chega, na rua, no trabalho, no escritório, é a casa da gente. Então, se respira fundo, como se uma missão tivesse sido concluída, ali, a certeza de um compromisso realizado. Para um lado se joga a bolsa, numa mesa as pastas e os livros. O paletó, desobrigado das formalidades é esquecido na primeira cadeira que se vê, e num chinelo os pés se espicham A poltrona arredondada, frente à televisão, é um convite insistente à entrega da tensão, e o jornal que não se leu pela manhã, dobrado, aguarda a vez de informar, de contar da humanidade as suas peripécias. O barulho d água na torneira aberta ou do chuveiro, caindo,a risada do filho que acaba de chegar da universidade, o chiado do bife fritando na cozinha, o “pequenês” que late quando a campanhia toca......é um oásis a casa da gente.Uma sombra num dia ensolarado. Uma clareira na floresta fechada. É abrigo e segurança. E se os resultados no trabalho, no escritório, não são bons o quanto se esperava, ali se fecham os olhos e se procura uma nesga azul no céu cinzento. Mas, não são as paredes do apartamento ou os muros delimitando o espaço que abrem a cada um a porta do sossego e do descanso. As paredes lisas ou as cortinas de seda, os tapetes que cobrem o chão, nem os cristais reluzentes decorando as mesas dão as boas vindas e o convite a que

A última trincheira se entregue, se dê e se fique à vontade. É algo mais que lá dentro, e cá, no peito, dão a certeza do aconchego.E o diálogo se faz e a comunicação existe, dispensando muitas vezes as palavras. E cada um que chega vai fazendo a sua entrega, n um ritual de confiança. A família está presente. Instituição que começou nos primórdios da humanidade, a família, hoje, na evolução que aceitou através dos séculos, é uma lembrança longínqua daquele agrupamento rudimentar de homens e mulheres numa caverna em volta do fogo, onde um pedaço de carne, resultado de uma caçada, em grupo, era dividido, e na união se fazia a força e se atenuava o medo. A família é a primeira escola. Da palavra. De comunicação. De troca. Do riso franco. Na criança, o primeiro gesto estendendo a mãozinha rechonchuda pedindo apoio e ajuda tem na família o primeiro espectador e a primeira resposta. Ali começam as opções, as escolhas, as preferências, todo um aprendizado na arte de dar e receber. O respeito pelo outro se insinua, toma vulto, e a consideração pelo mundo do irmão se torna sagrado. E se aprende a esperar. E a aguardar a vez. E a ceder. Como também renunciar. Abrem-se as portas do coração para atender o que bate, e o convite a confiar é aceito plenamente. Aprende-se a trocar. E a dividir. E cada um colabora com o todo, na certeza de que a omissão não pode ter lugar e que a participação leva a melhor resultado. Na disputa natural que é um treino, uma experiência sempre repetida, aprende-se que a violência gera a violência e que a comunicação e o diálogo existem

para o entendimento e a melhor maneira de se conviver. As limitações são aceitas. Sem a preocupação de impressionar, de mostrar aquilo que não se é ou que não se tem, não se levantam os muros da dissimulação. Capacitam-se todos, à custa da evidência, que ninguém é perfeito, e que o erro de um, hoje, pode ser o erro do outro, amanhã. E o atenuante, a desculpa, o perdão são dados. Troca-se carinho e amizade, em família, com a mesma simplicidade com que se dá” bom-dia” E, querer bem é tão natural como respirar. Oásis, clareira, sombra. Não é lugar, não é espaço, mas ali vive a certeza de que o bem e o amor existem. Célula primeira e base da sociedade, cidadela,hoje, ameaçada Os alicerces, cedendo, pelas paixões, pelo imediatismo, pelo egoísmo que reina. Enquanto nida, estável, há sobrevivência.Mas, sem compreensão, desvalorizada, sem afeto, dividida, que espécie de indivíduo terá o mundo, na criança que sem calor e aconchego, carente de amor pede migalhas e endurece o coração porque nada recebeu? E, se encontrou apenas portas fechadas e foi forçada a se tornar uma ilha, o que pode oferecer essa criança, homem amanhã, em troca do que não ganhou? Se não aprendeu a dar e nem a receber? Num mundo de incompreensões e incoerência, de difícil peleja para sobreviver, que se sustente se firme, se defenda a estabilidade da família Nela se encontram os verdadeiros valores e a segurança do mundo. Cidadela ameaçada é ainda a última trincheira. (*) Regina Stella (Fortaleza), jornalista e escritora

Receitas da culinária cearense Ingredientes: 2 cocos secos médios 1 quilo de farinha de trigo 750 ml de azeite de dendê^ 750 g de cebola 250 gramas de amendoim torrado e descascado (ou um pouquinho mais) 100 gramas de castanha de caju (ou um pouquinho mais) Meio quilo de camarão seco descascado (ou um pouquinho mais) 1 raiz pequena de gengibre (ou um pouquinho mais)

Vatapá

Meio “moio” de coentro (umas 20 gramas) (ou um pouquinho mais) Sal a gosto Preparo: Primeiro arranje uma panela grandona e uma colher de pau, grande (eu botei a virgula no devido lugar). Quanto maior a colher, melhor para as suas delicadas mãos, como você poderá comprovar na pratica, no dia seguinte. Bate o coco no liquidificador ou CPU com 2 litros d’água. Tira o leite. Se não tiver a fim de muito trabalho, pode usar 1 garrafa de 500 ml de leite de coco, mais 2 litros d’água. Bate tudo (menos alguns camarões, o azeite e a farinha) no liquidificador. Depois mistura com a

farinha de trigo numa panela grande. Fica uma espécie de “pre-mingau”. Coloca o azeite de dendê (guardar um pouquinho) e leva ao fogo, mexendo sempre. E haja sempre, porque demora mais de meia hora. E’ bom mexer com uma colher de pau, bem grande (virgula corretamente posicionada!) Só para de mexer quando estiver com a consistência de quase soltar da panela. Se ficar muito duro, colocar mais leite de coco (eu não disse que tinha de guardar um pouquinho, seu!) Então acrescenta os camarões inteiros que sobraram, e o pouquinho de azeite de dendê cru, dando só umas 2 mexidinhas pra amarelar. Pronto! Faca um arroz branquinho, meio grudadinho. Faca um peixe ou bacalhau.

Cientistas criam técnica para detectar Alzheimer antes de sintomas Pacientes com tendência a Alzheimer possuíam níveis anormais de uma proteína no cérebro. Um grupo de cientistas americanos desenvolveu uma técnica para detectar sinais do mal de Alzheimer 25 anos antes de a doença apresentar seus primeiros sintomas. A pesquisa é a porta de entrada para novos tipos de tratamentos precoces que podem se tornar a melhor chance da medicina para combater a enfermidade. Os cientistas, da Escola de Medicina da Universidade de Washington, selecionaram para o estudo pacientes britânicos, americanos e australianos que possuem risco genético de desenvolver a doença. Dos 128 pacientes examinados, 50% têm chances de herdar uma das três mutações genéticas conhecidas pela ciência que provocam o mal de Alzheimer. O grupo também tem chance aumentada de começar a sofrer da doença a partir dos 30 ou 40 anos - muito mais cedo que a maioria dos pacientes de Alzheimer, que em geral desenvolvem o mal na casa dos 60 anos. Os pesquisadores analisaram os pais dos pacientes para descobrir com que idades eles haviam desenvolvido a do-

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ença. A partir disso começaram a tentar avaliar quanto tempo antes disso era possível detectar os primeiros sinais da enfermidade. Foram realizados exames de sangue, de líquor (fluído cerebrospinal), de imagens do cérebro e também avaliações de habilidades mentais nos pacientes. Os pesquisadores descobriram, então, que era possível detectar pequenas mudanças no cérebro de quem possuía alguma das mutações que no futuro levarão ao surgimento do Alzheimer. Eles sugerem que a primeira mudança, uma queda nos níveis da proteína conhecida como amiloide - componente-chave dos neurônios - no fluido cerebrospinal, pode ser detectada 25 anos antes do aparecimento dos sintomas da doença. Por volta de 15 anos antes do aparecimento da doença,

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pacientes já apresentavam níveis anormais de placas b-amiloides. Além disso, imagens do cérebro revelaram encolhimento em algumas regiões do cérebro desses pacientes. Dez anos antes dos primeiros sintomas foram detectados problemas de memória e um processamento anormal da glicose no cérebro dos estudados. Em pacientes que não possuíam as mutações, não foram detectadas alterações nesses marcadores. Os resultados da pesquisa foram publicados no New England Journal of Medicine. “Essa importante pesquisa mostra que mudanças-chaves no cérebro, relacionadas à transmissão genética da doença, acontecem décadas antes do aparecimento dos sintomas. Isso pode gerar grandes implicações para o diagnóstico e o tratamento no futuro”, afirmou Clive Ballard, diretor de pesquisa da Sociedade de Alzheimer. “Os resultados de pacientes com Alzheimer herdado por fatores genéticos parecem similares às mudanças provocadas em casos não-genéticos, na forma comum da doença”, disse Eric Karran, diretor de pesquisa da Sociedade Britânica do Alzheimer. Com a BBC Brasil

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Leituras VII

Humor Negro e Branco Humor O amor não é... O amor não é aquilo que supera barreiras. O nome disso é gol de falta. O amor não faz coisas que até Deus duvida. O nome disso é Lady Gaga. O amor não traça o seu destino. O nome disso é GPS. O amor não te dá forças para superar os obstáculos. O nome disso é tração nas quatro rodas. O amor não mostra o que realmente existe dentro de você. O nome disso é endoscopia. O amor não atrai os opostos. O nome disso é imã. O amor não é aquilo que dura para sempre. Isso é a Hebe Camargo. O amor não é aquilo que surge do nada e em pouco tempo está mandando em você. Isso é a Dilma Rousseff. O amor não é aquilo que te deixa sem fôlego. O nome disso é asma. O amor não é aquilo que te faz perder o foco. O nome disso é miopia. O amor não é aquilo que te deixa maluco, te fazendo provar várias posições na cama. Isso é insônia. O amor não faz os feios ficarem pessoas maravilhosas. O nome disso é dinheiro. O amor não é o que o homem faz na cama e leva a mulher à loucura. O nome disso é esquecer a toalha molhada. O amor não é aquilo que toca as pessoas lá no fundo. O nome disso é exame de próstata. O amor não faz a gente enlouquecer, não faz a gente dizer coisas pra depois se arrepender: O nome disso é vodka. O amor não faz você passar horas conversando no telefone. O nome disso é promoção da TIM, OI, VIVO, CLARO... O amor não te dá água na boca. O nome disso é bebedouro. Amor não é aquilo que, quando chega, você reza para que nunca tenha fim. Isso é férias. O amor não é aquilo que te alegra mas depois te decepciona. Isso é pote de sorvete. O amor não é aquilo que entra na sua vida e muda tudo de lugar. O nome disso é empregada nova. O amor não é aquilo que te deixa bobo, rindo à toa. O nome disso é maconha. O amor não é aquilo que gruda em você e quando vai embora arranca lágrimas. O nome disso é cera quente. O amor não ilumina o seu caminho. O nome disso é poste.

O amor é outra coisa !!!

Nunca duvide da capacidade de raciocínio de uma mulher Um homem telefona para a sua esposa e diz: - Querida, o meu chefe convidou a mim e a alguns dos seus amigos para irmos pescar num lago distante. Vamos ficar fora uma semana. Esta é uma excelente oportunidade para eu conseguir a promoção que tenho esperado; por isso me prepare roupa suficiente para uma semana, e também a minha caixa de apetrechos de pesca. Vamos partir diretamente daqui do escritório, e vou passar aí apenas para apanhar essas coisas. - Ah... Por favor, coloque também o meu pijama novo, aquele de seda azul. A mulher acha que isso soa um bocado estranho, mas atende ao pedido do marido. No fim-de-semana seguinte, ele regressa da pescaria um tanto cansado; mas, fora isso, nada de anormal. A mulher recebe-o com um beijo e pergunta-lhe se apanharam muitos peixes. Ele responde: - Sim! Muitos pargos, algumas garoupas e uns poucos carapaus. Mas, por que é que você não colocou o meu pijama de seda azul, tal como pedi? A mulher apenas olha fixamente nos olhos dele e responde segura de si: - Coloquei sim, querido! Coloquei-o dentro da caixa de apetrechos de pesca. *Moral da história: Mulher burra nasce homem

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Perfil;

Tiririca, um deputado longe do burburinho

Campeão de votos em 2010 e sem projetos aprovados na Câmara, humorista prefere ficar distante das discussões políticas no parlamento Quando se candidatou a deputado federal pelo PR de São Paulo, em 2010, Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, virou um fenômeno de audiência. Era alvo de tantas piadas quanto as que contava em sua carreira de humorista e palhaço. Com os clássicos slogans “Você sabe o que faz um deputado? Eu também não sei, mas vota em mim que eu te conto” e “pior do que está não fica”, ganhou uma cadeira na Câmara dos Deputados com o apoio de 1.353.820 eleitores — terminou como o mais votado no estado. Um ano e meio depois de ele chegar ao parlamento, quase nada restou da figura de calças coloridas, peruca e chapéu de pano que aparecia na TV. Apesar de ser o deputado mais assíduo, Tiririca passa os dias em silêncio, distante das discussões e dos embates políticos que dominam o plenário da Câmara. “Às vezes, fico entediado”, reconhece. Em dia de votação, enquanto os líderes partidários quase se engalfinham próximo aos microfones para chegar a um acordo sobre projetos polêmicos, Tiririca prefere ficar na lateral do plenário, vai ao cafezinho ou se isola em uma cadeira distante da confusão. Vestido de terno escuro, gravata colorida e, em alguns momentos, calça jeans, de vez em quando o parlamentar mexe no celular, brinca com quem passa e até pede uma bala a jornalistas. “A gente chega às 9h e passa o dia todo vendo discussão e nada se resolve, é muita tensão, um ambiente muito pesado, por isso prefiro não me envolver”, explica. “Voto com minha consciência, mas na hora de debates acho melhor ficar na minha, observando e aprendendo.” Ao ser perguntado sobre o slogan de campanha, Tiririca costuma ter a resposta na ponta da língua. “Já sei sim o que faz um deputado: trabalha muito e produz pouco”, destaca. O deputado refere-se à dificuldade de aprovar propostas na Câmara. Desde que assumiu o mandato, apresentou sete projetos de lei, mas nenhum chegou ao plenário. “Eu tenho consciência de que é difícil, vejo parlamentares com vários mandatos que não conseguiram ter um projeto aprovado”, diz. A saída foi utilizar a influência que tem como deputado e as emendas individuais ao Orçamento a que tem direito para chegar aos eleitores — suas emendas destinaram R$ 13,5 milhões à manutenção de hospitais, asilos e projetos culturais e de esporte. “Não posso dizer que estou gostando de ser deputado, mas estou feliz porque consigo ajudar as pessoas destinando verbas para hospitais e para a cultura ou conseguindo facilitar a vida de alguém que precisa de cirurgia com uma ligação”, argumenta. Tiririca em dois

momentos no plenário: afastado dos debates (abaixo) e escondido na penumbra, onde ficam os deputados que não querem aparecer Prefeito Tiririca é muito cobrado também por não ter feito um discurso sequer desde que se tornou deputado. A justificativa demonstra a transformação do palhaço em político, que agora mede as palavras. “Não tive nada aprovado ainda, então não tenho o que falar. Não gosto de ir lá na tribuna só para aparecer, como muitos fazem”, destaca. Sobre o ar mais sóbrio que tem demonstrado nos últimos meses, o deputado aponta a qualidade da assessoria que recebeu. “Não estou ali para fazer palhaçada. Pode parecer, mas ali é coisa séria e eu não posso exagerar porque existe essa coisa de quebra de decoro”, lembra. “Mas continuo mantendo o bom humor fora do plenário, até faço a alegria do pessoal do cafezinho quando passo lá.” Na semana passada, o parlamentar apareceu ao lado de José Serra, quando seu partido, o PR, confirmou apoio à pré-candidatura do tucano a prefeito de São Paulo, e não resistiu a fazer uma piada. Perguntado sobre a aparência física de Serra, Tiririca disparou: “Ainda bem que não é concurso de beleza. Se fosse, ele estava perdido, né?”. O próprio Francisco Everardo chegou a ser cotado para ser candidato ao comando da capital paulistana. No início, gostou da ideia, mas logo recuou. “Quando me candidatei a deputado já deu no que deu, imagina se eu quisesse ser prefeito”, diz, referindo-se à polêmica que protagonizou quando teve a escolaridade questionada pela Justiça nas eleições de 2010. “Eu até faria muito barulho, mas é melhor deixar para quem tem experiência, até porque eu apenas estou político e neste momento só penso em terminar meu mandato e não decepcionar os milhares de pessoas que votaram em mim.” Colaborou Karla Correia As propostas Tiririca apresentou sete projetos desde que chegou à Câmara, mas nenhum chegou ao plenário para votação. Conheça o resumo das propostas: Arte circense Um dos projetos isenta veículos para atividades circenses de pagar IPI; outro garante aos filhos dos artistas de circo itinerante vaga em escolas públicas; e um terceiro cria programas de amparo às famílias que têm atividades circenses. Outra proposta que concede o “Diploma Amigo do Circo” a quem auxilie o setor foi recusada por ir contra a Constituição. Educação Um projeto autoriza a União a instituir o Programa Bolsa-Alfabetização para maiores de 18 anos; e o outro possibilita a criação do vale-livro. Um terceiro cria uma política nacional para valorizar o conhecimento pela linguagem falada.Da série “O amor não é...” Adriana Caitano, Correio Braziliense - 01/07/2012

Nova diretoria da Associação dos Filhos e Amigos de Aurora-AFA

A Associação dos Filhos e Amigos de Aurora-AFA tem novo presidente, Maria Djanira Gonçalves, que sucede a Vicente Nunes de Magalhães. A AFA que começou com 52 filhos e amigos,estácom72 filiados. O 1º.presidente foi Hamilton Leite Cruz. O presidente de honra é Vicente Landim de Macedo. Os novos diretores: vice presidente,Francisco de Assis Filho, secretário administrativo, Severino Duarte Amaral, secretário de eventos, Tereza Norma Silveira Cruz,secretário de comunicação social, Hélcia Leite Cruz, secretário de expansão, Francisco Djalma de Oliveira ,1º. Tesoureiro, Manoel Antonio de Macedo, 2º. Tesoureiro,Raimundo Nonato da Silva. No Conselho Fiscal,estão como titulares,Antonio Pinto de Macedo,Manoel Macedo Gonçalves e João Herman Leite Cruz, e como suplentes, Eliane Pinto Macedo, Samuel Nunes Magalhães e Cícero Celio de Figueiredo.

A assembleia geral para eleição da nova diretoria realizou-se na casa de Vicente Landim de Macedo, na Mansão Tipi, sob os olhares atentos de d. Maria Thereza L. de Macedo. Na oportunidade, os estatutos foram reformados e os ex-presidentes, Hamilton Leite Cruz e Vicente Nunes de Magalhães passaram a membros natos da Diretoria Executiva. A AFA foi criada por proposta do ex-presidente da Casa do Ceará em Brasilia, Jose Jezer de Oliveira. É a 1ª.entidade de cidades do ceará em Brasília. O grupo de Acopiara que se reúne há cinco anos por iniciativas de Roberto Bezerra, Sebastião Gurgel Holanda,Luiz Rodrigues Duarte, Maria Auxiliadora Marques Holanda, José Lima, Antonio Edival Moura de Oliveira, Eliane Rangel, Vanda Gurgel, José Weber Holanda Alves, Tereza Pacífico e JB Serra e Serra não se estruturou em Associação, preferindo a informalidade. O objetivo dos aurorenses e acopiarenses é o de preservar os valores e a cultura de suas cidades.

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Casa do Ceará promoverá cultura cearense e realizará 1º Encontro dos Escritores Cearenses em Brasília dia 21 de setembro

JB Serra e Gurgel

Inácio de Almeida

Edmilson Caminha

Dra. Aurea Magalhaes João Henrique Serra Azul

Os escritores cearenses residentes em Brasília terão oportunidade de encontrar seus leitores em 21 de setembro quando a Casa do Ceará em Brasília, com o apoio da Confraria dos Cearenses, promoverá o 1º Encontro dos Escritores Cearenses, em Brasília que terá como convidado o juiz Marcos Mairton (Quixadá), poeta, cordelista e cantador e o médico Josué de Castro. O evento se realizará na sede da Casa, na 909/910 Norte, entre 18 e 22 horas. Na oportunidade será homenageado o jornalista e escritor cearense Luciano Barreira (Quixadá), nascido em Fortaleza-CE, 18/11/1926 e falecido em 20/08/2009, em Brasília, tendo sido o fundador e por mais de 20 anos diretor do Jornal Ceará em Brasília. A Casa do Ceará oferecerá aos participantes um coquetel com comidas e bebidas típicas, incluído no cardápio tapioquinha com carne do sol, caldos de jerimum e macaxeira, camarão empanado, vinho, uísque, cachaça do Ceará, refrigerante, água mineral, água de coco e cajuína e queijo de coalho com rapadura.

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d. Regina

Francisco Pedro de Oliveira Pedro Jorge de Castro

O cantor Beto Alencar tocará e cantará MPB do Ceará e forró. Foram convidados a participar do evento os escritores Adirson Vasconcelos (Santana de Acaraú), Celina Cavalcante (Fortaleza), ministro do STJ Cezar Rocha O grande homenageado (Fortaleza), Edmilson Caminha (Fortaleza), Estênio Campelo (Crateús), Francisco Albery Mariano (Santana do Acaraú), Francisco Pedro de Oliveira (Crato), Genivaldo Catão Torquato (Campina Grande/PB), Geraldo Ananias Pinheiro (Santana do Cariri), Inácio de Almeida (Baturité), João Luciano Barreira Bosco Bonfim (Novo Oriente), JB Serra e Gurgel (Acopiara), João Henrique Serra Azul (Fortaleza), João Vicente Feijão (Sobral) José Sampaio de Lacerda (Crato), José Maria Leitão (For-

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Rangel Cavacante

José Sampaio de Lacerda

taleza), José Peixoto Junior (Jardim), Jota Alcides (Caririaçu), Josué de Castro (Fortaleza), Luiz Martins (Nova Russas), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Maria Áurea Magalhães (Fortaleza), Moreira de Acopiara (Acopiara), ministro do STJ Napoleão Maia (Limoeiro do Norte), Osmar Alves de Melo (Sobral), Paes de Andrade (Mombaça), Pedro Jorge de Castro (Fortaleza), Rangel Cavalcante (Crateús), Regina Stela (Fortaleza),ministro aposentado do TCU Ubiratan Aguiar (Cedro), Valdir Ximenes (Fortaleza) e Vicente Landim de Macedo (Aurora). Os escritores cearenses poderão autografar e mostrar seus livros. Haverá espaços para autógrafos e exposição de livros. Alguns autores como Osmar Alves de Melo e J.B Serra e Gurgel já destinaram a receita da venda de seus livros às obras sociais da Casa do Ceará. Osmar venderá seu ultimo livro sobre a Corrupção no Brasil e J.B Serra e Gurgel o seu Dicionário de Gírias, com giras do Brasil, Portugal, Angola e Moçambique.

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