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Ceará em Brasília Jornal da Casa do Ceará

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Ano XXII - 230 - Agosto de 2011

Impresso Especial

9912205638/DR/BSB Casa do Ceará em Brasília

CORREIOS

DEVOLUÇÃO GARANTIDA

CORREIOS

Fotos: Antonio Carlos Vieira

Presidenta Dilma acionou terraplenagem da Siderúrgica do Pecém e inaugurou a quintuplicação da capacidade do Porto do Pecém. Leia mais na pág. 5

Leia nesta edição

Dilma e Cid inauguraram Policlínica de Pacajus e Polo do SAMU

Fotos: Queiroz Neto

Leia mais nesta edição, pág. 1 Editorial, pág. 2 Espaço Luciano Barreira, pág. 2 Expediente, pág. 2 Conversando com o Leitor, pág. 2 Samburá, Praça do Ferreira, pág. 3 Setor agropecuário fecha primeiro trimestre com alta de 26%, pág. 4 TJCE empossou a desembargadora Maria Iraneide Moura Silva, pág. 4 Anúncio de José Lírio Aguiar, pág. 4 Anúncio da Oboé, pág. 5 Documento - Zé Maria Moreira de Seu Campos, pág. 6 Ceará terá Pinacoteca para guardar 3.000 obras, pág. 6 Agricultura familiar terá R$ 1,3 bilhão do BNB na safra 2011/2012, pág. 6 Leituras I - artigo de JB. Serra e Gurgel, Manoel Edmilson Teixeira, um homem simples e de bem. pág. 7 Literatura - Gilmar Carvalho “Parabélum’’: Munição em abundância. pág. 7 Leituras II - artigo de Wilson Ibiapina Pra onde vamos? pag. 9 Leituras III - artigo de Luis Edgar de Andrade, Bruno Pedrosa, 60 anos, artista plástico, pág. 9 Anúncio da Marquise, pág. 9 Anúncio do Governo do Estado do Ceará, pág. 10 e 11 Leituras IV - artigo de Izolda Pedrosa, Juazeiro de Outrora, pág. 12 Duas em cada três brasileiras se dizem estressadas, diz pesquisa, pág. 12 Cearense é campeão mundial de jiujitsu em São Paulo, pág.12 Leituras V - artigo de Edmilson Camainha, Olavo Pimenta e a Boina de Fidel, pág. 12 Leituras VI - artigo de Lustosa da Costa, Gente assim torna o mundo melhor. pág. 13 Anúncio do Uniceub, pág. 13 Anúncio da Confere, da Confederal, pág. 14 Leituras VII - poesia de Ayrton Rocha, A Flor do Asfalto, pág. 15 Documento - A história do pirata português que alegrou Fortaleza, pág. 15 Obras do Roteiro da Fé, em Juazeiro, começam a ser licitadas, pág. 16 Grendene entre os RH’s mais admirados do Brasil 2011, pág. 16 Adece fez apresentação na FIEC, pág. 16 Anúncio da Nacional Gás. pag. 16 Grupo Marquise habilitado para ampliação do Pecém, pág. 17 Mais de 38 mil moradias em construção no 1º semestre, pág. 17 Prazo da refinaria é mantido no CE e adiado no Maranhão, pág. 17 Anúncio de Aguiar de Vasconcelos, pág. 17 Página da Mulher, pág. 18 Artigo de Regina Stela, Usar sem abusar, Receitas nordestinas testadas e aprovadas, de Raimunda Ceará Serra Azul e ONU cita Lei Maria da Penha como pioneira na defesa da mulher, pág. 18 Leituras VIII - Humor Negro e Branco Humor, pág. 19 Bom Preço (Walmart) se instala em Juazeiro do Norte marcando o centenário da cidade do Padre Cícero Anúncio do Beach Park, pág. 20

Com a presença da presidenta Dilma Rousseff, o governador Cid Gomes inaugurou em 11.08 a Policlínica Regional em Pacajus, na Região Metropolitana de Fortaleza, e o Polo 1 do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O ministro da saúde, Alexandre Padilha, e o secretário da Saúde do Estado, Arruda Bastos, participaram da solenidade. A Policlínica Regional em Pacajus, que amplia e facilita o acesso aos serviços de saúde para população de 244.747 habitantes de Cascavel, Chorozinho, Horizonte, Ocara, Pindoretama e Pacajus, municípios da Região Metropolitana, recebeu um investimento de R$ 7.100.000,00 do Tesouro do Estado. Desse total, R$ 4 milhões em obras e R$ 3.100,00 na aquisição de equipamentos.

BNB apresenta lucro de R$ 300,7 milhões no 1º semestre de 2011. Leia mais na pág. 8

Presidenta Dilma anunciou a criação da Universidade Federal do Cariri que será sediada em Juazeiro do Norte. Leia mais na pág. 20

Os cem anos de Juazeiro do Norte comemorados no Senado Federal. Leia mais na pág. 08


Espaço Luciano Barreira Considerações aleatórias

Edi t o r i a l

Teremos eleições na Casa do Ceará em Brasília no final de setembro para uma nova diretoria, com quatro anos de mandato. Novos tempos, novos desafios. A distância, parece coisa simples e facil. Quem está fora da Casa, imagina que é moleza dirigí-la, considerando principalmente o peso e a representatividade da colonia cearense em Brasília. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. É mais do que dificil. São quase 50 anos de histórias, de transformações, mudanças operadas no universo urbano da Capital. Todos lembram da Festa dos Estados! Havia um engajamento dos nativos de cada Estado para que a participação de seu Estado fosse a mais brilhante. A Festa acabou e ninguém fala mais nisso. E foi ontem. Todos sabem que todos os Estados tiveram chance e oportunidade de ter a sua Casa em Brasília. Nenhum se empolgou, nem gauchos, mineiros, bahianos, piauienses e goianos, que compõem a massa da população local. Só dois estados, continuam com suas casas, nós e o Maranhão. O problema que Brasília hoje tem uma expressiva população local aqui nascida, com luz própria. Talvez a metade ou mais do que isso. Aos poucos, vai diminuindo a presença ativa das populações pioneiras. Os próprios “pioneiros” estão se apagando lentamente. Portanto, a eleição terá relevancia para a 1ª geração dos cearenses etalvez um pouco da 2ª geração. Já a terceira tende a cortaro umbigo com o Ceará. As nossas responsabilidades crescem com o futuro desta Casa que daqui a dois anos fará 50 anos. Pretendemos fazer uma nova Casa para mais 50 anos. Haja coragem e determinação. É preciso gostar muito do Ceará para ficar falando nele aqui neste espaço. Inacio de Almeida (Baturité), diretor

Expediente

Fundada em 15 de outubro de 1963 Fundadores – Chrysantho Moreira da Rocha (Fortaleza) e Álvaro Lins Cavalcante (Pedra Branca) Diretoria Presidente - Fernando César Moreira Mesquita (Fortaleza): Luiz Gonzaga de Assis (Limoeiro do Norte), 1º vice; Nasion de Melo Ferreira (Fortaleza), 2º vice; Osmar Alves de Melo (Iguatú), Administração e Finança; José Sampaio de Lacerda Junior (Fortaleza), Planejamento e Orçamento; Regina Stela Stuart Quintas (Fortaleza), Educação e Cultura; Francisco Machado da Silva (Pedra Branca), Saúde; JB Serra e Gurgel (Acopiara), Comunicação Social, Angela Maria Barbosa Parente (Fortaleza), Obras, Maria Áurea Assunção Magalhães (Fortaleza), Promoção Social, e João Rodrigues Neto (Independência), Jurídico. Conselho Fiscal Membros efetivos: José Ribamar Oliveira Madeira (Uruburetama), Evandro Pedro Pinto (Fortaleza) e José Carlos Carvalho ( Itapipoca); Membros suplentes: Ciro Barreira Furtado (Baturité), José Colombo de Souza Filho (Fortaleza) e José Aldemir Holanda (Baixio). Jornal da Casa do Ceará Fundador e Editor Emérito - Luciano Barreira (Quixadá) Conselho Editorial Ary Cunha (Fortaleza), Carlos Pontes (Nova Russas), Edmilson Caminha (Fortaleza), Egidio Serpa (Fortaleza), Frota Neto (Ipueiras), Geraldo Vasconcelos (Tianguá), Gervásio de Paula (Fortaleza), Haroldo Hollanda (Fortaleza), Jorge Cartaxo (Crato), J. Alcides (Juazeiro do Norte), José Jézer de Oliveira (Crato), Lustosa da Costa (Sobral), Marcondes Sampaio (Uruburetama), Milano Lopes (Fortaleza), Narcélio Lima Verde (Fortaleza), Orlando Mota (Fortaleza), Paulo Cabral Jr. (Fortaleza), Raimunda Ceará Serra Azul (Uruburetama), Roberto Aurélio Lustosa da Costa (Sobral) e Tarcisio Hollanda (Fortaleza). Diretor Inacio de Almeida (Baturité) Editores JB Serra e Gurgel (Acopiara) e Wilson Ibiapina (Ibiapina) Gurgel@cruiser.com.br / wilsonibiapina@globo.com Editoração Eletrônica Casa do Ceará Distribuição Antonia Lúcia Guimarães Circulação O jornal não se responsabiliza por textos assinados. Banco de dados com apoio da ANASPS - Brasília – DF SGAN Quadra 910 Conjunto F - Asa Norte | Brasília-DF CEP 70.790-100 | Fone: 3533 3800 casadoCeará@casadoCeará.org.br / www.casadoCeará.org.br

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O amor não é aquilo que te pega de surpresa e te deixa totalmente sem ar. O nome disso é asma. O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor não torna as pessoas mais bonitas. O nome disso é álcool! Se beber fosse pecado, Jesus teria transformado água em Fanta Uva! Se você não quer ouvir reclamações, trabalhe no SAC de alguma empresa fabricante de paraquedas... Todo mundo comete erros. O truque é cometê-los quando ninguém está olhando. Leio a Playboy pela mesma razão que leio a National Geographic: gosto de ver fotografias de lugares que sei que nunca irei visitar. Dizem que a bebida resolve todos os problemas. Pra mim ainda não resolveu, mas eu sou brasileiro e não desisto nunca! As melhores crianças do mundo são as japonesas. Estão a 20 mil quilômetros de distância e quando estão acordadas eu estou dormindo. Se acupuntura adiantasse, porco-espinho viveria para sempre. Calorias são pequenos vermes inescrupulosos que vivem nos guarda-roupas, e que à noite ficam costurando e apertando as roupas das pessoas. Se você se lembra de quantas bebeu ontem, então você não bebeu o bastante. Quando sua mulher fica grávida, todos alisam a barriga dela e dizem “parabéns”. Mas ninguém apalpa seu saco e diz “bom trabalho”.

Urologista é o cara que olha o seu pinto com desprezo, pega-o com nojo e cobra como se o tivesse chupado. Cerveja sem álcool é igual a travesti: a aparência é igual, mas o conteúdo é bem diferente! Se vegetarianos amam tanto assim os animais, por que eles comem toda a comida dos pobrezinhos?

Conto milenar japonês: Em uma planície, viviam um Urubu e um Pavão. Certo dia, o Pavão refletiu: - Sou a ave mais bonita do mundo animal, tenho uma plumagem colorida e exuberante, porém nem voar eu posso, de modo a mostrar minha beleza. Feliz é o Urubu que é livre para voar para onde o vento o levar. O Urubu, por sua vez, também refletia no alto de uma árvore: - Que infeliz ave sou eu, a mais feia de todo o reino animal e ainda tenho que voar e ser visto por todos, quem me dera ser belo e vistoso tal qual aquele Pavão. Foi quando ambas as aves tiveram uma brilhante idéia em comum e se juntaram para discorrer sobre ela: um cruzamento entre eles seria ótimo para ambos, gerando um descendente que voasse como o Urubu e tivesse a graciosidade de um Pavão. Então cruzaram... e daí nasceu o Peru: QUE É FEIO PRA CACETE E NÃO VOA! Moral da história: Se a coisa tá ruim, não inventa!!! Gambiarra só dá encrenca!!!

Conversando com o Leitor + Recebemos e agradecemos o Binóculo, edição nº 115, de julho, com artigos de Dias da Silva, Dimas Macedo e Batista de Lima, sobe “Adolfo Caminha e o rancor do leitor”

+ Recebemos e agradecemos o Jornal da UFC, n 38, de Maio/Junho, informando que a Reitoria sediará o Memorial da UFC e que exposições, homenagens e oficinas marcaram os 50 anos do Museu de Arte da Universidade Federal do Ceará-MAUAC. O Jornal tem a Coordenação de Paulo Mamede e Assessoria de Italo Gurgel. A edição de Simone Faustino e Cristiane Pimentel. + O embaixador Rubem Amaral Junior falou sobre “Emblemática: emblemas e divisas/empresas”, na Associação Nacional de Escritores. OP embaixador que serviu em Tegucigalpa e Belgrado tem vários livros públicos inclusiva “Emblemática Lusitana e os emblemas de Vasco Mousinho de Castelbranco. + O nosso site registrou 3.449 visitas de 11 países e 62 cidades brasileiras auditadas no mês de julho, o que nos alegra. Somos acompanhados pelos cearenses nos quatro cantos do mundo. + Entre os países estão França, Itália, Portugal, Alemanha, Japão, Holanda, Estados Unidos,Argentina e Reino Unido. + Entre as cidades: Brasília, Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Caucaia, Recife, Goiânia e Salvador.

veja o site do projeto Brasília 50 anos do Ceará: www.brasilia50anosdeceara.com.br

+ As páginas mais visitadas são das de Notícias, Cursos Profissionalizantes, Políclínica, Odontoclínica, vídeos e blogs. Agradecemos e neste mês de agosto bateremos 110 visitas. + A Banda de Música Padre Pio, de Jucás, fez 100 anos em 2010 e quer se apresentar em Brasília, depois de ter se exibido no Teatro Joé de Alencar, em Fortaleza, onde gravou DVD, Bertioga/SP, Ibirapuera e Praça da Sé, em São Paulo/SP. Se tiver quem patrocine, estaremos festejando. + Agradecemos o interesse de Ivani Laura e Luciane Monteiro com a festa junina da Casa do Ceará, que não se realizou este ano + Sr.José Adonias Leite Araujo reclama que o cearense de Fortaleza, dr. Joaquim Costa Barros Neto, que foi secretário de Sáude do DF, não apareceu na lista dos 150 cearenses homenageados no livro “Brasília: 50 anos de Ceara”. Pedimos ao sr. José Adonias para nos ajudar a encontrar o sr. Joaquim em Brasília. Entrará certamente no livro dos 50 anos da Casa do Ceará. + Agradecemos ao desembargador Váldsen da Silva Alves Pereira, do TJCE, que nos enviou oficio, depois de ler a edição de junho do Ceará em Brasília, parabenizando “pela elevada qualidade da publicação, bem como pelo conteúodo de seus artigos, matérias e fotografias”.

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SAMBURÁ - Praça do Ferreira Moreira de Acopiara J Manoel Moreira Junior, que adotou o nome de Moreira de Acopiara, faz sucesso como cordelista e vai se consagrando como nome nacional, a partir de Diadema, em São Paulo onde reside. Moreira acaba de lançar “Sertão é meu Lugar”, sua última criação em cordel, em belíssima edição pela Duna Dueto, que lançara anteriormente “Cordek em artes e versos”. Moreira em 12.08, recebeu o título de “Cidadão Diademense” proposto pelo vereador Célio Lucas de Almeida, Célio Boi. Uma homenagem ao seu talento. Desde 2004, é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Promoção Promovido a General de Brigada em julho o Cearense de Fortaleza Coronel Ubiratan Poty, escolhido pelo alto comando do Exército e já designado para o comando de uma brigada de selva. Promovido Na última leva de promoções mais um cearense chegou a embaixador Francisco Mauro Brasil de Holanda (Fortaleza) que se juntou ao grupo formado por Ruy Nogueira (Rio de Janeiro), José Marcus Vinicius de Souza (Fortaleza), Maria Edileuza Fontenele Reis (Viçosa), George Monteiro Prata (Fortaleza), Gonçalo de Barros Carvalho e Mello Mourão (IPU), Miguel Jr. França de Magalhães (Fortaleza), Ana Lucy Gentil Cabral Petersen (Fortaleza) e Claudio Frederico de Matos Arruda (Fortaleza). Mauro é chefe do Departamento da Asia. Promovida A diplomata Ivana Marilia Mattos Dias Serra e Gurgel, nascida em Niteroi, filha do jornalista JB Serra e Gurgel (Acopiara), foi promovida a Conselheira. O irmão do seu trisavô, José Gurgel do Amaral Valente (Aracati), foi o último embaixador do Brasil em Washington, no Império e o primeiro na República. Gurgel serviu duas vezes em Washington; Definição Recebemos do Newton Pedrosa: “Um sujeito encontrou-se com um matuto e perguntou: “Ta aperriado, senhor?” O matuto deslanchou: “Doutô, o senhor sabe o qui é um sujeito aperriado? Vou lhe dizer: Aperriado é o sujeito montado numa burra preta,de noite,a mulher na garupa do cavalo, o menino na lua da cela, uma mão segurando um guarda-chuva e uma lamparina, a outra segurando a rédea, chovendo, ele querendo abri a cancela e a burra espantada puxando prá frente e prá trás...” No trigo e no biscoito Luís Eugênio Pontes, presidente do Sindicato da Indústrias de Trigo do Ceará, Pará, Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte e Paraíba, foi ontem, oficialmente declarado - e empossado - presidente do Sindicato da Indústria de Massas e Biscoitos do Ceará. Acumulará a presidência das duas entidades. Haverá uma solenidade já marcada para a próxima segunda-feira, na Fiec. Eugênio Pontes é diretor de moinhos do Grupo M. Dias Branco.

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Reitora da URCA A professora Otonite Cortez foi empossada reitora da Urca. Foto - Elizângela Santos Antônia Otonite de Oliveira Cortez foi eleita (Urca), com 61,48% dos votos da comunidade acadêmica, juntamente com o vice-reitor, Patrício Melo, ex-coordenador do Geopark Araripe.Ela afirma que terá como uma de suas prioridades o fortalecimento da instituição, com a implementação de novos cursos de mestrado, doutorado e graduação. Revalidação de Medicina O Centro de Ciências da Saúde da Universidade Estadual do Ceará (Uece) divulga o resultado das inscrições deferidas, indeferidas e em diligência da Chamada Pública de Revalidação de Diploma de Graduação em Medicina. Aa Uece recebeu 198 inscrições para revalidação de diploma de graduação em Medicina expedidas por Instituições de Ensino Superior Estrangeiras. Este é o inicio de uma ação política e não acadêmica. Há 10 mil brasileiros estudando no exterior. Grupo M. Dias Branco A Receita Líquida do gruipo M. Dias Branco cresceu 21,6% no 2º trimestre de 2011, em relação a 2T10 (de R$ 594,0 milhões para R$ 722,3 milhões). No 1S11 a receita líquida foi de R$ 1.369,5 milhões, apresentando um crescimento de 18,5% em relação aos R$ 1.156,0 milhões verificados no 1S10. Sem os efeitos da Pilar, o crescimento da Receita Líquida atingiu 17,9% no 2T11 e 16,6% no 1S11. Acopiara Assumiu a paróquia de Acopiara, depois de 51 anos de presença do padre Crisares Sampaio Couto (Jardim), o padre João Batista Moreira Gonçalves (Cedro), filho do casal Américo Gonçalves (Acopiara) e Maria de Fátima Moreira (Cedro). Padre Crisares foi o homenageado da ONG Raizes na Festa dos Filhos e Amigos de Acopiara. Ele continua instalado na Casa Paroquial. O padre João Batista assumiu todos os poderes da Igreja, por ordem do bispo de Iguatu, dom João da Costa, ativou as pastorais e aguarda a recuperação da praça da Matriz prometida pelo prefeito Antonio Almeida. Paco em São Luiz A jornalista cearense Maria Inês Saboia morava em São Luiz, onde escrevia em jornais. Um dia, convidou o colunista Lúcio Brasileiro, conhecido também como Paco, para ser júri na escolha de Miss Maranhão. Lúcio achou as candidatas feias. E feia por feia, resolveu apoiar a mais feia delas, que era protegida da Maria Inês. Conchavou com outros membros do júri, Ele conta no livro “500 Contos” que trabalhou as juradas que estavam ao lado dele na mesa. Não deu outra. Mas ele diz que não esperou pelo resultado: “já estava na calçada quando ouviu a maior vaia. No dia seguinte, a notícia estampada no jornal: “Jornalista cearense acaba com Miss Maranhão”.

Comenda do Trabalho para Eunício O senador Eunício Oliveira(PMDB-CE) recebeu em 11.08 a Comenda da Ordem do Mérito do Judiciário do Trabalho, no grau Grande Oficial. A solenidade realizada na área externa do Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.Na ocasião Eunício citou as ações realizadas na CCJ do Senado e que para ampliação da Justiça do Trabalho como a criação de cargos de juiz do trabalho, varas do trabalho e alteração da composição de TRTs em vários estados do País. No Ceará foram criadas seis novas varas da Justiça do Trabalho, sendo quatro em Fortaleza, uma em Maracanaú e outra em Canindé. 75 anos do jornal O Estado O deputado federal Genecias Noronha (PMDB/ CE) apresentou na Câmara dos Deputados moção de congratulação em comemoração aos 75 anos do jornal O Estado do Ceará. Segundo o deputado, o jornal que começou em 1936 por força de um grupo político enfrentou os difíceis tempos da ditadura lutando incessantemente pela liberdade de imprensa, e o embargo econômico feito pelo governo que iniciou em 1986 e terminou 20 anos depois.“O jornal sofreu uma revolução nos últimos anos, aumentando a equipe, o número de assinantes e a sua circulação, além de um investimento pesado na compra de novos equipamentos”, disse. Profisco O Secretário da Fazenda, Mauro Filho, recebeu missão do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) acompanha a execução do Programa de Modernização Fiscal dos Estados (Profisco). O Ceará, primeiro estado do Brasil a ter contrato assinado com o BID para o Profisco, obteve empréstimo de R$ 77 milhões para atualização do parque tecnológico da Sefaz e modernização dos processos fazendários. Na segunda etapa do Profisco, que deverá ser executada pela Sefaz em 2012, mais R$ 83 milhões devem ser disponibilizados. Nacional Gás Escreveu Egidio Serpa: “Festa na Nacional Gás, empresa do Grupo Edson Queiroz, que foi uma das ganhadoras do 10º Prêmio Marketing Best Sustentabilidade, da Editora Referência e Media Marketing School.O projeto premiado da Nacional Gás foi o Caminhos da Arte, com o qual a empresa celebrou seus 60 anos, levando 10 mil alunos de escolas públicas dos 184 municípios do Ceará às exposições de arte e história da Universidade de Fortaleza (Unifor).” Medalha Virgílio Távora O Ministro dos Portos, Leônidas Cristino (Sobral), recebeu em 19.08 em Fortaleza, a medalha Mérito Portuário Virgílio Távora, na Praça do Porto de Fortaleza, no Mucuripe. A condecoração foi instituída em 2009, para agraciar personalidades, entidades e organizações nacionais ou estrangeiras que contribuíram para a valorização institucional da Companhia Docas do Ceará (CDC.

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Setor agropecuário fecha primeiro trimestre com alta de 26% A agropecuária do Ceará, em 2010, apresentou tímido desempenho, consequência direta das condições meteorológicas inadequadas para as culturas agrícolas e pecuárias. No entanto, em 2011 o setor deve reverter o baixo resultado do ano passado. Tal expectativa já foi sinalizada pelo Produto Interno Bruto (PIB) verificado no primeiro trimestre deste ano, que já mostra uma variação positiva de 26% sobre igual período de 2010, conforme os dados do PIB recentemente divulgados pelo Instituto de Pesquisa e estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) Governo do Estado. As expectativas e análise do setor no Ceará são alvos da mais nova edição, a de número 11, do Ipece/Informe, que tem como tema Agronegócio Cearense: Um Balanço de 2010 e Desempenho no 1º Trimestre de 2011. O trabalho revela, por exemplo, que o resultado do setor no ano passado foi inferior ao que foi verificado em 2009, mas reafirma as boas perspectivas para o ano de 2011. O estudo completo – inclusive com quadros e tabelas - já está disponível e pode ser acessado na página www.ipece.ce.gov.br. Os resultados da safra de grãos apresentaram uma significativa queda em relação ao ano de 2009 em função do quadro meteorológico observado em 2010 A produção total de grãos em 2010 foi de 336,7 mil toneladas, enquanto que em 2009 a produção foi de 781 mil toneladas.

A produção de frutas no Ceará vem ganhando notoriedade a cada ano, passando a ser um setor importante para o agronegócio e para a economia do Estado. Em 2010 a produção de frutas apresentou um crescimento de 0,66% em relação a 2009, alcançando um volume de 1.061.305 toneladas, excluindo abacaxi e coco-da-baía que são medidos em mil frutos. A banana, com 445.169 toneladas, apresentou a maior participação na produção de frutas em 2010, representando 41,9%. Em seguida vem o maracujá, cuja produção representa 15,1% da produção de frutas, e o melão com 14,4%. Em 2010, os maiores crescimentos na produção de frutas foram observados para a uva e a graviola, com 124,4% e 69,0%, respectivamente. O número de bovinos abatidos no Ceará, em 2010, chegou a 323.325 cabeças, que corresponde a um crescimento de 2,8% em relação ao ano anterior, A quantidade de leite cru, resfriado ou não, adquirido, no Ceará, segundo a Pesquisa Trimestral do Leite, do IBGE, apresentou um crescimento de 9,1% em relação a 2009, O agronegócio do Ceará em 2010 atingiu a cifra de US$ 445.841.390, representando um crescimento de 9,3% em relação a 2009, e uma participação de 35,1% no total de exportações do Ceará. A Castanha de Caju apresentou a maior participação, com 40,8% das exportações do setor, sendo seguida pelas exportações de Melões Frescos, que participa com 16,7% e Outras Lagostas Congeladas Exceto as Inteiras, 13,2%.

TJCE empossou a desembargadora Maria Iraneide Moura Silva

O Pleno do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) empossou a juíza Maria Iraneide Moura Silva como desembargadora. A magistrada, do 16º Juizado Especial Cível e Criminal (JECC) de Fortaleza, foi eleita no dia 28 de abril deste ano, pelo critério de merecimento. Ela assumiu na vaga decorrente da aposentadoria, em janeiro de 2011, do desembargador Celso Albuquerque Macedo. A solenidade de posse será dirigida pelo desembargador José Arísio Lopes da Costa, presidente do TJCE. Também participaram da solenidade o ministro aposentado do STJ, Vicente Leal; o diretor do Fórum Clóvis Beviláqua, juiz José Krentel Ferreira Filho; o procurador geral adjunto do Estado, José Leite Jucá Filho; a procuradora de Justiça Ozenilda Maria Fernandes de Oliveira; o secretário adjunto da Ordem dos Advogados do Brasil - Secção Ceará (OAB-CE), Ricardo Bacelar, entre outros. Maria Iraneide Moura Silva é natural de Sobral. Ela ingressou na magistratura em setembro de 1986, assumindo a Vara Única da Comarca de Pereiro. Em junho de 1991, foi removida para Coreaú, passando posteriormente pelas Comarcas de Independência, Pentecoste e Baturité. Em março de 1996, foi promovida para o 15º Juizado Especial Cível e Criminal (JECC), sendo removida, em outubro de 1998, para o 16º JECC.

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Presidenta Dilma acionou terraplenagem da Siderúrgica do Pecém e inaugurou a quintuplicação da capacidade do Porto do Pecém Apresidenta Dilma Rousseff, o governador Cid Gomes e os representantes das empresas acionistas Vale, Dongkuk e Posco iniciaram em 11.08 os trabalhos de terraplenagem da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). Esse momento é definido como histórico por concretizar uma obra estruturante considerada fundamental para o desenvolvimento econômico do Estado e que é esperado há vários anos. O abastecimento de água para o empreendimento será garantido com a conclusão do trecho V do Eixão das Águas, que está em ritmo final. A partir da CSP, que tem investimento de US$ 4,2 bilhões, será possível impulsionar o Estado para um novo patamar de desenvolvimento, permitindo maior competitividade. Além disso, a Siderúrgica também irá promover aumento da arrecadação de impostos e tributos que geram ampliação e melhoria nas ofertas de serviço público. A geração de emprego e renda é um dos pontos fortes da empresa. Serão gerados 23 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção da usina e 14 mil durante sua operação. Sua prioridade é utilizar o máximo de mão-de-obra local, de forma a contribuir para o crescimento e desenvolvimento da região. As questões ambientais são uma prioridade. Cerca de 25% dos investimentos, aproximadamente R$ 2 bilhões, serão aplicados em equipamentos modernos e de alta eficiência para controle e monitoramento das emissões atmosféricas, descarte de efluentes e gerenciamento de resíduos. Resultado da parceria entre a brasileira Vale e as corea-

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nas Dongkuk e Posco, a CSP – Companhia Siderúrgica do Pecém é a primeira usina siderúrgica integrada do Nordeste do Brasil. A CSP vai impulsionar o crescimento econômico do Ceará e em sua primeira fase de operação, irá produzir 3 milhões de toneladas de placas de aço por ano. As placas de aço que serão produzidas pela CSP terão alta qualidade metalúrgica, pois serão feitas com tecnologia e padrão de excelência mundial. Vendidas no mercado internacional, vão contribuir para o aumento e reposicionamento das exportações do Brasil. Ampliada capacidade do Porto de Pecém Em 11.08, a presidenta Dilma Rousseff e o governador Cid Gomes também inauguram, o Terminal de Múltiplas Utilidades do Porto do Pecém (TMUT)que vai quintuplicar sua capacidade na movimentação de contêineres passando das atuais 150 mil contêineres/ano para 750 mil unidades por ano. O TMUT consolidará ainda mais a posição do Porto do Pecém que já é o primeiro em exportação de frutas frescas, calçados e o terceiro em minérios. Ao todo, foram investidos R$ 414 milhões, sendo gerados 800 empregos diretos.

As obras do Terminal incluíram serviços de ampliação da ponte em 348 metros e do quebra-mar em mais mil metros. Dentro da obra, ainda entrarão em operação dois berços de 350 metros cada, que fazem parte do cais do TMUT. Esses dois berços contarão com 87 mil metros quadrados de retro área para estoque de contêineres e plugagem de contêineres refrigerados. Nessa ampliação, o porto, localizado em São Gonçalo do Amarante, disponibilizará mais 420 tomadas para os contêineres, destinados à movimentação de frutas e alimentos perecíveis, totalizando 1.300 tomadas no somatório com as atuais 888. 6 km de correia transportadora no Porto do Pecém O Sistema de Correias Transportadoras (CT) do Porto do Pecém foi igualmente inaugurado pela presidenta Dilma Rousseff e pelo governador Cid Gomes., em 11.08 Localizado no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp), a estrutura acarreta praticidade operacional, modernidade e altas taxas no transporte de granéis sólidos e, efetivamente, um potencial acréscimo nas infraestruturas e equipamentos instalados no Cipp. Com seis quilômetros de extensão e capacidade para movimentar 2.400 toneladas por hora, o sistema de correias transportadoras equivale a 200 caminhões/hora (12 toneladas cada) carregados com minérios. O sistema é composto por três tramos, sendo um transportador convencional (interligado no píer 1 aos descarregadores de navios GSU e CSU), dois transportadores tubulares, com tecnologia alemã e fabricação totalmente nacional.

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Zé Maria Moreira de Seu Campos

O escritor Waldy Sombra lança amanhã um competente retrato falado de seu contemporâneo, o contista Moreira Campos, para o autor, um mestre nas artes de escrever e de fazer amigos O “magricela”, como fora carinhosamente apelidado por Rachel de Queiroz, já nascera assim, fino, anguloso. Muito quieto, “matutão”; com os amigos, risonho, amante de anedotas; fumante inveterado, interrompia as aulas na Universidade Federal do Ceará (UFC) para a hora do cigarro. Seu fusquinha inconfundível se destacava no estacionamento do campus. E o que se sabe sobre Moreira Campos vai assim se construindo, em pedaços de histórias contadas por amigos, familiares e alunos. A partir de agora, contudo, não será mais necessário recorrer apenas às lembranças destes. Em “Moreira Campos, professor de histórias e de amizade”, livro de Waldy Sombra que será lançado amanhã, a vida e a obra do escritor estão muito bem registradas.

Períodos Sombra passeia com maestria pelas fases do contista, representadas por seus nomes. Na infância, foi Zé de Seu Campos, numa alusão ao Campos pai, português “forte e vermelho”; José Maria, na juventude, morando na cidade grande com a ajuda do primo Jáder de Carvalho; e, finalmente, Moreira Campos, assinatura que veio com a publicação de “Vidas Marginais” (1949), o primeiro de seus 11 livros. O nome fora adotado por sugestão de Joel Linhares, que lhe deu o exemplo de “Eça de Queirós, que também tinha por nome de batismo José Maria, e Machado de Assis, o de Joaquim Maria” - como Moreira mesmo explicou em crônica escrita nos anos 90. Quando novo, acompanhava o pai comerciante em viagens à Capital, posto em calças de brim bem passadas e gravatinhas. Ali, enquanto o pai transpirava para fazê-lo ingressar no comércio, Zé queria saber de Greta Garbo, John Gilbert e outros heróis dos cinemas, com os quais se encantou tanto que, se pudesse, teria sido cineasta. Waldy Sombra nos leva sem receios a sentar no chão da sala da família Campos, em Lavras da Mangabeira, para ouvir a matriarca D. Adélia, que descansava seus reumatismos na alva rede, entreter os meninos com suas histórias: imagens de vagões cruzando montes (café-com-pão, café-com-pão, bolacha não...), com chaminés cujas fumaças mais pareciam a cabeleira de um fantasma, e mulheres aparecendo no meio da noite para assombrar o maquinista. Igualmente sem receios o autor desta biografia mete-se em nossas próprias lembranças. Quermesses, festas da padroeira, namoro no banco da praça, mergulho nas águas sangradas de um açude, senhores debatendo na calçada da farmácia... Levando-nos a uma identificação extravagante com a infância de Moreira. E tão logo se passam 50 páginas, assim sem notar. E de que interessam tantos detalhes de um cotidiano tão comum? Simples: como disse o escritor Caio Por-

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fírio Carneiro, autor do prefácio, a contemplação da vida de Moreira Campos é, ao mesmo tempo, a compreensão das entrelinhas de sua obra, já que “foi ele essencialmente um escritor dessa classe média de sofrimentos não revelados e que afloram do dia a dia vivido”. A Fortaleza dos anos 30 foi descoberta não sem sofrimentos, na juventude de seus 16 anos. Pai e mãe se iam mal de saúde e a tal donzela alva e eterna explorada em seus contos logo habitaria sua própria casa: o pai se foi aos 44 anos, a mãe aos 38. Àquela época já estava José Maria apaixonado por Fortaleza e logo depois por Zezé, a companheira incondicional, conquistada com um soneto guardado na gaveta da mesa de trabalho, em 1935. Casaram-se dois anos depois. Encontros Com a literatura, se casaria dali a alguns anos. Em 1944, uma excelente passagem do livro, narrada pelo próprio Moreira Campos, marca uma invejável relação de afeto que se construiu entre ele e Graciliano Ramos. José Maria, em viagem ao Rio de Janeiro, encheu-se de coragem para adentrar a Livraria José Olympio, reduto dos grandes nomes da literatura da época, onde Graciliano guardava cadeira e mesa cativas. De Graciliano, Moreira não queria dinheiro para publicação ou coisa que o valha - o julgamento bastava. E o recebeu. Ali, em meio a José Lins do Rêgo, Rubem Braga e outros que chegavam, Graciliano comentou: “Veja como o estilo dele é dinâmico”. E, em outro dia, tendo lido todo o livro, disse-lhe: “Li e gostei deveras”. Graciliano e D. Eloísa, sua esposa, se encantaram com o cearense tímido, matuto, e contador de causos. Para além da biografia, “Moreira Campos, professor de histórias e de amizade” resguarda os bastidores do afeto existente entre o contista e seus contemporâneos, registrado em diálogos e fragmentos de cartas. Rachel de Queiroz, Guimarães Rosa, Eduardo Campos, João Clímaco, Artur Eduardo Benevides. E não apenas entre eles, mas ainda o laço familiar que uniria de modo tão estreito pai e filha. Natércia Campos, também escritora, seguiu-lhe os passos com semelhança pungente. Essa presença de ambos, Sombra relata numa lembrança poética de tão simples: “Sabe qual era a paixão da Natércia? Ninho de pássaros. Tinha vários na casa dela, era assim ó...” (e demonstrava a distância com a mão) “Engraçado. A filha apaixonada por pássaros e o pai, por corujas!”. Depois de tal leitura, repleta de imagens, episódios e datas, restou a mim desejar aos escritores ainda vivos saúde e talento para que um dia, também enveredem, a exemplo de Seu Waldy, pela experiência de guardar em livros a memória afetuosa de seus próprios contemporâneos. (Quem sabe eu mesma não o faça um dia). Mayara De Araújo, Repórter do Diário do Nordeste

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Ceará terá Pinacoteca para guardar 3.000 obras A Secretaria da Cultura do Ceará realiza apresentou o projeto da Pinacoteca do Estado do Ceará ao Fórum Cearense das Artes Visuais e o Fórum Cearense da Fotografia. O secretário da Cultura, Professor Pinheiro, disse que atualmente o acervo de três mil obras, incluindo o maior acervo de Antonio Bandeira, pertencentes ao Estado, bem como obras que estão sendo adquiridas, estão acondicionadas na Reserva Técnica do Museu de Arte Contemporânea do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, que a rigor não dispõe de instalações capazes de abrigar tantas obras, mantendo-as em boas condições. De acordo com o coordenador das Artes Visuais da Secretaria da Cultura do Ceará, e responsável pelo projeto, Carlos Macêdo, a Pinacoteca deverá ocupar os antigos armazéns de ferro da estação ferroviária, na antiga Praça da Estação, que já foram solicitados pelo Estado junto ao Patrimônio da União. O projeto inclui ainda salas de exposição permanentes, salas de exposição temporárias, auditório com no mínimo 180 lugares, salão para coquetéis de aberturas das exposições, unidades de formação, unidade de fotografia e novas mídias entre tantas outros. Tudo isso totalizará uma área de aproximadamente 15.000m² de espaço físico destinado as artes e a cultura. Segue a lógica da sustentabilidade e da acessibilidade. Faz parte do projeto global, todos os itens relevantes que permitem o exercício pleno da cidadania cultural, como por exemplo, textos em braile, sinalização de solo e elevadores para cadeirantes.

Agricultura familiar terá R$ 1,3 bilhão do BNB na safra 2011/2012 O Banco do Nordeste terá R$ 1,3 bilhão para atender demandas de investimento, custeio e comercialização de produtos agrícolas em sua área de atuação, no âmbito do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012. O programa prevê recursos da ordem de R$ 16 bilhões para agricultores familiares de todo o País. De acordo com o gerente do Ambiente do Pronaf e Crédito Fundiário do BNB, Manoel Evangelista Neto, a expectativa é que o Banco, a exemplo da safra 2010/2011, supere sua meta de contratações. No período, a agricultura familiar do Ceará recebeu do Banco do Nordeste R$ 230 milhões, em mais de 60 mil operações de crédito. Uma das novidades do Plano Safra da Agricultura Familiar 2011/2012 é a redução da taxa de juros, que chegava até 5% a.a, para, no máximo, 2% a.a, em operações com valores entre R$ 10 mil e R$ 130 mil. Contratos inferiores a R$ 10 mil terão juros ainda menores, de 1% a.a, com prazo máximo de pagamento de até 10 anos. Outra mudança é a elevação do teto de financiamento do Pronaf B, operacionalizado pelo programa de microcrédito orientado do BNB, Agroamigo. Para esses financiamentos, voltados para agricultores com renda de até R$ 6 mil anuais, o limite passa de R$ 2 mil para R$ 2,5 mil por operação. O Banco do Nordeste é o maior repassador de recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) em sua área de atuação, que abrange a região Nordeste e norte do Espírito Santo e Minas Gerais.

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Leituras I

Manoel Edmilson Teixeira Um homem simples e de bem JB Serra e Gurgel (*) Manoel Edmilson Teixeira nasceu em Bom Sucesso, perto do Trussu, distrito de Acopiara. Simples, aliás mais simplório do que simples, de bem, vencedor, pois chegou ao objetivo mais alto que um homem humilde poderia alcançar, com esforço e competência, vereador (1962-1966), vice prefeito de Jairo Alves (1966-1970) e prefeito (1970-1974). Acopiara estava à sua altura, nem mais acima nem mais abaixo. Tempos bicudos, não pelos “anos de chumbo” que a esquerda proclama e exalta, mas pelos “anos de abandono e miséria” que nos apequena neste mundo de Deus. Seja, Edmilson teve no seu tempo o reconhecimento e apoio dos seus pares. Filho de Francisco Teixeira de Carvalho e Maria Elsa Mendonça de Oliveira, ambos descendentes, segundo sua irmã, Rivanda Teixeira,(a memória viva de Acopiara) “dentre as 70 famílias portuguesas nobres e importantes da época do descobrimento do Brasil, que dom Manoel enviou nas caravelas de Cabral para a Terra de Vera Cruz. Vieram sete irmãos que se casaram com sete índias se espalharam pelo Brasil”. A família Teixeira de Carvalho fixou residência no Icó e ganhou o apelido de “canela preta”. Poucos cearenses sabem que um dia Icó foi capital do Ceará. Não é a ignorância que atrapalha o progresso é acultura e o subdesenvolvimento, falta de capital e tecnologia! A família Mendonça de Oliveira fez morada em Iguatu, depois alguns membros mudaram para outras regiões. Não eram bobos. Manoel Edmilson Teixeira nasceu em 01/09/1922, no ano que a cultura do Brasil mudou por inteiro, com a Semana de Arte Moderna, que contribuiu para a que a Revolução de 30 despertasse o país para um novo mundo. O surto de progresso de dom Pedro II fora estancado por uma República de reacionários, oligarcas, ignorantes e atrasados. Seus irmãos: Franciné.Edilson, Edval, Eunice (in memoriam), Elita Zeneide, José Teixeira, Rivanda e Francineide. Todos nasceram no sitio da família Belo Horizonte, com parteira, sem luz elétrica, escola, telecomunicações, estradas. Pularam todas as barreiras das doenças endêmicas e epidêmicas, secas, chuva, sol, poeira, calor, trovão, da farta escassez de bens de consumo duráveis, se criaram e se fizeram pessoas de bem com a vida. Edmilson iniciou seus estudos em Bom Sucesso, ajudou o pai na roça, e ainda jovem, foi convidado por seu tio, João Mendonça, a trabalhar em sua loja em Acopiara.Gostou, ganhou algum dinheiro, fez sociedade com Joaquim Raimundo para a compra de algodão, peles silvestres (teús principalmente), ovinos, caprinos, bovinos. Casou-se com Maria Auristela Gurgel Teixeira, minha prima, filha de tia Antonia Gurgel Silva . O casal não teve filhos, mas criou a sobrinha Maria Zélia, filha de Zélia, casada com Lindoval José de Lima, morou na Santos Dumont, hoje Cazuzinha Marques, entre Ezequiel-Aglasis e Antonio do Cedro-Zilda e teve casa na Manoel José da Silva, ao lado de Antonio Gaspar. Comerciante conservador, manteve seus negócios sem ousar muito, mas fazendo amigos na cidade e nos distritos. Interessou-se pela política e nas eleições de 1962 disputou mandato pelo PSD que, por longos anos, dividiu com a UDN os destinos de Acopiara,elegendo-se vereador com 362 votos. O PSD fez cinco, a UDN três e o PTB dois. Nas eleições seguintes, de 1966, elegeu-se vice prefeito pela ARENA 1 na chapa de José Jairo Teixeira Alves, com 3.690 votos contra 3.149 de seu adversário da ARENA. Ambos os candidatos tinham juízo e se acomodaram nas ARENAs da vida. Nas eleições de 1970, quando o Brasil conquistou o tri campeonato mundial de futebol ,no Mexico, “70 milhões em ação,pra frente Brasil, do meu coração”, Edmilson ganhou a prefeitura com 4.451 votos, pela ARENA 1, contra 4.382 votos dados ao candidato da ARENA 2. Arrastou como seu vice, Adauto Florentino Teixeira, fazendeiro e proprietário do sitio Lapa-São Paulino. Fez o que lhe foi possível fazer . Magoado com as marcas e os ônus da política, em 1971, picou a mula para um exílio voluntário em São Paulo, para onde muitos de seus conterrâneos também foram na busca do Sul Maravilha. Trabalhou inclusive como atacadista, vendendo produtos para o comércio. Mas não se empolgou. As feridas não sararam. Arrumou as trouxas e voltou para o Ceará, desgostoso com a política e sem ânimo para se restabelecer em Acopiara, fixando-se em Fortaleza, onde foi gerente de produção do Café Walcan, de Waltério e Maria Luiza Gurgel. Dizia que “gostaria de voltar a morar na terra do lavrador que tanto amo”, mas não voltou, percebendo , como tantos outros, que seria um estranho na terra em que nasceu. Faleceu aos 86 anos, em 21.06.2009 e foi enterrado em Fortaleza. JB Serra e Gurgel (Acopiara), jornalista e escritor

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Literatura

Gilmar de Carvalho “Parabélum”: Munição em abundância

Fora de catálogo há três décadas, o livro “Parabélum”, de Gilmar de Carvalho, ganha agora sua segunda edição. Obra incontornável na história de nossa prosa de invenção, o romance será lançado, amanhã, no Armazém da Cultura Há três infortúnios que assombram os escritores. O primeiro é, claro, o de não ser lido, de ter apenas o silêncio por crítico e interlocutor; o segundo, um desdobramento irônico do primeiro, é de escrever livros antes que hajam leitores para eles; e, por fim, uma alternativa cínica ao silêncio - o discurso vazio, quando o livro é mais comentado que lido. Os três se abateram sobre “Parabélum”, romance escrito por Gilmar de Carvalho em meados dos anos 1970 e publicado em 1977. De lá para cá, esta primeira edição sumiu das livrarias e mesmo dos sebos, enquanto ascendia à condição de obra quase lendária, citada sempre que algum crítico ou comentarista desejava evocar os momentos altos da prosa de invenção no Ceará. Uma das consequências disto é que o livro tenha ficado três longas décadas condenado a esta primeira edição, impressa e distribuída às custas do autor. Segunda edição O livro chega agora a sua segunda edição, tão aguardada quanto necessária, via Armazém da Cultura. A nova edição, revista pelo próprio Gilmar de Carvalho, elimina os erros tipográficos da primeira e acrescenta uma única - e significativa - linha ao livro, a derradeira, eliminada no original, por receio do impressor quanto a possíveis problemas com a censura da Ditadura Militar. “Parabélum” retorna com um bonito acabamento gráfico. Vem acrescido de um ensaio introdutório, assinado pelo escritor João Silverio Trevisan (“Devassos no Paraíso”, “Rei do Cheiro”), bem titulado como “O Herói e seus espelhos: ´Parabélum´ e o romance pós-moderno brasileiro”; e um texto, na orelha, da também escritora Ana Miranda, que decreta na primeira linha: “´Parabélum´ é um clássico”. O livro é importante ainda para reencontrar um outro Gilmar de Carvalho, formalmente distinto do incansável pesquisador das artes e tradições do Ceará. E é assim, em tom de celebração e revisão, que o livro será relançado, amanhã, às 19h30, na sede do Armazém da Cultura. Na ocasião, o autor falará sobre a obra, numa discussão com jornalistas e com o pesquisador Saulo Lemos, autor de “Expectativas Heroicas: mito, história e leitura em ´Parabélum´, de Gilmar de Carvalho”. Prosa de invenção “Parabélum” traz explícitas as marcas da época em que foi escrito. O romance é registro de um tempo em que a literatura era sacudida por lampejos formais. A invenção, que nunca esteve restrita ao enredo, era tão mais radical no estilo. A língua se torcia, para falar de um cenário político, social, econômico e cultural cada vez mais difícil de compreender. Tratava-se de um radicalismo da criação verbal que teve momento mais agressivo nos modernismos, nas mais diversas literaturas. Tanto que a classificação de romance não pode ser adotada sem certo conformismo. Narrador, história e personagens são inconstantes, mas não inconsistentes. A linguagem, carregada de símbolos, de substituições, aproximações e referências, é predominantemente intertextual. Parece caber ao “Parabélum” de Gilmar de Carvalho um adjetivo dado ao radical “Finnegans Wake”, obra final do irlandês James Joyce (1882 - 1941): noturno. A linguagem parece ser a do sonho. No entanto, Gilmar está mais próximo do mineiro Guimarães Rosa, que achava a prosa joyecana demasiado “cerebral”. E este, em definitivo, não é um trabalho que caiba ao único romance da obra de ficção de Gilmar de Carvalho. A arquitetura é complexa: o evangelho é uma base, mas o tom profético é confrontado com o materialismo da cultura de massas, das referências à infeliz situação política do País à época, do vocabulário e do registro de hábitos das camadas subalternas do Nordeste brasileiro. Os capítulos são breves e, a medida que se sucedem, o personagem se metamorfoseia - num encadear de tipos rebeldes. Nasce como Cristo, a revolta pura; transmutasse em Lampião, a insurreição sem consciência política; e chega ao

Che Guevara, ainda não convertido em estampa de camiseta, que confere ordem ao incômodo que o acompanha a cada passo. Romance forte, violento até, “Parabélum” traz a marca da escrita acadêmica e jornalística de Gilmar de Carvalho. Uma escrita bem urdida, que, com delicadeza, dá ordem a elementos demasiado livres, caso da tradição popular, que não se deixa engolir. Canibaliza, como ensina o modernista Oswald de Andrade (1890 - 1954), para nutrir-se de seus inimigos. Dellano Rios, Editor

Entrevista Saulo Lemos* “De certa forma, ´Parabélum´ se afirmou: em sua marginalidade” “Parabélum” tornou-se um livro meio mítico na história da literatura cearense. Contudo, à época do lançamento, não foi um sucesso. Trata-se de uma obra incompreendida? Quando a gente observa as tradições culturais da época, o romance brasileiro dos anos 70, a cultura contemporânea, etc, a primeira impressão é que foi um caso de incompreensão, uma injustiça contra o “Parabélum”. Mas tento associar a esta perspectiva, que não é incorreta, uma outra: é mais ou menos normal que um livro como este, num lugar como o Ceará, não possa fazer sucesso. A começar pela questão da leitura, porque ainda há muitos analfabetos e, mesmo para quem sabe ler, trata-se de um livro que exige uma formação muito específica do leitor. Além disso, a sociedade cearense é, predominantemente, conservadora. Os grupo predominantes, que querem saber de literatura, estão mais interessados em sonetos, em uma literatura realista de gosto passadista. Não acredito que o Gilmar esperasse por isso (a boa acolhida do livro) na época. Essa pouca aceitação do ´Parabélum´ não se deve apenas a sua busca pela experimentação de vanguarda. Na verdade, da perspectiva da própria vanguarda, ele é problemático. O romance tem esse tipo de texto complexo, muito voltado em si mesmo, que atira referências para todo lado, tem esta descontinuidade entre mundo exterior e o livro... Além disto, a experimentação formal não tão comum no Ceará. O Grupo Clã, por exemplo, era vanguarda para cá, mas não podia ser assim considerado em âmbito nacional. “Parabélum” exigia uma estratégia de afirmação cultural para se afirmar. E, de certa forma, se afirmou: em sua marginalidade. Que posição esta obra ocupa entre os demais escritos literários de Gilmar de Carvalho? No “Parabélum” e no “Restos de Munição” (muito próximo daquele, já que traz textos que fariam parte do romance), você se vê diante de uma linguagem que ora te acolhe, ora te sufoca. Você tem isso no restante da obra literária. Quanto a essa busca específica, que se reveste numa preocupação política, de demarcar um espaço do eu que coletiviza, as obras posteriores caminham num rumo um pouco diferente. Enquanto “Parabélum” é um tipo de síntese da literatura brasileira dos anos 1970, “Pequenas Histórias de Crueldade” e “Buick Frenesi”, como ele diz, é um livro mais de “escracho”, de desconstrução da literatura que ele fazia. E é assim porque vêm em outro contexto, com algumas outras referências. Não digo que seja um momento pessimista. Prefiro vê-lo como o Caio Fernando Abreu, uma obra que tem um pulsão de morte, mas também uma pulsão de vida. Não sei se você conhece bem a obra não-literária do Gilmar de Carvalho. É possível encontrar traços do escritor, do literato, neste trabalho jornalístico, semiológico de hoje? A gente pode mencionar de cara a infiltração dos elementos da cultura popular. O ´Parabélum´ é quase um romance de formação, ou de “desformação” (na falta de uma palavra melhor), de seu protagonista. Em determinado momento, ele é Lampião, que vai se confrontar com o Padre Cícero. Há uma busca direta da tradição, que, como sabemos, é uma busca forte na carreira acadêmica do Gilmar de Carvalho. *Professor de Literatura da Universidade Estadual do Ceará (Uece), em Iguatu. Autor do livro “Expectativas Heroicas”

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Os cem anos de Juazeiro do Norte comemorados no Senado Federal

A grande contribuição do Cariri para o mundo e para o Brasil não se dá pela cultura letrada e o vigor da economia da região, mas pelos tesouros valiosos da cultura popular local, que possibilitam o renascimento artístico que vem a ser a síntese e o ensaio da brasilidade aberto ao universal. A afirmação foi feita pelo senador Inácio Arruda PCdoB-CE) em sessão, presidida pelo senador Eunicio Oliveira (PMDB-CE), de homenagem aos 100 anos de emancipação do município de Juazeiro do Norte, comemorados na hora do expediente da sessão legislativa de 16.08. Os cem anos de emancipação do município, ressaltou Inácio Arruda, também são marcados pela Universidade Federal do Cariri, cuja criação foi anunciada pela presidente Dilma Rousseff. A universidade terá como sede a cidade de Juazeiro do Norte, com campus em Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó. (Leia mais na página 20) Em seu discurso, Inácio Arruda disse que homenagear Juazeiro do Norte também significa prestar uma homenagem ao Padre Cícero Romão Batista (o primeiro prefeito da cidade) e ainda aos reisados; aos tocadores de pífanos; aos mestres rabequeiros; às romarias; à força do simbolismo; aos encantos da Floresta Nacional do Araripe, a primeira instituída pelo governo brasileiro no 2º Império; e a muitas outras manifestações culturais locais. Inácio Arruda destacou ainda que Juazeiro do Norte

foi o primeiro distrito cearense a fazer alforria de seus escravos, que a conquistavam à medida que trabalhavam na construção da Capela de Nossa Senhora das Dores, na antiga localidade de Tabuleiro Grande, na região do Crato. O senador explicou ainda que o nome do município homenageia o juazeiro, que é uma das árvores mais resistentes da caatinga. Juazeiro do Norte, disse Inácio Arruda, é hoje a terceira cidade mais populosa do Ceará, com quase 250 mil habitantes. O artesanato e a ouriversaria, informou o senador, são atividades fortes do município, que é o maior pólo calçadista do Norte e Nordeste e o terceiro do Brasil. Durante a homenagem, a criação da Universidade Federal do Cariri, que será a terceira universidade federal no Ceará, também foi saudada pelo senador José Pimentel (PT-CE). Na avaliação do senador, a iniciativa irá ampliar a oferta de educação de qualidade ao povo cearense. José Pimentel lembrou que o binômio formação-trabalho sempre esteve na base da formação da sociedade de Juazeiro do Norte, ressaltando que a criação de pequenos empreendimentos era estimulada pelo Padre Cícero, que recomendava a seus seguidores: “Em cada sala, um altar; em cada quintal, um negócio”. Já o senador Eunicio Oliveira (PMDB-CE) lembrou que todos os cearenses torcem atualmente pela beatificação do Padre Cícero, como resultado de um processo de reabilitação eclesial do religioso que

tramita no Vaticano. Ele acrescentou que Juazeiro do Norte é hoje um dos maiores centros de peregrinação e religiosidade popular da América Latina, graças à figura do Padre Cícero. Eunício, que esteve presente à solenidade de anúncio da Universidade Federal do Cariri nova unidade, ainda serão beneficiados os municípios de Crato, Brejo Santo e Icó que receberão campus avançados. Para o peemedebista, a ação foi justa por reconhecer a importância do crescimento socioeconômico do Juazeiro e da região para o estado do Ceará ao ampliar a oferta de capacitação profissional para dar seguimento às obras e investimentos. Segundo Eunício Oliveira, que nasceu na região do Cariri, homenagear o centenário do Juazeiro é ainda mais significativo por relembrar a história de fundação da cidade na figura do Padre Cícero. “Padre Cícero era um homem à frente do seu tempo e muitos não entenderam o que ele significava para o povo do Cariri e de todo o Nordeste”, afirmou. A sessão, que foi requerida pelo senador Inácio Arruda, foi iniciada ao som de músicas que remetiam a Juazeiro do Norte na voz do artista Fábio Carneirinho. Também estiveram presentes o prefeito de Juazeiro do Norte, Manuel Santana, o vice-prefeito José Roberto Celestino, o presidente da bancada federal cearense, deputado Arnon Bezerra (PTB) entre outras autoridades e personalidades que fazem a história da região.

BNB apresenta lucro de R$ 300,7 milhões no semestre de 2011 O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) apresentou lucro de R$ 300,7 milhões no primeiro semestre de 2011, montante 173% superior ao acumulado no mesmo período do ano passado (R$ 110,1 milhões). O resultado foi divulgado nesta quinta-feira, 11, com a publicação do Balanço Patrimonial do BNB. O desempenho proporcionou evolução do patrimônio líquido do Banco, que passou de R$ 2,18 bilhão em dezembro de 2010, para R$ 2,3 bilhões em junho de 2011. De acordo com o presidente do Banco do Nordeste, Jurandir Santiago, “o crescimento denota o fortalecimento em todas as áreas em que a Instituição atua e, principalmente, demonstra uma gestão focada nos resultados, garantindo, cada vez mais, o Banco como principal agente do Governo Federal na região Nordeste”. Contratações As contratações globais do BNB, incluindo operações no Mercado de Capitais e Desembolsos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (risco BNB) cresceram 12,4% no primeiro semestre de 2011 em relação ao

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mesmo período do ano passado. Se consideradas apenas operações de crédito (curto e longo prazos), esse crescimento foi de 11,5%, atingindo, de janeiro a junho desse ano, a cifra de R$ 9,1 bilhões, em mais de 1,5 milhão de operações. Os créditos para as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), segmento considerado estratégico para o Banco, cresceram 25,2%, alcançando, no final do semestre, aproximadamente R$ 1,2 bilhão. Segundo Jurandir Santiago, o BNB vai direcionar as suas ações cada vez mais para esse setor. “É o segmento que mais gera emprego e renda e precisa ser desenvolvido, pois proporciona inclusão produtiva. Esperamos que, ao final do ano, tenhamos um crescimento superior aos 25% registrados nesse semestre”, afirmou. O Programa de microcrédito urbano produtivo e orientado do BNB, Crediamigo, realizou mais de um milhão de operações, desembolsando R$ 1,3 bilhão no período. O valor representa crescimento de 41,1%. Já o Agroamigo, que atende agricultores familiares com renda anual inferior a R$ 6 mil, cresceu 21,6%, saltando

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de R$ 269,2 milhões em contratações no 1º semestre de 2010, para R$ 327,3 milhões nos primeiros seis meses de 2011. Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), seu principal funding, o BNB contratou R$ 4,5 bilhões, que correspondem a um crescimento de 9,5% em relação ao montante verificado primeiro semestre de 2010. Avaliação de risco O balanço semestral destaca ainda as avaliações de risco internacional e local feitas a respeito do Banco no semestre. As três agências internacionais de rating, Moody’s Investors Service, Fitch e Standard & Poors elevaram o conceito do Banco do Nordeste. As duas primeiras já haviam confirmado, no final de 2010, grau de investimento em escala global para o BNB. A Standard & Poors alterou a perspectiva do Banco na escala global em moeda estrangeira de “estável” para “positiva”. A agência destacou ainda o importante papel do Banco do Nordeste no desenvolvimento de políticas públicas para a Região.

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Leituras II

Leituras III

Pra onde vamos?

Wilson Ibiapina O descuido com Brasília começa no próprio GDF. A CEB, por exemplo, é uma das empresas que não dá a menor importância ao Plano Piloto. Se olhar pra cima você vai ver a rede aérea com um emaranhado de fios. Todo brasiliense sabe que a rede subterrânea com os postos iguais era marca da Capital. Muitos desses dirigentes da cidade chegaram aqui ontem e não têm o menor compromisso com a preservação das duas Brasílias, a do poder central e a nossa, a dos moradores permanentes. A Brasília do poder, todo mundo conhece, está na mídia. Vou falar da Brasília e suas satélites que enfrentam a invasão do solo, o surgimento de novas cidades, novos condomínios. Estão aí a expansão do setor Sudoeste, a criação do setor Noroeste. A cidade que prioriza o uso do carro particular por absoluta falta de um transporte coletivo digno. Os empresários reclamam que os ônibus dão prejuízo, mas eles estão com fazendas, empresas de aviação e outros bens. Quando se liga a TV ou se abre um jornal estão lá os apelos publicitários para que se compre um carro, sem entrada em módicas prestações. O carro chegando ao máximo do glamour, enchendo os estacionamentos, engarrafando o transito.

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É como lembra o urbanista Fausto Nilo: não adianta alargar as avenidas, construir viadutos se o uso do solo continua a provoca movimentos desordenados. A cada dia aparecem novos conjuntos residenciais, invadindo áreas que já foram verdes ou destinadas a praças, igrejas. Aquele cinturão verde que separava as satélites de Brasília e que era utilizado por chacareiros que abasteciam a cidade de frutas e verduras é página virada. E o pior é que as pessoas vão perdendo a capacidade de se indignar. Os aventureiros continuam chegando. Só falta o lenço no pescoço e o revolver no coldre. A ganância é a mesma dos marginais do faroeste americano. A pressa em ficar rico acelera a especulação imobiliária e a deformação da cidade. Como cidade administrativa do país Brasília não precisa de governador eleito nem de deputados distritais. O que eles já fizeram na cidade mostra que não são eles que vão garantir a preservação desse Patrimônio Cultural da Humanidade. Não sabemos até quando o tombamento vai garantir a qualidade de vida dos brasilienses.

Bruno Pedrosa, 60 anos, artista plástico Luis Edgard de Andrade (*) Bruno Pedrosa, um cearense de Lavras das Mangabeiras, radicado no norte da Itália, é um dos maiores pintores abstratos brasileiros. É também um dos mais conhecidos fora do Brasil. Faz 20 anos que a Itália o adotou. Seus trabalhos estão muito valorizados no mercado de arte europeu. Todo ano, realizam-se exposições suas em museus e galerias das grandes cidades da Europa. Nasceu em São José das Mangabeiras, distrito de Lavras, no dia 11 de janeiro de 1950. Com 18 meses de nascido, ficou órfão de mãe. Foi registrado, no batismo, como Raimundo Pinheiro Pedrosa. Raimundo em homenagem ao avô que o criou. Bruno é o nome religioso que escolheu, em 1975, ao entrar para a ordem beneditina, atraído pela vocação do claustro. Fez os estudos primários no Seminário do Crato. Quando se tornou artista plástico, depois de concluir o segundo grau em Fortaleza, seu sonho era cursar a Escola Nacional de Belas Artes. Chegou ao Rio em 1968. Tinha acabado de fazer 18 anos. No contato com a realidade, desistiu do curso de pintura, matriculando-se como aluno de História da Arte Aos 25 anos, já formado, passou por uma crise mística ao ler o livro “A Montanha dos Sete Patamares” do monge americano Tho-

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mas Merton. Foi admitido no Mosteiro de São Bento, no Rio de Janeiro, onde viveu em clausura, por cinco anos, de 1976 a 1981, mas não chegou a ordenar-se. Foi apoiado no início da carreira artística por uma fundação americana, a Bristol, que lhe encomendou, muito jovem, uma série de albuns sobre a arquitetura colonial sul-americana. O desenho era sua forma de expressão. Só mais tarde descobriu na pintura abstrata a verdadeira vocação. Bruno Pedrosa é casado com a arquiteta Lila Garnero, filha de italianos, que conheceu em Ipanema. O casal morou primeiro em Nova Friburgo, no estado do Rio. Em 1990, mudou-se para Bassano del Grappa, perto de Veneza. Bruno, a mulher dele e as duas filhas moram numa casa, em cima da histórica Ponte dos Alpinos, projetada e construída, em 1546, por Andrea Palladio, um dos grandes arquitetos da Renascença. Apaixonado pela genealogia, Bruno orgulha-se de ter, na sua biblioteca, quase tudo quanto se escreveu até hoje sobre a História do Ceará. Seu lema na vida, conforme se lê numa entrevista, resume-se nesta frase: “É bom rumar para as Índias e encontrar a América”. Tradução: “O cotidiano metódico me dá segurança mas o imprevisto na vida me fascina”. O Ceará — para os italianos que colecionam obras de arte — é a província brasileira onde nasceu Bruno Pedrosa. (*) Luis Edgar de Andrade (Fortaleza), jornalista e escritor

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Secretaria da Infraestrutura

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Leituras IV “Juazeiro de Outrora Isolda Pedrosa (*) A grande praça, tão grande que as pequenas pernas se esforçavam, corajosamente, para atravessá-la! A rua, Rua da Conceição, 598. Tão bonita ante os meus olhos encantados, larga, com Casas acolhedoras e flores nos jardins. E a vida, sobretudo a vida plena, repleta de surpresas e de acontecimentos no seu dia-a-dia. Colégio Salesiano, Escola Normal Rural, Igreja Matriz, Praça Padre Cícero, Praça do Socorro, Clube dos Doze e Clube dos Treze, também, Rádio Iracema. Ônibus que partiam para o Crato, engenhos próximos que deixavam no ar o cheiro doce do mel, o sabor da rapadura e a visão da cana de açúcar mergulhada no melaço, transformando-se em alfenim. A serra do Horto na Semana Santa, o 15 de setembro - festa da igreja na grande praça - sinônimo de quermesses. O Dois de Novembro repleto de romeiros entrando na cidade vindos de longínquos lugares para louvar o meu Padim. E a casa do meu Padim onde, ainda, majestosa, imperava uma ave rara que nas sextas feiras, comuns e santas, não se servia de carne. Juàzeiro do Norte - meia década de quarenta e dos anos 50 - era uma festa de vida interminável encantamento e, sempre, a nos acenar com novas promessas. Nesta tarde de domingo adormecido,meus olhos descortinam uma pequena praça! No centro, a Coluna da Hora. Bancos pequenos circundam o passeio onde outrora mocinhas passeavam de mãos dadas ante no olhar interessados de pequenos rapazes. Hoje, pode-se atravessá-la, transversalmente, em três minutos com largas passadas. A Rua da Conceição é estreita, quase decadente: não mais existe a casa do sargento Josias,em seu lugar ergue-se uma construção nos fundos do terreno.A antiga casa situada na parte da frente ficava vizinha à de Sulina Duda, onde dona Noca, nas noites de São João, fazia uma fogueira e ficava até altas horas da noite assando milho e batatas doces que comíamos sôfregamente. A serra do Horto transformou-se. Pavimentada, ostenta no alto uma Escultura do padre Cícero de tamanho imenso, já não transmite a poesia de décadas atrás. A Escola Normal Rural onde foram moldadas tantas personalidades femininas pelo esforço educativo de Amália Xavier de Oliveira, não existe mais. O Colégio Salesiano, visto de perto, é uma construção pequena e comum. A Rádio Iracema é apenas um fantasma do que foi há alguns anos. A vida hoje, em Juázeiro do Norte, obedece à lógica inexorávelmente aos parâmetros dos tempos atuais. Meus olhos passeiam pelo passado, mais ou menos recente, e se fixam no momento presente. Uma angústia surda se abate sobre mim. Volto para o hotel. Sento-me em frente à pequena praça que vai sendo engolida devagar pela melancolia da tarde, como eu...” (*) Isolda Pedrosa (Fortaleza)foi secretária executiva da Confederação Nacional da Indústria, gestão Thomaz Pompeu de Souza Brasil, e destacada executiva do SEBRAE em Brasília quando Paulo Lustosa era o presidente. Hoje é aposentada,casada com um americano e mora num sítio em Paracuru.

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Duas em cada três brasileiras se dizem estressadas, diz pesquisa

Mais mulheres de países emergentes dizem que a tecnologia melhorou suas vidas do que de desenvolvidos Cerca de 67% das brasileiras se consideram estressadas na maior parte do tempo, segundo estudo realizado pela consultoria Nielsen em 21 países emergentes e desenvolvidos. A empresa entrevistou 6.500 mulheres entre fevereiro e abril deste ano. No Brasil, foram ouvidas 318 mulheres. O país com a maior proporção de mulheres que se dizem estressadas é a Índia (87%), seguida por México (74%) e Rússia (69%). As brasileiras ocupam a quarta colocação. Entre os países desenvolvidos, as mais estressadas seriam as espanholas (66%) e as francesas (65%). No outro extremo da classificação ficaram as suecas e as malaias, ambas com 44% das mulheres afirmando estarem estressadas a maioria do tempo. A pesquisa da consultoria concluiu que as mulheres desempenham várias funções que contribuem para aumentar seus níveis de estresse, mas as estruturas sociais em torno delas variam muito entre países desenvolvidos e emergentes, variando, portanto os n+iveis de exposição das mulheres ao estresse. Como resultado, mulheres em países emergentes tendem a sentir maior pressão. Comentando o resultado da pesquisa, uma reportagem do jornal indiano Economic Times sugere que as empresas e locais de trabalho no país se desenvolveram, mas a sociedade permaneceu estática o que não ajuda à evolução do papel da mulher na sociedade e colabora para o aumento do estresse a ser suportado por elas.

Cearense é campeão mundial de Jiu Jitsu em São Paulo

Não poderia ter sido melhor a participação do Estado do Ceará no Mundial de Jiu-Jitsu Esportivo realizado no último final de semana, em São Paulo. O lutador Osmar Fontes, apoiado pela Secretaria do Esporte, venceu todas as suas lutas e sagrou-se campeão na categoria pesado. “Eu estava receoso por que ano passado não conquistei uma medalha e estava na expectativa. No final, lutei bem e finalizei todas as minhas lutas” relatou o atleta. Além de Osmar, três lutadores cearenses tiveram patrocínio da Sesporte para representar o Estado na competição, Moisés Costa, Ary Lobo e Álvaro Fontes. “A competição em São Paulo foi muito boa. É muito bom ver a galera do jiu jitsu representando nosso estado lá fora, todos unidos”, finalizou Osmar Fontes que é faixa marrom e agora se prepara para chegar à faixa preta. Os dois próximos desafios do atleta serão o Campeonato Europeu na Itália e o Pan em Brasília. Taekwondo Os atletas Fábio André Santos e Antonio Kennedy de Sousa conquistaram quatro medalhas de ouro no 8º Campeonato Intercontinental de Taekwondo, que aconteceu nos últimos dias 15 a 17 de Julho, em São Paulo. Os lutadores venceram nas categorias Máster e Meio Médio, respectivamente, e também na modalidade Poomse que é uma de demonstração de luta imaginária. “Queremos agradecer o apoio da Sesporte pelas passagens aéreas e dizer que o grupo acreditou no resultado com força e muita disposição e trouxe na bagagem experiência e medalhas”, declarou Fábio André que também é presidente da Federação Cearense de Taekwondo – FCTKD. Com o resultado os atletas garantiram vaga para o Aberto dos EUA em Browsvilles – Texas, em setembro.

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Leituras V

Olavo Pimenta e a Boina de Fidel Edmílson Caminha (*) Nascer em uma família de grandes homens e mulheres é prêmio do acaso, bênção do destino; a ela pertencer por escolha e decisão é acontecimento que ilustra, registro que enobrece. Assim foi comigo, quando me casei, em 1979, com Ana Maria Araújo Escórcio, que me deu, por afinidade, um tio que se transformou em amigo fraterno e referência modelar: Francisco Olavo Pimenta Araújo, cujos 70 anos, a que luminosamente chega, são festejados por todos que temos a honra da sua afeição e o privilégio do seu convívio. Dos pais, Maria José e José Olavo, recebeu o aniversariante um exemplo e uma lição: exemplo de generosidade humana e de riqueza espiritual, lição de conduta ética e de amor ao próximo. Filho dedicado e irmão carinhoso, Olavo Pimenta era, desde menino, consciente de que recebera dos pais o legado maior da boa educação, do rigor moral e da decência absoluta, herança depois transmitida à família criada com Audércia. Esses, os instrumentos com que abriria os caminhos para um futuro de realização humana e de êxito profissional. Economista de renome, hoje aposentado, destacou-se como alto executivo de empresas no ramo da metalurgia e da siderurgia, área em que brilhou pela riqueza dos conhecimentos e pela qualificação técnica. Ao longo da sua vitoriosa carreira, conquistou a admiração dos colegas e o respeito público, pelo modo com que sempre deu o melhor de si ao trabalho que fez. Na intimidade da família e na convivência com os amigos, exerce como poucos a arte prazerosa da conversa, da narração de casos, do resgate de lembranças, obrigatoriamente temperados pela visão filosófica e pelo bom humor incomum com que sabe viver a vida. São encontros dos quais todos saímos melhores, graças à inteligência e à alegria que dele fazem uma presença que não cansa nunca. A par da formação acadêmica, Olavo também se distinguiu como excelente atleta, convocado para a Seleção Brasileira Universitária de Basquete, pela qual se sagrou campeão latino-americano em 4 de outubro de 1962, na final contra Cuba, em Havana. Desse jogo há uma bela foto, um flagrante histórico: Fidel Castro  no poder havia apenas três anos  desce à quadra para conversar com jogadores e dirigentes brasileiros. No centro, à esquerda do Comandante, encontra-se Olavo Pimenta, os olhos de admiração e de fascínio a contemplar o guerrilheiro que já começava a se fazer mito; depois vêm Pedro Ives Simão, Ferrugem, Valdemar Blatskawska e Ary Vidal, futuro treinador das seleções brasileiras masculina e feminina de basquete. Por completar, exatamente naquele dia, 21 anos de idade, o cearense ganhou de Fidel a boina que compunha o uniforme do revolucionário de Sierra Maestra. Presente valioso que o aniversariante teve, mais tarde, a infeliz ideia de emprestar a um “amigo”, para nunca mais recebê-la de volta... Passados 49 anos daquele momento inesquecível, Fidel já não é o mesmo, sem a saúde com a qual gostaria de eternizar-se no poder; Francisco Olavo Pimenta Araújo festeja o septuagésimo aniversário com a alegria de viver que lhe é própria, em meio ao afeto da família e ao bem-querer unânime dos amigos. A ele, o reconhecimento e as homenagens a que tem direito, pela grandeza humana com que faz o mundo melhor e a vida mais bela. (*)Edmilson Caminha (Fortaleza), sservidor da Câmara dos Deputados, escritor

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Leituras VI Lustosa da Costa (*) Menino timido, morto de encabulado, na adolescência frequentava duas casas de pais de amigos. Uma de Antonio e Oswaldo Rangel onde gozava da hospitalidade dos pais e da abacatada que a mãe, Alfa, preparava no liquidificador da casa, objeto ainda raro na cidade.A outra era de Dalva e Agenor Rodrigues, pais de Helio Rodrigues. Foi ali que tomei o primeiro pileque da existência e que me valeu, além de reprimenda paterna, gelo demorado de seu Costa, quebrado somente por interferência de padre amigo dele, acho que Marconi Montezuma. Helio foi um dos mais brilhantes colegas que me honrou com sua amizade, enquanto estudamos juntos. Livros preciosos Não ia à casa de Helio apenas beber, não.O que somente ocorreu,uma vez. O que me deliciava, ali, afora, a boa companhia do amigo e colega um dos mais brilhantes que conheci em toda a existência, era a estante de seu pai. Neste móvel descobri grandes riquezas que fizeram feliz aquele período da existência. Foi lá que travei conhecimento com os personagens de “Contraponto”, de Aldous Huxley convivência aristocrática me enchia de orgulho. Li também da biblioteca da casa do amigo,” Servidão Humana”, de Somerset Maughan, em que me babei de chorar, pelo chifre que Mildred colocava na cabeça do Philip. Outro deslumbramento foi com a ouriversaria verbal de

Gente assim torna o mundo melhor Oscar Wilde de que li “O retrato de Dorian Gray.” Foram momentos inesquecíveis de minha vida. Afetuosos Dalva e Agenor não eram apenas anfitriões afetuosos. Davam exemplos com a vida modesta que levavam. Contava-se na cidade que ele, representante de um moinho de trigo de Recife, quando estava para receber mercadoria,mandava avisava a todos os pequenos padeiros da cidade.Sem esquecer um só.Para não permitir ágio sobre o produto. Uma vez, estava ele em seu escritório quando chegou milionário da cidade para lhe fazer proposta. Entregar lhe todo o estoque de trigo recebido para que ele o revendesse, com exclusividade, em troca de gorda propina. Contavam os empregados que, repelido em sua proposta, o comerciante saiu aos gritos: “Vai morrer, pobre e besta. Aliás pobre de besta” Dona Dalva em voz baixa, sem grosseria, sem afetação, apenas murmurou para os empregados: `Pobre mas honesto”. Eles eram assim corretos, sem afetação, sem gabolices. *** Um dia destes recebi e-mail de Ivan, engenheiro, filho deles, dizendo que sua filha médica, Estefania Bojone, casada com médico, morava no único imóvel de minha propriedade que alugo. Na resposta, registrei que tinha pena de saber disso porque antes, muito antes de possuir tão preciosa informação, havia dirigido carta à imobiliária, encarregada do imóvel,

pedindo-o para uso de minha filha Raquel, a partir de dez de setembro, quando terminava o contrato. Um dia destes estava com Raquel visitando a avô quando recebi email da filha dela, minha inquilina, anunciando que já estava, agora, em junho muito antes do prazo, me entregando o apartamento.Isto num comunicado elegante,pela discrição. Ai vi o peso da herança de meus amigos Dalva e Agenor Rodrigues cujas lições os descendentes captaram e apreenderam. É bom que o mundo possua gente assim.Como possuiu no passado. Bebida Dona Dolores, de primeiro, ficava danada da vida quando falava eu, em minhas crônicas, de mulheres e pileques do passado. Tinha e tem razão. Sou mau exemplo para a juventude porque ainda não me acudiram os castigos divinos que incidem sobre os que cultuam Baco. Bebi a vida inteira, sábado, domingo, dias santos e feriados em quantidades industriais. Jamais deixei de escrever minha coluna ou pedi à mulher que dissesse que estava tão rouco que não podia nem explicar porque não ia trabalhar. Nunca perdi o emprego, por causa da bebida. Talvez haja sido demitido de O Estado de S.Paulo, com 27 colegas, por incompetência, depois de quinze anos de serviços à casa. Os Mesquita precisaram deste tempo todo para descobrir que mau jornalista eu era. Aos olhos da plutocracia (arruinada) de S.Paulo (*) Lustosa da Costa (Sobral), jornalista e escritor

Transferência e Segunda Graduação Em vez de sonhar, venha realizar. Para você que cursa outra faculdade, mas não está satisfeito, chegou a hora de dar o grande passo da sua carreira. Venha estudar no UniCEUB, o melhor centro universitário do Centro-Oeste. Tradição, corpo docente, qualidade e empregabilidade para você construir um futuro ainda mais brilhante.

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Leituras VII A Flor do Asfalto Ayrton Rocha (*) Bares lotados, Mulheres bonitas Povo cantando Mulheres sorrindo Gente chorando. Metrô lotado, Chuva caindo O povo sentindo Um frio intenso Criança nascendo Um amor morrendo O Mar gemendo E as ondas batendo Na areia bronzeada De raios de Sol. Teatros Lotados, Artistas cantando Canções de amor De uma cidade tão linda Que não dorme por amor Que só se deita para fazer amor. Laranjeiras, Copacabana e Leblon, Cinelandia, Lapa e Arpoador. Pão de Açuca, Santa Tereza, A Lagoa, o Corcovado, O meu Cristo Redentor. Mesa de bar, chopinho gelado, Amigos queridos Num papo gostoso Que me faz feliz. É o Jonas Vieira cheio de ternura, Cidadão carioca da musica, Brasileira ou universal, Da literatura, dos amigos e do mundo. É o Josimar Leite, poeta, compositor, De lembranças alegres, Amigo antigo, de um tempo feliz que passou. É Fernando Milfont, companheiro, amigo antigo e bom, Onde a juventude dele, nunca se afastou. Onde a cultura, bate em sua porta, Pedindo licença para entrar E com ele, para sempre morar. É o Airton Soares, médico da musica e da dor, Amigo da primeira infância, Que só a musica nos reencontrou. Rio de Janeiro, mesa de bar, Papo gostoso, de Fernando Pessoa a Camões, De Noel a Pixinguinha, De Cartola a Drummond, Onde eu só falei de amor, Nesta cidade tão linda, Onde todos os dias e noites Eu vejo nascer no asfalto, Uma Rosa, uma Flor Ayrton Rocha (Fortaleza), poeta, jornalista , publicitário pequenoayrtonrocha@gmail,com

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Documento

A história do Pirata português que alegrou Fortaleza

Morreu em Fortaleza o português que transformou a noite de segunda feira, na Segunda, Feira Mais louca do Mundo. Sem perder o bom humor e alto astral, mesmo no momento difícil que vivia, Julio ainda teve forças para surpreender, com sua irreverência, fazendo uma “entrevista posr mortem”! Na verdade um depoimento da sua trajetória de vida dado a Marcos André Borges, que o Augusto César Benevides passou e repasso pra vocês: Julio Pirata D’iracema Por Julio Trindade Origem Meu nome é Antonio Julio de Jesus Trindade, mas gosto de assinar como Julio Pirata d’Iracema. Nasci em Lisboa, em 10 de março de 1946 e orgulho-me de ser filho de mãe camponesa e de um pai torneiro mecânico, criado com todo amor e carinho que puderam me oferecer. Tive uma infância maravilhosa e quando adolescente, joguei como goleiro pela Seleção Juvenil de Portugal. Meu pai tinha ideologias muito fortes, e com ele aprendi a defender meus princípios e contestar diretrizes que considero injustas. Sou da geração de 60, que viveu muito intensamente a quebra de paradigmas, período em que deixei Portugal (1964), pois não queria servir ao exército em uma guerra colonial na Angola, pois o Rambo americano já é triste, imagine o português! Paris foi meu primeiro destino e me ensinou muitas coisas. Aprendi a falar francês fluente com sotaque parisiense e nenhum francês percebe que sou de fora. Conheci Yane em 1966 e então casamos, hoje somamos 45 anos de convivência. Em 68 tivemos o Rodolphe, nosso único filho. Fizemos muitas viagens pelo mundo, mas sempre retornávamos para a França, aquele país foi nossa casa durante 15 anos. Viagens e Aventuras Um lar no Ceará Morávamos na Bahia quando um amigo cearense convidou-nos a conhecer a Praia da Baleia. Em menos de seis meses após a visita nos mudamos para cá. A Família Trindade escolheu o Ceará, pois se apaixonou por ele. Vendemos todos os nossos negócios na Bahia e começamos do zero aqui. Em 85, comprei um barco lagosteiro de primeira linha e tinha uma equipe de oito homens para executar a pesca profissional. Nos anos anteriores, os pescadores voltavam com até 1 tonelada de calda. Mas no ano em que comecei a pescar, a lagosta sumiu do mar do Ceará, tudo conspirou para o fracasso, choveu muito, o clima mudou e anteriormente, houve muita pesca predatória. Meses depois eu descobri que tinha iniciado um mau negócio, após investir grande parte do dinheiro. Mais tarde, investiguei a história do barco com proprietários anteriores que fizeram tudo certo e também quebraram, ouvi relatos de mortes no mar e em terra, durante consertos da embarcação. Eu o vendi para outro pescador profissional de lagosta que veio a quebrar. Hoje sei que o barco era amaldiçoado. O Pirata: dificuldades até o sucesso Como empreendedor, o Pirata representa meu último suspiro. Não era novidade na minha vida abrir um negócio em que só eu acreditava. Para abrir o Pirata, vendi os últimos bens de valor fazendo fundo de caixa: uma coleção de whikys famosos, um excelente aparelho de som que quase ninguém tinha na época e até meu carro. Inaugurei o Bar às pressas sem estar pronto para isso, porque precisava levantar dinheiro e depositar alguma coisa na conta do banco evitando que ela fosse encerrada por falta de fundos. O nome “Pirata” provocou comentários de rejeição entre os meus amigos.

Encontrei dificuldade até para fazer os cartões de visita. Eu e meu filho Rodolphe, que já éramos sócios, custamos a encontrar o único tipógrafo no centro da cidade que usava a fonte que queríamos impressa nos cartões. Até a escolha pela cor do papel foi complicada, porque queríamos que fosse preto e não existia no mercado, o tipógrafo deu-se o trabalho de pintar. Hoje, em qualquer lugar do Brasil ou do mundo, quando se fala de Fortaleza, na maioria das vezes fala-se do Pirata também. Como empresário isso me enche de orgulho e felicidade. Pirata de princípios O Pirata é um lugar que encontrou no Ceará sua razão de existir e para mim é muito mais que uma empresa, é um elo privilegiado à sociedade, me deu oportunidade de exercer cidadania de forma grandiosa, é bom sentir que podemos exercer boas influências nas pessoas, ter um discurso prático através do exemplo, mostrando como se faz. Defendendo este pensamento, comprei uma briga nos anos 90, no Distrito de Caetanos, em Amontada, quando tentaram injustamente expulsar mais de cem famílias de pescadores a fim de criar um assentamento. Foram muitos anos de batalha sofrendo atentados, e graças a uma reportagem do Moacir Maia, no Fantástico denunciando tamanha crueldade, conseguimos com que estas famílias não fossem expulsas. De lá para cá sou visto como amigos por uns, e por outros como um empreendedor predatório do grande capital internacional querendo explorar o trabalhador. Talvez minha maior tristeza seja não ter o reconhecimento do trabalho feito nesta região, onde fundamos a primeira Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN de praia do Brasil em 1993 com mais de 500 hectares e mais de 2 km de praia. Como eu poderia preservar de um lado e destruir do outro? Temos ações importantes há mais de 20 anos através da Fundação Pirata Marinheiros criada em 1991. Nunca saí gritando nas ruas nem fiz propaganda pelas minhas contribuições sociais, apenas fiz o que foi preciso e estava ao meu alcance para melhorar a vida das pessoas dentro das suas necessidades. O trabalho social não é apenas usufruir do mérito de fazê-lo, mas sim instinto, sensibilidade e o olhar que temos para com o outro. Por causa disso, fui agraciado em 99 com o título de Cidadão Fortalezense, concedido pela Prefeitura de Fortaleza. Em março de 2007, recebi outro título, o de Cidadão Amontadense, conferido pela Prefeitura Municipal de Amontada e em agosto do mesmo ano, a Assembléia Legislativa do Ceará me presenteou com o título de Cidadão Cearense. Tudo isso faz parte da pessoa que sou hoje, não somente porque me naturalizei brasileiro, mas porque me sinto verdadeiramente daqui, sem precisar me dissociar das outras origens. Dói meu coração quando ouço comentários maldosos a respeito do Pirata. Infelizmente, ainda existe muita gente preconceituosa em Fortaleza, que desconhece nossa filosofia de trabalho, que nunca teve o prazer de brincar sequer uma segunda-feira, mas blasfema contra um dos patrimônios do Ceará e da Humanidade. Sei que muitos me amam e muitos outros me odeiam, mas todos me respeitam, não sei ser metade, sou sempre inteiro! Sou Antonio Julio Pirata d’Iracema, devoto de Santo Antonio, filho de Ogum e brasileiro por amor. “O tumor na minha cabeça tem um lindo nome – astrocitoma, e me fez viver a maior de todas as minhas aventuras.” (Julio Pirata, falando de forma bem humorada da convivência com a doença)

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Obras do Roteiro da Fé, em Juazeiro, começam a ser licitadas

Grendene entre os RH’s mais admirados do Brasil 2011

Adece fez apresentação na FIEC

A Comissão de Licitação da Procuradoria Geral do Estado recebe, até o próximo dia 16 de agosto, as propostas das empresas interessadas em realizar as obras do Roteiro da Fé, em Juazeiro do Norte. O projeto, orçado em R$ 8.557.946,00, irá fortalecer o turismo religioso na cidade. Nesse momento, está sendo licitada a primeira etapa no valor de R$ 5,2 milhões. O Roteiro da Fé está localizado na área central de Juazeiro do Norte e compreende a estruturação de um roteiro de peregrinação religiosa, integrando igrejas, museus e atrativos turísticos de forma a ordenar o fluxo das romarias no centro da cidade. Pelo projeto, haverá a requalificação dos espaços de visitação religiosa. Serão urbanizados as áreas no entorno das igrejas Matriz, Socorro, Salesianos, Franciscanos e São Miguel, além da integração da igreja Matriz com a do Socorro e o acesso ao Horto. Além disso, as principais vias por onde passam os romeiros receberão placas informativas, padronização das calçadas e recuperação das vias. As obras do Roteiros da Fé fazem parte do projeto Cidades do Ceará – Cariri Central, que está investindo R$ 132 milhões nas cidades da região. Uma das obras que compõem projeto é o Centro Multifuncional de Serviços de Juazeiro do Norte. Com investimento de R$ 10,48 milhões, a estrutura irá receber diversos órgãos prestadores de serviço à população local e aos turistas com um anfiteatro com capacidade para 10 mil pessoas. A ordem de serviço foi dada pelo governador Cid Gomes no final de junho.

A Grendene, uma das maiores empresas de calçados do país, com unidades fabris no Nordeste e no Sul, tem um dos 50 RH’s mais admirados do Brasil 2011, segundo pesquisa realizada pela revista Gestão & RH com base na análise da lista das 1000 Maiores e Melhores (critério Exame). Além de figurar entre as empresas com os 50 RH’s mais admirados do país, a Grendene tem mais um motivo para se orgulhar, está presente na seleta lista dos 10 RH’s mais admirados do Nordeste, recebendo o certificado de “Destaque Regional Região Nordeste – estado do Ceará”. O reconhecimento aos RH’s mais admirados ocorreu no dia 13 de junho, em São Paulo; e a distinção aos 10 mais do Nordeste foi realizada em 17 de junho, no Recife. O gerente de Recursos Humanos da Grendene, Jaime Bellicanta, esteve presente nos dois momentos e fez questão de ressaltar que o mérito desta conquista se deve ao trabalho, competência e comprometimento de toda a equipe de Recursos Humanos da organização. Dentre as ações de Recursos Humanos desenvolvidas pela empresa, Bellicanta destaca a importância da Academia Grendene, programa de educação corporativa destinado ao desenvolvimento dos mais de 400 gestores da organização; e do Crescer +, modelo de gestão de pessoas que abriga as políticas de cargos e salários, as ações de recrutamento e seleção, gestão da performance, educação corporativa e carreira e sucessão da empresa.

O presidente da Câmara Setorial da Saúde da Agência de Desenvolvimento Econômico do Ceará (Adece), Augusto Guimarães (foto), fez no último dia 5, na FIEC, uma apresentação do Polo Tecnológico da Saúde para empresários interessados em investir no empreendimento. O polo ficará instalado no município do Eusébio, na região metropolitana de Fortaleza, com investimentos previstos de aproximadamente R$ 3 milhões. Para a execução do projeto o Governo do Estado já desapropriou área de 10,9 hectares. Em junho, o governador Cid Gomes esteve reunido com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, na tentativa de agilizar a implantação do projeto pelo qual espera 14 empresas dispostas a investir. No encontro com Augusto Guimarães na FIEC, empresários ligados à indústria da saúde garantiram participação mais atuante na realização do Polo Industrial e Tecnológico de Saúde, onde falaram até em encabeçar as atividades de atração de novas empresas. “Eu posso assegurar que nós não perdemos o entusiasmo neste negócio. O entusiasmo é tanto que, muito provavelmente, se daqui a pouco tempo o governo, por algum motivo, resolver fazer o polo somente em 2015, a gente quer criar estrutura dos empresários do setor para dizer: não, nós vamos construir o nosso próprio caminho”, declarou o presidente da Câmara Setorial, Augusto Guimarães. De acordo com ele, o novo posicionamento do setor frente ao empreendimento tem por objetivo agregar esforços para agilizar e tornar o polo realidade.

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Grupo Marquise habilitado para ampliação do Pecém

Mais de 38 mil moradias em construção no 1º semestre

Prazo da refinaria é mantido no CE e adiado no Maranhão

A Procuradoria Geral do Estado, por meio de sua Comissão Geral de Concorrências (CGC), apresentou os dois consórcios habilitados a proceder na construção da segunda etapa dos investimentos no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, que consistem na ampliação do Terminal de Múltiplas Utilidades (TMUT), e na pavimentação com engorda do quebra-mar existente no tramo Norte-Sul. Os consórcios Marquise/QG/Ivaí e Serveng/Constremac/Metropolitana foram os habilitados. Depois da publicação, a PGE aguarda, no prazo de cinco dias úteis, algum recurso contra a decisão. O consórcio CR Almeida/Triunfo/Estacom foi considerado inabilitado para o certame. A expectativa da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra) e Cearportos é de que até outubro, com o encerramento dos trâmites licitatórios, a obra tenha início. Orçada a um preço máximo de R$ 609 milhões pelo Governo, a obra proporcionará um ganho na política de atração de investimentos para a expansão econômica do Estado com o aumento do fluxo de contêneires e outras cargas no porto. Conheça a obra Os serviços incluem uma nova ponte de acesso ao quebra-mar existente com 1.520 metros de extensão, pavimentação de 1.065 metros sobre o quebra-mar; a ampliação do quebramar em cerca de 90 metros; o alargamento em cerca de 33 metros; a construção de 600 metros de cais com dois berços de atracação de navios cargueiros ou porta-conteineres voltados para operação com carga geral e produtos da siderúrgica, refinaria e ferrovia; e a ampliação do pátio da retroarea de aproximadamente 69.000 metros quadrados.

O Governo do Estado, por meio da Secretaria das Cidades tem, até junho deste ano, 38.004 unidades habitacionais construídas ou em andamento, destinadas às pessoas que vivem em áreas de risco. Para o segundo semestre, mais 1.052 moradias estão sendo aguardadas. Esses projetos preveem construção de habitações de interesse social, além de indenizações, permutas e melhorias. As moradias têm, em média, 45 metros quadrados, dois quartos, sala, cozinha e banheiro. Para buscar solucionar esse problema histórico, o Governo do Estado está à frente ou participa de 10 programas de habitação, em parcerias com União e municípios. São eles: Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), Programa Leilão Habitacional, Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS), Programa de Subsidio à Habitação (PSH), Programa Operações Coletivas (Resolução 518/460), Programa Pró-Moradia, Projeto Rio Maranguapinho, Projeto Rio Cocó, Projeto Dendê e casas construídas com 100% de recursos do Tesouro Estadual. Além disso, o Estado ainda dá apoio ao Programa Minha Casa Minha Vida, nos financiamentos pela Caixa Econômica Federal (CEF). Neste caso, não se trata de ação direta, mas de um processo de indução à efetividade do programa. Dentre os programas de construção de casas, destaca-se o projeto Maranguapinho, que prevê a construção de 6.543 unidades habitacionais, parte já concluída e entregue. Na sequência, o Leilão Habitacional, feito em parceria com as prefeituras, entregará 4.812 moradias. Do Programa Minha Casa Minha Vida, foram liberadas 4.060.

As especulações sobre um possível atraso no cronograma de instalação da refinaria Premium II, a ser construída no Pecém, não se confirmaram, e o empreendimento teve sua data de operação mantida para 2017. Já a unidade do Maranhão, entretanto, foi postergada, segundo informou ontem o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, ao divulgar o Plano de Negócios 2011-2015 da companhia. De acordo com Gabrielli, diante da necessidade de revisão nos investimentos, a companhia atendeu ao pedido da presidente Dilma Rousseff de não realizar corte nos aportes às novas refinarias, mas sim uma postergação. No último plano de negócios da estatal, a refinaria cearense foi adiada de 2013 para 2017, e teve seu projeto reprogramado para entrar em operação em uma única fase - antes seriam duas. No atual plano, não houve alterações no planejamento para a unidade cearense. A Premium II terá capacidade de refino para 300 mil bpd. A Petrobras planeja investir deste ano até 2015 um montante de US$ 224 bilhões (R$ 386 bilhões), concentrando 57% destes recursos no segmento de Exploração e Produção, com destaque para o desenvolvimento das áreas do pré-sal. A refinaria cearense - que atualmente está com a licença prévia emitida, mas ainda não possui a licença de instalação, que permite o início das obras - tem um orçamento inicial de US$ 11,1 bilhões, mas a estatal já programa uma redução no custo do empreendimento, assim como no do Maranhão.

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Página da Mulher Regina Stella (*) Ela não parava de falar e eu não escondia o meu espanto! Curiosa, a indagar a mim mesma, onde encontrava assunto, motivos, explicação para manter aquele pata-tí, pata-tá, a viagem inteira, sem dar a nenhum de nós a oportunidade de consentir, de responder, de retrucar, de concordar ou divergir! Lá fora uma esplêndida paisagem se descortinava e no bucolismo da região, pastagens, casinhas toscas e pensas que se sucediam, a vontade era de ficar quieta, e em silêncio, no bamboleio do velho ônibus, rabugento e cansado, observar o que estava ao alcance da vista. Por mais que eu propositadamente demonstrasse interesse pelo que via, e voltasse, ostensiva, a cabeça para fora, ela ficava indiferente, e investia, borbotões de palavras, considerando a paisagem, a primavera, o frio, o calor, a diferença entre as metrópoles e as vilas, enveredando pelas regiões montanhosas da França e da Suíça! O vento que vinha borrifar de frio o rosto, me trazia lembranças de viagens adolescentes, e eu me certificava quão seria gratificante retornar ao país do sonho, ali, tão simplesmente, mas ela não me dava vez! Quando , depois de uma breve pausa, lançou uma

Usar sem abusar pergunta, eu, aliviada, pensando ter ganho a oportunidade de responder e pedir, pelo amor de Deus, um minuto de trégua, reconheci, de imediato o meu engano. Ela, mesmo, respondeu, e prosseguiu, infindável teia de possibilidades sobre o tema a que dera início! É tortura, eu pensava. Aquela voz monótona, repetitiva, cantochão,a martelar os ouvidos me assemelhava à procissão em dia de finados!Mendigando silêncio e paz se entreolhavam os passageiros, solidários no infortúnio. Uma freada rápida do veículo pôs todo mundo em sobressalto, na curiosidade do que foi, do que não foi. E se aliviou a tensão, na cena típica, uma vaca leiteira, simplesmente, atravessando a estrada. Quando já refeitos do susto, o ônibus se punha em movimento, a importuna voz tentou recomeçar. _Agora chega! disse um dos passageiros, contendo o impulso de investir... A senhora nos permite prosseguir em silêncio? Há muita beleza para ver e agora vamos subir a serra! Queremos silêncio! Não houve resposta. Até o fim da viagem seguimos quase meditando...Silêncio total, para alívio de todos. Estranho comportamento humano que não tem o senso de equilíbrio! No noticiário do jornal vejo a irre-

vogável decisão de um jovem americano que resolveu parar de falar, tocava banjo, estudava, distraía turistas. Anos!Formou-se em Biologia e Ecologia, sem dizer uma palavra! Lia, ouvia, e escrevia, e seu silêncio, diziam, era uma experiência pessoal. Que se prolongou em demasia, convenhamos. Falar em excesso é prova inequívoca de insensatez.O sábio, ciente do conhecimento a adquirir, não joga fora as palavras se arvorando de culto, de douto, de sabedoria, sabendo quão preciosas são. Mas que também não se guarde o talento e não se estanque a fonte em exacerbado mutismo, perdendo a oportunidade de construir uma ponte e se comunicar.! Se o silêncio é de ouro, como se propala, a palavra é de diamante, decidindo da paz e da guerra, da vida e da morte. Tão graves e profundas a repercussão e a conseqüência das palavras que ao avaliá-las me vem ao pensamento o que Pitágoras, há mais de dois mil anos já dizia: “ Nada mais fácil do que pronunciar, numa conversa, os monossílabos sim e não. Entretanto, não há palavras que mais mereçam pensar-se nelas, antes de pronunciá-las”. (*) Regina Quintas (Fortaleza), jornalista e escritora

Receitas nordestinas testadas e provadas Raimunda Ceará Serra Azul (*)

BOLO DE MILHO Ingredientes

1 pacote de massa de milho pré-cozida açúcar e sal a gosto manteiga para untar a forma Reserve um pouco do leite de coco. Mis¬ture o leite de coco restante com a massa de milho, 0 açúcar e o sal. Cozinhe em

leite de 2 cocos grandes

fogo brando, mexendo sempre ate que o milho fi¬que bem cozido. Despeje em fôrma untada com manteiga, banhe com 0 leite de coco reservado e leve ao fomo quente até ficar bem dourado. (*)Raimunda Serra Azul (Uruburetama), advogada.

ONU cita Lei Maria da Penha como pioneira na defesa da mulher Lei ganhou nome da brasileira que ficou paraplégica devido a tentativa de assassinato pelo marido

Um relatório sobre a situação das mulheres no mundo, divulgado nesta quarta-feira pela ONU, cita a Lei Maria da Penha, criada no Brasil para combater a violência doméstica, como uma das pioneiras no mundo na defesa dos direitos das mulheres. A versão 2011/2012 do relatório Progresso das Mulheres no Mundo tem como foco o acesso da mulher à Justiça. O texto foi elaborado pela UN Women, entidade da ONU em favor da igualdade de gêneros e do fortalecimento da mulher. Sancionada em 2006, a Lei Maria da Penha aumentou o rigor nas punições aplicadas em casos de violência doméstica. Ela impede, por exemplo, a aplicação de penas alternativas, além de possibilitar a prisão preventiva e a prisão em flagrante dos agressores. A lei foi batizada a partir do caso da biofarmacêutica Maria da Penha Fernandes, que ficou paraplégica depois de sofrer duas tentativas de assassinato por parte de seu marido, o economista colombiano Marco Antonio Heredia Viveros. O colombiano foi preso somente em 2002, depois de vários anos de recursos na Justiça e de uma decisão do Tribunal Interamericano de Direitos Humanos, instando o governo brasileiro a tomar medidas em relação

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ao caso. Após passar 16 meses na prisão, Heredia passou ao regime semiaberto. Em 2007, o colombiano ganhou liberdade condicional. Atualmente, Maria da Penha atua na defesa dos direitos das mulheres. “Identificando falhas ou mudando leis que violam princípios constitucionais ou os direitos humanos, tais casos (como o de Maria da Penha) podem motivar ações governamentais para prover aos cidadãos, garantir direitos iguais das minorias ou acabar com a discriminação”, diz o relatório da ONU. Delegacias da mulher Além da Lei Maria da Penha, o relatório cita ainda

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a liderança do Brasil e da América Latina na criação de delegacias especiais para mulheres. O texto afirma que 13 países latinoamericanos e caribenhos possuem postos policiais especializados. “O Brasil abriu a sua primeira delegacia da mulher em 1985, em São Paulo. Hoje existem 450 delegacias da mulher em todo o país. Elas ajudaram a aumentar a conscientização e levaram a uma alta nas denúncias de violência contra mulheres”, diz o texto. O relatório apresenta uma série de recomendações para fazer com que a Justiça funcione com mais eficiência em favor das mulheres. Entre elas, está o maior apoio às organizações femininas, a adoção de cotas para mulheres nos parlamentos, aumentar o número de mulheres na força policial e implementar programas de reparação voltadas para o gênero. Segundo a diretora-executiva da UN Women e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, milhões de mulheres ainda vivem uma realidade de distância em relação à Justiça, apesar das garantias de igualdade atualmente disseminadas pelo mundo. “(O relatório) mostra que, onde as leis e os sistemas judiciários funcionam bem, eles podem prover um mecanismo essencial para que as mulheres tenham concretizados os seus direitos humanos”, afirma Bachelet no texto. (Com a BBC Brasil)

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Leituras VII

Psicólogo e Psicoterapeuta Espero que possa me ajudar. Peguei meu carro e saí pra trabalhar, deixando meu marido em casa vendo televisão, como sempre. Rodei pouco mais de 1 km quando o motor morreu e o carro parou. Voltei pra casa, para pedir ajuda ao meu marido. Quando cheguei, nem pude acreditar, ele estava no quarto, com a filha da vizinha! Eu tenho 32 anos, meu marido 34, e a garota 22. Estamos casados há 10 anos, ele confessou que estavam tendo um caso há 6 meses. Eu o amo muito e estou desesperada. Você pode me ajudar? Antecipadamente grata. Patrícia Resposta Cara Patrícia, Quando um carro para depois de haver percorrido uma pequena distância, isso pode ocorrer devido a uma série de fatores. Comece por verificar se tem gasolina no tanque. Depois veja se o filtro de gasolina não está entupido. Verifique também se tem algum problema com a injeção eletrônica. Se nada disso resolver o problema, pode ser que a própria bomba de gasolina esteja com defeito, não proporcionando quantidade ou pressão suficiente nos injetores. A pessoa ideal para ajuda-lá seria um mecânico. Você jamais deveria voltar em casa para chamar seu marido. Ele não é mecânico. Você está errada. Não repita mais isto! Espero ter ajudado. Dr. Antônio Roberto. O comportamento dos filhos Filhos Americanos: Saem de casa aos 18 anos com total apoio dos pais.. Filhos Italianos: Saem de casa aos 35 anos, depois de poupar o suficiente para comprar casa e pagar duas semanas de lua de mel quando casarem... Mesmo assim, mantém um quarto na casa dos pais para os fins-de-semana. Filhos Americanos: Quando a mãe os visita leva um bolo, os filhos servem café e eles conversam. Filhos Italianos: Quando a mamma os visita, leva comida para 3 dias, lava e passa roupa, limpa e arruma a casa. Filhos Americanos: Os pais sempre avisam quando vão visitá-los e isto acontece só em ocasiões especiais. Filhos Italianos: Eles nunca sabem quando os pais vão aparecer às oito da manhã de sábado e começar a podar as suas árvores frutíferas. E, se não houver árvores frutíferas, eles plantam. Filhos Americanos: Sempre pagam aluguel e procuram nas páginas amarelas quando precisam de algum serviço. Filhos Italianos: Ligam para os pais e tios, pedindo o telefone de outros pais/tios que possam saber do serviço que eles precisam. Filhos Americanos: Visitam os pais para comer um bolo com café - e fazem só isso, mais nada. Filhos Italianos: Visitam os pais para tomar um café, comer bolo, antipasto, vinho, um bom prato de massa, carne, salada, pão, sobremesa, frutas, expresso e uns drinks após o jantar. Filhos Americanos: Cumprimentam os pais com “Oi” e “Olá”. Filhos Italianos: Cumprimentam os pais com um grande abraço, beijos e tapinhas nas costas. Filhos Americanos: Tratam os pais por sr. e srª. Filhos Italianos: Tratam os pais por mamma e babbo.. Filhos Americanos: Nunca viram os pais chorar. Filhos Italianos: Choram junto com os pais. Filhos Americanos: Devolvem o que pedem emprestado aos pais em poucos dias. Filhos Italianos: Ficam com as coisas que emprestam dos pais por tanto tempo que os pais esquecem que são deles. Filhos Americanos: Quando o jantar acaba vão para casa. Filhos Italianos: Quando o jantar acaba ficam horas conversando, rindo ou simplesmente confraternizando. Filhos Americanos: Sabem pouco sobre os pais. Filhos Italianos: Podem escrever um livro sobre os pais. Filhos Americanos: Comem sanduíches de manteiga de amendoim, geléia e pão de forma branco. Filhos Italianos: Comem sanduíche de salame, queijo colonial, pão caseiro, crostoli, conservas... Filhos Americanos: Deixam você para trás se é isto que a maioria está fazendo. Filhos Italianos: Não lhe abandonam mesmo que a grande maioria ache normal abandonar.

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Bom Preço (Walmart) se instala em Juazeiro do Norte marcando o centenário da cidade do Padre Cícero

Maior grupo varejista internacional, presente em 16 dorama), atacado (Maxxi), clube de compras (Sam’s) países, com mais de 2 milhões de funcionários e fatu- e lojas de vizinhança (Todo Dia). O faturamento da ramento de US$ 421 bilhões, dos quais R$ 22 bilhões empresa no Brasil em 2010 foi de R$ 22,3 bilhões, no Brasil, Walmart, líder absoluto do ranking das 500 o que representa 13% de crescimento em relação ao maiores empresas do mundo, chegou a Juazeiro do ano anterior. Em 2010, a companhia abriu 45 novas Norte, em 28.07, com bandeira do Hiper Bompreço, lojas e gerou 6 mil postos de trabalho. Sobre os novos primeiro empreendimento do gênero na região do Cariri investimentos no Nordeste, cerca de R$ 450 milhões e interior do Estado.O Walmart, fundado por San Walton garantirão a instalação de mais 30 lojas na região Nos últimos cinco anos, o Walmart investiu R$ em 1962, no Arkansas, Estados Unidos O presidente do Walmart Brasil, Marcos 6 bilhões no País, com a construção de 177 lojas e geração de 25.000 novos empregos. Os investimentos Samaha(foto), i informou que Juazeiro do Norte faz parte do plano ao longo deste ano serão destinados prioritariamente para a abertura de 80 novas lodo grupo que está investindo jas, de todos os formatos que a somente neste 2011 no Brasil rede opera hoje no Brasil: hiperR$ 1,2 bilhão na instalação de mercados, supermercados, lojas 80 novas lojas nos diversos de atacado, clubes de compras e Estados lojas de vizinhança. O mais novo empreendimenJuazeiro do Norte ,um dos to do Walmart em Juazeiro do mais dinâmicos centros produNorte se justifica. Recebendo tivos da economia do Nordeste 2,5 milhões de visitantes ao com 6 mil estabelecimentos ano, que injetam cerca de R$ comerciais e mais de 600 indús1,250 bilhão na economia local, trias, sendo inclusive o maior Juazeiro do Norte, Barbalha e pólo da indústria calçadista do Crato forma o maior aglomeraNorte e Nordeste e o terceiro do urbano do interior nordestido País, depois de Franca(SP) no com 450 mil consumidores; e Novo Hamburgo(RS), e o Somam-se a estes mais 200 mil terceiro maior pólo joalheiro do consumidores que habitam seis Brasil, depois de Limeira(SP) outros municípios da região e e Guaporé(RS); Juazeiro é o 23 municípios do Cariri com maior centro universitário do 400 mil habitantes. Toda essa Cariri e do interior do Ceará população de 1 milhão de haO presidente do Walmart Brasil, Marcos Samaha, informou acolhendo em suas 60 faculdabitantes do Cariri e mais 1,5 que Juazeiro do Norte faz parte do plano do grupo que está somente neste 2011 no Brasil R$ 1,2 bilhão na des estudantes de toda a região e de milhão do sul do Ceará, Paraíba, investindo instalação de 80 novas lojas nos diversos Estados vários Estados do Nordeste. Pernambuco e Piauí Fica numa posição estratégica eqüidistante das Localizado no bairro Triângulo, ao lado da Avenida Padre Cícero, no terreno da antiga Cariri Industrial capitais nordestinas, numa distância rodoviária méde Óleos, próximo ao Cariri Shopping Center, o Hiper dia de 700 quilômetros, sendo 560 do Recife, maior Bompreço Juazeiro fica numa área de 34 mil metros centro de distribuição e abastecimento do Nordeste. quadrados do complexo do novo shopping Juazeiro Juazeiro é o segundo principal portão de entrada no Open Mall em implantação. Com investimento de R$ Ceará, depois de Fortaleza, através do seu Aeroporto 30 milhões e geração de 200 empregos diretos, em Regional do Cariri, 41º no ranking dos 67 principais suas amplas instalações, incluindo estacionamento aeroportos do País administrados pela Infraero e o para 400 veículos, o Hiper Bompreço Juazeiro aten- que mais cresce em movimento no Brasil nos últimos derá aos 650 mil habitantes da Região Metropolitana cinco anos, por isso mesmo agora alvo de ampla do Juazeiro com mais de 65 mil itens de consumo. reforma e modernização. Juazeiro tem o maior e O Walmart Brasil opera hoje 483 unidades, sendo melhor sistema de comunicação do interior do Ceará, 201 no Nordeste, e 87 mil funcionários em 18 Estados incluindo dois canais de televisão(TV Cariri e TV brasileiros (+ Distrito Federal). São nove bandeiras Verde Vale), os únicos do Cariri. Com o Juanorte entre hipermercados (Walmart, Hiper Bompreço e BIG), supermercados (Bompreço, Nacional e Merca-

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Presidenta Dilma anunciou a criação da Universidade Federal do Cariri que será sediada em Juazeiro do Norte A presidenta Dilma Rousseff anunciou em 16.08 a criação de mais quatro universidades federais em estados do Norte e Nordeste. Três delas são na verdade campi já em funcionamento de outras instituições federais que serão transformados em universidades. O Ceará ganhou mais uma universidade , a Universidade Federal da Região do Cariri, que absorverá de saída os campus avançados da Universidade Federeal do Ceará. Com essa expansão, a rede federal passará a contar com 63 unidades. A nova fase de expansão das federais totalizará 47 novos campi. A Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) terá sede na cidade de Marabá, onde hoje funciona um campus da Universidade Federal do Pará. A Universidade Federal da Região do Cariri (UFRC), no Ceará, terá sede em Juazeiro do Norte, onde atualmente funciona o Campus Cariri que pertence à Universidade Federal do Ceará (UFCE). A FRC terá campus nas cidades de Barbalha, Crato, Brejo Santo e Icó Na Bahia, o campus de Barreiras da Universidade Federal da Bahia (Ufba) será transformado na Universidade Federal do Oeste da Bahia (Ufoba). O estado ainda receberá a Universidade Federal do Sul da Bahia (Ufesba), no município de Itabuna. A criação delas precisa ser aprovada pelo Congresso Nacional. Ao todo, as quatro novas instituições de ensino terão 17 campi para atender a população dos respectivos estados, sendo que 12 deles ainda serão criados e cinco, transferi-

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dos de outras universidades já existentes. Além disso, 12 universidades federais de 11 estados vão receber 15 novos campi até 2014. Segundo o Ministério da Educação (MEC), a expansão será concluída com a entrega das obras de expansão de 12 universidades federais que terão 20 novas unidades até 2012. Esses campi já estavam previstos na etapa anterior do Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). A abertura de 250 mil vagas de ingresso nas universidades federais é um dos resultados que a presidenta da República, Dilma Rousseff, espera alcançar com a terceira fase da expansão universitária e profissional, anunciada nesta terça-feira, 16. A presidente Dilma Rousseff defendeu as ações de expansão do ensino técnico e superior iniciadas no governo do ex-presidente Lula e que estão sendo continuadas na sua gestão. “Até 2014 vamos ter mais quatro universidades federais, a abertura de 47 novos campi, além de 208 novas unidades dos institutos federais de educação

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profissional e tecnológica”, disse. “Em dois anos, só a Petrobrás vai gerar uma demanda de 230 mil técnicos em petróleo e gás”, explicou Dilma. Mas o Brasil, avisou, também precisa de quadros preparados para atender setores internacionais de alta tecnologia que estão aqui chegando. Para executar o programa, o governo federal vai investir cerca de R$ 14 milhões no caso de câmpus universitário. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, esse é o valor mínimo para iniciar as atividades. O senador Eunício Oliveira observou que a nova Universidade Regional do Cariri e os dois novos campus da UFC , de Russas e Crateús. democratizará ainda mais o ensino de qualidade. De acordo com Eunício, o anúncio foi mais uma iniciativa importante de valorização das regiões do Cariri e Centro-Sul do Ceará que vem se destacando pelo seu desenvolvimento socioeconômico. “Serão mais de 40 municípios cearenses beneficiados, com a profissionalização, estímulo a pesquisa e oferta de mão de obra qualificada para as novas obras e investimentos que estão chegando no Ceará”, informou. Do Ceará, estiveram presentes na solenidade no Palacio do Planalto os prefeitos das cidades de Juazeiro, Crateús, Russas, Icó, Horizonte, Barbalha, além do reitor da UFC, Jesualdo Farias.

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