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FICHA
TÉCNICA:
 Propriedade:

 Centro
Escolar
de
Santa
Marta
de
Portuzelo


Organização:
 Professores,
Encarregados
de
Educação
e
alunos


Estórias
 Encarregados
de
Educação
e
alunos
do
CESMP


Ilustrações:
 Alunos
do
CESMP



Todas
as
histórias,
com
os
seus
heróis
e
os
seus
malfeitores,
com
os
seus
avanços
e
 recuos,
deram
corpo
ao
que
está
nas
páginas
que
se
seguem,
à
vista
de
todos,
para
 serem
reconhecidas
e
consideradas
como
pertença
desta
comunidade
educaIva.
 Pensamos
que
a
vossa
contribuição
para
a
consecução
do
projecto
foi
uma
mais‐valia
 para
as
aprendizagens
dos
vossos
filhos
e
para
o
desenvolvimento
da
interacção
que
 deve
exisIr
entre
a
escola
e
a
comunidade
local.
 Foi
também
com
a
colaboração
preciosa
de
todos
os
docentes
deste
Centro
Escolar,
 que
foi
possível
o
lançamento
das
vossas
histórias.
 É
 com
 um
 bem‐haja
 que
 agradecemos
 a
 todos
 quantos
 parIciparam
 e
 deram
 exemplo
de
que
a
escrita
pode
ser
uma
acIvidade
lúdica
muito
construIva.



ÍNDICE
 Biografia
de
João
Álvares
Fagundes
 As
Peripécias
de
Fagundes
 Em
Busca
da
Ilha
Encantada
dos
Amores
 Fagundes
e
as
suas
Aventuras
 Visita
à
Ilha
do
Bacalhau
à
Gil
Eanes
 Uma
Viagem
Atribulada
 As
Grandes
Aventuras
de
João
Álvares
Fagundes
 O
Corajoso
João
Álvares
Fagundes
 Uma
Aventura
no
Mar
 O
Amor

de
Fagundes
 Fagundes,
o
Navegador
 Uma
Aventura
nos
Mares
do
Norte
 Uma
Aventura
de
João
Álvares
Fagundes
 Na
Ilha
de
Milaque



Pouco
 se
 sabe
 da
 vida
 deste
 ilustre
 vianense.
 Tudo
 leva
 a
 crer
 que
 nasceu
 em
 Viana
 antes
 de
 1498,
 porque
 nessa
 data
 surge
 como
 testemunha
 na
 formação
 do
 primeiro
 Tombo
 das
 rendas
 e
 bens
 da
 Câmara.

 
João
Álvares
Fagundes
é
descendente
de
uma
família
 de
 clérigos
 que
 vieram
 do
 Porto
 acompanhar
 o
 Administrador
 da
 Comarca
 EclesiásIca.
 Era
 filho
 de
 Álvaro
 Anes
 e
 sobrinho
 de
 Rodrigo
Anes
 “Fagundo”;
 o
 primeiro
 foi
 pároco
 em
 S.
 Vicente
 de
 Távora,
 S.
 Pedro
 de
 Seixas,
 Lanhelas
 e
 Argela;
 o
 segundo
 foi
 o
 primeiro
arcipreste
da
Colegiada
de
Viana
e
seu
filho
 Rui
 Fagundes
 ocupou
 o
 mesmo
 cargo.
 Eram
 pessoas
 influentes
na
Corte
e
na
região.
 Em
1521
o
rei
D.
Manuel
concedeu‐lhe
a
capitania
das
terras
descobertas.
Para
levar
 em
 frente
 essa
 grande
 aventura
 que
 foi
 a
 descoberta
 da
 parte
 meridional
 da
 Terra
 Nova,
 João
 Álvares
 Fagundes
 teve
 de
 se
 desfazer
 dos
 seus
 bens
 e
 até
 endividar‐se,
 vindo
 a
 perder
 tudo
 o
 que
 havia
 conquistado
 com
 tanto
 sacriicio,
 em
 favor
 dos
 espanhóis
que,
devido
a
um
erro
de
longitudes
comeIdas
pelos
portugueses,
vieram
 a
 reclamar
 a
 inclusão
 do
 estreito
 de
 Cabot
 e
 
 da
 Nova
 Escócia
 no
 seu
 hemisfério.

 Deve‐se
a
este
vianense
a
descoberta
da
Nova
Escócia.



João
 Álvares
 Fagundes
 estava
 entre
 os
 homens
 bons
 de
 Viana,
 que
em
6
de
Novembro
de
1512
se
 reuniram
 em
 concelho,
 para
 tomarem
 posição
 acerca
 do
 p a d r o a d o
 d o
 m o s t e i r o
 d e
 S a n t ’A n a ,
 r e c e n t e m e n t e
 construído
 a
 expensas
 camarárias.
 Dois
 anos
 passados,
 voltou
 a
 ser
 eleito
 para
 o
 cargo
 de
 juiz
 
 do
 concelho
de
Viana.
 
Deve
ter
falecido
no
final
de
1522,
 princípio
de
1523.

 Blog
”Mar
de
Viana”

 (texto
com
supressões
e
adaptações)




Era
 uma
 vez
 um
 grande
 herói
 vianense
 chamado
 João
 Álvares
 Fagundes,
 famoso
 armador
 de
 navios.
 João
 era
 um
 homem
 musculado,
 de
 cabelos
 e
 olhos
 castanhos,
 sempre
bem‐disposto
e
amável
com
toda
a
gente.
 Era
um
aventureiro
e
estava
sempre
pronto
para
procurar
tesouros
em
todos
os
cantos
 do
mundo.
Assim
fez.
Aventurou‐se
pelos
mares
do
sul
com
rumo
ao
oceano
Índico
no
 seu
majestoso
barco
“Conquistador”.
 Enfrentou
 tempestades,
 remoinhos
 mas,
 com
 sorte,
 ultrapassou
 tudo
 e,
 por
 fim,
 avistou
uma
ilha.
A
ilha
era
acidentada
e
estava
cheia
de
árvores,
arbustos,
insetos,
e
 animais
selvagens.

 João
 entrou
 pela
 floresta
 subindo
 e
 descendo
 vales,
 planaltos
 e
 planícies
 até
 que
 avistou
uma
gruta
brilhante.
Lá
dentro,
havia
diamantes
que
estavam
protegidos
por
 duendes.
 Ao
 conInuar
 a
 explorar
 a
 gruta,
 viu
 um
 gigante
 a
 dormir.
 Com
 medo
 de
 o
 acordar,
escondeu‐se
entre
as
rochas.
Passado
algum
tempo,
o
gigante
acordou
e,
por
 senIr
que
alguém
o
estava
a
observar,
fingiu
que
se
reIrava
da
gruta.



• herói
 saiu
 do
 esconderijo
 e
 preparou
 uma
 armadilha.
 Começou
 a
 cavar
 um
 buraco
 muito
fundo
e
tapou‐o
com
ramos
e
folhas.
De
repente,
olhou
para
trás,
viu
o
gigante
a
 entrar
 na
 gruta
 e
 resolveu
 enfrentá‐lo
 junto
 ao
 buraco.
 O
 gigante
 aproximou‐se,
 pôs
 um
pé
nas
folhas,
desequilibrou‐se
e
caiu.
Começou
a
gritar
e
a
pedir
ajuda.
Prometeu‐ lhe
que
não
lhe
fazia
mal
e
que
lhe
dava
alguns
diamantes.
João
arranjou
um
tronco
 para
 ele
 subir.
 Quando
 saiu
 do
 buraco,
 o
 gigante
 agradeceu‐lhe
 e
 disse‐lhe
 para
 conInuar
o
caminho
da
floresta
pelo
lado
esquerdo
pois
aí
não
corria
perigo.
O
herói
 pediu
desculpa
ao
gigante
pelo
que
lhe
Inha
feito
e
parIu
com
os
diamantes.
Seguiu
o
 seu
caminho
tal
como
o
gigante
lhe
Inha
indicado,
voltou
ao
barco
e
parIu.

 Passados
uns
dias,
chegou
a
um
porto
onde
atracou.
Foi
confrontado
novamente
com
 peripécias,
 desta
 vez
 para
 parIcipar
 num
 concurso
 de
 sabedoria
 de
 palavras
 enfeiIçadas.
 Desconfiado,
 João
 aceitou.
 O
 concurso
 foi
 diicil
 e
 o
 navegador
 ficou
 espantado
quando
se
apercebeu
que
Inha
perdido
com
um
sábio
louco.
Apercebeu‐se
 que
corria
perigo
e
saiu
apressadamente
do
local
como
se
um
feiIço
o
Ivesse
aIngido.
 Sabendo
 ele
 que
 era
 um
 herói,
 não
 poderia
 ficar
 de
 braços
 cruzados
 e
 Inha
 de
 se
 aventurar
como
sempre
o
fez.



Afastou‐se
desolado,
quando,
de
repente,
lhe
apareceu
uma
fada
no
meio
de
um
clarão
 que
lhe
perguntou
o
porquê
da
sua
tristeza.
João
relatou
o
sucedido
e
regressou
ao
local
 do
concurso
e,
com
ajuda
da
fada,
conseguiu
superar
as
provas
e
sair
vitorioso.
 Depois
de
enfrentar
todos
os
obstáculos
nesta
sua
longa
viagem,
João
Álvares
Fagundes
 decidiu
 regressar
 a
 casa
 com
 os
 diamantes.
 Em
 cada
 porto,
 contava
 a
 sua
 grande
 aventura
pelas
florestas
da
ilha
misteriosa
e
a
forma
como
Inha
ganho
o
concurso
ao
 sábio
louco.
 João
Álvares
Fagundes
ficou
conhecido
por
ser
um
grande
herói
e
por
ter
descoberto
a
 ilha
dos
diamantes.
A
parIr
dessa
altura,
todas
as
pessoas
queriam
conhecê‐lo
e
falar
 com
ele
e
dar‐lhe
os
parabéns
pela
sua
coragem.
 O
 navegador
 vianense,
 com
 o
 seu
 barco
 “Conquistador”,
navegou
 por
 muitos
 mares
 e
 oceanos
 à
 procura
 de
 novas
 ilhas
 e
 tesouros,
 fazendo
 sempre
 novos
 amigos
 por
 onde
 passava.
O
nosso
herói
fez
muitas
expedições
por
todo
o
mundo
para
dar
a
conhecer
as
 suas
histórias
e
as
suas
descobertas,
ficando
conhecido
em
todas
as
partes
do
mundo
 como
navegador
e
conquistador.



Era
uma
vez
um
pescador
chamado
João
Alvares
Fagundes.
Era
um
homem
alto
e
magro.
 Tinha
 barba
 e
 cabelo
 pretos.
 Usava
 óculos.
 Morava
 à
 beira
 da
 praia,
 Inha
 um
 grande
 barco
e
adorava
o
mar.
 Navegar
 sempre
 Inha
 sido
 para
 ele
 muito
 importante.
 Fazia‐o
 senIr‐se
 livre.
 Como
 era
 bom
 senIr
 o
 vento
 no
 rosto,
 ouvir
 o
 som
 das
 ondas,
 estar
 rodeado
 de
 tão
 belas
 paisagens…
No
entanto,
Inha
um
sonho
que
se
repeIa
todas
as
noites
e
que
o
deixava
 preocupado.
 Sonhava
 que
 encontrava
 um
 tesouro
 valioso
 que
 servia
 para
 comprar
 vacinas
para
crianças
pobres.
 Certo
 dia,
 decidiu
 procurar
 a
 Ilha
 Encantada
 dos
 Amores.
 Ouvia‐se
 dizer
 que
 essa
 ilha
 ficava
no
Pólo
Norte
e
que
estava
cheia
de
gelo.
Dizia‐se
também
que,
nessa
ilha,
Inha
 passado
 um
 navegador
 muito
 rico
 e
 que
 Inha
 escondido
 lá
 o
 seu
 valiosíssimo
 tesouro.
 Infelizmente,
 João
 Álvares
 Fagundes
 não
 sabia
 o
 caminho
 para
 lá
 chegar.
 Mas,
 mesmo
 assim,
determinado,
resolveu
parIr
à
aventura
e
pediu
a
um
velho
amigo,
o
Manuel,
que
 o
acompanhasse
nessa
viagem
que
começava
no
oceano
AtlânIco.



No
 início
 da
 viagem,
 tudo
 estava
 calmo,
 parIram
 com
 bom
 tempo.
 João
 ia
 feliz
 a
 contar
 as
 suas
 aventuras
 ao
 seu
 amigo
 Manuel.
 Já
 iam
 no
 segundo
 dia
 de
 viagem
 quando,
de
repente,
senIram
um
enorme
estrondo
no
barco.
Este
parou
por
completo
 em
alto
mar.
Eles
não
percebiam
o
que
se
estava
a
passar,
ou
não
queriam
acreditar
 na
falta
de
sorte!
Estavam
encalhados
num
ilhéu!
 
—
E
agora?
—
perguntou
o
João
Álvares
ao
seu
amigo.

 —
 Vamos
 vesIr
 os
 coletes
 salva‐vidas!
 O
 barco
 pode
 virar!
 É
 muito
 perigoso!
 — respondeu
o
Manuel
tão
assustado
que
já
gaguejava.
 Desesperados
e
sem
saber
o
que
fazer,
cheios
de
frio
e
medo,
viram
o
dia
escurecer
e
a
 aproximar‐se
muito
mau
tempo.
A
noite
caiu
e
começou
a
chover
torrencialmente.
O
 mar
 estava
 cada
 vez
 mais
 agitado
 e,
 com
 tanto
 baloiçar
 das
 ondas,
 o
 barco,
 milagrosamente,
acabou
por
desencalhar
mas
foi
levado
pela
maré
para
o
interior
de
 uma
gruta.
 Assim
 que
 João
 e
 Manuel
 repararam
 que
 o
 barco
 já
 estava
 solto,
 ficaram
 muito
 contentes
e
pensaram
que
já
podiam
seguir
caminho
tranquilos.
Para
isso,
bastava
sair



daquele
 local.
 Estavam
 a
 Irar
 os
 coletes
 quando
 se
 aperceberam
 que
 o
 barco
 se
 Inha
 estragado
 e
 que
 estava
 a
 entrar
 água
 para
 dentro
 dele.
 Muito
 aflitos,
 gritaram
 o
 mais
 que
puderam.
 —
Socorro!
Socoooooooorro!
Alguém
nos
ajude!
O
barco
está
a
afundar!
 Como
ainda
estavam
no
interior
da
gruta,
os
seus
gritos
faziam
eco
e
parecia
que
mais
 de
mil
pessoas
estavam
a
gritar
ao
mesmo
tempo.
Foi
nesse
momento
que
ouviram
uma
 voz
suave
e
doce:
 —
Acalmem‐se,
meus
amigos.
 Era
uma
fada
que
Inha
aparecido
no
meio
das
ondas.
 Os
dois
amigos
estavam
assustados
mas
rapidamente
perceberam
que
ela
os
ia
ajudar.
 —
Pode
ajudar‐nos,
por
favor?
—
perguntaram
eles.
 —
Eu
sou
a
Fada
do
Mar
e
vou
recuperar
o
vosso
barco.
 A
 Fada
 do
 Mar
 deu
 a
 mão
 aos
 dois
 amigos
 e
 começou
 a
 cantar
 “Pozinho
 de
 perlimpimpim
,
põe
esse
barco
a
andar,
neste
mar
sem
fim…”
 O
barco
ficou
como
novo.
Os
dois
amigos
agradeceram
à
fada
e
seguiram
calmamente
a




sua
viagem.

 Passados
uns
dias
a
navegar,
avistaram
uma
enorme
ilha.
 Com
 alegria,
 festejaram
 a
 descoberta
 pois,
 por
 fim,
 chegavam
 à
 tão
 desejada
 Ilha
 dos
 Amores.
Era
linda!
Ao
contrário
dos
rumores,
não
Inha
gelo.
A
água
do
mar
era
muito
 límpida,
 a
 areia
 era
 muito
 brilhante
 e
 havia
 muitas
 flores
 coloridas,
 todas
 amores‐ perfeitos,
 nas
 quais
 poisavam
 lindas
 borboletas
 de
 todas
 as
 cores
 e
 feiIos.
 Tudo
 era
 colorido
 e
 magnífico!
 Os
 pescadores
 nunca
 Inham
 visto
 nada
 assim…
 parecia
 que
 estavam
 num
 conto
 de
 fadas!
 Resolveram
 seguir
 o
 sonho,
 e
 foram
 à
 procura
 do
 tão
 desejado
 tesouro.
 Procuraram
 e,
 passados
 alguns
 dias,
 acharam‐no.
 O
 tesouro
 era
 enorme
e
estava
repleto
de
peças
valiosas
e
de
ouro.
Festejaram
com
muito
entusiamo
 a
descoberta
pois
iriam
conseguir
o
que
tanto
desejavam:
doar
as
vacinas
às
crianças.
 
 João
 Alvares
 Fagundes,
 juntamente
 com
 o
 seu
 amigo
 Manuel,
 carregou
 o
 barco
 e
 regressaram
 a
 Portugal,
 orgulhosos
 das
 suas
 aventuras
 e
 do
 tesouro.
 Com
 ele,
 compraram
muitas
vacinas
que
ofereceram
a
todas
as
crianças
portuguesas.
Mas,
como
 os
 heróis
 nunca
 se
 dão
 por
 saIsfeitos,
 começaram
 logo
 a
 pensar
 no
 que
 fazer
 com
 o



resto
 do
 ouro.
 Assim,
 pensaram
 em
 comprar
 mais
 vacinas,
 fazer
 uma
 viagem
 até
 África
e
oferecer
as
vacinas
que
muitos
meninos
africanos,
infelizmente,
não
têm.

 E
se
bem
o
pensaram,
melhor
o
fizeram…



Era
uma
vez
um
senhor
chamado
João
Álvares
Fagundes
que
vivia
numa
casa
pequena
 à
 beira
 do
 rio,
 local
 onde
 Inha
 nascido.
 Desde
 pequeno
 que
 mostrava
 um
 gosto
 especial
pelo
rio
e
pelo
mar.
Quando
Inha
apenas
seis
anos,
Inha
pedido
ao
pai
para
 construírem
um
barco
juntos
com
o
qual
pudessem
passear
e
conhecer
melhor
o
mar.
 Era
 um
 barco
 pequeno
 e
 azul
 mas
 muito
 resistente
 que,
 juntos,
 Inham
 baIzado
 de
 “Santa
 Marta”.
 Os
 anos
 foram
 passando
 e
 João
 Inha‐se
 tornado
 um
 homem
 alto
 e
 bonito.
Tinha
cabelo
castanho,
olhos
azuis
como
o
mar
e
a
pele
queimada
pelo
sol.
O
 que
mais
gostava
de
fazer
era
levantar‐se
bem
cedo
para
pescar
e
navegar
no
seu
barco
 “Santa
 Marta”.
 Gostava
 de
 viajar
 e
 dizia
 sempre
 que
 algum
 dia
 iria
 conhecer
 outros
 países.
 O
desejo
de
viajar
era
cada
vez
maior
e,
numa
certa
manhã,
pensou
que
seria
uma
boa
 altura
 para
 parIr.
 Decidido,
 preparou
 a
 viagem.
 Pegou
 na
 sua
 mochila
 e
 no
 que
 era
 mais
 importante
 e
 fechou
 a
 sua
 casa.
 Despediu‐se
 de
 alguns
 amigos
 e
 parIu
 à
 descoberta
de
novas
terras
no
seu
humilde
barco.



Feliz,
 navegou
 alguns
 dias
 até
 que
 atracou
 num
 porto
 de
 mar
 cheio
 de
 lindas
 embarcações.
 A
 sua
 primeira
 aventura
 estava
 a
 começar.
 Maravilhado,
 foi
 dar
 um
 passeio
para
conhecer
a
zona.
Mas,
quando
regressou,
algo
terrível
Inha
acontecido.
O
 seu
querido
barco
Inha
desaparecido!

 Que
desespero
senIu
quando
se
deu
conta
da
falta
do
seu
bem
mais
precioso!
Aquele
 barco
 era
 uma
 relíquia
 com
 o
 qual
 Inha
 navegado
 por
 muitos
 mares
 revoltosos
 e
 tempestuosos
mas
que
sempre
o
Inha
trazido
são
e
salvo
à
sua
tão
adorada
cidade
de
 Viana
do
Castelo.

 Já
 em
 pleno
 dilúvio
 de
 lágrimas,
 João
 orou
 à
 santa
 padroeira
 dos
 navegadores
 de
 Viana,
a
Senhora
d’Agonia.
Não
se
sabe
se
foi
a
santa
ou
a
sorte,
mas
as
preces
do
João
 foram
 ouvidas
 e
 surgiu,
 vinda
 dos
 fundos
 dos
 mares,
 a
 ajuda
 de
 uma
 bela
 criatura
 enigmáIca.
O
navegador
já
Inha
viajado
muitas
milhas,
visto
muitas
ilhas
paradisíacas
 e
locais
fabulosos
mas
nunca
Inha
visto
nada
assim.
Meia
mulher,
meia
peixe,
era
uma
 criatura
muito
bela
e
estava
de
braços
abertos
a
oferecer
ajuda
para
procurar
o
barco
 desaparecido.
João
estava
boquiaberto
e
não
queria
acreditar
pois,
para
ele,
as
sereias
 eram
velhas
histórias
contadas
às
crianças
por
pescadores
e
navegadores.



A
 bela
 sereia,
 de
 cauda
 cor‐de‐rosa,
 olhos
 azuis
 e
 cabelos
 encaracolados,
 ao
 ver
 o
 navegador
 com
 uma
 cara
 tão
 angusIada,
 pediu‐lhe
 que
 se
 acalmasse.
 João
 respondeu
 que
estava
desesperado
porque
o
seu
belo
barco
Inha
desaparecido.
A
sereia
disse‐lhe
 então
 que
 o
 ajudava
 a
 recuperar
 o
 barco
 perdido
 mas
 que
 Inha
 de
 construir
 uma
 jangada
visto
que
ele
não
a
poderia
acompanhar
nadando
pelos
mares
numa
viagem
tão
 longa.
 Depois
 da
 jangada
 estar
 pronta,
 parIram
 à
 aventura.
 Pelos
 mares,
 viram
 polvos
 gigantes,
 peixes
 coloridos,
 grutas
 fantásIcas
 nas
 ilhas…
 Viajaram
 vários
 dias
 até
 que
 avistaram
no
horizonte
o
barco
“Santa
Marta”.



Quando
 se
 aproximaram,
 João
 ficou
 surpreendido
 quando
 se
 deparou
 com
 o
 seu
 querido
barco
cheio
de
perigosos
piratas.
A
simpáIca
sereia
aconselhou
o
amigo
a
ser
 cuidadoso
com
aqueles
piratas
traiçoeiros.
E,
tal
como
Inha
aparecido,
desapareceu
de
 uma
forma
mágica.
 Sozinho,
 João
 encheu‐se
 de
 coragem
 e
 decidiu
 enfrentá‐los.
 Muito
 educadamente,
 disse‐lhes
 que
 aquele
 barco
 era
 dele
 desde
 a
 sua
 infância
 e
 que
 Inha
 sido
 construído
 pelo
 seu
 pai
 e
 ele
 próprio.
 O
 chefe
 chamou
 os
 parceiros.
 Os
 piratas
 cercaram‐no
 e
 responderam
que
o
barco
lhes
pertencia.
João
ficou
agoniado
ao
aperceber‐se
que
Inha
 ficado
sem
o
barco
e
que
se
Inha
tornado
um
prisioneiro.
 Ficou
com
os
piratas
durante
algum
tempo.
Era
prisioneiro
mas
parIcipava
em
algumas
 aIvidades
daqueles
piratas
malvados.
Um
dia,
depois
de
ter
parIcipado
num
jogo
e
de
 ter
vencido,
furiosos,
os
piratas
condenaram‐no
à
morte.
Foi
nesse
momento
que
surgiu
 uma
 fada
 e,
 por
 magia,
 salvou‐o
 fazendo
 desaparecer
 aquela
 gente
 tão
 maldosa.
 O
 herói
ficou
muito
feliz
por
finalmente
estar
a
salvo
e
de
ter
recuperado
o
seu
barco
tão
 precioso.
Navegou
rumo
a
Viana
do
Castelo.
Estava
feliz
por
regressar
e
pensou
que
não
 havia
terra
nem
síIo
mais
bonito
e
acolhedor
do
que
a
sua
casinha
à
beira
do
rio.



Era
 uma
 vez
 um
 destemido
 e
 aventureiro
 vianês,
 de
 seu
 nome
 João.
 Desde
 muito
 jovem,
 aquilo
 que
 João
 mais
 gostava
 era
 de
 ver
 o
 mar,
 que
 às
 vezes
 era
 azul
 e
 transparente
e
outras
sombrio
e
cheio
de
segredos.
 Gostava
de
se
sentar
na
beira
da
praia,
senIa
o
vento
e
o
cheiro
a
maresia
e
sonhava
 com
mil
e
uma
aventuras
por
mares
e
oceanos
nunca
antes
navegados.
 Descendente
de
fidalgos,
João
Alvares
Fagundes,
tornou‐se
cavaleiro
do
rei
D.
Manuel
 I,
 e
 levou
 adiante
 essa
 grande
 aventura,
 tendo
 ficado
 conhecido
 como
 o
 Capitão
 de
 Terra
Nova
e
Senhor
e
Descobridor
das
Ilhas
do
Bacalhau.
 Numa
das
suas
viagens
descobriu
uma
pequenina
ilha
no
sul
da
América.
 Era
um
lindo
dia
de
verão
e
ancorou
o
barco
na
praia.
Desceu
e
resolveu
visitar
a
ilha.
 A
ilha
estava
cheia
de
árvores
e
ouvia‐se
o
cantar
dos
pássaros.
 surgindo
do
meio
de
tanta
natureza,
pousou
no
seu
ombro
uma
águia:
 ‐
Olá!
‐
Disse‐lhe
a
águia.
 ‐
Olá!...Como
te
chamas?
‐
Perguntou‐lhe
o
João.
 ‐
Vitória.
E
tu?
 ‐
João.



‐
Tenho
andado
a
viajar
pelo
mundo
e
resolvi
parar
nesta
linda
e
misteriosa
ilha
para
a
 visitar.
Queres
acompanhar‐me?

‐
Perguntou
a
águia.
 ‐
Sim,
quero.
Como
se
chama
a
ilha?
 ‐
Ilha
do
Bacalhau
à
Gil
Eanes.
‐
Disse
a
águia.
 Assim
foram
o
João
e
a
Vitória
irrompendo
por
aquela
imensa
biodiversidade.
 O
João
e
a
Vitória
ficaram
grandes
amigos
e
nunca
mais
se
largaram.
Andavam
sempre
 juntos
 e
 descobriram
 coisas
 imensas
 e
 lindas
 na
 ilha.
 Decidiram
 ficar
 por
 lá
 uns
 tempos
para
poderem
explorar
a
ilha
do
Bacalhau
à
Gil
Eanes.
 • tempo
começou
a
ficar
muito
feio
e
resolveram
fazer
uma
cabana
para
se
abrigarem
 do
 mau
 tempo
 que
 aí
 vinha.
 Passaram
 dois
 dias
 muito
 maus,
 com
 tempestades
 e
 vento!...Contudo,
logo
veio
a
bonança
e
o
sol
voltou
a
brilhar.
Foi
então
que
decidiram
 retomar
 as
 descobertas.
 Numa
 dessas
 descobertas,
 encontraram
 um
 enorme
 castelo
 com
um
ar
muito
sombrio.
 ‐
Vitória,
de
quem
é
este
castelo?
‐
Perguntou
o
João.
 ‐
Não
sei!
‐
Respondeu
a
Vitória.



‐
Será
que
podemos
entrar?
‐
Perguntou
o
João.
 ‐
Eu
acho
que
é
melhor
não!...
é
que
já
se
faz
tarde.
 ‐
Estou
curioso!...vou
entrar.
‐
Disse
o
João.
 ‐
Tem
cuidado,
parece
assustador.
–
Disse
baixinho,
com
a
voz
tremula,
a
Vitória.
 Mas
o
João
entrou,
pois
era
um
aventureiro
e
destemido
descobridor.
A
Vitória,
apesar
 de
 estar
 a
 tremer
 de
 medo,
 lá
 o
 seguiu
 de
 perto.
 Depois
 de
 explorarem
 algumas
 das
 enormes
salas
do
castelo,
completamente
vazias,
entraram
numa
sala
muito
bonita
e
 brilhante
 onde
 estava
 uma
 princesa
 que,
 apesar
 de
 todo
 o
 brilho
 e
 beleza
 que
 a
 rodeava,
estava
muito
triste.
 ‐
Como
te
chamas?
‐
Perguntou
o
João.
 ‐
Bela.
‐
Respondeu
a
princesa.
 ‐
Porque
estás
tão
triste?
‐
Perguntou
a
águia
Vitória.
 ‐
Estou
triste
porque
não
tenho
amigos
e
vivo
aqui
sozinha.
‐
Disse
a
princesa.
 ‐ Não
fiques
assim,
estamos
aqui...e
podemos
ser
teus
amigos.
‐
Disse
o
João.
 Bela
ofereceu‐lhes
guarida,
jantaram
e
conversaram
até
tarde.



No
 dia
 seguinte,
 pela
 manhã,
 passearam
 pelos
 jardins,
 diverIram‐se
 e
 riram
 como
 bons
amigos,
parecia
que
já
se
conheciam
há
muito
tempo.
De
repente,
João
tropeçou
 e
caiu,
ferindo‐se
numa
das
mãos.
Bela
correu
ao
seu
encontro,
ajudou
João
a
levantar‐ se
e
os
dois
olharam‐se
com
o
carinho
e
a
ternura
de
dois
apaixonados.
 ‐
João,
magoaste‐te?
‐
Perguntou
Bela
 ‐
Não,
apenas
tropecei,
mas
sabes
até
calhou
bem!

 ‐
Porquê?
‐
Perguntou
Bela.



‐
Porque
é
nestas
horas
que
damos
valor
ao
nossos
amigos,
àquilo
que
conquistamos
e
 que
tanto
ansiamos.
Viajei
muito,
diverI‐me,
descobri
esta
ilha
maravilhosa,
fiz
uma
 grande
 amiga,
 a
 águia
 Vitória
 e,
 finalmente,
 descobri
 o
 meu
 grande
 amor...que
 és
 tu!...Sou
um
sortudo!
 Depois
de
se
declarar
a
Bela,
porque
João
Inha
encontrado
tudo
o
que
o
poderia
fazer
 feliz,
resolveu
voltar
para
à
sua
linda
terra
natal
–
Viana
do
Castelo.
É
claro
que
levou
 consigo
a
Bela
e
a
sua
amiga
Vitória.
 Quando
chegou,
João
senIu
que
faltava
algo
para
completar
a
sua
felicidade...formar
 família!
 Pediu
 a
 mão
 de
 Bela
 em
 casamento
 e
 fez
 uma
 grande
 festa
 em
 que
 todos
 foram
convidados!...E
Viveram
felizes
para
sempre!...
 Se
a
família
cresceu?...Claro
que
sim!...E
foi
assim
que
as
histórias
das
suas
aventuras
 foram
contadas
de
pais
para
filhos,
de
filhos
para
netos...



Era
 uma
 vez
 um
 homem
 forte,
 que
 gostava
 do
 mar,
 que
 se
 chamava
 João
 Álvares
 Fagundes.
Esta
sua
paixão
tornou‐se
ainda
mais
grandiosa
quando
o
Rei
D.
Manuel
I
lhe
 deu
para
comandar
a
Capitania
das
Ilhas.
 Fez
várias
viagens
à
América
do
Norte
e
explorou
muitas
ilhas.
 Era
considerado
um
grande
navegador
e
armador
de
navios
de
Viana
do
Castelo.
 Trabalhou
muito
para
construir
navios
e
com
alguns
companheiros
foi
para
a
Terra
Nova,
 onde
muitos
pescadores
de
Viana
do
Castelo
se
deslocavam
para
a
pesca
do
bacalhau.
 Grandes
 aventuras
 pelo
 mar,
 nos
 seus
 fortes
 navios
 fizeram‐no
 chegar
 a
 uma
 terra
 longínqua
 onde
 ainda
 ninguém
 Inha
 estado.
 Este
 ao
 ver
 as
 maravilhas
 desta
 terra
 decidiu
 explorar
 o
 seu
 interior.
 Como
 em
 todas
 as
 outras,
 havia
 de
 tudo,
 desde
 população
a
animais,
terrenos
para
culIvar
e
toda
a
beleza
que
o
mundo
pode
dar.
João
 Álvares
 Fagundes
 foi
 ali
 muito
 bem
 recebido.
 Conseguiu
 ainda
 atrair
 um
 tesouro...uma
 bela
mulher,
mas
esta
não
teve
lugar
no
seu
coração.
O
seu
grande
amor
era
o
mar
e
ele
 sabia
que
o
seu
desIno
seria
navegar
e
conhecer
novas
terras
e
novos
mundos.
 Foi
 então
 que
 D.
 Álvaro
 Fagundes
 decidiu
 embarcar
 na
 sua
 nau,
 um
 navio
 de
 grande
 porte,
uIlizado
em
viagens
de
longa
distância,
e
parIr
em
direção
a
Sul.



Quando
 estava
 a
 confirmar
 o
 número
 de
 nós
 do
 cabo
 de
 mar
 (uma
 corda
 com
 nós
 presa
na
popa
da
Nau
que
lhe
permiIa
verificar
a
velocidade
a
que
ía),
a
força
de
uma
 onda
 fê‐lo
 cair
 ao
 mar
 gelado
 na
 corrente
 do
 labrador.
 Enquanto
 lutava
 desesperado
 para
não
ser
engolido
pela
força
das
águas,
viu
uma
enorme
agitação
no
mar.
Agarrado
 ao
cabo
de
nós,
reuniu
todas
as
suas
forças
e
conseguiu
subir.
Assim
que
se
levantou
foi
 atacado
por
um
cardume
de
peixes
voadores
que
fugiam
de
grande
tempestade
que
se
 aproximava.
João
decidiu
então
recolher
as
velas
e
recolher‐se
no
convés.
Porém
já
era
 tarde
de
mais,
um
forte
relâmpago
caiu
na
embarcação
causando
danos
graves.




João
 decidiu
 insInIvamente
 direcionar
 a
 nau
 até
 à
 costa
 mais
 próxima.
 Minutos
 depois,
 percebendo
 que
 a
 sua
 embarcação
 estava
 a
 afundar‐se,
 acabou
 por
 aIrar‐se
 ao
 mar
 com
 uma
 pequena
 jangada
 que
 havia
 construído
 para
 uma
 destas
 emergências.

 Depois
 de
 vários
 dias
 no
 mar,
 cheio
 de
 frio
 e
 fome
 e
 de
 ter
 lutado
 pela
 vida,
 contra
 polvos
gigantescos
e
tubarões
famintos,
perdeu
as
esperanças
e
deixou‐se
levar
pela
 corrente,
acabando
finalmente
por
ser
arrastado
para
a
costa.
Foi
assim
que
chegou
a
 uma
bela
ilha.
Estava
cansado,
muito
fraco
e
acabou
por
desmaiar.
 Acordou
com
um
sussurrar
e
uma
língua
que
não
conhecia.
Olhou
em
seu
redor
e
viu
 um
povo
robusto
com
ar
selvagem
e
assustador.
Deram‐lhe
água
e
de
comer.
Mesmo
 assustado
não
o
demonstrou.
Depois
de
ali
passar
alguns
dias,
já
se
senIa
com
forças
 para
conInuar
a
sua
viagem,
mas
faltava‐lhe
a
nau.



Pediu
 ajuda
 ao
 povo
 viking,
 que
 afinal
 se
 haviam
 revelado
 pessoas
 afáveis
 e
 dado
 provas
 de
 grande
 amizade.
 Com
 a
 madeira
 maciça
 e
 resistente
 das
 suas
 floresta,
 construíram‐lhe
 uma
 bela
 nau.
 Dois
 meses
 depois,
 João
 estava
 pronto
 para
 embarcar.
 Foi
agraciado
entre
outras
coisas
com
um
barril
de
rum,
bebida
que
desconhecia
até
 então.
 Fagundes
fez‐se
ao
mar,
o
vento
soprava
a
seu
favor
e
tudo
parecia
correr
bem.
Foi
 então
 que,
 ao
 fim
 de
 uma
 semana
 de
 viagem,
 João
 Álvares
 Fagundes
 avistou
 um
 navio
 inimigo.
 Desesperado
 tentou
 a
 todo
 o
 custo
 voltar
 para
 trás
 mas
 era
 tarde
 demais,
a
tripulação
do
navio
fê‐lo
prisioneiro
pensando
que
trazia
consigo
tesouros,
 mas
Fagundes
trazia
apenas
um
barril
de
rum
e
toda
a
sua
experiência
de
armador
e
 homem
do
mar.
Foi
feito
escravo
mas
nunca
se
deu
por
vencido,
pois
era
um
homem
 forte
e
sabia
que
um
dia
iria
libertar‐se
daquela
malvada
tripulação.



Era
uma
vez
um
jovem
chamado
João
que
nasceu
no
século
XV.
O
seu
sonho
era
um
dia
 ser
 navegador.
 Ele
 era
 alto,
 com
 cabelo
 curto
 encaracolado
 e
 castanho.
 Os
 seus
 olhos
 também
eram
castanhos.
Usava
botas
de
água
e
uma
capa
própria
para
ir
ao
mar.
 O
João
ia
todos
os
dias
para
o
mar
pescar
e,
por
isso,
desejava
conhecer
novos
mundos.

 A
certa
altura,
o
João
resolveu
ir
no
seu
barco
conhecer
outras
terras,
novas
culturas
e
 novos
ambientes.
O
que
o
levou
a
tomar
esta
decisão
foi
o
facto
de
estar
cansado
de
ver
 sempre
as
mesmas
pessoas
e
os
mesmos
problemas.
 João
 Álvares
 Fagundes
 abasteceu
 o
 seu
 barco
 com
 alimentos
 e
 fez
 a
 sua
 viagem
 pelo
 mar.
 
 Durante
 a
 viagem
 teve
 a
 companhia
 do
 seu
 fiel
 amigo
 cão
 e
 de
 três
 amigos
 que
 o
 quiseram
acompanhar,
apesar
de
não
serem
tão
corajosos
como
ele.
Foram
conhecendo
 vários
 animais
 que
 também
 ficaram
 seus
 amigos.
 Estes
 foram‐nos
 acompanhando
 pelo
 mundo
fora,
tais
como
uma
tartaruga
e
um
golfinho.

 João
velejou
até
ao
norte,
onde
visitou
coisas
muito
bonitas.



Desceu
 novamente
 para
 sul.
 Visitou
 Veneza,
 uma
 cidade
 italiana
 muito
 bonita
 e
 com
 muita
história.
Deu
para
andar
de
barquinho
(gôndola)
nos
canais
e
andou
pela
cidade
 a
 ver
 museus.
 Também
 não
 deixou
 de
 ir
 provar
 alguns
 dos
 peIscos
 daquela
 cidade.
 Ficou
lá
alguns
dias
e
voltou
para
a
sua
viagem
com
os
seus
amigos.

 Durante
esta
viagem
estava
disposto
a
fazer
novas
descobertas
mas
mal
ele
sabia
que
 iria
 enfrentar
 uma
 grande
 tempestade
 em
 que
 o
 dia
 se
 tornou
 muito
 frio,
 pois
 apareceram
ondas
gigantes
e
ventos
fortes.
O
João
estava
preocupado,
pois
Inha
que
 enfrentar
 o
 maior
 polvo
 gigante
 do
 alto
 mar
 mas,
 sendo
 um
 homem
 corajoso,
 conseguiu
apanhá‐lo
com
a
ajuda
dos
seus
amigos.

 Seguindo
 viagem,
 chegaram
 a
 uma
 ilha.
 Lá
 encontraram
 uma
 grande
 gruta
 onde
 pernoitaram.
 Ao
amanhecer,
o
João
seguiu
a
sua
viagem.
O
João
bateu
com
o
seu
barco
numa
rocha
 esquisita.
 Era
 roxa
 com
 umas
 pintas
 cor‐de‐rosa!
 Ele
 decidiu
 ver
 se
 era
 rocha
 firme
 e
 reparou
 que
 era
 outro
 polvo
 gigante!
 Este
 já
 estava
 meio
 levantado
 quando
 o
 João





começou
 a
 fugir.
 Ele
 caiu
 ao
 mar,
 mas
 no
 barco
 estava
 a
 sua
 tripulação
 que
 o
 salvou
 com
 a
 ajuda
 de
 uma
 boia.
 Puseram
 o
 barco
 a
 andar
 a
 toda
 a
 bolina,
 mas
 o
 polvo
 perseguia‐os.

 O
 polvo
 não
 desisIa
 e,
 numa
 distração
 da
 tripulação,
 agarrou
 o
 barco
 com
 os
 seus
 grandes
tentáculos,
fazendo
de
toda
a
tripulação
sua
prisoneira.

 Ela
tentou
sair
da
beira
do
polvo,
mas
ele
era
muito
forte.
Naquela
noite,
a
tripulação
 reuniu‐se
com
o
comandante
João
para
fazerem
uma
armadilha
ao
polvo.

 Eles
decidiram
fazer
tochas
para
queimarem
os
tentáculos
ao
polvo.
Foi
assim
que
se
 livraram
dele.

 Seguiram
viagem
e
descobriram
ilhas
que
Inham
muitas
riquezas:
plantas,
ouro,
água,
 liberdade
e
outras
coisas
mais.
Resolveram
regressar
e,
quando
chegaram
novamente
à
 sua
terra,
contaram
aos
habitantes
o
que
lhes
Inha
acontecido.
Muitos
quiseram
viajar
 com
 João
 Álvares
 Fagundes
 e
 ficar
 nestas
 terras
 onde
 podiam
 viver
 sem
 grandes
 dificuldades.




Era
 uma
 vez
 um
 herói
 chamado
 João
 Álvares
 Fagundes
 que
 vivia
 na
 linda
 e
 acolhedora
 cidade
 de
 Viana
 do
 Castelo.
 Era
 chamado
 um
 “vianense
 puro”,
 porque
 amava
a
sua
terra
e
vivia
do
mar,
para
além
de
ser
armador
de
navios.
Este
homem
 era
alto
e
corpulento.
Tinha
os
cabelos
compridos
e
acastanhados.
Embora
fosse
de
 pele
branca,
a
sua
cor
estava
sempre
muito
bronzeada
devido
aos
banhos
de
sol
que
 apanhava
no
mar.
O
povo
considerava‐o
muito
corajoso
e
audaz
porque
nada
o
fazia
 temer,
 estando
 sempre
 pronto
 para
 ajudar
 a
 sua
 gente.
 Ele
 “
 corria”
 atrás
 de
 um
 sonho
que
Inha
a
ver
com
melhores
condições
de
vida
para
as
pessoas
e,
por
isso,
 sonhava
por
um
mundo
melhor.

 João
Álvares
Fagundes
era
um
homem
responsável,
mas
muito
brincalhão,
Então,
em
 todas
 as
 suas
 viagens
 vivia
 aventuras
 engraçadas.
 Uma
 delas
 foi
 quando
 estava
 a
 navegar
e
ouviu
alguém
falar
com
ele.
Muito
sério,
pensava
que
era
imaginação,
pois
 não
 via
 ninguém.
 O
 barco
 aproximou‐se
 de
 uma
 ilha
 e
 é
 então
 que
 vê
 uma
 bela
 sereia!
 Ele
 nem
 queria
 acreditar
 no
 que
 estava
 a
 ver.
 Para
 ele
 não
 passava
 de
 um
 sonho….
 Mas
 não,
 era
 uma
 realidade
 linda,
 maravilhosa
 de
 se
 ver.




Para
ele
não
passava
de
um
sonho….
Mas
não,
era
uma
realidade
linda,
maravilhosa
 de
 se
 ver.
 Conversaram,
 riram,
 brincaram
 e
 até
 choraram.
 João
 Álvares
 Fagundes,
 ansiava
chegar
a
terra
para
contar
a
sua
bela
história
ao
seu
povo
e
à
sua
família.

 
Juntos
conInuaram
a
viagem,
rumo
ao
norte
para
novas
descobertas.
Foi
então
que
a
 sereia
 lhe
 contou
 que
 estava
 perdida,
 daí
 o
 moIvo
 de
 tanto
 choro.
 Pouco
 tempo
 depois,
o
barco
embateu
contra
as
rochas
e
foi
nesse
momento
que
a
sereia
avistou
as
 suas
amigas
que
andavam
à
sua
procura.
Juntas
ajudaram
o
barco
a
desencalhar.

 Como
agradecimento,
João
deu
à
sereia
um
lindo
colar
que
ela
Inha
feito
durante
a
 viagem
 com
 umas
 belas
 pérolas.
 Despediram‐se
 os
 dois
 aos
 abraços.
 A
 sereia
 ficou
 feliz
por
ter
encontrado
as
suas
amigas
e
João,
por
sua
vez,
conInuou
a
viagem,
rumo
 ao
desconhecido.
 Mais
 à
 frente,
 viu
 um
 grande
 rochedo.
 João
 virou
 o
 seu
 barco,
 conseguindo
 evitar
 bater.
SaIsfeito,
preparou‐se
para
conInuar
a
viagem.
Quando
começou
a
remar,
uma
 enorme
 cabeça
 apareceu.
 Afinal
 não
 era
 um
 rochedo,
 mas
 sim
 um
 terrível
 e
 assustador
monstro
que
lhe
perguntou:



‐
Quem
tem
coragem
de
me
acordar?
 ‐
Sou
eu,
João
Álvares
Fagundes
e
quero
passar.
 ‐
Muito
bem,
admiro
a
tua
coragem,
mas
só
te
deixo
passar
quando
me
disseres
o
 que
é
que
entra
na
água
e
não
se
molha.

 João
pensou
bastante
e
não
conseguiu
descobrir
a
resposta.
 O
 tempo
 passou
 e,
 ao
 amanhecer,
 quando
 o
 sol
 bateu
 no
 barco,
 viu
 a
 sombra
 na
 água.
 ‐
É
isso,
a
sombra!
‐
exclamou
alto.
 ‐
Muito
bem,
valente
aventureiro.
ConInua
a
tua
viagem.

 O
nosso
navegador
prosseguiu
a
sua
viagem.
De
noite,
Inha
a
ajuda
das
estrelas
e
 de
dia
Inha
a
ajuda
do
Sol.
Ele
era
muito
entendido
em
astronomia!
 Ao
 fim
 de
 muitos
 dias
 de
 viagem,
 através
 da
 neblina
 maInal,
 avistou
 o
 que
 lhe
 pareceu
 ser
 uma
 ilha.
 Era
 uma
 ilha
 não
 muito
 grande,
 Inha
 talvez
 o
 tamanho
 da
 cidade
de
Viana
do
Castelo.



Num
primeiro
plano,
estava
a
praia
de
areia
fina
e,
ao
fundo,
fazendo
lembrar
o
monte
 de
Santa
Luzia,
uma
magnífica
montanha.
Esta
estava
coberta
de
pinheiros
e
no
cume
 Inha
um
pouco
de
neve
que
derreIa
e
escorria
por
uma
parte
da
encosta.
 No
 meio
 da
 vegetação,
 podiam‐se
 vislumbrar
 uns
 carreiros
 que
 davam
 a
 volta
 à
 montanha
e
que
não
se
sabia
para
onde
iam.

 Ao
 ver
 paisagem
 tão
 encantadora
 e
 bela,
 que
 de
 alguma
 maneira
 lhe
 fazia
 lembrar
 a
 sua
terra
natal,
o
nosso
vianense
puro
decidiu
acostar
para
uma
exploração
à
ilha.
Era
 realmente
muito
verdejante,
com
vegetação
densa.
 Parecia
que
ninguém
antes
Inha
passado
por
ali.
Havia
umas
flores
raras
aqui
e
outras
 ali
e
pássaros
lindíssimos
a
voarem
e
a
cantarem
livremente.
Ali
respirava‐se
ar
puro.
 PensaIvo,
 o
 João
 imaginava
 como
 seria
 viver
 naquela
 ilha.
 Sentou‐se
 numa
 rocha
 a
 admirar
a
natureza.



Mais
 tarde,
 conInuou
 a
 sua
 exploração
 e
 achou
 que
 a
 ilha
 era
 bastante
 convidaIva,
 pois
com
tanta
vegetação
devia
estar
repleta
de
alimentos,
capazes
de
saIsfazerem
a
 sua
fome.
O
que
achou
estranho
foi
ver
que
os
carreiros
estavam
bem
organizados
no
 meio
 da
 vegetação,
 mas
 não
 conseguiu
 ver
 nenhuma
 habitação
 nem
 Inha
 visto
 ninguém
 aparecer
 na
 praia
 com
 a
 chegada
 da
 embarcação.
 Durante
 a
 sua
 caminhada
 até
 ao
 cume,
 João
 não
 viu
 ninguém,
 mas
 senIu
 que
 estava
 a
 ser
 observado.
 O
 mais
 esquisito
era
que
estavam
a
acontecer
coisas
estranhas.
O
seu
canIl
apareceu
no
cimo
 de
 uma
 árvore
 e
 ele
 teve
 de
 o
 ir
 buscar.
 Mais
 tropelias
 foram
 acontecendo…
 De
 repente,
 lembrou‐se
 de
 uma
 história
 que
 a
 sua
 mãe
 havia
 contado
 sobre
 um
 ser
 fantásIco,
uma
espécie
de
duende
das
lendas
portuguesas
e
que
estava
sempre
a
fazer
 travessuras.
Então,
gritou
o
seu
nome
bem
alto:
 ‐
Zanganiiito!




Logo
ele
lhe
apareceu
à
sua
frente.

 João
Álvares
Fagundes
deu
um
salto
com
o
susto
que
apanhou,
mas
logo
se
recompôs
 e
disse
ao
Zanganito
que
desaparecesse,
contudo
ele
não
quis.
Então,
começaram
a
 discuIr
e
a
brigar.
O
João
ficou
ferido
e
o
Zanganito
desapareceu.

























Horas
depois
apareceram
os
naIvos
da
ilha
e
levaram‐no
prisioneiro.

 De
 repente,
 do
 meio
 das
 árvores,
 surgiu
 um
 animal
 feroz
 e
 faminto.
 O
 João
 ficou
 aflito
e
sem
saber
o
que
fazer,
pois
não
se
podia
defender.
Agora,
estava
ali
sozinho
 entregue
àquela
besta
desconhecida,
pronta
a
atacá‐lo.
Como
ia
agora
defender‐se?
 Faltavam‐lhe
os
irmãos,
os
amigos
e
até
a
nova
amiga
sereia.

 Num
momento
de
aflição,
olhou
para
o
céu
e
pediu
ajuda
divina.
Um
grande
monstro
 voador
surgiu
sobre
ele
e
com
as
suas
garras
levou‐o
para
o
barco,
salvando‐o
de
uma
 morte
certa.
 ‐
 Ah,
 como
 é
 bom
 ter
 amigos
 e
 não
 estar
 sozinho!
 –
 exclamou
 o
 navegador
 muito
 agradecido.

 Respirou
 fundo
 e
 lá
 conInuou
 na
 sua
 aventura.
 Não
 encontrou
 tesouros,
 mas
 descobriu
 terras
 desertas
 e
 tranquilas
 que
 poderiam
 ser
 exploradas
 pela
 sua
 gente,
 pois
eram
ricas
em
vegetação
e
em
água.




No
regresso
a
casa,
já
cansado,
com
sono,
cheio
de
fome
e
perdido
no
meio
do
mar,
 eis
 que
 avista
 um
 navio
 quase
 todo
 destruído
 e
 parecendo
 estar
 abandonado.
 Começou
à
procura
de
alguém
mas
“nem
viva
alma”.
Ao
abrir
uma
porta,
encontrou
 um
papel
que
dizia:
“Quem
encontrar
este
tesouro
terá
direito
a
ele
pela
sua
bravura,
 nestes
 mares
 turbulentos.
 Sou
 eu,
 dono
 deste
 barco,
 já
 velho
 e
 cansado,
 que
 o
 abandono
e
que
o
ofereço”.

 Logo
 viu
 que
 a
 seu
 lado
 estava
 um
 tesouro
 com
 diamantes,
 ouro
 e
 mais
 riquezas.
 Espantado,
deu
mais
uma
volta
ao
barco,
mas
conInuou
a
não
encontrar
ninguém.

 Com
 as
 forças
 que
 lhe
 restavam,
 chegou
 à
 sua
 terra
 natal.
 Distribuiu
 pela
 sua
 gente
 todo
o
seu
tesouro.
Muitos
quiseram
conhecer
as
terras
tranquilas
que
ele
descobrira
 e
parIram
com
ele
numa
nova
viagem
para
poderem
viver
com
muita
alegria.
Assim,
 todas
as
pessoas
Iveram
melhores
condições,
conforme
ele
Inha
sonhado.




Era
uma
vez
um
navegador
vianense
chamado
João
Álvares
Fagundes.
Fagundes
era
 um
 homem
 do
 mar,
 de
 corpo
 robusto,
 alto,
 cabelo
 comprido
 e
 barbas
 longas.
 Costumava
 dizer
 que
 o
 comprimento
 das
 suas
 barbas
 era
 tão
 longo
 como
 a
 sua
 experiência
no
mar.
 Homem
 corajoso,
 sem
 medo
 de
 nada,
 capaz
 de
 enfrentar
 tudo
 e
 todos.
 Para
 Fagundes
nada
era
um
obstáculo,
pois
conseguia
superar
tudo.
Era
conhecido
entre
 os
 marinheiros,
 pelas
 suas
 aventuras
 que
 nunca
 mais
 acabavam.
 Ele
 era
 um
 navegador
feliz
porque
fazia
o
que
gostava,
que
era
navegar
e
descobrir
novas
terras
 e
riquezas
para
a
coroa
de
Portugal.
 Naquele
 tempo
 as
 expedições
 eram
 feitas
 em
 condições
 muito
 agrestes,
 só
 os
 grandes
 homens
 conseguiam
 resisIr
 a
 tantas
 agruras,
 por
 isso
 eram
 um
 pouco
 rudes.
 Numa
 dessas
 grandes
 viagens
 conheceu
 uma
 bela
 sereia
 por
 quem
 ficou
 muito
 apaixonado.
 A
 bela
 sereia
 e
 as
 suas
 amigas
 encantaram
 os
 marinheiros
 que
 se
 encontravam
a
bordo
e
levaram‐nos
para
as
profundezas
do
oceano.



Ao
amanhecer,
apercebeu‐se
que
a
sua
paixão
pela
sereia
não
Inha
passado
de
uma
 ilusão.
Decidiu
de
imediato
procurar
os
companheiros
no
barco
e
depois
de
o
revistar
 a
 pente
 fino
 encontrou
 um
 jovem
 marinheiro
 encolhido
 e
 escondido
 por
 baixo
 das
 escadas
do
convés.
Estendeu‐lhe
a
mão,
acalmou‐o
e
contou‐lhe
os
seus
planos
para
o
 futuro.
 Iriam
 dirigir‐se
 para
 o
 sul
 em
 busca
 de
 novos
 tripulantes
 corajosos
 para
 poderem
conInuar
a
sua
longa
viagem
em
busca
do
desconhecido.
 Durante
essa
viagem
avistou
um
bote
à
deriva
no
mar
com
marinheiros.
Estes
estavam
 prestes
a
ser
atacados
por
polvos
e
tubarões
gigantes.
Fagundes
e
o
seu
novo
amigo
 não
 conseguiram
 avisar
 a
 tempo
 e
 o
 bote
 virou‐se.
 Desesperado
 lançou
 as
 redes
 de
 pesca
ao
mar
e
com
a
ajuda
de
Deus
conseguiu
recolher
todos
os
marinheiros.
Desde
 então
o
João
Álvares
Fagundes
ficou
conhecido
como
o
Fagundes,
o
protetor.
 Pelo
caminho
encontraram
uma
maravilhosa
ilha.
Esta
Inha
um
lindo
castelo
feito
de
 ouro,
 muitas
 flores
 e
 lindas
 árvores
 de
 várias
 cores,
 uma
 grande
 praia
 e
 magníficos
 pássaros.



O
 Fagundes
 e
 a
 sua
 tripulação
 exploraram
 a
 ilha
 e
 encontraram
 um
 enorme
 pote.
 Abriram‐no
 e
 uma
 luz
 brilhante
 inundou
 a
 ilha
 toda.
 O
 pote
 Inha
 moedas
 de
 ouro,
 diamantes
e
uma
coroa
de
brilhantes.
 De
 repente
 apareceu
 um
 monstro
 que
 protegia
 o
 pote.
 Este
 lançava
 chamas
 e
 os
 marinheiros
 ficaram
 com
 medo
 de
 morrer.
 Aquela
 coroa
 estava
 enfeiIçada,
 Inha
 pertencido
ao
rei
daquela
ilha.
Fagundes
foi
surpreendido
pela
violência
com
que
o
 monstro
os
atacava.
 As
 primeiras
 chamas
 que
 o
 monstro
 lançou
 chamuscaram‐lhe
 a
 sua
 capa
protetora,
 oferecida
 pela
 sua
 madrinha
 das
 marés.
 No
 entanto,
 encheu‐se
 de
 coragem
 e
 enfrentou
 o
 monstro,
 ergueu
 o
 seu
 punhal
 e
 tentou
 espetá‐lo
 no
 coração,
 mas
 não
 conseguiu.
 Usou
 tudo
 o
 que
 Inha
 perto
 de
 si,
 mas
 nada
 parava
 o
 monstro,
 estava
 condenado
à
morte.
Este
era
demasiado
forte,
as
chamas
que
lançava
eram
mortais
e
 apenas
um
milagre
os
conseguiria
salvar…



Então,
apareceu
uma
luz
muito
forte
e
de
lá
surgiu
uma
fada
que
o
salvou.
 Finalmente,
o
Fagundes
venceu
esta
batalha,
mas
encontrava‐se
sozinho
na
ilha
porque
 os
seus
marinheiros
cheios
de
medo
fugiram
com
o
seu
barco.
 Entretanto
decidiu
subir
ao
cimo
da
ilha
para
tentar
avistar
alguma
caravela
que
o
viesse
 buscar.
 Passado
 alguns
 dias,
 Fagundes
 lá
 conseguiu
 ver
 ao
 longe
 uma
 grande
 caravela
 que
 se
 dirigia
 em
 direção
 à
 ilha
 e
 ele
 ficou
 muito
 contente.
 Para
 que
 os
 marinheiros
 dessa
 caravela
 o
 vissem,
 Fagundes
 colocou
 umas
 folhas
 de
 plantas
 na
 ponta
 de
 um
 grande
pau
e
levantou‐o
bem
alto.
Os
marinheiros
conseguiram
avistá‐lo
e
foram
salvá‐ lo.
 Finalmente,
 Fagundes
 lá
 regressou
 à
 sua
 terra
 natal,
 feliz
 e
 com
 muitas
 aventuras
 engraçadas
para
contar
a
toda
a
gente.



Era
uma
vez,
um
homem
chamado
João
Álvares
Fagundes,
que
nasceu
em
Viana
do
 Castelo
em
1460.
Era
filho
de
pessoas
influentes
na
corte
e
na
região.
Herdou
do
pai
 os
patrimónios
“Álvares
Fagundes”.
Em
1502
foi
eleito
juiz
do
concelho
de
Viana
do
 Castelo
e
anos
mais
tarde
foi‐lhe
concedido
a
capitania
das
terras
descobertas.
 João
 Álvares
 Fagundes
 era
 um
 homem
 aventureiro
 e
 destemido
 nas
 suas
 grandes
 aventuras.
 Este
 conquistou
 várias
 terras
 e
 derrotou
 vários
 inimigos.
 Era
 um
 homem
 muito
temido
por
todos.
 Durante
as
suas
viagens
conheceu
várias
pessoas.
Teve
muitos
amores,
um
em
cada
 porto
mas
nenhum
verdadeiro,
mesmo
no
meio
de
muita
gente
senIa‐se
sozinho
e
 sem
amor.
Achou
que
Inha
que
fazer
alguma
coisa
para
resolver
esta
situação.
 Numa
noite
estrelada,
o
homem
do
mar,
resolveu
procurar
a
sua
amada.
Rumou
para
 o
 norte,
 no
 seu
 barco
 e
 seguindo
 a
 estrela
 mais
 luminosa
 do
 céu,
 a
 estrela
 Polar,
 preparou‐se
 para
 entrar
 naquela
 que
 seria
 considerada
 a
 sua
 grande
 aventura,
 a
 descoberta
do
seu
amor.



Fagundes
 vesIu‐se
 a
 rigor,
 aparou
 a
 sua
 longa
 barba
 preta,
 com
 um
 peixe‐espada,
 escovou
 os
 seus
 dentes
 com
 um
 tentáculo
 de
 polvo
 e
 perfumou‐se
 com
 as
 algas
 do
 mar
salgado.
O
mar
estava
agitado
e
as
ondas
eram
fortes
e
gigantescas.
A
viagem
não
 se
previa
fácil…
 Fagundes
 terminou
 a
 sua
 viagem
 chegando
 a
 um
 castelo
 cor
 de
 laranja,
 banhado
 de
 águas
de
mil
cores
em
seu
redor.
 De
 repente,
 dessas
 águas
 surgiu
 Neptuno,
 o
 Deus
 do
 mar,
 era
 grande
 e
 forte.
 Comandava
os
oceanos
e
todos
os
peixes
que
lá
habitavam.
Quando
Fagundes
chegou
 perto
das
águas
cumprimentou
Neptuno
e
este
disse‐lhe
que
era
bem‐vindo.
 
‐
Quem
são
aquelas
lindas
sereias?
–
quesIonou
Fagundes
curioso.
 
‐
São
as
minhas
belas
filhas
que
vivem
comigo
no
oceano.
–
disse
Neptuno.
 Fagundes
 achou‐as
 muito
 belas.
 Este
 não
 podia
 permanecer
 muito
 tempo
 porque
 Inha
de
conInuar
a
viagem
para
a
sua
terra,
mas
gostaria
de
levar
uma
das
sereias.
 Neptuno
ficou
furioso,
prendeu
Fagundes
no
seu
próprio
barco
e
depois
mergulhou
no
 imenso
oceano
com
as
suas
filhas.




O
Fagundes
estava
em
perigo
e
pedia
ajuda,
mas
ninguém
o
ouvia
e
conInuava
preso
 no
barco.
O
que
não
contava
era
que
as
filhas
de
Neptuno
voltassem
e
fossem
elas
que
 o
 libertassem.
 Liberdade
 essa
 que
 durou
 pouco
 tempo,
 visto
 que
 elas
 encantaram
 Fagundes
e
fizeram
dele
o
seu
escravo.
 Fagundes
 pensava
 que
 ia
 ficar
 sempre
 preso
 àquele
 encantamento.
 Todos
 os
 dias
 ele
 Inha
que
cozinhar
para
as
sereias,
o
que
era
muito
cansaIvo.
Até
que
um
dia,
o
barco
 ficou
encalhado
numa
ilha
onde
vivia
uma
fada
muito
boa.
Quando
ela
percebeu
que
 Fagundes
estava
enfeiIçado,
ela
com
os
seus
poderes
mágicos
libertou‐o
e
lançou
um
 feiIço
sobre
as
sereias.
 Assim,
 Fagundes
 preparou
 as
 suas
 coisas,
 pegou
 numa
 das
 sereias
 e
 conInuou
 a
 sua
 longa
viagem.
A
fada
que
o
salvou
encostou
a
sua
varinha
mágica
na
sereia
e
logo
esta
 se
transformou
numa
linda
donzela.
Ambos
conInuaram
a
viagem
até
que
chegaram
a
 uma
 ilha
 paradisíaca,
 onde
 construíram
 o
 seu
 castelo
 mágico
 rodeado
 por
 um
 mar
 límpido,
cheio
de
peixes
brilhantes.



Era
 uma
 vez
 numa
 linda
 cidade,
 cujo
 nome
 é
 Viana
 do
 Castelo,
 vivia
 um
 senhor
 chamado
 João
 Alvares
 Fagundes.
 Era
 um
 homem
 robusto
 e
 muito
 inteligente
 que
 se
 dedicava
ao
mar.
 Ele
Inha
um
sonho
desde
menino.
Sonhava,
um
dia,
poder
navegar
para
muito
longe.
 Fagundes
 era
 um
 sonhador
 e
 acreditava
 que
 podia
 lançar‐se
 ao
 mar
 e
 fazer
 grandes
 descobertas.
Ai!
Como
ele
queria
viajar
e
poder
conhecer
outros
povos,
outras
terras
e
 outras
 culturas!
 Dedicava‐se
 com
 muito
 afinco
 a
 todos
 os
 temas
 relacionados
 com
 o
 mar.
 A
certa
altura,
prometeu
a
si
mesmo
que
um
dia
seria
um
explorador,
um
descobridor,
 enfim,
um
conquistador.
 Fagundes
 convidou
 alguns
 amigos
 e,
 juntos,
 embarcaram.
 Navegaram
 pelos
 mares
 desconhecidos
 e
 encontraram
 uma
 ilha
 chamada
 Ascensão.
 Ele
 sonhava
 encontrar
 nessa
ilha
o
enigma
do
seu
segredo
para
ser
feliz
e
alegre.
 Chegaram
 à
 ilha,
 atracaram
 o
 barco
 e
 procuraram,
 procuraram,
 mas
 nada
 encontraram…



Desanimado,
 avistou
 uma
 bela
 rapariga,
 ruiva,
 de
 olhos
 deslumbrantes,
 que
 lhe
 perguntou
o
que
estava
ali
a
fazer,
pois
não
o
conhecia
por
aquelas
bandas.

 Fagundes,
antes
de
responder
perguntou‐lhe
como
se
chamava.
 ‐
Joana.
–
Respondeu.
 ‐ Eu
sou
o
Fagundes.
 Fagundes
pediu‐lhe
ajuda
para
encontrar
o
enigma
do
seu
segredo.
 Joana
nunca
ouvira
falar
de
tal
segredo,
mas
iria
fazer
tudo
que
fosse
possível
para
o
 ajudar.
 Foi
 perguntar
 aos
 seus
 pais
 e
 realmente
 exisIa.
 Teriam
 que
 parIr
 numa
 grande
aventura
para
o
Norte.
 Não
 perderam
 mais
 tempo.
 Na
 manhã
 seguinte,
 parIram
 para
 a
 grande
 aventura.
 Durante
 a
 viagem,
 Fagundes
 e
 os
 amigos
 Iveram
 de
 enfrentar
 vários
 perigos.
 Entraram
numa
gruta
onde
habitava
o
monstro
de
sete
cabeças
verdes,
que
expelia
 labaredas
enormes,
mais
parecia
um
vulcão!
Assustados,
tentavam
desviar
o
barco
de
 todos
os
perigos.
De
repente,
enfrentaram
um
cardume
de
piranhas
que
desfizeram
o
 barco
 em
 pedaços.
 Fagundes
 e
 os
 seus
 homens
 saltaram
 e
 nadaram
 com
 todas
 as







suas
 forças
 até
 aos
 rochedos
 mais
 próximos.
 Ofegantes
 e
 livres
 do
 perigo
 tentaram
 descansar,
quando
lhes
apareceu
o
monstro
das
sete
cabeças.
Mais
uma
vez
lutaram
 com
o
monstro.
Na
primeira
oportunidade,
Fagundes
e
os
seus
conseguiram
escapar
 por
baixo
das
suas
enormes
patas
e
descobriram
uma
saída
secreta.
 
Caminharam
tempo
sem
fim.
Já
exaustos,
avistaram
um
barco.
 ‐
Um
barco!!!‐
Gritou
Fagundes,

correndo
em
sua
direcção.
 ‐Mas,
de
quem
será
este
barco?
Hum!
Não
estamos
sozinhos!
–
Exclamou
Fagundes.
 Joana
resolveu
ir
ao
seu
encontro
e
gritava
eufórica,
quando
os
avistou.
 ‐
Fagundes,
Fagundes,
estou
aqui!
Corram…
 Fagundes
e
a
sua
tripulação
saltaram
para
o
barco,
felizes
por
estarem
todos.
 
‐
Obrigado,
Joana
foste
muito
corajosa.
 ‐ Vamos
é
sair
daqui.
–
Disseram
todos
em
coro.
Levantaram
as
velas
e
prosseguiram
a
 viagem
para
Norte.
 Depois
 de
 tantos
 perigos,
 finalmente,
 chegaram
 ao
 desIno.
 Era
 uma
 terra,
 onde
 o
 vento
soprava
frio
e
a
cor
predominante
era
o
branco.
 ‐ 




Os
habitantes
daquela
terra
vesIam‐se
com
roupas
feitas
de
peles
de
animais
para
se
 manterem
quentes.
 As
suas
casas
Inham
o
formato
de
meias
esferas
e
eram
feitas
de
blocos
de
gelo.
No
céu
 reinava
 um
 azul
 claro
 e
 o
 sol
 fazia
 brilhar
 os
 pequenos
 cristais
 de
 neve.
 Ancoraram
 o
 barco
 e
 deliciaram‐se
 com
 a
 Aurora
 Boreal.
 O
 que
 lhes
 reservava
 aquela
 terra
 tão
 fascinante?
Como
iriam
encontrar
o
procurado?



Desceram
do
barco
e
de
novo
parIram
para
a
aventura.
 Mal
 puseram
 os
 pés
 na
 terra
 gelada
 depressa
 viram
 que
 Inham
 pouca
 roupa,
 pois,
 ficaram
gelados.
 Quem
 achou
 muita
 graça
 a
 tudo
 isto
 foi
 o
 chefe
 da
 tribo
 dos
 esquimós,
 que
 prontamente
lhes
ofereceu
agasalho.
 Seguiram‐se
as
apresentações
e
foram
convidados
para
a
festa
que
decorria
na
aldeia.
 Na
 manhã
 seguinte,
 acordaram
 num
 lugar
 estranho
 e
 não
 se
 lembravam
 de
 como
 ali
 Inham
chegado
nem
quem
os
Inha
capturado
e
algemado
com
enormes
correntes.



Com
 o
 decorrer
 do
 dia
 entenderam,
 então,
 que
 Inham
 sido
 víImas
 de
 um
 encantamento
que
os
Inham
levado
ao
terrível
reino
do
Capitão
Gancho.
 O
Capitão
Gancho
desde
sempre
esperara
poder
vingar‐se
do
navegador
Fagundes,
por
 este
ser
muito
forte,
inteligente
e
imba|vel
a
navegar
a
sua
caravela.
E,
principalmente,
 a
descobrir
tesouros
e
enigmas.
 Assim,
com
Fagundes
e
a
sua
tripulação
debaixo
dos
seus
poderes,
tudo
seria
fácil.
Ele
 seria
finalmente,
o
rei
dos
mares!
 ‐
Capitão
Gancho,
Capitão
Gancho.
‐
Chamou
o
Fagundes.
‐
Vem
cá,
pois,
tenho
algo
do
 qual
vais
gostar
muito.
 ‐ Mas,
 o
 que
 tens
 de
 tão
 importante
 para
 me
 dares?
 ‐
 Perguntou
 o
 Capitão
 Gancho,
 desconfiado!
 ‐
Um
mapa
de
um
tesouro,
mas
só
te
posso
dizer
onde
está
ao
teu
ouvido,
é
segredo!
 
O
Capitão
Gancho,
ganancioso
como
era,
nem
pensou
que
poderia
ser
uma
armadilha
 e,
assim
que
se
chegou
perto,
Fagundes
saltou‐lhe
em
cima
e
apoderou‐se
das
chaves



Nesse
mesmo
momento,
Fagundes
avistou
um
tesouro
no
meio
de
uns
rochedos
e
disse
 à
Joana:
 ‐
Vamos
abrir
aquele
tesouro!
 Fagundes
e
Joana
abriram‐no
e
viram
um
mapa,
colares
de
ouro
reluzente
e
outras
coisas
 muito
valiosas.
 Levaram‐no
para
a
sua
caravela
e,
com
o
mapa,
conInuaram
a
viagem.
 Decidiram
seguir
os
caminhos
do
mapa
para
assim
desvendarem
o
enigma
e
chegarem
 ao
seu
desIno.
O
mar
estava
calmo
e
reluzente
e
toda
a
tripulação
dormitava
quando,
 de
repente,
a
caravela
começou
a
baloiçar,
a
baloiçar,
cada
vez
com
mais
força…
 Fagundes
foi
ao
convés,
espreitou
por
uma
vigia
e
deparou
com
um
olho
gigante.
Parecia
 de
um
polvo.
Subiu,
apontou
um
dos
seus
canhões
e
só
se
ouviu
BOOOMM!
Viu
‐
se
um
 grande
turbilhão
nas
águas
do
mar
e
a
caravela
parou
de
baloiçar.
 Quando
 deram
 por
 ela
 Inham
 chegado
 a
 um
 lugar
 encantador
 cheio
 de
 flores
 e
 de
 animais.
 Os
olhos
dos
tripulantes
não
sabiam
para
onde
olhar,
tudo
era
tão
belo
e
colorido!



Joana
acordou
daquele
encantamento
e
disse:
 ‐
Anda
daí,
vamos
ver
que
lugar
mágico
é
este!
 ‐
Fagundes,
ainda
enfeiIçado
com
tanta
a
beleza,
seguiu
–
a
e
apresentaram‐se
ao
chefe
 da
comunidade.
Foram
muito
bem
recebidos,
deram‐lhes
comida,
roupa
e
até
uma
casa.
 O
cansaço
tomou
conta
de
todos
e
foram
dormir.
A
viagem
Inha
sido
muito
dura.
 Na
manhã
seguinte,
acordaram
e
sorriram
um
para
o
outro.
 Foi
então,
que
descobriram
que
estavam
apaixonados.
Depois
de
se
beijarem,
Fagundes
 olhou
para
a
Joana
e
disse:
 ‐
Já
descobri
o
segredo
para
ser
feliz.
És
tu,
Joana!
É
conIgo
que
eu
quero
viver
neste
 lugar
calmo
e
tranquilo.
 Fagundes
 e
 Joana
 casaram
 e
 viveram
 felizes.
 A
 velha
 caravela
 servia
 agora
 para
 as
 crianças
da
aldeia
brincarem.
 A
verdadeira
felicidade
está
nas
pequenas
coisas
da
vida
e
não
é
preciso
fazer
grandes
 aventuras
para
a
procurar.



Era
uma
vez
um
rapaz
aventureiro
que
Inha
o
sonho
de
descobrir
novas
terras.
Vivia
em
 Viana
 do
 Castelo,
 uma
 cidade
 muito
 bonita
 a
 Norte
 de
 Portugal.
 Chamava‐se
 João
 Alvares
Fagundes
e
todos
o
conheciam
na
cidade
pelo
seu
espírito
alegre,
aventureiro
e
 curioso
 pelas
 coisas
 do
 mar.
 Fagundes
 era
 um
 homem
 forte,
 de
 cabelo
 preto
 despenteado,
olhos
escuros
reluzentes,
nariz
reIlíneo
e
de
bigode
fino.
Andava
sempre
 bem
aperaltado
com
os
seus
fatos
de
marinheiro.
 Um
 belo
 dia,
 ao
 acordar,
 decidiu
 consultar
 o
 seu
 mapa
 de
 viagens,
 pois
 queria
 parIr
 com
a
sua
tripulação
numa
nova
aventura.
 O
 marinheiro
 navegou,
 navegou
 nas
 águas
 frias
 do
 oceano
 AtlânIco,
 rumo
 ao
 Norte.
 Pelo
 caminho,
 ele
 e
 a
 sua
 tripulação
 encontraram
 cardumes
 de
 golfinhos
 que
 os
 acompanhavam
e
até
parecia
que
cantavam
canções
de
embalar.

 Fagundes
era
um
sonhador
e
sonhava
com
sereias
lindas.
Num
dos
seus
sonhos,
ouviu
 uma
voz
que
o
chamava
Faguuundes…
Faguuundes
…!




Acordou,
estremunhado,
e
reparou
que
estava
perto
de
uma
ilha.
Atracou
a
sua
nau
e
 foi
 à
 procura
 daquela
 voz
 que
 o
 chamava…
 talvez
 fosse
 a
 sua
 amada!
 Procurou,
 procurou
e,
já
cansado
e
triste
por
não
encontrar
a
sua
amada,
decidiu
parIr
com
a
 tripulação
ao
acaso,
pois
já
nada
o
prendia
àquela
ilha
misteriosa.
Talvez
fosse
só
um
 sonho…
pensou
Fagundes!
 Com
a
ajuda
do
seu
astrolábio
e
das
estrelas
e
com
a
rota
traçada,
lá
foi
ele
confiante
 e
 corajoso
 de
 que
 iria
 encontrar
 terra
 firme.
 Pelo
 caminho
 teve
 alguns
 percalços:
 tempestades
 e
 ventos
 fortes
 que
 quase
 punham
 em
 causa
 a
 sua
 vida
 e
 a
 da
 sua
 tripulação.
Finalmente,
avistaram
terra.
Era
uma
bela
ilha.
Cheios
de
fome,
atracaram
 e
foram
à
procura
de
alimento.
Encontraram
várias
árvores
com
frutos
sumarentos
e
 vitaminados,
 deliciaram‐se
 e
 descansaram
 naquelas
 areias
 brancas
 e
 finas.
 O
 mar
 parecia
mais
azul.
Depois
do
descanso
resolveram
colher
alguns
frutos
para
levarem.



Estavam
a
embarcar
quando,
de
repente,
ouviram
um
grito
vindo
da
floresta.
Correram
 para
ver
o
que
se
passava
e
viram
um
dos
tripulantes
a
ser
arrastado
para
uma
gruta.
 Fagundes
 e
 a
 sua
 tripulação
 não
 Inham
 medo
 de
 nada
 e
 decidiram
 entrar
 na
 gruta
 para
 ajudar
 o
 seu
 amigo.
 Lá
 dentro
 encontraram
 corsários
 ladrões.
 Travaram
 um
 combate
 do
 qual
 saíram
 vencedores.
 Fagundes
 resgatou
 o
 seu
 tripulante
 e
 seguiram
 viagem,
felizes
e
contentes
por
mares
desconhecidos.
Já
cansados
de
navegar
ao
sol,
à
 chuva
 e
 agora
 ao
 frio
 glacial,
 encontraram
 uma
 ilha
 de
 esquimós.
 Era
 gente
 pequena
 mas
afável
que
lhes
ofereceu
de
comer
e
estadia,
pois
queriam
saber
de
onde
vinham,
 quem
eram
e
o
que
andavam
a
fazer.
Fagundes
disse‐lhes
que
andavam
a
explorar
os
 mares
e
contou‐lhes
toda
a
sua
aventura.
Os
esquimós
ouviam
‐
no
com
curiosidade
e
 estavam
fascinados,
contudo,
às
vezes
riam,
outras
vezes
encolhiam‐se
com
medo
das
 histórias
 que
 ele
 e
 a
 sua
 tripulação
 relatavam.
 Fagundes,
 curioso
 como
 era
 também
 quis
saber
coisas
sobre
aquela
gente.
O
chefe
fez
o
historial
do
seu
povo.



Fagundes
voltou
para
o
mar
e
conInuou
a
sua
navegação.
Alegre
e
mais
rico
com
tudo
 o
que
ouviu
dos
esquimós,
trauteou
uma
canção:
 























“Navegar,
navegar
 
























Mas
oh!
Minha
cana
verde,
 

























Mergulhar
no
teu
corpo

 

























Entre
quatro
paredes
 

























Dar
‐
te
um
beijo
e
ficar

 

























Ir
ao
fundo
e
voltar
 

























Oh!
Minha
cana
verde,
 


























Navegar,
navegar…”
 De
repente,
algo
estranho
se
passava:
as
gaivotas
voavam
para
terra,
o
céu
cobriu‐se
 de
negro
e
os
ventos
sopravam
com
muita
força.
Fagundes
agarrava‐se
com
firmeza
ao
 leme
para
manter
o
barco
direito
e
não
entendia
o
que
estava
a
suceder.
Pensou
voltar
 para
 terra,
 mas
 um
 raio
 caiu
 no
 mar
 e
 formou
 uma
 onda
 enorme
 que
 se
 abriu
 e
 se
 transformou
numa
figura
estranha,
metade
homem
e
metade
peixe.



Fagundes,
assustado,
perguntou:
 ‐
Quem
és
tu?
 ‐
Ah,
ah,
ah!
Como
ousam
invadir
o
meu
reino?
Sou
Neptuno
o
Rei
do
Mar
…
 ‐
Que
queres
de
nós?
 ‐
Para
navegarem
nestas
águas
têm
de
pagar
um
tributo!
‐
Disse
o
Rei
do
Mar.
 ‐
Um
elemento
da
tripulação
tem
de
ser
sacrificado
neste
mar.
A
sua
vida
em
troca
da
 vossa
passagem.
 Fagundes,
 homem
 de
 honra
 e
 valores
 jamais
 poderia
 aceitar
 tal
 proposta
 e
 desafiou
 Neptuno:
 ‐
Isso
nunca!
Vamos
passar
já!
Entre
nós
existe
lealdade
e
união
e
refutamos
a
traição.
 Neptuno,
enfurecido,
levantou
o
seu
tridente
dourado
e,
de
uma
vez
só,
destruiu
parte
 do
 barco
 do
 Fagundes.
 A
 tripulação
 senIa‐se
 perdida
 entre
 ondas
 enraivecidas
 e
 quesIonavam‐no:
 ‐
O
que
será
de
nós?!

 ‐ Não
sei
o
que
fazer.
–
Pensava
Fagundes.



De
 repente,
 Fagundes
 lembrou‐se
 do
 sonho
 que
 Ivera
 no
 início
 da
 viagem
 e
 pediu
 clemência
a
Neptuno.
O
Rei
do
Mar
aceitou
e
disse:

 ‐
 Fagundes,
 admiro
 a
 tua
 coragem,
 és
 um
 herói,
 leal
 e
 honrado,
 por
 isso
 tudo
 vou‐te
 ajudar
a
encontrar
a
tua
amada.
 ‐
Como
nos
poderás
ajudar?
 ‐ Com
 o
 meu
 tridente
 dourado
 e
 mágico
 vou
 reconstruir
 a
 tua
 caravela
 e
 controlar
 os
 mares
e
as
marés
e
assim
tudo
voltará
ao
normal.
 Fagundes
encontrou
a
sua
amada,
com
a
ajuda
do
Rei
Neptuno.
Feliz
pensou
voltar
para
 a
sua
terra.
 Após
 vários
 meses
 de
 viagem
 e
 de
 pescaria
 naqueles
 mares
 gelados,
 João
 Alvares
 Fagundes
 regressou
 da
 sua
 aventura.




Durante
 esse
 período,
 ele
 ultrapassou
 várias
 dificuldades
 pois
 teve
 diversos
 contratempos.
 No
 entanto,
 ele
 viveu
 uma
 óIma
 experiência.
 Conheceu
 novos
 locais,
 explorou
 novos
 caminhos
 maríImos
 e
 novos
 povos.
 Essa
 viagem
 foi
 enriquecedora,
 lutou,
 contra
 o
 inimigo,
 procurou
 a
 sua
 amada
 e
 junto
 da
 tripulação
 viveu
 momentos
 inesquecíveis.
 Ao
chegar
à
sua
terra,
eram
muitos
os
que
os
aguardavam.
As
pessoas
das
redondezas
 esperavam
 impacientes
 que
 os
 barcos
 acostassem.
 Queriam
 saber
 o
 que
 traziam.
 Dos
 porões
 dos
 barcos
 saíram
 muitas
 coisas,
 umas
 mais
 importantes
 que
 outras.
 Contudo,
 havia
 um
 arIgo
 que,
 na
 altura
 se
 calhar
 ninguém
 deu
 muita
 importância,
 mas
 ainda
 hoje
 é
 conhecido
 de
 todos
 nós:
 o
 bacalhau!
 Como
 é
 um
 peixe
 que
 vive
 em
 águas
 geladas,
perto
do
polo
norte,
para
se
conservar
em
condições
de
ser
consumido,
teve
de
 ser
seco
e
salgado,
já
que
naquela
altura
ainda
não
havia
frigoríficos.
 Foi
assim,
que
o
bacalhau
seco
e
salgado
se
tornou
numa
iguaria
muito
apreciada
pelos
 portugueses.
 A
 propósito:
 já
 pensaram
 no
 que
 seria
 a
 vida
 de
 muitos
 de
 nós
 sem
 bacalhau?
O
que
se
comeria,
por
exemplo,
no
Natal?
…
 Só
temos
que
agradecer
a
António
Alvares
Fagundes,
grande
vianense.



Era
 uma
 vez
 um
 homem
 vianense
 chamado
 João
 Álvares
 Fagundes,
 mais


conhecido
 por
 “Homem
 do
 Mar”.
 João
 era
 alto
 e
 forte.
 Tinha
 a
 pele
 morena
 ou
 queimada
 pelo
 sol
 de
 tanto
 andar
 no
 mar,
 o
 cabelo
 preto
 encaracolado
 e
 os
 olhos
 castanhos.
Os
seus
braços
eram
musculados
e
fortes
e
as
mãos
grandes
 Quem
o
conhecia
descrevia‐o
como
um
homem
triste,
sempre
muito
sério
e
de
poucas
 palavras.
Vivia
sozinho
no
seu
barco.
 


Numa
 manhã
 de
 primavera,
 ao
 nascer
 o
 sol,
 João
 Álvares
 Fagundes
 ligou
 o


motor
 do
 seu
 barco
 e
 parIu
 para
 mais
 uma
 aventura
 pelo
 oceano.
 Ao
 chegar
 ao
 alto
 mar,
 havia
 grande
 confusão.
 O
 vento
 soprava
 energicamente,
 as
 ondas
 dançavam
 e
 a
 chuva
 caía
 torrencialmente.
 Estava
 cheio
 de
 medo
 de
 morrer
 no
 meio
 daquela
 tempestade.
 Tentando
 acalmar‐se,
 resolveu
 pescar.
 AIrou
 as
 suas
 redes
 de
 pesca
 ao
 mar
e
pescou
grandes
peixes,
pois
exisIam
muitos
naquela
zona.

 De
 repente,
 mergulhado
 nos
 seus
 sonhos,
 viu
 uma
 linda
 sereia
 por
 cima
 das
 ondas
 a
 observá‐lo.
Então,
João
Álvares
Fagundes
exclamou:




‐ Meu
Deus!
Estarei
a
ver
bem!?
–
Esfregou
os
olhos
várias
vezes
tentando
confirmar
se,
 realmente,
ali
à
sua
frente
estava
uma
sereia
ou
se
seria
fruto
do
seu
cansaço
ou
da
sua
 imaginação.
 ‐ Decidiu
remar
até
ela.
Remou…
remou…
remou…
até
que,
de
repente,
surgiu
uma
luz
 branca
muito
forte.
Eram
os
raios
de
sol
que
o
acordavam!
 Desiludido
 por
 ter
 sido
 apenas
 um
 sonho,
 decidiu
 rumar
 o
 seu
 barco
 para
 norte,
 à
 procura
da
sua
bela
sereia.
 Pelo
 caminho,
 João
 Fagundes
 encontrou
 dois
 monstros
 muito
 grandes.
 Um
 deles
 foi
 fácil
de
derrotar,
mas
o
segundo
não.
João
teve
uma
ideia!
Pegou
num
grande
peixe
e
 aIrou‐o
para
o
monstro
para
ver
se
ele
Inha
fome.
Entretanto,
apareceram
tubarões
 que
 ficaram
 a
 lutar
 com
 o
 monstro
 e
 ele
 conInuou
 a
 sua
 longa
 viagem,
 cheio
 da
 má
 sorte.



Quando
 tudo
 parecia
 estar
 a
 correr
 bem,
 o
 tempo
 ficou
 escuro.
 Veio
 uma
 tempestade
 horrível
e
o
João
ficou
sem
controlo
no
seu
barco.
Como
era
um
grande
marinheiro
e
de
 vasta
 experiência,
 agarrou‐se
 à
 roda
 do
 leme
 com
 toda
 a
 sua
 força,
 combatendo
 as
 ondas
do
mar.
A
agitação
era
tão
forte
que
acabou
por
conseguir
esgotar
todas
as
suas
 forças.
 Deixou‐se
 levar
 pela
 forte
 ondulação
 e
 pela
 força
 dos
 ventos,
 durante
 toda
 a
 noite,
indo
parar
a
uma
ilha
desconhecida.
 João
 Fagundes
 acordou
 com
 o
 brilho
 do
 sol
 e
 o
 cantar
 das
 gaivotas.
 Levantou‐se
 e,
 ao
 deparar‐se
com
aquela
terra
desconhecida,
perguntou
a
si
mesmo
onde
estaria.
 A
 curiosidade
 era
 tanta
 que
 logo
 começou
 a
 percorrer
 a
 ilha.
 A
 grande
 paisagem
 era
 verdejante
 e
 muito
 florida.
 No
 interior,
 encontrou
 uma
 tribo
 muito
 assustada
 que
 se
 preparava
para
o
atacar,
mas
ele,
com
um
pequeno
gesto,
deu
a
entender
que
vinha
em
 paz.
Eles
compreenderam,
não
o
atacaram
e
começaram
a
fazer
amizades.

 João
Fagundes
perguntou‐lhes
então
onde
estava
e
eles
responderam
que
estava
na
Ilha
 das
Flores.



Passados
alguns
dias
de
muito
diverImento,
decidiu
regressar
a
casa
e
despediu‐se
dos
 amigos.
 Viajava
 mais
 contente,
 pois
 Inha
 feito
 novos
 amigos
 quando,
 de
 repente,
 apareceu
uma
figura
gigantesca
e
assustadora
que
lhe
perguntou:
 ‐ Quem
é
o
navegador
que
por
aqui
passa?
 ‐ ‐
Sou
eu,
o
João
Álvares
Fagundes.
–
Respondeu
muito
assustado.
–
E
o
senhor,
quem
é?
 ‐ Eu
sou
o
gigante
Adamastor!

 ‐ ‐
O
gigante
Adamastor?
Mas
o
que
faz
um
gigante
neste
oceano?
 ‐ Estou
aqui
para
proteger
os
mares
de
homens
 como
 o
 senhor
 que
 se
 atrevem
 a
 navegar
 nestas
águas.
 ‐ Sem
dar
tempo
ao
navegador
para
se
jusIficar,
 o
gigante,
muito
furioso,
pegou
no
barco
dele
e
 destruiu‐o.
 ‐ Não!
Não!
Não
faça
isso.
Está
louco?
 ‐ ‐
Se
me
enervares
mais,
vou‐me
passar
…



João
Fagundes
mergulhou
e,
muito
rapidamente,
nadou
até
à
costa.
Ao
chegar
a
terra
 firme,
desatou
a
correr.
Fugiu
a
sete
pés.
Quando
parou,
viu
que
estava
perdido.
Sem
 se
preocupar,
porque
já
não
estava
perto
do
gigante,
procurou
um
abrigo.
Mas
aquele
 síIo
 era
 deserto,
 não
 havia
 nada
 à
 sua
 volta.
 Nisto,
 apareceu
 um
 homem,
 parecido
 com
um
herói,
que
perguntou:
 


‐
Queres
um
síIo
para
te
abrigares?


‐
Sim!


O
herói
estava
a
enganá‐lo,
porque
ele
só
queria
lutar.
E
perguntou
novamente:


‐
Queres
lutar?


‐
Não!


O
 herói
 insisIu
 tanto
 que
 começaram
 a
 lutar.
 Passado
 algum
 tempo,
 ele


perdeu
e
ficou
em
perigo
de
vida.
 


Ferido,
 João
 recebeu
 a
 ajuda
 inesperada
 da
 sereia
 dos
 seus
 sonhos.
 Ela
 surgiu


e,
com
o
seu
canto
mágico,
hipnoIzou
o
inimigo
e
obrigou‐o
a
ir‐se
embora.
Dirigiu‐se
 depois
 ao
 João
 e
 ofereceu‐lhe
 uma
 poção
 azul,
 muito
 brilhante,
 que
 imediatamente
 curou
os
seus
ferimentos.
João
começou
a
duvidar.
Seria
novamente
um
sonho?



‐ És
verdadeira?
–
perguntou.
 ‐ ‐
Logo
descobrirás.
 Ainda
muito
cansado,
João
desmaiou.
 Só
mais
tarde,
em
cima
de
uns
troncos
atados
por
uma
liana,
é
que
o
nosso
navegador
 recuperou
 os
 senIdos.
 E
 …
 surpresa!
 João
 viu‐se
 a
 atravessar
 o
 oceano
 puxado
 pela
 bela
sereia!
Nunca
um
navegador
Inha
feito
tal
façanha.
Era
mais
uma
bela
história
 para
contar
aos
seus
filhos
e,
mais
tarde,
quem
sabe,
aos
netos.
 Quando
chegou
ao
porto
de
mar
de
Viana
do
Castelo
em
cima
de
tal
jangada,
todos
 ficaram
 boquiabertos.
 Muita
 gente
 se
 juntou
 em
 seu
 redor
 para
 o
 escutar
 mas
 ninguém
 quis
 acreditar
 nas
 histórias
 de
 monstros
 e
 de
 sereias
 vividas
 nos
 oceanos
 longínquos
e
perigosos.
 Sem
barco
para
navegar,
João
passou
o
resto
dos
seus
dias
pelo
porto
de
Viana,
feliz
e
 a
 divagar
 sobre
 as
 suas
 memórias.
 Escreveu‐as,
 recordando
 cada
 feito
 que
 só
 gente
 corajosa
e
destemida
é
capaz
de
realizar.



Era
uma
vez
um
senhor
vianense
chamado
João
Álvares
Fagundes.
Homem
do
mar,
 Inha
cabelos
compridos
e
ruivos,
barba
e
olhos
verdes.
Um
dia
foi
de
barco
a
uma
ilha
 grande
e
desconhecida
chamada
Milaque.
 Encontrou
lá
uma
bela
menina
chamada
Andreia
por
quem
se
apaixonou.
Entretanto,
 veio
um
homem
muito
mau
e
raptou‐a.

 Fagundes,
ao
saber
que
a
sua
amada
Inha
sido
raptada,
ficou
sem
saber
o
que
fazer.
 Sentado
na
areia
a
olhar
o
mar,
começou
a
ouvir
uma
voz
doce
a
cantar.
Era
uma
 sereia
que
lhe
disse
que
o
remédio
para
a
sua
felicidade
estava
num
tesouro
bem
 escondido
na
ilha
e
que
nele
também
iria
encontrar
um
objeto
que
o
faria
encontrar
a
 bela
Andreia.
A
sereia
deixou‐lhe
um
mapa
da
ilha
com
muitos
enigmas
e
códigos
que
 o
fariam
chegar
ao
tesouro.
Agradecido,
despediu‐se
e
lá
foi
ele
à
procura.
Ia
ser
muito
 complicado.
 A
 certa
 altura,
 encontrou
 uma
 passagem
 secreta
 e
 pensou
 que
 estava
 perto,
 mas
 aquilo
 era
 muito
 assustador.
 Deu
 uns
 passos
 e
 caiu
 num
 buraco
 muito
 grande
 onde
 encontrou
um
sábio
que
lhe
disse:
 ‐
Não
podes
estar
aqui.



O
 navegador
 subiu
 o
 buraco,
 voltou
 à
 passagem
 secreta
 e
 virou
 à
 esquerda.
 Havia
 morcegos
 que
 o
 assustaram
 mas
 ele
 conInuou.
 Viu
 escadas
 e
 subiu‐as.
 Deparou‐se,
 então,
com
uma
linda
donzela
que
o
adverIu:
 ‐
Estás
quase
a
cair
noutro
buraco.

 Fagundes
não
acreditou
nela
e
caiu
mesmo.
No
fundo
do
buraco,
estava
um
diabo
que
 lhe
 deu
 uma
 poção
 mágica
 que
 lhe
 permiIria
 saber
 onde
 havia
 armadilhas.
 João
 aceitou
a
oferta
e
tentou
sair
dali,
mas
ficou
cercado
de
monstros.
Rapidamente,
pegou
 na
sua
rede
de
pesca,
aIrou‐a
para
cima
deles
e
assim
conseguiu
escapar.
 
Saiu
da
gruta
e
voltou
a
ver
a
sereia.
Desta
vez
não
lhe
ligou.
Só
queria
chegar
ao
fim
da
 viagem.
 Seguiu
no
seu
barco.
Quando
olhou
à
sua
volta,
nem
queria
acreditar
que
estava
perto
 de
uma
ilha
e
o
mar
estava
cheio
de
peixes.
Fagundes
foi
logo
pescá‐los.
No
fim,
senIu
 uma
grande
alegria
com
a
sua
pescaria
e,
como
era
curioso,
resolveu
ir
conhecer
todos
 os
cantos
da
ilha.
No
dia
seguinte,
voltou
ao
barco
para
pescar.
Pescar
era
o
seu
sonho!



Porém,
a
alegria
de
Fagundes
estava
a
terminar.
É
que,
naquele
local,
quem
resolvesse
 pescar
 Inha
 que
 enfrentar
 um
 adversário
 comilão,
 o
 urso
 polar.
 Ele
 adorava
 comer
 peixes
 e,
 fora
 de
 água,
 ainda
 melhor!!
 Pois
 é,
 mais
 uma
 dor
 de
 cabeça
 para
 o
 nosso
 amigo
Fagundes!
Ele
estava
muito
cansado
mas
nunca
desisIa
dos
seus
objeIvos.
Por
 isso,
Inha
agora
que
armar
uma
cilada
para
enfrentar
o
inimigo.
Ele
até
gostava
muito
 de
ursos
mas,
a
parIr
do
momento
em
que
este
lhe
comia
os
peixes,
só
pensava
em
 livrar‐se
dele.




No
dia
seguinte,
Fagundes
acordou
no
seu
barco.
Preparou‐se
e
foi
lutar
com
o
urso
polar.
 Combateu
com
valenIa,
mas
perdeu.

 • urso,
 vencedor,
 aproveitou‐se
 do
 pobre
 pescador
 para
 ser
 seu
 escravo
 e
 obrigava‐o
 a
 pescar
o
tempo
todo.

 Entretanto,
voltaram
a
aparecer
os
monstros
que
atacaram
o
pescador
e
o
urso.
Fagundes
 combateu‐os,
conseguiu
matá‐los
e
livrar‐se
também
do
urso.
Cansado,
foi
para
a
ilha
e
lá
 procurou,
encontrou
e
salvou
a
sua
bela
Andreia.
 Regressou
com
ela
no
seu
barco
ao
ponto
de
parIda
e
viveram
felizes
para
sempre.




Fagundes  

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