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Caderno de Resumos do VII Col贸quio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de L铆ngua Portuguesa e de Literatura 1


Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura O ensino de Língua Portuguesa e de Literatura: dos conteúdos às metodologias

Pau dos Ferros – RN – Brasil Agosto de 2010 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 2


Gilton Sampaio de Souza José Cezinaldo Rocha Bessa Maria Lúcia Pessoa Sampaio Pedro Fernandes de Oliveira Neto (Organizadores)

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Capa: Loops 7 – Desfocado Luzes Coloridas – Istokphoto (imagem licenciada) Reprodução: Pedro Fernandes de Oliveira Neto Diagramação: Pedro Fernandes de Oliveira Neto

Todos os textos aqui publicados são de inteira responsabilidade de seus autores.

Catalogação da Publicação na Fonte. _____________________________________________________________________________ Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura (7. : 2010: Pau dos Ferros, RN) Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura – O ensino de Língua Portuguesa e de Literatura: dos conteúdos às metodologias. / Organizado por Gilton Sampaio de Souza, José Cezinaldo R. Bessa, Maria Lúcia Pessoa Sampaio, Pedro Fernandes de Oliveira Neto. - Mossoró: QueimaBucha, 2010. 324 p. Tema central: O ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. ISSN 2177-9295 1. Metodologia do ensino. 2. Língua portuguesa. 3. Literatura. I. Souza, Gilton Sampaio de., Org. II. Bessa, José Cezinaldo R., Org. III. Sampaio, Maria Lúcia Pessoa., Org IV. Oliveira Neto, Pedro Fernandes de., Org. V. Título. CDD 0142

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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE – UERN CAMPUS AVANÇADO PROFA. MARIA ELISA DE ALBUQUERQUE MAIA – CAMEAM Reitor Milton Marques de Medeiros Vice-Reitor Aécio Cândido de Souza Pró-Reitor de Administração Lauro Gurgel de Brito Pró-Reitor de Planejamento Francisco Severino Neto Pró-Reitor de Pesquisa e Pós-Graduação Pedro Fernandes Ribeiro Neto Pró-Reitora de Extensão Francisco Vanderlei de Lima Pró-Reitora de Ensino de Graduação João Batista Xavier Pró-Reitora de Recursos Humanos e Assuntos Estudantis Joana D’arc Lacerda Alves Felipe Diretor do CAMEAM Gilton Sampaio de Souza Vice-Diretora Maria de Fátima Carvalho Dantas

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VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura Pau dos Ferros – Rio Grande do Norte – Brasil, 11 a 13 de agosto de 2010 Comissão Organizadora do evento Crígina Cibelle de Carvalho Gilton Sampaio de Souza José Cezinaldo Rocha Bessa José Carlos Redson Kaiza Maria Alencar de Oliveira Lucineide da Silva Carneiro Maria Edneide Ferreira de Carvalho Maria Lúcia Pessoa Sampaio Maria Leidiana Alves Pedro Fernandes de Oliveira Neto

Comissão Científica Alessandra Cardozo de Freitas (UERN) Célia Maria Barbosa de Medeiros (UnP) Claudia Rosa Riolfi (USP) Émerson de Pietri (USP) Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin (UFC)) Gilton Sampaio de Souza (UERN) João Gomes da Silva Neto (UFRN) Lílian de Oliveira Rodrigues (UERN) Maria Edileuza da Costa (UERN) Maria das Graças Soares (UFRN) Maria do Socorro Maia Fernandes Barbosa (UERN) Maria do Socorro de Oliveira Brandão (UERN/FAPERN) Rosângela Maria Bessa Vidal (UERN) Sônia Maria Pereira de Almeida (UFMA) Sulemi Fabiano Campos (UFRN) Valdir Heitor Barzotto (USP)

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Caderno de Resumos do VII CMELP Organização Gilton Sampaio de Souza José Cezinaldo Rocha Bessa Maria Lúcia Pessoa Samapaio Pedro Fernades de Oliveira Neto Revisão e editoração Crígina Cibelle Pereira Edmar Peixoto de Lima Gilton Sampaio de Sousa Hubeônia Morais de Alencar José Carlos Redson José Cezinaldo Rocha Bessa Maria Leidiana Alves Maria Lúcia Pessoa Sampaio Pedro Fernandes de Oliveira Neto Rosângela Alves dos Santos Bernardino

nota dos organizadores O Caderno que você tem agora em mãos contém os resumos dos trabalhos aprovados aos 15 grupos de trabalho do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia de Língua Portuguesa e de Literatura, realizado de 11 a 13 de agosto de 2010, na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Campus Avançado Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia, Pau dos Ferros – Rio Grande do Norte, Brasil. Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 7


Sumário Apresentação …............................................................................................................................................ 23 Histórico do evento …................................................................................................................................... 25 Programação geral ….................................................................................................................................... 28 Programação do CMELP Cultural …............................................................................................................... 33 Minicursos …................................................................................................................................................. 35 Oficinas …...................................................................................................................................................... 40 Programação dos Grupos de Trabalho …....................................................................................................... 43 GT 1 – LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA ................................................................................................................................................... 88 Ailton Sérgio Leal BEZERRA ........................................................................................................................... 89 Juslenno Ventura dos SANTOS ...................................................................................................................... 89 Amanda Caroline Damasceno TAVARES ........................................................................................................ 90 Francisca Tarciclê Pontes RODRIGUES ........................................................................................................... 91 Gleicyane Feitosa GOMES ............................................................................................................................. 92 Davi Xérez BARROSO ..................................................................................................................................... 92 Márluce COAN ............................................................................................................................................... 92 Jaqueline Andréa Medeiros PEREIRA ............................................................................................................ 93 Danilo da Silva CÂNDIDO ............................................................................................................................... 93 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 8


Luana Danielle do Nascimento Silva de MEDEIROS ...................................................................................... 94 Lucrécio Araújo de SÁ JÚNIOR ...................................................................................................................... 95 Maria Elicleide da SILVA ................................................................................................................................ 96 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 96 Monalisa MEDEIROS ..................................................................................................................................... 97 Maria Hozanete Alves de LIMA ..................................................................................................................... 97 Thayse Santos ARIMATÉIA ............................................................................................................................. 98 Wagner Ramos CAMPOS ............................................................................................................................... 99 Camila N. FERNANDES ................................................................................................................................... 99 Maria Joyce Paiva MEDEIROS ........................................................................................................................ 99 GT 02 – O AGIR REAL EM SALA DE AULA DE LÍNGUAS ................................................................................... 100 Adriana Teixeira PEREIRA .............................................................................................................................. 101 Ana Angélica L. GONDIM ............................................................................................................................... 102 Eulália Vera Lúcia Fraga LEURQUIN ............................................................................................................... 102 Antônio Cláudio Brito do NASCIMENTO ........................................................................................................ 103 Elisângela Soares de OLIVEIRA ...................................................................................................................... 104 Camila Maria GOMES .................................................................................................................................... 104 Eulália Vera Lúcia Fraga LEURQUIN ............................................................................................................... 105 Francisca das Chagas Nobre de LIMA............................................................................................................. 106 Francisca Jucélia da SILVA .............................................................................................................................. 107 Francineudo Duarte Pinheiro JÚNIOR ........................................................................................................... 108 José Rosamilton de LIMA .............................................................................................................................. 109 Márcia Betânia de OLIVEIRA ......................................................................................................................... 110 Samira Fontes Carneiro de ANDRADE ........................................................................................................... 110 GT 03 – OS CONTEÚDOS E AS METODOLOGIAS NO ENSINO DA GRAMÁTICA ................................................ 111

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Alvanira Lucia de BARROS ............................................................................................................................. 112 Ana Catarina Ferreira Cabral OLIVEIRA ......................................................................................................... 113 Maria Aparecida da Silva ANDRADE .............................................................................................................. 113 Ana Maria C. Almeida DINIZ .......................................................................................................................... 114 Glaucia Clélia SOUSA ..................................................................................................................................... 114 Célia Maria Medeiros Barbosa da SILVA ........................................................................................................ 115 Elis Betânia Guedes da COSTA ....................................................................................................................... 116 Emiliana Souza Soares FERNANDES .............................................................................................................. 117 Francisco Ribeiro Silva JÚNIOR ...................................................................................................................... 118 Josilete Alves Moreira de AZEVEDO .............................................................................................................. 119 Juciene Silva de Sousa NASCIMENTO ............................................................................................................ 120 Julio Neto dos SANTOS ................................................................................................................................. 121 Ivanaldo Oliveira dos Santos FILHO .............................................................................................................. 121 Marcela MONTEIRO ...................................................................................................................................... 122 Camila SOUZA ............................................................................................................................................... 122 Marco Antonio MARTINS .............................................................................................................................. 123 Kássia Kamilla de MOURA ............................................................................................................................ 123 Fernanda Eliza Silva GALDINO ...................................................................................................................... 123 Maria Aparecida Calado de Oliveira DANTAS ............................................................................................... 124 Maria das Graças Soares RODRIGUES ........................................................................................................... 125 Netanias Mateus Souza CASTRO ................................................................................................................... 126 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 126 Verônica Palmira Salme de ARAGÃO ............................................................................................................. 127 Vilma Nunes da SILVA .................................................................................................................................... 128 GT 04 – PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO.129 Ângela Paula Nunes FERREIRA ...................................................................................................................... 130 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 10


Anielly Isabel Duarte da SILVA ....................................................................................................................... 131 Diana Maria Leite Lopes SALDANHA ............................................................................................................. 131 Simone Fontes Leite ANDRADE ..................................................................................................................... 131 Benevenuta Fátima LIMA .............................................................................................................................. 132 Marta Maria Silva de Faria WANDERLEY ...................................................................................................... 132 Benevenuta Fátima LIMA ............................................................................................................................. 133 Marta Maria Silva de Faria WANDERLEY ...................................................................................................... 133 Crígina Cibelle PEREIRA ................................................................................................................................. 134 Maria Leidiana ALVES .................................................................................................................................... 134 Gláucia Maria Bastos MARQUES ................................................................................................................... 135 Edmar Peixoto de LIMA ................................................................................................................................. 135 Kaiza Maria Alencar de OLIVEIRA .................................................................................................................. 136 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 136 Maria do Socorro de Oliveira BRANDÃO ....................................................................................................... 136 Luciana Maria Moura RODRIGUES ................................................................................................................ 137 Maria do Socorro de Oliveira BRANDÃO ....................................................................................................... 138 Marina Martins Marques de SOUZA ............................................................................................................. 139 Gláucia Maria Bastos MARQUES ................................................................................................................... 139 Marise Adriana Mamede GALVÃO ................................................................................................................ 140 Maria Glidioneide Valcácer LOPES ................................................................................................................ 141 Francisca Edna SOARES ................................................................................................................................. 141 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 141 Ruth Ellen Rodrigues DUTRA ......................................................................................................................... 142 Raquel Monteiro da Silva FREITAS ................................................................................................................. 142 GT 05 – A LÍNGUA PORTUGUESA E A LITERATURA NOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS E EM DOCUMENTOS ............................................................................................................................................... 143 Ady Canário de Souza ESTEVÃO .................................................................................................................... 144 Ana Cristina CHAMPOUDRY .......................................................................................................................... 145 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 11


Caroline de Souza CUNHA ............................................................................................................................. 146 Katia Cilene Ferreira FRANÇA ....................................................................................................................... 146 Diego Navarro de BARROS ............................................................................................................................ 147 Edmar Peixoto de LIMA ................................................................................................................................. 148 Gláucia Maria Bastos MARQUES ................................................................................................................... 148 Elis Betânia Guedes da COSTA ....................................................................................................................... 149 Francisco Vieira da SILVA ............................................................................................................................... 150 Lílian Pereira PALÁCIO ................................................................................................................................... 151 Marcelo Roberto DIAS ................................................................................................................................... 152 Margarete Fátima PAULETTO ........................................................................................................................ 153 Maria Graceli de LIMA ................................................................................................................................... 154 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 154 GT 06 – O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE EJA: DAS DIRETRIZES NACIONAIS AOS CONTEÚDOS E METODOLOGIAS DE ENSINO .......................................................................................................................... 155 Amilde Martins da FONSECA ......................................................................................................................... 156 Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS ........................................................................................................ 156 Maria Aparecida da Silva Fernandes TRINDADE ........................................................................................... 157 Magda Renata Marques DINIZ ...................................................................................................................... 157 Cristiane Maria Praxedes de Souza NÓBREGA .............................................................................................. 157 Robeilza de Oliveira LIMA ............................................................................................................................. 158 Rosângela Alves dos Santos BERNARDINO .................................................................................................... 159 Evandro Gonçalves LEITE ............................................................................................................................... 159 GT 07 - ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NA EDUCAÇÃO BÁSICA ................................. 160 Aflânia Dantas Diniz de LIMA ........................................................................................................................ 161 Jackson Diniz VIEIRA ...................................................................................................................................... 161 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 12


Alexandre Souza CAVALCANTE....................................................................................................................... 162 Ana Alice de Freitas Neta ARAÚJO ................................................................................................................ 163 Rosângela Maria Bessa VIDAL ....................................................................................................................... 163 Antonia Sueli da SILVA ................................................................................................................................... 164 Ariane Kercia Benício de SÁ .......................................................................................................................... 165 Carlos Magno Viana FONSECA ...................................................................................................................... 166 Cosmo Gean da Silva MONTE ........................................................................................................................ 167 Daliane do Nascimento dos SANTOS ............................................................................................................. 168 Alessandra Cardozo de FREITAS .................................................................................................................... 168 Dowglas Amorim de LIRA ............................................................................................................................. 169 Elizabete Bastos da SILVA .............................................................................................................................. 170 Cosme Batista SANTOS ................................................................................................................................. 170 Francimeire Cesário de OLIVEIRA .................................................................................................................. 171 Francisca Edilma Braga Soares AURELIANO .................................................................................................. 172 Francisca Ramos LOPES ................................................................................................................................. 173 Ana Gabriella Ferreira da SILVA ..................................................................................................................... 173 Gilvaneide de Sousa SANTOS ........................................................................................................................ 174 Odalice de Castro SILVA ................................................................................................................................ 174 Hadoock Ezequiel Araújo de MEDEIROS ....................................................................................................... 175 Hildevânia da Silva MONTE ........................................................................................................................... 176 Ilderlandio Assis de Andrade NASCIMENTO................................................................................................... 177 Ione Carvalho RODRIGUES ............................................................................................................................ Jeane Alves SILVA .......................................................................................................................................... Jaiane Alves SILVA ......................................................................................................................................... Francisca Lousinha de Souza FERNANDES .................................................................................................... Welinda Mirla de Souza ARAÚJO .................................................................................................................

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Julio Neto dos SANTOS .................................................................................................................................. 179

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Ivanaldo Oliveira dos SANTOS ....................................................................................................................... 179 Jocenilton Cesário da COSTA ......................................................................................................................... 180 Margarete Maria de Marilac LEITE ................................................................................................................ 181 José Rosamilton de LIMA .............................................................................................................................. 181 Juliete Guedes da SILVA ................................................................................................................................. 182 Vanessa da CONCEIÇÃO ................................................................................................................................ 182 Julio Neto dos SANTOS .................................................................................................................................. 183 Ivanaldo Oliveira dos SANTOS ....................................................................................................................... 183 Keila Gabryelle Leal ARAGÃO ........................................................................................................................ 184 Marcelo Victor Gouveia de LUCENA ............................................................................................................. 184 Kélvya Freitas ABREU .................................................................................................................................... 185 Lucineudo Machado IRINEU .......................................................................................................................... 185 Lívia Márcia Tiba Rádis BAPTISTA .................................................................................................................. 185 Manoel Guilherme de FREITAS ..................................................................................................................... 186 Guilherme Martins de Paiva CARVALHO ....................................................................................................... 186 Margarete Maria de Marilac LEITE ................................................................................................................ 187 José Rosamilton de LIMA .............................................................................................................................. 187 Maria da Luz Duarte Leite SILVA .................................................................................................................... 188 Antonia Marly MOURA .................................................................................................................................. 188 Maria da Paz de Freitas e SOUSA .................................................................................................................. 189 Maria Eliete de QUEIROZ. ............................................................................................................................. 190 Maria Leogete Joca da COSTA ....................................................................................................................... 191 Marilucia OLIVEIRA ....................................................................................................................................... Márcio Oliveiros Alves da SILVA .................................................................................................................... Herodoto Ezequiel Fonseca da SILVA ............................................................................................................ Laura Viviani dos Santos BORMANN ............................................................................................................

192 192 192 192

Marise Adriana Mamede GALVÃO ................................................................................................................ 193 Midiã da Silva Borges GOMES ....................................................................................................................... 194 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 14


Mizilene Kelly de Souza BEZERRA .................................................................................................................. 195 Nádia Maria Silveira Costa de MELO ............................................................................................................. 196 Patrícia Regina V. Viana de ANDRADE .......................................................................................................... 197 Amanda Gomes de Sena MARIZ ................................................................................................................... 197 Maria Alice Fernandes da Silva SALES .......................................................................................................... 197 Rosângela Maria Bessa VIDAL ....................................................................................................................... 198 Sâmia Araújo dos SANTOS ............................................................................................................................. 199 Francisca Tarciclê Pontes RODRIGUES ........................................................................................................... 199 Tatiane Xavier da SILVA ................................................................................................................................. 200 João Bosco Figueiredo GOMES ..................................................................................................................... 200 GT 8 – AS PROPOSTAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO .............. 201 Aldecy Rodrigues dos SANTOS ...................................................................................................................... 202 Maria Gabriela Rodrigues de MEDEIROS ...................................................................................................... 202 Aline Muniz ALVES ........................................................................................................................................ 203 José Hélder Pinheiro ALVES ........................................................................................................................... 203 Ananias Agostinho da SILVA .......................................................................................................................... 204 Andréia Maria da Silva LOPES ....................................................................................................................... 205 Ayane de Abreu PESSOA ................................................................................................................................ 206 Samyra Lara Ferreira de ALMEIDA ................................................................................................................. 206 Érica Poliana Nunes de Sousa CUNHA ........................................................................................................... 207 Fernanda de Moura FERREIRA ...................................................................................................................... 207 Maria da Penha Casado ALVES ...................................................................................................................... 207 Erik Viana Carlos RODRIGUES ....................................................................................................................... 208 Franciclébia Nicolau da SILVA ....................................................................................................................... 208 Ermeson David de Oliveira ............................................................................................................................ 209 Evandro Gonçalves LEITE .............................................................................................................................. 210 Regina Celi Mendes PEREIRA ....................................................................................................................... 210 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 15


Gilmara Freire AZEVEDO ............................................................................................................................... 211 Maria da Penha Casado ALVES ..................................................................................................................... 211 Gilvaneide de Sousa SANTOS ........................................................................................................................ 212 Jocenilton Cesário da COSTA ......................................................................................................................... 213 Márcia Rejane Brilhante CAMPÊLO ............................................................................................................... 214 Maria Jaqueline da SILVA .............................................................................................................................. 215 Elisângela Soares de OLIVEIRA ...................................................................................................................... 215 Verucci Domingos de ALMEIDA .................................................................................................................... 216 Wanderleya Magna ALVES ............................................................................................................................ 217 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 217 GT 09 – O TEXTO E A LEITURA LITERÁRIA EM SALA DE AULA: RELAÇÕES ENTRE LITERATURA E ENSINO ...... 218 Ângela Paula Nunes FERREIRA ...................................................................................................................... 219 Antonio Cleonildo da Silva COSTA ................................................................................................................. 220 Lilian de Oliveira RODRIGUES ........................................................................................................................ 220 Ariane Kercia Benício de SÁ .......................................................................................................................... 221 Ana Maria Carneiro Almeida DINIZ ............................................................................................................... 221 Berenice da Silva JUSTINO ............................................................................................................................. 222 Carlos Gildemar PONTES ............................................................................................................................... 223 Maria Edileuza da COSTA .............................................................................................................................. 223 Cinthia de Oliveira ANDRADE ........................................................................................................................ 224 Fabiana Tavares dos Santos SILVA ................................................................................................................. 224 Josinaldo Paulo FERREIRA ............................................................................................................................. 224 Ciro Leandro Costa da FONSÊCA ................................................................................................................... 225 Maria Edneide Ferreira de CARVALHO ......................................................................................................... 225 Enia Ramalho dos SANTOS ............................................................................................................................ 226 Aflânia Dantas Diniz de LIMA ........................................................................................................................ 226 Fernando Lopes de LIMA .............................................................................................................................. 227 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 16


Maria Edileuza da COSTA ............................................................................................................................... 227 Flávia Rodrigues de MELO ............................................................................................................................. 228 Antonia Marly Moura da SILVA ..................................................................................................................... 228 Francisco Aedson de Souza OLIVEIRA ........................................................................................................... 229 Antonia Marly Moura da SILVA ..................................................................................................................... 220 Gonzalo Hernan APOLO ................................................................................................................................ 230 Janaina Silva ALVES ........................................................................................................................................ 231 José Carlos REDSON ...................................................................................................................................... 232 Maria Edileuza da COSTA .............................................................................................................................. 232 Larissa Cristina Viana LOPES ......................................................................................................................... 233 Lucineide da Silva CARNEIRO ........................................................................................................................ 233 Luciana Maria Moura RODRIGUES ................................................................................................................ 234 Manoel Guilherme de FREITAS ...................................................................................................................... 235 Maria Aparecida da Costa Gonçalves FERREIRA ............................................................................................ 236 Maria da Paz de Freitas e SOUZA .................................................................................................................. 237 Maria Edileuza da COSTA .............................................................................................................................. 238 Larissa Cristina Viana LOPES ......................................................................................................................... 238 Maria Edileuza da COSTA ............................................................................................................................... 239 Sebastião Francisco de MESQUITA ................................................................................................................ 239 Maria Gorete Paulo TORRES .......................................................................................................................... 240 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 240 Mariclécia Bezerra de ARAÚJO ...................................................................................................................... 241 Núbia Verônica Ferreira AVELINO .................................................................................................................. 242 Orfa Noemí Gamboa PADILLA ....................................................................................................................... 243 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ....................................................................................................................... 243 Otávila Cristina Barbosa GOMES .................................................................................................................. 244 Francisca Carolina Lima SILVA ....................................................................................................................... 244

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Aline Lacerda LIMA ........................................................................................................................................ 245 Pedro Fernandes de OLIVEIRA NETO ............................................................................................................. 246 Pedro Fernandes de OLIVEIRA NETO ............................................................................................................. 247 Regiane Santos Cabral de PAIVA .................................................................................................................... 248 José de PAIVA ................................................................................................................................................ 248 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 248 Rosângela Reinaldo da FONSÊCA .................................................................................................................. 249 Sara Fernandes MARTINS .............................................................................................................................. 250 Valdison Ribeiro da SILVA .............................................................................................................................. 249 Vilma Nunes da SILVA ................................................................................................................................... 251 Vilmária Chaves NOGUEIRA .......................................................................................................................... 252 Vilmária Chaves NOGUEIRA .......................................................................................................................... 253 GT 10 – DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE: ESCRITA E MEMÓRIA ..................................................... 254 Ester Cavalcanti da Silva ARAÚJO .................................................................................................................. 255 Maria da Penha Casado ALVES ...................................................................................................................... 255 GT 11 – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUAS ................. 256 Amilde Martins da FONSECA ......................................................................................................................... 257 Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS ........................................................................................................ 257 Andréa Feitosa dos SANTOS ......................................................................................................................... 258 Galileu Galilei Medeiros de SOUZA ............................................................................................................... 259 Leila Karla Morais Rodrigues FREITAS ............................................................................................................ 260 Leila Karla Morais Rodrigues FREITAS ............................................................................................................ 261 Francisco Paulo da SILVA ............................................................................................................................... 261 Marcela Carvalho Martins AMARAL .............................................................................................................. 262 Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS ........................................................................................................ 262 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 18


Marilucia OLIVEIRA ........................................................................................................................................ 263 Márcio Oliveiros Alves da SILVA .................................................................................................................... 263 Ezequiel Fonseca da SILVA ............................................................................................................................. 263 Laura Viviani dos Santos BORMANN ............................................................................................................. 263 Reinaldo Alves TEIXEIRA ................................................................................................................................ 264 Francisco Paulo da SILVA ............................................................................................................................... 264 Valmaria Lemos da Costa SANTOS ................................................................................................................. 265 GT 12 – OS ESTUDOS DO DISCURSO E DO TEXTO EM PESQUISAS CIENTÍFICAS ............................................. 266 Ariane Aparecida de OLIVEIRA ...................................................................................................................... 267 Dalva Teixeira da Silva PENHA ....................................................................................................................... 268 Maria da Penha Casado ALVES ...................................................................................................................... 268 Diana Maria Cavalcante de SÁ ....................................................................................................................... 269 Elvis Alves da COSTA ...................................................................................................................................... 270 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 270 Elvis Alves da COSTA ...................................................................................................................................... 271 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 271 Francisco Fransueldo da Costa SOARES ......................................................................................................... 272 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 272 Francisco Fransueldo da Costa SOARES ......................................................................................................... 273 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 273 Galileu Galilei Medeiros de SOUZA ............................................................................................................... 274 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 275 Adriana Morais JALES .................................................................................................................................... 275 Francisco Edson Gonçalves LEITE .................................................................................................................. 275 Gustavo Cândido PINHEIRO ........................................................................................................................... 276 Claudiana Nogueira de ALENCAR .................................................................................................................. 276 Hubeônia Morais de ALENCAR ...................................................................................................................... 277

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Ilderlandio Assis de Andrade do NASCIMENTO ............................................................................................ 278 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 278 Rosângela Alves dos Santos BERNARDINO ................................................................................................... 278 João Batista Alves MONTEIRO ...................................................................................................................... 279 Jocenilton Cesário da COSTA ......................................................................................................................... 280 Maria Eliza Freitas do NASCIMENTO ............................................................................................................. 280 José Fernandes CAMPOS JÚNIOR .................................................................................................................. 281 Lidiane de Morais Diógenes BEZERRA ........................................................................................................... 282 Maria Graceli de LIMA .................................................................................................................................. 283 José Cezinaldo Rocha BESSA ......................................................................................................................... 283 Maria Vanessa Batista LIMA ......................................................................................................................... 284 Rodrigo de Albuquerque MARQUES ............................................................................................................. 284 Rosa Leite da COSTA ...................................................................................................................................... 285 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 285 Edmar Peixoto de LIMA ................................................................................................................................. 285 Roselany de Holanda DUARTE ....................................................................................................................... 286 Secleide Alves da SILVA ................................................................................................................................. 287 Ciclene Alves da SILVA ................................................................................................................................... 287 GT 13 – RELATOS DE EXPERIÊNCIAS COM LEITURAS EM ESPAÇOS ESCOLARES E NÃO ESCOLARES ............... 288 Aline Muniz ALVES ......................................................................................................................................... 289 Aline Patrícia da SILVA ................................................................................................................................... 290 William Brenno dos Santos OLIVEIRA ........................................................................................................... 290 Amanda Gomes de Sena MARIZ ................................................................................................................... 291 Ana Priscila GRINER ...................................................................................................................................... 292 Magda Renata Marques DINIZ ..................................................................................................................... 292 Maria da Penha Casado ALVES ..................................................................................................................... 292 Andreza Emicarla Pereira CAVALCANTE ........................................................................................................ 293 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 20


Graciela Filgueira de Lima OLIVEIRA ............................................................................................................. 293 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ....................................................................................................................... 293 Aurilene Costa dos SANTOS .......................................................................................................................... 294 Mayara Cruz ALBUQUERQUE ........................................................................................................................ 294 Maria Valdenia da SILVA ................................................................................................................................ 294 Cinthia de Oliveira ANDRADE ........................................................................................................................ 295 Fabiana dos Santos Silva TAVARES ................................................................................................................ 295 Josinaldo Paulo FERREIRA ............................................................................................................................. 295 Dulcilene Rodrigues da Silva BARRETO ......................................................................................................... 296 Emanuela Carla Medeiros de QUEIROS ........................................................................................................ 297 Maria Glidioneide Valcácer LOPES ................................................................................................................ 297 Francisca Lúcia Barreto de Lima SOARES ...................................................................................................... 298 Ana Maria de CARVALHO .............................................................................................................................. 298 Marília Costa de SOUZA ................................................................................................................................ 298 Maria do Rosario da Silva MEDEIROS ........................................................................................................... 300 Maria do Socorro OLIVEIRA .......................................................................................................................... 300 Míria Helen Ferreira de SOUZA ..................................................................................................................... 301 Rafaela Cristina Oliveira de ANDRADE .......................................................................................................... 302 Raquel Monteiro da Silva FREITAS ................................................................................................................. 303 Raimunda Queiroz RÊGO ............................................................................................................................... 304 Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO ........................................................................................................................ 304 Sidney Alexandre da Costa ALVES .................................................................................................................. 305 GT 14 – PRÁTICAS E METODOLOGIAS DE ENSINO DE GÊNEROS ACADÊMICOS ............................................. 306 Ana Maria de Oliveira PAZ ............................................................................................................................. 307 Francisca Alves da SILVA ................................................................................................................................ 308 José Lindomar da SILVA ................................................................................................................................. 309 Maria Leidiana ALVES .................................................................................................................................... 310 Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 21


Maria do Socorro Maia Fernandes BARBOSA ............................................................................................... 310 Gilton Sampaio de SOUZA ............................................................................................................................. 310 Maria do Socorro Maria Fernandes BARBOSA .............................................................................................. 311 Maria de Fátima de Carvalho DANTAS .......................................................................................................... 311 Mariana Hercília de Macêdo NASCIMENTO .................................................................................................. 312 Célia Maria de MEDEIROS ............................................................................................................................. 312 Rosilda M. A. S. SANTOS ................................................................................................................................ 313 GT 15 – PLANEJAMENTO E METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUAS COM USO DE MATERIAIS DIDÁTICOS. 314 Clécida Maria Bezerra BESSA ......................................................................................................................... 315 Maria Aparecida dos Santos BARBOSA ......................................................................................................... 315 Henning Miquellon Duarte SARAIVA ............................................................................................................ 315 Djeim Nunes de Freitas SILVA ........................................................................................................................ 316 Ariane Aparecida de OLIVEIRA ...................................................................................................................... 316 José Lindomar da SILVA ................................................................................................................................ 317 Liziane Maria dos SANTOS ............................................................................................................................. 318 Maria da Conceição COSTA ........................................................................................................................... 319 Eline Cristina CORREIA .................................................................................................................................. 319 Maria Leidiane Alves VICENTE ...................................................................................................................... 319 Sandra Sinara BEZERRA ................................................................................................................................. 320 Antônia Nilmária Viana SILVA ........................................................................................................................ 320 Zênia Regina dos Santos BARBOSA ................................................................................................................ 321 Fernando Filgueira Barbosa JÚNIOR .............................................................................................................. 321 Marília Cléssia PINHEIRO ............................................................................................................................... 321 Michele Mayra Palmeira CORDEIRO .............................................................................................................. 321

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Apresentação O Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em parceria com os Programas de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), tem o prazer de realizar o VII COLÓQUIO NACIONAL DE PROFESSORES DE METODOLOGIA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA (VII CMELP), em promoção conjunta dos Departamentos de Educação e de Letras do Campus Avançado “Profª. Maria Elisa de Albuquerque Maia” (CAMEAM), da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em Pau dos Ferros – RN/Brasil, no período de 11 a 13 de agosto de 2010. Sob o tema O ensino de Língua Portuguesa e de Literatura: dos conteúdos às metodologias, o VII CMELP objetivou potencializar reflexões e ações que contribuíssem para o debate acerca dos conteúdos e metodologias de ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. Sua realização se justificou pela necessidade de se contribuir para as discussões que englobam pelos menos dois contextos de extremo interesse para a educação brasileira: as metodologias do ensino de Língua Portuguesa e de Literatura e a formação de professores dessas áreas para diferentes níveis de ensino. O VII CMELP configura-se como um evento de natureza interdisciplinar e interinstitucional, que tem como aspecto motivador o Projeto de Cooperação Acadêmica (PROCAD), em parceria entre UFMA, USP e UERN, intitulado “Disciplinas das licenciaturas voltadas para o Ensino de Língua Portuguesa”– financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), em 2008. Esse evento se constitui num espaço de discussão acerca das investigações e experiências relativas ao campo das Metodologias de Ensino de Língua Portuguesa (MELPs) dessas e de outras instituições de ensino superior do país. Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 23


O VII CMELP incluiu em sua programação conferências, palestras, mesas-redondas, grupos de trabalho (GTs), sessões de comunicação, minicursos, oficinas e atividades culturais, constituindo-se, portanto, um espaço aberto a pesquisadores da área, professores universitários e da educação básica, alunos de graduação e de pós-graduação e à comunidade, interessados em discutir e compreender a problemática que recobre o campo do ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. Os membros do Grupo de Pesquisa em Planejamento do Processo Ensino-Aprendizagem (GEPPE) e do Grupo de Pesquisa em Produção e Ensino de Texto (GPET), executores do evento, agradecem o apoio e estímulo de dois grandes órgãos de fomento, da CAPES, por meio do Programa de Apoio a Eventos no País – PAEP, e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Norte – FAPERN, e de muitas outras instituições públicas e privadas, que apoiaram o evento, cujos nomes estão escritos na relação dos patrocinadores e serão divulgados durante a realização do evento. Particular agradecimento a cada um dos membros das comissões de organização do evento e, também, aos participantes e convidados do VII CMELP, advindos das mais de quarenta instituições de todas as regiões do país (sem exceção), além dos conferencistas do Brasil e de outros países que com suas ideias abrilhantaram o nosso evento.

Pau dos Ferros, 11 de agosto de 2010.

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Histórico do evento No intuito de apresentar e discutir resultados de pesquisas e de novas experiências na área, um grupo de professores da área de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) criou, em 2003, o I Colóquio de Professores de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. Durante a segunda edição (em 2004), também realizada na FEUSP, esse grupo promotor decidiu pela realização das próximas edições do Colóquio em outros estados e regiões do país. A terceira edição, agora denominada de Colóquio Nacional de Professores de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura foi realizada na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Campus de Currais Novos – RN, no período de 08 a 10 de maio de 2006, contando com a participação de 430 inscritos. Essa edição foi realizada em conjunto com o I Seminário de Estágio Supervisionado de Prática de Ensino de Língua Portuguesa do Rio Grande do Norte. O objetivo do III Colóquio foi o de discutir a especificidade da disciplina Metodologia ou Prática de Ensino de Língua Portuguesa, com questionamentos sobre quais práticas dão contorno ao que é central na disciplina, por que a pluralidade de nomes (Didática, Prática, Metodologia, entre outros) e não unicidade de lotação de professores, ora no Departamento de Letras ora no Departamento de Educação. A quarta edição, com o nome de IV Colóquio de Professores de Língua Materna e Estrangeira e Literatura, ocorreu no período de 05 a 08 de junho de 2007, no Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino da Universidade Federal de Campina Grande (UFPB), realizado concomitantemente ao V Seminário Nacional sobre Ensino de Língua Materna e Estrangeira e de Literatura (V SELIMEL), tendo media de 700 participações. O evento teve como objetivo debater as tendências do ensino de Língua e de Literatura, além de discutir propostas alternativas de ensino, práticas e formação profissional nessas duas áreas. Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 25


A quinta edição, denominado de V Colóquio de Professores de Metodologia de Ensino de Língua e Literatura, ocorreu no período de 25 a 27 de novembro de 2008 e apresentou como objetivos discutir questões que envolvessem o agir do professor em sala de aula e debater o avanço de pesquisas nessas áreas e suas contribuições para a melhoria da prática docente. Essa edição ocorreu no âmbito do I Fórum de Linguística Aplicada e Ensino de Línguas- FLAEL, e foi realizado pela Universidade Federal do Ceará (UFC), pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e pela Faculdade 7 de Setembro, em Fortaleza-CE. Teve promoção dos Grupos de Pesquisa GEFORP e PROTEXTO, através do Programa de Pós-Graduação em Linguística da UFC, com o apoio da Coordenação Geral das Casas de Cultura da UFC e da Embaixada Francesa, tendo público estimado em mais de 700 participações. A sexta edição ocorreu no período de 03 a 06 de novembro de 2009, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em São Luis, com o nome V Colóquio de Professores de Metodologia de Ensino de Língua e Literatura, e teve como motivação principal a parceria entre a UFMA, a USP e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), por meio do Programa de Cooperação Acadêmica (PROCAD), intitulado “Disciplinas da Licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa” e financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), para execução no período de 2009 e 2013. O principal objetivo dessa edição foi o de possibilitar o intercâmbio entre pesquisadores, professores, profissionais e estudantes de diversas instituições educativas com a finalidade de potencializar reflexões e ações que contribuíssem para o debate sobre os saberes e as práticas mobilizados na disciplina denominada Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa. A realização da sétima edição do Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura, no Campus Avançado “Profª. Maria Elisa de Albuquerque Maia” (CAMEAM), em Pau dos Ferros – RN, no período de 11 a 13 de agosto de 2010, ficou a cargo do Programa de Pós-Graduação em Letras (PPGL) da UERN, em parceria com os Programas de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), também em função do Projeto Interinstitucional do Programa de Cooperação Acadêmica (PROCAD/CAPES) entre UFMA, USP e UERN. Com a participação de público de mais de 700 inscritos, o tema do evento é “O ensino de Língua Portuguesa e de Literatura: dos conteúdos às metodologias” e tem como objetivo principal potencializar reflexões e ações que contribuam para o debate acerca dos conteúdos e metodologias de ensino de Língua Portuguesa e de Literatura. O VII CMELP, cuja execução ficou a cargo do Grupo de Estudos e Pesquisas em Planejamento do Processo Ensino-Aprendizagem (GEPPE) e do Grupo de Pesquisa em Produção e Ensino de Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 26


Texto (GPET), contou pela primeira vez com o apoio da CAPES, por meio do Programa de Apoio a Eventos no País/PAEP, bem como da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte – FAPERN e da Escola de Governo do Rio Grande do Norte, somando-se a estes muitas outras instituições que o apoiaram e patrocinaram.

Maria Lúcia Pessoa Sampaio José Cezinaldo Rocha Bessa Coordenadores do VII CMELP

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Programação Geral 1º Dia – 11 de de 2010 – 4ª feira TARDE 16h Credenciamento NOITE 19h Abertura oficial Local: Auditório Prof. Antonio Farias Capistrano – CAMEAM/UERN 19h30min Conferência de abertura: A Escola Francesa: um modelo de controvérsias Conferencista: Prof. Dr. Constantin Xypas – Université Catholique de L'Ouest - UCL (Angers - França) Tradução: Profa. Dra Rosiane Xypas – ESA Coordenação: Prof. Dr. Valdir Heitor Barzotto - USP Local: Auditório Prof. Antonio Farias Capistrano – CAMEAM/UERN 21h30min CMELP Cultural

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2º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira MANHÃ 8h às 10h30min CMELP Cultural 9h às 10h30min Mesa Redonda 1 - Leitura de clássicos: do prazer ao aprendizado Profa. Dra. Antonia Marly Moura da Silva (UERN) Profa. Dnda. Maria Aparecida da Costa G. Ferreira (UERN) Prof. Dndo. José Vilian Mangueira (UERN) Mesa Redonda 2 - O sujeito e sua prática com a escrita Profa. Dra. Maria das Graças Soares Rodrigues (DLET/UFRN) Profa. Dra. Maria Hozanete Alves de Lima (DLET/UFRN) Profa. Dra. Sulemi Fabiano Campos (DLET/UFRN) Mesa Redonda 3 - A formação profissional à luz do interacionismo sociodiscursivo Profa. Dra. Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin (UFC) Profa. Ms. Lena Lúcia Espíndola (UECE/UFC) Profa. Ms. Kaline Araújo Mendes de Souza (UFC) Profa. Ms. Maria Vieira Monte Filha (UFC) Mesa redonda 4 - A prática docente e as representações dos professores Profa. Dra. Lívia Márcia Radis Tibas Baptista (UFC) Profa. Dra. Pollyanne Bicalho (UFC) Mnda Lucelane Cordeiro Nojosa de Freitas (UFC/SEDUC) Mndo. Antônio Felipe Aragão dos Santos (UFC) Mesa Redonda 5 - Saberes lingüísticos nas práticas pedagógicas Profa. Mnda. Hubeônia Morais de Alencar (UERN) Profa. Ms. Kátia Cilene Ferreira França (UFMA) Profa. Ms. Mariana Ribeiro (UNEMAT/GEPPEP)

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10h45min às 12h Grupos de trabalhos 12h Almoço por adesão TARDE 14h às 18h Minicursos e Oficinas Reunião do Grupo PROCAD (UERN, UFMA e USP) envolvendo mestrandos e professores de IES interessadas NOITE 19h às 20h15min Palestra: Ensino de língua e trabalho docente: questões teóricas e aplicadas Palestrante: Prof. Dr. Sandoval Nonato Gomes Santos (FE/USP) Mediador: Prof. Dr. Gilton Sampaio de Souza (UERN) 20h30min às 21h30min Palestra: Metodologias de ensino de literatura e atuação docente Ministrante: Prof. Dr. José Helder Pinheiro Alves (UFCG) Mediadora: Profa. Dra. Claudia Rosa Rifolfi (USP) 20h X Diálogo interinstitucional entre a UERN/FAPERN-Brasil e a Universidade da França: O papel do imaginário do pesquisador na elaboração de seu projeto de pesquisa Expositor: Prof. Dr. Constantin Xypas – Université Catholique de L'Ouest - UCL (Angers - França) Tradução: Profa. Dra Rosiane Xypas – ESA Debatedores: Prof. Dr. David de Medeiros Leite - Diretor científico da FAPERN; Prof. Dr. Pedro Fernandes Ribeiro Neto - PROPEG/UERN Coordenação: Profa. Dra. Maria Edileuza da Costa (PPGL/UERN) 21h30min CMELP Cultural Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 30


3º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira MANHÃ 9h às 10h30min Mesa Redonda 6 - Discursos, práticas e representações para a pesquisa em MELP Profa. Dra. Rosângela Maria Bessa Vidal (UERN) Prof. Dr. João de Deus Vieira Barros (UFMA) Profa. Mnda. Ana Cristina Champoudry (USP) Mesa Redonda 7 - Relato de experiências com ensino de língua materna: exemplo da Alemanha, França e Guiné Bissau Prof. Dr. Sebastião Marques (UERN) Profa. Dra. Rosiane Xypas (ESA) Profa. Dra. Diana Schuler (USP) Mesa Redonda 8 - Língua Portuguesa, cultura, memória e identidade Profa. Dra. Maria do Socorro de Oliveira Brandão (UERN/FAPERN) Prof. Dr. Antônio Luciano Pontes (UECE) Prof. Dr. Expedito Eloísio Ximenes (UECE) Mesa Redonda 9 - Literatura e ensino: em busca de novas práticas Profa. Dra. Lilian de Oliveira Rodrigues (UERN) Profa. Dra. Naelza de Araújo Wanderley (UFCG) Prof. Dr. Helder Pinheiro (UFCG) .

Mesa Redonda 10 - Ensino e a produção de textos em aulas de língua portuguesa Prof. Dr. Sandoval Nonato Gomes Santos (FE/USP) Prof. Dr. João Gomes da Silva Neto (UFRN) Profa. Dra. Maria do Socorro Maia Fernandes Barbosa (UERN) Profa. Dra. Maria de Lourdes Paniago (UFG) Mesa Redonda 11 - Literatura, suas abordagens, métodos e avaliações: quando estudar dá prazer Profa. Dra. Iris Helena Guedes Vasconcelos (UFCG - Cajazeiras) Prof. Mndo. Carlos Gildemar Pontes (UFCG - Cajazeiras) Sara Fernandes Martins (UFCG - Cajazeiras) Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 31


10h45min às 12h Grupos de Trabalhos TARDE 14h às 18h Minicursos e Oficinas NOITE 18h30min às 22h Conferência de encerramento: Construção de conhecimento: desafio para a graduação e para a pósgraduação Conferencista: Prof. Dr. Antônio Joaquim Severino (FE/USP) Assembleia final e escolha da nova sede do evento 22h CMELP Cultural

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Programação do CEMELP Cultural 1º Dia – 11 de agosto de 2010 – 4ª feira 21h30min Recital Alusão à vida Responsável: Projeto BALE Local: Auditório Prof. Antonio Farias Capistrano – CAMEAM/UERN 22h Anízio Júnior - Forró pé de serra Local: Pátio do CAMEAM/UERN 2º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira 8h às 9h30min Exposição Suigêneris (Homossexual) e relato de experiência sobre o livro em forma de peça de teatro, sob o título Homosexualidade, pintura e amor Responsável: Artista plástico Chevito Local: Pátio do CAMEAM/UERN

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9h às 10h30min Exposição do Projeto BALE Local: Jardins do CAMEAM/UERN 12h Almoço por adesão Responsável: Michele Maiara Música ao vivo (solo) Francisco e Conceição Costa, do Coral Vida em Canto 21h30min Apresentação do Coral Vida em canto 22h Rodrigo e Banda (Projeto Liquidificador) - voz e violão 3º Dia - 13 de agosto de 2010 – 6ª feira 21h30min Recital A loucura da palavra - Grupo Verso ao Vento Responsável: Carlos Gildemar Pontes, Sara Fernandes Martins e Monaliza Dantas Freitas de Farias Local: Auditório do CAMEAM/UERN Lançamento dos livros: Da arte de fazer aeroplanos, de Carlos Gildemar Pontes Desenvolvimento de políticas públicas no Oeste potiguar: avaliações, de João Bosco Araújo da Costa e Maria Ivonete Soares Coelho (Organizadores). Local: Auditório do CAMEAM/UERN 22h15min Banda Mp3 (Mossoró-RN) Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 34


Minicursos Dias 12 e 13 de agosto de 2010 Das 14h as 18h MINICURSO 1 - SOBRE LITERATURA E SEUS USOS PRÁTICOS Mndo. Pedro Fernandes de Oliveira Neto Há vários sentidos com que empregamos a palavra “uso” e, consequentemente, vários sentidos para a relação aqui proposta. Mas ao que este minicurso se volta é justamente àquele uso corriqueiro que leva em consideração o sentido de “manipulação” do texto literário; sobretudo do texto literário enquanto matéria de estudo nos cursos de graduação. As discussões aqui desenvolvidas deverão dar contas dos extremos da relação literatura e ensino: primeiro sob o viés do professor de literatura, sua prática e suas estratégias de trabalho com o texto literário, depois, o papel da literatura no ensino, para a seguir chegar a um possível denominador comum – quais as razões para um fenômeno de crise na relação literatura-ensino. MINICURSO 2 - CONCEPÇÕES LINGUÍSTICAS E INTERAÇÃO SOCIAL Ms. José Flávio da Paz Este minicurso objetiva delimitar o objeto de estudo da Linguística; tratar das questões teóricoepistemológicas subjacentes ao estudo da linguagem, isto é, a descrição dos dois paradigmas analíticos no estudo da linguagem e os modelos teóricos que estão na base do estudo da "Linguística dos locutores" (Marina Yaguello, 1997) ou Linguística do Uso/Funcionamento do Sistema (Fonseca, 1994); a descrição da Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 35


"heterogeneidade na Língua" e a caracterização da "heterogeneidade no discurso" e o modo como se constrói a "coerência/coesão textual" em Joaquim Fonseca (1994; 1992; 1985). MINICURSO 3 - OS TEXTOS ESCOLARES E O ENSINO DOS GÊNEROS DISCURSIVOS: ENCAMINHAMENTOS DIDÁTICO-METODOLÓGICOS Maria Eliete de Queiroz Noção de gêneros do discurso. O ensino de Língua portuguesa e os gêneros discursivos. Estratégias de ensino e atividades de produção de texto. Transposição didática dos gêneros. Os textos escolares e os procedimentos didático-metodológicos. MINICURSO 4 - ESTRATÉGIAS DE CORREÇÃO DE TEXTOS Esp. Ariane Aparecida de Oliveira Djeim Numes de Freitas Silva O minicurso parte da perspectiva da produção e posterior correção de texto realizada, respectivamente, por alunos e professores. O objetivo é refletir sobre a importância da tarefa do professor de Língua Portuguesa ao propor atividades de produção textual. MINICURSO 5: A CONCEPÇÃO DE LITERATURA NO PCN DO ENSINO MÉDIO Ana Patrícia Sá Martins Este minicurso encontra-se dentro do eixo temático Diretrizes nacionais e documentos oficiais do ensino, e propõe um estudo acerca da concepção de Literatura nos PCNs do Ensino Médio, afim de que possamos fazer uma problematização da visão reducionista que é propagada da mesma enquanto “a arte de compor palavras”, e consequentemente de como tal concepção tem influenciado no seu ensino. MINICURSO 6: A AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA INTERMEDIADA PELAS ARTES: NOVOS MÉTODOS, VELHOS ASSUNTOS (CANCELADO) Ms. Janaína Zaidan Bicalho Fonseca Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 36


O minicurso pretende orientar a escolha mais criativa de material didático para inovar as aulas de língua portuguesa e, por conseguinte, melhorar os resultados e o interesse em tal disciplina. Para tanto, tem-se por objetivo demonstrar como a música, o cinema e outras artes estão bastante próximos do cotidiano dos alunos. MINICURSO 7: PROPRIEDADES GRAMATICAIS DA LÍNGUA BRASILEIRA DE SINAIS Ms. Rosana Cipriano Jacinto da Silva Estrutura morfológica dos sinais e os processos de codificação morfossintática das funções gramaticais. Estatuto da LIBRAS como língua natural e sua investigação no âmbito da linguística. Importância da língua de sinais, como a primeira língua da pessoa surda, demonstrando que a aquisição do português (escrito) no contexto da educação bilíngue vem contribuir, por meio do letramento, para a socialização, para a inclusão educacional e o usufruto dos bens culturais e linguísticos da sociedade a que pertence. MINICURSO 8: A MÚSICA POPULAR COMO FERRAMENTA DIDÁTICO-PEDAGÓGICA EM SALA DE AULA Ms. Maria da Conceição Costa Gnda. Eline Cristina Correia Gnda. Maria Gislânia Bento Gnda. Maria Leidiane Alves Vicente Discussões e reflexões sobre a música popular e seus aspectos didático-pedagógicos nas séries iniciais do ensino fundamental. Relatos de pesquisas e discussões sobre a música popular em sala de aula. A mediação docente nas situações que envolvem a música popular. MINICURSO 9: LETRAMENTO, MULTIMODALIDADE E ENSINO Ms. Lucélio Dantas de Aquino Mndo. Francisco Roberto da Silva Santos Mnda. Jaciara Aquino Limeira .

Noções introdutórias acerca dos conceitos de letramento e multiletramento. Os gêneros textuais e as múltiplas semioses que os compõem. Interpretação e análise de gêneros textuais à luz da multimodalidade discursiva. Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 37


MINICURSO 10: PRÁTICA PEDAGÓGICA E ENSINO DE LÍNGUAS Mnda. Regiane S. Cabral de Paiva O minicurso se norteará pelos seguintes aspectos: sobre o real significado do verbo ensinar (FREIRE, 1998); competência docente (PERRENOUD, 2001; ALONSO, 2003) e dimensões de ensino de uma língua (MARTINEZ, 2009; AMEIDA FILHO, 2008). Com a união destes aspectos sugere-se uma prática pedagógica de ensino de línguas que desperte no professor um interesse pelas etapas constituintes do seu âmbito profissional: o antes, o durante e o depois da aula. MINICURSO 11: (RE)PENSANDO O ENSINO DO TEXTO LITERÁRIO EM SALA DE AULA DA EDUCAÇÃO BÁSICA Gorete Paulo Torres Ananias Agostinho da Silva Neste minicurso discutiremos questões relacionadas ao ensino de Literatura, enfatizando os principais desafios do professor da educação básica no que diz respeito à inserção de textos literários nas aulas de língua materna. Inicialmente, refletiremos acerca da necessidade de uma reavaliação das práticas pedagógicas utilizadas no ensino de Literatura, no sentido de se buscar alternativas didáticas de ensino e aprendizagem do texto literário em sala de aula. Em seguida, apresentaremos, com base em Cosson (2009) e Martins (2006), estratégias que possibilitem a sistematização de alternativas para um ensino de literatura que vise a motivar os alunos para uma leitura voltada para o encontro com o conhecimento e com o prazer de ler. MINICURSO 12: OS DESAFIOS DA (NÃO) CORREÇÃO DE TEXTOS NOS PROCESSOS DE AQUISIÇÃO E DESENVOLVIMENTO DA ESCRITA NAS SÉRIES FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL Josefa Aldacéia Chagas de Oliveira Estudos e reflexões sobre a relação entre concepção de linguagem e prática de correção de textos na escola, privilegiando-se uma perspectiva de correção de natureza textual interativa. Estratégias de produção/refacção de textos nas séries finais do Ensino Fundamental.

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MINICURSO 13: O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA ÓTICA FUNCIONALISTA Rosângela Maria Bessa Vidal Ana Alice da Freitas Neta Araújo Midiã da Silva Borges Gomes Tatiane Xavier da Silva Francimeire Cesário de Oliveira Este minicurso visa a reflexão sobre o ensino de língua portuguesa a partir dos preceitos funcionalistas. Com base no enfoque funcionalista,parte-se da perspectiva de que a língua é lugar de interação e à escola cabe a tarefa de trabalhar os diversos usos da língua. Considerando esse foco, discutem-se questões como ensino de gramática e as implicações para o processo ensino aprendizagem em língua portuguesa.

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Oficinas Dias 12 e 13 de agosto de 2010 Das 14h as 18h OFICINA 1: UMA ESCRITA QUE FORMA: O PROCESSO DE ELABORAÇÃO DO RELATÓRIO DE ESTÁGIO Mnda. Maria Leidiana Alves Mnda. Suelen Gregatti da Igreja Ms. Mariana Aparecida de Oliveira Ribeiro Esta oficina destina-se a trabalhar com aspectos fundamentais para o desenvolvimento de uma escrita acadêmica. Levamos em consideração alguns impasses e dificuldades que os alunos de graduação enfrentam no processo de elaboração dessa escrita. Nosso foco recai sobre a escrita de diários de campo, com o objetivo de auxiliar alunos de licenciatura a refletir sobre o processo de escrita de suas narrativas, entendendo que elas permitem estabelecer o vínculo entre sua formação acadêmica e a prática docente, vivenciada nas atividades de estágio. OFICINA 2: GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO FUNDAMENTAL Ms. Elis Betânia Guedes da Costa Ms. Célia Maria de Medeiros A oficina objetiva refletir sobre as teorias dos gêneros textuais e apresenta experiências realizadas em salas de aula do Ensino Fundamental, incentivando o participante a elaborar um projeto com base em algum gênero. Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 40


OFICINA 3: AS LINGUAGENS NA REDE Ms. Maria de Fátima de Carvalho Dantas Ms. José Cezinaldo Rocha Bessa Nesta oficina objetivamos trabalhar as práticas sociodiscursivas da linguagem do mundo da internet, focalizando as habilidades de leitura e escrita nos gêneros discursivos blogs, chats e e-mails, voltadas para o ensino-aprendizagem de língua materna em sala de aula. OFICINA 4: A CONSTRUÇÃO DO DIÁRIO DE CAMPO COMO INSTRUMENTO DE PESQUISA: DA OBSERVAÇÃO À ESCRITA Mnda. Edmar Peixoto de Lima Mnda. Gláucia Maria Bastos Marques Mnda. Hubeônia Morais de Alencar Uma realidade comum a alguns alunos-pesquisadores, de graduação e pós-graduação, é a dificuldade enfrentada diante da necessidade de registrarem por meio da escrita suas vivências no ambiente de constituição dos dados, bem como no momento de suas análises. Assim sendo, esta oficina se propõe a abordar aspectos fundamentais ao trabalho de campo, realçando a importância de como o aluno-pesquisador deve se organizar e se posicionar em relação a questões que vão desde sua chegada até o momento de sua retirada do campo de investigação e posterior seleção e organização dos dados. Nosso foco, portanto, recai sobre a escrita de diários de campo, com o propósito de contribuir para o desenvolvimento dessa prática como instrumento primordial ao trabalho do pesquisador, uma vez que o registro das ações realizadas no processo de construção dos dados se faz imprescindível à sua posterior análise e elaboração do documento escrito final. (Dissertação, monografia, relatório) OFICINA 5: LITERATURA DE CORDEL Dra. Lilian de Oliveira Rodrigues Mnda. Maria Edneide Ferreira de Carvalho Mndo. Ciro Leandro da Costa Mndo. Antonio Cleonildo da Silva Costa

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Aspectos históricos da Literatura de cordel. A xilogravura como elemento constituinte da construção de sentido dos folhetos. Literatura de cordel: diversidade de temas e formas. Sugestões metodológicas no trabalho com o cordel. Oficina de leitura com a literatura de cordel. OFICINA 6: TÉCNICAS PARA PRODUZIR SEU PRÓPRIO LIVRO Esp. Danisa Varela Medeiros Este minicurso objetiva analisar, orientar e classificar os diferentes tipos de trabalhos acadêmicos que surgirão relacionados ao contexto; capacitar os alunos e interessados no assunto, quanto à publicação de livros e demais trabalhos acadêmicos. Mostrar direcionamentos para que o aluno publique seus artigos, resenhas, poemas e demais trabalhos acadêmicos que possam contribuir para o universo acadêmico; orientar sobre como publicar. (o passo a passo) - Eu posso publicar? E os meus direitos autorais?. Ao fim do minicurso esperase que estudantes, professores e estudiosos do assunto sejam capazes de elaborar seu próprio livro. O minicurso funcionará sob a forma de laboratório de criatividade, recorrendo-se à participação efetiva dos inscritos. Os inscritos serão avaliados em função da produção do livro junto ao grupo e atuação nas atividades individuais, assiduidade, participação em debates e discussões as quais serão ponto fundamental de participação para o encerramento da atividade. A reflexão das duas partes no processo ensino-aprendizagem também se faz relevante para as atividades futuras. OFICINA 7: UM CONVITE AO POEMA: VIVENDO E APREENDENDO A POESIA EM SALA DE AULA Mnda. Janaina Silva Alves Partindo do princípio de que o espaço da poesia em sala de aula é ainda restrito devido a diversas causas – tais quais: é um gênero literário pouco apresentado aos nossos alunos; os livros didáticos quando fazem menção ao poema, se restringem apenas ao trabalho gramatical; os professores, em sua maioria, se negam a apresentarem o texto poético, pelo fato de terem dificuldade em fazerem uma abordagem que despertem a sensibilidade e o prazer literário; é também um gênero pouco lido entre os leitores em geral; e além do mais é concebida no âmbito escolar como um gênero sem utilidade prática –, oficina ora proposta tem como objetivo apresentar e desenvolver várias abordagens metodológicas com o gênero poesia em sala de aula. Faremos análises, apresentaremos ferramentas teórico-metodológicas e buscaremos novas possibilidades de leitura e trabalho com poesias.

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Programação dos Grupos de Trabalho Grupo de Trabalho 1 LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA Coordenadores: Profa. Dra. Sulemi Fabiano Campos (UFRN/ESSI/GEPPEP) e Profa. Ms. Vanessa Fabíola Silva de Faria (UNEMAT/PONTES E LACERDA) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min O ensino de produção de textos escritos em aulas de língua materna no ensino médio Maria Elicleide Silva 11h As funções da remissão ao discurso do outro na escrita do gênero acadêmico Thayse Santos Arimatéia Luana Danielle do Nascimento Silva de Medeiros

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11h15min Acadêmicos de letras: a difícil escolha entre trabalhar (ou não) e ler (ou não) para se (in)formar Marcelo Vieira da Nóbrega 11h30min Análise das mudanças nos livros didáticos de língua portuguesa após a publicação do PCN de 1996 Wagner R. Campos Camila N. Fernandes Maria Joyce Paiva Medeiros 11h45 Discussões dos trabalhos Sessão 2 10h45min As dúvidas e o texto do professor de LP em exercício: reflexos da formação inicial? Ana Maria Macedo 11h Interação verbal: produção de sentidos em perspectiva Francisca Tarciclê Pontes Rodrigues 11h15min Gêneros textuais no ensino de leitura e produção textual: perspectivas interdisciplinares Gleicyane Feitosa Gomes 11h30min Formação de professores: uma leitura que desvenda ideologias, uma escrita que favorece o esclarecimento Lucrécio Araújo de Sá Júnior 11h45min Discussões dos trabalhos

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2º Dia - 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 3 10h45min Uma análise comparativa do uso da coesão lexical Ailton Sérgio Leal Bezerra Juslenno Ventura dos Santos 11h Análise dos elementos coesivos e de coerência no texto Réquiem para a transposição do São Francisco Arthur Martinelli 11h15min A visão do livro didático sobre os gêneros e a tipologia textual: um primeiro olhar Amanda Caroline Damasceno Tavares 11h30min Adjetivação e recategorização de referentes em notas de falecimento do início do século XIX Monalisa Medeiros 11h45min Análise da sequência narrativa no conto A cartomante, de Machado de Assis Jaqueline Andréa Medeiros Pereira Danilo da Silva Cândido 12h Docência e Ethos: construindo a imagem de si por meio das memórias de leitura Ester Cavalcanti da Silva Araújo Maria da Penha Casado Alves 12h15min Discussões dos trabalhos

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Grupo de Trabalho 2 O AGIR REAL EM SALA DE AULA DE LÍNGUAS Coordenadores: Profa. Dra. Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin (UFC), Profa. Mnda. Regiane Santos Cabral de Paiva (PPGL/UERN) e Profa. Ms. Lena Lúcia Espíndola (UECE/UFC) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Linguagens em contato na terra indígena Campina Katukina-Acre: o ensino de Língua Portuguesa a partir de significações tradicionais Antônio Cláudio Brito do nascimento 11h O agir do professor: interface cultural em PLE Gislene Lima Carvalho 11h15min A importância dos gêneros textuais no ensino de Língua Inglesa José Rosamilton de Lima 11h30min O programa nacional biblioteca da escola e o (re)dimensionamento das práticas de leitura da linguagem quadrinística no Ensino Médio Francisca das Chagas Nobre de Lima 11h45min O agir no livro didático de português língua estrangeira Ana Angélica Lima Gondim Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin

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12h Discussões dos trabalhos 2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 2 10h45min Os gêneros jornalísticos na sala de aula de Língua Portuguesa Elisangela Soares de Oliveira Camila Maria Gomes 11h A música como recurso didático nas aulas de língua estrangeira Francineudo Duarte Pinheiro Júnior 11h15min Os métodos de ensino da prática do professor de língua estrangeira Francisca Jucélia da Silva 11h30min Material autêntico: uso de cómics como estratégia de Ensino de Língua Espanhola Adriana Teixeira Pereira 11h45min A contribuição dos estudos linguísticos para uma mudança de paradigma no Ensino de Língua Portuguesa Francisco Ribeiro Silva Júnior 12h Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 3 OS CONTEÚDOS E AS METODOLOGIAS NO ENSINO DA GRAMÁTICA Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 47


Coordenadores: Profa. Dra. Célia Barbosa de Medeiros (UnP), Prof. Dr. João Gomes da Silva Neto (UFRN) e Profa. Dra. Maria das Graças Soares Rodrigues (UFRN) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Instrumentos específicos para avaliar: relato de experiência Maria das Graças Soares Rodrigues 11h Uma análise da proposta de ensino da argumentação e dos gêneros textuais em um livro didático de língua portuguesa Emiliana Souza Soares Fernandes 11h15min Língua e uso: didatização na regência de classe Josilete Alves Moreira de Azevedo 11h30min Os estudos linguísticos e um novo paradigma de ensino de língua portuguesa Francisco Ribeiro Silva Júnior 11h45min Uma reflexão do ensino da análise linguística no Ensino Fundamental II Marcela Monteiro e Camila Souza 12h Discussões dos trabalhos

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Sessão 2 10h45min A sequência descritiva no ensino de língua portuguesa João Gomes da Silva Neto 11h O uso dos gêneros textuais como método auxiliar no embate entre linguagem oral e escrita Juciene Silva de Sousa Nascimento 11h15min Os gêneros textuais e o ensino de gramática: uma abordagem sintático-semântica do texto em sala de aula Júlio Neto dos Santos Ivanaldo Oliveira dos Santos 11h30min Gramática e gênero discursivo: estudo preliminar acerca da abordagem de ensino enfocada em documentos oficiais Vilma Nunes da Silva 11h45min Discussões dos trabalhos Sessão 3 10h45 Reflexões sobre os usos e gramática Alvanira Lúcia de Barros 11h A dimensão discursiva da retomada de outros em textos de vestibulandos Maria do Socorro Oliveira .

11h15min A repetição lexical favorecendo a progressão textual em textos argumentativos Elis Betânia Guedes da Costa Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 49


11h30min Discussões dos trabalhos 2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 4 10h45min O ensino de gramática a partir de regularidades de usos em sequências descritivas Célia Maria Medeiros Barbosa da Silva 11h O emprego do adjetivo como elemento modalizador Ana Catarina Ferreira Cabral Oliveira Maria Aparecida da Silva Andrade 11h15min A sintaxe do português brasileiro e o ensino de gramática Marco Antonio Martins Kássia Kamilla de Moura Fernanda Eliza Silva Galdino 11h30min A natureza discursivo-pragmático dos termos acessórios da oração José Fernandes Campos Júnior 11h45min Discussões dos trabalhos Sessão 5 .

10h45min O ensino de literatura em aulas de língua portuguesa no nível médio Netanias Mateus de Souza Castro José Cezinaldo Rocha Bessa Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 50


11h O objeto de ensino da aula de português e os usos sociais da língua Maria Aparecida Calado de Oliveira Dantas 11h15min Uma reflexão sobre o ensino de língua materna Ana Maria C. Almeida Diniz Gláucia Clélia Sousa 11h30min Métodos de alfabetização e linguagens Verônica Palmira Salme de Aragão 11h45min Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 4 PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Coordenadores: Profa. Dra. Maria do Socorro de Oliveira Brandão (UERN/FAPERN), Mnda. Gláucia Maria Bastos Marques (PPGL/UERN), Mnda. Orfa Noemi Gamboa Padilla (PPGL/UERN), Profa. Esp. Francicleide Cesário de Oliveira Fontes 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Prática de ensino de língua portuguesa no estágio supervisionado: desafios e conquistas Benevenuta Fátima Lima Marta Maria Silva de Faria Wanderley

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10h55min O gênero resenha em sala de aula: uma experiência de ensino de língua portuguesa Ângela Paula Nunes Ferreira 11h05min A literatura como estratégia lúdica: experiência no estágio supervisionado Anielly Isabel Duarte da Silva Diana Maria Leite Lopes Saldanha Simone Fontes Leite Andrade 11h15min A análise de plano de aula e a relação teoria e prática no ensino de língua portuguesa Maria Glidioneide Valcácer Lopes Francisca Edna Soares Maria Lúcia Pessoa Sampaio 11h25min Reflexão docente e avaliação formativa: vias de aprimoramento das práticas pedagógicas Luciana Maria Moura Rodrigues 11h35min A contribuição do estágio supervisionado do curso de Letras para o ensino de língua portuguesa Crígina Cibelle Pereira Maria Leidiana Alves 11h45min Metodologia do ensino de língua portuguesa: os gêneros do discurso em sala de aula Gláucia Maria Bastos Marques Edmar Peixoto de Lima 11h55min Discussões dos trabalhos

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2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 2 10h45min O ensino de literatura no ensino fundamental Ruth Ellen Rodrigues Dutra Raquel Monteiro da Silva Freitas 10h55min A experiência da literatura com professores do estágio supervisionado II Emanuela Carla Medeiros de Queiros Diana Maria Leite Lopes Saldanha 11h05min Estágio supervisionado e formação de professores de língua materna e literatura: experiências em espaços educativos Benevenuta Fátima Lima Marta Maria Silva de Faria Wanderley 11h15min O que se ensina sobre ensino de escrita na disciplina de metodologia do ensino de língua portuguesa? Maria Leidiana Alves Suelen Gregatti da Igreja 11h25min Sobre o ensino de literatura: uma análise de suas proposições com base em conceitos foucaultianos Marina Martins Marques de Souza Gláucia Maria Bastos Marques 11h35min Concepções de linguagem: da teoria à prática Maria do Socorro de Oliveira Brandão

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11h45min Investigando as memórias de leituras de adultos Kaiza Maria Alencar de Oliveira Maria Lúcia Pessoa Sampaio Maria do Socorro de Oliveira Brandão 11h55min Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 5 A LÍNGUA PORTUGUESA E A LITERATURA NOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS E EM DOCUMENTOS OFICIAIS Coordenadores: Profa. Dra. Alessandra Cardoso de Freitas (UERN), Profa. Mnda. Edmar Peixoto de Lima (PPGL/UERN), Mnda. Caroline de Souza Cunha (UFMA) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min O objeto da disciplina metodologia/didática de ensino de língua portuguesa no curso de licenciatura em letras da UERN Maria Graceli de Lima Maria Lúcia Pessoa Sampaio 11h O ensino de leitura na formação do professor de língua portuguesa Ana Cristina Champoudry 11h15min Identidade do professor segundo o REUNI Marcelo Roberto Dias Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 54


11h30min A emergência da metodologia do ensino de Língua Portuguesa nos currículos do curso de Letras no Brasil Caroline de Souza Cunha Katia Cilene Ferreira França 11h35min Refletindo a proposta de um trabalho com gêneros apresentada nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNS) Elis Betânia Guedes da Costa 11h45min Discussões dos trabalhos Sessão 2 10h45min Análise das ementas das disciplinas específicas para formação de professor de Língua Portuguesa do curso de letras de uma IES Lílian Pereira Palácio 11h A análise do programa geral da disciplina à luz da linguística textual Edmar Peixoto de Lima Gláucia Maria Bastos Marques 11h15min Desafios e controvérsias no ensino de literatura no nível médio de escolaridade: a visão dos PCNs e dos OCEms Francisco Vieira da Silva 11h30min Programa de um curso de Letras representações sobre a formação do professor de Língua Portuguesa Margarete Fátima Pauletto

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11h45min Linguagem e diversidade etnicorracial nos projetos pedagógicos: o discurso da Lei 10.639/2003 Ady Canário de Souza Estevão 12h Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 6 .

O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE EJA: DAS DIRETRIZES NACIONAIS AOS CONTEÚDOS E METODOLOGIAS DE ENSINO Coordenadores: Profa. Ms. Rosangela Alves dos Santos Bernardino (IFRN) e Ms. Antonia Francimar da Silva (IFRN) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão Única .

10h45min Material didático de língua portuguesa para o PROEJA: delimitando fundamentos teóricos e metodologias para a leitura e produção de textos Rosângela Alves dos Santos Bernardino Evandro Gonçalves Leite .

11h Gênero textual, humor e aprendizagem na educação profissional integrada à educação básica na modalidade EJA Robeilza de Oliveira Lima .

11h15min Conteúdos e metodologia de ensino da língua portuguesa a partir de projeto integrador Maria Aparecida da Silva Fernandes Trindade Magda Renata Marques Diniz Cristiane Maria Praxedes de Souza Nóbrega Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 56


11h30min O perfil dos alunos do PROEJA/IFRN Campus Pau dos Ferros Amilde Martins Fonseca Guilherme Paiva de Carvalho Martins 11h45min Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 7 ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Coordenadores: Profa. Dra. Rosângela Maria Bessa Vidal (PPGL/UERN), Profa. Ms. Maria Eliete de Queiroz (CAMEAM/UERN), Prof. Ms. Carlos Magno Viana Fonseca (CAMEAM/UERN) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Letramento e cultura no ensino de língua portuguesa na educação básica: perspectivas e desafios Elizabete Bastos da Silva 10h55min Ensino de literatura: por uma prática de letramento Dowglas de Amorim Lira 11h05min Busca orientada na internet: uma alternativa para a pesquisa escolar Marilucia Oliveira Márcio Oliveiros Alves da Silva Herodoto Ezequiel Fonseca da Silva Laura Viviani dos Santos Bornann

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11h15min Vozes não expressas na gramática tradicional Nádia Maria Silveira Costa de Melo 11h25min “De agora em diante já sei como argumentar!": uma análise na visão do sujeito Daliane do Nascimento dos Santos Alessandra Cardozo de Freitas 11h35min A leitura no livro didático: (re)pensando as práticas de ensino na formação do leitor proficiente Jocenilton Cesário da Costa 11h45min Língua materna x ensino de gramática funcional: uma proposta produtiva de ensino Ana Alice de Freitas Neta Araújo Rosângela Maria Bessa Vidal 11h55min Discussões dos trabalhos Sessão 2 10h45min Que tipo de história da literatura é trabalhada em sala de aula? Gilvaneide de Souza Santos 10h55min O uso de gêneros textuais nas práticas de ensino de língua portuguesa Francimeire Cesário de Oliveira .

11h05min A importância da linguística no ensino da leitura e da escrita nas primeiras séries do ensino fundamental Julio Neto dos Santos Ivanaldo Oliveira dos Santos Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 58


11h15min Sétima arte e a literatura no processo educacional Alexandre Souza Cavalcante 11h25min O fazer, o dizer do professor e o livro didático: questões teórico-metodológicas com o texto escrito no ensino de língua portuguesa Maria Eliete Queiroz 11h35min Iniciação à docência: relato de atividades desenvolvidas no programa PIBID Hadoock Ezequiel Araújo de Medeiros Marise Adriana Mamede Galvão 11h45min A literatura de Câmara Cascudo: uma experiência pedagógica na educação infantil Amanda Gomes de Sena Mariz Maria Alice Fernandes da Silva Sales 11h55min Discussões dos trabalhos Sessão 3 10h45min Programa institucional de iniciação à docência em língua portuguesa: relato de experiências Marize Adriana Mamede Galvão 10h55min A leitura e seu ensino como elemento integrador de conteúdos: uma abordagem interdisciplinar Antonia Sueli da Silva .

11h05min Uma análise das práticas de leitura na aula de português no nono ano do ensino fundamental Cosmo Gean da Silva Monte Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 59


11h15min Os aspectos verbais como ferramentas de auxílio para a construção de sentido do texto Midiã da Silva Borges Gomes 11h25min Ler pela voz do contador Ariane Kercia Benício de Sá 11h35min Recursos metadiscursivos: uma proposta teórico-metodológica para produção escrita Sâmia Araujo dos Santos Francisca Tarciclê Pontes Rodrigues 11h45min Gêneros textuais e a aula de português: análise e questões Hildevânia da Silva Monte 11h55min Discussões dos trabalhos 2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 4 10h45min O conto de fadas no ensino de LP: acentuando a imaginação e desestabilizando preceitos Francisca Ramos Lopes Ana Grabriella Ferreira da Silva 10h55min A prática da oralidade no ensino de língua materna Margarete Maria de Marilac Leite José Rosamilton de Lima Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 60


11h05min A prática de leitura e de produção de textos na alfabetização de crianças e de jovens e adultos Margarete Maria de Marilac Leite José Rosamilton de Lima 11h15min Projeto de pesquisa científica em literatura comparada: produção de poesia pelo processo de retextualização Ione Carvalho Rodrigues 11h25min Considerações sobre o gênero propaganda e algumas implicações no ensino de língua portuguesa Mizilene Kelly de Souza Bezerra 11h35min A intervenção da lingüística funcional na prática de ensino de língua portuguesa Rosângela Maria Bessa Vidal 11h45min O ensino de literatura brasileira: o pretexto da língua materna e a reprodução de valores da escola burguesa Maria da Paz de Freitas e Souza 11h55min Os gêneros textuais na mídia impressa: uma proposta significativa Manoel Guilherme de Freitas 12h05 Discussões dos trabalhos Sessão 5 10h45min As prioridades no ensino de língua portuguesa: o estágio como momento de análise da prática docente Ilderlandio Assis de Andrade Nascimento

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10h55min Habilidades e competências no novo ENEM: impactos na educação básica brasileira Lucineudo Machado Irineu Kélvya Freitas Abreu 11h05min Letramento(s) e multiletramento(s): conceitos, práticas e reflexões no ensino de língua portuguesa Kélvya Freitas Abreu Lucineudo Machado Irineu 11h15min A formação de alunos leitores: concepções que norteiam as práticas dos professores Francisca Edilma Braga Soares 11h25min O ensino de língua portuguesa no ensino médio e a inter-relação com a formação docente Maria Leogete Joca da Costa 11h35min Carta pessoal: relato de experiência em sala de aula do ensino médio Juliete Guedes da Silva Vanessa da Conceição 11h45min Escolarização da leitura literária: uma proposta interdisciplinar e intertextual a partir da obra Chapéu mau e lobinho vermelho Cinthia de Oliveira Andrade Fabiana dos Santos Silva Tavares Josinaldo Paulo Ferreira 11h55min Discussões dos trabalhos

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Sessão 6 10h45min Ciúme: a leitura literária de um grande tema Keila Gabryelle Leal Aragão Marcelo Victor Gouveia de Lucena 10h55min Gramaticalização na sala de aula Carlos Magno Viana Fonseca 11h05min O trabalho com os gêneros textuais na escola: concepção e prática pedagógica do professor Maria da Luz Duarte Leite Silva 11h15min Os signicados da palavra "onde" por alunos do 9º ano Tatiane Xavier da Silva 11h25min A literatura, meu aluno e eu: mediação e letramento literário Aflânia Dantas Diniz de Lima Jackson Diniz Vieira .

11h35min A variação linguística no ensino de Língua Portuguesa Priscila Ferreira Ramos Nádia Kalliny Joaquim dos Santos Discussões dos trabalhos .

Grupo de Trabalho 8 AS PROPOSTAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO

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Coordenadores: Profa. Dra. Naelza de Araújo Wanderleu (UFCG) e Profa. Dra. Marcia Candeia Rodrigues (UFCG) 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Triste fim dos contos: Lima Barreto no livro didático Andréia Maria da Silva Lopes 11h A leitura no livro didático: uma reflexão sobre teoria e prática Ayane de Abreu Pessoa Samyra Lara Ferreira de Almeida 11h15min Metodologias de ensino de Língua Portuguesa e literatura no livro didático do Ensino Médio Ermeson David de Oliveira 11h30min Vários livros e uma mesma leitura: a abordagem da poesia de augusto dos anjos nos livros didáticos Verucci Domingos de Almeida 11h45min Nomenclaturas gramaticais do livro didático: problemas e divergências Aldecy Rodrigues dos Santos Maria Gabriela Rodrigues Medeiros 12h Discussões dos trabalhos

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2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 2 10h45min As propostas de atividades com gêneros textuais no livro didático de Língua Portuguesa do Ensino Médio Ananias Agostinho da Silva 11h A refacção textual em livro didático de Língua Materna do 9° ano do Ensino Fundamental Wanderleya Magna Alves José Cezinaldo Rocha Bessa 11h15min Gêneros orais e ensino: uma abordagem no livro didático de língua Portuguesa do Ensino Médio Maria Jaqueline da Silva Elisângela Soares de Oliveira 11h30min Analisando as concepções teóricas dos livros didáticos: ele propõe, ele faz? Erica Poliana Nunes de Souza Cunha Fernanda de Moura Ferreira Maria da Penha Casado Alves 11h45min “Refazer”, “mais claro e coerente”: a imprecisão de solicitações de reescrita no livro didático de Português Evandro Gonçalves Leite Regina Celi Mendes Pereira 12h Discussões dos trabalhos Sessão 3

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10h45min Leitura e escrita: uma proposta de ensino dos gêneros conto e crônica para o Ensino Médio Franciclébia Nicolau da Silva Erik Viana Carlos Rodrigues 11h Do dizer teórico às transposições didáticas: análise das propostas de escrita no material didático do Projovem à luz da perspectiva sócio-histórica de linguagem Gilmara Freire Azevedo Maria da Penha Casado Alves 11h15min A poesia infantil e os exercícios correlacionados em livros didáticos do 2º ano do Ensino Fundamental Aline Muniz Alves Jose Helder Pinheiro 11h30min Gêneros orais e ensino: uma abordagem no livro didático de Língua Portuguesa do Ensino Médio Maria Jaqueline da Silva Elisângela Soares de Oliveira 11h45min A abordagem da oralidade nos livros didáticos de Língua Portuguesa Márcia Rejane Brilhante Campêlo Marise Adriana Mamede Galvão 12h Análise do desempenho do livro didático no processo de ensino-aprendizagem da leitura Gilvaneide de Sousa Santos Júlio dos Santos Carrillo Odalice de Castro Silva 12h15min Discussões dos trabalhos Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 66


Grupo de Trabalho 9 O TEXTO E A LEITURA LITERÁRIA EM SALA DE AULA: RELAÇÕES ENTRE LITERATURA E ENSINO Coordenadores: Mndo. Pedro Fernandes de Oliveira Neto (PPGL/UERN) e Profa. Dra. Maria Edileuza da Costa (PPGL/UERN) 1º dia – 12 de agosto de 2010 - 5ª feira Sessão 1 10h45min Literatura e Ensino: perigos e desafios. Como e por que ensinar a literatura? Janaina Silva Alves 10h55min Literatura e ensino: algumas reflexões Rosângela Reinaldo da Fonsêca 11h05min Letramento literário e ensino: onde está o texto, o leitor e o mundo? Vilmária Chaves Nogueira 11h15min A estrutura do pensamento, a leitura e o processo de aprendizado: a literatura como recurso no ensino de valores Gonzalo Hernan Apolo 11h25min O ensino literário e o texto literário: longe de uma prática dialogista e interacionista nas relações de ensinoaprendizagem Maria da Paz de Freitas e Souza 11h35min Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 67


A leitura de poemas em blogs: novas possibilidades para a leitura literária Berenice da Silva Justino 11h45min O ensino de Literatura sob a perspectiva do letramento literário Enia Ramalho dos Santos Aflânia Dantas Diniz de Lima 11h55min Discussões dos trabalhos Sessão 2 10h45min Analisando o gênero aula com enfoque no processo formativo do professor de língua materna e literatura e na formação do leitor literário Vilma Nunes da Silva 10h55min A leitura dramática de Cantarim de cantará Mariclécia Bezerra de Araújo 11h05min A hora do conto em sala de aula: uma relação entre leitura literária e ensino Vilmária Chaves Nogueira 11h15min Letramento literário: uma experiência de leitura literária em sala de aula Ângela Paula Nunes Ferreira 11h25min Memórias de um Sargento de Milícias: na sala de aula, fora da escola Luciana Maria Moura Rodrigues

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11h35min Texto literário: para além do recurso didático nas aulas de língua Regiane Santos Cabral de Paiva José de Paiva Maria Lucia Sampaio Pessoa 11h45min Os desafios do professor no ensino de literatura: do nível médio ao superior Sara Fernandes Martins 11h55min Discussão dos trabalhos 2º dia – 13 de agosto de 2010 - 6ª feira Sessão 3 10h45min Adaptações do conto Chapeuzinho vermelho em Perrault e irmãos Grimm Núbia Verônica Ferreira Avelino 10h55min O tema do duplo em Caio Fernando Abreu: uma leitura de Terça feira-gorda de Morangos mofados Francisco Aedson de Souza Oliveira Antonia Marly Moura da Silva 11h05min Analisando Eros nas obras És meu, O silêncio e Marido e outros contos Maria Aparecida da Costa Gonçalves Ferreira ..

11h15min Aproximações entre Arte poética – Paul Verlaine e Um sonho – Eugênio de Castro Otávila Cristina Barbosa Gomes Francisca Carolina Lima Silva Aline Lacerda Lima Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 69


11h25min Opúsculo humanitário: a importância da educação feminina na visão de Nísia Floresta Fernando Lopes de Lima Maria Edileuza da Costa 11h35min Rasgando os véus idealizantes em História interrompida, conto de Clarice Lispector Flávia Rodrigues de Melo Antonia Marly Moura da Silva 11h45min Literatura, identidade e cultura: a evolução do pensamento brasileiro Carlos Gildemar Pontes Maria Edileuza da Costa 11h55min Os textos de Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade fazem sentido no ensino de língua materna Manuel Guilherme de Freitas 12h05 Discussões dos trabalhos Sessão 4 10h45min O homem faz a letra e a letra se desfaz no homem: eis a sua educação pela pedra Marcelo Pessoa 10h55min Poesia popular e música: propostas metodológicas com poesias de Patativa do Assaré para o ensino de Literatura Ciro Leandro da Fonseca Maria Edneide Ferreira de Carvalho

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11h05min Ler rima com prazer Ariane Kercia Benício de Sá Ana Maria Carneiro Almeida Diniz 11h15min Sobre literatura e ensino, considerações à procura de sentido Pedro Fernandes de Oliveira Neto 11h25min Por uma educação pela Literatura Pedro Fernandes de Oliveira Neto 11h35min Ensino de literatura um caminho para a desalienação Aline Barbosa de Almeida Eliane Bezerra da Silva .

11h45min Discussão dos trabalhos Sessão 5 .

10h45min Cultura popular: ensinando a aprender literatura Antonio Cleonildo da Silva Costa .

10h55min Cronistas na sala de aula: trabalhando a escrita e o prazer Valdison Ribeiro da Silva .

11h05min As experiências de leituras literárias de estudantes do curso de Letras/Português do NAESU: que leitor literário ingressa no curso? Maria Gorete Paulo Torres José Cezinaldo Rocha Bessa Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 71


11h15min Nas ondas da leitura: Uma viagem pela obra Memórias Póstumas de Brás Cubas nas aulas de Literatura José Carlos Redson Maria Edileuza da Costa 11h25min O processo de leitura de literatura em sala de aula: uma experiência com o texto poético Noemi Gamboa Padilha Maria Lúcia Pessoa Sampaio 11h35min O utilização do texto literário no livro didático Larissa Cristina Viana Lopes Lucineide da Silva Carneiro 11h45min O repertório de leitura no cotidiano da sala de aula: uma proposta didática com o texto poético Maria Edileuza da Costa Larissa Cristina Viana Lopes 11h55min Uma proposta de estudo com o texto literário nas aulas de língua materna na Escola Municipal Antonio Carvalho de Oliveira Maria Edileuza da Costa Sebastião Francisco de Mesquita 12h05 Discussão dos trabalhos Grupo de Trabalho 10 DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE: ESCRITA E MEMÓRIA Coordenadores: Mical de Melo Marcelino Magalhães (UFU/GEPPEP) e Thomas Massao Fairchild Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 72


(UFPA/GEPPEP) (CANCELADO) Grupo de Trabalho 11 TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUAS Coordenadores: Prof. Dr. Guilherme Paiva de Carvalho Martins, Mnda. Amilde Martins da Fonseca, Mndo. Manoel Guilherme de Freitas e Marcela Carvalho Martins Amaral 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Letramento digital: inclusão e prática docente Marilucia Oliveira Márcio Oliveiros Alves da Silva Herodoto Ezequiel Fonseca da Silva Laura Viviani dos Santos Bornann 11h O uso de mídias nas práticas pedagógicas Marcela Carvalho Martins Amaral Guilherme Paiva de Carvalho Martins 11h15min PROITEC no Alto Oeste potiguar: pontos críticos e desafios Amilde Martins da Fonseca Guilherme Paiva de Carvalho Martins .

11h30min O uso de TIC’s na Educação Escolar Valmaria Lemos da Costa Santos Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 73


11h35min Discussão dos trabalhos 2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 2 10h45min O rádio como veículo de democratização da educação: a experiência do programa “Diálogos Universitários” Galileu Galilei Medeiros de Souza 11h Análise Sintática Computacional no Ensino de Línguas: a questão da ambiguidade Andréa Feitosa dos Santos 11h15min Internetês versus Língua Portuguesa: uma rivalidade, múltiplos discursos Leila Karla Morais Rodrigues Freitas 11h30min A Pós-modernidade e a sua manifestação no cotidiano dos indivíduos: o papel da informática na vida escolar dos adolescentes estudantes da cidade de Bom Sucesso/PB no componente curricular história Reinaldo Alves Teixeira 11h45min A (inter)Genericidade d(n)o Blog: possibilidades potenciais para o Ensino de Língua Materna Leila Karla Morais Rodrigues Freitas 12h Discussão dos trabalhos Grupo de Trabalho 12 OS ESTUDOS DO DISCURSO E DO TEXTO EM PESQUISAS CIENTÍFICAS Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 74


Coordenadores: Prof. Dr. Gilton Sampaio de Souza, Mndo. Francisco Marcos de Oliveira Luz, Mnda. Diana Maria Cavalcante de Sá e Mnda Maria Graceli de Lima 1º dia – 12 de agosto de 2010 - 5ª feira Sessão 1 10h45min A formação de profissionais de língua materna em documentos oficiais: algumas considerações sobre as diretrizes curriculares nacionais Francisco Fransueldo da Costa Soares Gilton Sampaio de Souza 10h55min As metodologias de ensino de língua portuguesa nos PCN's e suas repercurssões no curso de letras do CAMEAM/UERN Francisco Fransueldo da Costa Soares Gilton Sampaio de Souza 11h05min Letramento e alfabetização: impactos na escrita na vida de adultos não-alfabetizados Francisco Edson Gonçalves Leite Adriana Morais Jales Gilton Sampaio de Souza 11h15min A prática de correção textual por professores de língua portuguesa no ensino médio Ariane Aparecida de Oliveira 11h25min O uso das anáforas em produções textuais de alunos do primeiro ano do ensino médio Crígina Cibelle Pereira Maria José Morais Honório

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11h35min Como se constitui a autoria no gênero resenha acadêmica Dalva Teixeira da Silva Penha Maria José da Penha 11h45min A produção de texto no ensino superior: a pertinência e a aplicabilidade em justificativas de monografias Elvis Alves da Costa Gilton Sampaio de Souza 12h Discussões dos trabalhos Sessão 2 .

10h45min Entre linguagem, lógica e realidade: um caminho alternativo à crise da objetivividade do discurso a luz de Maurice Blondel Galileu Galilei Medeiros de Souza .

10h55min Dialogismo no texto acadêmico de estudantes de letras: um estudo sobre os modos de referir-se aos discursos do outro Iderlandio de Assis Andrade do Nascimento José Cezinaldo Rocha Bessa Rosângela Alves dos Santos Bernardino .

11h05min A construção de sentidos violentos e ideologias machistas na prática cultural do forró Claudiana Nogueira de Alencar Marília Pinheiro Ribeiro .

11h15min Entre o sentido e a construção da identidade: um olhar sobre o discurso poético de Patativa do Assaré Jocenilton Cesário da Costa Maria Eliza Freitas do Nascimento Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 76


11h25min Argumentação e ensino de língua portuguesa: construção de sentidos em artigos acadêmicos Roselany de Holanda Duarte 11h35min Argumentação e discurso acadêmico: as teses em justificativas de monografias de letras Elvis Alves da Costa Gilton Sampaio de Souza 11h45min Discussões dos trabalhos 2º dia – 13 de agosto de 2010 - 6ª feira Sessão 3 10h45min A produção textual em sala de aula: a quem cabe a autoria? Hubeônia Morais de Alencar 10h55min O papel do livro didático no ensino da escrita João Batista Alves Monteiro 11h05min Os recursos reiterativos na produção escrita do aluno do 9° ano do ensino fundamental Maria Graceli de Lima José Cezinaldo Rocha Bessa 11h15min A produção de texto no ensino superior: breves considerações sob o olhar etnográfico Lidiane de Morais de Diógenes Bezerra

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11h25min Contraposição no processamento de texto/sentido e o ensino/aprendizagem da escrita Liliane Souza do Amaral 11h35min As teses sobre o ensino de linguas: um estudo retórico sobre monografias de graduação Rosa Leite da Costa Edmar Peixoto de Lima Maria Lúcia Pessoa Sampaio 11h45min As escolhas lexicais na produção do sentido em textos jornalisticos José Fernandes Campos Júnior 12h Discussões dos trabalhos Sessão 4 10h45min Linguagem e diversidade étnicorracial nos projetos pedagógicos: o discurso da Lei 10.639/2003 Ady Canário de Souza Estêvão 10h55min A posição do autor no romance polifônico Secleide Alves da Silva Ciclene Alves da Silva 11h05min Texto legal do art. 421 do Código Civil Brasileiro de 2002: uma análise do papel da função social do contrato Diana Maria Cavalcante de Sá 11h15min Identidade e violência no forró Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 78


Gustavo Cândido Pinheiro Claudiana Nogueira de Alencar 11h25min O riso dionisiaco em letras de Caetano Veloso: uma visão nietzschiana Rafael Campos Belizário 11h35min A produção de Jáder de Carvalho nos primeiros suplementos modernistas do século XX, no Ceará Rodrigo de Albuquerque Marques Vanessa Batista Lima 11h45min Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 13 RELATOS DE EXPERIÊNCIAS COM LEITURAS EM ESPAÇOS ESCOLARES E NÃO ESCOLARES Coordenadores: Diana Leite Saldanha, Vanja Maria Lopes Correia Rocha, Maria Eridan dos Santos e Mnda. Luzinete Cesário Freitas 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Práticas de leitura em sala de aula: o uso de pré-textos para o trabalho pedagógico com diversos temas das disciplinas do currículo escolar Sidney Alexandre da Costa Alves 11h Leitura: uma prática pedagógica necessária Maria Aparecida Calado de Oliveira Dantas Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 79


11h15min Projeto de leitura: quero ler... agora! Míria Helen Ferreira de Souza 11h30min A leitura no ciberespaço: um relato de experiências Aurilene Costa dos Santos 11h45min Discussões dos trabalhos Sessão 2 10h45min Conto e poesia em sala de aula: relato de uma contadora de história formando leitores na Educação Básica Dulcilene Rodrigues da Silva Barreto 11h A experiência da leitura na vida dos adultos Emanuela Carla Medeiros de Queiros Maria Glidioneide Valcácer Lopes 11h15min Incentivo à leitura em espaços diferenciados Maria Eveuma de Oliveira 11h30min Carta: um gênero de gratidão Rafaela Cristina Oliveira de Andrade 11h45min O Haicai em sala de aula: um olhar sobre as práticas de escrita dos alunos Aline Patrícia da Silva Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 80


William Brenno dos Santos Oliveira 12h Leitura literária e ensino de línguas: uma introdução ao ensino de literatura de línguas estrangeiras Aníbal de Souza Mascarenhas Filho 12h15min Discussões dos trabalhos 2º Dia – 13 de agosto de 2010 – 6ª feira Sessão 3 10h45min Leitura com adultos: a constituição de sentidos mediante textos literários Raimunda Queiroz Rêgo 11h O contágio pela leitura: em busca da formação de leitores Keutre Gláudia da Conceição Soares 11h15min Descortinando mitos: o que antes era dom, agora é leitura e reescrita Anderson Menezes da Silva 11h30min O vivido na leitura em diferentes contextos sociais: um relato de experiências Andreza Emicarla Pereira Cavalcante Graciela Filgueira de Lima Oliveira 11h45min O lúdico e a Literatura Infantil: experiências para uma vida Aline Muniz Alves

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12h Práticas de leitura com as obras indicadas para o vestibular: atividades dos professores para a formação do aluno-leitor Raquel Monteiro da Silva Freitas 12h15min Discussões dos trabalhos Sessão 4 10h45min Como e para quê trabalhar a leitura e a produção do gênero cordel Cínthia de Oliveira Andrade Fabiana dos Santos Silva Tavares Josinaldo Paulo Ferreira 11h O Projeto “Primeiro, aprender”: uma proposta de ensino de leitura a partir dos gêneros textuais Francisca Lúcia Barreto de Lima Ana Maria de Carvalho Marília Costa de Souza 11h15min A travessia do letramento escolar para o mundo: ecos de leitura a partir da biblioteca escolar Maria do Rosário da S. Medeiros Maria do Socorro Oliveira 11h30min O Gênero Blog na escola: Reflexão de interação pedagógica Ana Priscila Griner Magda Renata Marques Diniz Maria da Penha Casado Alves 11h45min Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 82


Livros infantis: descobrindo sua função numa turma de Educação Infantil da Unidade Educacional Infantil UEIUFRN Amanda Gomes de Sena Mariz 12h Discurso Pedagógico: tecendo interações e conhecimentos Luzinete Cesário de Araújo Freitas Maria Lúcia Pessoa Sampaio 12h15min Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 14 PRÁTICAS E METODOLOGIAS DE ENSINO DE GÊNEROS ACADÊMICOS Coordenadores: Profa. Dra. Maria do Socorro Maia F. Barbosa, Profa. Ms. Maria de Fátima Carvalho e Prof. Ms. José Cezinaldo Rocha Bessa 1º dia – 12 de agosto de 2010 - 5ª feira Sessão 1 10h45 Língua Portuguesa como apoio à pesquisa: uma análise da produção textual de gêneros acadêmicos Mariana Hercília de Macêdo Nascimento Célia Maria de Medeiros 11h Para começo de conversa... Os ditos sobre como produzir e a produção do gênero projeto de pesquisa Francisca Alves da Silva 11h15min A produção de gêneros acadêmicos: teorização de uma prática Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 83


Ana Maria de Oliveira Paz 11h30min O gênero resumo científico: organização e funcionalidade no ensino de língua José Lindomar da Silva 11h45min Discussões dos trabalhos 2º dia – 13 de agosto de 2010 - 6ª feira Sessão 2 10h45min A noção de gêneros discursivos na concepção bakhtiniana e da sócio-retórica Maria Leidiana Alves Maria do Socorro Maia Fernandes Barbosa Gilton Sampaio de Souza 11h O gênero artigo científico na graduação Maria de Fátima de Carvalho Dantas Maria do Socorro Maia Fernandes Barbosa 11h15 Os gêneros textuais como ferramenta didática para o ensino da linguagem Rosilda M. A. S. Santos 11h30 Discussões dos trabalhos Grupo de Trabalho 15 PLANEJAMENTO E METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUAS COM USO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 84


Coordenadores: Ms. Maria da Conceição Costa, Mnda. Ciclene Alves da Silva, Esp. Zênia Regina dos Santos Barboza e Esp. Iandra Fernandes P. caldas 1º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 1 10h45min Transformando o sacrifício em prazer: um novo olhar sobre o livro paradidático Djeim Nunes de Freitas Silva 11h Planejamento e metodologias de ensino: análise do uso de materiais didático-pedagógicos em escolas da região do alto oeste potiguar Maria da Conceição Costa Eline Cristina Correia Maria Leidiane Alves Vicente 11h15min Planejamento de ensino e canto popular: possibilidades didático-pedagógicas em sala de aula Maria da Conceição Costa Fidel Valença Medeiros Leite Tânia Dantas 11h30min Discussões dos trabalhos 2º Dia – 12 de agosto de 2010 – 5ª feira Sessão 2 10h45min O livro didático no ensino de língua estrangeira: o caso específico do espanhol Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 85


José Lindomar da Silva 11h O cantinho de leitura e os letramentos multissemióticos Clécida Maria Bezerra Bessa Henning Miquellon Duarte Saraiva Maria Aparecida Gomes Barbosa 11h15min O gênero textual no plano de aula: perspectiva da análise linguística Antonia Nilmária Viana Silva Sandra Sinara Bezerra 11h30min O lúdico como facilitador do ensino-aprendizagem da língua inglesa Verucci Domingos de Almeida 11h45min Discussões dos trabalhos

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GT 1 – LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS NA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA Dra. Sulemi Fabiano Campos (UFRN/ESSI/GEPPEP) sulemifabiano@yahoo.com.br Ms. Vanessa Fabíola Silva de Faria (UNEMAT/PONTES E LACERDA) vfaria@usp.br

Este grupo de trabalho apresenta como objetivo reunir pesquisas relacionadas a leitura e produção de textos na formação de professores de Língua Portuguesa. Nosso objetivo é estabelecer discussões sobre as possibilidades de uma formação profissional, partindo do pressuposto, conforme aponta Barzotto (2004), de que as disciplinas em um curso universitário constituem um espaço de pesquisa, ensino e extensão, no qual duas dimensões se articulam e, ao mesmo tempo, tensionam o processo da pesquisa em Letras: a produção de pesquisa sobre o objeto de estudo da área e uma reflexão sobre a produção do texto acadêmico. A questão central, nos parece, está no fato de que tais propostas de trabalho podem propiciar um modelo de formação em que se afirme o direito de todo acadêmico se formar no paradigma da pesquisa científica, mesmo que não participe dos espaços tradicionais da pesquisa.

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ANÁLISE DOS ELEMENTOS COESIVOS E DE COERÊNCIA NO TEXTO RÉQUIEM PARA A TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO Arthur MARTINELLI Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho visa analisar os elementos coesivos e de coerência presentes no texto Réquiem para o São Francisco, de Tomás Balduíno que trata sobre a transposição do rio São Francisco. O objetivo da pesquisa é analisar como os mecanismos de coesão e coerência descritos por Koch (1999) são utilizados no texto e como auxiliam na produção de sentido. Tomamos como objeto de estudo alguns fragmentos do texto analisado para que possamos identificar esses mecanismos e como eles atuam dentro do texto, ao estabelecer conexão e sentido entre os períodos. Procuramos ainda explicar como os elementos de coesão e os fatores de coerência funcionam no texto como um todo. Este trabalho tem como relevância a formação de uma visão mais ampla e crítica da leitura e escrita de textos por parte dos alunos, uma vez que os elementos coesivos e conectores podem marcar o discurso do autor, formando diversas opiniões a respeito do assunto tratado apenas pela forma como a coerência é colocada e quais palavras o autor usou para estabelecer conexão entre os termos. Concluímos que esta aplicação é extremamente necessária para compreensão das entrelinhas do texto, pois a análise do texto numa perspectiva da Linguística Textual é extremamente importante para o entendimento do texto, seja qual for sua categoria. Palavras-chave: Coesão. Coerência. Produção de sentido.

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UMA ANÁLISE COMPARATIVA DO USO DA COESÃO LEXICAL Ailton Sérgio Leal BEZERRA Juslenno Ventura dos SANTOS Universidade Federal do Rio Grande do Norte Valendo-nos do estudo Koch (1999) e Possenti (1993) em que ambos identificam os mecanismos coesivos constitutivos do texto, examinando, entre outros fenômenos, as classes de palavras, de sentenças e os conectivos, sem deixar de lado a preocupação com os problemas léxicos ou semânticos, nosso objetivo neste trabalho é analisar o uso da coesão lexical, a partir do ponto de vista de Koch (1999), tal qual proposto por Halliday e Hasan (1976), pois para esse autor a coesão lexical é quando substituímos um termo ou uma oração por outra forma, conferindo uma relação interna aos elementos do texto, evitando a constante repetição daquela frase ou item, em particular. E comparamos com o ponto de vista de Possenti (1993), o qual defende que qualquer alteração no léxico, resulta numa alteração em nível semântico, ou seja, no discurso, marcando um posicionamento daquele que produziu o texto. Pela ótica desse autor, esta alteração se dá por uma variação estilística, que produz a individualização do locutor e permite ao leitor fazer inferências acerca do sujeito do próprio discurso. Para exemplificar esse estudo, faremos uma análise comparativa entre os autores Koch (1999) e Possenti (1993), quanto ao uso da coesão lexical. Tomamos como objeto de estudo, o texto de Fabiano Maisonnave e Joel Silva publicado na Folha de São Paulo, ‘MUNDO’. Com base em observações e a partir de exemplos retirados do texto citado, identificamos variados usos da coesão lexical e analisamos como os autores estudados percebem, de maneira diferente, o uso da coesão lexical. Palavras-chave: Coesão lexical. Substituição. Nível semântico.

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A VISÃO DO LIVRO DIDÁTICO SOBRE OS GÊNEROS E A TIPOLOGIA TEXTUAL: UM PRIMEIRO OLHAR Amanda Caroline Damasceno TAVARES Universidade Federal do Rio Grande do Norte De acordo com Marcuschi (2002), os tipos textuais são um conjunto de características linguísticas nãoconcretas possíveis de se identificar em um texto, com aspectos intrínsecos que constituem sequências de enunciados, configurando tipos textuais definidos e finitos. Já os gêneros textuais são a materialização das possíveis construções linguísticas que podemos utilizar em nossas vidas, com determinadas características e objetivos. Os gêneros são infinitos e modificam-se, se adequando aos diferentes usos. Esta pesquisa, que se encontra ainda em fase inicial, tem como objetivos 1) quantificar e descrever alguns dados (que serão extraídos de livros didáticos de Ensino Médio) referentes aos conceitos de tipo e gênero textuais, conforme definidos por Marcuschi (2002); 2) verificar se nos dados selecionados é feita uma diferenciação entre os conceitos de tipo e gênero e 3) identificar as atividades de produção de texto que os livros didáticos analisados propõem e se essas atividades viabilizam meios de o aluno apropriar-se dos conceitos propostos e aplicá-los adequadamente na execução das propostas de escrita. Nossa metodologia de pesquisa tem base, primeiramente, na seleção do corpus e posterior separação do mesmo, obedecendo a alguns critérios, quais sejam: a maneira como o livro didático aborda os conceitos de gênero e tipo (se de maneira isolada ou conjunta), os tipos de exercícios propostos e se há, nos exercícios, uma separação entre tipo e gênero. A relevância da pesquisa consiste em verificar, por meio de pesquisas posteriores, se a maneira como o conceito de tipo e de gênero é colocado influencia no processo da produção escrita. Palavras-chave: Tipo e gêneros textuais. Escrita. Apropriação de conceitos. Ensino.

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INTERAÇÃO VERBAL: PRODUÇÃO DE SENTIDOS EM PERSPECTIVA Francisca Tarciclê Pontes RODRIGUES Universidade Federal do Ceará O presente trabalho tem o objetivo de analisar as atividades apresentadas nas Orientações Curriculares Nacionais para o Ensino Médio de Língua Portuguesa como língua materna (2006). Essas atividades são usadas como exemplos para ilustrar as propostas teórico-metodológicas de produção de sentido em situações de interação pela leitura e pela escrita. A partir do pressuposto de que esse documento oficial opera com uma concepção de língua e de linguagem fundamentada em uma perspectiva enunciativa de base bakhtiniana, pretendemos, inicialmente, discutir como a noção de interação verbal é mobilizada no texto que o constitui e, em seguida, analisar como essa mesma noção é metodologicamente tomada e apresentada aos professores, seus principais interlocutores, para que eles possam promover condições de aprendizagem de uso efetivo da língua, em especial nos processos de produção e de leitura de textos escritos. Com o propósito de levarmos a efeito tal objetivo, desenvolvemos uma pesquisa bibliográfica em que privilegiamos os estudos sobre as reflexões do Círculo de Bakhtin (BAKHTIN, 1997; FLORES & TEIXEIRA, 2008; FARACO, 2009; SOBRAL, 2008) e os estudos que compõem as referências das Orientações. Com esse trabalho, realizamos uma revisão da teoria sobre interação verbal, ao mesmo tempo em que tornamos explícitos os aspectos privilegiados nesse documento considerado também um instrumento de formação dos professores para o ensino da língua em um viés enunciativo-discursivo. Palavras-chave: Interação verbal. Produção de sentido. Orientações curriculares.

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GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO DE LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL: PERSPECTIVAS INTERDISCIPLINARES Gleicyane Feitosa GOMES Davi Xerez BARROSO Márluce COAN Universidade Federal do Ceará Este trabalho objetiva promover uma discussão acerca do ensino de leitura e produção textual através de gêneros textuais que possibilitem uma perspectiva de ensino interdisciplinar de Língua Portuguesa, pois, compreender a função dos gêneros textuais para uma prática inovadora do ensino de Língua Portuguesa é entender que uma metodologia pautada apenas em regras gramaticais e em frases isoladas de seus contextos de uso não dará aos alunos subsídios adequados para que possam participar ativamente das práticas discursivas sociais. Assim, para que o professor possa trabalhar com textos em sala de aula, é fundamental que ele tenha domínio do conceito de gênero textual, das estruturas composicionais (tipos textuais), predominam em cada gênero e da abordagem temática, a fim de possam promover um tratamento interdisciplinar no ensino de Língua Portuguesa. Para isso, ancorar-nos-emos nas propostas de Marcuschi (2002), de Kleiman (1999) e dos Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Médio – PCNEM (2000), no que concerne, respectivamente, a gêneros e sequências textuais, à leitura e à interdisciplinaridade. Desse modo, sugeriremos propostas de como promover a conexão de saberes em Língua Portuguesa a partir da aplicação do módulo textual Artigo de Opinião para alunos do ensino médio, da Escola Liceu de Messejana. Palavras-chave: Gêneros textuais. Leitura. Produção textual. Interdisciplinaridade. Variação linguística.

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ANÁLISE DA SEQUÊNCIA NARRATIVA NO CONTO A CARTOMANTE, DE MACHADO DE ASSIS Jaqueline Andréa Medeiros PEREIRA Danilo da Silva CÂNDIDO Universidade Federal do Rio Grande do Norte O presente trabalho tem como objetivos verificar as características da sequência narrativa presentes no conto A Cartomante de Machado de Assis e analisar a forma como essas características se apresentam no conto. A relevância desta pesquisa consiste em verificar como, através da análise de um texto, podemos observar a presença de marcas de narrativa. No texto escolhido, A Cartomante, há uma narração cuja estrutura do processo narrativo ocorre de forma inversa. O resultado obtido foi o de que a sequência narrativa apresentase neste conto de forma não linear, havendo uma ‘’desorganização’’ dos fatos narrados, o começo, o meio e o fim vêm dispostos de maneira atemporal. Destacam-se também os verbos enquanto caracterizadores de tempo, e consequentemente como encadeadores da narrativa, dando ideia de anterioridade e posterioridade. Observou-se, ainda, que a moral em A cartomante, a depender do ponto de vista, pode gerar uma variação de interpretações, havendo, portanto mais de uma moral. A pesquisa fundamentou-se nos conceitos de estrutura da sequência narrativa de Jean-Michel Adam (2008), na leitura dos comentários sobre sequência narrativa proposto por Bronckart (1999) e Bonini (2005). Com base nas observações feitas a partir da presença de marcas de narrativa, conclui-se que a sequência neste conto ocorre de forma alinear, sem perder as características de narração. Palavras-chave: Sequência narrativa. Textos literários. Marcas da narrativa.

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AS FUNÇÕES DA REMISSÃO AO DISCURSO DO OUTRO NA ESCRITA DO GÊNERO ACADÊMICO Luana Danielle do Nascimento Silva de MEDEIROS Universidade Federal do Rio Grande do Norte O presente trabalho tem como objetivos: 1) Apontar as características peculiares do gênero acadêmico; 2) mapear os conceitos de heterogeneidade discursiva por meio de citações; e 3) descrever e analisar as funções da remissão ao discurso do outro nesse tipo de escrita. O corpus investigado são textos produzidos na disciplina de Leitura e Produção de Textos I e relatórios de final de curso produzidos na disciplina Estágio Supervisionado de Formação de Professores IV do semestre 2009.2. A pesquisa fundamentou-se nos conceitos de gêneros discursivos de Bakhtin (2000) e de heterogeneidade discursiva marcada e não marcada de Authier-Revuz (1990). Os resultados parciais apontam que os alunos iniciantes utilizam citações de vários autores no mesmo texto, mas não conseguem estabelecer uma conexão entre os conceitos citados. No início da graduação, os alunos, por não terem ainda domínio da fundamentação teórica, fazem a remissão explícita ao discurso de outrem. Isso é considerado aceitável pelo fato de o aluno ter acabado de entrar na universidade e, aparentemente, ter a preocupação de fundamentar seu discurso com a teoria estudada. No caso dos alunos no final do curso, que tiveram um longo contato com essas teorias e aparentemente deveriam conhecê-las bem, percebemos que a maioria dos textos não demonstra indícios de incorporação das teorias estudadas, resultando na escrita de relatórios predominantemente descritivos. Os textos, em sua maioria, ancoram-se no recurso do tipo “recorta e cola”. Com base nessas considerações preliminares, conclui-se que a produção escrita, tal qual vem sendo praticada na graduação, tem de ser reavaliada. Palavras-chave: Gênero acadêmico. Heterogeneidade discursiva. Citações.

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES: UMA LEITURA QUE DESVENDA IDEOLOGIAS, UMA ESCRITA QUE FAVORECE O ESCLARECIMENTO Lucrécio Araújo de SÁ JÚNIOR Universidade Federal do Rio Grande do Norte A produção de textos, ressalta Bazerman (2005), é acima de tudo a produção de fatos sociais. Os gêneros, defende Marcuschi (2003), são atividades discursivas socialmente estabilizadas que se prestam aos mais variados tipos de controle social e até mesmo ao exercício de poder. Uma pergunta central para este estudo é: será que os professores que fazem uso de gêneros na sala de aula têm considerado as dimensões discursivas ideológicas que esses textos engendram em sociedade? Para Gramsci (1988), ideologia em sentido restrito é equivalente à ilusão, e dessa forma o discurso ideológico contribui para a falsa consciência, concepção idealista na qual a realidade é invertida. Nosella (1981) aponta, a partir de pesquisas realizadas em fragmentos de textos didáticos, como esses materiais são reveladores desse processo. A fim de contribuir para as atividades de leitura e produção de textos na formação de professores de língua portuguesa e de literatura este trabalho tem a pretensão de auxiliar na percepção de que os textos constituem discursos ideológicos e não são guias neutros para a realização de certas atividades comunicativas. Para responder a pergunta acima serão analisados os trabalhos desenvolvidos por professores do Departamento de Letras/CAMEAM/UERN revelados em pesquisas de Sousa (2006, 2007) e Sousa e Costa (2009). Palavras-chave: Leitura. Escrita. Ideologia. Formação de Professores.

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O ENSINO DE PRODUÇÃO DE TEXTOS ESCRITOS EM AULAS DE LÍNGUA MATERNA NO ENSINO MÉDIO Maria Elicleide da SILVA José Cezinaldo Rocha BESSA Universidade do Estado do Rio grande do Norte Este trabalho se insere no rol dos estudos que têm como objetivo investigar o ensino de produção de textos escritos em aulas de Língua Portuguesa, focalizando como se dá esse ensino em uma sala de aula do nível médio de uma escola pública. Especificamente, interessamo-nos por identificar os gêneros textuais mais solicitados em atividades de produção de textos escritos, conhecer as estratégias empregadas pelo professor no encaminhamento dessas atividades e as habilidades de escrita que esse busca desenvolver em seus alunos, bem como discutir as implicações do trabalho com a produção de textos escritos para o desenvolvimento da competência comunicativa do aluno. Para a realização deste trabalho, tivemos como referencial teórico os postulados de Bakhtin (2000), Marcuschi (2008), entre outros. Metodologicamente, este trabalho esteve ancorado nos procedimentos de elaboração de notas de campo e de aplicação de questionários a professor e alunos. Com base nos dados obtidos, constatamos que os textos dissertativos são os mais solicitados na produção escrita dos alunos, que as estratégias empregadas pelo professor compreendem basicamente a tarefa de discutir e definir temática para elaboração dos textos. Constatamos, ainda, que as habilidades de escrita que o professor busca desenvolver dão conta basicamente de aspectos formais e estruturais do texto. Como consequência disso, entendemos que o trabalho de produção de textos com vistas ao desenvolvimento da competência comunicativa do aluno fica comprometido, o que aponta para a necessidade de haver um trabalho voltado para o desenvolvimento de estratégias que possibilitem ao aluno situações reais de uso da língua. Palavras-chave: Ensino Médio. Produção textual. Gêneros textuais.

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ADJETIVAÇÃO E RECATEGORIZAÇÃO DE REFERENTES EM NOTAS DE FALECIMENTO DO INÍCIO DO SÉCULO XX Monalisa MEDEIROS Maria Hozanete Alves de LIMA Universidade Federal do Rio Grande do Norte O jornal “O Mossoroense” circula, no Estado do RN, entre os anos de 1872 até os dias atuais. Nos registros desse jornal, que marcou o nascimento da imprensa no estado, é possível visualizar a historicidade de um povo em determinado ponto no tempo e estudar as mudanças que se estabeleceram, ao longo de cem anos, no funcionamento linguístico-discursivo. Elegemos as notas de falecimento como um tipo de texto a partir do qual seja possível descrever a estrutura e o funcionamento linguístico escrito no início do século XX. Assim como parece acontecer nas notas atuais, elas apresentavam algumas características que são objeto de estudo nesse trabalho, quais sejam: recorrência de estruturas aparentemente fixas; sistema de referenciação que privilegia a sequência nominal adjetivo + substantivo e a relação que tais estruturas mantêm com o universo social e discursivo da época. Nosso trabalho focaliza a materialidade linguística corporificada nas notas de falecimento presentes no “Mossoroense", considerando, assim, os seguintes objetivos: a) investigar os processos de referenciação e de adjetivação presentes nos textos em análise; b) descrever a recorrência de estruturas linguísticas presentes nas notas de falecimento do início do século XX; c) analisar a relação que há entre a estrutura observada e o universo discursivo da época. Desse modo, pudemos comprovar as características, perceber como se dão os processos de referenciação e recategorização de referentes e a forma como eles estão implicados com as relações sociais e históricas daquela década. Palavras-chave: Notas de falecimento. Referenciação. Recategorização.

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O USO DA PARÁFRASE NA ESCRITA DO GÊNERO ACADÊMICO Thayse Santos ARIMATÉIA Universidade Federal do Rio Grande Do Norte A escrita do gênero acadêmico não deve reduzir somente à utilização da paráfrase, ela precisa apresentar características explícitas de apropriação do conhecimento e ultrapassar a incorporação do discurso do “outro”. O presente trabalho tem como objetivos analisar o uso da paráfrase vista como uma incorporação do discurso do “outro” e verificar se há nos textos analisados as características de paráfrases propostas por Fuchs (1985). A relevância desta pesquisa consiste em analisar textos produzidos pelos alunos recém-chegados a universidade e pelos alunos que já estão no término da graduação para investigar em que medida os alunos vão incorporando o uso das paráfrases na escrita. O corpus investigado é constituído de textos produzidos na disciplina de Leitura e Produção de Textos I e relatórios de final de curso produzidos na disciplina Estágio Supervisionado de Formação de Professores IV do semestre 2009.2 do curso de Letras. A pesquisa fundamentou-se no conceito de paráfrase linguística de Fuchs (1985). Os resultados parciais apontam que os alunos iniciantes preocupam-se em utilizar o recurso da paráfrase, já os textos dos alunos que estão concluindo o curso não demonstram indícios de incorporação das teorias estudadas por meio da utilização da paráfrase de reformulação. Com isso, conclui-se que a produção escrita, tal qual vem sendo praticada na graduação, tem de ser reavaliada. Palavras-chave: Gênero acadêmico. Escrita. Paráfrase.

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ANÁLISE DAS MUDANÇAS NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA APÓS A PUBLICAÇÃO DO PCN DE 1996 Wagner Ramos CAMPOS Camila N. FERNANDES Maria Joyce Paiva MEDEIROS Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho visa identificar as mudanças ocorridas no ensino de Língua Portuguesa após a publicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) em 1996. Para tanto, faz-se necessário: 1) compreender a importância didática do conceito de gênero do discurso de M. Bakhtin; 2) resgatar as críticas feitas ao modelo tradicional de ensino de português por estudiosos da década de 1980; 3) analisar comparativamente as propostas de ensino do texto nos livros didáticos, adotando como marco divisor a publicação do PCN. A base teórica é composta pelo conceito de gênero do discurso (BAKHTIN, 1970) e a concepção de ensino de Língua Portuguesa de Geraldi (1981). O corpus é constituído por livros didáticos das décadas de 70, 80 e 2000. Os resultados parciais mostram que as mudanças ocorridas foram superficiais, atendendo parcialmente às exigências do PCN. O conceito de gênero do discurso passa a ser abordado, mas não como ferramenta de interação social crítica, conforme proposto por Geraldi (1984). Conclui-se que, apesar de ter havido mudanças significativas nos conteúdos, a metodologia de ensino permanece a mesma. Ou seja, o trabalho com os gêneros do discurso é feito de maneira rasa, priorizando a memorização e a repetição de modelos. O aluno não é convidado (como é claramente sugerido pelo PCN) a reconhecer, nos diferentes tipos de texto, a diversidade de esferas de participação social e os discursos propagados pelas mesmas. Palavras-chave: Gênero do discurso. PCN. Ensino de Língua Portuguesa.

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GT 2 - O AGIR REAL EM SALA DE AULA DE LÍNGUAS Dra. Eulália Vera Lúcia Fraga Leurquin (UFC) fragaleurquin@yahoo.com.br Mnda. Regiane Santos Cabral de Paiva (PPGL/UERN) regianeuern@yahoo.com.br Ms. Lena Lúcia Espíndola (UECE/UFC) Este grupo de trabalho tem o objetivo de reunir pesquisadores interessados em discutir a prática do profissional em sala de aula de línguas (materna e estrangeiras). É nosso propósito refletir sobre o agir docente, incluindo a relação dele com os alunos e com o material didático, numa situação de construção dos conhecimentos em atividades linguageiras de leitura e de produção de textos escritos.

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MATERIAL AUTÊNTICO: USO DE CÓMICS COMO ESTRATÉGIA DE ENSINO DE LÍNGUA ESPANHOLA Adriana Teixeira PEREIRA Universidade Federal do Ceará O ensino de uma língua estrangeira é um processo bastante complexo, por isso é preciso fazer um trabalho bastante didático e inovador na tentativa de aproximar o aluno ao contexto real da língua estudada. O trabalho com material autêntico, textos reais, expostos às pessoas nativas sem fins didáticos, aproxima-os a essa realidade. Partindo desse pressuposto, esse trabalho tem o objetivo de apresentar o uso do cómic como estratégia de ensino em língua espanhola. Nesse sentido, organizamos uma atividade de leitura e interpretação textual com cómics, como forma de trabalhar a leitura do texto escrito e das imagens. A atividade foi desenvolvida na disciplina de compreensão e análise de textos em língua espanhola, do curso de Letras da UFC. Como base teórica utilizamos Giovaninni (1996), Montalbán (2000) e Silva (2008). Através desse estudo, procuramos demonstrar, principalmente, aos alunos e futuros professores de língua espanhola, que este ensino é (ou deve ser) contextualizado, numa tentativa frequente de aproximar o aluno à realidade de uma língua estrangeira. Palavras-chave: Ensino de LE. Material Autêntico. Cómic.

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O AGIR NO LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS LÍNGUA ESTRANGEIRA Ana Angélica L. GONDIM Eulália Vera Lúcia Fraga LEURQUIN Universidade Federal do Ceará O LD é um material que, quando não é o único norteador do trabalho em sala de aula (Cristóvão 2006), é o norteador da prática docente. Segundo Bronckart (2008), ele faz parte do entorno precedente ao agir do professor. Por isso, é ainda mais necessário refletir sobre ele. Nesta comunicação, apresentamos uma parte da nossa pesquisa. Nosso objetivo é identificar se as atividades orais dos livros didáticos (LD) de português língua estrangeira (PLE) contribuem para a formação de um falante competente comunicativamente. Problematizamos competência a partir de Chomsky (1965) que estabeleceu uma dicotomia entre competência e desempenho, aquela sendo tratada como o conhecimento da língua, e o desempe nho caracterizado pelo uso real da língua em situações concretas; Hymes (1978) que ampliou o conceito de competência para incluir a idéia de “capacidade de usar”, unindo a dicotomia competência/desempenho de Chomsky. de Hymes, Canale e Swain (1980), propõem um modelo no qual a competência comunicativa abarca outras competências, a saber: gramática discursiva, sociolinguística e estratégica. Analisaremos diferentes livros didáticos comunicativos de PLE de diferentes níveis, buscando identificar as competências trabalhadas nas atividades orais. Palavras-chave: Agir. Livro Didático. Português Língua Estrangeira. Competências.

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LINGUAGENS EM CONTATO NA TERRA INDÍGENA CAMPINA KATUKINA-ACRE: O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA A PARTIR DE SIGNIFICAÇÕES TRADICIONAIS Antônio Cláudio Brito do NASCIMENTO Secretaria de Estado de Educação – SEE/AC Universidade Federal do Acre Este estudo objetiva relatar experiências de Ensino de Língua Portuguesa a alunos indígenas do Ensino Médio Noke kõi – 2009, na escola Yositi Shovo Tamãkãyã, durante o primeiro módulo de ensino, onde a leitura e produção de textos são o foco principal de estudo. Para isso, partimos de significações próprias da sua realidade, a fim de refletir sobre como a língua portuguesa se fundamenta como recurso indispensável à constituição dos traços identitários daquele povo a partir dos processos de negociações e tensões social, econômica e política com a sociedade não-indígena, nos quais está inserido o povo Noke kõi. No presente, há uma breve descrição do histórico linguístico e social do povo Noke Kõi e procurou-se relatar como as aulas buscaram aplicar algumas teorias educacionais que discutem a educação indígena hoje. Além disso, o estudo mostra que, para o ensino de língua portuguesa, é necessário considerar os vários paradigmas que embasam o ensino de língua. Entretanto, compartilha que qualquer modelo ou estratégia deve partir da discussão e planejamento com a participação dos pares envolvidos a fim de melhor aproximar os estudantes dos objetivos do ensino escolar de língua portuguesa nas comunidades, aqui, especificamente, a comunidade Noke Koi. Esta é, em linhas gerais, a proposta do presente trabalho. Palavras-chave: Ensino. Leitura. Línguas. Contato.

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OS GENÊROS JORNALÍSTICOS NA SALA DE AULA DE LÍNGUA PORTUGUESA Elisângela Soares de OLIVEIRA Camila Maria GOMES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este artigo relata a experiência com o gênero notícia e reportagem em sala de aula de língua portuguesa, mais precisamente na Escola Estadual José Fernandes Machado, em Natal/RN, onde nós, bolsistas do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID (UFRN/MEC/CAPES/REUNI) atuamos. Trabalhamos os gêneros jornalísticos nas turmas do 2º ano do ensino médio, nos turnos vespertino e noturno, no segundo semestre do ano de 2009, tomando por base as particularidades do gênero que comumente circulam na esfera jornalística impressa e online, levando em consideração os elementos verbais do texto escrito, como também os não-verbais introduzidos por meio de imagens que juntos propagam a mensagem proposta. Tomamos como pressupostos teóricos as noções bakhtinianas a respeito dos gêneros do discurso. A metodologia de ação se deu por meio da leitura e discussão de exemplares dos referidos textos, e posteriormente com um trabalho voltado para a produção textual dos gêneros pelos alunos possibilitando, assim, a ampliação da competência linguística dos discentes. Além de promover o desenvolvimento da capacidade crítica, já que aprenderam a fazer a leitura não mais como um leitor passivo, mas sim atentando para os posicionamentos e escolhas feitas pelo escritor da notícia e reportagem. Palavras-chave: Gênero Discursivo. Notícia. Reportagem. Produção Textual. Ensino.

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FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUAS À LUZ DO INTERACIONISMO SOCIODISCURSIVO Eulália Vera Lúcia Fraga LEURQUIN Universidade Federal do Ceará Este trabalho está localizado no contexto da Linguística Aplicada, com foco na Formação do professor de língua materna. É uma atividade realizada pelo grupo de Estudos e Pesquisa em Linguística Aplicada – GEPLA, o qual eu coordeno. Está ancorado no quadro teórico metodológico do Interacionismo Sociodiscursivo (BRONCKART, 1999, 2007, 2008) no que diz respeito à análise de atividades linguageiras, e em estudos desenvolvidos por Bulea (2010), Bronckart (2009) e Faïta (2009), no tocante à Formação de adultos. Os dados foram coletados na formação dos sessenta professores de língua portuguesa do PROJOVEM Urbano/Fortaleza, durante o ano de 2009. O foco era a formação dos professores como leitores e produtores de textos escritos e também como mediadores na formação de leitores e de produtores de textos. Dos dez encontros, cinco trataram de leitura e cinco de produção de textos escritos. Nesse período, tivemos os encontros mensais e também acompanhamos o trabalho real do professor. Por isso, coletamos dados em questionários aplicados, em entrevistas realizadas, filmagem da formação feita e também do agir real em sala de aula. Alguns resultados merecem destaque: a) os professores convivem com três níveis diferentes de letramento em sala de aula; b) o material didático é uniforme, só contempla os alunos com nível três de letramento e possuem atividades de leitura e de produção de textos que nada contribui para a formação de um leitor/produtor de textos crítico; c) o professor concorda em fazer a formação docente, mas em sala de aula a mudança não acontece; e d) ao assistir às gravações das aulas, o professor mostra ter consciência de que é preciso melhorar a qualidade de ensino, mas explica que as condições de trabalho não permitem melhor procedimento. Palavras-chave: Formação de Professores. Ensino de Línguas. Texto.

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O PROGRAMA NACIONAL BIBLIOTECA DA ESCOLA E O (RE)DIMENSIONAMENTO DAS PRÁTICAS DE LEITURA DA LINGUAGEM QUADRINÍSTICA NO ENSINO MÉDIO Francisca das Chagas Nobre de LIMA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho analisa as ações norteadoras do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) e sua aplicabilidade na escola pública em relação às práticas de leitura da linguagem quadrinística no Ensino Médio desde a sua instituição até a contemporaneidade. Ele insere-se no campo da Linguística Aplicada que tem a língua materna como objeto de pesquisa. A construção dos dados deu-se com a aplicação de um questionário contendo questões abertas com os professores de Língua Portuguesa da Escola Estadual Berilo Wanderley, com a finalidade de investigar como se configuram as concepções teórico-metodológicas que subjazem as práticas desses profissionais com os gêneros dos quadrinhos. A pesquisa tem fundamentação teórica embasada nos pressupostos desenvolvidos por Bakhtin (2003), Ramos (2009), Vergueiro e Ramos (2009), entre outros. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de haver o (re)dimensionamento da prática desses educadores para o trabalho com a linguagem quadrinística na modernidade, uma vez que ela encontra-se inserida em vários materiais didáticos, em diferentes instrumentos de avaliação da competência leitora dos alunos nos diferentes níveis de ensino. Palavras-chave: Gêneros dos quadrinhos. PNBE. Ensino de leitura

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OS MÉTODOS DE ENSINO DA PRÁTICA DO PROFESSOR DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Francisca Jucélia da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente trabalho tem como objetivo analisar a prática de ensino de dois (02) professores de língua estrangeira de escolas públicas do Ensino Médio, da cidade de Pau dos Ferros, especificamente no que concerne aos métodos de ensino adotados por esses professores. Para fundamentar nosso trabalho, buscamos conhecer as discussões de teóricos como Almeida Filho (1993, 1998 e 1999), Barcelos (2004), Dewey (1933), Fonseca (1999), Grigoletto (2000), Moita Lopes (1996), Peirce (1887/1958), Riley (1997) e Totis (1991), que discutem o processo de ensino/aprendizagem. Para atingirmos o nosso objetivo, tivemos que coletar os dados observando cinco (05) aulas de língua inglesa de cada professor pesquisado, como também aplicar um questionário, para que, assim, pudéssemos analisar e identificar os métodos adotados pelo professor na prática de sala de aula. Na análise dos dados, percebemos que os professores pesquisados têm consciência dos métodos que utilizam em sala de aula e sua importância para aprendizagem de seu público alvo, ou seja, seus alunos. No entanto, apesar do professor ter consciência da importância de seus métodos para a aprendizagem de seu alunado e procurar adaptar os métodos a cada sala de aula, o sistema educacional parece não colaborar com o trabalho do professor. Nossa expectativa é de que, independente da metodologia tradicional utilizada pelo professor, acreditamos no sucesso do processo de ensino/aprendizagem da língua estrangeira. Palavras-chave: Prática ensino/aprendizagem.

de

ensino.

Língua

estrangeira.

Metodologia.

Abordagens.

Processo

de

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A MÚSICA COMO RECURSO DIDÁTICO NAS AULAS DE LÍNGUA ESTRANGEIRA Francineudo Duarte Pinheiro JÚNIOR Universidade Federal do Ceará O presente trabalho está inserido dentro da área de ensino de línguas e enfoca, precisamente, o uso da música como recurso didático nas aulas de língua estrangeira, fato este que vem se tornando bastante frequente no seu ensino. O que se pretende é demonstrar a eficácia desse recurso lúdico nos objetivos didáticopedagógicos do ensino de língua estrangeira, como compreensão, aquisição de vocabulário, aspectos fonéticos e fonológicos e o aprofundamento cultural, fatores importantíssimos e que, também, contribuem para a aquisição da língua estrangeira. Para demonstrar a eficácia desse recurso didático, um grupo de alunos foi submetido a um questionário para investigar as suas impressões em relação à utilização da música em sala de aula, bem como em suas experiências extraclasse, havendo, também, uma conversa com os professores envolvidos nos processos para identificar as dificuldades encontradas no uso desse recurso. O questionário mostrou que o uso da música pode contribuir para o estímulo e a motivação dos alunos em relação às diferentes atividades na língua-alvo, oferecendo, também, a oportunidade de um espaço de debate intercultural através dos temas socioculturais abordados por ela. Desse modo, podem ser despertados, simultaneamente, os conhecimentos linguístico e cultural. A utilização da música em sala de aula, portanto, não representa apenas um estímulo lúdico e uma motivação no processo de aprendizagem e aquisição da língua, mas também uma oportunidade de desenvolver as habilidades comunicativas e o conhecimento cultural dos alunos. Palavras-chave: Música. Língua Estrangeira. Ensino.

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A IMPORTÂNCIA DOS GÊNEROS TEXTUAIS NO ENSINO DE LÍNGUA INGLESA José Rosamilton de LIMA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho, destaca-se a importância dos gêneros textuais no ensino de Língua Inglesa como forma de proporcionar uma aprendizagem voltada para o uso efetivo da língua. Tem-se como base as concepções de ensino de língua estabelecidos nos PCNs (1997) e em Widdowson (1991), e, também, em estudos de Marcuschi (2008) sobre os gêneros textuais. Defende-se que o uso de diversos gêneros na escola é uma forma de dinamizar o ensino de Língua Inglesa, pois torna a sala de aula um ambiente mais presente e significativo para a vida do aprendiz, por fazer compreender a necessidade de estudar essa língua e a contribuição desse estudo com objetivos possíveis de serem alcançados. Os gêneros textuais se caracterizam pela variedade de formatos e a centralidade no processo comunicativo, eles são veículos utilizados no meio social para atingir objetivos específicos de comunicação. Por isso, devemos considerar como aspecto mais importante a utilização destes, no ensino de línguas pela sua funcionalidade sócio-comunicativa. A utilização dos gêneros textuais proporciona ao aprendiz conhecimentos culturais e contribui para a sua formação na sociedade de forma a compreendê-la e poder atuar ativamente exercendo o seu papel de cidadão. Portanto, os gêneros textuais devem ser trabalhados adequadamente em sala de aula levando o aluno a perceber que a sua aprendizagem está baseada em conceitos significativos para que este possa refletir isso em suas ações cotidianas. Palavras-chave: Gêneros Textuais. Aprendizagem. Ensino. Língua Inglesa.

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CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM E CONCEPÇÕES DO PROCESSO ENSINO-APRENDIZAGEM: O FAZER DOCENTE NAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA Márcia Betânia de OLIVEIRA Samira Fontes Carneiro de ANDRADE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Partindo do princípio de que concepções, ideias e teorias sustentam a prática pedagógica, busca-se o aprofundamento dos referenciais teóricos a partir da investigação empírica para a constatação de quais concepções de linguagem estão presentes no cotidiano escolar e quais relações apresentam com as teorias de ensino-aprendizagem. Este trabalho investigou de forma superficial a ação pedagógica de seis professores dos anos iniciais do ensino fundamental de escolas de Mossoró/RN, para identificar concepções de linguagem e de ensino-aprendizagem, em aulas de Língua Portuguesa. Foi desenvolvido a partir das discussões efetivadas durante a disciplina Ensino de Língua Portuguesa I. A metodologia se deu através de: estudos teóricos como Cordeiro (2007), Fontana & Cruz (1997), Travaglia (1996), e o Parâmetro Curricular Nacional da área (1997); observação e registros escritos em classe durante aulas de Língua Portuguesa nos anos iniciais do ensino fundamental, realizados por alunos graduandos do curso de Pedagogia da UERN; sistematização e análise dos dados obtidos. Apesar do pouco tempo de observação, pôde-se identificar que os seis docentes investigados afirmam assumir uma postura construtivista em sala de aula, compreendendo a linguagem como uma forma de interação; nesta direção a prática pedagógica dos professores revela traços da teoria interacionista de ensino-aprendizagem. Portanto, fica evidenciada aos alunos de Pedagogia a importância do conhecimento sobre as concepções de linguagem e as teorias de ensino-aprendizagem para a melhor efetivação da aprendizagem, relacionadas à linguagem. Palavras-chave: Concepções de linguagem. Teorias de ensino-aprendizagem. Prática pedagógica.

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GT 3 – OS CONTEÚDOS E AS METODOLOGIAS NO ENSINO DA GRAMÁTICA Dra. Célia Barbosa de Medeiros (UnP) celiabarbosa@unp.br, celiabarbos@hotmail.com Dr. João Gomes da Silva Neto (UFRN) gonet46@yahoo.com.br Dra. Maria das Graças Soares Rodrigues (UFRN) gracasrodrigues@gmail.com Abordagens teóricas e metodológicas de gramática, texto e discurso e suas relações com a formação e a prática docentes. As sequências textuais e o ensino de língua materna. Os gêneros e sua contribuição para o ensino de gramática. O ensino de gramática numa abordagem de uso, produção e análise.

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REFLEXÕES SOBRE OS USOS E GRAMÁTICA Alvanira Lucia de BARROS Universidade Federal de Campina Grande Este texto traz algumas reflexões sobre a descrição do verbo bater, sob o enfoque dos aspectos sintáticosemântico-pragmáticos. Nossa proposta é mostrar outros usos do sentido mais concreto para o mais abstrato, considerando os contextos em que o verbo se insere e as funções por ele desempenhadas na sua forma mais abstrata. Nesse sentido, tentaremos responder à seguinte questão: Quais as relações sintático-semânticopragmáticas relativas ao uso de construções com o verbo bater? Para tratar desse fenômeno, adotamos a linguística cognitiva de base experiencialista de Lakoff e Johnson (2002, p.68), pela interface que essa área de estudo estabelece com a linguistica funcional. Lakoff e Johnson (2002) introduziram uma importante contribuição para o redirecionamento dos estudos linguísticos, ao constatarem que grande parte dos enunciados da linguagem cotidiana são metafóricos. Afirmam que “Os processos do pensamento são em grande parte metafóricos”. (LAKOFF e JOHNSON, 2002, p.48) Partimos do ponto de vista de que é preciso considerar uma postura metodológica que incorpore o homem como produtor de discursos significativos. Sendo assim, acreditamos que compreender as relações sintático-semântico-pragmáticas que estão por trás do verbo, implica em ver e pensar a língua em uso de forma reflexiva, contribuindo para o processo de construção dinâmico realizado por e entre sujeitos falantes inseridos em contextos socioculturais Palavras-chave: Gramática. Uso. Verbo. Metáforas.

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O EMPREGO DO ADJETIVO COMO ELEMENTO MODALIZADOR Ana Catarina Ferreira Cabral OLIVEIRA Maria Aparecida da Silva ANDRADE Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy Este trabalho apresenta uma pesquisa sobre o processo de modalização a partir do emprego dos adjetivos. Para tanto, buscou-se compreender o conceito e a importância das modalidades Epistêmica e Deôntica na construção de sentidos, bem como estabelecer uma discussão sobre a abordagem dos adjetivos desde sua concepção tradicional até sua aplicabilidade como um instrumento argumentativo. Esse tema vem sendo discutido cientificamente, por diversos teóricos da linguística contemporânea, uma vez que, segundo esses estudiosos, ele permite repensar a enunciação, possibilitando inúmeras questões que facilitam entendimento daquilo que foi dito. A pesquisa foi de natureza bibliográfica, realizada por meio de busca em referenciais teóricos publicados, tanto no meio impresso como digitalizado, que serviram de base para o estudo teórico sobre o assunto, e para a análise de livros didáticos de Língua Portuguesa do 6º ano do Ensino Fundamental, a fim de verificar como o adjetivo é abordado nessas publicações, traçando-se um paralelo entre as duas abordagens. O resultado encontrado mostra que, na gramática tradicional, o adjetivo é analisado como um termo que sempre acompanha um nome, ora qualificando-o, ora caracterizando-o, podendo ainda modificarlhe o sentido; sendo considerado como termo acessório, sem lhe ser atribuída nenhuma outra função mais significativa. No entanto, por meio do estudo das modalidades, essa classe gramatical pode ser reconhecida como um elemento argumentativo. Palavras-chave: Gramática. Modalização. Adjetivo.

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UMA REFLEXÃO SOBRE O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA Ana Maria C. Almeida DINIZ Glaucia Clélia SOUSA Universidade Federal do Rio Grande do Norte O ensino de língua materna é ainda um tema gerador de polêmicas e discussões, por tratar-se de uma prática pedagógica complexa, pois está alicerçada ao uso exclusivo de normas gramaticais, admitindo a presença de atividades descontextualizadas, ou seja, desligadas de qualquer utilidade prática que possa ter para o aluno, quando tal ensino deveria voltar-se para o desenvolvimento da competência comunicativa do falante, permitindo-lhe o conhecimento das variedades linguísticas e do contexto de produção dos enunciados. Sendo a língua estudada um objeto em constante mutação não pode ser reduzida a regras que não acompanham tal evolução. O seguinte artigo pretende apresentar uma reflexão, embasada em textos produzidos Bagno e Travaglia, sobre como se constitui o ensino de gramática na maioria das instituições escolares e sugerir propostas que visam abordar o ensino de língua de maneira mais significativa, mais produtiva, de forma a possibilitar o aluno uma reflexão sobre a língua e utilizá-la em diferentes contextos comunicativos. Palavras-chave: Ensino. Língua Materna. Competências Linguísticas.

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O ENSINO DE GRAMÁTICA A PARTIR DE REGULARIDADES DE USOS EM SEQUÊNCIAS DESCRITIVAS Célia Maria Medeiros Barbosa da SILVA Universidade Potiguar O ensino da língua materna tende a ser centrado, até hoje, nos estudos gramaticais. Isso porque parte-se do entendimento da nomenclatura gramatical como eixo principal, em que descrição e norma se confundem na análise do enunciado. Os Parâmetros Curriculares Nacionais – tanto os do Ensino Fundamental (PCNEF, 1998) como os do Ensino Médio (PCNEM, 1999) – enfatizam a ideia de que o aluno trabalhe as questões linguísticas para propósitos pragmáticos e comunicativos de maior evidência, ligados a seu ambiente histórico e social. Com isso, esses documentos resumem essa prática na atividade cujo objetivo busca a “análise e reflexão sobre a língua”. Nesse caso, o trabalho analítico e reflexivo acerca da língua tem como ponto fundamental o exame das estruturas mais regulares percebidas no desempenho discursivo. Há, portanto, uma preocupação em investigar os usos linguísticos mais elementares, como um continuum, escalar, até chegar ao mais complexo. Considerando, então, que o ensino de gramática seja trabalhado a partir de regularidades de usos, este estudo objetiva analisar o emprego dessa prática em sequências descritivas. Para isso, faremos usos do conceito operacional de prototipicalidade (Cf. GIVÓN, 1984; NEVES, 2006; TAYLOR, 1992) para explicar que, partindo do regular – o prototípico –, as questões gramaticais podem ser mais bem trabalhadas em sala de aula. Por meio de alternativas que buscam, principalmente, explicar melhor os aspectos gramaticais, a partir de seus usos, esse conceito é apresentado ao professor como forma de tornar o ensino de português mais eficiente e próximo da realidade comunicativa dos alunos. Palavras-chave: Língua portuguesa. Ensino de gramática. Usos. Protótipos. Sequências textuais.

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A REPETIÇÃO LEXICAL FAVORECENDO A PROGRESSÃO TEXTUAL EM TEXTOS ARGUMENTATIVOS Elis Betânia Guedes da COSTA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho é um recorte da minha dissertação de mestrado intitulada "Mecanismos de coesão referencial na produção escrita de alunos concluintes do Ensino Fundamental”. O mesmo tem como objetivos identificar e analisar as formas e funções das repetições lexicais mais recorrentes em produções de textos argumentativos de alunos do 9° ano do Ensino Fundamental, na rede Estadual de ensino, observando-se a construção e manutenção do eixo temático. No que concerne à metodologia, subsidiamo-nos em pesquisas etnográficas, seguindo os princípios da abordagem qualitativa de natureza interpretativista. Para a realização deste estudo, fundamentamo-nos em trabalhos de vários autores, entre eles: Koch (1998, 1999, 2002, 2004, 2006), Marcuschi (1983, 1992, 1999) e Araújo (2002). A análise dos textos comprova que a r-lexical é bastante recorrente nesses textos sendo encontradas nas formas literal, com variação e estrutural. No que concerne a função percebemos uma tendência da repetição do título com função introdutória o que favorece também a delimitação do tema. Palavras-chave: Repetição lexical. Textos argumentativos. Progressão textual.

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UMA ANÁLISE DA PROPOSTA DE ENSINO DA ARGUMENTAÇÃO E DOS GÊNEROS TEXTUAIS EM UM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA Emiliana Souza Soares FERNANDES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Esta pesquisa apresenta a análise do livro didático: Na trama do texto: língua portuguesa (PEREIRA & PELACHIN, 2004), da editora FTD, Ensino Médio (vol. do professor), tendo como objeto de estudo o ensino da argumentação e dos gêneros textuais proposto pelo referido livro. Para tal, nos ancoramos em diretrizes nacionais, como por exemplo, os Parâmetros Curriculares Nacionais para o ensino médio (2000), visto que esse documento enfatiza o trabalho de leitura e produção textual tendo como objeto de ensino os gêneros discursivos e um trabalho que aprimore a competência linguística, argumentativa e a proficiência discursiva dos contingentes escolares, já que a capacidade de argumentar mostra-se de suma relevância para a construção da cidadania e de um aluno crítico da realidade em que está inserido. Ressaltamos que esta pesquisa seguirá uma abordagem qualitativa, de base interpretativista e adotamos como pressupostos teóricos os trabalhos sobre gêneros e argumentação, à luz dos fundamentos dos estudos de Bakhtin (1992), de Koch (1995, 1996 e 2002) e de Adam (2008, 2009). Por fim, constatamos que embora exista um grande avanço nas perspectivas metodológicas para o ensino de LM a partir das contribuições dos teóricos supracitados e apesar de os PCNs abordarem reflexões teóricas e metodológicas de importância para a revisão de práticas pedagógicas descontextualizadas da vida real, ainda, visualizamos uma dificuldade de compreensão no que concerne aos gêneros e aos tipos textuais além de propostas de exercícios baseados na gramática tradicional e o ensino da argumentação descontextualizado, no LD. Palavras-chave: Gêneros. Argumentação. Ensino. Língua Portuguesa. Livro didático

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OS ESTUDOS LINGUÍSTICOS E UM NOVO PARADIGMA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Francisco Ribeiro Silva JÚNIOR Universidade Federal do Maranhão O trabalho ora proposto objetiva inventariar, em linhas gerais, a contribuição dos estudos da linguagem, sob a égide da Linguística e seus diferentes ramos ou disciplinas, para o ensino de língua portuguesa na Educação Básica. Leva-se em consideração a emergência de um novo paradigma didático-pedagógico para essa disciplina escolar, conforme apontado por diversos autores. Diante da constatação, realizada por grande número de pesquisas, da persistência de um ensino de Língua Portuguesa centrado na gramática normativa, busca-se evidenciar a importância dos estudos da linguagem para o campo educacional, na construção de uma alternativa didático-pedagógica ao ensino gramaticalista de língua materna. Enfocam-se alguns pressupostos teóricos e práticos provenientes das diferentes disciplinas linguísticas, com ênfase na Linguística Textual, na Sociolinguística e na Linguística Aplicada ao Ensino. Para tanto, recorre-se a um referencial teórico diversificado, que inclui autores de cada um desses campos, no intuito de resgatar-lhes os pressupostos mais importantes que possam contribuir para uma transformação paradigmática no ensino de língua materna. Conclui-se que a adoção de um novo paradigma de ensino da disciplina em questão não pode prescindir da constituição de um corpus de conhecimentos científicos respaldados nos contínuos avanços da Linguística, bem como em políticas diferenciadas de formação de professores, tanto inicial quanto continuada, na busca de uma (re)definição de objetivos, conteúdos e métodos do ensino de língua materna. Palavras-chave: Ensino de língua portuguesa. Mudança de paradigma. Gramática. Linguística.

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LÍNGUA E USO: DIDATIZAÇÃO NA REGÊNCIA DE CLASSE Josilete Alves Moreira de AZEVEDO Universidade Federal do Rio Grande do Norte/ CERES/ Campus de Currais Novos Esta investigação analisa como os alunos-mestres fazem a didatização dos saberes linguísticos e didáticopedagógicos no contexto do ensino fundamental, a partir dos registros em relatórios na regência de classe. Elegemos como objetivo investigar, descrever e analisar como ocorre a prática pedagógica e procurar compreender, principalmente, a articulação dos pressupostos teóricos do funcionalismo com a concepção de linguagem adotada, com os objetivos de ensino de Língua Materna e com as estratégias didáticas fundamentadas numa proposta que privilegia os usos linguísticos. É um estudo situado no âmbito da Linguística Aplicada, constituindo-se em uma pesquisa qualitativa de natureza interpretativista do ambiente do Estágio Supervisionado do curso de Letras, tendo como real significação o propósito de compreender a prática de ensino como uma instância do processo de formação profissional. Como resultados mais relevantes, evidenciamos as dificuldades que os estagiários apresentam com relação à prática de ensino, tendo em vista que realizam a didatização e a transposição dos saberes linguísticos adquiridos no curso na contramão da abordagem funcionalista, desviando-se do ensino pautado nos usos da língua para um ensino metalinguístico. Todavia, a descoberta surpreendente e preocupante revelada no fazer pedagógico destes alunos refere-se ao equívoco teórico-metodológico que têm em relação a estas duas perspectivas de ensino de língua que trilham caminhos divergentes. Constatamos, portanto que os alunos selecionaram as bases teóricas de suas ações construindo um discurso transbordante de ideias e princípios sobre o ensino pautado nas funções e usos reais da língua, enquanto na prática desenvolveram ações didáticas voltadas para um ensino metalinguístico. Palavras-chave: Língua. Usos. Didatização. Ensino.

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O USO DOS GÊNEROS TEXTUAIS COMO MÉTODO AUXILIAR NO EMBATE ENTRE A LINGUAGEM ORAL E ESCRITA Juciene Silva de Sousa NASCIMENTO Universidade Estadual de Feira de Santana Este presente estudo tem como temática o embate entre a linguagem oral e escrita, haja vista que durante o processo de ensino aprendizagem, percebe-se muitas dificuldades nas produções escritas, assim como nas realizações das atividades, por existir uma diferença latente do que se fala e o que se escreve. Nessa perspectiva, nessa pesquisa objetivou-se buscar a razões pelas quais os alunos resistem aceitar o ensino aprendizado de gramática, assim como analisar métodos que o professor pode utilizar nas suas práticas no ensino de gramática, para que assim, possam ser aplicados os gêneros textuais na sala de aula como componente importante no ensino de Língua Portuguesa. Esse estudo delimitou-se em pesquisa de campo, com uma abordagem qualitativa, utilizando-se da pesquisa-ação, para melhor obter os dados, a fim de interferir na realidade do espaço pesquisado através de uma oficina de gêneros textuais, realizada com alunos do 4º ano de Ensino Fundamental I. Constatar-se-á, nessa pesquisa, que uma prática constante com os gêneros textuais proporcionará a diminuição do embate entre a linguagem oral e escrita, de maneira a contribuir para o domínio das variações linguísticas. Palavras-chave: Variação linguística. Linguagem oral e escrita. Gêneros textuais.

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OS GÊNEROS TEXTUAIS E O ENSINO DE GRAMÁTICA: UMA ABORDAGEM SINTÁTICO-SEMÂNTICA DO TEXTO EM SALA DE AULA Julio Neto dos SANTOS Ivanaldo Oliveira dos Santos FILHO Universidade do Rio Grande do Norte O objetivo deste trabalho é propor uma abordagem sintática e semântica do texto em sala de aula. Sabe-se que o ensino de gramática no ensino fundamental e médio sofre de problemas de aprendizagem devido ao tratamento dado ao ensino de gramática que visa apenas o estudo de frases descontextualizadas. O aluno não compreende os chamados exercícios escolares porque eles não têm uma vivência efetiva com os conteúdos estudados. O professor ensina apenas regras que não tem função alguma, a não ser memorização destas. Este trabalho propõe uma metodologia que alia a gramática e o texto em uso para melhor compreensão da gramática de normas. O texto não é apenas um pretexto para decorar regras, ele é um instrumento de construção de sentidos que está vinculado a uma dada esfera da produção de linguagem. O uso do texto visa aplicar as regras da gramática na produção de textos. Cada texto tem uma configuração própria e regras diferentes dependendo do gênero textual que este compõe. Portanto, conclui-se que uma abordagem sintático-semântica do texto em sala de aula com vistas ao aprendizado da gramática é uma forma mais produtiva de aprender gramática sem recorrer aos exercícios escolares que já vem prontos nos livros didáticos. Palavras-chave: Gêneros textuais. Gramática. Semântica. Contexto.

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UMA REFLEXÃO DO ENSINO DA ANÁLISE LINGUÍSTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL II Marcela MONTEIRO Camila SOUZA Universidade Federal de Pernambuco A Análise Linguística, como propõe Wanderley Geraldi (1997), é um dos eixos do ensino de português, caracterizado pelo estudo dos aspectos linguísticos e discursivos da língua em uso, ao lado da leitura e da produção textual, e se apresenta como alternativa ao tradicional ensino gramatical. Todavia, distanciando-se do que propõe Geraldi, o ensino de gramática, historicamente, quase sempre esteve divorciado tanto da leitura, quanto da produção textual, enquanto manifestações concretas da linguagem, conforme aponta Neves (2002). Destarte, a fim de investigar como se efetiva a prática docente no que tange à AL, esta pesquisa realizou-se em duas escolas: uma pública estadual e uma de aplicação; o nível de ensino observado foi o fundamental II e a coleta de dados se deu por meio de gravações de voz e registros em diário de campo. Assim, observamos: as estratégias utilizadas pelos professores para promover a reflexão linguística e discursiva; o predomínio da dedução ou indução nas aulas de AL; o tratamento dado às variedades linguísticas; e o papel atribuído à nomenclatura na aula de português. A partir da análise realizada, constatamos que, no colégio de aplicação, há uma prática favorável a reflexão sobre a língua, enquanto que, na escola estadual, encontramos um ensino próximo da prática tradicional, com ênfase no reconhecimento de estruturas. A partir desse resultado, acreditamos ser relevante o desenvolvimento de políticas de formação docente que apresentem estratégias de promoção da AL e que destaquem a importância da reflexão sobre a língua nas práticas de ensino do professor de português. Palavras-chave: Análise linguística. Ensino fundamental II. Prática docente.

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A SINTAXE DO PORTUGUÊS BRASILEIRO E O ENSINO DE GRAMÁTICA Marco Antonio MARTINS Universidade Federal do Rio Grande do Norte Kássia Kamilla de MOURA Bolsista de IC/Universidade Federal do Rio Grande do Norte Fernanda Eliza Silva GALDINO Bolsista de IC/Universidade Federal do Rio Grande do Norte Tendo por base pressupostos da teoria da variação e mudança linguística, com implicações diretas no ensino da língua, esboçamos neste trabalho algumas sugestões metodológicas para um ensino de gramática que considere resultados de estudos em linguística acerca da sintaxe do Português Brasileiro (PB). Mais especificamente, retomaremos estudos relacionados à sintaxe da ordem dos pronomes oblíquos átonos (pronomes clíticos) nas gramáticas do português, com especial atenção ao PB, e esboçaremos algumas sugestões de como esses resultados podem (e devem) estar presente na prática de ensino de Língua Portuguesa nos bancos escolares. Em nossa discussão, abordaremos as seguintes questões: (i) o que os resultados de estudos linguísticos nos dizem sobre os padrões de colocação dos pronomes clíticos no PB? (ii) De que modo esses resultados espelham a norma do PB – e, de fato, o que se entende por norma no contexto brasileiro? e (iii) como, numa abordagem que considere uso, produção textual o ensino de gramática, a sintaxe de colocação dos pronomes clíticos deve ser discutida e ensinada no contexto escolar? Essas questões serão abordadas a partir de um ponto de vista segundo o qual o papel da escola deve visar a um propósito social, conforme estabelecem os Parâmetros Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa. Palavras-chave: Sintaxe do PB. Ensino de gramática. Norma. Clíticos.

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O OBJETO DE ENSINO DA AULA DE PORTUGUÊS E OS USOS SOCIAIS DA LÍNGUA Maria Aparecida Calado de Oliveira DANTAS Universidade Estadual da Paraíba Partindo do pressuposto de que “Saber falar significa saber uma língua e saber uma língua significa saber uma gramática”(...) este trabalho foi desenvolvido com a proposta de refletir sobre a persistência de uma prática pedagógica, utilizada por professores de língua portuguesa, voltada para a perspectiva reducionista da língua, em que as palavras se apresentam “mortas”, descontextualizadas, favorecendo o ensino sem nenhum direcionamento interacional e reforçando a tese de ações que não perpassam o domínio de iniciativas assistemáticas, eventuais e isoladas, e assim, a gramática passa a ser entendida como o resultado de um processo previamente analisado e definido por suas regras e classificações, como o produto final do que se poderia extrair ou entender por Língua Portuguesa, postura essa fundamentada nos livros didáticos, o que não exige do aluno nenhuma reflexão sobre a língua e nem oferece oportunidade de encontrar nela os seus sentidos e possibilidades de uso, de acordo com o objetivo e a situação discursiva. As proposições aqui mencionadas foram fundamentadas na observação de metodologias aplicadas, nos PCN, além de teóricos como Irandé Antunes, João Wanderley Geraldi, Sírio Possenti, Mikhail Bakhtin, entre outros, o que permite retratar com maior evidência o enfoque dado ao estudo da gramática pela gramática, descontextualizada e distante dos falantes, o que acaba por provocar um violento afastamento de duas constantes indissociáveis no estudo da língua materna: língua e vida. Palavras-chave: Gramática. Interação. Língua. Prática.

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INSTRUMENTOS ESPECÍFICOS PARA AVALIAR: RELATO DE EXPERIÊNCIA Maria das Graças Soares RODRIGUES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Um dos desafios do processo de ensino e aprendizagem é a avaliação do conhecimento. É comum ouvirmos professores expressarem suas ansiedades concernentes ao ato de avaliar, uns reclamam que é um ato muito subjetivo, outros que implica identificar todos os erros. Tradicionalmente, os professores não distinguem os atos de corrigir e avaliar, certamente, isso pode constituir uma das causas das dificuldades. Enfim, a decisão acerca do que avaliar em um gênero discursivo oral ou escrito varia muito na opinião dos professores. Partindo desse pressuposto e subsidiando-nos na abordagem qualitativa, realizamos um trabalho, em um curso de formação continuada destinado a professores de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, visando a responder às seguintes questões: (1) o que é avaliar? (2) como avaliar um gênero discursivo escrito produzido pelo aluno? (3) como avaliar gêneros discursivos orais? Para responder a essas perguntas, estabelecemos como objetivos: (1) refletir sobre o ato de avaliar; (2) planejar a solicitação da atividade e (3) produzir um instrumento de avaliação a partir do que fora realmente solicitado. É, pois, nosso propósito, relatarmos essa experiência vivenciada com professores em serviço, tendo como resultado principal o reconhecimento da relevância de se elaborar instrumentos específicos para avaliar cada atividade. Palavras-chave: Gêneros discursivos orais. Gêneros discursivos escritos. Instrumento específico para avaliar.

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O ENSINO DE LITERATURA EM AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA NO NÍVEL MÉDIO Netanias Mateus Souza CASTRO José Cezinaldo Rocha BESSA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Um grave problema que tem se perpetuado ao longo dos anos no ensino de língua portuguesa no Brasil, conforme apontam diversos estudiosos da linguagem, é a priorização do ensino de gramática, em detrimento do ensino de leitura, produção de textos e de literatura. Com o advento da teoria de gêneros textuais/discursivos e sua incorporação nos PCNs de Língua Portuguesa, novos direcionamentos foram dados ao ensino de língua portuguesa, dentre os quais se encontram a proposta de dotar o aluno da capacidade de se apropriar da literatura. Considerando essa nova configuração, buscou-se observar como se dá o ensino de literatura em aulas de Língua Portuguesa no nível médio. Para realização dessa pesquisa, adotou-se o procedimento de elaborar notas de campo de aulas observadas nas turmas de 1º, 2º e 3º anos do ensino médio de uma escola pública da cidade de São Francisco do Oeste, RN. Como respaldo teórico, tem-se, entre outros, os estudos de Martins (2006) e Lajolo (2004), bem como os postulados de Possenti (1996), que aponta que, ao concluir o segundo grau, atual ensino médio, o aluno deve conhecer a literatura contemporânea, os principais clássicos da língua e os principais clássicos da literatura universal, mesmo que em edições condensadas. Os resultados apontam que havia muito pouco incentivo e quase nenhuma iniciativa para que os alunos tomassem gosto pela literatura, já que a ênfase era o ensino exaustivo de regras gramaticais. Conclui-se que o ensino de literatura no nível médio, apesar dos novos direcionamentos, ainda precisa assumir uma perspectiva de contribuir com a formação de leitores literários. Palavras-chave: Ensino de gramática. Literatura. Ensino médio.

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MÉTODOS DE ALFABETIZAÇÃO E LINGUAGENS Verônica Palmira Salme de ARAGÃO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte/Universidade Federal do Rio de Janeiro A ideia desse trabalho é mostrar como leitura e escrita são atividades recíprocas, uma vez que uma pressupõe a outra, assim não é possível cobrar a produção textual do aluno sem anteriormente apresentar-lhe modelos de escrita. Kato (1999) defende os métodos: sintético (centrado na palavração) e analítico (voltado para os níveis da linguagem: fônico, silábico, frase etc.). Serão abordados os pressupostos teóricos construtivista, interacionista e letramento com o fim de contribuir para o ensino não só de leitura, mas de escrita também, considerando a importância de ambos. Para isso, é importante mostrar ao aluno a amplitude do conceito de linguagem em função de sua heterogeneidade, seja em termos de forma (verbal e não-verbal), seja pelas possibilidades de expressão (oral ou escrita) e por fatores externos (social, econômico, regional, profissional, etário etc.). Essa diversidade é investigada por teorias diferentes, daí a relevância de se conhecer um pouco da Sociolinguística, da Gramática Textual, e da Gramática Normativa, considerando seus diferentes objetos de estudo: a língua em sua variedade, no primeiro caso, o texto, no segundo, e a norma culta, no terceiro. Os PCN abordam essas temáticas e sugerem um ensino que explore a heterogeneidade linguística, mas também princípios democráticos, como a solidariedade, necessários à convivência em sociedade. Palavras-chave: Alfabetização. Linguagem. Ensino. Educação Infantil. Educação de Jovens e Adultos.

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GRAMÁTICA E GÊNERO DISCURSIVO: ESTUDO PRELIMINAR ACERCA DA ABORDAGEM DE ENSINO ENFOCADA EM DOCUMENTOS OFICIAIS Vilma Nunes da SILVA Universidade Federal do Tocantins Esta comunicação apresenta uma pesquisa em processo que se encontra pautada numa discussão preliminar sobre a elaboração e utilização, enquanto ferramentas teóricas norteadoras das ações educativas, das Orientações Curriculares para o Ensino Médio e da Proposta Curricular do Estado do Tocantins – SEC, com enfoque no confronto das perspectivas teoria e prática, iniciada durante o Estágio Supervisionado de Língua Portuguesa, com alunos do Curso de Letras da Universidade Federal do Tocantins / Campus de Araguaína. Este estudo introduz em seu escopo uma reflexão diagnóstica acerca do ensino de gramática com base nos gêneros discursivos, privilegiando a língua em seu contexto de uso e enquanto prática social constituída na e para a interação dos sujeitos. Objetiva-se verificar a relevância das OCEM, assim como da PCT–SEC para o fazer pedagógico do docente, no tocante à projeção de mudanças significativas da sua prática, com vistas no redimensionamento do ensino de língua portuguesa, postulado pelas investigações linguísticas do momento atual. Para isso, partiu-se de uma leitura crítica dos textos, como também dos marcos teóricos que lhes dão suporte, tendo como pressupostos os trabalhos desenvolvidos por Bakhtin (1992), Marcuschi (2008), Koch (2009), Travaglia (2009), Neves (2004). Optou-se pela modalidade de pesquisa qualitativa, pois os seus procedimentos atendem às prioridades do estudo. Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa. Gramática. Gênero Discursivo.

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GT 4 - PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Dra. Maria do Socorro de Oliveira Brandão (UERN/FAPERN) socbrandao@hotmail.com Mnda. Gláucia Maria B. Marques (PPGL/UERN) glauciabastosmarques@yahoo.com.br Mnda. Orfa Noemi Gamboa Padilla (PPGL/UERN) ariesnoes@hotmail.com Esp. Francicleide Cesário de Oliveira Fontes fran.cesario@hotmail.com Este grupo de trabalho procura reunir trabalhos que reflitam sobre as concepções de linguagem que desafiam a prática de Ensino de Língua materna e suas literaturas frente às novas tecnologias, métodos e abordagens; suas implicações, tendências e perspectivas.

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O GÊNERO RESENHA EM SALA DE AULA: UMA EXPERIÊNCIA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Ângela Paula Nunes FERREIRA Universidade Federal de Campina Grande A experiência a ser relata é resultado do estágio supervisionado vivenciado na turma B1, do Cursinho Prévestibular Solidário da Universidade Federal de Campina Grande, no período de 26 de maio de 2008 a 04 de agosto de 2008, nas segundas-feiras, de 18:30 às 20:00h, realizado no semestre 2008.1, orientado pela professora Denise Lino. A referida turma era composta por 30 (trinta) alunos oriundos de escolas públicas de Campina Grande e cidades circunvizinhas. Acreditando que o ensino de Língua Portuguesa é viável a partir do trabalho com gêneros no contexto de uma sequência didática, elaboramos uma SD norteada pelo gênero resenha com o objetivo de trabalharmos atividades de leitura, produção e análise linguística. Partindo da noção de que língua é um sistema simbólico que possibilita a participação social, os conteúdos de ensino de Língua Portuguesa foram estruturados em dois eixos básicos: o uso da língua escrita envolvendo atividades de leitura e produção, e a reflexão sobre a língua e a linguagem, envolvendo atividades de análise linguística. A mobilização desses conteúdos só foi possível por meio do estudo com o texto, especificamente, através do gênero textual resenha crítica, pois a partir dela refletimos acerca de situações de usos sociais da língua. Podemos afirmar que, grosso modo, conseguimos alcançar o objetivo geral pensado na sequência didática, que foi produzir e reescrever uma resenha crítica para ampliar o conhecimento teórico e prático sobre este gênero textual e trabalhar a função semântico-discursiva do adjetivo no gênero textual resenha crítica. Palavras-chave: Língua Portuguesa. Ensino. Uso e reflexão.

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A LITERATURA COMO ESTRATÉGIA LÚDICA: EXPERIÊNCIA NO ESTÁGIO SUPERVISIONADO Anielly Isabel Duarte da SILVA Diana Maria Leite Lopes SALDANHA Simone Fontes Leite ANDRADE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho tem como finalidade relatar as observações e as práticas decorrentes do estagio supervisionado II, realizado na escola Municipal de Educação Infantil Pequeno Mario, na cidade de José da Penha/RN. O estágio supervisionado é de fundamental importância para a formação do pedagogo, visto que se constitui espaço de pesquisa no qual podemos refletir sobre as teorias estudadas e a prática observada/vivenciada. Durante o estágio tivemos oportunidade de observarmos o estabelecimento de ensino a fim de obter a maior quantidade de informações relevantes relacionadas à escola campo de estágio. Com essas observações foi possível conhecermos um pouco da realidade da escola, acompanhando as aulas da professora colaboradora, refletindo sobre a teoria e prática. Com base nas observações feitas traçamos um diagnóstico da realidade da escola campo de estágio e propomos um trabalho voltado para a prática de atividades lúdicas e o uso da literatura na Educação Infantil, considerando sua importância e necessidade. Este trabalho está baseado nas teorias de Piaget e Vygotsky. Palavras-chave: Estágio. Lúdico. Aprendizagem.

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PRÁTICA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ESTAGIO SUPERVISIONADO: DESAFIOS E CONQUISTAS Benevenuta Fátima LIMA Marta Maria Silva de Faria WANDERLEY Universidade do Estado da Bahia A Prática Pedagógica e o Estágio Supervisionado do Curso de Letras do Campus IX, da Universidade do Estado da Bahia, tem se caracterizado nos seus espaços e tempos como uma nova proposta de aprendizagem e identidade para os alunos do curso, realizado no decorrer de quatro anos de graduação. A aprendizagem se concretiza de maneira significativa nos diferentes momentos da formação acadêmica, tanto em espaços formais, quando em espaços não-formais. Vale ressaltar que o estágio, enquanto componente curricular da licenciatura, tem proporcionado um eixo norteador da formação docente, tanto a nível pessoal, quanto profissional. Este escrito resulta de análise documental, bem como da experiência vivenciada com os alunos no decorrer do desenvolvimento dos estágios supervisionados. Os relatos marcantes dos estagiários resultam da troca de experiência e a construção do conhecimento de forma coletiva, através do projeto de estágio, do planejamento, dos planos, da avaliação e da socialização das produções. Esta forma de trabalho garante a interferência vinculada entre a teoria e a prática pedagógica, pautada numa constante ação reflexiva do “como” fazer no estágio e na descoberta de novos espaços pedagógicos, tanto para a pesquisa como para novos projetos de intervenção. Palavras-chave: Prática de Ensino. Estágio Supervisionado. Planejamento.

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ESTÁGIO SUPERVISIONADO E FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA MATERNA E LITERATURA: EXPERIÊNCIAS EM ESPAÇOS EDUCATIVOS DIVERSOS Benevenuta Fátima LIMA Marta Maria Silva de Faria WANDERLEY Universidade do Estado da Bahia O objetivo do presente trabalho, resultado de análise documental e da experiência docente, é discutir a respeito de algumas experiências realizadas componente curricular Estágio II do Curso de Letras do Campus IX da Universidade do Estado da Bahia, e sugerir, a partir dos resultados, algumas atitudes práticas para o processo de ensino e aprendizagem de língua materna e literatura. No referido Estágio, desenvolve-se estudos de casos e diagnósticos com vistas à elaboração de projetos de cursos para serem aplicados em espaços educativos variados, bem como minicursos e oficinas pedagógicas direcionadas a programas de ensino tanto para instituições como para projetos comunitários. Ao detectar problemas relacionados a leitura e escrita de alunos da educação básica e de crianças, jovens e adultos em diversos espaços educativos, os estagiários, sob orientação da professora de Estágio, elaboram projetos didáticos pedagógicos com vistas a redução de tais problemas. O trabalho é realizado com vistas a inovação do ensino da língua materna, a fim de superar a institucionalização da crise. O trabalho pretende uma nova postura paradigmática, com vista a um trabalho bem sucedido, que privilegie a leitura, a escrita, a análise linguística e a oralidade, pautado em atividades que envolvem os gêneros textuais e a ludicidade, como forma de promover o interesse, a motivação e a superação das dificuldades relacionadas, principalmente a leitura e escrita, para que os sujeitos aprendam e/ou aperfeiçoem a leitura, a compreensão, a interpretação e a escrita de textos diversos e em situações comunicativas também distintas. Palavras-chave: Estágio. Projeto. Gêneros Textuais. Ludicidade.

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A CONTRIBUIÇÃO DO ESTÁGIO SUPERVISIONADO PARA A FORMAÇÃO DO ALUNO DO CURSO DE LETRAS/CAMEAM/UERN Crígina Cibelle PEREIRA Maria Leidiana ALVES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Discutimos, neste trabalho, a nossa experiência como alunas do Estágio Supervisionado no Curso de Letras/CAMEAM/UERN, partindo da compreensão de que o Estágio é uma oportunidade para o aluno vivenciar momentos reais de sala de aula de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental. Assim, entendemos que o Estágio Supervisionado do Curso de Letras no Campus Avançado “Profª Maria Elisa de Albuquerque Maia”/CAMEAM pode contribuir, de forma significativa, para o desenvolvimento profissional do aluno, à medida que se apresenta como uma ocasião oportuna de efetivar a relação teoria-prática. É, pensando nessa articulação que esse estágio é distribuído em diferentes fases: aulas teóricas, diagnóstico, planejamento, regência, abordagem teórica e seminário de avaliação, sendo que a regência não é realizada exclusivamente nas salas de aula do Ensino Básico, pois se efetiva também em cursos de extensão para os colegas do próprio curso, bem como para a comunidade. No entanto, mesmo considerando esses aspectos positivos do estágio supervisionado, constatamos que a regência em sala de aula do Ensino Fundamental e Médio é ainda insuficiente como experiência efetiva de estágio de prática docente, já que essa experiência é, de certa forma, artificializada pelo conteúdo que, por vezes, se apresenta diferenciado daquele que vem sendo trabalhado nas escolas, e pelo caráter de não continuidade do Estágio Supervisionado. Palavras-chave: Estágio Supervisionado. Ensino de Língua Portuguesa. Curso de Letras

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METODOLOGIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: OS GÊNEROS DO DISCURSO EM SALA DE AULA Gláucia Maria Bastos MARQUES Edmar Peixoto de LIMA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho visa a averiguar de que modo o conceito de gêneros do discurso adentra a sala de aula de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa – MELP e se constitui enquanto objeto de ensino, direcionado à Educação Básica. Para tanto, nosso recorte incidirá sobre o diário de campo construído durante as observações de aula da disciplina de MELP, na Universidade de São Paulo – USP. Ressalvamos que esses diários fazem parte do banco de dados do Projeto PROCAD 08/2008, cujos participantes são a Universidade Federal do Maranhão – UFMA, a Universidade de São Paulo – USP e a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Em nosso percurso analítico, procuramos ancorar nossas discussões nos estudos realizados por Mikhail Bakhtin, assim como buscamos dialogar com outros autores que tratam da temática no processo ensino-aprendizagem da língua, tais quais: Schenewly e Dolz, Marcuschi, Antunes, entre outros. No que tange à explanação, inicialmente buscaremos discutir acerca do conceito bakhtiniano de gêneros discursivos; em seguida, adentrar a análise do diário de campo; para finalmente apresentar os resultados encontrados durante o movimento analítico, tomando como base a teoria do pensador russo. Como resultados preliminares, percebemos no discurso do docente, o qual ministra a referida disciplina, que os gêneros discursivos são textos pertencentes aos diversos campos da esfera social, logo, mais abrangentes do que gêneros textuais que se limitam mais à materialidade do texto. Palavras-chave: Gêneros. Metodologia. Ensino de Língua Portuguesa.

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INVESTIGANDO AS MEMÓRIAS DE LEITURAS DE ADULTOS Kaiza Maria Alencar de OLIVEIRA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Maria do Socorro de Oliveira BRANDÃO Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte A memória nos permite reviver o passado de forma magnífica, colhendo informações precisas para que possam ser compartilhados com outros mais adiante. Logo, este trabalho é parte da monografia do Curso de Especialização em Educação de Jovens e Adultos intitulada: A constituição leitora de jovens adultos, pelo fio da memória, pesquisa realizada na região do Alto Oeste Potiguar, que teve como objetivo investigar como se deu a constituição leitora de jovens e adultos na região do Alto Oeste Potiguar. Nesse sentido, propomos nesse trabalho compreender, a partir das memórias de leitura, como os adultos do bairro Riacho do Meio, no município de Pau dos Ferros – RN se constituem leitores e também compreender como ocorre esse processo. Para chegarmos a esses resultados fizemos um levantamento bibliográfico atualizado na área para respaldar esse trabalho, baeados nos estudos de Bogdan e Biklen (1994); Bosi (1994); Halbawachs (2006); Koch e Elias (2007); Martins (2007); Smith (1989), dentre outros. Como Resultados, percebemos que os sujeitos se constituem leitores a partir de textos ligados as suas práticas cotidianas. Observamos ainda atuação do Projeto BALE no bairro, apontado pelos moradores como grande incentivador da leitura. Do que se conclui que os mediadores de leitura precisam conhecer o interesse dos sujeitos para que a atividade de leitura seja agradável e impulsione os sujeitos a se tornarem leitores. Palavras-chave: Memória. Leitura. Leitor.

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REFLEXÃO DOCENTE E AVALIAÇÃO FORMATIVA: VIAS DE APRIMORAMENTO DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Luciana Maria Moura RODRIGUES Universidade Federal de Campina Grande Neste trabalho analisaremos a conduta de professores em formação no processo de elaboração e correção de questões discursivas aplicadas durante um estágio supervisionado, realizado no segundo semestre de 2008 em uma turma de 2º ano Médio da rede pública de Campina Grande-PB. Relacionaremos tal análise a um conjunto de atitudes reflexivas que deveriam perpassar a atuação/avaliação dos professores em formação durante um estágio docente. Para empreender tal intento, destacam-se os objetivos a seguir: analisar detidamente o enunciado da questão proposta em relação aos objetivos de ensino; detalhar o desempenho dos alunos selecionados, explicitando suas principais limitações e, por último, explicitar pontos positivos e negativos da atuação docente em relação às dificuldades evidenciadas pelos educandos. Entre os referenciais teóricos utilizados, destacam-se sobre a importância da reflexão enquanto reguladora da prática docente (ANDRADE, 2003; EVANGELIISTA 1998; FREIRE, 2002), e, sobretudo Bezerra (2006) e Moretto (2005) tanto sobre a elaboração quanto acerca do desempenho dos alunos em atividades e tarefas escolares. Palavras-chave: Estágio docente. Avaliação formativa. Reflexão. Questões discursivas.

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CONCEPÇÕES DE LINGUAGEM: DA TEORIA À PRÁTICA Maria do Socorro de Oliveira BRANDÃO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Várias teorias compartilham os desafios da linguagem na prática de ensino de Língua e Literatura Portuguesa no enfrentamento da crise no sistema educacional. Para além dos resultados alcançados, observa-se um descompasso entre teoria e prática, atualizando a discussão consolidada nos trabalhos de autores como Geraldi (1984), Koch (1987, 1993), Travaglia (1996), Furlanetto (1997), por um ensino de qualidade. O objetivo deste trabalho é reavaliar as práticas discursivas subjacentes nas bases teórico-metodológicas subsidiadas pelas concepções de linguagem, da teoria à pratica de ensino de Português. Um modelo de desenvolvimento de competência de práticas discursivas e metodologias compatíveis com o objetivo da educação em habilitar profissionais competentes, críticos e comprometidos com a transformação social supõe uma concepção de linguagem adequada e coerente durante o estágio supervisionado de ensino de Língua e Literatura Portuguesa. Questionar-se sobre que concepção de linguagem está sendo empregada pelos professores e graduandos de Letras no estágio supervisionado deve ser uma questão básica a incluir no plano de aula, como alternativa para diminuir a distância entre a teoria e a prática. Palavras-chave: Concepções de linguagem. Práticas discursivas. Ensino de Português.

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SOBRE O ENSINO DE LITERATURA: UMA ANÁLISE DE SUAS PROPOSIÇÕES COM BASE EM CONCEITOS FOUCAULTIANOS Marina Martins Marques de SOUZA Universidade de São Paulo Gláucia Maria Bastos MARQUES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho tem por objetivo apresentar algumas proposições de professores da disciplina de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa – MELP, de uma universidade pública brasileira, no que diz respeito ao Ensino de Literatura. Salientamos que essas proposições são resultado de análises preliminares de alguns diários de campo, os quais vêm sendo realizados em consonância com as atividades desenvolvidas no projeto PROCAD N° 08/ 2008 da CAPES: Disciplinas da Licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa. Como base teórica para nossas análises, lançamos mão da noção de disciplina, tal qual proposta por Michel Foucault, com o intuito de verificar se Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa apresenta uma identidade e se constitui como disciplina. Na realização deste trabalho, foram feitos diários de observações de aproximadamente 10 aulas de um total de 45 observadas, a partir das quais foram discutidas as questões de identidade da disciplina, segundo a proposta foucaultiana. Assim, chegamos às proposições comuns feitas pelos professores, reconhecendo que as mesmas apontam para regularidades em determinadas concepções devido ao contexto em que se encontram, fator que influencia o conteúdo de suas aulas e a identificação das mesmas como partes integrantes de uma disciplina segundo Foucault. Palavras-chave: Proposição. Disciplina. Metodologia de Língua Portuguesa.

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PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA: RELATO DE EXPERIÊNCIAS Marise Adriana Mamede GALVÃO Universidade Federal do Rio Grande do Norte O Programa PIBID (Programa institucional de bolsa de iniciação à docência), apoiado pelo MEC, tem com objetivo mais amplo a melhoria do ensino na escola pública, buscando qualificar futuros professores em áreas do conhecimento específico. No que se refere ao ensino de Língua Portuguesa, há uma preocupação central com a leitura e a produção textual, tendo em vista os níveis obtidos por algumas escolas concernentes ao IDEB, o que levou o MEC/Universidade a tentar formas de minimizar o problema da capacidade do aluno de ler e produzir textos. Assim sendo, o trabalho em questão objetiva relatar experiências no desenvolvimento de práticas voltadas para a melhoria da produção textual de alunos do ensino médio, em uma escola selecionada pelo PIBID, envolvendo graduandos em Letras, professor-coordenador (Universidade) e professor-supervisor (Escola Pública). Nesse sentido, destacamos ações que objetivam tornar o aluno proficiente nas diferentes práticas discursivas, tendo-se por base atividades que tenham significado e que possam promover uma conexão com as práticas sociais mais amplas. Nessa direção, consideramos que as atividades realizadas, e que seguem pressupostos teóricos de estudos sociointeracionais, apresentam resultados satisfatórios, no que se refere ao engajamento do graduando de Letras (Bolsista do PIBID) na orientação da produção textual em sala de aula e na realização desse trabalho pelo aluno de nível médio.

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A ANÁLISE DE PLANO DE AULA E A RELAÇÃO TEORIA E PRÁTICA NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Maria Glidioneide Valcácer LOPES Francisca Edna SOARES Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste artigo, trataremos de uma pesquisa realizada através de referenciais teóricos estudados por ocasião da disciplina Ensino de Língua Portuguesa no Curso de Pedagogia, tendo como foco de estudo, a análise de um plano de aula, com vistas a compreender a relação teoria e prática. Para isso analisamos um plano de aula de uma professora do 4º ano referente à área de Língua Portuguesa, colhido no Estágio Supervisionado II. Neste trabalho apresentaremos a concepção de língua e linguagem (GERALDI, 1999; TRAVAGLIA, 1996), gêneros textuais (DIONÍSIO, 2002), explicitando as atividades pré, durante e pós-leitura (GRAVES & GRAVES, 1995). Destacamos como resultados, a forma pela qual o plano de aula está organizado, a importância do planejamento na escola e a relação teoria e prática do plano de aula. Além desses elementos importantes concluímos que enfoques teóricos são importantes para desenvolvermos planos de aulas mais consistentes. Palavras-chave: Língua Portuguesa. Ensino. Uso e reflexão.

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O ENSINO DE LITERATURA NO ENSINO FUNDAMENTAL Ruth Ellen Rodrigues DUTRA Raquel Monteiro da Silva FREITAS Universidade Federal da Paraíba (bolsistas PIBIC-CNPq) O presente trabalho possui como objetivo refletir e relatar experiências do estágio supervisionado na área de literatura, especificamente no curso de Letras. O estágio ocorreu na Escola Municipal Aruanda, em João Pessoa PB, com intenção de verificar a prática de ensino de literatura no Ensino Fundamental. Para tanto, descreveremos o perfil da escola, os projetos que a biblioteca desenvolve e traremos reflexões teóricometodológicas daquilo que propõe os PCN’s, que embasaram este trabalho. De modo geral, percebemos que, no Ensino Fundamental, infelizmente, a literatura não possui o espaço que deveria, pois é nessa faixa etária que se formam os leitores. Segundo as Orientações Curriculares, o problema da leitura (literatura) em sala de aula não está voltado apenas para os alunos ou o professor, mas é também uma questão que diz respeito ao currículo. Para que o ensino de literatura se torne mais significativo aos alunos desta faixa etária ou, simplesmente, passe a existir, se faz necessário modificar e, em alguns casos, retirar os excessos dos currículos, tornando-os mais essencial. Acreditamos que a prática de ensino de literatura no Ensino Fundamental deva ser embasada a partir das propostas dos PCN’s e Ocn’s e postas em prática por meio de projetos que desenvolva nos alunos o gosto pela leitura. Pensando na formação dos alunos como leitores, propomos ao final do trabalho um projeto de leitura de poesias, por saber que se trata de um gênero escasso até mesmo nos cursos de Letras. Palavras-chave: Ensino de Literatura. Ensino Fundamental. Professor. Leitura. Projetos.

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GT 5 – A LÍNGUA PORTUGUESA E A LITERATURA NOS PROJETOS PEDAGÓGICOS DOS CURSOS E EM DOCUMENTOS OFICIAIS Dra. Alessandra Cardoso de Freitas (UFRN) alessacardozof@ig.com.br Mnda. Edmar Peixoto de Lima (PPGL/UERN) professoraedmar@gmail.com Mnda. Caroline de Souza Cunha (UFMA) carolsouza_837@hotmail.com Este grupo de trabalho objetiva a apresentação e discussão de trabalhos voltados para análises acerca da configuração do ensino de Língua Portuguesa e de Literatura nos projetos pedagógicos dos cursos de licenciatura e em documentos oficiais direcionados a educação básica e ao ensino superior.

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LINGUAGEM E DIVERSIDADE ÉTNICORRACIAL NOS PROJETOS PEDAGÓGICOS: O DISCURSO DA LEI 10.639/2003 Ady Canário de Souza ESTEVÃO Universidade Federal Rural do Semi-Árido Pensar o tratamento pedagógico da diversidade étnicorracial no ensino é olhar para uma educação escolar voltada para a implementação de propostas direcionadas para práticas de linguagem do direito à diferença, que se constituem como um desafio na configuração de projetos pedagógicos dos cursos de licenciaturas. Este trabalho objetiva apresentar e discutir a necessidade do tratamento da diversidade étnicorracial nos projetos pedagógicos dos cursos, mediante o contexto da Lei 10.639/2003 e de suas diretrizes curriculares. Analisam-se enunciados coletados por meio de questionários aplicados com professoras/alunas do Programa Especial de Formação para Educação Básica de uma universidade pública. Para tanto, o trabalho ampara-se teoricamente nas abordagens dos estudos da linguagem e educacionais. Os resultados apontam que as professoras vivenciam nas práticas discursivas da sala de aula a questão da diversidade étnicorracial. Concluise que tais experiências exigem uma postura que reconheça e valorize o trato das diferenças na escola e que a implementação da Lei 10.639/2003 é um mecanismo que possibilita um processo de formação de professores, considerando a diversidade étnicorracial dos sujeitos nos processos educativos. Palavras-chave: Discurso. Relações étnicorraciais. Lei 10.639/2003. Escola.

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O ENSINO DE LEITURA NA FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA Ana Cristina CHAMPOUDRY Universidade de São Paulo O presente estudo tem como interesse descrever a história de formação dos currículos dos Cursos de Letras no Brasil a partir da década de 1960 estabelecendo relações entre esses e os fatores externos que influenciaram a constituição atual da disciplina de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa – MELP. Para tal análise foi feito um estudo da arte sobre os autores que já teriam pesquisado sobre esse tema. O Projeto do MELP foi utilizado como referência para compreensão da disciplina de mesmo nome. Entender a história da educação brasileira e a relação entre a Criação das Universidades brasileiras e constituição dos currículos das licenciaturas também se fizeram necessários. Como foco central da análise está o conceito de disciplina para Foucault e as relações de poder a ela implicados. Palavras-chave: História da Educação. Currículo. Letras. Pedagogia. Emergência.

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A EMERGÊNCIA DA METODOLOGIA DO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NOS CURRÍCULOS DO CURSO DE LETRAS NO BRASIL Caroline de Souza CUNHA Katia Cilene Ferreira FRANÇA Universidade Federal do Maranhão O presente estudo tem como objetivo descrever a história de formação dos currículos dos Cursos de Letras no Brasil, a partir da década de 1960, através de relações estabelecidas entre esses e os fatores externos que influenciaram a constituição atual da disciplina de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa – MELP. O presente estudo é resultado das discussões que se fizeram presentes na missão de estudos do PROCAD (Programa de Cooperação Acadêmica), financiado pela CAPES e vinculado ao Projeto MELP (Metodologia do Ensino da Língua Portuguesa). O projeto é intitulado: Disciplinas da licenciatura voltadas para o ensino da Língua Portuguesa: saberes e práticas na formação docente, os Estados envolvidos na pesquisa são: Universidades Estadual de São Paulo – SP, Federal do Maranhão – MA e Estadual do Rio grande Norte – RN. Para tal análise foi feito um estudo da arte sobre os autores que já teriam pesquisado sobre esse tema. Entender a história da educação brasileira e a relação entre a emergência das Universidades brasileiras e constituição dos currículos das licenciaturas também se fizeram necessários. Como foco central da análise está o conceito de emergência para Foucault e as relações de poder. Palavras-chave: História da Educação. Currículo. Letras. Pedagogia. Emergência.

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PROCAD – DISCIPLINAS DA LICENCIATURA VOLTADAS PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: PERCURSO DE UMA PESQUISA E ESTUDO DE CASO Diego Navarro de BARROS Universidade de São Paulo Apresentação do Projeto de Cooperação Acadêmica firmado entre USP, UERN e UFMA: “Disciplinas da Licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa”. A pesquisa visa investigar a formação de docentes em língua portuguesa, centrando atenção nas disciplinas “Metodologia do Ensino do Português” (MELP) da USP, “Prática de Ensino em Língua Portuguesa e Literatura em Língua Portuguesa” da UFMA e UERN, e também investigando o caráter de outras MELP de demais universidades. A apresentação procurará explanar sobre o método utilizado para levantamento dos dados, critérios estabelecidos para elaboração do banco de dados, percurso já feito pela equipe envolvida e os percalços enfrentados até o momento. Além disso, a partir do conceito de Disciplina de Foucault (2004) e de “Disciplinas Escolares” de Cheveut (1990) será feito um estudo de caso de um dos programas que compõem o banco de dados do PROCAD. A análise irá levantar apontamentos que reflitam sobre o caráter disciplinar das MELP, tendo como norteador a pergunta: É possível dizer que as MELP se caracterizam como uma disciplina escolar? Palavras-chave: Disciplina. Escolar. Disciplina. Texto. Programa.

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A ANÁLISE DO PROGRAMA GERAL DE DISCIPLINA À LUZ DA LINGUÍSTICA TEXTUAL Edmar Peixoto de LIMA Gláucia Maria Bastos MARQUES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte É na interação verbal que os interlocutores atuam discursivamente e se comunicam, construindo, em parceria, os significados dos textos. Entendemos, assim, que nestas relações discursivas a função dos textos é primordial, uma vez que é por meio deles que se dá a comunicação. Assim, partindo desta perspectiva, compreendemos o Programa Geral da Disciplina – PGD – como um instrumento textual que busca estabelecer um diálogo entre o professor que ministra determinada disciplina e os alunos que a cursam. Nesse sentido, o PGD se constitui num texto que visa a orientar o aluno com relação aos objetivos da disciplina, às concepções teóricas que a embasam, assim como às atividades que serão realizadas durante o seu desenvolvimento. Nesse movimento dialógico, cabe ao aluno interpretar o que está posto nesse momento discursivo, assim como o porquê dos enunciados. Diante dessas considerações, este trabalho busca analisar os Programas da disciplina de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa do curso de Letras de uma universidade pública, tomando por base, para estas discussões, os estudos de Adam (2008), Koch (2006), Antunes (2005), Koch e Travaglia (2002). Nosso intuito é investigar como a coerência e a coesão são construídas nos programas, de modo a lhes garantir uma textualidade. Com base nos estudos iniciais, percebemos que o PDG não se constitui num texto coeso e coerente, haja vista apresentar ideias fragmentadas em suas partes, dificultando a compreensão do todo e do objetivo comunicativo a que se propõe. Palavras-chave: Texto. Programa da disciplina. Coerência. Coesão.

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REFLETINDO A PROPOSTA DE TRABALHO COM GÊNEROS APRESENTADA NOS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS (PCN's) Elis Betânia Guedes da COSTA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s) de 3° e 4°ciclo do ensino fundamental constituem-se como uma “nova” proposta para superar a crise da educação brasileira. Esse material foi criado e distribuído pelo MEC em 1998, mas até hoje, uma década depois, ainda são alvo de críticas e angústias na comunidade escolar. Nesse trabalho buscamos lançar um olhar crítico sobre a concepção de texto e a proposta de trabalho com os gêneros Textuais. Nossa investigação constatou que em relação aos gêneros, os PCN’s priorizam os que são fundamentais para a participação na vida social agrupando os mesmos em quatro grupos, que são: gêneros literários, de imprensa, publicitário e de divulgação científica. Outro aspecto que destacamos nessa apresentação diz respeito as estratégias apresentadas para o trabalho com os gêneros, percebemos que , várias são simples e práticas porém outras são mais complexas considerando a falta de tempo e recursos financeiros dos professores. Dessa forma, essas estratégias tornam-se - na maioria das vezes – impraticáveis. Palavras-chave: PCN's. Gêneros Textuais. Concepções de texto.

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DESAFIOS E CONTROVÉRSIAS NO ENSINO DE LITERATURA NO NÍVEL MÉDIO DE ESCOLARIDADE: A VISÃO DOS PCNs E DOS OCEMs Francisco Vieira da SILVA Universidade Estadual da Paraíba O presente trabalho visa discutir os desafios e as contradições acerca do ensino de literatura no nível médio de escolaridade, considerando as proposições defendidas pelos principais documentos que orientam a prática docente no âmbito dessa disciplina, tais como: os PCNEMs (Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino médio); os PCNs+ (Orientações Educacionais Complementares aos PCNs) e os OCEMs (Orientações Curriculares para o ensino médio). A análise do conteúdo desses documentos nos permite inferir que adoção das propostas presentes nesses referenciais curriculares, ora embasam o ensino de literatura, ora não interferem de forma alguma na prática docente em sala de aula, devido aos constantes empecilhos que norteiam tal prática, dentre eles: a precária formação em função da ausência de leitura por parte dos docentes/ discentes, e aliado a isso, as ineficientes condições de ensino-aprendizagem calcadas na ideia de que o ensino de literatura deva se restringir à mera assimilação da história literária (biografismo, contexto histórico e características de estilos de época), negligenciando o contato com o texto literário e a fruição estética. Palavras-chave: Ensino de literatura. Prática docente. Ensino Médio.

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ANÁLISE DAS EMENTAS DAS DISCIPLINAS ESPECÍFICAS PARA FORMAÇÃO DE PROFESSORES DE LÍNGUA PORTUGUESA DO CURSO DE LETRAS DE UMA IES Lílian Pereira PALÁCIO Universidade de São Paulo Este estudo busca analisar as ementas das disciplinas específicas para formação de professores do curso de Letras de uma IES, tomando como base o Projeto Político Pedagógico do referido curso que apresenta características, competências e habilidades do profissional. É importante citar que a organização do currículo está centrada em dois núcleos: teórico e prático. As disciplinas foram agrupadas na matriz curricular como matérias. Prática de Ensino e Estagio Supervisionado são as matérias que contem as disciplinas formadoras de professores, denominadas pelo projeto PROCAD de Metodologia de Ensino de Língua Portuguesa (MELP). Para a análise foi utilizada como parâmetro a classificação apresentada nos Textos da FCC, v. 29/2009, ou seja, ementa que registra (i) lista de conteúdos; (ii) explicitação de um objetivo geral; (iii) concepção e finalidade da disciplina. Num total de 06 disciplinas, o resultado do estudo foi o seguinte: 02 ementas são escritas como uma lista de conteúdos; 02 ementas estão voltadas para a concepção e finalidade das disciplinas; 01 explicita apenas a finalidade da disciplina e 01 que mescla em seu texto, conteúdos e finalidades. Palavras-chave: Formação de professores. Disciplinas. Ementas.

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IDENTIDADE DO PROFESSOR SEGUNDO O REUNI Marcelo Roberto DIAS Universidade de São Paulo Partindo das informações do Banco de Dados do Programa de Cooperação Acadêmica (PROCAD) intitulado: “Disciplinas da Licenciatura Voltadas para o Ensino de Língua Portuguesa: saberes e práticas na formação docente.” esse trabalho propõe-se a estudar como os parâmetros e modelos sugeridos ao professor e ao aluno pelo programa nacional Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI) criam uma forma de controle da identidade docente e discente em detrimento dos processos histórico-pessoais, ou históricoacadêmicos que possam ser criados pelo professor e pelo aluno durante seu contato acadêmico. Assim, comparando duas propostas do REUNI e verificando como o discurso de padronização e controle, (conforme exposto por Foucault em Análise do Discurso) reverbera dentro do currículo de cada instituição à que foram pensados. Tal investigação constata, não apenas pelas características discursivas desse processo, mas por sua força de documento institucional uma tentativa de fixar modelos e parâmetros, que, mesmo se sobressaindo as posturas e condutas esperadas em convívio acadêmico, procuram impor-se nesse universo como verdades. Palavras-chave: Identidade. Currículo. Documento.

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PROGRAMA DE UM CURSO DE LETRAS: REPRESENTAÇÕES SOBRE A FORMAÇÃO DO PROFESSOR DE LÍNGUA PORTUGUESA Margarete Fátima PAULETTO Faculdade de Educação da USP Este trabalho, pautado em uma pesquisa maior denominada “Disciplinas da licenciatura voltadas para o ensino de Língua Portuguesa: saberes e práticas na formação docente.”, financiada pelo PROCAD e realizada pela USP, UERN e UFMA, tem como objetivo apresentar a análise de um Programa de um Curso de Letras de uma Universidade da Região Nordeste, integrante do corpus da pesquisa acima citada. A análise tomará como base teórica reflexões feitas sobre “disciplina” na concepção de Michel Foucault, e “texto” na concepção de Koch. Serão observadas materialidades textuais que possam mostrar indícios de como se dá a formação para o Ensino da Língua Portuguesa na Universidade da qual o Programa se refere. Entendemos que por meio da análise do Programa de uma dada disciplina voltada ao ensino da Língua Portuguesa é possível verificar representações sobre a formação do professor, bem como seu ensino-aprendizagem. Por meio de uma breve análise podemos depreender algumas considerações: As disciplinas voltadas às práticas pedagógicas são contempladas no curso a partir do 3º período e equivalem a momentos de visitas à escolas que possuem Ensino Fundamental e Médio, bem como à aproximação com a prática nos períodos finais de formação. O curso de Letras analisado propõe o trabalho com prosa, poesia, teatro, gramática e Linguística Textual e a partir das referências propostas podemos depreender um ensino voltado às novas reflexões referentes ao trabalho com a Língua Portuguesa a partir do texto. Palavras-chave: Ensino. Língua Portuguesa. Leitura.

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O OBJETO DA DISCIPLINA METODOLOGIA/DIDÁTICA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO CURSO DE LICENCIATURA EM LETRAS DA UERN Maria Graceli de LIMA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Propomo-nos, neste artigo, a refletir sobre o objeto da disciplina de Metodologia/Didática de ensino de língua portuguesa no curso de Licenciatura em Letras da UERN. Nosso intuito configura-se, essencialmente, em pensar no direcionamento da disciplina, discutindo a especificidade de seu objeto. Para tal, estudaremos o Programa Geral da Disciplina (PGD) do Campus Avançado de Pau dos Ferros, assim como uma entrevista realizada com uma docente, responsável pela disciplina pesquisada. Analisando alguns aspectos presentes nesse PGD, bem como nessa entrevista, concluímos que, embora essa disciplina se caracterize por um conjunto de métodos, técnicas e propostas para o ensino de Língua Portuguesa, contribuindo, desse modo, para a formação dos profissionais dessa área, há certa indefinição quanto a seu objeto. Palavras-chave: Disciplina. Objeto. Metodologia/didática. Língua Portuguesa.

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GT 6 – O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA BRASILEIRA NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE EJA: DAS DIRETRIZES NACIONAIS AOS CONTEÚDOS E METODOLOGIAS DE ENSINO Ms. Rosangela Alves dos Santos Bernardino (IFRN) rosealves_23@yahoo.com.br Ms. Antonia Francimar da Silva (IFRN) antonia.silva@ifrn.edu.br Discussão de aspectos que problematizem o ensino de língua portuguesa e literatura brasileira nos cursos técnicos profissionalizantes integrados à educação básica na modalidade EJA. A discussão propõe compreender as bases legais e os fundamentos teóricos que regem o ensino nessa modalidade, como também favorecer o debate sobre a seleção de conteúdos e os procedimentos metodológicos a serem adequadamente adotados quando se considera a especificidade do ensino colocado nesses termos da integração.

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O PERFIL DOS ALUNOS DO PROEJA/IFRN CAMPUS PAU DOS FERROS Amilde Martins da FONSECA Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho integra nossa pesquisa de mestrado, intitulada A constituição do ethos de alunos do PROEJA em histórias de vida, cujo objetivo é estudar a constituição da imagem de si, o ethos, de alunos do PROEJA, materializado argumentativamente na (re)reconstrução de suas histórias de vida. Verificaremos como, a partir dessa imagem, eles estabelecem uma relação com o processo de ensino aprendizagem, em contexto escolar. Aqui, especificamente, buscamos relacionar o perfil socioeconômico e educacional dos referidos alunos à constituição de seu ethos. Elegendo como objeto de análise o questionário que é aplicado pelo setor de assistência estudantil aos ingressos em cursos técnicos profissionalizantes do IFRN Campus Pau dos Ferros, observamos que a maioria dos alunos é do sexo feminino e exerce funções como dona de casa, manicure e costureira. Sua renda per capita não ultrapassa o salário mínimo vigente. Do universo pesquisado, apenas 10% consideram como profissão o fato de ser estudante e a média de tempo em que permaneceram afastados da escola é de seis anos. A análise parcial dos dados possibilita-nos inferir que, mais do que preencher um questionário, esses sujeitos podem está buscando convencer os leitores, no caso específico equipe multiprofissional (assistência social, psicologia e pedagogia), de que sua condição requer apoio, seja financeiro, quando apresentam sua profissão, seja pedagógico, quando assumem seu afastamento da escola há tanto tempo. Isso sugere uma necessidade de (re)significar tanto a construção do conhecimento, quanto o próprio papel da escola na vida desses alunos. Palavras-chave: Discurso. Ethos. Ensino. Aprendizagem

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CONTEÚDOS E METODOLOGIA DE ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA A PARTIR DE PROJETO INTEGRADOR Maria Aparecida da Silva Fernandes TRINDADE Magda Renata Marques DINIZ Cristiane Maria Praxedes de Souza NÓBREGA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte As aulas de Língua Portuguesa (LP) nas últimas duas décadas passaram por refinada reflexão em se tratando de o que pode significar para o sujeito que aprende. No âmbito dos Institutos Federais, a metodologia com Projetos Integradores (PI) reforça a ideia de ensino/aprendizagem significativos. Nesse contexto, pensar atividades de LP remete à investigação de qual forma é mais didática para assegurar, ao final, melhor apropriação dos discentes em relação à proficiência em leitura e escrita. Com esse enfoque, tem-se o objetivo de instigar no aluno a capacidade de leitura do mundo a partir da análise da realidade local e de sua inserção nela. O Programa Nacional de Integração da Educação Profissional com a Educação Básica na Modalidade de Educação de Jovens e Adultos (PROEJA) do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN – Campus Santa Cruz), através do Grupo de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, desenvolveu, desde o segundo semestre de 2009, atividades de estudos de linguagem como parte do PI, articulando ensino, pesquisa e extensão, cujo título é Memória, linguagem e identidade: (re)descobrindo o Trairi, com o subtema “A história que não se conta”, o grupo de LP desenvolveu trabalhos com gêneros textuais, os quais consistiam em entrevistas com moradores mais antigos, que relataram sua visão sobre a história da cidade de Santa Cruz e da Região do Trairi (RN). Esse gênero foi a base para a produção de textos biográficos, que foram expostos no evento chamado “Dia da terra de Santa Cruz”. Palavras-chave: Ensino de Língua portuguesa. PROEJA. Projeto Integrador.

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GÊNERO TEXTUAL, HUMOR E APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO PROFISSIONAL INTEGRADA À EDUCAÇÃO BÁSICA NA MODALIDADE EJA Robeilza de Oliveira LIMA Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Este trabalho visa apresentar uma proposta de ensino de Língua Portuguesa na educação profissional integrada à educação básica na modalidade EJA. O estudo propõe a análise de anedotas, charges, tirinhas, crônicas, contos, poemas e cordéis em sala de aula, buscando explorar o humor e temáticas relacionadas ao contexto imediato dos alunos. Para nortear nosso trabalho, nos valemos das reflexões de Bakhtin (2003), presentes no capítulo “Os gêneros do discurso”, parte integrante da obra Estética da criação verbal, e dos estudos de Marcuschi (2003), em “Gêneros textuais: definição e funcionalidade”, que compõe a obra Gêneros textuais e ensino. Além desses estudos, nos apropriamos de alguns conceitos de Possenti (1998), apresentados pelo livro Os humores da língua; de Ries (2007), no artigo “A aprendizagem na fase adulta”; e de Oliveira (1999), no artigo “Jovens e adultos como sujeitos de conhecimento e aprendizagem”. Nosso trabalho evidencia que o humor pode ser uma estratégia válida no combate à fadiga, que, conforme nos lembra Ries (2007), é um fator capaz de interferir negativamente na aprendizagem. Ele também revela que temas familiares ou relacionados às áreas de interesse dos alunos motivam uma participação mais ativa por parte desses. Tendo em vista que os alunos da modalidade EJA, em geral, trabalham durante o dia e estudam no turno noturno, combater a fadiga e criar um ambiente favorável à participação é de suma importância para que haja uma aprendizagem mais representativa. Palavras-chave: Gênero textual. Humor. Aprendizagem.

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MATERIAL DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O PROEJA: DELIMITANDO FUNDAMENTOS TEÓRICOS E METODOLOGIAS PARA A LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTOS Rosângela Alves dos Santos BERNARDINO Evandro Gonçalves LEITE Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Este trabalho objetiva propor uma discussão que culmine posteriormente na elaboração de materiais didáticos de língua portuguesa direcionados especificamente para o contexto da educação profissional integrada à educação básica na modalidade EJA. Pretendemos aqui socializar a elaboração de um projeto de pesquisa produzido em ocasião do curso de pós-graduação latu sensu em educação profissional integrada à educação de jovens e adultos do qual participamos. O trabalho ancora-se em orientações teórico-metodológicas dos documentos oficiais para o ensino básico (BRASIL, 1999, 2008) e em vários autores que discutem acerca das questões de ensino de língua (TRAVAGLIA, 2006, LOPES-ROSSI, 2006, BRITO, 2004, GERALDI, 1997; CARDOSO, 2005), e, especificamente, sobre o ensino na modalidade EJA (MOURA e HENRIQUE, 2007; ASSUNÇÃO e RODRIGUES, 2007; GOMES, ANGELO e MOURA, 2007; HENRIQUE, OLIVEIRA e PEREIRA, 2007, dentre outros). O foco do trabalho recai, nesse momento, sobre a discussão de fundamentos teóricos norteadores das práticas de ensino de língua, trazendo algumas propostas metodológicas de atividades voltadas para os eixos da leitura e da produção de textos que possam ser contempladas em materiais didáticos para o trabalho com a língua portuguesa no PROEJA. Considerando o perfil profissional do formando dos cursos técnicos integrados à educação de jovens e adultos, sugerimos propostas que tomem como base a ideia dos módulos e das sequências didáticas para o ensino de gêneros textuais, sendo isso associada a uma perspectiva de ensino que considere a inserção do sujeito nas práticas de letramento. Palavras-chave: Ensino de língua. Educação de jovens e adultos. Material didático. Leitura. Produção de texto.

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GT 7 - ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E DE LITERATURA NA EDUCAÇÃO BÁSICA Dra. Rosângela Maria Bessa Vidal (PPGL/UERN) rosangelavidal@uern.br Ms. Maria Eliete de Queiroz (CAMEAM/UERN) eliete_queiroz@yahoo.com.br Ms. Carlos Magno Viana Fonseca (CAMEAM/UERN) cmfonseca@brisanet.com.br Este Grupo de Trabalho está associado ao Grupo de Pesquisa em Produção e Ensino de Texto (GPET); objetiva reunir pesquisadores (professores, alunos de graduação e pós-graduação) e discutir as perspectivas didáticometodológicas no ensino de língua portuguesa na rede básica de ensino. Pretendemos abrir um espaço de reflexão para divulgar, refletir, socializar os nossos saberes sobre os conteúdos, as práticas, as questões teóricas que envolvem o ensino de língua materna.

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A LITERATURA, MEU ALUNO E EU: MEDIAÇÃO E LETRAMENTO LITERÁRIO Aflânia Dantas Diniz de LIMA Jackson Diniz VIEIRA Universidade Estadual da Paraíba O presente estudo tem como objetivo discutir o ensino de literatura sob o prisma do letramento literário, centrando-se na formação do leitor e, por conseguinte, na mediação docente, entendida como fator fundamental para este processo de formação. Para tanto, far-se-á a pripori uma breve explanação acerca do processo de ensino-aprendizagem como um todo antes de adentrar no ensino de literatura, a fim de melhor compreender o papel da mediação docente, não apenas no âmbito da leitura literária, mas na elaboração dos conhecimentos que o aluno deve construir na escola, o que amplia um pouco a discussão, pois se faz necessário compreender a relação entre o papel desta instituição dentro da sociedade e o objetivo do ensino da literatura, tomada no seu caráter humanizador, assim explicada por Candido (1995). Feito isso, é apresentada uma proposta de aula de poesia, baseada nas ideias de Cosson (2007) e Pinheiro (2007), que se coloca à disposição de questionamentos, ou seja, não se apresenta como algo pronto, mas apenas como resultado de uma pesquisa e, portanto, aberta a sugestões. Palavras-chave: Ensino de Literatura. Mediação Docente. Letramento Literário.

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AS INTER-RELAÇÕES ENTRE A SÉTIMA ARTE E A LITERATURA NO PROCESSO EDUCACIONAL Alexandre Souza CAVALCANTE Universidade Estadual de Alagoas O presente trabalho tem por objetivo discutir a versatilidade do cinema enquanto linguagem visual de expressão dialógica, levando-se em consideração os aspectos inter-relacionais existentes entre a sétima arte e a literatura, destacando sua importância no processo educacional como recurso didático que possibilita uma articulação entre palavra e imagem que resultará na ampliação dos conhecimentos literários e, por extensão, fílmicos, e contribuirá consequentemente, na formação crítica e reflexiva do aluno. O estudo se fará a partir de leituras bibliográficas de autores envolvidos com a temática em questão, seguindo, também, as propostas inseridas nos documentos oficiais, a saber: PCNs, PCN+, Orientações Curriculares para o Ensino Médio e LDBEN no que tange ao ensino de literatura e os conhecimentos de arte. O estudo da literatura a partir do cinema, bem como sua utilização no processo educacional como ferramenta pedagógica permite, portanto, a apreensão de conteúdos particulares, além de proporcionar uma visualização dos conhecimentos do cinema e da literatura, não só como objetos estéticos com especificidades próprias, mas também como linguagem de arte. Palavras-chave: Cinema. Literatura. Palavra. Imagem. Processo Educacional.

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LÍNGUA MATERNA X ENSINO DE GRAMÁTICA FUNCIONAL: UMA PROPOSTA PRODUTIVA DE ENSINO Ana Alice de Freitas Neta ARAÚJO Rosângela Maria Bessa VIDAL Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Com o presente trabalho pretendemos discutir o ensino de gramática na Educação Básica à luz da teoria funcionalista. Compreendemos que uma proposta de ensino que sugere a abordagem dos conteúdos gramaticais deve ocorrer numa perspectiva de reflexão sobre o uso da língua. Devemos partir, a princípio, do uso do aluno, dando-lhe a oportunidade de comparar uma forma de dizer com outras, refletindo sobre os recursos utilizados para que ele possa observar as diferentes possibilidades de usar a língua para atender a diferentes propósitos. Dessa forma, priorizamos a funcionalidade, gerando, portanto, o desenvolvimento de competências linguístico-discursivas. Para discutirmos nossa, nos respaldamos em estudos de Atunes (2007); Cunha (2008); Marcuschi, (2008). Martellota (2003); Neves (2006); Vidal (2009); entre outros. Nesse sentido, nossa metodologia apresenta uma abordagem seqüencial de forma linear: estudo da teoria para fundamentação teórica, reflexão sobre a realidade escolar do ensino de língua materna e sugestão de novas possibilidades de se trabalhar a linguagem em sala de aula. Nossos resultados se voltam para o fato de que há, no ensino de língua, uma urgente necessidade de se desenvolver atividades que priorizem os usos da linguagem, uma vez que, na interação de sala de aula, há trocas linguísticas que emergem da própria realidade constituindo práticas discursivas. Acreditamos que uma proposta produtiva de ensino deve perpassar pelo prisma da reflexão e do uso, pois analisando categorias e aspectos ortográficos por si mesmos não leva o aluno a desenvolver habilidades para usar a língua com eficácia. Palavras-chave: Ensino. Língua materna. Funcionalismo. Gramática.

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A LEITURA E SEU ENSINO COMO ELEMENTO INTEGRADOR DE CONTEÚDOS: UMA ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR Antonia Sueli da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Embora presente em todas as disciplinas é através da língua portuguesa que a leitura se consolida, pois aí constitui-se a madre onde são geradas as estratégias e possibilidades que tornam o indivíduo leitor. Nessa perspectiva, estudou-se a leitura e o seu ensino como elemento integrador de conteúdos que possibilitam a formação do indivíduo nas diferentes áreas do conhecimento. Enfatizou-se, neste trabalho, o seu entendimento como fio condutor do processo de ensino/aprendizagem, especialmente na educação básica. Numa abordagem bibliográfica, discutiu-se o tema numa perspectiva interdisciplinar, tendo como referência o fato da leitura está presente em todas as situações de ensino, independente do contexto de realização. A interdisciplinaridade é discutida neste trabalho como uma ação que conduz à construção do conhecimento a partir do reconhecimento dos pontos comuns de áreas diversas. Objetivou-se estabelecer relações entre o seu conceito, o de leitura e o de ensino, a fim de contribuir para a organização do conhecimento, na perspectiva de formar um tecido coeso e flexível, no qual se organizem diferentes situações de aprendizagem. Os resultados deste trabalho se encaminham para o entendimento de que a leitura possibilita ao aluno aumentar o seu universo de discurso e, com isso, multiplicar suas visões e aspirações sobre o mundo, por está presente em todas as dimensões do processo de ensino/aprendizagem. Vista de forma interdisciplinar, a leitura orienta a compreensão dos dilemas que o mundo apresenta, permitindo aplicar sua capacidade de raciocínio e sua aptidão perceptual, para conhecê-lo e transformá-lo. Palavras-chave: Interdisciplinaridade. Leitura. Ensino/aprendizagem.

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LER PELA VOZ DO CONTADOR Ariane Kercia Benício de SÁ Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Ao ouvir as histórias o pequeno leitor adentra em mundo imaginário, fantástico e acolhedor. Neste mundo as palavras tomam sentido e tornam-se familiar e ao tornassem familiar facetam a imagem do livro. Ao novo leitor caminhar pelos mistérios do livro guiado pela voz do professor é mais seguro e prazeroso. Aos poucos, viajando pelo infinito da imaginação, interagindo com os personagens, identificando-se, encantando-se, o mesmo leitor, ainda aprendiz da arte de ler desenvolve autonomia para desvendar e vivenciar o universo inusitado da palavra literária sozinho. O professor tem, nesse percurso, papel fundamental como promissor do gosto pela leitura. Contando histórias ele atrai, seduz e convida o aluno a se inserir no universo literário por meio do gosto e do prazer. O espaço escolar também é responsável pela promoção do aluno leitor, tendo como função fornecer oportunidades de interação entre o aluno e o livro, e proporcionar condições didáticas para essa relação. Considerando, contudo, a leitura não só como meio de aquisição do conhecimento e artifício do saber, mas como forma de enriquecimento cultural, de interação social e de prazer. Neste aspecto, trataremos aqui sobre a relação da leitura literária na escola e a formação do leitor, centrando-nos em teorias e conceitos que indicam o ato de contar histórias como ferramenta importante na iniciação da leitura literária e no desenvolvimento do prazer em ler, tendo por base a preparação do professor como leitor e o ambiente escolar. Palavras-chave: Leitura Literária. Formação do professor. Formação do leitor. Ato de contar histórias.

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GRAMATICALIZAÇÃO NA SALA DE AULA Carlos Magno Viana FONSECA Universidade do Estado do Rio Grande Norte Neste trabalho discutimos a gramaticalização e sua aplicação na sala de aula. Nosso objetivo é analisar em que medida os processos de gramaticalização podem e devem ser considerados na pedagogia da língua portuguesa e de que modo a inserção dessa discussão em aulas de língua portuguesa auxiliam o trabalho didático e ajudam a tornar o aluno um usuário mais competente da língua materna. Discutimos também a relação tensa entre um ensino de língua portuguesa que leve em conta a gramaticalização e as avaliações cobradas nos concursos públicos e nas seleções para ingresso na universidade por meio do vestibular, analisando, assim, o modo que a gramaticalização deve ser encarada e discutida nas nossas salas de aula. Nosso percurso teórico baseia-se em Gonçalves, Lima-Hernandes e Casseb-Galvão (2007) que, além de fornecerem um panorama a respeito dos estudos sobre a gramaticalização, apresentam estudos de caso e a relação entre a gramaticalização e o ensino. Esperamos como resultados provocar uma discussão mais ampla sobre o assunto de modo a desenvolver nossa prática pedagógica de ensino de língua. Palavras-chave: Gramaticalização. Ensino. Língua Portuguesa.

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UMA ANÁLISE DAS PRÁTICAS DE LEITURA NA AULA DE PORTUGUÊS NO NONO ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Cosmo Gean da Silva MONTE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho, temos como objetivo observar e analisar o trabalho com o ensino de leitura na aula de português em turmas de nono ano do Ensino Fundamental, na perspectiva de compreender e diagnosticar como estão contempladas as práticas e metodologias utilizadas por parte dos educadores no trabalho com a leitura em sala de aula. A cada dia multiplicam-se as críticas às metodologias utilizadas nas instituições de Ensino na formação do aluno leitor, sendo esse tema uma temática que ainda necessita ser estudada. Para tal utilizamos alguns teóricos estudiosos da temática da leitura como Bamberger, (1990), Calvino (1990), Geraldi (2000), Kleiman (1996), Solé (1998) entre outros. Para a realização da pesquisa foi feito um levantamento acerca das práticas de Ensino em turmas do nono ano do Ensino Fundamental, através de questionários direcionados a alunos e professores com questões inerentes às suas concepções de leitura e às suas vivências com a leitura, como também pelas observações feitas nos cadernos dos alunos nas suas atividades anteriores de leitura. Portanto, espera-se que este trabalho possa oferecer aos que lidam com o ensino de leitura reflexões significativas a respeito das práticas e das metodologias utilizadas no ensino de leitura em sala de aula. Palavras-chave: Leitura. Ensino. Metodologias. Formação do professor.

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“DE AGORA EM DIANTE JÁ SEI COMO ARGUMEMENTAR!”: UMA ANÁLISE NA VISÃO DO SUJEITO Daliane do Nascimento dos Santos Alessandra Cardozo de Freitas Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é um recorte da pesquisa “Processo argumentativo na formação de mediadores de leitura – 1ª etapa” (UERN/CNPq 2007-2008), que investiga as contribuições da argumentação na mediação pedagógica com vistas à formação do leitor no ensino fundamental. Nessa investigação foram realizados encontros colaborativos entre pesquisadores e professores com foco na argumentação e formação do leitor. Os resultados de um desses encontros desencadearam a elaboração desse trabalho, cujo objetivo principal é refletir como as professoras-colaboradoras em um exercício de meta-pensamento avaliam o seu trabalho com a argumentação a partir de suas aulas de leitura. Para tanto, nos respaldamos nas ideias de Amarilha (2007), Freitas (2005; 2006), Perelman e Tyteca (2000), Reboul (2000) e Fontana (2000), dentre outros. Os resultados apontaram que as professoras-colaboradoras constataram que o modo como encaminhavam as discussões de histórias, não valorizando as respostas dos alunos e realizando perguntas sem mobilizar o pensamento divergente, comprometia o exercício da argumentação. Nesse processo de auto-análise, as docentes percebem a importância e a necessidade de se investir em estudos sobre argumentação, de modo a fazê-las progredir para o exercício de construção de ideias e a emergência de situações de aprendizagens significativas. Palavras-chave: Argumentação. Meta-pensamento. Mediação. Leitura.

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ENSINO DE LITERATURA: POR UMA PRÁTICA DE LETRAMENTO Dowglas Amorim de LIRA Faculdade Frassinetti do Recife Ao longo dos anos muito se tem discutido acerca do que é, como se faz e como se ensina leitura. É bem verdade que a internet provocou no mundo uma mudança no modo de como e o que se lê, devido ao seu grande alcance, como também, dos vários tipos e gêneros textuais que nela circulam. Nessa luta, entre leitura e ensino, eis que surge o letramento que seria a capacidade de construir no alunado a competência para as várias práticas sociais em que necessita a apropriação da escrita. Nessa revolução tecnológica, a literatura como disciplina e, consequentemente, a leitura das obras e seus estudos tem sofrido um escanteamento. Segundo Silva (2006), isso ocorre devido à falta de conhecimento de textos teórico e literário pelos profissionais. Porém, partimos da premissa de que as práticas educacionais são responsáveis para prover, no discente, o despertar para a leitura e, respectivamente, alcançar o letramento literário, termo defendido por Rildo Cosson (2006). Para tal pesquisa, consultamos e aplicamos um questionário há alguns professores da rede estadual de ensino de Pernambuco, que atuam em uma mesma cidade. Em seguida, averiguamos o que eles pensam sobre literatura e ensino e de que forma eles avaliam seus alunos na disciplina. Todavia, notamos que há um estranhamento acerca do ensino de literatura e pouco conhecimento do que é letramento literário. Palavras-chave: Leitura. Literatura. Ensino. Letramento.

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LETRAMENTO E CULTURA NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NA EDUCAÇÃO BÁSICA: PERSPECTIVAS E DESAFIOS Elizabete Bastos da SILVA Cosme Batista SANTOS Universidade do Estado da Bahia O presente trabalho se constitui como uma breve análise sobre a importância de discussões/debates sobre questões culturais no ensino da língua portuguesa na educação básica, bem como, a relevância de um ensino da língua portuguesa que envolva letramentos, para tanto as orientações teóricas que norteiam esse trabalho perpassam por discussões sobre letramento, hegemonia ou não da escrita na sociedade e a relação oralidade, escrita e letramento. Tais discussões contextualizam sua abordagem na perspectiva da cultura, da prática social e do contexto. No que se refere à cultura nos basearemos em teóricos que a compreendem como um campo no qual o homem elabora símbolos que representam práticas e valores. Considerar-se-á ainda, o conceito de letramento como prática social de leitura e escrita, em contextos específicos. O trabalho em andamento segue a orientação da pesquisa qualitativa e se insere na linha 2 - Letramentos, identidade e formação de professores, do Programa de Pós-graduação em Crítica Cultural da UNEB e busca mapear as formas de letramentos que não se encontram em espaços formais ou ligados especificamente a principal agência de letramento, a escola, mas buscar-se-á dialogar de que forma o ensino da língua portuguesa na educação básica pode se beneficiar de tais discussões, pois estudar ou ensinar a língua é também um ato político e cultural. Palavras-chave: Letramentos. Ensino da Língua Portuguesa. Educação Básica. Prática Cultural.

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O USO DE GÊNEROS TEXTUAIS NAS PRÁTICAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Francimeire Cesário de OLIVEIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Mediante os crescentes estudos em torno dos gêneros textuais, vamos pautar neste trabalho algumas contribuições que tais estudos tem sinalizado para o ensino de língua portuguesa. Nesse sentido, priorizamos a concepção sociointeracionista da linguagem para explicar que as instituições de ensino adotam novos parâmetros pedagógicos em decorrência das circunstâncias do mundo contemporâneo globalizado que exigem o uso da língua como prática social, assim, visualizamos o ensino de língua portuguesa como um processo que se apropria das práticas sociais, e estas, se manifestam por meio de gêneros textuais (orais e escritos) os quais transitam nos diversos espaços sócio-culturais, formais ou informais. Não podemos deixar de destacar neste contexto a influência dos PCNs ao fazer uso da noção de gênero no ensino, fato que propagou o uso dos gêneros textuais em sala de aula. Deste modo, a tônica destas reflexões é fazer referência ao gênero textual a partir da construção de sentido e do contexto. Para isso, nos embasamos em Bakhtin (1992, 2004), Marcuschi (2008), Koch e Elias (2008), Signorini et al (2008), dentre outros. Acreditamos que a interação dos sujeitos sociais é constituída de sentidos por meio de ações não somente linguísticas, o que nos faz levar em conta o contexto. Todo esse processo é materializado com os gêneros textuais. Palavras-chave: Gênero textual. Ensino. Sentido. Contexto.

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A FORMAÇÃO DE ALUNOS LEITORES: CONCEPÇÕES QUE NORTEIAM AS PRÁTICAS DOS PROFESSORES Francisca Edilma Braga Soares AURELIANO Universidade Federal do Rio Grande do Norte A escola é responsabilizada por favorecer o aprendizado da leitura e consequentemente por formar alunos leitores, porém, não tem conseguido atingir na totalidade a esse legado, o que gera cada vez mais a preocupação em se compreender suas concepções e práticas de ensino da leitura. Partindo dessa constatação, o presente trabalho, que é um recorte de uma pesquisa em andamento, no Mestrado em Educação (PPGED/UFRN/CNPq), apresenta um estudo bibliográfico que tem como objetivo refletir sobre os elementos conceituais que esboçam as práticas de ensino dos professores para a formação de alunos leitores na escola. A discussão tem por base os estudos de Kleiman (1995), Colómer (2002), Mortatti (2008), Soligo (1992) e Brasil (2008), através dos quais procura-se compreender as concepções de leitura e de outros conhecimentos teóricos metodológicos necessários ao professor para desenvolver uma prática de ensino de leitura que corresponda a esse propósito. As discussões e análise posta neste trabalho podem contribuir para uma reflexão por parte dos professores sobre suas posturas didático-pedagógicas para o ensino da leitura, podendo ampliar sua visão sobre as implicações do seu trabalho na formação do aluno leitor. Palavras-chave: Formação. Aluno-leitor. Professor.

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O CONTO DE FADAS NO ENSINO DE LP: ACENTUANDO A IMAGINAÇÃO E DESESTABILIZANDO PRECONCEITOS Francisca Ramos LOPES Ana Gabriella Ferreira da SILVA PRADILE/Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A pesquisa, em fase exploratória, objetiva problematizar a sala de aula de língua portuguesa como um dos possíveis espaços no qual em sua prática efetiva o docente pode fazer uso de contos variados para acentuar a capacidade criativa dos discentes, desmitificando temáticas que circulam nas práticas discursivas como jogos de verdade espelhados por microlutas entre o bem e o mal, os ricos e os pobres, beleza e feiúra, dentre outros elementos ilimitados em sua capacidade de produzir efeitos de sentidos entre os sujeitos. Metodologicamente, a pesquisa insere-se no âmbito da linguística aplicada e observa um paradigma qualitativo interpretativista. A análise preliminar dos dados apresenta sequências narrativas dos clássicos Branca de Neve e Soldadinho de Chumbo. Inicialmente, os contos estão sendo pensados com foco nas etapas” travessia, encontro, conquista e celebração” (CASHDAN, 2000) as quais podem indiciar um caminho de autodescoberta, construção e desconstrução de imagens de verdade ou falsidade circulante nas práticas sociais. Há pistas de que os contos podem ser um instrumento facilitador das aulas de linguagem contribuindo para ajudar a criança a compreender e enfrentar (pré) conceitos construídos socialmente. Palavras-chave: Contos. Práticas discursivas. Desconstrução. Preconceitos.

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QUE TIPO DE HISTÓRIA DA LITERATURA É TRABALHADA EM SALA DE AULA? Gilvaneide de Sousa SANTOS Odalice de Castro SILVA Universidade Federal do Ceará O conceito de História da Literatura vem sendo modificado de acordo com a metodologia historiográfica que os historiadores escolheram para a sua escrita. Pensamos que é papel do Professor ter consciência dessa mudança, a fim de que possa levar para sala de aula abordagens que façam a travessia entre o passado e o presente, sem muitas dificuldades. Assim, este trabalho objetiva analisar qual História da Literatura é trabalhada em sala de aula. Será aquela pautada nas análises biográfica, crítica, estética ou filosófica? Para respondermos a essas indagações, observamos aulas de Literatura para alunos do 2° ano, do ensino médio, no Liceu do Ceará e analisamos o livro didático Português: Linguagens, de William Roberto Cereja & Thereza Cochar Magalhães, adotado pela escola. A nossa orientação teórica parte de Introdução à Literatura no Brasil, de Afrânio Coutinho, a qual propõe metodologias de compreensão para a história da literatura brasileira pautadas, principalmente, no viés crítico, filosófico e estético e não apenas no biografismo, ainda predominante na historiografia literária e nas metodologias usadas em sala de aula. Usamos também as categorias propostas por José Luis Jobim Recepção, Descrição, Origem e Tradição que analisam o processo de escrita de historiadores literários, em “História da Literatura”, no livro Palavras da Crítica (1995). Palavras-chave: História da Literatura. Métodos Historiográficos. A Literatura em Sala de Aula.

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INICIAÇÃO À DOCÊNCIA: RELATO DE ATIVIDADES DESENVOLVIDAS NO PROGRAMA PIBID Hadoock Ezequiel Araújo de MEDEIROS Universidade Federal do Rio Grande do Norte O PIBID (Programa Institucional de Iniciação de Bolsa à Docência) é um projeto baseado nos Parâmetros Curriculares Nacionais, que tem o intuito de minimizar as deficiências de aprendizagem dos alunos do Ensino Médio das escolas públicas que se encontram com o IDEB abaixo da média prevista pelo MEC. Ao mesmo tempo, este contribui para a formação de futuros professores em áreas específicas. No que concerne ao ensino de Língua Portuguesa, há uma preocupação com a leitura e a produção textual. Nesse sentido, a primeira ação do PIBID do ano de 2010, se escreveu sobre o intento de desenvolver a oralidade e o processo argumentativo dos alunos, pontos pouco evidenciados no ensino de língua materna. Nosso trabalho, portanto, segue uma perspectiva sociointeracionista, ao passo que tem como objetivo relatar uma experiência de aula sobre o gênero debate realizada no segundo ano de uma escola pública da cidade de Currais Novos/RN. Para o desenvolvimento da ação nossos subsídios teóricos repousaram sobre Bakhtin (2003), Bunzen (2006), os PCNs de Língua Portuguesa (2006), entre outros. Os resultados dessa ação foram relevantes, uma vez que ao conhecer o gênero debate, os alunos fizeram uso da oralidade, sabendo defender seu ponto de vista acerca do tema escolhido. Sendo assim, o projeto PIBID promove um ensino dinâmico, despertando o interesse da leitura e da escrita dos alunos, como também traz uma experiência formadora de sala de aula para os graduandos em Letras. Palavras-chave: Ensino de Língua Portuguesa. PIBID. Relato de experiência. Ensino Médio.

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GÊNEROS TEXTUAIS E A AULA DE PORTUGUÊS: ANÁLISE E QUESTÕES Hildevânia da Silva MONTE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho, temos como propósito analisar o uso dos gêneros textuais na aula de Português no ensino médio, a partir de algumas observações nos livros didáticos “Português ensino médio” de José de Nicola e “tudo é Linguagem” de Willian Roberto. Sendo assim, partimos do nosso conhecimento sobre os gêneros textuais em um contexto amplo para nos dirigirmos ao estudo dos gêneros voltado para o ensino de português. Assim, buscamos expandir cada vez mais as discussões a respeito desta temática. A metodologia utilizada para esta pesquisa constitui-se na visita a duas salas de aula da 1ª série do ensino médio que funciona na Escola Estadual “Vicente de Fontes” na cidade de José da Penha RN, com a finalidade de coletarmos, através de questionários, as informações necessárias a respeito dos gêneros textuais na aula de Português, levando em consideração a concepção dos professores sobre a aplicabilidade dos gêneros textuais e ainda as respostas dadas pelos alunos, à respeito desta temática. Nessa perspectiva nos fundamentamos nos pressupostos teóricos de Bakhtin (2000) Marcuschi (2008) Bronckart (1999) Parâmetros curriculares Nacionais do Ensino Médio (2006), Dionísio (2002) entre outros. Contudo podemos constatar que as professoras demonstram compreender a relevância prestada pelos gêneros textuais no ensino de português, porém ainda não há uma concepção clara referente a metodologia utilizada para o tratamento dos gêneros. Consoante a isso, espera-se que este estudo contribua para um processo reflexivo sobre esta temática, e que os docentes possam colocar em prática os métodos que preencham as lacunas do ensino dos gêneros textuais. Palavras-chave: Gêneros textuais. Metodologias. Professores, aprendizagem e ensino de Português.

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AS PRIORIDADES NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: O ESTÁGIO COMO MOMENTO DE ANÁLISE DA PRÁTICA DOCENTE Ilderlandio Assis de Andrade NASCIMENTO PIBIC/Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente trabalho versa sobre uma análise da prática docente feita por estudantes acadêmicos em estágios supervisionados. É de importância estudar a prática docente em escolas públicas, principalmente analisar seus métodos de ensino e suas prioridades. Para isso, foram analisados 12 (doze) relatórios de estágios em que, na fase de diagnóstico, registra-se a atividade de professores regentes em sala de aula e feito um levantamento, quantitativo, das prioridades adotadas por esses professores. Isso porque, parte-se do princípio de que os relatórios de estágio registram, de maneira documental, a realidade encontrada em sala de aula. Com esse princípio, afirma-se que o relatório de estágio é relevante para a investigação das metodologias usadas pelos professores regentes em escolas públicas. Para dá suporte a essa pesquisa, buscou-se, principalmente, as contribuições de Freitas (1996), Cunha (1989), Dionísio (2002) e Travaglia (2001). Os relatórios apresentam uma análise crítica das práticas docentes, tanto positiva quanto negativamente. Nesse sentido, o corpus analisado mostra uma aprovação significativa, por parte dos estagiários, das práticas docentes que privilegiaram: produção textual e leitura a partir dos gêneros textuais. Por outro lado, ainda se constata um ensino com base na LDP e nas Escolas literárias e que priorizam o ensino tendo como base o livro didático. Com isso, os relatórios mostram que o ensino de língua portuguesa deve ser pautado nos Parâmetros Curriculares Nacionais – PCNs, frisando o ensino a partir dos gêneros textuais. Palavras-chave: Relatório de estágio. Prática-docente. Língua portuguesa.

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PROJETO DE PESQUISA CIENTÍFICA EM LITERATURA COMPARADA: PRODUÇÃO DE POESIA PELO PROCESSO DE RETEXTUALIZAÇÃO Ione Carvalho RODRIGUES Jeane Alves SILVA Jaiane Alves SILVA Francisca Lousinha de Souza FERNANDES Welinda Mirla de Souza ARAÚJO Escola de Ensino Médio Liceu de Iguatu Dr. José Gondim O estudo de Literatura durante muito tempo restringiu-se somente à memorização do nome dos autores e de suas obras. Estes dados são insuficientes, em se tratando do universo literário do qual dispomos. Há urgência em se estudar Literatura de forma mais abrangente desvendando o mundo das entrelinhas, pois é um grande desafio realizar pesquisas científicas em Literatura nas escolas. Para tanto, resolvemos desenvolver um projeto que despertasse inquietação para a pesquisa. Estudar literatura comparando autores de estilos e épocas diferentes, ressaltando as diferenças e semelhanças entre a mesma temática abordada retextualizando as obras poeticamente sem, contudo, perder de vista o uso da linguagem nas duas épocas, nem a expressão verbal e a relação com as transformações sociais. Primeiro ocorreu a escolha dos autores e dos temas para as práticas de pesquisas, onde cada aluna escolheu dois autores (Castro Alves e Gabriel Pensador com temáticas sociais) realizaram palestras, discussões, pesquisas, leituras, debates entrevistas e exposição em escolas. Contribuiu para um amplo conhecimento sobre as semelhanças e diferenças na abordagem dos temas escolhidos entre autores de épocas distintas. Pôde ser observado o uso da linguagem, emprego de vocábulos, muitos deles em desuso. Todos passaram a reconhecer a importância de estudar literatura comparada, sem seguir cronologicamente as escolas literárias em séries escolares. Palavras-chave: Literatura. Poesia. Comparação. Retextualização.

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A IMPORTÂNCIA DA LINGUÍSTICA NO ENSINO DA LEITURA E DA ESCRITA NAS PRIMEIRAS SÉRIES DO ENSINO FUNDAMENTAL Julio Neto dos SANTOS Ivanaldo Oliveira dos SANTOS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O objetivo deste trabalho é propor algumas reflexões e propostas acerca do ensino da leitura e da escrita nas primeiras séries do ensino fundamental. Diante do atual quadro da educação brasileira nas escolas públicas referente ao aprendizado da leitura e da escrita há necessidades de algumas mudanças, desde a aquisição da escrita até a elaboração de textos pelos alunos. As práticas da leitura e da escrita e da aquisição de escrita estão ainda voltadas ao método da silabação, no qual o aluno aprende a ler e escrever de maneira fragmentada e fora de seu contexto de uso. O professor do ensino fundamental necessitaria de um suporte da ciência linguística para melhorar seu trabalho, principalmente, no aprendizado da leitura e da escrita, propondo atividades que melhorassem o desempenho linguístico de seus alunos por meio de pequenos textos. Luiz Carlos Cagliari, Luiz Antônio Marchuschi, Magda Soares e Stella Maris Ricardo-Bortoni e outros são teóricos que sugerem que o professor de língua materna deve abandonar posturas prescritivas e voltar-se para o estudo mais descritivo e produtivo no ensino de língua materna. Esse estudo visa trabalhar com a variante linguística do aluno e a partir dela o aprendizado da variante de prestígio socialmente aceita. Assim, dessa forma, terá um ensino mais efetivo da língua portuguesa a partir das realidades praticadas pelo aluno no seu dia-a-dia, e ao mesmo tempo adquirindo o uso adequado da linguagem em contextos gerais de uso. Palavras-chave: Linguística. Leitura e escrita. Língua materna. Variação Linguística. Gêneros textuais.

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A LEITURA NO LIVRO DIDÁTICO: (RE)PENSANDO AS PRÁTICAS DE ENSINO NA FORMAÇÃO DO LEITOR PROFICIENTE Jocenilton Cesário da COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A leitura é, sem duvida, um dos meios considerados pioneiros na construção do conhecimento, por levar o aluno a exercer e vivenciar o papel de cidadania, seja no ambiente escolar ou fora dele. Partindo dessas considerações, o presente trabalho tem por finalidade refletir sobre as práticas de leitura na escola com o uso do livro didático, um recurso de fundamental importância aos métodos educativos disseminados na sala de aula. Nessa perspectiva, buscamos analisar o trabalho com a leitura em um livro didático de Língua Portuguesa da 5º ano (4ª série) do Ensino Fundamental, procurando discutir como se desenvolve as atividades de leitura e suas contribuições para o processo de ensino/aprendizagem e para a formação de leitores assíduos e proficientes. Para tanto, tomamos como suporte teórico os estudos de Geraldi (2005), Kleiman (2008), Marcuschi (2008), Scarpa (2001), Tfouni (2005), Zilberman (1993) e os embasamentos metodológicos propostos pelos PCN (BRASIL, 1997). As atividades analisadas serviram como um ponto norteador para constatarmos que a maioria das questões propostas não leva o aluno à compreensão do texto como unidade de sentido e como prática sócio-comunicativa. Dessa forma, percebemos que a leitura ainda perpassa no âmbito de atividades repetitivas e enfadonhas que dificulta, sobretudo, a eficiência na formação do leitor, no tocante ao arquétipo das tipologias de perguntas presentes nos livros didáticos. Isso, portanto, corrobora a ideia de que a gênese da leitura na escola deve contemplar metodologias e práticas de ensino que consigam, de fato, desenvolver atividades proveitosas, instigantes e satisfatórias. Palavras-chave: Leitura. Ensino. Livro Didático.

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A PRÁTICA DA ORALIDADE NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA Margarete Maria de Marilac LEITE José Rosamilton de LIMA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho, discute-se a prática da oralidade no ensino de língua materna, visando mostrar a realidade de ensino que reveste esta prática, bem como apresentar as diferenças entre a língua falada e a língua escrita. A base teórica para este estudo respalda-se principalmente em Bagno (2008) que mostra a importância da linguagem oral em todo processo interacional humano e Koch (2008) que enfatiza a importância da oralidade afirmando que a vida de uma língua está na fala, como também, o discurso, a interação e o interlocutor são elementos que estão presentes tanto na linguagem oral como na escrita, fazendo com que a linguagem seja realmente comunicativa. Nesse sentido, evidencia-se que é extremamente necessário resgatar a prática da oralidade no processo de ensino-aprendizagem de língua materna para que o aluno possa ver e refletir sobre a língua que usa como atividade, ação, e não tão somente como estrutura. Palavras-chave: Oralidade. Ensino-aprendizagem. Língua materna.

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CARTA PESSOAL: RELATO DE EXPERIÊNCIA EM SALA DE AULA DO ENSINO MÉDIO Juliete Guedes da SILVA Vanessa da CONCEIÇÃO Universidade Federal do Rio Grande do Norte O presente trabalho apresenta um relato de experiência de alunos da graduação do curso de Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em uma sala de aula da primeira série do ensino médio, de uma escola pública da grande Natal. Tal atividade se constitui em uma das ações do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência – PIBID. Assim, este relato visa à apresentação das ações desenvolvidas com o gênero carta pessoal, a partir da elaboração de uma sequência didática para esse gênero. Para a realização desse trabalho, pautamo-nos na concepção dialógica de linguagem de cunho bakhtiniano, ou seja, orientamo-nos pela concepção da linguagem enquanto um fenômeno social, histórico, ideológico; e, para isso, utilizamos, os construtos teóricos de Bakhtin (1992) sobre gêneros discursivos, como também, as postulações de Garcez (2004) e Irandé (2009) sobre a escrita e o ensino de Língua Portuguesa. A partir do desenvolvimento das atividades um dos resultados mais evidentes foi o maior desempenho das competências discursivas dos alunos a partir do processo de escrita e reescrita. Ademais, conclui-se que é de suma relevância o desenvolvimento de uma prática reflexiva, que oportunize ao aluno a ampliação das competências discursivas. Palavras-chave: Sequência didática. Gênero discursivo. Carta Pessoal.

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OS GÊNEROS DO DISCURSO EO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA: UMA ABORDAGEM COMPARATIVA DO TEXTO MUSICAL DE SAMPA E TRISTE PARTIDA NA PRODUÇÃO DE TEXTOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA Julio Neto dos SANTOS Ivanaldo Oliveira dos SANTOS Universidade do Rio Grande do Norte O objetivo deste trabalho é contribuir para a produção de textos na educação básica através da escuta, leitura e interpretação do texto musical. “Sampa” de Caetano Veloso e “Triste partida” cantada por Luis Gonzaga representam dois pólos antagônicos da produção identitária da região nordeste. O confronto ideológico conduz a uma construção de sentidos sobre o nordeste brasileiro. Os gêneros são entidades relativamente estáveis que se concretizam em gêneros textuais diversos que por sua vez se configuram em algum tipo textual, que podem emergir em uma dada esfera da atividade humana. Por fazer parte da produção humana. O gênero música invade todas as esferas da comunicação, podendo ser ouvidas por todos em todas as idades. O seu trabalho em sala de aula pode tornar o trabalho com a produção de textos mais efetiva e dinâmica, já que a música inova por sua alegoria e melodia, além de ser ouvida e, se lida, o texto é pequeno. Ouvir a música, analisar seu contexto de produção discursiva e sistematizar os aspectos morfo-sintático-semânticos é uma forma bastante produtiva de incentivar a produção de texto e também a gramática. Conclui-se que um ensino focado na produção de textos a partir de um gênero textual diverso é uma forma bastante lúdica de ensinar a produzir textos coerentes e coesivos na educação básica. Palavras-chave: Gêneros do discurso. Gêneros textuais. Música. Produção de textos.

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CIÚME: A LEITURA LITERÁRIA DE UM GRANDE TEMA Keila Gabryelle Leal ARAGÃO Marcelo Victor Gouveia de LUCENA Universidade Federal da Paraíba Sabemos que o fortalecimento da prática leitora e o estímulo ao hábito pela leitura literária são condições indispensáveis para a melhoria da aprendizagem dos alunos nas diversas disciplinas existentes no currículo escolar, da Educação Básica. Apresentamos a análise das aulas de literatura de uma professora da Escola Estadual de João Pessoa-PB, numa turma do 2º ano do Ensino Médio, que propõe uma sequência de literatura ministradas a parti do tema central Ciúme, ou seja, suas aulas são ministradas em caráter temático. Nossa pesquisa foi desenvolvida, através do levantamento de dados a partir de entrevistas com a docente e a observação de suas aulas com a devida transcrição das partes mais relevantes ao trabalho, para fins investigativos de sua prática. Para tanto, lançamos mão dos pressupostos teóricos encontrados em Kleiman (1989), Silveira (1988), Lajolo (2008), Pinheiro (2006), Zilberman (2005), entre outros. Percebemos, então, a diversidade cultural da professora de explanação do tema através de muitos âmbitos e gêneros distintos considerando-a uma leitora. Além disto, observamos que para a grandiosidade dos efeitos alcançados por sua prática literária na sala de aula, no que se refere aos interesses dos alunos, em relação à formação dos mesmos como leitores competentes, a professora alcança pontos positivos. A contribuição deste trabalho foi significativa à medida que propôs a construção do processo de ensino-aprendizagem de literatura. Estas observações instigaram-nos a compreensão da prática de aula no âmbito temático e de seu sucesso nesta sala de aula. Palavras-chave: Ensino da literatura. Literatura temática e Prática docente.

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LETRAMENTO(S) E MULTILETRAMENTO(S): CONCEITOS, PRÁTICAS E REFLEXÕES NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Kélvya Freitas ABREU Lucineudo Machado IRINEU Lívia Márcia Tiba Rádis BAPTISTA Universidade Federal do Ceará Este trabalho objetiva realizar uma reflexão sobre conceitos-chave em torno dos estudos do (s) letramento (s). Visto que documentos oficiais sugerem trabalhar o domínio da habilidade de leitura, dentro de uma perspectiva do letramento, do letramento crítico e de comunidades de práticas (BRASIL, 2006), para isso o aluno deverá construir significados, compartilhar, recriar e recontextualizar o seu mundo, o seu conhecimento, por meio da interação com a leitura. Dessa forma, busca-se uma atividade de construção de sentidos para além das entrelinhas do texto (CASSANY, 2005), inserindo os alunos em práticas socioculturamente contextualizadas e situadas, em um trabalho que realiza entre o sujeito e o meio uma mediação para a comunicação (SCHNEUWLY & DOLZ, 2004, p. 73) e para o diálogo com formações discursivas presentes na sociedade (CORACINI, 2005). Nessa perspectivas, faz-se importante retomar conceitos, refletir e explanar sobre a noção de alfabetização, letramento(s) e práticas letradas desde uma perspectiva histórica. Esta visão panorâmica do assunto em pauta objetiva oferecer aos estudiosos das questões linguísticas um quadro expositivo que põe em destaque o atual conceito de letramento (e/ou letramentos), que se acredita ser de fundamental importância para uma prática pedagógica reflexiva, por parte dos professores, consciente das novas tecnologias do ensino de línguas (materna e estrangeira) surgidas nos últimos anos. Para o embasamento teórico utilizaremos os seguintes autores: Kato (1986), Soares (2002, 2005), Kleiman (1995), Cassany (2005, 2006), Rojo (2005, 2009) e Barton, Hamilton, Ivanic (2005). Palavras-chave: Letramento. Letramentos. Multiletramentos.

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OS GÊNEROS TEXTUAIS NA MÍDIA IMPRESSA: UMA PROPOSTA SIGNIFICATIVA. Manoel Guilherme de FREITAS Guilherme Martins de Paiva CARVALHO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Os gêneros textuais é uma realidade no ensino, devido a sua maleabilidade e plasticidade, (BRONCKART, 1999). Mesmo assim, continua tendo o uso limitado na sala de aula porque falta ao professor, o aparato técnico científico na sua utilização além de outras fontes de leitura de maneira que atenda a realidade social dos alunos. Pois, só o livro didático não é suficiente para que novas leituras sejam efetuadas de maneira significativa. Nesse sentido, outros textos, dentre eles: o texto de revistas acaba sendo uma alternativa variada e interessante para que o professor se aproprie deste recurso textual e provoque o efeito de sentido desejado. Para tal, as revistas como: a VEJA, Isto É, além de gibis dispõem de variados gêneros textuais que podem ser utilizados na sala de aula visando à melhoria do ensino tanto da leitura quanto da escrita. Para tanto, exige do professor procedimentos metodológicos claros, através de uma prática constante e desafiadora, levando os alunos a utilizar deste conhecimento nas diversas situações práticas do seu cotidiano. Portanto, os gêneros textuais pela sua dimensão e amplitude precisam ser diversificados e interessantes para que os alunos possam ser leitores eficientes através da construção de seu próprio conhecimento. Isto, necessariamente, passa pelos gêneros textuais, principalmente, os da mídia. Palavras-chave: Gêneros textuais. Revistas. Plasticidade. Leitura. Escrita.

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A PRÁTICA DE LEITURA E DE PRODUÇÃO DE TEXTOS NA ALFABETIZAÇÃO DE CRIANÇAS E DE JOVENS E ADULTOS Margarete Maria de Marilac LEITE José Rosamilton de LIMA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Objetiva-se, neste trabalho, analisar a prática de leitura e de produção de textos enquanto atividades interativas da linguagem verbal. Como corpus para análise de prática de leitura, tem-se dois textos: um extraído de um manual de Alfabetização de Crianças da Coleção “Novo Caminho” (1999) e o outro de um “Prélivro de Alfabetização de Jovens e Adultos” (1996). Além disso, para suplementar as abordagens feitas sobre a prática de produção de textos, analisa-se duas redações de alunos produzidas em sala de aula. A base teórica para este estudo respalda-se principalmente em Cagliare (2008) que defende que ler um texto não é apenas decifrá-lo, transformar grafemas em fonemas; Solé (1998) que delimita que saber ler não é apenas um ato mecânico, ler é um ato libertador; e a Proposta Curricular da Educação para Jovens e Adultos (1999) que sugere que a escola deve ter como prioridade a leitura e a escrita, oferecendo suporte para que se formem leitores e produtores de textos. Conclui-se que as práticas de leitura e de produção de textos ainda se processam de forma artificial e dissociada da vida do estudante, e por isso, é de grande importância que as referidas práticas sejam conduzidas na escola com muita atenção e de forma adequada já a partir da alfabetização para que se tenha no futuro bons leitores e escritores. Palavras-chave: Linguagem. Alfabetização. Leitura. Produção de texto.

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O TRABALHO COM OS GÊNEROS TEXTUAIS NA ESCOLA: CONCEPÇÃO E PRÁTICA PEDAGÓGICA DO PROFESSOR Maria da Luz Duarte Leite SILVA Antonia Marly MOURA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho monográfico, procuramos analisar a concepção de gênero textual dos professores e o ensino desse construto no Ensino Médio, da Escola Estadual Josefina Xavier, Lucrécia-RN. O ensino dos gêneros na escola constitui-se em uma preocupação dos que trabalham com a perspectiva sócio-interacionista de linguagem. Para respaldar teoricamente a pesquisa referenciamos: Bezerra (2005); Marcushi (2005); LopesRossi (2003); Bakhtin (1992); PCN (1999, 2001), dentre outros. De caráter qualitativo, situamos nossa pesquisa no campo da Linguística Aplicada, refletimos sobre a noção de gêneros, ensino de língua materna, no que se refere ao trabalho com o texto na sala de aula. Para a coleta dos dados utilizamos vários instrumentos: observações de aula com notas de campo, questionário, de modo a facilitar a análise da realidade estudada, numa perspectiva participativa. Os resultados apontam que o trabalho com gênero precisa ser redirecionado, considerando a sua funcionalidade, os seus aspectos sócio-linguísticos e discursivos para desenvolver a competência leitora e escritora dos alunos. Para o desenvolvimento dessas habilidades a escola precisa compreender melhor o que são os gêneros e o seu processo de transposição didática e metodológica, nas aulas em que o texto é o objeto de ensino e aprendizagem dos sujeitos aprendentes. Palavras-chave: Ensino/aprendizagem. Gêneros textuais. Leitura e escrita. Sequências didáticas.

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O ENSINO DE LITERATURA BRASILEIRA: O PRETEXTO DA LÍNGUA MATERNA E A REPRODUÇÃO DE VALORES DA ESCOLA BURGUESA Maria da Paz de Freitas e SOUSA Colégio Dom Bosco Fundação Guimarães Duque A escola é uma instituição ideológica que reproduz valores para o nosso aluno no ensino-aprendizagem e nas relações cotidianas do pensar, questionar e refletir. A escola com o passar da história foi recebendo vários conceitos pedagógicos nas suas concepções, metodologias e didáticas, desde a Didática Magna de Commenius, a escola pós Revolução Francesa até as concepções pedagógicas do século XIX. Mas, o que tem a haver escola com o ensino de literatura brasileira? O artigo critico, “O ensino de literatura brasileira: O pretexto da língua materna e a reprodução de valores da escola burguesa” que iremos descrever é de caráter teórico e científico, em que se observa o ensino da literatura nas escolas brasileiras como um ensino vago, decodificador e estruturalista.Isso porque, o estudo do literário não existe na prática real da escola brasileira, quando se tem a instrução literária é o mínimo da linguagem,ou seja ,a reprodução do texto literário é fragmentada, exercícios decodificativos e interpretações semânticas sem questionamentos da teoria literária, das referências históricas, das inferências de mundo e das leituras que o aluno possui ou tem conhecimento por sua memória discursiva na aprendizagem. A literatura brasileira toma o recorte da língua materna e dos estudos da linguagem normativa. O texto literário é uma estrutura de apelo ao ensino da gramática e exerce a reprodução de valores da escola burguesa. Portanto, devemos evidenciar que tanto o ensino literário quanto o texto literário são produtos de assujeitamentos do poder. Teremos como referência os estudiosos: Brandão, Faria, Zilberman e Citelli. Palavras-chave: Ensino literário. Língua materna. Reprodução de valores.

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O FAZER, O DIZER DO PROFESSOR E O LIVRO DIDÁTICO: QUESTÕES TEÓRICO-METODOLÓGICAS COM O TEXTO ESCRITO NO ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Maria Eliete de QUEIROZ Universidade Federal do Rio Grande do Norte O trabalho analisa o fazer e o dizer do professor de língua portuguesa com o texto escrito na sala de aula, nesse sentido, observamos como são dados os encaminhamentos teórico-metodológicos que permeiam as atividades de escrita com os gêneros no ensino fundamental. A análise respalda-se na concepção de gêneros discursivos em Bakhtin (1992), Schneuwly, B. & Dolz (1997), Lopes-Rossi (2002), PCN de Língua Portuguesa (2001), nos estudos do letramento, que discutem a escrita como prática social em Kleiman (1995), dentre outros estudiosos. Partimos do pressuposto de que refletir a mediação do texto na escola tem se constituído em uma preocupação dos que trabalham com a linguagem, tendo em vista a perspectiva de trabalhar os gêneros discursivos. A metodologia se enquadra na abordagem qualitativa e descritiva de pesquisa. O corpus se constitui de registros de aula, através de anotações de campo, e de respostas dadas por professores em entrevistas realizadas. Apresentamos também recortes de atividades retiradas de livros didáticos de português. Os resultados direcionam para o trabalho com a escrita no plano linguístico-estrutural, sem relação com a dimensão sócio-histórica do gênero. Com essa prática, não se trabalha o gênero discursivo, mas o texto nos aspectos estruturais e cognitivos. Palavras-chave: Texto escrito. Gêneros discursivos. Ensino de Língua Portuguesa.

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O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NO ENSINO MÉDIO E A INTER-RELAÇÃO COM A FORMAÇÃO DOCENTE Maria Leogete Joca da COSTA Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima Este artigo é um recorte de um dos textos e dados coletados para a composição da dissertação de mestrado em educação, o qual viabilizou a probabilidade de averiguar em quais perspectivas de ensino a Língua Portuguesa - LP é trabalhada no Ensino Médio – EM, frente à formação dos professores. A pesquisa foi de natureza qualitativa de cunho fenomenológico, com aplicação de questionário e observação não-participante, envolvendo professoras de três escolas públicas de Boa Vista – RR. Este estudo é um convite a uma reflexão sobre o ensino de Língua Portuguesa à luz do letramento, no Ensino Médio, frente à formação de professor. Visto que o debate atual em torno do que se deva ensinar não traz a clareza do que se deve fazer no e do ensino de Língua Portuguesa. Esta pesquisa firmou-se no propósito de diagnosticar como ocorre o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio e verificar se e como a prática do letramento é desenvolvida. Palavras-chave: Formação de professor. Ensino de Língua Portuguesa. Ensino Médio.

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BUSCA ORIENTADA NA INTERNET: UMA ALTERNATIVA PARA A PESQUISA ESCOLAR Marilucia OLIVEIRA Márcio Oliveiros Alves da SILVA Herodoto Ezequiel Fonseca da SILVA Laura Viviani dos Santos BORMANN Universidade Federal do Pará O trabalho, oriundo de um Projeto de Extensão, pertencente ao Programa Fortalecer, sendo gerenciado e financiado pela Universidade Federal do Pará em parceria com a Secretaria de Estado de Educação do Pará, objetiva integrar graduandos dos cursos de licenciatura, professores da escola básica e do ensino superior no sentido de promover, por meio da pesquisa e da experimentação pedagógica, o uso adequado de ferramentas da Web nas atividades de pesquisa escolar. A base teórica é Sócio-interacionista (Bakhtin, 2003) e o procedimento de ensino de Webquest (DODGE, 1995; ABAR & BARBOSA, 2008). Optou-se pela Pesquisa-ação para possibilitar a identificação e o estudo de um número de saberes mobilizados para entender as problemáticas de ensino-aprendizagem enfrentadas na Escola Estadual Paes de Carvalho (Região Metropolitana de Belém/PA). As atividades realizadas foram: formação da equipe quanto ao processo extensionista, oferta do curso de capacitação aos docentes, elaboração de atividades em WEB por meio do procedimento de Webquests pelos cursistas, aplicação das atividades juntos as turmas de ensino médio. O projeto encontra-se em fase de finalização, mas pudemos sinalizar alguns resultados como: construção de um banco de dados, a partir das atividades construídas pelos professores participantes (seis Webquests, dentre estas, três de Língua Portuguesa), um meio de contribuir na inclusão digital dos docentes e discentes da rede pública de ensino, proporcionando a eles uma atuação mais proficiente por meio de tecnologias digitais que envolvam as práticas sociais, fazendo-os refletir criticamente como cidadãos e educadores. Palavras-chave: Tecnologias Educacionais. Formação de Professores. Webquest. Ensino de Língua Materna.

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PROGRAMA INSTITUCIONAL DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIA EM LÍNGUA PORTUGUESA: RELATO DE EXPERIÊNCIAS Marise Adriana Mamede GALVÃO Universidade Federal do Rio Grande do Norte O Programa PIBID (Programa institucional de bolsa de iniciação à docência), apoiado pelo MEC, tem com objetivo mais amplo a melhoria do ensino de na escola pública, buscando qualificar futuros professores em áreas do conhecimento específico. No que se refere ao ensino de Língua Portuguesa, há uma preocupação central com a leitura e a produção textual, tendo em vista os níveis obtidos por algumas escolas concernentes ao IDEB, o que levou o MEC/Universidade a tentar formas de minimizar o problema da capacidade do aluno de ler e produzir textos. Assim sendo, o trabalho em questão objetiva relatar experiências no desenvolvimento de práticas voltadas para a melhoria da produção textual de alunos do ensino médio, em uma escola selecionada pelo PIBID, envolvendo graduandos em Letras, professor-coordenador (Universidade) e professor-supervisor (Escola Pública). Nesse sentido, destacamos ações que objetivam tornar o aluno proficiente nas diferentes práticas discursivas, tendo-se por base atividades que tenham significado e que possam promover uma conexão com as práticas sociais mais amplas. Nessa direção, consideramos que as atividades realizadas e que seguem pressupostos teóricos de estudos sociointeracionais, apresentam resultados satisfatórios, no que se refere ao engajamento do graduando de Letras (Bolsista do PIBID) na orientação da produção textual em sala de aula e na realização desse trabalho pelo aluno de nível médio.

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OS ASPECTOS VERBAIS COMO FERRAMENTAS DE AUXÍLIO PARA A CONSTRUÇÃO DE SENTIDO DO TEXTO Midiã da Silva Borges GOMES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A quantidade de elementos envolvidos na construção de sentido de um texto e a diversidade de conhecimentos que o mesmo requer que sejam ativados nos dão uma dimensão da complexidade desse processo. Por esse motivo, se faz necessário que os estudos realizados nessa área focalizem um ponto específico dos muitos que compreendem as pesquisas linguísticas. Em virtude disso, alguns desses estudos têm se voltado para o conhecimento linguístico que diz respeito aos elementos presentes na superfície textual. Sua relevância ocorre pelo fato da superfície textual servir de origem para muitas outras análises de aspectos relacionados ao texto. Contudo, os elementos contidos em tal superfície são inúmeros, o que suscita ainda uma maior restrição. Sendo assim, o presente trabalho visa abordar o papel dos verbos dentro do processo de construção da significação textual, através da análise de textos veiculados em livros didáticos. Tal medida tem como objetivo apresentar uma proposta para que o ensino de verbo abranja a questão funcional; não apenas contemple a assimilação mecanicista; mas que permita ao leitor vislumbrar a colaboração que o mesmo oferece para o sentido do texto, contribuindo assim com a prática docente no tocante ao ensino dos tempos e modos verbais e promovendo a aplicabilidade das novas teorias desenvolvidas para o ensino de gramática. Palavras-chave: Texto. Sentido. Conhecimento linguístico. Superfície textual. Verbo.

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CONSIDERAÇÕES SOBRE O TEXTO PUBLICITÁRIO E ALGUMAS IMPLICAÇÕES PARA O ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Mizilene Kelly de Souza BEZERRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Esse estudo objetiva discutir alguns pressupostos que subsidiam o texto publicitário, enfocando seus discursos e demais objetivos de sua criação, no sentido de buscar encaminhamentos que, por sua vez, possam colaborar com o desenvolvimento da prática de ensino em língua portuguesa. Para tanto, incorparamos em nossa discussão teórica, estudos realizados por Orlandi (2003), Laurindo (2005), Magalhães (2005), vinculado a esses autores buscamos também o auxílio dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), já que nosso trabalho visa implicações diretas no ensino de língua portuguesa. Dessa maneira, selecionamos fontes relevantes para a abordagem e conceituação de tal assunto. Para que estes pressupostos sejam vistos de forma clara e objetiva, o corpus desse artigo foi construído através de duas propagandas, da qual, retiramos aspectos necessários à compreensão da temática em análise. Amparados pelas características do gênero propaganda, foi possível compreender seu discurso demasiadamente persuasivo, conduzindo os consumidores à compra. Os discursos implicitamente autoritários atingem sempre o objetivo tão desejado por parte da empresa: a compra do produto anunciado. Trabalhos como esse são de fundamental importância, principalmente quando podem externar sua temática para além da acadêmia, incorporando e analisando o texto publicitário na sala de aula, como uma alternativa para os estudos da argumentação/persuasão. Palavras-chave: Texto publicitário. Língua portuguesa. Ensino. Aprendizagem.

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VOZES NÃO EXPRESSAS NA GRAMÁTICA TRADICIONAL! Nádia Maria Silveira Costa de MELO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A Gramática Tradicional quase sempre apresenta os fenômenos da língua de forma pontual ou vaga e, em alguns casos, nada há. Essas lacunas foram observadas nos livros didáticos direcionados ao ensino básico de alguns municípios do Rio Grande do Norte. Uma delas refere-se ao tratamento dado à diátese verbal, sempre apresentada como passiva, ativa e reflexiva, apenas. Neste trabalho, analisou-se livros didáticos de dois autores diferentes. O enfoque dado foi pesquisar como os autores abordavam a questão das vozes verbais nos livros, analisar as atividades propostas e a exemplificação dada. Em seguida, confrontou-se o postulado que defende a voz verbal como um contínuo escalar com o que apontam os autores e as implicações dessa visão para o ensino básico. Na sequência, coletou-se dados reais do “Corpus Discurso & Gramática: a língua falada e escrita na cidade de Natal” (FURTADO DA CUNHA, 1998) para sugerir um trabalho com a língua em uso tendo como alvo verificar as codificações usadas pelos falantes natalenses para a voz verbal e, assim, verificar o uso de uma diátese verbal pouco estudada: a voz média. A análise revelou que a língua falada e escrita em Natal comporta essa diátese e que sua realização é motivada por questões semântico-pragmáticas. Percebeu-se também que essa diátese verbal propicia uma codificação do uso linguístico visto como espontâneo pelo falante ou como uma forma de excluir sua autoria por não saber ou não a quer mencionar. Logo, ouvir essas vozes é fundamental para compreensão do funcionamento real da língua portuguesa, como também para um ensino/ aprendizagem mais eficazes. Palavras- chave: Funcionalismo Norte-Americano. Voz verbal. Voz média. Ensino Básico.

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A LITERATURA DE CÂMARA CASCUDO: UMA EXPERIÊNCIA PEDAGÓGICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL Patrícia Regina V. Viana de ANDRADE Amanda Gomes de Sena MARIZ Maria Alice Fernandes da Silva SALES Unidade Educacional Infantil – UEI/UFRN O presente trabalho relata uma experiência pedagógica com a literatura na Educação Infantil. Este foi desenvolvido na Unidade Educacional Infantil UEI/UFRN com crianças na faixa etária entre 03 e 04 anos. Sabemos que a literatura voltada para o mundo infantil contribui para o crescimento emocional e cognitivo do educando, permitindo ampliar seus conhecimentos. A criança se apropria desse mundo mágico da literatura para abrir novos horizontes, despertar a curiosidade e criatividade que são elementos necessários na sua formação. De acordo com Amarilha (1997), a literatura é, ainda hoje, uma tecnologia de ponta, pois apesar do aparecimento de outras linguagens, nós não eliminamos, pelo contrário, nós ampliamos e a transferimos para outras manifestações. Tomando como referência a obra “Lendas Brasileiras” de Luís da Câmara cascudo, objetivamos com o nosso trabalho despertar o gosto pela leitura e escrita a partir do conhecimento e valorização das obras desse escritor potiguar. Nesse projeto privilegiamos os estudos relacionados à cultura local, na qual promovemos diversas situações de ensino-aprendizagem que envolve a exploração da leitura e da escrita. Dentre essas situações apontamos: a observação participante e a história de vida partindo de uma perspectiva da abordagem qualitativa da pesquisa. A partir da concretização do projeto começamos a construir um livro da turma. Dessa forma, acreditamos que possibilitamos às crianças um encontro com situações ricas de aprendizagem, bem como o incentivo e o gosto da literatura, sobretudo pelo reconhecimento e valorização das obras desse autor potiguar. Palavras-chave: Literatura. Educação Infantil. Experiência pedagógica.

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A INTERVENÇÃO DA LINGÜÍSTICA FUNCIONAL NA PRÁTICA DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA Rosângela Maria Bessa VIDAL Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho pretende discutir o ensino de língua portuguesa a partir da tese funcionalista, de forma a estabelecer um diálogo entre o aparato teórico e a prática em sala de aula. Nessas reflexões, o eixo norteador será as possíveis contribuições do funcionalismo para o ensino de língua portuguesa, comprometido com o uso efetivo da língua. Para discutir essa questão, o presente trabalho encontra-se formatado em três momentos. O primeiro tece algumas considerações acerca do ensino de língua portuguesa, focalizando o ensino de gramática e a sua relação com a ciência linguística. O segundo, por sua vez, aborda o funcionalismo linguístico em sua configuração teórica. E, por último, o terceiro, oferece uma proposta alternativa para as aulas de gramática, a partir dos usos do advérbio de modo. A partir das discussões feitas, pode-se compreender que a linguística funcional, no âmbito do ensino de língua portuguesa, ocupa um lugar proeminente. Outro aspecto que se destaca com ênfase é a análise funcionalista privilegiar as situações de uso como referência para a ampliação da competência sócio-discursiva do usuário da língua, ou seja, a linguística funcional proporciona uma vivência com as estruturas efetivas, e por isso mesmo, significativas para o processo ensino-aprendizagem do aluno. Palavras-chave: Linguística. Funcionalismo linguístico contemporâneo. Ensino de língua portuguesa. Uso linguístico.

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RECURSOS METADISCURSIVOS: UMA PROPOSTA TEÓRICO-METODOLÓGICA PARA PRODUÇÃO ESCRITA Sâmia Araújo dos SANTOS Francisca Tarciclê Pontes RODRIGUES Universidade Federal do Ceará O presente trabalho tem o objetivo de apresentar uma proposta teórico-metodológica de produção de sentido no processo de interação em práticas escritas de uso da língua. Adotando a noção de meta-discurso interativo na perspectiva de Hyland (2005), para quem os recursos meta-discursivos são usados pelo enunciador para se posicionar tanto em relação ao próprio discurso quanto em relação ao co-enunciador, apresentamos um estudo voltado para o professor de Língua Portuguesa como língua materna a fim de orientá-lo quanto ao modo de operacionalizar o ensino da produção escrita, com vistas a desenvolver no aluno/enunciador a capacidade de construir sentidos e, sobretudo, obter uma atitude responsiva positiva de seus coenunciadores. Com uma pesquisa de cunho qualitativo, apresentamos os exemplos e as funções enunciativodiscursivas das macrocategorias de posicionamento e de engajamento de Hyland identificados através da análise de textos argumentativos escritos por autores considerados proficientes; em seguida, apresentamos os meios pelos quais o professor pode promover o ensino de produção escrita com vistas a orientar o aluno a fazer as escolhas dos recursos linguísticos na produção de sentido do texto. A análise dos dados nos permite concluir que os autores procuram usar a linguagem para oferecer aos seus leitores um texto pelo qual consigam construir e negociar relações, por isso acreditamos que essa mesma capacidade pode ser desenvolvida se mobilizada como estratégia teórico-metodológica de ensino e aprendizagem da língua. Palavras-chave: Meta-discurso. Produção escrita. Estratégia teórico.

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OS SIGNICADOS DA PALAVRA ONDE POR ALUNOS DO 9º ANO Tatiane Xavier da SILVA João Bosco Figueiredo GOMES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente artigo é fruto de uma pesquisa, baseada na perspectiva funcionalista, intitulada “Os usos do onde na língua falada e escrita por alunos da educação básica na cidade de Natal/RN” (XAVIER DA SILVA, 2010). Neste trabalho constatou-se que o item lexical onde pode desempenhar, em determinados contextos, uma diversidade de significados/funções diferentes dos descritos nas gramáticas tradicionais. Especificamente a autora apresenta nove tipos diferentes de usos semânticos do onde (relativo locativo, adverbial locativo, pronominal locativo, locativo virtual, discursivo, temporal, conector, posse e preenchedor de pausas). A partir desse resultado, resolve-se investigar se estes sentidos do onde também podem ser percebidos por alunos do 9º ano de uma escola pública no vale do Açu. Privilegiou-se esta série porque, segundo os dados da pesquisa analisada, foi a série que apresentou todos os nove tipos de usos do onde. Considerando que os dados coletados anteriormente têm origem em Furtado da Cunha (1998), pretende-se verificar se os significados da palavra onde se reafirmam atualmente, evidenciando a “multifuncionalidade” desse elemento na língua. Organizamos o corpo deste trabalho em seis sessões: introdução, fundamentação teórica, a problematização do onde, processos metodológicos, resultados e comentários conclusivos. Palavras-chave: Funcionalismo. Onde. Vale do Açu.

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GT 8: AS PROPOSTAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA NO LIVRO DIDÁTICO Dra. Naelza de Araújo Wanderleu (UFCG) naelzanobrega@ig.com.br Dra. Marcia Candeia Rodrigues (UFCG) marciacrodrigues@click21.com.br Os livros didáticos de língua portuguesa sofreram grandes modificações ao longo de sua história na educação brasileira. Com enfoques na leitura, escrita, análise linguística e ainda na formação literária do aluno de ensino fundamental e/ou médio, as propostas didáticas são, muitas vezes, descontextualizadas, atendem a um público específico ou se voltam estritamente aos requisitos pontuados pelo PNDL – Plano Nacional do Livro Didático. Essa postura impulsiona investigações de natureza linguística e literária, e faz emergir um novo paradigma de necessidades, entre eles a de transposição didática. Partindo de tal conjuntura, priorizam-se, no presente GT, trabalhos que discutam experiências didáticas, pesquisas concluídas e/ou em andamento que abranjam as propostas didáticas de ensino de língua portuguesa direcionadas ao ensino de língua e literatura na educação básica.

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NOMENCLATURAS GRAMATICAIS DO LIVRO DIDÁTICO: PROBLEMAS E DIVERGÊNCIAS Aldecy Rodrigues dos SANTOS Maria Gabriela Rodrigues de MEDEIROS Universidade Federal de Campina Grande Este estudo pretende discutir os problemas gramaticais no livro didático, na perspectiva da analise linguística. Ultimamente se tem questionado como são trabalhados os problemas de deficiência na aprendizagem dos alunos de ensino Fundamental e Médio. Os livros didáticos trazem modelos tradicionais de regras gramaticais que não dão conta dos propósitos instrucionais da aprendizagem desses alunos. Em se tratando dos elementos linguísticos (substantivos, adjetivos, verbo, artigo, entre outros) que podem desempenhar funções diversas, dependendo da ordem de suas disposições no enunciado, não são estudados de modo coerente em sala de aula. O livro didático deveria, mais explicitamente, dar aos alunos tais orientações. É tarefa de o professor trabalhar essas unidades linguísticas, buscando novas metodologias para contribuir com melhorias no ensino de gramática. Os educadores podem minimizar as lacunas em termos do livro didático, especialmente, adotando as orientações de pesquisas na área de linguagem e ensino como Antunes, Neves, Cagliari, Travaglia, entre outros, em que este trabalho está sendo referendado. Assim, o livro didático estaria servindo de melhor fonte para ampliação dos conhecimentos enciclopédicos dos alunos de língua materna. Palavras-chave: Nomenclatura. Livro didático. Ensino.

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POESIA INFANTIL E OS EXERCÍCIOS CORRELACIONADOS EM LIVROS DIDÁTICOS DO 2º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL I Aline Muniz ALVES José Hélder Pinheiro ALVES Universidade Federal de Campina Grande Desde o início da literatura infantil, muitos textos literários infantis eram “redigidos” com fins pedagógicos para que as crianças assumissem a postura de adultos em miniatura. Ainda hoje, percebemos que a maioria dos textos literários infantis sofre uma “didatização” através de sua utilização predominantemente pragmática nos livros didáticos. Nos primeiros anos do ensino fundamental I, um dos gêneros mais “estudados” nos livros de língua portuguesa é a poesia infantil. Gênero este, que proporcionaria motivação e fruição ao pequeno leitor em formação se abordado corretamente, primeiro, pelo material didático adotado pela escola, e segundo pelo professor que o utiliza. Baseado nas considerações de pesquisadoras como: Soares (1999) sobre a escolarização da literatura, Lajolo (1999), que nos relata sobre a marginalização do texto poético nos livros didáticos, diante dos demais gêneros textuais trabalhados no âmbito escolar, e Cademartori (1987), que nos traz algumas reflexões sobre as características da literatura infantil enquanto formadora de leitores, entre outros, nosso trabalho busca analisar a presença da poesia infantil em três livros didáticos do segundo ano do fundamental I, observando, sobretudo, se os poemas, neles contidos, recebem um tratamento adequado que leve em consideração a sua construção estética e o tipo de exercícios posteriores que trabalham, ou não, a compreensão do mesmo levando o aluno a refletir e enriquecer sua experiência enquanto leitor. Palavras-chave: Literatura infantil. Poesia. Livros didáticos. Exercícios.

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AS PROPOSTAS DE ATIVIDADES COM GÊNEROS TEXTUAIS NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO Ananias Agostinho da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este artigo tem como objetivo analisar as propostas de atividades com gêneros textuais sugeridas pelo livro didático de Língua Portuguesa do Ensino Médio. Para isso, tomaremos como corpus de nossa investigação o livro “Português: Ensino Médio”, produzido por José de Nicola, e adotado pela Escola Estadual Josefina Xavier, no município de Lucrécia-RN. Como respaldo teórico para nossa pesquisa, nos pautaremos em alguns autores, como Bakhtin (1997), Bezerra (2005), Bronckart (1999), Bunzen (2006), Dolz e Schneuwly (2004), Marcuschi (2005), dentre outros. Ao final de nossa análise, verificamos que as atividades de produção textual e as propostas de leitura analisadas normalmente trazem uma visão de língua homogênea, e não aprofundam o contexto de compreensão e as condições de produção do gênero estudado. Palavras-chave: Gêneros textuais. Livro didático de Língua Portuguesa. Leitura e produção textual.

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TRISTE FIM DOS CONTOS: LIMA BARRETO NO LIVRO DIDÁTICO Andréia Maria da Silva LOPES Universidade Federal do Rio Grande do Norte O presente trabalho objetiva analisar como é abordado o ensino de Literatura no Livro didático, tomando mais especificamente as propostas de ensino dos contos barretianos. Nosso estudo será de natureza descritivoanalítica e terá como corpus de análise três livros didáticos do Ensino Médio, que se encaixam na linha do tempo dos anos 2000 a 2010. Nesse sentido, os livros didáticos analisados são: Português: novas palavras de Amaral, [et al] (2000), Português: de olho no mundo do trabalho de Terra e Nicola (2008) e Português: linguagens de Cereja e Magalhães (2005), mas que é indicado no PNLEM para os anos de 2009, 2010 e 2011. As apreciações de tais livros evidenciaram que as abordagens se dão apenas em torno de fragmentos do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, deixando aquém o gênero conto, que na maioria das vezes não é nem citado. Sendo assim, o ensino de literatura assume um papel secundário no livro didático, uma vez que as abordagens relacionadas às obras literárias se reduzem às obras já canonizadas, isto é, que sempre aparecem em todos os livros didáticos, construindo, assim, estereótipos que ininterruptamente se repetem. Para o desenvolvimento do trabalho tomamos como aportes teóricos Lins (1978), Pinheiro (2006), entre outros. Palavras-chave: Contos. Lima Barreto. Ensino Médio. Livro didático.

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A LEITURA NO LIVRO DIDÁTICO: UMA REFLEXÃO SOBRE TEORIA E PRÁTICA Ayane de Abreu PESSOA Samyra Lara Ferreira de ALMEIDA Universidade Federal de Campina Grande O livro didático tem sido o instrumento de letramento mais presente na escola brasileira. Seu uso começou especialmente a partir da década de 1970. Atualmente ele vem sendo a fonte de trabalho mais utilizada pelos professores. Diante de tamanha utilização surgem as mais variadas análises desse tipo de material, verificando sua eficácia ou ineficácia na sala de aula. Uma das grandes preocupações é como a leitura está exposta nesse tipo de material, já que ele será um dos principais fatores para a formação (e aperfeiçoamento) de leitores na sala de aula. Para a efetivação desta análise verificamos a forma como a leitura é exposta nos documentos oficiais e como é trabalhada pelo professor em sala de aula, através do livro didático. Sendo assim, a nossa finalidade é verificar como a leitura é proposta nestes livros e como pode contribuir para que os alunos do ensino médio se desenvolvam enquanto leitores independentes. Palavras-chave: Livro didático. Leitura. Ensino Médio.

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ANALISANDO AS CONCEPÇÕES TEÓRICAS DOS LIVROS DIDÁTICOS: ELE PROPÕE, ELE FAZ? Érica Poliana Nunes de Sousa CUNHA Fernanda de Moura FERREIRA Maria da Penha Casado ALVES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Assim como qualquer texto e/ou material teórico ou de divulgação científica que se dispõem a abordar concepções tais como sujeito, discurso, linguagem, etc. ancoram-se em uma vertente teórico que orientará seu modo de pensar sobre esses conceitos, também o livro didático se compromete ao tratar de algumas concepções que são fundamentais para se pensar questões relacionadas a essas concepções. Sendo assim, propomo-nos a analisar uma coleção de manuais didáticos adotados em escolas da rede pública destinada ao ensino médio com o intuito de evidenciar até que ponto a postulação teórica adotada pelo livro influencia sua abordagem do conteúdo e sua proposta de ensino. Essa pesquisa é de natureza qualitativo-interpretativista e é um fragmento de uma pesquisa maior intitulada “Gêneros discursivos: produção, circulação, leitura e análise em sala de aula”, coordenada pela Profa. Dra. Maria da Penha Casado Alves e desenvolvida no grupo de pesquisa “Práticas discursivas na contemporaneidade” na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Palavras-chave: Concepções teóricas. Livro didático. Ensino.

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LEITURA E ESCRITA: UMA PROPOSTA DE ENSINO DOS GÊNEROS CONTO E CRÔNICA PARA O ENSINO MÉDIO Erik Viana Carlos RODRIGUES Franciclébia Nicolau da SILVA Universidade Federal de Campina Grande Tendo em vista as mudanças teórico-metodológicas para o ensino de língua materna, envolvendo a leitura e a escrita, e diante das necessidades ainda perceptíveis de se trabalhar com gêneros textuais em sala de aula, este artigo busca elencar algumas discussões relacionadas aos métodos de ensino-aprendizagem dos gêneros conto e crônica, no ensino médio, tomando como ponto de partida as abordagens que com frequência são dadas por professores, através do livro didático. O conto e a crônica são importantes instrumentos de aproximação preliminar entre estudantes e produções literárias e jornalísticas, isto é, são duas poderosas formas de motivação na construção do processo de leitura e escrita, e que, de certa forma, precisam ser diferenciadas quanto às características discursivas e comunicativas. Neste sentido, temos produtos valiosos que ajudarão o docente comprometido com a formação de leitores críticos e escritores habilitados às diversas situações de escrita. Assim, esta pesquisa – em sua fase inicial – traz algumas considerações sobre a forma como são apresentados os respectivos gêneros, objetos de nosso estudo, e, a partir de uma perspectiva sóciodiscursiva, desenha um caminho que tem como objetivo ressignificar o olhar superficial e descontextualizado que professores e alunos costumam ter sobre estes textos. Como âncora no desenvolvimento desta tarefa, autores como Bakhtin (2003), Bezerra (2002) e Marcuschi (2002) foram de fundamental relevância para que pudéssemos esboçar possibilidades de trabalho com os gêneros, passíveis de serem utilizadas por professores de Língua Portuguesa. Palavras-chave: Gêneros textuais. Conto. Crônica. Livro didático.

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O LIVRO DIDÁTICO E AS METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA E LITERATURA NO ENSINO MÉDIO Ermeson David de OLIVEIRA Universidade Regional do Cariri As escolas de ensino público sempre buscaram desempenhar o seu papel com eficiência quanto ao desenvolvimento da aprendizagem. Apesar desse comprometimento, os alunos do ensino médio sentem dificuldades no entendimento de textos e leitura. O livro didático é de fundamental importância para que o aluno possa adquirir o conhecimento sobre as disciplinas estudadas e desenvolver a sua capacidade de leitura e escrita através do conteúdo proposto, principalmente quando o utiliza através de metodologias de ensino eficazes dentro da sala de aula. Este artigo mostra a importância do professor quanto suas práticas de ensino em língua portuguesa e literatura nas escolas de ensino médio, em especial a Escola de Ensino Médio Santa Tereza de Altaneira-CE. O objetivo do presente trabalho é apresentar um conceito geral do livro didático e novas metodologias de ensino através do mesmo. Para a sua realização foram feitos estudos na escola pública da referida cidade e uma ampla pesquisa bibliográfica. Espera-se que este trabalho viabilize novas formas de metodologias de ensino e melhore a percepção na escolha do material didático para a prática do ensino pelo corpo docente. Portanto, cabe aos professores decidirem qual o livro didático servirá para o aluno e que ele não possa ser usado como a ferramenta principal na prática de ensino, dessa forma eles tornarão leitores competentes. Palavras-chave: Livro didático. Ensino. Metodologias.

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REFAZER, MAIS CLARO E COERENTE: A IMPRECISÃO DE SOLICITAÇÕES DE REESCRITA NO LIVRO DIDÁTICO DE PORTUGUÊS Evandro Gonçalves LEITE Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Regina Celi Mendes PEREIRA Universidade Federal da Paraíba O trabalho interessa-se pelas solicitações de reescrita textual presentes numa coleção de livro didático de português do Ensino fundamental (6º ao 9º Anos). O objetivo é identificar solicitações vagas ou genéricas quanto aos critérios que apontam, bem como outras que nem definem critérios, e compreender possíveis implicações delas para o processo ensino-aprendizagem da escrita. À luz de reflexões teóricas da Linguística Aplicada acerca da (re)escrita textual e seu ensino – notadamente Cabral (1994), Grande (2006), Leite (2009) e Santos (1994) – definiram-se como material de estudo as propostas de reescrita textual presentes na coleção Português: ideias e linguagens, de Delmanto e Castro. As análises evidenciam que muitas solicitações de reescrita são vagas ou genéricas na definição dos critérios, e outras nem apresentam critérios, constituindo-se num simples incentivo para a reescrita. Tais ocorrências prejudicam ou até anulam, nesses eventos, a função da reescrita como etapa de reflexão e melhoramento do texto e, consequentemente, seu propósito de instrumentalizar os alunos com parâmetros que tornem esses sujeitos autocorretores de seus textos. Diante disso, percebe-se que a reescrita é, de fato, uma estratégia utilizada nas atividades de produção textual do livro didático, mas há ainda certas dificuldades de pontuar clara e objetivamente critérios que orientem a refacção pelos alunos. Palavras-chave: Produção textual. Reescrita. Livro didático de português.

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DO DIZER TEÓRICO ÀS TRANSPOSIÇÕES DIDÁTICAS: ANÁLISE DAS PROPOSTAS DE ESCRITA NO MATERIAL DIDÁTICO DO PROJOVEM À LUZ DA PERSPECTIVA SÓCIO-HISTÓRICA DE LINGUAGEM Gilmara Freire AZEVEDO Maria da Penha Casado ALVES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho tem por finalidade apresentar um estudo desenvolvido em nossa pesquisa de mestrado, junto ao Programa de Pós-graduação em Estudos da Linguagem – PPgEL, vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, sob a orientação da Professora Doutora Maria da Penha Casado Alves. Abordamos nesta pesquisa questões concernentes às propostas de escrita apresentadas pelo Programa Nacional de Inclusão de Jovens – PROJOVEM (2005-2008). O nosso olhar está voltado para as orientações teóricometodológicas apontadas no Manual de Orientações Gerais, destinados aos professores bem como investigar de que forma essas orientações se presentificam nos Guias de Estudo destinados ao aluno. O objetivo é analisar esses documentos elaborados pelo PROJOVEM para verificar os pressupostos teóricos que os embasam e analisar como eles foram transpostos didaticamente. No que tange à metodologia, a pesquisa está situado no campo da Linguística Aplicada e é de natureza qualitativa e documental. O aporte sobre o qual ancoramos as discussões e análises apontam para teóricos como Antunes (2003), Bakhtin (1992), Geraldi (1996), Suassuna (2008), entre outros. Os tópicos analisados até o momento mostram desde a apresentação de seus objetivos a necessidade de clareza quanto ao que pretende. Tratando mais enfaticamente da proposição escrita vemos que esta se dá de forma artificial, inexpressiva e está desvinculado de qualquer contexto comunicativo e, por vezes, do contexto do próprio tópico no qual estão inseridas. Estão destituídas de sentido e de intenção bem como de qualquer valor interacional. Palavras-chave: Ensino de Língua Materna. Projovem. Escrita.

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ANÁLISE DO DESEMPENHO DO LIVRO DIDÁTICO NO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM DA LEITURA Gilvaneide de Sousa SANTOS Universidade Federal do Ceará O presente trabalho é o resultado de um estudo aplicado ao tratamento do processo de ensino-aprendizagem da leitura em livros didáticos de Língua Portuguesa. O objetivo geral é descrevermos como o livro didático, Descobrindo a gramática: nova proposta: língua portuguesa, de Gilio Giacomozzi, Gildete Valério e Cláudia Molinari Reda, indicado para o 6° ano do ensino fundamental, se apresenta para o discente no tocante à sua materialidade e ao seu conteúdo informacional. Para tanto, usamos como corpus o capítulo 1, intitulado, Comunicação, assim, discutimos os pontos fortes, bem como falhas e deficiências do livro. Ademais, analisamos, a priori, se esse material didático trata do ensino da leitura de forma eficaz, ou seja, como os autores trabalharam a questão da complexidade informativa, linguística e textual. Para isso, fizemos uso das teorias de Leffa (1996), Travaglia (2000) e Marcuschi (1997), no que concerne, respectivamente, a leitura, linguagem e compreensão e a escrita de textos. Tal estudo aqui empreendido permite-nos concluir que os critérios didático-pedagógicos referentes ao livro didático devem facilitar ao estudante o seu rápido manuseio e o entendimento seguro e satisfatório das proposições contidas em suas lições e servir de estímulo para que ele possa tornar-se leitor e escritor proficiente da Língua Portuguesa. Palavras-chave: Leitura. Ensino-aprendizagem da leitura. Abordagem didático-livresca.

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O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA E O LIVRO DIDÁTICO: A FONOLOGIA EM FOCO Jocenilton Cesário da COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Desenvolver metodologias e práticas de ensino que insiram o trabalho com a oralidade na sala de aula é contemplar a fala nos reais contextos de uso dos alunos. Quando o estudo da gramática, principalmente no tocante à Fonologia, envolve diretamente a língua/linguagem oral, as aulas de português ganham outras dimensões, saindo do arquétipo enfadonho e ganhando um modelo que envolva atividades mais instigantes. Partindo dessas considerações, o presente artigo discute o trabalho com a Fonologia na sala de aula, mais precisamente no Ensino Médio, com o uso do livro didático. Nesse intuito, procuramos expor e refletir como a língua oral é introduzida na metodologia das aulas de Língua Portuguesa, mais especificamente no estudo da Fonologia. Nessa perspectiva, propomo-nos a verificar a abordagem fonológica no livro Português de olho no mundo do trabalho, de Terra & Nicola (PNLEM, 2005), analisando a transmissão dos conteúdos teóricos e a proposta de atividades. Para subsidiar teoricamente os nossos enfoques, fundamentamo-nos nas considerações dos PCN (BRASIL, 1999) e nos estudos de Bagno (2008), Câmara Jr. (2005), Fávero et alli (2002), Marcuschi (2001) e Mori (2001). Dessa maneira, constatamos que a oralidade se apresenta ainda ausente das aulas de Português, tendo em vista que o livro didático contempla, com mais intensidade, atividades de língua escrita, sem despertar o interesse nos alunos para estudar e compreender a língua falada. Palavras-chave: Fonologia. Oralidade. Ensino. Livro didático

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A ABORDAGEM DA ORALIDADE NOS LIVROS DIDÁTICOS DE LÍNGUA PORTUGUESA Márcia Rejane Brilhante CAMPÊLO Universidade Federal do Rio Grande do Norte Sabemos que toda e qualquer interação humana se realiza por meio de textos, sejam eles falados ou escritos. Nesse sentido, destacamos o quanto é importante para a formação intelectual do homem a capacidade de se expressar oralmente nas mais diversas situações do cotidiano, sendo essa, portanto, uma tarefa da qual a escola não pode se eximir. Com base nessa afirmação, pretendemos, através de uma pesquisa bibliográfica, analisar qual é o espaço para a modalidade oral da língua nos livros didáticos de Língua Portuguesa do Ensino Básico, adotados em escolas públicas. Partimos, para tanto, da proposta contida nos Parâmetros Curriculares Nacionais (2001), assim como dos estudos que visam essa questão, dentre eles, as contribuições de Marcuschi (2001 e 2005), Ramos (1997) e Santos (2005). A análise de alguns conteúdos e exercícios dos livros didáticos constatou que, embora tais livros apresentem gêneros textuais da oralidade, ainda há um distanciamento das propostas dos PCN, comprovando a pouca atenção destinada ao estudo da língua falada, que fica relegada ao segundo plano em relação à escrita. Tais evidências apontam para a necessidade de repensarmos a utilização do LD enquanto ferramenta que auxilie eficazmente o trabalho docente e a aprendizagem dos alunos. Palavras-chave: Livro didático. Língua portuguesa. Ensino. Oralidade.

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GÊNEROS ORAIS E ENSINO: UMA ABORDAGEM NO LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO Maria Jaqueline da SILVA Elisângela Soares de OLIVEIRA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Os gêneros orais são frequentemente utilizados no contexto da sala de aula, servindo, quase sempre, como método de avaliação dos conhecimentos dos alunos sobre alguma obra literária ou sobre um tema interpretado como polêmico. E os livros didáticos apresentam algumas propostas de atividades envolvendo alguns gêneros dessa modalidade para serem explorados nas aulas. Considerando tais propostas, resolvemos analisar como são trabalhados os gêneros orais seminário e o debate regrado público no livro didático de Língua Portuguesa para a 1ª série do Ensino Médio Português: Linguagens, de Cereja e Magalhães. Sendo a metodologia, utilizada para realização do presente artigo, qualitativa de base interpretativista. Dessa forma, o trabalho se insere na área de Linguística Aplicada, em particular aquela de perfil sócio-histórico que concebe a linguagem como construção social e tem como objetivo analisar as práticas de linguagem em diversas esferas da atividade humana. Com as análises constatamos que o livro em questão traz uma significável proposta de realização da linguagem formal, cabendo, portanto, ao professor adequar as situações de realização ao contexto dos alunos, pois muitas vezes as indicações dos LDP não contemplam a realidade a qual o aluno encontra-se inserido. Para realização dessa análise nos fundamentamos nas reflexões realizadas por Bakhtin sobre linguagem e em Schneuwly e Dolz(2004) sobre os gêneros orais. Palavras-chave: Gêneros orais. Seminário. Debate regrado. Livro didático. Ensino.

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VÁRIOS LIVROS E UMA MESMA LEITURA: A ABORDAGEM DA POESIA DE AUGUSTO DOS ANJOS NOS LIVROS DIDÁTICOS Verucci Domingos de ALMEIDA Universidade Federal de Campina Grande Este trabalho analisa a abordagem da poesia de Augusto dos Anjos em seis dos onze livros didáticos de língua portuguesa, os quais englobam estudos de gramática, literatura e produção de textos, avaliados pelo Programa Nacional do Livro no Ensino Médio, PNLEM 2009, do Ministério da Educação e Cultura, MEC, destinados ao 3º ano do Ensino Médio. Esses livros são recomendados e oferecidos pelo Governo às escolas públicas de todo o Brasil por serem considerados por uma equipe de professores como os melhores a serem utilizados, assegurando assim um ensino de qualidade. Nossa pesquisa, então, focalizará uma parte do material ao qual se refere os estudos de literatura. Acreditando-se na hegemonia intelectual de livro para livro e a estereotipação da poesia (e) do poeta Augusto dos Anjos, foram comparados e interpretados dados quantitativos adquiridos destes livros, que geralmente são o único suporte utilizado nas salas de aula de literatura e uma das únicas fontes de pesquisa dos professores e alunos das escolas públicas. Como suporte teórico, apoiamo-nos em estudos sobre o uso do livro didático de Pinheiro (2006), Martins (2006), Silva (2008), entre outros. Os resultados confirmam a repetição de informações que há entre os livros didáticos de literatura, nos quais repetem quase sempre os mesmos poemas, os mesmos tipos de exercícios, os mesmos dados, muitas vezes limitando a imagem do que se pretende estudar, bem como a visão daquele que o consulta. Palavras-chave: Augusto dos Anjos. Livros didáticos. Ensino de literatura

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A REFACÇÃO TEXTUAL EM LIVRO DIDÁTICO DE LÍNGUA MATERNA DO 9º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Wanderleya Magna ALVES José Cezinaldo Rocha BESSA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente trabalho focaliza a refacção do texto escrito em livro didático de língua materna do Ensino Fundamental. Interessa-nos verificar que gêneros textuais as propostas abordam, que encaminhamentos são dados para as atividades de refacção, como também conhecer os critérios avaliativos envolvidos nessa tarefa, e, por conseguinte, discutir em que medida o trabalho com a refacção textual proposto no livro didático pode contribuir para o desenvolvimento da habilidade escrita do aluno. Fundamentados em Antunes (2003, 2006), Bezerra (2005), Britto (2007), Bunzen (2006), Cavalcante e Marcuschi (2008), Dell’Isola (2007) Reinaldo (2005), analisamos encaminhamentos de atividades de refação textual do livro didático Leitura, produção, gramática, de autoria de Leila Lauar, referente ao 9º ano do ensino fundamental. Constatamos que o livro em análise apresenta atividades de refacção ancoradas nos gêneros textuais. Constatamos, ainda, que a maioria dessas atividades contempla com maior ênfase em suas orientações os aspectos estruturais do texto e ausenta critérios avaliativos que abrangeriam aspectos interacionais da língua. Depreende-se, portanto, que as propostas de refacção aqui analisadas parecem objetivar o desenvolvimento da autonomia que o aluno precisa adquirir para operar diante de seus próprios textos, mas não se configuram efetivamente como encaminhamentos adequados para que o aluno desenvolva sua competência na escrita, tendo em vista as orientações superficiais e o foco direcionado quase que predominantemente no aspecto estrutural do texto. Palavras-chave: Gêneros textuais. Livro didático de língua materna. Refacção textual.

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GT 9 – O TEXTO E A LEITURA LITERÁRIA EM SALA DE AULA: RELAÇÕES ENTRE LITERATURA E ENSINO Mndo. Pedro Fernandes de Oliveira Neto (PPGL/UERN) pedro.letras@yahoo.com.br Dra. Maria Edileuza da Costa (PPGL/UERN) edileuzacosta@ig.com.br As discussões para um entendimento da relação literatura e ensino datam da década de 1980. Trata-se de uma discussão, portanto, recente, que se reatualiza dado o caudal de questões levantadas desde então; dentre tais questões, citem-se como exemplo, as reflexões teóricas que dão conta dos usos do texto literário em níveis de ensino fundamental e médio e o que fazer para com os baixos níveis de letramento literário comprovado nas avaliações nacionais. Um dos focos que hoje faz parte de uma reatualização da questão literatura e ensino, entretanto, diz respeito ao caráter das práticas e usos do texto literário e do ensino na formação de professores nos cursos de graduação em letras. A partir desse interesse, este GT procura abrigar discussões cujo foco estejam em propostas teóricas e/ou práticas para as graduações na área de Letras sobre como e por que trabalhar o texto literário (narrativo, poético ou dramático) em sala de aula. Nesse ínterim, serão apreciadas propostas que levem em conta temas sobre as metodologias do ensino de literatura, experimentos e mediações com a leitura literária no ensino superior, bem como a reflexão sobre as possibilidades de caminhos para uma ressignificação da formação do professor de língua/literatura.

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LETRAMENTO LITERÁRIO: UMA EXPERIÊNCIA DE LEITURA LITERÁRIA EM SALA DE AULA Ângela Paula Nunes FERREIRA Universidade Federal de Campina Grande Este trabalho é resultado da aplicação de uma sequência didática norteada pela obra “Morte e Vida Severina” de João Cabral de Melo Neto, vivenciada com os alunos da turma B do cursinho pré-vestibular solidário da Universidade Federal de Campina Grande, nas quartas-feiras, de 18:30 às 20:00, no período de 09/07/2008 à 16/07/2008, no estágio supervisionado do Curso de Letras da Universidade Federal de Campina Grande. Para tanto, seguimos as etapas de leitura propostas por Rildo Cosson (2006), em sua obra Letramento Literário Teoria e Prática. A experiência que vivenciamos nesta prática de ensino permitiu verificarmos que é possível estudar a literatura em sala de aula, trabalhando-a conforme as Orientações Curriculares para o ensino médio, tendo como centro da prática literária na escola a leitura efetiva dos textos, e não as informações das disciplinas que ajudam a constituir essas leituras, tais como a crítica, a teoria ou a história literária. A metodologia adotada, voltada para o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico, a partir do estudo da literatura, com vistas à necessidade de formar o leitor literário, a partir de um letramento literário, mostrou-se viável, representando uma atividade prazerosa e gratificante não só para os alunos como também para o docente. Palavras-chave: Literatura. Sala de aula. Letramento Literário.

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CULTURA POPULAR: ENSINANDO A APRENDER LITERATURA Antonio Cleonildo da Silva COSTA Lilian de Oliveira RODRIGUES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Um dos grandes desafios do ensino consiste na dificuldade que os educandos e educadores possuem em nivelar os saberes, dando a eles igual credibilidade. A literatura, com ênfase, a cultura popular, é estigmatizada com a justificativa de não reunir os traços literários exigidos, sendo inferiorizada pelo cânone da literatura “clássica”. Percebe-se na própria universidade uma carência em estudos culturais. No ensino fundamental e médio é muito mais comum os alunos saberem algumas poucas metáforas de um romance clássico, do que conhecerem a sua própria história de vida e a de seu povo. Atribuímos a culpa sempre ao sistema e ao poder de dominação simbólica das classes. Porém, ensinar a aprender literatura, através da Cultura Popular é fazê-la dentro da vida, como afirma Ayala (2003). Autores como Xidieh (1976), Bosi (1994), Silva (2006), entre outros, ajudarão a esclarecer melhor tudo isso. A proposta que ora se apresenta pretende mostrar que, além dos clássicos, é didático e proveitoso aprender literatura, através da Cultura Popular, já que essa está arraigada a vida dos indivíduos. Os estudos aqui sugeridos nos deixam uma reflexão com relação a uma mudança de postura que devemos assumir, sobretudo quando entendemos que a cultura popular é inerente a vida e revela toda a literatura de um grupo de indivíduos. Assim, os docentes e discentes não podem cristalizar e elitizar a literatura nos clássicos, mas entendê-la também dentro dos parâmetros culturais de um povo e de sua realidade. Palavras-chave: Cultura popular. Literatura. Ensino.

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LER RIMA COM PRAZER Ariane Kercia Benício de SÁ Ana Maria Carneiro Almeida DINIZ Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A promoção da leitura literária nas escolas abrange problemáticas suficientes para inúmeros debates, pois compreender Literatura como disciplina escolar desencadeia muitas inquietações referentes à experiências vivenciadas na prática da sala de aula. Mas as questões vão bem além das usuais no meio pedagógico como: métodos de ensino e material didático. O problema configura-se no próprio ato de ler, com exclusividade na sua iniciação, no desenvolvimento do “gosto pela leitura”. A iniciação à leitura ultrapassa os limites de apresentação do sujeito as letras e formas estáticas no papel. O ato de ler é transformador e pode preparar o leitor para a decifração dos sentidos e malicias vigentes na sociedade em que vive. Ler oportuna, também, o gosto, o prazer, e o professor é o principal sedutor da relação prazerosa entre livro e leitor. É o professor que apresenta o aluno ao mundo fantástico e extraordinário das letras e palavras surpreendentes. É o professor que surpreende com o artifício da literatura. Contudo, a disposição e preparação do professor representa uma das principais problemáticas e infere na real interpretação do que é ler em campo escolar: Ler como codificação, ler como artifício do saber ou ler por prazer? Movido à interrogações como essa, o presente trabalho fará breve explanação sobre os problemas da literatura escolarizada e as práticas da leitura literária em sala de aula apontando para o principio de toda a discussão; a inserção da literatura na escola e seu ritual de iniciação. Palavras-chave: Literatura escolarizada. Iniciação à Leitura Literária. Formação do professor.

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A LEITURA DE POEMAS EM BLOGS: NOVAS POSSIBILIDADES PARA A LEITURA LITERÁRIA Berenice da Silva JUSTINO Universidade Federal de Campina Grande É notório perceber que a modernidade vem promovendo um tipo de leitor diferente dos séculos passados. O advento da internet é o maior precursor dessas mudanças, pois o suporte digital vem a cada dia seduzindo mais a leitores de todas as idades, em especial, o leitor adolescente. É a partir dessas afirmações que esse trabalho vem discutir questões relacionadas às novas possibilidades que a internet vem abrindo para a formação de leitores. Aqui, relataremos a fase inicial de um projeto de mestrado que vem sendo desenvolvido na área de Literatura que trata exclusivamente de leitura de poemas em blogs para aproximar os leitores dos ciberespaços da literatura. Nossa pesquisa está sendo desenvolvida no 1º ano do Ensino Médio de uma escola pública da cidade de Pocinhos- PB. No momento, estamos em fase de observação in loco e dos sujeitos da pesquisa e trataremos nesse trabalho em discutir questões relacionadas à literatura em tempos de internet levando em consideração o blog como caminho para a leitura literária. Nos apoiaremos no que dizem Chartier (1994), Cosson (2006), Freitas (s.a), Martins (2006) e outros que contribuíram para esse trabalho.

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LITERATURA, IDENTIDADE E CULTURA: A EVOLUÇÃO DO PENSAMENTO BRASILEIRO Carlos Gildemar PONTES Universidade Federal de Campina Grande Maria Edileuza da COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Conceituar a identidade cultural brasileira se configura numa tarefa das mais árduas entre pesquisadores das Ciências Humanas. A literatura certamente propicia uma melhor visão sobre o assunto, mas aí se inicia um problema da literatura associada à identidade do país. O estudo das relações culturais na literatura leva em conta uma discussão entre texto e contexto. Desta forma, o texto como forma de permanência cultural é, ao mesmo tempo, produtor e produto da cultura, como tal pode expressar visões de mundo conflitantes, que se encontram e se chocam, num amplo diálogo. É preciso, então, discutir no conceito da literatura as condições externas que envolvem o seu objeto para que passe a existir como parte integrante de um procedimento: A incorporação da diversidade cultural do colonizador à cultura nativa, que envolve a construção de um tecido cultural mais amplo onde as diferenças culturais não mais se antagonizam, mas se integram. Todo esse processo de abrasileiramento da nossa cultura surgiu na medida em que se ia tentando fundar uma literatura nossa, desvinculada do pensamento da metrópole. Este trabalho traça a trajetória do pensamento brasileiro a partir da Carta de Pero Vaz de Caminha até a literatura regional contemporânea. Palavras-chave: Literatura. Identidade. Cultura.

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ESCOLARIZAÇÃO DA LEITURA LITERÁRIA: UMA PROPOSTA INTERDISCIPLINAR E INTERTEXTUAL A PARTIR DA OBRA CHAPÉU MAU E LOBINHO VERMELHO Cinthia de Oliveira ANDRADE Escola do Recife/ Lubienska Recanto Fabiana Tavares dos Santos SILVA Universidade Federal de Pernambuco Josinaldo Paulo FERREIRA Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão Neste artigo, será discutida a importância de se trabalhar a Literatura Infantil em sala de aula com um enfoque interdisciplinar, o qual auxilia a criança a desenvolver o imaginário através da leitura. Destarte, a partir do livro de autoria de Jessier Quirino, Chapéu Mau e Lobinho Vermelho, demonstra-se como um texto literário pode ser o trilho para um trabalho significativo de conexão de saberes que envolvem múltiplas disciplinas. Analisase também a intertextualidade dessa obra com o clássico Chapeuzinho Vermelho, de Charles Perrault, estabelecendo uma relação intertextual através das personagens. Para cumprir tais procedimentos, ancora-se em autores como Cunha (2003), Bentes (2008), Chartlot (2003), Japiassú (1976), Valente (2002), Fideles (2005) e Zilberman (203) que enfatizam que o trabalho com a literatura infantil pode ser fundante do lúdico, da criatividade e da comunicação interdisciplinar. Conclui-se que a mediação e o planejamento do professor devem ser permeados pelo lúdico, porque ler envolve prazer, deleite de sonhar e estar em muitos lugares, em distintas vidas, em tempos idos e futuros, ao passo em que se apreende a essência humana e se aprimora a criticidade e criatividade com a linguagem. Palavras-chave: Literatura Infantil. Intertextualidade. Interdisciplinaridade. Lúdico.

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POESIA POPULAR E MÚSICA: PROPOSTAS METODOLÓGICAS COM POESIAS DE PATATIVA DO ASSARÉ PARA O ENSINO DE LITERATURA Ciro Leandro Costa da FONSÊCA Maria Edneide Ferreira de CARVALHO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A literatura popular convive e dialoga com outras formas de arte como a música, o cinema, as danças e a literatura considerada erudita, construindo um processo de hibridização que a enriquece e a torna cada vez mais atual e presente na contemporaneidade. Nesse sentido, o presente trabalho tem como objetivo apresentar algumas propostas metodológicas com a poesia popular do poeta cearense Patativa do Assaré, considerando a interação entre poesias desse autor, com as composições musicadas, por diversos grupos e/ou cantores brasileiros. Para esse estudo, nos respaldamos em Ayala (2003), Abreu (2006), Pinheiro (2007) e Lúcio (2005). Os poemas selecionados para corpus desse trabalho são: A triste partida, Vaca Estrela e Boi Fubá, A festa da natureza e O Boi Zebu e as formigas, os quais foram musicados: por Luiz Gonzaga, no caso do primeiro e do segundo; este, também cantado por Fagner e musicado pelo próprio poeta; o terceiro, musicado e cantado por Raimundo Fagner; e o quarto foi musicado pela banda de forró Mastruz com Leite. Percebemos que diversas são as possibilidades de trabalho com a poesia popular e a música, o que poderá enriquecer e dinamizar a aula de literatura e, ao mesmo tempo, propiciar o prazer na recepção dessa poesia. Acreditamos que o ensino de literatura popular deve enfocar a interação entre a poesia e a música, mostrando que a hibridização é característica de todas as artes e que estas se relacionam e se enriquecem com as trocas sociais. Palavras-chave: Literatura popular. Patativa do Assaré. Propostas Metodológicas. Música.

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O ENSINO DE LITERATURA SOB A PERSPECTIVA DO LETRAMENTO LITERÁRIO Enia Ramalho dos SANTOS Aflânia Dantas Diniz de LIMA Universidade Estadual da Paraíba O presente trabalho consiste numa reflexão sobre a prática do ensino de literatura na escola, cujo objetivo principal é discutir a importância desse ensino sob o prisma do letramento literário, refletindo sobre o seu objeto de estudo, bem como propor possíveis caminhos para uma prática docente com vistas à formação de leitores literários. Assim, julgou-se viável uma discussão acerca desse ensino, uma vez que se entende a literatura como uma produção artística que possibilita ao ser humano uma ponderação de seus próprios conhecimentos, tornando-o um ser mais sociável e humanizado. Dada essa conotação, a escola tem o papel fundamental de tornar possível ao aluno um ensino que tenha por objetivo principal o letramento literário, o qual se refere à formação de um leitor proficiente e ativo. Diante disso, apresenta-se neste estudo, uma proposta para o ensino de literatura numa perspectiva de melhoria nesse contexto no qual a literatura está inserida. Palavras-chave: Ensino de literatura. Letramento Literário. Formação de Leitores.

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OPÚSCULO HUMANITÁRIO: A IMPORTÂNCIA DA EDUCAÇÃO FEMININA NA VISÃO DE NÍSIA FLORESTA Fernando Lopes de LIMA Maria Edileuza da COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho tem for finalidade analisar a obra Opúsculo Humanitário (1988) de Nísia Floresta buscando entender o ideal de educação feminina defendido pela autora. O texto trata de como Nísia Floresta enxergava a importância da educação feminina e quais os valores positivos trazidos por esta para a mulher enquanto ser individual e social. Trata-se de uma leitura analítica feita com base em apontamentos de autores e assuntos diversificados. Dentre os quais destacamos Duarte (1995). Nísia entendia que a situação degradante em que a mulher se encontrava era fruto de uma ideologia patriarcal dominante cujo objetivo era perpetuar a supremacia machista, baseada em opiniões infundadas e desprovida de caráter científico. Ela via a desigualdade de valores como proveniente de uma criação cultural, um mito, e não de uma seleção natural, como afirmavam os seus divulgadores. Tal situação era cruel, vergonhosa e retardatária a sociedade, pois metade da população vivia em condições desvalorizadas e, assim, reduziria o progresso social. A única saída vista por Nísia para o problema seria fornecer ao sexo feminino uma educação de qualidade. A educação proporcionaria à mulher o suporte necessário para adquirir uma vivência digna e representaria um forte impulso para a evolução social. Palavras-chave: Nísia Floresta. Mulher. Educação. Progresso social.

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RASGANDO OS VÉUS IDEALIZANTES EM “HISTÓRIA INTERROMPIDA”, CONTO DE CLARICE LISPECTOR. Flávia Rodrigues de MELO Antonia Marly Moura da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é fruto da pesquisa que venho desenvolvendo como membro voluntário do projeto “Aspectos do duplo no conto brasileiro contemporâneo” (PIBIC/UERN), coordenado pela professora Antonia Marly. Neste recorte, o propósito é focalizar as marcas do mito de Narciso na ficção de Clarice Lispector, em particular na obra A bela e a fera (1979). Convém destacar que as apropriações metafóricas do mito de Narciso é cada vez mais presente em textos contemporâneos e em campos variados da cultura. Na escritura de Clarice Lispector os indícios deste mito situam-se em múltiplos planos, ampliando interrogações e questionamentos em torno da problemática do eu. Dessa forma, tomando essa linha de reflexão como ponto central de nosso trabalho, analisaremos o conto “História Interrompida” presente no livro A Bela e a Fera buscando compreender como a personagem central se caracteriza como um Narciso moderno e, principalmente, como é construída a sua identidade. O conto gira em torno de W - sujeito possuidor de um amor próprio exacerbado - e a sua namorada – personagem não nomeada. O rapaz assemelha-se a um Narciso às avessas, pois, como bem descreve o conto: “ele se conhecia”. Porém, a partir da própria incógnita contida em seu nome - W... – configura-se como um “código” a ser decifrado por ele e pelo leitor. O personagem emblematiza a própria indagação em torno da complexidade da vida e dos mistérios da morte. Vale salientar que o caráter enigmático do conto está expresso também no modo de caracterização da personagem feminina, esvaziada de uma identidade, pois não é nomeada. Através do estudo dos pensamentos de Freud (1990), Rosset (2008), Almedina (2002) e Hall (2006) procuramos observar o modo em que se dá o processo de individuação da personagem central de “História interrompida”. Palavras-chave: Mito de Narciso. Clarice Lispector. Identidade. Personagem Feminina.

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O TEMA DO DUPLO EM CAIO FERNANDO ABREU: UMA LEITURA DE TERÇA FEIRA-GORDA DE MORANGOS MOFADOS Francisco Aedson de Souza OLIVEIRA Bolsista de Iniciação Científica PIBIC/UERN Antonia Marly Moura da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é um recorte da pesquisa “A representação do duplo em Morangos mofados de Caio Fernando Abreu”, integrante do projeto “Aspectos do duplo no conto brasileiro contemporâneo” (PIBIC/UERN), coordenado pela professora Antonia Marly M. da Silva, atividade que venho desenvolvendo desde agosto de 2009. Aqui o objetivo é analisar o tema do duplo em “Terça-feira gorda”, conto da referida obra. Nessa narrativa, o escritor gaúcho enfoca questões ligadas ao amor e a liberdade de amar, elegendo como ponto central de sua trama, a sexualidade e a busca de identidade. Convém situar Caio como escritor inserido num contexto social marcado por profundas transformações políticas e decorrente disso o modo de pensar da sociedade e dos indivíduos que nela estão inseridos. O conto, como antecipa o próprio título, conta a história de dois rapazes, que durante a terceira feira de carnaval são arrebatados pelo instinto de Eros. Na construção do tema do amor homoerótico, são visíveis as marcas do duplo, o que se observa na imagem de dois homens, seminus, suados, embriagados que, ao contrário dos demais foliões que usam máscaras, estão desmascarados, o símbolo clássico da duplicidade. Enamorando-se, contemplando-se como se estivessem diante de um espelho, eles parecem querer descobrir a si e ao outro, encontrar sua identidade na fusão com a metade faltante, como no mito do andrógino. No dizer do próprio narrador: “o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro”. Assim, constatando que o tema do duplo é recorrente na narrativa, faremos uma análise do conto tomando como base os conceitos de Melo (2000), Brunel (1998) e Rosset (2008) sobre a problemática do duplo. Palavras-chave: Caio Fernando Abreu. Duplo. Identidade.

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A ESTRUTURA DO PENSAMENTO, A LEITURA E O PROCESSO DE APRENDIZADO: A LITERATURA COMO RECURSO NO ENSINO DE VALORES Gonzalo Hernan APOLO Bolsista do projeto PIBID Universidade Federal de Campina Grande O presente trabalho faz uma aproximação dos conceitos relevantes de educação, leitura e literatura em base na metodologia e a teoria da educação proposta no livro “Pensamento de Unificação” do pouco difundido pensador oriental Sang Hun Lee. E desde esta nova perspectiva, mostra um paralelo com o conceito de leitura de Maria Helena Martins, a psicologia da aprendizagem, que nos permitira visualizar o caráter do homem ideal que há sido representada de modo simbólico na literatura universal. O que nos permite ver que com o aprendizado o homem constrói seu próprio caráter e, logo as gerações posteriores se apropriará dos saberes que lhes permitirão atingir o novo padrão, herdando sua cultura. Assim o homem de cada época é uma expressão individual do novo padrão de caráter atingido que logo a educação socializara esse novo padrão. A aproximação dessas teorias aponta a novas possibilidades na aplicação na sala de aula e com esta nova significação podemos abordar temas como o resgate de valores culturais. Mas o principal propósito deste trabalho é alertar a necessidade de estabelecer ou instituir a busca do caráter ideal do homem como referencial universal para harmonizar os elementos que fazem parte de nossa cultura, para de este modo estabelecer um padrão que nos permitira melhorar nossas práticas educativas. Palavras-chave: Leitura. Aprendizado. Literatura. Cultura. Educação.

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LITERATURA E ENSINO DE PERIGOS E DESAFIOS: COMO E PORQUE ENSINAR A LITERATURA Janaina Silva ALVES Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Na perspectiva de apresentar uma discussão teórica que envolva as relações entre o texto literário e o ensino, o presente artigo se propõe a refletir acerca dos perigos que rondam o ensino de literatura e do desafio urgente de trazer o texto literário para o cerne das discussões, sejam elas em sala de aula e/ou acadêmicas. Para tal, valemo-nos das leituras teóricas de Aguiar & Bordoni (1988), Compagnon (2001 e 2009), Barthes (1993), Candido (1995), PCN (1998), Jauss (2002), Coson (2006), Todorov (2009 e 2010), dentre outros. A partir dessas reflexões, suscitaremos pensar em como e porque ensinar literatura, questionando ainda acerca do espaço que se têm dado à literatura na escola; que valores a literatura pode criar e transmitir ao mundo. Nessas condições, é imprescindível compreender o texto literário e sua relação com o ensino; considerando, ainda, o processo de formação do leitor e tomando a literatura como fator de humanização. Palavras-chave: Literatura. Ensino. Formação do leitor. Humanização.

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NAS ONDAS DA LEITURA: UMA VIAGEM PELA OBRA MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRÁS CUBAS NAS AULAS DE LTERATURA José Carlos REDSON Maria Edileuza da COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Uma aprendizagem de qualidade pode ser construída a partir de um ensino de leitura bem fundamentado, especialmente quando nos referimos à manifestação do texto literário em sala de aula. Assim, as aulas de literatura devem estar voltadas para a perspectiva de que o texto literário está aberto á inúmeras interpretações, tendo em vista o contexto em que encontra-se inserido e a realidade do leitor. A partir desse entendimento, o trabalho em pauta é fruto de uma experiência de Estágio CAPES, no 5º período de Letras CAMEAM/UERN. Nesse sentido, refletimos sobre alguns enfoques acerca da leitura, do texto literário e do ensino de literatura, nos sustentando em teóricos como (TUFANO, 1995), (MARTINS, 2006), (ANTUNES, 2009) entre outros acerca dessa abordagem. Em seguida, apresentamos um estudo geral sobre a obra Memórias Póstumas de Brás Cubas, no sentido de contribuirmos para a melhoria do ensino de literatura. Acreditamos estar contribuindo ainda para tornar as aulas de leitura mais agradáveis e prazerosas. Afinal, é possível vivenciar a leitura como prática coletiva, uma vez que esta, não pode se resumir apenas à decifrações de códigos e sinais gráficos. Palavras-chave: Aprendizagem. Leitura. Texto literário. Literatura. Leitor.

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A UTILIZAÇÃO DO TEXTO LITERÁRIO NO LIVRO DIDÁTICO Larissa Cristina Viana LOPES Lucineide da Silva CARNEIRO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A relação entre literatura, ensino e leitura é uma problemática presente no contexto das aulas de língua portuguesa, nas quais se inserem as aulas de literatura. De maneira geral, é necessário fazer uma ponte entre o ensino da literatura e a leitura da literatura para que haja a aplicação e o respectivo aproveitamento do texto literário, haja vista, a literatura tem sofrido um processo de escolarização impróprio o que resulta em sua utilização inadequada, principalmente em se tratando de sua abordagem no livro didático. Nesta perspectiva, com base nas proposições de Coson (2006) e outros autores, este artigo objetiva discutir o uso do texto literário no livro didático de língua portuguesa da terceira série do ensino médio do qual fizemos o recorte de um capítulo e constatamos a falta de exposição, utilização e, especialmente, o aproveitamento do texto literário, cujo espaço é perdido para contextos históricos e informações sobre a periodização da literatura. Palavras-chave: Literatura, Identidade, Cultura.

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MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS: NA SALA DE AULA, FORA DA ‘ESCOLA’. Luciana Maria Moura RODRIGUES Universidade Federal de Campina Grande Pretendemos com este trabalho sugerir uma possibilidade de encaminhamento metodológico para a abordagem do romance Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida, especificamente em uma turma de Ensino Médio. Acreditamos que as orientações didáticas propostas podem render uma abordagem produtiva, facultando ao aluno o efetivo contato com o texto literário, dado que nossas orientações metodológicas facultarão ao aluno observar não só a dinamicidade concernente a referida obra, mas também permitirá ao alunado envolver-se em atitude dinâmica com o texto literário. Constituíramse pressupostos teóricos para a leitura do referido romance sobretudo as reflexões e apontamentos críticos de Candido (1964;) Amorim (2005) e Goto (1988). Utilizamos, ainda, como fundamento teórico acerca de determinadas peculiaridades do gênero em questão, Reuter (2002) e Dimas (1985). No tocante à formulação da sugestão didática, baseamo-nos principalmente em algumas das reflexões presentes em Alves (2006; 2007), Cosson (2006) e Osakabe (2004).

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OS TEXTOS DE MANUEL BANDEIRA E DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE FAZEM SENTIDO NO ENSINO DE LÍNGUA MATERNA? Manoel Guilherme de FREITAS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte É comum no ensino de Língua Portuguesa, o uso dos gêneros textuais, principalmente os que têm circulação no livro didático e na mídia, considerando o material impresso como uma tecnologia de comunicação. No entanto, o texto poético tem sido pouco utilizado no ensino como elemento significativo, embora existam vários textos dos poetas modernistas: Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade que possibilitem a construção de novos sentidos e discursos. Logo, voltados para o desempenho da Competência Comunicativa dos falantes. Na maioria das aulas de Língua Materna, quando utilizado, tem sido foco de análise linguística e, jamais, como um gênero diferenciador do processo ensino-aprendizagem. Assim sendo, nesse momento, limita o ensino ao mecanicismo, negando as vozes, a presença do outro, no dizer bakhtiniano, que aponta a necessidade da troca, da interação entre os interlocutores. Pois, se assim o fosse, textos como: “E, agora, José”, “Mãos dadas”, “A onda”, “Vou-me embora pra Pasárgada” dentre outros cânones, seriam utilizados não só para a abstração do imanente na língua, mas principalmente, para leitura da vida, despertando no aluno o prazer, a fruição além da formação de um leitor crítico, capaz de entender e/ou intervir na sociedade de seu tempo. Dessa maneira, tais textos são significativos, desde que os professores façam deles um instrumento na busca da qualidade do ensino, pois se continuar usando para tópicos de gramática, os maiores prejudicados serão os alunos, já que ficaram sem acesso a esse universo plural e intersubjetivo, algo, extremamente desafiador, daí sua diversidade e necessidade no ensino de Língua Materna. Palavras-Chave: Gêneros textuais. Poético. Competência. Interação. Intersubjetivo.

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ANALISANDO EROS NAS OBRAS ÉS MEU, O SILÊNCIO E MARIDO E OUTROS CONTOS Maria Aparecida da Costa Gonçalves FERREIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Nosso trabalho tem como objetivo relatar um estudo desenvolvido na Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, juntamente com alunos de Graduação, cuja temática é o amor na Literatura Portuguesa contemporânea. Iniciamos nossa investigação analisando a obra És meu de Rita Ferro, que se apresentou, depois de uma leitura minuciosa, como um campo fértil para analisarmos o tema do amor e sua problemática. Em seguida, estudamos o romance O Silêncio, de Teolinda Gersão, cuja narrativa esta prenhe de diálogos silenciados e angústias amorosas. Por fim, lemos o livro de contos Marido e outros contos de Lídia Jorge. Ela caracteriza-se como uma escritora revelação do século XX, pois sua obra faz um apelo ao fantástico e ao psicológico, além do poético, classificando-se, segundo Moisés (2008), como dona de uma forma apurada de detalhes, em busca constante das relações implícitas que envolvem o homem. Como primeiros resultados de nosso trabalho, podemos postular que a caracterização de Eros nas obras analisadas, aparece de forma fragmentada e complexa e que a pesquisa que propõe buscar e compreender a feição moderna do amor em obras da Literatura Portuguesa Contemporânea, deu-nos a visão de um Eros que se caracteriza como transitório entre o nascimento do desejo de possuir o objeto amado e o aniquilamento deste desejo com a conquista deste objeto. Nossas referencias teóricas básicas foram Ovídio, A arte de amar (2006); Platão, O Banquete (2001); Arthur Schopenhauer, Metafísica do Amor (2001); Moisés (2008) e Stendhal, (2007), entre outros. Palavras-chave: Literatura Portuguesa. Narrativa. Amor.

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O ENSINO LITERÁRIO E O TEXTO LITERÁRIO: LONGE DE UMA PRÁTICA DIALOGISTA E INTERACIONISTA NAS RELAÇÕES DE ENSINO-APRENDIZAGEM. Maria da Paz de Freitas e SOUZA Colégio Dom Bosco - Fundação Guimarães Duque O ensino de literatura desde um longo percurso vem sendo trabalhado de maneira equivocada, tanto pela instituição ideológica escolar, quanto pelas diretrizes e metas que orientam este ensino, como; concepções, pedagogia, metodologia, didática e atitudes procedimentais. O objetivo que tentaremos descrever nesse artigo de maneira teórica e científica é como se processa a instrumentalização do ensino literário e do texto literário, e as questões que tornaram o ensino, o vago experimentalismo de técnicas estruturalistas da linguagem. Isso porque, a literariedade é fruto de exercícios mecânicos para o estudo da língua. Quanto à leitura literária praticada, na sala de aula são textos fragmentados, capítulos ou partes destes como forma de representar a escrita do autor, a historicidade, o enredo, a sociedade e as ideologias do escritor. Como se fosse possível representar numa parte mínima de uma obra literária todos os aspectos ideológicos e estilísticos verbais. Percebemos que o ensino da disciplina literatura nas escolas brasileiras, quanto a prática da leitura literária não é uma atividade dialogista e interacionista para aprendizagem, pelo contrário a escola impõe seus discursos e currículos disciplinares de forma dogmática. Isso porque, criou se um paradigma dominante de ensino, por ideias e convicções da reprodução de valores da escola burguesa. Portanto, devemos pensar que o ensino de literatura não é recepção de culto às belas artes e leituras fragmentadas. A literatura é uma atividade de conhecimento da arte-verbal, em que os sujeitos, professor e aluno estão construindo um conhecimento ativo e dialogando os valores da vida real e cultural. Palavras-chave: Ensino literário. Texto literário. Ensino dialogista-interacionista.

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O REPERTÓRIO DE LEITURA NO COTIDIANO DA SALA DE AULA: UMA PROPOSTA DIDÁTICA COM O TEXTO POÉTICO Maria Edileuza a COSTA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Larissa Cristina Viana LOPES Instituto Federal do Rio Grande do Norte Na tentativa de tornar o ensino mais prazeroso e alegre precisamos resgatar aspectos lúdicos da aprendizagem, uma vez que os comportamentos lúdicos e exploratórios são naturais à espécie humana, principalmente na infância. Neste contexto as oficinas pedagógicas apresentam-se como uma forma diferente e criativa de organizar o ensino, socializando e interagindo alunos, professores e conhecimento. Assim sendo, o nosso trabalho tem como objetivo, à luz das teorias de Burlamaque (2003), Kleiman (2008), apresentar uma proposta didática com o texto poético, tendo como meio para se objetivar um ensino integrado e interdisciplinar, as oficinas pedagógicas. Entendemos, então, que a partir do bom trabalho com a leitura, é possível formar alunos leitores, bem como desenvolver o incentivo e o consecutivo prazer da leitura.

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UMA PROPOSTA DE ESTUDO COM O TEXTO LITERÁRIO NAS AULAS DE LÍNGUA MATERNA DA ESCOLA MUNICIPAL ANTONIO CARVALHO DE OLIVEIRA Maria Edileuza da COSTA Sebastião Francisco de Mesquita Universidade do Estado do rio Grande do Norte/UERN Ler um texto é atribuir significações e pôr em ação todo o conhecimento de mundo, todas as experiências que se possui, o que nos conduz a uma espécie de imersão no universo das palavras; por isso, é importante que o trabalho com o texto literário esteja incorporado às práticas cotidianas da sala de aula, visto tratar-se de uma forma específica de conhecimento. Pensando nisso, este artigo tem por finalidade apresentar um relato, a partir da investigação De uma proposta de trabalho a ser desenvolvida com o texto literário nas aulas de língua materna da Escola Municipal “Antonio Carvalho de Oliveira”, do município de Rafael Fernandes/RN, bem como elaborar um diagnóstico de como o acervo literário do projeto Literatura em minha casa está sendo trabalhado e, investigando, de modo particular, a prática de leitura na sala de aula. Com isto, visamos levantarem dados e proporcionar, através de sugestões, melhores condições de interação professor/aluno/texto literário, contribuindo assim para a melhoria da qualidade da Educação Básica no município de Rafael Fernandes. Palavras-chave: Texto literário. Ensino. Formação de leitores.

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AS EXPERIÊNCIAS DE LEITURAS LITERÁRIAS DE ESTUDANTES DO CURSO DE LETRAS/PORTUGUÊS DO NAESU: QUE LEITOR LITERÁRIO INGRESSA NO CURSO? Maria Gorete Paulo TORRES José Cezinaldo Rocha BESSA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho parte do pressuposto de que a leitura literária é um dos caminhos mais adequados para que o indivíduo obtenha conhecimento e prazer, acatando ainda a tese de que a leitura do texto literário deve fazer parte do repertório de leitura de todo e qualquer individuo, independentemente do nível de sua formação escolar. Considerando pressuposto a tese expostos, objetivamos investigar as experiências de leituras literárias vivenciadas por estudantes do Curso de Letras/Português do Núcleo Avançado de Educação Superior de Umarizal antes do ingresso destes no curso. Como respaldo teórico para nossa pesquisa, temos os estudos de Cosson (2009), Machado (2009), Martins (2006) e Soares (2003). Trata-se de uma pesquisa descritiva, de natureza qualitativa e quantitativa, para cuja realização utilizamos como instrumento de coleta de dados questionários abertos, fechados e mistos que foram aplicados a 11 (onze) estudantes concluintes do curso já mencionado. Os resultados apontam que a maioria dos estudantes afirma que somente às vezes liam textos literários antes de ingressarem no curso. Constatamos também que havia uma diversificação entre os textos lidos, embora existisse uma forte preferência pelos romances nacionais. Podemos, portanto, afirmar que a maioria desses estudantes, mesmo já tendo algumas leituras de textos literários, ainda não havia se constituído como um leitor literário antes de ingressar no ensino superior. Palavras-Chave: Leituras. Literárias. Estudantes. Curso de Letras.

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A LEITURA DRAMÁTICA DE CANTARIM DE CANTARÁ Mariclécia Bezerra de ARAÚJO Universidade Federal de Campina Grande A peça Cantarim de Cantará (1980) é um musical de Sylvia Orthof inspirado em Morte e Vida Severina de João Cabral de Melo Neto. A obra é um verdadeiro ensinamento sobre vida, esperança e liberdade. Baseada em traços da cultura popular, Sylvia elabora uma narrativa na qual Pomba Rolinha, personagem principal da peça, perde sua casinha numa enorme ventania. Depois de passar por inúmeras provas de amizade e solidariedade, Pomba Rolinha morre deixando na terra um “ovo”, fruto da harmonia e da esperança. Neste universo da cultura popular, vale ressaltar o destaque que Sylvia Orthof confere para as expressões coloquiais, para os versos populares e para as canções folclóricas que permeiam o mundo da literatura infantil. Neste trabalho, faremos um estudo da peça levando em consideração aspectos como o ritmo, o humor e os personagens que se manifestam através da linguagem popular. Atentaremos para as situações vivenciadas pela protagonista e as estratégias que ela monta para suprir o desejo de liberdade e livrar-se da opressão em que vive. Enfim, defenderemos uma prática leitora que possibilita ler peças infantis na sala de aula, buscando respaldo nas considerações da estética da recepção, pois consideraremos o horizonte de expectativa do leitor durante a leitura da peça. Como aparato teórico, utilizaremos principalmente as considerações de Lacerda (2005); Azevedo (1999); Jauss (1994) e Abramovich (2004) Palavras-chave: Leitura. Dramática. Cultura Popular. Recepção.

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ADAPTAÇÕES DO CONTO CHAPEUZINHO VERMELHO EM PERRAULT E IRMÃOS GRIMM Núbia Verônica Ferreira AVELINO Universidade Federal de Campina Grande Este trabalho tem como objetivo comparar as adaptações do conto de fadas Chapeuzinho Vermelho nas versões de Charles Perrault (1883;1994) e dos Irmãos Grimm, publicadas no livro Contos da Carochinha. Tomamos como referência os estudos sobre adaptação de Zilberman (2003) e Lajolo (2008), discutimos os recursos utilizados em cada versão, objetivando fazer do texto um meio de doutrinação ou admoestação. Os sentidos produzidos pelas adaptações são analisados, ainda, com base na reflexão de Belttelheim (2008), Coelho e Zilberman (2003). A análise evidencia que o trabalho com a leitura de adaptações pode promover desenvolvimento sociocultural e intelectual, à medida que estimula a formação do leitor crítico, mediante a comparação de diferentes versões de uma mesma obra. Defendemos que o professor deve proporcionar não apenas a leitura da adaptação a ser apresentada, mas sempre que possível, também o texto base, para que o leitor possa avaliar essa adaptação quanto ao papel de cada personagem, enredo, posição do narrador, para assim melhor escolher, indicar e trabalhar as obras. Dessa forma, reconhecemos a importância da leitura de adaptações desde a Educação Infantil, para a formação de crianças e jovens leitores; com isso não estamos defendendo o ensino de normas ou valores morais, mas argumentando a possibilidade do trabalho com adaptações como um recurso adicional a favor do letramento literário. Palavras-chave: Adaptação. Contos de Fada. Formação do Leitor.

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O PROCESSO DE LEITURA DE LITERATURA NA SALA DE AULA: EXPERIÊNCIA COM O TEXTO POÉTICO Orfa Noemí Gamboa PADILLA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho faz parte da dissertação, em andamento, na qual temos analisado o processo de trabalho das sessões de leitura da poesia de César Vallejo em sala de aula do Curso de Letras na Habilitação em Língua Espanhola e respectivas Literaturas no Campus Avançado “Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia”/CAMEAM/UERN. Partimos da compreensão de que no ensino da literatura o trabalho com o texto literário pode ser utilizado de maneira produtiva (JOUVE, 2002); tanto em língua materna ou estrangeira já que acreditamos que não existe dicotomia entre língua e literatura. Objetivamos, portanto, neste trabalho apresentar um recorte da análise do processo do desenvolvimento das sessões de leitura de literatura em língua estrangeira. Adotamos como objeto de estudo a sessão de leitura “Amor”, a mesma que constitui uma das seis sessões de leitura de poesia do banco de dados da pesquisa. Fundamentamo-nos em Smith (1999); Lajolo (2002), e nas contribuições sobre poesia e ensino Pinheiro (2007) entre outros. Desenvolvemos esta sessão de leitura, ancorados na estratégia da experiência de leitura por Scaffolded de Graves & Graves (1995). Concluímos que o trabalho com leitura de literatura em sala de aula contribui para a formação de alunos leitores em língua estrangeira já que o texto literário oferece ao leitor marcas para a sua compreensão e a leitura não é só descodificar os signos do sistema de uma língua, mais também construir significados, deste modo, o leitor atribui sentidos às marcas textuais a partir do seu conhecimento de mundo e do seu repertório de leitura. Palavras-chave: Leitura. Literatura. Texto poético e Ensino.

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APROXIMAÇÕES ENTRE ARTE POÉTICA – PAUL VERLAINE E UM SONHO – EUGÊNIO DE CASTRO Otávila Cristina Barbosa GOMES Francisca Carolina Lima SILVA Aline Lacerda LIMA Universidade Regional do Cariri Eugenio de Castro, introdutor do Simbolismo em Portugal, parece guiar-se pelos postulados pregados no poema Arte Poética de Paul Verlaine, considerado um dos mais notáveis poetas simbolistas, quando compõe o poema Um Sonho, e é a respeito dessa aproximação técnica e temática que tratará esse ensaio. Utilizando-se da literatura comparada faremos um cotejamento dos poemas em questão, onde será destacada a aproximação dos elementos de composição poética simbolista utilizada em ambas as composições. Após essa apreciação, poderemos afirmar então, que há uma simetria na composição dos poemas. Eugênio de Castro notoriamente mergulha no “manual do fazer poético” de Verlaine, conseguindo exteriorizar ambiguamente seus tormentos, ânsias e inquietações interiores, produzindo uma poesia admiravelmente bem composta, sendo passível de comparações com a obra poética do “príncipe do Simbolismo” Paul Verlaine. Palavras-chave: Paul Verlaine. Eugenio de Castro. Poesia. Simbolismo.

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POR UMA EDUCAÇÃO PELA LITERATURA Pedro Fernandes de OLIVEIRA NETO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A evolução histórica do ensino de Literatura nas Instituições de Ensino Superior, em particular nos cursos de Letras, surge como suporte para o reconhecimento de que determinados aspectos sofreram transformações: as mudanças ocorridas no trato com o texto literário, por exemplo, é uma delas; assiste-se a substituição da materialidade da literatura por seus suportes crítico-analítico. As reflexões acerca de tais transformações tem dado conta de uma pedagogia do esquecimento; isto é, dá-se valor a determinados aspectos (tais como o estudo dos elementos internos da obra literária) e esquece-se outros (tais como o estudo dos suportes externos à obra: contexto, ideologia, estética). É sabido que o projeto de formação nos cursos de Letras pressupõe a existência de um objeto (a pessoa a se formar) e um objetivo (a finalidade da formação). Tais transformações no uso da literatura como disciplina têm dado contas, que, paulatinamente, tem imperado uma supressão do último elemento em detrimento do primeiro. A questão, porém, não mudará radicalmente de figura sem que, para além das reflexões alternativas, não forem tomadas as alternativas propostas: isto é, a reaproximação entre objeto e objetivo e como intermediária o obra literária em si. A proposta desta comunicação é a de refletir, tomando por base uma aproximação da realidade dos Cursos de Letras da Universidade do Estado Rio Grande do Norte, sobre a necessidade de remodelagem do foco de ensino nas disciplinas de Literatura. Entende-se, desde já, que tais simples disciplinas são constituintes a ponto de serem definidoras de um curso que se pretende refletir/trabalhar com a linguagem, além de constituírem um complexo de valores éticos e relacionais que se supõe serem tão indispensáveis à vida como será a aquisição dos conhecimentos teóricos e práticos necessários ao exercício da profissão. Palavras-chave: Literatura. Ensino Superior. Educação.

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SOBRE LITERATURA E ENSINO, CONSIDERAÇÕES À PROCURA DE UM SENTIDO Pedro Fernandes de OLIVEIRA NETO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte No trabalho e nas práticas de ensino enquanto professor e de professores na área de Linguagens surge o suporte para o reconhecimento de que o desprezo para com a Literatura assumido pelo Estado e incorporado pelos próprios professores é justificado sempre pela ideia de que a Literatura em si não traz nenhuma contribuição, do ponto de vista prático, à vida dos sujeitos. É perceptível que se instala, embora não seja aqui a gênese do caso, mais um espaço para atuação da palavra “crise”. O que está em jogo, entretanto, são duas questões que merecem reflexão: primeiro, fruto de uma concepção vazia de literatura que estabelece fortes barreiras na relação literatura-mundo empírico, a própria situação do ensino; depois, fruto de um embrutecimento do ensino, historicamente voltado para o caráter de profissionalização e fruto do choque sofrido pela própria literatura num cenário móvel, onde tudo em curto tempo se torna obsoleto, o caráter de função da literatura no ensino. A partir dessas duas questões, a presente comunicação busca refletir sobre os extremos dessa relação literatura e ensino: primeiro sob o viés do professor de literatura, sua prática e suas estratégias de trabalho com o texto literário, depois, o papel da literatura no ensino, para a seguir chegar a um possível denominador comum – quais as razões para um fenômeno de crise na relação literatura-ensino e que práticas são mediadoras a harmonização dos termos e, portanto, atenuantes desse fator crise. Palavras-chave: Literatura. Ensino. Prática de ensino.

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TEXTO LITERÁRIO: PARA ALÉM DO RECURSO DIDÁTICO NAS AULAS DE LÍNGUA. Regiane Santos Cabral de PAIVA José de PAIVA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A partir do pós-estruturalismo, o texto passou a ser inserido no contexto do ensino de língua, já que, aprender uma língua, corresponde a um universo muito mais amplo que o contexto puramente frasal. Tal relevância pode ser ampliada depois dos estudos sobre os gêneros textuais e da linguística textual. Dentre estes textos, o literário tem recebido uma especial atenção nas últimas décadas e, em vista disso, temos o objetivo de apresentar um estado da arte a respeito desta questão, bem como enfatizar seus aspectos funcionais e didáticos. Após estes estudos, pretendemos distanciar o texto literário da nomenclatura de “recurso didático” e elevá-lo a um lugar de possibilidades dentro do processo de ensino de língua, seja ela materna ou estrangeira. Assim sendo, nosso trabalho delineará três pontos chaves: texto literário e ensino de língua; texto literário e as metodologias de ensino de língua e texto literário x recurso didático. Neste sentido, estudos como os de Koch (2007), Marcuschi (2008), Rojo (2008), Antunes (2009), Knuppel (2009), Jaguaribe (2007), Sampaio (2008), Santos (2007), Fillola (2002 e 2007) e Pita (1999) são imprescindíveis para a consecução do nosso trabalho. Palavras-chave: Texto literário. Ensino de língua. Recurso didático.

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LITERATURA E ENSINO: ALGUMAS REFLEXÕES Rosângela Reinaldo da FONSÊCA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Ensinar/estudar literatura tornou-se um desafio para professores e alunos do Ensino Médio à Universidade. Ao nosso ver, a leitura e o estudo do texto literário deveriam ser prioridade nas aulas de Literatura no Ensino Médio. Porém observamos que em seu lugar (quando há aulas) o que ocorre é o ensino de datas, listas de autores, dados biográficos, trechos de obras, características, etc. Mas afinal, por que, na sala de aula a Literatura é deixada de lado e em seu lugar são valorizados aspectos secundários para a sua apreensão e entendimento? Movidos pela curiosidade e intrigados com essa realidade, decidimos investigar, refletir e buscar respostas para essas inquietações. Para tanto, foram observadas 10 horas/aulas, na Escola Estadual Juscelino Kubitschek em Açu/RN. Pretende-se, com base no que foi percebido, investigar as possibilidades de trabalho com o texto literário na sala de aula, do ensino médio público, buscando analisar a receptividade da literatura no âmbito escolar. A temática Literatura e Ensino passou a ser discutida, no Brasil, a partir dos estudos de Regina Zilberman, ainda na década de 80. Tendo como referencial os textos da Estética da Recepção, discutida por Hans Robert Jauss (1921-1997) e da Teoria do Efeito, de Wolfgang Iser (1926-2007). Por compreender que a literatura funciona como elemento formador do homem (CANDIDO, 2002) e está relacionada diretamente à memória cultural, é que buscamos adentrar nesse terreno complexo que é o seu ensino, a fim de compreender melhor essa realidade, que nos toca de perto. Palavras-chave: Literatura e Ensino. Memória Cultural. Estética da Recepção.

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OS DESAFIOS DO PROFESSOR NO ENSINO DE LITERATURA: DO NÍVEL MÉDIO AO SUPERIOR Sara Fernandes MARTINS Universidade Federal de Campina Grande Na maioria das salas de aula do Brasil a proposta de trabalho com a Literatura no nível Médio está calcada na história da literatura, uma vez que se enfatizam datas, características, conceitos e fatos históricos, em detrimento da fruição de textos e de sua compreensão e interpretação. A origem dessa problemática pode ser observada no contato do professor com a Literatura em sua formação no nível superior que se reflete no exercício de seu ofício. Tendo como base essa realidade, já discutida por autores como Martins e Hélder, pretendemos, com este trabalho, refletir sobre as abordagens metodológicas utilizadas neste campo de ensino. Para promover de forma efetiva esta reflexão elencamos e discutimos uma série de desafios – que englobam o reconhecimento dos níveis de leitura, a plurissignificação do texto literário, a diversidade temática, a utilização do livro didático como uma base e não como único material estudado, entre outros – que o professor precisa superar para tornar o ensino de Literatura mais significativo dentro e fora do nível superior. A partir dessa discussão não estaremos apenas evidenciando o atual quadro metodológico de ensino, mas também apontando novas perspectivas de trabalho que desenvolva e aperfeiçoe o processo ensino/aprendizagem de Literatura, tornando assim a relação entre professor e aluno mais dinâmica e proveitosa. Palavras-chave: Ensino Superior. Ensino Médio. Literatura. Desafios do professor.

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CRONISTAS NA SALA DE AULA: TRABALHANDO A ESCRITA E O PRAZER Valdison Ribeiro da SILVA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Num contexto em que os relatos de aversão à escrita e à leitura são discursos presentes na vida de grande parte dos discentes, procuro, por meio desse trabalho, apresentar um relato experienciado por mim, enquanto bolsista do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID), de como é possível encontrar em ambiente escolar o gosto e o prazer pela leitura e escrita por meio do trabalho com o gênero crônica desenvolvido com uma turma de alunos de ensino médio de uma escola de rede pública de ensino da cidade de Natal/RN. Esse trabalho se deu a partir da apresentação do gênero aos alunos, da solicitação de produção de uma primeira versão e da orientação individualizada e em grupo visando à reescrita do primeiro texto produzido pelos discentes, com isso obtivemos excelentes crônicas e percebemos que, quando estimulados, os alunos criam o gosto pela litura e escrita. Para tanto nos fundamentamos na concepção dialógica da linguagem de Bakhtin (1997), na concepção de gêneros discursivos de Bakhtin (1992), na teorização do gênero crônica de cândido (1992) e na abordagem de Garcez (1998) que afirma a necessidade do “outro” no processo de elaboração e reelaboração de textos. Palavras-chave: Aprendizagem. Leitura. Texto literário. Literatura. Leitor.

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ANALISANDO O GÊNERO AULA COM ENFOQUE NO PROCESSO FORMATIVO DO PROFESSOR DE LÍNGUA MATERNA E LITERATURA E NA FORMAÇÃO DO LEITOR LITERÁRIO Vilma Nunes da SILVA Universidade Federal do Tocantins Esta comunicação visa a apresentar uma discussão preliminar acerca dos aspectos estruturadores do processo formativo do professor de língua materna e literatura, no âmbito da educação básica, de instituições públicas da rede escolar da cidade de Araguaína –TO, com vistas na caracterização da sua performance educacional e prática pedagógica, tendo a aula como objeto de análise do estudo. Através da verticalização da temática, a proposta detém-se também discutir as estratégias aplicadas para a abordagem e exploração do texto literário, a observação e o registro dos eventos de escrita e reescrita textual, relacionados às imbricações relativas à formação do leitor literário. Para delinear o papel do professor e compreender o seu processo formativo, assim como a sua atuação na formação de leitores críticos e a necessidade emergente de uma educação para a leitura, tendo a literária como recorte, optou-se pela modalidade de pesquisa qualitativa, pois os seus procedimentos atendem as prioridades do estudo. Para avançar no tema e teorizar a problemática, compreendendo a aula de literatura, enquanto gênero textual e instância discursiva que congrega em si a presença de outros gêneros para se constituir (aqui cenário da interação entre interlocutores, propiciado através do contato com textos literários, obras e autores), partiu-se dos pressupostos teóricos estabelecidos por Bakhtin (1992) e Marcuschi (2008). No tocante à leitura literária, à função da literatura, sua concepção e ensino, recorreu-se a Candido (2006) e Compagnon (2006); além de Jauss (2002) e Iser (1999), estudiosos da Escola de Constança, propulsora e divulgadora da Estética da Recepção, teoria que focaliza a atuação do leitor na compreensão do texto; como também, outras contribuições vistas em Barthes (1988), Eagleton (2001), Benjamin (1994), Paz (1991), Santiago (2002), Cortázar (1999), Eco (1989), Chartier (1994), Zilberman (2003), Chiappini (2005). Palavras-chave: Texto literário. Ensino de língua. Recurso didático.

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A HORA DO CONTO EM SALA DE AULA: UMA RELAÇÃO ENTRE LEITURA LITERÁRIA E ENSINO Vilmária Chaves NOGUEIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Muitas são as obras literárias e textos que circulam diariamente na nossa vida através dos diferentes meios, desde os impressos até os digitais. Contudo, a cada dia que passa, as pesquisas e artigos envolvendo o tema da leitura em sala de aula, tem ganhado destaque, mostrando, sobretudo, a grande aversão dos estudantes diante da leitura, em especial, da leitura literária. Pensando nisso e, respaldados principalmente nos conceitos de Compagnon (2006), quando trata da relação do texto com o mundo e com outros textos, bem como nas ideias de Cosson (2006) sobre a importância do bom uso do texto em sala de aula – o uso humanizador –, nos propomos realizar uma experiência com leitura do texto literário, enfocando a narrativa do gênero conto. De forma a unir o ensino e arte literária, ministramos quatro horas aulas de Língua Portuguesa no Ensino Fundamental, com os seguintes objetivos: apresentar, em linhas gerais, a diferença do texto literário para o não-literário; mostrar as características do gênero conto, dando destaque ao conto contemporâneo; mediar um encontro dos alunos com o texto literário, a fim de propiciar uma leitura prazerosa e facultar a capacidade imaginativa, bem como despertar o interesse dos mesmos pela leitura. Esse texto mostra como se deu tal experiência e permite-nos afirmar, tendo com base essa e os pensamentos dos teóricos mencionados anteriormente, que o professor tem um papel importantíssimo no que diz respeito ao contato do aluno com o texto e a formação de uma comunidade letrada. Palavras-chave: Ensino Superior. Ensino Médio. Literatura. Desafios do professor.

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LETRAMENTO LITERÁRIO E ENSINO: ONDE ESTÁ O TEXTO, O LEITOR E O MUNDO? Vilmária Chaves NOGUEIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Apesar da gama de textos literários que circulam na sociedade, o baixo nível de letramento literário põe em cheque as questões metodológicas e as crenças em torno tanto do texto literário quanto do professor de literatura que, ora compõem uma ideologia de cunho sagrado – da inatingibilidade do texto, devido ao conceito de hierarquia –, ora postulam a “falta da praticidade” da literatura. Pensando nisso, o presente trabalho pretende discutir a importância da presença do bom uso do texto literário em sala de aula, com destaque para a construção de significados na interação com o mundo, a importância da relação leitor/texto e os meios de mediação no contato entre o texto e o leitor (processos metodológicos). Nossas reflexões estão pautadas nos conceitos de Candido (1995) quando trata do caráter humanizador da literatura e da necessidade dessa nas nossas vidas e na escola; no leitor construtor do texto, posição essa defendida por Amarilha (2006); e nas discussões de Soares (1999) e Cosson (2006) sobre como tem se dado o uso do texto literário em sala de aula. Diante de tais discussões, podemos afirmar que o uso do texto literário deve pressupor-se de uma relação significativa e interativa com o mundo e o professor deve utilizar meios, com vista a proporcionar essa relação, quebrando com o paradigma de que o texto literário é difícil e que é melhor tratá-lo como compêndio para perguntas com respostas prontas ou, até mesmo, ler outra coisa. Palavras-chave: Texto literário. Ensino. Leitor. Mundo. Letramento literário.

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GT 10 – DOCUMENTAÇÃO DA PRÁTICA DOCENTE: ESCRITA E MEMÓRIA

Mical de Melo Marcelino Magalhães (UFU/GEPPEP) micalsv@yahoo.com.br Thomas Massao Fairchild (UFPA/GEPPEP) tmfairch@yahoo.com.br Este Grupo de Trabalho objetiva discutir o conceito de “documentação”, propondo que o mesmo possa ser substituído pelo de “escrita”. Para isso, pretende discutir a relação entre diferentes formas de documentação da prática docente – diários de campo, questionários, entrevistas, depoimentos, gravações em áudio e/ou vídeo etc. – e a produção de uma escrita que se propõe a analisar os dados produzidos através desses procedimentos. Parte-se do pressuposto de que a escrita não coincide com o próprio processo de documentação, mas consiste num trabalho cujo resultado já traz embutido uma posição tomada pelo documentador, sobre a qual ele pode ou não responsabilizar-se, mas pela qual ele sempre é responsável. Entende-se, por extensão, que a documentação de práticas docentes em si não produz uma memória, mas esta é antes produto de um trabalho de escrita marcado pela historicidade do sujeito, particularmente em relação à forma como este se constituiu ao longo de seu processo de formação e a como se posiciona em relação aos discursos que o interpelam contemporaneamente. Sob essa ótica, o problema da objetividade da documentação em campo dá lugar à reflexão sobre as formas como um pesquisador, ao escrever sobre seus dados, pode encontrar em sua própria escrita vestígios das posições assumidas ao produzi-los e, assim, passar a questionar e modular a maneira como se filia, através de seu texto, aos processos de produção da memória de sua área.

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DOCÊNCIA E ETHOS: CONSTRUINDO A IMAGEM DE SI POR MEIO DAS MEMÓRIAS DE LEITURA Ester Cavalcanti da Silva ARAÚJO Maria da Penha Casado ALVES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Em nosso percurso de vida, nos deparamos com vários fatores que determinam a construção da nossa história, que influenciam as nossas escolhas e que acabam influenciando as nossas atitudes, em todas as áreas de nossas vidas. Dessa forma, a nossa construção como sujeitos, enquanto leitores, também, se inclui em nosso percurso de vida, uma vez que tudo o que vivenciamos passam a compor nossa identidade. Sendo assim, nesse trabalho, nos propomos a analisar o modo como os docentes constroem a imagem de si, enquanto leitores; de que forma ocorreu essa construção de leitor. A nossa análise tem como corpus as memórias de leitura produzidas em um curso de formação continuada, na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Para analisar as memórias de leitura dos docentes, utilizamos as reflexões teóricas feitas por Mainguenau (2006) e Charaudeau (2006) sobre ethos, Martins (1985), Garcez (2002) entre outros que compartilham da visão de leitura enquanto processo e interação entre subjetividades e Nóvoa (2007) sobre formação docente e memória. Esse trabalho se insere na área de Linguística aplicada e tem como procedimento metodológico a pesquisa de caráter qualitativo. Palavras-chave: Memória. Docência. Leitura. Ethos.

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GT 11 – TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO, EDUCAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUAS Dr. Guilherme Paiva de Carvalho Martins guimemartins@gmail.com Mnda. Amilde Martins da Fonseca amildefonseca@hotmail.com Mndo. Manoel Guilherme de Freitas mguilhermefreitas@hotmail.com Marcela Carvalho Martins Amaral amaral.marcela@gmail.com A difusão de tecnologias de informação e comunicação proporcionou mudanças significativas na educação. O uso de tecnologias baseadas na convergência entre computação e microeletrônica potencializou a interatividade entre os atores envolvidos com a educação. A proposta do Grupo é refletir sobre experiências, pesquisas e propostas de trabalho com o uso de tecnologias de informação e comunicação, a educação em geral e o ensino de línguas.

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PROITEC NO ALTO OESTE POTIGUAR: PONTOS CRÍTICOS E DESAFIOS Amilde Martins da FONSECA Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O Programa de Iniciação Tecnológica e Cidadania - PROITEC é um curso na modalidade à distância, voltado para alunos do 9º ano da rede pública de ensino. O programa prepara os estudantes por meio de livros, fascículos e tele aulas para o ingresso no ensino técnico integrado ministrado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia - IFRN. Este trabalho tem como objetivo relatar a experiência de adaptação do PROITEC à realidade do Alto Oeste Potiguar na implantação do Campus Pau dos Ferros. Palavras-chave: Tecnologia. Realidade. Desafios.

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A PÓS-MODERNIDADE E A SUA MANIFESTAÇÃO NO COTIDIANO DOS ANÁLISE SINTÁTICA COMPUTACIONAL NO ENSINO DE LÍNGUAS: A QUESTÃO DA AMBIGUIDADE Andréa Feitosa dos SANTOS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Há pelo menos seis décadas a sociedade mundial vem sofrendo uma profunda transformação com o advento da computação. Atualmente a convergência entre computação e linguística tem despertado a curiosidade de pesquisadores de ambas as áreas sobre a possibilidade de dar tratamento automático às línguas, fazendo com que as máquinas venham a se comportar de modo cada vez mais eficiente no processamento de línguas naturais. O processamento de língua natural se dá em vários níveis do conhecimento linguístico, como o fonológico, o morfológico, o sintático e o semântico, e claro as suas interfaces. Nesse trabalho iremos refletir sobre o complexo fenômeno da ambiguidade linguística em relação ao ensino-aprendizagem de línguas. Nossa proposta é implementar uma minigramática do português em um analisador sintático automático, um parser, a fim de fazermos uma demonstração de como os parsers são capazes de analisar e demonstrar em forma de diagramas arbóreos as possíveis análises de uma estrutura ambígua. Para isso desenvolveremos nosso fragmento de gramática com base no modelo de análise e descrição linguística da Gramática Léxico-Funcional. Acreditamos fortemente que a utilização de ferramentas computacionais no processamento de línguas naturais pode colaborar não só para o refinamento e aprimoramento das máquinas, mas também para o esclarecimento de aspectos linguísticos no processo de educação de língua materna e estrangeira. Palavras-chave: Ambiguidade linguística. Processamento de línguas naturais.

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O RÁDIO COMO VEÍCULO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO: A EXPERIÊNCIA DO PROGRAMA “DIÁLOGOS UNIVERSITÁRIOS” Galileu Galilei Medeiros de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O programa de rádio “Diálogos Universitários” foi concebido tendo como objetivo democratizar as discussões acadêmicas, a partir do pressuposto de que na região do Seridó o rádio constitui-se na forma mais eficiente de comunicação, atingindo as diversas camadas sociais e intelectuais. Pensando nisso, um grupo de professores do CAS resolveu estabelecer parceria com a Rádio Rural AM/Caicó, para a produção e apresentação de um programa de rádio semanal de cerca de 30 minutos, veículo de interação acadêmico-social, que versaria sobre saúde, educação e cultura. “Diálogos Universitários” é um projeto de extensão de natureza interdisciplinar, tendo já oferecido ao público mais de cinqüenta apresentações desde sua fundação, no ano de 2007. Realizase sob a responsabilidade dos professores Galileu Galilei Medeiros de Souza (Curso de Filosofia), Cristyanne Samara Miranda de Holanda (Curso de Enfermagem) e Daniela Mendes da Veiga Pessoa (Curso de Odontologia), contando, ainda, com a participação de alguns alunos voluntários. Palavras-chave: Democratização. Educação. Cultura.

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INTERNETÊS VERSUS LÍNGUA PORTUGUESA: UMA RIVALIDADE, MÚLTIPLOS DISCURSOS Leila Karla Morais Rodrigues FREITAS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este texto apresenta algumas reflexões acerca do Internetês ─ linguagem tipicamente empregada no Ciberespaço ─ tomando como base especialmente sua polêmica relação com a Língua Portuguesa, atravessada por discursos controversos responsáveis pela instauração de uma severa rivalidade entre ambas. À luz dos aportes teóricos da Análise do Discurso francesa assumimos a prerrogativa de que a rivalidade Internetês versus português é constituída via discurso. Para tanto, restou-nos investigar a materialização das práticas discursivas que viabilizam este embate. Optamos por rastrear/analisar os discursos veiculados em comentários de comunidades do Orkut que tratam dessa problemática. Vale salientar que este trabalho, embora minimamente parcial figura como representativo das discussões aqui travadas. Além das contribuições advindas da Análise do Discurso trazidas pelas vozes de Gregolin, Foucault e Pêcheux, foram fundamentais para o adensamento das nossas observações as discussões tecidas por Bagno, Faraco, Possenti, e Komesu. Os dados observados confirmam nossa hipótese inicial de que a condição de rivalidade sob a qual são postos o Internetês e o Português advém de um processo de construção discursiva. As posições discordantes chocamse, ecoando, cada uma ao seu modo, vozes que remete-nos ao interdiscurso. De um lado, manifesto está o discurso institucionalizado da resistência, da preservação, da (suposta) pureza linguística. Do outro, destacamse discursos “transgressores” da valorização da mudança, da flexibilidade e da heterogeneidade da língua(gem). Palavras-chave: Internetês. Ciberespaço. Escrita. Língua Portuguesa. Discurso.

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A (INTER)GENERICIDADE D(N)O BLOG: POSSIBILIDADES POTENCIAIS PARA O ENSINO DE LÍNGUA MATERNA Leila Karla Morais Rodrigues FREITAS Francisco Paulo da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este artigo pretende refletir sobre as possibilidades de uso do Blog no processo de ensino-aprendizagem, mais especificamente, para o ensino de Língua materna, tomando como elemento básico sua natureza (inter)genérica. O Blog consiste num novo Gênero discursivo (digital) que resulta, a priori, de uma transmutação do gênero Diário, daí a denominação “Diário Virtual. Entretanto, ao longo do seu desenvolvimento, o Blog assumiu uma natureza constitutiva múltipla, não se restringindo mais apenas à esfera da subjetividade – embora esta ainda seja seu “carro-chefe”. Em sua dimensão composicional, a (inter)genericidade é um dos traços mais instigantes, sobretudo no campo do Ensino de Língua materna. O Blog possibilita ─ através de suas tipologias e propósitos comunicativos ─ a convergência de diversos gêneros discursivos em seu interior. Tendo em vista que o trabalho com a variedade textual é uma das prerrogativas do ensino de Línguas segundo preconizam os Planos Curriculares Nacionais, defendemos que o Blog figura como ferramenta de suma relevância nesse processo. As discussões ora travadas se ancoram em Bakhtin, Marcuschi e Koch a partir das concepções de gênero e transmutação; Komesu e Schittine mediante suas reflexões acerca do Blog e Araújo e Perrenoud cujas abordagens centram-se na relação entre a Escola e as novas tecnologias de informação e comunicação (TICs). Nossa análise se sustenta ainda em ilustrações de(a) (inter)genericidade n(d)o Blog na prática. Os recortes investigados revelam a natureza intergenérica do Blog, bem como as potencialidades que ele encarna para o ensino de Língua materna. Palavras-chave: Blog. Gênero discursivo. Transmutação. Ensino. Língua materna.

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O USO DE MÍDIAS NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS Marcela Carvalho Martins AMARAL Universidade de Brasília Guilherme Paiva de Carvalho MARTINS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte As tecnologias de informação e comunicação propiciaram mudanças significativas nas metodologias de ensino e aprendizagem. Com a difusão e o uso de tecnologias de informação e comunicação na educação foram criados programas de computador e materiais didáticos que inovaram as metodologias de ensino. No Brasil, a partir de políticas educacionais envolvendo universidades públicas foram desenvolvidos programas de formação continuada direcionados para a melhoria da qualidade de ensino na educação básica mediante a produção de materiais didáticos voltados para a capacitação de profissionais do magistério para o uso integrado de mídias nas práticas educacionais. Ofertado em âmbito nacional desde 2005, o Programa de Formação Continuada Mídias na Educação tem como proposta capacitar os professores da rede pública de ensino para a utilização de mídias integradas na prática escolar. No referido curso, as tecnologias de informação e comunicação são utilizadas como mediadoras no processo de ensino e aprendizagem. O presente estudo trata da experiência da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte com o Programa de Formação Continuada Mídias na Educação, dando ênfase para as mudanças nas práticas pedagógicas a partir da aprendizagem de conteúdos direcionados para o uso integrado de mídias no cotidiano escolar. Palavras-chave: Tecnologias. Mídias. Educação.

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LETRAMENTO DIGITAL: INCLUSÃO E PRÁTICA DOCENTE Marilucia OLIVEIRA Márcio Oliveiros Alves da SILVA Ezequiel Fonseca da SILVA Laura Viviani dos Santos BORMANN Universidade Federal do Pará Esta proposta compreende um Programa de Ações Colaborativas para Cidadania Digital – Navegapará financiado pela FAPESPA. O objetivo é oferecer um curso de Letramento Digital a Professores da Educação Básica, em Formação nas Instituições de Ensino Superior e egressos dela. A proposta metodológica é utilizar um conjunto de oficinas que contemplem noções básicas sobre informática e o trabalho de construção de Websites por meio do procedimento de ensino de Webquests (DODGE, 1995), a fim de integrar diálogos entre a Universidade (trabalho sistematizado) e Comunidade (experiência). Tal proposta surge diante de algumas observações: estudantes gastando tempo diante de computadores acessando informações diversas, não são aproveitadas em sua formação; quando a escola adota o uso do computador no seu fazer pedagógico, não procede de forma adequada ou produtiva, principalmente na implementação de pesquisas, geralmente, mal orientadas por professores. As Webquets oportunizam o trabalho com os Gêneros Textuais, ao final cada produto é resultado de tarefas realizadas com o uso de informações coletadas na Internet. Isso potencializa e qualifica o trabalho Docente mediante o uso de uma pesquisa escolar orientada na Internet e com fim de um produto ou a construção de um determinado Gênero Textual. É uma alternativa metodológica para o uso da internet com fins educacionais, apresentando-se como uma atividade de pesquisa que complementa atividades desenvolvidas em sala de aula, favorecendo que o docente elabore atividades a serem desenvolvidas em sala e permitindo que os alunos coloquem em prática os conteúdos aprendidos. Palavras-chave: Inclusão Digital. Formação de Professores. Tecnologias Educacionais.

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A PÓS-MODERNIDADE E A SUA MANIFESTAÇÃO NO COTIDIANO DOS INDIVÍDUOS: O PAPEL DA INFORMÁTICA NA VIDA ESCOLAR DOS ADOLESCENTES ESTUDANTES DA CIDADE DE BOM SUCESSO/PB NO COMPONENTE CURRICULAR HISTÓRIA Reinaldo Alves TEIXEIRA Francisco Paulo da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A partir dos anos 80, o capitalismo tornou-se hegemônico, todas as forças que buscavam contestá-lo ou rivalizava com este foram destruídas. Houve na verdade, uma superação do modernismo pelo que alguns teóricos chamam de pós-modernismo. São vários os teóricos da pós-modernidade – Jean-François Lyotard, Fredric Jameson, Jürgen Habermas e Perry Anderson. Para estes autores, a Pós-Segunda Guerra gerou um ambiente multinacional favorável a uma mudança significativa nas relações dos indivíduos na vida em sociedade. Segundo os mesmos, os anos que compreendem o início da década de 60 aos dias atuais, têm passado por transformações cujas peculiaridades se afastam de forma sensivelmente perceptível da vida e das relações sociais dos anos que antecederam a Segunda Grande Guerra. Estas transformações trouxeram consigo novos instrumentos e aparatos tecnológicos, entre eles, e talvez o mais importante, está o computador. Este aparato tecnológico cada vez mais se incorpora à vida dos jovens como ferramenta do seu mundo cotidiano. Os estudantes a cada dia tornam-se mais conectados a Web, freqüentam comunidades virtuais, vazem pesquisas escolares na grande rede, usam a informática como subsidio à vida escolar. É por perceber esta presença cada vez mais intensa da informática na vida estudantil, principalmente na cidade de Bom Sucesso/PB, que buscarei compreender que importância assumiu a informática, enquanto recurso tecnológico tipicamente pós-moderno, no processo de formação acadêmica dos jovens estudantes do Ensino Médio da referida cidade no componente curricular História. Palavras-chave: Pós-modernidade. Educação. Tecnologia.

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O USO DE TIC´S NA EDUCAÇÃO ESCOLAR Valmaria Lemos da Costa SANTOS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é referente a um estudo do uso de Tecnologia de Informação e Comunicação – TIC´s, na Escola Municipal Leís Gomes de Oliveira, localizada no Município de Serrinha dos Pintos/RN. O uso de TIC´s é uma prática que vem a configurar a busca pela inclusão digital dos indivíduos no processo de ensino-aprendizagem como uma tendência natural da presente evolução tecnológica. Procura-se com este, apresentar os desafios e perspectivas a partir do uso das TIC´s no ensino. Destarte, foi necessária pesquisa bibliográfica: Moran; Masseto e Behrens (2000); Kenski (1998), dentre outros, além de pesquisa in loco, com aplicação de entrevistas e o uso de registros fotográficos. Ressalta-se, como resultados, que a tecnologia no espaço escolar modificou a didática em sala de aula, no sentido de (re)querer do professor nova(s) metodologia(s) de ensino. Entretanto, sabendo que um componente tecnológico por si só não garante a produção do conhecimento, é necessário para isto, a mediação pedagógica, na interação professor-aluno. Mediante este contexto, o uso das TIC´s nas escolas, torna-se evidente a busca pela alfabetização digital dos indivíduos em escolaridade. Contudo, cabe ainda destacar que mesmo diante de projetos políticos educacionais que priorizam o acesso às tecnologias avançadas nas escolas, no caso brasileiro e em particular, em Serrinha dos Pintos, a exclusão digital ainda é significante. O que define no país e nesse espaço geográfico a presença de um grupo seleto, que possui acesso constante a rede de comunicação, em contrapartida dos que se encontram marginalizados de conhecimentos necessários as novas tecnologias. Palavras-chave: Tecnologia de Informação e Comunicação. Inclusão digital. Educação.

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GT 12 – OS ESTUDOS DO DISCURSO E DO TEXTO EM PESQUISAS CIENTÍFICAS Dr. Gilton Sampaio de Souza giltonsampaio@uern.br Mndo. Francisco Marcos de Oliveira Luz fmoluz@bol.com.br Mnda. Diana Maria Cavalcante de Sá dianacavalcante_@hotmail.com Mnda Maria Graceli de Lima gracelylima@hotmail.com Esse Grupo de Trabalho congrega trabalhos que busquem entender como se dão os estudos acadêmicocientíficos, produzidos em (e/ou sobre a) Língua Portuguesa, que têm os discursos e/ou os textos como objeto de investigação. Interessa, em sentido amplo, compreender e discutir as perspectivas teóricas adotadas, as metodologias, os objetos de estudo focados e as análises de corpus efetivadas nas pesquisas realizadas sobre discursos e textos. Aceitam-se, assim, tanto trabalhos que focalizem aspectos inerentes aos discursos e aos textos dos gêneros acadêmico-científicos como estudos acadêmico-científicos sobre discursos e textos de outros gêneros do discurso, advindos de diferentes campos do conhecimento humano, como o jurídico, o literário, o midiático, o religioso, entre muitos outros.

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A PRÁTICA DE CORREÇÃO TEXTUAL POR PROFESSORAS DE LÍNGUA PORTUGUESA DO ENSINO MÉDIO: OS TÍTULOS DOS TEXTOS Ariane Aparecida de OLIVEIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho de pesquisa analisa as práticas de correção de textos no Ensino Médio. Parte-se de discussões com professoras de Língua Portuguesa do 1º, 2º e 3º anos de uma escola pertencente à rede estadual de ensino, localizada no município de Assu-RN. O estudo tem como fundamentação teórica os postulados propostos por Cruz (2007), Dellagnelo (1998), Oliveira (2005), Pécora (1999), Ruiz (2001), Serafini (1989), dentre outros. A metodologia é de natureza qualitativa e interpretativista, tendo sido os dados constituídos a partir das correções das docentes que dizem respeito aos títulos dos textos. Os textos foram coletados entre julho e agosto de 2008. As intervenções das docentes referentes aos títulos somam 14 ocorrências. Sendo assim um trabalho interventivo, a correção ocorre de forma mista, isto é, no texto aparecem correções ortográficas, lexicais, etc. No geral, os títulos propostos pelos alunos, em resposta ao tema dos textos, são predominantemente títulos-roteiro, os quais são caracterizados pelos convites à pesquisa das causas e efeitos de determinado acontecimento. Palavras-chave: Produção textual. Correção de textos. Títulos dos textos.

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COMO SE CONSTITUI A AUTORIA NO GÊNERO RESENHA ACADÊMICA Dalva Teixeira da Silva PENHA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Maria da Penha Casado ALVES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho tem por objetivo principal identificar, a partir de um ponto de vista discursivo, elementos constitutivos do processo de constituição autoria em textos resenhados por acadêmicos do Curso de Letras do Campus Avançado Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia – CAMEAM, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Partimos da ideia de que o autor se constitui sujeito do seu dizer, uma vez que ele deve posicionar-se, assumindo, assim uma ação valorada do seu discurso, e nos detemos na identificação das diversas formas de inserção desse sujeito na enunciação. O corpus desse trabalho constitui-se de 20 resenhas acadêmicas. Nossa pesquisa se fundamenta nos pressupostos teóricos da Linguística da Enunciação, Para discutir a autoria, tomamos como dispositivo teórico as reflexões de Bakhtin(1997, 2003); Possenti (2002); Brait (2006); Faraco (2008). Os dados ainda em análise apontam para uma visão de autor - sujeito que assumi uma ação responsiva ativa e que esse sujeito se inscreve na cena enunciativa das mais diversas formas. Palavras-chave: Tese. Ensino. Monografia.

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TEXTO LEGAL DO ART. 421 DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO DE 2002: UMA ANÁLISE DO PAPEL DA FUNÇÃO SOCIAL DO CONTRATO Diana Maria Cavalcante de SÁ Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Várias mudanças econômicas e sociais provocaram modificações no ordenamento civil pátrio, sobretudo no que concerne às relações contratuais, fazendo com que, em certo momento, a desenfreada liberdade, proposta pelo liberalismo econômico, na forma de se contratar, não mais fosse a melhor solução, permitindo com que o Estado, a partir de então, através do texto legal disposto no art. 421 do Código Civil Brasileiro, estabelecesse normas dirigentes às partes contraentes, com o objetivo de manter o equilíbrio contratual. O presente trabalho, realizado através dos métodos exegético jurídico e o histórico evolutivo, objetivou analisar, com base em estudos sobre as mudanças ocorridas no Direito Civil, fundamentados nos conceitos do Direito Contratual tratado pelo renomado doutrinador Venosa (2004), impulsionadas pelo fenômeno da constitucionalização, o texto legal do artigo 421 do Código Civil de 2002, que adota a expressão “função social do contrato” como forma de privilegiar a proteção dos valores existenciais em relação aos interesses meramente patrimoniais. Dessa análise, questionou-se se a figura jurídica contratual teria perdido sua essência de negócio jurídico que se forma pela vontade das partes, com a adoção da função social do contrato, e qual o papel desta função social na efetivação da justiça contratual. Verificou-se, ao final do estudo, que a figura jurídica contratual não perdeu o seu sentido adotando a função social do contrato, pelo contrário, a inserção desse princípio no instituto do contrato só veio colaborar nessa incessante busca pela efetivação da justiça contratual; permitindo, assim, a realização do negócio jurídico equilibrado para as partes contratantes. Palavras-chave: Texto legal. Contrato. Função social. Justiça contratual.

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A PRODUÇÃO DE TEXTO NO ENSINO SUPERIOR: A PERTINÊNCIA E A APLICABILIDADE EM JUSTIFICATIVAS DE MONOGRAFIAS Elvis Alves da COSTA Gilton Sampaio de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente trabalho apresenta resultados da pesquisa institucional “Argumentação e construção de sentidos na elaboração de hipóteses e/ou questões de pesquisa em monografias: um estudo sobre a produção textual no Ensino Superior”. Em consonância com essa pesquisa, pretendemos, aqui, analisar a pertinência e a aplicabilidade em justificativas de monografias. Para efetivação de nosso trabalho, constituímos um corpus formado por quinze justificativas/introduções de monografias dos Cursos de Graduação em Ciências Econômicas, Educação Física e Letras (cinco de cada curso), do CAMEAM/UERN, do Semestre 2007.2 e 2008.1. Para subsidiar nossa pesquisa, adotamos como aporte teórico os estudos postulados pela Nova Retórica ou Teoria da Argumentação no Discurso, conforme Perelman-Tyteca (2002), Reboul (1999), Souza (2008b), entre outros, bem como na concepção de língua como interação social e na teoria dos gêneros do discurso, segundo Bakhtin (2003). Os resultados apontam que em oito monografias os autores pretendem contribuir com as pesquisas da área de atuação; em quatro delas, os autores justificaram a temática pela contribuição que esta pode trazer para o processo de ensino-aprendizagem; quatro dos autores demonstraram em seus trabalhos a preocupação em contribuir com a sociedade em geral; e finalmente, três autores justificaram a pertinência da pesquisa tendo em vista a contribuição que a mesma pode trazer para os estudos sobre sua temática dentro da própria universidade. Apenas em três monografias os autores não apresentam contribuições de suas pesquisas. Acreditamos que os resultados dessa pesquisa suscitarão discussões sobre a produção textual no Ensino Superior, mais especificamente sobre o gênero monográfico. Palavras-chave: Pertinência. Aplicabilidade. Justificativas. Monografia.

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ARGUMENTAÇÃO E DISCURSO ACADÊMICO: AS TESES EM JUSTIFICATIVAS DE MONOGRAFIAS DE LETRAS Elvis Alves da COSTA Gilton Sampaio de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente trabalho apresenta resultados da pesquisa institucional “Argumentação e construção de sentidos na elaboração de hipóteses e/ou questões de pesquisa em monografias: um estudo sobre a produção textual no Ensino Superior”. Em consonância com essa pesquisa, pretendemos, aqui, analisar a pertinência e a aplicabilidade em justificativas de monografias. Para efetivação de nosso trabalho, constituímos um corpus formado por quinze justificativas/introduções de monografias dos Cursos de Graduação em Ciências Econômicas, Educação Física e Letras (cinco de cada curso), do CAMEAM/UERN, do Semestre 2007.2 e 2008.1. Para subsidiar nossa pesquisa, adotamos como aporte teórico os estudos postulados pela Nova Retórica ou Teoria da Argumentação no Discurso, conforme Perelman-Tyteca (2002), Reboul (1999), Souza (2008b), entre outros, bem como na concepção de língua como interação social e na teoria dos gêneros do discurso, segundo Bakhtin (2003). Os resultados apontam que em oito monografias os autores pretendem contribuir com as pesquisas da área de atuação; em quatro delas, os autores justificaram a temática pela contribuição que esta pode trazer para o processo de ensino-aprendizagem; quatro dos autores demonstraram em seus trabalhos a preocupação em contribuir com a sociedade em geral; e finalmente, três autores justificaram a pertinência da pesquisa tendo em vista a contribuição que a mesma pode trazer para os estudos sobre sua temática dentro da própria universidade. Apenas em três monografias os autores não apresentam contribuições de suas pesquisas. Acreditamos que os resultados dessa pesquisa suscitarão discussões sobre a produção textual no Ensino Superior, mais especificamente sobre o gênero monográfico. Palavras-chave: Pertinência. Aplicabilidade. Justificativas. Monografia.

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A FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS DE LÍNGUA MATERNA NOS DOCUMENTOS OFICIAIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE AS DIRETRIZES CURRICULARES NACIONAIS Francisco Fransueldo da Costa SOARES Gilton Sampaio de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Nas últimas décadas a preocupação com a formação docente tem se tornado alvo de inúmeras reformulações em documentos oficiais, sendo estas estabelecidas pelo governo federal, por meio do Ministério da Educação, baseado nos pareceres do CNE e CES, na perspectiva de orientar diretrizes curriculares para os cursos de graduação, para a formação de professores e para o curso de Letras em âmbito nacional. Essa pesquisa é de caráter documental, cujo objetivo é descrever e analisar documentos da área de Educação e, neste sentido, trabalharemos com os seguintes documentos oficiais: A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (1995, 2001) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de Letras, orientadas pelos pareceres do CNE/CP (2001). Levando em consideração que esta pesquisa se encontra ainda em andamento, apresentaremos uma análise preliminar dos dados. Acreditamos que a formação de professores dos cursos de graduação, principalmente no que compreende ao curso de Letras, devem ser conduzidos pelas Diretrizes Curriculares e outros documentos oficiais, assim como por uma sólida base teórico-metodológica, passando, assim, a oferecer aos egressos e à educação básica profissionais com uma sólida formação docente. Palavras-chave: Formação de professores. Diretrizes curriculares. Curso de Letras. Documentos Oficiais.

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AS METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA NOS PCNs E SUAS REPERCUSSÕES NO CURSO DE LETRAS DO CAMEAM/UERN Francisco Fransueldo da Costa SOARES Gilton Sampaio de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Nas últimas décadas, a preocupação com as metodologias de ensino de língua portuguesa e a sua aplicabilidade em atividades de leitura, ensino de texto e prática de análise linguística vem sendo o foco de investigação de inúmeros pesquisadores, como Geraldi (1991), Dolz e Scheneuwly (1996), que propõem metodologias e procedimentos para o ensino de língua materna, especialmente no que diz respeito ao modo como essas metodologias se apresentam em seus documentos. Neste trabalho, pesquisamos sobre as metodologias de ensino de Língua Materna existentes nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e suas repercussões no curso de Letras. Temos como objetivo nesse trabalho investigar as propostas metodológicas de ensino de língua materna no curso de Letras, considerando a relação entre o PPC de Letras e o PCNs. Para tecermos algumas considerações a respeito da temática, nos baseamos nas discussões de Geraldi (1991), nos PCNs (1998) e em obras mais recentes, como Rojo (2000). É uma pesquisa em andamento, de caráter documental, na qual o foco está nas metodologias de ensino de língua materna, considerando a relação entre o PPC e o PCNs. Palavras-chave: Ensino de Língua materna. Letras. PPC. PCNs.

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ENTRE LINGUAGEM, LÓGICA E REALIDADE: UM CAMINHO ALTERNATIVO À CRISE DA OBJETIVIDADE DO DISCURSO A PARTIR DO PENSAMENTO DE MAURICE BLONDEL Galileu Galilei Medeiros de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O presente texto recorre à crítica filosófico-textual, aplicada ao estudo de dois artigos: “A prospectiva metafísica entre analíticos e hermenêuticos" e "Princípio elementar de uma lógica da vida moral". No primeiro artigo, Enrico Berti reconhece a compatibilidade de uma metafísica fraca (logicamente mais forte e epistemologicamente mais débil) com as correntes filosóficas contemporâneas dominantes, analítica e hermenêutica. No segundo artigo, por sua vez, Maurice Blondel sugere a assunção de uma nova lógica, em substituição daquela da antífasis (contradição) e da apófasis (negação), que caracterizam a contemporânea racionalidade ocidental. Esta nova lógica será fundamentada sobre a stéresis, ou seja, privação, constituindose em uma lógica prática ou da vida moral. Por meio dela será defendida a riqueza qualitativa da realidade, em oposição ao artifício da quantidade e dos conceitos. Objetiva-se aqui, a partir da filosofia blondeliana, acenar para um caminho alternativo ao pensamento fraco, depois da crise da objetividade do discurso científico do século XX. Palavras-chave: Razão. Nihilismo. Lógica. Moral.

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LETRAMENTO E ALFABETIZAÇÃO: IMPACTOS DA ESCRITA NA VIDA DE ADULTOS NÃO-ALFABETIZADOS Gilton Sampaio de SOUZA Adriana Morais JALES Francisco Edson Gonçalves LEITE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Nos últimos anos, uma das temáticas que ganhou projeção dentro dos estudos e pesquisas da Linguística Aplicada e da Pedagogia é a discussão sobre a relação entre oralidade e escrita e sobre o impacto da escrita em nossa sociedade. Vinculados aos estudos sobre o letramento, aqui implicadas também as práticas de alfabetização, essas discussões estão intimamente relacionados à aquisição e uso da escrita em contextos sociais. Neste trabalho visamos, num primeiro momento, a estabelecer uma distinção teórica entre alfabetização e letramento a partir de suas semelhanças e diferenças. Para tanto, analisaremos os posicionamentos de Soares (2004, 2006), Matencio (1994), Kleiman (1995), Tfouni (1995) e Marcuschi (1995). Num segundo momento, partiremos para uma análise de duas entrevistas concedidas por dois sujeitos da cidade de Mossoró-RN, observando as representações que estes fazem da escrita, bem como a relação deles com as práticas de alfabetização e de letramento. A partir da análise dessas entrevistas, vemos que suas relações com a alfabetização são muito parecidas: ambos frequentaram a escola, mas de maneira passageira e não sistemática. Isso tem um reflexo direto no nível de letramento desses sujeitos, os quais se mostram incapazes de atuar de modo ativo em certas atividades sociais que requeiram de modo mais complexo o uso da escrita, por não dominarem técnicas de codificação e decodificação linguística. Palavras-chave: Alfabetização. Letramento. Práticas sociais de escrita.

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IDENTIDADE E VIOLÊNCIA NO FORRÓ Gustavo Cândido PINHEIRO Claudiana Nogueira de ALENCAR Universidade Estadual do Ceará Este trabalho é parte de um projeto mais amplo intitulado "As construções dos sentidos da violência nas práticas culturais do Sertão Central do Ceará" que pretende investigar as práticas discursivas e práticas sociais da violência vivenciadas na região. O trabalho se propõe a refletir sobre a construção identitária do sujeito macho nordestino, construída histórico-discursivamente (ALBUQUERQUE, 1999) através do discurso vinculado pelo chamado forró eletrônico. Foram observadas as letras de músicas da prática supracitada, tentando perceber prováveis origens de discursos machistas ao supor que estes, muitas vezes, são causa de violência no próprio ato de fala e constantemente estão relacionados às formas de vida que se constituem nestes jogos de linguagem (WITTGENSTEIN, 1989). Como resultado, percebemos que as nomeações e designações que são dadas para os gêneros comumente corroboram para a legitimação e naturalização da violência e das relações assimétricas de poder. Exploramos essa construção identitária em uma abordagem crítica do discurso com base nos pressupostos teórico-metodológicos da Análise do Discurso Crítica (FAIRCLOUGH, 1992, 2003, RESENDE & RAMALHO, 2006) e nos estudos pragmáticos da linguagem que focam as identidades como construídas assídua e repetidamente através de discursos, considerando pois as identidades como performativizadas (PINTO, 2002). Palavras-chave: Gênero. Discurso. Identidade. Violência. Performatividade.

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A PRODUÇÃO TEXTUAL EM SALA DE AULA: A QUEM CABE A AUTORIA? Hubeônia Morais de ALENCAR Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho consiste em um recorte da nossa pesquisa centrada no processo interativo subjacente à produção textual em sala de aula, com o propósito de investigar como o discurso do professor e aqueles por ele apresentados na discussão sobre o tema a ser desenvolvido são tratados pelo aluno no seu texto. Da análise dessa relação professor/aluno, depreendemos, para este momento, um estudo sobre a autoria de textos produzidos em sala de aula, objetivando refletir sobre as implicações do discurso do professor no desenvolvimento da habilidade do aluno autorar o próprio texto. Para tanto, utilizamos um corpus constituído em situação de ensino, mediante a gravação de aulas, registros de observação e a coleta de produções textuais escritas pelos alunos. As análises nos revelaram que não há, nas aulas de produção textual, um espaço para o aluno operar sobre o próprio texto, refletir sobre o ato criativo. Geralmente, o texto do aluno destina-se à leitura da professora, resultando numa preocupação por parte do seu produtor em reproduzir nele o que foi dito por ela no momento da discussão. O termo autoria estará aqui relacionado à posição assumida pelo produtor no texto, de como “dar voz ao outro” e dela se distanciar para inscrever a “própria voz”. Para fundamentar os resultados, recorremos aos estudos bakhtinianos, por ele mesmo (BAKHTIN, 2003; 2006; 2008), e por seus estudiosos (FIORIN, 2006; FARACO, 2008, 2009; BEZERRA, 2008; PONZIO, 2008; OLIVEIRA, 2006), norteando-nos nas suas orientações sobre dialogismo, exotopia e autoria. Palavras-chave: Discurso. Texto. Ensino. Autoria. Exotopia.

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ENTRE O SENTIDO E A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADE: UM OLHAR SOBRE O DISCURSO POÉTICO DE PATATIVA DO ASSARÉ Ilderlandio Assis de Andrade do NASCIMENTO Bolsista PIBIC/UERN José Cezinaldo Rocha BESSA Rosângela Alves dos Santos BERNARDINO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Neste trabalho investigamos o dialogismo em textos acadêmicos produzidos por estudantes universitários, interessando-nos especificamente por estudar os modos de referir-se ao discurso do outro mobilizados, observando a recorrência e a distribuição desses modos ao longo da estrutura de relatórios de estágio. Fundamentados nos postulados de Bakhtin (1990), Authuier-Revuz (2004), Maingueneau (2002) e em estudo de Boch e Grossmann (2002) e assumindo a idéia de que a referência ao discurso de outrem é um fenômeno recorrente e característico especialmente em textos acadêmicos de estudantes em fase de iniciação científica, analisamos um corpus constituído por 12 relatórios de estágios produzidos por estudantes universitários de Curso de Letras de uma instituição pública. Os resultados apontam que os modos de referência empregados pelos estudantes na tessitura do relatório de estágio são os mais variados, sendo que o discurso citado direto é o modo mais recorrente, e a ilhota citacional, o menos recorrente. Os resultados apontam ainda que o discurso citado direto é o modo mais recorrente em todas as três partes da estrutura básica do relatório de estágio, exceto na introdução, onde predomina o uso da evocação. Sendo assim, compreendemos que, se por um lado, o fato de o estudante do curso de Letras mobilizar modos diversos na tessitura do texto se revela um aspecto positivo, por outro lado, o uso do discurso citado direto como modo privilegiado de discurso de outrem na tessitura textual dos relatórios pode ser um indicador da dificuldade que esse estudante revela em atividades de reformulação e/ou parafraseamento. Palavras-chave: Discurso do outro. Texto acadêmico. Estudante de Letras.

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O PAPEL DO LIVRO DIDÁTICO NO ENSINO DA ESCRITA João Batista Alves MONTEIRO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Esse trabalho tem a finalidade de analisar como o livro didático é trabalhado na sala de aula no desempenho da escrita. Para isso valemo-nos das abordagens teóricas, mais especificamente, ancoradas nas leituras de Zaccur (2001), Brito (2006), Coracini (1999), Tasca (1990) e PCNs (1998). Pretendemos observar nessas condições de ensino, e ver de que forma a escrita esta sendo aplicada em sala de aula para a prática da produção textual para alunos das series iniciais do ensino fundamental do 5º ano, e que temos que mostrar essa pratica de forma mais intertextualizada. Esperamos que este artigo tenha a importância no trabalho de aprendizado da escrita em sala de aula, tendo em vista a questão de ensinarmos a produção textual do livro didático. Palavras-chave: Escrita. Ensino. Livro didático. Aluno.

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ENTRE O SENTIDO E A CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADE: UM OLHAR SOBRE O DISCURSO POÉTICO DE PATATIVA DO ASSARÉ Jocenilton Cesário da COSTA Bolsista PIBIC/CNPq Maria Eliza Freitas do NASCIMENTO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A teoria da Análise do Discurso possibilita compreender os diversos enfoques que oportunizam a busca de efeitos de sentidos e os fatores que evidenciam a memória e o interdiscurso, aspectos basilares para construção de identidades. Partindo desse pressuposto, o presente trabalho busca discutir os efeitos de sentidos e a construção da identidade nordestina no discurso poético de Patativa de Assaré, tomando como corpus o poema Emigrante nordestino no sul do país. Como referencial teórico, utilizamos os princípios da Analise do Discurso Francesa (doravante AD), ressaltando a noção de formação discursiva, memória discursiva e interdiscurso, através dos estudos de Fernandes (2005; 2008), Foucault (1999; 2007), Pêcheux (1999) e Gregolin (2001). Sobre a construção de identidade, os nossos enfoques serão subsidiados teoricamente por Hall (2005, 2008), Bauman (2005) e Silva (2004, 2008). Nessa perspectiva, partimos da ideia de que a identidade é produzida por relações interdiscursivas e por dizeres institucionalizados na memória discursiva. Como metodologia, realizamos uma pesquisa bibliográfica para fundamentar a análise do corpus e, em seguida, adentrarmos na investigação das redes de sentido e buscarmos construções de identidades presentes na materialidade discursiva. Considerando que, para a AD, o enunciado é uma fonte inesgotável de sentidos, notamos que o sujeito enunciador procura denunciar uma realidade bastante comum para o povo nordestino: o êxodo rural. Isso, portanto, faz prevalecer os estereótipos de que o Nordeste é uma região pobre e miserável, reafirmando o discurso da seca, que circula em certas práticas sociais, associando a imagem do Nordeste à seca e à miséria. Palavras-chave: Discurso. Sentido. Identidade.

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AS ESCOLHAS LEXICAIS NA CONSTRUÇÃO DO SENTIDO EM TEXTOS JORNALÍSTICOS José Fernandes CAMPOS JÚNIOR Universidade Federal do Rio Grande do Norte O discurso jornalístico não apresenta os fatos da realidade de maneira neutra e imparcial, isenta do ponto de vista de quem os enuncia, mas reflete sempre a opinião de um indivíduo ou de um grupo que se manifesta favorável ou contrário a algum fato, o que ratifica o fato de que a “verdade” midiática é manipulada por ideologias e por interesses de seus proprietários, que fazem chegar ao público apenas a versão que lhes convém. Essa atitude se expressa por meio de variados expedientes, entre os quais podemos destacar a seleção lexical, em que o uso de determinadas palavras provocam certos efeitos de sentido e fundamentam o ponto de vista de seu produtor, garantindo e legitimando a subjetividade como uma condição sine qua non para a efetivação desse discurso. Assim, por considerar relevantes as representações ideológicas presentes nos discursos e conceber a linguagem como lugar de constituição de identidades, além de considerar as condições de produção, este trabalho inscreve-se nos pressupostos teóricos da Analise do Discurso de vertente bakhtiniana. Para a análise do corpus, enfatizar-se-á como o léxico – notadamente os verbos e substantivos – participa da construção de sentidos, não só informando sobre a realidade, mas sobrecarregando-a de valores e preconceitos. Nessa perspectiva, tem-se uma nova postura frente ao ensino de língua, visto que são incorporadas considerações sobre o sujeito e suas relações com a língua e com os outros, além de reincorporar aos estudos linguísticos o componente situacional e considerar a existência de várias vozes dividindo o espaço sociodiscursivo Palavras-chave: Discurso jornalístico. Subjetividade. Escolhas Lexicais.

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A PRODUÇÃO DE TEXTO NO ENSINO SUPERIOR: BREVES CONSIDERAÇÕS SOB O OLHAR ETNOGRÁFICO Lidiane de Morais Diógenes BEZERRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A partir da nossa prática enquanto professora do Curso de Licenciatura em Letras, do Campus Avançado “Profª. Maria Elisa de Albuquerque Maia” - CAMEAM, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN, particularmente, nos momentos em que ministramos a disciplina Produção Textual, constatamos algumas dificuldades demonstradas pelos alunos em suas produções escritas. Sendo assim, temos como objetivo para este trabalho investigar como as atividades de produção textual são encaminhadas no ensino superior, bem como as atividades de reescrita. A metodologia desta pesquisa é de natureza etnográfica, uma vez que nos propusemos a instituir um contato direto com o objeto a ser investigado. Para atender aos objetivos propostos por nossa pesquisa, fizemos uso de diferentes procedimentos de coleta de dados, tais como: observação e anotações de campo. Mediante tais procedimentos, foi obtido um corpus constituído de: anotações de campo e produções de textos dos alunos. Durante um semestre, estivemos presentes em uma sala de aula do 1º período do curso Letras, oportunidade na qual pudemos coletar 39 textos escritos. Podemos apontar como resultados prévios que as atividades de produção de texto foram encaminhadas a partir de textos-bases, como também, que a professora trabalhou com atividades de reescrita, sempre muito bem orientadas, contando com total participação dos alunos que, sem muita dificuldade, conseguiam detectar as inadequações presentes nos textos e sugerir uma nova versão. Acreditamos que discussões deste tipo possam contribuir para uma significativa reflexão sobre a formação do licenciado em Letras, bem como para a sua futura prática docente. Palavras-chave: Produção de Texto. Ensino Superior. Etnografia.

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OS RECURSOS REITERATIVOS NA PRODUÇÃO ESCRITA DO ALUNO DO 9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL Maria Graceli de LIMA José Cezinaldo Rocha BESSA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho investiga os recursos coesivos de reiteração em produções escritas focalizando, especialmente, o funcionamento dessas redes coesivas na construção dos sentidos nos textos. Como base teórica, o trabalho tem suas bases assentadas fundamentalmente nos estudos de Marcuschi (2008) e de Antunes (2005), centrando-se especialmente nas discussões sobre texto e textualidade, coesão textual e sobre os recursos de reiteração. O trabalho se trata de uma pesquisa descritiva, interpretativa, de natureza qualitativa e quantitativa e o seu corpus é constituído de 12 memórias literárias produzidas por alunos de 9° ano do Ensino Fundamental. Os resultados da análise encaminham para a percepção de que os alunos fazem constantemente significativas retomadas textuais, utilizando-se dos recursos reiterativos de substituição, dos quais os mais recorrentes foram a substituição pronominal e a elipse, enquanto os menos recorrentes foram os recursos de substituição lexical tais como: sinônimos, hiperônimos e caracterização situacional. Portanto, de um modo geral, percebemos que os alunos, mesmo com algumas limitações, se sobressaem de um modo positivo no uso dos recursos reiterativos em seus textos. Contudo, nos casos em que se revelou uso inadequado desses recursos, a compreensão textual ficou comprometida no nível da microestrutura do texto, tendo em vista a dificuldade de recuperação das referencias implicadas. Palavras-chave: Produção Textual. Textualidade. Coesão. Reiteração.

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A PRODUÇÃO DE JÁDER DE CARVALHO NOS PRIMEIROS SUPLEMENTOS MODERNISTAS DO SÉCULO XX, NO CEARÁ Maria Vanessa Batista LIMA Rodrigo de Albuquerque MARQUES Universidade Estadual do Ceará O presente trabalho é parte de um Projeto de Pesquisa mais abrangente intitulado “O Primeiro Tempo Modernista no Ceará” que tem como objetivo analisar mais especificamente os primeiros momentos do Modernismo Cearense, focalizando os pontos altos dessa estética ou estilo de época no Ceará. De forma específica, busco analisar a produção do escritor cearense Jáder Moreira de Carvalho, no suplemento modernista do jornal O Povo, Maracajá, que circulou em abril e maio de 1929 e na folha autônoma “Cipó de Fogo” (1931), tentando compreender como se deu sua atuação nesses suplementos modernistas, sendo utilizado como aparato teórico-metodológico o livro O Modernismo na Poesia Cearense (Sânzio de Azevedo, 1995) e o texto de Antônio Cândido (Literatura e Cultura de 1900-1945, p.116-146) visando contextualizar um dos momentos mais importantes da literatura brasileira, compreendendo os principais manifestos do primeiro tempo modernista nas várias regiões do país, mas precisamente no Nordeste e, de uma forma mais específica no Ceará. Palavras-chave: Modernismo. Regionalismo. Jáder de Carvalho.

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AS TESES SOBRE O ENSINO DE LÍNGUAS: UM ESTUDO RETÓRICO DE MONOGRAFIAS DE GRADUAÇÃO Rosa Leite da COSTA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Edmar Peixoto de LIMA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Objetivamos, neste trabalho, investigar quais as teses defendidas sobre o ensino de línguas e como elas foram construídas nas justificativas de monografias de graduação. Para tanto, adotamos como pressuposto a teoria da Nova Retórica (PERELMAN e TYTECA, 2005) e os estudos realizados na área (MEYER, 2007; REBOUL, 2002; SOUZA, 2008; SOUZA, COSTA, 2009). O corpus analisado é constituído de justificativas de cinco monografias escritas por concluintes do Curso de Letras de uma universidade pública, tendo como critério principal de seleção os maiores conceitos atribuídos a esses trabalhos pelas bancas examinadoras. Trata-se de um trabalho oriundo da pesquisa institucional “Argumentação e construção de sentidos na elaboração de hipóteses e/ou questões de pesquisa em monografias: um estudo sobre a produção textual no Ensino Superior” (SOUZA, 2009). Entre os resultados destacamos: (i) das cinco monografias analisadas apenas duas constroem teses sobre ensino, sendo uma voltada especificamente para o Ensino de Língua Portuguesa e uma sobre avaliação; (ii) há casos em que a tese central não aparece bem definida no texto; (iii) o acordo prévio das duas monografias relacionadas ao ensino partem da própria realidade para justificar a apresentação da tese central. Já as monografias que não ligam suas teses ao ensino apresentam como acordo inicial questões teóricas; (iv) a construção retórica das teses das monografias tiveram como técnica argumentativa axial os argumentos que se baseiam na estrutura do real (causa/efeito, meio/fim) e dissociações de noções (teoria/prática);(v) em alguns casos, não há uma defesa da possível contribuição do trabalho. Palavras-chave: Tese. Ensino. Monografia.

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ARGUMENTAÇÃO E ENSINO DE LÍNGUA PORTUGUESA: CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS EM ARTIGOS ACADÊMICOS Roselany de Holanda DUARTE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O trabalho Argumentação e Ensino de Língua Portuguesa: construção de sentidos em artigos acadêmicos incide sobre os artigos presentes nos Anais do Congresso Internacional da Associação Brasileira de Linguística (ABRALIN), ocorrido entre os dias 4 e 7 de março de 2009, na cidade de João Pessoa, na Paraíba. Foram investigados artigos produzidos por alunos graduandos e por pesquisadores doutores, observando como são construídos os sentidos para as suas temáticas de pesquisa, a fim de provocar a adesão de seus possíveis interlocutores e de justificar a pertinência de suas ideias e de seu trabalho. A relevância desta pesquisa centrase em estudar o processo de construção argumentativa em trabalhos acadêmico-científicos por parte de pesquisadores iniciantes e pesquisadores doutores, apontando como se dão os processos de produção textual, considerando as justificativas, as questões de pesquisa e a organização argumentativa da redação acadêmica; além disso, buscou-se também demonstrar como os processos e as estratégias de argumentação se apresentam de forma diferente de acordo com as condições de produção dos textos, tais como níveis de formação e maturidade intelectual. Considerando a perspectiva de abordagem do ensino de língua materna, a pesquisa é de análise de corpus, com procedimento descritivo e interpretativo. Teoricamente, esse trabalho tem respaldo nos estudos sobre a argumentatividade no discurso (PERELMAN e TYTECA, 2002; REBOUL, 2000; SOUZA, 2008), nos estudos sobre o ensino de língua materna (GERALDI, 1997; SOARES, 2002) e de gêneros discursivo (BAKHTIN, 1981, 2003), em especial o acadêmico (MOTTA-ROTH, 1999; CORACINI, 1989). Palavras-chave: Argumentação. Ensino de Língua Materna. Artigo Científico.

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A POSIÇÃO DO AUTOR NO ROMANCE POLIFÔNICO Secleide Alves da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Ciclene Alves da SILVA Universidade Federal da Paraiba O presente trabalho busca tecer alguns comentários acerca da posição do autor no romance polifônico seguindo as ideias de Bakhtin sobre essa temática. Estudando a prosa romanesca, o filósofo russo desenvolve o conceito de polifonia para se referir à presença de múltiplas vozes representadas dentro do romance, gênero que, segundo as ideias do autor, pode ser concebido como monológico ou polifônico. No romance polifônico, o autor deixa de ser a única referência de consciência. Ele cria personagens vivas, que possuem seus próprios pontos de vista sobre a realidade, são donos de seus discursos, estando enraizadas não somente na imaginação do autor, mas na realidade social em que este convive. Neste tipo de romance, tanto as personagens como a própria obra são inconclusas e inacabadas, evoluem no decorrer da história, assim como a realidade social.Assim, discorre-se aqui sobre esta questão buscando ilustrar tais discussões através de uma breve análise da polifonia no conto “O Espelho”, de machado de Assis. A partir das discussões tecidas neste trabalho, é possível observar que o autor do romance polifônico assume uma postura diferente da postura assumida no monologismo. Enquanto neste o autor cria personagens prontas e acabadas, sem preocupar-se em dar-lhes vozes próprias, sendo ele o único centro de consciência na história, no romance polifônico o autor coloca-se como um organizador das diferentes vozes representadas por suas personagens. Neste tipo de obra, a voz do autor não se sobrepõe a de seus personagens. Palavras-chave: Autor. Romance Polifônico. Personagens.

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GT 13 – RELATOS DE EXPERIÊNCIAS COM LEITURAS EM ESPAÇOS ESCOLARES E NÃO ESCOLARES Diana Leite Saldanha dianalsaldanha@hotmail.com Vanja Maria Lopes Correia Rocha vanja@brisanet.com.br Maria Eridan dos Santos eridan.santos@hotmail.com Mnda. Luzinete Cesário Freitas prof_luzinete@hotmail.com Com foco na leitura como processo de compreensão abrangente, proveniente da linguagem verbal e não-verbal, objetivamos com este GT acolher trabalhos que problematizem a leitura que vai desde aquela voltada para a experiência do leitor como produtor e/ou leitor de obra de arte, livros e outros materiais de leituras, até aquelas impulsionadas por ambientes virtuais. Constitui-se, portanto, como nosso interesse, os relatos de experiências vivenciadas pelos leitores/produtores/mediadores nas mais diversas práticas de leitura desenvolvidas em espaços escolares e não-escolares, como forma de entender as contribuições destas para a formação do leitor.

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O LÚDICO E A LITERATURA INFANTIL: EXPERIÊNCIAS PARA UMA VIDA Aline Muniz ALVES Universidade Federal de Campina Grande Nas séries iniciais, principalmente, a relevância da leitura e o estímulo ao contato com textos infantis de boa qualidade gera no leitor uma experiência mais significativa para si. Dois fatores confirmam essa pressuposição: O primeiro fator é que o texto literário estabelece com a criança uma relação prazerosa e afetiva, interligando o universo de suas experiências com o universo ficciconal. O segundo fator está ligado ao contato desde cedo com textos bem elaborados, que favorecem aquisição da escrita, pois permite a criança familiarizar-se com o mundo das estruturas linguísticas e de seu sentido, antes mesmo da sistematização dessa aprendizagem. Ao romper com os paradigmas metodológicos “sugeridos” nos livros didáticos, que geralmente trazem a leitura seguida pela prática de exercícios mecânicos, o professor pode propiciar o prazer no momento da leitura, além de cultivar uma relação agradável do pequeno leitor com que o livro lhe veicula de valioso em emoções e fantasias, permitindo ao aluno, o crescimento em diversas áreas. Desse modo, é necessário que dentro do ambiente escolar o professor faça a mediação entre a leitura e o aluno, para que assim sejam criadas situações onde o aluno seja capaz de realizar sua própria leitura livremente, concordando ou discordando e ainda fazendo uma leitura crítica do que lhe foi apresentado. Levando em consideração tais elementos, relataremos através deste trabalho duas experiências de leituras com uma metodologia diferenciada, ligadas ao lúdico, com as obras: Chapeuzinho Amarelo, de Chico Buarque (1997), e A Conversa das Palavras, de Jandira Masur (1999), realizadas no projeto “Sala de Leitura”, na qual fui estagiária, pela prefeitura municipal de Campina Grande o ano de 2004. Palavras-chave: Literatura infantil. Metodologia. Leitura. Lúdico.

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O HAICAI EM SALA DE AULA: UM OLHAR SOBRE AS PRÁTICAS DE ESCRITA DOS ALUNOS Aline Patrícia da SILVA William Brenno dos Santos OLIVEIRA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho tem por objetivo relatar uma experiência de leitura e de produção do gênero Haicai - poema de origem japonesa que chegou ao Brasil na década de 20 e se popularizou com autores como Paulo Leminski, Guilherme de Almeida e Guimarães Rosa. A referida atividade foi desenvolvida pelos professores em formação inicial do curso de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte que integram o Subprojeto de Língua Portuguesa do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) no ano de 2009, com alunos do 3º ano do Ensino Médio da Escola Estadual Professor José Fernandes Machado, situada em Natal/RN e escolhida como campo de atuação do PIBID. O presente trabalho pautou-se na concepção bakhtiniana de gêneros discursivos e de linguagem como construção sócio-histórica de sujeitos em interação. Ademais, as ações relatadas vêm ratificar a necessidade de propiciar aos alunos a possibilidade de assumir a postura de leitores e produtores de arte, uma vez que, principalmente no ensino público, a Literatura muitas vezes é trabalhada de forma insatisfatória. Palavras-chave: Haicai. Formação de professores. PIBID. Gêneros discursivos.

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LIVROS INFANTIS: DESCOBRINDO SUA FUNÇÃO NUMA TURMA DE EDUCAÇÃO INFANTIL DA UNIDADE EDUCACIONAL INFANTIL/UEI/UFRN Amanda Gomes de Sena MARIZ Unidade Educacional Infantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte A leitura e a escrita são importantes na escola, porque são, também, na vida (FERREIRO, 2000). Partindo desta reflexão, relatamos uma experiência pedagógica com os alunos da turma do nível 1 (1 e 4 meses a 2 anos e meio) da UEI/UFRN, em 2010. Os objetivos traçados foram: conhecer o uso social e a linguagem dos livros infantis, desde contos de fadas até livros de autores nacionais como Ana Maria Machado.; perceber o livro como um meio de comunicação, despertar o interesse pela leitura de livros através do manuseio sistemático do mesmo. Criamos situações pedagógicas que possibilitassem aos alunos conhecer a organização dos livros, além de outros aspectos como: imagens, ilustração , mensagem, versão da história. Como metodologia, priorizamos a leitura dos livros coletivamente, e apreciação individual de cada criança. Ao final, registramos o avanço das percepções dos alunos em relação aos livros lidos e à função social da leitura na atualidade. Palavras-chave: Leitura. Linguagem. Livros infantis.

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O GÊNERO BLOG NA ESCOLA: REFLEXO DE INTERAÇÃO PEDAGÓGICA Ana Priscila GRINER Instituto Educacional Casa Escola Magda Renata Marques DINIZ Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte Maria da Penha Casado ALVES Universidade Federal do Rio Grande do Norte Trata-se de uma experiência de criação e execução de um blog com alunos em uma escola natalense, tendo em vista o consequente processo de interação diante desse gênero discursivo. Por tratar-se de um gênero novo, estudá-lo e compreendê-lo justifica-se de modo a fazer parte do trabalho escolar. Ao abrir o leque para uma significativa quantidade de subgêneros oriundos de outros gêneros, o trabalho com o blog na escola visa legitimar uma produção de textos dinâmicos, atuais, permeados pela oralidade, incluindo recursos imagéticos, tendo como grande desafio torná-lo produto de interação. Para isso, uma pesquisa qualitativa de cunho etnográfico foi realizada. A nova linguagem veiculada no blog pertence ao contexto dos gêneros virtuais e gera discursos a serviço da comunidade escolar, e para aprender a lidar com isso é necessário que se entenda que compartilhar com os próprios alunos é um bom caminho para ampliar saberes. Para tanto, fundamentamos o nosso trabalho na concepção de gênero discursivo de Bakhtin (2003), gêneros virtuais de Araujo (2007), de oralidade de Marcuschi (2005) e Ensino de Língua Portuguesa de Irandé (2009). Por fim, é preciso favorecer, de modo criativo, a leitura e a produção de gêneros textuais ainda desconhecidos no ambiente escolar destinados aos mais diferentes objetivos. Palavras-chave: Leitura. Produção Textual. Gêneros virtuais.

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O VIVIDO NA LEITURA EM DIFERENTES CONTEXTOS SOCIAS: UM RELATO DE EXPERIENCIAS DO PROJETO BALE. Andreza Emicarla Pereira CAVALCANTE Graciela Filgueira de Lima OLIVEIRA Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do rio Grande do Norte Partindo do princípio de que a extensão universitária é um dos alicerces sobre o qual a pedagogia universitária deve estar constituída para a construção de conhecimento dos envolvidos. Pretendemos neste artigo realizar um relato de experiências vivenciadas no Projeto Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas (BALE) que atua, trabalhando em ação conjunta com o BNB-BNDES, FAPERN, GEPPE, UERN\PROEX, e a comunidade da cidade de Pau dos Ferros – RN, além de contar com o apoio de um grupo de voluntários. O projeto atua, desde o ano de 2007, em duas escolas dos bairros São Geraldo e Riacho do Meio, do município de Pau dos Ferros/RN, bairros, notadamente carentes de políticas culturais, educacionais e, num âmbito maior, sociais. Tendo como principal meta, levar às comunidades desprovidas de entretenimentos culturais, o conhecimento através das práticas de leitura. Como pressupostos teóricos as discussões sobre leitura de alguns estudiosos da área, entre os quais citamos Villardi (1999); Martins (2007); e Jouve (2001). Mediante as experiências vivenciadas na terceira edição do projeto, pudemos perceber que, a leitura pode sim romper com os estigmas de um processo cansativo enfadonho que se dissocia do prazer. Nesta visão o BALE passa a ser mediador da leitura entre as escolas e comunidades atendidas pelo projeto, viabilizando assim aos leitores, bem como os próprios educadores, reverem seus conceitos de leitura, passando a vê-la como um processo lúdico que muito tem a acrescentar na vida de cada indivíduo envolvido neste processo. Palavras-chave: Projeto BALE. Leitura. Literatura. Leitor.

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A LEITURA NO CIBERESPAÇO: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA Aurilene Costa dos SANTOS Mayara Cruz ALBUQUERQUE Maria Valdenia da SILVA Universidade Estadual do Ceará O presente trabalho concentra-se no relato das experiências iniciais do projeto “Formação de Leitores no Ciberespaço”, cujos objetivos gravitam em torno da criação de espaços para a reflexão acadêmica sobre a aplicação das novas tecnologias na formação de leitores literários. Desta forma, na etapa inicial do referido projeto, discutimos os diversos aspectos de transposição da Literatura impressa para a internet e seus principais suportes (blogs, sites, e-books, revistas literárias, fóruns etc), buscando catalogar os endereços eletrônicos mais atrativos tanto do ponto de vista estrutural quanto em termos de conteúdo postado. Ao mesmo tempo, objetivamos identificar o perfil dos leitores navegadores, procurando destacar os efeitos e a recepção das experiências de leitura praticadas nas páginas virtuais visitadas, principalmente através dos comentários postados. Para tal abordagem, fundamentamo-nos nas reflexões sobre leitura e novas tecnologias realizadas por Chartier (2002), Levy (1994), Canclini (2008), Morais (2001), dentre outros e nos princípios teóricos sobre a recepção e o efeito da leitura produzidos por Jaus (1979) e Iser (1992). Palavras-chave: Literatura. Leitura. Ciberespaço.

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COMO E PARA QUÊ TRABALHAR A LEITURA E A PRODUÇÃO DO GÊNERO CORDEL Cinthia de Oliveira ANDRADE Escola do Recife Fabiana dos Santos Silva TAVARES Universidade Federal de Pernambuco Josinaldo Paulo FERREIRA Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão Este artigo discute, sumariamente, o contexto histórico em que o gênero cordel surgiu no Brasil. Apresenta a conceituação do gênero cordel e comenta o que diferencia, primeira e essencialmente, as produções de cordelistas brasileiros e portugueses. Comenta uma experiência bem sucedida de trabalho com o gênero cordel, realizado com alunos do 7º ano da educação básica, de escolas da rede publica e particular da cidade do Recife (PE), que após a leitura dos livros literários propostos, Malasaventuras (Pedro Bandeira) e Pedro Malasartes em quadrinhos (Stela Barbieri e Fernando Vilela), desenvolveram produções textuais do gênero em questão. Conclui que o estímulo a leitura, discussão, interpretação e extrapolação dos córdeis foi uma ação constante que conduziu os alunos a uma realização prazerosa da proposta de produção textual e proporcionou uma experiência de aprendizagem significativa em um trabalho voltado para a díade ensino de língua materna e vivificação da literatura oral. Palavras-chave: Leitura literária. Cordel. Interdisciplinaridade.

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CONTO E POESIA EM SALA DE AULA: RELATO DE UMA CONTADORA HISTÓRIA FORMANDO LEITORES NA EDUCAÇÃO BÁSICA Dulcilene Rodrigues da Silva BARRETO Universidade Federal do Ceará Este trabalho centra-se na valorização da Literatura Infanto-Juvenil, via contação de história como meio de formação das competências leitoras no Ensino Fundamental I Apresentamos propostas de metodologias de trabalho com livros de contos e poesia para promover a interação do aluno, desenvolvidos com objetivo de motivar a criança à leitura prazerosa e a fomentar o uso dinâmico por parte dos professores dos gêneros literários conto e poesia no espaço privilegiado da sala de aula .O enfoque é a questão da leitura no contexto escolar e a importância de dinamizar o acervo da biblioteca. A pesquisa exploratória , por meio das apresentações de contação de história, performances poéticas e das atividades decorrentes destas, foi desenvolvida com alunos do 4ºano do Ensino Fundamental de uma escola pública municipal de Fortaleza. Cada atividade é descrita de forma a constituir um material didático a ser utilizado por professores e bibliotecários em outros momentos, dividido em seções: sinopse ;fases de predição, de realização , de atividade proposta , justificativa e roteiros .Os resultados permitiram concluir que uma leitura prazerosa e constante do texto infanto-juvenil é capaz de despertar no aluno o gosto pela leitura, desenvolvendo consequentemente suas habilidades intelectuais ,linguísticas,sua criticidade e criatividade. Palavras-chave: Formação de Competências leitoras. Contação de Histórias. Mediação em Leitura.

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A EXPERIÊNCIA DA LEITURA NA VIDA DOS ADULTOS Emanuela Carla Medeiros de QUEIROS Maria Glidioneide Valcácer LOPES Universidade Estadual do Rio Grande do Norte Este trabalho é fruto de uma investigação realizada a partir da pesquisa vivenciada pelo Grupo de Pesquisa em Planejamento do Ensino-aprendizagem (GEPPE), a fim de identificar a presença da leitura e como ela se constitui na vida dos indivíduos, e nesse artigo especificamente nas pessoas adultas. Objetiva desenvolver uma reflexão através dos depoimentos e dados constatados na pesquisa sobre a influência da leitura na vida dos adultos e como eles veem a importância da mesma na vida deles. Utilizou-se referência bibliográfica de Amorim (2009), Amarilha(2006), Abramovich (1997), entre outros. Partiu-se da compreensão de que a leitura sempre esteve presente de alguma forma na vida das pessoas, porém esse processo atravessa muitas dificuldades e desafios. Conclui-se que a pesquisa deixa claro que a maioria dos adultos considerados leitores enfrentou diversos problemas até se tornarem leitores constituídos e que em sua trajetória de vida, a leitura se fez como instrumento de conhecimento, prazer, superação e interação com o mundo. Sendo a leitura um ato de constante aprendizagem, ela se faz mediadora entre esses leitores e o processo de aprendizagem, tornando-os capazes de compreender o que está escrito num livro, assim como uma visão crítica do mundo que os cerca. Palavras-chave: Leitura. Adultos. Desafios.

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O PROJETO “PRIMEIRO, APRENDER”: UMA PROPOSTA DE ENSINO DE LEITURA A PARTIR DOS GÊNEROS TEXTUAIS Francisca Lúcia Barreto de Lima SOARES Escola Est. E. M. “Beni Carvalho” Ana Maria de CARVALHO Marília Costa de SOUZA Escola Est. de Ed. Profissional Elsa M. P. C. Lima A constatação de que o aluno do Ensino Médio na escola pública do Estado do Ceará apresenta baixo índice de compreensão leitora revelados pelo SPAECE (Sistema Permanente de Avaliação da Educação Básica do Ceará) somado aos altos índices de reprovação e evasão, foram apontados pela SEDUC (Secretaria de Educação Básica do Estado do Ceará) como motivo para a implantação do projeto “Primeiro, aprender” nas escolas da rede oficial de Ensino Médio no Estado. Esse projeto que traz como lema “Ler bem para aprender melhor”, configura-se como uma ação voltada para o 1º ano, na tentativa de desenvolver e consolidar conceitos, competências e habilidades das diversas disciplinas, focalizando as habilidades de compreensão de textos, raciocínio, articulação lógico-abstrata de conteúdos e resolução de problemas. Este artigo pretende avaliar o material didático utilizado nesse projeto. Embasados nos estudos de gêneros textuais investigaremos, particularmente, a proposta para o ensino de língua portuguesa, procurando analisar a coerência do material, relacionando as competências e habilidades pretendidas. Para tanto, dividimos este artigo em três partes. Na primeira, apresentamos uma breve explanação dos pressupostos teóricos básicos; em seguida uma análise dos textos e das propostas e finalmente as conclusões com base em resultados de pesquisa com professores e alunos. Palavras-chave: Gêneros textuais. Primeiro aprender. Compreensão leitora.

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A TRAVESSIA DO LETRAMENTO ESCOLAR PARA O MUNDO: ECOS DE LEITURA A PARTIR DA BIBLIOTECA ESCOLAR Maria do Rosario da Silva MEDEIROS Maria do Socorro OLIVEIRA Universidade Federal do Rio Grande do Norte Objetiva-se, nesse trabalho, o relato de cenas interativas de leitura(s) presenciadas numa biblioteca escolar. Para tanto, baseio-me nos aportes teóricos provenientes dos ‘estudos do letramento’ e da ‘concepção de Leitura’ enquanto prática social (FREIRE, 2008; KLEIMAN, 2002; LAJOLO, 1985; GARCEZ, 2000), a qual circunscreve as noções acerca do ‘ato da leitura’ enquanto atividade ‘eminentemente polimorfa’ e ‘interacional’(FOUCAMBERT, 1994). O corpus foi gerado a partir da visita a uma escola estadual da rede pública de ensino fundamental de Natal/RN, direcionado pela metodologia qualitativa/interpretativista de natureza etnográfica. A análise pautou-se numa revisão bibliográfica sobre o ‘letramento informacional’ (CAMPELLO, 2002) e em dados empíricos, tais como: fotos, diário de campo e uma entrevista semi-estruturada com a regente de biblioteca, formada em Letras. Observou-se que esse espaço constitui-se um importante lócus de veiculação de mundos de letramento(s), ambiente de (re)construção de identidades leitoras. Conclui-se, com essa experiência, que, todos os espaços escolares podem ser explorados a fim de envolver os membros da ‘comunidade de aprendizagem’ quanto à aquisição de uma cultura leitora, expandindo assim os espaços de leitura na escola, antes restrito a sala de aula e aos alunos que a frequenta. Nessa perspectiva, o bibliotecário e/ou regente de biblioteca, constitui-se como importante ‘agente de letramento’ e multiplicador dessas práticas para além dos muros da escola. Palavras-chave: Letramentos. Ato de Leitura. Biblioteca Escolar.

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INCENTIVO À LEITURA EM ESPAÇOS DIFERENCIADOS Maria Eveuma de OLIVEIRA Escola de Ensino Médio Santa Tereza Saber ler tornou-se condição indispensável para o acesso a qualquer área do conhecimento e, mais ainda, à própria vida do ser humano, uma vez que a leitura apresenta função utilitária e transformadora da sociedade. É um dos principais instrumentos para que o indivíduo construa o seu conhecimento e aprenda exercer a sua cidadania. Este artigo tem por objetivo verificar como está sendo a prática de leitura em dois espaços de aprendizagem diferenciados: na ARCA – Associação Raízes Cultural de Altaneira e na Escola de Ensino Médio Santa Tereza, na cidade de Altaneira - CE. Buscaremos através de um questionário, por meio da observação e análise, compreender como se dá o processo do ensino e do hábito de leitura e, finalmente verificar como vem sendo feito este trabalho por essas duas instituições. Podemos observar que novas práticas, não só educacionais, seja ela com projetos ou simplesmente como o incentivo à leitura são ferramentas indispensáveis no processo de construção de novos saberes. A cada ano o número de leitores tem crescido consideravelmente, tanto que na Fundação ARCA o espaço tornou-se pequeno para a realização de tais atividades. Todos os trabalhos os quais envolvem a prática de leitura, nesses dois espaços, estão imbuídos da crença de que é impossível gostar das coisas que desconhecemos e, não querem que o livro continue sendo um ilustre desconhecido, principalmente na vida das crianças e dos adolescentes. Palavras-chave: Leitura. Processo. Espaços Diferenciados.

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PROJETO DE LEITURA: QUERO LER... AGORA! Míria Helen Ferreira de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este projeto é fruto da permanente inquietação de uma professora/gestora de uma escola da rede pública da cidade de Mossoró: como promover o acesso dos alunos ao universo da leitura de modo livre e prazeroso no ambiente escolar? Descreve experiências de incentivo à leitura e à produção escrita espontânea como requisito essencial ao processo de alfabetização. A utilização da biblioteca escolar surge como espaço ideal à prática de leitura autônoma do aluno sem exigência de resposta sobre o que leu. Trata-se de um material construído com base nas experiências vividas no decorrer do projeto através da aceitação e participação dos alunos, da preocupação das professoras em relação ao acompanhamento das atividades de sala de aula e da observação das mudanças comportamentais. A dinâmica relacionou leitura, prazer e aprendizagem com base no referencial teórico de Ferreiro, Faria, Koch e Solé, e de forma geral, contribuiu para o desenvolvimento da leitura e da escrita dos alunos e da prática docente. Os resultados do projeto puderam ser percebidos no fortalecimento das relações entre os sujeitos educativos e os materiais literários, na aquisição de uma postura autônoma e responsável no espaço escolar, na compreensão dos conteúdos e na mudança disciplinar dos educandos e da prática pedagógica aplicada. Palavras-chave: Leitura. Escrita. Biblioteca. Prática docente.

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CARTA: UM GÊNERO DE GRATIDÃO Rafaela Cristina Oliveira de ANDRADE Faculdade Frassinetti do Recife A modernidade frenética tem exigido, do ser humano, a busca por mais tempo disponível durante o seu dia. Consequentemente, a desumanização torna-se mais evidente. Um dos exemplos mais nítidos é o descaso com a terceira idade, que tem sido esquecida ou dispensada dos cuidados familiares, que passam a ser, muitas vezes, de responsabilidade de abrigos. Este estudo trata-se de um relato de experiência de uma visita pedagógica ao abrigo “Lar das Vovozinhas”- em Jardim São Paulo, na cidade do Recife, no Estado de Pernambuco - feita por alunos de uma turma do oitavo ano, mediados pela professora de português. Primeiramente, em sala de aula, foi trabalhado o gênero carta, seguido da elaboração e envio de uma, por cada aluno, para conhecimento do gênero. Em conseguinte, foi feita uma preparação, apresentando a existência de abrigos e uma breve pesquisa sobre o qual a visita foi realizada. Visita que teve como objetivo despertar no alunado novos olhares sobre os idosos e sobre suas condições de vida. A partir disso, os mesmos, tiveram como atividade a confecção de cartas – o gênero em questão –, agora endereçadas ao abrigo, para relatar a vivência do dia da visita, mostrando a importância das moradoras do local e a satisfação que sentiram em estar lá. Com isso, percebemos que o ensino associado à prática despertou interesse nos alunos, fazendo reconhecer a importância do estudo dos gêneros nas aulas de língua portuguesa e o peso de um trabalho social. Palavras-chave: Carta. Idosos. Ensino. Gênero.

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PRÁTICAS DE LEITURA COM AS OBRAS INDICADAS PARA O VESTIBULAR: ATIVIDADES DOS PROFESSORES PARA A FORMAÇÃO DO ALUNO-LEITOR Raquel Monteiro da Silva FREITAS Universidade Federal da Paraíba/Bolsista PIBIC-CNPq Esta comunicação possui como objetivo apresentar as atividades desenvolvidas junto ao projeto Práticas escolares de leitura e discursos sobre a leitura. Este projeto, coordenado pela Professora Doutora Maria Ester Vieira de Sousa (UFPB), procura observar práticas de professores e alunos de escolas públicas e privadas de João Pessoa, PB, observando, registrando, catalogando e analisando essas diferentes leituras que se inserem nas instituições escolares. Um dos planos desse projeto: Os professores do Ensino Médio e sua relação com os livros de literatura adotados para o vestibular possui como sujeito professores de língua portuguesa e/ou literatura do Ensino Médio, investigando de que modo esses professores se relacionam com as obras do vestibular, que tipo de atividade desenvolvem a fim de que as leituras dos livros indicados sejam mais proveitosas e auxiliem na formação do aluno-leitor. O corpus foi coletado através de entrevistas gravadas em mp3 e posteriormente transcritas e analisadas. Contatamos que há uma quantidade significativa de alternativas apresentadas pelos professores para se trabalhar a leitura e para dar conta das dificuldades encontradas. Percebemos que os alunos já vêm do ensino fundamental com a deficiência da leitura e que no ensino médio têm dificuldade de ler as obras literárias. Os professores ainda consideram o aluno um não-leitor e que por essa razão não conseguem tanta eficácia nas atividades de leitura. Essas alternativas de trabalho apresentadas pelos professores serão nosso objetivo de investigação nessa comunicação, partindo da compreensão de que a leitura é um processo gradativo que carrega consigo degraus a serem alcançados. Palavras-chave: Leitura. Alunos. Professor.

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LEITURA COM ADULTOS: A CONSTRUÇÃO DE SENTIDOS MEDIANTE TEXTOS LITERÁRIOS Raimunda Queiroz RÊGO Maria Lúcia Pessoa SAMPAIO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Apresentamos neste trabalho análise das experiências de práticas de leitura com adultos vivenciadas no Projeto de Extensão Biblioteca Ambulante e Literatura nas Escolas – BALE, do Departamento de Educação/CAMEAM/UERN. Através do estudo monográfico intitulado “A mediação da leitura com adultos/idosos: um estudo das condições de produção da leitura em contexto formal e informal” (RÊGO, 2010), discutimos a mediação da leitura com adultos, partindo da compreensão de que esses leitores possuem um saber popular que contribui significativamente para a leitura da palavra. Abordamos os conceitos de leitura, leitor, mediação e estratégia de produção da leitura e apresentamos os contextos sociais em que os adultos desenvolvem a leitura. Fundamentamo-nos em Martins (2007), Jouve (2002), Vygotsky (1996), Cosson (2007), Kleiman (2008), Graves; Graves (1995), Solé (1998), dentre outros. Analisamos a experiência vivenciada com adultos no Projeto BALE e as entrevistas do banco de dados da Pesquisa: Textos e contextos na formação de leitores: um estudo das condições de produção da leitura em diferentes grupos sociais (SAMPAIO, 2008). Constatamos que as atividades de leitura ocorrem principalmente na família e no BALE, sendo mediada pelos leitores mais experientes (parentes e monitores) num espaço de construção do conhecimento e troca de saberes. Essa prática contribui tanto para o letramento, quanto para a aprendizagem da escrita. Concluímos que o texto literário é um instrumento para a formação de leitores criativos e críticos, pois além de gerar prazer através da relação entre imaginário e realidade, ele contribui para o indivíduo desenvolver o senso crítico e adquirir conhecimentos para interpretar o mundo. Palavras-chave: Leitura. Leitores. Adultos. Mediação. Biblioteca Ambulante.

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PRÁTICAS DE LEITURA EM SALA DE AULA: O USO DE PRÉ-TEXTOS PARA O TRABALHO PEDAGÓGICO COM DIVERSOS TEMAS DAS DISCIPLINAS DO CURRICULO ESCOLAR Sidney Alexandre da Costa ALVES Universidade Federal de Pernambuco Este trabalho é o resultado de uma experiência pedagógica explorando práticas de leitura com alunos de terceira fase do ensino fundamental, modalidade EJA, no SESC de Casa Amarela, em Recife. O objetivo principal foi desenvolver nos alunos estratégias de compreensão leitora sobre diversos textos das disciplinas do currículo. Logo, foram aplicadas, através de um projeto de intervenção, atividades de leitura de pré-textos para a introdução das noções conceituais e factuais dos temas nos textos didáticos específicos de determinadas disciplinas. A observação reflexiva e a análise de conteúdo permitiram a sistematização dos dados coletados neste trabalho. Como resultado principal pode-se constatar efetiva melhora na capacidade dos alunos para relacionar os temas das disciplinas com a sua própria realidade e de fazer relações contextualizadas destes temas com outros antes vivenciados. Assim, este trabalho demonstra que o uso de pré-textos, em diversos gêneros, antes da análise dos textos didáticos principais das disciplinas, possibilita estabelecer uma interlocução temática, permitindo melhor apropriação dos alunos sobre os conteúdos escolares trabalhados em sala de aula. Palavras-chave: Leitura. Pretexto. Compreensão. Contextualização. Gêneros textuais.

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GT 14 – PRÁTICAS E METODOLOGIAS DE ENSINO DE GÊNEROS ACADÊMICOS Dra. Maria do Socorro Maia F. Barbosa socorromaia@uern.br Ms. Maria de Fátima Carvalho Dantas fatimacdantas@brisanet.com.br Ms. José Cezinaldo Rocha Bessa cezinaldo_bessa@yahoo.com.br Este Grupo de Trabalho acolhe trabalhos situados nas mais diversas tendências teóricas que problematizem discussões acerca de questões relacionadas ao trabalho com gêneros acadêmicos na educação superior, focalizando o debate sobre objetivos, conteúdos, procedimentos metodológicos e avaliação do ensino desses gêneros em atividades de leitura e produção de textos. Serão acolhidos ainda trabalhos de relatos de experiências que se enquadrem na proposta temática do Grupo.

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A PRODUÇÃO DE GÊNEROS ACADÊMICOS: TEORIZAÇÃO DE UMA PRÁTICA Ana Maria de Oliveira PAZ Universidade Federal do Rio Grande do Norte Na esfera acadêmica, assim como em todo segmento social a atividade humana é mediada por gêneros das mais diversas espécies para dar conta de inúmeros propósitos. Tratam-se de construtos sócio-historico e culturalmente situados. Apoiado nessa perspectiva, o trabalho proposto objetiva focalizar uma prática desenvolvida, na disciplina Produção Textual III, envolvendo o ensino e a produção de gêneros acadêmicos com foco na trajetória da investigação científica. A relevância deste trabalho reside na possibilidade de conduzir os alunos a vivenciarem uma “sequência didática de textos” acadêmicos (DOLZ; NOVERRAZ; SCHNEWLY, 2004) voltada para a prática da pesquisa. Metodologicamente, o trabalho segue a abordagem de relato de experiências, tomando como aportes teóricos a teoria dos gêneros (BRONCKART, 1999; MARCUSCHI; 2008, KOCH; FÁVERO,1986) bem como os pressupostos que norteiam a organização do trabalho acadêmico (KAHMEYER-MERTENS et al, 2007; GRESSLER, 2003; DERLANDES, 1994, dentre outros). Os resultados apontam para o reconhecimento e aprendizado de gêneros orais e escritos que integram o processo do fazer científico. Nessa direção, é possível concluir que a perspectiva de trabalho implementada possibilitam aos alunos compreender, vivenciar e refletir sobre o decurso da pesquisa através da efetivação de produções de específicas na área. Palavras-chave: Gêneros acadêmicos. Pesquisa. Metodologia de ensino.

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PARA COMEÇO DE CONVERSA... OS DITOS SOBRE COMO PRODUZIR E A PRODUÇÃO DO GÊNERO PROJETO DE PESQUISA Francisca Alves da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Desde o advento da escrita o homem pôde registrar seus feitos, costumes e suas descobertas, que fixados em forma de textos contribuíram para o desenvolvimento da espécie humana evitando, dessa forma, que as civilizações mais jovens começassem da estaca zero. Esses textos estão intrinsecamente relacionados com as necessidades de cada comunidade em que circulam, pois são formas de ação e identificação dessa. Organizados conforme a estrutura e a função que desempenham, esses textos formam o conjunto de gêneros textuais típicos de determinado domínio discursivo. Neste trabalho, o domínio discursivo focalizado é o acadêmico, propomo-nos a fazer uma análise de um Projeto de Pesquisa, gênero típico da esfera acadêmico, tendo como referência as instruções de produção encontradas no livro Planejar gêneros acadêmicos de Ana Rachel Machado (organizadora), Eliane Lousada e Lília Santos Abreu-Tardelli. Nosso objetivo é fazer um contraponto entre as instruções e a produção. O projeto selecionado foi extraído do conjunto de projetos que fizeram parte da seleção do Mestrado em Letras 2009 do Campus Avançado “Profª Maria Elisa de Albuquerque Maia” – CAMEAM da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN. Percebemos, nesse contraponto, que o trabalho analisado está adequado aos objetivos de um trabalho acadêmico e apresenta a estrutura característica do gênero Projeto de Pesquisa, bem como, as marca textuais exigidas para tal gênero, o que lhe conferiu as condições necessárias para circular no meio acadêmico e ter sido aprovado no Programa de Mestrado em Letras da UERN. Palavras-chave: Campo Discursivo. Gêneros Textuais. Projeto de Pesquisa.

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O GÊNERO RESUMO CIENTÍFICO: ORGANIZAÇÃO E FUNCIONALIDADE NO ENSINO DE LÍNGUAS José Lindomar da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é o resultado de uma análise feita com os resumos de Barbosa-Paiva “Los Aprendices Brasileños de Español Lengua Extranjera: Análisis Del Discurso Electrónico Virtual de Aprendices”; e de Siever: “Comunicación intercultural y sociolingüística”. Dessa forma, discute-se de que maneira este gênero aparece organizado, a funcionalidade que o mesmo exerce, assim como as possíveis contribuições que este estudo pode trazer para o ensino de línguas. O trabalho está baseado nos conhecimentos gerais sobre gêneros textuais e alguns conhecimentos específicos sobre o gênero textual resumo científico, a partir de autores como Marcuschi (2007, 2008), Schneuwly e Dolz (2004), Machado (2005, 2007), Meurer (2005) e Rodrigues (2005). Percebemos, a partir da análise, que os dois resumos estudados apresentam certa linearidade no que se refere a sua organização (objetivos, procedimentos teóricos, metodologia, resultados e conclusões). Percebemos ainda que a sua funcionalidade está em informar ao leitor de forma sumarizada conteúdos do texto integral, bem como a conveniência de consultá-lo para uma possível inserção ou abordagem deste gênero em uma situação concreta de ensino. Palavras-chave: Gênero textual. Resumo científico. Ensino. Organização e funcionalidade.

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A NOÇÃO DE GÊNEROS DISCURSIVOS NA CONCEPÇÃO BAKHTINIANA E DA SÓCIO-RETÓRICA Maria Leidiana ALVES Maria do Socorro Maia Fernandes BARBOSA Gilton Sampaio de SOUZA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Nossa discussão neste trabalho será orientada pelos pressupostos teóricos do sócio-interacionismo bakhtiniano que concebe a linguagem como interação verbal. Na noção de comunicação, compreendida como processo interativo no qual os sujeitos se constituem como ser de resposta e que vai além de um mero processo de transmissão de informações e na noção de gêneros do discurso, os diversos enunciados concretos dos quais nos utilizamos para agir socialmente. Além da noção de gêneros discursivos na perspectiva bakhtiniana, consideramos as contribuições da sócio-retórica com o objetivo de compreender o gênero discursivo, e aqui exemplificamos com o relatório de estágio, que muito além de um mero artefato linguísticotextual, é uma ação discursiva, com padrões relativamente instáveis a depender das necessidades de situações recorrentes numa determinada cultura. Em outras palavras, considerando as especificidades desse gênero em função de seu contexto social de produção e de seu propósito comunicativo. Para tanto, nos reportamos a noção de gêneros discursivos conforme Bakhtin (1997) e recorremos às reflexões de Silveira (2005); que discute a concepção sócio-retórica de gênero considerando as contribuições da perspectiva de Miller (1984), John Swales (1990), Bhatia (1993); Souza (2009) e Biasi-Rodrigues que também discute o papel do propósito comunicativo na análise de gêneros com base nesses autores. Com base nesse estudo, compreendemos que apesar de envolver regularidades, tipificações e algumas restrições, os gêneros também são passíveis de maleabilidade nas suas realizações, dependendo de seu contexto enunciativo. Daí a necessidade de considerálo na análise do gênero, conforme proposta da noção sócio-retórica. Palavras-chave: Gêneros discursivos. Concepção bakhtiniana. Sócio-retórica. Relatório de estágio.

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O GÊNERO ARTIGO CIENTÍFICO NA GRADUAÇÃO Maria do Socorro Maria Fernandes BARBOSA Maria de Fátima de Carvalho DANTAS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Gênero discursivo é um dos conceitos bakhtinianos mais estudados atualmente, e com a implantação dos PCNs para o ensino, em 1998, o uso dessa temática tornou-se recorrente nas nossas salas de aula. Dessa forma, principalmente, em um curso de graduação, trabalhamos bastante com a diversidade dos gêneros discursivos/textuais. Nesta pesquisa, refletiremos sobre o gênero artigo científico, na graduação. Objetivamos apresentar a importância que tem o trabalho com esse gênero, nesse nível. Trabalhamos com a concepção de gênero como um processo de interação social que se dá numa relação dialógica. Utilizaremos a teoria de Bakhtin (1997), Marcuschi (2007, 2008), dentre outros. O corpus foi coletado em uma sala de aula do 3º período de Letras/ Português/ CAMEAM/ UERN. Os resultados da pesquisa demonstram que os alunos precisam verticalizar os seus conhecimentos sobre a temática e praticar mais para compreenderem como se efetiva a produção, a funcionalidade e circulação desse discurso na academia. Nessa perspectiva é possível concluir que, enquanto professores desse nível, precisamos mediar com mais ênfase a produção desse gênero, pois os alunos já consideram os três aspectos fundamentais constitutivos dos gêneros: estilo verbal, o conteúdo temático e a estrutura composicional. Palavras-chave: Gêneros textuais. Artigo científico. Ensino.

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LÍNGUA PORTUGUESA COMO APOIO À PESQUISA: UMA ANÁLISE DA PRODUÇÃO TEXTUAL DE GÊNEROS ACADÊMICOS Mariana Hercília de Macêdo NASCIMENTO Célia Maria de MEDEIROS Universidade Federal do Rio Grande do Norte Este trabalho apresenta resultados do projeto "Língua Portuguesa como apoio à pesquisa: questões que orientam a produção textual de gêneros acadêmicos". Surgiu devido à dificuldade que os alunos apresentam ao efetuar processo de revisão gramatical de seus textos, com base na norma culta da língua, bem como o desconhecimento e, muitas vezes, o desinteresse em produzir gêneros acadêmicos, principalmente quando são solicitados pelos professores dos mais diversos componentes curriculares a realizarem, na modalidade escrita, resenhas, relatórios, ensaios, artigos científicos, dentre outros da mesma espécie textual. Diante disso, é dada a oportunidade aos graduandos dos cursos ofertados pelo Centro de Ensino Superior do Seridó, que possuem tais dificuldades, de participarem de um curso organizado em um período que totaliza 60h/a, cujos encontros são marcados por discussões teórico-práticas, proporcionando momentos de reflexão e refacção da produção escrita no âmbito acadêmico. A abordagem metodológica é influenciada pelos pensadores críticos da contemporaneidade, que se contrapõem à concepção positivista e procura a superação das dicotomias entre saber e agir, sujeito e objeto, e ciência e sociedade (ALVES-MAZOTTI; GEWANDOZNADJER, 1998). Os resultados apontam dados significativos, uma vez que é possível descrever algumas atividades, quais sejam: discussão dos fatores que constituem as condições de produção da leitura; prática da escrita por meio do estudo de aspectos gramaticais, a organização do parágrafo, ênfase nos critérios de textualização (coesão e coerência textuais); produção escrita dos gêneros textuais trabalhados (resumo, resenha e artigo científico) e reflexão sobre o processo autoral da escrita e exercício da prática de revisão textual. Palavras-chave: Língua portuguesa. Produção textual. Gênero acadêmico.

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OS GÊNEROS TEXTUAIS COMO FERRAMENTA DIDÁTICA PARA O ENSINO DA LINGUAGEM Rosilda M. A. S. SANTOS Universidade Católica de Pernambuco A prática com gêneros textuais no ensino de língua portuguesa, enquanto instrumento didático, trabalha a forma delineada na prática discursiva e confirma que a linguagem ultrapassa os limites da forma estritamente linguística, contribuindo para o desenvolvimento de capacidades tanto linguística como textual e comunicativa. Esta pesquisa investigou por meio de metodologia empírica, a familiaridade dos alunos do curso de Letras com o tema gêneros textuais, no campus de uma Faculdade privada, na cidade de Escada, Pernambuco. Baseando-se na análise do programa de disciplina das turmas participantes observou-se a proposta de trabalho do professor e sua relação com os gêneros. Foram elaboradas entrevistas com dezoito alunos do período inicial, e vinte do período final e uma entrevista com o professor para perceber sua concepção e seu conhecimento sobre gêneros. Além disso, foram utilizadas as produções textuais com os alunos para verificar até que ponto o trabalho desenvolvido em sala de aula contribui para a construção do conhecimento do aluno, visto ser um desafio para os educadores responsáveis pelos processos de ensinoaprendizagem proporcionar a apropriação do gênero trabalhado, sem perder de vista seus usos e suas funções sociais. Os resultados demonstraram que a Faculdade envolvida na investigação contempla o trabalho com os gêneros textuais, desde o primeiro período, porém conclui-se que há lacunas no trabalho desenvolvido com os gêneros textuais no ensino fundamental e médio, pois reflete na dificuldade com a leitura e produção proficiente de textos pelos alunos nos primeiros períodos do curso superior. Palavras-chave: Gêneros textuais. Linguagem. Ferramenta didática.

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GT 15 – PLANEJAMENTO E METODOLOGIAS DE ENSINO DE LÍNGUAS COM USO DE MATERIAIS DIDÁTICOS Ms. Maria da Conceição Costa ccmlua@yahoo.com.br Mnda. Ciclene Alves da Silva ciclenealves@bol.com.br Esp. Zênia Regina dos Santos Barboza zeninha30@hotmail.com Esp. Iandra Fernandes P. caldas iandrafernandes@hotmail.com O Grupo de Trabalho se propõe a acatar trabalhos que abordem a gestão do ensino em sala de aula, mais especificamente, aqueles que discutam o (des)uso do planejamento didático/pedagógico, a sua relação com o projeto de curso, tendo como foco principal as metodologias de ensino de línguas com o uso de recursos e de materiais didáticos.

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O CANTINHO DE LEITURA E OS LETRAMENTOS MULTISSEMIÓTICOS Clécida Maria Bezerra Bessa Maria Aparecida dos Santos Barbosa Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Henning Miquellon Duarte saraiva Universidade Federal do Rio Grande do Norte O desafio que se impõe ao professor dos anos iniciais do Ensino Fundamental, nas escolas do campo, concernente ao processo de aquisição / construção de leitura e escrita é a instituição de um diálogo necessário com a diversidade de saberes que compõe a tessitura do horizonte social em que vive a criança aprendente. Isto posto, consideramos nesse artigo o Cantinho de Leitura, aqui compreendido enquanto estratégia metodológica do Programa Escola Ativa (SECAD/MEC), como um importante agenciador de letramentos multissemióticos. Para realização desse trabalho, nos embasamos em Freire (1997), Kleiman (2005), Rojo (2009), Pereira (2005), dentre outros. Portanto o Cantinho de Leitura pode auxiliar o professor na construção um ambiente de letramentos multissemióticos na sala de aula, promovendo a interlocução entre os saberes institucionalizados e as experiências dos educandos. Palavras-chave: Cantinho da Leitura. Letramento Multissemiótico. Escola do Campo.

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TRANSFORMANDO O SACRIFÍCIO EM PRAZER: UM NOVO OLHAR SOBRE O LIVRO PARADIDÁTICO Djeim Nunes de Freitas SILVA Ariane Aparecida de OLIVEIRA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O livro paradidático exigido bimestralmente nas escolas é, muitas vezes, considerado pelos alunos como uma leitura apenas para teste avaliativo, o que torna sua leitura desmotivadora. O trabalho tem como objetivo geral motivar a inserção, no meio discente, de uma leitura crítica e construtiva, onde os frutos sejam colhidos posteriormente. Para isso, pretendemos analisar a construção dos conhecimentos nos discentes, por meio de um livro paradidático e sua retextualização. A pesquisa foi realizada em uma instituição privada com duas turmas de alunos de 6º ano do Ensino Fundamental, cuja faixa etária é de 10 e 11 anos. Uma das turmas era composta de 37 alunos e outra com 35 alunos. A teoria tem como fundamento os postulados propostos por Freitas e Costa (2002), Isola (2007), Marchuschi (2008), dentre outros. Com base nas aulas e nas retextualizações, observou-se que os alunos melhoraram a escrita. No geral, vê-se que trabalhar de forma planejada e engajada nos gêneros é um das melhores formas de exercitar a prática de linguagem e de escrita, uma vez que, eles circulam em nosso meio social. Palavras-chave: Livros paradidáticos. Gêneros textuais. Retextualização.

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O LIVRO DIDÁTICO NO ENSINO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA: O CASO ESPECÍFICO DO ESPANHOL José Lindomar da SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho é o resultado de uma análise feita sobre a apresentação e o quinto capítulo do livro didático “Español en marcha”. Procura discutir se a variação linguística e o seu ensino estão contemplados adequadamente no referido livro didático O trabalho está baseado essencialmente nos conhecimentos sociolinguísticos do ensino de línguas estrangeiras, notadamente Bortoni-Ricardo (2004), Alkmim (2001), Camacho (2001), PCNEM (1999) e OCMs (2008). Percebemos, a partir da análise, que o livro didático em questão apresenta uma metodologia que, se seguida diretamente pelo professor, provavelmente resultará em um aprendizado mecanizado, restrito a fins prioritariamente gramaticais, já que não proporcionará ao aluno constituir-se enquanto sujeito social. Com efeito, verificamos que o plurilinguismo que proporcionaria ao aluno uma visão abrangente da heterogeneidade do ensino de línguas é deixado de lado, o que o torna impossibilitado de um provável contato com uma situação real de comunicação na abordagem metodológica da língua alvo. Palavras-chave: Livro didático. Ensino-aprendizagem. Plurilinguismo. Interesses políticos.

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APRENDER INGLÊS BRINCANDO Liziane Maria dos SANTOS Universidade do Estado do Rio Grande do Norte O Presente artigo propõe uma reflexão sobre os jogos pedagógicos tradicionais e os softwares que constituem uma ferramenta indispensável no Ensino não só da Língua Inglesa, mas também de outras Línguas Estrangeiras. Jogos ou brinquedos, em um contexto social, os seus significados são relativos, porém, eles constituem um meio divertido de aplicação dos conhecimentos e das experiências vivenciadas e aprendidas em sala de aula. Para isso é necessário avaliar todos os recursos a serem utilizados, mesmo que em muitas vezes sejam poucos, ou confeccionados pelos alunos juntamente com o professor e adaptados de acordo com o nível da turma para uma melhor avaliação da aprendizagem do aluno. Isto se faz necessário para estabelecermos uma comparação entre as atividades rotineiras e os “joguinhos”, sejam eles comprados ou que encontramos nos programas de computação, que muito nos auxiliam a despertar o interesse dos nossos alunos com relação ao estudo da língua inglesa, e que também possibilitam a assimilação do conteúdo estudado de forma dinâmica e prazerosa. O trabalho constitui-se metodologicamente dos seguintes procedimentos: revisão dos recursos utilizados em sala de aula, estudo e avaliação das atividades realizadas através de dinâmicas e brincadeiras, pesquisa dos jogos antigos e atuais contidas ou não em softwares. O objetivo deste estudo são as práticas observadas e vivenciadas por nós na escola pública de ensino fundamental bem como experiências compartilhadas por estudiosos. Palavras-chave: Ensino. Jogos. Língua Inglesa.

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PLANEJAMENTO E METODOLOGIAS DE ENSINO: ANÁLISE DO USO DE MATERIAIS DIDÁTICO-PEDAGÓGICOS EM ESCOLAS DA REGIÃO DO ALTO OESTE POTIGUAR Maria da Conceição COSTA Eline Cristina CORREIA Maria Leidiane Alves VICENTE Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Trata-se de um projeto de pesquisa ligado ao GEPPE (Grupo de Estudos e Pesquisas sobre o Ensinoaprendizagem) que objetiva investigar os entraves e as possibilidades do planejamento de ensino em relação à seleção, elaboração e adequação na utilização de materiais didático-pedagógicos em sala de aula. Essa investigação será realizada mediante levantamento de dados nos planejamentos de ensino e nos Projetos Político-Pedagógicos de seis escolas pertencentes a rede estadual do município de Pau dos Ferros/RN, tendose como critério de escolha, estas se constituírem campo de estágio do Curso de Pedagogia do CAMEAM/UERN. Como proposta de trabalho destaca-se a elaboração e a implementação de no mínimo dez planos de aulas, dois para cada área de conhecimento com estruturação metodologicamente estabelecida e referendada pelas áreas de conhecimento (Língua Portuguesa, matemática, Ciências, História e geografia) envolvendo, prioritariamente, critérios de seleção, elaboração e adequação dos materiais didáticopedagógicos em relação aos objetivos e conteúdos propostos, definidos e produzidos pela equipe do projeto (graduandos e professores dos Ensinos e de Estágio Supervisionado) e professores das escolas que os implementarão juntamente aos estagiários. Para a análise dos dados, delinear-se-á alguns aspectos a serem considerados, os quais poderão sofrer alterações de acordo com a proposta metodológica de cada disciplina: condições de aplicabilidade, criatividade, nível de compreensão, adequação aos objetivos e conteúdos propostos e a realidade sócio-econômica das escolas, dentre outros. Espera-se que o projeto culmine com a apresentação dos resultados sistematizados e analisados, através de artigos a serem apresentados e publicados pelos pesquisadores, junto aos professores das escolas envolvidas. Palavras-chave: Planejamento. Ensino. Escola. Aprendizagem. Prática docente.

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O GÊNERO TEXTUAL NO PLANO DE AULA: PESPECTIVA DA ANÁLISE LINGUÍSTICA Sandra Sinara BEZERRA Antônia Nilmária Viana SILVA Universidade do Estado do Rio Grande do Norte Este trabalho tem como objetivo analisar a prática dos planos de aula, elaborados por professores em seu planejamento didático, dando ênfase ao plano analisado durante o período de estágio supervisionado II, que trabalha com os gêneros textuais em sala de aula. Objetivamos ainda, desenvolver reflexões acerca do tema mencionado, a fim de entendermos a importância de um planejamento e suas contribuições para o ensinoaprendizagem. Para tanto, utilizamos como referencial bibliográfico os textos de (AZEREDO, 2006, OLIVEIRA, 2002, SAMPAIO, 2005, TRAVAGLIA, 1997, VASCONCELOS, 1956). Compreendemos a partir de então, a necessidade de se planejar a teoria que desejamos colocar em prática, para que tenhamos o objetivo alcançado com sucesso, favorecendo um ensino de qualidade. Concluímos que os planos vistos, não seguem o padrão necessário para a realização das aulas em questão, visto que enfoca demais os gêneros linguísticos. Esquecendo de priorizar a aprendizagem dos alunos em outros aspectos, que não sejam somente os de gêneros e gramática. Palavras-chave: Planejamento. Plano de aula. Gênero.

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UM OLHAR SOBRE A AÇÃO PRÁTICA METODOLÓGICA NOS CURSOS DE LETRAS (INGLÊS) E ENFERMAGEM NO CAMEAM. Zênia Regina dos Santos BARBOSA Fernando Filgueira Barbosa JÚNIOR Marília Cléssia PINHEIRO Michele Mayra Palmeira CORDEIRO Universidade do Estado do Rio Grande do Norte A aquisição do saber não está nem nunca esteve limitado ao que o professor lê ou escreve. O aluno trás consigo um reflexo simbólico do senso comum, que na atualidade é mais virtual que concreto, de modo que isso se evidencia no arquivo de memória feito através do contato dele com as novas tecnologias. Esse conhecimento inato a todo ser humano, trabalhado na escola, junto a um planejamento pedagógico qualificado transforma-se em conhecimento científico, à luz das teorias da educação. Independente de se fazerem presentes na ação didática do professor, os recursos áudio visuais fazem parte do cotidiano do aluno, especificadamente nas suas memórias. A análise da prática metodológica do Campus Avançado Profa. Maria Elisa de Albuquerque Maia – CAMEAM se dará tendo como base a aplicabilidade nos cursos de Letras – Habilitação em Inglês – e Enfermagem. Para tanto é preciso conhecer a realidade local do campus. A análise em cursos díspares, como Letras e Enfermagem, nasce da necessidade de conhecer a realidade na qual trabalham dois cursos antagônicos no mesmo lugar, a mercê de um mesmo diretor, não departamental, mas institucional, bem como as políticas que norteiam o campus. Objetivando diagnosticar mudanças metodológicas no passar dos anos, visto que o curso de Letras é relativamente mais velho que o de Enfermagem, recentemente implantado. Palavras-chave: Conhecimento. Didática. Metodologia.

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Instituições que participaram do VII CMELP Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos do Distrito Federal – APADA/DF Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Roraima – CAUFR Escola de Ensino Médio Liceu de Iguatu Dr. José Gondim Ecole Superieure d'Agriculture d'Angers (France) Escola do Recife/ Lubienska Recanto – ERLR Faculdade Frassinetti do Recife – FFR Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão – FIVSA Faculdades Integradas de Patos – FIP Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado do Rio Grande do Norte – FAPERN Fundação Guimarães Duque – FGD Instituição Colégio Dom Bosco – ICDB Instituto de Educação Superior Presidente Kennedy - IESPK Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte – IFRN Secretaria Municipal de Educação de Natal – SEC Unidade Educacional Infantil da Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UEI/UFRN Universidade Católica de Pernambuco – UCP Université Catholitique de L'Ouest – UCL (Angers-França) Universidade de Brasília – UnB Universidade de São Paulo – USP Universidade do Estado da Bahia – UNEB Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – UERN Universidade do Estado de Minas Gerais – UEMG Caderno de Resumos do VII Colóquio Nacional de Professores de Metodologia do Ensino de Língua Portuguesa e de Literatura 322


Universidade do Estado do Mato Grosso – UNEMAT Universidade Estadual da Paraíba – UEPB Universidade Estadual de Alagoas – UEAL Universidade Estadual de Feira de Santana – UEFS Universidade Estadual do Ceará – UECE Universidade Estadual de Londrina – UEL Universidade Federal do Amapá – UNIFAP Universidade Federal da Paraíba – UFPB Universidade Federal de Campina Grande – UFCG Universidade Federal do Goiás – UFG Universidade Federal de Pernambuco – UFPE Universidade Federal de Roraima – UFR Universidade Federal do Ceará – UFC Universidade Federal do Maranhão – UFMA Universidade Federal do Pará – UFPA Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN Universidade Federal do Tocantins – UFT Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA Universidade Federal de Uberlândia - UFU Universidade Potiguar – UnP Universidade Regional do Cariri – URCA

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Instituições parceiras

Apoios e Patrocínios

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Caderno de Resumos do VII CMELP  

São apresentados nesse caderno, programação e resumos das comunicações dos congressistas que compuseram os dias 11, 12 e 13 de agosto de 201...

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São apresentados nesse caderno, programação e resumos das comunicações dos congressistas que compuseram os dias 11, 12 e 13 de agosto de 201...

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