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RAĂ?ZES do manguebeat

agosto 2012


Na década de 1990, alguns músicos pernambucanos decidiram unir a batida forte dos tambores ao som distorcido das guitarras elétricas. A iniciativa pretendia valorizar a diversidade das tradições nordestinas – entre elas o maracatu e o coco – e uni-las à influência pop e estrangeira – como o hip hop e o rock. As experimentações musicais ganharam espaço na cena local e a divulgação do primeiro manifesto do movimento, que era na verdade um release dirigido à imprensa, foi o ponto crucial para que Recife se tornasse uma das cidades de vanguarda da produção cultural brasileira. Intitulado Caranguejos com cérebro, o manifesto explicou ao Brasil o que é o mangue e apresentou sua batida, o Manguebeat. Vinte anos depois, o projeto Raízes pretende resgatar as origens dessa efervescência artística, trazendo a São Paulo um pouco da cultura pernambucana.


AUDITÓRIO

FULORESTA E MESTRES DE MARACATU Dias 1 e 2, quarta e quinta, 20h30

O espetáculo, intitulado Baque solto, é uma grande improvisação de maracatu – ritmo afro-brasileiro que faz parte das tradições populares pernambucanas. O grupo se reúne pela primeira vez para as apresentações do projeto Raízes e é formado pelos mestres de maracatu João Paulo e Barachinha, acompanhados de instrumentistas que compõem a banda Fuloresta, como Cosmo Antônio, Mané Roque, Mestre Nico, Marcelo Silva e Galego do Trombone. João Paulo e Barachinha são mestres de maracatu de baque solto da Zona da Mata Norte de Pernambuco e, por muitos anos, Barachinha trabalhou ao lado de Siba no grupo Estrela Brilhante. Por sua vez, os integrantes do Fuloresta já gravaram dois CDs com Siba: Fuloresta do samba, em 2002, e Toda vez que eu dou um passo o mundo sai do lugar, em 2007. REPERTÓRIO O repertório é formado por temas variados de improviso, baseados no maracatu de baque solto.

Foto: Divulgação

FICHA TÉCNICA João Paulo - voz Barachinha - voz Cosmo Antônio - caixa Mané Roque - mineiro Galego do Trombone - trombone Marcelo Silva - trompete Mestre Nico - bombo


AUDITÓRIO

XIS CONVIDA MARCOS MATIAS, RAPADURA E DJ RM Dias 8 e 9, quarta e quinta, 20h30

O quarteto, reunido especialmente para os shows do projeto Raízes, resgata a influência do hip hop na criação do Manguebeat. O rapper Xis, que está à frente da formação, deu início à carreira musical em 1992, quando criou o grupo DMN. Em 2000, lançou seu primeiro CD, Seja como for, e, atualmente, está em fase de produção de seu terceiro disco solo. Marcos Matias é o responsável pela percussão do grupo. Integrante, desde 2000, do Nação Zumbi, lançou no primeiro semestre deste ano o DVD Nação Zumbi – Ao vivo no Recife, que registrou um espetáculo realizado em 2009 para mais de 80 mil pessoas. Rapadura divide os vocais com Xis e é uma das grandes promessas do rap nacional. Em 2010, lançou seu primeiro trabalho, Fita embolada do Engenho – Rapadura na boca do povo. Completa o quarteto o DJ RM, que faz remixes e já trabalhou em alguns projetos de Xis. REPERTÓRIO Us mano e as mina (Xis) A fuga (Xis) De esquina (Xis) Gírias do Norte (Xis) Na ponta da agulha (Xis) Norte Nordeste me veste (Rapadura) Maracatu de lá pra cá (Rapadura) Rima junina (Rapadura) Moça namoradeira (Rapadura) É doce mais num é mole (Rapadura) Reclamações (Marcos Matias) Senzala (Marcos Matias) Cabeça vazia (Marcos Matias)

Foto: Divulgação

FICHA TÉCNICA Xis - voz Rapadura - voz Marcos Matias - alfaia e percussão DJ RM


AUDITÓRIO

EDDIE CONVIDA ERASTO VASCONCELOS Dias 16 e 17, quinta e sexta, 20h30

A banda Eddie, de Pernambuco, tem mais de vinte anos de estrada e fez parte do movimento Manguebeat desde seu início, nos anos 1990. Seu maior sucesso, gravado por nomes como Cássia Eller e Nação Zumbi, é a música Quando a maré encher. No repertório do show, também estão canções de seu quinto CD, Veraneio, que mistura a batida do manguebeat a punk rock, surf music, frevo, samba e reggae. Para este show, o grupo convida Erasto Vasconcelos, músico pernambucano que tem quarenta anos de carreira e já participou de trabalhos com Gilberto Gil e Caetano Veloso, entre outros. REPERTÓRIO Bairro novo/Casa caída (Fábio Trummer) Baile Betinha (Erasto Vasconcelos) Quase não sobra nada (Fábio Trummer e Junio Barreto) Desequilíbrio (Fábio Trummer) Tô cansado dessa merda (Fábio Trummer) Quando a maré encher (Fábio Trummer e Rogerman) Carnaval no inferno (Fábio Trummer) Me diga o que não foi legal (Fábio Trummer) Delírios tropicais (Fábio Trummer) Veraneio (Fábio Trummer) Parque de diversões (Erasto Vasconcelos) O saldo da glória (Fábio Trummer) Ela vai dançar (Fábio Trummer e Lirinha) Casa de marimbondo (Fábio Trummer)

Foto: Heldes Regis

FICHA TÉCNICA Fábio Trummer - voz e guitarra Urêa - percussão André - teclado e trompete Rob - baixo Kiko - bateria Erasto Vasconcelos - voz


AUDITÓRIO

BATE-PAPO: CONTEXTO SOCIOCULTURAL E IMAGINÁRIO POPULAR NA CRIAÇÃO DO MANGUEBEAT Dia 15, quarta, 20h30

O debate pretende recompor as raízes sociais e culturais do Manguebeat, discutindo seu contexto histórico e regional. Lucio Maia - Guitarrista da banda Nação Zumbi, participou da gravação de todos os CDs do grupo, incluindo o clássico Da lama ao caos. Desde 2007 também possui um projeto solo, chamado Maquinado. Fábio Trummer - Vocalista da banda Eddie, é compositor de um dos maiores sucessos do Manguebeat: a música Quando a maré encher. Herom Vargas - Doutor em semiótica, é líder do grupo de pesquisa Música, Cultura e Linguagens da Mídia, do CNPq. Em 2007, lançou o livro Hibridismos musicais de Chico Science & Nação Zumbi. João Mauro Araújo - Mediador do debate, o jornalista é mestre em História Social pela Universidade de São Paulo (USP) e pesquisador do Núcleo de Estudos em História Oral da USP.


CENTRO DE MÚSICA

HISTÓRIA E VIVÊNCIA DE MARACATU, COM GRUPO MARACATU BLOCO DE PEDRA Dias 11 e 18, sábados, 15h30

O Maracatu Bloco de Pedra é o maior grupo de maracatu de São Paulo: possui uma orquestra percussiva composta por aproximadamente 100 músicos e um corpo de dança com 20 dançarinos. Nesta oficina, quatro integrantes do grupo abordam a história do maracatu – tradição que em grande parte influenciou a criação do Manguebeat – e apresentam uma vivência do ritmo e da dança ligados a essa manifestação popular. Inscrições na Central de Atendimento. Vagas limitadas.


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