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bienal naífs do brasil SOOS SESC

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bienal naĂ­fs do brasil SOOS 22 de novembro a

09 de março de 2003 piracicaba sp brasil


a cultura do comprometimento um brasil de cor e de alegria lezesseis anos de arte ingênua no sesc circularidade entre erudito e popular instintivos e espontâneos artistas premiados júri de seleção e premiação artistas selecionados 0 68

módulo eliza mello módulo josé antônio da silva módulo mestres de ontem e de hoje english texts

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textos en español

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créditos

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a cultura do comprometimento


A m elhoria da qualidade de vida dos trabalhadores do com ércio e serviços, seus fam iliares e a sociedade em geral cons­ titu i objetivo prim eiro do SESC, entidade criada, m antida e adm inistrada pelo em presariado desses setores. Hoje, essa m eta tem se am pliado para o que consideram os um efetivo trabalho de inclusão social, cuja base encontrase na form ação perm anente do indivíduo pelo contato com a cultura e o acesso a bens culturais de qualidade, sob d i­ ferentes form as. Nesse sentido, o SESC de São Paulo tem desenvolvido um am plo programa de atividades voltadas à cultura, aos esportes, lazer, dese n volvim e nto infan til, terceira idade, saúde, alim entação, odontologia, m eio a m biente e turism o social. Para realizá-las, a rede SESC possui 28 unidades espalhadas pela Capital e Inte rio r do Estado, onde são atendidas crianças, jovens, adultos e idosos, com interesses diversificados. Nessas unidades, a convivência assume papel prim ordial. Para o em presariado do com ércio e serviços, esse aspecto tem fundam ental im portância, pois reflete uma necessidade contem porânea, cada vez mais urgente, que é a da participação social crítica e do exercício da cidadania. Assim, a realização da sexta edição da Bienal Naífs do Brasil apresenta-se com o especial oportunidade de reafirm ação das tradições e da identidade nacional, contribui de m aneira concreta para o desenvolvim ento cultural do país e é ex­ pressão do espírito de uma instituição preocupada com os valores de seu tem po e com a prom oção dos hom ens e m u ­ lheres que dele com partilham . Para o SESC de São Paulo, desenvolver a cultura é aliar-se ao desenvolvim ento do país. É, portanto, causa que m erece todo o nosso esforço e com prom etim ento.

Abram Szajman Presidente do Conselho Regional do SESC de São Paulo


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um brasil de cor e de alegria


Ao colocar em prática uma política orientada para a dem ocratização da cultura, m ediante o acesso aos bens culturais, o SESC de São Paulo oferece ao público uma program ação atenta às tendências artísticas contem porâneas, aos q u e stio ­ nam entos e provocações de criadores m odernos e ao m ulticulturalism o. Paralelam ente, a arte popular, reconhecida como elem ento edificante de uma identidade cultural a ser conhecida e pre­ servada, encontra no SESC um espaço de expressão e valorização que se m ultiplica sob diferentes form as, pela presença constante de representantes dessa corrente. Nessa perspectiva, a Bienal Naífs do Brasil sobressai-se com especial destaque. Em sua sexta edição, inscreveram -se 204 artistas, provenientes de 19 estados, que som aram 408 obras. Destes, foram selecionados 43 criadores e 70 obras, que divid em a atenção do público com m ódulos dedicados a José A ntonio da Silva, Eliza M ello e aos M estres de Ontem e de Hoje. Reúne-se, assim, um conjunto de quase 160 obras expostas, às quais associa-se uma programação com plem entar de oficinas, ateliês, cursos, palestras, shows musicais, espetáculos de teatro e dança. Longe de m ostrarem -se com o dados vazios, esses núm eros falam do Brasil, de sua capacidade criativa e da aptidão do artista nacional para representar a si m esm o. A força das tradições populares estende-se ao longo dos anos e pode ser vista através de festas, encontros e aspirações, retratada em cores vivas e uma sofisticada sim plicidade. As im agens dizem do cotidiano, da natureza, de brincadeiras e crenças que se espalham país afora e têm , em grande parte, se per­ dido perante a força da com unicação voltada para o consumo. Para o SESC de São Paulo, a Bienal Naífs do Brasil traz à tona as entranhas de um país que ainda tem cor e alegria, razão que por si só nos im pele a m ostrá-lo.

Danilo Santos de Miranda Diretor do D epartam ento Regional do SESC São Paulo


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# dezesseis anos de arte ingĂŞnua no sesc


Há m uitos anos o SESC encarou o desafio de incluir em sua program ação cultural, trabalhos de concepção não erudita que fazem contraponto com outras m anifestações artísticas de vanguarda, reafirm ando os critérios de pluralidade e de dem ocratização que norteiam as suas ações. A Bienal Naifs do Brasil com pleta a sua sexta edição, agora em 2002, sustentando o propósito de valorizar e revelar o que de mais significativo está sendo realizado pelos artistas naífs ou ingênuos dos mais distantes e diversificados espaços geográficos do nosso rico e grandioso país. Com o surgim ento da idéia e a concretização de um a pequena m ostra de arte ingênua e p rim itiva , no ano de 1986, sucederam -se outras cinco exposições anuais ininterruptas. Alterada a proposta para m aior abrangência do evento, com periodicidade bienal, aconteceram seis edições a p artir de 1992. Intercaladas entre as bienais, mais cinco exposições tem áticas e itinerantes foram organizadas. Dessa m aneira, o SESC tem levado avante o seu propósito de m ostrar a liberdade de expressão dos artistas espontâneos brasileiros, oferecendo oportunidades aos principiantes, aos que já atingiram um determ inado estágio de reconhecim ento e m esm o aos nom es de m aior consagração. Desde a concepção da atividade, e m esm o no decorrer de suas realizações, um pequeno dilem a nos incom odava. O de como denom inar essa vertente artística, que m esm o contando com fiéis adm iradores e defensores entusiastas, ainda


provoca reações de indiferença ou de desagrado em m uita gente. Deveríam os cham á-la de arte p rim itiv a , p rim itiv a m oderna (ou n e o p rim itiva ), ingênua, naif (ou n aive), espontânea, instin tiva, ínsita ou popular? Será gue cabe o uso de uma única expressão gue seja incontestavelm ente a mais correta? Como o consenso é m uito difícil, estamos convictos de gue é uma guestão de som enos im portância, m esm o porgue se cada um dos vocábulos tem a sua sustentação, em contrapartida tem tam bém a sua inconsistência. Deixando a term in o log ia de lado, é im p o rta nte destacar a im portância da iniciativa, a ousadia da proposta, o seu valor cultural, a organização cuidadosa e o reconhecim ento quase unânim e por parte dos envolvidos, principalm ente dos ar­ tistas que fazem com que os eventos aconteçam . Podemos dizer, com toda a certeza da afirm ação, que esse evento do SESC despertou várias outras iniciativas sem elhantes de instituições e de agentes culturais. Com o o bjetivo de garim par obras de inquestionável qualidade, para enriquecer esta nova edição da Bienal Naifs do Brasil, pesquisam os os acervos dos três museus de arte p rim itiva existentes no Estado de São Paulo —Museu do Sol, em Penápolis, Museu de Arte Prim itiva "José Nazareno M im e ssi", em Assis, e Museu de Arte P rim itivista "José A ntonio da S ilv a ", em S. José do Rio P re to - ao m esm o te m p o em que m a n tive m o s contatos com alguns colecionadores particulares. Juntam ente com as setenta obras aprovadas pelo Júri, a Bienal contará com dezenas de im portantes trabalhos de artistas de renom e e reconhecidos pelo seu ta le n to de espontâneos criadores, inseridos na história da arte ingênua, naif ou p rim itiva brasileira. São os m estres de ontem e de hoje, referências obrigatórias pela obra que deixaram ou que ainda realizam. Esta edição da Bienal Naífs do Brasil propicia a oportunidade de adm irar obras do genial m estre José A ntonio da Silva, da talentosa Eliza M ello, e de m uitos outros nom es de grande expressão como Heitor dos Prazeres, Chico da Silva, Maria Auxiliadora, Agostinho Batista de Freitas, Rosina Becker do Valle, J. Coimbra, Neuton Andrade, M irian, Edson Lima, Alcides Santos, A ntonio Poteiro, Iracema A rditi, W aldom iro de Deus, Elza 0. S., Isabel de Jesus, Gerson de Souza, Ivonaldo de M elo, Henry Vitor, J. Rissin, José Luiz S., Zizi Sapateiro, laperi Araújo, e uma dezena de artistas tão im portantes quanto. Selecionam os uma pequena parcela de obras, porém de grande significado, uma vez que a nossa pretensão não era a de cobrir toda a história da arte prim itiva ou ingênua brasileira.

Antonio do Nascimento Técnico do SESC


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circularidade entre erudito e popular


No Brasil, o interesse das elites intelectuais pela produção artística de fonte popular vai se tornar explícito e transform arse em propósito de ação cultural e de atualização da inteligência brasileira a partir da década de 20, no século XX. A passagem dessa produção do anonim ato para a autoria, de item anedótico ou pitoresco para a categoria de criação com valor expressivo próprio, corresponde a uma mudança nas m entalidades provocada pelas transform ações na vida socioeconómica e cultural do país, concom itante ao desenvolvim ento industrial. O m ovim ento m odernista, inserido nessas transform ações e delas tam bé m agente, in te rve io de m aneira decisiva na reavaliação do nosso passado artístico. As m esm as vanguardas m odernistas optaram tam bé m pela não discrim inação entre " e ru d ito " e "p o p u la r", procurando tornar visível a circularidade que sem pre existiu entre os universos culturais da elite e do povo com um . Com a continuidade da "ro tin iz a ç ã o " do m odernism o, apontada por A ntonio Cândido, em certa m edida ficará m enos problem ático, e m ais program ático m esm o, para a inteligê n cia brasileira, id e n tifica r e assim ilar form as de criação d i­ ferentes, no país, que gradualm ente fossem constituindo o corpo de referência a que visava, por exem plo, M ário de Andrade, com o conseqüente surgim ento e aceitação de artistas de outras camadas sociais. M ário buscava "u m terceiro te rm o ", de encontro, entre o erudito e o popular. E não apenas nos seus ensaios e na sua atividade de pesquisador perm anente da cultura popular. Também na área da ficção, a sua obra-prim a, M acunaím a, é o exem plo mais vivo da impregnação recíproca entre o conhecim ento erudito e as culturas do povo, somadas às indígenas. Escrevia M ário: "Há que forçar um m aior ente nd im en to m útuo, um m aior n ivelam ento [entenda-se e qu ilíb rio ] geral da cultura que, sem destruir a elite, a torne mais acessível a todos, e em conseqüência lhe dê uma validade verdadeiram ente funcional. Está claro, pois, que o nivelam ento não poderá consistir em cortar o tope ensolarado das elites, mas em pro­ vocar com atividade o erguim ento das partes que estão na som bra, pondo-as em condição de receber mais lu z". Artistas das camadas pobres, como Vitalino, Severino de Tracunhaém, Cardosinho, Heitor dos Prazeres, encarnaram para


a nova m e ntalidade m odernista esse m o vim e n to de encontro. Artistas da norm a culta, com o Cândido Portinari, repre­ sentavam a vida cotidiana das camadas de baixa renda no cam po e nas cidades. A lb erto da Veiga G uignard, Roberto Burle M arx, Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, José Pancetti retratavam em pregadas dom ésticas, fuzileiros, trabalhadores urbanos e rurais. Tarsila do Am aral abordava a paisagem brasileira, a religiosidade popular e o operariado paulistano, já incorporando à escala cromática de uma de suas fases uma preem inencia de azuis e rosas que chamava de "caipiras". O escultor Victor Brecheret realizava obra em que se destaca uma fase em que o repertório form al da arte indígena é absorvido. Vicente do Rego M onteiro transfunde em m om entos da linguagem form al de sua pintura elem entos indígenas marajoaras. São esses uns poucos exem plos, retirados do quadro das artes visuais dos anos 30 e 40 do século XX, que m ostram o nexo relacionai que artistas eruditos procuraram estabelecer entre o seu universo e o das classes populares e das culturas tribais. No entanto, os próprios artistas populares não foram absolutam ente agentes passivos de seu pro­ cesso de gradual reconhecim ento. Pois tam bém por seu lado experim entavam mudanças em relação ao seu m eio cultural, fazendo uma síntese form al própria, com o qualquer outro artista, das transform ações que viam acontecer diante de seus olhos e que tam bém os m otivavam . No caso de m estre Vitalino, por exem plo, da relativa uniform idade do figurado de barro feito antes na região, para brin­ quedo de criança - d a í o term o " b o n e c o s " - ele parte para a "in ve n ta çã o

de m o tivo de b o n e co " aque se referem

seus am igos ceramistas na m esm a localidade: o Alto do Moura, em Caruaru,Pernambuco. Criou-se em torno dele uma verdadeira escola de ceramistas. O público que compra seu trabalho passa a ser quase exclusivam ente de fora, dos gran­ des centros urbanos. V italino desenvolve o que denom inaríam os de "e s tilo ", em que seu "e xp re ssio n ism o " se traduz por vocabulário form al próprio em verdadeiras "e s c u ltu ra s " de pequeno form ato. Seria nosso p rim e iro " p rim itiv o " a ter fam a, em bora m orresse de varíola, pobre, aos 54 anos. Esta m esm a m udança de público e de lin g ua g em form al vai revelar-se no trabalho de artistas que, m igrantes em sua quase totalidade dos seus locais de nascimento, na am biência rural, para centros urbanos, apresentarão uma representação sim bólica cada vez mais individualizada. Esses novos trabalhos apresentam a construção de um estilo com parável aos dos artistas da norm a culta, e destinam se agora à clientela de m aior poder aquisitivo das galerias de arte e museus dos grandes centros culturais do país. Lim i­ nares entre a cultura em que se form aram e a que consom e a sua arte, a leitura de suas criações, exatam ente por se encontrarem "e n tre ", no lim iar, é acessível tanto às classes populares quanto às dem ais. Longe de constituírem fe n ô m e ­ nos isolados, sob a denom inação de "p rim itiv o s " e de "in g ê n u o s ", esses artistas exprim em a sua experiência de vida do m esm o m odo que os criadores das camadas m édias e altas. A circularidade de conteúdos entre os universos popular e culto continua visível, com o por exem plo nos parangolés de


Hélio O iticica, que se transculturam com fantasias e alegorias da escola de samba carioca. As escolas, por sua vez, abrem -se para decoradores egressos da Escola de Belas Artes e do Teatro M unicipal - o s "c a rn a v a le s c o s "-, cada vez mais presentes na visualidade dos desfiles. O p intor José A ntonio da Silva, de início carreiro na roça, representa o cam po e a cidade, denuncia a destruição da na­ tureza, declara a sua profunda afinidade com Van Gogh, e critica em telas onde se auto-retrata am ordaçado o viés da crítica em uma Bienal de São Paulo. A sua obra fortíssim a, original, é reconhecível pela invenção form al própria. Como acontece com a de M aria A uxiliadora Silva, que em 1969 já fazia colagem dos seus próprios cabelos em telas —um início de body a r t - e utilizava massa plástica e espum a de náilon para fazer tam bé m relevos na superfície erotizada da sua m atéria pictórica ondulante. Falas de figuras representadas em algum as obras vem escritas e circundadas por traço, à sem elhança dos personagens das histórias em quadrinhos. Seu trabalho, que foi editado em livro na Europa, e que analisei anteriorm ente em M itopoética de 9 artistas brasileiros (1975), era considerado por ela mesma como híbrido entre "p in tu ra e escultura". O flu m inense Julio M artins da Silva, cozinheiro aposentado e favelado do M orro União, RJ, nascido em finais do século 19 e falecido em 1979, registra a mudança social do seu tem po em pinturas em que a natureza, investida de sacralidade, é mostrada como uma poética do paraíso, com sinais, no entanto, do início da ruptura do hom em com o m eio am biente na civilização industrial. Poderíamos continuar indefinidam ente aqui no rastro desta circularidade entre as criações dos universos erudito e popular. A em blem ática afro no construtivism o de Rubem Valentim, as celebradas "bandeirinhas" de Volpi, no ápice do concretísimo, a incorporação de um pop suburbano no trabalho de Rubens Gerchm ann, a feição construtiva que igu alm en te absorve um im aginário suburbano em Emanuel Nassar. Ou o in fin ito recurso às mais variadas fontes visuais coexistentes no tra ­ balho de A rlindo Daibert, na recriação visual de M acunaím a e de Grande Sertão Veredas. Como m em bro do jú ri da edição 2002 do espaço consolidado pela Bienal Naífs do Brasil, foi uma satisfação constatar a abertura de oportunidades para o m elhor conhecim ento do trabalho de artistas -p a ra citarm os um só e x e m p lo - como o de Carlos A lb erto O liveira, que está sem qualquer dúvida à altura dos dem ais aqui m encionados, dese n volvido ao longo de décadas com coerência e incorporando de maneira original, criadora e crítica, elem entos da contem poraneidade.

Lélia Coelho Frota Da ABCA/AICA


instintivos e espontâneos

Apesar dos avanços técno-eletrônicos, dos celulares que alcançam extensões inim agináveis, dos riscos coloridos do Míssil M III correndo pelos céus, há m uita gente que defende o direito de ser naíf, de fazer uma arte espontânea e instintiva. Assim sendo será preciso aceitar que por uma decisão racional do indivíduo, reafirm ada pelo seu a utoconvencim ento ele próprio passa acreditar que no ser hum ano há m eios, pouco gasto e, utilizável na criação artística.


A escolha do fazer instintivo da arte resulta de uma opção direta, circunscrita aos valores da pessoa e a um determ inado cam po de ação. Resta-nos convir, concom itantem ente, que não se trata de arte ingenua, mas de urna arte instintiva e espontánea porque ela explicita uma vontade categórica, m ovida pela conquista pessoal, de fruto da decisão, instigada pela própria sensorialidade, sem razão ou ju stifica tiva de urna autocrítica. Sempre haverá quem prefira desem penhar um papel extraído das entranhas de si próprio. Aqueles que buscam soluções plásticas, a partir da própria maneira de se expressar e de realizar qualquer tipo de trabalho e m ergente do próprio tacto, do fazer cego, conhecido da sua gestualidade, fa ta lm e n te rejeitam a retórica, a erudição convencional e as leis racionais e m antenedoras do conhecim ento das m aiorias sociais. Entretanto, caso os instintivos abdicassem das crenças, em si próprios, poderiam em tem po, estando vivos, penetrar no conhecim ento dado nas escolas, em geral. Os artistas instin tivos e espontâneos da Bienal Naífs do Brasil 2002 partilha m espaçosam ente do certam e cultural do SESC de Piracicaba e convergem com naturalidade ao 14 de setem bro do ano em curso, na expectativa do reconhecim ento do jú ri de seleção e da prem iação esperada. Em linhas gerais, uns e outros que se subm etem aos júris adquirem m aior desenvoltura na escolha de suas criações. Esta atitude fortalece o trabalho e dá oportunidade para a participação em novos certam es culturais. 0 mais im p o rta nte será que os artistas sem pre darão um je ito específico de fazer a própria obra e de dem onstrar a peculiaridade, explícita, dos significados de suas idéias. Coloridas, algum as alegres e com unicativas, grande parte dos trabalhos apresentados no SESC m ereceu m uita atenção do júri, tanto pela solução artística dada à execução das obras como das idéias que elas nos transm item . Algum as obras, m uito especiais no seu trato expressivo confirm am um desem penho plástico que trata das questões sociais do presente. Pode-se considerar que as obras críticas provocam a sensação de sentim entos dolorosos nesta Bienal Naif. O fato de o artista ser instintivo e espontâneo não significa que ele está fora da sociedade a que pertence. Ser instintivo e espontâneo é cooptar as coisas do m undo que o cerca, através de um vocabulário plástico criado e construído com a própria sensibilidade do autor. Que fazer para reencontrar as crianças desaparecidas e, o massacre dos aim orés, acabou ou continua nos seus descendentes? Mas, m uitos dos artistas naífs fizeram belas paisagens que nos dão prazer de ver que a natureza ainda com ove m uita gente.

Radha Abramo Crítica de Arte


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prĂŞm io destaque

: c. a. oliveira carlos alb e rto de oliveira [novo ham burgo RS 1951] novo ham burgo RS Carnaval a Cavalo AcrĂ­lica s / tela 45 x 45 cm


Centro da Cidade Acrílica s / tela 45 x 45 cm

020 021 • •


i ■lãrfinSi-Li

prêm io conjunto das obras

: j. mello jurac y a uxiliadora g o m e s de m e llo [bela vista MS 1940] campo grande MS Fazenda Bonsucesso I Acrílica s / tela 50 x 60 cm


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Fazenda Bonsucesso II Acrílica s / tela 50 x 60 cm

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prêm io aquisição

: nildo machado nildo de queiroz m achado [rondonópolis M T 1962] rondonópolis M T Brasil Ovos de Ouro Acrílica s / tela 40 x 40 cm


Ciclo de Vida A crílica s / te la 40 x 40 cm

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prêm io revelação

: josenildo suassuna jo s e n ild o suassuna vaz [catolé do rocha PB 1970] joão pessoa PB Pulga Acrobata A crílica s / te la 90 x 80 cm


prêm io aquisição

o. s. b e z e rra : o lím p io santos bezerra [araçatuba SP 1951] cuiabá M T Apanhando Algodão Ó leo s / te la 59 x 95 cm

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TÍTULO-

Mflf FLOP t 0 JBBRBOLCTfl

prêm io aquisição

: tonico scarelli a n to n io scarelli [s. joaquim da barra SP 1931] sales oliveira SP M ãe Flor e a Borboleta Ó leo s/ te la 50 x 70 cm


m enção honrosa

adão d o m ician o : adão d o m ic ia n o p in to [ecoporanga ES 1969] cuiabá M T Na Praça A q u a re la s / papel 44 x 62 cm

028 029 • •


A 3 U0E-NQ6 A VOLTAR PAM C*SA

PfiHUis O* ÍÍJ.4Á.

m enção honrosa

: monica santana m on ica da silva santana [duque de caxias RJ 1967] piracicaba SP Crianças Desaparecidas A crílica e ó le o s / te la 74 x 98 cm


menção honrosa

ranchinho: s e b a stiã o th e o d o ro p a u lin o da silva [osear bressane SP 1923] assis SP Vai Para a Cidade A crílica s / te la 50 x 70 cm

030 031 • •


m a jo re m Ad ' perpetuam g lo ria m

m enção honrosa

: reuto fernandes [caravelas BA 1962] são m ateus ES 0 Massacre dos Aimorés Ó leo s / te la 70 x 90 cm

Dobowur m o tti nos n o s tra q u e


« i!!!!!!» !!


lélia coelho frota

radha abramo

C rítica de Arte, Escritora e Antropóloga [rio de janeiro RJ 1941] Ex-Diretora do In stitu to N acional de Folclore da FUÑARTE; Ex-Presidente do IPHAN (In s titu to

No Brasil e na França fez estudos de artes plásticas, filo so fia , a n tro po lo gia e sem iología, em

do P atrim ônio H istórico e A rtístico N acional); Ex-Diretora do A rqu ivo Geral da Cidade do Rio

especial, com o bolsista e, depois, nos cursos de m estra do. O rganizou e realizou m ostras:

de Janeiro; Ex-Coordenadora do Program a de A poio ao Vale do Jequitinhon ha (Secretaria de

Bienais de São Paulo e de Veneza, d irig iu e apresentou o program a A rte e Form a/TV Tupi,

Estado da Cultura de M inas Gerais).

organizou e trabalhou na Galeria A m biente, Centro de Artes Visuais Folha de São Paulo, Centro

Curadora das representações brasileiras das Bienais de Veneza de 1978 e 1988. Curadora da

de A rtes Visuais - IDART - Prefeitura de São Paulo, A cervo A rtístico Cultural dos Palácios do

m ostra Brasil, A rte Popular Hoje para o Projeto França-Brasil, exposta no Grand Palais, Paris,

G overno de São Paulo.

1987.

Dá especial preferência aos projetos de A rte Pública, trid im e n sio n a is , sem pre expostos, em

Conceituou e criou a nova exposição do Museu de Folclore Edison Carneiro, Rio de Janeiro (RJ).

áreas públicas e sob a direção de Grupos de Trabalho - GT, com o os realizados na Praça da

C onceituou e instalou o M useu de A rte Popular ab erto no Centro C ultural de São Francisco,

Sé, Arte no M etrô de São Paulo, A rquivo do Estado, "Eu Vi o M u n do ... ele com eçava no Recife"

João Pessoa (PB), inscrito na Lista do Patrim ônio M undial da UNESCO. É m em bro da ABCA/AICA

e, em outros p ro je to s, em conclusão. P articipou de g rupos de estud os e de tra b a lh o de

e da ABA (Associação Brasileira de A ntrop olog ia ).

A rteterap ia , no H ospital das Clínicas de São Paulo e no Centro de P sicologia/S ão Paulo. No m a g isté rio , tra b a lh o u com a H istória da A rte, e deu cursos de desenho livre , nas cadeias

Obras Publicadas [alguns títu los]:

públicas de São Paulo. P artilhou de Júris de A rtes Plásticas e de projetos culturais, com o o

M íto p o é tica de 9 A rtista s B rasileiros. Fuñarte, 1978.

do M inhocão, o Elevado à A rte da cidade.

A taíde. Nova Fronteira, RJ, 1982.

Desde os anos 50 escreve artigos para jornais, revistas, m useus e galerias de arte, e por dois

M ário de A ndra de e a S ociedade de Etnografía e Folclore. INF, RJ, 1983.

períodos desem penhou a função de C orrespondente - Área Cultural, dos jornais: Diário de São

M estre V ita lin o . 1a edição Editora M assangana, Fundação Joaquim Nabuco, Recife, 1986.

Paulo e Folha de São Paulo. É m e m b ro da ABCA e AICA, Sindicato dos Jornalistas, Comissão

2a edição Cia. de Editoração e Publicações, São Paulo,1988.

Teotônio Vilela, Defesa da Pessoa H um ana, e de outros.

A lcides Rocha M ira nda , C am inho de um A rq u ite to . Editora da UFRJ/Banco Icatu, Rio de Janeiro, 1993. T iradentes, R etrato de um a Cidade. Rio de Janeiro, Fundação Rodrigo M e llo Franco de Andrade, 1993. B urle M arx: P aisagism o no Brasil. Brasiliana de Frankfurt, Câmara Brasileira do Livro, São Paulo, 1994. Rio São Francisco, R ecôncavo e S alvador: F otografia s de M areei G a u th e ro t. In tro d u ç ã o e notas. Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1996. G uignard, A rte e Vida. Rio de ja n e iro , Campos Gerais, 1997. Recebeu pela sua obra literária de poesia os prêm ios Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, e Olavo Bilac, da A cadem ia Brasileira de Letras.


antonio do nascimento

Nasceu em 1946, em Pindoram a/SP. Form ado em G eografia pela USP, em 1972, foi profes­ sor da disciplina em escolas públicas e particulares, de 1969 a 1975. Exerceu o cargo de Orien­ ta d o r Social do SESC, de 1975 a 1983, com atuação cultural em diversas cidades do in te rio r do Estado de São Paulo. Desde 1984, é C oordenador de Program ação e G erente A djun to do SESC Piracicaba. Há 25 anos, ve m se dedicando ao estudo e à pesquisa da arte ingênua bra­ sileira. Participou com o m em bro de Comissões Organizadoras de vários Salões de Artes Plásticas, nas cidades de Assis e Presidente Prudente, de 1980 a 1983. Desde 1986 se dedica a difundir o trabalho dos artistas naífs, sendo o idealizador e coordenador das seis edições (1992 a 200 2) da Bienal Naífs do Brasil, realizadas pelo SESC. A lém das b ie ­ nais citadas, realizou várias curadorias de m ostras coletivas, dentre elas, "O D ivino na Visão In g ê n u a " (1995), "Lendas & Crenças" (1 997 ), "O Folclore Junino na Visão dos Artistas N aífs" (1 99 9), "T rabalho & Lazer" (2 0 0 1 ) e "D o is M estres da A rte In g ê n u a " (200 2). Escreveu textos para catálogos e folders de exposições, e o seu trabalho foi m encionado nos livros "P in tu ra P rim itiva -R e s u lta d o s de Um a P esquisa", de José Nazareno M im essi (1 9 9 1 ) e "O s Pincéis de Deus —Vida e Obra do P intor W aldom iro de D e u s", de Oscar D' A m brosio (1 9 9 9 ). A presentou o trabalho "B ie n a l Naífs do Brasil: O Espaço do A rtista In s tin tiv o ", no 5o Congresso M undial de Lazer (SP, 1998), e foi convidado de estú dio no program a "C o n h e ce r" sobre a arte dos naífs brasileiros (STV SP, 1999). Proferiu palestras em várias cidades e participou do Júri de Seleção e Prem iaçao da Bienal Naífs do Brasil, em 2000.

¡uri de seleção e premiaçao


artistas


artistas selecionados

D36 037


: adão domiciano adão d o m ic ia n o p in to [ecoporanga ES 1969] cuiabá M T Vida de Cão A q uarela s / papel 44 x 62 cm

: altamira a lta m ira p ereira borges [jacaraci BA 1932] penápolis SP Vida de Boiadeiro A crílica s / te la 50 x 50 cm


beth e lia s : m a ria e liz a b e th elias [piracicab a S P 1946] piracicaba SP Luz M aior A crílica s / d u ra te x 40 x 48 cm

carmela p e r e ira : [piracicab a S P 1 9 3 6 ] piracicaba SP Anjos Negros no A ltar de N. Senhora Ó leo s / te la 100 x 65 cm

038 039 • •


: cecílio vera ce cílio vera dos santos [am am baí MS 1958] campo grande MS Justiça e Paz Ó leo s / te la 40 x 60 cm

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dalva magalhães dalva de m a g a /íiã e s m o n te iro [são paulo S P 1952] são paulo SP

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Bonecos Desfilando em Dia de Festa A crílica s / tela 40 x 40 cm

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d a lv a n : da lva n da silva filh o [rio de janeiro RJ 1966] rio de janeiro RJ Olõ"<

Hom em , Para Onde Está Indo A crílica s / d u ra te x 46 x 61 cm

Vista do Botafogo A crílica s / duratex 40 x 60 cm

040 041 • •


: daniel firmino d a n ie l firm in o da silva [s. josé do rio preto SP 1951] s. josá do rio preto SP Grito de Dor Ó leo s / te la 50 x 60 cm

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Grito de Gol Ó leo s / te la 50 x 70 cm

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da s ilv a : v a ld ir da silva [rondonópolis M T 1960] rondonópolis M T Dom ingo na Roça A crílica s / te la 40 x 65 cm

Segunda na Roça A crílica s / te la 40 x 65 cm

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: diniz grilo jo s ĂŠ d in iz g rilo de m e lo [natal RN 1956] natal RN Baiacu na Vara A crĂ­lica s / tela 65 x 90 cm


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dionísio (tio to n h o ):

edgard de o liv e ira :

a n tô n io d io n ís io da cruz [pitangui MG 1937] belo horizonte MG

e d gard barboza de o liv e ira [estrela d’ oeste SP 1947] s. ¡osé r. preto SP

H om enagem a Fernando Pessoa Ó leo s / te la 60 x 50 cm

Rebelião na Cadeia A crílica $ / tela 40 x 60 cm

044 045 • •


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: eli bacelar eli ba ce la r da silva [m anaus AM 1960] m anaus AM Povo da Várzea I A crílica s / te la 70 x 60 cm

Povo da Várzea II A crílica s / te la 70 x 60 cm


e /lin d a : e rm e lin d a de a lm e id a [fortaleza CE 1947] rio de jan eiro RJ Nam oro dos Pássaros A crílica s / te la 38 x 46 cm

A Pintora Ó leo s / tela 38 x 46 cm

046 047 • •


: euclides coimbra e u clid e s de a lm e id a coim b ra [rib eirão pires SP 1960] mococa SP Folia de Reis Ó leo s / te la 50 x 70 cm

Colheita de Algodão Ó leo s / te la 62 x 70 cm


fu z in e lli: o rla n d o fu z in e lli [jurupem a SP 1948] s. josé r. preto SP Brasão dos Naífs A crílica s / te la 60 x 40 cm

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Ditados Populares A crílica s / te la 40 x 60 cm

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: gerardo da silva g e ra rd o d o m in g o s da silva [fortaleza CE 1972] fortaleza CE A M olecada em Busca da Arraia A crílica s / to a lh a s / tela 50 x 60 cm

: gilmar de souza g ilm a r p a tríc io de souza [itanhom i MG 1960] rondonópolis M T Favela Ó leo s / te la 30 x 40 cm

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iva n ild o : ¡va nildo a n to n io de souza [b arreiras BA 1959] rondonópolis M T História do Pantanal A crílica s / tela 35 x 45 cm

jair g a b r ie l: ja ir g a b rie l da costa [porto velho R 0 1950] salvador BA As Borboletas A crílica s / te la 50 x 70 cm

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: joão silvestrini [barretos SP 1932] barretos SP Cai Fora Óleo s / tela 50 x 70 cm

Nó Cão Óleo s / tela 50 x 70 cm

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josenildo suassuna: jo s e n íld o suassuna vaz [catolé do rocha PB 1970] joão pessoa PB Em Busca de Uma A rte Perdida Óleo s / tela 90 x 80 cm

052 053 • •


: lombas laurindo lom bas [gália SP 1940] osasco SP M u lh eres Girafas Óleo s / tela 50 x 70 cm

Os Visitantes da Lagoa Azul Óleo s / tela 55 x 46 cm


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m aria de lourdes de deus souza [custódia PE 1954] goiânia GO Os Quatros Cavaleiros do Apocalipse Acrílica s / tela 50 x 70 cm

O A rre b a ta m e n to e o Acerto de Contas Acrílica s / tela 50 x 70 cm

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: manoel neto m a n o e l alves neto [fortaleza CE 1963] m aracanaú CE M ercado A m b u la n te I Acrílica s / tela 40 x 60 cm

M ercado A m b u la n te II Acrílica s / tela 40 x 60 cm


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m a rg a rid a : m a rgarida fe licia n o fo rm a g g io [p iracicab a SP 1933] piracicaba SP Rosas Óleo s / duratex 44 x 53 cm

Visão Óleo s / duratex 50 x 53 cm

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:m a r ia brandão m aria de a lm e id a prado brandão [jaú SP 1967] jaú SP Pica-Pau Acrílica s / tela 60 x 40 cm

Surucuá Acrílica s / tela 60 x 40 cm

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maria rita res en d e : m aria rita ave lin o de resende [itatiba S P 1962] valinhos SP O M u n d o M aluco e m qu e Vivem os Acrílica s / tela 30 x 60 cm

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monica s an ta n a : m onica da silva santana [duque de caxias RJ 1967] piracicaba SP World Trade Center, 11 de Setem b ro Acrilica e ó leo s / tela 69 x 93 cm

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: nilson pimenta nilson p im e n ta da costa [caravelas BA 1957] cuiabá M T Baile Funk no Rio Acrílica s / tela 48 x 68 cm

M o v im e n to na Casa do Silvio Acrílica s / tela 48 x 68 cm


r. lo p e s : ram ão orris lopes de oliveira [ponta porã MS 1939] campo grande MS Brasil P e n ta c a m p e ã o Óleo s / tela 40 x 60 cm

Duplo Conflito Óleo s / tela 40 x 60 cm

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: ranchinho sebastião th e o d o ro paulino da silva [osear bressane SP 1923] assis SP A Chuva Acrílica s / tela 50 x 70 cm

: reuto fernandes [caravelas BA 1962] são m ateus ES O Sonho de Susi Óleo s / tela 50 x 70 cm


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rômulo c a rd o z o :

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[c. do itapem irim ES 1948] domingos m artins ES

suene oliveira santos [ribeirão do pinhal PR 1956] cu ritib a PR

Da M o n ta n h a se Avista o M ar Acrílica s / tela 76 x 56 cm

Cheia do Am azonas Óleo s / duratex 55 x 70 cm

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: tadeu lira félix tadeu correia de lira [joão pessoa PB 1954] joão pessoa PB Festa do Penta Acrílica s / tela 50 x 70 cm

Brasil é Penta Acrílica s / tela 50 x 70 cm

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tania de m aya pedrosa [m aceió AL 1933] m aceió AL

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Figuras Típicas do Sertão Óleo s / tela 100 x 70 cm

M ã e de Filhos Adotivos Óleo s / tela 50 x 70 cm

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: vanice ayres leite vanice ayres d elgado [belo horizonte MG 1947] belo horizonte MG BailĂŁo Brega N a n q u im s / papel 46 x 61 cm

Tempo de jab u ticab a N a n q u im s / papel 46 x 61 cm


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I 9UJ6II0 Obras do acervo do MAPA - Museu de Arte Primitiva de Assis “ José Nazareno M im essi”

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o amor e a fam ilia na arte de eliza mello

Tive o p rivilég io de conhecer a artista Eliza M ello, no final dos anos 80, em visitas à sua pequena casa da Vila Izolina Mazzei, em São Paulo, estreitando os laços de am izade gerados por cartas que trocam os em algum as ocasiões. A casa toda era decorada com os quadros que produzia intensam ente, com alm ofadas pintadas com o se fossem telas e ainda com algum as cenas no m uro do quintal, suportes que utilizou para expandir o horizonte da sua criação até onde fosse possível chegar. M uito alegre e afável, ficava radiante quando m ostrava e falava das suas pinturas ou quando recitava algum as poesias que m em orizou ao longo dos anos. Em uma de suas cartas enviou -m e a seguinte citação "a lg u é m que reconhece um artista, é um grande artista, pois essa capacidade é uma aura que m uitos ensejam , porém , poucos tê m ". Assim era essa artista, brasileira, sim ples, autêntica na arte que fazia e nas palavras que dizia. Nascida em 1910, em M onte Azul Paulista (SP), Eliza Gonçalves de M ello foi descoberta com o artista plástica por volta de 1980. Faleceu em São Paulo, em 1996, e ao longo de m uitos anos produziu uma série im ensa de quadros. Apesar de te r recebido prêm ios em salões, p a rticipa d o de exposições no e x te rio r e de contar com críticas favoráveis que ressaltavam a qualidade dos seus trabalhos, esbarrava em m uitas dificuldades para conseguir com ercializá-los. "D ona Eliza põe tudo em ordem , todos bem vestidos, bem com portados, casas pintadas de novo, m esas arranjadas, rendas, jardins, cam inhos floridos, frutos, ninhos, bichos de estim ação. Tudo isto é representado em quadros de grandes dim ensões e de maneira que todas as cenas venham nos dar a ilusão de que estivessem preparadas para uma fotografia",


escreveu o saudoso pesquisador José Nazareno M im essi, que conseguiu m uitas de suas m elhores obras para o acervo do Museu de Arte Prim itiva de Assis, por ele criado, e que atualm ente leva o seu nom e em reconhecim ento ao trabalho que realizou pela arte prim itiva brasileira. Dois críticos de arte, já falecidos, tam bém deixaram registradas as suas considerações sobre a obra dessa artista. Segundo Umberto Cosentino "o trabalho apresentado por Eliza Gonçalves de Mello exibe uma fatura própria, integrando perfeitam ente e com espontaneidade os elem entos com positivos de um tem a rico de form a e cor, de forte conteúdo folclórico e poético. Apesar de abordar tem as com uns, com o festas de São João e de Santo A ntônio, a artista consegue im pregná-los de uma atm osfera tão lírica e tão própria, que salta aos olhos sua grande q u a lid a d e ". Por sua vez, o crítico José Maria Ferreira escreveu que "se tudo é m uito delicado, poético e encantador na obra de Eliza Gonçalves de M ello, sua pintura em si é m uito forte e decidida e cham a logo a atenção de quem a descobre, m esm o num a exposição coletiva com a presença de m uitos pintores p rim itivos de todo o país. Suas pinceladas são decididas, suas cores fortes e vibrantes e sua com posição plástica é extrem am ente rigorosa. Tudo é pensado, m edido, equilibrado, evidenciando um alto dom ínio do ofício de pintar, sem que isso im peça o afloram en to do onírico e do in tu itivo , este criteriosam ente organizado, de m odo a não se dispersar, perdendo assim sua força de o rig e m ". Na nossa m aneira de ver, sentir e analisar constata-se a im portância da fam ília e o sentim en to de amor, evidenciados de form a m u ito cristalina em grande parte das obras de Eliza M ello, além dos inquestionáveis atributos de qualidade, beleza e força expressiva. H om em e m ulher, adultos e crianças, anim ais e pássaros, transm item a sensação de paz e harm onia em cenas como Adão e Eva, chá da tarde, baile paz e amor, piquenique no campo, festa de aniversário, praça do amor, passeio na charrete, prim avera da vida, passado, presente e futuro, véspera de Natal, a pracinha e em m uitas outras composições onde a felicidade está presente. Os próprios títulos com os quais batizava os seus quadros com provam essa preocupação da autora, registrada de form a consciente ou inconsciente. Conhecendo a artista e o m uito que vim os de sua obra, podem os a firm a r que m esm o recorrendo a tem as de grande sim plicidade, tratou-os de maneira m uito apropriada para transform á-los em composições ricas, bem resolvidas, vigorosas e plásticam ente belas. Esse se gm en to especial da Bienal Naífs do Brasil apresentando dez obras de Eliza M ello, pertencentes ao acervo do Museu de A rte P rim itiva de Assis "José Nazareno M im e ssi", é o nosso reconhecim ento à verdadeira arte brasileira, d o ­ tada da m ais relevante força expressiva, original, instintiva e espontânea.

Antonio do Nascimento


Piq u en iq u e no Campo รณleo s / tela 1 1982 60 x 90 cm


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módulo josé antônío da silva Obras do acervo do MAP - Museu de Arte Primitivista “José Antonio da Silva” , de São José do Rio Preto

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húmus, homo, humilde

José Antônio da Silva nasceu em Sales Oliveira, 1909; m orreu em São José do Rio Preto, 1996. Pela vida, m ord ia -lh e a dor do desapreço e da incom preensão. Foi p intor e escritor; considerado o m aior naif do Brasil. Seus feitos pessoais e com o artista o revelaram antena de nossa cultura de raízes; é o rio-pretense mais fam oso nas artes plásticas, no Brasil e no exterior. Criado na roça e filh o de hum ildes m eeiros, José A ntônio chegou a Rio Preto bem Jovem, a capinar em sítios e fazendas da região. Sua disposição para a arte o cham ou para a cidade, em finais de 1930. Sem eira nem beira, foi alojado com a m ulher e os seis filhos descalços, nos fundos do Centro Espírita Allan Kardec. Realizava o serviço gue aparecia, de carroceiro a guarda-noites de hotéis. Já fam oso em São Paulo na década de 1950, e por indicação do governador, lhe foi dado em prego na Prefeitura Municipal. Era o faxineiro da B iblioteca. M uito antes já havia criado uma peguena Galeria de Arte, em sua residência. Nem sabia o m atuto da roça gue estava criando o prim eiro Museu de Arte em São José do Rio Preto. Desde criança sentiu inclinação para o desenho. Rabiscava em superfícies im provisadas. A utodidata, corajoso, visionário


e aventureiro, inventando os próprios m eios, Silva barganhava pinturas por m antim entos, rem édios e bugigangas,- dava quadros em troca de receitas médicas. Sem i-alfabetizado, e durante 10 anos, escreveu o Romance da Minha Vida, editado em 49 pelo M useu de A rte M oderna de São Paulo. Publicou os versos de Sou A rtista, Sou Poeta (81) e três outras narrativas rom anceadas -M a ria Clara (70, prefácio de A ntônio Cândido), Alice (71, adaptada em 86 com o a peça Rosa de Cabriúna, pelo Centro de Pesquisa Teatral do Sesc, direção de Márcia M edina, sob a supervisão de Antunes Filho) e Fazenda da Boa Esperança (87). Embora no decênio de 1940 fosse desconhecido em Rio Preto, m erecendo apoio de uns poucos jornalistas e intelectuais, com o Basileu Toledo França e Dinorath do Valle, Silva foi revelado em 1946, na exposição de inauguração da Casa de Cultura, pelos críticos Lourival Gom es M achado, João Cruz Costa e Paulo M endes de A lm e id a . Im buídos estética e ideologicam ente pelo M odernism o de 22, aqueles intelectuais enxergaram no artista genuína expressão da cultura rural brasileira, m o rm e n te a caipira. José A ntô nio participou, em 1949, da Exposição de Pintura Paulista, no M in isté rio da Educação e Saúde da então capital federal. Expôs em 50 no MAM - Museu de A rte M oderna de São Paulo. Em 51 recebeu o Prêm io de Aquisição do Museu de A rte M oderna de Nova Iorque. No ano seguinte, foi selecionado para participar da XXVI Bienal de Veneza. Em 53 participou da II Bienal de São Paulo; em 54, foi prem iado pela II Bienal Hispano-am ericana de Havana; em 55, foi adm irado na Exposição Internacional de Lissone, M ilão. Em 56, m encionado no The Arts in Brazil, de Pietro M aria Bardi, M ilão; em 60 foi referido no Who's w h o in Latin Am erica, dicionário de personalidades notáveis editado por W heeler Sammors de Chicago. Passaram-se m uitos anos e conquistas. Em 87, além da exposição coletiva Brèsil Arts Populaires Contem porain organizada pelo M inistério da Cultura e a Maison des Cultures du M onde da França, fez parte da Sala Especial Im aginários Singulares da XIX Bienal de São Paulo. Em 1966, Silva criou o Museu M unicipal de Arte Contem poránea de Rio Preto. Ainda nesse ano, além de coletivas em Moscou e Paris, foi d istin g u id o com "Sala E special" na Bienal Inte rn acion a l de Veneza. É citado em d icio ná rios e enciclopédias nacionais e estrangeiras; referido e estudado em livros de historia da arte. Há publicações sobre o artista no Brasil e no exterior, além de estudos universitários de alto nivel. Acerca do artista foram realizados film e de cinem a, reportagens em jornais e revistas, inúm eros program as de televisão e o CD-Rom José A ntonio da Silva, produzido pela Associação dos Am igos da Pinacoteca e Prefeitura de São Paulo. Silva possui quadros em Galerias e Museus de várias partes do m undo. Na capital, faz parte do MASP, do MAM, do MAC, da Pinacoteca do Estado e do Museu de Arte Sacra. Após a aposentadoria da B iblioteca M unicipal, José estabeleceu dom icílio e a te lie r em São Paulo. O Museu de Arte Contemporánea foi fechado e as obras do acervo, assim como objetos históricos coletados pelo artista, ficaram abandonados,


sujeitos ao calor e à um idade, às traças, ao fungo... ao esquecim ento. Anos m ais tarde, essa fortuna cultural foi doada pelo artista a Rio Preto e, em 80, inaugurado o MAP - Museu de Arte P rim itivista "José A ntônio da S ilva". Em 99, com a interdição do prédio, as telas de Silva foram depositadas nos porões do Teatro M unicipal, onde perm aneceram até março de 2001. Silva foi um A ntônio; um José... tudo nom e de gente sim ples, ordeira e cum pridora. Foi em blem a político e grita nte do sem -terra, do sem -teto, do sem -nada que venceu na vida. À m oda dos artistas populares, e incorporando tardiam ente um ardente rom antism o, fez de sua existência, arte; de sua arte, vida. Era personagem de si m esmo, um rapsodo perdido em desejos. M aterializou o m ito do perte n cim e nto à nação... ao caipirism o. Seu tin o para a expressão crua da arte fez ecoar pelos quatro ventos as aspirações, devaneios, sentim entos e paixão que id e ntifica m a m aioria esquecida e espezinhada do país. Seu p rim itiv is m o de cores desnorteantes —para os padrões chiques das "b e la s a rte s "— revigora a rquétipos e sím bolos e le m en ta res da existência coletiva. O artista parece a encarnação da voz do povo, pronunciada no d ialeto esquecido pelas elites integradas. Seja em pintura, literatura ou no que lhe indicasse a prodigiosa inspiração, Silva se expressava -c o m o poetizaria M anuel Bandeira em Evocação do R e c ife - "n a língua errada do povo, na língua certa do povo, pois ele é que fala gostoso o português do B rasil". José Antônio, ingênuo em m uitos aspectos, foi sujeito sabido, despachado, instintivo, descom edido, espontâneo e previdente; foi singelam ente culto - no sentido mais refinado que se dá a essa palavra. Em 12 de março de 2001, quando o artista com pletaria 92 anos, o MAP vo ltou a funcionar. Entre abril e ju n ho foram restauradas 11 de suas telas a óleo, com o apoio cultural do SESC Rio Preto. Em março de 2002, inaugura-se no MAP Museu de Arte P rim itivista "José A ntônio da S ilva" a exposição perm anente Silva: Im agens e M eios, com posta de 26 objetos fotográficos im pregnados de óleo sobre tela, com forte influência da Pop Art norte-am ericana e outros m ovim entos e xpe rim en tais de 1960 e 70. M aterializa-se outra vez a utopia de Silva, acalentada desde moço, quando chegou em Rio Preto, de m ala e cuia, desejos visionários, a tristeza encalacrada do caipira tradicional, e a sem ente quixotesca de m elhores dias. Cores exuberantes de seus quadros refletem uma sesmaria rústica e rem ota, que se transform ou no Brasil de hoje.

Prof. Dr. Romildo Sant'Anna Livre-docente, autor do livro Silva, Quadros e Livros —Um Artista Caipira (Prêmio "Casa das Américas - Havana), é curador do Museu de Arte Primitivista "José Antônio da Silva"


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Chegada do Prim eiro Trem 1967 | oleo s / tela 59 x 100 cm


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aiu com Cruz e Tudo รณleo s / tela 1 1972 70 x 100 cm


A T em pestad e e o Carreiro 1983 | รณleo s / tela 60 x 100 cm


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Travessia do Araguaia ó leo s / tela 1 1984 80 x 100 cm

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Dolorosa do Dr. Tancredo

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modulo 920 [ om oíriB 2I|A 9 demais obras expostas P rim eira Casa de Pau-a-P iqu e 1966 | ó leo s / tela 59 x 100 cm O Cristo da M aceno 1971 | ó leo s / tela 70 x 100 cm R etrato de Lourival G om es M ach ado | ó leo s / tela 59 x 49 cm 1976

Grito do Ipiranga 1980 | óle o s / tela 52 x 98 cm Fim da H u m a n id a d e 1984 | ó leo s / tela 60 x 100 cm

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mestres ¡P ontem e c h ó le o

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módulo mestres de ontem e de hoje Obras de acervos de museus, de coleções particulares e de artistas convidados

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igostinho batista de freitas [cam pinas SP 1927] são paulo SP 1997 Sem Título 1 9 8 0 1 óleo s / tela 80 x 100 cm Coleção Elizabeth Bergner Dias de Aguiar

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M etró p o le 1984 | ó leo s / tela 80 x 120 cm Acervo M useu de A rte Primitiva de Assis "José Nazareno M im essi"

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alcides santos [recife PE 1945] Adão e Eva acrílica $ / duratex 1 1978 78 x 78 cm Acervo M useu do Sol - Penápolis SP

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antonio poteiro an to n io baptista de souza [sta. Cristina de pousa, M in h o , Portugal 1 9 2 5 ] go iânia GO As Três M u lh eres Crucificadas 1986 | oleo s / tela

Ciranda 1988 | óleo s / tela 45 x 50 cm Coleção Particular


chico da silva francisco d o m in g o s da silva [alto tejo AC 1910] fortaleza CE 1985 O Sapo oleo s / tela | 1967 50 x 70 cm Acervo M useo do Sol - Penápolis SP

crisaldo morais crisaldo d'assuncao m orals [recife PE 1932] recife PE 1997 Assunção óle o s / tela ] 1990 50 x 40 cm Coleção Particular

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elza o. s. elza o liveira de souza [recife PE 1 9 2 8 ] rio de jan eiro RJ Nua no Campo 1992 | oleo s / tela 39 x 52 cm Coleção Particular

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fem ando lopes [s. m iguel dos cam pos AL 1 9 3 6 ] s. m. cam pos AL A Rainha do M ar 1965 | ó leo s / tela 70 x 90 cm Acervo do M useu do Sol - Penápolis

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gerson gerson alves de souza [recife PE 1926] rio de janeiro RJ M a m b e m b e s da Fortuna รณleo s / tela 1 1992 22 x 33 cm

G ente da Ilha da Alegria รณleo s / tela 1 2001 38 x 46 cm GERSON

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grauben

heitor dos prazeres

m aria grauben b. de m o n te lim a [crato CE 1889] rio de janeiro RJ 1972

[rio de janeiro RJ 1898] rio de janeiro RJ 1966

Sem Titulo 1966 | óle o s / tela 55 x 33 cm

Carro de Boi 1963 | ó leo s / tela 50 x 60 cm

Acervo M useu do Sol - Penápolis SP

Acervo M useu de A rte Primitiva de Assis "José N azareno M im essi"


henry vitor h e n ry v ito r santos [guaxupé MG 1939] são paulo SP Através dos Tempos óleo s / tela | 2 0 0 2 50 x 60 cm

-

Festas de Junho ó leo s / tela 1 2002 30 x 40 cm


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[cabo verde M G 1938] francisco morato SP B eija-flo r Cor-de-rosa 2002 | Guache s / papel 41 x 29 cm

O Sapo Encantado 2002 | Guache s / papel 41 x 29 cm


ivonaldo ÂĄvonaldo veloso de m e lo [caru aru PE 1 9 4 3 ] olinda PE Burrinho com Frutas acrĂ­lica s / tela | 2002 53 x 68 cm


j. coimbra jose coim bra sobrinho [s. sebastião do paraíso MG 1916] ribeirão preto SP 1985 Procissão 1982 | o leo s / tela 78 x 92 cm Coleção lu zia Cristina Coimbra Oliveira

Viajantes S / data | ó leo s / tela 65 x 80 cm Coleção luzia Cristina Coimbra Oliveira


j. rissin jacob kopel rissin [recife PE 1929] sรฃo paulo SP M aracatu Estrela Oalva รณ leo s / duratex | S / data 60 x 60 cm

O Anjo da Guarda รณleo s / duratex | S / data 50 x 40 cm

104 105


pc*iS«W!

a u s f lp r t -' S o V f tO S B o m s

jose luiz soares [belo horizonte MG 1935] b. horizonte MG A Chegada da Padroeira 20 0 2 | óle o s / tela 40 x 50 cm

THM ÉÑF

H o m e n a g e m a G overnador Valadares 2 0 0 2 | óle o s / tela 50 x 50 cm


I mwm 'i

maria auxiliadora m aria a uxiliadora da silva [cam po belo MG 1935] são paulo S P 1974 O Anjo no Natal óle o $ / tela 1 1971 50 x 40 cm

Trabalho Familiar óleo s / duratex 1 1970 19 x 27 cm

Coleção Particular

Coleção M aria Cândida d e Godoy Kobori

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m irian m in a n inés da siiva [trin d a d e GO 1 9 3 9 ] rio de ja n e iro RJ 19 9 6 Sem Título 1984 | ó le o s / m a de ira 29 x 55 cm Acervo M useu do Sol - Penápolis SP

Crianças Brincando 1992 | óle o s / m a d e ira 40 x 28 cm Acervo SESC São Paulo


neuton andrade

rodelnégio

n e u to n fre ítas de andrade [tim buri SP 1938] são paulo SP 1997

ro d e ln é g io g o n ça lve s n e tto [alegre ES 1915] belo horizonte MG

N o iva e Noivo óle o s / te la 1 1988 55 x 38 cm

C asam ento na Roça ó le o s / te la 1 1994 40 x 60 cm

Coleção Elizabeth Bergner Dias de Aguiar

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Vicente labriola i i iO

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Folia de Reis 1995 | ó le o s / te la 50 x 40 cm Coleção Particular

[p ira p o ra do bom jesús SP 1 8 9 9 ] ..? S an tan a de P arnaiba 1968 | ó le o s / te la 49 x 64 cm Acervo M useu do Sol - Penápolls SP

\nm mmáÊÊHím


w aldom iro de deus w a ld o m iro de je sus souza [boa nova BA 1 9 4 4 ] g o iâ n ia GO Sem Título acrílica s / te la | S / d ata 100 x 120 cm Coleção Elizabeth Bergner Dias de Aguiar

R eflexo acrílica s / te la 1 19 86 80 x 100 cm Acervo M useu de Arte Primitiva de Assis "José Nazareno M im essi"

110 111


zizi sapateiro jo s é rib e iro santos [m ariana MG 1923] m ariana MG A pocalipse no O rien te ó le o s / te la 1 2002 80 x 60 cm

Deus Ped in d o Paz ao M undo ó le o s / te la | 2002 80 x 60 cm

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módulo mestresRwontem hoje dem ais artistas: am érico m odanez edson lim a elisa da silveira irene m edeiros juca [ovídio m e llo ] ladário teles nilson pimenta ranchinho [sebastião t. p. silva] silvia de léon chalreo zica bérgam i


a culture of com m itm ent

brazil: colorful and flam boyant

High q u a lity life standards for w orkers in com m erce and services, as w e ll as for th e ir fam ilies and the society th e y live in stands as top p rio rity fo r SESC —an e n tity th a t has been created,

W hile p uttin g into practice its gu id e lin e th a t p rivileges th e dem ocratization of culture through

kept and m anaged by entrepreneurs in those sectors. Today, th a t p rio rity has been extended to w h a t w e see as e ffe ctive w o rk on social inclusion, th e fo undation of w hich relies on ongoing in dividua l learning through cultural experience and the access to high q u a lity cultural goods in d iffe re n t w ays. In tha t direction, SESC São Paulo has developed a com prehensive program of activities related to culture, sports, leisure, children's education, th e elderly, health issues, food, o d on tolo g y, e n viro n m e n t, and social tourism . To carry o u t all those a ctivitie s SESC n e tw o rk counts on 28 units all over São Paulo Capital D istrict and São Paulo State w h ere children, youngsters, adults and th e e ld e rly are assisted in th e ir d iffe re n t needs. A t all units c o n v iv ia lity is the leading

open access to cultural goods, SESC São Paulo offers th e p o p u la tio n a program th a t focuses contem porary artistic trends, m odern creators' questionings and stim uli, as w ell as m ulticulturallsm . Concurrently, po pular art —recognized as a bu ilding b lo ck for cultural id e n tity aw areness and p re s e rv a tio n - finds SESC to act as the space for expression and tribute, m u ltip lie d in diffe re nt w ays through the everlasting presence o f th e representatives o f th a t trend. U nder such perspective, Brazil N aifs B iennial p ro m in e n tly stands out. Its 6th e d itio n counted on the application o f 204 artists from 19 d iffe re n t states, to ta lin g 408 w orks. From those, 43 artists and 70 w orks w e re selected, presented in m odules dedicated to José A ntonio da Silva, Eliza M e llo as w e ll as to the M asters o f Yesterday and of Today. The e x h ib it brings to g e th e r approxim ately 160 w o rk pieces, integrated to activities carried out through w orkshops, studios,

priority. For com m erce and services entrepreneurs this is of utm ost im portance since it reflects an ever grow ing, urgent contem porary need: critical social participation and the exercise for citizenship. Therefore, the 2002 6th e d itio n of Brazil Naifs Biennial presents its e lf as a unique o p p o rtu n ity to reaffirm traditions and national identity, w h ile m aterially contributing for cultural developm ent c o u n try w id e . It is also the In s titu tio n a l concern ab o u t the values o f curren t tim e s and the

courses, lectures, concerts, the ate r and dance perform ances. Far fro m sheer and void those figures portray Brazil, and Brazil's creative p o te n tia l, as w e ll as Brazilian artists skill for self-representation . The p o w e r o f p opular trad itio ns fo llo w s yearly courses, and is conveyed by reg io na l fe s tiv itie s , parties and aspirations p o rtrayed in live ly colors and sophisticated sim plicity. The im a g e ry depicts d a ily life, nature, gam e pla ying and

honoring o f m en and w o m e n e xperiencing those tim es. In SESC São Paulo's view , cultural d e ve lo p m e n t is closely associated to national d evelo pm ent. It is, therefore, a cause to deserve all due e ffo rt and co m m itm e n t.

consum ption-focu sed m edia com m unication. In SESC São Paulo's view , the Brazil N aifs B iennial brings fo rth th e bow els of a co u n try th at s till boasts color and flam boyance, th e very features th a t drives us to e xh ib it it.

Abram Szajm an President SESC São Paulo Regional Council

Danilo Santos de M iranda SESC São Paulo R egional D irector

th e b e lie fs th a t are part of Brazil all over, b u t th a t have been g re a tly lost to the p o w e r of


sixteen years of naif a rt at sesc M any years ago SESC faced the challenge of including in the cultural agenda n on-erud ite w ork exhibits to counterpoint oth er avant-garde artistic m anifestations, thus reaffirm ing the plurality and dem ocratization criteria th at g uide its actions. Brazil Naifs Biennial opens its sixth edition in 2002 w h ile keeping the purpose of exhibiting and valuing the m ost significant w o rk carried out by na if artists from the m ost rem ote and diversified geographical areas in our richly diverse country. A fter the idea w as conceived and th e first sm all collection n a if art e x h ib it organized in 1986, fiv e conse cutive ye a rly e xh ib its fo llo w e d . The o rig in a l proposal w as th en e xpanded , w ith m ore co m p re he nsive e xh ib its held bien n ia lly, and six e d itio n s as of 1992. In -b e tw e e n the biennial exhibits, five th e m a tic, tra ve llin g exhibits w ere also organized. That is h o w SESC has been put Into practice its purpose to show Brazilian spontaneous artists' freedom of expression by o ffe rin g th e o p p o rtu n ity to b eginners, to those w h o alrea dy reached som e re cogn ition, as w e ll as to those w h o are already renow n ed. From its early conception, and along the different editions, a sm all dilem m a has been revolving in our m inds: h o w to d e fin e an a rtis tic expression th a t can count on fa ith fu l adm irers and e n thu sia stic defen de rs w h ile also raising reactions o f in d iffe re n ce or unpleasantness in so m any others? Should it be called p rim itiv e a rt, m odern p rim itiv e art (or n e o -p rim itiv e ), naif, spontaneous, instin ctive, innate, or popular? Could one single expression be unq ue stion a bly correct? H ardly a consensus, w e are n o w c o n fid e n t this is a m in o r issue, since each of the term s can be defended; w h ile , in th e ir o w n rig h t, th e y w ill also show som e Inconsistency. Leaving te rm in o lo g y aside, the im p ortan ce o f such in itia tiv e is to be pointe d out, as w e ll as the boldness of such proposal, its cultural value, the careful organization It requires, and the alm ost unanim ous recognition by all involved, especially th e artists w h o m ake it happen. We can q u ite c o n fid e n tly say th a t th ro u g h this p ro je ct SESC has trig g e re d m any o th e r s im ila r in itia tiv e s on the part of cultural in stitu te s and agents. W ith the purpose of prospecting unquestionably high qua lity w o rk to add to this year's edition of Brazil N aifs B iennial w e have searched th e co llectio n o f th re e p rim itiv e art m useum s In São Paulo State — M useu do Sol, in P enápolis; M useu de A rte P rim itiv a "José N azareno M lm e s s i", in Assis; and M useu de A rte P rim itivista "José A n to n io da S ilv a ", ¡n São José do Rio P re to - w h ile also keeping in touch w ith private collectors. A long w ith the seventy w orks selected by the Board, the B iennial w ill e x h ib it a n um be r o f re leva nt pieces by artists w h o are ren ow ned for th e ir ta le n t as spontaneous, creative artists In th e h istory of Brazilian N aif A rt. They are th e m asters of ye ste rd a y and of today, un q u e stio n a b le references from th e ir legacy w o rk or for the w o rk th e y are s till carrying out. This year's edition of Brazil Naifs Biennial is an o pp ortun ity to v ie w the w orks o f the form idable m aster José A ntonio da Silva, o f the ta le n te d Eliza M ello, as w e ll as m any o th e r outstanding

artists, such as: H eitor dos Prazeres, Chico da Silva, M aria A uxilia do ra , A gostinho B atista de Freitas, Rosina Becker do Valle, J. Coimbra, N euton Andrade, M irian, Edson Lima, Alcides Santos, A n to n io Poteiro, Iracem a A rd iti, W aldo m iro de Oeus, Elza 0. S., Isabel de Jesus, G erson de Souza, Ivonaldo de M elo, H enry Vítor, J. Rissin, José Luiz S., Zizi Sapateiro, laperi Araújo, and a n u m b er o f othe r artists as renow ned. The selection presented Is fa irly sm all —alth oug h of high re le v a n c e - since the purpose w as not to cover the w h o le history of Brazilian prim itiv e , or n a if art.

Antonio do Nascimento SESC Technical Staff M em be r


circu larity between erudite and popular In Brazil, th e in te re s t o f th e in te lle c tu a l e lite In p o p u la r art pro d u ctio n w ill be e x p lic it and m ade into cultural actions projects by Brazilian in te llig e n tsia as of the 1920's. The passage fro m a n o n y m ity in to authorship, and fro m anecdotal or picturesque in to ow n expressive crea tion corresponds to a change in m e n ta lity d rive n by th e co u n try's social, econom ical and cultural changes th a t to o k place concurren t to the in dustrial d e ve lo p m e n t. M o de rn ism - w it h in those changes and an a g e n t to th e m as w e l l - played a key role to reassess our a rtistic past. The sam e m o d e rn ist avant-garde groups also chose fo r th e n o n ­ discrim ination betw e en the "e ru d ite " and the "p o p u la r", in an a tte m p t to m ake the circularity th a t has alw ays existed b e tw e e n e lite groups and ord inary people cultural scenarios visible. As M odernism kept its "ro u tin iz a tio n " —to use A ntonio Candido's w o r d s - the w h o le scenario is posed as less of a prob le m , to a certain e xte n t, and m ore of a program , actually, fo r the Brazilian in te llig entsia to id e n tify and assim ilate the d iffe re n t form s of creation in the country. Those form s w o u ld gradu ally build up the body of reference aim ed at, for instance, by M ario de Andrade, w ith the resulting action and acceptance from artists from oth er social layers. M ário w as in search o f the "th ird te rm " of encounter b e tw e e n th e e ru d ite and the popular. N ot o n ly in his essays, or in his a c tiv itie s as a p e rm a n e n t researcher of p op ular culture. In his fiction , as w e ll, through his m asterpiece M acunaim a - a richest livin g exam ple of reciprocal im p re g n a tio n b e tw e e n sc h o la rly k n o w le d g e and th e cu ltures o f o rd in a ry p e o p le , n a tive Brazilians included. As M ário w ro te : "D e e p e r m u tu a l u nderstandin g m ust take place, b e tte r

H ow ever, p o p u la r a rtists th e m s e lv e s have n o t been fu lly passive agents in th e ir gradual awareness process. In the ir turn, th ey also experienced changes related to their cultural m ilieu, carrying out th e ir ve ry o w n fo rm al synthesis, as any o th e r a rtist w o u ld , of the changes th ey w itne ssed and w h ic h m o tiva te d th e m . As fo r M aster V italino , fo r instance, from th e relative u n ifo rm ity o f fo rm e r clay im a g e ry in the region, as children's toys - t h a t is th e reason w hy th e y are called " d o l l s " - to the "d o ll m o tif in v e n tio n ", as his ceram ist frie nd s call th e m at the sam e location: o Alto do M oura, in Caruaru, Pernam buco state. A w h ole school of ceramists started around him . Buyers of his w o rk turned to be m ostly visitors from large urban centers. V italino develops w h a t w e w o u ld call "a s ty le ", w h e re his "e xp re ss io n is m " is translated into real "s m a ll size scu lptu re s" th rough form a l, unique vocabulary. He w as our first " p rim itiv e " to reach fam e, a lth o u g h he died of sm a llp o x, as a p o o r m an, at 54. The sam e change in audiences and in fo rm a l language can be seen in the w o rk of a rtists w ho, m o s tly m igrants from the ir original rural com m unity to urban centers, present an increasingly individual sym bolic represe ntation . The style seen in those n ew w orks are co m parable to scholarly artists, and are n o w targeting higher purchase po w e r layers at art galleries and m useum s in large cultural

cultural le ve lin g [to be understood as balancing] as a w h o le , w h ich , w ith o u t destroying the e lite, m akes it m ore accessible to all, and as a result, confers it tru ly fu n ctio n a l va lid ity. It is then clear tha t such leveling does not m ean the sunny sum m it of the elite is to be elim inated, but rather, to stim ulate the rising of the parts under shade, so th e y can be placed w h ere they

centers. Lim inal b e tw e e n th e ir background culture and the cultural m ilie u th a t buys th e ir art - e x a c tly because th e y are in th e " lim e n " , at the th re s h o ld - th e y are read by all, accessible to all, be they from popular layers or any other. A w ay fro m being isolated phenom ena, under the denom inatio n of " p rim itiv e ", or " n a if" , those artists im pa rt th e ir life experience the sam e w a y m id d le and high class creators do. C ontent c irc u la rity b e tw e e n p o p u la r and e ru d ite universes is s till visib le , as, fo r instance, in H élio O iticica's vagabond s transcultured in Rio's sam ba school a lle g o rie s and costum es. The schools o f sam ba, in th e ir tu rn , open up to decorators w h o have graduated fro m th e School of Fine Arts and from the M unicipal Theater

can share som e m ore lig h t." A rtists fro m poor layers, as V italino, Severino de Tracunhaém , Cardosinho, and H eitor dos Prazeres em b o d ie d such e n cou nte r in the n ew m o d e rn ist m ind. S cholarly artists, like Cândido P ortinari, depicted d a ily life in the lo w e r-in co m e layers in the cities and in the countryside. A lb e rto da Veiga Guignard, Roberto Burle M arx, Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, and José Pancetti portrayed m aids, m ariners, urban and rural w orkers, w h ile Tarsila do Am aral dedicated herself to paintin g the Brazilian landscape, popular re ligions and São Paulo Capital D istrict w orkers, incorporating to her color scale of one of her phases the preem inence of blues an pinks she called "ta c k y ". The sculptures of Victor Brecheret highlighted

- t h e "carnaval d e s ig n e rs " - visu a lly m ore and m ore present in the parades. P ainte r José A n to n io da Silva, o rig in a lly a coachm an at p la n ta tio n farm s, p o rtra ye d the countryside and the city, denounced the destruction of nature, declared his deep a ffin ity w ith Van Gogh, and m ade his c riticism kn o w n on his canvases, w h e re his m uzzled s e lf-p o rtra it depicts criticism bias at one of São Paulo Art Biennials. His original, pow erful w ork is recognizable by his v e ry o w n , fo rm a l in v e n tio n . As w ith M aria A u xilia d o ra Silva, w ho , in 1969 already e xhibited collage of her o w n hair on canvasses - t h e beginning of body a r t - and used plastic paste and nylon foam to convey reliefs on her erotic undulating pictorial m a tte r surface. Figures

form al Indian art repertoire in one of his phases through m arajoara paintin g m otifs. A t form al m o m e n ts in his p a in tin g s V icente do Rego M o n te iro transfuses M arajoara Indian e le m e n ts. Those are ju s t som e o f the exam ples taken fro m visual arts co lle ctio n from the 1930's and 1940's. They do evidence th e relatio na l nexus e ru dite artists tried to establish b e tw e e n th e ir

represented in som e pieces have th e ir d ia lo g u e w ritte n in balloons, like com ic strips. Her w o rk , w h ic h I analysed in M ito p o é tic a de 9 artista s brasileiros (1 9 7 5 ) (M y th o p o e tic s o f 9 B razilian A rtists) and w h ic h w as pu blished in book fo rm in Europe, w as se lf-con sidere d a

universe and tha t of p opular layers and tribal cultures.

hybrid b e tw e e n "p a in tin g and scu lp tu re ". Julio M artins da Silva, a retired cook in Rio de Janeiro state and a slum d w e lle r at M orro União,


instinctive and spontaneous born in the late 19th century and dead in 1979, portrays the social change of his tim es through paintings w here nature, sacralized, is depicted as paradisiacal poetics, although show ing signs of the rupture b e tw e e n m an and his e n v iro n m e n t in industrial society. We could go on for ever tracking the circu larity b e tw e e n the creations o f e rudite and popular universes. The A fro e le m e n t in Rubem V alentim 's constructivism , Volpi's celebrated "c o lo rfu l fla g s ", at the apogee of concretism , the incorporation of suburban pop in the w o rk o f Rubens G erchm ann, the constructive face w hich also absorbs the suburban im agey in Emanuel Nassar. Or else, the in finite and diverse visual resources in the w o rk o f A rlindo Daibert in his recreation o f M acunaim a and Grande Sertão Veredas . As one of the jurors for the 2002 ed itio n fo r th e consolidated Brazil Naifs Biennial it has been a great pleasure to see n e w o p p o rtu n itie s to g et to k n o w th e w o rk o f artists like - ju s t to give one e x a m p le - Carlos A lb erto de O liveira, w h o u nd oub te d ly holds the sam e high q u a lity as all the o th ers m e n tio n e d here, c o h e re n tly d e ve lo p e d a long decades and in co rp o ra tin g e le m e nts of contem po ra ry tim es in an orig in a l, creative and critical way. Lélia Coelho Frota ABCA/AICA

D espite the te c h n o -e le c tro n ic advances, the cell phones th a t reach u n im a g in a b le distances, the c o lorfu l lines o f M M issile III cu ttin g th e skies, m any pe o p le defend th e rig h t o f being naif, o f m a kin g spontaneo us and in tu itiv e a rt. Therefore, it m ust be accepted th a t through individual rational thinking -re a ffirm e d by self-convincibility— th at this individual does believe th at hum an beings hold the skills fo r lo w cost, useful artistic creation. The choice fo r in stin ctive a rt m a kin g results from a d irect o p tio n , circum scribed to personal values and to a given field of action. We are to agree, then, tha t this is not naif art, but rather, instin ctive and spontaneous art, since it expresses an assertive disposition, driven by personal achievem ent, o ut of decision, and led by the very senses, free o f self-reasons or self-criticism ju stifica tio n . There w ill alw ays be those w h o choose to play th e ir role from th e ir ve ry bow els. Those w h o lo o k for plastic solutions from th e ir very o w n expression and th e ir very o w n w ay of doing any kind of w ork em erging from personal tact, of blind doing, of gestures, w ill fata lly reject rhetoric, conventional e ru d itio n , and the law s th a t are rational and supportive of social m a jo rity groups know ledge. However, should instinctive creators give up th e ir self-beliefs they could, in tim e , and if s till alive, e n te r scholarly environm ents. Instinctive and spontaneous artists at the 2002 Brazil N aifs B iennial e d itio n share the space at SESC Piracicaba c u ltu ra l e v e n t and n a tu ra lly converge to S e p te m b e r 14, 2002 , in th e expectation to be recognized by jurors and to be the recipients of awards. G enerally speaking, those w h o su b m it th e ir w o rk to a ju ry do gain self-assurance w h e n choosing n e w creations, w hich adds to the ir w ork and gives them opportunity to participate in other cultural com petitions. M ost im porta nt of all, artists w ill alw ays find th e ir very ow n w a y of art m aking and of explicitly sho w in g the p e culiarity and the m eaning o f th e ir ideas. Colorful, som e of them live ly and com m unicative, m ost of the w ork presented at SESC deserved the atte ntion o f jurors —both for the artistic solution given to w o rk execution and for the ideas th ey im part. Some - v e r y special in e x p re s s io n - are the confirm ation of the plastic translation of contem porary social issues. One can say tha t the critical w o rk raises painful feelings at the current e d itio n o f N aif B iennial. Being in stin ctive and spontaneous does n o t m ean the a rtist does n ot b elong to the society h e /s h e lives in. Being instinctive and spontaneous is to coopt w h a te v e r surrounds the artist, resorting to a plastic vocabulary th at is created and construed through h is /h e r o w n sensitivity. W hat to do about fin d in g our m issing children,- w h a t a b out the m assacre o f A im orés Indians - i s it a ll o ve r or is it to go on to th e ir descendants? M any o f th e N aif a rtists presen ted b e a u tifu l landscapes. It is e ver so plea san t to see th a t nature is s till to u ch in g to so m any people. Radha Abram o A rt Critic


love and fam ily in the a rt of e liza m ello I had the privile g e of g e ttin g to kno w Eliza M ello in the late 1980's w h e n I visited her at her sm all house in Vila Izolina M azzei, São Paulo Capital D istrict. Those visits m ade the friendship ties nurtured by occasional letters m uch closer. The house was all decorated w ith the paintings

d e m o nstratin g high e xpertise in the craft of p a in tin g , and ye t not hinde ring th e surfacing of th e oneiric and of the in tu itiv e - t h e latter rigorously organized so as not to disperse and lose

since such com petence is an aura so m any long for, b u t so fe w are g ifte d b y ". That w as the

its orig in al p o w e r". In our w ay of seeing, fee lin g and analyzing the fa m ily and love fee lin g —as clearly evidenced by m ost o f Eliza M ello's w o rk — play a key role, in a d d itio n to th e unque stion a ble a ttribu tes of high quality, beauty, and expression. M en and w o m e n , adults and child re n, anim als and birds convey peace and harm ony in scenes such as A dam and Eve, afternoo n tea, peace and love dance, picnic in th e country, b irth d a y party, love square, coach ride, th e spring of life, past, present and future, Christm as' Eve, the sm all square, and so m any other w he re happiness is present. The v e ry title s she nam ed her w o rk are p ro o f of th e a rtist's concern —w h e th e r

artist: Brazilian, sim ple , au th e n tic in her art m aking and in her w ords. Born in 1910, in em M on te Azul Paulista (São Paulo State), Eliza G onçalves de M e llo w as

consciously or unconsciously depicted. K now ing th e a rtis t and considering h o w d e e p ly fa m ilia r w e are w ith her w o rk w e can say

discovered as a plastic a rtist around 1980. She died in São Paulo in 1996. A long m any years she produced a huge series o f p a in tings. A lth o u g h ha vin g been th e re c ip ie n t o f d iffe re n t aw ards at d iffe re n t exhibits, and having p a rticip ate d in d iffe re n t e xhibits overseas, counting on favorable review s th a t po in te d o u t the q u a lity standard o f her w o rk , M e llo alw ays faced

th a t alth oug h resorting to e xtre m e ly sim ple them es, M e llo handled th e m ve ry a p prop riately to turn th e m into rich, w e ll resolved com positions —vigo ro us and plastically b eautiful. This special s egm en t o f Brazil N aifs B iennial prese ntin g 10 pieces by Eliza M ello th a t belong to the "José N azareno M im e s s i" M useum o f P rim itiv e A rt, in Assis, is o ur trib u te to tru e Brazilian a rt, in veste d w ith th e m ost re le va n t p o w e r o f expression, o rig in a l, in s tin c t and

she produced in ten sely, w ith cushions pa in te d as if th e y w e re canvasses, and w ith som e scenes on th e backyard w a ll —all m aking up the founda tion s of w h a t th e artists resorted to to expand her horizon o f creation as far as she could reach. Q uite liv e ly and affable, she w as radiant w h en show ing her paintings and ta lkin g about the m , or w h e n she recited poem s she had learned by hea rt along the years. In one o f her letters she sent m e the fo llo w in g qu otation: "S om eo ne w h o recognizes an artist is a great an artist,

obstacles to have th e m in th e m arket. "M s M ello has is all straight, everyone nicely dressed, w e ll behaved; freshly painted houses, nicely set tables; laces, gardens, flo w e ry pathw ays, fruits, nestles, pets. All is represented in large size paintings, and in such a w a y for all scenes to give you th e illusion th e y have been prepared for a p h o to g ra p h ", w ro te José Nazareno M im essi, th e so longe d-for researcher w h o m anaged to have m ost of M ello's w orks for the M useum o f P rim itive A rt in Assis, São Paulo State, founded by him and taking his nam e these days to honor his w o rk dedicated to Brazilian p rim itiv e art. Two art critics, already deceased, also le ft th e ir considerations on th e w o rk of M ello. In the v ie w of U m berto Cosentino "The w o rk presented by Eliza Gonçalves de M ello exhibits is very peculiar in its traits, p e rfe c tly and sp on tan eo usly in te g ra tin g th e com posing e le m e n ts o f a the m e rich in form and color, of strong folkloric and poetic content. A lthough focusing com m on the m e s, like Saint John and Saint A n th o n y Patron Saints ce le b ra tio n , th e a rtist succeeds in im p re gn ating th e m w ith such lyrical, unique a tm osphere and its high q u a lity stands o u t very c le a rly ". José Maria Ferreira, in his turn, w rote " If everything is so delicate, so poetical and so enchanting in M ello's w o rk , her p a in tin g is in its e lf ve ry strong, assertive, and stands o u t im m e d ia te ly to w h o e ve r sees it, even if at a collective e x hib it, w ith so m any other p rim itiv e painters from a ll ove r th e country. Her brush is firm , her colors are strong and vib ra n t, and her plastic c o m p o s itio n is e x tre m e ly rigorous. E verything is th o u g h t a bou t, m easured, balanced, thus

spontaneous. A ntonio do N ascim ento


humus, homo, humble José Antonio da Silva w as born in Sales O liveira, in 1909, and died in São José do Rio Preto, in 1996. His life fe lt the sting of inconsideration and incom prehension. A p ainter and a w riter,

by Pietro M aria Bardi, M ilan; in 1960 he w as referred to In W ho's w h o in Latin A m erica, a d ic tio n a ry of o u tsta nd in g p ersonalities published by W heeler Sam m ors, in Chicago. As years

he stands as the m ost re n o w n e d n a if in Brazil. His deeds both as an a rtist and as a citizen acted as the antenna of our root culture. He is the m ost fam ous Rio Pretoan in the plastic arts scena rio in Brazil and a broad. Raised in a rural c o m m u n ity and th e son o f h u m b le sharecroppers, José A n to n io a rrive d in Rio Preto q u ite youn g, to sta rt w e e d in g at farm s and sm a lle r properties in th e region. His g ift for the arts led h im to the to w n in th e late 1930's. D ow n and o u t in life, him self, his w ife and th e ir six barefo ot children w e re sheltered in the back of A llan Kardec S piritualism Center. Silva w o u ld w o rk on w h a te v e r cam e around —from

w e n t by m any achievem ents w ere accum ulated. In 1987, in a d d ition to his collective e xh ib it Brèsil Arts Populaires C ontem porain, sponsored by the M inistry of Culture and the M aison des

a h orse-draw n cart d river to a h otel n ig h t guard. A lready fam ous in Sao Paulo Capital D istrict in the 1950's, he w as a p po in ted by the go verno r to a jo b at the City Hall: the Library janitor. M uch before th a t he had alrea dy sta rte d a m o d e st A rt G allery in his o w n house. Little did the h u m b le farm w o rk e r k n o w th a t he lay the fou nd ation s fo r th e firs t A rt M useum in São José do Rio Preto. From his childhood Silva fe lt his Inclination for draw ing. He w o u ld scribble im provised surfaces. S elf-learner, courageous, v is io n a ry and an adventurer, and in ve n tin g his o w n m eans, Silva w o u ld bargain p aintings for food, m edications and trinke ts. He w o u ld trade his p aintings for m edical prescriptions. S e m i-lite ra te, along 10 years he w ro te Rom ance da M inha Vida, (The S tory o f M y Life), p u b lis h e d in 19 49 by the São Paulo M o d e rn A rt M u se um . His p o e try publications include Sou A rtista , Sou Poeta (I'm an A rtist, I'm a Poet (1 9 8 1 ) and three o th e r novel-na rrative s - M a r ia Clara (1 97 0, preface by A n tô n io C ândido), Alice (1 9 7 1 ), adapted in 1986 to a p la y - Rosa de C abrltina, by SESC Theater Research Center, dire cte d by M árcia M edina, and under the su pervisio n o f A ntunes Filho) and Fazenda da Boa Esperança (Good Hope Farm) (1987). A lthough in the 1940's he w as s till unknow n in Rio Preto, and therefore deserved the support of fe w jou rn alists and intellectuals, like Basileu Toledo França and D inorath do Valle, Silva was m ade a re velatio n in 1946, at the Cultural Center Exhibit o p en ing, by critics to u riv a l Gom es Machado, João Cruz Costa and Paulo M endes de A lm eida. E sthetlcally and id e o lo gically taken by M odernism (1922), those Intellectuals saw in Silva the genuine expression of Brazilian rural culture, e sp e cia lly th e h illb illy cultu re. In 1949 Silva p a rticip a te d in the São Paulo P ainting E xhibit, sponsored by th e th en Education and Health M inistry. In 1950 he had his e x h ib it at th e São Paulo A rt M useum , and in 1951 he w as the re c ip ie n t o f th e N ew York A cqu isitio n Ward at the M useum of M odern A rt. In the fo llo w in g year he was chosen to e x hib it at Venice 26th Biennial, in Italy. In 1953 he participated in the 2nd São Paulo Biennial, in 1954, and was aw arded by th e 2nd H ispano-A m erican B iennial, in Havana; in 1955, he w as adm ired at the Lissone International Exhibit, in M ilan, Italy. In 1956, Silva was m entio ne d in The Arts in Brazil,

C ultures du M onde in France, Silva pa rticip a te d in th e Special Room Im aginários Singulares (U nique Im agery Pieces) at the 19th São Paulo A rt Biennial. In 1966, Silva created the M unicipal M useum o f C ontem porary A rt in Rio Preto. In the sam e year, in a d d itio n to his co lle ctive e xhibits in M oscow, Russia, and Paris, France, he w as also h o nored by having a "S pecial R o om " at the Venice B iennial, in Italy. Silva is an e n try both in d o m e stic and overseas d ictio n a rie s and encyclopedia s, and is a s ub ject of s tu d y in art history books. Several publications can be found in Brazil and abroad, In add itio n to high level u n iv e rs ity studies. Films, stones in new spapers and m agazines, a vast nu m b er o f te le visio n program s on his life and w o rk as w e ll as a CD-ROM e n title d José A n to n io da Silva, th a t was produced by the Society of Friends o f the Pinacotheca and São Paulo M unicipality. Silva has his paintings at G alleries and M useum s all over th e w o rld . In São Paulo Capital D istrict th ey can be found at th e São Paulo A rt M useum (MASP), at the M useum o f M odern A rt (M A M ), at th e C ontem porary A rt M useum (M AC), at the State Pinacotheca and at the R eligious A rt M useum . A fte r re tirin g from th e M unicipal Library, Silva changed residence and had his a te lie r in São Paulo Capital District. The M useum of C ontem porary A rt w as closed d ow n and th e collection, as w e ll as the historic objects collected by the artists, w ere abandoned, and subject to heat and h um id ity, to m o th and fu n g i... to ob livio n . Years later, the cultural fo rtu n e w as donated by th e a rtist to Rio Preto, and in 1980, the José A n to n io da Silva M useum of P rim itiv ist A rt w as created. In 1999, a fte r th e b u ild in g w as b locke d fo r access, Silva's canvasses w e re transferred to the M unicipal Theater basem ent and kept there un til M arch, 2001. Silva w as a José... an A n to n io ... h u m b le nam es like John and Jack, nam es o f p e o p le w h o are o rd e rly and d ilig e n t. He w as the b la ta n t p o litic a l e m b le m o f th e "la n d le s s ", o f the hom eless, of the "n o th in g le ss" w h o m ade it in life. In the popular artists' way, and incorporating - l a t e - firin g ro m a n ticism , he changed his existence in to art, and changed his art in to his life. He w as his o w n character, a bard lo st a m id st his desires. He m a te ria lize d the m yth of belonging... to the nation, to the h illb illy culture. His w its for art expression in the raw echoed in th e fo ur w in d s the aspirations, the dream s, the fe e lin gs, and the passion th a t id e n tifie d the fo rgo tten , disdained m a jo rity in the country. The m in d -b o g g lin g colors o f his p rim itiv is m —for the elegant standard of the "fin e a rts "— reinvigorates archetypes and e lem ental sym bols of collective existence. The artist seems to em body the voice of the com m on people, pronounced In the dialect fo rg otten by integrated e lite groups. W hether in his paintin g, or in his literature,


or th ro ugh w h a te v e r m eans his p ro digiou s in s piration gu id ed h im , Silva expressed h im s e lf - a s M anuel B andeira w o u ld po e ticize in his Evocação do R ecife— " in im p ro p e r com m o n la n g ua ge , in th e c o rre ct co m m o n lan g u a g e , since his is th e nice and s m o o th B razilian P ortuguese". José Antônio, naive in a num ber of ways, was a ve ry clever m an, very instinctive, v e ry e xped itious, im m o d e ra te , spontaneous, and foreseeing - h e w as a n a if scholar, in the m ost refined sense of th e w ord. On M arch 12, 200 1, w h e n he w o u ld tu rn 92, th e M useu m o f P rim itiv is t A rt (M A P) w as reopened. In the period b e tw e e n A pril and June 11 his oil canvasses w ere restored w ith the sup po rt of SESC Rio Preto. In M arch, 2002, th e José A n to n io da Silva M useum of P rim itiv is t A rt (MAP) w as created w ith the perm ane nt e x hibit Silva: Im agens e M eios, (Silva: Im ages and M eans), w ith 26 photographic objects im pregnated w ith oil on canvas, under strong influence of A m erican Pop A rt and o th e r e x p e rim e n ta l m o ve m e n ts o f the 1960's and 1970's. Silva's u topia Is again m a te ria lize d, ha ving been nurtu re d since his young age a fte r he a rrived at Rio Preto, w ith all his m odest belongings, his visionary desires, the sadness of the tra dition al h illb illy pre g n a n t In h im , and th e Q uixotic hope for b e tte r days. The exub eran t colors in his paintings m irro r a rem ote, rugged barren land In w h ich the Brazil of to da y has been turn ed into. Prof. Dr. Rom ildo Sant'A nna Professor, a u th or of Silva, Quadros e Livros - U m A rtista Caipira (Aw ard "Casa das A m éricas" - Havana). Curator of th e José A n ton io da Silva M useum o f P rim itivist Art.


textos en espaĂąol


la cultura del comprom iso

un brasil de color y alegría

M ejorar la calidad de vida de los trabajadores del com ercio y del sector de servicios, así com o de sus fam iliares y de la sociedad en general con stituye el principal o b je tiv o de SESC - u n a entidad constituida, m antenida y adm inistrada por los em presarios de dichos sectores. A ctu a lm e n te , esta m eta se vie n e a m p lia n d o hacia lo que consideram os un efe ctivo trabajo de inclusión social, cuya base se encuentra en la form ación perm anente del individuo m ediante el contacto con la cultura y el acceso a bienes culturales de calidad, en sus diversas form as. En ese sentido, SESC de São Paulo ha preparado un am p lio program a de actividades centradas

Al po ner en práctica una política destinada a la d em ocratiza ció n de la cultura m e d ia n te el acceso a los bienes culturales, SESC de São Paulo brinda al público una program ación atenta a las tendencias artísticas contem poráneas, a los cuestionam ientos y provocaciones de creadores m odernos y al m u lticultu ra lism o. Paralelam ente, el arte popular, reconocido com o e le m e n to edificante de una identidad cultural que debe conocerse y preservarse, encuentra en SESC un espacio de expresión y valorización que se m u ltiplica de diferentes m aneras por la presencia constante de representantes de este

en la cultura, los deportes, el ocio, el desarrollo infantil, la tercera edad, la salud, la alim entación, la odonto log ía, el m ed io a m b ie n te y el turism o social. Para ello, la cadena SESC cuenta con 28 unidades repa rtid as por la capital y región in te rio r del Estado de São Paulo, d onde se

universo. Desde ese punto de vista, la Bienal Naífs de Brasil sobresale de m anera especial. En su sexta edición, se in scribieron 204 artistas procedentes de 19 estados, con un to ta l de 408 obras. De ellos, se seleccionaron 43 creadores y 70 obras que se reparten la atención del público, con m ódulos dedicados a José A ntonio da Silva, Eliza M e llo y a los M aestros de Ayer y de Hoy.

in te n ta a te n d e r los d ife re n te s in terese s de niños, jó ve n e s, a d ulto s y ancianos. En dichas unidades, la convivencia juega un papel fu nd am ental. Para los em presarios de los sectores de comercio y servicios, este aspecto resulta de fundam ental im portancia, puesto que refleja una necesidad contem poránea, cada vez más urgente, es decir, la participación social de form a crítica y el ejercicio de la ciudadanía. D entro de este marco, la sexta edición de la Bienal Naífs do Brasil representa una excelente oportunidad de reafirm ar las tradiciones e identidad nacionales, contribuye de m anera concreta al desarrollo cultural del país y refleja el espíritu de una entidad preocupada no sólo con los valores de su época sino con en prom over a los hom bres y m ujeres que la com parten. Para el SESC de São Paulo, apoyar el desarrollo de la cultura significa apoyar el desarrollo del país. He aquí una causa que m erece todo nuestro esfuerzo y com prom iso. Abram Szajm an P residente del Consejo Regional del SESC de São Paulo

Así, SESC m a n tie n e en exposición un conjunto de a p ro xim a d a m e n te 160 obras, a las cuales se asocia una program ación c o m p le m e n ta ria de w o rksh o p s, ta lle re s, cursos, conferencias, espectáculos de m úsica, teatro y danza. No se trata de sim ples datos, estos núm eros hablan de Brasil, de su capacidad creativa y de la a p titu d del a rtista nacional para representarse a sí m ism o . La fuerza de las tradicion es populares se extie nd e a lo largo de los años y puede verse en fiestas, encuentros y anhelos, retratada en colores vivos y con una sofisticada sencillez. Las im ágenes reflejan el cotidiano, la naturaleza, los ju e g o s y creencias e xistentes en to d o el país y que, en gran m edid a, se han ido perdiendo ante la fuerza de la com unicación d irig id a hacia el consum o. Para el SESC de São Paulo, la Bienal Naífs de Brasil pon e de m a n ifie s to las entrañas de un país que aún tie n e color y alegría, razón que por sí sola nos im pulsa a darlo a conocer. D anilo Santos de M iranda D irector R egional del SESC de São Paulo


dieciséis años de arte ingenuo en el sesc Hace ya m uchos años SESC aceptó el desafío de inclu ir en su program ación cultural trabajos de concepción no erudita com o contrapunto a otras m anifestaciones artísticas de vanguardia, con o bjeto de re a firm a r los criterios de pluralidad y dem ocratización que o rie n ta n su labor. La Bienal Naífs de Brasil com pleta su sexta edición ahora en 2002 con el firm e propósito de valorar y revelar los trabajos m ás sig n ifica tivo s de los a rtistas naífs o ingenuos de los más recónditos y diversificados puntos geográficos de este rico y grandioso país. Desde que se concibió la idea y se llevó a cabo una pequeña m uestra de arte ingenuo y p ri­ m itiv o en 1986, se siguieron otras cinco exposiciones anuales, sin interrupció n. La propuesta

Se trata de los m aestros de ayer y de hoy, referencias oblig ato rias por la obra que dejaron o que todavía producen. En esta edición de la Bienal Naífs de Brasil te nd re m o s la o p o rtun idad de ad m irar obras del genial m aestro José A ntonio da Silva, de la talentosa Eliza M ello y de m uchos otros nom bres de gran relevancia com o H e itor dos Prazeres, Chico da Silva, M aria A u x ilia do ra , A g ostinh o Batista de Freitas, Rosina Becker do Valle, J. Coim bra, N euton A ndrade, M irian, Edson Lima, Alcides Santos, A ntonio Poteiro, Iracema A rditi, W aldom iro de Deus, Elza 0. S., Isabel de Jesús, G erson de Souza, Ivonaldo de M eló, H enry Vitor, J. Rissin, José Luiz S., Zizi Sapateiro, laperi

inicial fue m odificada para poder a m p lia r el alcance del evento, y desde 1992 se celebraron seis ediciones con periodicidad bianual. Intercaladas entre las bienales, se p rom ovieron otras cinco exposiciones tem áticas e itinerantes. De este m odo, SESC ha llevado adelante su propósito de m ostrar la lib e rta d de expresión de los artistas espontáne os brasileños, brind an do opor­ tunidades ta n to a los principia nte s, y a los que ya han logrado algún re cono cim ien to com o

A raújo y otros de ig ua l im p o rta n c ia . Si bien no son m uchas las obras seleccionada s, su sig n ifica d o es e norm e, ya que no preten día m o s cub rir toda la historia del arte p rim itiv o o

a los nom bres m ás consagrados. Desde que el inicio y durante m ucho tiem po, un pequeño dilem a nos m olestaba. ¿Qué nom bre debíam os darle a esa vertien te artística que, aun contando con fieles adm iradores y defensores

Técnico del SESC

entusiastas, sigue provocando reacciones de indiferen cia o incluso de desagrado en m ucha gente? ¿Debíam os llam arla arte p rim itivo , p rim itiv o m oderno (o n e o p rim itiv o ), ingenuo, naif (o naive ), espontáneo, in stin tiv o , ínsito o popular? ¿Será que es posible em p le a r una única expresión que sea, incontestablem e nte, la más correcta? Por lo difícil que supone un consenso al respecto, estam os convencidos de que se trata de una cuestión de m enor im portancia; ade­ más, aunque para cada uno de los térm inos haya un buen argum ento tam bién, en contrapartida se encuentra una inconsistencia. Al m argen de la term inología, es im p o rta n te resaltar lo im p o rta n te de esta iniciativa, lo osado de la propuesta, su valor cultural, la esm erada organización y el reconocim iento prácticam ente unán im e de todos los que p a rticip aron d ire cta m e n te , sobre to do de los artistas que hacen posible eventos com o estos. Podem os afirm ar, con to ta l convicción, que el em p eñ o de SESC dio lugar a otras iniciativas sem ejantes por parte de en tidades y agentes culturales. Con el o b je tivo de buscar obras de incuestionab le calidad para enriquecer esta nueva edición de la Bienal Naífs de Brasil, e xploram os los acervos de los tres m useos de arte p rim itiv o del Estado de São Paulo -M u s e o del Sol, en Penápolis; M useo de A rte P rim itivo "José Nazareno M im e ssi", en Assis; y M useo de A rte P rim itivista "José A ntonio da S ilva ", en São José do Rio P re to - y nos pusim os en contacto con algunos coleccionadores particulares. A dem ás de las setenta obras aprobadas por los jurados, la B ienal contará con decenas de im p o rta n te s trabajos de artistas de ren om bre, reconocidos por su ta le n to com o creadores espontáneos, y que ya form an parte de la historia del arte ingenuo, naíf o p rim itiv o brasileño.

ingenuo brasileño. A ntonio do N ascim ento


circularidad entre erudito y popular En Brasil, el interés de Ias e lites in te le ctu a le s por la producción artística de raiz p op ular se hace explícita y se transform a en propósito de acción cultural y de actualización de la in te ­ lectualidad brasileña a partir de la década de los 20, en el siglo XX. El convertirse una obra anónim a en obra de autor conocido, una producción considerada algo pintoresco y anedóctico en trabajo con categoría de creación y va lo r expresivo propio es un fe n óm en o que se relaciona con un cam bio de m e n ta lid ad resultante de las transform aciones en la vida socioeconóm ica y cultural del país, concom itante al desarrollo industrial. El m o v im ie n to m odernista, enm arcado en tales transform aciones y a su vez agente de ellas, ju g ó un papel decisivo en la reevaluación de nuestro pasado artístico. Las m ism as vanguardias m odernistas tam bién prefieran no polarizar entre "e ru d ito " y "p o p u la r", intentando dem ostrar la circularidad que siem pre existió entre los universos culturales de la e lite y del ciudadano com ún. La continu idad de la "ru tin iz a c ió n " del m odernism o, señalada por A nto nio Cándido, en cierta m edida hará m enos problem ático y más program ático, para la intelectualidad brasileña, id e n tific a r y a s im ila r d ife re n te s fo rm as de creación en el país que, g ra d u a lm e n te , vayan co n stituye ndo el cuerpo de referencia al que aspiraba, por e je m p lo, M ário de Andrade, con el consiguiente surgim ie nto y aceptación de artistas de otros estratos sociales. M ário buscaba "u n tercer té rm in o ", pun to de encue ntro en tre lo e ru d ito y lo popular. Y no lo hacía solam ente en sus ensayos y en su actividad perm anente com o estudioso de la cultura popular, sino tam bién en el cam po de la ficción. Así, su obra prim a, M acunaím a, es el ejem plo más vivo de la perm eabilidad recíproca entre el conocim iento erudito y las culturas del pueblo, sum adas a las indígenas. M ário escribía: "H a y que forzar un m ayo r e n te n d im ie n to m utuo, una m ayor nivelación [e n tié n d a se e q u ilib rio ] general de la cultura que, sin d e stru ir la e lite, la haga más accesible a todos y, consecuente m e nte, le ap orte una validez verda deram en te funcional. Está claro que la nivelación no podrá consistir en cortar el tope soleado de las elites, sino en provocar m ediante la actividad que se yergan las partes que perm anecen a la som bra, colocándolas en condiciones de recibir más lu z ". Según la m en talida d m odernista, artistas de las clases pobres, com o Vitalino, Severino de Tracunhaém , Cardosinho, H eitor dos Prazeres, encarnaron este m o vim ie n to de encuentro. Artistas del m undo culto, com o Cándido P ortinari, representaba n el cotidia no de las clases de baja renta en el cam po y en las ciudades. A lb e rto da Veiga G uignard, R oberto B urle M arx, Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, José Pancetti retrataban sirvientas, soldados, trabajadores urbanos y rurales. Tarsila do A m aral abordaba el paisaje brasileño, la re lig io sidad po pu la r y la clase obrera de la ciudad de São Paulo, incorporando a la escala crom ática de una de sus fases una predom inancia de azules y rosas que denom inaba "p u e b le rin o s ". En la obra del escultor Victor Brecheret se destaca una fase en la que se absorbe el re p e rto rio fo rm al del arte indígena. Hay m om e n to s en los que Vicente do Rego M o n teiro transfu nd e del lengu aje fo rm a l de su

pintura e le m e n to s indígenas de la Isla de M arajó. Esos son algunos eje m p lo s, extraídos del m arco de las artes visuales de los años 30 y 40 del siglo XX, que ponen de m a nifiesto el ne ­ xo de unión que d ete rm in a d o s artistas erud itos in te n ta ro n establecer entre su universo y el de las clases populares y de las culturas tribales. Por otro lado, los m ism os artistas populares no fueron , en absoluto, agentes pasivos del gra­ dual proceso de re con ocim ie nto de su obra. A su vez, expe rim e n ta b a n cam bios en relación a su m e d io cultural y producían una síntesis fo rm a l propia, com o cu alqu ie r otro artista, de las transform aciones que ocurrían ante sus ojos y les servían de m otivación. El m aestro Vitalino, por e je m p lo , pasa de la re la tiva u n ifo rm id a d de las figuras de barro típicas de su región a los juguetes de niños - p o r ello la palabra "m u ñ e c o s " a la "in ve n ció n de m o tivo de m uñ eco" a la que se refieren sus am igos ceramistas de la m ism a localidad: el Alto do M oura, en Caruaru, Estado de Pernambuco. A lrededor de este maestro, se creó una verdadera escuela de ceramistas. El público que com pra su trabajo pasa a ser, casi exclu siva m e n te , de fuera, de los grandes centros urbanos. V ita lin o d esarrolla lo que podría m o s lla m a r de " e s tilo " , según el cual su "e x p re s io n is m o " se traduce por vocabulario form al propio en verdaderas "e sc u ltu ra s" de p e ­ qu eño fo rm a to . Él sería nuestro p rim e r " p r im itiv o " que alcanzó la fam a, aunque se haya m uerto de viru ela, pobre, a los 54 años de edad. Este m ism o cam bio de público y de lenguaje form al se revelará en el trabajo de artistas que, em igran tes casi todos ellos del cam po donde nacieron a los centros urbanos, exhibirán una representación sim bólica cada vez m ás ind ivid ualizad a . En dichos trabajos se va fo rja ndo un e stilo com parable al de los a rtistas de la norm a cu lta, ahora se destin an a la clie n te la de m ayor poder ad q u isitivo de las galerías de arte y m useos de los grandes centros culturales del país. En una posición lim ítro fe entre la cultura en que se form aron y la que consum e su arte, la lectura de estas creaciones, ju sta m e nte por situarse entre una y otra, resulta accesible tanto para las clases populares com o para las dem ás. Lejos de constituir fenóm enos aislados, bajo la denom inación de "p rim itiv o s " y de "in g e n u o s ", estos artistas se expresan del m ism o m od o que los creadores de los estratos m edios y altos. La circularidad de contenidos entre los universos po pula r y culto sigue visible, com o por e je m p lo en los "p aran go lé s" de Hélio O iticica, que se tran scultu ra n con disfraces y aleg orías de una escuela de sam ba carioca. A sim ism o, las escuelas dan espacio a decoradores procedentes de la Escuela de Bellas Artes y del Teatro M u nicipa l - l o s lla m a d o s "c a rn a v a le s c o s " -, cada vez m ás a ctua nte s en los desfiles. El p in to r José A n ton io da Silva, que en un p rincipio em pujaba el arado, representa el cam po y la ciudad, denuncia la destrucción de la naturaleza, m anifiesta su profunda afinidad con Van Gogh y critica, por m ed io de lienzos en los que se autorre trata am ordazado, lo tendencioso de la crítica en una Bienal de São Paulo. Su obra cargada de fuerza y originalidad, se reconoce


instintivos y espontáneos por la invención form a l propia. Lo m ism o ocurre con la obra de M aría A uxiliadora Silva, que en 1969 ya utilizaba el propio pelo en los cuadros - u n inicio de body art— y em pleaba masa plástica y espum a de nailon para m arcar relieves en la superficie erotizada da su m ateria pic­ tórica ondulante. Los diálogos de las figuras representadas en algunas obras aparecen escritos y rodeados por un trazo, al igual que en los com ics. La m ism a artista consideraba este trabajo, publicado en libro en Europa y que, a n te rio rm e n te , analicé en M itopo ética de 9 artistas bra­ sileiros (1 9 75), un híbrido entre "p in tu ra y e scu ltu ra ". Julio M artins da Silva, nacido en el Estado de Rio de Janeiro a fina les del siglo XIX y fallecido en 1979, cocinero, ju b ila d o y v ille ro de M orro União, Rio de Janeiro, pone de m a n ifie sto el cam bio social de su época en pinturas d onde la naturaleza, investida de sacralidad, aparece com o una poética del paraíso, dando señales, no obstante, del inicio de la ruptura del hom bre con el m edio a m b ie nte en la civilización industrial. Podríam os seguir in d e fin id a m e n te aquí en la estera de esta circularidad entre las creaciones de los universos e ru d ito y popular. La e m b le m á tic a afro en el co n s tru ctiv is m o de Rubem V alentim , las célebres "b a n d e rita s " de Volpi en el ápice del concretism o, la incorporación de un pop suburbano en el trabajo de Rubens G erchm ann, el rasgo constructivo que ig u alm e nte absorbe un im a gina rlo suburbano en Em anuel Nassar o el in fin ito recurso a las más diversas fuentes visuales coexistentes en el trabajo de A rlindo D aibert, en la recreación visual de Macunaím a y de Grande Sertão Veredas. Como m ie m b ro del jurad o de la edición 2002 del espacio consolidado por la Bienal N aifs de Brasil, fue eno rm em en te satisfactorio constatar que se están creando condiciones para conocer m e jo r el trabajo de artistas com o Carlos A lb e rto O liveira, por citar un e je m p lo , quien está, sin la m e nor som bra de duda, a la altura de los dem ás a n te rio rm e n te m encionados, trabajo éste d esarrollado a lo largo de décadas con coherencia e incorporando de m anera orig in al, creativa y crítica, elem en tos contem poráneos. Lélia Coelho Frota De ABCA/AICA

A pesar de los avances técnicos y e lectrónicos, de los te lé fo n o s m ó vile s de e xtra o rd in a rio alcance, de los trazos de colores que el Míssil M III deja a su paso en el cielo, existe m ucha gente que d e fie n d e el derecho de ser na'íf, de crear de m anera espontánea e in stin tiva . Así, será preciso aceptar que, por una decisión racional del individuo, reafirm ada por su convicción, él m ism o em piece a pensar que en el ser hum ano existen m edios, y se puede gastar poco en la creación artística . El e le g ir un hacer in s tin tiv o del arte supone una op ció n directa , circunscrita a los valores de la persona y a un d e te rm in a d o cam po de acción. Nada m ás podem os hacer sino aceptar que no se trata sen cilla m e n te de arte ingenuo, sino de un arte in s tin tiv o y e sp o n tá n e o que pone de m a n ifie s to una v o lu n ta d categórica, inspirada en la conquista personal, fru to de la decisión, instig ada por la propia se n sorialida d, sin razón o ju s tific a tiv a de una autocrítica. S iem pre existirá q uien p refiera ju g a r un papel que brote de sus m ism as entrañas. Q uienes buscan soluciones plásticas a pa rtir de la propia form a de expresarse y realizan todo tip o de trabajo a p a rtir de lo que em erge de su propio tacto, del hacer ciego, conocido por su gestualidad, fatalm ente rechazan la retórica, la erudición convencional y las leyes racionales y m antenedoras del co n o cim ien to de las m ayorías sociales. No obstante, en el caso de que los instintivos abdicasen de las creencias podrían, si estuvieran vivos, penetrar en el conocim iento im p artido en las escuelas en general. Los artistas instintivos y espontáneos de la Bienal Naífs de Brasil 2002 com parten el espacio del certam en cultural del SESC de Piracicaba y convergen con n a tu ra lid a d el 14 de s e p tie m b re del año en curso con la esperanza de o b te n e r el re co n o c im ie n to del ju ra d o que selecciona y el p re m io esperado. Por lo gen eral, quien se som ete a la decisión de un jurado adquiere más desenvoltura a la hora de elegir sus creaciones. Esta a c titu d fo rta le c e el tra b a jo y b rinda nuevas o p o rtu n id a d e s para p a rtic ip a r en otros certám enes culturales. Lo m ás Im p o rta n te es que los artistas sie m p re buscarán una m anera m uy especial de hacer su propia obra y de dem ostrar la peculiaridad, explícita, del significado de sus ideas. Repletos de color, algunos de ellos alegres y com unicativos, gran parte de los trabajos presentados en el SESC m erecieron m ucha atención por parte del jurado, ta n to por la solución artística en lo que se refiere a la ejecución de las obras com o por las ideas que nos tra n s m ite n . Algunas obras, m u y especiales en su tra ta m ie n to expresivo, co n firm a n un de sem peño plástico que plantea las cuestiones sociales del presente. Es posible a firm a r que las obras críticas despiertan se n tim ie n to s dolorosos en esta Bienal Naif. El hecho de que el artista sea in stintivo y espontáneo no significa que perm anezca al m argen de la sociedad a la que pertenece. Ser in s tin tiv o y espontáneo significa cooptar las cosas del m undo a su alrededor a un vocabulario plástico creado y construido con la m ism a sensibilidad del autor. ¿Qué hacer para reencontrar a los niños desaparecidos? Y la m asacre de los Indios aim orés, ¿se te rm in ó o prosigue en sus descendientes? Por otro lado, m uchos artistas naífs han p in tad o paisajes m aravillosos que nos a lie n ta n al ve r que la naturaleza aún conm ueve a m ucha gente.

Radha Abramo Crítica de Arte 126 127 ••


el am or y la fam ilia en el arte de e liza m ello A finales de los años 80, tu ve el p riv ile g io de conocer a la artista Eliza M e llo en la pequeña casa de Vila Izolina Mazzei, en São Paulo, donde vivía, ocasión que aproveché para estrechar los lazos de am istad que creamos por la correspondencia que m antuvim os en algunas ocasiones. Toda la casa estaba decorada con los cuadros que producía intensam ente, con cojines pintados com o si fuesen lienzos y ta m b ié n con algunas escenas en el m uro del jardín, soportes que utilizó para expandir el horizonte da su creación hasta donde fuera posible llegar. M uy alegre y am able, tenía una expresión radiante al enseñar y hablar de sus pinturas o cuan­ do declam aba algunas poesías que se aprendió a lo largo de los años. En una de sus cartas m e escribió la siguiente cita: "q u ie n reconoce un artista, es un gran artista, pues esa capacidad es un aura que m uchos anhelan pero pocos p o s e e n ". Así era esa artista brasileña, sencilla, auténtica en el arte que producía y en las palabras que decía. Eliza Gonçalves de M ello nació en 1910, en M onte Azul Paulista, Estado de São Paulo, y sólo fue descub ierta com o artista plástica hacia 1980. M urió en São Paulo, en 1996, y durante décadas produjo una inm ensa cantidad de cuadros. A pesar de haber recibido prem ios en sa­ lones, participa do de exposiciones en el e xte rio r y de acu m u lar críticas favorables que des­ tacab an la c a lida d de sus tra b a jo s, se d e p a ra ba con m uchas d ific u lta d e s a la hora de com ercializarlos. "D oña Eliza lo deja todo ordenado, todos se visten bien, se portan bien, las casas están recién pintadas, las m esas puestas, encajes, ja rdin es, cam inos rebosantes de flores, frutas, nidos, anim ales dom ésticos... Todo ello representado en cuadros de grandes dim ensiones y de manera que todas las escenas nos den la im presión de estar preparadas para una fo to g ra fía ", escribió el añorado estudioso José N azareno M im essi, quien logró o b te n e r m uchas de sus m ejores obras para el acervo del Museo de Arte Prim itivo de Assis, que él m ism o creó y que actualm ente lleva su nom bre en reconocim iento al trabajo que realizó en pro del arte p rim itiv o brasileño. Dos críticos de arte, ya fallecidos, ta m b ié n dejaron registradas sus consideraciones sobre la obra de esta artista. U m berto Cosentino opina que " e l trabajo de Eliza G onçalves de M ello exhibe un hacer propio en el que se integran perfectam ente y con espontaneidad los elem entos co m po sitivo s de un tem a rico de form a y color, de fu e rte con te n id o fo lcló rico y poético. A pesar de u tiliza r tem as corrientes, com o las fiestas de San Juan y de San A n ton io, la artista logra im pregnarlos de una atm ósfera tan lírica y propia que salta a la vista su gran ca lid a d ". A su vez, el crítico José M aria Ferreira e scribió que "s i to d o es m uy de lica do , p o é tico y encantador en la obra de Eliza Gonçalves de M ello, la pintura en sí m ism a es fue rte y decidida, y cautiva la atención de quien la ve, incluso en una exposición colectiva rodeada de pintores p rim itiv o s de to do el país. Las pinceladas son decididas, los colores fue rte s y vib ra nte s y la com posición plástica e xtre m a d a m e n te rigurosa. Todo está pensado, m edido, e q uilibrado , lo que pone de relieve un gran d o m inio del oficio de pintar, aunque ello no im p ide que florezca

el lado onírico e in tu itiv o , cuida do sam en te organizado para e vita r que se disperse y pierda la fuerza de o rig e n ". A nuestro m odo de ver, sentir y analizar las cosas, se constata la im portancia de la fa m ilia y el s e n tim ie n to de am or, puestos en evidencia de m anera m u y cristalina en buena parte de las obras de Eliza M ello, aparte de los incuestionab les a tribu tos de calidad, belleza y fuerza expresiva. Hom bres y m ujeres, adultos y niños, anim ales y pájaros transm iten una sensación de paz y arm onía en escenas com o las de Adán y Eva, la m erien da , baile paz y am or, pic­ nic en el cam po, fiesta de cum pleaños, plaza del am or, paseo en coche de caballos, prim avera de la vida, pasado, presente y futuro, Noche Buena, la plazoleta y en muchas otras composiciones en las que la fe licida d está presente. Los m ism os títu lo s con los que bautizaba sus cuadros com prueban esa preocupación de la autora, registrada de m anera consciente o inconsciente. Por conocer a la artista y por lo m ucho que hem os visto de su obra, podem os afirm a r que, aun recurriendo a tem as de gran sim plicidad, los tra tó de m anera m uy apropiada para trans­ form arlos en com posiciones ricas, bien resueltas, vigorosas y plásticam ente herm osas. El segm ento especial de la Bienal Naífs de Brasil que presenta diez obras de Eliza M ello, per­ tenecientes al acervo del M useo de Arte P rim itivo de Assis "José Nazareno M im e ssi", es nues­ tra m anera de reconocer el ve rd a d e ro a rte b rasileño , d o ta d o de la m ás re le va n te fuerza expresiva, origina l, in stin tiva y espontánea. Antonio do N ascim ento


humus, homo, humilde José A ntonio da Silva nació en Sales O liveira, en 1909, y m u rió en São José do Rio Preto, en 1996. En vida, le m ordía el do lo r de la falta de aprecio y la incom prensión. Fue p in to r y es c rito r y se le considera el p rin cipal e x p o n e n te nai'f de Brasil. Sus hazañas personales y artísticas lo convirtieron en antena de nuestra cultura de raíces, sin duda es el ciudadano de São José do Rio Preto más fam oso de las artes plásticas, tanto en Brasil com o en el extranjero. Educado en el cam po e hijo de hum ildes labradores, José A ntônio llegó a Rio Preto m uy joven para trabajar en fincas y haciendas de la región. Su aptitud hacia el arte hizo que se instalara en la ciudad a finales de 1930. Con una m ano atrás y otra adelante, se alojó con su m u je r y seis hijos descalzos en una pequeña construcción al fondo de la casa en donde estaba instalado el Centro Espiritista A lian Kardec. Trabajaba en lo que le ofrecían, desde trapero hasta guarda nocturno de hoteles. En los años de 50 ya fam oso en São Paulo, el gobernador lo recom endó para un puesto en el A yuntam iento y em pezó a trabajar en la lim pieza de la Biblioteca. Mucho antes ya había form ado una pequeña galería de arte en su casa. No sabía aquel hom bre del cam po que estaba dando inicio al p rim e r M useo de A rte en São José do Rio Preto. Desde p e q u eño sentía una fu e rte in c lin a c ió n hacia el d ib u jo . G arabateaba en su p e rficie s im provisadas. A utodidacta, va lie n te , visio n a rio y aventurero, inve nta nd o los propios m edios, Silva cam biaba pinturas por provisiones, m edicinas y todo tip o de bártulos. Canjeaba lienzos por recetas m édicas. S em ialfabetizad o, pasó diez años e scribiendo Rom ance da m inha vida (La novela de m i vida), editado en 1949 por el Museo de Arte M oderno de São Paulo. También publicó los versos de Sou A rtista, Sou Poeta (1 98 1) y otras tres narrativas noveladas -M a r ia Clara (70, p rólogo del fam oso profesor A ntonio Cándido), Alice (71, adaptada en 86 com o la obra Rosa de Cabriúna por el Centro de Estudio Teatral del Sesc, dirección de Márcia M edina y supervisión de A ntunes Filho) y Fazenda da Boa Esperança (87). A unque en los años 40 era desconocido en Rio Preto, m erecía el apoyo de algunos periodistas e intelectu ales, com o Basileu Toledo França y D ínorath do Valle. Los críticos Louríval Gomes M achado, João Cruz Costa y Paulo M end es de A lm e id a re ve la ro n a Silva en 1946, en la exposición de inauguración de la Casa de Cultura. Em bebidos estética e id e o lóg ica m e n te por el M ode rn ism o de 22, estos in te le ctu a le s reconocieron en el artista una genuin a expresión de la cultura rural brasileña, con cretam ente la pueblerina. En 1949, José A ntonio participó de la Exposición de Pintura Paulista en el M in isterio de Educación y Salud de la entonces capital federal. En 1950 expuso sus obras en el M AM - M useo de A rte M o de rn o de São Paulo. En 1951 recibió el Prem io de A d q uisición del M useo de A rte M od erno de N ueva York. Al año siguiente, fue escogido para p a rticip ar en la XXVI Bienal de Venecia. En 1953 particip ó de la II B ienal de São Paulo. En 1954 re cib ió un p re m io en la II B ienal H ispanoam ericana de La Habana. En 1955 fue adm irado en la Exposición Internacional de Lissone, M ilán. En 1956 su nom bre m ereció m ención especial en The Arts in Brazil, de Pietro María Bardi, M ilán. En 1960

su n o m b re fig u ró en W ho's w h o in Latin A m e rica, d iccio n a rio de p e rso nalida d e s notable s editado por W heeler Sam m ors de Chicago. Y así fueron sucediéndose m uchos años y m uchos logros, hasta que en 1987, adem ás de participar de la exposición colectiva Brésil Arts Populaires C ontem porain, organizada por el M in isterio de Cultura y la M aison des Cultures du M onde de França, fo rm ó parte de la sala especial Im aginários Singulares de la XIX Bienal de São Paulo. En 1966, Silva creó el M useo M unicipal de A rte C ontem poráneo de Rio Preto. Ese m ism o año, adem ás de las exposiciones colectivas en Moscú y París, fue distin guid o con una sala especial en la Bienal Internacional de Venecia. Su nom bre figura en diccionarios y enciclopedias nacio­ nales y extranjeros, y su obra se estudia en libros de H istoria del A rte. Existen diversas p u ­ blicaciones sobre este artista en Brasil y en el exterior, adem ás de estudios universitarios de a lto nivel. Tam bién sirvió com o fu e n te de inspiración para películas, reportajes en diarios y revistas, inco nta bles program as de te le v is ió n y el CD-Rom José A n to n io da Silva, producido por la Asociación de los A m igos de la Pinacoteca y A y u n ta m ie n to de São Paulo. Silva tiene cuadros en galerías y m useos en diversas partes del m undo. En la capital del Estado de São Paulo, marca presencia en el MASP, en el M AM , en el MAC, en la Pinacoteca del Estado y en el M useo de A rte Sacra. Después de ju b ila rs e de su e m p le o en la B iblioteca M u n icip a l, José e stab le ció d o m ic ilio y m o ntó su a te lie r en São Paulo. Cuando el M useo de A rte C ontem poráneo cerró sus puertas, las obras del acervo, así com o los objetos históricos coleccionados por el artista, quedaron abandonados, som etidos al calor y a la hum edad, a las polillas, al m o h o ... al olvido. Algunos años después, el a rtista donó esa fo rtu n a cultura l a la ciudad de Rio Preto y, en 1980, se inauguró el MAP - M useo de A rte P rim itivista "José A nto nio da S ilva". En 1999, d eb ido a la inte rd icció n del e d ificio , los cuadros de Silva fu eron a parar al sótano del Teatro M un icip al, donde e stuvieron hasta m arzo de 2001. Silva fue un A ntonio, un José... nom bre de persona sencilla, buena y cum plidora. Fue em blem a político y clam oroso de los que no tie n e n tierra, ni techo, ni nada y aún así tu vo éxito en la vida. Al estilo de los artistas populares, e incorporando tardíam ente un ardiente rom anticism o, hizo de su existencia, arte; de su arte, vida. Era personaje de sí m ism o, un rapsoda perdido en deseos. M aterializó el m ito de p erten ecer a la nación... a lo pue blerino. Su tin o al crear la expresión cruda del arte lanzó a los cuatro vientos las aspiraciones, ensueños, sentim ientos y pasión que identifican a la m ayoría olvidada y oprim ida del país. Su p rim itiv is m o de colores desconcertantes - s e g ú n los m oldes ele gan tes de las "b e lla s a r t e s " - reaviva arquetipos y sím bolos ele m e n ta le s de la existencia colectiva. El artista parece encarnar la voz del pueblo, pronunciada con el acento que las elites integradas olvid a ro n . Sea por m e dio de la pintura, la literatura o lo que le indicase su prodigiosa inspiración, Silva se expresaba - c o m o poetizó M anuel Bandeira en Evocação do R e c ife - "e n la lengua m al hablada del pueblo, en la lengua


bien hablada del pueblo, pues da gusto oír de sus labios el portugués de B rasil". José Antonio, ingenuo en m uchos aspectos, era listo, franco, instintivo, desm edido, espontáneo y prevenido; d e ntro de su sencillez, era un hom bre culto, en el más refinado sentido de la palabra. El 12 de marzo de 2001, cuando el artista cum pliría 92 años, el MAP volvió a abrir sus puertas. Entre abril y ju n io se restauraron 11 de sus lienzos pintados al óleo, con el apoyo cultural del SESC Rio Preto. En m arzo de 2002, se inauguró en el MAP - M useo de A rte P rim itivista "José A ntonio da S ilva" la exposición perm anente Silva: Im agens e M eios, com puesta de 26 objetos fotográficos im pregnados de óleo sobre lienzo, con fue rte influencia del Pop A rt norteam ericano y de otros m o v im ie n to s e xp e rim e n ta le s de los años 60 y 70. Una vez más se m aterializa la utopía de Silva, a lim entada desde m u y tem prana edad, cuando lle gó a Rio Preto, con todas sus cosas, sus deseos visionarios, la tristeza arraigada del pu e b le rin o tradicional y la sem illa quijotesca a espera de días m ejores. Los colores exuberantes de sus cuadros reflejan una tierra rústica y rem ota que se transform ó en el Brasil actual. Prof. Dr. Rom ildo Sant'A nna Profesor, a u to r del libro Silva, Q uadros e Livros — Um A rtista Caipira (P rem io "Casa de las A m é rica s", La H abana) y com isario del M useo de A rte P rim itivista "José A ntônio da S ilva".


sesc - serviço social do com ércio adm inistração regional no estado de são paulo

bienal nai'fs do brasil

Abram Szajm an P re s id e n te do C onselho R eg io nal

com issão org a n iza d o ra A ntonio do N ascim en to (Coordenador) Cleusa Elena G. D elgado Ester Ap. Gozzo de Souza José A nton io L. Borba Luiz A ntonio da Cruz M aria Teresa J. d e M oraes M a n ila W. A zeved o Grillo Patrícia M . Piazzo

Danilo Santos de M iranda D ire to r do D e p a rta m e n to R eg io nal Joel N aim ayer Padula S u p e rin te n d e n te Técnico Social Ivan Giannini G e re n te de A ção C ultural Celina de Alm eida Neves A s s is te n te

jú ri de seleção e prem iação Lélia Coelho Frota Radha A bram o A nton io do N ascim en to

W alter Carmelo Zoccoli G e re n te do SESC Piracicaba

cu radoria dos m ódulos especiais A nton io do N ascim en to

Antonio do Nascim ento G e re n te A d ju n to

m onitoria Astrid S. Diehl Juliana R. Chil M arg arete Regina Chiarella s e creta ria A nabel A parecida Brajão Fernanda M . M olina apoio ad m inistrativo A guinaldo Pippa Eliana A parecida B. R. Pereira Leandro S. N ascim en to Lourdes Ifa M arli T. L. Pizzol apoio operacional D a n ie la C ullen A nton io Carlos Borgonove R obsom F. D. Bonilha A nton io Carlos d e A ndrade M arcilio Crescêncio O sw aldo B. d e Castro R enato E. Roncato Veraldino B. Santos produção g ráfica Eron Silva

ssessoria de im prensa událio D antas llcom Serviços d e C om unicação e Editora versão espanhol M aria Del Pilar Sacristán M artin versão inglês R egina A lfarano ca tálo g o /id e n tid ad e visual V icen te Gil A rqu itetu ra e Design V ic e n te Gil N asha Gil Fábio Prata fotos das obras R om ulo Fialdlni fotolitos SESC/SP projeto de exposição C am ila Fabrini M arta M oreira A rquitetura

agradecim entos R om ildo S ant'A nna, Celso Venancio, G islene M aldo nado M osslni, Elizabeth Bergner de Aguiar, Lélia Coelho Frota, Radha A bram o, Luzia Cristina Coim bra de O liveira, MAP - M useu de A rte Primitivista "José Antonio da Silva", M useu do Sol de Penápolis, FAC - Fundação Assisense de Cultura e MAPA - M useu de A rte P rim itiva de Assis "José N azareno M im e s s i" .

sesc - serviço social do com ércio ad m in is traçã o regional no estado de são paulo av p a u lista 1 1 9 cep 0 1 3 1 1 9 0 4 são p a u lo sp T 11 3 1 7 9 3 4 0 0 F 11 2 8 8 6 2 0 6 h t t p / / w w w .s esc sp .o rg .b r sesc pira cic ab a rua ip iran g a 15 5 ce p 1 3 4 0 0 4 8 0 p irac icab a sp T 19 3 4 3 4 40 22 F 19 3 4 3 4 41 75 em ail@ p irac ica b a.ses csp .o rg .b r


conselho regional do sesc são paulo P re s id e n te Abram Szajm an M e m b ro s E fetivos Antonio Funari Filho Cícero Bueno Brandão Jú nior E duardo Vam prá do N ascim ento E ládio Arroyo M a rtin s Fernando Soranz Ivo D a ll’Acqua Jú nior José M a ria de Faria José S an tino de L ira Filho José S erapião Jú nior Luciano F ig lio lia M anuel H enriq ue F a rias Ramos O rlando R odrigues Paulo Fernandes Lucânia V a ld ir A parecido dos Santos W a lace G arroux Sam paio M e m b ro s S u p le n tes Amadeu Castanheira Arnaldo José Pieralini Henrique Paulo M arquesin Israel Guinsburg Ja ir Toledo João H errera M artins Jorge Sarhan Salomão José Kalicki José M aria Saes Rosa M a riza Medeiros Scaranci M auro Zukerm an Rafik Hussein Saab Vagner Jorge R e p re s e n ta n te s ju n to ao C on selh o N ac io n al E fetivos Abram Szajm an Euclides Carli Raul Cocito S u p le n tes Aldo M inchillo Manoel José Vieira de Moraes U birajara Celso do Am aral Guimarães D ire to r do D e p a rta m e n to R eg io n a l Danilo Santos de M iranda


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Catálogo Bienal Naïfs do Brasil 2002  
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