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SESC P / R A C / C A B A De

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de

outubro

São Paulo • Brasil

SESC S ÃO

P A U L O

a 15 de


w o lon go de nossa a d m in is tra ç ã o à fre n te do SESC São Paulo,

tem os observado, com satisfação, o crescim en to e a m u ltip lic a ç ã o de re a ­ lizações c u ltu ra is destinadas a v a lo riza r as m anifestações artísticas ligadas às nossas trad içõe s e a valores vin ca d a m e n te brasileiros. Em bora a in s ti­ tu iç ã o se m ostre aberta e receptiva ao que vem de fo ra , desde que capaz de tra d u z ir genuína fo rça cria tiva, ela tem se p re ocu pa do em estabelecer, no que se refere às tend ên cias de g lo b a liza çã o , o c o n tra p o n to do ta le n to local. Entre os inúm eros projetos que tem os im p le m e n ta d o , voltados à c u ltura brasileira, a Bienal NaTfs do Brasil desponta com um sabor m u ito peculiar. A cada e dição ela a tra i um p úb lico m aior, m ais interessado, m ais e s tre ita ­ m ente co ne ctad o ao tra b a lh o desses artistas notáveis, que tã o bem sabem a pree nd er a o rig in a lid a d e de nossas cenas, reais ou interiorizadas. Ela re­ presenta, p o rta n to , uma das vertentes m ais ricas de um p lano de ação c u l­ tu ra l que se expande por vários terrenos. Para o SESC, a questão c u ltu ra l não pode estar ausente das políticas g lobais de p ro m o çã o do bem -estar social. C riada em 1946, por iniciativa do e m p re sariad o do co m é rcio , que a m an tém e a d m in is tra , nossa in s titu i­ ção tem , ao longo desses m ais de cin q ü e n ta anos, e nfa tizad o , através de sua presença constante na vida c u ltu ra l das com u nid ad es, o q u a n to o saber, a in fo rm a ç ã o , a c a pa cid ad e de com preensão e expressão são fu n ­ dam en ta is ao exercício da p a rtic ip a ç ã o d e m o crá tica . Nestes dias em que o te rm o c id a d a n ia to rn ou -se co nce ito c o rren te , a cu ltu ra vai, a fo rtu n a d a ­ m ente, a b a n d o n a n d o em ritm o á gil a ina de qu a da c o n o ta çã o de o rn a ­ m ento de elites bem fo rm a d a s para assumir,

talvez m ais do que nunca

entre nós, o c a rá te r de fa to r d e te rm in a n te de um a existência d ig na . Com a Bienal NaTfs o SESC rende hom en ag em à cu ltu ra de raízes p o ­ pulares. Com sua p ro g ra m a çã o c u ltu ra l, com o um to d o , ele exprim e um pressuposto p a rtilh a d o por to d o o segm ento em pre sarial sinton iza do com a m o d e rn id a d e : o desenvolvim ento e con ôm ico e social ca m in h a de par e passo com o e nriq u e c im e n to da vida cu ltu ra l.

A bram Szajm an Presidente do C onselho Regional do SESC no Estado de São Paulo


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4 Q Bienal N aifs do Brasil em erge no q u a d ro de um extenso e

m eticu lo so tra b a lh o realizado sobre esse te m a s u pe rla tivam en te fa s c i­ nante, in ic ia d o em 1986. C onsolidado sob a fo rm a de b ienal, hoje ele exibe, no â m b ito das realizações cu ltu ra is centradas na d e n o m in a d a arte ingênua e p rim itiva , e statuto e estatura em to d o o país. A m ostra deste ano registra 4 8 0 obras inscritas, cria ção de 2 4 0 a rtis ­ tas, representantes de 18 estados brasileiros. O jú ri especializado, fo r ­ m ado pelos críticos Frederico M orais, R om ildo S a nt'A na e João Spinelli, selecionou, para o evento, 153 tra b a lh o s , de 96 artistas. A c o n te c im e n to c u ltu ra l de p e rfil m ú ltip lo , a Bienal não se restringe, to da via, à exposição das obras. M u ito em bora isso já pudesse co nfig urar, isola da m e nte, um fe ito expressivo, o SESC pre feriu ir além . Assim , g ra v i­ ta n d o em to rn o desse núcleo te m á tic o , e nco ntra m -se espetáculos de dança, shows musicais, te a tro in fa n til, oficinas para crianças e adultos, exibição de docum entários em vídeo e ateliês abertos de pintura. Uma sala especial, dedicada à artista Iracem a A rd iti, co m plem enta o program a. Q

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Para o SESC de São Paulo o significado da Bienal é m uito claro. Trata-se, antes de mais nada, de uma iniciativa situada sob o signo da diversidade. A diversidade - de m anifestações, gêneros e fontes de origem - ocupa fc⧠-«>'■ lu g a r de destaque na pauta c u ltu ra l proposta pela in s titu içã o . Nesse c o n ­ 1 4 ír

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texto cabe, em p rim azia, e s tim u la r a valo riza ção d a q u ilo que é g e n u in a ­

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m ente nosso, que traz a m arca e o sotaque de nosso te rritó rio físico e

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m en tal, tã o a m p lo e nua nça do . Sob esse prism a, a m ensagem da Bienal é explícita e ca te g ó rica . Sobrevem no e n ta n to , um o u tro sentido m erece­ d o r de realce. A Bienal N aífs assina um a co nvicção que cabe dissem inar m ed ia n te in fin ita s rea firm açõ e s: a cria ção c u ltu ra l não é p re rro g a tiva de o

O poucos. Cada hom em , cada m ulher, in d e p e n d e n te m e n te de sua tra je tó ria

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pelativo sobre o m un do e as coisas. Tanto q u a n to é capaz de c o m u n ic á -lo através de gestos a d m ira v e l­

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social ou a cad êm ica, é, por in te iro , p le na m en te capaz de um o lh a r inter-

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m ente criativos.

< I % D anilo Santos de M ira n d a D ire to r do D ep a rta m e n to Regional

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do SESC no Estado de São Paulo


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cada dois anos, em P iracicaba, renasce e se apresenta m ais fo rte uma nova co n ce n tra çã o da expressividade cria tiva dos artistas populares brasileiros, os ditos naífs, ingênuos ou prim itivo s, que o SESC a rro ja d a ­ m ente coloca em p lano destacado para a a p re cia çã o do p úb lico a m a nte das artes. D escortina-se, m ais um a vez, com a q ua rta e dição da Bienal NaTfs do Brasil, a grande riqueza c u ltu ra l do povo bra sile iro , nela representada pelas fo rm a s e cores da nossa exuberância tro p ic a l e pelos hábitos e cos­ tum es o rig in á rio s da sim biose das raças responsáveis pelas nossas raízes. É um a visão p an orâm ica da arte p ra tica d a pelos seguidores de Rousseau, C ardosinho, H e ito r dos Prazeres, C hico da Silva, José A n to n io da Silva e ta ntos outros que com os gestos sim ples de suas mãos deram fo rm a s e c o ­ lorido às m anifestações do in stin to cria tivo. M as o que vem a ser a arte dos ingênuos, dos p rim itivos, dos naífs? O crítico Flávio de A q u in o a descreve com o sendo "u m gênero de m a n ife s­ tações estéticas não e ru dita s, de insp ira ção espontânea, a p ren diza do a u to d id á tic o e te m á tica s populares. E ain da um a arte de c a rá te r c o m ­ plexo, va riad o e in d ivid u a liza d a c o n fo rm e cada p in to r que a p ra tic a ". E onde se e nco ntra m os naífs do Brasil? M uita s vezes alheios ao va lo r do que fazem , mas fazendo o que lhes dita o co ra ção e o se ntim en to para exteriorizar o im pulso cria tivo, espalham -se pelos m ais diversos recantos do nosso país em um núm ero elevado e cada vez m ais crescente os cham ados artistas ingênuos. Para a gra nd e m aioria deles, a necessidade de se expressar através da arte se m ostrou m ais fo rte , m ais im periosa do que a sua situação econ ôm ica ou o fa to de pertencerem às cam adas m ais hum ildes da pop ulaçã o . Lélia C oelho Frota, a n tro p ó lo g a e especialista em cu ltu ra popular, nos diz que "o p rim itivo , p roveniente em geral de estratos populares, olha com uma visão a lta m e n te pessoal através da c u ltu ra que recebeu, mas, deslo ­ cando-se desta, d ifere ta m b é m do artista e ru d ito por não te r um co nce ito in te le ctu a l da arte e da natureza fo rm a d o por valores e litistas da c iv iliz a ­ ção o c id e n ta l". O bservação que nos leva a a cre scen ta r que, m esm o d o m in a n d o m u ito bem a té cn ica , o fa zer artístico, as pretensões intelectua is desse g ru p o de artistas são im perceptíveis ou m esm o inexistem . O que os naífs p re te n ­ dem , a grosso m odo, é n a rra r um a história , reviver um m om en to ou


e terniza r situações e fatos do co tid ia n o que lhes to ca m o se ntim en to , que

m ostra de arte brasileira te m um a g n f c g Jo esp ea o l e valioso. É um

lhes preenchem a existência.

evento que os privilegia em term os d e le co n h ec m c n to , apoio e espaço

Ou a in da , com o nos revela de m aneira m ais e n fá tica a pesquisadora já

para que possam m ostra r e difundir a sua Cfiatívidade.

cita da : "Eles não se inserem num m undo à parte, rústico ou pitoresco, ou

N ão há nada s im ila r no Brasil à esta iniciativa do SESC, que a bre as

trá g ic o e so cia lm e nte reivindicador, sobre o qual nos incline m os com o

portas aos artistas das m ais rem otas localidades, sejam eles c o n h e c i­

espectadores interessados. Apenas e xprim em , com valores próprios, e

dos ou não. Clóvis Júnior, de João Pessoa (Paraíba), disse em entrevista

um a ling ua ge m de igual im p o rtâ n c ia à nossa, um a re a lid ad e in te rn a

ao jo rn a l O N orte (8 /7 /9 8 ): "A Bienal é um a oportunidade única para

co m u m à todos, a p ro xim a n d o -a pela u tiliza çã o de outros elem entos. A

os artistas prim itivo s m ostrarem para o Brasil um pouco do seu tra b a ­

arte, para eles, faz parte do flu xo da vida. E m ais um respirar n atu ra l do

lho, em te rm o s de p in tu ra naif. O p rêm io é sem pre gratificante para o

que um a a titu d e de exceção. Praticam o que cham am os de arte sem

artista e para o tra b a lh o . Ele enriquece a o bra, além de va lo riza r e

a trib u ir-lh e um a quintessência sa cra liza d a ".

a u m e n ta r a c re d ib ilid a d e perante o p úb lico , no e n ta n to , só o fa to de

A descoberta do m un do das tin ta s e dos pincéis acab ou se tra n s fo r­

p a rtic ip a r já nos e n g ra n d e ce ".

m ando, para um a parcela sig n ifica tiva deles, em um a ó tim a o p o rtu n id a d e

Ao m esm o te m p o em que o SESC consegue m ostra r para a cidade

de ser aceitos no seu g ru p o , de se in te g ra r à sociedade. E com o conse­

esta im p o rta n te co rre n te artística, traz ta m b é m alguns artistas para um

q üê ncia, a p ossibilidade de ser reconhecidos e valorizados, in d e p e n d e n te ­

c o n ta to d ire to com o p úb lico , em fo rm a de a te liê abe rto de p in tu ra ,

m ente das suas origens, dos seus padrões cu ltu ra is e dos seus bens

oficin as e d e p o im e n to . São a con te cim e n to s integ ra do s que p ro p ic ia m o

m ateriais.

a p ren diza do daqueles que estão interessados. Estarão a tu a n d o nas

O su rg im e n to de dezenas de artistas naifs de va lo r e o interesse des­ pertado pela sua arte fez com que m uitos o utros com m e lh o r situação

atividades C arolin a Silva, Dirceu C arvalh o, Edilson A ra u jo , Josinaldo Barbosa e N ilson Pim enta.

e con ôm ica, inte le ctu a liza d o s e até com fo rm a ç ã o superior se sentissem

P aralelam ente à m ostra de artes plásticas, a Bienal terá um a rica e

atraídos e se identificassem com o estilo ing ên uo , p ro cu ra n d o soluções

diversificada p ro g ra m a ç ã o vo ltad a à c u ltu ra popular, com espetáculos

que inclu íam tra ta m e n to e a ca b a m e n to m ais re fin a d o , m ais re q u in ta d o .

de dança, shows m usicais, te a tro a d u lto e in fa n til, o ficin as para a d u l­

Essa o corrê ncia fu n d a m e n ta a nossa a firm a ç ã o do q u a n to é a b ra n g e n te e

tos e crianças, a teliê a be rto de p in tu ra , la n ç a m e n to de revista, d e p o i­

co m plexo o universo representado a tu a lm e n te por este gênero a rtístico.

m ento e e xibição de d ocu m e ntário s.

C onseguim os ide ntifica r, convivendo lado a lado, com posições estéticas

Esta quarta edição da Bienal Naifs do Brasil propicia ainda a excelente

m ais rústicas, criativas e de m a rca n te expressividade, com outras singelas,

oportunidade de um contato mais profundo com a obra da consagrada

alegres, líricas e de c ria tivid a d e d ife re n cia d a . O que leva à necessidade de

artista Iracema Arditi, fundadora do Museu do Sol e uma das mais legítimas

se a p ro fu n d a r no assunto, de a p rim o ra r o fe e lin g , para descobrir as jóias

cultuadoras do gênero naTf, homenageada com Sala Especial. Também é a

no m eio das b iju terias.

grande chance de conhecer ou rever as obras dos mais destacados repre­

A ausência de o rig in a lid a d e , a im ita çã o , a rep etiçã o, o interesse c o ­

sentantes regionais de um estilo de fazer arte que, assentado em uma

m ercial im e d ia to , por parte de m uitos artistas que não são instintivos, que

despretensciosa simplicidade, consegue encontrar soluções plásticas de cri­

não são espontâneos, podem provocar a d escaracterização desse gênero

ação instintiva que se impõem pela sua composição, força e beleza. Os

e tra n s fo rm á -lo

m ais c â n d ido s sonhos e se n tim ento s dos artistas brasileiros revividos p lá sti­

ra p id a m e n te

em

a rte c o n v e n c io n a l.

E com

o o b je tiv o d e

pen eirar e de p rivile g ia r a o rig in a lid a d e e a c ria tiv id a d e que as obras

c a m e n te nas suas obras de arte.

inscritas em cada e dição da Bienal NaTfs do Brasil passam por processo de seleção, visando re fin a r a q u a lid a d e dessa grande m ostra de artes p lá s ti­ cas e visuais. Para os artistas naifs, razão da existência da Bienal, p a rtic ip a r desta

A ntonio do Nascim ento Técn ico do SESC e C urad o r da Bienal


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FR AN C ISCO B. RAMOS F°

(Fernandópolis, SP - 1956), Bebedouro - SP • Pelas Estradas do Brasil • Acrílica s/ duratex - 70 x 80 cm

PRÊM/O DESTAqUE m


PRÊM/O

T ER C ÍL IA DOS SA N TO S

(Piratuba, SC - 1953), Florianópolis - SC • A Continuidade • Acrílica s/ tela - 60 x 80 cm

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PREM/O REVELAÇÃO


R O D R IG O ALVES BORGES

(Goiânia, GO - 1980), Goiânia - GO • Casa de Devoção • Acrílica s/ tela - 40 x 60 cm


PRÊM/O MEMÇÃO HO/s/ROSA

RUBEM JOSÉ CA RVALH O

(Rio de Janeiro, RJ - 1944), Rio de Janeiro - RJ • A Sala Rosada • Acrílica s/ tela - 33 x 41 cm

ELI BACELAR DA SILVA (Manaus, AM - 1960), Manaus - AM • Tocando Forró • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm


ELEUZA R E G IN A DE M O R A IS

(Pelchas, RS - 1947), Porto Alegre - RS •

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Acrílica s/te la - 70 cm/dlâm.


R EU TO FERNANDES (Caravelas, BA - 1962), São Mateus - ES • A Era de Aquarius • Óleo s/ tela - 80 x 60 cm

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PRÊM

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SEBASTIÃO T. SILVA (R A N C H IN H O ) (Oscar Bressane, SP - 1923), Assis - SP • Passando a Carpideira • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

T A N IA DE M A Y A PEDROSA (Mace¡ó, AL - 1933), Maceió - AL • Devoções Populares • Oleo s/ tela - 60 x 74 cm

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A R T /S T A S SELEC/OK/APOS

A D A O D O M IC IÁ N O P IN T O

(Osvaldo Cruz - ES, 1969), Cuiabá - MT • Socando o Arroz da Seca • Aquarela s/ papel - 31 x 44 cm


A G N ES R O D R IG U ES

(Campo Grande - MS, 1944), Campo Grande - MS • Meu Pai Boiadeiro • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

A D Ã O D O M IC IA N O P IN T O

(Osvaldo Cruz - ES, 1969), Cuiabá - MT • Briga de Galo • Aquarela s/ papel - 31 x 44 cm

AG N ES R O D R IG U ES

(Campo Grande - MS, 1944), Campo Grande - MS • Ave Pantanal, Salve, Salve! • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm


A L T Á M IR A P. BORGES

(Jacaraci - BA, 1932), Penápolis - SP • Festa de Sâo João • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

A L T A M IR A P. BORGES (Jacaraci - BA, 1932), Penápolis - SP • Casamento na Capela • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

A M É R IC O M O D A N E Z

(Cerquilho - SP, 1931), Cerquilho - SP • Promessa Para Chover • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

A N A M A R IA M A U A D BASTOS

(Curitiba - PR, 1948), Curitiba - PR • Festa no Litoral • Acrílica s/ tela - 43 x 45 cm


A N A M A R IA M A U A D BASTOS

(Cu ritiba - PR, 1948), Curitiba - PR • Chácara Gralha Azul • Acrílica s/ tela - 44 x 48 cm


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ANÉSIO CARDOSO (Piracicaba - SR 1940), Piracicaba - SP • Colheita de Milho • Acrílica s/ duratex - 40 x 60 cm

A N T O N IO SCARELLI (S. Joaquim da Barra - SR 1931), Sales de Oliveira - SP • Os Dois Lados da Vida • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm


A N T O N IO M E N D E S DA SILVA

(Taubaté - SF) 1947), Taubaté - SP • Grupos Folclóricos da Prof°. Nair • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

A N T O N IO D IO N IS IO DA C R U Z

(Pitangui - MG, 1937), Belo Horizonte - MG * Praga Noel Rosa • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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A N T O N IO SCARELLI

(S. Joaquim da Barra - SP, 1931), Sales de Oliveira - SP • Pedido das Arvores • Oleo s/ tela - 50 x 70 cm

A N É S IO C A R D O S O

(Piracicaba - SP, 1940) Piracicaba - SP • Castigo • Acrílica s/ duratex - 40 x 60 cm

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A N T O N IO NERY A Z E V E D O (Poxoréo - MT, 1945), Cuiabá - MT •

A N T O N IO NERY A Z E V E D O

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dosM tr• Acrílica s/ tela -40 x 70 cm s e

(Poxoréo - MT, 1945), Cuiabá - MT • O Descaso • Acrílica s/ tela - 40 x 70 cm

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CARLOS ALBERTO O L IV E IR A (Novo Hamburgo - RS, 1951), Novo Hamburgo - RS • Brinque na Cidade •Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

CARLOS ALBERTO O L IV E IR A (Novo Hamburgo - RS, 1951), Novo Hamburgo - RS • O Juiz em Campo • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm


CARM ELA PEREIRA

(Piracicaba - SR 1936), Piracicaba - SP • Nâo Vou Mesmo • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

C EC ILIO VERA DOS SA N TO S (Amambaí - MS, 1958), Campo Grande - MS • Invasão • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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CELESTE BRAVO DA SILVA (Três Rios - RJ, 1925), Rio de Janeiro - RJ O Taco de Ouro • Óleo s/ tela - 38 x 46 cm

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C A R O LIN A M IG O T O DA SILVA (Tremembé - SP, 1933), Taubaté - SP • Aparição de N. Senhora e Jesús • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm

C IR O DE O L IV E IR A E SILVA (Piracicaba

SP, 1948), Piracicaba - SP • Quermesse do Divino • Acrílica s/ duratex - 38 x 52 cm -

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C A R O LIN A M IG O T O D A SILVA (Tremembé - SF) 1933), Taubaté - SP Cavalaria de S. Benedito • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm


CÉZÁR CAM POS JR. (Florianópolis - SC, 1966), Florianópolis - SC Os Caminhos Para a Arca • Acrílica s/ tela - 80 x 70 cm

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C H R IS T IN A M . PO N TE LI •

(São Paulo - SR 1959), Peruíbe - SP Fazenda• Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

C H R IS T IN A M . P O N TE LI *

(São Paulo - SR 1959), Peruíbe - SP • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

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CLÓVIS DIAS J Ú N IO R (Guarabira - PB, 1965), João Pessoa - PB Bumba Meu Boi • Acrílica s/ tela - 80 x 50 cm

CLÓVIS DIAS J Ú N IO R (Guarabira - PB, 1965), João Pessoa - PB Terceiro Milênio • Acrílica s/ tela - 80 x 50 cm


D A N IE L F IR M IN O DA SILVA (S. José do R. Preto - SP, 1951), S. José do R. Preto - SP • Saudação à N. S. Aparecida • Óleo s/ tela - Tríptico - 140 x 46 cm

CONCEIÇÃO SILVA (Campo Belo - MG, 1938), São Paulo - SP Roda de Capoeira • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm


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UM O U T /tO -DO C/9Ç S)DO R .

D A VID A U G U S T O SOBRAL

C O N C E IÇ Ã O SILVA

(Beira Alta - Portugal, 1930), São Paulo - SP Um Dia da Caça, Outro do Caçador • Óleo s/ tela - 30 x 40 cm

(Campo Belo - MG, 1938), São Paulo - SP Rosas do Campo • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

DARCY F. DA C R U Z (Avaí - SP, 1931), Mogi das Cruzes - SP • O Vendedor de Cocada • Óleo s/ tela - 70 x 50 cm


D IRCEU CARVALH O (Dois Córregos - SR 1942), São Paulo - SP • Santa Luzia * Acrílica s/ tela - 50 x 40 cm

ELI BACELAR DA SILVA (Manaus, AM - 1960), Manaus - AM • Forró* Acrílica s/ tela - 70 x 50 cm

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EZE Q U IA S R. M A R IN H O (Mal. Deodoro - AL, 1947), Rio de Janeiro - RJ • Alegoria • Acrílica s/ tela - 60 x 50 cm

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ED ILS O N S. ARAUJO (Jardim do Seridó - RN, 1950), São Paulo - SP Pureza Interiorana • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

ED ILSO N S. ARAUJO (Jardim do Seridó - RN, 1950), São Paulo - SP Harmonia com a Natureza • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

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EDSON PEREIRA L IM A (Boa Nova - BA, 1936), São Paulo - SP Folia de Cavalheiros • Oleo s/ tela - 50 x 70 cm


ELEUZA R E G IN A DE M O R A IS

(Pelotas, RS - 1947), Porto Alegre - RS •

• Acrílica s/te la - 70 cm/diâm


EU N IC E BRAZ (Sumé - PB, 1931), Campina Grande - PB Lenda da Cobra do Leite • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

DIRCEU CARVALHO (Dois Córregos - SF? 1942), São Paulo - SP • Casamento na Roça • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm


F E R N A N D O V. DA SILVA •

E.

de

Samba

(Rio de Janeiro - RJ, 1939), Niterói - RJ Unidos do A no A 0 crílica s/ tela - 82 x 74 cm 2

F E R N A N D O V . DA SILVA •

Figuras

do

Bum ba

(Rio de Janeiro - RJ, 1939), Niterói - RJ M eu Boi 9A crílica s/ tela - 82 x 74 cm

E ZE Q U IA S R. M A R IN H O

(Mal. Deodoro - AL, 1947), Rio de Janeiro - RJ • X/ca da Silva • Acrílica s/ tela - 60 x 40 cm

FLÁVIA M A R IA O L IV E IR A (Assis

SR 1956), Embu • A Nega e a Seca • Acrílica s/ tela - 70 x 100 cm

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SP


FLÁVIA M A R IA O LIV E IR A (Assis - SR 1956), Embu - SP • A Nega e a Enchente • Acrílica s/ tela - 80 x 60 cm


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G E T U L IO C A R D O Z O SILVA (Mococa - SP, 1952), Mococa - SP * Cantando Enquanto Chove * Guache s/ papel - 50 x 70 cm

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HELENA S. COELHO (Rio de Janeiro - RJ, 1949), Rio de Janeiro - RJ • O Pão Nosso de Todos os Dias • Óleo s/ tela - 57 x 94 cm


IAPERI SOARES ARAUJO (São Vicente - RN, 1946), Natal - RN • Ex-voto de Padre Cícero • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm


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H E N R Y V IT O R SA N TO S •

Espaço

(Guaxupé - MG, 1939), São Paulo - SP tic é o P • Óleo s/ tela - 46 x 55 cm

H E N R Y V IT O R SA N TO S •

Canto

(Guaxupé - MG, 1939), São Paulo - SP de•M s Óleo s/ tela - 40 x 50 cm a in


IT H A M A R R. O L IV E IR A

(Goiânia - GO, 1961), Catalão - GO • Injustiça Social • Óleo s/te la - 60 x 70 cm


IÁPERI SOARES A RAUJO

(São Vicente - RN, 1946), Natal - RN • Ex-voto do Senhor do Bonfim • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

IS AC SA RAIVA

(Aquidauana - MS, 1945), Campo Grande - MS • Carnaval Aquidauanense V • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

IN A C IO D. R O D R IG U ES (D O V A L )

(Sta. V. do Palmar - RS, 1957), São José - SC • Pescadores • Acrílica s/ duratex - 33 x 51 cm

ISAC SARAIVA

(Aquidauana - MS, 1945), Campo Grande - MS • Carnaval Aquidauanense VI • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

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IT H A M A R R. O L IV E IR A

(Goiânia - GO, 1961), Catalão - GO • A Fome • Óleo s/ tela - 60 x 70 cm

IW A O N A K A JIM A

(Gumbia - Japão, 1934), Embu - SP • Corpus Christi • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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JA C IN T O C O R R EIA (T IT O LOBO)

(João Pessoa - PB, 1960), João Pessoa - PB

• Boi Mamão • Acrílica s/ papel - 48 x 67 cm

J A C IN T O C O R R EIA (T IT O LOBO)

(João Pessoa - PB, 1960), João Pessoa - PB • Boi do Maranhão • Acrílica s/ papel - 48 x 67 cm


IV A N S. M O R A E S (Rio de Janeiro - RJ, 1936), Rio de Janeiro - RJ • Festa dos Orixás • Oleo s/ tela - 45 x 65 cm

IV A N S. M O R AES (Rio de Janeiro - RJ, 1936), Rio de Janeiro - RJ • Festa do Bonfim • Oleo s/ tela - 45 x 65 cm


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JEFFERSON S. FU N A R O •

(Rolândia - PR, 1965), Cuiabá - MT Bonecos de Pano

JACOB K. RISSIN • São

Jorge

(Recife - PE, 1929), São Paulo - SP eo Drogào *Oleo s/ duratex - 60 x60 cm

JEFFERSON S. F U N A R O I • Acrílica s/ tela - 40 x 40 cm

(Rolândla - PR, 1965), Cuiaba - MT • • Acrílica s/ tela - 40 x 40 cm


JOSÉ D Á M A S C E N O T . C A M IL O

(Belo Horizonte - MG, 1947), Contagem - MG • Cartolas, Cartolagens e Mistérios • Acrílica e colagens s/ tela - 70 x 50 cm

JOSÉ L U IZ SOARES (Belo Horizonte - MG, 1935), Belo Horizonte - MG • O Sonho de Um Primitivista • Oleo s/ tela - 50 x 60 cm

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JOSÉ L U IZ SOARES

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(Belo Horizonte - MG, 1935), Belo Horizonte - MG • A Favela e o Samba *Óleo s/ tela - 30 x 60 cm


JOSÉ R IBEIRO SA N TO S ( Z IZ I)

(Mariana - MG, 1923), Mariana - MG • O Apocalipse Ronda a Terra • Óleo s/ tela - 50 x 60 cm

JOSÉ RIBEIRO SA N TO S ( Z IZ I)

(Mariana - MG, 1923), Mariana - MG • Paz nos Campos • Óleo s/ tela - 50 x 60 cm


JOSÉ D IN IZ G R ILO M ELO

(Natal - RN, 1956), Natal - RN • A Seca • Acrílica s/ tela - 55 x 48 cm

JOSÉ V IE IR A M A D A L E N A (Itapetminga - SP, 1944), Santana do Parnaíba - SP • Carnaval-Carro Alegórico • Oleo s/ tela - 60 x 50 cm


JOSE SCARELLI

(S Joaquim da Barra - SP, 1933), Sales de Oliveira - SP • O Porto • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

JOSE SCARELLI

(S Joaquim da Barra - SP, 1933), Sales de Oliveira - SP • A Fera • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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JO S IN A LD O F. BARBOSA (Remanso - BA, 1951), Presidente Epitácio - SP • Lancha Ancorando • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm

JO S IN A L D O F. BARBOSA

(Remanso - BA, 1951), Presidente Epitácio - SP • Ciclo da Madeira no R. Paraná • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm


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LÉA DRÀY DE FREITAS

(Rio de Janeiro - RJ, 1934), Rio de Janeiro - RJ • Retrato de Família • Acrílica s/ tela - 38 x 46 cm


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UM FEUZ

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LEDA SARA X . C A ST A N H E IR A

(Curitiba - PR, 1976), Curitiba - PR • Ano Novo na Praia • Acrílica s/te la - 54 x 65 cm


L U C IA B U C C IN I •

(Belo Horizonte - MG, 1944), São Paulo - SP ila V • Óleo s/ tela - 60 x 60 cm

Festa na

LU C IA B U C C IN I •

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(Belo Horizonte - MG, 1944), São Paulo - SP D o m in g o • Óleo s/ tela - 60 x 70 cm

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L U IZ C ASSEM IRO O L IV E IR A •

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(Conchas •P ó Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm tx a

L U IZ C ASSEM IRO O L IV E IR A • O

(Conchas Divino• Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm

SR 1942), Osasco

SP

SR 1942), Osasco

SP


L U IZ N A TA L DE S O U Z A

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(Linhares - ES, 1953), Linhares - ES • Boa Noite, Bom Dia Regência • Técnica Mista - 40 x 60 cm

M ARCOS A S A N O (Piracicaba - SR 1979), Piracicaba - SP • À Tarde • Guache s/ tela - 40 x 50 cm


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M A R IA A. P. B R AN D Ã O

(Jaú - SR 1967), Jaú - SP • Minas Gerais • Acrílica s/ tela - 30 x 50 cm

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M A R IA A. P. B R ANDÃO

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(Jaú - SR 1967), Jaú - SP • Mato Grosso • Acrílica s/ tela - 30 x 50 cm


L U IZ NATAL DE S O U Z A

(Linhares - ES, 1953), Linhares - ES • Festa das Carebas • Técnica Mista - 60 x 70 cm

M A R IA C A LDEIRA B O C H IN I (Monte Azul Pta. - SR 1921), Catanduva - SP • Colheita de Café • Óleo s/ tela - 50 x 60 cm


M A R IA H ELEN A SALVATORI (Porto Alegre - RS, 1939), Poá - RS • N. Sra. de Fátima • Óleo s/ tela - 40 x 30 cm

M A R IA H ELEN A SALVATORI (Porto Alegre - RS, 1939), Poá - RS • O Milagre • Óleo s/ tela - 40 x 30 cm

M A R IA DI GESU (Morano Calabro - Italia, 1928), Porto Alegre - RS • Ensaio da Orquestra • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm


M IR IA N D. L. A N T O N IE T T O

(Curitiba - PR, 1941), Curitiba - PR • Casamento no Campo • Acrílica s/ duratex - 50 x 70 cm

M AR LY F. DA SILVA (Catalão - GO, 1943), Catalão - GO • Fiandeiras • Óleo s/ tela - 60 x 80 cm

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M A R LY F. DA SILVA •

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(Catalão - GO, 1943), Catalão - GO M IR IA N D. L. A N T O N IE T T O (Curitiba - PR, 1941), Curitiba - PR Casa da L u z Vermelha •Óleo s/ tela - 60 x 80 cm •• Acrílica s/ duratex - 50 x 70 cm


M A R IA N A ZA R É M ELO (Cedro - SE, 1942), Porto Alegre - RS • Trabalhadores Oprimidos • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm


M IR Y A M T . SA N SO N (D IN D A ) (Guarantã - SR 1930), Bauru - SP • O Salão Espelhado • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

M IR Y A M T. SA N SO N (D IN D A ) (Guarantã - SR 1930), Bauru - SP • Sonhando Com Cajús • Óleo s/ tela - 40 x 50 cm

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N E U Z A M A R IA S. DE CASTRO (Salvador - BA, 1946), São Paulo - SP • Parquinho • Acrílica s/ tela - 30 x 40 cm


N A IR S O U Z A CUBAS (Papanduva - SC, 1934), Curitiba -PR • Capelinha • Acrílica e retalhos s/ tela - 76 x 73 cm

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N E U Z A M A R IA S. DE CASTRO

(Salvador - BA, 1946), São Paulo - SP • Parque do Cambuci • Acrílica s/ tela - 30 x 70 cm

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N IL S O N P IM E N T A DA C O STA

(Caravelas - BA, 1957), Cuiabá - MT • Fazendo Pamonha • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm


PAULA M . X . C A S T A N H E IR A

(Angola - 1945), Curitiba - PR • O Casarão • Acrílica s/ tela - 60 x 70 cm

NILSON PIM E N TA DA COSTA (Caravelas - BA, 1957), Cuiabá - MT • Carro de Boi • Acrílica s/ tela - 40 x 48 cm


O L ÍM P IO S. BEZERRA (Araçatuba - SR 1951), Cuiabá - MT • Carro de Boi • Óleo s/ tela - 50 x 60 cm

O L ÍM P IO S. BEZERRA (Araçatuba - SR 1951), Cuiabá - MT • Festa em Poxoréu • Óleo s/ tela - 50 x 60 cm


PAULO G ILV A N D. BEZERRIL (Recife - PE, 1930), Rio de Janeiro - RJ • A Ciranda no Cangaço • Esmalte e acrilex s/ duratex - 50 x 60 cm

O R L A N D O F U ZIN E L L I (Jurupema - SP, 1948), S. José do R. Preto - SP • O Paraíso de Adâo e Eva • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm


P A U L IN A PIN S K Y

(Ulm - Alemanha, 1948), São Paulo - SP • O País do Carnaval


■wüir*'1 PAULO T Ú L IO BARBOSA JR. (Maceió - AL, 1979), Maceió - AL • O Morcego • Óleo s/ tela - 60 x 50 cm

R A IM U N D O N O N A T O S O U Z A

(Salvador - BA, 1943), S alvador- BA • Homenagem à N. S. da Boa Morte • Acrílica s/ tela - 40 x 50 cm

R A M Ã O LOPES O L IV E IR A

(Ponta Porã - MS, 1939), Campo Grande - MS • Bar Rancho Alegre I • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

R A M A O LOPES O L IV E IR A

(Ponta Porã MS, 1939), Campo Grande - MS • Bar Rancho Alegre II • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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R O D E L N É G IO G. N E T T O

(Alegre - ES, 1915) , Belo Horizonte - MG • Forró • Óleo s/ tela - 60 x 50 cm


R O D R IG O ALVES BORGES (Goiânia, GO - 1980), Goiânia - GO • Devoção • Acrílica s/ tela - 40 x 60 cm

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R O D E L N E G IO G. N E T T O (Alegre - ES, 1915), Belo Horizonte - MG • Procissão • Óleo s/ tela - 60 x 50 cm


R O M IL D A T. D. C A R T A X O

(Nepomuceno - MG, 1932), Curitiba - PR • A Primavera Chegou • Acrílica s/ tela - 54 x 51 cm

REUTO FERNANDES (Caravelas, BA - 1962), São Mateus - ES • Dora e Dina no Céu • Óleo s/ tela - 30 x 40 cm

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ROSA Z U F F I

(Garanhuns - PE, 1938), Bebedouro - SP • A Estação • Óleo s/ tela - 40 x 60 cm

ROSA Z U F F I m

(Garanhuns - PE, 1938), Bebedouro - SP • Casamento na Roça • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm


S A N D R O DE C A RVALH O

(Goiânia - GO, 1970), Goiânia - GO • Brincando Com os Anjos • Oleo s/ tela - 70 x 50 cm

RUBEM JOSÉ C A RVALH O

(Rio de Janeiro, RJ - 1944), Rio de Janeiro - RJ • Raphael, o Anjo Voador • Acrílica s/ tela - 33 x 41 cm

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SE BASTI A O T . SILVA (R A N C H IN H O )

(Oscar Bressane, SP • À Caminho da Roça • Acrílica s/ tela - 50 x 70 cm

1923), Assis

SP


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SEBASTIÃO SILVA N A S C IM E N T O (Cuiabá - MT, 1969), Cuiabá - MT • Mulheres e Rosa • Acrílica s/ tela - 50 x 60 cm

SEBASTIÃO SILVA N A S C IM E N T O (Cuiabá - MT, 1969), Cuiabá - MT • Socando Piláo • Acrílica s/ tela - 50 x 60 cm

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SERGIO A PA R EC ID O FERREIRA (Catalão - GO, 1969), Catalão - GO Visita da Folia de Reis • Oleo s/ tela - 50 x 60 cm

S ID N E Y F E R N A N D O N O FA L (Ponta Porã - MS, 1954), Ponta Porã - MS • A Curandeiro • Oleo s/ tela - 46 x 61 cm


STELA M A R IA M . M O T T A

(Maceió - AL, 1943), Maceió - AL • Briga de Galo e Casal • Oleo s/ tela - 70 x 50 cm

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STELA M A R IA M . M O T T A

(Maceió - AL, 1943), Maceió - AL • Deus Criou o Mundo • Oleo s/ tela - 70 x 50 cm

SUENE O . SA N TO S

(Ribeirão do Pinhal - PR, 1956), Curitiba - PR • Bóia Cross no R. Nhundiaquara • Oleo s/ tela - 50 x 70 cm


S ID N E Y F E R N A N D O N O FA L (Ponta Porã - MS, 1954), Ponta Porã - MS • Dança do Chupín • Oleo s/ tela - 46 x 61cm

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SUENE O. SANTO S (Ribeirão do Pinhal - PR, 1956), Curitiba - PR • Rodeio S. Luiz do Puruná • Óleo s/ tela - 50 x 70 cm

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T A N IA DE M A Y A PEDROSA (Maceió, AL - 1933), Maceió - AL • Crenças Populares • Oleo s/ tela - 60 x 80 cm

TE R C IL IA DOS SANTO S (Piratuba, SC - 1953) Florianópolis - SC • D/a de Matrícula • Acrílica s/ tela - 50 x 80 cm

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VALQUES R. COSTA (Cuiabá - MT, 1982), Cuiabá - MT • Festa do Divino • Acrílica s/ tela - 36 x 46 cm

IftiSi!

W ALDECI DE DEUS S O U Z A (Boa Nova - BA, 1952), Carapicuiba - SP • Presenteando a Noiva • Acrílica s/ tela - 50 x 50 cm

VALQUES R. CO STA (Cuiabá - MT, 1982), Cuiabá - MT • Festa de S. A ntonio • Acrílica s/ tela - 36 x 46 cm


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VA N IC E AYRES DELG A D O (Belo Horizonte - MG, 1947), Belo Horizonte - MG • Ho/e Tem Jogo da Seleção • Nanquim s/ papel - 41 x


SALA ESPEC/AL

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racem a A rd iti,

p au lista na , cresceu na cidade do Rio de Janeiro,

m ud an do -se para São Paulo em 1951. A u to d id a ta , com eça a p in ta r em 1952 e realiza a sua prim eira exposição in d ivid u a l em Paris, na G aleria H erbinet, em 1965. Desde e ntã o, Iracem a expõe re g u la rm e n te em d ive r­ sos C entros C ultu ra is do exterior e por to d o o Brasil. Em 1967 fo i eleita M e m b ro S ocietario e Júri do Salão do O u to n o , em Paris. C oleciona obras dos m ais im p orta ntes p intores naífs, sobretudo brasileiros, e em 1972, em São Paulo, fu n d a o M useu do Sol, o p rim e iro da A m érica do Sul d ed ica do a esse género de p in tu ra . Em 1978, doa to d o o a cervo do M useu do Sol para a cidade de Penápolis, noroeste de São Paulo, onde ele se encontra até hoje com o nom e o rig in a l. A França, em 1985, lhe o u to rg a a Cruz de C hevalier des Arts et des Lettres. Em 1996, Iracem a expôs em Lyon - França, no Liceu Edouard H errio t, por ocasião da visita do Presidente Fernando H enrique C ardoso, e poste ri­ o rm e n te na G aleria do Banco C entral - São Paulo. Realizou in d ivid u a l na C hoice G aleria de A rte - São Paulo, em 1997. Em 1998, p a rticip o u de duas coletivas: Futebol na A rte, na G aleria A n dré - São Paulo, e C inco Expressões da A rte Brasileira, na G aleria do Banco C entral - São Paulo. Iracem a A rd iti tem um im p o rta n te cu rric u lu m artístico, registro de suas exposições e co nferências em to d o o Brasil e no exterior. M uita s distinções, entre prêm ios e m edalhas, m arcam sua vida d edicada a um a obra ímpar. Em re co nh ecim en to à sua obra e ao seu ta le n to , o SESC lhe presta esta justa h om enagem na q ua rta edição da Bienal "NaTfs do B rasil".


Iracem a por Jorge A m ado

"Também é poesia a pin­ tura de Iracema, onde por vezes

flores,

borboletas,

aves e crianças se fundem feéricamente numa trans­ fusão de planos e cores como não se houvessem lim ites

para

a invenção,

para o sonho da artista. Sonho de flores e folha­ gens,

que

é ao

mesmo

tempo realidade concreta, pois Brasil". Iracem a por Iracem a

"N ão pretendo ser o Debret da natureza, o retratista de algo que desaparecerá. Não quero

que

apontem

minha

obra como 'coisa do passado'. Por isso continuo incansável em minha teimosa advertên­ cia,

nesta

súplica

de

não

destruição. Vigiemos atentos a preservação

de

nossas flo ­

restas, árvores, gramados, flo ­ res, animais. O que aconte­ cerá com a sombra amiga? Onde

farem os

uma

pausa

para pensar, ler ou simplesmente ficar ao fresco?"

Iracema

pinta

o


Ateliê Aberto de Pintura Dias 14, 15, 21 e 22 de outubro, das 14 às 17h

1967,

d e s c o b e rto

C a lh a d o

por

Edgar

e o rie n ta d o

R econhecidos e cria tivo s artista s naTfs co n te m p o râ n e o s por Cássio M 'B oy. C a ro lin a M ig o to da Silva, D irce u C a rva lh o , Edilson da Silva Em 1968 p a rtic i­ A ra u jo e Josinaldo Ferreira Barbosa - estarão p a rtic ip a n d o do pa da p rim e ira a te liê a b e rto de p in tu ra , p ro p o rc io n a n d o um c o n ta to d ire to exposição, no en tre o p ú b lic o e o a rtista d u ra n te a c ria ç ã o de um a obra de X V II arte.

S a lã o

P a u lista A rte

CAROLINA M. DA SILVA N a scida em 1934, em T rem em bé - SP, cid a d e p róxim a a Taubaté, C a ro lin a é a u to d id a ta . D edicou-se p rim e ira m e n te à

de

M o d e rn a

"

de

São

P aulo.

Do

seu

e xte n so

c u rric u lu m

dive rsa s

c o n s ta m

e scultu ra em a rg ila , passando p o s te rio rm e n te para um tra b a ­

no

lho m ais a p u ra d o com obras sacras em m a d e ira . Este novo

, Itá lia ,

e xte rio r

Estados

P ortugal

e um

h o rizo n te e n riq u e ce u as suas aspirações, fa ze n d o com que

g ra n d e n ú m e ro de p a rticip a çõ e s

passasse a se in teressa r ta m b é m pela p in tu ra , e n c o n tra n d o -s e

em im p o rta n te s cidades do Brasil.

n o v a m e n te

co m

os

m o tiv o s

re lig io s o s ,

R ecebeu

vá rio s

Teve obras repro d u zid a s em cartões

stiprêm ios, possui obras em acervos de m useus e ^ de ^ outras in ......

de

N a ta l

da

tu içõ e s c u ltu ra is, teve obras re p ro d u zid a s em cartões de N a ta l

c o m e m o ra tiv o dos 4 0 anos do MASP. E a co m p o siçã o da

e é um a das artista s fo ca liza d a s no livro "O s 14 do Vale -

fa n ta s ia

Pintores Prim itivos do Vale do Paraí b a ".

D irceu

com

U n icef.

Em

1998,

a re a lid a d e

C a rva lh o

em

é c ita d o

no

c a tá lo g o

que conve rte as p in tu ra s de

um a

a u tê n tic a

expressão da

arte

b ra sileira.

DIRCEU CARVALHO

f

EDILSON S. ARAUJO D irce u

C a rva lh o

nasceu

em Dois C órregos - SP, em 1942, e fo i cria d o em B auru. C om eçou

a

p in ta r

em

N a tu ra l de O u ro B ranco - RN,

1950, Edilson A ra u jo

em São Paulo desde 1970. A u to d id a ta , pela p rim e ira vez m o stro u

suas obras

no I Salão

N a c io n a l de A rtes


ATELIÊ LIVRE PARA CRIANÇAS P lásticas Santos D u m o n t, em 1980. A p a rtir daí, fo i c o n ­

Orientação: Nilson Pimenta da Costa

q u is ta n d o seu espaço no m eio a rtístico , p a rtic ip a n d o de

Dias 4, 5 e 6 de novembro

dezenas de exposições in d ivid u a is e coletivas. Já fo i p re m ia d o com

m edalhas, m enções honrosas e

Das 13 às 17h

aquisições. Possui obras em acervos de im p o rta n te s in s titu ­ ições c u ltu ra is , c o m o o M useu Edson C a rn e iro - RJ e o

N ilson P im enta é b a ia n o de C aravelas, onde nasceu em

em

1957. Reside em C u iab á desde 1978, época em que desp er­

coleções p a rticu la re s. E c ita d o em várias p u b lica çõ e s espe­

to u para a p in tu ra , e a p a rtir de 1 98 2 passa a a tu a r co m o

cia liza d a s sobre artes plásticas. Suas obras já ilu stra ra m

o rie n ta d o r do A te liê Livre do M useu de A rte e de C u ltu ra

cartões n a ta lin o s e capas de c a tá lo g o s de em presas.

P opular da UFMT. Tem intensa p a rtic ip a ç ã o no ce n á rio a rtís­

E scritório C e ntral da U n ic e f - N ew York e ta m b é m

tic o b ra sile iro , fig u ra n d o no seu c u rric u lu m seleções e prem iações em im p o rta n te s Salões de A rtes Plásticas. N ilson

JOSINALDO F. BARBOSA

re tra ta em suas obras ersonagens do ca m p o e Josinaldo nasceu em 1951, em Rem anso - BA e reside a tu a lm e n te em Presidente E p itácio - SP. C om o a u to d id a ta , in ic io u a sua c a rre ira a rtística no ano de 1972, expo ndo na G a le ria dó C o n su la d o A m e ric a n o e na G a le ria KLM - São Paulo. C onstam do seu sólido c u rric u lu m p rem iaçõ es em m ostras o fic ia is

e p a rticip a çõ e s

im p o rta n te s

em

m u ita s

cid ades do Brasil e de vários países, co m o Estados U nidos, Itá lia ,

França,

P ortugal

e V enezuela.

Possui

obras

em

coleções p a rtic u la re s e em acervos o fic ia is e é c ita d o em livros especializad os de artes plásticas. R ealizou vários tr a ­ balhos para cartõ es e ca le n d á rio s, com os p rin cip a is e le ­ m entos que c a ra cte riza m as suas obras: o rio, as e m b a r­ cações e a p o p u la ç ã o rib e irin h a .

da paisage m agreste de M a to G rosso e cenas típicas

do

P anta nal.

E um

expoentes da rica a rte m a to -

dos

p rin cip a is


/s/A/FS 0 0 BRAS/L

P P

ero Vaz de C a m in h a , em sua C arta, em certa passagem registra

que "nesse dia e n q u a n to (os índios) ali a nd ava m , d a n ça ra m e b a ila ra m sem pre com os nossos, ao som de um ta m b o ril nosso, co m o se fossem m ais am igos nossos do que nós seus. Se lhes a gente acenava, se q u e ri­ am vir às naus, a p ro n ta ra m -se logo para isso, de m odo tal que, se os c o n ­ vidássem os a todos, todos vie ra m ". Nasce a L iteratu ra Brasileira naquele Porto Seguro da Ilha de Vera Cruz, num a sexta-feira, p rim e iro dia de m aio de 1500. E é nessa prim eira lite ra tu ra que se co nta , e ntre outros atos de c o m u n h ã o e ritos de in icia çã o , com o nascem os nossos bailados e a nossa m úsica. A C arta não fa la de pinturas, em bora reporte a exuberância de cores quentes das flo re s e m atas tin g in d o a te rra , e o c ro m a tism o vivo da

Nasce a A rte Brasileira num rito de co m u n h ã o . Portugueses d este rra ­ dos e triston ho s enco ntra m -se com índios que, já no p rim e iro dia, viram pagens, a seguir escravos. E logo se e nco ntra m com negros africanos escravizados. Três culturas estáveis se ju n ta m pela m arca do desterro, pela necessidade da sobrevivência. Tudo se entrecruza num a espécie de "a m a c ia m e n to " - com o diria G ilbe rto Freyre - e se interpe ne tra c u ltu ra lm e n te , h a rm ô n ica ,

para fu n d a r o fe n ô m e n o

de uma

arte

n acion al m estiça. A A rte Brasileira, filh a de ninguéns - com o descrevera Darcy R ibeiro -, parente de m estiços pretizados, esbranquiçados e a in d ia ­ dos (pardos, e n fim ), nasce fo rte , resoluta, e ng endrada no p ro fu n d o in s tin ­ to de sobrevivência, p erm a nê ncia do ser e necessidade da expressão. E alice rça da

no filh o

bastardo

de a lg u m

esse co n g ra ç a m e n to

de sonhos ancestrais

que se a ju n ta m

num a

m esm a te rra , essa a fe tivid a d e e p assionalidade, a pre caried ad e de quem inventa seus próprios m eios para subsistir com o gente e com o artista , tu d o isto se pode a p re c ia r na fo rtu n a estética, estética que c o n ­ grega a BIENAL DE ARTE IN G Ê N U A E PR IM ITIVA - NAÍFS DO BRASIL, p rom ovida pelo SESC de P iracicaba. N ela estão representados dezoito estados brasileiros, dezoito brasis d e n tro do Brasil, dezoito tem pos d iferentes d e n tro de uma m esm a nação, pelos pincéis a u to d id a ta s de noventa e seis artistas. Nessa exposição, a lim e n ta d a por uma espécie de "e sté tica da fo m e ", com o d iria G la u b e r Rocha, parece que voltam os à zona rural, aos cam pos e roçados de onde todos os brasileiros um dia

plu m a g em dos pássaros riscando os céus.

pela coexistência

m en tal, essa singeleza, sutileza e re fin a m e n to e le m e n ta r de expressões,

e uropeu,

e no e n co n tro

de

m estiços, a fe rm e n ta r a m istura de inform a çõe s sangüíneas e etnias c u l­ turais. Possui a robustez de m orenos e m am elucos destem idos e a rroja do s, e o enlevo de m orenas e caboclas sensuais e m eigas, de m oradas d is­ tantes, reais ou sonhadas, renovadas pela co n sa n g ü in id a d e de uma nova raça. Essas cores prim ária s, esses traços rud im e nta res, esse viço fu n d a ­

viem os; parece que nos e n co ntra m o s o utra vez com os sím bolos a nces­ trais que se dim e n taram nosso país, fo rja ra m nossa id e n tid a d e , fazendo o Brasil, Brasil.


Esta BIENAL DE ARTE IN G Ê N U A E PR IM ITIVA é estupenda o p o rtu ­

não cozido, com o a d ife re n cia ra o a n tro p ó lo g o Levy-Strauss. A gente que

nidade de o lh arm os o espelho de nossas raízes, de repensarm os o que

vive num m undo tã o a u to m a tiz a d o , tã o fra g m e n ta d o e d istan te das essên­

somos, ou em que nos tra n sfo rm a m o s, nesse m undo o rie n ta d o pela

cias, tã o fe rtiliz a d o pelos cânones artísticos do Prim eiro M un do , tã o e s tra t­

m arca m odernosa da g lo b a liza çã o . R etratando lendas sedim entadas

ific a d o em classes e rituais da pressa m e tro p o lita n a , tã o subm isso às c o n ­

pelo te m p o , e p ro je ta n d o m itos de uma m un dividê ncia longínqua - o

veniências do c a p ita lism o , tã o d e co rre n te das regras da p ós-m o de rnida d e,

designado "in co n scie n te c o le tiv o " — é nessa faixa quase invisível que

em que o que parece vale m ais do que o que é, e nfim , esta Bienal nos

se increm e nta m as fontes p ictóricas dos artistas populares, os naifs do

colocará de fre n te com os signos e sím bolos de nosso idê ntico . Esses a rtis ­

Brasil. A q u i quem fa la é a voz do povo, que deve m esm o ser a voz de

tas populares, ingênuos e prim itivos são alicerces da c u ltu ra . É através

Deus: só ele escreve certo com linhas tortas.

desses naTfs que m uitas vezes a ch am ad a A rte O fic ia l vai-se a lim e n ta r; é

Esta Bienal p rom ovida pelo SESC é um sinal de redenção, é espe­

dessa fo n te que g erm in a a seiva mais c rista lin a , e dela se bebe, q uando

rança no fu tu ro . N ela sobrevivem a nossa te rra , as nossas cores, os

nos cansam os de viver um m un do de ilusões e aparências. É nessas p in ­

nossos devaneios, os nossos m itos e instintos, a nossa c o rd ia lid a d e

turas que fa la a voz do excluído. Assim com o fazem nos países

e p aixão... a nossa e tnia de m estiços. N oventa e seis

re a lm e n te c u lto s , devem os d a r vivas

pintores selecionados prom ovem um a espécie de

aos naifs do Brasil.

E tnopintura Brasileira. Nesta exposição tem os a Pintura N acio na l em seu estágio cru, e

* Romildo Sant'Á nna Livre-docente e crítico de arte, é professor de pósgraduação em H istória da Arte da U nim ar e Unesp. E a u tor do livro

S i l v a , Q u a d r o s e L iv r o s . U m

A r tis ta

C a ip ir a

(Prêmio Casa de Las Am éricas - Havana, Cuba).


ARTE N/A/F E ESPOWTAWE/DADE

arte n a if é um registro estético que p e rm ite ao espectador vis­ lu m b ra r conteúdos im anentes de vida, ale gria e de prazer de ver e viver a arte.

saicos, descritivos, sim bólicos, mas ta m b é m o c a rá te r m ito ló g ic o do inconsciente. Para Roger Bastide "a arte não é um sistem a fe ch a d o , pois recebe

A a tivid a d e im a g in a tiva se o rig in a de princip ios objetivos inerentes aos

a in flu ê n c ia do m eio exterior, tra n s fo rm a -s e à m edida que este m eio

fu n d a m e n to s básicos da psique h um an a. A o não c a p tu ra r a re a lid ad e a

m u d a ". Assim o id e ário reg io n al é revita liza do com fre q ü ê n cia pelos

arte n a if revela segredos e conceitos artísticos indizíveis, já sa biam e nte

pintores na'ifs, que ta m b é m expressam , segundo o pensam ento de

pressentidos pelos pintores im pressionistas franceses, na segunda m etade

A rn o ld Hauser, "as atividades, os valores ou visões do m undo de d ife ­

do século X IX , que de im e d ia to a ce ita ra m o p in to r na'if Rosseau, com o um

rentes períodos, de d iferen te s classes so cia is".

dos transgressores

da

ordem

estética

e stabelecida,

na

época,

pela

A ca d e m ia .

Sem a aspiração de a n a lisa r a co m p le xid a d e tip o ló g ic a da arte n aíf ou de explicar, h istorica m en te, a sua evolução, a te n to som ente às c a ­

A p in tu ra na'if se im põe por sua a u te n ticid a d e , ou seja pela veracidade

racterísticas expressivas, é possível assegurar a sua c o n trib u iç ã o e s té ti­

do seu discurso, síntese e ntre a cu ltu ra p o p u la r e a visua lid ad e urbana

ca no contexto da história da arte: N ão se pode o m itir a tra n s c e n d ê n ­

brasileira.

cia da alm a subterrânea dos povos, nem deixar de visualizar a c ria tiv i­

A a p ro p ria çã o de sím bolos e m itos da cu ltu ra p o p u la r rural e da pe­ riferia urbana é recuperada pelos artistas na'ifs. Fragm entos urbanos e

dade de artistas que e nco ntra m nos registros e inform a çõe s populares um a síntese visual do universo p lástico criador.

suburbanos são ritua liza do s cro m a tic a m e n te : A rticu la çõ e s Visuais que

Para o pesquisador n o rte -a m e ric a n o M a rc J. C urran a arte naíf

reciclam e resgatam sem re co rrer à m era e stilização fo rm a l, valores de

resiste ao crescim ento urbano deso rd en ad o , ao êxodo rural, ao a lh e a ­

expressões plásticas populares.

m ento da juve ntud e e p rin c ip a lm e n te à fa lta de interesse do governo.

A pesar da sua a pa re nte ing e n u id a d e , não esconde, ta n to na percepção

"Pela arte p o p u la r pode-se a p re n d e r de tu d o sobre o país, política,

espacial q u a n to na desenvoltura da cor, um e n te n d im e n to sutil do m undo

h istória , re lig iã o , socio log ia , m ovim entos d em og rá ficos, um c o te ja ­

e um a com preensão perspicaz do universo p ictu ria l.

miento entre as versões o fic ia l e p o p u la r do B rasil."

P in tura s

v ig o ro sa s,

ric o» rio c o lo rid o

m a té ric a s ,

O ato de c ria r é m ú ltip lo e advém de inúm eras fontes. O e m b asa ­

n o d u io m ,

m en to popular, que já sustentou a tra je tó ria e ru d ita de Tarsila do A m a ra l, V ice nte do Rego M o n te iro , D jan ira , A ld e m ir M artins e e ntre ta ntos outros artistas plásticos G ilvan Sam ico, co la bo ra, ta m b é m , com

so m e nte

os aspectos

p ro ­

a ta re fa de d esa lie n a r co m p o rta m e n to s.


Partindo de elem entos popu-

j * *

lares a p in tu ra naíf, a lg u m a s vezes,

tra d iç ã o e a c o n te m p o ra n e id a d e te c n o ló g ic a .

se desdobra em construções elaboradas, p ró x im a s

às

c o m p o siçõ e s

Para Eduardo Etzel a cria ção artística é a lg o que surge de d e n tro para

c o n te m -

porâneas. O

raciocínio

fo ra , faz parte da co n s titu iç ã o do ser h um an o, desenvolve-se segundo as

jf espacial,

a

resultantes do flu x o /re flu x o entre o a n tig o e o novo, a

adversidades e alegrias da vida. Assim , o artista n aíf "c ria por si m esm o

intensidade

o bte nd o logo de início o que pretende, porque, sem o saber, o que cria já

colorística e o p ró prio a to lúd ico de p in ta r conduzem o artista n a if a com posições esquem áticas, construtivas, com uns a todos os povos desde o período N eo lítico. Para a arte p rim i­ tiva o im p o rta n te não é c o n ta r um a h istória, mas ser h istória. Segundo

estava d en tro de si m e sm o ." A arte n a íf d ocu m e n ta novas fo rm a s e novas m aneiras de a pree nd er e expressar os m istérios insondáveis da vida com e x tra o rd in á ria vita lid a d e , e spo nta n eida de e beleza.

C larival do Prado V alladares "a arte surge a q u a lq u e r m om en to , sob q u a lq u e r vivência d ife re n cia d a do seu p ro d u to r". A e conom ia de m eios, própria da arte naif, leva a soluções que m u ito artista e ru d ito a lm e ja , dan do resultados tã o surpreendentes q u a n to m agníficos. E viva com o a vida, nela todos se refle tem , todos se co m p re en de m . Ela não se lim ita à tran spo sição de m itos e a rq u é tip o s populares urbanos ou rurais. A o d o c u m e n ta r p lá sticam e nte a vida, a dor, e o prazer de viver da h u m a n id a d e , aproxim a-se, m uitas vezes, da arte u n i­ versal. A cria ção de um a ico n o g ra fia fig u ra tiv a (n a rra tiv a ) e a não u tiliz a ­ ção da

perspectiva

e u clid ia n a

conve ncion a l

d e te rm in a m ,

in d ire ta ­

m ente, fo rm a s próprias de o cup açã o com positiva (espacial) do q ua d ro . As prodigiosas m etá fo ra s visuais inventadas pelos p intores naífs não p ro curam e xplicar nem desvendar fatos ou ações, mas c o n s tru ir um re­

João Spinelli

fe re n c ia l de acesso ao im a g in á rio . Um universo de soluções fo rm a is

Comitê de H istória, Teoria e Crítica de A rte da ANPAP Associação N a cio n a l de Pesquisadores em Artes Plásticas.


D B rili4/. . E PREM/AÇAO

J U R I PE S E L E Ç Ã O

FREDERICO M O R A IS • C rítico, h isto ria d o r de arte e c u ra d o r indep en d en te.

e co -a u to r de outros 12 livros de arte publica do s pela Editora G lobo, em

• Exerce a crítica de arte desde 1956, te n d o co la b o ra d o com artig os e

1993.

ensaios para jo rn a is e revistas especializadas no Brasil e exterior. Recebeu

• A u to r de m ais de 100 artigos sobre arte pub lica do s em jorna is e revis­

prêm ios com o crítico de arte e aud io visua lista.

tas especializadas e e d ito r da Revista M á rio de A n dra de , desde 1992.

• Entre 1962 e 1998 pub lico u 29 livros sobre a rte -b ra sile ira e la tin o -a m e ­ ricana, no Brasil, C olô m b ia, M éxico e Cuba, sendo o m ais recente deles "A rte é o Q ue Eu e

Você C ham am os A rte " (1 9 9 8 ). É ain da c o -a u to r de

R O M IL D O S A N T 'A N N A • Professor de H istória da A rte e Poética da O ra lid a d e , é Livre-D ocente

outros 26 livros.

dos cursos de p ós-graduação da U n im a r - U niversidade de M a rília e da

• Foi cu ra d o r de 71 exposições e eventos de arte, no Brasil e no exterior.

Unesp - São José do

• P articipou, com o ju ra d o , de 88 salões, bienais e concursos no Brasil, em

• D ire to r-fu n d a d o r do M useu Prim itivista "José A n to n io da Silva", de São

vários países da A m é rica Latina e nos Estados U nidos, bem com o de

José do Rio Preto.

co lo qu ios e sem inários.

• É a u to r de dezenas de artigos em revistas especializadas em estética e te oria

Rio Preto.

das artes.

JO Ã O SPINELLI

• É a u to r do livro "S ilva, Q uadros e Livros - Um A rtista C a ip ira ", que rece­

• Professor Livre-D ocente, historiador, pesquisador, crítico de arte e artista

beu o prêm io Casa de Ias A m éricas, em H avana, com o o m e lh o r ensaio

plástico.

sobre arte e cu ltu ra p o p u la r da A m é rica Latina. Encontra-se no prelo seu

• C oo rd e n a d o r do Curso de P ós-G raduação do In stitu to de Artes da

recente livro "A M oda é V io la - Ensaio do C a n ta r C a ip ira ".

Unesp. M e m b ro do C om itê de Teoria e C rítica de A rte da Associação

N acio na l dos Pesquisadores em Artes Plásticas - A n pa p , Brasília, de 1987

A rq u e o ló g ic o de M a d rid .

a 1996. •

Desde 1986, cu ra d o r de dezenas de exposições de artes plásticas re a ­

lizadas em museus e espaços cu ltu ra is do Brasil e do exterior. • A u to r do livro "O O lh a r de Sérgio M illie t Sobre a A rte B rasileira" (1 9 9 2 )

Possui

cursos

de

e sp e c ia liz a ç ã o

no

M useo

del

Prado

e M useo


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w % II along our adm inistrative w ork in SESC o f São Paulo, we have noticed, with

open painting ateliers gravitate around this the m a tic core. A special room , which is

great satisfaction, the increase and m ultiplicatio n o f cultural achievem ents bound fo r

dedicated to Iracema A rditi, com pletes the program . SESC of São Paulo has given a very clear m eaning to the Biennial: first o f all, it

the valorization of artistic m anifestations related to our m arkedly Brazilian traditions and values. The institution is open and responsive to whatever comes from abroad,

is an initiative under the sign of diversity. The diversity o f m anifestations, kinds and

provided th a t it is able to translate a genuine creative force. Nevertheless SESC has

sources has a distinctive place in the cultural agenda proposed by the institution. In

been concerned to establish the local ta le n t counterpoint to the globalization te n ­

this context, it is prioritary to stim ulate the valorization of those things th a t are gen­

dencies.

uinely ours, th a t bring the so large and differently shaded m ark and the accent o f our

A m ong the countless projects we have im plem ented, all of them bound fo r

physical and m ental territory. The Biennial message is, from this point of view, explic­

Brazilian culture, The Brazilian Naifs Biennial emerges w ith a very peculiar taste.

it and categorical. Nevertheless, it is ensued by another sense th a t deserves enhance­

Each edition attracts a bigger audience, w hich becomes increasingly connected to

m ent. The Brazilian Naifs Biennial professes a conviction th a t m ust be dissem inated

the w ork o f these rem arkable artists, who so profoundly capture the originality o f our

by means of infinite restatem ents: th e cultural creation is not a privilege o f a few.

real or internalized images. In this way, it represents one of the richer versants o f a

Each m an/w om an, no m atter his/her social or educational trajectory, is entirely and

cultural action plan which expands to m any contexts.

highly capable o f interpellating the world and the things, as well as of co m m u n ica t­

SESC has the conviction th a t the cultural subject can no t be absent o f the global

ing this interpellation by means o f adm irably creative gestures.

politics o f social welfare prom otion. O ur institution, which was founded in 1946, due to the leading action o f com m ercial sector businessmen, has emphasized, all along

Danilo Santos de M iranda

the last fifty tw o years, thro u g h its perm anent presence in the com m u nitie s'cultura l

D irector of the Regional D epartm ent of SESC in the State o f São Paulo

life, the fun dam e ntal role th a t knowledge, in fo rm atio n, understanding and expres­ sion have in people's dem ocratic participation. Today, when the concept o f citizen­ ship is a current one, culture is fortun ately casting aside its innapropriate con no ta­ tion o f orn am e nt owned by a graduate elite, in order to undertake, maybe m ore than WÊÊÊÊÊ ever am ong us, the character o f de term in ant fa cto r of a worthy existence. By means o f The Brazilian Naifs Biennial, SESC pays hom age to the popularly

ach two years a new concentration o f the creative expressiveness o f popular

rooted culture. By means o f its cultural program as a whole it expresses a design

artists is reborn and strenghtened in Piracicaba. They are the naifs, ingenuous or

shared by an entire segm ent o f entrepeneurs tuned to m odernity: the econom ic and

prim ititives, th a t SESC dearingly puts in an outstanding plan to be appreciated by the

social developm ent goes along w ith the enrichm ent o f cultural life.

fond of art audience. The fou rth edition o f The Brazilian Naifs Biennial discloses, once more, Brazilian

A b ra m Szajm ari

people great cultural richness, which is represented in it by the shapes and colours

President o f th e R egional C o un cil o f SESC in th e State o f São Paulo

o f ou r tropical exuberance and by the usages and custom ary behaviours grown in the

symbiosis of the races responsible fo r our roots. It is a panoram ic view o f the

art perform ed by the followers o f Rousseau, Cardosinho, H eitor dos Prazeres, Chico da Silva, José A n to n io da Silva, and so m any others, who, w ith sim ple gestures, gave fo rm and colour to the disclosure o f the creative instinct. But w hat really is the art o f the ingenuous, the prim itive, the naifs? The critic I he 4th Brazilian Naifs Biennial emerges from the background o f an extensive and

Flavio de A quino describes it as being "a kind of non learned aesthetic m anifesta­

m eticulous work achieved on this superlatively fascinating them e, which was in itia t­

tion, spontaneously inspired, self-taught and popularly based. Besides, it is an art of

ed in 1986. Today, this w ork is consolidated in the fo rm o f a biennial and it displays,

com plex, m ultifarious and individualized character, according to each p ra ctition er".

in the context of the cultural realizations concentrated in the so-called na if and prim ­ itive art, its statute and stature all over the country.

A nd where are fou nd the Brazilian naifs? M any tim es, disregarding the value of w h at they do, but doing w hat th e ir heart and feelings dictate, in order to express th e ir

This year exhibition records 4 8 0 works created by 2 4 0 artists who represent 18

creative impulse, an increasingly larger num ber o f them spreads over the most dis­

Brazilian states. The specialized body o f critics, com posed by Frederico M orais,

tin c t places of our country. The need to express themselves throu gh art was, to the

Rom ildo Sant'Anna and João Spinelli, has selected 153 works by 96 artists.

large majority, even m ore m asterful, m ore com m a nd ing and stronger than the ir eco­

As a m ultiple profile cultural event, the Biennial is not restricted to th e exhibition o f works. A ltho ug h this aspect could by itself configurate an expressive achievem ent,

nom ic situation or tha n the fa c t th a t they usually belong to the hum bliest layers of the population.

SESC has preferred to go farther. In this way, dance spectacles, m usical shows, th e ­

Lélia Coelho Frota, anthropologist and specialist in popular culture, says th a t

atre fo r children, workshops fo r children and ad ult people, video docum entaries and

"th e prim itive, who usually proceeds from popu lar strati, has a highly personal view


o f the culture he received, but if he withdraws him self from it, he differs also from the

testim onies. These are integrated events th a t favo ur the apprenticeship. These activ­

erudite artist, because he has not an intellectual concept of art and nature derived

ities will be perform ed by Carolina M ig oto da Silva, Dirceu Carvalho, Edilson da Silva

from the Western civilization elitist values".

A raujo, Josinaldo Ferreira Barbosa and Nilson Pimenta da Costa.

This observation leads us to add that, even if they can m aster very well the te ch ­

Parallelly to the naif art exhibition, the Biennial will have a rich and varied pro­

nique, the artistic doing, the intellectual intention o f this group of artists is not per­

gram aim ed at popular culture, including dance and musical shows, ad u lt and ch il­

ceivable or even it doesn't exist. W hat the naifs intend is, roughly, to tell a story, to

dren theatre, workshops fo r adults and children, an open painting atelier, the pu bli­

revive a m om ent or to im m ortalize everyday life situations and facts th a t touch th e ir

cation of a m agazine, testim onies and the exhibition of docum entaries.

feelings, th a t fu lfill th e ir existence. Or, as Lélia Coelho Frota puts em phatically: "T hey

This fou rth edition o f The Brazilian Naifs Biennial also brings the excellent op po r­

are not inserted in a separate world, rustic or picturesque, or even tragic and social­

tu n ity o f deeply knowing, in a special room , the w ork o f Iracem a A rditi, the renowned

ly dem anding over w hich we bent our bodies as interested observers. They only

artist who founded the Museum of the Sun and one o f the m ost legitim ate cultivator

express, with the ir own values and a language as im p ortan t as ours, an internal real­

of the naif gender. It is also a great opportunity of knowing or seeing again the works

ity com m on to everyone, bringing it nearer by using other elements. Art, fo r them , is

of the most distinguished regional representatives o f an art style which, based in sim ­

a part of life flow. It's rather a natural breathing tha n an exceptional attitude. They

plicity, finds plastic solutions of instinctive creation th a t com m ands respect by its

practice w h at we call art w ith ou t attribu ting it a sacred quintessence".

com position, strenght and beauty. The sim plest dream s and feelings o f Brazilian

The discovery of the world o f colours and brushes has becom e, fo r a significant

artists plastically revived in the ir art works.

share of them , a great opportunity to be accepted in th e ir group, to be a integral part of the society, and, as a consequence, a possibility of being recognized and appreci­

Antonio do Nascimento

ated in spite of th e ir origins, cultural patterns and goods.

SESC Technician and Curator of the Biennial

The em ergence of dozens of talented naVf artists and the interest aroused by the ir art m ade m any others, of better econom ic situation, intellectualized and even high­ ly learned, becom e attracted by the ingenuous style and identified w ith it, and search fo r solutions th a t included a m ore refined tre a tm e n t and finishing of the art work. This occurrence supports our assertive o f how

com plex and com prehensive is the

universe today represented by this kind of art. We can identify rougher, creative and highly expressive aesthetical com positions

/ R A C E M A AR£>/T/ S P E C I A L ROOM

in harm onious com panionship with simple, gay, lyric com positions of differentiated creativity. This leads to the need o f a deeper dive into the subject, to the need of im proving the way of feeling in order to find the jewels am ong the trinkets.

Born in the city of São Paulo, she grew in Rio de Janeiro and moved to São Paulo in 1951. Self-taught artist, she began painting in 1952 and her first individual exhi­

The absence of originality, the im itation, the repetition, the im m ediate com m e r­

bition was held in the Galérie Herbinet, in Paris, in 1965. Since then, Iracem a has

cial concern o f m any artists who are not instinctive and spontaneous may cause the

regularly shown her works in several cultural centers abroad and all over Brazil. In

deprivem ent of this gender o f art and its rapid transform ation in conventional art.

1967, she was elected societary m em ber and ju ry m em ber of the A utu m n Saloon in

W ith the m ain objective o f selecting and giving the true value to originality and cre­

Paris. She collects works of the most im p ortan t na if artists, mostly Brazilian artists,

ativity, the works registered in each edition of The Brazilian Naifs Biennial suffer a

and in 1972 she has founded in São Paulo the M useum of the Sun, dedicated to this

selection process th a t try to refine the quality o f this great exhibition o f visual’ and

kind of painting. In 1978 she has donated the M useum o f the Sun lot to the city of

plastic arts.

Penápolis, in the northwest of São Paulo State, where it rem ains till now with its orig­

For the naif artists, who are the core of the Biennial, to participate in this show of Brazilian art has a special and valuable significance. It is an event th a t give them a privilege of recognition, support, and room to show th e ir creativity.

inal name. In 1985, France gave her the Chevalier des Arts et des Lettres Cross. In 1996 Iracema exhibited her works in Lyon, France, in the Edouard H erriot Lycée, during the visit of president Fernando H enrique Cardoso and afterw ards in the

There is nothing sim ilar in Brazil to the initiative of SESC, th a t opens the doors to

Banco Central Gallery, in São Paulo. In 1997, she m ade an individual show in the

artists o f the most rem ote localities, be them recognized or not. Clovis Junior, from

Choice A rt Gallery, in São Paulo, and during 1998 participated of tw o collective exhi­

João Pessoa, PB, said in an interview to the newspaper O N orte (7-8-98): "T h e

bitions: Football in Art, in the André Gallery, and Five Expressions of Brazilian Art, in

Biennial is a unique opportunity fo r the prim itive artist to show Brazil a little o f the ir

Banco Central Gallery, both in São Paulo.

works of naif painting. The prize is always rew arding to the artist and to the work. It

Iracema A rditi has an im p ortan t artistical curriculum , which records all her exhi­

enriches the work, besides giving value and credibility in face o f the audience.

bitions and lectures all over Brazil and abroad. M any distinct awards, am ong prizes

Nevertheless, the participation in the event is in itself a reason to be proud o f".

and medals, sealed her artistic life th a t was dedicated to a very uncom m on work.

A t the same tim e th a t it shows to the city this im p ortan t kind o f art, SESC brings some artists in touch w ith the audience in the form of open atelier, workshops and

Recognizing her work and talent, SESC pays this fa ir hom age to her in the fou rth edi­ tion of The Brazilian Naifs Biennial.


Ira c e m a by Ira c e m a "I d o n 't in te n d to be th e D e bre t o f th e n a tu re , th e

the first tim e in the Santos D um ont First N ational Saloon of Art, in 1980. Since then,

d e p ic te r o f so m e th in g th a t w ill disappear. I d o n 't w a n t pe op le speaking o f my

he started conquering room in the artistic world and has participated in dozens of

w o rk as a 'th in g o f th e p a st'. T h a t's why I re m a in tireless in my s tu b b o rn w a rn ­

individual and collective exhibitions.

ing in th is p e titio n o f th e non d e s tru c tio n . Let us be on th e lo o k o u t fo r th e

He has received several medals, honourable m entions and has sold m any o f his

p re se rva tio n o f o u r forests, trees, grasses, flow ers, a n im a ls. W h a t w ill h a pp en

works. His works are exhibited in several im p ortan t cultural institutions as Edson

to th e frie n d ly shadow ? W here shall we m ake a pause to th in k , read o r sim p ly

C arneiro M useum , RJ, and UNICEF Central O ffice, New York, and also in the resi­

lie in th e fresh a ir? ''

dences of m any art collectors. Several specialized publications m entions his nam e and Christmas cards, as well as the cover of com panies' catalogues, have his works

Ira c e m a by J o rg e A m a d o

''Ira c e m a 's p a in tin g s are also poetry, w here

printed on them .

som e tim es flow ers, b u tte rflie s , birds and c h ild re n m e lt them selves p ro d ig io u sly in a tra n s fu s io n o f plans and colou rs, ig n o rin g th e lim its to crea tive im a g in a ­

JO SINALDO FERREIRA BARBOSA • Born in 1951, in Remanso, BA, he lives

tio n , to th e a rtis t's d re a m . D ream o f flow ers and leaves th a t is, a t th e sam e

now in Presidente Epitácio, SR He started painting as<i self-taught artist in 1972, first

tim e , co n cre te re a lity as Iracem a pa in ts B ra zil."

exhibiting his works in the Am erican Consulate G allery and KLM Gallery, both in São Paulo. His curriculum records several awards got in official art exhibitions, and par­ ticipations in m any im p ortan t Brazilian cities, as well in countries as the United States, Italy, France, Portugal and Venezuela. His works takes part of private collec­ tions and official lots, and he also have his nam e and works m entioned in special­ ized books. He has painted fo r cards and calendars with the m ain elements th a t

MOMENTS

O FC R EAT/OW

characterize his works: river, boats and riverine population.

FREE ATELIER FOR CH ILDREN OPEN W O R KSHO P OF P A IN T IN G

Instructor: Nilson Pimenta da Costa

October 14, 15, 21 and 2 2 from 2 p.m. to 5 p.m.

November 4, 5 and 61 p.m. to 5 p.m.

Well recognized and creative naif contem porary artists - C arolina M ig oto da

Nilson Pimenta da Costa was born in Caravelas, BA, in 1957. He lives in Cuiabá

Silva, Dirceu C arvalho, Edilson da Silva A raujo e Josinaldo Ferreira Barbosa - will be

since 1978, when he started painting. In 1982, he becam e acting as a leader in the

participating in this open workshop of painting, allow ing a straightforw ard contact

Free A telier of A rt and Popular Culture M useum of the Federal University of M ato

between the audience and the artist during the creation of an art work.

Grosso. He has had intensive participation in Brazilian artistic com m unity and his curriculum records im p ortan t awards and invitations fo r noteworthy art saloons. His

C A R O LIN A M IG O T O DA SILVA • Born in 1934, in Tremembé, SR a city near

paintings depict the countryside people, the rough landscape of M ato Grosso State

Taubaté, Carolina is a self-taught artist. Firstly she to o k to clay sculpture, and then

and the typical scenes of this state's lowlands. He is one of the m ain art representa­

began a more refined w ork of wooden sacred images. This new m om ent increased

tives of this Brazilian state.

her yearning m aking her attentive to painting and to religious motives. She has been aw arded m any tim es and some of her works belong to lots of museums and other cultural institutions. Her works were also printed in Christmas cards and she is one of the artists focused in the book The 14 o f the Valley - prim itive painters o f the Paraíba Valley.

DIRCEU CARVALHO • Born in Dois Córregos, SR in 1942, he was bro ug ht up in Bauru, SR He started painting in 1967 and his ta le n t was recognized by Edgar Calhado, before being oriented by Cassio M'Boy. In 1968, he participated in a first

BRAZ/L/A/s/

n/A/'F

ART/STS

P

I

ero Vaz de C a m in h a records, in a ce rta in passage o f his L etter: "in this day,

exhibition in the 14th M odern A rt Exhibition of São Paulo State. His long curriculum

w h ile the y (the in d ia n s) w ere th e re , th e y alw ays da nce d and da nce d w ith o u r

records exhibitions in other countries, as United States, Italy, Portugal, and a large

fo lks, to th e sound o f a ta b o r o f ours, because the y w ere frie n d s o f ours, m ore

num ber of participations in im p o rta n t Brazilian cities. His w ork was reproduced in the

th a n we w ere o f th e m . W hen we in vited th e m and th e y w a n te d to com e to th e

UNICEF's Christmas cards. In 1998, he was included in the catalogue Forty Years o f

ship, the y g o t ready, so th a t if we in vite d th e m a ll, th e y all w o u ld c o m e ".

MASP - São Paulo M useum o f Art. The com position of fantasy w ith reality is w h at

B razilia n lite ra tu re was b o rn in th a t Porto Seguro o f 11ha de Vera Cruz, on a

turns his paintings an au then tic expression of Brazilian art.

Friday, M ay 1st , 15 0 0 . A nd it was this firs t lite ra tu re th a t re p o rte d , a m o n g o th e r

EDILSON DA SILVA ARAUJO • Born in O uro Branco, RN, in 1950, Edilson

c o m m u n io n and in itia tio n rites, th e w ay in w h ich o u r dances and m usic were

A raujo lives in São Paulo since 1970. A self-taught artist, he showed his works fo r

b o rn. T he Le tte r d o e sn 't m e n tio n p a in tin g s , a lth o u g h it reports th e exu be rance


Dt th e h o t colou rs of flow ers and forests dye in g th e land, and th e lively c h ro ­

seems is p rio r to w h a t is, th a t, a t last, th is B ie nn ial w ill c o n fro n t us w ith th e

m a tism o f birds crossing o u t th e sky.

signs and sym bols o f o u r eq ua l. These p o p u la r artists, n a if and p rim itiv e , are

~ here , to o , B razilia n A rt was born in a c o m m u n io n rite. D epo rte d and

th e basis o f o u r c u ltu re . M a n y tim e s th e y w ill nourish th e so-ca lle d O ffic ia l A rt;

u n h a p p y Portugueses fe ll in w ith in d ia n s w ho, since th e firs t m o m e n t, be cam e

th e y are th e source fro m w h ere flo w s th e m ost c ry s ta llin e ju ic e w h ich we d rin k

pages and la te r w ere reduced to slavery. T h a t w h ite people w o u ld soon m eet

w hen we ge t tire d o f living in a w o rld o f illu sio n and a p pe aran ces. It is in these

A fric a n slaves. T hree stab le cu ltu re s jo in e d u n d e r th e sign o f b a n is h m e n t and

p a in tin g s th a t th e excluded pe op le speaks. We m ust give cheers to th e B razilian

survival necessity. E verything was intercrossed in a kind o f "s o fte n in g " -a s

naifs, as one does it in th e rea lly c u ltu re d co u n trie s.

G ilb e rto Freyre w o u ld s a y - and c u ltu ra lly in te rp e n e tra te d by th e h a rm o n iu s coexistence to give rise to th e p h e n o m e n o n o f a h a lf-b re e d

n a tio n a l art.

B razilian A rt, s o n /d a u g h te r o f "n o b o d ie s " -a s D arcy R ibeiro described it - , akin

Romildo San t'A n na

to "b la k e n e d ", "w h ite n e d " and "in d ia n iz e d " m estizos ("b ro w n is h ", in short),

A rt critic , pro fe ssor o f A rt H isto ry o f U n im a r and Unesp,

was bo rn strong , reso lu te , en g e n d e re d in th e deep survival in stin ct, p e rm a ­

a u th o r o f Silva, Q ua dros e livros; um a rtista ca ip ira

nence o f being and need o f expression. It was based on th e ba stard ch ild o f an

(Casa de Las A m é rica s A w a rd , La H a b a n a , C uba).

E uropean and on th e e n c o u n te r o f m estizos w h ich fe rm e n te d th e m ix o f bloo dy in fo rm a tio n and c u ltu ra l e th n ic itie s . It has th e robustness o f fearless and bold bru ne ts and m a m e lu co s, and th e e n c h a n tm e n t o f sensual and te n d e r bru n e tte s and "c a b o c la s " (w o m a n o f m ixed In d ia n and w h ite b lo o d ), a ll o f th e m c o m in g fro m real o r d re a m t d is ta n t hom es, ren ova te d by th e c o n s a n g u in ity o f a new race. These p rim a ry colou rs, these ru d im e n ta ry tra its , this fu n d a m e n ta l vitality, sim p licity, subtleness and re fin e m e n t, this c o n c ilia tio n o f an ce stra l dream s,

N A Í F ART:

AUTHENTICITY

ANO

w h ich are jo in e d in th e sam e la nd , these am orousness and passionfulness, th e

as artists, all can be seen and fe lt in th e a e sth e tica l w e a lth g a th e re d by T he

T

B razilian

nent contents o f life, de lig ht and pleasure o f seeing and living the art.

precariousness o f tho se w h o in ve n t th e ir own ways o f survival as in d iv id u a ls and

N aifs

B ie n n ia l,

p ro m o te d

by SESC o f P ira cicab a

(SP).

Eighteen

he naif art is an aesthetical record w hich allows the spectator to discern im m a ­

Brazilian states are represented in it, e ig h te e n Brazils inside Brazil, e ig h te e n d if­

The im aginative activity derives fro m objective principles inherent to the basic

fe re n t tim e s inside th e sam e n a tio n , th ro u g h th e s e lf-ta u g h t p a in tb ru sh e s o f 96

foundations of hum an psyche. As it doesn't apprehend reality, the naif art reveals

artists.

artistic incom m unicable secrets and concepts, which the

In this e x h ib itio n ,

nourished

by a kind o f "h u n g e r a e s th e tic s " -a s

French impressionist

G la u b e r Rocha w o u ld sa y-, it seems th a t we go b a ck to th e c o u n trysid e , to th e

painters wisely foresaw, as early as the second half o f the nineteenth century, when

fie ld s and cle are d land fro m w h ere a ll B razilians cam e one day; it seems th a t

they im m ediately accepted the naif painter Rousseau as one of the transgressors of

we are fin d in g a g a in th e an cestral sym bols w h ich silted o u r cou ntry, w h ich

the aesthetics then established by the Academ y.

fo rg e d o u r identity, m a kin g Brazil w h a t it is: Brazil. T he B ie nn ial is an e x tra o rd in a ry o p p o rtu n ity to lo ok a t th e m irro r o f o u r roots, to re th in k w h a t we are o r w h a t we becam e, in th is w o rld o rie n te d by th e

The naif painting proves itself throu gh its authenticity, th a t is to say, throu gh the veracity o f its discourse, which is a synthesis o f Brazilian popular culture and urban visuality.

m o d e rn is tic m a rk o f g lo b a liz a tio n . T h ro u g h th e p o rtra ya l o f legends silted by

The appropriation of symbols and myths o f the rural popular culture and o f the

th e tim e and th e p ro je c tio n o f a re m o te w o rld cla irvo ya n ce m yth - th e so-ca lle d

urban periphery are recovered by the na if artists. Urban and suburban fragm ents are

"c o lle c tiv e u n c o n s c io u s "-, it was in th is a lm o s t in visib le band th a t developed

chrom atically ritualized: visual articulations th a t recycle and recover values o f popu­

th e p ic to ria l sources o f th e p o p u la r artists, th e B razilia n naifs. W h a t th e e x h ib i­

lar plastic expressions w ith ou t m aking use of mere fo rm a l stylization.

tio n echoes is th e voice o f people, w h ich m ig h t w ell be th e voice o f G od: on ly God w rites s tra ig h tly on devious lines. T he B ie nn ial is a sign o f re d e m p tio n , a hope re g a rd in g th e fu tu re . O u r land,

In spite o f its seeming naiveté, it doesn't hide, both in spatial perception and in colour ease, a subtle understanding o f the world and a keen com prehension o f the pictorial universe.

o u r colou rs, o u r da ydre am s, o u r m yths and in stincts, o u r c o rd ia lity and pas­

Vigorous, earthy and colourful paintings sensibly translate people's imagery. N ot

sio n... o u r h a lf-b re e d pe op le survive in it. N in e ty six selected pa in te rs p ro m o te

only the prosaic, descriptive and symbolic aspect, but also the m ythological charac­

a kind o f B razilian " e th n o p a in tin g ". In this e x h ib itio n , we have th e n a tio n a l

ter o f the unconscious.

p a in tin g in its raw, and n o t coo ked , phase -a s th e a n tro p o lo g is t Lévy-Strauss

A ccording to Roger Bastide, "th e art is not a closed system, since it is influenced

w o u ld d istin g u ish it. We live in a w o rld w h ich is so a u to m a tiz e d , so fra g m e n te d

by the environm ent and it gets transform ed w hile this environm ent changes". So the

and d is ta n t fro m th e essentials, so fe rtiliz e d by th e First W orld a rtis tic canons,

regional set of ideas is often revived by the naif painters, who also express, accord­

so s tra tifie d in classes and ritu a ls o f m e tro p o lita n hurry, so subm issive to c a p i­

ing to A rnold Hauser, "th e activities, values or world visions of diffe re nt periods and

ta lism conveniences, so c o n se q u e n t o f th e p o s t-m o d e rn ity rules, in w h ich w h a t

social classes".


It is possible to assure the na if art aesthetical con tribu tion in the context o f art history, w ith ou t intending to analyze the com plexity o f its typology or to historically

SELECTION

A M D PR/2

explain its evolution. O ne can no t disregard the transcendence of peoples' subter­ ranean soul nor abstain from visualizing the creativity of artists who find, in the pop­

FREDERICO M O RAIS

ular records and in fo rm atio n, a visual synthesis of the creative plastic universe. In accordance with the Am erican researcher M arc J. Curran, the n a if art resists the disordered urban grow th, the rural exodus, the youth's unawareness and m ainly the governm ent's lack o f interest fo r popular art, which can tell "everything ab ou t the country - politics, history, religion, sociology, dem ographical movements, a com p ar­

• A rt critic and historian, and independent curator. • A rt critic since 1956; he writes articles and essays fo r Brazilian and foreign spe­ cialized newspapers and magazines. • Between 1962 and 1998 he published 29 books on Brazilian and Latin Am erican art, in Brazil, Colom bia, M exico and Cuba, the m ost recent being A rt is W hat M e and

ison between the popular and the official versions o f Brazil". The act o f creation is m ultiple and results from countless sources. The popular basis, which has already supported the learned traje cto ry o f Tarsila do A m aral, Vicente do Rego M onteiro, Djanira, A ld em ir M artins and, am ong so m any other plas­ tic artists, Gilvan Samico, also undertakes the task o f disalienating behaviours. O n account o f having its origin in popular elements, naif painting sometimes

You Call A rt (19 98 ). He is also co-a utho r o f 26 titles. • He was the cura to r o f 71 a rt exhibitions and events, in Brazil and other countries. • He was jury m em ber of 88 saloons, biennials and prize com petitions in Brazil, U nited States and m any Latin A m erican countries, as well o f colloquies and sem i­ naries.

unfolds in elaborate constructions, close to contem porary com positions. The spatial reasoning, colouring intensity and playful act o f painting itself lead

JO ÃO SPINELLI

the na if artist to schem atic and constructive com positions, com m on to all peoples

• Historian, researcher, art critic and plastic artist.

since the N eolithic Age. W hat m atters fo r prim itive art is not to tell a story, but to be

• C oordinator o f the Post-graduation Course o f the A rt Institute o f Unesp. M em ber

history. A ccording to Clarival do Prado Valladares, "a rt occurs at any m om ent, in any

of the Theory and A rt Cristicism C om m ittee o f the N ational Association o f Plastic Arts

distinct life experience of its cre a to r".

Researchers (Anpap), Brasilia, fro m 1987 to 1996.

The econom y o f ways, w hich is proper to the na if art, leads to solutions th a t m any learned artists aim , w ith results th a t are so surprising as m agnificent.

• Curator, since 1986, o f m any plastic arts exhibitions which occurred in Brazilian and foreign museums and cultural rooms.

The prim itive a rt m anifests the sensibility of its practitioners. It is lively as the life,

• A u th o r o f O olhar de Sérgio M illie t sobre a Arte Brasileira (1992) and co-a utho r of

everyone m irrors in it, everyone understands each other. It is not restricted to the

twelve art books published by Editora Globo, in 1993.

transposition of urban or rural popular myths and archetypes. As it plastically

• A u th o r o f m ore tha n one hundred articles on art which have been published in spe­

inscribes hum an life, pain and pleasure, m any tim es it gets closer to the universal art.

cialized newspapers and magazines and editor o f Revista M ário de A ndrade, since

The creation o f a figurative (narrative) iconography and the disregard of the con­

1992.

ventional euclidian perspective indirectly determ ine appropriate ways o f fillin g up the com position space.

R O M IL D O S A N T 'A N N A

The prodigious visual m etaphors invented by the n a if painters are not aim ed at explaining or disclosing facts or actions, but to build up a reference to access the imagery. They are an universe o f fo rm a l solutions resulting fro m the flux/reflux between the old and th e new, the tra d itio n and th e technological contem poraneity. In accordance with

Eduardo Etzel, the artistic creation is som ething th a t

emerges, it takes part in the constitution o f hum an being, it grows according to life adversities and delights. So the na if artist "creates by himself, obtaining, as soon as he starts, w h at he intends, because, w ith o u t knowing it, his creation was already

• Professor of A rt History and O raiity of Poetry, professor of post-graduation courses o f U n im ar - University o f M arilia and o f Unesp in São José do Rio Preto. • Founder and director o f the M useum José A nto nio da Silva o f Primitivists, in São José do Rio Preto. • A u th o r o f dozens o f articles in m agazines specialized in aesthetics and art theory. • A u th o r o f Silva, Q uadros e livros; um artista caipira, w hich received the Casa de Las Am éricas Award, in La H abana, as the best essay on popular art and culture of Latin A m erica. His m ost recent book, A m oda é viola; ensaio do can tar caipira - is

inside of him ". The na if art docum ents new ways of aprehending and expressing the im penetra­

in the press. • He attended to courses of specialization in the M useo do Prado and in the Museo

ble misteries o f life w ith rare vitality, spontaneity and beauty.

A rqueológico de M adrid (Spain). João SpinelH History, Theory and A rt Criticism C om m ittee of AN PAP - N ational Association o f Plastic Arts Researchers


FICHA SERVIÇO SO CIAL D O C O M É R C IO - SESC

A D M IN IS T R A Ç Ã O R E G IO N A L N O ESTADO DE SÃO PAULO PRESIDENTE DO C O N SELH O R EGIONAL: A b ram Szajman DIRETOR DO DEPARTAM ENTO R EG IO N AL D an ilo Santos de M ira nd a : -V : " SUPERINTENDENTE TÉ C N IC O -S O C IA L Joel N aim aye r Padula GERENTE DE AÇ A O C U LTU RAL Ivan Paulo G ia n in i ASSISTENTE C elina de A lm e id a Neves GERENTE DO SESC PIRACICABA W alter C arm elo Z occo li GERENTE A D JU N T O A n to n io do N ascim en to

BIENAL N AIFS D O BRASIL A n to n io do N ascim en to Üeusa Elena G. D elgado, José A n to n io Lemos Borba, M aria Teresa J. de M oraes, M arília W. Azevedo G rillo , M a u ríc io R. de M oraes. JÚRI DE SELEÇÃO E PREMIAÇÃO

Ester A. Gozzo de Souza e equipe.

A P O IO A D M IN IS T R /

Robsom F. D. Bonilha e equipe,

A P O IO OPERACION. PR O D U Ç ÃO GRAFIC

Frederico M orais, João Spinelli e R om ildo S a nt' A nna

iro n Silva

C A TA LO G O E C A RTA Z PROJETO G RAFICO DO CATALO G O DIREÇÃO DE ARTE E DESIGN ESTAGIÁRIOS

Rico Lins Studio

Rico Lins e M a ria n a Bernd

iré L ucatto e M a ria n a Jaguaribe

FOTOS DAS OBRAS SELECIONADAS R om ulo Fialdini FOTOS DAS OBRAS DE IRACEMA ARDI"

PROJETO M U S E O G R A F IC O M A R IO GALLO A R Q U IT E TU R A A R Q U IT E TO M á rio G allo ASSISTENTE A R Q U IT E TO

M ONTAG EM ATELIER ROBERVAL LAYUS

112

Renata Levi

Petronio C inque


C O N S E LH O R E G IO N A L D O SESC DE SAO PAULO PRESIDENTE A b ra m Szajman M EM BROS EFETIVOS ®

A ld o M in c h illo , A n to n io Funari Filho, Carlos

A lb e rto Ferraz e Silva, C icero Bueno B randão Júnior, Eduardo Vam pré do N ascim ento, Ivo D a li' A cq ua Júnior, João Pereira Góes, Juljan D ieter Czapski, Luciano F igliolia, M an ue l H enrique Farias Ramos, O rlan do Rodrigues, Paulo Fernandes Lucânia, Pedro Labate, Ramez G abriel, Roberto Bacil. A lcid e s

Bogus,

Am adeu

C asta n h e iro ,

A rn a ld o

José

P ieralini, D auto Barbosa de Souza, Fernando Soranz, H enrique Paulo M arqu esin , Israel G u insb urg, Jair Toledo, João H errera M artins, Jorge Sarhan Salom ão, José M aria de Faria, José Rocha C lem ente, José Santino de Lira Filho, Roberto M a rio Perosa Júnior, V a ldir A p a re cid o

REPRESENTANTES JU N TO AO

CONSELHO

NAC IO N AL.

EFETIVOS

Abram Szajman, Euclides Carli, Raúl Cocito. Suplentes: Olivier M auro Viteli SESC - SERVIÇO SO CIAL DO C O M E R C IO Carvalho, Walace G arroux Sampaio, M anoel José Vieira de Moraes. A D M IN IS T R A Ç Ã O R EG IO N A L N O ESTADO DE SÃO PAULO DIRETOR DO DEPARTAMENTO REGIONAI

Danilo Santos de M iranda. Av. Paulista, 119 CEP 0131 1-904 - São Paulo - SP Tel. (01 1) 284-21 1 1 - Fax: ( O i l ) 2 8 8 -6 2 0 6

SESC P IR A C IC A B A

Rua Ip ira n g a , 155 CEP 1 3 4 0 0 -4 8 0 - P iracicaba - SP Tel. (0 1 9) 4 3 4 -4 0 2 2 - FAX: (0 1 9 ) 4 3 4 -4 1 7 5

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Catálogo Bienal Naïfs do Brasil 1998  

Catálogo da 4ª Edição da Bienal Naïfs do Brasil realizada entre outubro e novembro de 1998.

Catálogo Bienal Naïfs do Brasil 1998  

Catálogo da 4ª Edição da Bienal Naïfs do Brasil realizada entre outubro e novembro de 1998.

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