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“Há nomes que carregamos como um insulto permanente e outros que carregamos por hábito. O nome “negro” deriva de ambos. Por fim, mesmo que determinados nomes possam ser lisonjeiros, o nome “negro” foi, desde sempre, uma forma de coisificação e de degradação. Seu poder era extraído da capacidade de sufocar e estrangular, de amputar e castrar. Uma íntima relação sempre vinculou o nome “negro” à morte, ao assassinato e ao sepultamento. E, óbvio, ao silêncio a que deveria necessariamente ser reduzida a coisa – a ordem de se calar e de não ser visto.” A. Mbembe | A Crítica da Razão Negra


PROJETO SESC ENTREDANÇA

O CORPO NEGRO O Sesc EntreDança se dedica à difusão da linguagem da dança a partir de trabalhos e pesquisas de companhias e artistas do Estado do Rio de Janeiro, bem como de convidados de outros estados brasileiros e países. Conjugando apresentações de espetáculos a debates, oficinas, intercâmbios e palestras, a instituição reitera o seu compromisso com a contínua ampliação das ações com a dança, visando a constante formação de novas plateias. O projeto tem como objetivo desenvolver os afetos pela dimensão estética do movimento humano em toda a sua pluralidade, estimulando o olhar do indivíduo para os corpos de maneira ampla, entendendo os mesmos como produtores de discursos, e dando visibilidade às questões que neles se imbricam, como a reformulação das suas identidades, as suas políticas e seus usos. Nesta quarta edição, o corpo negro é protagonista do projeto. Produtor de saberes e conhecimentos, presente e pulsante no cotidiano brasileiro, e ao mesmo tempo espoliado e invisibilizado – nas palavras do historiador e filósofo camaronês Achille Mbembe – este corpo encarna um conflito permanente acerca da sua própria subjetivação. É tarefa do Sesc possibilitar a reelaboração deste campo simbólico,


reiterando a sua importância no cenário cultural do país e favorecendo o reconhecimento pleno dos seus fazeres e moveres, dentro e fora dos palcos. Com a cocuradoria de Carmen Luz, a programação do projeto destaca a atuação de artistas negros e negras em uma perspectiva estética abrangente, que possibilite ressignificações sobre imaginários e a desestabilização de espaços estabelecidos e dados como possíveis para que estes corpos atuem na dança. Sendo assim, os espetáculos e atividades perpassam pelos campos da tradição e da ancestralidade, pelos campos das investigações contemporâneas, e ainda pelos espaços e diálogos entre os dois. Ao longo de cinco semanas do mês de maio, companhias do Rio de Janeiro, Baixada Fluminense, São Paulo, Togo e Moçambique percorrem o estado, convidando a todos a construir novas compreensões sobre os diversos lugares de fala e reivindicações destes artistas. Sesc


EDIÇÕES ANTERIORES

2016 Grupo Ângelo Madureira & Ana Catarina Vieira (SP) A Pele da Máquina | Estado imediato Grupo Tápias (RJ) | Casa de Abelha | Sei Coisas Lindas de Ti Regina Miranda & AtoresBailarinos (RJ) Murakami, o leitor de Sonhos | Medo e Prazer Grupo Giradança (RN) Sem Conservantes | Dança que ninguém quer ver

2017 Cia Urbana de Dança (RJ) | 5 passos para não cair no abismo Grupo Cena 11 (SC) | Proibido Elefantes Cia de Dança Renato Vieira (RJ) | Blue, bonjour tristesse Gira Dança (RN) e Toula Limnaios (Alemanha) Die Einen, Die Anderen - Alguns, Outros

2018 Balé do Teatro Castro Alves (BA) | Lub Dub Cia Híbrida de Dança (RJ) | In(in)terrupto Cia Siameses (SP) | D.G.LO Vol. 2 | Jardim Noturno | Rubedo Cia de Ballet da Cidade de Niterói (RJ) | O instante do aquilo Projeto MOV_Ola | Devolve duas horas da minha vida Márcio Cunha (RJ) | Rosário Os dois cia de dança (RJ) | Castelos e Redes: Estamos em obras Elisa Ohtake (SP) | Tira meu fôlego


“Escravização não é coisa do passado. Racismo não é uma questão de ignorância, está na nossa estrutura, eu percebi isso quando ainda dançava”, Relatou uma jovem estudante durante um debate público recente.

Quando comecei a pesquisar o corpo negro na dança, nos anos 1990, uma intervenção como essa era bastante incomum, principalmente se protagonizada por uma pessoa da Dança, branca e jovem, como foi. Pode-se dizer, grosso modo, que também na dança carioca daquela época, a reprodução de hábitos inaugurados por práticas racistas e colonialistas – animalização de seres humanos, sequestro e saque das riquezas simbólicas e materiais de pessoas negras, inferiorização pela diferença (corporal e cultural), transformação de seres humanos em mercadoria –, era ordinariamente tratada como um problema de cognição dos sujeitos. Ou seja, em nome da grosseria individual ou por conta de ignorância, tolerava-se, desculpava-se e promovia-se, no campo e na economia da dança, inumeráveis sofrimentos, invisibilidades e irresponsabilidades frente à vida comum. Portanto, enunciar as evidências do racismo como uma ideologia, uma força estruturante da sociedade brasileira, ramificada nas instituições, promotora de desigualdades entre outras violências, era “procurar chifre em cabeça de cavalo”. No campo da dança cênica profissional a extensão do racismo é longa, no tempo e no espaço. Eu diria que o avanço global do racismo e da convivência entre velhas e novas formas de escravização, como podemos ver hoje, tomadas as referências geopolíticas e macroeconômicas, aconteciam antes na Dança. Lugares de negro e lugares para negros, próprios das relações de subalternização, fetichização e mercantilização, foram e são estabelecidos, mas não sem resistência e muita resiliência. O impacto histórico dessa dinâmica está refletido nas transformadoras contribuições que as técnicas e os saberes do corpo de artistas negros, invisibilizados em demasia nas escritas da História, legaram ao mundo global da dança. Hoje, no Rio de Janeiro, pouco se diz que o racismo e a desigualdade não habitam o mundo da dança, incluindo aí sua economia. É fato que no Brasil das últimas décadas, as mudanças socioculturais, a entrada de novos atores nas instituições de ensino e pesquisa, os novos meios globais de informação e comunicação e, ainda, o avanço de formas supremacistas de poder em diversas e importantes partes do mundo, tanto forçaram a abertura do olhar e do ouvido dos autodeclarados brancos brasileiros, como estimularam


os técnicos e gestores de instituições diversas à abertura de diálogos propositivos e instigantes, inéditos no debate racial brasileiro. Uma rápida mirada sobre a atuação de artistas negros e negras criadores e criadoras de dança no Brasil, durante esta década, aponta para consolidação de carreiras estabelecidas anos antes, assim como para o surgimento de novos solistas, novas companhias e grupos, novos coreógrafos e coreógrafas; e não tão-somente isso, mas o surgimento, em diversos estados brasileiros, de intelectuais negras e negros, artistas da dança com produção acadêmica e pesquisas a partir de dentro; bem como o importante movimento intergeracional de artistas da dança Afro em prol do seu amplo reconhecimento. Sediado no Rio de Janeiro, esse movimento também retoma a centralidade de Mercedes Batista e o vocabulário da dança afro-brasileira. Frente a esse quadro o verso de um samba-enredo sai do nada, invade a página e expressa “Como será o amanhã?”. Provavelmente essa é a hora do exercício de futuro: celebrar os antepassados, festejar o corpo, a existência e a tenacidade das meninas e dos meninos, dos maduros e das maduras, criadoras e criadores de dança do presente, abrir caminho, compartilhar modos e pensamentos, observar e refletir com suas obras. A quarta edição do Sesc EntreDança, totalmente dedicada ao corpo negro, mostra um conjunto multifacetado de obras de dança criadas e executadas por artistas, negros e negras, de diferentes gerações, percursos, estéticas, metodologias, classes, pontos-de-vista e pertencimentos. A proposta da curadoria parte de um ramo epistemológico de nossa ancestralidade africana que ensina a mudar no presente os erros do passado para que o futuro se estabeleça. Neste sentido, o EntreDança se lança ao futuro, aberto para mútuas e múltiplas afetações; Ele aponta para futuros colaborativos: dos artistas entre si a partir de encontros, conversas, intercâmbios e práticas em residências; dos artistas e os diferentes espaços públicos onde atuarão; dos artistas e o público – poucas vezes convidado a ver criadores e criadoras negras e negros nos palcos de dança –, a partir da diversidade das obras, de temas, vocabulários e lugares de origem e de fala. O futuro lançou sua flecha. O que dirão teus olhos?

Carmen Luz | Cocuradora


PROGRAMAÇÃO | 2019 S E S C C O PA C A B A N A Entre Falas | O corpo negro: narrativas autorais debates e apresentação do grupo Jongo de Pinheiral 30 de abril | 19h | Teatro de Arena Pak Ndjamena (Moçambique) | Influx 5 de maio | 19h | Teatro de Arena Luciane Ramos-Silva (SP) | Olhos nas Costas e um Riso Irônico no Canto da Boca 2 a 5 de maio | 18h | Sala Multiuso Programa duplo: Cia. Babalakina | Vozes de nós Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Corredeira 2 e 3 de maio | 20h | Mezanino Nave Gris Cia. Cênica (SP) | A-vós 4 e 5 de maio | 20h | Mezanino Tiago Oliveira | À margem 9 a 19 de maio | 18h | Sala Multiuso Laso Cia. de Dança | Nunca mais 9 a 12 de maio | 20h | Mezanino Cia. Kawin | Desenho 16 a 19 de maio | 18h | Sala Multiuso Cia. Rubens Barbot | Dança Naná e outras coreografias 16 a 19 de maio | 20h | Mezanino Cristina Moura | Ägô – um solo de Cristina Moura 23 de maio a 2 de junho | 20h | Mezanino Luciane Ramos-Silva (SP) | Oficina 3 e 4 de maio | 13h às 15h Cia. Babalakina e Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Intercâmbio artístico 7 e 8 de maio | 14h às 17h

SESC RAMOS Pak Ndjamena (Moçambique) | Influx 3 de maio | 19h30


Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Corredeira 9 de maio | 19h30 Laso Cia de Dança | Nunca mais 17 de maio | 19h30 Cia Rubens Barbot | Dança Naná e outras coreografias 24 de maio | 19h30 Pak Djamena | Oficina 30 de abril e 1º de maio | 10h às 15h Grupo Fragmento Urbano (SP) | Oficina 2 de maio | 10h às 13h Imperadores da Dança | Oficina de passinho 28 e 30 de maio | 10h às 12h

S E S C N O VA I G U A Ç U Grupo Fragmento Urbano (SP) | Encruzilhada 1º de maio | 15h Cia. Babalakina | Vozes de Nós 4 de maio | 19h Laso Cia. de Dança | Nunca mais 25 de maio | 19h Imperadores da dança e GW Cia. de Performance Batalha de Ritmos! Passinho vs Danças Urbanas 29 de maio | 18h Grupo Fragmento Urbano (SP) e GW Cia. de Performance Intercâmbio entre companhias 1º de maio | 17h às 20h

S E S C N O VA F R I B U R G O Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Corredeira 11 de maio | 18h30 Cia. Rubens Barbot | Dança Naná e outras coreografias 11 de maio | 19h Cia. Babalakina | Vozes de nós 17 de maio | 19h


Laso Cia. de Dança | Nunca mais 31 de maio | 19h Jongo de Pinheiral | Oficina de jongo 3 de maio | 19h às 21h Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Oficina 10 de maio | 18h às 21

RODA CULTURAL DE OLARIA Grupo Fragmento Urbano (SP) | Encruzilhada 2 de maio | 21h Imperadores do Ritmo vs GW Cia de Performance Batalha de ritmos! 9 de maio | 21h

P R A Ç A D E M E R VA L B A R B O S A M O R E I R A | N O VA F R I B U R G O Grupo Fragmento Urbano (SP) | Encruzilhada 3 de maio | 15h Imperadores do Ritmo vs GW Cia de Performance Batalha de ritmos! 31 de maio | 15h

ESCOLAS PÚBLICAS Cia de Aruanda | Fuzuezinho Programação fechada para alunos de escolas da rede pública de ensino das cidades do Rio de Janeiro, Nova Iguaçu e Nova Friburgo.

UFRJ Nave Gris Cia. Cênica (SP) | Oficina 6 de maio | 20h às 22h


ESCOLA CARIOCA DE DANÇAS NEGRAS Imperadores da Dança | Oficina de passinho 17 de maio | 18h às 20h

CASA DO JONGO DA SERRINHA Grupo Fragmento Urbano (SP) e Jongo de Pinheiral Intercâmbio entre companhias 4 de maio | 17h às 20h

TERREIRO CONTEMPORÂNEO Cia. Rubens Barbot e Pak Ndjamena Intercâmbio entre companhias 2 de maio | 17h às 20h

FA C U L D A D E A N G E L V I A N N A Jongo de Pinheiral | Oficina de jongo 2 de maio | 9h às 12h

O Sesc RJ agradece ao acolhimento dos parceiros do projeto Sesc EntreDança 2019, que cederam gentilmente seus espaços de atuação para acomodar as atividades oferecidas nesta edição, a saber: à UFF – Universidade Federal Fluminense e ao Centro de Artes da UFF, à UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro e Departamento de Artes Corporais da UFRJ, à Faculdade Angel Vianna, ao Terreiro Contemporâneo, à Escola Carioca de Danças Negras, e à Casa do Jongo.


NOITE DE ABERTURA


E N T R E FA L A S | O C O R P O N E G R O : N A R R AT I VA S A U T O R A I S PA L E S T R A E A P R E S E N TA Ç Ã O DO GRUPO JONGO DE PINHEIRAL 30 de abril | 19h | Sesc Copacabana | Teatro de Arena O Sesc RJ convida o público e todos os artistas participantes do projeto para um encontro com depoimentos sobre as trajetórias dos profissionais, a cena da dança, e a criação de redes de intercâmbios. A conversa terá a mediação da cocuradora do projeto Carmen Luz, e como encerramento a apresentação do Grupo Jongo de Pinheiral. Duração: 180 minutos. Classificação indicativa: livre.

divulgação

FICHA TÉCNICA Cia Babalakina | Cia Kawin | Cia Rubens Barbot | Companhia de Aruanda | Cristina Moura | Grupo Fragmento Urbano | GW Cia de Performance | Imperadores da Dança | Jongo de Pinheiral | Luciane Ramos-Silva | Nave Gris Cia Cênica | Laso Cia de Dança | Pak Ndjamena | Tiago Oliveira | mediação: Carmen Luz.


DESCRITIVO DAS AT I V I D A D E S E S P E TÁ C U L O S


INFLUX PA K N D J A M E N A ( M O Ç A M B I Q U E ) 3 de maio | 19h30 | Sesc Ramos | Teatro 5 de maio | 19h | Sesc Copacabana | Teatro de Arena O movimento de pessoas em fronteiras geográficas e políticas são fundamentais para o discurso sobre a migração, mas muitas vezes nas capitais, os objetos e ideias que as pessoas carregam nas ruas, existem muito tempo antes do ato de se mudar. Como essas coisas “migram” e podem ser repetidamente transformadas em outra função e forma? Esta experiência baseia-se se numa instalação em movimento, corpo como objeto humano ao som de uma máquina de costura. Pelo corpo expressa-se o corpo, que é espelho de outro corpo, a imaginação torna-se encarnação e transforma-se em reflexos, drenos, sujeitos a alterações e mudanças. Duração: 45 minutos. Classificação indicativa: livre.

Yassmin Santos

FICHA TÉCNICA Coreografia e interpretação: Pak Ndjamena | Conceito: Gerald Machona | Iluminação: Caldino Alberto | Música: Auro Meirelles | Figurinos: Toma Toma | Fotografia: Yassmin Santos


ENCRUZILHADA GRUPO FRAGMENTO URBANO (SP) 1º de maio| 15h | Sesc Nova Iguaçu | Quadra da unidade 2 de maio| 21h | Roda Cultural de Olaria 3 de maio| 15h | Praça Demerval Barbosa Moreira | Nova Friburgo Encruzilhada é um espetáculo de dança sobre a atualidade, a ressignificação da ancestralidade, os espaços urbanos e propostas de numa nova consciência corporal e política, em movimento propõe um ato de resistência das periferias, dos mestres da cultura popular e do Hip Hop pouco reconhecidos. Duração: 55 minutos. Classificação indicativa: livre.

Daniel GRT

FICHA TÉCNICA Direção: Douglas Iesus | Elenco: Anelise Mayumi, Douglas Iesus, Joelma Souza, Luiz Negresco, Tiago Silva | Produção: Fragmento Urbano | Assistente de Cena: Iolanda Costa | Sonoplastia: Cic Morais.


CORREDEIRA N AV E G R I S C I A . C Ê N I C A ( S P ) 2 e 3 de maio | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino 9 de maio | 19h30 | Sesc Ramos | Teatro 11 de maio | 19h | Sesc Nova Friburgo | Teatro Corredeira nasce da percepção das águas que correm pro mar e da relação do poder ancestral ligado às águas no corpo feminino. A corporeidade levada à cena tem sua origem nas tradições e saberes nas danças presentes das manifestações religiosas de matrizes congo-angola. É também um exercício de reflexão em torno do corpo que pretende contar a pluralidade do indivíduo, dissipado e transformado na diáspora negro-brasileira; da experiência artística e das experimentações de um corpo negro que dança. Corredeira é água que inunda o corpo e o faz mover em busca de espaços locados na memória ancestral que se presentifica no acontecimento da dança. Classificação indicativa: livre. Duração: 25 minutos.

Murilo de Paula

FICHA TÉCNICA Criação, interpretação e direção: Kanzelumuka | Colaboração dramatúrgica e codireção: Murilo De Paula | Iluminação e operação de luz: Diogo Cardoso | Arte sonora: Vagner Cruz | Operação de som: Viviane Barbosa | Figurino: Éder Lopes | Registros fotográficos: Murilo De Paula | Coordenação de produção: Rochele Beatriz (Guria Q Produz) | Assessoria de imprensa: Iara Filardi


A-VÓS N AV E G R I S C I A . C Ê N I C A ( S P ) 4 e 5 de maio | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino A-VÓS é dança-homenagem àqueles que nos precederam, aos pais de nossos pais e aos nossos ancestrais míticos. Dançamos vidasmemórias, espaço em que reelaboramos nossos afetos e imaginário e nos conectamos com o que nos move no constante ato de criação do presente. Classificação indicativa: livre. Duração: 50 minutos.

Mônica Cardim

FICHA TÉCNICA Pesquisa e concepção do espetáculo: Nave Gris Cia Cênica | Criadores-intérpretes: Fredyson Cunha, Kanzelumuka e Murilo De Paula | Orientação artística: Sayonara Pereira | Texto: Murilo De Paula | Concepção sonora e musical: Daniel Maia | Operação de som: Viviane Barbosa | Iluminação e operação de luz: Diogo Cardoso | Concepção do cenário: Murilo De Paula | Pintura artística cenográfica: Cesar Rezende Santana (Basquiat) e Murilo De Paula | Figurino: Éder Lopes | Registros fotográficos: Mônica Cardim | Coordenação de produção: Rochele Beatriz (Guria Q Produz) | Produção executiva: Antônio Franco | Assessoria de imprensa: Iara Filardi | Design gráfico: Caco Bressane


VOZES DE NÓS CIA. BABALAKINA 2 e 3 de maio | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino 4 de maio | 19h30 | Sesc Nova Iguaçu | Teatro 17 de maio | 19h | Sesc Nova Friburgo | Teatro Performance nascida à luz das sensibilidades do momento presente, onde tudo urge. Da potência de Mulheres Negras. Insubmissas vozes emergem qual raios e águas dos escombros da história oficial. Seus legados, memórias e estórias animam corpos pretos hoje. “Orixás do futuro riscam o chão do asfalto e chovem… Fertilizam a terra que os foi saqueada.” Em cena um corpo e muitas vozes. De oceanos e navios, mandingas e tronos reinam vozes de mulheres reverberadas no corpo da artista criadora e intérprete Aline Valentim. A artista passeia pelas danças de matriz africana e mergulha e nas possibilidades de remodular e redesenhar o que sejam estas formas em seu corpo hoje. Essa obra é uma homenagem a todas as nossas ancestrais afrodescendentes, e principalmente, à irmã Marielle Franco. Classificação indicativa: livre. Duração: 20 minutos.

Carolina Diadorim

FICHA TÉCNICA Concepção e interpretação: Luciane Ramos-Silva | Provocadora: Amara T. Smith Trilha sonora: NOISEstudio | Figurino: Julia Martins | Luz: Dedê Ferreira | Produção local: Luna Borges | Produção geral: Otávio Bontempo / Bom Tempo Produções Artísticas


O L H O S N A S C O S TA S E U M R I S O IRÔNICO NO CANTO DA BOCA L U C I A N E R A M O S - S I L VA ( S P ) 2 a 5 de maio | 18h | Sesc Copacabana | Sala Multiuso O trabalho é uma espécie de travessia, num sentido atlântico e contra hegemônico, onde o corpo é a um só tempo lócus da diferença e da anunciação crítica. Entre imaginários, ficções e camadas de histórias interroga as lógicas e relações que produzem “os semelhantes” e “os outros”. Há quem re-imagine. Há quem interpele. Há quem encare as contradições e retome alguns sensos de totalidade. Concebida e performada por Luciane Ramos-Silva, artista que tem uma extensa biografia e formação, a obra agrega reflexões sobre corpo e cultura, o espetáculo apresenta uma dramaturgia onde a dança é entrecortada por palavra e texto, com a proposta de trazer uma memória histórica por meio da discussão no corpo. Duração: 35 minutos. Classificação indicativa: livre.

Luciane Ramos e Dayse Serena

FICHA TÉCNICA Concepção e interpretação: Luciane Ramos-Silva | Provocadora: Amara T. Smith Trilha sonora: NOISEstudio | Figurino: Julia Martins | Luz: Dedê Ferreira | Produção local: Luna Borges | Produção geral: Otávio Bontempo / Bom Tempo Produções Artísticas


DANÇA NANÁ E OUTRAS COREOGRAFIAS | CIA. RUBENS B A R B O T – T E AT R O D E D A N Ç A 11 de maio | 19h | Sesc Nova Friburgo | Teatro 16 a 19 de maio | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino 24 de maio | 19h30 | Sesc Ramos | Teatro No ano 2020 a Companhia Rubens Barbot fará 30 anos de atividade ininterrupta. Com tal motivo a produção junto com a direção criaram o projeto ANIVERSÁRIO 30, englobando uma série de ações: edição de livros, exposição, estreias, depoimentos e entre outras atividades, as releituras de obras ícones dentro da trajetória de todos estes anos. Dança Naná e outras Coreografias faz parte do ciclo de Releituras, que pretende trazer um painel dos caminhos de escrita coreográfica construídos através desta trajetória. Integram o programa as seguintes obras: A Nega, Nem todos somos patinhos feios e Dança Naná. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa: Livre.

Wilton Montenegro

FICHA TÉCNICA Figurinos e supervisão geral: Rubens Barbot | Direção Coreográfica: Luiz Monteiro | Direção Geral: Gatto Larsen | Iluminação: César de Ramires | Montador e operação de luz: Aldem Sander | Contra Regra e operador de som: Adilson Aguiar | Designer Gráfico: Maria Júlia Ferreira | Vídeos: Robsom Maia e Elísa de Magalhães | Fotógrafo: Wilton Montenegro | Assessoria de Imprensa: Lais Oliveira | Direção de Produção: Beth Lopes | Elenco: Ana Paula Dias, Éder Martins Souza, Carlos Maia, Wilson de Assis | Convidado especial: Carlos Muttalla | Participação especial: Luiz Monteiro.


À MARGEM TIAGO OLIVEIRA 9 a 19 de maio | 18h | Sesc Copacabana | Sala Multiuso O espetáculo traz o resultado de uma investigação que se dará através de depoimentos corporais, musicais e experiências de três artistas negros em cena sobre discussões que apresentam as tensões raciais das quais enfrentaram em suas vidas. Entendendo quais as possíveis interseções em suas trajetórias – que ecoaram e se tornaram presentes em seus fazeres – o relato artístico de cada um servirá como um convite para que o espectador vivencie uma nova perspectiva poética. Três homens, cada um advindo de uma estética artística diferente: Tiago Oliveira – da dança contemporânea; Bruno Duarte – das danças urbanas [o Krump] e Jhonatta Vicente – que atua como DJ em performances sonoras e visualidades. O questionamento que circunda esta obra é: Como esses corpos negros, independente do caminho que cada um passou, é recebido aonde chega? Trajetórias encharcadas de lembranças que vão se atravessando e provocando novas experiências e novas descobertas no desencadeamento da trama, permitindo-nos associá-lo a um work in progress. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: 14 anos.

Dandi Maia

FICHA TÉCNICA Idealização: Tiago Oliveira | Intérpretes-Coreógrafos: Bruno Duarte e Tiago Oliveira | Sonorização e Visualidade: Jhonatta Vicente | Direção de Dramaturgia: Fabiana Nunes e Tiago Oliveira | Produção Executiva: Thiago Piquet.


DESENHO C I A . K AW I N 23 de maio a 2 de junho | 18h | Sesc Copacabana | Sala Multiuso Biovirtualidade. A casca do osso. Ritmo: ligação que gera vida e ação, local de transgressão, lugar de confusão, pertencimento, existência. O ritmo atravessa os poros. O ritmo desenha os poros. Chão: campo interativo de desenhos energéticos. Desenho: rastros viscerais de corpos efêmeros. Visão, som e movimento. Espaço-ser. Em uma narrativa polirrítmica abstrata, camadas de sonoridades e imagens afetam e interagem com o performer e o público, produzindo continuamente diferentes sensações espaço-temporais. Em “Desenho” o ritmo é a energia vital por trás da realidade fractal que conecta o corpo à natureza, permitindo em meio a fragmentação cotidiana que nos reconheçamos como vibrações, pulsões e fluxos - como desenhos em devir. Classificação indicativa: Livre. Duração: 50 minutos.

Lyana Peck

FICHA TÉCNICA Concepção, Coreografia, Cenografia digital e Dramaturgia: Anani Sanouvi e Christiane da Cunha | Performance: Anani Sanouvi | Desenho sonoro e de luz: Christiane da Cunha | Colaboração artística: Gustavo Gelmini | Figurino: Gilda Limoeiro | Iluminação: Cristiano Ferreira | Produção executiva: Talita Magar | Apoio: Centro Coreográfico da cidade do Rio de Janeiro | Agradecimentos: Lyana Peck, Tato Taborda, Jonas Conceição e Daniel Sousa | Produção: Kawin


ÄGÔ - UM SOLO DE CRISTINA MOURA CRISTINA MOURA 23 de maio a 2 de junho | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino Mostra de trabalho em processo em forma de diálogo com espectador. A partir de textos de Maya Angelou, Ana Miranda, Grada Kilomba, Wislawa Szymborska, Angela Davis, Edna St Vicent Milley entre outras pensadoras e poetas, além de fragmentos de memórias e vivências da própria Cristina Moura, a dramaturgia da cena é construída como uma provocação, um chamamento para pensarmos sobre questões do mundo de hoje. O que se passa no mundo enquanto um corpo se move ou dança? Enquanto eu danço muitos outros corpos se movem. Corpos de mulheres, corpos de mulheres negras, corpus escuros. Enquanto eu danço corpos desaparecem. Corpos negros desaparecem, mulheres temem, povos se deslocam, povos desaparecem. Um corpo negro que dança, uma dança de ancestralidade e contemporaneidade, de beleza e feiura, de fragilidade e força, de sentidos e insensatez. Enquanto eu danço evoco seres, festejo, multiplico, rezo, comunico, renovo, faço festa, faço ritual, grito, corro e sussurro. Visito algo que não sou para afirmar o que sou. Ägô combina linguagens e símbolos, pensadores e criadores, e procura uma escrita de movimento e de estar cênico que comuniquem ambiguidades e possibilidades de um corpo negro dançante e suas questões no mundo de hoje. Duração: 50 minutos. Classificação indicativa: 12 anos

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FICHA TÉCNICA Direção e interpretação: Cristina Moura | Intervenção musical: Bruno Bathazar | Imagens/ projeção: Lucas Canavarro | Colaboração / Provocação: Renato Linhares | Colaboradores: Domenico Lancellotti/ Estúdio Radiográfico / Anna Dantes / Thereza Nabuco | Produção: Dadá Maia


NUNCA MAIS LASO CIA. DE DANÇA 9 a 12 de maio | 20h | Sesc Copacabana | Mezanino 17 de maio | 19h30 | Sesc Ramos 25 de maio | 19h | Sesc Nova Iguaçu 31 de maio | 19h | Sesc Nova Friburgo Faça um gesto ou um movimento inesquecível. As escolhas que fazemos mudam as nossas vidas em alguns momentos, nos levando a novos caminhos sem volta. O espetáculo é uma investigação coreográfica sobre o desejo da escolha humana, chegando a consequências inimagináveis, as quais não podemos voltar atrás. Haja o que houver, não voltamos nunca mais. Este é um espetáculo que reafirma o efêmero, registrado apenas pela memória da plateia. Problematizando a busca de um tempo perdido, o espetáculo questiona a qualidade das nossas escolhas em relação ao uso do nosso tempo, a partir de uma narrativa inusitada. Em “Nunca mais” os intérpretes têm um desafio: construir um espetáculo sem volta, independentemente de onde esteja o seu começo. Duração: 60 minutos. Classificação indicativa 14 anos.

Carolina Liaño

FICHA TÉCNICA Direção e concepção coreográfica: Carlos Laerte | Dramaturgia: Victor Torres e Carlos Laerte | Intérpretes criadores: Douglas Lopes; Jeniffer Rodrigues; Lucas Oliveira; Nayanne Cavalcante; Raphael Rodrigues; Sabrina Vaz; Thatila Paganotti | Luz: Fernanda Mantovane | Cenário: Laso Cia. de Dança | Figurino: Laso Cia. de Dança | Trilha Sonora: Dj Marcão | Fotografia: Carolina Liaño


B ATA L H A D E R I T M O S ! PA S S I N H O V S D A N Ç A S U R B A N A S IMPERADORES DA DANÇA E GW CIA DE PERFORMANCE 9 de maio | 21h | Roda Cultural de Olaria 29 de maio | 18h | Sesc Nova Iguaçu | Quadra da unidade 31 de maio | 15h | Praça Demerval Barbosa Moreira | Nova Friburgo O Sesc EntreDança convida dois grupos do Estado do Rio de Janeiro para uma batalha-espetáculo. Comandada por um mestre de cerimônias e sonorizada por um DJ, os bailarinos das diversas técnicas das danças urbanas e do passinho carioca se encontram para um bemhumorado desafio entre os seus estilos. Do lado do passinho carioca, os Imperadores da Dança. Do lado das danças urbanas, a GW Cia de Performance. Uma oportunidade de conhecer a dança por meio dos movimentos e desafios corporais que estes artistas apresentam. Duração: 40 minutos. Classificação indicativa livre.

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@jpblack

FICHA TÉCNICA Bailarinos do grupo Imperadores da dança | Bailarinos do grupo GW Cia de Performance.


JONGO DE SURPRESA JONGO DE PINHEIRAL 30 de abril a 5 de maio | Niterói, Nova Friburgo, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro. Caxambu, Batuque, Tambor, Tambú. Manifestação da tradição cultural brasileira mesclando música e dança, o Jongo se integra na programação com intervenções surpresa nas cidades do Niterói, Nova Iguaçu, Nova Friburgo e Rio de Janeiro. O grupo convidado é o Jongo de Pinheiral, da cidade de Pinheiral, situada no vale do Paraíba, região Sul do Estado do Rio de Janeiro. Liderado por Maria de Fátima – a Fatinha do Jongo, a tradição atravessará ruas e praças públicas, evocando memórias de outros tempos. Duração: 20 minutos. Classificação indicativa: livre.

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FICHA TÉCNICA Com os artistas do Grupo Jongo de Pinheiral


FUZUÊZINHO C O M PA N H I A D E A R U A N D A Apresentações fechadas para estudantes de escolas públicas Fuzuêzinho é um espetáculo educacional e interativo com dança, música ao vivo, contação de história que permeia o folclore e a temática negra. Ele apresenta um misto das manifestações culturais do Brasil, através de seus ritmos, suas histórias, lendas e formas de serem executadas. Um lindo e lúdico momento, onde crianças, jovens e adultos desvendam um sentimento de alegria e pertencimento a essa história que é de todos os brasileiros. Classificação indicativa: Livre. Duração: 60 minutos.

Paula Eliane

FICHA TÉCNICA Concepção, Pesquisa e Coreografia: Companhia de Aruanda | Direção Geral: Dário Firmino | Direção Musical: Thiago da Serrinha | Cenário e Figurinos: Companhia de Aruanda e Gabi Mazepa | Iluminação: Robson Soares | Atores/Bailarinos: Aedda Mafalda, Ana Cê, Cridemar Aquino, Leco Lisboa e Rodrigo Nunes | Músicos/Brincantes: Alfaia: Robson Luiz – Xequerê: Talita Magar - Pandeirão: Lucas de Deus - Matracas: Lekah Simplício, Amanda Roberta e Suellen Tavares | Músicos/Percussão: Anderson Vilmar, Flavio Santos e Claudio Brito | Musico/Violão: Mauricio Massunaga | Cantor: Lucio Sanfilippo |Fotografia: Paula Eliane | Produção e Realização: Companhia de Aruanda.


DESCRITIVO DAS AT I V I D A D E S AT I V I D A D E S F O R M AT I VA S


ENTREESTUDOS TRÂNSITOS ENTRE PRODUÇÕES ACADÊMICAS 2 e 3 de maio | Teatro de Arena | Sesc Copacabana Segunda edição dos itinerários de produção, intercâmbios e debates entre as escolas que atuam na formação do bailarino e outros profissionais da dança na cidade do Rio de Janeiro. Convidamos a Faculdade Angel Vianna, a Departamento de Arte Corporal da UFRJ e a Universidade Cândido Mendes para compor um percurso coletivo das suas perspectivas de ensino, apresentando a produção dos seus núcleos de pesquisa, além de solos e outros trabalhos teóricos, criando um território de interlocução entre as experiências no campo da dança. A ação também integra a participação dos artistas convidados para o projeto, que contribuem com suas diferentes perspectivas de abordagens estéticas, possibilitando o contato e intercâmbio com narrativas de trajetórias de produção distintas. As jornadas se propõem em cogestão com os parceiros, no entendimento de uma experiência que atenda a uma construção de vivências otimizadas para todos os participantes.

ENTRECORPOS A Ç Õ E S F O R M AT I VA S | O F I C I N A S Oficinas de desenvolvimento técnico e compartilhamento de processos de criação com os artistas participantes do projeto. As inscrições para as atividades realizadas nas unidades do Sesc RJ devem ser feitas mediante envio de email para entredanca@sescrio.org.br informando nome completo, contato telefônico e oficina/unidade pretendida.

OFICINA DE JONGO JONGO DO PINHEIRAL 2 de maio | 10h às 12h | Faculdade Angel Vianna 3 de maio | 17h às 19h | Sesc Nova Friburgo A oficina de Jongo tem como proposta criar um momento de inserção nas práticas das danças tradicionais brasileiras. Voltada para todos os públicos, a oficina busca estabelecer um contato com a cultura


popular, reconhecendo as danças de roda serem exercício integrativos de diferentes públicos. Para o bailarino já experimentado, a oficina proporciona uma imersão na vivência dos códigos e movimentações desta expressão artística, possibilitando a ampliação dos seus instrumentos de criação.

SUBSÍDIOS DE DANÇAS PA K N D J A M E N A ( M O Ç A M B I Q U E ) 30 de abril e 1º de maio | 10h às 15h | Sesc Ramos O trabalho visa desenvolver meios de aprofundar os passos das danças tradicionais e transformar em movimentos abstratos, gerando outras danças, criar manifestações no corpo a partir de várias dinâmicas, confrontar tais movimentos a outros ritmos reconhecidos pelo corpo através de imagens, sons, espaço, tempo, memórias. Serão desenvolvidas as técnicas de Danças tradicionais moçambicanas (Marrabenta; Ngalanga) e Danças tradicionais do oeste de África (Senegal, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, Guiné-Conacre, Togo).

A DIÁSPORA NO CORPO QUE DANÇA: AUTONOMIA E PODER N A S T R AV E S S I A S A T L Â N T I C A S L U C I A N E R A M O S - S I L VA ( S P ) 3 e 4 de maio | 13h às 15h | Sesc Copacabana Tendo como disparador a pedagogia Corpo em Diáspora, proporemos procedimentos, exercícios e pílulas criativas ancoradas em conceitos e escritas de corpo oriundas das estéticas e poéticas afro-diaspóricas em seus movimentos, convergências e divergências. Memória e contemporaneidade em entrelaçamentos.


DANÇAS NEGRAS NA ENCRUZILHADA: AS ENTOAÇÕES S Ã O D E M U I T O S S O TA Q U E S GRUPO FRAGMENTO URBANO (SP) 2 de maio | Sesc Ramos | 10h às 13h Em busca de fazer do encontro um momento único de pesquisa e compartilhamento, o grupo Fragmento Urbano abre suas práticas de composição e improvisação para dar vazão a criação conjunta. Tendo como objetivo provocar nos corpos reflexões sobre as danças afro-brasileiras na contemporaneidade a partir dos movimentos de resistência sócio-históricas, o grupo Fragmento Urbano convida xs interessadxs a vivenciar os procedimentos de pesquisa e criação Encruzilhada, criada a partir do encontro com as danças do Hip Hop e das manifestações culturais do Brasil. Esta se manifesta tendo em vista a experiência e história dos presentes. Cada pessoa nessa oficina será fomentadora de histórias, desses brasis, pensamentos acerca das condições às quais vivem em seus guetos, periferias, favelas, margens, quilombos, re-existindo dia após dia, criando meios de produzir vida a partir de suas tecnologias (ou tecnologingas) culturais (comidas, sotaques, gírias, músicas, danças, religiões, manifestações). Quando o falar de si é falar de contextos periféricos, contextos afro-diaspóricos, ameríndios, relacionados as ancestralidades e memórias pouco celebradas nos contextos sociais hegemônicos, falamos de dançar a contra-história, é fazer nascer do oco de si a garantia da historicidade dos que a margem, se atualizam num fazer da arte dança. Oficineirxs: Douglas Iesus e Anelise Mayumi. Faixa Etária: a partir de 16 anos. Capacidade: 30 vagas.

O F I C I N A D E PA S S I N H O IMPERADORES DA DANÇA 17 de maio | 18h às 20h | Escola Carioca de Danças Negras 28 e 30 de maio | 10h às 13h | Sesc Ramos O passinho foi reconhecido como patrimônio cultural imaterial da cidade do Rio de Janeiro em 2018 e figura hoje em várias manifestações e intervenções artísticas para além dos bailes e batalhas. As oficinas aqui oferecidas visam produzir um espaço de identificação dos grupos jovens interessados neste ritmo, além de proporcionar aos profissionais da dança o contato com o gênero, seus estilos e técnicas. Ministrantes: bailarinos do grupo Imperadores da dança.


OFICINA D ANÇA NEGR A C ONTE M PO RÂNEA – O FÍCIO S E MANUFAT URAS D O MO VIM EN T O N AV E G R I S C I A . C Ê N I C A ( S P ) 6 de maio | 20h às 22h | UFRJ 10 de maio | 18h às 21h | Sesc Nova Friburgo Nesta oficina propomos a partilha de procedimentos técnico-criativos utilizados pela Nave Gris na composição dos espetáculos A-VÓS e Corredeira. Abordaremos procedimentos e elementos técnico-poéticos a partir das danças dos minkisi, congados e moçambiques e das relações com ofícios manuais e memórias pessoais na criação em dança contemporânea. Número de vagas: 20. Classificação indicativa: 18 anos.

ENTRECORPOS A Ç Õ E S F O R M AT I VA S | INTERCÂMBIOS ENTRE CIAS. Grupo Fragmento Urbano e GW Cia. de Performance 1º de maio | 14h às 17h | Sesc Nova Iguaçu Cia. Rubens Barbot e Pak Ndjamena (Moçambique) 2 de maio | 17h às 20h | Terreiro Contemporâneo Grupo Fragmento Urbano e Jongo de Pinheiral 4 de maio | 17h às 20h | Casa do Jongo da Serrinha Cia. Babalakina e Nave Gris Cia. Cênica (SP) 7 e 8 de maio | das 14h às 17h | Sesc Copacabana Intercâmbios técnico-artísticos entre os artistas convidados, para promover a interlocução de processos de criação e produção, produzir redes de trabalho, dinâmicas entre territórios, e desenvolver potencialidades das equipes envolvidas. Os encontros serão fechados, com a presença somente dos artistas dos grupos convidados.


CONVIDADOS CARMEN LUZ Carmen Luz é coreógrafa, diretora de teatro e realizadora audiovisual. Atua, também, como curadora, consultora, pesquisadora e docente. Sua pesquisa artística e teórica inclui o interesse pela vida e obra de artistas beninenses, zimbabuanos e da diáspora negra nas Américas. Aborda com especial interesse as memórias de mulheres negras e o cotidiano de jovens moradores dos grandes centros urbanos e suas periferias, conectando-os aos processos sócio-políticos globais. É mestre em Arte e Cultura Contemporânea pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, professora de história do cinema brasileiro na Escola de Cinema Darcy Ribeiro, idealizadora e professora do curso Danças Negras na Faculdade Angel Vianna. É diretora artística e coreógrafa da Cia. Étnica de Dança, sediada no Rio de Janeiro.

CIA BABALAKINA Cia Babalakina nasce do trabalho da bailarina, pesquisadora e criadora Aline Valentim. Valentim vem do campo das Ciências Sociais para dança, seu trabalho está pautado especialmente nas danças populares brasileiras e dança Afro como campo de pesquisa e criação de linguagem artística e como caminho para articulação de saberes e poderes através do corpo, levando à transformação social. Aline mantém um núcleo permanente de Dança Afro na Fundição Progresso onde há 14 anos onde realiza cursos regulares e mantém intercâmbios com mestres e bailarinos africanos e da diáspora. Atualmente é uma das principais referências em Dança Afro no Rio de Janeiro, atuou por 20 anos como integrante e coordenadora do núcleo de dança do grupo Rio Maracatu, onde foi contemplada com Prêmio Klauss Vianna de dança (Funarte - 2010). Como diretora da Cia. Babalakina de Dança Afro, foi contemplada com o Edital FADA - Fundo de Apoio á Dança em 2013, quando estreou o espetáculo Primevo Gesto. Mais recentemente vem reforçando as articulações entre arte, politica, representatividade e feminismo e levando seu trabalho de dança e cultura a diferentes lugares do mundo já tendo passado por Argentina, Bélgica, França, Portugal, Finlândia, Suécia, Áustria, Dinamarca, Alemanha e Uruguay. Vozes de Nós é seu mais novo mergulho cênico. Estreou em 2018 Na Primeira semana de Criadores Negros da Dança do Centro Coreográfico do Rio, passando pelo Teatro Cacilda Becker, João Caetano, Festival Nazoombit no Uruguay e festival Dansent in the Park em Ghent, Bélgica. https://www.facebook.com/babalakina/


C O M PA N H I A D E A R U A N D A A Companhia de Aruanda é formada por jovens vindos de diversos projetos sociais, como Jongo da Serrinha, Afroreggae, Companhia Étnica, Companhia Brasil Mestiço, entre outros. Desde 2007, realiza um trabalho de pesquisa, divulgação e preservação das diversas danças e tradições da Cultura Popular do Brasil, através de projetos, oficinas, palestras e eventos. Dentre os diversos trabalhos realizados, entre produções da companhia e participações em outros projetos, podemos destacar: Trabalhos em diversas comunidades, atuando como professores, coordenadores e técnicos bailarinos, além de produções em espetáculos do Jongo da Serrinha, Quilombo São José, Boi Pintadinho de Miracema, Fado de Quissamã, Ciranda de Tarituba, e nas edições 9ª, 10ª, 11ª e 12ª do Encontro de Jongueiros do Quilombo São José; Projeto Tempo Livre (SESC RIO): Núcleo de Gestão e Sustentabilidade de projetos culturais comunitários, junto a 35 grupos artísticos populares; Oficinas de Mobilização e Gestão de projetos comunitários em 25 municípios do Estado do Rio de Janeiro; Oficinas de dança afro e jongo no Centro Cultural Jongo da Serrinha, Circo Voador e Fundição Progresso; dentre diversas outras ações. https://www.facebook.com/Ciadearuanda Trabalhos recentes | Fuzuê D’Aruanda | Fuzuezinho

C I A . K AW I N ( B R A S I L / T O G O ) Kawin é formada pelos artistas transmídia Anani Sanouvi e Christiane da Cunha. Seu repertório possui cerca de 10 criações - integrando a dança contemporânea com a arte sonora e a cenografia digital - que vem sendo apresentadas em diversos teatros, festivais, museus e centros culturais na Europa, África e Brasil. Seu trabalho questiona o trânsito entre a contemporaneidade e as linguagens ancestrais nas relações entre arte, política e espiritualidade. Os artistas trabalham juntos desde 2004. Dançarino e coreógrafo de formação, Anani nasceu no Togo, cresceu no Gabão, morou no Senegal, Bélgica, Holanda e atualmente reside no Brasil. Representante da nova geração da dança contemporânea africana, é laureado pela Unesco, África Center, Fundação Sacatar e Prêmio Rolex Mentor & Protégé. Artista multimídia brasileira, Christiane realizou diversas performances e exposições individuais e coletivas no Brasil, Itália, Holanda e EUA e colaborou com cias de renome assim como o Ballet Nacional da Holanda e Shailesh Bahoran. Atualmente é doutoranda em Artes Cênicas pela UNIRIO. No âmbito da pesquisa e arte educação, ambos participam de conferências, simpósios e ensinam em instituições, teatros


e companhias em diferentes países. Desde dezembro de 2016, Kawin é companhia residente no Centro Coreográfico da cidade do Rio de Janeiro. http://christianedacunha.wixsite.com/website-4 Trabalhos recentes | Imbassaí (2018) | Tolo (2016) | Mandinga (2014) | Composition 7 (2011) | Fôlego (2010) | Luz ( 2010) | Broto (2008)

CIA. RUBENS BARBOT T E AT R O D E D A N Ç A A Companhia Rubens Barbot - Teatro de Dança teve sua fundação em 20 de Agosto de 1990 no bairro carioca de Quintino idealizada pelo próprio Rubens e produzida por Gatto Larsen. Foi a primeira companhia negra de dança contemporânea do Brasil. Em seu extenso repertório, possui vinte e cinco espetáculos, seis espetáculos e performances para a rua, três filmes e um livro. Sempre na procura de uma dança contemporânea brasileira. Fez turnês pelo Brasil, Munique e Frankfurt (Alemanha), Argentina (em dez cidades) e França, sempre com críticas e aplausos do público e imprensa especializada. A Companhia sempre abriu os caminhos para bailarinos e coreógrafos negros, e hoje muito deles atuam ou atuaram em vários países da Europa e América do Sul, incluindo o Brasil. Hoje, fez da sua sede no centro da cidade o Terreiro Contemporâneo um espaço onde se incorporam ideias, projetos e resultados. Espaço onde têm residência artísticas cinco companhias e/ou grupos de dança, teatro e percussão. O local oferece espaços off para teatro, dança, performances cinema e em breve artes visuais. Todos artistas negros e jovens que dialogam com todas as culturas, raças e etnias. https://associcaoterreiro.wixsite.com/meusite/ Trabalhos recentes | ARTUR - Ensaio Primeiro (2017) | SIGNOS (2015) | Um Rio, de Janeiro a Janeiro (2012) | Esse Amor que Nós Consome (Filme longa 2012) | 40 + 20 (2010)

CRISTINA MOURA É diretora de espetáculos de teatro e dança contemporânea, coreógrafa e intérprete. Entre 1996 e 2003 viveu na Europa e integrou o Les Ballets C de La B de Alain Platel e Cia Mudances de Angels Marguerit, entre outras companhias. Em 2003 cria seu solo “like an idiot”, de grande êxito, que entre 2004 e 2011 foi mostrado em diversos países da Europa, América Latina, Estados Unidos, Canadá e Brasil. Em 2009 dirige “A mulher que matou os peixes… e outros bichos”, premiada


peça, baseada em textos de Clarice Lispector. É colaboradora de Enrique Diaz em “Ensaio.Hamlet” e “Gaivota” e em 2010 co-dirige “OTRO”, do Coletivo Improviso do qual faz parte, com este diretor. Em 2011 dirige “O menino que vendia palavras”, baseada em livro de Ignácio de Loyola Brandão. Em 2012 cria, dirige e atua junto a Volmir Cordeiro o duo “peça coração”, a partir de texto de Rainer Muller. Em 2013 assina a direção de “Philodendrus, uma conferência imaginária”, espetáculo de teatro dança para 6 atores onde também atua. Co-dirige também o espetáculo par crianças “Nós de borboletas”, em parceria com Emilio de Mello. Colabora também com Pedro Brício, Bel Garcia e Lia Rodrigues. Em 2014 estreia “Retratos” solo com Carolina Cony, inspirado na obra de Cindy Shermann. Em outubro de 2015 apresenta “Exercícios para Sr. Silva” no Tempo Festival, uma ocupação do prédio do Oi Futuro Flamengo. Em 2016 colabora com Pedro Brício na peça infantil “A menina do dedo torto” e faz a direção de movimento na peça “Os Realistas” com direção de Guilherme Weber. Também em 2016 é co-diretora convidada no espetáculo “BISPO” de João Miguel sobre o artista Arthur Bispo do Rosário. Em 2016 dirige a peça “Nu de botas”, adaptação de texto homônimo de Antonio Prata, grande sucesso de público e crítica. “Nu de Botas” cumpre turnê pelo Brasil em 2017. Por “Nu de botas” Cristina Moura é agraciada com o Prêmio de melhor direção no Prêmio de Humor Fabio Porchat. Em 2017 colabora com Emilio de Mello no espetáculo “Estranhos.com”. Em 2018 colabora com “A última peça” direção de Danilo Grangheia para texto de Inez Viana. Desde 2015 vem atuando como preparadora de elenco, juntamente com Eduardo Milewicz, em produções da Rede Globo de Televisão, como: “A Regra do Jogo”, “A força do querer”, “Deus salve o rei”, entre outras. Trabalhos recentes | Nu de botas (2016) | Exercícios para Sr. Silva (2015) | Retratos (2014) | Peça coração (2013) | O menino que vendia palavras (2011) | OTRO (2010)

GRUPO FRAGMENTO URBANO (GUAIANASES/SP) O Grupo Fragmento Urbano é um grupo de dança que nasceu em 2009 da inquietude de jovens advindos da periferia da Zona Leste de SP que traziam como ponto de interesse comum a criação de espetáculos a partir da linguagem das Danças Urbanas (Hip Hop) para intervenção urbana. Compreendendo a dança como um campo de pesquisa amplo e profundo, atualmente as pesquisas para criação se concentram na investigação de uma corporeidade periférica, afro-diaspórica, ameríndia, plural e potente. Trata-se de um princípio do grupo a circulação pelos mais variados locais de zona urbana, vivenciando em cada um deles o público transeunte distinto, pois o espetáculo é fomentador da


pesquisa continuada do grupo que busca encontrar na heterogeneidade social, étnica e cultural estímulo para a composição. www.fragmentourbano.com.br Trabalhos recentes | Esquina (2019 | estreia prevista para junho) | Encruzilhada (2016) | Relações Possíveis (2014) | Chão que me cabe (2014 - Parceria com NUCCA) | Duoelo (2013) | Breaking de Repente (2010)

GW CIA. DE PERFORMANCE ( M E S Q U I TA / R J ) O GW Cia de Performance nasceu de um projeto social no coração de Mesquita (Chatuba) há 20 anos. Com intuito de tirar jovens e crianças das ruas e incluí-las na sociedade através da arte da dança de rua, surgiu então o projeto DRC (Dança de Rua da Chatuba). Grupo pioneiro da modalidade na cidade, com um grande destaque no cenário nacional. Premiado nos mais importantes festivais de dança do país e apresentações televisivas. Hoje possui dezenas de bailarinos formados, sindicalizados e com destaque no mercado de trabalho. A GW Cia de Performance mostra que é um grupo escola que não busca não somente o desenvolvimento técnico, mas também o artístico num contexto único. https://youtu.be/7kf4PeXquX4

JONGO DE PINHEIRAL (PINHEIRAL/RJ) O Grupo Jongo de Pinheiral, formado por moradores da comunidade, mantém viva esta expressão de origem africana deixada pelos negros escravizados da Fazenda São José dos Pinheiros, berço histórico de Pinheiral. Fundado em 1996 com o objetivo de preservar a dança de jongo e aprimorar a biblioteca cultural afro brasileira na região, o CREASF “Centro de Referências e Estudos Afro do Sul Fluminense”, integra a rede de Pontos de Cultura desenvolvendo atividades em escolas e articulando outros grupos de cultura popular da região. https://www.facebook.com/jongo.pinheiral/

IMPERADORES DA DANÇA Criado em 2006 no Jacaré, Zona norte do Rio, por Anderson Santana (conhecido como baianinho) o grupo Imperadores da Dança (IDD) é pioneiro, pois é o primeiro bonde (crew) do passinho do Rio de Janeiro.


O grupo foi criado para fomentar e disseminar esta nova modalidade de dança. E já conta com prestígio internacional: encerramento dos jogos Paraolímpicos de Londres em 2012, Festival Lincoln Center de Nova York em 2014, Festival de Zurich da Suíça em 2016, abertura e encerramento das Olímpiadas do Rio 2016. E também participações em filmes nacionais e programas de emissoras brasileiras como o filme Tô Ryca, Encontro com Fátima Bernardes, Legendários. Além de personalidades como Bboy Lilou, Eduardo Suplicy, inclusive a expresidente Dilma Roussef que dançaram o passinho. Atualmente os líderes do grupo são MC Isaque, Severo 25 e Iguinho imperador.

LASO CIA. DE DANÇA Criada em 2002, a Laso Cia. de Dança tem o objetivo de trazer à tona movimentos que traduzam uma nova identidade dentro do panorama da dança carioca. Carlos Laerte, diretor e idealizador da Laso Cia. de Dança, trabalha em suas concepções artísticas com diversas técnicas como ballet clássico, dança contemporânea, cinema e teatro, traçando nessas interseções uma linguagem própria de movimentos que é a assinatura de suas obras. A companhia participou de diversos eventos nacionais, dentro e fora do Rio de Janeiro, como o ‘15° Palco Giratório’ – Sesc Nacional, circulando em mais de 15 estados brasileiros (2012), além de outros como ‘Dança em trânsito’ (Rio de Janeiro – 2003/2004/2011), ‘Festival Internacional Viva Dança’ (Salvador - 2009), ‘XII Fenarte’ (João Pessoa – 2008). Também participou do evento Move Berlim, onde a companhia se apresentou na Alemanha (2011). https://www.facebook.com/LasoCiaDanca/ Trabalhos recentes | Deslocamento Social (2017)| Nega do Cabelo Duro (2014)| Cabeção de Nego (2012) | O que nos move (2009)

L U C I A N E R A M O S - S I L VA ( S P ) Luciane Ramos-Silva é artista da dança, antropóloga e mediadora cultural. É doutora em Artes da Cena e mestre em antropologia pela Unicamp. Tem especialização em diáspora africana pelo David C. Driskell Center for the Study of the African Diaspora. Nos últimos dez anos desenvolveu projetos sobre corpo, cultura e colonialidade aprofundando as relações sul-sul entre o Brasil e contextos da África do Oeste. É gestora do Acervo África, espaço de pesquisa sobre cultura material africana e co-dirige a revista O Menelick 2Ato, publicação que aborda as sociedades do ocidente negro. Atuou em diversas universidades, espaços comunitários e zonas de conflito no Brasil,


EUA, México, Senegal assim como colaborou com artistas e grupos Cia Sansacroma, Fragmento Urbano, Amara Tabor-Smith, Wendy Jehlen, Irineu Nogueira, Morena Nascimento, entre outros. Compõe a Anykaya dance Theater, Cia sediada em Boston. https://www.facebook.com/lucianeramoss

N AV E G R I S C I A . C Ê N I C A ( S P ) A Nave Gris Cia Cênica, dirigida por Kanzelumuka e Murilo De Paula, nasceu em 2012 na cidade de São Paulo do encontro entre artistas de linguagens distintas e dedica-se, desde então, à pesquisa e desenvolvimento da cena como campo de pluralidade, espaço expandido e limiar entre dança, teatro e performance. Em sua prática criativa é fundamental o trabalho em parceria com artistas convidados, criando territórios de fricções onde cada um dos criadores se encontram no fazer a partir de suas diferenças e afinidades estéticas e técnicas, construindo trabalhos onde divergências e convergências tornam-se presentes como procedimentos de criação e matéria poética. As culturas afro-brasileiras e ameríndias estão presentes no trabalho da companhia como motores na pesquisa e produção de estéticas contemporâneas que afirmam a multiplicidade de vozes, corpos e pensamentos que nos constituem como latino-americanos. A Cia realizou Poéticas do Desacontecer (performance), o espetáculo de dança negra contemporânea Dikanga Calunga, a intervenção coreográfica Minha Cabeça Me Salva ou Me Perde, os espetáculos Corredeira, que estreou na Bienal Sesc de Dança 2017, e A-VÓS, indicado ao APCA 2018 na categoria Espetáculo/Estreia e como um dos melhores espetáculos de dança de 2018 pelo júri do Guia Folha de São Paulo. A Nave Gris também se dedica à realização de ações culturais que promovem encontros e discussões em torno da produção em dança contemporânea a partir de referenciais culturais afro-brasileiros: o I e II Encontro Mulheres Negras na Dança (realizado via edital PROAC Culturas Negras e 21ª edição do Programa de Fomento à Dança da Cidade de São Paulo) e a VISÍVEL+NAVE – Encruzilhada Ocupação Cênica (Edital Cena Aberta Funarte 2016). Em 2017, a Nave Gris foi contemplada com o Prêmio Denilto Gomes (Projeto de Dança) pelo II Encontro Mulheres Negras na Dança, que também foi indicado ao APCA Dança 2017 na categoria Projeto/Programa/Difusão/Memória. http://navegris.com.br/ Trabalhos recentes | A-VÓS (2018) | Corredeira (2017) | Minha Cabeça Me Salva ou Me Perde (2014) | Dikanga Calunga (2014)


PA K N D J A M E N A ( M O Ç A M B I Q U E ) Bernardo Guiamba (Pak Ndjamena), bailarino, coreógrafo e performer de Maputo, Moçambique, iniciou sua carreira em 1996, e em 2001 surge a primeira oportunidade de formação em dança contemporânea (Projeto Alma Txina), com a Culturarte (Moçambique) e Danças nas cidades (União Europeia), colaborou e participou de vários festivais, projetos nacionais e internacionais, destacando se com os coreógrafos, Maria H. Pinto (Moçambique), Augusto Cuvillas (Moçambique), Miguel Pereira (Portugal), Horácio Macuacua (Moçambique), Panaibra Gabriel (Moçambique), projetos indivíduas e colaborações artísticas com os artistas visuais, Rafael Bordalo (Moçambique), Gerard Machona (Zimbábue/África do Sul), e vários outros artistas e bailarinos moçambicanos. Reside em Moçambique e atualmente dirigi os seus projetos dentro e fora do País, têm ministrado aulas e oficinas de dança contemporânea a todos os níveis e técnicas para profissionais e amadores. Trabalhos recentes | Uma proposta feminina (2018) | Piscar (2015) | Projeto Justaposição Centauros (2014)

TIAGO OLIVEIRA Bailarino e coreógrafo. Iniciou-se no universo da dança através do projeto Dança e Vida Júnior (2004) e foi aluno de ballet clássico no Estúdio Corpo e Arte e no Ballet Cláudia Araújo (2006). Aprofundou sua técnica no Centro de Movimento Deborah Colker em cursos de formação de Ballet, Técnica masculina, Contemporâneo e Sapateado. Como Bailarino, integrou a Dimensões Cia de Dança (2007); a Cia Jovem Deborah Colker (2009/2010); a Laso Cia de Dança (2011); a Renato Vieira Cia de Dança (2013-2016); a Companhia de Ballet da Cidade de Niterói (2014-2017). Como Professor, deu aula de dança contemporânea na Cenarte Dimensões (2008), na Cia Brasileira de Ballet (2013) e na renomada Faculdade de Dança da Universidade Federal do Rio de Janeiro - UFRJ (2012). Como intérprete/coreógrafo, além de Vira-Lata, participou do espetáculo O Fauno, dirigido por Gustavo Gelmini, que ficou em cartaz no Sesc Copacabana de 12 a 29 de abril de 2018 e que lhe proporcionou a indicação ao Prêmio Cesgranrio de Dança 2018 na categoria de melhor bailarino.


CARTOGRAFIAS DA DANÇA | E S PA Ç O S PA R C E I R O S Esta pequena cartografia da dança negra carioca apresenta os espaços parceiros que participam do Sesc EntreDança 2019, acolhendo as suas atividades. Locais de referência para o desenvolvimento da cultura negra na cidade, atuam na formação artística mobilizando diversos agentes da cadeia de produção cultural, e na preservação da memória e identidade.

CASA DO JONGO A casa do Jongo, espaço criado para preservar e difundir a tradição da cultura afro-brasileira, é o resultado de uma longa história que começou com os negros bantus escravizados que vieram do Congo e de Angola para o Brasil. Depois de libertos, muitos deles, que trabalhavam na lavoura no Vale do Paraíba e em Minas Gerais, se instalaram no Morro da Serrinha. Lá, gostavam de dançar o Jongo uma combinação de canto, de dança e de religiosidade. A casa, inaugurada em 2015, produz eventos comunitários como mostras de cinema, festas, semana da leitura, apresentações artísticas e gravações musicais, em uma série de atividades cujo impacto cultural vai além do bairro de Madureira. Referência do patrimônio imaterial fluminense, a Casa do Jongo conta ainda com atividades gratuitas complementares para creches e escolas públicas da Serrinha, além de firmar parcerias com universidades, instituições do poder público e privado. A casa do Jongo atualmente tem em sua gestão/coordenação além do grupo Fundador O Jongo da Serrinha, outros dois coletivos culturais da comunidade, o Herdeiros e a Companhia de Aruanda.


ESCOLA CARIOCA DE DANÇAS NEGRAS A Escola Carioca de Danças Negras é um espaço criado para atuar na formação de novos artistas e a prática livre de técnicas de Danças de Matrizes africanas, sendo elas: Dança Afro Brasileira, Dança Afro Contemporânea, Jazz, Moderno, Hip-hop, Passinho, Danças Populares, Capoeira, Teatro e Percussão. A Escola ainda oferece oficinas e intercâmbios com profissionais de outras áreas da cultura e atividades transversais, além de residência com Grupos e Cias de Dança e Teatro. O espaço está situado na Comunidade do Andaraí e oferece atividades com preços populares, compõe como um dos eixos de atuação do Projeto “PoDe-C! Andaraí” - Polo de Desenvolvimento Cultural do Andaraí.

TERREIRO CONTEMPORÂNEO Originalmente a sede da Companhia Rubens Barbot – Teatro de Dança desde 2010, foi sendo transformado a partir de 2014 num espaço onde se incorporam ideias, projetos e resultados para artistas negros contemporâneos, porém aberto a todas as conexões, etnias, técnicas e propostas. Nele, além da própria Companhia Rubens Barbot, há companhias, grupos e/ou coletivos que mantém residência artística permanente e também é aberto apenas ensaios pontuais de solicitantes. Como um espaço off oferece ao público cinema, temporadas de espetáculos de artes cênicas, performances, debates, lançamentos de publicações, workshops (nacionais e internacionais), eventos diversos, etc. Atualmente implementando um atelier de artes visuais, sempre mantendo o viés da arte contemporânea negra.


SERVIÇOS Sesc Copacabana | R. Domingos Ferreira, 160 Copacabana, Rio de Janeiro – RJ | Telefone: (21) 2548-1088 Sesc Nova Iguaçu | Rua Dom Adriano Hipólito, 10 - Moquetá, Nova Iguaçu – RJ | Telefone: (21) 2797-3001 Sesc Nova Friburgo | Av. Pres. Costa e Silva, 231 - Centro, Nova Friburgo – RJ | Telefone: (22) 2543-5000 Sesc Ramos | R. Teixeira Franco, 38 - Ramos, Rio de Janeiro – RJ | Telefone: (21) 2290-4003 Escola Carioca de Danças Negras | R. Santo Estevão, 103 - Andaraí, Rio de Janeiro – RJ | Telefone: (21) 96513-3301 Casa do Jongo da Serrinha | R. Compositor Silas de Oliveira, 101 Madureira, Rio de Janeiro – RJ | Telefone: (21) 34574176 Faculdade Angel Vianna | R. Jornalista Orlando Dantas, 2 - Botafogo, Rio de Janeiro – RJ UFRJ – Universidade Federal do Rio de Janeiro | Departamento de Artes Corporais | Prédio da EEFD - Escola de Educação Física e Desportos | Av. Carlos Chagas Filho, 540. Cidade Universitária – RJ Jardim do Centro de Artes da UFF | R. Miguel de Frias, 9 - Icaraí, Niterói - RJ


TA R I FA S Ingressos | Espetáculos | Sesc Copacabana Espetáculos: R$30,00 (inteira), R$15,00 (meia entrada para casos previstos por lei), R$7,50 (associados Sesc com carteira válida), gratuito (estudantes de Artes Cênicas com documentação válida). Ingressos | Espetáculos | Sesc Ramos | Sesc Nova Iguaçu | Sesc Nova Friburgo Espetáculos: R$10,00 (inteira), R$5,00 (meia entrada para casos previstos por lei), R$2,50 (associados Sesc com carteira válida), gratuito (estudantes de Artes Cênicas com documentação válida). Ingressos | Atividades Formativas | Todas as unidades Gratuitas, mediante inscrição pelo email: entredanca@sescrio.org.br. * O projeto Sesc EntreDança integra a ação Mesa Brasil Sesc. Levando um quilo de alimento não perecível cada pessoa tem direito a 50% de desconto sobre a tarifa correspondente.


FICHA TÉCNICA SESC ENTREDANÇA 2019 Realização

Sesc – Serviço Social do Comércio Presidência da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro – Fecomércio RJ Antônio Florêncio de Queiroz Junior Administração Regional do Sesc no Rio de Janeiro Departamento Regional Diretora Regional Regina Pinho Direção de Programas Sociais Diretor de Programas Sociais Gilson dos Santos Gerência de Cultura Márcia Rodrigues Assessoria da Gerência de Cultura Juliana Costa


Curadoria e coordenação do Projeto Sesc Entredança

Equipe técnica de Artes Cênicas | Gerência de Cultura André Gracindo, Fabiana Vilar e Christine Braga (coordenadora técnica) Equipe técnica Sesc Copacabana Carolina Salim e Rafael Gugliotti (coordenador técnico) Equipe técnica Nova Friburgo Fátima Zarife e Roberto Calvano (coordenador técnico) Equipe técnica Nova Iguaçu Wilker Paulo e Cristina Brito (coordenadora técnica) Equipe técnica Ramos Andreia Pimentel e Jeanne Mazzei de Castro Vasconcellos (coordenadora técnica) Equipe técnica Niterói Felipe Capello e Luciana da Maia Cheble (coordenadora técnica)

Cocuradora convidada do Projeto Sesc Entredança Carmen Luz


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Sesc EntreDança 2019  

A quarta edição do Sesc EntreDança – considerado um dos maiores eventos de dança do país – começa dia 30 de abril e se estende até 2 de junh...

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