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Piano

Uma História de 300 anos em 4 concertos

Teatro SESC Anchieta, às 21h


Vamos contar a história do rei dos instrumentos, o piano, nascido há cerca de trezentos anos. Ele dominou – e ainda domina – a cena da música em todos os quadrantes do planeta. Música e história misturam-se para você conhecer melhor a história do instrumento mais popular dos últimos trezentos anos: o piano. Desde seu nascimento, com Bartolomeo Cristofori em 1700, em Florença, até suas transformações atuais, incluindo os teclados eletrônicos. Os concertos inserem-se no projeto de elaboração de um DVD educativo sobre o Piano, a ser futuramente lançado pelo selo SESC. Não haverá a formalidade de um concerto tradicional. Haverá intervenções faladas e conversas com os músicos – tudo para você mergulhar de cabeça no riquíssimo universo do piano, o instrumento que reina soberano há três séculos na nossa vida musical. João Marcos Coelho Jornalista e crítico musical


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Domenico Scarlatti (1685-1757) Sonata K. 141

de outubro de 2009

Do cravo ao piano, com Rosana Lanzelotte

Johann Sebastian Bach (1685-1750) Prelúdio, Fuga e Allegro BWV 998 em mi bemol maior Joseph Nicholas Pancrace Royer (1705-1755) Suite em dó menor Allemande La Sensible La Marche des Scythes Sigismund Neukomm (1778-1858) Sonata em sol maior Allegro ma non troppo Allegro alla Turca

A transformação, na passagem dos séculos XVII e XVIII, do cravo, que tinha sonoridade de dinâmica fixa, para o piano, que se chamou no início fortepiano, justamente porque agora se podia tocar forte e piano – um extraordinário avanço que revolucionou a história da música. Das cordas pinçadas às cordas marteladas pelo feltro, uma revolução determinante na história da música.

Ludwig van Beethoven (1770-1827) Sonata opus 13, “Patética” Grave – Allegro di molto e con brio Adagio cantabile Rondo - Allegro Ernesto Nazareth (1863-1934) Batuque (cravo) e Atrevidinha (pianoforte) Cravo William Takahashi cópia Pascal Taskin 1769 Pianoforte Paul McNulty, cópia de Anton Walter 1805

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Rosana Lanzelotte destaca-se pela concepção de projetos inovadores. Registrou em CDs solo desde obras raras de Bach e Haydn até as sonatas inéditas do português Avondano e do austríaco Neukomm. Acaba de lançar o CD Nazareth pelo selo Biscoito Fino. A carreira de solista levou-a a importantes salas de concerto em Londres, Paris, Berlim e Lisboa.


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de outubro de 2009

O piano clássico, com Eduardo Monteiro

Joseph Haydn (1732-1809) Sonata Hob. XVI:23 em Fá Maior Allegro Adagio Finale. Presto Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791) Fantasia em ré menor K. 397 Ludwig van Beethoven (1770-1827) Sonata em mi maior opus 109 Vivace, ma non troppo Prestissimo Andante molto cantabile ed espressivo

Haydn, Mozart e Beethoven - a genial tríade vienense clássica – emanciparam o instrumento, dando-lhe as cartas de nobreza que o transformou, no século XIX, em instrumento-rei. O piano passa a funcionar até como substituto da orquestra, permitindo às pessoas tocar em casa, em reduções, as sinfonias e concertos que ouviam nos raros concertos públicos.

Johannes Brahms (1833-1897) Concerto nº 1 para piano e orquestra em ré menor, opus 15 (1º Movimento) Maestoso

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Eduardo Monteiro é carioca e pode ser considerado um dos expoentes do piano no Brasil. Estudou na Europa e Estados Unidos. Em 2002 tornou-se Professor Doutor de Piano do Departamento de Música da ECA-USP. Já ganhou o Prêmio Carlos Gomes em 2004 e 2005. Em 2007 lançou CD de música brasileira pela Meridian Records e foi Diretor Artístico da Série de Concertos Piano Solo. Em 2008 passou a integrar Câmera Consultiva de Música do Conselho Estadual de Cultura de São Paulo.


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Frédéric Chopin (1810-1849) Noturno opus 9 no.1 em si bemol menor - Larghetto Balada no. 2 em fá maior, opus 38

de outubro de 2009

O piano romântico, com Maria José Carrasqueira. Participação de Antônio Carlos Carrasqueira.

A invenção do recital de piano, a explosão do consumo de pianos de armário pela burguesia florescente, o instrumento como encarnação do herói romântico. Além de Liszt, o inventor da fórmula do recital, Chopin, estabeleceu as bases de uma linguagem que até hoje freqüenta muito o nosso dia-a-dia. Desde as trilhas sonoras do cinema até a música de Ernesto Nazareth. Parceiro ideal na prática da música de câmara, o piano cumpria, em casa, a mesma função que hoje tem a televisão, por exemplo. Era em torno dele que a família se divertia, após o jantar – fazendo a grande música, mas, também as músicas dançáveis, populares.

Maria

Franz Liszt (1811-1886) Sonetto 104 del Petrarca Agitato assai Adagio (do Segundo Ano de Peregrinação - Itália) Lohengrin’s Admonition (da ópera Lohengrin - de Wagner)

constel

Franz Schubert (1797-1828)/Franz Liszt (1811-1886) Erlkönig

Além d

Claude Debussy (1862-1918) La puerta del Vino (Livro II) Minstrels (Livro I) Les collines d’Anacapri (Livro I) Ernesto Nazareth (1863-1934) Eponina (Valsa) Fon-Fon (Tango Brasileiro) Heitor Villa-Lobos (1887-1959) Polichinello Cécile Chaminade (1857-1944) Concertino para Flauta e piano em ré menor opus 107 Pattápio Silva (1880-1907) Serata d’Amore opus 2 Zinha (polca) opus 8

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Maria José Carrasqueira tem uma carreira de solista e camerista, constelada de sucessos tanto de público quanto pela crítica internacional, expandindo-se pela América do Sul, Estados Unidos e Europa. É professora do Departamento de Música da UNICAMP. Além de uma das mais renomadas intérpretes brasileiras, é entusiasta organizadora de eventos e produções musicais de relevo. Antonio Calos Carrasqueira tem uma história de centenas de concertos em quase quarenta países, vários CDs gravados e um repertório que vai do período barroco até a música eletroacústica. Aprendeu a arte da flauta com mestres como seu pai, João Dias Carrasqueira, James Galway, Christian Lardé e Roger Bourdin. É professor da Universidade de São Paulo e de vários Festivais brasileiros e internacionais.


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André Mehmari (1977) De improviso Sintetizador Solo

de outubro de 2009

O piano hoje, com André Mehmari

Chico Buarque (1944) O Futebol/ Dura na Queda John Cage (1912-1992) Suite for Toy Piano (Primeira Parte) André Mehmari (1977) Solo de Piano Preparado

No século XX o piano recupera sua condição original de instrumento de percussão e avança sobre as músicas populares. Permanece o rei dos instrumentos. É, por exemplo, utilizado por um revolucionário contemporâneo como John Cage e suas peças para piano de brinquedo ou o piano preparado (onde objetos são colocados entre as cordas, alterando sua sonoridade); é parceiro de computadores em obras que misturam sons eletronicamente processados com os produzidos ao vivo; é fundamental no jazz norte-americano e na música popular brasileira, habitat preferencial das músicas improvisadas, de Duke Ellington a John Coltrane, de Keith Jarrett a Egberto Gismonti.

Ernesto Nazareth (1863-1934) Odeon/ Egberto Gismonti: Loro André Mehmari (1977) Piano + Eletronics 1/ Pianoscape 1 John Coltrane (1926-1967) Giant Steps André Mehmari (1977) Piano + Eletronics 2/ Pianoscape 2 Concerto for Jazz Trio e Cordas (1º Movimento – Allegro) Duke Ellington (1899-1974) In a Sentimental Mood Keith Jarrett (1945): Memories of Tomorrow

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André Mehmari é pianista, arranjador, compositor e multiinstrumentista. Participou como solista em importantes festivais de jazz brasileiros como o Chivas Jazz, o Heineken Concerts e o TIM Festival, e internacionais como o Spoleto Festival USA e Blue Note Tokyo. Como instrumentista já atuou ao lado de Milton Nascimento, Sérgio Santos, Toninho Horta, Flávio Venturini e entre outros.


SESC Consolação

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