Percurso Educativo Infinito Vão - Vermelho

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PERCURSO EDUCATIVO INFINITO

VÃO

9 OBRAS VISITA EM


“DE LÁ DA TERRA AS LUZES DA CIDADE NÃO CHEGAM NAS ESTRELAS SEM ANTES ME BUSCAR DESPREZANDO O CHÃO DA JANELA DO SÉTIMO ANDAR” LÁ VOU EU, RITA LEE


Saudações! A exposição INFINITO VÃO propõe um panorama de noventa anos da arquitetura brasileira, a relacionando a um contexto mais amplo das manifestações culturais e dos contextos políticos e sociais no país. Esses roteiros de percursos propõem visitas temáticas, sugerem caminhos que podemos trilhar na exposição, partindo de um conjunto de perguntas norteadoras. Vamos explorar algumas especificidades das práticas arquitetônicas no Brasil? Boa visita!


PERCURSO VERMELHO Ao propor um percurso linear-cronológico da produção arquitetônica nacional, a exposição INFINITO VÃO nos convida a refletir acerca dos processos de construção de uma narrativa histórica para o campo da arquitetura no Brasil. De

início, a exposição demonstra que uma história da arquitetura não pode se resumir a uma história de autorias ou desenvolvimentos técnicos e processuais. A arquitetura é uma disciplina viva que integra um campo amplo da cultura, das inovações expressivas, dos discursos políticos e ideológicos, dos interesses econômicos e das questões sociais.

Muitos destes aspectos foram negligenciados por correntes historiográficas mais tradicionais. Se pensarmos, por exemplo, na questão de gênero, nos daremos conta que a história da arquitetura no Brasil é, ainda, eminentemente masculina. Recuperar e valorizar as enormes contribuições de mulheres ao campo da arquitetura e urbanismo, que, salvas raras exceções, foram ostensivamente

negligenciadas ou omitidas, nos permite ter uma nova e mais ampla perspectiva de sua constituição e desenvolvimento.

Quem são as arquitetas da exposição?

percurso | historiografia | questão de gênero


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Angélica Jorge Wilheim e Rosa Kliass, 1954.

Avenida Paulista João Carlos Cauduro, Ludovico Martino e Rosa Kliass, 1973. Rosa Grena Kliass é uma das pioneiras do paisagismo no Brasil. Dentre seus muitos projetos, destacam-se os projetos paisagísticos para a Avenida Paulista (1973), para a revitalização do Vale do Anhangabaú (1981) e para o Parque da Juventude (2003). Foi a primeira presidenta da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas, entre 1976 e 1980 e, em 2019, tornou-se a primeira mulher a receber o Colar de Ouro do Instituto de Arquitetos do Brasil. Na exposição, ela está representada por dois projetos: Angélica, de 1954 e Avenida Paulista, 1973.

O Núcleo Urbano de Angélica, localizada então no estado do Mato Grosso, hoje Mato Grosso do Sul, teve seu Plano Diretor concebido e desenvolvido por ela e Jorge Wilheim. O projeto de urbanização moderno e funcionalista antecipava algumas propostas de Lúcio Costa para Brasília, como a adoção de unidades vizinhança e relação entre comércios e superquadras. A parceria entre os dois arquitetos rendeu também o Plano Preliminar Paisagístico de Curitiba, Joinville, Natal, Indaiatuba, Guarulhos, São José dos Campos e o Projeto de reurbanização do Vale do Anhangabaú. No projeto de renovação paisagístico da Avenida Paulista, um de seus principais elementos era a ampliação do calçamento para pedestres, unificado pelo emprego de mosaicos portugueses, como uma citação à tradição brasileira. Na arborização, foram levados em conta as restrições quanto aos espécimes a serem utilizados em função dos túneis. Jardineiras também foram utilizadas de modo a separar os fluxos de pedestres e veículos.

paisagismo | avenida paulista | iab | plano diretor | superquadra | mosaicos portugueses | pedestre


Museu De Arte De São Paulo Lina Bo Bardi, 1957, São Paulo, SP. Sesc Pompeia Lina Bo Bardi, 1977, São Paulo, SP

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Considerada uma das mais influentes arquitetas latino-americanas, Achilina Bo, conhecida como Lina Bo Bardi, foi uma arquiteta modernista ítalo-brasileira, além de cenografista, artista plástica, curadora e designer de mobiliário. Havendo estudado Arquitetura na Universidade de Roma na década de 1930, estabelece escritório próprio em Milão. Após seu casamento com o jornalista Pietro Maria Bardi em 1946, imigram para o Brasil, naturalizando-se brasileira em 1951. Lina entusiasma-se com o modernismo nacional, mas, sobretudo, com a cultura popular brasileira, fixando residência na cidade de São Paulo. A convite de Assis Chateubriand, Lina desenha um projeto para a sede do novo Museu de Arte de São Paulo. Em 1958 é convidada a dirigir o Museu de Arte Moderna da Bahia, onde é responsável pelo projeto de restauro do Solar do Unhão, sede do museu. Retornando à São Paulo, dedica-se ao projeto do MASP, na Avenida Paulista, inaugurado em 1968. Em 1982, inaugura o Sesc Pompeia. Dentre sua ostensiva produção, destacam-se: a Casa de Vidro, O Museu de Arte Moderna da Bahia, Teatro Oficina e a Casa do Benin, além do MASP e o Sesc Pompeia, ambos parte da mostra.

Coletivo Arquitetas Invisíveis O Coletivo Arquitetas Invisíveis é uma ação que busca promover a igualdade de gênero no âmbito da arquitetura e do urbanismo, por meio do reconhecimento e divulgação da vida e obra de arquitetas desprestigiadas pela historiografia tradicional. Criado por estudantes da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília, a primeira iniciativa do grupo foi no sentido de ampliar o repertório dos estudantes e profissionais de arquitetura e urbanismo e, ao mesmo tempo, incitar a discussão sobre gênero no meio acadêmico e profissional.

museu de arte de são Paulo | museu de arte moderna da bahia | casa do benin


Capela de Santana do Pé do Morro Éolo Maia e Jô Vasconcellos, 1979. Ouro Branco, MG

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A arquiteta Maria Josefina de Vasconcellos, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, tem uma carreira particularmente próxima da preservação do patrimônio e da museografia. São delas os projetos para o Museu da Cachaça, Circuito Cultural Praça da Liberdade, a sede da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, o Centro Arte do Grupo Corpo e Centro

Cultural Itamar Franco. Com o companheiro, Éolo Maia, projetou a Capela de Santo do Pé do Morro, edifício tombado em 2002. Associado à um sítio histórico, o edifício preserva as ruínas de uma antiga edificação local, envelopando esses vestígios construtivos com uma estrutura de aço, vidro e madeira.

Mirthes Bernardes [1934-2020]

O piso estilizado do Estado de São Paulo foi proposto pela artista plástica Mirthes dos Santos Pinto em 1966, por meio de concurso organizado pela prefeitura de São Paulo. Após ser ganhadora entre

quatro finalistas, o padrão foi instalado em diversos pontos de São Paulo, entre eles a famosa Avenida São João. A artista afirmou jamais receber nenhum valor pelo notório projeto.

preservação | patrimônio | museografia | museu da cachaça


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Cafundá Sérgio Magalhães, Ana Luiza Magalhães, Clóvis de Barros e Silvia Pozzana, 1977. Rio de Janeiro, RJ Nascida em Porto Alegre e radicada no Rio de Janeiro, a arquiteta Ana Luiza Magalhães coordenou os projetos de reurbanização do Morro da Conceição, da Praça XV, e da implantação do novo mobiliário urbano da cidade do Rio de Janeiro. Também foi responsável pela integração do Jardim Botânico com a Rua Pacheco Leão.

Marianne Peretti

A arquiteta Silvia Pozzana, chega ao Brasil da Itália na década de 1960. Entusiasmada com a arquitetura moderna

Marie Anne Antoinette Hélène Perreti é

produzida no país, Silvia associou-se à Sérgio Magalhães,

uma artista fanco-brasileira. A vitralista

Ana Luiza Magalhães e Clóvis Barros no projeto do

foi a única mulher a integrar a equipe de

Conjunto habitacional do Cafundá, em 1977. Localizada junto a encosta do Jacarepaguá, em um terreno em aclive, o Conjunto Habitacional do Cafundá, realizado em parceria com o Banco Nacional da Habitação, é composto por blocos de habitação adaptados

artistas da construção de Brasília. Passa a residir definitivamente no Brasil

em 1956, desenvolvendo uma profícua carreira como desenhista, pintora, ilustradora, escultora e vitralista.

a topografia do terreno e mantendo a arborização existente. O projeto, além das unidades habitacionais, integrava serviços comunitários como creche, escola de ensino fundamental, centro comunitário, quadra de esporte, anfiteatro, playgrounds, comércio, além de amplos espaços arborizados.

Convidada por Oscar Niemeyer para produzir vitrais para a nova capital, seus trabalhos podem ser encontrados no Palácio do Jaburu, no Senado Federal, no Panteão da Pátria, no Superior Tribunal de Justiça, na Câmara dos Deputados, no Memorial JK e na Catedral de Brasília,

mobiliário urbano | aclive | bnh | topografia | unidade habitacional | playground .


Um labirinto místico onde os grafites gritam Não existe amor em SP, Criolo


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Estação do Largo 13 de Maio João Walter Toscano, Odiléa Toscano e Massayoshi Kamimura, 1984. São Paulo, SP Odiléia Helena Setti Toscano, arquiteta e artista plástica brasileira é particularmente conhecida por suas obras associadas em diversas estações do Metrô de São Paulo, compondo o maior acervo de arte contemporânea de uma única artista da Empresa de Transporte Público.

Influenciada por seu pai, que estudou desenho têxtil em Milão, e por sua visita a 1ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo, em 1951, ingressou na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, FAU-USP, em 1953. Em 1957 começou a ilustrar para o Suplemento Literário de O Estado de São Paulo, dando início a uma longa e profícua carreira como desenhista e ilustradora.

Na estação do Largo 13 de Maio, teve a oportunidade de integrar sua prática cromática ao espaço arquitetônico. A ideia, desenvolvida desde a concepção do projeto, era contrastar estes campos cromáticos com as próprias cores dos materiais utilizados na obra, apresentados sem revestimentos, em suas qualidades originais. O tratamento cromático é perceptível tanto de dentro como fora da estação . Além desta intervenção, ela também realizou um mural, pintado diretamente sobre o concreto, na parede junto aos trilhos do metrô, uma sequência de arcos coloridos que repercutem a própria estrutura da edificação, em um dinamismo que buscava referenciar a velocidade do trem.

1ª bienal internacional de artes de são paulo | acervo empresa de transporte público sp | campo cromático


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Pavilhão Humanidade, 2012 Carla Juaçaba 2011. Rio de Janeiro, RJ Carla Juaçaba é uma arquiteta brasileira, nascida no Rio de Janeiro. Entre seus projetos mais conhecidos, destaca-se o Pavilhão Humanidade 2012, concebido para a Conferência das Nações Unidas sobre Sustentabilidade, Rio + 20. O Pavilhão efêmero foi realizado no contexto do congresso ambiental internacional como um edifício vazado, construído em um sistema de andaimes expostos. A proposta era de produzir todo o Pavilhão com materiais reutilizáveis, revelando o clima local, bem como a vista de Copacabana. Contando com biblioteca, auditório, sala de exposições e terraço panorâmico interligados por rampas de circulação que organizavam os percursos, o edifício constituía-se como

uma malha metálica quase transparente.

Pela janela do quarto Pela janela do carro Pela tela, pela janela Quem é ela? Quem é ela? Eu vejo tudo enquadrado Esquadros, Adriana Calcanhoto

sustentabilidade | arquitetura efêmera | andaime | circulação


Universidade Federal do ABC Claudio Libeskind e Sandra Llovet, 2006. Santo André, SP

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Arquiteta espanhola radicada no Brasil, Sandra Llovet formou-se em Barcelona em 1998. Fixando residência no Brasil, fundou em 2000, com Claudio Libeskind, o escritório Libeskindllovet Arquitetos. Um dos projetos mais conhecidos da parceria foi o projeto para o novo campus universitário da Universidade Federal do ABC, localizado na cidade de Santo André. O novo campus localiza-se numa antiga área

fabril, fazendo parte de um projeto mais amplo de requalificação da

Mayumi Souza Lima

região. O campus deveria contemplar a integração com a área

[1934-1994]

urbanizada circundante e a proposta pedagógica, que dividia as unidades acadêmicas não em departamentos, mas em três centros voltados ao estudo de tecnologias.

Arquiteta nipo-brasileira, naturalizada brasileira em 1956, trabalhou com grandes nomes da arquitetura nacional

O projeto propõe um amplo espaço de convívio social, intercalado por

como Lina Bo Bardi, Vilanova Artigas e

praças abertas e cobertas e por áreas verdes e pavimentadas.

Joaquim Guedes. Elaborou uma série de

Respeitando as qualidades existentes do terreno, o eixo de circulação

projetos de escolas públicas além de

de pessoas prioriza o acesso ao terminal rodoviários e a Avenida dos

projetos de restauração de colégios,

Estados, interligando os espaços acadêmicos, desportivos e

pesquisando intensamente os espaços

residenciais.

arquitetônicos destinados a crianças. Foi professora em diversos cursos universitários no Brasil e uma atuante membro do Partido Comunista, pregando uma prática arquitetônica critica aos modos de produção capitalista.

praça | área verde | eixo de circulação | área urbanizada


Cadeira Bowl Lina Bo Bardi, 1951

elemento construtivo:

Um exemplo do trabalho de Lina Bo Bardi com design de mobiliário é a Poltrona Bowl, de 1951. Em forma de tigela suspensa sobre uma haste metálica, a peça é inspirada nas cumbucas de barro (cuias ou tigelas caiçaras). A forma esférica e o fato das peças serem soltas,

permite que a cadeira mova-se livremente, para qualquer direção. Assim, a peça reúne algumas das características mais marcantes da arquiteta: sua inspiração na cultura popular brasileira, seu apreço pelo desenho moderno e funcional e seu interesse na interação entre o sujeito e o objeto.


Glossário: 1ª Bienal Internacional de Artes de São Paulo [1951] A primeira

Bienal de São Paulo foi realizada por iniciativa do empresário Francisco Matarazzo Sobrinho, no Museu de Arte Moderna, em pavilhão provisório erguido na Avenida Paulista, na Esplanada do Trianon. A exposição contou com obras de Pablo Picasso e René Magritte, dentre outros. Entre os artistas brasileiros, houve salas especiais para Cândido Portinari e Di Cavalcanti.

Aclive terreno íngreme, inclinação (de baixo para cima) em ladeira. Acervo empresa de transporte público sp

A Sptrans possui um total de 91 obras de arte contemporâneas instaladas em 37 estações de metrô pela cidade de São Paulo, como obras de Alex Fleming, Cláudio Tozzi, Cícero Dias, Emanoel Araújo, Tomie Ohtake, Amelia Toledo, Lygia Reinach, Maria Bonomi, dentre outros.

Andaime estrutura modular tubular montada em aço, alumínio ou madeira, comum na construção civil, que dá acesso ou escora algo.

Área Urbana Zoneamento distinto da área rural por uma relação de taxa de densidade populacional e infraestrutura.

Área Verde Conhecida também como Área Urbana Verde, é o espaço urbano

com predominância de vegetação, para usos recreativos, desportivos, ecológicos, de pesquisa ou de visitação pública, como parques, jardins, jardins botânicos, zoológicos, cemitérios.

Arquitetura

efêmera Arquitetura cuja existência é condicionada por uma delimitação temporal predeterminada; construções temporárias, transitórias ou transferíveis geralmente vinculadas à um evento como exposições, congressos, desfiles, feiras, shows, dentre outros.

Avenida Paulista

Originária de uma ampliação urbana no séc. XIX, a avenida localizada no Centro de São Paulo é considerada um dos principais centros financeiros da cidade e, como ponto turístico, reúne equipamentos culturais e sedes de empresas e bancos, além de consulados, hospitais, shoppings e hotéis.

BNH

O Banco Nacional da Habitação foi uma autarquia brasileira voltada a empreendimentos imobiliários criada em 1964 e extinta em 1986.

Circulação

Em arquitetura, circulação refere-se as maneiras pelas quais as pessoas se movem em uma edificação, através ou arredor de um espaço construído. Pode ser horizontal ou vertical, por meio de acessos, corredores, rampas, escadas, elevadores.

Campo Cromático

Em artes visuais, campo cromático é a dimensão compositiva que é definida pelo uso de cor e suas qualidades.

Casa do Benin

Museu localizado no Pelourinho em Salvador, inaugurado em 1988 com o intuito de celebrar o impacto cultural entre o Benim, ponto de origem de muitas das pessoas traficadas e escravizadas no Brasil, e a Bahia. Detentor de um rico acervo afro-brasileiro.

Estudos de Gênero

campo interdisciplinar oriundo das correntes feministas dedicado a identidade de gênero, suas representações sociais e suas relações com a linguagem, filosofia, geografia, história, política, antropologia, mídia, psicologia, direito, saúde pública e arte.

Historiografia

diz respeito a constituição disciplinar da história, sua metodologia científica e sua epistemologia; concerne a construção das narrativas e interpretações históricas, suas abordagens e análises de documentos, relatos e evidências que condicionam as formas pelas quais a história é escrita.

IAB

O Instituto de Arquitetos do Brasil é uma entidade sem fins lucrativos que se dedica à cultura arquitetônica e urbanística em relação à sociedade. Originada do Instituto Brasileiro de Architetura, da década de 1920.


Glossário: Mobiliário Urbano

equipamentos e objetos instalados em espaço público e disponíveis ao uso da população como suporte de serviços. Alguns exemplos são: bancos, pontos de ônibus, lixeiras, postes etc.

Mosaicos Portugueses

Conhecida também como “calçada portuguesa”, designa um tipo de revestimento de piso para pavimento de passeios públicos e espaços privados especialmente popular no Brasil, produzida pelo emprego de formato irregular que podem ser arranjados em padrões decorativos ou como mosaicos. Tradicionalmente usado em branco e preto.

Museografia

Conjunto de técnicas desenvolvidas para realizar as funções museais, em particular no que concerne à suas funções administrativas, de salvaguarda (conservação preventiva, restauro e documentação) e comunicação (exposição e educação).

Museu da Cachaça

Localizado na cidade de Salinas, MG, o museu celebra a relevância cultural da cachaça e seu impacto na economia local. Com acervo predominantemente digital, reúne informações sobre diferentes técnicas de produção em todas suas etapas.

Museu de Arte de São Paulo

O MASP foi fundado em 1947 por iniciativa de Assis Chateaubriand. De forte atuação educativa, o museu possui uma coleção que abrange a arte europeia, latino americana, africana, asiática e peças arqueológicas, além de contar com uma biblioteca dedicada às artes plásticas.

Museu De Arte Moderna Da Bahia

Inaugurado em 1960, o MAM-BA, localizado no Solar do Unhão, possui em seu acervo obras de Tarsila do Amaral, Portinari, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Rubens Valentim, Carybé e Mário Cravo. Desenvolve uma série de cursos abertos em técnicas artísticas junto a comunidade.

Paisagismo

conjunto de técnicas projetivas relacionados à arquitetura e urbanismo que buscam o estudo, composição e manutenção da relação entre conjuntos de vegetação e espaços construídos, públicos ou privados.

Patrimônio Cultural

conjunto de bens e manifestações culturais cuja importância simbólica e identitária para uma comunidade exigem mecanismos para sua preservação e/ou continuidade com a intenção de garantir acesso às novas gerações a suas tradições, histórias, costumes e cultura.

Pedestre transeunte urbano que caminha por vias públicas. . Percurso Em expografia, ou seja, em meio aos processos

e práticas da exposição, o percurso é o caminho ou itinerário de visitação. Tradicionalmente, mediante as condições arquitetônicas, o percurso expositivo pode ser qualificado como enfilade, galerias ou contínuo, permitindo maior autonomia ao visitante. Nas práticas educativas não-formais em exposições, percurso é o roteiro da visitação, que incluem acolhimento, eventuais pontos de paradas, relações entre obras e conclusão.

Plano Diretor

Mecanismo legal que ordena a ocupação de uma área urbana tendo por base os interesses coletivos, como direito a memória e preservação da natureza.

Playground

Área recreativa, pública ou privada, destinada a crianças. Conjunto de equipamentos destinados ao entretenimento e atividade física de crianças.

Praça

espaço público, livre de edificações, que propicia a convivência e recreação.

Preservação

Conjunto de técnicas estratégicas, políticas e operacionais, de manutenção e restauro do acesso a documentos, artefatos e bens culturais através de diagnóstico de integridade, tratamentos preventivos e reparos frente a ação de degradação.

Superquadra

ou Superblocks são uma categoria vicinal baseada em grandes áreas de marco perimetral quadrangular. No caso de Brasília, Lucio Costa integra a superquadra à unidade vizinhança como áreas residenciais autônomas.


Glossário: Sustentabilidade

Conjunto de atitudes, processos ou sistemas que garantam sua manutenção em um tempo determinado. A sustentabilidade pode ser social, ecológica, energética ou econômica.

Topografia

Ciência que define os acidentes geográficos e a representação das superfícies e relevos.

Unidade Habitacional

Área destinada à utilização do morador ou hóspede para fins de permanência, bem estar, higiene e repouso.


Material educativo elaborado por Matias Monteiro

INFI NI T VÃO


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