Issuu on Google+

EDIÇÃO 1, SÃO PAULO, 2015 EDITOR: IPSIS GRÁFICA E EDITORA


EDIÇÃO 1, SÃO PAULO, 2015 EDITOR: IPSIS GRÁFICA E EDITORA


PARA ARMINDA, Que me fez ver o mundo de uma outra forma, desta forma. Minhas impressões são suas mãe, vieram de você e estarão comigo pra sempre.


Paulo Leminski


IMPRESSÕES: O DESEJO RETRATADO Claudio Willer

Neste novo livro da fotógrafa, assim como

trapaceiro ao ganhar um jogo, que o impede de seduzir

nos anteriores, a exemplo de Eu queria ser, pode ser

uma mulher maravilhosa. Mata o “absoluto na iden-

adotada como epígrafe a declaração de Rimbaud na

tidade” e descobre que também se matara. Diz-lhe o

“Carta do vidente”: “Pois Eu é um outro.”. É seguida

duplo: “Em mim tu existias... e vê em minha morte, vê

por outra frase famosa: “O poeta se faz vidente por

por esta imagem, que é a tua, como assassinaste abso-

um longo, imenso e pensado desregramento de to-

lutamente a ti mesmo”. Uma variação literariamente

dos os sentidos.”

poderosa sobre o tema: O duplo de Dostoiévski. Sin-

Duas décadas antes de Rimbaud, outro grande

crônica àquela de Poe, mas protagonizada por um bu-

poeta, Gérard de Nerval, havia anotado em um retra-

rocrata: o alterego o prejudica até levá-lo à destruição.

to: “Eu sou um outro”. Em sua narrativa final, Auré-

Outra história de duplos, porém opostos,

lia, relata o confronto com seu duplo, um invasor que

em vez de serem idênticos, é a do médico e o monstro,

se faz passar por ele e acaba derrotando-o.

O estranho caso do Dr. Jekyll e Mr. Hyde de Robert

Duplos, alguém sentir-se ou defrontar-se com

Louis Stevenson. Com um final igualmente sangui-

outro, são uma constante na literatura. Ganharam

nolento: o duplicado, ao destruir o duplo, dá fim a si

força no romantismo. São os doppelgänger, os duplos

mesmo. Mas dificilmente algum duplo foi tão sinistro

românticos dos relatos de E. T. A. Hoffmann, Von

quanto aquele de O retrato de Dorian Gray por Oscar

Chamisso e tantos outros. Receberam um tratamen-

Wilde – desta vez visual e não só literário, pela domi-

to de especial brilho através do “William Wilson”

nância do retrato ameaçador. Mas o desfecho é aque-

de Edgar Allan Poe. A história do jovem aristocrata,

le da tradição já então constituída, com a impossibi-

vítima de alguém idêntico – que o denuncia como

lidade da convivência do eu e do outro, da identidade

6


falsa e verdadeira. A matriz desses personagens está,

nunca seremos quem acreditamos ou sentimos ser.

penso, em Shakespeare, no Caliban que não suporta

Por isso, Jacques Lacan, na Introdução a O Seminá-

ver-se no espelho, em A tempestade.

rio – volume 2, referiu-se à “fulgurante fórmula de

Duplos românticos e criaturas artificiais ins-

Rimbaud – os poetas, que não sabem o que dizem,

piraram a Freud o ensaio Das Unheimliche – que

como é bem sabido, sempre dizem, no entanto, as coi-

pode ser traduzido como “estranho”, “insólito”, “si-

sas antes dos outros – [eu] é um outro”. Esse [eu], diz

nistro”. E duplas identidades, o outro eu, foram, mais

Lacan, é distinto do eu, e não é “da ordem da consci-

que tema, uma obsessão de Jorge Luis Borges. Assim

ência”, na mesma medida “que o sujeito não se con-

como espelhos – abomináveis, disse, desde sua Histó-

funde com o indivíduo”; e mais, “é outra coisa”, que

ria universal da infâmia, por duplicarem a realidade.

“fala a partir de um outro lugar”, pois “o sujeito está

Julio Cortázar também escreveu contos esplêndidos

descentrado com relação ao indivíduo.” Todos esses precedentes – e haveria muitos

com duplos, como “O perseguidor”. A mínima diferença entre os dois enunciados,

outros – são mencionados aqui para mostrar o al-

“Eu é um outro” de Nerval e “Eu sou um outro” de

cance do trabalho desenvolvido por Priscila Prade.

Rimbaud, mostra a ousadia do autor de Uma tempo-

É uma desbravadora do “outro lugar” e da “outra

rada no inferno. Uma coisa é alguém dizer que é outra

coisa”. De modo sistemático, atende a uma vocação,

pessoa: algo semelhante a trocar de identidade, for-

não apenas para fotografar, mas para exibir duplos,

malmente. Outra, mudando para a terceira pessoa, é

relações entre indivíduos e personagens. Nos regis-

afirmar que aquilo que acreditamos ser o “eu”, nossa

tros fotográficos de filmes, Crime delicado e Bruna

identidade, é um outro. O “é” sugere uma fatalidade:

Surfistinha, tais relações são dramáticas. Já nos dois

7


livros mais especificamente autorais, Eu queria ser

do  protagonista e uma recuperação da identidade

e Impressões, suas imagens apontam para a reconci-

pela protagonista, assim constituindo um jogo múlti-

liação ou síntese. Cria pontes para ultrapassar o des-

plo: atores simulam personagens que, por sua vez, são

centramento, superar a dualidade do “eu” e o “outro”.

desmascarados ou se desmascaram. O mesmo, embo-

Intensas, são inseparáveis do valor propriamente

ra resultando em uma obra inteiramente diversa, em

estético, da qualidade especificamente visual. Tra-

Bruna Surfistinha: a história da moça que adota uma

zem um acréscimo a esse campo central da fotogra-

nova identidade, que lhe permite ser amoral, vivendo

fia, assim como já o foi e em certa medida continua a

como realização das fantasias do outro..

ser nas artes plásticas: o retrato, a representação de

Em outra publicação Da Capivara ao Profes-

alguém. Aqui, porém, como representação ambiva-

sor, é introduzido um terceiro termo: o espectador. Em

lente. E, em Impressões, polivalente. O retratado está

contraposição aos atores e personagens, identificados,

aí, de modo manifesto; e também um outro; ou então

há não-personagens, posto que não nomeados. E uma

outros, constituindo criaturas além da representação,

solução original: o quadro final com rostos de olhos

mesmo estando representadas. Identidades são ao

fechados. São atores em exercícios durante a criação

mesmo tempo afirmadas e anuladas nesses “catálo-

de personagens: olham para si mesmos e estabelecem

gos de significantes”, para usar uma expressão de Se-

contato com um outro; criam um duplo. Lembram-

vero Sarduy ao caracterizar a literatura barroca (em

-me do trecho de Nadja de André Breton na qual ela

Escrito sobre um corpo).

diz que, para ver algo, fecha os olhos. Da mesma nar-

Pela coerência, a obra de Priscila Prade deve

rativa, do prefácio, retenho esta frase: “Subjetividade

ser vista como um todo que culmina no agora publi-

e objetividade travam, ao longo de uma vida humana,

cado Impressões. Precedem-no as fotografias do tea-

uma série de combates nos quais a primeira costuma

tro e cinema; registros do jogo do eu e outro, do ator

sair-se inteiramente mal”. Sim, mas não aqui; não nes-

e personagem. O que foi feito acompanhando o filme

sas duplas ou múltiplas representações, impressões ou

Crime delicado de Beto Brant documenta uma intri-

imagens no sentido mais pleno do termo.

ga à base de simulações, cujos protagonistas se fazem

É rico em sentidos o título do livro precedente,

passar pelo que não são. Há um desmascaramento

Eu queria Ser. Há ambivalência da voz que enuncia

8


esse sintagma. Ser o que...? Quem...? Poderia estar

– aos que estão além do humano. Algo simbolizado,

afirmando que queria ser outro. É isso que o livro

na esfera humana, pelo uso de máscaras, o próprio

mostra: preferencialmente atores e artistas perfor-

signo do teatro; e pelo travestimento: duas opera-

máticos a se apresentarem como outros, escolhidos

ções que atingem seu ápice no carnaval, a festa da

por eles. A duplicidade inscreve essa obra, caso se

troca de lugares, como mostrou Bakhtin.

queira usar categorias literárias, no campo da paró-

Muito acertadamente, a identificação de mo-

dia, não no sentido mais estrito, como sátira ridicu-

delos e personagens em Eu queria ser tem a forma de

larizadora, mas como acompanhar algo (uma obra)

um labirinto ou jogo que substitui o índice conven-

ou alguém (um personagem). É o que indica o prefixo

cional. Mostra que estamos diante de um sistema de

grego para: andar junto, seguir lado a lado.

permutações, que poderiam ser desenvolvidas até o

Mas o título ainda pode ser interpretado

infinito. Combinações de pares, capazes, porém, de

como declaração de querer o Ser, no sentido filo-

se desdobrar e multiplicar, assim constituindo-se em

sófico do termo: a inatingível essência, a plenitude

festa, em legítimo carnaval.

ou verdadeira realidade, que pertence à ordem do

Impressões, extenso inventário resultante de

“outro” e não do “eu” convencional. Um querer in-

um trabalho desenvolvido ao longo de anos, é sua

transitivo, equivalente a desejar. É o que leva Mirian

obra de maior fôlego. Nela, saltamos da ambivalên-

de Carvalho, no posfácio, a observações que valem

cia e do dialogismo à polifonia e à mais intensa car-

igualmente para Impressões: “Nestas imagens, a

navalização. Se, em Eu queria ser, o desejo é apresen-

lente de Priscila aponta para o desejo”. Reforça:

tado ou enunciado, em Impressões ele explode. Entra

“Ouve-se a fala de um eu desejante. Eu queria ser.

em cena vigorosamente. É literalmente incisivo, na

Eu queria ser outro.” Quer mais ainda, acrescento:

imagem de Marcelo Serrado. Apresenta-se através

a superação da dualidade de sujeito e objeto, do de-

de todos os matizes da sedução, através de algumas

sejo e da realidade, simbolizado por essa expressão

imagens que são provocação pura, como as de Gian-

máxima da liberdade que consiste em metamorfo-

ne Albertoni e Ildi Silva – além de tantas outras, de

sear-se. É a capacidade concedida, nas mitologias,

Babi Monteiro, Babi Xavier, Barbara Paz, Bel Mota,

aos deuses, a alguns heróis e também aos demônios

Carola Amaral, Caroline Bittencourt, Luana Prade e

9


Tânia Reis.... Há uma sugestão de orgia na fusão de

Nos trabalhos anteriores, as fotografias foram

corpos protagonizada por Débora Secco – extensão e

de atores em uma encenação ou adotando persona-

releitura de Bruna Surfistinha. E muito mais: a blas-

gens; desta vez foi dado um passo além, pois os retra-

fêmia com Maria Thereza; a profanação com Vivi

tados contribuíram para criar algo ou encarnar al-

Andersen. O mais buñuelesco fetichismo em outra

guém, dialogando com a fotógrafa. Algumas imagens,

foto dela, com apenas um pé calçado. Ou nas acor-

justamente por sugerirem contenção e recato, são

rentadas Kenia Novaes, Loraine e Juliana Didone.

cínicas, irônicas. O tema do outro, do travestimento,

Uma delas, metalinguística: a fotografia de alguém se

não podia deixar de se fazer presente. Constitui-se

fotografando, com uma evidente expressão de prazer

em aspecto do bordel absoluto, o lugar utópico da re-

– o gozo da duplicação; ou a duplicação como gozo.

alização de todas as possibilidades; da manifestação

Outra que se inscreve no plano da metalinguagem é

de todas as fantasias.

aquela de Maria Manoela: justificaria um artigo, pela

O outro, nessas transformações, passa a ser

escolha do local, invertendo o espectador e o espetá-

tudo. Por isso, diante de imagens como essas ocor-

culo. Assim como a de Paloma Bernardes, por suge-

re-me uma categoria de Lacan, “jouissance”, o gozo

rir um sinal, inscrição ou ideograma; metáfora da lin-

primitivo, um prazer extremo na indiferenciação, no

guagem corporal. Ou Luiza Brunet e Paula Amidani,

estado que precede à separação ou duplicação.

parecendo extraterrestres: uma transcendência ou

Impressões possibilita reflexões adicionais so-

alteridade extrema. Ainda há muitos outros flagran-

bre a representação na fotografia. Para tal, pode-se

tes que justificariam artigos, como a presença irônica

remontar à primeira discussão importante a respei-

de Jô Soares e uma das múltiplas máscaras de Paulo

to, suscitada por Baudelaire. Como se sabe, o poeta

Autran, apresentando-se como se fosse um ícone da

de As flores do mal foi um crítico veemente do rea-

própria arte teatral. A destacar, ainda, aquelas ima-

lismo e do naturalismo. Celebrou a imaginação em

gens em que é mostrada uma fusão do retratado e

oposição ao natural, projetando-a em uma poética

da natureza, como as de Daniel Oliveira, Ludmila e

e uma estética: “Acho inútil e fastidioso represen-

Mana Bernardes, ou a transformação em outra coisa,

tar aquilo que é, porque nada daquilo que existe me

através de Didi Wagner e Leandro Lima.

satisfaz. A natureza é feita, e prefiro os monstros de

10


minha fantasia à trivialidade concreta.” Daí o des-

qual resultou sua obra literária nas fotos que, vistas

prezo pela escultura, expresso no título de um dos

sob a perspectiva contemporânea, são perversas –

capítulos de Salão de 1846: “Por que a escultura é

justamente pela falsa inocência, por um novo modo

enfadonha”. Pelos mesmos motivos, rejeitou a foto-

de ingresso do fetichismo em um campo no qual,

grafia no capítulo intitulado “O público moderno e a

desde o início, já proliferava a representação erótica

fotografia”, em Salão de 1859. Escreveu um extenso

através da exibição da nudez feminina. Confundiu

parágrafo de impropérios contra a “reprodução exa-

inocência e perversão. E transformou a natureza em

ta da natureza”, sobre a qual “a sociedade imunda

estúdio. Artificializou o natural, pode-se dizer.

precipitou-se, como um único Narciso, para contem-

Pode-se admitir a existência de duas grandes

plar sua trivial imagem sobre o metal”. Felizmente,

famílias de fotógrafos. Uma delas, dos que trabalham

sua crítica não o levou ao ponto de recusar-se a ser

em estúdios que foram se tornando equivalentes aos

fotografado, resultando nas imagens históricas por

ateliês dos pintores. A outra, dos autores de fotogra-

dois grandes artistas da transição do daguerrótipo

fias externas, documentais. Os Man Ray e David Ha-

para a fotografia: Nadar, a quem elogiou, e Carjat.

milton e os Robert Capa e Robert Frank. Confundem-

A crítica de Baudelaire à representação e ao

-se, desde Lewis Carroll. Há tantos fotógrafos que

realismo abriu as portas à arte não-figurativa. Foi

documentam um “lado B” da realidade, real-irreal,

um profeta que antecipou o que viria a ser criado a

com personagens e cenas que pareceriam impossíveis,

partir das vanguardas. Mas a fotografia, contrarian-

se não estivessem registradas, a exemplo de Frank.

do seu veredicto, passou a fazer parte, ativamente,

Priscila Prade, ao nos convidar para que en-

da revolução cujos fundamentos ele propôs. Aliás,

tremos no mundo do gozo através da expressão pura,

nem foi preciso que o século XIX chegasse ao fim

faz uma dupla operação. Afirma enfaticamente a re-

para que isso ocorresse. Três anos antes da crítica de

presentação. E a destrói, ao mostrar que todos são

Baudelaire, outro gênio, Lewis Carroll, atravessava

outros. Sua obra é singular, justamente por ser um ca-

as fronteiras entre o natural e o artificial. No estúdio,

leidoscópio, exposição de uma vertiginosa multiplici-

fez retratos conformes ao melhor padrão figurativo.

dade, Através dela, Eros vem manifestar-se, de modo

Ao mesmo tempo, projetou a imaginação criadora da

polifônico, em sua verdadeira natureza polimorfa.


12


Michel Melamed

13


15


16


18


19


20


Mario Quintana


24


28


Hilda Hilst


32


33


34


36


37


38


39


JoĂŁo Ubaldo Ribeiro


42


43


Carlos Drummond de Andrade

45


46


47


48


49


50


Nelson Rodrigues


52


53


54


55


56


59


60


Maria Adelaide Amaral


64


65


66


68


69


70


72


73


74


75


AdĂŠlia Prado


80


81


82


Alexandre Nero


84


86


88


89


90


91


94


95


96


João Guimarães Rosa


98


99


100


101


102


103


104


105


106


107


Carlos Drummond de Andrade


109


110


112


113


114


116


117


118


120


121


122


123


126


Natรกlia Barros


128


130


131


132


133


134


135


136


137


138


139


140


141


142


143


144


146


Clarice Lispector


148


150


Mirian de Carvalho


153


154


156


157


159


160


161


162


163


Carpinejar


165


166


167


168


169


170


171


172


173


174


176


177


178


179


180


181


182


183


184


185


Graciliano Ramos


187


190


191


192


193


194


195


196


197


198


199


Gui Amabis


Gui Amabis

201


204


205


206


208


209


210


Machado de Assis


213


214


215


216


217


218


219


220


222


223


Marรงal Aquino


228


230


231


232


236


237


238


240


Luis Fernando VerĂ­ssimo


243


15

Alexandre Nero, arquivo digital, 2013

73

Constanza Pascolato, arquivo digital, 2006

16

Loraine Maddaloni, negativo PB 35mm, 1988

74

Marina Person, arquivo digital, 2006

18

Rodrigo Lombardi, arquivo digital, 2007

75

Sabrina Parlatore, arquivo digital, 2006

19

Cauã Reymond, arquivo digital, 2007

77

Marco Ricca, negativo cor 35mm, 2004

20

Deborah Secco, arquivo digital, 2010

78

Deborah Secco, arquivo digital, 2010

25

Ronalda, arquivo digital, 2013

80

Luana Piovani, arquivo digital, 2006

26

Negra Li, arquivo digital, 2008

81

Letícia Spiller, arquivo digital, 2008

27

Kenia Novaes, negativo PB 35mm, 2003

82

Juliana Schalch, arquivo digital, 2012

29

Bel Murray, negativo cor 35mm, 2002

85

Fabiana Mima, aquivo digital, 2014

30

Ronalda, arquivo digital, 2013

86

DJ Thricie, arquivo digital, 2011

32

Filipe Catto, arquivo digital, 2014

87

DJ Thricie, arquivo digital, 2011

33

Paulo Miklos, negativo PB 35mm, 2006

88

Milene Rigue, arquivo digital, 2009

34

Rafaela Bell, negativo PB 35mm, 1987

90

Nina Pandolfo, arquivo digital, 2013

36

Vanessa Gerbelli, cromo 6x7, 2004

91

Priscila Fantin, arquivo digital, 2007

37

Paolla Oliveira, arquivo digital, 2007

92

Daniel de Oliveira, arquivo digital, 2011

38

Julia Bock, negativo PB 35mm, 2002

95

Hermila Guedes, arquivo digital, 2007

39

Silvia Ribeiro, arquivo digital, 2006

96

arquivo digital, 2006

41

Vanessa Giácomo e Luiza Valdetaro,

99

Paloma Bernardi, arquivo digital, 2013

arquivo digital, 2013

100

Guta Ruiz, arquivo digital, 2014

42

Paloma Bernardi, arquivo digital, 2013

101

Guta Ruiz, arquivo digital, 2014

43

Flávia Lucini, arquivo digital, 2014

102

Carmo Dalla Vecchia, arquivo digital, 2008

44

Sthefany Brito, arquivo digital, 2006

103

Ives Kolling, arquivo digital, 2014

46

Otávio Martins, arquivo digital, 2014

104

Bárbara Paz, arquivo digital, 2010

47

Otávio Martins, arquivo digital, 2014

105

Bruno Garcia, arquivo digital, 2006

48

Ellen Rocche, arquivo digital, 2014

106

Regiane Alves, arquivo digital, 2007

49

Bárbara Paz, arquivo digital, 2010

107

Ives Kolling, arquivo digital, 2014

50

Wilson Eliodório, negativo PB 35mm, 1999

109

Juliana Didone, negativo cor 35mm, 2004

52

Paula Maiolino, arquivo digital, 2007

110

Mariana Santos, arquivo digital, 2012

53

Eduardo Sterblitch, arquivo, 2013

111

Mariana Santos, arquivo digital, 2012

54

Tatiana Passarelli, arquivo digital, 2012

113

Leandro Lima, arquivo digital, 2013

55

Marisa Orth, arquivo digital, 2008

114

Maria Manuela, arquivo digital, 2006

56

Carla Negrão, negativo cor 35mm, 2004

116

Denise Fraga, arquivo digital, 2007

58

Simone Gutierrez, arquivo digital, 2012

117

Fabiana Saba Sutton, cromo 6x7, 2003

60

Tainá Muller, arquivo digital, 2007

118

Ludmila Loyd, negativo PB 35mm, 2002

61

Tainá Muller, arquivo digital, 2007

119

Ludmila Loyd, negativo PB 35mm, 2002

63

Paulo Autran, arquivo digital, 2007

120

Rogério Flausino, cromo 6x7, 2002

64

Flávio Canto, arquivo digital, 2014

122

Didi Wagner, cromo 6x7, 2003

65

Ivo Muller, arquivo digital, 2014

123

Débora Silveira, negativo PB 35mm, 1996

66

Carla Negrão, negativo cor 35mm, 2004

124

Fiorella Mattheis, arquivo digital, 2007

67

Bárbra Monteiro, arquivo digital, 2013

125

Gabriela Duarte, cromo 6x7, 2002

68

Simone Zucatto, arquivo digital, 2014

128

Camila Pitanga, negativo cor 35mm, 2010

70

Carola Amaral, negativo cor 35mm, 2007

130

Juliana Didone, negativo cor 35mm, 2003

72

Marcos Veras, arquivo digital, 2012

131

Marisa Orth, arquivo digital, 2008

244


132

Marina Mantega, arquivo digital, 2013

187

Ildi Silva, arquivo digital, 2013

133

Junior Cigano, arquivo digital, 2013

188

Ludmila Loyd, negativo PB 35mm, 2002

134

Deborah Secco, arquivo digital, 2010

190

Luíza Brunet, arquivo digital, 2008

136

Tânia Reis, arquivo digital, 2013

191

Marcelo Serrado, negativo cor 35mm, 2003

137

Marcio Dias, arquivo digital, 2013

192

Mariana Kupfer, cromo 6x7, 2003

138

Pregador Luo, negativo cor 35mm, 2004

193

Mel Lisboa, arquivo digital, 2014

140

Juliana Silveira, arquivo digital, 2010

194

Monique Alfradique, arquivo digital, 2012

141

Cris Couto, arquivo digital, 2006

195

Alexandre Gavinho, arquivo digital, 2013

142

Vivian Andersen, arquivo digital, 2012

196

Guilhermina Guinle, arquivo digital, 2013

143

Penélope Nova, arquivo digital, 2005

198

Bel Mota, arquivo digital, 2013

144

Aline de Bairros, arquivo digital, 2013

199

Bel Mota, arquivo digital, 2013

145

Maria Fernanda Cândido, arquivo digital, 2013

201

Luana Prade, arquivo digital, 2015

146

Carlos Moreno, negativo pb 35mm, 2004

202

Camila Rodrigues, arquivo digital, 2010

148

Suzana Pires, arquivo digital, 2014

204

Kenia Novaes, negativo PB 35mm, 2003

150

Babi Xavier, cromo 6x7, 2001

205

Adriana Recchi, arquivo digital, 2006

151

Babi Xavier, cromo 6x7, 2001

206

Suzana Alves, cromo 6x7, 2006

153

Alexandre Vital, arquivo digital, 2012

208

Marcello Airoldi, arquivo digital, 2011

154

Marcelo Paiva, arquivo digital, 2007

209

Simone Gutierrez, arquivo digital, 2012

156

Juliana Schalch, arquivo digital, 2012

210

Mana Bernardes, arquivo digital, 2013

157

Dani Moreno, arquivo digital, 2012

213

Maria Theresa, arquivo digital, 2008

159

Bruno Garcia, arquivo digital, 2008

214

Luciana Vendramini, arquivo digital, 2007

160

Zé Pedro, arquivo digital, 2005

215

Sabrina Sato, arquivo digital, 2011

161

Ildi Silva, arquivo digital, 2013

216

Nathália Rodrigues, arquivo digital, 2014

162

Jô Soares, arquivo digital, 2008

217

Gabriela Duarte, cromo 6x7, 2002

165

Paula Amidani, negativo cor 35mm, 2003

218

Bruna Lombardi, arquivo digital, 2010

166

Oscar Quiroga, arquivo digital, 2004

219

Carlos Alberto Riccelli, arquivo digital, 2010

167

Camila Prade, Gigi Prade e Luana Prade,

220

Talita Alves, negativo cor 35mm, 2003

arquivo digital, 2004

222

Marcia Regina, cromo 6x7, 2002

168

Rita Guedes, arquivo digital, 2002

223

Vivian Andersen, arquivo digital, 2012

169

Gianne Albertoni, arquivo digital, 2014

225

Alexandre Nero, arquivo digital, 2012

170

Daniela Escobar, arquivo digital, 2003

226

Kelly Key, arquivo digital, 2007

171

Júlia Rabello, arquivo digital, 2012

229

Daniela Mercury, arquivo digital, 2011

172

Leona Cavalli, negativo cor 35mm, 2003

230

Dani Moreno, arquivo digital, 2012

173

Fernanda Vasconcellos, arquivo digital, 2007

231

Carola Amaral, negativo cor 35mm, 2007

175

Ron Carter, arquivo digital, 2011

232

Vanessa Giácomo e Luiza Valdetaro,

176

Paula Amidani, negativo cor 35mm, 2005

arquivo digital, 2013

177

Débora Falabella, arquivo digital, 2005

234

Didi Wagner, cromo 6x7, 2002

178

Kiko Zambianchi, negativo PB 35mm, 1997

236

Cristina Hoffmann, arquivo digital, 2013

180

Sandro Mencarini, negativo cor 35mm, 2004

237

Alexandre Nero, arquivo digital, 2012

181

Karen Brusttolin, arquivo digital, 2014

238

Camila Devita, negativo PB 35mm, 2001

182

Dinho Ouro Preto, arquivo digital, 2002

239

Tânia Reis e Luana Prade, arquivo digital, 2013

183

Daniel de Oliveira, arquivo digital, 2010

241

Jorge Ben Jor, negativo PB 35mm, 2007

184

Deborah Secco, arquivo digital, 2010

242

Deborah Secco, arquivo digital, 2010

245


STYLIST Bel Murrey pág. 122, 234; Cássio Brasil pág. 114; Cristian Herverson pág. 39, 173; David Dantas pág. 133; Drica Cruz pág. 213; Ed Oliveira pág. 201; Fábio Namatame pág. 72, 171; Fernanda Prats pág. 36, 48, 49, 58, 104, 145, 194, 209, 216; Flávia Viana pág. 80, 177, 214; Juliana Hirschmann pág. 86, 87; Karen Brusttolin pág. 100, 113, 181, 195; Kika Pagnot pág. 77, 117, 150, 168, 172, 180, 191, 234; Lêle Barbiere pág. 20, 78, 134, 185, 242; Luana Prade pág. 18, 37, 52, 56, 70, 81, 91, 106, 109, 116, 130, 132, 165, 170, 176, 190, 192; Marcio Vinícius pág. 193; Mariana Aguilar pág. 227; Michele Kimura pág. 44; Mônica Tagliapietra pág. 140; Myrna Nascimento pág. 41, 67, 90, 232; Raphael Mendonça pág. 21; Ronalda Bi pág. 13, 25, 31, 43, 58, 68, 82, 103, 107, 136, 144, 156, 169, 198, 209, 239; Rodrigo Polack pág. 148; Silvia Moraes pág. 33, 55, 131; Thidy Alves pág. 229; Tomas Souza Pinto pág. 124, 161; 187; Valéria Lastres pág. 19, 102.

MAKE UP E HAIR Alê Toledo pág. 114; Adriano Hargan pág. 27, 36, 73, 75, 106, 110, 117, 118, 130, 157, 168, 172, 189, 204, 214, 220, 222, 225, 227, 230, 237; Alex Salomão pág. 176; André Sartori pág. 194; Andrea Braga pág. 116; Baby Marques pág. 128; Beto França pág. 18, 23, 60, 61, 70, 95, 173; Danielle Macena pág.  114; Dennis Proença pág.  197; Carlos Cesário pág.  72, 171; Celso Kamura pág.  140; Cleide Araújo pág. 100, 181; Cesar Cortinove pág. 191; Cris Bastos pág. 218, 219; Cris Navaes pág. 177; Danilo Toscano pág.  41, 48, 90, 105, 159, 216, 232; ED Oliveira pág.  201; Eduardo Sacchiero pág. 44; Élcio Aragão pág. 39; Fabiana Mima pág. 85; Gracie Costa pág. 141; Gabi Moraes pág. 20, 78, 134, 185, 242; Henrique Martins pág. 215; Junior Castro pág. 52; Junior Mendes pág. 37, 55, 81, 91, 109, 124, 131, 132, 165, 190, 192, 229; Marcelo Prado pág. 205; Marcelo Sath pág. 25, 31, 49, 104, 132, 144, 198; Patrícia Nicolau pág. 102; Paulo Renso pág. 142, 223; Paulo Filatier pág. 29, 122, 234; Paulo Persil pág. 36; Penelope Belochi pág. 213; Pietro Schlager pág. 33; Rachel Ramos pág. 193; Rafael Guapiano pág. 54, 236; Renner Souza pág. 202; RV Make pág. 43, 67, 82, 103, 107, 136, 148, 156, 169, 239; Sandro Borges pág. 86, 87; Saulo Fonseca pág. 80; Tom Reis pág. 168; Wilson Eliodório pág. 42, 99, 125, 145, 150, 151, 167, 170, 217, 238; Wlau Farias pág. 19.

APOIADORES Atelier de Flores, Agência First Make Up e Hair, Crossfit JB, Digipix, Laboratório da Adriana, Le Pain, Sweet Pimenta, True Love Tattoo, Viva!.

AGRADECIMENTOS Andréa Francez, Andréa Nero, Adriana Navarro, Arminda Prade, Adriana Almeida, Berenice Lamônica, Bila Vieira, Bianca Villar, Paulo Reis Brioschy, Cristian Heverson, Claudio Willer, Fáttima Amaral, Denise Nascimento, Felipe Escobar, Fernando Lessa, Gabi Haddad, Gigi Prade, Ina Sinisgalli, Isabella Hoffmann, Isa Brant, Júlia Pimenta, Lúcio Calixto, Luana Prade, Márcia Marbá, Micaela Di Carvalho, Marco Griesi, Mariana Bonomi, Marco Perlmam, Patrícia Casé, Patrícia Lamastra, Péricles Prade, Piny Montoro, Revista Avianca, Renato Tosso, Saulo Couto, Tania Reis, Vicente Negrão, Vivi Andersen, Zé Maria Palmiere.

246


EXPEDIENTE Editora: IPSIS Gráfica e Editora Texto: Claudio Willer Concepção e Coordenação: Priscila Prade Produção Executiva: Kelly Marietto Projeto Gráfico e Diagramação: Marina Chevrand | Serifaria Produção Gráfica: Lilia Góes Fotografia: Priscila Prade Tratamento de imagem: Murilo Lima | Sis Estudio

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Prade, Priscila Impressões / Priscila Prade. -- São Paulo : Editora IPSIS, 2015. 1. Fotografias 2. Fotografias - Brasil I. Título.

15-01745 CDD-779.9

Índices para catálogo sistemático: 1. Fotografias 779.9

247


As fotografias de Priscila Prade são impressas em Garda Kiara 150g/m2. O Color Plus Tóquio compõe as guardas deste livro. A tipografia escolhida para os títulos é a Neue Haas Grotesk e a serifada Chronicle é usada nos textos. Duas mil unidades foram impressas pela gráfica Ipsis em março de 2015.

248


Lindolf Bell


Impressões – Priscila Prade