Page 1


Associação Comunitária Despertar Destino: futuro: 20 anos da Associação Comunitária Despertar / texto Edson Natale ; organização Edson Natale ; ilustração Catarina Bessell – São Paulo : Associação Comunitária Despertar, 2014. 120 p. : il.

1. Associação Comunitária Despertar. 2. Terceiro setor. 3. Educação. 4. Cursos profissionalizantes. 5. Cultura. I. Título. CDD 360


Destino: futuro O desejo de iniciar um trabalho social que pudesse contribuir para a promoção das pessoas sempre me moveu. No início de 1994, comecei a pavimentar os caminhos para alcançar o que vivenciei em casa, através dos exemplos dos meus pais e avós.

14

Agora, 20 anos depois, muito me orgulho do crescimento e aperfeiçoamento das ações desenvolvidas pela Associação Comunitária Despertar. Esta Associação foi idealizada de maneira colaborativa, com vários parceiros e parceiras que guardo carinhosamente na memória e no coração. Reafirmo este orgulho, que é coletivo e alimentado pelo que fizemos juntos, em duas décadas de atividades ininterruptas, sempre com o foco nas milhares de crianças, jovens e adultos dos bairros paulistanos Jardim Vilas Boas e Parque Dorotéia - nossos parceiros nesta caminhada. Este projeto, desde o início, é uma das paixões da minha vida e a ele sempre me dediquei. Com a colaboração e engajamento de muitas pessoas, tenho a oportunidade de conviver e aprender todos os dias com uma ação emblemática e inspiradora. Existimos para fazer a diferença na vida de muitos: voluntários, funcionários, parceiros, alunos e suas famílias - e sobretudo as crianças, que representam o porvir.


Temos a missão de contribuir, não apenas na melhoria da qualidade de vida dos nossos alunos e alunas, como também de interagir e colaborar com a comunidade facilitando seu acesso a serviços, informações. Orientá-los e apoiá-los no enfrentamento e na superação dos desafios do cotidiano. Agradeço muito a todos os conselheiros, diretores, apoiadores, parceiros, funcionários e voluntários pela dedicação e comprometimento com esta instituição. Agradeço aos alunos e alunas por todas as histórias e aprendizados conjuntos. Seguiremos nosso destino. E posso dizer, com base no que vi nestes 20 anos, que nosso destino é o futuro! Milú Villela, presidente e fundadora da Associação Comunitária Despertar

15


O Despertar de Milú Quem vê cara, não vê coração. O ditado popular se aplica com perfeição a Milú Villela, minha prima. E vê muito menos a cor da ação social que ela desenvolve. Quem vê Milú em fotos de colunas sociais e revistas de variedades pode ficar com a impressão de se tratar de uma dondoca deslumbrada com o reino da opulência. As aparências enganam e empanam. Bem que Jesus aconselha “não julgar”.

16

Milú é uma mulher de cultura e da cultura. Jamais se dedicou a frivolidades. Hoje, ela preside o Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo, o Instituto Itaú Cultural, o Faça Parte (voluntariado) e é uma das dirigentes do projeto Todos Pela Educação. Porém, sua menina dos olhos é a Associação Comunitária Despertar, na periferia da capital paulista. A sensibilidade de Milú por causas sociais está em seu DNA. Sua avó materna, Umbelina, manteve, em São Paulo, uma casa de acolhida de mães solteiras e cuidados de seus filhos. O avô paterno, Eurico, médico que conheci, diagnosticou a doença de chagas deixando-se picar pelo barbeiro. Em época em que filhas de famílias ricas não cursavam faculdade, Milú se formou em psicologia e, inspirada em Paulo Freire e Jean Piaget, fundou a Escola Caracol. Há pessoas que prometem e não fazem. Há quem faça para se promover. Milú é daquelas pessoas que fazem o bem sem olhar a quem e sem se fitar no espelho da vaidade caritativa, interessada apenas em assegurar, a crianças e jovens de um bairro de famílias empobrecidas, condições de atividades que lhes proporcione cultura, profissão, cidadania, e uma vida digna e feliz. Frei Betto, escritor


Rumo à sustentabilidade O trabalho social foi algo presente em minha trajetória profissional, desde que comecei a ter contanto com o mundo, trabalhando como contínuo na empresa do meu pai. Estava sempre percebendo os contrastes em nossa sociedade. Em 2004, fui convidado a entrar na Associação Comunitária Despertar. O projeto se mostrou muito cativante e despertou meu desejo de somar e ver os resultados. O grupo de profissionais envolvidos, as pessoas que utilizam a Associação, alunos e familiares, toda a equipe somava ao trabalho. O sentimento de alegria que existe na Despertar é contagiante. Em uma zona socialmente desfavorecida, é um lugar onde a alegria é uma constante. Com o tempo e a dedicação de todos os envolvidos, o resultado foi mais um estímulo. Conseguimos aumentar o índice de empregabilidade dos formandos, que hoje é de 60%. Nesse momento de comemoração de 20 anos de trajetória, além de festejar os resultados, precisamos manter o foco nos próximos objetivos. O país está se transformando e precisamos incorporar essas mudanças em nossas atividades, nossa grade de cursos; manter e aprimorar os acordos com nossos parceiros e garantir sempre a melhor certificação possível para os alunos. Dispomos da garantia da saúde e do cuidado orçamentário e caminhamos para a sustentabilidade da instituição, nossa próxima meta. Rudi Fischer, presidente do conselho consultivo da Associação Comunitária Despertar

17


22


Antes do começo As histórias, os projetos e as ações começam antes deles mesmos. Quando decidimos tomar esta ou aquela direção, levamos juntos - ou somos impelidos por - nossas experiências, lembranças, receios, vivências e exemplos que nos marcaram e transformaram. Às vezes, são histórias nossas, outras são histórias de alguém, que ouvimos, vemos; há vezes em que um detalhe percebido na infância nos impulsiona, como um combustível que, armazenado por anos, nos move em um momento do futuro. Foi assim que surgiu a Associação Comunitária Despertar. Sua história começou muito antes da existência do Jardim Vilas Boas, ou mesmo do Jardim Miriam, na zona sul de São Paulo, quase na divisa com o município de Diadema.

23


A primeira história é a de uma jovem professora, nascida em Limeira, interior de São Paulo. Ela tinha por costume pegar carona no velho caminhão carregado de leite recolhido dos sítios e fazendas da região. Era o início da década de 1960, os caminhões, bem mais rústicos que os de hoje, e nossa personagem chacoalhava junto com as garrafas de leite e o motorista pela estrada de terra esburacada. A professora se chamava Nanci Gorni, tinha 17 anos, e sempre levava uma caneca na bolsa para, na hora de descer, receber o leite oferecido pelo motorista.

24

Em uma pequena encruzilhada da estrada, ela descia do caminhão e aguardava o aluno que a levaria em seu burro até a escola mista da Fazenda Santa Lourdes, na zona rural de Herculândia, vizinha a Tupã, onde viveu parte de sua juventude. “Eu não teria aprendido a amar tanto meu ofício de professora se não tivesse seguido para as minhas aulas, durante tanto tempo e ainda tão jovem, no lombo de um burro, junto com meu aluno; vivenciando as dificuldades, a pobreza e o tremendo esforço daqueles meninos e meninas lá da roça”, diz Nanci. Especializou-se em educação infantil e em 1970 em pedagogia e, desde sempre, foi professora em escolas públicas. Esta é uma das sementes das quais brotou a Despertar, plantada em algum ponto das estradas de barro do interior de São Paulo.


25


Outra semente, por incrível que pareça, não foi plantada na terra e sim em uma descoberta da ciência: a doença de chagas. Milú Villela nunca apagou de sua memória as histórias que ouviu de seu avô paterno; o médico, professor, higienista e administrador de hospitais Eurico de Azevedo Villela, nascido em Teresópolis, Rio de Janeiro, em 1883. Ele ingressou na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1899, período em que começou sua amizade com Carlos Chagas, estudante da mesma faculdade.

26

Em 1912 Eurico tornou-se pesquisador do Instituto Oswaldo Cruz, em Manguinhos, Rio de Janeiro. O nome oficial do local era Instituto Soroterápico Federal e, gradativamente, a instituição ampliou sua importância científica, consolidando-se como espaço fundamental no combate à peste bubônica, nos conturbados tempos da Revolta da Vacina - movimento popular contra a vacina obrigatória da varíola, no início do período republicano.


Eurico foi convidado para integrar a equipe que investigava a tripanossomíase americana, com o amigo Carlos Chagas, em Manguinhos e em Lassance, uma cidade no norte de Minas Gerais, onde a equipe acompanhava trabalhadores da Central do Brasil, em um laboratório improvisado, para combater a tal doença cardíaca, que logo ficaria conhecida como doença de chagas. Eurico teve uma atuação importante depois dessa experiência. Foi diretor do Instituto Oswaldo Cruz, entre 1917 e 1934; chefiou a seção de Medicamentos Oficiais do instituto e, em 1923, tornou-se responsável pela participação da instituição em uma exposição realizada durante as comemorações do centenário de nascimento de Louis Pasteur, na França. Também ajudou na criação da Escola de Enfermagem Anna Nery e do Hospital São Francisco de Assis, do qual foi o primeiro diretor, até que, em 1940, foi nomeado diretor do Curso de Saúde Pública do Instituto Oswaldo Cruz. Todos esses feitos impressionavam muito a neta que, sentada no colo do avô, ouvia as histórias. Entre elas, uma que a marcou para sempre: “vô Eurico inoculou a doença de chagas em si mesmo para estudar os efeitos, aprofundar as pesquisas e colaborar para a obtenção da vacina”.

27


Uma história leva a outra. Eurico de Azevedo Villela teve sete filhos. Entre eles estava Eudoro Villela, pai de Milú, que também se formou em medicina. Aos 24 anos, o doutor Eudoro ingressou no Institut du Radium de La Fondation Curie, em Paris, um dos mais importantes centros de pesquisa em medicina do mundo. No local, trabalhou sob a orientação dos professores Claudius Régaud, Antonie Lacassagne, G. Gricouroff e de uma das fundadoras do instituto, Marie Curie, importante cientista, reconhecida com dois Prêmios Nobel. Nessa época, Eudoro integrou a equipe que desenvolveu uma técnica para o diagnóstico do câncer, batizada de Rio-Hortega-Villela.

28

Milú cresceu com essas histórias como exemplo. Em 1971, incentivada pelo irmão Alfredo Egydio Arruda Villela, se formou em psicologia e seguiu seu caminho fundando a Escola Caracol, uma das pioneiras no Brasil na introdução das teorias pedagógicas do filósofo suíço Jean Piaget. Milú tinha verdadeira paixão e profunda admiração pelo irmão que, bem humorado e extremamente inteligente, foi um exímio inventor de brincadeiras e era capaz de montar e desmontar objetos e equipamentos, das mais variadas características para consertá-los ou transformá-los em brinquedos.


Em 1982, um acidente aéreo fatal vitimou Alfredo e sua esposa, Maria Silvia de Mattos Barretto Villela. Nos 12 anos seguintes, Milú dedica-se a criação e educação dos filhos, Ricardo e Rodolfo, oferecendo apoio incondicional aos sobrinhos, Alfredo e Ana Lúcia. Neste período, entre 1982 e 1994, brotou em sua mente a ideia da Despertar. Sua gestação é estimulada por uma questão simples: “se uma escola, como a Caracol, é importante em um bairro, como o Pacaembu, o que não poderia ser feito por uma ação educativa, com viés profissionalizante para adolescentes, em um bairro periférico da cidade?”. Assim, as histórias se somam, unindo tempos, personagens e espaços. A jovem professora Nanci, que ia dar aulas no lombo do burro; a saga do médico Eurico, que morreu da doença que ele mesmo se inoculou para encontrar a vacina; e a trajetória do médico Eudoro, que trabalhou com uma das maiores cientistas do mundo, pesquisando uma das doenças mais temíveis de nossa época. E a inquietude de uma psicóloga, que quis ir além. Milú e Nanci estão nos alicerces da Associação Comunitária Despertar, nestes 20 anos de atividades. Com relatos como esse reafirmamos o que gostamos de dizer: nossa história é feita de gente.

29


E como as histórias se multiplicam em novas histórias, Milú não parou com a criação da Despertar. Pelo contrário. Teve nesse passo o estímulo para investir em outros projetos. No ano seguinte, assumiu a presidência do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), um dos principais museus do país. Uma de suas primeiras ações foi estruturar e fortalecer o setor educativo do museu, que hoje é referência em todo o país. Entre os destaques do setor, está o programa Igual Diferente, que oferece atividades educacionais para portadores de deficiência física e intelectual.

30

Em 1997, Milú assumiu a presidência do Centro de Voluntariado de São Paulo, organização sem fins lucrativos cuja missão é promover e consolidar a cultura do trabalho voluntário na cidade de São Paulo. Por esse trabalho ela foi convidada a assumir a presidência do Comitê Brasileiro para o Ano Internacional do Voluntário, em 2001, quando o Brasil ocupou posição de destaque entre os 123 países participantes. Assim, Milú foi a primeira mulher da sociedade civil a ser convidada para falar sobre voluntariado na abertura da 57ª Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Nesse mesmo ano, Milú se tornou presidente do Itaú Cultural, um dos institutos culturais mais importantes do país; voltado para a produção de conteúdo, para pesquisa e para o incentivo de atividades artísticas nas diversas áreas de expressão.


Essa história segue com a criação da Década do Voluntariado e do Faça Parte – Instituto Brasil Voluntário, organização não governamental presidida por Milú e que tem a missão de se dedicar permanentemente ao estímulo dos trabalhos voluntários pelo Brasil. As ações do instituto inspiraram a criação do Prêmio Escola Voluntária, hoje apoiado pela Fundação Itaú Social e pela Rede Bandeirantes de Televisão, e que tem a missão de divulgar, incentivar e premiar instituições de ensino que promovam projetos sociais que incentivem o trabalho voluntário entre seus alunos. Milú também se destacou na criação, em conjunto com empresários, educadores e gestores públicos, da organização não governamental (ONG) Todos pela Educação. A missão da ONG é aprofundar o debate e as reflexões a respeito da qualidade do ensino através de cinco metas para a educação brasileira até 2022. As ações são monitoradas a partir da coleta sistemática de dados e da análise das séries históricas de indicadores educacionais do país.

31


32


Nascimento da Despertar Era 30 de setembro de 1994. Na capital de São Paulo havia 1.727 jovens inscritos nos 11 centros de formação profissional que existiam. Nesse universo, surge a Associação Comunitária Despertar, com a missão de tornar-se um centro profissionalizante para adolescentes. Em sua fundação, com a parceria do Serviço Nacional de Aprendizado Social (Senai) e da Prefeitura da Cidade de São Paulo, a Despertar disponibilizou 100 vagas para adolescentes entre 14 e 17 anos, cujas famílias tinham renda mensal de até quatro salários mínimos. Os cursos eram de formação para eletricista instalador, cabeleireiro, padeiro, restaurador de tênis, datilógrafo e ajudante de serviços gerais para escritórios e informática. Logo em seguida, surgiu o curso de jardinagem. Sob a liderança de Milú Villela, seguida pela psicóloga Maria Helena Bueno, a Despertar fortalecia-se a cada dia. Indicada por várias pessoas da comunidade como uma referência por sua atuação como coordenadora da Escola Estadual Antonio Aggio, situada no Jardim Dulce, também na zona sul de São Paulo, somou-se ao grupo Nanci Gorni.

33


34

Nanci, recém aposentada como professora da rede pública, trabalhava na loja de móveis artesanais de seu irmão, na região do Autódromo de Interlagos. Foi lá que recebeu, por telefone, o convite de Milú para uma conversa. O primeiro encontro foi com Maria Helena, que a recebeu, enquanto Milú se reunia com líderes da comunidade, em um pequeno bar nas redondezas. Nanci recorda: “fiquei encafifada. Não entendia muito bem como poderiam caber tantos sonhos naquele prédio acanhado, naquela pequenina e sufocante sala sem ventilação. Elas sentadas em banquinhos capengas de madeira, ao lado da porta do banheiro. O fato é que estou aqui há 20 anos e nunca me arrependi de ter acreditado no sonho de Milú.” Depois da entrevista, Nanci foi contratada e começou a colaboração intensa para a formação da equipe, que contava com a participação de Sanae Kato Hasui, ex-diretora da mesma escola na qual Nanci havia sido coordenadora. Somou-se ao grupo, como voluntária, a arquiteta Amelinha Bratke.


O espaço físico foi se transformando rapidamente e o galpão, que antigamente havia abrigado um curso de alfabetização para adultos, virou o refeitório no qual os adolescentes fazem as (fartas e essenciais) refeições. A modesta quadra do terreno foi ampliada, coberta e passou a ser palco de diversas atividades, além do futebol. Os jogos ocorrem até hoje, mas agora o local também tem judô, música, dança, teatro, eventos culturais, debates, jogos de xadrez, festas e comemorações com a comunidade. A quadra tem charme especial: uma de suas paredes é uma obra dos artistas OsGêmeos, a dupla paulista que levou o grafite das ruas para os maiores museus do mundo. Foram-se 20 anos e a Despertar cresceu. As primeiras 100 vagas oferecidas multiplicaram-se, assim como as possibilidades de participação da comunidade desdobraram-se, não só em cursos profissionalizantes, mas em atendimento psicológico e jurídico aos jovens e a suas famílias; em atividades que propiciaram às pessoas da comunidade, ligadas aos alunos, geração de renda; em contato daquela população com cultura e arte e atividades esportivas.

35


Cursos e atividades 36


ALFABETIZAÇÃO de jovens e adultos Curso de CABELEIREIRO Curso de CONFECCIONADOR de bolsas em tecidos Curso de CORTE E COSTURA sob medida Curso de COSTUREIRO de tecidos de malhas Curso de INFORMÁTICA Curso de INGLÊS Curso de LOGÍSTICA Curso de manutenção e redes de COMPUTADORES Curso de RECEPCIONISTA Curso de RECREACIONISTA / BRINQUEDISTA Curso de serviços ADMINISTRATIVOS Despertar DIGITAL Integrado (edição de vídeos, filmagem e fotografia) EducarSom (oficinas de MÚSICA) ESPORTE: alongamento, capoeira, futsal, ginástica, judô, vôlei, xadrez Oficinas de CULINÁRIA

37


Despertar em nĂşmeros *nĂşmeros aproximados

46


cursos profissionalizantes oferecidos, avaliados permanentemente e modificados, de acordo com as demandas do mercado.

pessoas contratadas

mil adultos atendidos pelo Centro de Convivência.

47 participantes beneficiados pelo Programa de Alfabetização e Inclusão.

mil crianças atendidas pelo Centro de Educação Infantil Parque Dorotéia (Despertar II).

mil participantes cadastrados no Departamento de Empregabilidade.

mil matrículas nos cursos do Centro da Juventude. mil pessoas foram atendidas pela Associação Despertar em 20 anos.


Cultura participantes nas atividades culturais. mil acessos ao blog.

visitas a exposições, museus, teatros e cinemas.

atividades culturais oferecidas.

48

exposições de trabalho de alunos.

palestras, debates, lançamentos de livros, saraus literários.

Esporte mil crianças e adolescentes inscritos nas aulas de judô e futsal.

participação em

campeonatos esportivos.

mil participantes nas atividades esportivas.

mil adultos inscritos nas modalidades esportivas oferecidas.


Biblioteca mil usuários cadastrados na Biblioteca Sanae Kato Hasui. edições de jornais. mil volumes no acervo.

Social tonelada de material para reciclagem.

mil consultas psicológicas.

mil consultas odontológicas.

orientações jurídicas.

mil enxovais e sacolinhas de natal.

atendimentos relacionados ao serviço social.

mil consultas médicas.

horas de palestras e oficinas sobre temas como sustentabilidade e economia solidária.

atendimentos a gestantes.

49


Histรณria do lugar 54


No início dos anos 1990, o Jardim Miriam era uma região extremamente violenta; um deserto de silêncio alimentado pelo medo - das represálias de traficantes ou da ação de justiceiros. Na pequena ponte do córrego que margeia uma das laterais da Despertar - o chamado Beco da Pontinha - era comum a desova de corpos e, em muitas ocasiões, os professores davam o comando para que todos se deitassem na quadra, até que mais um tiroteio chegasse ao fim. Nosso guia que nos leva pela história da região é Derli José de Paula, conhecido por Seu Derli. Ele mantém até hoje o hábito de assistir, nas manhãs de domingo, aos jogos na quadra da Despertar organizados pelo Grêmio Recreativo Amigos Unidos (GRAU), fundado em 1997 e formado por jogadores da comunidade. Além de torcedor símbolo do GRAU, Seu Derli é requisitado com frequência como motorista de táxi, que presta serviços variados para o pessoal da Despertar. Geralmente, transporta palestrantes convidados, educadores, oficineiros; vai buscar compras, trazer ou levar documentos. É bom de prosa e de simpatia.

O Grêmio Recreativo Amigos Unidos (GRAU)

55


Derli nasceu em Arapongas, zona da mata de Minas Gerais, perto de Viçosa. Ajudava na pequena roça de feijão e milho e no cuidado de algumas poucas cabeças de gado que pertenciam a seus pais e aos 12 filhos, incluindo ele.

56

Chegou ao Jardim Miriam em 1967, quando a principal via Seu Derli, motorista, torcedor do GRAU e avô de Bianca de acesso à região, a Avenida Cupecê, era de terra e cascalho, e a família Vilas Boas era dona de uma grande chácara, posteriormente loteada, dando origem a mais um jardim, o bairro que hoje carrega o sobrenome do antigo proprietário das terras, Antonio Fernando Vilas Boas, o Jardim Vilas Boas. Foi no Jardim Vilas Boas que Seu Derli comprou um lote, construiu uma casa e conheceu Maria Sonia, com quem se casou em 1977. Tiveram duas filhas, Luciana Aparecida de Paula e Lucimara de Paula Souza. Uma delas, como ele faz questão de ressaltar - “escreve que tenho uma neta, por favor? -, aumentou a família com Bianca de Paula Souza. Em 1967, esta região da zona sul de São Paulo, formada pelo Jardim Vilas Boas, Jardim Miriam, Americanópolis, Vila Joaniza, Cidade Ademar, Jardim São Jorge e Vila Missionária (ligados à subprefeitura da Cidade Ademar) era praticamente uma zona rural, dentro da cidade de São Paulo.


“A luz era de lampião e a eletricidade chegou apenas no final de 1968”, conta Seu Derli. Uma única pessoa possuía a concessão de uma linha de transporte coletivo, que rodava com um único ônibus e, de tão ruim, foi apelidado pela comunidade de Viação Urubu. Nas inúmeras vezes em que o veículo quebrava, o motorista (que era o proprietário da linha e do ônibus) devolvia o dinheiro da condução. “Tudo era muito tranquilo e as casas não tinham muros ou grades, todos formavam uma grande família e eram comuns os trabalhos em mutirão para a construção das lajes das casas, das pinturas”. O antigo córrego Cupecê, hoje córrego dos Cordeiros, tinha peixe e na rua Antonio Machado Sobrinho, onde hoje fica a Despertar, ocorriam as festas de Natal, Fim de Ano e São João da comunidade, assim como em outras vias da área. Festas na rua em que todos participavam e contribuíam com as compras das comidas, bebidas, enfeites e tudo mais. Na medida em que os anos 1980 foram chegando, a região se tornou perigosa e, na década de 1990, atingiu índices alarmantes de violência e foi estigmatizada como um dos locais mais violentos do mundo.

57


Localizada na zona sul da cidade de São Paulo, a Cidade Ademar é um distrito que surgiu na década de 1960. A ocupação ocorreu de forma desordenada, com pouco investimento público em saúde, educação, saneamento, moradia e transporte. Com o tempo e o crescimento populacional, os problemas sociais se intensificaram, gerando um ambiente de altos índices de violência. A situação da região começou a melhorar com a ação de organizações populares, como as sociedades de amigos de bairros. Fonte: Coordenação das Subprefeituras da Prefeitura de São Paulo


60

A prรณpria vida


“A educação é um processo social, é desenvolvimento. Não é a preparação para a vida, é a própria vida.” John Dewey - filósofo e educador norte americano

61 Inspirados nesta reflexão, apresentamos depoimentos de alguns alunos, colaboradores, ex-alunos, professores e outros parceiros, que refletem como as atividades da Despertar operam transformações.


“Aos 22,

saí da minha cidade natal, Ibicaraí (BA), distante cerca de 40 quilômetros de Itabuna, onde eu trabalhava como doméstica. Vim para São Paulo tentar a vida com minha irmã. Fiz dois cursos na Despertar: iniciação em administração e informática. Mantive a atividade de doméstica por cinco anos e participar destes cursos foi muito, muito importante.

62

Quando recebi a informação que haveria um curso de gastronomia, me inscrevi e foi maravilhoso. Nunca tinha ouvido falar da Gastromotiva, nem imaginava o tanto que eu aprenderia com essa oportunidade. No final do curso, fui encaminhada para trabalhar no Bar da Dona Onça, um restaurante famoso no centrão de São Paulo, trabalhei lá por dois anos e meio.” Alessandra Santos, ex-aluna


63

“O incentivo

que temos para ampliar nosso conhecimento e a integração entre todos os que frequentam o local são aspectos fundamentais para minha satisfação na Despertar. Primeiro me tornei professor de informática, percebi que queria mais e me formei em Tecnologia da Informação Por meio da parceria com a Cisco (Cisco Networking Academy), me formei também como instrutor. Essa parceria garante aos alunos a certificação IT Essentials, reconhecida em mais de 170 países. Fora isso, nosso material pedagógico é constantemente revisado e atualizado. Isso é muito, muito importante! Estou há 12 anos na Associação e, hoje, meu filho também está aqui, fazendo judô.” Antonio Gleidson de Almeida, professor


64


“Minha família

frequenta a Despertar há anos. Além de minha tia, minha mãe fez o primeiro curso de datilografia, em 1994, e assim começou sua carreira profissional. Entrei aqui com 4 anos, fazendo judô e futebol. Quando estava maior, frequentei as aulas de Informática e Despertar Digital Integrado (DDI), que colaborou muito com a minha vontade de ser designer e editor audiovisual, agora que tenho 18 anos. A professora de arte criativa fez a proposta para eu e Daniele darmos um curso de desenho aqui. Fiquei muito empolgado. Sou especialista em mangá e a Daniele é ilustradora, juntamos as duas técnicas e propomos um curso que ajudasse a estimular a criatividade dos alunos. Queria muito dar outros cursos. Não quero parar. Tenho o sonho de ter uma família e trabalhar com edição de TV. Para isso, estou estudando para o ENEM e tentando passar para universidade, nos cursos de Designer Gráfico ou Áudio e Vídeo.” Caio Santos Barreto, aluno

65


66

Desenhos de Caio e Daniele, respectivamente, retratam a passagem pela Associação, a relação com os amigos e a formação profissional


67


“Tenho 18

anos e completei o ensino médio, mas ainda não entrei na faculdade. Quero trabalhar para pagar meus estudos. Fui apresentada à Despertar por uma amiga. Lá, fiz o curso de informática e, depois, fui convidada para dar um curso de Mangá, junto com outro desenhista, Caio. Foi uma ótima experiência! Aumentou minha visão de trabalho, me incentivando, me ajudando na forma de criar. Foi legal eu poder mostrar meu conhecimento para outras pessoas. A Despertar contribuiu agregando mais experiência a minha trajetória, ajudando na construção do meu sonho que é ser uma ótima desenhista e ilustradora.”

68

Daniele Nascimento Neiva, ex-aluna


”Tinha 12

anos quando tive a oportunidade de acompanhar o fortalecimento de uma comunidade em uma das regiões mais violentas de Sampa, o Jardim Miriam, era o surgimento da Associação Despertar. A Associação foi a boa semente germinada, que ganhou raízes fortes e sólidas, seja pela generosidade, seja pelo empreendedorismo e, principalmente, pela determinação de uma voluntária em tempo integral: Milú Villela. Essa foi uma chance determinante em minha formação e me proporcionou uma amplitude no olhar, em um tempo em que, estudante do Colégio Salesiano, eu ansiava por ações de solidariedade. Comecei - e nunca mais parei - a acompanhar a Despertar. Parabéns, Milú, pelos exemplos de suas ações, sua militância em prol da educação. Parabéns e obrigado, Despertar! Essa conspiração do bem está, há 20 anos, transformando os jovens, a comunidade, e, por que não, nossa cidade através da formação e do desenvolvimento social.” Carlos Geraldo, voluntário

69


70


“Estou na

Associação há pouco mais de 10 anos. Iniciei o projeto para formação de recreacionista infantil. Moro distante daqui, na Cidade Dutra, mas não me importo com o longo trajeto porque a experiência é gratificante. Cheguei em 2003, recém-formada em prótese dentária e conheci um mundo novo por meio do relacionamento com os jovens, as crianças e suas famílias. Fiz graduação em pedagogia e pós-graduação em educação especial, com especialidade em deficiência mental. Gosto das relações afetivas que construímos no dia a dia, como receber a visita de uma ex-aluna para contar que entrou na faculdade. Isso é muito bonito e muito importante.” Cleide Mesquita, professora

71


“Em 1996,

fui apresentada a Milú Villela por uma prima, que trabalhava na Prefeitura de São Paulo. Ela procurava uma assistente social para dirigir o centro de Educação Infantil (CEI) Parque Dorotéia, uma creche que abriria numa área muito violenta.

72

Fui selecionada e dirijo a creche, que é mais conhecida como Despertar II. Lá atendemos 153 crianças, que chegam a partir do nascimento. Ao completarem 5 anos, são encaminhadas automaticamente para a rede municipal de ensino. Funcionamos das 7h às 17h e fornecemos cinco refeições diárias. Trabalhamos com propostas dirigidas e atividades planejadas, como cursos de capacitação de professores, realizados em 2002 e 2014. Não acredito em assistencialismo. Temos que preparar as crianças para serem seres pensantes, investindo em leitura, em arte. Tudo o que precisam é ser acolhidas.” Cristina Haspene Santaella, diretora da Despertar II


73


“Eu trabalhava

em uma escola pública estadual, chamada João Evangelista e estou aqui há 14 anos. Sou formada em pedagogia e letras, mas são os laços afetivos que construímos que nos levam mais longe, junto aos nossos alunos e alunas. Às vezes é como se pedissem socorro, para questões sexuais, higiene pessoal, drogas ou de relacionamento com familiares. Como dizem, nossa atividade aqui é multidisciplinar. Não podemos nos ater apenas às aulas. É esse envolvimento que faz a diferença por aqui.” Elba Correia Alcântara, professora

74


“Para tratar

do futuro com responsabilidade é preciso compreender a profundidade do significado de palavras como: perenidade, legado e formação. Desde 1994 a Associação Comunitária Despertar convive com e, sobretudo, pratica o significado dessas palavras. Indo além, conseguiu tornar realidade a empregabilidade dos jovens, oferecer uma multiplicidade de cursos e promover a integração com a comunidade. É um prazer e um orgulho acompanhar essa trajetória de perto!” Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural

75


“Eu vim

de Salvador, após trabalhar com grupos musicais como Bamdamel, Olodum, e músicos como Daniela Mercury e Carlinhos Brown. Cheguei aqui na Despertar pelas mãos de Maurício Alves, responsável, na época, pelo Grupo Charanga, para dar uma oficina de três meses. Estou aqui há cinco anos!

76

Sou atualmente responsável pelo projeto EducarSom, que conta com 32 alunos e alunas, entre 12 e 18 anos, em atividades nos horários em que não frequentam a escola. Aprendem a tocar um instrumento e são provocados a entrar em contato com a diversidade da música do Brasil. Sempre penso na importância de provocar o jovem a sair de sua zona de conforto: seja sonoro ou de pensamento. Eu não tive essa oportunidade, quando adolescente em Salvador. Para mim a Despertar é essa diferença.” Daniel Oliveira, músico


77


78


“Tenho 26

anos e estou na Despertar desde os 16. Entrei como aluna. Fiz cursos de cabeleireiro, informática e recreacionista e, logo em seguida, fui convidada para trabalhar como auxiliar de escritório na secretaria da Associação. Em abril de 2010, comecei a trabalhar no setor de empregabilidade com o objetivo de construir, manter e fortalecer parcerias com as empresas, pequenos estabelecimentos nos setores nos quais oferecemos formação. Também organizo informações e contatos com todos os alunos e alunas, inclusive acompanhando notas, comportamento e desempenho, para que possamos estabelecer a ponte com as famílias e escolas. Gosto do que faço e me empenho muito nisso. A Associação abriu portas para eu compreender e acreditar no meu potencial e sempre me incentivou a melhorar.” Gisele de Souza Menezes, ex-aluna e funcionária

79


“Aos 17

anos comecei a frequentar o curso de elétrica da Despertar. Fiz também cursos de jardinagem, cabeleireiro e digitação e, em seguida, comecei a fazer bicos nos finais de semana com o que aprendi na Associação.

80

Trabalhei, ganhei dinheiro e sempre continuei estudando. Agora, aos 28 anos, tenho muito orgulho de ser professor. Minha caminhada na vida é muito ligada à Despertar, assim como outras pessoas que passaram por aqui. Temos histórias de alunos e alunas que se conheceram aqui, namoraram, casaram e que seguem suas vidas. Acho bacana isso.” Israel da Silva Diniz, ex-aluno e professor


81


82


“A convite

de um amigo, aos 15 anos, em 2008, comecei o curso de elétrica. Eu era extremamente tímido e foi um grande desafio. Fui me dedicando, gostando, até a conclusão e a decisão de estudar informática. Participei das oficinas culturais, com as aulas de dança e teatro do professor Daniel, o que me ajudou muito em relação à minha timidez. Fiz o curso de recreação infantil e cheguei a atuar em festas na região. Trabalhei também com meu pai, que é pedreiro e me chamava para fazer a parte elétrica de casas que construía. Isso me deu muito orgulho. Pensar que as pessoas que morariam nas casas só teriam luz elétrica porque eu tinha aprendido isso na Despertar. Com o início da parceria com a Cisco nos cursos de informática, refiz o curso e fui selecionado para o projeto DDI – Despertar Digital Integrado-, com o professor Fábio Telles. Aprendi edição de vídeos, filmagem, fotografia. Ao fim do curso, procurei o professor comecei a trabalhar com ele. Ele acreditou em mim e estou nessa produtora há quase três anos. Atualmente, aos 21 anos, sou professor do DDI. Minha meta é aprender inglês para, em 2015, me especializar em animação nos Estados Unidos ou no Canadá. Meu pai chegou da Bahia em São Paulo quando eu tinha três anos e construiu nossa casa de tijolo e laje, para deixarmos o barraco de madeira em que morávamos. Com esse exemplo, estudar e aprender, em qualquer lugar, não vai ser impossível.” Joandson Silva, ex-aluno e professor

83


“Ingressei aos

17 anos, em 2002, por meio de minha tia, moradora da região que me contou sobre os cursos profissionalizantes. Me inscrevi em digitação, depois de alguns meses me candidatei a uma vaga de auxiliar de biblioteca, na Despertar. Não sabia o que era trabalhar em uma biblioteca e nem sabia que existia um curso de biblioteconomia. Fiquei muito feliz quando fui selecionada, mas não imaginava que aquele primeiro dia de trabalho mudaria toda a minha vida.

84

Hoje, aos 28 anos, sou formada em biblioteconomia. Trabalho na única biblioteca da região, um lugar muito importante para a área onde está localizado. Durante o tempo que estou aqui, acompanhei o crescimento da biblioteca e cresci com ela. Estamos abertos para todas as pessoas que vivem aqui, não só para quem estuda ou trabalha na Associação. Nosso conceito é o mesmo de uma biblioteca pública e somos um ponto de referência aqui. Temos mais de 10 mil publicações e a frequência média de 300 pessoas por mês. Sou também uma usuária. Leio de dois a três livros por mês. Trabalhar aqui também alterou a minha relação com a leitura. Não podia ser diferente!” Letícia Souza, ex-aluna e funcionária


85


“Tudo aconteceu

assim: eu, Kleber, entrei com 15 anos na Associação para fazer os cursos de logística, elétrica, informática e DDI. Alex fez o curso de DDI com 16 anos. A importância desses cursos foi muito mais do que incrível, tanto na minha vida pessoal, quanto profissional.

86

Depois do DDI mudamos o foco na vida. Surgiu a vontade de trabalhar na área de audiovisual e, com o incentivo dos professores, criamos um estúdio caseiro e demos inicio à DNA-fotos, nossa pequena empresa de serviços fotográficos como cobertura de eventos, casamentos formaturas, etc. Também fazemos serviços gráficos, como animação de vinhetas, diagramação de álbuns fotográficos, tratamento de imagens e criação de logomarcas. Não é fácil, mas acreditamos que a nossa pequena empresa nos levará muito longe!” Kleber Silva Arruda e Alex Aparecido Teixeira, ex-alunos


87


88


“Gosto daqui.

Moro aqui perto, sou da comunidade e vizinha de Vilma, a cozinheira da Associação, que também é minha cunhada. Faço meu trabalho (auxiliar de limpeza da Despertar há 17 anos) direitinho e com gosto. Meu filho entrou aqui aos 16 anos e, como ele mesmo diz, graças à Associação, agora, aos 27 anos, é gerente de uma loja da Vivo. Ele se formou em ciência da computação e está também estudando moda. Minha filha fez o curso de logística e foi aceita como menor aprendiz no Banco do Brasil, onde está fazendo um curso para seguir a carreira.” Lena (Sislene Marta de Souza Almeida), funcionária

89


“Entrei aqui

para dar aulas de datilografia e, depois, passei para digitação. Percebemos as dificuldades e necessidades e implementamos um curso de habilidades de gestão, posteriormente o ETC – Educacão para o Trabalho e Cidadania. Depois, passei para a área administrativa da Associação, até me tornar coordenadora, cargo que ocupo até hoje.

90

São 18 anos. Recebemos com carinho os jovens do entorno e também os que vêm da Fundação Casa. Não é um trabalho fácil. Tem vezes que chega a ser doloroso conhecer e vivenciar certas situações às quais nossos jovens são submetidos. Depois que entrei na Despertar, resolvi estudar pedagogia e fiz uma pós-graduação em psicopedagogia para compreender e colaborar com o futuro desses jovens. Com o passar dos anos, a Despertar cresceu de tamanho e abrangência, mas conserva os procedimentos para as matrículas, feitas diretamente pelos professores responsáveis pelos cursos com os pais - ou responsáveis- e os adolescentes.” Marly Colaço Figueiredo, coordenadora


91


92


“Quando me

aposentei, procurei informações no Centro de Voluntariado e cheguei até a Despertar, faz 17 anos. De início, simpatizei com a diretora, Nanci, que tem o dom de ler as pessoas. Como sempre gostei de cozinhar, montei cursos de culinária para adultos e fui aprendendo junto com eles. No começo era muito difícil, mas fomos em frente. Minha irmã é nutricionista e me ajudou (e ajuda) bastante, porque percebi que precisávamos de um curso de culinária econômica, para evitar o desperdício em orçamentos já tão apertados! Com o curso, algumas alunas começaram a vender salgadinhos, bolos, doces para festas ou para as famílias da região. Aprendendo com elas, percebi que era melhor fazer cursos mais curtos de um ou dois dias - para ensinar a armazenar alimentos, a fazer farofa de talos, pães doces, salgados, integrais, com recheios; ou cursos específicos de culinária chinesa, árabe, italiana. Temos uma belíssima cozinha industrial! Venho pra cá feliz, no mínimo, uma vez por semana. Em casa, preparo as aulas, faço pesquisas e estou sempre aprendendo com nossos parceiros, como a Gastromotiva, por exemplo.” Myrthis Toshiko Nishi, voluntária

93


94

“Parceria não

é algo que se descobre ou se impõe. Parceria se constrói, sempre coletivamente e nunca individualmente. Podemos dizer que é este sentimento - de uma verdadeira parceria - que norteia a relação que temos com a Associação Despertar, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social. É sempre emocionante constatar que nossas crenças são também as da Despertar e sentir que os resultados se concretizam com a formação, as atividades culturais e esportivas em busca do desenvolvimento amplo, diverso e humanista. É gratificante. Seguimos juntos, todos, trabalhando pelo fortalecimento dos vínculos familiares e do convívio grupal, comunitário e social na comunidade. Parabéns Despertar pelos 20 anos de estrada!” Silvia Regina Brussi Sales de Moraes e Viviane Rossetti, Técnicas da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social


“Tenho gosto

de ver que meu trabalho é importante e capricho, assim como todas as companheiras da cozinha, para que as refeições estejam sempre boas e servidas na hora. Às 8h é o café da manhã. O almoço é servido em duas etapas, às 11h30 para a turma da manhã, e depois para a turma da tarde. Dá gosto de ver a molecada comendo!” Vilma Duarte de Souza, chefe da cozinha

95


96


“Há dois

anos, passei a frenquentar a Despertar para estudar saxofone. Em 2014, com 17 anos, participei da seleção da Escola de Música do Auditório Ibirapuera e fui selecionado. Gosto de tocar jazz e música brasileira, mas minha prioridade é dominar o instrumento para tocar qualquer tipo de música, seja de ouvido ou pela partitura. No curso temos uma banda que toca nos eventos sociais da Associação, músicas brasileiras famosas. Às vezes, arriscamos novos arranjos. No momento, a banda está gravando duas músicas: o hino da Despertar e uma música sobre nosso curso. Fiz amigos entre os alunos e os professores, que não se preocupam apenas com o nosso convívio em sala de aula. Nos ajudam fora também. Tenho certeza que vou conseguir viver da música, viver da arte. Quero fazer um curso que seja reconhecido e criar minha própria identidade musical, com conhecimento técnico.” Wellington Martins de Souza, estudante e integrante da banda da Despertar

97


1994

•  Nasce a Associação Comunitária Despertar

Linha do tempo


A primeira página da história da Despertar, no livro de memórias, registra sua fundação em 30 de setembro de 1994


1995 •  Milú Villela faz a entrega do primeiro certificado, na formatura, realizada em 29 de junho, dos cursos de cabeleireiro, datilografia e eletricista instalador e amplia a oferta de atividades aos adultos da comunidade

Acima, Sanae, Maria Helena e Nanci na abertura Abaixo, registros da quadra e do prédio da sede na época


1996 •  Primeiro encontro dos ex-alunos da Despertar, realizado em 12 de outubro •  Inauguração do Centro de Educação Infantil (CEI) Parque Dorotéia, também conhecido como Despertar II, para atendimento de crianças de 4 meses a 4 anos e 11 meses

O primeiro aluno formado

Acima, a Despertar II em imagem de 2010 Abaixo, foto e assinaturas dos ex-alunos na festa


1997 •  Início do curso noturno para Alfabetização de Adultos •  Ampliação das atividades com a oferta de cursos e oficinas para adultos, aos sábados •  Começam as atividades das Oficinas para Culinária Econômica e Saudável •  Adesão ao Programa Comunidade Solidária, presidido por Ruth Cardoso

1998 •  Parceria com o SENAI para certificação dos cursos ofertados através da Escola SENAI Ary Torres

O primeiro certificado


1999 •  Ampliação da oferta de serviços à comunidade com início do trabalho voluntário de psicólogos, advogado, médico e dentista •  Segundo encontro de ex-alunos

2000 •  Aniversário de 5 anos •  Criação do Grupo Teatral da Despertar •  Criação do Coral Despertar, composto por jovens entre 15 e 17 anos. Regência de Ana Beatriz Valente. No mesmo ano, adultos da comunidade iniciam outro coral. •  Pesquisa da Caracterização da Organização Familiar dos adolescentes •  Parceria com o SEBRAE para atividades do Programa Brasil Empreendedor


2001 •  O grupo teatral Despertar faz a primeira apresentação, 12 de abril. Com direção de Maria Carmem Llaguno de Veronese, apresentam uma obra infantil sobre a Páscoa. Seguem-se outras montagens como “Anos Dourados” e o “Auto da Compadecida”. •  Primeira apresentação do Coral da Despertar no Teatro Clara Nunes, em Diadema (SP), 26 de julho •  Implantação do projeto Acredito em Você, de micro crédito, idealizado pela voluntária Cecília Berner com o objetivo de conceder empréstimos para a aquisição de equipamentos necessários à montagem de um pequeno negócio

2002 A primeira apresentação do coral

•  Trabalhos para implantação do Telecentro Comunitário, inaugurado no ano seguinte, no âmbito da Inclusão Digital da Prefeitura de São Paulo •  Começam as atividades musicais da Despertar com Maurício Alves, o Badé, que resultaram na formação do Grupo Charanga •  Palestra de Frei Betto para alunos da Associação


2003 •  Programa Mãos do Futuro Costurando a Cidadania, é criado para contribuir para a inserção de mulheres da comunidade no mercado de trabalho •  Abertura da Biblioteca Sanae Kato Hasui

A bilbioteca em 2014

2004 •  Apresentações do pianista Marcelo Bratke e do Grupo Charanga, em São Paulo (Itaú Cultural), Buenos Aires e Nova Iorque e no Festival de Saint Deny, na França •  Alunos da Despertar participam do debate “O dia em que encaramos a realidade”, com o cineasta Jeferson De •  O Grupo Teatral da Despertar apresenta a peça de Shakespeare “Sonhos de uma noite de verão”, no CEU Alvarenga •  Parceria com associação Consultoria Júnior Pública da Fundação Getúlio Vargas (FGV)


2006 •  Início do projeto Empregabilidade

2005

2007

•  Parceria com o Instituto Tecnológico Diocesano (ITD) para formação do núcleo do Programa de Educação Jovens e Adultos, por meio do Programa de Alfabetização e Inclusão (PAI)

•  Ampliação e formalização dos trabalhos de educação para preservação do meio ambiente com a coleta seletiva de resíduos sólidos e do óleo utilizado na cozinha

•  Parceria com o Núcleo de Ação Educativa do Instituto Itaú Cultural através das oficinas Leituras de Mundo •  Convênio de Cooperação Técnica com o SESI através do Centro de Atividades José Roberto Magalhães Teixeira, de Diadema.


2008 •  Parceria com a Empower •  Termo de cooperação com a Associação de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO) •  Show de lançamento do CD do grupo Charanga, com produção de Beto Villares e direção musical de Maurício Alves, o Badé, na Sala Crisamtempo, em São Paulo •  Alunos da Despertar participam do debate “Política para quê?”, com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso

O primeiro CD

•  A rainha Rânia, da Jordânia, em visita oficial ao Brasil conhece dois projetos sociais em São Paulo, entre eles a Despertar

2009 •  Parceria com a Cisco / Cisco Networking Academy •  Convênio de cooperação e parceria com a Faculdade Diadema, da União Nacional das Instituições de Ensino Superior Privadas (UNIESP) •  Acordo de cooperação educacional com o SENAC – Unidade Santo Amaro, em São Paulo •  Parceria com o Instituto Criança é Vida, de São Paulo •  Os artistas OsGêmeos realizam uma interveção no muro da quadra da Associação


2010 •  Início do projeto Despertar Digital Integrado - DDI •  Adesão ao Alfabetização Solidária (ALFASOL) que possibilitou a criação do curso de logística •  Parceria com a Oficina Itinerante de Vídeo Tela Brasil •  Primeira participação no Programa Educação ao Ar Livre - Treehouse

2011 •  Convênio Educacional de Parceria com o Instituto Educacional do Estado (IESP), de São Paulo •  Parceria com a Associação Incubadora Social Gastromotiva •  Alunos da Despertar são convidados a participar de projeto da British Airways e, entre outras ações, voam de avião pela primeira vez


2012

2014

•  Parceria com a Coordenadoria de Convivência, Participação e Empreendedorismo Social (CONPARES) da Secretaria Municipal de Participação da Prefeitura de São Paulo •  Parceria com o Observatório da Longevidade Humana e Envelhecimento (OLHE) para curso de formação de cuidadores(as) de pessoas idosas

•  Despertar completa 20 anos

•  Certificado de 5 anos de ativa participação e serviço no programa Cisco Networking Academy

2013 •  Parceria com a Unidade Básica de Saúde (UBS) Integral Jardim Miriam II •  Os artistas OsGêmeos realizam a segunda intervenção no muro da quadra


Intervenção d’OsGêmeos no muro da quadra


TRECHO DE DISCURSO DE MILÚ VILLELA, FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA, 29/06/1995

118

“Esta nossa primeira turma de formandos será o exemplo para o nosso bairro, mostrando ser possível profissionalizar e educar. Vocês serão as sementes de muitos frutos do Jardim Vilas Boas pela excelente qualidade de formação que tiveram. Cultivem estas sementes! Não as desperdicem. (...) A educação é a semente que ninguém pode arrancar de dentro do ser humano.”

TRECHO DE DISCURSO DE MARIA HELENA BUENO, FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA, 29/06/1995

“Muito obrigado aos nossos alunos por terem correspondido às expectativas, dando-nos a resposta esperada, o aprendizado de uma profissão que se inicia, tornando realidade o nosso sonho. Deixo como a mensagem a vocês, queridos alunos, o seguinte: a aprendizagem acaba de começar!”


TRECHO DE DISCURSO DE SANAE KATO HASUI, FORMATURA DA PRIMEIRA TURMA, 29/06/1995

“...o nosso desejo foi o de complementar o objetivo da escola tradicional oferecendo um instrumento para a entrada no mercado de trabalho, onde o jovem desempenha um papel cada vez mais importante e necessário, seja na complementação do orçamento doméstico, seja no sentido de autorealização, enfrentando desafios da vida moderna com suas necessidades de conhecimento e eficiência.”

119


Agradecimentos 120

Estes 20 anos não seriam possíveis sem a participação e dedicação de nossos parceiros e apoiadores, aos quais agradecemos intensamente:


Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD), Action Line, Accenture do Brasil Ltda., Adara – Consultoria em Soluções Sociais Ltda., AfroReggae, Agente da Cidadania, Alma Viva do Brasil, Amarelo Orientação Direcionada e Treinamento, Amor aos Pedaços, Anjos Assessoria Empresarial, Armazém Hirota, Associação Beneficente Escandinava Nordlyset, Associação de Ensino Social Profissionalizante (ESPRO), Associação Tia Anita, Atento, AUG Fashion Hair, Baked Potato, Bando do Brasil, Banco Itaú-Unibanco, Banco Nossa Caixa, Banco Societé Generale Brasil, Batalhão da Polícia Militar, Beery’s Cabelereira Unissex, Beleza de Mulher, Bella Hair Studio, Bem Estar Cabelereiros, BHG Hotéis, Bernadette e desembargador Dr. Moacir Andrade Peres, Bob’s, Brasanita, British Airways, Buffet Brincafolia, Buffet Emoções, Buffet Espaço Pindamora, Buffet Rita, Buffet Stylingue, Buffet UP, Bureau Serviços Técnicos de Infra Estrutura, Cadiz Segurança e Vigilância, Camisaria Colombo, Casa de Cultura e Cidadania, Casa Santa Luzia, Cell B, Centro de Voluntariado de São Paulo, Chemello Comércio de Refeições, Cia. Brasileira de Metalurgia e Mineração – CBMM, Cia Tradicional de Comércio, Centro de Integração Escola Empresa (CIEE), Cisco Systems Inc., Companhia Athletica, Company Segurança e Vigilância, Conductor, Conteúdo, Contx, Cooperativa da Associação de Promoção e Incentivo à Criança (COOPER-APIC), Copliz Cópias, Cruz Azul Saúde, Cushman & Wakefield, Dedic, Depósito Material Oyassui, Design – Empresa de Comunicação Visual, Digital – Go Telemarketing, Divas’s Salão de Cabelereiros, DNA Fotos, ECL Elétrica Castanheira, Eco Equipamentos, Editora Saraiva, Engenharia Futura, Espaço Equilíbrio, Fábrica de Linguiça Salari Alimentos, Faculdade de Tecnologia (FUNDETEC), Faculdade Diadema,

121


122

Fator F. Inteligência em Comunicação, Fermacom, Fiel S/A Móveis Equipamentos Indústria, Fisk Idiomas, Fórum Santo Amaro, Franco Teixeira Piscinas, Fundação EMPower, Fundação Galetos, Galloro & Associados, Gastromotiva, Gi Group, Good Clean, Green Park, Grupo Abril, Grupo Empresarial Park, Grupo Nacar Comercial Importadora, Grupo Pão de Açúcar, Grupo Pentágono Segurança e Serviços Gerais, Habib’s – Ricardo Jafet, Haganá, Hospital do Coração (Projeto Conexão), HR4, Imangel, Ind. de Modas Tricostyl Ltda., Instituto Bela Face, Instituto Beleza Natural, Instituto de Beleza Dorinha, Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, Instituto Faça Parte, Instituto Gerdau, Instituto Itaú Cultural, Instituto Tecnológico Diocesano (ITD), Intermezzo Comercial de Produtos Gourmet, JCS Construções e Manutenção Industrial, Junior Santaella, Lan House Mundo Virtual, Lessa estética e Beleza, Life RH, Lojas Khelf, Luandre Soluções em Recursos Humanos, Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM), Marcenaria Firmo, Marcenaria Momode Design, Maurício de Sousa Produções, McDonald’s, MEA IT Services, Mobi Brasil, M’Officer – M. 5 Ind. E Com. Ltda., MS Paris Cosméticos, Notabili Salão de Cabelereiros, Nota Fiscal Paulista, Nova América, Nova América Têxtil, Núcleo Brasileiro de Estágios (NUBE), Oficina Costura, OdontoPrev, Oliveira Campos Desenvolvimento de Talentos, Panificadora Oliveira e Motta, Pedreira Supermercado, Perspectiva Coletas de dados, Plumium Telecon 73, Porto Seguro Cia. de Seguros, Posto de saúde – UBS / AMA Cupecê, Precisão Escritório de Contabilidade, Prefeitura da Cidade de São Paulo - Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania - Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do


Adolescente (CMDCA/ FUMCAD), Secretaria Especial de Participação e Parceria - Coordenadoria de Conectividade e Convergência Digital – Telecentro, Prefeitura de Diadema, Projeto Conexão, Projeto Esperança – Dow Química, Quatsi, Raia & Cia Ltda. – Droga Raia, Randstad Brasil, Rainbow Idiomas, Restaurante Bom Prato, Restaurante Jaber, Restaurante Quiche & Cia, Restaurante Zacca, Rose’s Cabelereiros, RR Print – Gráfica, Salão de Cabeleireiros Mineiro, Salão de Cabeleireiro Ouze Hair, Salão Estúdio Marcelo, Salão Halley Cabeleireiros, Salão Hellen Fashion Hair, Salão Imperial, Salão Jane Cabeleireiros, Salão JF Cabeleireiros, Salão Pérola, Salão Ronald’s, Salão Rosangela, Salão Vitória Hair, Salomão Hair, Serviço de Assistência Social as Famílias (SASF III), Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (SEBRAE-SP), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC -SP), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI-SP), Serviço Social da Indústria (SESI) - Diadema, Serviço Social da Indústria (SESI-SP), Solange Salgados, Soluccion Serviços, SP Com, Supermercados Dia, Supermercados Prakasa, SUTACO, Sylvia Heckler Consultoria em Eventos, Tele Performance, Telefônica Serviços Empresariais, Terraplenagem, Terra Networks Brasil S/A, Tivit, TMKT, Todos pela Educação, Transamérica Prime, Universal Cópias, Universal Empregos, Universidade Anhembi Morumbi, Universidade Bandeirante, Universidade Paulista (UNIP), Universidade Presbiteriana Mackenzie (Design Possível), Viação Imigrantes, Vidax, Villa D’Sul Alimentos, Widex Aparelhos Auditivos e Wilson Mattos Agradecemos também e especialmente a todos alunos, voluntários e funcionários que contribuíram para a consolidação desta caminhada.

123


124

E estendemos essa gratidão a Amelinha Bratke, Américo Marco, Antonio Filho, Ana Lúcia Villela, Anna Paula Montini, André Seiti, Angela de Cassia Almeida, Aninha de Fátima, Anna Maria Temóteo Pereira, Beatriz Monteiro de Carvalho, Beto Villares, Carlos Costa, Carlos Geraldo Temóteo Pereira, Cezar Henrique Alves, Claudiney Ferreira, Dulce Iara Dermargos, Durval Borges Morais, Eduardo Ochi, Eduardo Saron, Eliane Castro, Eneida Labaki, Fernando Araujo Junior, Frei Betto, Heunícero Luiz Demicielli, Ivson Miranda, Jader Rosa, José Alberto de Camargo, José Moraes, Laerte Fernandes, Lilian Cristina Martins Sacucci, Luiza Mancini Keating, Malu Pereira de Almeida, Marcella Monaco Jyo, Marcelo Benchimol Saad, Marcelo Bratke, Márcia Salgado, Maria Helena Bueno, Maria Lucia Meirelles Reis, Maria Rossi, Marina Chevrand, Maurício Alves, May Brooking Negrão, Milena Marques, Nurimar Zomignan, Olavo Franco Bueno Jr., OsGêmeos, Otávio Yazbek, Patrícia Villela, Renata Bittencourt, Renata Silveira Dias, Renato Gama, Ricardo Barreto Ferreira da Silva, Rita de Cássia Caruso Cury, Ronaldo Gonçalves, Rudi Fischer, Silvia Pinho de Almeida, Suzana Medeiros, Valéria Moraes Nunes Camargo, Vera Nibi, Vilma Konter da Silva Costa e Walter Feltran.


Sou voluntário

na Associação Comunitária Despertar há doze anos e, desde o início, a convivência sempre foi tão intensa quanto o aprendizado; seja com os alunos, professores, funcionários ou voluntários. Agradeço a oportunidade que tive, e que se concretiza nesse livro, de mergulhar na história destes 20 anos de atividades da Despertar: as pesquisas e as conversas com cada uma das pessoas que estão na publicação ampliaram a gratidão que tenho pela Associação e por todos que fazem sua história. Agradeço a todos e, especialmente, a Milú Villela pela confiança e sobretudo pela inspiração, determinação e pela maneira generosa com a qual exerce sua liderança. Edson Natale, voluntário da Despertar desde 2002

125


126

Diretoria: Edson Natale, Anna Maria Temoteo, Nanci Gorni, MilĂş Villela, Cristina Santaella e Rudi Fischer

Administrativo: Rodrigo Silveira, Tereza Santos, Edinalva Barbosa, Daniele Silva, Gisele Menezes, LetĂ­cia Souza


Educadores: Daniel Oliveira, Maria Cardoso, Cleide Andrade, Israel Diniz, Jonnathan Alencar e Gleidsson Almeida

127

Ex-alunos e atuais colaboradores: Israel Diniz, LetĂ­cia Souza, Daniele Silva, Gisele Menezes e Jonnathan Alencar

Apoio: Sislene Almeida, Palmira Rodrigues, Marli Azevedo, Myrthis Nishi, Vilma Florentino (primeira fila) Vilma Duarte, Josefa Freires, Ines Oliveira, JosĂŠ Lucar


Associação Comunitária Despertar DIRETORA PRESIDENTE: Milú Villela DIRETORA VICE-PRESIDENTE: Anna Maria Temóteo Pereira DIRETOR FINANCEIRO: Durval Borges Morais CONSELHO CONSULTIVO

130

PRESIDENTE: Rodolfo Henrique Fischer CONSELHEIROS: Carlos Geraldo Pereira, José Alberto de Camargo, Marcelo Benchimol Saad, Otávio Yazbek, Ricardo Barreto Ferreira da Silva CONSELHO FISCAL Cezar Henrique Alves, Valéria Moraes Nunes Camargo, Walter Feltran DIRETORA DA DESPERTAR: Nanci Gorni DIRETORA DO CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL (CEI) PARQUE DOROTÉIA - DESPERTAR II: Cristina Haspene Santaella DIRETORIA: Anna Maria Pereira, Carlos Geraldo Pereira, Cezar Henrique Alves, Durval Borges Moraes, Edson Natale, José Alberto de Camargo, Marcelo Benchimol Saad, Maria Rossi, Milú Villela, Otávio Yazbek, Patrícia Villela, Renata Bitencourt, Ricardo Barreto Ferreira da Silva, Rodolfo Henrique Fischer, Valéria Moraes Nunes Camargo, Walter Feltran


ÁREA ADMINISTRATIVA / TÉCNICA E VOLUNTÁRIOS 2014: Ana Maria Camelo Campos, Antonio Gleidsson de Almeida, Célia Maria de Paschoal, Claudete Téofilo Da Silva, Claudia Cristina Dos Santos, Cleide Maria Mesquita e Andrade, Clemilda Silvino Silva Martins, Daniel Santos Oliveira, Daniele da Silva, Edinalva Jesus Pessoa, Ednalva Alves Barbosa, Elaine dos Anjos Cavalcante, Elba Correia Alcântara, Eliane Barbosa De Brito, Elisete Ernesto Ribeiro, Elizete Martins da Silva, Esliane Martins Da Silva, Geraldo Stocco, Gisele de Souza Menezes, Glausileide Cristina Lucia da Silva, Imaculada Conceição Braz de Castro e Silva, Ines Carmen Rossi, Inês Correia da Silva, Israel da Silva Diniz, Joandson Silva de Oliveira, Jonas Batista da Silva, Jonnathan Crystyan Matos de Alencar, José Barbosa da Silva, José Lucar Vergilato, José Maria Padilha, Josefa Freires da Silva, Leticia Pereira Leme Souza, Luiz Flávio Lopes Sousa, Margarete Ramos Dos Santos, Maria Aparecida de Lima, Maria Cardoso de Lima, Maria Cristina Haspene Santaella, Maria de Brito da Silva, Maria Francisca Calixto da Silva, Maria Nilza De Jesus Santos, Maria Tereza Souza Santos, Marlene Shimbo Ferreira, Marli de Cássia do Carmo de Azevedo, Marly Colaço Figueredo, Marta Machado Dias, Milene Lopes, Myrthis Toshico Nishi, Nanci Marilena M. P. Gorni, Natanael Jhonny Dos Santos Rodrigues, Onorita da Penha Pereira, Osvaldo Rodrigues, Palmira de Fátima Rodrigues Pereira, Raimundo Nonato Lopes Sousa, Regiane Mesquita Rocha, Renata Gomes De Brito, Rodrigo Ramos N. da Silveira, Rosemary Huzian Diniz Corte Gomes, Salvelina Ferreira Lima Xavier, Sandra Cristina da Silva Soriani Vieira, Sandra da Silva, Sislene Marta de Souza Almeida, Valdomiro Herculano Vieira, Vanessa Aparecida Tomé, Vera Lucia Silveira, Vilma Duarte de Souza, Vilma Florentino da Silva

131


Destino: Futuro – 20 Anos da Associação Comunitária Despertar TEXTOS: Edson Natale COORDENAÇÃO EDITORIAL: Carlos Costa PROJETO GRÁFICO, EDIÇÃO DE ARTE E DE FOTOGRAFIA: Marina Chevrand | SERIFARIA

132

PRODUÇÃO GRÁFICA: Lilia Góes FOTOS: André Seiti | capa, contracapa e páginas 3, 8 a 13, 18 a 21, 40 a 45, 50 a 53, 98 a 103, 107 (acima à direita), 128/129 Ivson Miranda | páginas 6/7, 38/39, 55, 56 a 59, 63 a 96, 108, 111, 126/127 Marina Chevrand | páginas 116/117 As outras imagens pertencem ao Acervo da Despertar ILUSTRAÇÕES: Catarina Bessell REVISÃO: Adély Couto


Acesse despertar.org.br para acompanhar nossas atividades, obter informações a respeito de voluntariado e colaborar com doações (clicando em participar).


Destino: Futuro – 20 anos da Associação Comunitária Despertar  

Com projeto gráfico e design da Serifaria, o livro Destino: Futuro conta a história dos 20 anos da Associação Comunitária Despertar, que fic...

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you