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Construindo cenรกrios de aprendizagem Volume 7


Volume 7 (especial)

Múltiplos olhares para a educação básica

Gêneros textuais e (multi)letramentos José Ribamar Lopes Batista Júnior Vicente Lima-Neto Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira Sergio Vale da Paixão [Orgs.]

Pipa Comunicação Recife, 2019


Copyright 2019 © José Ribamar Lopes Batista Júnior, Vicente Lima-Neto, Carlos Alex andre Rodrigues de Oliveira, Sergio Vale da Paixão e pipa comunicação. Reservados todos os direitos desta edição. É proibida a reprodução total ou parcial dos textos e projeto gráfico desta obra sem autorização expressa dos autores, organizadores e editores.

CapA e Projeto Gráfico Karla Vidal DIAGRAMAçÃO Augusto Noronha e Karla Vidal Revisão Os autores ediTORES Augusto Noronha e Karla Vidal (Pipa Comunicação) http://www.pipacomunica.com.br

Catalogação na publicação (CIP) Ficha catalográfica produzida pelo editor executivo

B3209

BATISTA JÚNIOR, J. R. L. et al. Múltiplos olhares para a educação básica: gêneros textuais e multiletramentos / José Ribamar Lopes Batista Júnior, Vicente Lima-Neto, Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira, Sergio Vale da Paixão. – Pipa, 2019. 298p. : Il., Fig., Quadros. (Série professor criativo: construindo cenários de aprendizagem - vol. 7) (e-book) 1ª ed. ISBN 978-85-66530-99-5 1. Educação. 2. Educação básica. 3. Linguística. 4. Gêneros textuais. 5. Multiletramentos. I. Título. 370 CDD 37 CDU c.pc:12/19ajns


Prefixo Editorial: 66530

www.livrariadapipa.com.br

Comissão Editorial Editores Executivos Augusto Noronha e Karla Vidal Conselho Editorial Alex Sandro Gomes Angela Paiva Dionisio Caio Dib Carmi Ferraz Santos Cláudio Clécio Vidal Eufrausino Cláudio Pedrosa Clecio dos Santos Bunzen Júnior José Ribamar Lopes Batista Júnior Leila Ribeiro Leonardo Pinheiro Mozdzenski Pedro Francisco Guedes do Nascimento Regina Lúcia Péret Dell’Isola Rodrigo Albuquerque Ubirajara de Lucena Pereira Wagner Rodrigues Silva Washington Ribeiro


Su má rio

09 Apresentação 21

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A aplicação de uma proposta de ensino de ESP no curso técnico de nível médio subsequente em P&G Samuel de Carvalho Lima Wigna Thalissa Guerra Formas de pensar o desenho nas aulas de língua estrangeira: como aprendizes adolescentes representam a interação em língua inglesa Marina Morena dos Santos e Silva Gênero textual entrevista em livros didáticos de língua portuguesa Juliana Moratto Letícia Jovelina Storto O gênero crônica: uma proposta de oficina de leitura e escrita Francisco Jeimes de Oliveira Paiva Ana Maria Pereira Lima

127 Letramento crítico por meio de imagem:

o artigo de opinião em sala de aula Josiane Brunetti Cani Isabel Cristina Gomes Basoni Elizabete Gerlânia Caron Sandrini


155 O imbricamento de linguagens na idade mídia:

um relato de experiências sobre a produção de artefatos semânticos a partir dos diálogos entre arte e tecnologias Juliana Pádua Silva Medeiros Priscilla Barranqueiros Ramos Nannini

177 O roteiro cinematográfico na escola

Millena Ariella dos Santos Mota Pollyanne Bicalho Ribeiro

205 Práticas de ensino e o uso de aplicativos

em sala de aula Carolina Coelho Aragon

225 Projeto redigir: ações de extensão universitária

em apoio a professores do ensino básico Fernanda Costa Sabrina Andrade Silva Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira

265 Uma experiência com o facebook: o ensino de

inglês a partir do uso das tecnologias digitais e gêneros textuais/discursivos Siderlene Muniz-Oliveira

289 Sobre os autores

Su má rio


Apresentação

“Este não é o primeiro e nem será o último livro buscando responder a essa pergunta. O nosso diferencial é que nos centramos em relatos de experiência que funcionaram bem em diferentes salas de aula de língua pelo país afora que dialogam, de alguma maneira, com uma abordagem não tão recente na academia, mas ainda engatinhando no ensino básico: a dos (multi) letramentos”.


Múltiplos olhares para a educação básica: Gêneros textuais e (multi)letramentos Quando nos reunimos para organizar os textos que vocês estão prestes a ler, assumíamos a certeza de que ser professor, sobretudo na educação pública neste país, é quase um ato heroico: baixos salários, excesso de turmas, más condições de trabalho, livros caros, dificuldades burocráticas para conseguir se (pós) graduar, abismos entre a teoria – na academia – e a prática – no chão da sala de aula, enfim, uma série de elementos que são levados em conta pelos jovens, quando pensam na possibilidade de cursar alguma licenciatura para seguirem numa profissão que pouco atrai. Embora consideremos a escola como a principal agência de letramento(s), que tem como uma de suas responsabilidades apresentar ao alunado os mais diferentes gêneros textuais, que funcionam nas mais variadas esferas de comunicação humana, sabemos que este país de dimensões continentais e de profundas injustiças sociais não pode oferecer a todos os discentes as mesmas oportunidades. Parece haver um mito de que a responsabilidade pelo que acontece com a aprendizagem dos alunos se resvala apenas no professor, não levando em consideração todas as instâncias que estão acima dele: a coordenação e direção da escola; as linhas discursivas e ideológicas seguidas pelas secretarias de educação dos municípios e dos estados, além das diretrizes impostas pela política

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do Ministério da Educação; as linhas editoriais dos livros didáticos escolhidos etc., em suma, são muitos os responsáveis pela escola e como ela se encontra hoje. Afunilando a realidade para o professor de línguas (materna ou estrangeira) da educação básica, que é um dos nossos principais interlocutores neste livro, some-se as dificuldades que ele tem, mesmo em 2019, em vencer o discurso da tradição, ainda hegemônico em muitas salas de aula do país, que prega o ensino de gramática e de categorias gramaticais que pouco ajudam o aluno a refletir sobre o funcionamento real de sua língua ou de uma L2. Mesmo vinte anos após os Parâmetros Curriculares Nacionais (BRASIL, 1998), que já propõem um ensino de língua a partir dos gêneros textuais, não é incomum encontrar professores que, embora entendam o que são os gêneros, não refletem sobre eles com seus alunos. Além disso, muitos dos livros didáticos escolhidos pelas escolas também não ajudam nessa luta contra o discurso da tradição: o texto acaba sendo pretexto para o trabalho com a variante padrão da língua, fora da qual quaisquer usos seriam condenáveis. Raras são as obras que se propõem em abordar outros modos semióticos para além do verbo na construção do sentido. Com este preâmbulo, este segundo volume de nossa trilogia segue por caminhos um tanto quanto diferentes do primeiro (BATISTA JR., LIMA-NETO, OLIVEIRA, PAIXÃO, 2018): naquele, tivemos como foco o trabalho com letramentos e tecnologias digitais na educação básica, mostrando para o nosso leitor que sim, é possível trabalhar com Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) de maneira crítica, reflexiva e responsável no ensino de línguas. Já nes-

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te trazemos à baila algumas possíveis respostas à pergunta: como podemos ajudar os nossos alunos da educação básica e os nossos professores de língua a refletir criticamente sobre o funcionamento da língua a partir dos gêneros em sala de aula? Este não é o primeiro e nem será o último livro buscando responder a essa pergunta. O nosso diferencial é que nos centramos em relatos de experiência que funcionaram bem em diferentes salas de aula de língua pelo país afora que dialogam, de alguma maneira, com uma abordagem não tão recente na academia, mas ainda engatinhando no ensino básico: a dos (multi)letramentos (NLG, 1996; COPE, KALANTZIS, 2000). Não espere de nós e dos autores que aqui estão alongadas e calorosas discussões sobre os conceitos que o Grupo de Nova Londres e seus seguidores propuseram. É evidente que não estamos menosprezando as teorias – afinal, só existimos por conta delas –, apenas quisemos aqui mostrar a aplicabilidade de uma abordagem que julgamos propícia para uma reflexão sobre a língua de maneira crítica, responsável e bastante afinada com a atual Base Nacional Comum Curricular (BNCC – BRASIL, 2018). Você está diante de dez capítulos cujos autores se debruçaram em debater a importância dos (multi)letramentos em sala de aula e como aplicá-los a partir dos gêneros. Perguntas como: “De que modo posso tornar produtivo o trabalho com o artigo de opinião?” ou “Como é que posso trabalhar o cinema em sala de aula?” ou ainda “O que fazer com o gênero crônica?”, por exemplo, passam pelo imaginário dos professores, que, nem sempre sabem o como fazer.

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No capítulo 1, cujo título é “A aplicação de uma proposta de ensino de esp no curso técnico de nível médio subsequente em P&G”, os autores têm como foco o ESP (English for Specific Purposes), mais comumente conhecido como Inglês Instrumental, argumentando que ainda há um mito no cenário nacional que crê que o curso se limita à leitura de textos em inglês, quando, na verdade, ele deve trazer outras formas de o aluno utilizar a língua, para muito além da leitura. O relato de experiência leva a uma proposta de ensino de ESP que foi elaborada num curso de nível médio técnico subsequente em Petróleo e Gás (P&G), vinculando as características do ESP ao contexto da Educação Profissional Tecnológica (EPT). No capítulo 2, intitulado “Formas de pensar o desenho nas aulas de língua estrangeira: como aprendizes adolescentes representam a interação em língua inglesa”, a autora traz à tona a aprendizagem de língua inglesa por alunos de ensino fundamental a partir de produção de narrativas visuais. A tese principal é a de que o uso de narrativas visuais são fortes aliadas nas representações dos usos do idioma, quando aprendizes tendem a se desenvolver em interações comunicativas em língua inglesa e conseguirem se expressar, enaltecendo a escola como um espaço democrático, onde todos podem se expressar. No capítulo 3, “Gênero textual entrevista em livros didáticos de língua portuguesa”, a preocupação ressaltada é com o ensino da oralidade em língua portuguesa, área tão subvalorizada culturalmente na escola brasileira. As autoras partem de uma análise de seis livros didáticos de língua portuguesa aprovados pelo PNLD (2017-2018),

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mais especificamente no tratamento do gênero entrevista, em que apontam aspectos positivos e negativos dos conteúdos. No capítulo 4, “O gênero crônica: uma proposta de oficina de leitura e escrita”, os autores se debruçam no tratamento do gênero crônica em sala de aula, a partir de oficinas. A preocupação parte das dificuldades que os alunos do ensino fundamental II, do município de Morada Nova-CE, têm tanto na mobilização de estratégias de leitura no favorecimento de uma compreensão leitora mais eficaz quanto na produção de textos escritos. Uma maneira de melhorar esses aspectos foi a elaboração de oficinas de leitura e escrita na escola, elegendo como base o gênero crônica e potencializando o desenvolvimento de competências e habilidades necessárias à formação crítica e reflexiva dos alunos. No capítulo 5, “Letramento crítico por meio de imagem: o artigo de opinião em sala de aula”, o espaço escolar, principalmente a sala de aula, passa a ser modificado e transformado em um espaço que poderá favorecer o processo de ensino e aprendizagem dos alunos a partir da combinação de recursos da escrita como: “a tipografia, a leitura do som, as imagens, os gestos e os movimentos”. Com isso, as autoras avaliam que, além dos aspectos pedagógicos considerados tradicionais, a compreensão de um sistema de gêneros que se materializa nas interações humanas por todos os recursos semióticos como veículos de informação requer ações pedagógicas que possam suscitar nos alunos um olhar mais crítico em relação à leitura das intenções contidas nas imagens. Diante disso, é importante refletir sobre o trabalho com as imagens numa perspectiva da teoria dos multiletramentos, da multimodalidade, do letramento visual e do

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letramento crítico. Tudo isso poderá configurar-se em possibilidades de diferentes sentidos em consonância às habilidades comunicativas dos sujeitos como “leitura, escrita, oralidade e audição”, permitindo uma visão crítica na produção do texto. No capítulo 6, temos “O imbricamento de linguagens na idade mídia: um relato de experiências sobre a produção de artefatos semânticos a partir dos diálogos entre Arte e Tecnologias”, a arte-educação e a formação cidadã para o desenvolvimento da expressão poética-comunicativa está representada em um grupo “multisseriado” de alunos do Ensino Médio de uma escola da região de São Paulo, em que as autoras, por meio de um projeto pedagógico, investigaram a “Arte na Idade Mídia”. Esse projeto teve como objetivo promover um “olhar sensível” para a leitura das mais variadas formas de expressão artística presentes no universo midiático, tendo em vista as práticas e experimentações no campo da arte conectado aos recursos tecnológicos. Segundo as autoras, a realização dessa intervenção trouxe aos alunos importantes considerações acerca do processo de produção textual, possibilitando o desenvolvimento de uma escrita “autoral, engajada e criativa”. No capítulo 7, que tem como título “O roteiro cinematográfico na escola”, a proposta de ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa está empreendida em uma pesquisa realizada no contexto do Mestrado Profissionalizante em Letras da Universidade Federal do Ceará, no ano de 2018, a qual teve a produção do gênero discursivo roteiro cinematográfico como proposta de ensino e aprendizagem na escola. As autoras ressaltam que “a escola é o lugar de letramento por excelência” e “a ela cabe a responsabilidade de formar cidadãos

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aptos a enfrentar os desafios que terão que lidar nas interações das quais participarem”. Isso se refere a uma proposta de ensino em defesa de se apresentar gêneros diversos em sala de aula. Porém, as autoras detêm-se apenas “no uso da linguagem cinematográfica” como meio didático-pedagógico empregado nas práticas de ensino de Língua Portuguesa e no “acesso a recursos tecnológicos em sua produção” por possibilitar um trabalho inovador, reflexivo, crítico, colaborativo e autoral com a língua. No capítulo 8, “Práticas de ensino e o uso de aplicativos em sala de aula”, a autora diante de suas vivências e experiências em sala de aula aponta que vivemos em uma sociedade rodeada por tecnologias digitais emergentes que interferem direta e indiretamente na estrutura social e, também, no processo educativo. Quando utilizadas com um objetivo comum, as tecnologias podem desenvolver um papel crítico, colaborativo, cooperativo, empreendedor e autônomo, inovando o ensino dentro e fora da escola. Nessa perspectiva, a autora também apresenta uma de suas experiências desenvolvidas com alunos do curso de Graduação em Letras da Universidade Católica de Brasília, em que foram desafiados a criar conteúdos para aplicativos relacionados ao ensino de Língua Portuguesa como PL2 ou Língua Estrangeira (PLE) em uma disciplina optativa do curso. Tudo isso enfatizou-se em apontar práticas inovadoras e criativas voltadas à formação de professores de línguas, envolvendo o uso pedagógico de recursos tecnológicos digitais em sala de aula.

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O capítulo 9, “Projeto Redigir: ações de extensão universitária em apoio a professores do ensino básico”, faz uma breve e importante menção às mudanças evolutivas que ocorreram e ocorrem ao longo da história da humanidade. No momento, “temos a oportunidade de fazer parte de uma era em que o tempo e o espaço são gradualmente modificados pela tecnologia digital”. Pensando na distinção e na distância entre o real e o virtual, as experiências advindas de o uso de recursos tecnológicos devem ser mais precisas, profundas e imersivas. Como exemplo, os autores citam a série Black Mirror, lançada em 2011, pela Netflix, pensando sobre as diversas formas em que a ficção científica se insere na formação humana. Além disso, os episódios da série demonstram como o real e o virtual estão relacionados no mundo contemporâneo. Isso reflete o quão fundamental os nossos dispositivos tecnológicos e suas aplicabilidades podem ser utilizados no ambiente educacional, bem como na formação de cidadãos críticos para atuarem ativamente no universo digital. Isso nos faz refletir como a grande maioria dos jovens de hoje é “produtora digital” fora do cenário escolar, por meio da internet. Com isso, é interessante que eles sejam, também, bons receptores de atividades escolares que dialogam com seu dia a dia. Nessa perspectiva, os autores apresentam um relato de experiência, de modo a exemplificar as atividades produzidas pelo projeto Redigir da Faculdade de Letras da UFMG, em que aborda o letramento digital na criação de “memes” da internet. Tudo isso foi (re)direcionado a partir do estudo de uma paródia da música Boyfriend, do cantor Justin Bieber.

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Por fim, no capítulo 10, “Uma experiência com o Facebook: o ensino de inglês a partir do uso das tecnologias digitais e gêneros textuais/ discursivos”, a autora relata uma experiência que foi realizada na Universidade Tecnológica Federal do Paraná com o ensino de Língua Inglesa no curso de Graduação em Engenharia de Software, tendo relevância para a formação de professores que ensinam a Língua Inglesa em cursos de graduação e que, também, são interessados em utilizar as tecnologias digitais de informação e comunicação para o ensino-aprendizado de línguas estrangeiras na era digital. Diante da avaliação dos docentes realizada semestralmente pelos discentes, e no que diz respeito à problemática e à dimensão didática da disciplina ofertada no curso, a autora, enquanto mediadora do processo de ensino e aprendizagem, buscou-se outros estudos e técnicas que poderiam ser utilizadas para “facilitar o aprendizado, motivar e despertar o interesse dos alunos sobre os temas tradados” em sala de aula. Nesse contexto, foram colocadas em prática atividades que abordavam experiências com a rede social Facebook para o ensino-aprendizado da Língua Inglesa, no que diz respeito ao desenvolvimento das estratégias e habilidades da língua referentes à leitura e compreensão de textos instrumentais. Em suma, todos os autores desta coletânea, sob diferentes olhares, apontam direta e indiretamente a escola como a mais importante agência de letramento(s) no que se refere ao ensino e aprendizagem dos gêneros textuais, discursivos e digitais para o enfrentamento e superação dos vários problemas sociais que estão relacionados às práticas de leitura e escrita dentro e fora da escola. Sabemos que esses gêneros são textos que, além de exercerem uma função social

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específica, ocorrem em situações do dia a dia, em que o processo de comunicação deverá ter uma intencionalidade comunicativa bem definida. Sendo assim, este livro traz diferentes gêneros textuais que se adequam ao uso que se faz deles, principalmente, em consonância ao emissor e ao receptor da mensagem e ao contexto em que estão inseridos, sendo por meio do texto impresso ou digital. Portanto, não tenha pressa, leia cada capítulo cuidadosamente, se inspire e pense em você professor, no seu fazer docente, em suas práticas de leitura e produção textual em sala de aula, e o que você gostaria de esclarecer em relação à multiculturalidade das sociedades globalizadas e à multimodalidade dos textos que circulam nelas. Uma boa leitura a todas e todos! Os Organizadores.

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Sobre os autores


ORGANIZADORES Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira Mestre em Educação e Docência (FaE/UFMG). Especialista em Língua Portuguesa: Ensino de Leitura e Produção de Textos (FALE/ UFMG) e em Mídias na Educação (CEAD/UFOP). Membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Cultura Escrita Digital (NEPCED/CEALE/FaE/ UFMG). Dedica-se a pesquisas nas áreas de Linguística Aplicada (Linguagem; Tecnologia), Educação (Educação; Tecnologia) e Formação Inicial e Continuada de Professores de Educação Básica para Uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) em sala de aula. E-mail: calexandre.ro@gmail.com

José Ribamar Lopes Batista Júnior Doutor e Mestre em Linguística pela Universidade de Brasília. É membro do Grupo de Estudos Linguísticos e Literários do Nordeste (GELNE). Atualmente, é professor do ensino básico, técnico e tecnológico da Universidade Federal do Piauí́ (UFPI), fundador e coordenador do Laboratório Experimental de Ensino e Pesquisa em Leitura e Produção Textual (LPT/CNPq). Dedica-se a estudos nas áreas dos Novos Estudos do Letramento e da Análise de Discurso Crítica, atuando principalmente nos seguintes temas: Tecnologias digitais no Ensino de Língua Portuguesa, identidades, discursos e Educação Inclusiva. E-mail: ribasninja16@gmail.com

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Sergio Vale da Paixão Pós doutor em Letras (UEM). Doutor em Psicologia pela UNESP. Mestre em Estudos da Linguagem (UEL). Professor do IFPR - campus Jacarezinho. Líder do grupo de pesquisa Ensino, Cultura, Linguagem e suas tecnologias (GECLIT - IFPR/CNPq) e participante do grupo de pesquisa Interação e Escrita (UEM). Coordenador da Especialização Educação e Sociedade no IFPR - Jacarezinho. Coordenador institucional do Programa de Residência Pedagógica - IFPR/Capes. E-mail: sergiovpaixao@hotmail.com.

Vicente de Lima-Neto Professor de Linguística da Universidade Federal Rural do Semi-árido (UFERSA) e do Programa de Pós-graduação em Ensino (POSENSINO) da associação UERN/UFERSA/IFRN. Possui mestrado (2009) e doutorado (2014) em Linguística pela Universidade Federal do Ceará. Líder do grupo de pesquisa Linguagens e Internet (GLINET/ UFERSA). Atua principalmente nos seguintes temas: gêneros discursivos, emergência e reelaboração de gêneros, mesclas genéricas, remix, tecnologias digitais e pedagogia dos multiletramentos. E-mail: netosenna@gmail.com

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AUTORES/AS Ana Maria Pereira Lima Doutora e Mestra em Linguística, pela Universidade Federal do Ceará. Professora adjunta da Universidade Estadual do Ceará. Atua na área de Linguística e Formação de Professores. Professora categoria permanente do Mestrado Interdisciplinar em História e Letras - MIHL, na UECE e do PROFLETRAS/UECE. Pós-doutora pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte PPGL/CAMEAM/UERN.

Carolina Coelho Aragon Pesquisadora e professora do curso de Letras na Universidade Católica de Brasília, doutora em linguística pela Universidade do Havaí (2014), atuando principalmente em pesquisas na área de línguas indígenas brasileiras, com foco nas áreas de morfossintaxe, lexicografia, etnolinguística e ensino de línguas.

Elizabete Gerlânia Caron Sandrini Doutora e Mestre em Letras pela Universidade Federal do Espírito Santo. É servidora do Instituto Federal do Espírito Santo - Ifes, campus Colatina e, atualmente, responde pela Direção de Ensino. Tem vários artigos e capítulos de livros publicados, além de ser uma das autoras dos livros: O Brasil é um escambo (2017) Literatura, comunidade, cultura e alteridade no Modernismo Brasileiro: a prosa da geração de 30 (2018).

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Fernanda Costa Graduada em Licenciatura em Português/Francês e em Bacharelado em Linguística Teórica e Descritiva pela UFMG, Fernanda Costa integra hoje o grupo discente do Programa de Pós-Graduação de Estudos Linguísticos da mesma instituição. Atuou durante cinco anos no projeto de extensão Redigir, coordenado pela Dra. Carla Coscarelli. Assim, dedica-se, desde o início de sua jornada acadêmica, aos estudos da Linguística Aplicada e, sobretudo, do eixo Linguagem e Tecnologia. E-mail: nandscosta@gmail.com

Francisco Jeimes de Oliveira Paiva Mestre pelo Programa Interdisciplinar em História e Letras da Universidade Estadual do Ceará. Especialista em Ensino de Língua Portuguesa e Literaturas e Especialista em Gestão Escolar Integrada e Práticas Pedagógicas pela Universidade Cândido Mendes/ UCAM. Licenciado em Letras pela Universidade Estadual do Ceará. É docente da SEDUC/CE. Revisor de alguns Periódicos da área de Letras/Linguística e Educação.

Isabel Cristina Gomes Basoni Doutoranda em Estudos Linguísticos e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). Técnico em Assuntos Educacionais no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Ifes) e professora de Leitura e Produção de Textos na rede privada. Área de estudo: Linguística Aplicada, com interesse em pesquisas sobre Multiletramentos e Tecnologias digitais no ensino.

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Josiane Brunetti Cani Doutora em Linguística Aplicada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e mestre em Educação pela Universidad Del Norte, Paraguai. Servidora do Instituto Federal de Educação (Ifes) e professora da Faculdade Castelo Branco. Líder do grupo de pesquisa “Língua, Literatura e Educação”, do Ifes, e membro do grupo “Texto: semiótica e tecnologia livre”, da UFMG, com interesse em questões relacionadas a Multiletramentos, tecnologias digitais, ensino de língua portuguesa e formação de professores.

Juliana Moratto Docente do Instituto Federal do Paraná Campus Ivaiporã (IFPR). É Mestre em Ensino pela Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP). E-mail: julianapadua81@gmail.com

Juliana Pádua Silva Medeiros Membro dos grupos de pesquisas “Produções Literárias e Culturais para Crianças e Jovens” (USP), “O discurso pedagógico de Paulo Freire: confluências” (UPM) e “Literatura Infantil e Juvenil” (UNIFESSPA), doutoranda em Letras (UPM), mestre em Letras (USP), especialista em Literatura e Artes Visuais (UNIFEV) e graduada em Letras (FEF). É educomunicadora formadora de professores, consultora, produtora de conteúdo e publisher do coletivo Gafanhoto Verde-Sol.

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Letícia Jovelina Storto Realiza estágio de pós-doutorado na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP). É doutora e mestra em Estudos da Linguagem pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). É professora da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP), atuando no Programa de Pós-Graduação em Ensino (PPGEN) e no Mestrado Profissional em Letras (ProfLetras). É pesquisadora do Projeto Norma Urbana Culta, de São Paulo - NURC/SP (USP).

Marina Morena dos Santos e Silva Professora do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG - campus Ipatinga), onde atua  no ensino superior e na educação profissional técnica de nível médio. É doutora e mestre em Linguística Aplicada, Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras, pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Como pesquisadora, atua nos seguintes temas: ensino e aprendizagem de línguas estrangeiras, metáforas sobre ensino e aprendizagem de línguas, pesquisa narrativa, multimodalidade e educação a distância.

Millena Ariella dos Santos Mota Ppossui graduação (2009) e mestrado (2018) em Letras pela Universidade Federal do Ceará. Atualmente, é professora efetiva do Estado do Ceará, atuante no ensino de Língua Portuguesa e de Produção Textual em séries do ensino fundamental e do médio.

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Pollyanne Bicalho Ribeiro Possui mestrado em Educação pela Universidade São Marcos, doutorado em Linguística pela PUC – MG/Université Stendhal (Grenoble III) e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo (USP). É professora associada do Departamento de Letras Vernáculas (DLV), do Programa de Mestrado Profissional em Letras (PROFLETRAS) e do Programa de Pós-graduação da Universidade Federal do Ceará (PPGL). Suas áreas principais são a Linguística Aplicada, a relação Linguagem e Trabalho e a Teoria Dialógica do Discurso. As questões abordadas em suas pesquisas estão ligadas a gênero e ensino, identidade do professor, material didático, ensino da leitura, escrita e oralidade.

Priscilla Barranqueiros Ramos Nannini Doutora em Artes (2016) pelo Instituto de Artes da UNESP, lecionando no Colégio São Domingos. Arte-educadora, pesquisadora e artista visual. Faz parte do grupo de pesquisa Arte Construtiva Brasileira e Poéticas da Visualidade, sob orientação do prof. Dr. Omar Khouri (UNESP) e do grupo de estudo Produções Literárias e Culturais para crianças e jovens, coordenado pela profa. Dra. Maria Zilda Cunha (USP). E-mail: prnannini@uol.com.

Sabrina Andrade Silva Graduanda do curso de Letras da UFMG - Licenciatura em Português/Espanhol. Também possui formação em Gestão de Marketing pela Faculdade Pitágoras e é integrante do Projeto de Extensão Redigir UFMG. E-mail: andradesilva.sabrina@gmail.com

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Samuel de Carvalho Lima Licenciado em Letras - Português, Inglês e respectivas Literaturas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Tem mestrado e doutorado em Linguística pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e pós-doutorado em Ciências da Educação, na especialidade de Educação em Línguas Estrangeiras, pela Universidade do Minho (UM). É professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, campus Mossoró (IFRN), onde atua no ensino de inglês em cursos técnicos de nível médio, no Mestrado em Ensino (POSENSINO) e no Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT). É um dos líderes do GEL - Grupo de Pesquisa em Ensino-Aprendizagem de Línguas (IFRN). Temas de interesse: ensino de línguas, teoria sociocultural, multiletramentos e autonomia da aprendizagem.

Siderlene Muniz-Oliveira Doutora e Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem pela PUC-SP, graduada em Letras. Professora-pesquisadora da Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Autora de O trabalho Docente no Ensino Superior (2015, Mercado de Letras), Resenha e Verbos de Dizer (2016, Editora da UTFPR) e organizadora de Linguagem e trabalho educacional (2019, Pontes Editores).

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Wigna Thalissa Guerra Graduada em Letras com habilitação em Língua Inglesa e suas respectivas Literaturas pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). Tem mestrado em Ensino pelo Programa de Pós-graduação em Ensino (POSENSINO), da associação UERN/ UFERSA/IFRN. É professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte, campus Pau dos Ferros (IFRN), onde atua no ensino de inglês em cursos técnicos de nível médio, em cursos de licenciatura e em cursos superiores de tecnologia. É integrante do GEL - Grupo de Pesquisa em Ensino-Aprendizagem de Línguas (IFRN). Temas de interesse: ensino de inglês como língua estrangeira, inglês para fins específicos (ESP).

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Construindo cenários de aprendizagem Vai referenciar esta obra? Saiba como: BATISTA JÚNIOR et al. Múltiplos olhares para a educação básica: gêneros textuais e (multi)letramentos. Recife: Pipa Comunicação, 2019. 294p. (Série professor criativo, VII). Acesse nosso website: www.professorcriativo.com.br Curta nossa fanpage: www.facebook.com/serieprofessorcriativo

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Conheça os demais volumes da SÊrie Professor Criativo

Volume 1

Volume 2

Volume 3

Volume 4

Volume 5

Volume 6


Construindo cenários de aprendizagem Você está diante de dez capítulos cujos autores se debruçaram em debater a importância dos (multi) letramentos em sala de aula e como aplicá-los a partir dos gêneros. Perguntas como: “De que modo posso tornar produtivo o trabalho com o artigo de opinião?” ou “Como é que posso trabalhar o cinema em sala de aula?” ou ainda ”O que fazer com o gênero crônica?”, por exemplo, passam pelo imaginário dos professores, que, nem sempre sabem o “como fazer”.

1ª edição ISBN 978-85-66530-99-5

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Múltiplos olhares para a educação básica: gêneros textuais e multiletramentos  

O sétimo volume da Série Professor Criativo chega para complementar o quinto volume especial lançado em 2018. Dez capítulos abordam de forma...

Múltiplos olhares para a educação básica: gêneros textuais e multiletramentos  

O sétimo volume da Série Professor Criativo chega para complementar o quinto volume especial lançado em 2018. Dez capítulos abordam de forma...

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