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Construindo cenรกrios de aprendizagem Volume 8


Volume 8 (especial)

Práticas de sala de aula e formação de professores José Ribamar Lopes Batista Júnior Vicente Lima-Neto Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira Sergio Vale da Paixão [Orgs.]

Pipa Comunicação Recife, 2020


Copyright 2020 © José Ribamar Lopes Batista Júnior, Vicente Lima-Neto, Carlos Alex andre Rodrigues de Oliveira, Sergio Vale da Paixão e pipa comunicação. Reservados todos os direitos desta edição. É proibida a reprodução total ou parcial dos textos e projeto gráfico desta obra sem autorização expressa dos autores, organizadores e editores.

CapA e Projeto Gráfico Karla Vidal DIAGRAMAçÃO Augusto Noronha e Karla Vidal Revisão Os autores ediTORES Augusto Noronha e Karla Vidal (Pipa Comunicação) http://www.pipacomunica.com.br

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (eDOC BRASIL, Belo Horizonte/MG)

P912

Práticas de sala de aula e formação de professores [recurso eletrônico] / Organizadores José Ribamar Lopes Batista Júnior... [et al.]. – Recife, PE: Pipa Comunicação, 2020. 266 p. : il. – (Professor Criativo; v. 8) Formato: PDF Requisitos de sistema: Adobe Acrobat Reader Inclui bibliografia ISBN 978-65-87033-06-8 1. Educação. 2. Prática de ensino. 3. Professores - Formação. I. Batista Júnior, José Ribamar Lopes. II. Lima-Neto, Vicente. III. Oliveira, Carlos Alexandre Rodrigues de. IV. Paixão, Sergio Vale da. CDD 370.71 Elaborado por Maurício Amormino Júnior – CRB6/2422


Prefixo Editorial: 66530

www.livrariadapipa.com.br

Comissão Editorial Editores Executivos Augusto Noronha e Karla Vidal Conselho Editorial Alex Sandro Gomes Angela Paiva Dionisio Caio Dib Carmi Ferraz Santos Cláudio Clécio Vidal Eufrausino Cláudio Pedrosa Clecio dos Santos Bunzen Júnior José Ribamar Lopes Batista Júnior Leila Ribeiro Leonardo Pinheiro Mozdzenski Pedro Francisco Guedes do Nascimento Regina Lúcia Péret Dell’Isola Rodrigo Albuquerque Ubirajara de Lucena Pereira Wagner Rodrigues Silva Washington Ribeiro


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09 Apresentação 17

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A formação crítica de cidadãos letrados digitalmente para o protagonismo social Nayara de Araújo Menezes Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira (Multi) letramentos e direitos humanos: a produção de cartazes em um curso de formação inicial de professores/as Alexandre José Cadilhe Barbara Delgado Azevedo Mariana Souza Veiga Desafios para o letramento acadêmico de alunos de exatas Hércules Tolêdo Corrêa Gláucia Jorge Rosângela Márcia Magalhães Educação do campo e letramentos digitais: práticas sociais de leitura e escrita em evento acadêmico on-line Carlos Henrique Silva de Castro

107 Uma abordagem modular para o trabalho com os gêneros do discurso no ensino superior Gustavo Ximenes Cunha Rejane Júlia Duarte


135 Jogabilidade dos jogos educativos digitais e sua

contribuição para aprendizagem da leitura Regina Cláudia Pinheiro Francisco Alexandre Maciel de Lima

161 Orientações para as práticas pedagógicas na

educação básica: uma análise sobre o eixo da oralidade em planos de curso de língua portuguesa Elaine Cristina Forte-Ferreira Leiliane Aquino Noronha

187 Práticas de letramento e tecnologias digitais no

ensino médio técnico José Ribamar Lopes Batista Júnior Gercivaldo Vale Peixoto

207 Capacitação docente para a formação de

consumidores críticos nas escolas sob a perspectiva do letramento em marketing: uma proposta de curso Jônio Machado Bethônico Carla Viana Coscarelli

235 Da leitura crítica dos meios de comunicação à

produção midiática na educação básica: um relato de experiências acerca do mundo editado

Juliana Pádua Silva Medeiros

255 Sobre organizadores e autores/as

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Apresentação

“É importante que os alunos sejam induzidos a aprender de forma que as práticas de sala de aula sejam não só mais atraentes, mas também memoráveis, bem organizadas, conectadas à realidade de onde eles e a escola se encontram, investigativas e estimulantes”.


Práticas de sala de aula e formação de professores José Ribamar Lopes Batista Júnior Vicente Lima-Neto Carlos Alexandre Rodrigues de Oliveira Sergio Vale da Paixão Por que os professores fracassam? Talvez não se deva esperar por questões desta espécie para que sejam formuladas respostas no que diz respeito aos problemas que a educação do século XXI já vem enfrentando há tempos. Os métodos mostrar, dizer e ensinar em sala de aula podem ter falhas? Sabemos que os professores como mediadores do processo de ensino e aprendizagem precisam constantemente observar e dar voz ao aluno, mesmo que isso seja uma prática não muito habitual na formação e desenvolvimento educacional. Porém, o aluno não poderá ser refém de um ensino-aprendizado ainda calcado em paradigmas do ensino tradicional findado no século XIX. Prática menos coercitiva é fazer com que o método seja atraente, criativo, engajado, colaborativo, cooperativo, autônomo e autoral ou que o mesmo chame a atenção para aprender e ensinar dentro da sala de aula. De modo geral, o que é naturalmente atraente e interessante poderá contribuir para que a educação seja vista como transformadora e representativa na escola e na vida.

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Práticas de sala de aula e formação de professores

É importante que os alunos sejam induzidos a aprender de forma que as práticas de sala de aula sejam não só mais atraentes, mas também memoráveis, bem organizadas, conectadas à realidade de onde eles e a escola se encontram, investigativas e estimulantes. Além disso, é necessário que essas práticas possam encorajá-los a “explorar”, a “fazer perguntas”, a “estudar sozinhos” e a “serem mais criativos”. Participando desse processo, temos enfrentado o desfio e aproveitado a oportunidade de disseminar o conhecimento sobre a escola, a sala de aula e a formação inicial e continuada de professores refletindo sobre a preocupação com o rigor teórico-conceitual e a viabilidade das políticas públicas de educação referentes às propostas e estratégias que vêm sendo discutidas no âmbito educacional, além de seus limites e possibilidades com respeito à mudança e à transformação que tanto esperamos como profissionais da educação. Nesse percurso, além de debatermos com pesquisadores da mesma área temática ou afins, somos excitados a despertar um olhar desejoso às práticas pedagógicas inovadoras e criativas para a sala de aula. Os textos que reunimos nesta obra foram propostos e elaborados à luz de práticas, teorias, conceitos, formações, experiências vividas e olhares de professores e pesquisadores que ao calor da sala de aula se permitiram a difusão de uma educação transformadora e para todos. O primeiro capítulo, A formação crítica de cidadãos letrados digitalmente para o protagonismo social, traz reflexões sobre o

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uso pedagógico das tecnologias digitais em sala de aula, discute o uso da internet como meio de acesso à informação na contemporaneidade e na educação, além de considerar a formação inicial e continuada de professores de suma importância para a escola do século XXI, que tem o papel de formar cidadãos críticos e reflexivos para a vida. Tudo isso apoiado em discussões teóricas e conceituais que possibilitam refletir sobre as práticas de sala de aula. O segundo capítulo, (Multi) letramentos e direitos humanos: a produção de cartazes em um curso de formação inicial de professores/as, apresenta e analisa uma prática de (multi)letramento que foi desempenhada em um curso de formação inicial de professores/as, abordando como temática a diversidade de gênero e sexualidade no âmbito da educação em direitos humanos. O trabalho desenvolvido foi orientado por dois princípios: 1) “a urgência da discussão sobre gênero e sexualidade na escola, amparada pelos Parâmetros Curriculares Nacionais e pelo Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos”; e, 2) “a compreensão do papel desempenhado pelas múltiplas linguagens para a participação social no mundo contemporâneo”. O terceiro capítulo, Desafios para o letramento acadêmico de alunos de exatas, aborda a experiência de dois professores de Ensino Superior, em um contexto teórico e prático, responsáveis pela disciplina “Prática de Leitura e Produção de Textos”, oferecida à distância para alunos dos cursos de Ciências da Computação e Engenharia de Minas (Campus Morro do Cruzeiro), e Engenharia da Computação e Engenharia Elétrica (Campus João Monlevade), todos eles oferecidos na Universidade Federal de Ouro Preto. Essa

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disciplina auxilia o aluno no desenvolvimento de competências e autonomia que são necessárias para desenvolver a leitura e a produção de diferentes gêneros textuais acadêmicos. O quarto capítulo, Educação do campo e letramentos digitais: práticas sociais de leitura e escrita em evento acadêmico on-line, relata experiências em disciplinas acadêmicas em que se concentram na educação do campo dialógica com participação em eventos on-line, permeando aos processos de construção e troca de conhecimentos com os alunos e suas comunidades. Tudo isso voltado para as práticas de letramento, que desenvolvem a autonomia de seus participantes nos processos de ensino e aprendizagem de gêneros textuais para diferentes contextos sociais. Essas disciplinas são ministradas no curso de Licenciatura em Educação do Campo, na Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. O quinto capítulo, Uma abordagem modular para o trabalho com os gêneros do discurso no ensino superior, apresenta, por meio de um arcabouço teórico e metodológico e de problemas de escrita observados em práticas de sala de aula, uma proposta de elaboração de uma disciplina de “Produção Textual” para alunos do Ensino Superior, permitindo o desenvolvimento e o aprimoramento de habilidades de escrita e de leitura de gêneros do discurso que são de suma importância na esfera acadêmica. Essa proposta se baseia na experiência de um dos autores deste capítulo e de contribuições de dois referenciais teóricos: o “Modelo de Análise do Discurso” e a proposta de “Sequências Didáticas”. Tudo isso contribuiu para propor uma disciplina que se estruturasse em três

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sequências didáticas, correspondendo a determinados gêneros do discurso (resumo, resenha e artigo). O sexto capítulo, Jogabilidade dos jogos educativos digitais e sua contribuição para aprendizagem da leitura, traz uma análise dos elementos que estão presentes em jogos educativos digitais desenvolvidos para o processo de ensino e aprendizagem da leitura. Em decorrência disso, primeiramente os autores discutem sobre o conceito de “jogabilidade” e sua importância para jogo digital. Logo depois, analisam a jogabilidade de jogos educativos digitais à luz de estudos teóricos. Para eles, “os jogos educativos digitais podem ser utilizados para compartilhar conhecimento de uma forma diferente do convencional e proporcionar uma aprendizagem divertida relaxante, mais instigante, ao ponto de se tornar mais uma ferramenta por parte dos professores das diversas áreas”. O sétimo capítulo, Orientações para as práticas pedagógicas na educação básica: uma análise sobre o eixo da oralidade em planos de curso de língua portuguesa, apresenta uma discussão em torno dos trabalhos desenvolvidos pelo grupo de pesquisa “Oralidade, Letramentos e Ensino”, da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, enfatizando a oralidade como objeto de ensino e aprendizagem. Diante disso, as autoras consideram as particularidades da modalidade oral da Língua Portuguesa e entendem que se faz necessário propor uma discussão acerca do lugar que o ensino desta modalidade ocupa na escola, além de acreditarem que o aluno precisa interagir em diversos eventos de comunicação por meio de gêneros orais e escritos.

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Práticas de sala de aula e formação de professores

O oitavo capítulo, Práticas de letramento e tecnologias digitais no ensino médio técnico, apresenta experiências práticas de seis projetos desenvolvidos no “Laboratório Experimental de Ensino e Pesquisa em Leitura e Produção de Textos”, do Colégio Técnico da Universidade Federal do Piauí. Os autores acreditam que o trabalho realizado com diferentes gêneros discursivos pode propiciar o melhor conhecimento das competências da leitura e da escrita, além de favorecer a relevância desses textos em práticas sociais direcionadas ao “trato com a língua, as linguagens, as mídias e as múltiplas práticas letradas, de maneira emancipadora e protagonista”. O nono capítulo, Capacitação docente para a formação de consumidores críticos nas escolas sob a perspectiva do letramento em marketing: uma proposta de curso, trata-se da análise e do detalhamento de conteúdos e da didática que foram apresentados em um curso ministrado a professores em formação e docentes atuantes. Esse curso teve como finalidade capacitar os docentes para que eles pudessem contribuir para “o desenvolvimento, nas escolas, da consciência crítica de crianças e jovens em relação ao consumo e às campanhas de Marketing”. Além disso, descreve também o atual contexto das comunicações de caráter publicitário no que se refere aos trabalhos sobre Letramento em Marketing. Finalmente, o último capítulo, Da leitura crítica dos meios de comunicação à produção midiática na educação básica: um relato de experiências acerca do mundo editado, busca discorrer sobre um projeto de investigação intitulado “O Mundo Editado:

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Exercícios de Ver e de Produção Midiática” realizado, em 2015, com alunos do Ensino Médio, em um determinado colégio localizado em São Paulo, tendo como proposta o desenvolvimento da leitura crítica dos meios de comunicação e a produção de bens midiáticos. Para a autora, “a escola deverá ser capaz de compreender os meios de comunicação para além do universo da informação e da produção de conhecimento, uma vez que eles passam também pelas relações interpessoais”. Podemos perceber que o fio condutor a unir dez textos tão diversos é a busca incessante que nos leva a trazer contribuições no campo da Didática, elegendo como discussão de fundamental valor a relação entre teoria e prática em sala de aula como forma de desenvolver a formação crítica, reflexiva, humanizadora e inovadora de professores. Portanto, as práticas de sala de aula apresentadas aqui permitem efetivar a construção e a realização de ações transformadoras, as quais se conectam com os valores e significados, na atuação e formação de professores, apontando práticas reflexivas na troca de saberes acadêmicos, escolares e da vida. Nesse sentido, é importante formar professores críticos em suas ações e que também estejam imersos em processos de descobertas e redescobertas em consonância ao fazer pedagógico. Uma excelente leitura!

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Práticas de sala de aula e formação de professores  

Um ebook sobre a relação entre teoria e prática em sala de aula como meio para desenvolver a formação crítica, reflexiva, humanizadora e ino...

Práticas de sala de aula e formação de professores  

Um ebook sobre a relação entre teoria e prática em sala de aula como meio para desenvolver a formação crítica, reflexiva, humanizadora e ino...

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