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Localização Geográfica de Moscovo

Com cerca de 10 milhões de habitantes que a torna a maior cidade da Europa em termos populacionais, Moscovo está situada no centro da região conhecida como Rússia Europeia (a linha fronteiriça entre Europa e Ásia corre a 1.300 km a leste da capital) e a maior do país. O Kremlin, espécie de triângulo murado, com 750 metros de extensão em cada um de seus lados, é o seu coração. E não apenas do ponto de vista geográfico. Afinal, é dele que partem todas as ruas de Moscovo - e que emana todo o poder russo. A Praça Vermelha destaca-se ao longo do muro leste, enquanto o Rio Moscovo corre junto à muralha sul. As suas águas originaram a construção de 18 pontes pela cidade. Um sistema de canais navegáveis liga o Moscovo ao Volga, e a capital ao Mar Negro e Báltico.


História de Moscovo A partir do século XII Moscovo tornou-se num líder de todos os principados feudais da Rússia e registou os ritmos elevados da expansão. Na encruzilhada das rotas terrestres e fluviais desenvolveu-se o comércio e a actividade artesanal. Em torno de Moscovo reuniram-se os principados de Tchernigov, Smolensk, Tver, Vladimir-Suzdal, Ryazan, portanto a vida desta cidade medieval era longe de ser tranquila: a cidade foi atacada do sul por tártaros, do norte e oeste – por lituanos. Além disso, foi flagelada por guerras intestinas entre os principados. Os séculos XIII-XIV entraram na história da Rússia como período

de

jugo

tártaro em

que

os principados

e

dependendo

russos

dela

pagaram

politicamente,

tributos

foram

Horda

Dourada

constantemente

saqueados. Rodeada de mata espessa Moscovo foi construída de madeira, tal como as restantes cidades russas. Várias vezes a cidade foi devastada por incêndios. A Rússia precisou dum século de violentos combates para livrar-se do jugo tártaro. A libertação começou pela sangrenta batalha Kulikovskaya que teve lugar em 1380 nas fronteiras meridionais da Rússia, adjacentes nas margens do rio Don. As tropas russas, chefiadas pelo príncipe de Moscovo Dmitry Donskoy perderam cerca de 100 mil soldados, mas entretanto ganharam. Este evento foi reflectido em crónicas e obras épicas russas. As incursões de tribos nómadas

prosseguiram

até 1480,

quando o bisneto de Dmitry Donskoy, príncipe Ivan III, libertou o país do jugo tártaro. A partir do século XIII em torno do Kremlin

cresceram

inúmeros

arrabaldes, reforçados por cercas potentes. Assim, em 1538 foram construídas as muralhas de Kitaygorod com as suas portas em forma de torres. No período de 1586-1193 foram construídas as muralhas da Cidade Branca com 27 torres ao longo do perímetro da actual Alameda dos Jardins de 10 km de extensão. As primeiras construções de pedra apareceram em Moscovo no século XIII, durante o reinado do príncipe Daniel que em 1272 fundou Mosteiro de São Daniel. Hoje em dia neste Mosteiro encontra-se a residência oficial do Patriarca de Moscovo. Em meados do século XV apareceram igrejas de pedra.


No século XVII em Moscovo viveram 200 mil pessoas, mais 28 mil estrangeiros – vários especialistas: médicos, engenheiros, músicos, negociantes, etc. As obras de construção especialmente a civil, intensificou-se após a fundação de São Petersburgo e a transferência da capital de Moscovo para lá. Todos os recursos da construção também foram transformados para nova capital e assim Moscovo tornou-se num local de nobreza, afastada de poder e numa cidade de propriedades patriarcas. Tudo isto reflectiu-se no estilo arquitectónico da cidade.

A ocupação de Moscovo pelas tropas de Napoleão em 1812 que durou um mês e meio e trouxe á cidade inúmeras desgraças. Os incêndios destruíram quase toda a cidade. No século XIX homens de negócios compram palácios que antes pertenciam à nobreza. A abolição do regime de servidão impulsionou o desenvolvimento da economia urbana: assim apareceram os edifícios em estilo modernista. Actualmente estão a decorrer várias obras de restauração do centro antigo bem como construção de novos prédios. A arquitectura de Moscovo faz lembrar um grande livro, cujas páginas contam a história da cidade e do povo russo.

Clima de Moscovo Com clima influenciado pela corrente fria proveniente da Sibéria, possui invernos rigorosos, com temperaturas de até -12 °C, e Verões amenos e breves, entre os 18 e os 22 °C. Moscovo tem uma temperatura média anual de 7ºC, sendo o mês mais quente Julho, com média de 18ºC e o mais frio Janeiro, com média de -9ºC.


O Aeroporto de Moscovo Aeroporto Internacional Domodedovo é um aeroporto internacional situado 35 km (22 milhas) ao sul do centro de Moscovo, Rússia. É um dos três principais aeroportos Moscovo, juntamente com o Aeroporto Internacional Sheremetyevo e Vnukovo Aeroporto. Domodedovo é o maior aeroporto da Rússia em termos de tráfego de passageiros e de carga; 18,76 milhões de passageiros utilizaram o aeroporto em 2007 (22% de aumento sobre 2006).

Transportes Públicos em Moscovo Há muitos transportes em Moscovo: os autocarros, eléctricos, troleicarros, comboios e metro. Os bilhetes custam 20 rublos nas caixas e 25 rublos dentro de transporte. Uma viagem de metro, que é o mais utilizado em Moscovo, custa 22 rublos.


O Metropolitano de Moscovo, (em russo Московский метрополитен), ou ainda como palácio subterrâneo, foi inaugurado em 1935, sendo o maior do mundo por densidade de passageiros, transportando por volta de 3 341 500 000 pessoas por ano e cerca de 9,2 milhões de pessoas por dia. A sua rede é composta por 173 estações, distribuídas por 12 linhas através de 282,4 km (sexto mais extenso do mundo atrás de Nova Iorque, Londres, Paris, Tóquio e Seul).

Pontos de Interesse em Moscovo O centro da vida de Moscovo encontra-se situado na Praça Vermelha. Chegar é muito fácil pois todos os transportes públicos passam por ela. Realmente formosa, a Praça Vermelha é uma das maiores do mundo com uma extensão de 74.831 metros quadrados de superfície, 695 metros de comprimento e 130 metros de largura. Está flanqueada pelas muralhas do Kremlin a oeste.


Após conhecer a fundo a Praça Vermelha, vamos ultrapassar a muralha para entrar em um dos conjuntos artísticos mais impressionantes do mundo, o Kremlin. Nesta zona do Kremlin encontra-se também a Estátua de Lenin

A catedral de São Basílio encontra-se ao sul. O interior, onde misturam-se perspectivas realmente curiosas e pedras de diferentes cores consegue um entorno muito apropriado para a oração e o recolhimento. São muito interessantes os frescos do século XVI. Nos arredores do Kremlin, fora do Kitai-Gorod, abrem as grandes avenidas onde concentra a vida social, cultural e política de Moscovo. O percurso começa pela parte mais próxima ao Kremlin e vai-se ampliando em círculos cada vez mais abertos. Não deixe de visitar o Parque Sokolniki, antigo couto de caça dos Czares de 600 hectares; a Igreja de São Nicolas Mártir de estilo barroco; o Palácio do Príncipe Razumovskiy sede do Instituto Central de Cultura Física; a Catedral da Epifania, a maior de Moscovo, e já na Baumanskaja ulitsa os Quartéis Vermelhos e o Palácio Ekaterininskiya. A escola de circo de Moscovo é universalmente famosa e o Grande Circo de Moscovo é o grande responsável pela mais do que justificada fama. Durante a semana (com excepção das segundas-feiras) os espectáculos começam às 19h00 e durante o fim-de-semana realizam-se três sessões diárias (11h30, 15h00 e 19h00).


Gastronomia: Desde sempre variada, a cozinha russa é famosa pelas suas sopas exóticas como o borsch. Variada pois o extenso território da Rússia e a grande diversidade de raças e etnias fazem com que se encontra uma grande quantidade de receitas e pratos muitos deles únicos no mundo. O chá é uma bebida muito importante na Rússia trazido pelos mongóis. De tal forma importante que os russos conseguem consumir, em média, 3 a 5 chávenas de chá por dia acompanhado de blinis (panquecas

russas)

e outros pastéis.

Os rios também contribuem para a variedade da gastronomia russa: os mais variados tipos de peixe resultam em grandes variedades de pratos e sobremesas. Além do peixe, os vegetais, os cogumelos e a carne são também matéria-prima de várias preparações: sopas, entradas, sobremesas, entre outros. Tal como diz o provérbio russo "sem pão, não há refeição", o pão é acompanhamento obrigatório dos pratos principais e das sopas, sobretudo o de centeio. Uma mesa russa nunca fica completa sem uma garrafa de vodka. Os russos são tradicionalmente

consumidores de bebidas alcoólicas.

Segundo analistas, os pratos russos não se

desviam muito dos padrões europeus. No entanto, alguns cozinhados do extremo oriente russo são considerados únicos no mundo.


A Matryoshka, assim como a vodka, são um ícone nacional da Rússia. Por mais de um século as Matryoshkas vêm sendo cultuadas como um símbolo da Rússia e um item de coleccionismo. Surgidas em 1890, quando se instituiu a produção de brinquedos educativos e folclóricos, dentre eles as bonecas, as primeiras Matryoshkas reproduziam as camponesas da ex União Soviética com trajes coloridos, aventais e instrumentos de trabalho. Feitas em grupos de oito bonecas que se abrem, revelando outra série delas, representam a figura da família: a tradução literal de Matryoshka é “mãezinha” (mar = mater e oshka = diminutivo).

Compras: Há muitas áreas para fazer compras em Moscovo, cada um com uma personalidade diferente Tverskaya Street é a rua comercial mais cara dentro de toda a Rússia. Mas Souvenirs baratos podem ser comprados a partir Izmaylovskiy Mercado de Izmalylovo Park.

O Detsky Mir, ou "Mundo da Criança", está cheio de brinquedos, livros, DVD`s e lembranças peruana. É também uma proeza arquitectónica.


Gorod, ou "A Cidade", ĂŠ um shopping gigantesco no inĂ­cio do Ryazansky Prospekt (avenida Ryazan). Aos consumidores oferecem tudo o que necessitam, incluindo hipermercado Auchan, fast food, lojas, lojas, cinemas, pista de patinagem no gelo, etc.

MOSCOVO  

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