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Ano 22 î Edição 256 î Janeiro de 2018

CONTEÚDO Grande Angular Notícias e novidades Foto do Mês Um clique especial do fotojornalismo Revele-se Fotos dos leitores em destaque Portfólio do Leitor O trabalho de Meysa Medeiros

Claudio Gatti

Foto para decoração de ambientes Como é esse mercado e como entrar nele

6 8 14 16 22 26

Fotografia de arquitetura Dicas sobre o setor de dois especialistas

50

MACROFOTOGRAFIA As incríveis imagens de Jefferson Allan

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Jefferson Allan

Correio Dúvidas e comentários dos leitores

Fotos de capa: Claudio Gatti, Jefferson Allan, Zé Paiva e Divulgação

30 novas lentes para seu kit

36

Retratos inesperados

Sergio Ranalli

O estilo atrevido de Claudio Gatti

62

Divulgação

Confira lançamentos de Canon, Nikon, Sony, Fuji, Panasonic....

Teste da nova Outex Avaliamos na prática a capa à prova d’água Lição de Casa Dicas para usar lentes mais luminosas

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DRONE & FOTOJORNALISMO

Dois fotógrafos que o usam com criatividade

Raio X As fotos dos leitores comentadas FilmMaker Os segredos para fazer timelapse Fique por Dentro Exposições, concursos e cursos

70 74 80 86 92

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CARTA AO LEITOR

Diretores: Aydano Roriz Luiz Siqueira Tânia Roriz Editor e Diretor Responsåvel: Aydano Roriz Diretor Executivo: Luiz Siqueira Diretor Editorial e Jornalista Responsåvel: Roberto Araújo – MTb.10.766 – araujo@europanet.com.br

REDAĂ‡ĂƒO Diretor de Redação: SĂŠrgio Branco (branco@europanet.com.br) Editor-contribuinte: MĂĄrio Fittipaldi RepĂłrteres: Livia Capeli e Juliana Melguiso (estagiĂĄria) Editora de arte: Izabel Donaire RevisĂŁo de texto: Denise Camargo Colaborador especial: Diego Meneghetti Colaboraram nesta edição: Carla Durante, Guilherme Mota e Laurent Guerinaud PUBLICIDADE publicidade@europanet.com.br SĂŁo Paulo Equipe de Publicidade: Angela Taddeo, Alessandro Donadio, Elisangela Xavier, Ligia Caetano, Renato PerĂłn e Roberta Barricelli Criação: Adriano Severo – (11) 3038-5067 Outras RegiĂľes Head de Publicidade Regional Mauricio Dias (11) 98536 -1555 Bahia e Sergipe: Aura Bahia – (71) 3345-5600/9965-8133 BrasĂ­lia: New Business – (61) 3326-0205 ParanĂĄ: GRP MĂ­dia – (41) 3023-8238 Rio Grande do Sul: Semente Associados – (51) 8146-1010 Santa Catarina: MC Representaçþes – (48) 9983-2515 Outros estados: Mauricio Dias – (11) 3038-5093 Publicidade – EUA e CanadĂĄ: Global Media, +1 (650) 306-0880 ATENDIMENTO AO LEITOR Gerente: Fabiana Lopes (fabiana@europanet.com.br) Coordenadora: Tamar BifďŹ (tamar@europanet.com.br) Equipe: Josi Montanari, Camila Brogio, Regiane Rocha, Gabriela Silva, Bruna Alcântara e Bia Moreira

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CORREIO

dúvidas e comentários dos leitores FotograFia De beleza

Sempre fiquei em dúvida sobre o que era exatamente fotografia de beleza. Com a reportagem feita por vocês na edição 255, tudo ficou bem mais claro. Entendi o conceito e a finalidade. Como tenho vontade de me especializar em moda (ainda estou estudando fotografia), a fotografia de beleza também passou a me interessar. Francisco gomes Júnior, rio de Janeiro (rJ)

NikoN Fora

Desafio Fotografe

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ntre os dias 27 de novembro e 8 de dezembro de 2017 foi realizado o Desafio Fotografe com o tema “Garotada Sapeca”. A foto escolhida pela redação foi a de Alexandre Londe, de Uberlândia (MG), que teve um total de 103 interações, entre curtidas, comentários e compartilhamentos. O autor da foto conta que a ideia surgiu quando seu filho, Samuel, de dois anos, começou a se interessar por fotografia, prin-

cipalmente por ter pais fotógrafos e viver entre as lentes das câmeras. “Meu filho é apaixonado pelos equipamentos e fica doido para segurar as câmeras, olhar pelos visores e ver as imagens. Então, para incentivar isso, demos a ele uma pequena câmera de brinquedo”, diz Londe. Ele usou uma Canon EOS 6D com lente 24-70 mm para fazer a foto, além de disparar o flash Canon 580 EXII para preencher as sombras.

Alexandre Londe

o pequeno Samuel faz uma “foto” de seu carro com uma câmera de brinquedo

Quero parabenizar a loja Angel Fotos pelos 20 anos e lamentar a decisão da Nikon de encerrar suas operações no Brasil, conforme relatado na edição 255. Durante muitos anos tivemos de aguentar os preços abusivos da T.Tanaka e, quando veio oficialmente para o Brasil, isso mudou radicalmente. Mas durou pouco. Espero que a representação não volte para as mãos da T.Tanaka outra vez, se é que vai haver representante da marca no País. Torço para que a Nikon se recupere. Gosto muito dos produtos dela. Henrique oliveira, São Paulo (SP)

CatariNeNSe

Adorei a matéria sobre meu trabalho, publicada na edição 255. Mas peço que na próxima edição seja feita uma errata corrigindo minha cidade para Joinville, em Santa Catarina, e não Curitiba, no Paraná. renato Machado, via e-mail

Correção No gráFiCo

SENSIBILIDADE ISO

100

200

400

800

1.600

Canon Rebel T6i

ruíDo Digital ACEITáVEL ATé

iSo 3.200 Quanto mais alta a curva, mais ruído há na imagem

6 • Fotografe Melhor no 256

A partir daqui, as fotos precisam de redução de ruído

3.200 Canon Rebel T6

6.400

Na edição 253, no teste da Canon EOS Rebel T6, na página 63, o gráfico que se refere ao ruído digital veio com a palavra “Errado!” impressa sobre uma das curvas. Creio que era um aviso para mudar o gráfico e isso não foi feito. Felipe Murro Capeli, via e-mail

O leitor tem razão. O gráfico saiu com erro. Veja ao lado o correto.


GRANDE ANGULAR

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notícias e novidades

Uma família de mico-leão-dourado registrada por Haroldo Palo Jr.

Fotografia de natureza perde expoente com

morte de Haroldo Palo Jr. A

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O mestre Haroldo dedicava-se à fotografia de natureza desde 1979

o lado do carioca Luiz Claudio Marigo, que morreu em 2014, o fotógrafo paulista Haroldo Palo Jr., 64 anos, era visto como um dos pioneiros da fotografia de natureza e vida selvagem no Brasil. Mas um infarto fulminante, no dia 25 de novembro de 2017, também encerrou a carreira desse mestre, que era formado em Engenharia pela USP e iniciou a carreira em fotoclubes no interior de São Paulo. Ao contrário de Marigo, que também teve um infarto, mas não chegou a ser socorrido mesmo estando diante de um hospital no Rio de Janeiro (RJ), Haroldo foi resgatado por uma unidade do Serviço Móvel de Atendimento (Samu) de São Carlos, mas não resistiu. Foi a partir de 1979 que Haroldo passou a se dedicar inteiramente ao segmento que escolheu e que o levaria a ser um dos mais renomados fotógrafos e documentaristas brasileiros. E um dos momentos marcantes de sua carreira foi quando ele liderou uma equipe de expedição à Amazônia, parte de um traba-

8 í)RWRJUDIH0HOKRUQR

lho realizado pelo pesquisador francês Jacques Cousteau, na década de 1980. Também esteve em duas expedições à Antártica, em 1984 e 1995. Entre seus trabalhos mais conhecidos como documentarista está a produção da parte brasileira de Planeta Terra, série realizada pela BBC que mostra um olhar sobre a natureza ao redor do mundo. Haroldo participou também da produção de cerca de 60 livros, tanto no Brasil como no exterior, além de lançar uma coleção de

Em campo, ele filmava e fotografava; chegou a fazer documentário de televisão para a BBC


â&#x20AC;&#x153;Mais do que um fotĂłgrafo era um professor de todos nĂłs aqui em SĂŁo Carlos. Ele dedicou sua vida nĂŁo sĂł ao registro da natureza mas denunciou os abusos cometidos contra ela. Tornou-se uma espĂŠcie de guru da fotografia, fazendo palestras, dando cursos e respondendo Ă s perguntas mais bĂĄsicas sobre enquadramento, identificação de espĂŠcies e tratamento de imagensâ&#x20AC;?, conta Ricardo Japur, fotĂłgrafo e leitor de Fotografe. Como um verdadeiro discĂ­pulo, Ricardo conta que, certa vez, atendendo a um pedido dele, Haroldo surpreendeu a todos visitando uma exposição fotogrĂĄfica de novatos numa sorveteria de SĂŁo Carlos. Comentou cada foto com respeito, delicadeza e a paciĂŞncia de um monge. â&#x20AC;&#x153;Tive a honra de acompanhĂĄ-lo a uma expedição fotogrĂĄfica ao Pantanal Matogrossense e vĂŞ-lo em campo. IncansĂĄvel em seu objetivo, ficava dias na mata atrĂĄs de um registro. Era uma daquelas raras pessoas para quem o dinheiro e o prestĂ­gio ocupam o Ăşltimo lugar na lista de prioridadesâ&#x20AC;?, atesta Ricardo. Haroldo Palo Jr. deixou trĂŞs filhos e a mulher, Isadora, grĂĄvida de seis meses.

SebastiĂŁo Salgado estĂĄ ao lado de outros trĂŞs fotĂłgrafos na Academia francesa

SALGADO ENTRA PARA A

Academia de Belas-Artes da França PGRVPDLVUHQRPDGRVIRWµJUDIRV GR PXQGR 6HEDVWL¥R 6DOJDGR VH WRUQRX R SULPHLUR EUDVLOHLURDLQWHJUDUD$FDGHPLDGH%HODV $UWHV GD )UDQ©D FULDGD HP  (OHWRPRXSRVVHGHXPDGDVFDGHLUDVGHVWLQDGDV¢IRWRJUDILDGD$FDGHPLDVXEVWLWXLQGRRIRWµJUDIRHWDPE«PVHXDPLJR/XFLHQ&OHUJXHTXH PRUUHXHP$£UHDGHIRWRJUDILDGD$FDGHPLD«XPDGDVPHQRUHV FRPDSHQDVTXDWURGDVFDGHLUDV

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LIVRO PARA MARCAR 60 ANOS DE FOTOJORNALISMO DE SĂ&#x2030;RGIO JORGE

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mestre SĂŠrgio Jorge estĂĄ chegando aos 64 anos de profissĂŁo. Para marcar a carreira desse grande fotojornalista, a Mogiana Produçþes Culturais quer editar um livro, que serĂĄ financiado pela plataforma Catarse. O projeto visa reunir parte do imenso acervo do fotĂłgrafo, concentrando cerca de 150 imagens, todas em P&B. A campanha no Catarse ficarĂĄ no ar atĂŠ dia 3 de fevereiro de 2018. As colaboraçþes começam em R$ 15 e com R$ 110 o colaborador assegura um exemplar do livro autografado por SĂŠrgio Jorge e frete grĂĄtis. Para mais informaçþes, acesse www.catarse.me/sergiojorge. Menino luta contra o homem da carrocinha na Freguesia do Ă&#x201C;, periferia de SĂŁo Paulo: foto levou o PrĂŞmio Esso de 1961

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UM MESTRE

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cinco livros sobre paisagens e retratos, com cerca de 600 de seus melhores registros. Em parceria com o ornitólogo Rolf Grantsau, lançou O Guia das Aves do Brasil, considerado o mais completo do País. Em 2017, lançou o guia Borboletas do Brasil, em três volumes, que apresenta 4.586 espÊcies e subespÊcies em cerca de 4 mil imagens. Tinha ainda o livro Besouros do Brasil em fase de finalização.

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Fotos:7LP:DONHU

GRANDE ANGULAR

CalendĂĄrio Pirelli 2018 foca na quebra de preconceitos

RQKHFLGRPXQGLDOPHQWHHFRP Uma releitura de ODUJDWUDGLŠ¼RR&DOHQG£ULR3L- Alice no País das UHOOLYHPWHQWDQGRDFDGDDQRTXHMaravilhas com modelos EUDU DV EDUUHLUDV GR SUHFRQFHLWR TXHHQYROYHPRPXQGRGDDUWH(P negros foi a ideia de Tim Walker DDSRVWDHPFRQYLGDGRVQHJURVSDUDDUHSUHVHQWDŠ¼RGHAlice no País das MaravilhasFO£VVLFRGREULW¤QLFR/HZLV &DUUROO3DUDID]HUDVIRWRVIRLHVFROKLGRXPFRQWHUU¤QHRGH&DUUROORUHQRPDGR7LP:DONHUUHVSRQV£YHO SRU HQVDLRV SDUD UHYLVWDV FRPR Vogue HW$LGHLDPHVFODURJODPRXUHDLPDJLQDŠ¼R HPLPDJHQVEHPFRORULGDV(QWUHRVPRGHORVHVW¼R 5X3DXO GUDJ TXHHQ H DWLYLVWD /*%7 1DRPL &DPSEHOOPRGHOR/XSLWD1\RQJÌRH:KRRSL*ROGEHUJDWUL]HVYHQFHGRUDVGR2VFDUHQWUHRXWURV

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O fotĂłgrafo iraniano Shahrokh Hatami, conhecido mundialmente por coberturas polĂ­ticas e de celebridades, morreu em 23 de novembro de 2017 em decorrĂŞncia de uma insuďŹ ciĂŞncia pulmonar. Hatami atuou como correspondente da agĂŞncia americana Black Star no TeerĂŁ, durante a queda de Mohamed Mossadegh em 1953, cujas fotos foram publicadas pela revista Life. Trabalhou tambĂŠm para revistas como Elle e Paris Match, tendo fotografado estrelas de Hollywood como Elizabeth Taylor e Sophia Loren, a estilista Coco Chanel, entre outras celebridades mundiais. TambĂŠm foi o responsĂĄvel por fazer still das produçþes de grandes diretores, como François Truffaut, Roman Polanski, Jean-Luc Godard e Woody Allen. O fotĂłgrafo tambĂŠm ĂŠ autor das fotos raras dos Beatles no inĂ­cio de carreira na casa de shows Cavern Club, em Liverpool, Inglaterra.

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JUSTIĂ&#x2021;A NEGA NOVAMENTE INDENIZAĂ&#x2021;Ă&#x192;O A SĂ&#x2030;RGIO SILVA

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Justiça negou, pela segunda vez, o pedido de indenização do fotógrafo SÊrgio Silva, que ficou cego de um olho durante a cobertura de um protesto contra o aumento na tarifa dos transportes em junho de 2013, no centro da capital paulista. Os três desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo foram unânimes em alegar que a defesa foi incapaz de provar que o ferimento foi de fato causado por um tiro de bala de borracha disparado pela Polícia Militar do Esta-

do. Silva pede R$1,2 milhĂŁo de indenização por danos fĂ­sicos, morais e materiais, e uma pensĂŁo vitalĂ­cia de R$ 2,3 mil, pois nĂŁo consegue mais exercer a profissĂŁo da mesma forma. Em 2016, o mesmo pedido jĂĄ havia sido negado em primeira instância â&#x20AC;&#x201C; o juiz Olavo Zampol Junior alegou que o fotĂłgrafo assumia os riscos de seu trabalho ao se colocar no meio do confronto entre os manifestantes e a polĂ­cia. Mais uma vez, o advogado de SĂŠrgio Silva vai recorrer.

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pesar da crise, a dronemania parece ter tomado conta do Brasil. Em um evento no inĂ­cio de dezembro de 2017, a Golden Distribuidora â&#x20AC;&#x201C; anunciada oficialmente como a representante da chinesa DJI no PaĂ­s â&#x20AC;&#x201C; divulgou que o mercado nacional jĂĄ estĂĄ vendendo 10 mil drones por mĂŞs. A empresa sediada em SĂŁo Paulo (SP) trabalha com uma expectativa de au'LY XOJ DŠ ÂĽR

Morre fotĂłgrafo Shahrokh Hatami

Modelo DJI Mavic Pro, um dos mais vendidos

mento de vendas em 2018, pois alega ter preços competitivos com os praticados no Paraguai e nos EUA, com a vantagem de ter os aparelhos certificados, oferecer assistência tÊcnica e parcelamento na venda.


GRANDE ANGULAR

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O Jalapão pelo olhar de Lester Scalon

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Parque Estadual do Jalapão, no Tocantins (TO), sempre desempenhou um grande papel no cenário da natureza brasileira, principalmente por sua biodiversidade. O livro que leva o nome do parque é a prova de que o ambiente e o ecossistema do lugar ainda são um dos mais belos patrimônios naturais do País. Idealizado pelo fotógrafo Lester Scalon e pelo artista plástico Tomas Sigrist, Jalapão marca o momento que a região vem enfrentando problemas graves, como a degradação ecológica induzida por desmatamentos, conversão de florestas em plantações agrícolas, introdução de espécies exóticas que

competem com espécies nativas, além da poluição da água nas proximidades do parque. O livro, em formato 27 x 35 cm (panorâmico), 288 páginas e capa dura, contempla parte da fauna e da flora da região, contendo cerca de 300 imagens feitas por Scalon e 600 ilustrações realizadas por Sigrist. Além disso, foram registrados cantos de 100 aves da região que podem ser reproduzidos por meio de um CD que faz parte do projeto e está anexado ao livro. Publicado pela Avis Brasilis, recebeu benefícios da Lei Rouanet e tem preço sugerido de R$ 98. Pode ser adquirido pelo site da editora, www.avisbrasilies.com.br.

HENRY CARROLL DÁ DICAS SOBRE O INSTAGRAM

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ma das redes sociais com maior impacto na vida das pessoas atualmente é o Instagram. Para fazer e postar imagens adequadas à finalidade do aplicativo, o fotógrafo britânico Henry Carroll lançou o livro Leia Isto Se Quer Ter Muito Sucesso no Instagram. Carroll, autor de best-sellers para fotógrafos

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iniciantes (veja mais em Fotografe 248), reuniu diversas dicas para lidar com o aplicativo e também novas formas de criação de conteúdo para a rede, como combinar a fotografia e o prazer em realizá-las com os negócios, focar em um tema fotográfico, entre outras. O livro apresenta mais de 50 exemplos de instagrammers (pessoas que usam o aplicativo para obter sucesso) ao redor do mundo e suas dicas para se arriscar nesse mundo alternativo da fotografia, desde a criatividade até a composição e dicas de como realizar uma boa fotografia. Editado pela Gustavo Gilli, o livro tem 130 páginas, formato 17 x 17 cm e preço sugerido de R$ 59. Pode ser encontrado nas principais livrarias do Brasil.

As paisagens, a flora e a fauna do Jalapão estão muito bem representadas no livro que leva o nome do parque no Tocantins

Cynthia Barros lança Desnuda Alma O nu sempre foi um tema recorrente tanto na fotografia como na arte em geral. Por meio da nudez humana, diversos artistas puderam se expressar das mais variadas formas. É o caso de Desnuda Alma, livro de 100 páginas da fotógrafa Cynthia Barros e que conta com curadoria de Juan Esteves, fotógrafo, professor p e articulista de Fopresenta a busca pela verdadeitografe. A obra apresenta ra essência da humanidade, manidade, que, segundo a artista, transborda das pessoas quando elas se libertam das vestimentas, que servem apenas para aquecer e guardar significados aprisionantes. Cynthia hia não faz distinção de sexo, gênero ou idade, focando apenas nas no lado humanista. O projeto ojeto faz parte da ação Incubadora ubadora de Artistas e o preçoo sugerido do livro é de R$$ 100. Ele pode ser encontrado ntrado pelo site www.inclusilusiva.com.br.


FOTO DO MÃ&#x160;S

o melhor do fotojornalismo

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dois Instantes de São Paulo D

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Acima, flagrante durante festa de tropeiros em São Francisco Xavier (SP); abaixo, registro na Arena Corinthians, em Itaquera, São Paulo (SP)

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REVELE-SE

fotos dos leitores em destaque

:: Autor: Misael Godoy :: Cidade: Olinda (PE) :: Câmera: Nikon D5500 :: Objetiva: Nikkor 18-55 mm :: Exposição: f/8, 1/1.600s e ISO 100

REFLEXO SINCRONIZADO 4XDVHVHPSUHDRSRUWXQLGDGHSDUDXPD ERDIRWRVHDSUHVHQWDSDUDTXHPVDEHHQ[HUJ£OD )RL R TXH DFRQWHFHX FRP R IRWµJUDIR0LVDHO*RGR\GH2OLQGD 3( (OHHVWDYDSDV VHDQGRSHODRUODGDVXDFLGDGHTXDQGRXPDSHODGDQDSUDLDFKDPRXOKHDDWHQ©¥RRUHIOH[R 16 í)RWRJUDIH0HOKRUQR

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:: Autor: José Orlando de Souza e Silva :: Cidade: São Paulo (SP) :: Câmera: Nikon D610 :: Objetiva: Nikkor 24-120 mm :: Exposição: f/13, 1/400s e ISO 400

PARA NÃ&#x192;O PERDER A VIAGEM 2IRWµJUDIRSDXOLVWDQR-RV«2UODQGRGH6RX]DH6LOYDWHYHXPDV«ULHGHLPDJHQVVHOHFLRQDGDVSDUDDFRQYRFDWµULD GD WHUFHLUD HGL©¥R GR %& )RWR)HVWLYDOHP&DPERUL¼ 6& HFRPR VXDVIRWRVIRUDPH[SRVWDVQDFLGDGHHP WDPDQKRJUDQGHQÂ¥RUHVLVWLXHIRLDW«R

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REVELE-SE

:: Autor: Delmiro Junior :: Cidade: Rio de Janeiro (RJ) :: Câmera: Nikon D7000 :: Objetiva: Nikkor 70-200 2.8 ED VRII :: Exposição: f/2.8, 1/1.600s e ISO 4.000

O GRITO DE MARCOS JÃ&#x161;NIOR $IRWRDFLPDIRLREWLGDGXUDQWHRMRJR%RWDIRJR[)OXPLQHQVHUHDOL]DGRQRGLDGH QRYHPEURGHQRHVW£GLR1LOWRQ6DQWRVR (QJHQKÂ¥R2MRJDGRU0DUFRV-¼QLRUGR)OXPLQHQVHQÂ¥RFRQFRUGRXFRPXPDPDUFD©¥RGR £UELWUR H HQWURX HP GHVHVSHUR FRPR GHQRWD 18 í)RWRJUDIH0HOKRUQR

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:: Autor: Henrique de Souza Carvalho :: Cidade: Vila Velha (ES) :: Câmera: Nikon D610 :: Objetiva: Nikkor 24-70 mm 2.8 :: Exposição: f/7.1, 1/50s e ISO 2.000

ILHA DA FANTASIA 2 IRWµJUDIR FDSL[DED +HQULTXH GH 6RX]D&DUYDOKRGH9LOD9HOKDSURGX]LXXPHQVDLRVHQVXDOFRPDPRGHOR,VDEHOOHHPXPhostel GRFHQWURKLVWµULFRGD YL]LQKD9LWµULDDFDSLWDOGR(VWDGR,QVWDODGRHPXPGRVVRODUHVPDLVDQWLJRVGDLOKD DFRQVWUX©¥RGDWDGH Rhostel SURFXUDYDORUL]DURWUDEDOKRGHDUWLVWDVORFDLV

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REVELE-SE

:: Autor: Sérgio Nascimento :: Cidade: Campinas (SP) :: Câmera: Nikon D610 :: Objetiva: Pentax 645 80-160 mm com adaptador :: Exposição: f/22, 30s e ISO 100

O PECADO DA GULA 2 HVWXGDQWH GH IRWRJUDILD 6«UJLR 1DVFLPHQWR GH &DPSLQDV 63  « I¥ GH IRWRV GHJDVWURQRPLD4XDQGRVHGHSDURXFRPRWHPDGHVHXWUDEDOKRGHILQDOGHVHPHVWUHTXH HUDUHSUHVHQWDUXPGRVVHWHSHFDGRVFDSLWDLV SRUPHLRGDW«FQLDGHlight paintingQ¥RWHYHG¼20 í)RWRJUDIH0HOKRUQR

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ESCULTURA ORGÃ&#x201A;NICA 'HWDOKHV TXH PXLWDV YH]HV SDVVDP GHVSHUFHELGRV SRGHP UHQGHUERQVFOLTXHV$LPDJHPDFLPDSRU H[HPSOR«GHXPDVLPSOHVIROKDTXHR RXWRQRGHVSHMRXVREUHXPDSR©DGæ£JXD IRUPDGD SHOD FKXYD GD QRLWH DQWHULRU 3HODV OHQWHV GR IRWµJUDIR SDUDQDHQVH

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Mande fotos e ganhe um kit de limpeza de lentes 2VDXWRUHVGDVIRWRVVHOHFLRQDGDV SDUDSXEOLFD©¥RQDUHYLVWDUHFHEHU¥R SHORFRUUHLRXPNLWGHOLPSH]DGH OHQWHVGD*UHLND3DUDSDUWLFLSDUGD VH©¥RèRevele-seéHQYLHaté três fotos, no máximoHPDUTXLYRGLJLWDO IRUPDWR-3(* SDUDRHPDLO fotografe@europanet.com.br

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:: Autor: Bruno Cavasotti Almeida :: Cidade: Ponta Grossa (PR) :: Câmera: Canon EOS T5 Rebel :: Objetiva: Yongnuo EF 50 mm :: Exposição: f/1.8, 1/320s e ISO 100


PORTFÃ&#x201C;LIO DO LEITOR mostre seu trabalho

Os pintas natalenses têm um modo próprio de se vestir e se comportar

Pintas, um retrato sem preconceito A jovem fotógrafa Meysa Medeiros faz ensaio humanista sobre jovens marginalizados da periferia de Natal (RN) 22 í)RWRJUDIH0HOKRUQR

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POR JULIANA MELGUISO

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Fotos: Meysa Medeiros

este grupo de jovens vive na periferia de natal e sofre preconceito

lado de José Roberto Ripper, um dos mais respeitados fotógrafos documentaristas brasileiros. “Achei de extrema importância combater preconceitos culturais e sociais na sociedade potiguar, e entender o papel crucial da fotografia na democratização da comunicação e da cultura. Com isso, procurei mostrar o outro lado de maneira que dignificasse esses jovens”, conta Meysa. Ela lembra que Ripper disse em uma entrevista que “as histórias das populações menos favorecidas são contadas, mas a beleza delas é editada”. Foi com esse mote que ela quis seguir com o seu propósito. Meysa conta que queria que suas fotos transparecessem a maior naturalidade possível, tanto na hora de fotografar como na hora de editar. Para fazer o trabalho, ela usou uma Canon EOS 7D com duas objetivas Canon, a

zoom 18-35 mm e a fixa 24 mm. “As fotos passaram por leves tratamentos no Lightroom, como pequenos recortes no enquadramento e ajus-

tes na saturação, realce, contraste e brilho”, conta a fotógrafa. Inspirada por Gastaldoni e Ripper, e também pelos fotógra-

Detalhes como muitos anéis e tatuagens fazem parte do figurino do pinta

Janeiro 2018 • 23


PORTFÃ&#x201C;LIO DO LEITOR

Fotos: 0H\VD0HGHLURV

Ao lado, uma das fotos do ensaio e, acima, a fotógrafa na garupa de um ciclomotor com um dos pintas

Acima, um pinta e seu bigode fininho, outra característica da tribo; abaixo, Meysa na abertura da exposição na Pinacoteca do Estado em Natal

IRV-R¥R0DFKDGR&HOVRGH2OLYHLUD-XFD0DUWLQVH(YDQGUR7HL[HLUD 0H\VDGL]TXHDLQGDVHWUDWDXPHVWHUHµWLSRFRPRDOJRSHMRUDWLYR&DEH¢IRWRJUDILDGHVPLVWLILFDUHVVHV SUHFRQFHLWRVHPRVWUDUDUHDOLGDGH è$FUHGLWR HP VHPSUH EXVFDU XPD IRUPDGHWUD]HUEHOH]DHGLJQLGDGH DRVIRWRJUDIDGRVPXLWDVYH]HVHVFRQGLGDVSRUSDGU·HVSUHHVWDEHOHFLGRV $ IRWRJUDILD SRGH VHU XVDGD FRPRIRUPDGHLQFOXV¥RéDFUHGLWD 2HQVDLRIRLUHDOL]DGRFRPRSDUWH GR 7UDEDOKR GH &RQFOXV¥R GH &XUVR 77& GRFXUVRGH)RWRJUDILD QD8QLYHUVLGDGH3RWLJXDU$HGL©¥R ILQDOIRLUHVXPLGDDFLQFRLPDJHQV LPSUHVVDVHPWDPDQKR[FP TXHIRUDPH[SRVWDVHPXPDGDVGLYHUVDVVDODVGD3LQDFRWHFDGR(VWDGRFRPRXWUDVREUDVGDH[SRVL©¥R FROHWLYDGHVXDWXUPDGHIDFXOGDGH 1DWXUDOGH1DWDO0H\VDM£WLQKD DIRWRJUDILDFRPRSDUWHGHVXDYLGD K£FHUFDGHVHLVDQRVPDVVHPSUH SDUDOHODDRXWUDVDWLYLGDGHV1RLQ¯FLRGHHODUHVROYHXGHL[DUWXGRGHODGRSDUDVHGHGLFDUH[FOXVLYDPHQWH¢QRYDFDUUHLUDDJRUDFRPR IRUPDQGD GD SULPHLUD WXUPD GRFXUVRVXSHULRUHP)RWRJUDILDGR 5LR*UDQGHGR1RUWH Para participar desta seção, envie no máximo dez fotos do seu portfólio, em baixa resolução, para o e-mail: fotografe@ europanet.com.br. Serão publicados somente os que forem selecionados pela redação, um portfólio a cada edição.

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Dicas proFissionais

cris Hapen

a fotografia autoral agora ganhou mais espaço em projetos de decoração

o uso Da FotograFia na

decoração de ambientes Cada vez mais projetos de arquitetos e decoradores incluem a fotografia em vez de quadros e gravuras. Esse é um nicho de mercado para vender projetos autorais

E

squeça pinturas e gravuras. Nas paredes de residências, espaços comerciais e empresariais agora é a vez da fotografia brilhar como obra de arte. Os registros de memórias vão dando aos poucos lugar ao conceito de fotografia com grafismo e natureza, assinados por fotógrafos renomados e novos talentos. A fotografia para decoração garante espaço dentro de projetos de arquitetos e decoradores, é inter-

26 • Fotografe Melhor no 256

por Livia CapeLi mediada por galerias de arte e pode ser negociada por meio de sites especializados no assunto. Dependendo do trabalho e do fotógrafo envolvido, uma foto para decoração pode chegar a até R$ 30 mil. Em um segmento ainda pouco explorado no Brasil, esse nicho é uma boa oportunidade para o fotógrafo se destacar no mercado voltado à arquitetura de interiores. Por outro lado, é necessário ter um bom relacionamento com arquitetos e deco-

radores e procurar informações sobre o mercado de decoração. Para entender um pouco como funciona esse segmento e passar dicas importantes, Fotografe conversou sobre o assunto com três fotógrafos que atuam na área: Fernanda Naman, de São Paulo; Zé Paiva, de Santa Catarina; e Cris Hapen, do Paraná. Também não podia faltar a opinião de um arquiteto especialista no tema, no caso, Ricardo Caminada, da Díptico Design de Interiores. Acompanhe.


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Imagem da fotĂłgrafa e artista plĂĄstica Fernanda Naman, que tem reconhecimento internacional no segmento

O VALOR DA IMAGEM â&#x20AC;&#x153;No Brasil, ainda estamos criando a cultura desse tipo de fotografia. O pĂşblico estĂĄ aprendendo que fotografias autorais tĂŞm valor intrĂ­nseco e extrĂ­nseco, ou seja, tanto pela impressĂŁo e pelo papel quanto pelo currĂ­culo do fotĂłgrafo, tal qual a pesquisa, estudo e trabalho de obtenção

da obra que ele fezâ&#x20AC;?, ĂŠ o que acredita o fotĂłgrafo de natureza ZĂŠ Paiva, que usa o mercado de decoração para vender imagens autorais. Paiva entrou no nicho por acaso. Depois de ter uma foto vendida em um leilĂŁo no Festival de Fotografia Paraty em Foco de 2012, nĂŁo parou mais. Ele revela que, dependendo do tamanho da im-

pressão, costuma negociar uma obra por algo entre R$ 400 e R$ 1.500. Outra fotógrafa que vem crescendo nesse nicho de mercado Ê a paranaense Cris Hapen. Conhecida por fotografar crianças, famílias e gestantes e ser autora do livro Fotografia de Crianças, publicado pela Editora Europa, Cris deixou de lado esse

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Ao lado, imagem da série Paisagens Silenciosas, de Fernanda Naman; acima, a renomada fotógrafa

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cializada trouxe facilidade na questão espacial na hora de mediar uma obra. Muitas vezes ela ajuda o cliente sugerindo tipos de impressão, tamanhos e combinações, desenvolvendo um atendimento diferenciado.

CANAL DE VENDA

Bem mais experiente no mercado de fotografia de decoração, a fotógrafa e artista plástica paulistana Fernanda Naman trilha esse caminho há 8 anos. A célebre e talentosa profissional cresceu em meio às tintas e telas do ateliê da avó. Quando adulta, manteve a atividade, e foi cursar Arquitetura para ter uma formação mais abrangente. Para Fernanda, a formação espe-

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segmento e decidiu se dedicar à fotografia para decoração. Em busca de aperfeiçoamentro no tema, a fotógrafa resolveu voltar à sala de aula e cursar Design de Interiores, o que tem contribuído para entender melhor o mercado. Cris conta que chega a negociar atualmente uma imagem em valores de R$ 1.500 a R$ 6 mil – o preço depende muito do tamanho e do tipo de material de impressão.

A parceria com arquitetos e decoradores é um fator importante nesse meio, pois eles ajudam a intermediar a venda. O arquiteto Ricardo Caminada diz que para se inserir nesse mercado o fotógrafo deve colocar seu trabalho em evidência em todos os meios possíveis e tornar-se conhecido pelo maior número de pessoas. Uma boa maneira de criar uma rede de relacionamentos é expor em grandes eventos ligados à decoração, como faz Fernanda Naman, que, além de ser representada pe-

Ao lado, uma das imagens da série Poética do Mar, de Zé Paiva; acima, o fotógrafo, especialista em natureza

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Acima, fotografia da sĂŠrie Orvalho, produzida por Cris Hapen, ao lado, a fotĂłgrafa paranaense

atinge um público maior. Outra dica importante Ê frequentar o mercado de arte. Ir a leilþes, exposiçþes, participar de mostras coletivas e conviver com outros profissionais do mercado de arte ajuda a compartilhar experiências e se incluir no meio. $UTXLYR3HVVRDO

lo espaço Gabriel Wickbold, em São Paulo (SP), expþe peças na Casa Cor Miami, nos Estados Unidos. Outro canal de negociação são as galerias e os escritórios de arte tanto físicos quanto virtuais, que podem comprar ou atÊ trabalhar a obra no sistema de consignação. A fotógrafa Cris Hapen tem investido nessa receita e diz que esses espaços funcionam como ótimas vitrines. O custo não Ê alto e no caso das galerias online, praticamente zero. Uma boa dica Ê não restringir o negócio apenas às galerias na região que o fotógrafo atua. Um bom contato com um marchand (profissional que negocia obras de arte e representa o artista comercialmente nas relaçþes com galerista, colecionadores e museus) e escritórios de arte em vårios estados pode alavancar a divulgação do nome do fotógrafo. Mas o fotógrafo não pode depender apenas desses meios para apresentar trabalhos ao mundo da decoração. Ter um bom site com as obras e expor em redes sociais sobre sua atividade denota profissionalismo e

UMA BOA IMPRESSĂ&#x192;O A fotografia dirigida Ă decoração precisa ser cuidadosamente pensada no resultado da impressĂŁo, pois ficarĂĄ exposta durante anos na parede sofrendo com as condiçþes de iluminação. Portanto, contar com uma boa empresa especializada em impressĂŁo com papĂŠis nobres ĂŠ essencial nesse segmento. Uma dessas empresas especializadas ĂŠ a do fotĂłgrafo Clicio Barroso (www.clicio.com.br), que atua em SĂŁo Paulo, envia para todo o Brasil e oferece impressĂŁo em papel 100% algodĂŁo, canvas e acetinado, alĂŠm de metacrilato â&#x20AC;&#x201C; tipos atualmente bastan-

te utilizados por especialistas na ĂĄrea. O fotĂłgrafo ZĂŠ Paiva utiliza em FlorianĂłpolis (SC) os serviços do printer Guilherme Ternes, credenciado pela Canson, e costuma imprimir em papel Canson 100% algodĂŁo, desde formatos 26 x 39 cm a 100 x150 cm. Ele normalmente entrega as imagens sem moldura, apenas a print ou no mĂĄximo com paspatur. â&#x20AC;&#x153;Todo o material, inclusive o paspatur, segue padrĂľes museolĂłgicos com PH neutro para uma maior dura-

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O arquiteto Ricardo Caminada, da Díptico Design de Interiores: ele usa o trabalho de fotógrafos nos projetos

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Acima, obras de Fernanda Naman inseridas em um projeto de decoração; abaixo, foto da série Poética do Mar, de Zé Paiva, que trabalha com edições limitadas

bilidade. Entrego a fotografia assinada e acompanhada de um certificado de autenticidade, que diz quando ela foi feita e por quem foi impressa, assim como o tipo de papel e a tiragem. Tenho trabalhado com tiragens pequenas para garantir exclusividade para o cliente”, informa Zé Paiva.

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Fernanda Naman conta que quando precisa enviar suas obras para outros Estados despacha por transportadora e em grande parte das vezes a impressão vai enrolada dentro de um canudo ou emoldurada e acondicionada de maneira segura. Ela limita suas obras em até nove ima-

gens, porém as mais exclusivas não passam de três impressões. Fernanda também costuma trabalhar com dípticos.

PEDRAS NO CAMINHO Não é tão fácil ingressar no mercado de fotografia para decoração de ambientes quanto parece. É necessário ter bom relacionamento com quem é da área. Ocasionalmente, pode ocorrer de o fotógrafo precisar pagar comissão aos parceiros. Além da rede de contatos, é crucial pesquisar muito sobre o assunto. “A ideia de simplesmente fazer uma foto autoral e querer vender a R$ 5 mil não vai funcionar. É preciso saber se aquela imagem fica harmônica dentro de um ambiente e com qual tipo de lugar ela combina. Além disso, é obrigatório entender se o papel em que ela será impressa é durável e se a imagem também não se tornará cansativa com o passar do tempo”, explica a fotógrafa Cris Hapen. As imagens para decoração envolvem geralmente paisagens naturais, grafismos e arquitetura. Os fotógrafos podem seguir linhas diferentes, porém, o que define mesmo a escolha é a preferência de cada cliente.


Simples, funcional e durรกvel.


INFORME PUBLICITÁRIO

EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM Conheça a inovadora zoom grande-angular voltada para câmeras APS-C que surpreende pela qualidade de imagem

A

EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM é a mais moderna lente zoom grande-angular para câmeras Canon de sensor APS-C, como as da linha Rebel. Trata-se de

uma lente compacta, leve, de baixo custo e com alta qualidade de imagem. O custo-benefício desta grande-angular é praticamente imbatível em sua categoria.

A lente tem corpo em policarbonato e engenharia precisa, sem folgas nos anéis de foco e zoom, que apresentam rotações e funcionamento suaves. Se for


INFORME PUBLICITÁRIO Aline Fortuna

Muita versatilidade é o que oferece esta grande-angular que se equivale a uma 16-29mm (no formato de 35 mm)

A Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina, fotografada com a lente em posição 13mm, abertura f/5.6, velocidade 1/1.000s e ISO 400

bem manuseada, a EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM tem durabilidade para fazer parte do seu kit fotográfico por muitos anos, mesmo em uso profissional. O projeto ótico da lente é inovador graças ao uso de um cristal asférico PMo de grande diâmetro, que permitiu a construção de um projeto compacto e superleve. A lente tem apenas 240g, 31% mais leve do que a EF-S 10-22mm f/3.54.5 USM. Isso faz dela muito cômoda no manuseio e no transporte. Sua construção ótica é composta

por 14 elementos divididos em 11 grupos e sua qualidade de imagem é comparável ao das melhores grande-angulares da Canon, com excepcional nitidez do centro às bordas das fotos. A distorção geométrica (efeito barril) foi muito bem controlada, mesmo em posição angular máxima de 10 mm. O uso de um elemento UD (Ultra Low Dispersion) reduziu a incidência de aberrações cromáticas e aumentou o contraste das imagens. O zoom não é interno e o tubo

principal expande-se durante o ajuste da distância focal. O sistema STM garante focagem precisa e silenciosa, mantendo a função full time manual, ou seja, permitindo Ficha Técnica Distância Focal: 10-18 mm (equivalente a 16-29mm em formato 35mm) Abertura máxima: f/4-5.6 Construção ótica: 14 elementos em 11 grupos Diâmetro de filtro: 67mm Distância mínima de foco: 0,22m Peso: 240g


INFORME PUBLICITÁRIO

A cena noturna foi captada com câmera Canon EOS 7D Mark II, abertura f/8, um segundo de velocidade e ISO 6.400

do tripé e ainda permite ajustes de ISO mais baixos. A distância focal equivalente à de uma 16-29mm (no formato 35 mm) é de grande versatilidade nas mãos de um fotógrafo criativo e pode ser usada em uma enorme variedade de cenas, como

paisagens (com primeiro plano mais destacado), retratos (com a pessoa inserida no cenário), cenas de casamentos, arquitetura e ambientes internos em geral. Com a distância focal em 10 mm é possível fotografar uma sala inteira ou fazer belas panorâmicas de naFlávio Demarchi

ao fotógrafo fazer ajustes mesmo com a chave da lente em modo AF. O elemento frontal, com diâmetro 67 mm, não rotaciona durante o foco, o que viabiliza o uso da lente com filtro polarizador. O estabilizador de imagem de última geração garante o registro de cenas com menor risco de imagens tremidas. A estabilização é de até 4 f/stops. O recurso compensa a menor luminosidade da lente e faz dela bastante eficaz em ambientes de pouca luz. Em muitas situações, o sistema IS pode dispensar o uso Pontos Fortes A versatilidade do zoom ultra grande angular, equivalente ao de uma 16-29 mm O corpo compacto e alta qualidade de imagem O Estabilizador de imagem com performance de até 4 f-stops

O Elevado Costa e Silva, em São Paulo-SP: cãmera EOS 7D Mark II, f/14, 1/200s e ISO 200


Robson Acir Kawiski

INFORME PUBLICITÁRIO

A lente ultra grande angular é ideal para fotografar paisagens naturais e urbanas, arquiteturas e ambientes internos

tureza ou cidades. Fotojornalistas a utilizam com muita frequência para fazer retratos, tendo objetos em primeiro plano ou fundos que possam indicar a profissão da pessoa. Quando usada a curta distância, acentua o tamanho do primeiro plano criando um interessante efeito de perspectiva. Com o IS ativado será possível fotografar, com a câmera na mão, e ainda obter imagens nítidas usando velocidades de até 1/8s. A EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM é, sem dúvida, a melhor opção de zoom grande-angular entre fotógrafos iniciantes e mesmo entre profissionais que desejam montar um kit de alta qualidade com o menor investimento possível. Para mais informações sobre essa e outras lentes consulte: www.canon.com.br/lentes, www.canon.com.br/lentes-l, www.college.canon.com.br

Raio-X da EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM A EF-S 10-18mm f/4.5-5.6 IS STM é construída com 14 elementos óticos divididos em 11 grupos. Inclui um elemento UD (Ultra Low Dispersion) e dois elementos asféricos especiais (PMo e GMo).

Lente UD

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Fotos: &ODXGLR*DWWL

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Cleodorvino Bellini, então presidente da Fiat do Brasil, convencido pelo fotógrafo a lavar as rodas de um carro da marca

Retratos inesperados 3(/22/+$5$75(9,'2'(&/$8',2*$77, Presidentes de multinacionais, CEOs e alto executivos topam posar das formas mais inusitadas para um fotógrafo criativo e cheio de lábia. Confira 36 î)RWRJUDIH0HOKRUQR

O

325SÉRGIO BRANCO

“boneco” do executivo, com os braços cruzados atrás de uma mesa ou em pé, com a mão no queixo, é o retrato clássico e insosso feito por muitos fotojornalistas que cobrem a área corporativa, habitada por homens de negócios sempre sem tempo a perder e assessores ávidos por apressar quem for escalado para fotografá-los. Os que conseguem romper com a mesmice e passar pela barreira da turma do “isso não po-

de, isso não dá” acabam se destacando na área. É o caso de Claudio Gatti, um mestre na arte de driblar assessores e convencer presidentes de multinacionais, CEOs e alto executivos a fazer exatamente o que ele planejou, quase sempre algo criativo e inusitado. Há três retratos feitos por Gatti que chamam muito a atenção: de Ivan Zurita, na época o badalado presidente da Nestlé, derramando leite de caixinha no próprio rosto; de Cleodorvino Bellini, ex-pre-


Ivan Zurita, entĂŁo presidente da NestlĂŠ, joga leite sobre o prĂłprio rosto a pedido de Claudio Gatti

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Fotos: &ODXGLR*DWWL

Pedro Furlan, então CEO da Nativ, posa com peixe no ombro: foto arruinou o paletó por causa do cheiro

sidente da Fiat Chrysler para a América Latina, descalço, com as pernas da calça dobradas na altura do joelho, agachado, lavando as rodas de um carro; e do jovem executivo Pedro Furlan, da Nativ, vestido de terno, carregando um peixe nas costas. Em todas há um respingo do improvável, que gera uma questão comum: como ele conseguiu isso? Cada foto tem uma história, e quando trata de contá-las Gatti lembra dos pormenores com satisfação. Se incentivado, pode passar horas falando das imagens que produz. Mas não é apenas o ímpeto que acende a luzinha da criatividade. Ele estuda os personagens, procura informações sobre eles, o tipo de negócio que administram ou os produtos que fabricam... Muitas vezes uma ideia fica apenas na sugestão, pois na hora “H” vem outra, melhor, e o fotógrafo improvisa com o que tem. Para convencer o executivo reticente, Gatti usa lábia e experiência, coisa de quem trata o todo-poderoso do momento como um igual, sem frescuras, olho no olho, disparando os argumentos certos para cada situação, sempre com calma, educação e um sorriso. Ele está convencido de que aquela é a foto que vai para a capa da revista ou para a abertura da reportagem. Busca convencer o outro dessa certeza. Na maior parte das vezes, o executivo cede e, em alguns casos, até supera a expectativa. As fotos com Zurita, Bellini e Furlan podem entrar nessa categoria, mas há muitas outras. Com Zurita, o clássico seria ele fotografá-lo ordeComo fazer algo diferente ao retratar o diretor do grupo paranaense Ouro Fino, fabricante de água mineral: Guto Mocellin foi convencido a se trajar elegantemente, tomar um banho de terno e entrar no reservatório de água em frente à sede da empresa

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Uma bandeira da Inglaterra foi pintada no rosto do bilionĂĄrio Carlos Wizard Martins, fundador das escolas de inglĂŞs Wizard e hoje multiempresĂĄrio, dono de vĂĄrios negĂłcios, entre eles a rede Mundo Verde, a maior de produtos naturais da AmĂŠrica Latina

nhando um vaca. Mas a novidade era um leite de caixinha. Papo rĂĄpido e o entĂŁo alto executivo da multinacional suíça NestlĂŠ se prestou a derramar o leite no rosto (e quase se afogou com ele, conta Gatti). O fotĂłgrafo subiu numa escada (acessĂłrio que ele usa bastante) para fugir de uma ingrata contraluz ao fundo. Com Bellini o lugar-comum seria o entĂŁo presidente da Fiat escorado em um carro dentro de uma concessionĂĄria da marca. Gatti nĂŁo tinha nada planejado. Seria no improviso. Tudo marcado, chegaram lĂĄ e o carro estava sendo lavado. O executivo comentou: â&#x20AC;&#x153;No meu tempo, a gente sĂł lavava as rodas para passear de carroâ&#x20AC;?. Deixa dada, o fotĂłgrafo emendou: â&#x20AC;&#x153;Que tal a gente fazer a foto do senhor lavando a roda do carro como no seu tempo?â&#x20AC;?. Ideia aceita, o fotĂłgrafo notou o desconforto do executivo fazendo isso de terno. Convenceu-o a tirar os sapatos e arregaçar as calças. Sob os olhos incrĂŠdulos dos funcionĂĄrios da concessionĂĄria, Bellini se divertiu, fez com prazer, e a foto ficou muito melhor do que o esperado. O jovem executivo Pedro Furlan ia dar uma entrevista sobre a linha de peixes de ĂĄgua doce que seriam vendidos enlatados pela Nativ â&#x20AC;&#x201C; negĂłcio que nĂŁo prosperou e a empresa faliu cerca de dois anos depois. Mas aquela novidade merecia algo a mais, matutou Gatti. Passou no mercado, comprou um dourado, colocou no porta-malas do carro e subiu com o peixe embrulhado atĂŠ o escritĂłrio de Furlan, CEO da empresa. Os assessores do executivo acharam aquilo um horror, mas o fotĂłgrafo vendeu seu peixe como ninguĂŠm. Foto feita, capa garantida, Gatti agra-

Empresåria Luciana Fasano posa na sala de estar da Fazenda Floresta, de propriedade dela, com um cavalo de raça; para convencê-la, Gatti disse que o cavalo era uma obra de arte que merecia estar na sala e ele foi levado para lå

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Fotos: &ODXGLR*DWWL

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Acima, o chef Sergio Arno, dono de uma rede de restaurantes de comida italiana, posa sobre a mesa cercado de massas (Gatti afirma que foi ele quem pediu para sujar o rosto com massa de tomate); ao lado, Mark Pitt, então presidente da fabricante de tintas Sherwin Williams no Brasil – o fotógrafo o convenceu a pintar a cara para mostrar as propriedades da tinta, que fora lançada como não prejudicial à saúde humana quando em contato com a pele

deceu o senso de colaboração de Furlan e o deixou para trás com um terno caro e imprestável graças ao cheiro forte do dourado, que impregnou a lã fria importada usada pelo alfaiate.

TUDO MUITO RÁPIDO Tempo é dinheiro. Para um alto executivo, essa máxima pode ser multiplicada por cem. Assim, Claudio

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Gatti geralmente tem pouco tempo para montar sua luz (quando ĂŠ necessĂĄrio), falar da sua ideia, convencer o retratado e clicar. â&#x20AC;&#x153;DĂĄ uma mĂŠdia de 20 minutos, no mĂĄximo, para cada produção dessasâ&#x20AC;?, calcula. Tem trabalho que nĂŁo passa de trĂŞs ou quatro cliques. Foto garantida, pronto, acabou. Na bolsa de equipamentos, leva uma Canon EOS 5D Mark II com um jogo de lentes fixas profissionais da Canon (50 mm f/1.4, 85 mm f/1.2 e 100 mm macro f/2.8),

mais a zoom 70-200 mm f/2.8. Como iluminação, tem à disposição dois flashes a bateria Broncolor com hazies de tamanho mÊdio. Quase nunca usa rebatedor, pois não tem assistente. Nas pautas que faz para a revista Dinheiro Rural, ele geralmente viaja para o interior, e isso lhe då mais tempo nas produçþes. Então, pode conversar mais com o personagem, tentar uma relação mais próxima e partir para a realização da ideia.

Como retratar um executivo de uma empresa de sementes: ao descobrir que as amostras para estudos eram coloridas, Gatti montou o cenĂĄrio com peneiras e cestos e fez Nelson Tagili, diretor da Sakata Sementes, brincar alegremente com elas

LaboratĂłrio e casamento Caçula de uma famĂ­lia de 12 irmĂŁos, em que o pai era pedreiro na extinta Rede FerroviĂĄria Federal, Claudio Gatti teve uma infância humilde em Mogi das Cruzes (SP). Foi lĂĄ que ele descobriu a mĂĄgica da fotografia aos 16 anos, quando conseguiu um emprego na Universidade Braz Cubas, no setor de audiovisual. Chegou a ser instrutor de laboratĂłrio no curso de Comunicação Social. Como funcionĂĄrio, tinha bolsa de estudos integral. Mas o Ăşnico curso disponĂ­vel no perĂ­odo da manhĂŁ era o de Engenharia Mecânica. Começou, mas nĂŁo terminou. Migrou para o curso de MatemĂĄtica, pois era bom em cĂĄlculo, e abandonou no Ăşltimo ano â&#x20AC;&#x201C; ouviu o chamado da fotografia. Pediu demissĂŁo depois de 10 anos na universidade, pegou o dinheiro da rescisĂŁo e correu para a Rua Conselheiro Crispiniano, no

centro da capital paulista, então a meca da venda de equipamentos fotogråficos no Brasil. Saiu de lå com um kit para começar a vida profissional. Em busca de trabalho, acabou virando assistente da fotógrafa Nellie Solitrenick, uma das primeiras fotojornalistas a deixar o ambiente de redação (passou pelas revistas Veja e Caras e pelo jornal O Globo) para se dedicar à fotografia social, levando para a årea de casamentos uma linguagem de reportagem de revista. Foi um ótimo período de aprendizado para Gatti, quando ainda se fotografava com cromo, ou seja, a margem para erro na exposição era muito pequena. Uma bronca de 40 minutos da chefe foi outra lição: fazer tudo com a måxima atenção. Explica-se: Nellie pedia para que Gatti jamais trocasse o filme da câmera dela. Ela faria isso, sempre. Mas, um dia, na correria de uma cobertura de

casamento, ele resolveu fazer a troca para ajudĂĄ-la. Resultado: na pressa, o filme nĂŁo ficou bem encaixado e apesar dos cliques ele nĂŁo rodou. A fotĂłgrafa percebeu a mancada, recolocou o filme rapidamente, mas perdeu algumas cenas. â&#x20AC;&#x153;Cometi um erro que quase me custou o emprego. Mas isso me levou a ser muito mais atento com meu trabalhoâ&#x20AC;?, afirma o fotĂłgrafo. Tempos depois, Gatti fez o caminho inverso de Nellie e foi para o fotojornalismo. Foi frila das revistas Caras, Quem e IstoĂ&#x2030; Gente. Uma vez com um pĂŠ na Editora TrĂŞs, acabou contratado como editor de fotografia da revista IstoĂ&#x2030; Dinheiro. Deixou a empresa depois de dois anos, se tornou frila fixo na Veja. Passados trĂŞs anos acabou retornando como repĂłrter fotogrĂĄfico da IstoĂ&#x2030; Dinheiro e da Dinheiro Rural (do segmento de agronegĂłcios).

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Acima, Carlos Alberto Pasetti, dono da Sucorrico Citrus, sobre sacas de laranja; abaixo, Claudio Gatti (ao centro) com Pasetti e o executivo João Nagy, do grupo WTC, na abertura de sua exposição de retratos de homens de negócio em Paris

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Foi assim na fazenda da Sucorrico Citrus, em Araras (SP). Ele quis retratar o dono da empresa, Carlos Alberto Pasetti, com jarra de suco na mão em cima de grandes sacas de laranja. Para isso, precisou mobilizar os tratores que recolhem essas sacas. Fez um cenário com 18 delas, lado a lado. Detalhista, foi de saca em saca separando só as melhores laranjas para ficar por cima. Foram três horas de preparação. Produção terminada, o executivo foi chamado para posar sobre as sacas, já com jarra e roupa de homem do campo. Como não tinha levado escada, Gatti emprestou uma da fazenda e fez a composição em mergulho (de cima para baixo), eliminando o fundo e destacando a sacas de laranja em volta do executivo. Com Pasetti ficou uma relação de amizade que fez o empresário ir a Paris, França, visitar a abertura da exposição de Claudio Gatti feita em outubro de 2017, reunindo sete desses retratos de executivos no espaço Le Corrousel du Louvre, como parte do Salão Internacional de Arte Contemporânea. Depois de 15 anos nas revistas da Editora Três, Gatti já fez 98 capas e teve seu trabalho reconhecido fora do âmbito editorial ao participar dessa exposição internacional, convidado pela curadora brasileira Heloísa Azevedo, da galeria Hecletik Art. No catálogo do salão, distribuído para vários museus da Europa, constavam 16 imagens feitas por ele. “Além do Pasetti, outros dois retratados estiveram na exposição, João Nagy, do grupo WTC, e Carlos Wizard, multiempresário”, diz Gatti. Criatividade, lábia, paciência e agilidade são virtudes desse profissional de 45 anos que não se contenta com o clássico “boneco” que ainda impera nas imagens corporativas. Mas ele também conhece os limites de até onde pode ir. “Tenho consciência que trabalho em cima de uma linha tênue entre o ridículo e o inusitado. Então, procuro jamais romper essa linha”, explica.


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Homem ajeita o topo da lona do circo: típica imagem de cotidiano em que o drone oferece um ponto de vista privilegiado

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visão de pássaro Aos poucos, fotojornalistas vão adotando o drone como mais um equipamento capaz de oferecer um ângulo privilegiado para fazer reportagens e trabalhos pessoais

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otografar com câmera de drone é uma realidade, e muitos segmentos da fotografia já incorporaram o aparelho ao equipamento do cotidiano. No fotojornalismo, essa aceitação tem sido mais lenta, mas já há profissionais se

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325JOSÉ DE ALMEIDA destacando nesse tipo de foto aérea, caso dos paranaenses Sérgio Ranalli, editor de fotografia da Folha de Londrina, e Daniel Castellano, ex-repórter fotográfico da Gazeta do Povo, de Curitiba, que hoje se dedica a frilas e trabalhos pessoais. Quem os acompanha pelo Ins-

tagram tem percebido que as fotos feitas por eles com drones são de altíssimo nível. Ranalli já praticava fotografia aérea tradicional. Como é especializado em imagens do campo e de agronegócios, esse ponto de vista é muito usado para en-


Fotos:6ÂŤUJLR5DQDOOL

quadrar plantaçþes e outras cenas rurais. Por isso, para ele, a busca por um drone foi um caminho natural. O primeiro contato pråtico foi quando comprou o aparelho, um DJI Phantom 4 Pro, hå pouco mais de um ano. Antes de fechar negócio, ele pesquisou bastante e leu muito sobre a utiliza-

ção e segurança de voo, principalmente. PorĂŠm, nĂŁo chegou a fazer um curso formal de pilotagem de drone. â&#x20AC;&#x153;Como boa parte da fotografia que faço ĂŠ no campo, foi uma Ăłtima oportunidade de aprender e treinar sem colocar em risco pessoas, edificaçþes, e por aĂ­ vaiâ&#x20AC;?, explica Ranalli.

No alto, o colorido e a geometria do barco de pesca e da canoa: acima, criança no caminhão de uvas, foto ganhadora do Prêmio Massey Ferguson de Jornalismo de 2017

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Cotidiano na cidade: recorte no teto do prédio lembra o videogame Pac-Man; homem na limpeza de um lago em Curitiba (PR)

PRECONCEITO

Fotos:'DQLHO&DVWHOODQR

Ele confessa que antes de adquirir o drone tinha um certo preconceito. Achava um pouco estranha a ideia de fotografar por meio de um radiocontrole e uma tela de smartphone. Mas diz que foi uma boa surpresa quando passou a usar o aparelho. “Hoje você tem uma ótima relação de custo-benefício, com câmeras de boa qualidade óptica e de sensor. A maior vantagem é poder fazer fotografia aérea sem os gastos exorbitantes de loca-

ção de aeronaves, além das possibilidades de ângulo e altitude que só o drone proporciona”, avalia o fotógrafo. Mas também há desvantagens: a principal é a autonomia de voo, já que as baterias não têm carga para mais que meia hora de operação. Ele acredita que esse é um ponto a ser melhorado no futuro e que já há pesquisas para que isso ocorra. “Vale ressaltar também que a fotografia com drone não substitui a aérea convencional em todas as situações, como em altitudes

acima de 400 pés (limite dos drones) e em percursos longos”, adverte Ranalli. Atualmente ele usa o drone tanto para reportagens quanto para trabalhos pessoais – nestes, com mais intensidade. Quanto à questão técnica de fotografar, ele compara o uso do drone com a fotografia aérea convencional: “Na convencional, gosto mais da agilidade e da rapidez de ação. Gosto muito de fotografar com tele, o que não consigo fazer com meu drone. Outra diferença é que na convencional sua preocupação é exclusivamente com a foto. Já com o drone você é responsável pelo voo, pela segurança e pelos limites técnicos do aparelho. Então, não dá para esquecer do mundo enquanto produz uma foto, é preciso estar atento o tempo todo”.

Na pelada no campinho de terra, as sombras é que fazem o movimento do jogo

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Sergio Ranalli, fotĂłgrafo especializado em agricultura e agronegĂłcios, tem usado o drone para mostrar o cotidiano no campo de uma forma diferente, como o trator arando a terra (acima) e o agricultor colhendo pĂŠs de alface (ao lado)

CĂ&#x201A;MERA NA MĂ&#x192;O Para ele, o aprendizado de operação foi muito tranquilo. â&#x20AC;&#x153;Depois que vocĂŞ tem o domĂ­nio do aparelho, ĂŠ como estar com a câmera nas mĂŁos. As possibilidades de movimento do conjunto drone-gimball faz vocĂŞ conseguir enquadrar da maneira como enquadraria se estivesse com a câmera naquela alturaâ&#x20AC;?, explica o fotĂłgrafo. Mas Ranalli adverte que ĂŠ preciso buscar o mĂĄximo de informaçþes antes de sair voando e

respeitar os parâmetros, os limites do drone e a legislação. Ranalli diz que, quando jĂĄ existe uma experiĂŞncia anterior com fotografia aĂŠrea, isso facilita na hora de identificar o que realmente vale ser fotografado de cima, pois ĂŠ possĂ­vel imaginar como ĂŠ a cena do alto. â&#x20AC;&#x153;Nem tudo fica legal com drone. Outro fator a ser levado em conta para usar ou nĂŁo o drone ĂŠ a mensagem que vocĂŞ quer passar com a fotoâ&#x20AC;?, explica.

Ele observa que, quando um fotĂłgrafo sem experiĂŞncia em fotografia aĂŠrea começa a trabalhar com drone, existe a tendĂŞncia de querer utiliza--lo para a produção de quase todas as imagens. â&#x20AC;&#x153;O ineditismo de alguns ângulos ĂŠ encantador. Ele faz imagens que atĂŠ entĂŁo nĂŁo existiam. Depois, com o tempo, aprende-se que nem tudo ĂŠ para ser registrado do altoâ&#x20AC;?, comenta. Em relação aos colegas fotojornalistas, assegura que nĂŁo ouviu crĂ­-

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5RGULJR)HOL[/HDO

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Castellano com seu drone (acima) e um grupo folclórico em uma apresentação de dança (ao lado)

ticas pelo uso do drone, mas despertou muita curiosidade. Para ele, a maior parte dos fotógrafos sabe a importância de ter conhecimento sobre o tema. “Penso que daqui um tempo ter um drone será quase um item obrigatório”, afirma.

por um modelo mais compacto, que ocupa pouco espaço na mochila, um DJI Mavic Pro, que tem há sete meses. Disse que leu o manual de cabo a rabo e foi aprendendo aos poucos graças aos vídeos do fabricante. “São excelentes, mas em inglês. Por isso, dominar a língua é fundamental”, afirma. Castellano já tinha um projeto chamado Periscópio Urbano, em que mostra Curitiba e seus espaços urbanos por uma visão superior. Então, o drone veio para facilitar sua vida. “A maior vantagem é que agora não dependo mais de ter que pedir para porteiros e síndicos de prédios para subir e fotografar”, divertese. Ele não viu ainda nenhuma desvantagem para o trabalho que faz. “O único cuidado é estar atento para não provocar nenhum acidente ou transtorno com o drone. É preciso usá-lo com inteligência”, comenta.

POR INTERNET E VÍDEO Daniel Castellano também não fez um curso de pilotagem. Antes de comprar o drone, viu diversos cursos pela internet e comparativos para escolher qual modelo se adaptava melhor a suas necessidades. Optou

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COMO JOGAR VIDEOGAME

É um terminal de ônibus em Curitiba, mas poderia ser uma imagem abstrata

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Como resolveu dar um tempo com o fotojornalismo diário, Castellano tem usado mais o aparelho para projetos fotográficos pessoais. Para ele, tecnicamente o drone é muito mais complexo de usar do que uma câmera convencional. “Os controles para manobrar exigem uma coordenação motora muito grande.


suellen Machado

Fotos: sérgio ranalli

Ranalli com seu drone e duas fotos feitas no campo (acima e ao lado) que podem ser vistas como artísticas

É como voltar a jogar videogame, só que no mundo real. Não há espaço para erros”, afirma. Fora isso, ele segue os princípios fotográficos que seguia com a câmera na mão: ajuste de abertura, velocidade de disparo, ISO, white balance... Segundo Castellano, quem não tem conhecimento técnico em fotografia não vai usar tudo que o drone pode oferecer. “A liberdade de composição, por exemplo, é muito grande. O fotógrafo pode subir a poucos metros e já tem um ângulo completamente diferente, limpo, sem fios de energia. Ver tudo de cima e ficar procurando formas geométricas é um exercício

muito bom para o olhar”, diz. Ele concorda com Sérgio Ranalli que nem todas as cenas merecem uma foto aérea. Para Castellano, o drone é como uma lente que leva a mais e usa apenas quando o assunto pede. “É o caso de acessar lugares em que eu não poderia subir, como sobre a lona de um circo ou o alto de uma torre. Já cheguei a subir em torre de iluminação de 30 metros para fotografar um estádio abandonado. Hoje posso fazer a mesma foto sem nenhum risco”, afirma.

Indagado se tinha algum fotógrafo como referência na área, citou o colega Sergio Ranalli. “Além de manter o olhar focado em fotos do cotidiano, ele ainda usa o drone como aliado nas composições”, comenta. Mas, ao contrário de Ranalli, Castellano ouviu críticas por parte de alguns fotógrafos. “É gente que não tem muito a visão do futuro da fotografia, que se prende muito ao passado”, comenta. Porém, a maior parte dos colegas gostou da ideia de ter essa liberdade de fotografar de um ângulo único. janeiro 2018 • 49


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exteriores e interiores Fotógrafos André Nazareth e Edson Ferreira dão dicas para quem quer atuar nesse nicho com criatividade e sem errar na técnica. Veja 50 î)RWRJUDIH0HOKRUQR

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325MÁRIO FITTIPALDI

produção de imagens da fachada de um imponente arranha-céu ou o aconchego de uma sala de estar são apenas alguns dos aspectos da fotografia de arquitetura. Para atuar nesse mercado, o fotógrafo deve ter em mente que, além da beleza e criatividade da foto, o que precisa aparecer são justamente as características arquitetônicas de cada projeto, ou seja, harmonia entre as linhas, funcionalidade,

conforto e beleza dos ambientes, iluminação, texturas dos materiais usados, entre muitos outros detalhes. E isso exige, além do domínio da técnica fotográfica e muito planejamento, conhecimentos na área. “Sem dúvida, o olhar de arquiteto ajuda a encontrar as melhores abordagens em um trabalho”, atesta o carioca André Nazareth, de 46 anos. Fotógrafo profissional desde 2000 e com formação em Arquitetura, ele explica que a principal função


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de quem faz esse tipo de fotografia ĂŠ saber contar a histĂłria do projeto que vai fotografar. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; preciso interpretar a intenção de quem projetou o espaço e produzir um conjunto de imagens que sintetizam essa intençãoâ&#x20AC;?, explica AndrĂŠ. Embora seja um diferencial, a formação superior em Arquitetura nĂŁo ĂŠ condição bĂĄsica. â&#x20AC;&#x153;Muitos fotĂłgrafos da ĂĄrea, como eu, nĂŁo sĂŁo arquitetosâ&#x20AC;?, lembra o fotĂłgrafo carioca radicado em SĂŁo Paulo Edson Ferreira, de 45 anos. Ele conta que atĂŠ cogitou cur-

sar uma faculdade, mas acabou mesmo aprendendo com a prĂĄtica nos seus mais de 15 anos de experiĂŞncia. â&#x20AC;&#x153;A convivĂŞncia com profissionais e a diversidade dos trabalhos acaba dando, com o tempo, o respaldo necessĂĄrio para atuarâ&#x20AC;?, ele assegura. AndrĂŠ e Edson sĂŁo categĂłricos ao afirmar que uma das caracterĂ­sticas inerentes Ă fotografia de arquitetura â&#x20AC;&#x201C; e tambĂŠm seu principal diferencial â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ a necessidade de respeitar alinhamento e perspectiva, o que torna o trabalho bastante tĂŠcnico. Assim,

O alinhamento perfeito das linhas de um projeto, seja de ambientes internos (acima) ou de fachadas (na pĂĄgina oposta), ĂŠ inerente Ă fotografia de arquitetura

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O lusco-fusco é o melhor momento para fotografar fachadas e destacar o projeto de iluminação

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tanto para fotos do exterior como do interior, o enquadramento tem de ser muito bem definido, motivo pelo qual o uso de tripé é essencial. “As retas têm de ser retas, as paralelas têm de ser paralelas e a proporção entre os elementos precisa estar correta, coerente com a realidade”, avalia André. “Não existe foto torta em arquitetura. No entanto, isso não quer dizer que a fotografia seja amarrada. Há muito espaço para a criatividade”, assegura o fotógrafo. Edson acrescenta que é preciso fazer o enquadramento de modo a deixar tudo o mais alinhado possível, para que não sejam necessárias correções dramáticas na pós-produção – o que poderia inviabilizar o trabalho. “Para fotos de interiores, é importante que a câmera esteja paralela ao chão e posicionada pouco acima do ponto horizontal mais alto do ambiente, como uma mesa, o espaldar de uma cadeira ou um aparador”, ensina.

ANTES DO CLIQUE O mantra da necessidade de planejamento é fundamental para uma boa produção, e em fotografia de arquitetura não é diferente. Quando inicia um trabalho, André não dispensa um briefing com o responsável pelo projeto antes mesmo de pegar na câmera: “É nessa conversa que entendo as funcionalidades de cada ambiente, suas características e a posição do sol em relação à construção”, explica. Edson também opta por esse tipo de abordagem: “Sempre que possível, converso com o arquiteto antes para conhecer os pontos-chave do projeto e peço para ver a planta. Assim, posso planejar melhor a sessão de fotos. Além disso, tenho ideia do tamanho, da quantidade de fotos necessária e do tempo de tratamento das imagens”, avalia. Uma vez na locação, André considera fundamental pensar no que pode ser extraído do ambiente, seja ele


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residencial ou corporativo, identificando os pontos certos para cada clique. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; pensar naquela histĂłria que precisa ser contadaâ&#x20AC;?, lembra, acrescentando que, para isso, deve-se tambĂŠm levar em conta a finalidade do trabalho: se o cliente for um arquiteto ou escritĂłrio de arquitetura, a ĂŞnfase deve ser nos diferenciais do projeto que ele deseja destacar. JĂĄ para um editorial de revista, vale pensar em espaços que se encaixam melhor em enquadramentos horizontais e verticais e tambĂŠm encontrar ambientes ou fachadas que tenham potencial para ilustrar a abertura da matĂŠria. â&#x20AC;&#x153;SĂł depois ĂŠ que me considero pronto para começar a fotografarâ&#x20AC;?, completa.

EM AĂ&#x2021;Ă&#x192;O Um trabalho tĂ­pico de fotografia de arquitetura envolve fotos externas e tambĂŠm internas, dos ambientes e da decoração. Ao fotografar uma casa, por exemplo, hĂĄ um roteiro bĂĄsico a ser seguido, de acor-

do com AndrĂŠ: â&#x20AC;&#x153;Tem de ter a fachada mais aberta, inserida no paisagismo ou no urbanismo, depois mais fechada, a entradaâ&#x20AC;Ś dentro da casa, normalmente priorizo os ambientes comuns, como o living, uma sala de jantar, para depois incluir os ambientes mais privados, como o quarto principal, o banheiro e a cozinhaâ&#x20AC;?, relata. â&#x20AC;&#x153;O mais importante ĂŠ mostrar a linguagem arquitetĂ´nica. O arquiteto projetou todos aqueles espaços com alguma finalidade, que deve transparecer no resultado final do trabalhoâ&#x20AC;?, diz. Para fotografar os ambientes principais, Edson recomenda cobrir todos os ângulos possĂ­veis. â&#x20AC;&#x153;Primeiro clico de cada um dos cantos, fazendo um xis, para depois fotografar do meio para cada um dos ladosâ&#x20AC;?, conta. â&#x20AC;&#x153;Hoje hĂĄ uma tendĂŞncia de se fotografar com ângulos mais retosâ&#x20AC;?, analisa. Depois, o fotĂłgrafo identifica detalhes que possam destacar as nuances de cada projeto. â&#x20AC;&#x153;Pode ser um livro sobre uma mesa, uma fração de sofĂĄ em contraste com a cor da pa-

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Hå uma tendência de fotografar ângulos mais retos, como na foto acima; abaixo, detalhes destacam as nuances do projeto

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)272*5$),$'($548,7(785$

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Incluir pessoas na composição dá a escala do tamanho do ambiente

O fotógrafo gosta de incluir pessoas interagindo com os ambientes, algo que, segundo ele, vem se tornando tendência especialmente nos editoriais. “Isso deixa o projeto mais humanizado, a foto fica mais quente”, destaca. “Mas tem outro aspecto que, no caso da arquitetura, é muito importante, que é ter sempre algo que dê escala, sejam pessoas, mobiliários ou objetos. Ajuda a compreender a dimensão do projeto”, avalia. Tanto André quanto Edson fotografam com luz natural. Assim, saber o caminho do sol em relação à construção é fundamental, pois determina a ordem em que os ambientes serão clicados. Para facha-

das, André diz que os melhores horários são logo pela manhã ou no final da tarde, quando a luz é menos dura. “Gosto do lusco-fusco”, revela. “Dentro da casa, você vai seguindo o curso do sol, fotografando os ambientes que estão mais iluminados primeiro”, ensina o fotógrafo. “Os momentos de luz ideal duram muito pouco, é preciso ser rápido”, recomenda. Edson acrescenta que, dependendo do objetivo do trabalho, é preciso destacar o projeto luminotécnico, fotografando com a luz ambiente e as luminárias acesas. ‘Vale o mesmo para as fotos externas, como fachadas, piscinas e jardins, nesse caso, fotografadas ao anoi$UTXLYR3HVVRDO

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rede do fundo, um quadro… São esses detalhes que identificam a intenção do arquiteto”, comenta. André ressalta que um elemento importante na fotografia de interiores é mostrar como os ambientes se conectam. “Eu trabalho muito as transições, ainda mais na arquitetura de hoje, que é menos fragmentada, os espaços conversam mais entre si”, explica. “É preciso prestar bastante atenção neles, pois nem sempre o melhor ângulo para fotografar a passagem de um lugar para outro é o sentido natural da passagem”, ressalva. “Corre-se o risco de ficar com uma foto que não mostra nem um ponto nem outro”, alerta.

André Nazareth (acima) gosta de mostrar a conexão entre ambientes em arquiteturas menos fragmentadas

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tecer, quando as fontes de luz ganham destaqueâ&#x20AC;?, pontua.

EQUIPAMENTO

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AndrĂŠ, que começou a trabalhar com fotos de arquitetura usando câmeras de mĂŠdio formato, hoje trabalha com equipamentos mais simples. â&#x20AC;&#x153;Com a evolução das DSLRs e o trabalho de pĂłs-produção, nĂŁo ĂŠ necessĂĄrio usar uma parafernĂĄlia de equipamentos, e ĂŠ possĂ­vel chegar bem perto do resultado de antesâ&#x20AC;?, compara. A maioria dos trabalhos ĂŠ feita com uma Canon EOS 5D Mark III e duas lentes, uma 24-105 mm e outra 16-35 mm, alĂŠm do indispensĂĄvel tripĂŠ. â&#x20AC;&#x153;TambĂŠm tenho uma Canon 17 mm TSE, uma tilt-shift que corrige perspectiva, que sĂł uso nos casos mais radicaisâ&#x20AC;?, informa. O equipamento de Edson tambĂŠm vai na linha da simplicidade, sendo composto por uma Nikon D810, uma grande angular 16-35 mm e uma fixa 50 mm. â&#x20AC;&#x153;Minha distância focal preferida ĂŠ a 24 mm, perfeita para quase todos os trabalhosâ&#x20AC;?, avalia.

PĂ&#x201C;S-PRODUĂ&#x2021;Ă&#x192;O

Edson Ferreira (ao lado) ensina que a câmera deve estar paralela ao chão e posicionada pouco acima do objeto horizontal mais alto (acima)

no momento da fotoâ&#x20AC;?, desabafa. Outro ponto destacado pelos dois profissionais ĂŠ que o tratamento permite obter uma condição de luz ideal em todo o ambiente, seja por meio de bracketing, com mĂşltiplas exposiçþes que sĂŁo combinadas depois no software, ou mesmo recuperando-se as luzes altas e baixas em uma Ăşnica imagem. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; possĂ­vel ter boa luz no interior sem que a luz na janela estoure, tornando visĂ­vel a paisagem do lado de fora. Isso ocorre por causa do grande alcance dinâmico dos sensores das DSLRs de hoje, que produzem imagens Ăłtimasâ&#x20AC;?, avalia AndrĂŠ. Quanto Ă iluminação, ele acredita que dar tratamento adequado Ă  luz ĂŠ uma espĂŠcie de assinatura do

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Um dos diferenciais da fotografia de arquitetura moderna sĂŁo os recursos de tratamento que o trabalho de pĂłs-produção em softwares como o Lightroom e o Photoshop permite â&#x20AC;&#x201C; um dos principais ĂŠ a correção automĂĄtica das distorçþes de lente via presets. Mas ĂŠ possĂ­vel limpar interferĂŞncias indesejadas e atĂŠ fazer ediçþes mais sofisticadas, como correçþes de perspectiva e tratamento da luz. AndrĂŠ, por exemplo, lembra que hoje hĂĄ uma busca atĂŠ exagerada pela fotografia perfeita: â&#x20AC;&#x153;NĂŁo pode ter aparelho de ar-condicionado aparecendo, nĂŁo pode ter reflexo de carro na fachadaâ&#x20AC;Ś Essa busca obsessiva por uma falsa realidade sĂł se resolve no Photoshopâ&#x20AC;?, conforma-se. Edson, ao contrĂĄrio, nĂŁo gosta de interferir muito nas imagens: â&#x20AC;&#x153;Claro que, no caso extremo de uma rachadura na parede, ĂŠ preciso limpar. Mas que casa nĂŁo tem um interruptor de luz?â&#x20AC;?, questiona. â&#x20AC;&#x153;Se ĂŠ para tirar depois, prefiro nem enquadrar

fotĂłgrafo: â&#x20AC;&#x153;O uso de tons mais frios ou mais quentes e a saturação das cores ĂŠ o que diferencia um trabalho dos demaisâ&#x20AC;?, diz. JĂĄ Edson prefere nĂŁo carregar nos tons, imprimindo Ă s imagens finais tons mais neutros. â&#x20AC;&#x153;Gosto de deixar luz do modo que o olho humano a percebeâ&#x20AC;?, indica, ressalvando que, antes de tudo, ĂŠ preciso respeitar a paleta de cores que o arquiteto determinou. -DQHLURĂŽ 55


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Fotos:-HIIHUVRQ$OODQ

Cabeça de mosca retratada com ajuda do focus stacking de 84 exposições

O micromundo de Jefferson Allan Conheça o fotógrafo paulista que usa a técnica de empilhamento de foco para fazer macros impressionantes de insetos 56 î)RWRJUDIH0HOKRUQR

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325JULIANA MELGUISO

fotografia de natureza, especialmente a feita por ícones como Araquém Alcântara e Haroldo Palo Jr., que infelizmente morreu no fim de novembro (veja mais na pág. 8), foi o primeiro incentivo para o paulista Jefferson Allan, de 44 anos, de Campinas (SP). Autodidata, Allan tem se dedicado à macrofotografia em busca dos mínimos detalhes de plantas e insetos. Os resultados que obtém são impressionantes,

principalmente porque usa a técnica de empilhamento de foco (focus stacking). Essa é a arma contra a maior dificuldade de quem faz macro: a profundidade de campo extremamente reduzida e crítica, o que tornava impossível conseguir foco perfeito em todos os pontos do enquadramento. Essa técnica permite realizar imagens muito realistas e repletas de detalhes. O segredo do focus stacking é a junção de várias fotos do tema em todos os


Acima, os detalhes coloridos de uma mosca mutuca e, abaixo, a cabeça de uma formiga: imagens impressionantes e nítidas

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Fotos:-HIIHUVRQ$OODQ

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Detalhes como textura da pele e pelos de insetos podem ser mais bem observados com a técnica do empilhamento de foco

pontos possíveis de foco. Dependendo do assunto, o empilhamento exige de cinco até centenas de cliques, sempre ajustando o foco para que a nitidez esteja perfeita. O programa Helicon Focus, com preços que variam de US$ 24 a US$ 52 por um ano de licença, é o que ele usa na edição, pois é voltada justamente para focus stacking. Além de fazer o empilhamento das imagens, o programa ajuda nas correções de possíveis erros de deslocamento que podem ocorrer nesse tipo de prática. Depois, acessa o Photoshop para finalizar a imagem com corre-

ção de cor, equilíbrio de branco e outros detalhes. Uma dessas fotos finalizadas é a da cabeça de uma mosca, que Allan fez para ser inscrita em concursos internacionais de macrofotografia. A imagem multicolorida só se tornou possível depois de 84 exposições sequenciais, com ampliação de 3.5x (3:1). Um fator que também contribui para que essas imagens se tornem incríveis é a exigência em relação à qualidade do resultado. Isso faz com que o tempo de criação varie de alguns minutos até oito horas ou mais, desde os

primeiros cliques do inseto ou objeto até a edição final. “Para conseguir imagens desse tipo, utilizo um trilho de foco manual, que me ajuda a controlar a focalização. Assim, vou avançando milímetro a milímetro para fazer cada foto”, explica Allan. Ele informa que o ajuste de abertura depende do tamanho do inseto e também da ampliação a ser realizada, ou seja, se um inseto tiver um tamanho total de 2 mm (com ampliação 4:1), a abertura poderá variar de f/2.8 a f/5.6, sempre com o menor valor de ISO.

Um recém-nascido filhote de lagartixa, com milímetros de tamanho, pode parecer um réptil assustador com a macrofotografia

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O fotĂłgrafo Jefferson Allan, que mora e trabalha em Campinas (SP)

OS EQUIPAMENTOS Retratar com perfeição esse mundo que os olhos nĂŁo conseguem enxergar exige equipamentos variados, diz Allan, desde tripĂŠs e trilhos de foco manual atĂŠ diferentes tipos de flash (sejam macro ou nĂŁo) e, claro, lentes macro, que variam de 100 mm a 180 mm. A grande vedete desse show ĂŠ a Canon MP-E 65 mm f/2.8, que oferece a incrĂ­vel ampliação de 5:1. O fotĂłgrafo usa nesse trabalho câmeras variadas, como as Canon EOS 5D Mark IV e 5D Mark III, 7D Mark II e a top 1DX Mark I, e ainda a Nikon D750, entre as DSLRs. Trabalha tambĂŠm com as mirrorless Sony A7S II e A7R II. Como acessĂłrios, recorre a adaptadores Metabones para poder usar lentes Canon em câmeras Sony. Para quem tem interesse por macrofotografia, Jefferson Allan explica que em primeiro lugar ĂŠ preciso de estudar bastante o segmento, pois ĂŠ fundamental entender a tĂŠcnica. â&#x20AC;&#x153;Mas, acima de tudo, ĂŠ necessĂĄrio ter muita determinação para chegar a um bom resultado. PaciĂŞncia e dedicação sĂŁo as palavras-chave da macrofotografiaâ&#x20AC;?, afirma ele. Na hora de escolher o que fotografar, Allan acredita que o impor-

Retrato de um gafanhoto e, abaixo, o perfil de um pequeno besouro: detalhes possíveis de se ver depois de 106 exposiçþes sobrepostas via software

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',&$67‹&1,&$6 Ao lado, a aparência de uma simples mosca doméstica pode assustar quando a ampliação em macro chega a esse nível

Fotos:-HIIHUVRQ$OODQ

Uma paquinha ou grilo da terra de 3 centímetros

tante é ter contato com a natureza. “Como moro em uma chácara, estou sempre observando a natureza e buscando insetos, vivos ou mortos, assim como outros animais. Quanto menor, mais me sinto instigado”, diz. Ele ensina que também é necessário uma preparação do ambiente antes de fotografar, principalmente de acordo com o tema, seja um inseto vivo, morto, ou uma flor. “Geralmente, utilizo pequenas garras para segurar o assunto da forma mais fixa possível. Se for no estúdio, utilizo pinças, difusores e outros materiais que desenvolvi, analisando bem o objeto para deixá-lo o mais limpo possível para fotografar”, explica. Para ele, o grande diferencial da macrofotografia é justamente a possibilidade de registrar uma riqueza de detalhes que os olhos não são capazes de enxergar. Fotógrafo há cerca de sete anos, Jefferson Allan diz que o hobby foi muito além do que pensava. Hoje ele dá cursos sobre empilhamento de foco e também de outras especialidades a que vem se dedicando, como técnicas para fotos em infravermelho e captação de imagens em 360 graus, além de usar drone para fotos e vídeos aéreos. Para saber mais, acesse: http://bit.ly/2AHnOAw.

O aspecto metalizado da vespa joia e os pelinhos no corpo de um percevejo pelas lentes do fotógrafo Jefferson Allan

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EQUIPAMENTO

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novas lentes

PARA INVESTIR E APRIMORAR SEU KIT

Na recente leva de objetivas que chegou ao mercado, há opções para vários perfis de fotógrafos e diferentes marcas de câmeras. Confira

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POR DIEGO MENEGHETTI

e você está em dúvida em comprar uma nova câmera ou investir o dinheiro para adquirir outras lentes, vá seguro na segunda opção. Três razões explicam essa certeza de maneira bem simples: primeiro que uma objetiva de boa qualidade óptica pode aproveitar o máximo de uma câmera mais antiga – o contrário não ocorre, pois uma lente de menor qualidade pode limitar bastante o potencial da melhor câmera que o dinheiro pode comprar. Além disso, ter à mão di-

ferentes opções de lentes pode aprimorar seus resultados na fotografia, adicionando diferentes ângulos de visão, novas perspectivas e profundidades de campo mais curtas. Por fim, o mercado de objetivas costuma receber menos novidades do que a linha de câmeras, as quais são atualizadas praticamente a cada ano, com novos recursos e melhor desempenho. Para lhe ajudar na escolha da sua próxima lente, Fotografe selecionou as 30 objetivas mais recentes disponíveis no exterior – no Brasil, você sabe, é provável


Todas as lentes jĂĄ estĂŁo disponĂ­veis no mercado externo â&#x20AC;&#x201C; no Brasil, a maioria deve demorar para chegar, trazidas apenas por importadores nĂŁo-oficiais

coreana Samyang (conhecida como Rokinon em alguns mercados), evidenciando que o sistema sem espelho Ê o foco desses fabricantes. Ainda hå opçþes para câmeras da Fujifilm, Leica e Panasonic.

Fotos: 'LYXOJDŠ¼R

que demorem a chegar. HĂĄ modelos das marcas mais importantes, originais e genĂŠricas, que foram lançadas pelos fabricantes no segundo semestre de 2017. A Canon foi o fabricante que mais modelos apresentou ao mercado, com trĂŞs novos modelos tilt-shift, uma fixa de 85 mm e uma macro de 60 mm e encaixe EF-S com um inovador sistema de led no anel frontal: a lâmpada utiliza a energia da bateria da câmera e o fotĂłgrafo define seu funcionamento (luz total ou unilateral, com diferentes nĂ­veis de brilho). Do lado da Nikon (que encerrou suas operaçþes de vendas oficiais no Brasil em dezembro de 2017), hĂĄ quatro novidades, sendo que o destaque sĂŁo a AF-S 8-15 mm (a primeira olhode-peixe da marca nesse padrĂŁo) e a zoom grande angular 10-20 mm, projetada para câmeras de sensor DX (APS-C). Para câmeras Canon e Nikon ainda hĂĄ novas opçþes fabricadas pela Zeiss e pela Tamron â&#x20AC;&#x201C; esta Ăşltima apresentou a segunda versĂŁo de sua lente zoom 24-70 mm f/2.8. A Sony tambĂŠm apresentou quatro novas lentes com encaixe FE, para câmeras mirrorless de sensor full frame. AlĂŠm dessas originais, o padrĂŁo tambĂŠm recebeu adiçþes genĂŠricas da Sigma, da Zeiss e da

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EQUIPAMENTO

Fotos: 'LYXOJD©¥R

CANON EF-S 35 mm f/2.8 MACRO IS STM Modelo dedicado à macrofotografia realizada com câmeras de sensor APS-C (distância focal equivalente a 56 mm). A objetiva tem sistema de estabilização de imagem (IS) híbrido, que suporta até 4 pontos, possibilita reprodução de 1:1 e traz um inovador sistema de led circular na frente para iluminar a cena.

Distância mínima de foco: 30 cm Diâmetro do filtro: 49 mm Elementos: 10 em 6 grupos Lâminas: 7 Peso: 190 g Preço: US$ 349

CANON EF 85 mm f/1.4L IS USM A distância focal de 85 mm é ideal para fazer retratos, e nesta lente é otimizada com as 9 lâminas circulares do diafragma, que possibilitam um bokeh agradável ao olhar. Esta versão atualizada da série profissional da Canon (série L) vem com estabilizador de imagem (suporta até 4 pontos) e abertura de f1/4.

Distância mínima de foco: 85 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 14 em 10 grupos Lâminas: 9 Peso: 950 g Preço: US$ 1,6 mil

CANON TS-E 50 mm f/2.8L MACRO A Canon ampliou sua linha de lentes com controle de perspectiva. Esta, com distância focal de 50 mm, é indicada para paisagens, arquitetura e retratos. Sua construção utiliza 12 elementos ópticos, com unidades asféricas e de ultra baixa dispersão para minimizar distorções na imagem.

Distância mínima de foco: 27 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 12 em 9 grupos Lâminas: 9 Peso: 945 g Preço: US$ 2,2 mil

CANON TS-E 90 mm f/2.8L MACRO Objetiva fixa com controle de perspectiva e distância focal de 90 mm, boa para retratos, arquitetura e fotos de produtos. A lente usa 11 elementos em 9 grupos, com revestimento no elemento frontal que reduz flare e fantasmas na imagem.

Distância mínima de foco: 39 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 11 em 9 grupos Lâminas: 9 Peso: 915 g Preço: US$ 2,2 mil

CANON TS-E 135 mm f/4L MACRO Versão com controle de perspectiva com maior distância focal da linha, indicada para retratos e fotos de produtos. Como nas outras lentes da família, essa tilt-shift traz elementos ópticos que reduzem distorções na imagem. Seu destaque é a distância mínima de foco, de apenas 39 cm. 64 î)RWRJUDIH0HOKRUQR 256

Distância mínima de foco: 39 cm Diâmetro do filtro: 82 mm Elementos: 11 em 7 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.110 g Preço: US$ 2,2 mil


NIKON AF-S NIKKOR FISHEYE 8-15 mm f/3.5-4.5E ED Primeira lente zoom olho-de-peixe da Nikon. Na posição mais aberta, ela oferece uma cobertura circular de 180 graus nos dois eixos. Em 15 mm, a cobertura Ê não circular, com diagonal de 180 graus. O sistema de foco Ê interno (a lente não altera de tamanho ao focalizar).

Distância mínima de foco: 16 cm Diâmetro do filtro: não se aplica Elementos: 15 em 13 grupos Lâminas: 7 Peso: 485 g Preço: US$ 1,25 mil

NIKON AF-P DX NIKKOR 10-20 mm f/4.5-5.6G VR Objetiva zoom grande angular projetada para uso em câmeras de sensor DX (APS-C). Compacta, leve (apenas 230 g) e com preço acessível, Ê uma das melhores opçþes atualmente no mercado para este formato de sensor. O sistema de foco råpido e silencioso tambÊm merece destaque.

Distância mínima de foco: 22 cm Diâmetro do filtro: 72 mm Elementos: 14 em 11 grupos Lâminas: 7 Peso: 230 g Preço: US$ 310

NIKON AF-S NIKKOR 28 mm f/1.4E ED Lente fixa profissional da Nikon, construída com 3 elementos asfÊricos e 4 ED, alÊm de um revestimento no elemento frontal que minimiza distorçþes em grande angular. Projetada para câmeras full frame, oferece distância mínima de foco de 28 cm. Usa o recente sistema de abertura eletromagnÊtica.

Distância mínima de foco: 28 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 14 em 11 grupos Lâminas: 9 Peso: 645 g Preço: US$ 2 mil

NIKON AF-P NIKKOR 70-300 mm f/4.5-5.6E ED VR Outra lente atualizada com o sistema de abertura eletromagnÊtica e construção compacta (AF-P). Projetada para full frame, pode ser usada em câmeras APS-C, nas quais tem cobertura equivalente a 105-450 mm. Traz sistema de estabilização de imagens de atÊ 4,5 pontos na exposição.

Distância mínima de foco: 125 cm Diâmetro do filtro: 67 mm Elementos: 18 em 14 grupos Lâminas: 9 Peso: 680 g Preço: US$ 750

SONY FE 12-24 mm f/4 G Lente profissional da Sony projetada para uso em câmeras full frame mirroless da marca. Utiliza um sistema de foco automåtico interno (Direct Drive SSM) que funciona de maneira råpida e silenciosa, tem distância mínima de foco de 28 cm e traz um para-sol integrado ao corpo.

Distância mínima de foco: 28 cm Diâmetro do filtro: não se aplica Elementos: 17 em 13 grupos Lâminas: 7 Peso: 565 g Preço: US$ 1,7 mil

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EQUIPAMENTO SONY FE 16-35 mm f/2.8 GM Zoom grande angular projetada para câmeras mirrorless de sensor full frame. Faz parte da linha profissional da Sony (G Master), que tem qualidade óptica aprimorada; traz elementos asféricos e de baixa dispersão; proteção contra umidade; e revestimento frontal que evita poeira e marcas de digitais.

Distância mínima de foco: 28 cm Diâmetro do filtro: 82 mm Elementos: 16 em 13 grupos Lâminas: 11 Peso: 680 g Preço: US$ 2,2 mil

SONY FE 100-400 mm f/4.5-5.6 GM OSS Teleobjetiva zoom com tamanho compacto, considerando a abrangência de suas distâncias focais. O modelo usa um motor de foco com sistema Direct Drive SSM, que possibilita focalização ágil e silenciosa (distância mínima de foco em 98 cm). A estabilização de imagem chega a 5 pontos de exposição.

Distância mínima de foco: 98 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 22 em 16 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.395 g Preço: US$ 2,5 mil

SONY FE 24-105 mm f/4 G OSS Zoom profissional versátil, com cobertura para a maioria das situações de foto – é o modelo-padrão sugerido como kit para suas câmeras full frame. A abertura constante de f/4 favorece o uso contínuo da lente. Traz revestimento Nano AR contra flare e 3 elementos ED para minimizar distorções ópticas.

Distância mínima de foco: 39 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 17 em 14 grupos Lâminas: 9 Peso: 663 g Preço: US$ 1,3 mil

FUJIFILM GF 110 mm f/2 R LM WR Lente fixa profissional de 100 mm projetada para a família com sensor de médio formato da Fuji (montagem Fujifilm G, equivalente a 85 mm em full frame). A objetiva tem proteção contra umidade e poeira, sistema de foco linear e diafragma com 9 lâminas circulares, que formam um bokeh circular na imagem.

Distância mínima de foco: 90 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 14 em 9 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.010 g Preço: US$ 2,5 mil

Fotos: 'LYXOJD©¥R

FUJIFILM GF 23 mm f/4 R LM WR

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Com distância focal equivalente a 18 mm no padrão 35 mm, esta lente fixa para câmeras médio formato da Fujifilm é projetada com 15 elementos em 12 grupos, incluindo 2 asféricos e 3 de baixa dispersão (ED). O modelo também é resistente a umidade e poeira, com 9 lâminas circulares.

Distância mínima de foco: 38 cm Diâmetro do filtro: 82 mm Elementos: 15 em 12 grupos Lâminas: 9 Peso: 845 g Preço: US$ 2,6 mil


FUJIFILM XF 80 mm f/2.8 R LM OIS WR MACRO Objetiva fixa de 80 mm projetada para a sĂŠrie X, de câmeras mirrorless e sensor APS-C da Fuji (campo de visĂŁo equivalente a 120 mm). Seu destaque ĂŠ a capacidade macro: ĂŠ a primeira lente da sĂŠrie a possibilitar reprodução de 1:1. Ă&#x2030; resistente a ĂĄgua e poeira (WR) e tem estabilização de imagem com 5 pontos.

Distância mínima de foco: 25 cm Diâmetro do filtro: 62 mm Elementos: 16 em 12 grupos Lâminas: 9 Peso: 750 g Preço: US$ 1,2 mil

FUJIFILM GF 45 mm f/2.8 R WR Outro modelo projetado para a câmera mĂŠdio formato da Fuji GFX 50s â&#x20AC;&#x201C; grande angular com distância focal equivalente a 36 mm. Assim como outras da sĂŠrie, esta objetiva tem proteção contra umidade e poeira, e utiliza 9 lâminas no diafragma que formam um bokeh mais circular na imagem.

Distância mínima de foco: 45 cm Diâmetro do filtro: 62 mm Elementos: 11 em 8 grupos Lâminas: 9 Peso: 490 g Preço: US$ 1,7 mil

LEICA THAMBAR-M 90 mm f/2.2 Anunciada em outubro de 2017, esta lente marca o retorno de um projeto da Leica de 1935. Segundo o fabricante, esta objetiva fixa para câmeras M possibilita um â&#x20AC;&#x153;look distinto, onĂ­rico e com bokeh inconfundĂ­velâ&#x20AC;? na imagem. Isso por causa da sua construção Ăłptica e das 20 lâminas do diafragma.

Distância mínima de foco: 100 cm Diâmetro do filtro: 49 mm Elementos: 4 em 3 grupos Lâminas: 20 Peso: 500 g Preço: US$ 6,45 mil

LEICA ELMARIT-TL 18 mm f/2.8 ASPH Com distância focal equivalente a 27 mm no padrĂŁo full frame, esta lente fixa ĂŠ destinada apenas para câmeras mirrorless com sensor APS-C da Leica â&#x20AC;&#x201C; famĂ­lia TL. O modelo ĂŠ muito leve (apenas 80 g), usa um projeto com 8 elementos Ăłpticos e possibilita focalização mĂ­nima de 30 cm.

Distância mínima de foco: 30 cm Diâmetro do filtro: 39 mm Elementos: 8 em 6 grupos Lâminas: 9 Peso: 80 g Preço: US$ 1,3 mil

LEICA NOCTILUX-M 75 mm f/1.25 ASPH Outra objetiva peculiar da Leica. Sua abertura måxima de f/1.25 e distância mínima de foco de 85 cm capacitam o modelo para retratos profissionais, com rangefinders da sÊrie M. O projeto usa diafragma de 11 lâminas e tem para-sol integrado ao corpo da lente.

Distância mínima de foco: 85 cm Diâmetro do filtro: 67 mm Elementos: 9 em 6 grupos Lâminas: 11 Peso: 1.050 g Preço: US$ 12,7 mil

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EQUIPAMENTO PANASONIC LEICA DG VARIO-ELMARIT 8-18 mm f/2.8-4 ASPH Lente zoom grande angular projetada para câmeras de sensor Micro Quatro Terços. Seu destaque é o motor de foco interno, que é ágil, silencioso e não altera o tamanho da lente durante a focalização. Merece atenção também as aberturas máximas de f/2.8-4 no decorrer do zoom.

Distância mínima de foco: 23 cm Diâmetro do filtro: 67 mm Elementos: 15 em 10 grupos Lâminas: 7 Peso: 315 g Preço: US$ 1,1 mil

PANASONIC LEICA DG ELMARIT 200 mm f/2.8 POWER OIS Teleobjetiva fixa projetada para câmeras da série G da Panasonic (mirrorless com sensor Micro Quatro Terços), com distância focal equivalente a 400 mm no padrão full frame – um teleconversor incluído aumenta a cobertura para 800 mm. Tem estabilização de imagem e foco automático aprimorados.

Distância mínima de foco: 115 cm Diâmetro do filtro: 77 mm Elementos: 15 em 13 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.245 g Preço: US$ 3 mil

TAMRON SP 24-70 mm f/2.8 DI VC USD G2 Fotos: 'LYXOJD©¥R

Com montagem para Canon EF ou Nikon F, a segunda versão da zoom 24-70 mm da Tamron oferece uma construção com 17 elementos ópticos aprimorados (3 deles de baixa dispersão). Para a Nikon, a lente possibilita o sistema de abertura eletromagnética. O modelo tem diafragma com 9 lâminas.

Distância mínima de foco: 38 cm Diâmetro do filtro: 82 mm Elementos: 17 em 12 grupos Lâminas: 9 Peso: 905 g Preço: US$ 1,2 mil

TAMRON 100-400 mm f/4.5-6.3 DI VC USD Apresentada ao mercado em outubro de 2017, esta teleobjetiva zoom é projetada para câmeras full frame com encaixe Canon EF ou Nikon F. O sistema de estabilização de imagem suporta até 4 pontos. Um de seus destaques é a portabilidade: mesmo com 1.135 g, é a lente mais leve da categoria.

Distância mínima de foco: 150 cm Diâmetro do filtro: 67 mm Elementos: 17 em 11 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.135 g Preço: US$ 800

TAMRON 18-400 mm f/3.5-6.3 DI II VC HLD Com um zoom de 22x que cobre desde grande angular até teleobjetiva longa (equivalente a 27-600 mm), esta lente é uma opção faz-tudo para usar com câmeras de sensor APS-C da Canon ou da Nikon. Mesmo com cobertura ampla, tem construção compacta, com apenas 700 g e 12 cm de comprimento. 68 î)RWRJUDIH0HOKRUQR 256

Distância mínima de foco: 45 cm Diâmetro do filtro: 72 mm Elementos: 16 em 11 grupos Lâminas: 7 Peso: 700 g Preço: US$ 650


SIGMA 16 mm f/1.4 DC DN Objetiva fixa grande angular projetada para câmeras mirrorless com sensor APS-C (montagem Sony E) ou Micro Quatro Terços. Um dos destaques ĂŠ a abertura do diafragma de atĂŠ f/1.4 â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ a primeira do mercado nessa distância focal e com essa abertura.

Distância mínima de foco: 25 cm Diâmetro do filtro: 72 mm Elementos: 16 em 13 grupos Lâminas: 9 Peso: 405 g Preço: US$ 450

SAMYANG AF 35 mm f/2.8 FE Projetada para câmeras mirrorless full frame da Sony, esta lente fixa de 35 mm ĂŠ acessĂ­vel e compacta: pesa apenas 85 g e tem 3,3 cm de comprimento. Usa 7 elementos Ăłpticos em 6 grupos. A lente tambĂŠm ĂŠ comercializada com a marca Rokinon â&#x20AC;&#x201C; especificaçþes e preços sĂŁo idĂŞnticos.

Distância mínima de foco: 35 cm Diâmetro do filtro: 49 mm Elementos: 7 em 6 grupos Lâminas: 7 Peso: 85 g Preço: US$ 350

ZEISS BATIS 135 mm f/2.8 Outra lente premium projetada para câmeras com encaixe Sony FE, mirrorless de sensor full frame. Essa fixa de 135 mm utiliza o desenho Apo Sonnar da Zeiss, com 14 elementos ópticos em 11 grupos. Um visor LCD no corpo mostra informaçþes de distância focal e profundidade de campo.

Distância mínima de foco: 87 cm Diâmetro do filtro: 67 mm Elementos: 14 em 11 grupos Lâminas: não informado Peso: 614 g Preço: US$ 2 mil

ZEISS MILVUS 35 mm f/1.4 Objetiva fixa projetada para câmeras full frame da Canon ou da Nikon. A abertura bastante clara, de f/1.4, oferece versatilidade para a grande angular. A lente Ê vedada contra poeira e umidade e traz um grande anel para controle do foco (apenas manual). Hå tambÊm um anel para ajuste manual da abertura.

Distância mínima de foco: 30 cm Diâmetro do filtro: 72 mm Elementos: 14 em 11 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.174 g Preço: US$ 2 mil

ZEISS MILVUS 25 mm f/1.4 Da mesma família da lente acima, esta grande angular fixa Ê vendida em versþes com encaixe Canon EF ou Nikon F, ambas bastante robustas, com peso de 1.225 g. Nesta, a distância focal de 25 mm oferece uma magnificação de 0,22x, com distância mínima de focalização de 25 cm.

Distância mínima de foco: 25 cm Diâmetro do filtro: 82 mm Elementos: 16 em 13 grupos Lâminas: 9 Peso: 1.225 g Preço: US$ 2,4 mil

-DQHLURĂŽ 69


Fotos: /LYLD&DSHOL

7(67('($&(66•5,2

A câmera com a capa transparente da Outex foi usada em uma piscina aquecida: no teste, não houve penetração de água

&$3$75$163$5(17(3$5$&/,&$5

até debaixo d’água Testamos a nova Outex, que agora é feita de material que, além de suportar mergulhos, permite visualizar os comandos da câmera debaixo d’água. Confira 70 î)RWRJUDIH0HOKRUQR

A

325LIVIA CAPELI

nteriormente produzida em látex de material escuro e com a limitação de os comandos ficarem escondidos sob a capa (veja teste na edição 121 de Fotografe Melhor), a antiga Outex de borracha deu lugar a uma versão transparente, de material sintético e que possibilita acessar os botões da câmera durante mergulho ou condições climáticas extremas. Como já ocorria com a capa em látex anterior, a nova versão transparente também é fabricada sobre o molde de uma câmera DSLR tradicional e serve para todos os modelos de câmera dis-

poníveis no mercado. O material sintético usado no acessório é muito maleável e permite que a capa seja ajustada sobre as câmeras mais robustas. Há modelos que se adaptam melhor à lente grande angular e outros próprios para proteger uma teleobjetiva. A equipe de Fotografe testou o novo modelo com a colaboração da fotógrafa Carla Durante, especialista em ensaios subaquáticos e que era usuária da versão anterior da capa. A avaliação prática foi feita dentro de uma piscina. Para testar a impermeabilidade do produto, foi usada uma Nikon D750 equi-


&DUOD'XUDQWH

pada com uma zoom 24-70 mm f/2.8, de porte grande, com distância focal configurada em 24 mm. Ela usou a câmera em uma piscina aquecida de 1,40 metro de profundidade. Acompanhe a avaliação.

COMO COLOCAR Para vestir a câmera com a Outex ĂŠ necessĂĄrio esticar a abertura traseira da capa, uma espĂŠcie de janela redonda para visualizar o monitor. Mesmo sendo transparente, o que permite o acesso aos botĂľes, o ideal ĂŠ jĂĄ deixar o equipamento programado para as fotos debaixo dâ&#x20AC;&#x2122;ĂĄgua. Acostumada com esse procedimento, Carla Durante recomenda usar fita isolante sobre os botĂľes prĂŠ-programados da lente e da câmera para nĂŁo tocar e perder a configuração durante a colocação. Depois de introduzir a câmera na capa, um anel de vedação universal ĂŠ rosqueado na abertura traseira para vedĂĄ-la. E a prĂłpria borda do anel da capa serve como uma

barreira a mais contra ĂĄgua. O anel de vedação tem um acabamento em vidro que permite a visualização do monitor da câmera. Nessa espĂŠcie de janela ĂŠ colocado um adaptador ocular, especĂ­fico para cada modelo de câmera. A ocular, depois de presa Ă câmera, permite girar o anel da janela de um lado para outro, facilitando a visualização de todos os botĂľes do equipamento â&#x20AC;&#x201C; esse sistema jĂĄ existia no modelo anterior da Outex.

Acima, uma das fotos feitas durante ensaio para avaliar a capa debaixo dâ&#x20AC;&#x2122;ĂĄgua; abaixo, a fotĂłgrafa Carla Durante com a câmera na capa, a assistente Karen Jorgensen (que cuidou da iluminação) e a modelo contratada

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7(67('($&(66•5,2 Passo a passo para vestir a câmera

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Após inserir a capa, é importante verificar se durante o processo as configurações da câmera não foram perdidas.

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Usando a própria borracha da capa como vedação, é rosqueada a janela de monitor. O adaptador óptico deve ser inserido nesta etapa.

Fotos: /LYLD&DSHOL

A capa é colocada na câmera por meio da abertura redonda na traseira. É preciso esticar bem a abertura para o processo.

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Ajustada a capa no corpo da câmera, é hora de finalizar o processo fechando a parte frontal com o anel de vedação para a lente.

Um anel o-ring de metal é colocado para garantir a vedação e depois é colocado um segundo filtro para finalizar o processo.

Para terminar, um strap envolve a capa para o ajuste final; o componente também serve para colocar a alça de neoprene.

Na parte onde vai lente também é necessário realizar a vedação com outros dois anéis: um para dentro e outro para fora da ca-

pa, além de usar um o-ring de metal entre os anéis. A borda de borracha que sobra na extremidade também auxilia na vedação. É importante observar que as janelas da lente também são fabricadas com vidro óptico, material de qualidade superior que não interfere na nitidez da foto. O único inconveniente é que os anéis devem ser adquiridos conforme o diâmetro de cada lente. Terminada a colocação dos

filtros nas extremidades da capa, é necessário colocar um strap para prender a alça de neoprene. Esse componente, também conhecido como “cabresto” por alguns fotógrafos, possibilita que a capa fique bem ajustada ao corpo da câmera.

No detalhe, a janela traseira e o adaptador ocular acoplado a ela: peça deve ser adquirida de acordo com cada modelo de câmera

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TESTE PRÁTICO Antes de colocar a câmera com a capa dentro da água, Carla Durante conferiu a configuração e reavaliou as vedações. Depois de tudo conferido, ela deixou a câmera com a capa boiando na piscina aquecida para que o equipamento se adequasse à temperatura da água. Aproveitou para examinar se havia alguma infiltração, o que não ocorreu.


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Antes de mergulhar totalmente a câmera, Carla coloca o equipamento devagar na ågua

Segundo ela, a Outex transparente ĂŠ confortĂĄvel para o tato debaixo dâ&#x20AC;&#x2122;ĂĄgua. AlĂŠm disso, o material maleĂĄvel e o anel giratĂłrio da janela traseira permitem acessar os comandos, verificar o monitor e pressionar os botĂľes com confiança dentro da piscina. â&#x20AC;&#x153;Agora ĂŠ possĂ­vel ter acesso visual ao display superior da câmera, o que nĂŁo ocorria antesâ&#x20AC;?, explica Carla. Apesar da revolução tecnolĂłgica do acessĂłrio, o uso do flash da câmera com a capa ainda fica inviabilizado. Isso pode ser corrigido com uma de luz de LED apropriada para mergulho, equipamento usado pela assistente da fotĂłgrafa durante o ensaio feito na piscina. Roberto Miglioli, inventor da capa, faz uma comparação: â&#x20AC;&#x153;A Outex estĂĄ entre uma caixa-estanque, que ĂŠ um produto muito bom, porĂŠm muito caro, e as bolsas plĂĄsticas para uso na piscina, que ĂŠ um produto barato, mas medianoâ&#x20AC;?. Testes feitos com a Outex transparente mostraram que ela suporta atĂŠ 10 metros de profundidade e temperatura entre -20 e 100 graus Celsius. Outra vantagem ĂŠ a porta-

Acima, mais uma foto resultante do ensaio usando a capa da Outex; ao lado, o modelo antigo (Ă esq.), feito em lĂĄtex, e a nova capa transparente

bilidade, que continua a mesma da antiga capa em låtex. Com cerca de 500 gramas e poucos acessórios, o kit da capa Ê fåcil de ser transportado em qualquer bolso de mochila. E, por ser maleåvel, pode ser amassada, sem o perigo de estragar. Um cuidado para uso em piscina Ê manter a câmera com a capa sempre dentro de um recipiente, como uma caixa plåstica, quando ela estiver fora da ågua. Isso garante que não só a capa, mas tambÊm câmera e lente não sofram choque tÊrmico. Depois de usada em uma piscina aquecida durante os testes, a úni-

ca observação foi um embaçamento do lado de dentro, que ocorreu entre a câmera e a capa â&#x20AC;&#x201C; e que desapareceu logo depois. A capa foi secada antes de a câmera ser retirada e suportou a pressĂŁo da ĂĄgua sem deixar entrar nenhuma gota na parte de dentro. O valor do kit bĂĄsico (com capa, anĂŠis de vedação, adaptador ocular, alça e strap) ĂŠ de R$ 785 e pode ser adquirido no site da empresa outex. mercadoshops.com.br. AlĂŠm da capa, a empresa fabrica outros produtos dirigidos Ă ĂĄrea de fotografia subaquĂĄtica.

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LIÇÃO DE CASA

temas ilustrados pelo leitor

Fotos: Shutterstock

Objetivas luminosas permitem desfocar o fundo e destacar o primeiro plano, como no retrato desta noiva

DICAS BÁSICAS PARA FOTOS COM

objetivas luminosas Elas são perfeitas para conseguir uma profundidade de campo pequena ou para trabalho em baixa condição de luz. Mas é preciso aprender a manuseá-las para conseguir explorar seu potencial. Saiba como

O

bjetivas de abertura máxima ampla (como f/1.2, f/1.4, f/2 e a partir de f/2.8) costumam despertar muito interesse nos fotógrafos, tanto entusiastas quanto profissionais. Essas lentes ampliam o campo das aplicações fotográficas, mas não sem custos, pois são

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POR LAURENT GUERINAUD as mais caras. Em um leque de opções, uma das principais vantagens de uma objetiva luminosa é a possibilidade de se obter uma profundidade de campo (amplitude do plano nítido) bem reduzida. E isso pode fazer a diferença em vários momentos. Todos os pontos à mesma distância da câmera têm o mesmo ní-

vel de nitidez, que vai diminuindo progressivamente à medida que se afastam, para frente e para trás, da distância de foco (ou ponto de foco). Quanto mais “rápida” é a diminuição de nitidez, menor a profundidade de campo resultante. Assim, a relação de distância entre a câmera, o tema e os distintos planos im-


pacta a profundidade de campo: quanto mais afastado está um elemento do plano de foco, mais desfocado ele fica. Fora isso, a profundidade de campo depende de três parâmetros, que interagem: o tamanho do sensor (ou filme), a ampliação (relação entre o tamanho do tema na realidade e na imagem) e a abertura do diafragma. De fato, para determinada abertura e relação de ampliação, a profundidade de campo aumenta enquanto o tamanho do sensor diminui. Com isso, a profundidade de campo de um sensor 24 x 36 mm (full frame) é menor do que um sensor APS-C. E do APS-C para o sensor de uma câmera compacta ou superzoom (bridge). É em razão disso que essas câmeras com sensores menores, assim como smartphones, geram uma zona nítida ampla na qual é difícil intervir, mesmo ampliando a abertura do diafragma.

manho igual, mas com menor definição. E quanto maior a ampliação, menor a profundidade de campo. Ou seja, quando o fotógrafo se aproximar bastante do tema e depois imprimir a imagem, em tamanho grande, o plano

Acima, o registro de mico-leões, abaixo, uma imagem de gastronomia: a profundidade de campo reduzida é aplicada em diversos temas

DISTÂNCIA DO TEMA Da mesma forma, um sensor grande com mais definição, por permitir uma maior ampliação, rende uma profundidade de campo menor do que outro de ta2IVMQZW v 75


LIÇÃO DE CASA

Fotos: Shutterstock

João Bispo Aragão

Ao lado, imagem enviada pelo leitor João Bispo Aragão, que usou uma lente fixa 50 mm f/1.8

nítido parecerá menor, deixando maiores zonas desfocadas. É por isso que em macrofotografia, mesmo com diafragma bem estreito, mais fechado (como f/16 ou f/22), é difícil conseguir uma profundidade de campo suficiente para obter um inseto totalmente nítido. O que especialistas têm feito é registrar muitas fotos, diversificando os pontos de nitidez, e depois usam a técnica de empilhamento de foco para que elas fiquem extremamente nítidas, sem zonas desfocadas (veja mais na pág. 58). À medida que se abre o diafragma (diminui o valor de f/), a profundidade de campo diminui. Portanto, uma objetiva luminosa utilizada em abertura máxima rende uma zona nítida muito reduzida que, quando bem explorada, permite destacar visualmente o tema do resto da imagem. Ou seja, ele aparece nítido enquanto os demais planos ficam desfocados. Isso serve para apagar elementos indesejáveis que não era possível eliminar do quadro. E o fotógrafo facilita a leitura da imagem e evidencia o tema. Em geral, uma objetiva luminosa oferece uma qualidade superior de visualização no visor, facilitando a composição e aumentando o prazer de fotografar. Qualquer que seja o valor de abertura determinado pelo fotógrafo, ele somente é aplicado no momento do clique. Para visualização da imagem e medição do foco, o ideal é usar sempre a abertura mais ampla (diafragma mais aberto) para deixar a imagem no visor com mais luz e ajudar no ajuste fino do foco.

MELHOR NO ESCURO Além de permitir maior controle na profundidade de campo, uma objetiva luminosa oferece muito mais versatilidade para fotos em ambiente escuro. Em caso de estar em lugar com pouca luz e tiver que fotografar à mão livre, o fotógrafo enfrenEm macrofotografia, o efeito da profundidade de campo reduzida é um problema e surge mesmo com o uso de aberturas mais estreitas

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Leonardo Salvato

A imagem de paisagem enviada pelo leitor Leonardo Salvato foi feita com uma lente fixa 35 mm com abertura f/1.8

ta um problema fundamental: alcançar um tempo de exposição rápido o suficiente para se precaver contra o risco de desfoque de movimento (devido à trepidação da mão), sem aumentar demais a sensibilidade ISO. A solução é abrir o diafragma – com as devidas consequências na profundidade de campo – no intuito de deixar passar a maior quantidade de luz pela objetiva até o sensor. Hoje há no mercado câmeras que permitem sensibilidades ISO de até 1.600 ou 3.200 com um nível de ruído digital aceitável. Mas tais níveis de sensibilidade reduzem o alcance dinâmico (amplitude de tonalidades entre as mais claras e mais escuras) que o sensor consegue registrar devido ao aquecimento do componente. Por isso, outra vantagem em conter a sensibilidade ao usar uma grande amplitude é a restituição fiel dos contrastes de iluminação sem precisar escolher entre a restituição correta das zonas mais cla-

ras ou mais escuras. Muitas vezes, com luz fraca, o contraste de iluminação é tão forte que ultrapassa o alcance dinâmico do sensor (luz artificial em ambiente interno, cidade à noite, luz de shows...). Embora o uso de lente luminosa não se justifique tanto hoje quanto na época do filme ou no início da era digital (quando se evitava sensibilidade alta para não prejudicar a qualidade

de imagem), a sua versatilidade em más condições de luz é inigualável se comparada a uma lente mais básica.

OS LIMITES Como tudo na fotografia, a escolha por uma objetiva luminosa é uma questão de concessões. Os contras são relativos a preço, peso e até dificuldade de uso. Entre duas objetivas com a mesma distância focal, o custo

Lentes com abertura máxima f/1.8 são bastante luminosas

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LIÇÃO DE CASA

Fotos: Shutterstock

As teleobjetivas mais luminosas são geralmente grandes, pesadas e caras

é multiplicado por dois ou até quatro para ganhar um ponto de abertura (como passar, por exemplo, de f/2.8 para f/2 ou de f/2 para f/1.4). Para distâncias focais maiores, o peso e o tamanho da objetiva crescem de maneira exponencial quando a abertura máxima aumenta. Assim, a manipulação dessas lentes não é fácil, ainda mais que, devido O desfoque causado pela baixa profundidade de campo deve ser usada de maneira criativa

à profundidade de campo reduzida, o foco precisa ser extremamente rigoroso: qualquer imprecisão impacta diretamente a nitidez. A própria concepção das objetivas luminosas é uma questão de compromisso. É comum que elas sofram de curvatura de campo, distorção e vinheta em níveis superiores aos de lentes mais escuras, de abertura máxima mais estreita. Muitas vezes, é “outro preço” a pagar para ter acesso a profundidades de campo reduzida ou mais facilida-

de para fotografar com pouca luz. De qualquer forma, para um profissional, para quem deseja se profissionalizar ou fazer trabalhos de alto nível, o investimento em objetivas top de linha é recomendável.

Mande sua foto para a seção Lição de Casa Caso você tenha uma foto bacana sobre o tema, envie-a para a redação da revista pelo e-mail fotografe@europanet.com.br. Coloque no assunto “Lição de Casa”. Cada leitor pode mandar apenas uma foto. As imagens enviadas serão avaliadas e poderão ser usadas no artigo de Laurent Guerinaud. Apenas as fotos selecionadas pela redação serão publicadas. Veja os próximos temas e a data limite de cada edição: 257 Foto inspirada em obras de mestres; até 8 de janeiro 258 Foto noturna sem tripé; até 7 de fevereiro 259 Uso criativo de dominante colorida; até 8 de março

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RAIO X

POR LAURENT GUERINAUD

fotos de leitores comentadas

Como participar O objetivo desta seção ĂŠ dar ao leitor informaçþes e dicas que sirvam para um aprimoramento do ato de fotografar. Ela ĂŠ aberta a qualquer tipo de fotĂłgrafo: amador, expert ou proďŹ ssional. Antes de enviar suas fotos para anĂĄlise, vocĂŞ precisa ler e aceitar as regras a seguir: s Ă&#x2030; importante ressaltar que um comentĂĄrio ĂŠ necessariamente subjetivo. NĂŁo ĂŠ um julgamento, mas apenas uma apreciação pessoal que, portanto, pode ser contestada e criticada. JĂĄ que o objetivo de uma foto ĂŠ agradar ao observador, qualquer crĂ­tica, mesmo que formulada por uma sĂł pessoa, aponta um elemento que pode ser melhorado ou ao menos discutido. Assim, a crĂ­tica ĂŠ sempre de carĂĄter construtivo. s Quem envia as fotos para anĂĄlise com a ďŹ nalidade de comentĂĄrios e dicas para melhorar a tĂŠcnica o faz sabendo disso. s A publicação das fotos enviadas nĂŁo ĂŠ garantida. As imagens publicadas serĂŁo escolhidas pelo mĂŠrito do comentĂĄrio que permitirem, nĂŁo por sua qualidade. Apenas uma foto de cada leitor serĂĄ comentada. s Alguns comentĂĄrios poderĂŁo atĂŠ parecer duros, porque o que vai ser avaliado ĂŠ a qualidade tĂŠcnica da imagem (enquadramento, composição, foco, exposição...), sem levar em conta o aspecto afetivo que pode ter para o autor que registrou uma pessoa, um momento ou uma cena importante e emocionante da sua vida. Como enviar Envie atĂŠ trĂŞs imagens em formato JPEG e em arquivo de atĂŠ 3 MB cada um para o e-mail: fotografe@europanet.com.br.

Escreva â&#x20AC;&#x153;Raio Xâ&#x20AC;? no assunto e informe nome completo, cidade onde mora e os dados da foto (câmera, objetiva, abertura, velocidade, ISO, ďŹ lme, se for o caso, e a ideia que quis transmitir). Ă&#x2030; importante que os dados pedidos sejam informados para ajudar na avaliação das fotos e na elaboração dos textos que as acompanham.

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JORGE FELIPE ALMEIDA, VitĂłria (ES)

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ROBERT SIQUEIRA, SĂŁo Paulo (SP)

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MAURICIO TAVARES, Taguatinga (DF)

MARCOS MATHIAS, São Sebastião (SP)

IGOR SIQUEIRA, Niterói (RJ)

LIDIA NICOLE, Belo Horizonte (MG)

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*RVWHLGRFRQWUDVWH HQWUHQLWLGH]HGHVIRTXH TXHGHL[DDIRWREHPVXDYH 'RLVSRQWRVSRGLDPVHU PHOKRUDGRV3ULPHLUR WHULDUHFRPHQGDGRIRFDUQR SLVWLORGRSULPHLURSODQR RTXHILFDULDPDLVQDWXUDO 6HJXQGRRHVSD©RGHL[DGR HPFLPDSDUHFHXXPSRXFR GHPDVLDGR Equipamento:1LNRQ 'FRPREMHWLYD 6LJPDPP Exposição:IV H,62

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RAIO X LUIZ GONÃ&#x2021;ALVES MARTINS, Rio de Janeiro (RJ)

MAURICIO OLESZCZYSZYN, Laranjeiras do Sul (PR)

JOÃ&#x192;O CARLOS DUARTE GIL, Rio de Janeiro (RJ)

ANTONIO SILVA SILVEIRA, Itapira (SP)

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*RVWHLGDIRWRDSHVDU GHWHUILFDGRXPSRXFR HVFXUDGRVODGRV7DOYH] RHQTXDGUDPHQWRWHQKD ILFDGRXPSRXFRVLP«WULFR GHPDLVSRLVDVWRUUHVHVW¥R SRVLFLRQDGDVXPDGHFDGD ODGRFRPRVROQRFHQWUR 2LGHDOWHULDVLGRWHQWDU XPDFRPSRVL©¥RXPSRXFR GLIHUHQWHRXPXGDUGH SRQWRGHYLVWDSDUDDOWHUDUD VHTX¬QFLDGHHOHPHQWRV Equipamento:)XML)LQH3L[ 6FRPREMHWLYD HTXLYDOHQWHDPP Exposição:IV H,62

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RENATA LUCIA SANTOS, Petrópolis (RJ)

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MARIO DA SILVA, Taguatinga (DF)

MILTON EMMEL, Ibirubá (RS)

CADU CARVALHO, São Paulo (SP)

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RAIO X RUBENS CRISTÃ&#x201C;VÃ&#x192;O DO PRADO, Rio de Janeiro (RJ)

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DANIEL KANAOKA, São Paulo (SP)

TIAGO LEMOS, Fortaleza (CE)

PAULO VIANNA, Guarulhos (SP)

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FILMMAKER

Fotos: *XVWDYR0DVVROD

FILMMAKER / Consultoria Profissional

Gustavo Massola na Serra da Capivara, no Piauí, ajustando seu equipamento à noite

O BÁSICO DA TÉCNICA PARA

BRINCAR COM O TEMPO Veja como fazer timelapse e hiperlapse com o filmmaker Gustavo Massola, que dá dicas essenciais para quem deseja se aventurar nesse universo POR GUILHERME MOTA

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otografar é visto como a arte de congelar o tempo, e filmar seria a forma de “reproduzir” a vida real. O timelapse, por sua vez, é a combinação dessas duas facetas, abrindo as portas para outra maneira de olhar o mundo: através do tempo. Tão antigo quanto o próprio cine-

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ma, consiste basicamente em capturar o vídeo a uma taxa de quadros extremamente baixa – com velocidades que podem chegar a 1 frame por hora ou mais (tudo vai depender da intenção). Quando reproduzido numa taxa “normal” de 24 ou 30 frames por segundo, o resultado é um vídeo em que o tem-

po passa rapidamente. Por causa das imagens impactantes, é um recurso bastante explorado pelo cinema. Exatamente por esse motivo que filmmakers de várias partes do mundo, como o brasileiro Gustavo Massola, se dedicam à criação de vídeos com um padrão de tempo alterado.


Produçþes noturnas em timelapse requerem muito cuidado tÊcnico para a captura das imagens

No Brasil, a produção de timelapse ainda ĂŠ pequena se comparada a de outros paĂ­ses, constata o paulista Massola. Formado em Comunicação Social pela FAAP, jĂĄ trabalhou em produtoras e chegou a comandar a prĂłpria agĂŞncia de publicidade por sete anos. Hoje, aos 40 anos, ele concilia a captação de filmes corporativos com a produção autoral, um trabalho que começou justamente com o estudo aprofundado do timelapse, no final de 2010. Na ĂŠpoca, conta, o intuito era â&#x20AC;&#x153;captar os ciclos de tempo nĂŁo Ăłbviosâ&#x20AC;?, ou seja, os movimentos que nĂŁo sĂŁo percebidos naturalmente. â&#x20AC;&#x153;O timelapse torna esses movimentos perceptĂ­veis, como o deslocamento de tempestades e a incidĂŞncia do solâ&#x20AC;?, diz. O filmmaker ĂŠ autor de vĂĄrias sĂŠries fotogrĂĄficas e audiovisuais ganhadores de prĂŞmios nacionais e internacionais, e possui dois longas-metragens previstos para serem lançados em 2018. â&#x20AC;&#x153;A base do meu trabalho autoral ĂŠ garimpar o que a estrada, o que a jornada, traz. Os registros podem ser por meio da fotografia, do vĂ­deo ou apenas escritos em diĂĄrios das viagens, no fim tudo ĂŠ um movimento sĂłâ&#x20AC;?, explica. Dentro dessa perspectiva, a tĂŠcnica de alterar o padrĂŁo normal de tempo de forma criativa sempre permeou suas obras, com destaque especial para o longa-metragem ImersĂľes Noturnas (previsto para estrear no primeiro trimestre de 2018), iniciado a partir de outro trabalho, uma sĂŠrie sobre pinturas rupestres na Serra da Capivara, em SĂŁo Raimundo Nonato (PI), em 2014. â&#x20AC;&#x153;Ali surgiu a necessidade de me aprofundar em fotografia noturna para registrar as pinturas Ă noite. O projeto se ampliou e nesses Ăşltimos anos fui a diversos lugares do Brasil em busca dessa fotografia surrealâ&#x20AC;?, comenta.

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FILMMAKER / Consultoria Profissional Sequência feita de dentro de uma caverna: aprender a técnica vai muito de tentativa e erro, afirma Massola

MOVIMENTO Massola explora também o chamado hyperlapse. Para esse tipo de criação, a câmera precisa se movimentar a cada clique, e quanto mais preciso for o deslocamento, mais suave é a transição. Ele usa um slider motorizado de 70 cm, criado por um engenheiro especialmente para o projeto. Assim, captura imagens noturnas das paisagens, somando os movimentos naturais do ambiente e das estrelas aos da câmera, criando um efeito imersivo ainda mais intenso. “Os timelapses noturnos são bastante desafiadores tecnicamente”, revela. Além do slider, Massola leva a campo uma câmera Canon EOS 6D, um intervalômetro e três objetivas Canon: 8-15 mm f/4 fisheye, 24-105 mm f/4 e uma 24 mm/f1.4, além de tripés e baterias extras. Para atingir o grau de precisão que deseja em cada captura, Massola estudou sozinho os melhores formatos e características de filmagem. “Foram literalmente centenas de tentativas e erros, muitos mesmo, até ser natural ver uma situação e saber que configuração utilizar”, afirma. Nesse processo, o autor conta que teve também uma fase “urbana”, mas seu foco sempre foi a captura da natureza, onde “as variáveis e os desafios são maiores, porque são mais incontroláveis e imprevisíveis”, comenta ele.

Fotos: *XVWDYR0DVVROD

TEMAS

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De um modo geral, qualquer assunto pode ser o foco de um timelapse. Temas comuns são flores desabrochando e plantas crescendo, pessoas circulando, o movimento das cidades e automóveis, céus e paisagens, ou mesmo combinações dessas e outras temáticas. Há, ainda, variáveis interessantes, como os vídeos criados pelo diretor americano Terence Malick ex-


Aqui, o destaque da sequência Ê o movimento da grande nuvem de chuva: Ê possível fazer timelapse com uma câmera DSLR båsica

clusivamente para o filme Awaken (estreia em 2018), que exigiram sistemas especiais para capturar timelapses a bordo de helicĂłpteros e veĂ­culos em movimento. AtĂŠ o Google estĂĄ criando uma espĂŠcie de â&#x20AC;&#x153;timelapse colaborativo onlineâ&#x20AC;?, utilizando apenas imagens postadas na internet ao longo dos anos. JĂĄ no trabalho de Massola, o foco estĂĄ na exploração de temas e histĂłrias ligados Ă realidade nacional e ao chamado â&#x20AC;&#x153;Brasil profundoâ&#x20AC;?, ou seja, locais do PaĂ­s pouco explorados â&#x20AC;&#x201C; e muitas vezes desconhecidos dos prĂłprios brasileiros, mesclando elementos naturais e astrofotografia, tendo como pano de fundo a busca pessoal do autor.

Jå em BR Tempestade, o filmmaker explora a tÊcnica na captura da formação e dinâmica das tempestades em território brasileiro.

COMO FAZER TIMELAPSE O timelapse nada mais ĂŠ que a compilação de fotos sequenciais, feitas com um intervalo de tempo tal que crie uma sensação de movimento e, na grande maioria das vezes, de uma passagem acelerada do tempo. Ă&#x20AC; primeira vista, parece algo fĂĄcil de criar, mas para dominar a tĂŠcnica â&#x20AC;&#x201C; e produzir um resultado impactante â&#x20AC;&#x201C; ĂŠ importante conhecer como o processo funciona. Veja algumas dicas que podem ajudar um iniciante a atingir outro patamar no assunto.

Primeiros passos â&#x20AC;&#x201C; A tĂŠcnica do timelapse vem sendo aprimorada constantemente, com novas aplicaçþes e ferramentas dedicadas aparecendo a cada dia. Ainda assim, o equipamento bĂĄsico ĂŠ muito simples: basta usar uma câmera capaz de realizar fotos sequenciais automaticamente â&#x20AC;&#x201C; o que pode variar de uma DSLR de entrada ou uma mirrorless a um smartphone avançado. Os acessĂłrios adicionais, e ainda bĂĄsicos, sĂŁo um intervalĂ´metro externo (caso a câmera nĂŁo possua) e um bom tripĂŠ â&#x20AC;&#x201C; quanto mais firme, melhor. A partir daĂ­, ĂŠ possĂ­vel adicionar uma sĂŠrie de acessĂłrios como gimballs estabilizadas

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FILMMAKER / Consultoria Profissional

Gustavo Massola na montanha preparando o equipamento: ele faz tudo sozinho

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muito únicas e nem sempre podem ser refeitas. Então, fotografo sempre em RAW e na resolução máxima possível. Dessa forma, tenho cada frame disponível, e muitas vezes consigo desmembrar uma sequência de fotos em mais de um timelapse, explorando enquadramentos variados”, explica Gustavo. Realizar o processamento em câmera assim que terminar a captura pode ser uma vantagem, mas, em alguns casos, poderá haver perda dos frames individuais com maior resolução. O ideal é procurar saber se a câmera salva todas as imagens individuais, se estarão numa resolução superior à do vídeo, e se o filmmaker quer ou não apro-

veitar essas imagens para divulgação do trabalho, como fotos etc. Matemática — Em timelapses, ter paciência é fundamental. Para cada segundo de vídeo, é necessário capturar pelo menos 24 imagens diferentes. Por isso, o filmmaker deve fazer as contas para saber de antemão qual será o tamanho do desafio em relação ao tempo e ao número de imagens necessários, e se preparar para isso. A captura de um pôr do sol, por exemplo, e com timelapse de 10 segundos de vídeo a 30 fps, exigirá que todo o processo tenha 300 imagens igualmente espaçadas (ou mais, já que sempre é possível diminuir o número de quadros utilizados). Para um timelapse de 0 Com o equipamento pronto, à espera do anoitecer, para começar a sequência

Fotos: *XVWDYR0DVVROD

eletronicamente e sliders motorizados, que permitem configurar o tempo e a distância de cada “passo” da câmera. Outro fator importante é estar atento às baterias. “Comecei com uma Rebel T3i, e um dos fatores que me fez trocar de câmera foi a autonomia”, conta Massola. Segundo ele, a EOS 6D captura entre 700 e 800 fotos por bateria, o que exige quatro unidades para um trabalho de noite inteira. “Deixo sempre o equipamento com as configurações de menor consumo, como LCD desligado, sem preview de imagens, tudo para economizar bateria. Se é preciso capturar vídeo, o consumo é ainda maior”, adverte. Arquivos – Atualmente, os principais modelos de câmeras, filmadoras e alguns smartphones contam com modos de operação que permitem a criação automática de vídeos em timelapse. Quem tem um equipamento capaz de criar o arquivo direto na câmera – como uma Nikon D850, GoPro Hero5 ou Panasonic GH5, por exemplo – pode se perguntar se é melhor processar o vídeo na câmera ou no computador. A resposta vai depender da intenção em relação aos frames das imagens e ao fluxo de trabalho a ser adotado. “Situações de natureza são


Na captura da sequĂŞncia de fotos para o timelapse, a estabilidade do equipamento ĂŠ fundamental para a qualidade das imagens

minutos, serĂĄ preciso capturar 10 imagens por minuto, ou seja, uma imagem a cada 6 segundos. Estabilidade â&#x20AC;&#x201D; Um problema comum sĂŁo imagens tremidas e desalinhadas entre um frame e outro, muitas vezes geradas por vibraçþes no tripĂŠ e na câmera. Para evitar isso, a dica ĂŠ usar sempre que possĂ­vel configuraçþes de captura que deixem o obturador sempre aberto â&#x20AC;&#x201C; como o modo live view. AlĂŠm disso, sempre utilizar um tripĂŠ mais firme e robusto, e estabilizar o conjunto utilizando sacos de areia nos pĂŠs ou mesmo pendurando a prĂłpria mochila fotogrĂĄfica nele. Por fim, ainda dĂĄ para apelar para o ajuste de estabilização na edição, utilizando ferramentas especĂ­ficas dos editores de vĂ­deo. Esse recurso pode ajudar a melhorar os resultados, mas dificilmente irĂĄ salvar uma captura malfeita. Longas distâncias â&#x20AC;&#x201D; O hyperlapse permite ainda criar sequĂŞncias completamente diferentes, nas quais ĂŠ possĂ­vel, por exemplo, â&#x20AC;&#x153;percorrerâ&#x20AC;? uma cidade inteira em poucos segundos. Nesse caso, o recurso usado ĂŠ a movimentação do conjunto tripĂŠ e câmera por todo o espaço que se deseja percorrer. Para hyperlapses longos, a dica para conseguir um movimento fluido no vĂ­deo ĂŠ sempre percorrer uma distância exata, que pode ser pensada a partir de marcas no chĂŁo, do tamanho da passada, do pĂŠ etc. O mais importante ĂŠ que o deslocamento seja sempre igual, bem como a altura de captura e o enquadramento. Equipamentos como o DJI Osmo, que jĂĄ mantĂŠm o alinhamento com o horizonte enquanto o usuĂĄrio caminha, sĂŁo uma boa pedida nesses casos. O tempo da foto â&#x20AC;&#x201D; AlĂŠm do intervalo entre as capturas, ĂŠ impor-

tante se atentar para a configuração de cada imagem produzida, e como elas impactam o resultado final do vĂ­deo. O filmmaker deve planejar se vai aproveitar o quadro todo ou parte dele (o que vai influenciar a resolução de captura). Deve-se ter muito cuidado com o tempo de exposição de cada frame. â&#x20AC;&#x153;Ă&#x2030; uma questĂŁo de feeling de cada situação, pois um tempo acelerado terĂĄ um impacto diferente de uma sequĂŞncia mais suaveâ&#x20AC;?, explica Massola. Cada caso exige uma solução, mas alguns valores de referĂŞncia para as capturas mais comuns sĂŁo: nuvens no cĂŠu, 1s a 10s de exposição, 3s a 1min de intervalo; pessoas se movendo, 1/10s a 1/3s de exposição, disparo contĂ­nuo; estrelas e cĂŠu noturno, entre 15s e 20s de exposição, disparo contĂ­nuo de 40min a 1h, no mĂ­nimo; sombras se movendo, exposi-

ção variĂĄvel, 15s a 20s de intervalo; movimento do sol e da lua, exposição variĂĄvel, 30s intervalo. Tentativa e erro â&#x20AC;&#x201D; A prĂĄtica ĂŠ o melhor caminho para desbravar o timelapse, diz Massola. â&#x20AC;&#x153;Aconselho a pessoa a explorar os extremos das situaçþes para aprender as diferentes configuraçþesâ&#x20AC;?, alerta. Alguns â&#x20AC;&#x153;exercĂ­ciosâ&#x20AC;? simples e que podem ser feitos em qualquer lugar sĂŁo: timelapse de multidĂŁo; a sombra de uma ĂĄrvore se movendo; uma paisagem noturna (urbana ou rural); um cubo de gelo derretendo, entre outros. â&#x20AC;&#x153;Explore o macro e o micro, buscando os ciclos de tempo em vĂĄrias pistas. Explorando esse leque, a tĂŠcnica se tornarĂĄ muito intuitiva com o tempoâ&#x20AC;?, explica. Outra recomendação sĂŁo os tutoriais online, com dezenas de exemplos de situaçþes e os resultados que cada uma oferece. -DQHLURĂ­ 91


FIQUE POR DENTRO

Evandro Teixeira

exposições, concursos e cursos

Acima, a icônica imagem que mostra a tomada do forte de Copacabana no golpe militar de 1964, feita por Evandro Teixeira

RJ

IMS do Rio faz exposição que trata de

violência política no Brasil A

:: Data: até 25 de fevereiro de 2018 :: Local: Instituto Moreira Salles – Rua Marquês de São Vicente, 476 – Gávea, RJ :: Informações: (21) 3284-7400

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ro Jansson e alguns anônimos têm parte de seus trabalhos exibida na mostra, que fica em cartaz no Rio de Janeiro (RJ) até o fim de fevereiro.

Claro Jansson

imagem de terra pacífica, comumente associada ao País, é totalmente desconstruída com a exposição Conflitos: fotografia e violência política no Brasil, que apresenta um panorama dos principais confrontos armados envolvendo o Estado brasileiro, desde a Proclamação da República até o golpe militar de 1964. A exposição aborda o papel do registro fotográfico nos conflitos, apresentando um histórico do surgimento da fotografia documental por aqui. São 338 imagens pertencentes a 30 coleções particulares e públicas, e também integrantes do acervo do Instituto Moreira Salles (IMS). Fotógrafos como Augusto Malta, Juan Gutierrez, Flávio Barros, Evandro Teixeira, Benjamin Abrahão, Cla-

Rebeldes documentado por Jansson durante a Guerra do Contestado


Michael Grecco

Icons C

sp

onhecido por produzir retratos icônicos dos famosos, o americano Michael Grecco trouxe ao Brasil a exposição Icons, que mostra um pouco mais sobre o mundo das celebridades hollywoodianas. O fotógrafo, com uma longa carreira nesse meio, tendo passado por revistas como Time, Vanity Fair, Forbes e Rolling Stones, ainda participa de cober-

:: Data: até 9 de fevereiro de 2018 :: Local: Leica Gallery – Rua Maranhão, 600 – Higienópolis, São Paulo – SP :: Informações: (11) 3512-3909

SINFONIA DE UMA METRÓPOLE

Theodor Preising

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ARQUIPÉLAGO

fotógrafos, brasileiros e estrangeiros. Registrada pelas lentes do alemão Theodor Preising, a exposição Sinfonia de uma Metrópole traz ao público um panorama documental da capital paulista. Ele registrou os momentos de transformação social e urbana pela qual a cidade passava feitas entre 1925 e 1940 e parte disso pode ser vista em 61 imagens em P&B (como a imagem ao lado, que documenta a chegada de um grupo de imigrantes japoneses ao Brasil).

Zico Farina

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idade prestes a se transformar em uma metrópole logo nas primeiras décadas do século 20, São Paulo sempre foi o foco de inúmeros

SP

:: Data: até 25 de março de 2018 :: Local: Centro Cultural Fiesp – Av. Paulista, 1.313 – Cerqueira César, São Paulo – SP :: Informações: (11) 3146-7439

E

ROSTOS HAITIANOS os últimos anos, o número de imigrantes do Haiti cresceu consideravelmente no Brasil devido a desastres naturais, como furacões, e à péssima condição de vida a que a população é submetida no país. Com o intuito de descobrir mais sobre a vida dessas pessoas, o fotógrafo britânico Lucca Messer voltou suas lentes para a comunidade de imigrantes haitianos que passaram a viver no bairro do Glicério,

:: Data: até 24 de fevereiro de 2018 :: Local: Unibes Cultural – Rua Oscar Freire, 2.500 – Sumaré, São Paulo – SP :: Informações: (11) 3065-4333

centro de São Paulo (SP). Messer foi às ruas para ouvir e retratar os haitianos que vivem na capital paulista.

SP Lucca Messer

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turas fotojornalísticas de diversos eventos da TV e do cinema. A exposição conta com imagens de atores, atrizes e diretores renomados como Martin Scorsese, Robert Duvall, Lucy Liu, Will Ferrell, Mel Brooks, Ben Stiller, Owen Wilson, Pedro Almodóvar, Penélope Cruz, Jet Li, Bill Murray, Joaquin Phoenix, Rene Russo, entre outros.

m nova mostra do programa Nova Fotografia, o Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) apresenta Arquipélago, do fotógrafo Zico Farina. Trata-se de um trabalho sobre o isolamento e utiliza o espaço da exposição para criar um mapa imaginário dessa solidão. A exposição remete à ideia de diversas ilhas, algumas dispostas mais próximas e outras mais afastadas, nas quais os fragmentos utilizados são o resultado da observação sobre o silêncio da solidão e da coleta de imagens durante os últimos quatro anos.

:: Data: até 4 de fevereiro de 2018 :: Local: Museu da Imagem e do Som (MIS) – Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP :: Informações: (11) 2117-4777

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cursos SÃO PAULO (SP) A Fullframe oferece em janeiro os três módulos de Fotografia Digital e Tratamento de Imagem (básico, intermediário e avançado) e Iluminação em Estúdio (básico e avançado). Data: a partir de 22 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: Av. Pedroso de Morais, 99 – Pinheiros Informações: (11) 3097-9448 www.fullframe.com.br A Focus Foto conta com a seguinte grade de cursos para janeiro: Curso Profissionalizante em Fotografia, Interpretando a Luz, Conhecendo a Luz, A Construção da Luz em Moda, Retrato e Books, Estúdio Publicitário Editorial e Still, Fotojornalismo Digital, Curso de Casamento e Eventos Sociais, além do Curso de Photoshop para Fotógrafos Digitais. Data: a partir de 13 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: Rua Riachuelo, 265, 1o andar, conj. 12 – Sé Informações: (11) 3107-2219 www.focusfoto.com.br O MIS – Museu da Imagem e do Som de São Paulo conta com a seguinte grade de cursos para o mês de janeiro: Fotografia de Foto e Vídeo Digital, Fotografia Básico, Fotografia Completo, Fotografia de Retrato e Fotografia Digital e Photoshop Básico. Data: a partir de 8 de janeiro Preço: consultar com o MIS Local: Av. Europa, 158 – Jardim Europa Informações: (11) 2117-4777 www.mis-sp.org.br GUARULHOS (SP) A New – Centro de Estudos da Fotografia (antigo Estúdio Newton Medeiros) oferece em janeiro o Curso Básico de Fotografia Digital (intensivo e de média duração), Fotografia Intermediária com Ênfase em Eventos, Estúdio Prático de Book/Moda e Fotografia de Gastronomia. Data: a partir de 13 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: R. Marajó, 113 – Jardim Barbosa Informações: (11) 2440-4747 www.new.fot.br RIO DE JANEIRO (RJ) A ABAF – Associação Brasileira de Arte Fotográfica apresenta os cursos de Fotografia Documental, Lightroom 5, Composição, Curso Fundamental de Fotografia, Photoshop (Básico), Linguagem e Composição Fotográfica, Fotojornalismo, Iluminação, Iluminação de Portrait, Fotografia de Moda, Eventos Sociais, Flash, Comida, Natureza, Book e Retrato. Data: consultar com a escola Preço: consultar com a escola Local: Rua Assis Bueno, 30 – Botafogo Informações: (21) 2541-6949 www.abaf.art.br O Ateliê Oriente tem novas turmas em janeiro para os cursos de Práticas Fotográ-

ficas, Básico Intensivo de Fotografia, Fotografia de Eventos, Fotografia de Invenção, A Luz como Linguagem, Acompanhamento de Projetos e Vivência em Preto e Branco. Data: consultar com a escola Preço: consultar com a escola Local: Rua do Rússel, 300, ap. 401 – Glória Informações: (21) 3495-3800 www.atelieoriente.com BELO HORIZONTE (MG) A Escola de Imagem está com inscrições abertas ao público para os cursos de: Fotografia Newborn, Lightroom, Photoshop Avançado e Flash Externo. Data: a partir de 20 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: Rua Colômbia, 375 – Sion Informações: (31) 3264-6262 www.escoladeimagem.com.br A Studio 3 está com inscrições abertas ao público para os cursos de Photoshop para Fotógrafos e Lightroom CC. Data: a partir de 8 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: Rua Álvares Maciel, 59 – Santa Efigênia Informações: (31) 2551-3720 www.studio3escoladefotografiasesi minas.com BRASÍLIA (DF) O Espaço F/508 de Fotografia conta com a seguinte grade de cursos: Curso Básico de Fotografia, Fluxo de Trabalho e Tratamento de Imagem: Adobe Lightroom e Laboratório Analógico P/B. Data: a partir de 9 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: SCLN 413, bl. D, sala 113 – Asa Norte Informações: (61) 3347-3985 www.f508.com.br FLORIANÓPOLIS (SC) A Escola de Fotografia Saulo Fortkamp promove em janeiro os cursos de férias: WS de Câmera Compacta, Cursos Básico, Intermediário e Avançado de Fotografia Digital, WS Lightroom CC, WS Produtos para Web e Curso de Fotografia Dental. Data: a partir de 8 de janeiro Preço: consultar com a escola Local: Rua Djalma Moellmann, 80 – Centro Informações: (48) 98404-6269 www.saulofortkamp.com.br SALVADOR (BA) A Pixel Escola de Fotografia promove em novembro a seguinte grade de cursos: Prime e Master em Fotografia, Photoshop para Fotógrafos, Filmagem e Edição de Vídeo. Data: a partir de 9 de janeiro Preço: a partir de R$ 349,00 Local: Av. Tancredo Neves, 2.539 – Caminho das Árvores Informações: (71) 3412-1109 www.pixelescola.com.br

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SELO 3

PROMOÇÃO VÁLIDA ENTRE 1/1/2018 E 31/3/2018. Consulte com seu jornaleiro as revistas disponíveis.

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Edição AMIGO(A) JORNALEIRO(A), ENTREGUE ESTE CUPOM À DISTRIBUIDORA NO RECOLHIMENTO DA REVISTA ASSINALADA. REGULAMENTO 1. Esta campanha promocional é instituída na modalidade “JUNTE E TROQUE”. 2. Para participar da promoção e realizar a troca é necessário que o leitor complete a cartela colando 3 selos de cores diferentes, sendo obrigatoriamente um laranja, um verde e um azul. 3. O objeto da troca, brinde, é uma das revistas disponibilizadas no cupom de troca em que o leitor poderá escolher uma das opções assinalando no cupom. Caso determinado brinde se esgote em bancas, o leitor deverá optar por outro título dentre os disponíveis no cupom de troca. 4. A troca poderá ser realizada somente com o leitor portando o cupom com os 3 selos colados e formulário completo no período de 1/1/18 até 31/3/18 exclusivamente nas bancas de jornais em território brasileiro. 5. Fica esclarecido que alguns títulos promocionados podem não estar disponíveis em todas as regiões do país. Consulte o regulamento completo em http://total.abril.com.br/total-publicacoes/juntoutrocou ou 4007-2950, de segunda a sexta, das 8h às 17h.

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