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novo zoo bsb

por MARIO SERGIO FACUNDES TAVEIRA Orientador: Orlando Nunes


ESTE TRABALHO ESTA EM CONSTANTE MUDANÇA E APERFEIÇOAMENTO, PARA CONFERIR A VERSÃO COMPLETA E MAIS ATUALIZADA POR FAVOR LER O QR CODE


OlÁ


APRESENTAÇÃO Este caderno é resultado do processo de projeto do trabalho final de graduação, realizado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de Brasília (FAU-UnB) para o segundo semestre de dois mil e dezenove. Nele contém informações e pesquisas acerca da história dos zoológicos, a interação entre o homem-animal, arquitetura e paisagismo relacionados ao manejo da vida animal, o Jardim Zoológico de Brasília e sua nova proposta. O obje vo geral desse trabalho foi o desenvolvimento do projeto de paisagismo e arquitetura a fim de modernizar o Jardim Zoológico, transformando-o em um santuário da vida animal, propondo uma nova organização espacial que condiz com o atual contexto teórico-pragmá co da a vidade zoológica, em especial quanto à relação homem-animal, preservação educação e lazer.


Agradecimentos Hoje eu agradeço ao Mário Sérgio de sete anos atrás, por confiar em sua capacidade e sonhos. Agradeço ao Mário Sérgio de quinze anos atrás, por não aceitar a própria realidade e acreditar em um mundo melhor. A minha família por me apresentar o local que escolhi como trabalho final, a todos os amigos que me apoiaram no processo, a especiais professores por conseguirem ver além, e aos meus orientadores desse úl mo processo professores Orlando e Patrícia, que me respeitaram como estudante e indivíduo, foram mentores de um novo profissional e não consigo imaginar ninguém melhor que eles para me auxiliar nesse processo. Agradeço também aos demais profissionais que me receberam e compar lharam comigo o seu conhecimento para a construção desse projeto.


introdução 1 MOTIVAÇÃO PARA VISITAS 2 BIOPARQUE 3 HISTÓRIA DOS ZOOLÓGICOS 4 IMERSÃO PAISAGÍSTICA 6 ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL 9 ZOO’S PELO MUNDO 15 ZOO BRASÍLIA- ANÁLISE 19 NOVO ZOO BSB 24 BIOMAS 31 MAPA DE PONTOS FOCAIS 35 HABITAT DOS ELEFANTES 36 OBSERVATÓRIO 39 ABRIGO 44 COMPLEXO GRANDE NARRATIVA 45 MUSEUS - A SOCIEDADE QUE ME APRISIONA 49 BIBLIOGRAFIA 52

índice


INTRODUÇÃO


INTRODUÇÃO Os zoológicos são espaços de aprendizagem associados ao lazer, que vem passando

por grandes mudanças ao longo da sua história, e que ainda esbarra em diversas barreiras até se chegar a um parque zoológico ideal, aliás o que seria um parque zoológico ideal ? Atualmente muitos projetos vem mudando os paradigmas contemporâneos dessa ins tuição, aliando o lazer a educação ambiental e a preservação com programas cria vos, e que promovem uma conscien zação da importância desses espaços. Apesar de linhas de pensamentos opostas à existência desses parques, a base que for fica a razão de sua existência pode ser encontrada através de vários estudos pelos mais renomados nomes e ins tuições da área de preservação pelo mundo, por exemplo o plano para reduzir as pressões sobre a biodiversidade do planeta, es pulado na Convenção sobre Biodiversidade realizada em 2010 em Nagoya, onde se colocou como principais diretrizes a ampliação da cobertura de áreas protegidas, a redução pela metade da perda de hábitats naturais e a prevenção da ex nção das espécies ameaçadas (Conde,2010). Para as espécies cujo hábitat está gravemente ameaçado, porém, o panorama é tão desolador que a União Internacional para Conservação da Natureza (UICN) reconhece que ações de conservação in situ (no hábitat natural) terão de ser combinadas com abordagens ex situ ( fora do habitat natural), como a criação em ca veiro nos jardins zoológicos, aquários, e assim por diante.(CONDE,2010) O zoológico de Brasília abriga 1,3 mil aves, répteis e mamíferos, em um total de 300 espécies, incluindo alguns sob ameaça de ex nção. Entre os animais que correm riscos no ambiente natural e são criados no zoo, estão o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla), o lobo-guará (Chysocyon brachyurus), a ariranha (Pteronura brasiliensis), o gatodo mato- pequeno (Leopardus grinus) e o rato-candango (Juscelinomys candango). (OLIVETO, 2011). Mostrando assim a sua importância na preservação da vida animal principalmente na va.

Objetivo Obje vo Geral Estudar arquitetura de zoológicos, com foco em integração do espaço edificado com polí cas de preservação e manutenção da fauna e da flora tanto exó ca quanto na va, do plantel, a educação ambiental, lazer e o entretenimento.

JUSTIFICATIVA Propor a reforma do zoológico se jus

fica pela possibilidade de ampliar o reconhecimento da ins tuição como a principal responsável pela transmissão da educação ambiental, por meio de um espaço contemporâneo que promova qualidade de vida para os animais e aumento das reais possibilidades de sua preservação. Leva-se em consideração o fato da referida ins tuição ser um estabelecimento que recebe muitas visitas logo a melhoria dos espaço tornando os confortáveis e adequados aos animais, funcionários e visitantes formentam a exploração financeira para o retorno dos rendimentos em inves mentos na preservação, educação ambiental e tecnologias. O presente estudo jus fica se também pela escassez de dados e pesquisas na área que aproximem os conhecimentos da zoologia e manejo aos conhecimentos de projeto na Arquitetura e Urbanismo. Em 1973, a UNESCO já sinalizava que estudos sobre percepção ambiental são de suma importância para o planejamento do ambiente sendo que uma das dificuldades de proteger o ambiente está na existência de diferentes percepções e valores que diferentes populações adotam sobre ele. Neste sen do, o modo como os homens e todas as formas não humanas habitam o mundo torna-se central para se pensar a gestão ambiental e uma educação unificado (MARTINS,2012). No caso do Zoo de Brasília, uma pesquisa realizada em 2014 traz dados interessantes sobre a percepção dos visitantes do zoo. O que une os visitantes às principais causas da ins tuição como preservação e educação ambiental é, para todos os efeitos, o lazer e entretenimento. Cerca de 63% relataram que o principal mo vo foi pelo lazer, 14% pela possibilidade de contato com a natureza, 12% para levar os filhos e 11% por questões de educação/aprendizado como mostra o gráfico:

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nalisando o gráfico podemos observar a importância em se procurar uma qualidade projetual do espaço que além de atender à necessidade desse público deve promover a integração de todos os pontos focais desse po de parque. A forma mais eficaz de causar impacto na a tude de um visitante de um jardim ou parque zoológico é a forma como os animais são exibidos e a qualidade dos habitats em que são exibidos (FERREIRA, 2011). Dessa maneira observando as mazelas das estruturas que promovem atualmente essa integração ou a falta de integração, a proposta é repensar o espaço sico inspirado em criar simulações de habitats naturais elaborando paisagens reais, buscando a não separação entre pessoas e animais, estendendo os terrenos existentes nos habitats des nados aos animais até aos espaços des nados ao público, ou seja, desenhando um único espaço, exibindo os animais em habitats similares ao natural e ligando ao espaço do público (FERREIRA, 2011). Este conceito é chamado de Landscape Immersion e tem como obje vo sensibilizar emocionalmente e psicologicamente o público.

Obje vos Específicos - Inves gar referencial teórico cujos temas se relacionam a: relação animal habitat, relação homem animal, mecanismos de auto-gestão econômica e arquitetura de imersão; - Refle r sobre paradigmas projetuais de zoológicos contemporâneos, explorando explicações em estudos de casos bem-sucedidos do manejo sustentável ao redor do mundo; - Analisar o Zoo a nente à sua estrutura sica, forma de manejo da fauna e da flora, interação dos visitantes e sua relação com o tecido urbano; - Projetar espaços arquitetônicos paisagís cos para adaptação de zoológico a um manejo adequado a fauna e flora do Zoo e seu relacionamento com o landscape immersion.

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MOTIVAÇÃO PARA VISITAS LAZER CONTATO COM A NATUREZA LEVAR OS FILHOS EDUCAÇÃO

0%

20%

40%

60%

80%

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bioparques


Um movimento de transformação pelo mundo vem convertendo os zoológicos em bioparques, este tem como proposta alterar o modo de exibição dos animais associando os aos demais elementos da natureza, e não como representantes de reinos fragmentados. Esta separação, que obedece mais à necessidade humana por classificar e ordenar o mundo, contraria a própria natureza, uma vez que nela a biologia dos animais e das plantas se apresenta como um todo único. Nas úl mas décadas, o conceito de Bioparque tem deslocado paula namente, no âmbito dos zoológicos, jardins botânicos e nos museus de história natural, esta forma tradicional de expor animais, plantas e acervos museológicos. O conceito de Bioparque redefine o Parque Zoobotânico como "local da biodiversidade", onde se valoriza não apenas os elementos isolados da biodiversidade, mas também as relações existentes de intera vidade e de interdependência entre eles, fatores que contribuem para o delineamento e a manutenção do sistema como um todo. Desta forma, passa-se de um uso tradicional das plantas como pano de fundo ou moldura para os animais, situação pica dos zoológicos, e das plantas como seres isolados, caracterís ca dos jardins botânicos, para um conjunto que mostra as interações envolvendo ambos os grupos. No novo momento, as plantas são apresentadas como partes integrantes e essenciais do sistema-vida. A aplicação do conceito de Bioparque busca aproximar o visitante do mundo animal e vegetal, mas com a condição de permi r detectar não um único ponto de vista, e sim múl plos mundos sensoriais e de muitas espécies diferentes. Neste sen do, as exposições devem procurar es mular a percepção não só visual, mas audi va, olfa va, tá ca e gusta va do visitante. Isto permite que o público entre em contato com o ambiente representado, es mulando ao máximo a sua capacidade de relacionamento e reflexão.

Lugar das Aves – Bioparque Temaikén « Nos aviários existem plataformas de observação, setores aquá cos, pontes, cataratas “véu de noiva” e até uma área para beija-flores. A transição “à prova de pássaros” entre as gaiolas é resolvida com cilindros de madeira e cor nas duplas de telas que evitam o turismo intercon nental dos pássaros. «

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História dos zoo’s


A

relação homem animal é tão an ga e complexa quanto a existência dos homo sapiens, especula se que nos primórdios nos aliamos aos animais na manutenção básica da vida, e conforme os humanos se desenvolviam em relações mais elaboradas entre si e o meio que os cercavam, a interação homem-animal também se diferenciou, por exemplo quando lobos deixam de ser domes cados apenas para o auxílio na caça mas entra como companhia e nos mitos e religiões de cada povo como um ser adorado, um totem! Muito comum nas culturas primi vas. Acredita-se que as origens da associação dos seres humanos com a força e o poder dos animais selvagens remontem aos os rituais totêmicos das origens da humanidade. O totem era um animal sagrado adotado como símbolo e proteção nas tribos primi vas, que consideravam tais animais como seus ancestrais e protetores. Os totens eram vistos como objetos de veneração e de culto nestes grupos. Exis a uma aliança mágica entre as tribos e o animal-totem, considerado sagrado ou tabu. (LOISEL ,1912) Posteriormente, a relação de convívio dos animais selvagens com humanos em espaços próximos como, cidades ou palácios se deram através de coleções com o intuito de atração e ostentação por parte dos proprietários geralmente nobres para com um público seleto, podemos citar a feita pelos egípcios, há mais de 4 000 anos que possuía 100 elefantes, 70 felinos e milhares de outros mamíferos. Séculos depois pela sociedade grega alteram esse conceito de coleção foi inauguraram a exibição de grandes coleções de animais abertas, pois para os gregos, as coleções botânicas e por consequência as zoológicas nham de estar disponíveis para o os jovens estudantes as observarem e estudarem suas caracterís cas, portanto, os jardins eram grandes escolas de zoologia e botânica ao ar livre para um grupo ainda restrito mas com fins mais “ nobres “ do que apenas a exposição de espécies (NAKAMURA 2016 ). Por fim uma das grandes coleções do passado a se citar foi a localizada na cidade proibida na China, conhecida como Jardins da inteligência com função de entretenimento da nobreza (BARATAY; HARDOUIN-FUGIER, 2004) E nesse contexto muito séculos à frente surgiu na europa as Ménageries, estes estabelecimentos se dis nguiam dos primeiros zoológicos uma vez que eles não eram estabelecimentos dedicados à visitação do grande público, mas sim fundados e man dos por aristocratas para fins privados, e cujas intenções eram primariamente ilustrar e celebrar o próprio poder polí co e a influência econômica, já que animais selvagens vivos e a vos eram caros e raros de se adquirirem ( BARATAY 2003 ) No início do século XIX, a paixão por coleções par culares de animais exó cos e selvagens por parte da nobreza declinou, em parte pela ascensão da classe burguesa aos círculos mais altos do poder europeu. Gradualmente, as ménageries das cortes reais começam a ser fechadas ou subs tuídas por jardins zoológicos, atrações acessíveis a todos, situados em parques e locais públicos (Laissus; Pe er, 1993). Um dos primeiros exemplos de menageries transformada em zoo, é o Zoológico de Schönbrunn em Viena, que fica no palácio de Schönbrunn surgindo por ordem do então imperador Francisco I, ele foi centrado em torno de um pavilhão des nado para os cafés da manhã imperiais (onde funciona desde 1949 um café e lanchonete do zoológico). Treze compar mentos para animais, confinados dentro de uma série de espaços que compunham um grande círculo, a observação dos animais era dada através de um circuito central, como um pan – óp co seguindo o modelo de menagerie do palácio de Versailles na França. (Laissus; Pe er, 1993).

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Enquanto isso na Inglaterra o naturalista inglês Sir Thomas Stamford Raffles funda em 1826 a Sociedade Zoológica de Londres e, logo em seguida, em 1828, o Jardim Zoológico de Londres como consequência da criação da Sociedade. O obje vo principal de Raffles com a criação da Sociedade Zoológica era criar um ambiente de estudos em zoologia (SANDERS et al.; 2007). Arquitetonicamente os animais ainda eram dispostos em jaulas com barras de ferras, favorecendo a higiene, manutenção e a observação do público, mas pouco favorecendo a qualidade de vida das espécies enjauladas. O surgimento da Sociedade Zoológica de Londres veio como um alívio para o crescente interesse da classe média em adquirir conhecimento, estando este sen mento diretamente atrelado às mudanças ocorridas em decorrência da Revolução Industrial. A Revolução despertou um desejo pela conjugação de recreação com ganho de conhecimento e desenvolvimento pessoal (BARATAY; HARDOUIN-FUGIER, 2004) Exigindo dos zoológicos novas instalações, e o obje vo central desses locais deixou de ser os animais e a natureza para focar novamente no homem. Assim começa o declínio dos jardins zoológicos no es lo inglês, fazendo com que as novas instalações arquitetônicas aos poucos tornassem os zoológicos monótonos e opressivos parques urbanos. (NAKAMURA 2016)

Sociedade Zoologica de Londres 1826

Surgindo assim a necessidade de um novo modelo de zoológico, os zoológicos modernos surgem principalmente da ideia de lucro pela atração assumidos por inicia vas privadas com uma a arquitetura mais amiga dos animais, com menos jaulas e uma notável tenta va de ambientação dos habitats simulados e a contratação de profissionais específicos, aliado a todo um contexto de conscien zação global de preservação do meio ambiente a mentalidade de manutenção desse po de recinto ganha uma significa va importância na manutenção na vida de espécies ex ntas em seus respec vos habitas natural. O zoológico passa além da função de entretenimento, ser núcleo de pesquisa, manutenção da vida e educação ambiental ambas vinculadas a conservação do meio ambiente. Em 1907, o colecionador de animais e tratador Carl Hagenbeck inaugura em Hamburgo o Carl Hagenbeck's Tierpark, um jardim zoológico que iria mudar e influenciar, até aos nossos dias, o desenho e planejamento dos zoológicos. Foi o primeiro a combinar uma paisagem natural sem recintos enjaulados, onde as espécies eram exibidas em conjunto com outras (FERREIRA, 2011). Hagenbeck, nha uma visão pautada na preocupação com o bem-estar animal e na mínima intervenção humana, baseando o desenho do zoológico o mais próximo possível de habitats naturais para os animais (BARATAY; HARDOUIN-FUGIER, 2004).Conforme observa os autores:

Carl Hagenbeck Zoo 1907 5


Carl Hagenbeck Zoo e o início do landscape immersion

Rochas cenográficas

Animais em escalas de perspec vas diferentes

Animais em escalas de perspec vas diferentes

Em termos técnicos e de desenho dos recintos des nados aos animais, a maior contribuição de Hagenbeck está na subs tuição de barras de ferro nos limites destes recintos por grandes fossos e valas, tornando assim, pela primeira vez, possível ao público visualizar os animais selvagens em espaços abertos sem a intromissão de elementos ar ficiais no seu campo de visão. Estes fossos e valas, era clara recriações dos “ha-ha”, tão u lizados nas paisagens e jardins pitorescos ingleses no final do século XVIII e durante o século XIX (FERREIRA, 2011.p.)

Um ha-ha é, no campo da jardinagem, uma cerca mascarada na forma de uma trincheira cujo rosto interno ver cal é um muro de contenção com declive e grama. Permite ter um efeito visual que mascara cercas, mantendo uma esté ca mais natural do jardim. Este disposi vo é um clássico jardim inglês e também permite alcançar as diferenças de níveis em um campo.

Em um desenvolvimento paralelo e influenciado pelo europeu, foram fundados os primeiros zoológicos norte-americanos, sendo o primeiro na Filadélfia, em 1874. Mas esses contemplam uma diferença radical dos europeus: já nasceram como ins tuições públicas, estreitamente vinculadas a criação dos parques urbanos e grandes parques nacionais. Transgredindo a finalidade do mero espetáculo de da pelos circos e feiras, o propósito da exposição em zoológicos assumiu um papel diferente, trazendo os animais como objeto de estudo biológico, interessantes e belos por sua própria natureza. E mesmo que também vistos como símbolos, deixaram de ser mera curiosidade ou demonstração de poder, pois seu caráter simbólico não mais estava descolado do seu lugar de origem. (VENTURINI, 2013 )

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linha do tempo zoo’s

Sociedades Primitivas

Caça e associação para a caça.

Animais entram para a religão

Coleções

A grande coleção do faraó

Coleção com fins educacionais

Jardins da Inteligência China

Coliseu - Entretenimento

ALÉM DA IMERSÃO PAISAGÍSTICA Zoo Singapura Alimente os animais

Zoo Brasília Visita Noturna

Zoo Filadelfia Passarelas para os animais

Zoo Valência Imersão paisagística

Zoo Buenos Aires Associa a cultura humana ligada aquele animal

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Zoológicos particulares abertos ao público

Zoológicos públicos

Zoológico Rio de Janeiro

Zoológico Filadelfia

Zoológico de Paris

Sociedade Zoológica de Londres

Menagerie - Viena

Menagerie

« Casa das Feras « Palácio de Vesalhes

Carl Hagenbeck’s Tierpark

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Enriquecimento Ambiental


Enriquecimento Ambiental

NATUREZA

cativeiro

- Buscar e consumir alimentos ; - Evitar predadores; - Buscar, compe r e atrair parceiros sexuais; - Interagir com ambiente constante mudança;

- Alimentos fornecidos; - Protegidos contra interações compe vas; - Parceiros escolhidos; - Não há perigos e imprevistos, ambiente sem mudanças.

VIDA CHEIA DE DESAFIOS

FALTA DE DE DESAFIOS

Comportamento natural flexível.

Falta de atenção; Baixo interesse pelo ambiente; Problemas comportamentais.

BEM-ESTAR

PROBLEMAS DE BEM-ESTAR

As ferramentas para aumentar a qualidade de vida dos animais não humanos em ca veiro tem evoluído e se desenvolvem segundo o conceito de enriquecimento ambiental que se deu em decorrência da evolução da tecnologia associada à área das neurociências. Esse processo qualificou a compreensão das demandas biopsicossociais dos animais, do valor moral de suas vidas e da necessidade é ca e legal de atendê-las, principalmente no que se refere a animais ca vos para preservação ou para interferências que não possuam jus fica vas validadas, e para as quais ainda não se tenham alterna vas, tais como na pesquisa e na educação  a fim de se promover o seu bem estar (PAIVA, 2009). A definição de bem-estar animal (BEA) envolve o estado momentâneo de harmonia entre o organismo e o ambiente que o rodeia, no qual o animal procura atender as suas necessidades fisiológicas mediante adaptação, propiciada por bom estado de saúde e oportunidades ambientais. Como definiu o pesquisador Donald Broom, o bem-estar é uma qualidade inerente aos animais, e não algo dado a eles pelo homem. Na prá ca, isso significa que ninguém é capaz de oferecer bem-estar a um animal, mas sim condições para que ele possa se adaptar, da melhor forma possível, ao ambiente. Quanto melhor a condição oferecida, mais fácil será sua adaptação.

O BEA que foi o resultado de uma inves gação da jornalista Ruth Harrison em fazendas britânicas, constatando péssimas condições de vida para os animais, lançou o livro “Animal Machines” (Máquinas de Animais). Suas afirmações geram tantas repercussões que foi criado uma comissão especial no parlamento inglês para inves gar as acusações con das na obra de Harrison. Um ano mais tarde, em 2009, reconhecendo as dificuldades enfrentadas pelos animais na agricultura moderna, o Conselho de Bem-Estar de Animais de Fazenda (FAWC, sigla em inglês) apresentou um relatório que propunha o conceito das 5 liberdades: 1. 2. 3. 4. 5.

Estar livre de fome e sede; Estar livre de desconforto; Estar livre de dor, doença e injúria; Ter liberdade para expressar os comportamentos naturais da espécie; Estar livre de medo e de estresse.

Como definiu o pesquisador Donald Broom, o bem-estar é uma qualidade inerente aos animais, e não algo dado a eles pelo homem. Na prá ca, isso significa que ninguém é capaz de oferecer bem-estar a

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um animal, mas sim condições para que ele possa se adaptar, da melhor forma possível, ao ambiente. Quanto melhor a condição oferecida, mais fácil será sua adaptação. As técnicas de enriquecimento ambiental consistem em uma série de procedimentos que modificam o ambiente sico ou social dos animais man dos em ca veiro, promove a melhoria da qualidade de vida pela sa sfação de suas necessidades comportamentais ou sicas espaciais, e tem como obje vo a redução de comportamento anormal, redução de estresse e aproximação do comportamento natural dos animais na natureza (es mulos podem ser levemente estressantes), aumento do uso do espaço dentro de recintos, aumento da diversidade de comportamentos, dar aos animais controle sob seu ambiente e oportunidade de escolhas. Para entendermos a necessidades da aplicação dessas técnicas precisamos voltar à origem do habitat e do que seria a vida co diana das espécies em geral na natureza, compara vamente temos a seguinte situação: “Animais têm componentes cogni vos e também emocionais. Indivíduos com comportamento anormal não são úteis para conservação, não poderiam ser usados para educação, são pouco úteis para pesquisas e não são agradáveis de se ver!” (PAIVA, 2009).

base como: 1. 2. 3.

4.

5. 6.

O enriquecimento ambiental tem duas vertentes principais, a naturalista landscape immersion, que se baseia na criação de recintos naturais (especialmente em relação a plantas) que surgiu com Karl hagelber, e a Engenharia Comportamental de Yerkes, que é a provisão de brinquedos e brincadeiras a fim de es mular os ins ntos animais e reduzir ou eliminar o tédio.

Definição comportamental: definir o comportamento desejado ou indesejado em termos comportamentais específicos; Definição da captura: isolar algum aspecto essencial do comportamento que possa ser fisicamente rastreado (o input); Precisão da captura: a consequência apresentada pela análise (o output) tem que ser sele va, de forma que seja a vada por todas as instâncias do comportamento desejado ou indesejado (sem falsos nega vos), mas não por instâncias de outros comportamentos (sem falsos posi vos); Definição da consequência: descobrir algum es mulo que é reforçador (aumente a frequência do comportamento quando apresentado de modo con ngente ao mesmo) ou punidor (diminua a frequência do comportamento quando apresentado de modo con ngente ao mesmo) que possa ser observado; Programar a con ngência: desenvolver brinquedos ou a vidades para apresentar o es mulo como uma consequência para o comportamento-alvo; Observação: Escolher ou construir um suporte que capture o comportamento definido e apresente a consequência programada enquanto o indivíduo se mantém envolvido normalmente em suas a vidades diárias (Adaptação do texto. Luciano lobato, ANO). BENEFÍCIOS DO ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL ·

ENGENHARIA COMPORTAMENTAL · Para entendermos o enriquecimento ambiental através da engenharia comportamental precisamos primeiramente entender que a expressão engenharia comportamental (behavioral engineering) é uma área de estudo humana e que pode ser aplicada para o desenvolvimento da qualidade de vida de animais não humanos, e refere-se ao processo de aplicar os conhecimentos das ciências do comportamento na criação de tecnologias de modificação do comportamento segundo Skinner (Ano), e segundo Azrin, Powell, entre outros. É uma abordagem de “tratamento” de problemas comportamentais que usa de disposi vos no ambiente natural do indivíduo para apresentar consequências para um comportamento alvo. O conceito por trás dessa abordagem é que o tratamento de problemas comportamentais geralmente ocorre em locais restritos, como consultórios ou hospitais, e por períodos restritos, com os profissionais envolvidos tendo a esperança de que as mudanças desejadas no comportamento ocorram no ambiente normal do cliente. No caso de animais em zoo's a abordagem acontece em seus recintos. No que tange a aplicação desses conceitos no meio animal destaca-se o psicólogo Robert Yerkes, etologista, eugenista e primatologista americano, mais conhecido por seu trabalho em testes de inteligência e no campo da psicologia comparada. Yerkes foi pioneiro no estudo da inteligência humana e primata e do comportamento social de gorilas e chimpanzés, juntamente com John D. ( Fonte : EMORY.EDU )

· ·

Aumento do nível de bem-estar animal; Aumento de habilidades cogni vas do animal; Aumento do nível de educação do público; Aumento do nível de saúde dos animais.

Para a aplicação do enriquecimento ambiental podemos integrar alguns conceitos da teoria Robert Yerkes - Primatólogo

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TIPOS DE ENRIQUECIMENTO

FÍSICO: Ambiente, recinto, móveis, exercício

SOCIAL: Outros indivíduos (mesma espécie ou espécies diferentes)

ALIMENTAR: Es mular a caça, espalhar a comida, criar situações novas

CONGNITIVO E SENSORIAL: Sons, sabores, quebra-cabeça Detalhe da interação ente o Puma concolor e caixa de papelão u lizados no enriquecimento ambiental no Bosque e Zoológico Fábio Barreto.

Presente de Hallowen para Suricates

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DESVANTAGENS DO ENRIQUECIMENTO AMBIENTAL · · · · · · · · · · ·

Aumenta risco de acidentes Custa dinheiro Gasta tempo dos tratadores e biólogos (tempo = dinheiro) Se não for bom pode causar problemas (inclusive diminuir bem-estar animal) Precisa de administração – manter os efeitos da novidade EFEITOS DA NOVIDADE Enriquecimento frequentemente tem novidade (ex: objetos, ambientes, animais, etc.) Exposição à novidade reduz o medo (como medem os testes de medo) As vezes a redução do medo é geral para coisas novas (ex: objetos, animais, ambientes, etc.) Aumento do nível de es mulação visual no cérebro Com o tempo pode causar habituação – reduz o efeito posi vo

LANDSCAPE IMMERSION Dentro da ideia de enriquecimento ambiental, a segunda vertente se baseia principalmente na ideia de transformar o recinto do animal dentro do zoo o mais próximo do seu habitat real na natureza. A exposição de animais é uma das principais atrações dos zoo's, e também é um ó mo meio para educar e promover conscien zação ambiental, a entrega da mensagem de empa a e mudança posi va nas a tudes públicas sobre a vida selvagem e nosso lugar na natureza, é uma das contribuições mais importantes que essas ins tuições podem fazer para o movimento de conservação local e global, sendo que se um dos principais propósitos dos parques e aquários zoológicos é encorajar o público a ver e compreender os animais, então devemos apresentar os animais de maneiras que levem à aprendizagem. Isso significa não apenas aprendizado efe vo e cogni vo, mas também o aprendizado afe vo mais ilusório. Se quisermos apresentar um ponto de vista ecológico, faríamos bem em seguir os conselhos de Mary Akeley: "Um animal não pode ser isolado, nem mesmo conceitualmente, do ambiente par cular ao qual ele foi adotado durante eras de tempo geológico sem um sério desentendimento de sua verdadeira natureza" (1936, p. xx). É esta visão de animais e suas paisagens naturais, inseparáveis, que levou mais diretamente ao desenvolvimento de um po par cular de exibição animal naturalista comumente referido como "imersão paisagís ca" (Jones, et al. 1976), "imersão no habitat" ou simplesmente "exposição de imersão". Desde que este conceito foi introduzido, há vinte anos, ele ganhou rapidamente popularidade até hoje, sendo representado em grande parte na maioria das submissões do programa AZA Na onal Exhibits Award (AUTOR, ANO). Apesar dessa aceitação substancial por parte das mais importantes ins tuições zoológicas do mundo e do público visitante, a avaliação educacional da eficácia desse po de exibição está atrasada. Como sabemos que essas exibições produzem melhores resultados do que abordagens mais convencionais? Medir a mudança de a tude em um ambiente altamente complexo e mul dimensional é extremamente desafiador. Finalmente, após duas décadas, as avaliações de campo de boa imersão exibidas e

dados de apoio de campos relacionados estão sugerindo que as exibições de imersão são educacionalmente eficazes. É hora de um relatório de status para a indústria zoológica. Para compreendermos o que seria esse processo de evolução na ambientação chamado imersão paisagís ca é importante estabelecermos paradigmas a serem confrontados, ou analisados, desta forma compreender a origem e significado das palavras de mais importância na explanação. DEFINIÇÕES 1. Paisagem. “Extensão territorial que a vista alcança; panorama.” “Reunião dos componentes e elementos naturais, ou não, observados a par r de um determinado lugar” (Disponível em: DICIO Dicionário online portugês). 2. Habitat." Local cujas condições sicas e geográficas são favoráveis à vida ou ao desenvolvimento de uma espécie vegetal ou animal.” 3. Ecologia.” Reunião das par cularidades ecológicas de um local, podendo ser habitado por uma população ou organismo.” 4. Imersão. " Ação ou efeito de imergir(-se); ato ou resultado do processo de mergulhar (alguma coisa) “ 5. Landscape Immersion “(JONES, et al. 1976) é um termo cunhado para descrever exposições em que os visitantes compar lham a mesma paisagem (mas não a mesma área) com os animais. Em outras palavras, em vez de ficar em um parque da cidade familiar (conhecido como jardim zoológico) e vendo a zebra em um ambiente africano, tanto zoológico quanto zebra estão em uma paisagem cuidadosamente projetada para "sen r" como a savana africana. Barreiras que separam as pessoas dos animais são invisíveis e, não importa onde o espectador se vira, todo o contexto percep vel aparece consistentemente e especificamente africano” “O cenário inteiro parece, cheira e sente como se alguém vesse saído do zoológico e entrado na savana africana" (COE, 1985 p. 206). “

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É no âmago dessa questão que podemos tornar a experiência do zoológico ou aquário mais real. Nem todas as exposições têm sucesso em todos os detalhes, nem todos os designers e clientes da exposição investem igualmente nessa abordagem. No entanto, seguir os principais elementos descrito pelos biólogos (AUTOR, ANO, p. XX) sejam importantes para a criação de exposições de imersão. 1.

Simulação de paisagem. A exposição deve simular o habitat natural específico ou caracterís co do animal que está sendo exibido. Amplas representações geográficas / zoológicas, como "América do Norte" ou "Asiá ca", que abrangem muitos ecossistemas diferentes, não atendem a esse critério. No entanto, apresentações baseadas em habitats um pouco generalizadas, como "floresta tropical", enquanto pan-tropicais, podem ser consideradas exibições de imersão se atenderem a outros critérios. 2. Con nuidade. A paisagem criada parece con nua em ambos os lados das barreiras de animais / pessoas, de modo que os visitantes sentem como se es vessem visitando o habitat natural do animal, com todas as suas visões, sons e cheiros. 3. Consistência. Elementos que são inconsistentes com o habitat sendo replicado estão ausentes, ocultos ou diminuídos na medida em que não prejudicam a experiência do cenário "natural" como brinquedos para o enriquecimento ambiental através da engenharia de comportamento. 4. Conceitos de apoio. Embora não seja estritamente necessário para criar a impressão de estar imerso na natureza, os conceitos a seguir são essenciais para apoiar a agenda de conservação para a qual o foco educacional da exposição é direcionado. a)

b)

c)

d)

e)

É importante lembrar que a exposição deve ser representada sob uma perspec va biocêntrica ou centrada na natureza, e não segundo o ponto de vista antropocentrico, centrado no homem. Os animais devem ser exibidos respeitosamente, de tal forma que sua beleza, dignidade e valor inerentes são enfa zados. Geralmente isso significa que os animais não são menosprezados (colocados abaixo do observador) como em valas, mas sim colocados intencionalmente acima do observador onde o olhar do observador é direcionado para cima. As áreas são projetadas para que os animais pareçam dominar a cena. Eles podem ter a localização central, o terreno mais alto ou o cenário mais dramá co. Os espectadores não parecem cercar o animal (importante para preservar também a privacidade do animal). Pontos de vista cruzados (vistas de outros espectadores vistos de toda a área do animal) devem ser evitados ou minimizados. Os animais parecem ter áreas ilimitadas disponíveis para eles. Isto é frequentemente alcançado "emprestando" vistas de fundo apropriadas de outras áreas do parque. Como as barreiras de contenção estão ocultas, não é possível determinar visualmente os limites da área do animal. O sistema de circulação é intencionalmente desenvolvido de tal modo que uma dada área animal pode ser vista a par r de vários pontos de vista diferentes intercalados com vistas de outras exibições inter-relacionadas. Por exemplo, pode-se ver um leão se

aquecendo em um promontório além de uma planície aberta ocupada com zebras. Mais tarde, o leão pode ser visto por trás de outras exibições, como a girafa, o rinoceronte, etc. De repente, o espectador encontra o leão próximo. f) Ressonância Cultural. Ligar os animais à cultura humana de origem (Jones, 1989): Muitas exibições incluem replicações de assentamentos humanos tradicionais que também imergem os visitantes. Esta tem sido uma maneira bem-sucedida de integrar as necessidades de serviços aos visitantes, como lanchonetes e banheiros, além de oferecer oportunidades de educação mul cultural. COMPORTAMENTO HUMANO E DESIGN DE EXPOSIÇÕES Como em qualquer área de projeto ou serviço, é essencial a compreensão do comportamento humano normal (consciente ou inconscientemente) para daí então desenvolver o que é desejado a fim de se dissolver os pilares da existência do zoo em uma simples visita por exemplo. Para compreendermos a psique humana no que nos concerne suposições básicas são importantes para entender a teoria por trás da abordagem de exposições em zoológicos, criar possibilidades de surpresa, admiração, suspense e empa a é de suma importância para o sucesso dessas ins tuições, que podem ser amplificados através de alguns conceitos como: 1.

Obtendo e mantendo a atenção dos espectadores. As pessoas tendem a notar o que aparece como uma possível ameaça. Por exemplo, um leão ou urso pode parecer mais perigoso se não for possível confirmar visualmente que está confinado. 2. Tornar a experiência memorável. Combinar elementos de antecipação, surpresa, novidade e falta de distração. 3. Dominância e Subordinação na Aprendizagem. Na interação social humana, cada um de nós alterna entre papéis dominantes e subordinados. Em nosso modo de dominação, parece que estamos predispostos a liderar, ensinar e controlar nosso entorno. No papel subordinado, é mais provável que sigamos, aprendamos e aceitemos o que nos rodeia. O domínio entre os humanos é sinalizado de muitas maneiras. Frequentemente, o indivíduo dominante fica em uma posição elevada (um pódio, púlpito, altar, etc). Se colocarmos o a n i m a l e m p o s i çã o m a i s a l ta e m a i s d o m i n a nte , o s h u m a n o s re a g i rã o antropomorficamente com uma resposta subordinada? A observação casual sugere que isso de fato acontece. Este método pode tornar o espectador mais predisposto a aprender com o animal e seus arredores. Por outro lado, exposições que colocam os humanos em posição dominante em relação ao animal podem predispor o observador contra o aprendizado e reforçar estereó pos antropocêntrico. 4. Tornando a mensagem clara. As exibições tradicionais geralmente apresentam o animal em um ambiente prejudicial, em poços, atrás das grades ou em um contexto de laboratório reves do de azulejos. Esta mensagem de domínio humano e inferioridade animal compromete a educação para a conservação, apesar dos melhores esforços do departamento de educação do zoológico (COE, 1982 e 1987).

13


5. Tornando a experiência específica. Seja em poesia ou narra va, imagens específicas são ditas ser mais poderoso e memorável do que generalidades. Isso também é verdade no design da exposição. Embora a precisão total em simular a natureza seja, é claro, impossível, uma paisagem repleta de detalhes realistas é muito mais evoca va do que a paisagem generalizada do parque da era naturalista. CRÍTICAS ÀS EXPOSIÇÕES DE IMERSÃO 1.

Custo da Exposição. Embora as exibições de imersão sejam mais caras para desenvolver e manter do que as instalações de cercas de grama e de arame, elas não são necessariamente mais caras do que exibições igualmente elaboradas de uma abordagem modernista ou de "alta tecnologia". Em exposições maiores, os habitats altamente paisagís cos exigem menos manutenção constante do que as paisagens tradicionais dos parques, mas precisam de cuidados periódicos e especializados. O rápido aumento dos custos de todas as exposições tem mais a ver com o aumento de tamanho, complexidade, destaque e materiais do que com o es lo específico. 2. Visibilidade Animal. Outra crí ca comum é que os animais são frequentemente escondidos do público. Um bom design deve minimizar esse problema, colocando áreas mais favorecidas por animais, como áreas de sombra ou frade, entradas para casas noturnas, etc., muito perto de áreas públicas de observação. Às vezes, no entanto, mesmo nos melhores habitats, os animais precisam de reclusão. 3. Restrições às prá cas de manejo animal. Com frequência, ouve-se a preocupação de que brinquedos populares para animais, como barris de cerveja e bolas do po “boomer”, não podem ser usados porque não parecem naturais o suficiente. Muitos zoológicos resolveram esses problemas encontrando alterna vas mais naturais, grilos e vegetais não processados

14


zoo’s pelo mundo


dade de exemplares bem sucedidos pelo mundo, dessa forma foi necessário escolher através de algumas diretrizes, como: 1. Aplicabilidade do landscape immersion ( imersão paisagís ca ); 2. Inovação; 3. Atrações; 4. Similaridade com o objeto de estudo ( Zoo Brasília). Foram escolhidos dois zoológicos, e um bioparque: 1 . Bioparque de Valência - Espanha 2. Zoologico da Filadelfia - Estados Unidos 3. Zoologico de Singapura - Republica de Singapura BIOPARC VALENCIA Bioparc Valencia é um zoológico espanhol localizado na costa do Mediterrâneo, na cidade de Valência, no extremo oeste do Jardim Turia. Subs tuiu o Zoológico Viveros de Valencia, fundado em 1965 e fechado em 2007, e inaugurado em 27 de fevereiro de 2008. É de propriedade do Conselho Municipal de Valência, é especializada na fauna africana, é dividida em quatro zonas que representam quatro biomas: savana seca, savana úmida, florestas da África equatorial e Madagascar.

valência

A escolha de repertório se mostrou desafiadora pela quan

continuidade da rica simulação de paisagem habitat

Em sua primeira fase, possui 80.000 metros quadrados de área e abriga mais de 800 animais de 116 espécies do con nente africano em grandes espaços que reproduzem o habitat de cada animal. PHILADELPHIA ZOO O Zoológico da Filadélfia, localizado no Distrito Centenário da Filadélfia, Pensilvânia, na margem oeste do rio Schuylkill, foi o primeiro verdadeiro zoológico dos Estados Unidos. Fretado pela Comunidade da Pensilvânia em 21 de março de 1859, sua inauguração foi adiada pela Guerra Civil Americana até 1 de julho de 1874. O zoológico foi inaugurado com 1.000 animais e um preço de entrada de 25 centavos, sendo um dos principais zoológicos do mundo para a criação de animais di ceis de reproduzir em ca veiro. O zoológico é consistentemente classificado como um dos principais des nos zoológicos dos Estados Unidos, O zoológico tem 42 hectares e é o lar de quase 1.300 animais, muitos dos quais são raros e ameaçados de ex nção. As caracterís cas especiais incluem um zoológico infan l, um lago de pedalinho, um carrossel com tema de floresta tropical, um passeio de balão e muitas exposições intera vas e educa vas.

inserido dentro do contexto urbano

SINGAPORE ZOO O Zoológico de Cingapura, anteriormente conhecido como Jardim Zoológico de Cingapura e comumente conhecido 28 hectares nas margens do reservatório de Upper Seletar, dentro da área central de Cingapura, densamente arborizada. Existem cerca de 315 espécies de animais no zoológico, das quais cerca de 16% são consideradas espécies ameaçadas. O zoológico atrai 1,7 milhão de visitantes por ano desde o início, o zoológico de Cingapura seguiu a tendência moderna de exibir animais em exibições "abertas", naturalistas, com barreiras ocultas, fossos e vidros entre os animais e os visitantes. Abriga a maior colônia ca va de orangotangos do mundo.

Espaços confortáveis

animais soltos pelo parque 15


alimente os animais

atrações

singapura filadélfia

transporte interno

dispositivos para passarela para os animais observação atrações N

comparativo áreas valencia

filadelfia

cingapura 16


zoo’s pelo mundo Nas ins tuições escolhidas foram compara vamente, analisados a massa árborea, a quan dade de edi cios de tanto abertos ao público quanto manutenção e a relação de vias tanto para pedestres, carros, e de manutenção dos zoo’s

a massa árborea compõe uma estrutura rica de cheios e vazios sugerindo por exemplo as espécies em cada área

massa árborea os resultados ob dos através dessa analise visa observar o quanto o espaços podem estar tanto es mulando os animais quantos os visitantes visualmente, e é possível também discorrer sobre o conforto térmico proporcionado por essas massas, ora podem cobrir trilhas tornando o passeio mais confortável, ora pode tornar o ambiente frio de mais para os animais. Edifícios Através dessa analise é possível observar o quanto o espaço edificado é importante para a proposta de cada parque, e o quanto as mesmas se comprometem em simular um ambiente mais natural, é interessante observar que zoo’s localizados em países de clima temperado tendem a ter mais edificio para abrigar os animais.

área de expansão

vias

área de expansão

As possibilidades de analise atraves das vias são inúmeras e pode nos trazer respostas para o desenvolvimento de projetos confortaveis para os visitantes pedestres, para a logís ca de funcionamento do zoo e das possibilidades de imersão paisagís ca.

anfiteatros

BIOPARC VALENCIA

Edifícios de apoio

SINGAPORE ZOO Este zoo se destaca não apenas por simular habitat’s mas por ser o próprio local dos animais na natureza, é considerado o melhor zoológico tropical do mundo e esta localizado dentro de uma floresta, por isso podemos observar o quão densa é a sua massa árborea. Mesmo localizada dentro de uma floresta possui dois sistemas de transporte interno, um ônibus e balsas e diversas trilhas separadas por idade e espécie de animais. Como em outros zoológicos, os edi cios internos costumas ser de serviços como restaurante, banheiros e anfi-teatros.

calçadas em trilhas ponte

PHILADELPHIA ZOO Este zoo possuí caracterís cas interessantes, apesar de não ser o mais completo exemplo de imersão paisagis ca, ele ainda consegue causar o efeito de imersão através de sua massa arborea e trilhas aliadas a edificios de apoio que são mais do que serviços são museus

via de serviço

entrada principal

valência

Dentro dos exemplares, é o que tem a proposta de simulação de habit com maior força conceitual, apesar de estar localizado em um país de clima temperado é um zoo voltado para animais selvagens de origem africana, esta localizado dentro de um conjunto de parques da cidade e apresenta uma topografia pouco acidentada. O projeto é altamente naturalista, suas vias são sinuosas e se assemelham a caminhos naturais em uma floresta, a massa árborea acompanha esse design o que torna tudo muito mais natural. É interessante observar que grande parte das edificações abertas ao publico são teatros abertos e espaços de conforto como banheiros e restaurantes, lojas e museus ficam localizados na entrada do parque, é uma setorização interessante que atende totalmente a proposta de imersão paisagís ca

A entrada do parque é rica em lojas, cafés e museus

17


filadélfia

massa árborea fragmentada

apresenta um desenvolvimento natural, no estilo de paisagismo inglês

praças massa árborea fragmentada anfiteatro

circuito de museus compoõe rotas

grande quantidade de edifícios para o público restaurante

entrada circuito com transporte interno através de onibus

barcas

singapura

entrada do parque

estação de barcas

os pedestres ficam totalmente imersos dentro do parque, sem o contato com carros

Vias de manutenção. Vias de veículos para os visitantes. Edi cio de manutenção Edi cio para os visitantes Calçadas

entrada principal

18


zoolĂłgico de brasĂ­lia


O Zoológico de Brasília foi fundado em 1957, antes mesmo da capital. Tem uma área de 690 hectares, sendo 440 hectares referentes ao Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo, 110 referentes ao parque das Aves, 140 do próprio jardim, onde 12 destes são des nados para produção de alimentos dos animais. O seu paisagismo se aproxima do es lo naturalista inglês caracterizado por: linhas grandiosas; amplas extensões verdes, como gramados; terrenos acidentados que possibilitam a visão de belas perspec vas; pequenos bosques, compostos de plantas da mesma ou de espécies diversas, com ou sem divergência nas colorações; grupos de árvores não muito numerosas; plantas isoladas (SANTOS, 1975). O citado Zoo também aplica, em pequena escala, o conceito de landscape immersion, que se baseia na ideia de uma maior integração entre o público visitante e os animais em exposição, além de procurar pela ambientação pica na va de cada espécie.

EPGU

o

und ho f

riac

EPGU

m

1k

zoológico

o d n u f o h riac candangolândia área de preservação

EPAR

Epia

1. Preservação da vida animal: sendo pioneiro nacional em programas de clonagem de espécies ameaçadas, e também na reintegração de espécies que outrora foram consideradas ex ntas; 2. Educação: Programas como Zoo Noturno, Visita Guiada, e O Zoo Vai Até a Escola são destaques na educação ambiental, principalmente no público infan l; 3. Lazer: possui espaços para piqueniques, grandes áreas verdes e anfiteatro; 4. Entretenimento: a visita aos animais é da como a principal forma de entretenimento, seguido do museu de ciências naturais. Entretanto principalmente no que concerne os dois úl mos pontos focais, a ins tuição peca pela qualidade dos espaços e sua manutenção ficando pra camente engessada desde a sua fundação.

Epia

A ins tuição cumpre a sua função atendendo aos conceitos atuais de um zoológico contemporâneo, centrado em quatro pontos focais:

Epdb 19


análise

massa árborea densa porém pouca conectada área de plantio N Área de plan o

Massa árborea

20


calçadas desconectadas entrada estacionamento

praça

N

via de manutenção

hospital veterinário

via para carros de visitantes

via para carros de visitantes

Vias de manutenção.

anfiteatro

nascentes degradas

administração

lago dos macacos

Vias de veículos para os visitantes. Edi cio de manutenção Edi cio para os visitantes Calçadas

21


aspectos ambientais

22


CORTE TRANVERSAL

CORTE LONGITUDINAL

23


novo zoo bsb


planta humanizada

24


setorização 1

ENTRADA PRINCIPAL

2

CONJUNTO GRANDE NARRATIVA

3

ESPÉCIES EM CONEXÃO

4

PRESERVAÇÃO

6

LAZER

5

EXPANSÃO

7

HOSPITAL VETERINÁRIO

8

AGRO FLORESTA

7

1 9 3 2

6 3 2

9 10

MASSA ARBÓREA APOIO AGRO FLORESTA

N 9

2 3

4 5

2 4

8

10

25


traçado regulador

O traçado regulador desenvolve se através de círculos concêntricos combinados, a radialidade parte da estação do teleférico que em combinação com eixos que surgem no centro dos circulos delimitam os habitas e criam as calçadas, passeios e vias

26


5m 21

653 m

40

O parque zoológico de brasília tem grandes dimensões, e em seu novo projeto a proposta de setorização das áreas levou como principio o conforto de se fazer percursos dentro das atrações principalmente a pé, par ndo ou da entrada principal ou de pontos específicos.

195 m

fluxos - distâncias

653 Metros - Complexo Grande Narra va (praças e museus) 400 Metros - Trilha Agro floresta 220 Metros - Lobos 165 Metros - Grandes Felinos - Borboletário Símios 500 Metros - Aves e Girafas 215 Metros - Casa dos Répteis 195 Metros - Santuário dos Elefantes - Paradas de Onibus

00

m

5

0m

16 2 20

m

5m

27


fluxo - PROSPOSTA

calçadas desconectadas

praça

CALÇADAS ATUALMMENTE

BONDE ELÉTRICO TELEFÉRICO PASSARELA EPGU TRILHA AGRO FLORESTA

28


fluxo - habitats - pedestres

PARADAS DE ÔNIBUS

TORRE EMA FLUXO PRINCIPAL FLUXO SECUNDÁRIO PARADA DE ÔNIBUS COM MAIOR FLUXO PARADA DE ÔNIBUS COM MENOR FLUXO

N 29


PLANEJAMENTO DE MOVIMENTAÇÃO DE ÁGUA

área de preservação de nascentes

anfiteatro

nascentes degradas

administração

lago dos macacos

30


biomas - relação de construção da paisagem para o landscape immersion

FLORESTA CERRADO ORLA DOS SÍMIOS PRAÇA DAS BORBOLETAS BORBOLETÁRIO MUSEU DE HISTÓRIA NATURAL REFÚGIO BANHEIROS RESTAURANTES INFORMAÇÃO

N 31


PROPOSTA

a nova casa

- Maior proximidade dos habitats; - Facilita o manejo dos animais - Torna mais possível o passeio a pé ou de bicicleta pela proximidade dos ambientes. - Novo paisagismo

ÁREA DOS ANIMAIS ATUALMENTE - Áreas distantes - Dificuldade para o manejo dos animais - Habitats defasados

32


habitats

1

- Guaxinim - Ouriรงo-cacheiro - Furรฃo - Mangusto-tigrado - Tatu-bola - Tatu-canastra - Tamanduรก-mirim - Cutia - Anta

14 20 3

2 3 4 5 6

- Elefante africano - Hipopรณtamos

2

17

13

7

14

14 14

10 12

1

9

18

- Tigre branco

8

4

6

18 - Tigre de bengala

14

14

5

18 11

11

16

19

15

- Sussuarana

11

33


7 8 9 10

- Leões

10

- Onças pintadas - Panteras - Gavião de coleira - Siriema - Gavião-carrapateiro - Gavião-carijó - Gavião-de-rabo-branco - Urubu-rei - Águia-cinzenta - Águia-chilena - Tucano-toco - Pavão - Mutum-cavalo - Mutum-do-sudoeste - Cujubi - Jacupemba - Arapapa - Soco boi - Mutum de penacho - Jacutinga - Jacu de barriga Castanha cardíaco

11

- Jacu de barriga Castanha - Cariacu - Papagaio verdadeiro - Papagaio campeiro - Papagaio-do-mangue - Maitaca-de-cabeça-azul - Papagaio-moleiro - Papagaio dos garbes - Graúna jaracuara - Carijó canário da terra - Patativa trinca-ferro - Sabiá laranja - Coleira baiano - Azulão - Sabiá bico de osso - Sabiá coleira - Sabiá laranja japo - Galo-de-campina - Asa-de-telha - Sabiá-barranco - Curió - Pipira Preta - Jaó - Bicudo - Tuin - Tiriba pérola - Turaco - Gaivota - Flamingo chileno - Flamingo Guará - Íbis-sagrado - Quero quero - Maçarico-real - Curicaca - Arara-piranga - Arara-azul - Príncipe negro - Perdiz - Papagaio-de-peito-roxo - Pomba de Asa Branca - Tucano de Bico Verde - Arara juba - Arara-canindé verdadeira - Lobo guará - Jabutis - Cachorro do mato

12

- Jaguarundi - Gato do mato pequeno - Jaguatirica - Gato Palheiro - Jupará

13

- Rinoceronte branco

14

- Waterbuck - Girafa - Adax - Zebra - Orix - Cervo dama - Cervo nobre - Lhama - Camelo

15

- Waterbuck - Girafa - Adax - Zebra - Orix - Cervo dama - Cervo nobre - Lhama - Camelo

16

- Borboletário

17

Cobra do milho Cobra papagaio Muçurana Arco íries Jararaca da bahia Cotiarinha Jararaca pintada Cascavel Caiçaca Cobra cipó Cobra verde mordedora

18

- Jacaré do pantanal - Jacaré anão - Cágado cabeçudo - Cágado de barbicha - Muçuã - Aperema - Tartaruga da amazônia - Tracajá - Cágado da florida - Tigre d’água brasileiro - Tigre d’água americano - Jacaré tinga

19

- Macaco mangabei preto - Macaco cairara - Macaco aranha da cara vermelha - Babuíno sagrado - Macaco barrigudo - Macaco prego - Macaco aranha de testa branca - Macaco Japonês

20

Fazendinha

34


pontos focais

OBSERVATÓRIO EMA

OBSERVATÓRIOS NO NÍVEL ANIMAL

N

35


habitat dos elefantes

36


BARREIRA VERTICAL

TELEFÉRICO

BARREIRA EM DESNÍVEL

OBSERVATÓRIO

PERSCPECTIVA A PARTIR DA PRAÇA DA PRESERVAÇÃO

37


ABRIGO OBSERVATÓRIO

LAGO

PASSEIO PRINCIPAL

38


posto de observação

39


ELEVADOR

ABRIGO

RESTAURANTE

40


41


PERSPECTIVA A PARTIR DO OBSERVATÓRIO

42


OBSERVATÓRIO AQUÁTICO

TOTENS DE INFORMAÇÃO

OBSERVATÓRIO AQUÁTICO

43


PERSPECTIVA A PARTIR DO HABITAT

PERSPECTIVA A PARTIR DO ACESSO DE SERVIÇO

44


habitat dos elefantes - SETORIZAÇÃO

OBSERVATÓRIO RESTAURANTE PISCINA BANHADO ÁREA DE FUGA ABRIGO ÁREA DE EXPOSIÇÃO ISOLAMENTO ÁREA= 11:000M²


8.03

33.28°

19.50 0

3

.6 10

.2 10

.0 30 0

1 7

.6 40

0

19.57 19.07 17.68 16.87 16.12 6.15

20.07 18.12

19.14

9.00

20.00

7.00 17.70

2 4

1

2.0 8

19.09

93.72

5

8 93.

17.22

0

16.62 16.96

18.11 1.46 2.39 1.30

16.04

0.60 2.10

16.56

17.08 15.71 15.92 16.25 14.93

33.82°

4.61

N

15.63

SUGESTÃO DE NORTE

1

1

PLANTA BAIXA

4

1 : 500 A3 (420.00 x 297.00mm)


complexo a grande narrativa 1

ANIMAL NA 1 O NATUREZA

2 CONTATO HOMEM

3

PRAÇA DO 4 FOGO

DA 5 PRAÇA GUERRA

ANIMAL

O APRISIONAMENTO

6 MUDANÇAS

2

CLIMÁTICAS

3 3

3 5

A PRAÇA DA 7 PRESERVAÇÃO

4 6

7 N

45


O ANIMAL NA 1 NATUREZA

2 CONTATO HOMEM ANIMAL

46


PRAÇA DO 4 FOGO

5

PRAÇA DA GUERRA

47


MUDANÇAS 6 CLIMÁTICAS

A PRAÇA DA 7 PRESERVAÇÃO

48


museus a sociedade que me aprisiona

49


50


51


bibliografia Sobre o conceito de paisagem: (Disponível em: <h ps://www.dicio.com.br/paisagem/>). Fundação Jardim Zoologico de Brasília. (s.d.). MOURA, B. A relação do animal. São Paulo: 2015. SANDERS, A.; FEIJÓ, A. G. dos S.. Uma Reflexão Sobre Animais Selvagens Ca vos em Zoológicos na Sociedade Atual. caRevista SORBI. Porto Alegre, RS, v. 1, nº 4, 2007, 10 p. MARTINS, Mauricio Correia. Educação e Ambiente: A relação entre humanos e não humanos em Zoológicos Urbanos. Porto Alegre: Pon cia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2012. Dissertação (Mestrado em Educação). Disponível em: <h p://repositorio.pucrs.br/dspace/handle/10923/2817>. Acessado em 22 ago. 2018, às 11:07:57. BARATAY, Eric; HARDOUIN-FUGIER, Elisabeth. Zoo: a HistoryofZoologicalGardens in the West. Chicago: Universityof Chicago Press, 2004. LEIRA, M. H.; REGHIM, L. S.; TAVARES, L. C. et all. Bem-estar dos animais nos zoológicos e a bioé ca ambiental. Revista Pubvet: Medicina Veterinária e Zootecnia. Maringá, v. 11, n. 7, jul. 2017, p. 545-553. Disponível em: < h p://www.pubvet.com.br/uploads/e30fd9b0d58c7b2fd3720bbe63040981.pdf >. Acesso em: 22 ago. 2018, às 14:29:33. HARDT, L. P. A. Elaboração de Projetos Paisagís cos. In: II SEMINÁRIO DE ATUALIZAÇÃO FLORESTAL E IX SEMANA DE ESTUDOS FLORESTAIS. Zoo Singapore: h ps://www.wrs.com.sg/en/singapore-zoo.html Zoo Valencia: h ps://www.bioparcvalencia.es/ Zoo Philadelphia: h ps://www.philadelphiazoo.org/ h ps://www.archdaily.com/category/zoo h ps://www.archdaily.com/894514/winning-concepts-for-zoo-of-the-21st-century-compe on-announced h ps://www.archdaily.com/888080/open-call-coexist-rethinking-zoos h ps://www.archstorming.com/info-crz.html

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Profile for Mario Sergio Facündes Taveira

NOVO ZOO BSB  

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