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mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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U m m a t e r i a l d e a j u d a p a r a e s t e m o m e n t o d e s e s p e r a d o r.

P o r: S e r e n a F e r r e i r a


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mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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Título: Miniguia do Arquiteto Urbanista Recém-formado Texto, projeto gráfico e ilustrações: Serena Ferreira Orientação: Maria Cecília Filgueiras Lima Gabrielle Banca de avaliação: Sérgio Rizo e Pedro Paulo Palazzo

Apoio: UnB faunb


SERENA FERREIRA

1a Edição Brasília | 2018


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capítulo. 1 apresentação

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capítulo. 3 levantamentos aspectos legais aspectos físicos aspectos simbólicos

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como lidar briefing programa de necessidades projetos de referência

conceito partido traçado regulador

capítulo. 2 o cliente

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sumário

capítulo. 4 o traço do arquiteto


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estudo preliminar anteprojeto projeto legal projeto executivo detalhamento complementares

check list’s modelos mimos glossário

capítulo. 5 o domínio da técnica

capítulo. 7 extras

103 155 capítulo. 6 a prática profissional

capítulo. 8 agradecimentos

papo reto diferentes soluções para diferentes clientes e agora? como cobrar? rrt?

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“Eu penso que a arquitetura é realmente muito perigosa, porque se você faz algo errado, será errado por um longo tempo. Se você escreve um livro ruim, você não lê o livro ruim, se você faz uma música ruim, você não escuta a musica ruim. Mas se você faz uma arquitetura ruim, é algo realmente imponente. Como arquiteto você constrói algo que tem uma longa vida, então você tem que ter absoluta certeza que o que você faz é correto.”(Renzo Piano,

The Architectural Review, 2012)

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introdução

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apresentação

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introdução


Por Maria Cecília Filgueiras Lima Gabrielle

O miniguia do arquiteto e urbanista recém-formado foi concebido com uma intenção clara: servir de apoio aos que acabam de deixar a graduação e começam a vida profissional na área da arquitetura, especialmente aqueles que querem trabalhar em escritórios com projetos de edificações. Essa intenção veio ciente da impossibilidade de abarcar todo o conteúdo possível, mas, mesmo assim tentar apontar caminhos para possíveis soluções. Serena vislumbrou responder a si mesma e aos colegas muitas questões que se assomam diante da proximidade da finalização de um curso que forma arquitetos generalistas, que sabem muito e precisam se atualizar e estudar sempre, pois as possibilidades de novos desafios e as especificidades de projetos demandam sempre, e cada vez mais, respostas pontuais e

eficientes. E o interessante é que suas dúvidas e preocupações específicas diante do porvir, se mostraram diversa de seu pretenso público. Houve uma surpresa por parte das repostas da pesquisa proposta para compor os temas aqui desenvolvidos, e isso trouxe mais ânimo e à medida que avançava mais conteúdos foram incorporados e abordados. A linguagem lúdica e ao mesmo tempo comprometida com os rigores necessários, dialoga com os órgãos representativos e com a academia, procurando estreitar laços com os colegas de profissão. Este miniguia vem num momento em que estamos cada vez mais conectados à web, daí tantos links propostos para avançar nas pesquisas temáticas. Mas nós arquitetos ainda gostamos de ter em mãos um livro esteticamente qualificado. Vamos ao miniguia!

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Briefing de projeto; Elaboração do programa de necessidades; Estudos do tema e projetos de referência;

1. contato com o cliente

2. levantamentos Legislações e normas; Aspectos físicos; Aspectos simbólicos;

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introdução


3. traço do arq. Conceito; Partido; Traçado regulador;

4. projeto Estudo preliminar; Anteprojeto; Projeto Legal; Projeto Executivo Detalhamento; Complementares;

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topografias de brasĂ­lia lago norte

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o cliente

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o cliente


como lidar?

O contato com o cliente é o primeiro passo para a elaboração de um projeto. É na conversa com incial, que o arquiteto percebe a demanda e cria em cima das necessidades trazidas. Atualmente a forma mais comum para a captação de clientes é através da internet e da rede pessoal de contatos de cada um. Existem várias maneiras de se tornar conhecido no mercado: publicações em revistas da área, premiações em concursos, matérias em jornais, e até mesmo as redes sociais. Todas são importantes para o crescimento do negócio e, uma das coisas mais importantes para o crescimento de um escritório é o relacionamento com o cliente. É ele que pode fornecer à empresa, o melhor cartão de visitas possível. A arte de lidar com as pessoas não é muito tratada na faculdade, procure entender e se atentar à essas questões de atendimento ao cliente. Afinal, arquitetos projetam para as pessoas, então o que será da prática profissional se não souberem lidar com seus próprios clientes?

Outro ponto que muitos consideram delicado de tratar, é a questão do orçamento disponível para a execução da obra e a elaboração do projeto. Muitas pessoas ficam constrangidas com esse assunto, porém é fundamental que o arquiteto encontre uma maneira para lidar com esse tópico, pois isto facilita que, o que será proposto no projeto, faça sentido para o cliente. É importante que os materiais especificados no projeto sejam de acordo as expectativas e possibilidades das pessoas. É recomendado que na apresentação da proposta de honorários, toda a metodologia de trabalho esteja explicitada, contendo as fases de projeto, os momentos que deverão ser realizadas reuniões para tomadas de decisões conjuntas e a quantidade de alterações permitidas em cada etapa. Isso propicia que o processo se desenvolva de forma crescente, que o cliente não volte atrás em uma decisão passada, gerando retrabalho para o arquiteto e frustrações para o cliente.

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briefing?

O briefing é um conjunto de informações e dados, que são coletados para o desenvolvimento de um trabalho. É uma palavra inglesa que significa resumo em português. É um documento muito utilizado pelos designers, ele contém a descrição da situação de uma marca ou empresa, seus problemas, oportunidades, objetivos e recursos para atingi-los. Para a arquitetura, a reunião de briefing funciona em conjunto com a elaboração do programa de necessidades e serve para estabelecer a sua relação com o cliente. É uma das fases decisivas para o bom andamento de um projeto. É nessa hora que deverá ser feito o entendimento total do cliente, suas reais necessidades e anseios, para que o desenvolvimento do projeto tenha como norte, os elementos que realmente são importantes para aquela pessoa. É preciso fazer as perguntas certas e ficar atento para “pescar” e identificar coisas que o cliente possa estar esquecendo, além de auxiliar 24

o cliente

no balanceamento de informações distorcidas ou possíveis exageros. Um briefing mal feito pode gerar má interpretação de ambas as partes e certamente resultará em perda de tempo e dinheiro, além de desgastes desnecessários entre o profissional e o cliente. Muitos clientes não sabem o que procuram, não entendem de arquitetura, então é o exato momento para se determinar o que o cliente precisa. Também é nessa etapa que muitos arquitetos obtém as informações para a elaboração do programa de necessidades do projeto.


programa de necessidades

O programa de necessidades tem como intenção limitar e definir o corpo do projeto, determinando aspectos relativos à função, construção, materialidade e relação da edificação com o terreno. Falando de uma forma mais simples, o programa de necessidades costuma ser uma relação com o nome de todos os ambientes e espaços que serão necessários ao projeto com suas metragens e observações relativas à cada ambiente. Para elaborar o programa de necessidades, uma das formas mais usuais é o estudo de obras de referência. Pesquisar projetos com uso e escala semelhantes ao projeto que se pretende realizar, analisar o tamanho dos ambientes, a disposição e a forma em planta. Também é ótimo conversar diretamente com o usuário do espaço, seja ele apenas uma pessoa, como no caso de projetos residenciais, ou muitas, como no caso de centros culturais, onde várias pessoas diferentes irão utilizar o espaço,

mesmo não estando necessariamente participando ativamente no processo de projeto. Outra forma de obter as informações para um programa de necessidades é consultar livros, manuais, normas e legislações. Para projetos em que a função é altamente técnica, como projetos de laboratórios e cozinhas industriais, a melhor forma é consultar as normas, pois além de possuir os parâmetros mínimos de projeto, será preciso que o projeto esteja de acordo com a regulamentação para sua aprovação nos órgãos públicos. O organograma é uma das estratégias utilizadas para organizar o programa de necessidades. Devese fazer um gráfico ou diagrama demonstrando quais ambientes precisam de proximidade um com o outro e quais devem ficar o mais longe possível. Isto ajuda a entender o fluxo interno do projeto e é muito útil em projetos em que o programa é mais complexo, como escolas, hospitais, clínicas, aeroportos, entre outros.

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projetos de referência O estudo de referência, como já sabemos, é importante para a criação de repertório em arquitetura. Estudar soluções já executadas em outros projetos, além de tornar o trabalho mais fácil, é um exercício da mente para criar novas associações e novas soluções. “Quais são suas referências?” É uma pergunta que ouvimos muito. Imagens de projetos e arquiteturas que são admiradas convertem-se no ponto de partida para muitos estudantes e arquitetos no momento de enfrentar um papel em branco. São estratégias úteis para lidar com programas e tipologias nunca trabalhadas, mas, também podem 26

o cliente

ser um método perigoso, cortando a criatividade e criando projetos pouco originais, que margeiam o plágio. A falta de busca por novas soluções faz com que se veja pela cidade projetos tão parecidos que é como se fossem cópias. Talvez uma boa forma de coletar referências seja variar o local de buscas. Estudando outras disciplinas as referências são menos literais e podem se tornar um exercício mais rico e subjetivo. Artes de uma forma geral que tratem de composição, espaço, estruturas, geometria, luz, materialidade, sociedade, e etc., podem ser ótimas inspirações para novos projetos.


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topografias de brasĂ­lia lago sul

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levantamentos

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Nos levantamentos, são coletados todos os dados necessários para o início do projeto. É extremamente comum que os primeiros esboços do projeto não façam relação clara com os objetivos a serem atingidos. Para diminuir as chances disso acontecer, e seja criada uma arquitetura consciente e correspondente às expectativas, deve-se entender tudo sobre o lugar em que será realizado o projeto. De acordo com o questionário realizado online com os alunos da FAU-UnB, a grande maioria dos alunos e recém-formados se sentem mais inseguros com a elaboração dos desenhos técnicos do projeto do que com a sua concepção. Entende-se previamente que, a qualidade de um projeto não está somente atrelada a um bom desenho, mas sim, à uma boa concepção, que considere todos os condicionantes envolvidos. Claro que, para um projeto para ser bem executado, é necessário o desenvolvimento de desenhos técnicos suficientemente satisfatórios 34

levantamentos

para a construção, porém, esse conjunto de desenhos podem ser aprendidos facilmente quando se entende a função e a lógica do detalhamento. Os estudos prévios e levantamentos irão possibilitar o entendimento de todos os condicionantes de projeto. Não estudar os fluxos, o clima, a topografia e outros aspectos, podem gerar uma arquitetura desconectada de seu entorno, uma arquitetura sem sentido. Esta etapa pode ser dividida em três aspectos: o primeiro sendo o aspecto legal, legal, onde se fala sobre as regulamentações das cidades e as normas; o segundo sendo o aspecto físico do terreno; e o terceiro sendo o aspecto simbólico que trata das questões histórico-culturais e simbólicas.


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aspectos legais A legislação urbana poderá limitar a volumetria da edificação, impondo afastamentos que, por sua vez, determinam certas tipologias. Assim, estamos diante de definições fundamentais do projeto. No início do processo devemos levantar todas as normas e leis que podem ser determinantes para a concepção da edificação. São elas: as legislações da cidade, o código de edificações do estado, as normas técnicas dos bombeiros, a norma de acessibilidade e deve-se procurar também as instruções das concessionárias a depender do tipo de obra. No caso do Distrito Federal, por ser um território novo, muitas normas e leis ainda estão passando por processos de aprovação por parte do poder público, tornando mais difícil o entendimento do processo necessário para a aprovação de um projeto.

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levantamentos

De uma forma geral, deve-se ter um entendimento dos parâmetros edilícios e urbanísticos relevantes ao lote ou à projeção para o início do projeto. Sendo eles: a tipologia de uso permitido pela lei, a regularidade geométrica, os afastamentos exigidos, as taxas de ocupação mínimas e máximas, os coeficientes de aproveitamento, a taxa de permeabilidade, a indicação da cota de soleira e altura máxima da edificação. Além desses parâmetros, também deve-se verificar junto às Prefeituras ou às Regiões Administrativas no caso de Brasília, a situação do lote. Verificar se o lote está registrado no cartório corretamente, se o endereço que consta na escritura é realmente o mesmo que o cliente tem, as dimensões do terreno, realizar a conferências dos vértices do mesmo e tudo mais que seja intruído à você.


No caso especial de Brasília, temos algumas legislações que regem os parâmetros edilícios e urbanísticos da cidade. São elas: as NGB’s, o PDL, o PDOT, a LUOS e o PPCUB. Atualmente o PPCUB não está vigente na cidade, ele ainda se encontra na fase de discussão e aprovação do poder público. mini guia do arquiteto recém-formado

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aspectos físicos

No contexto de uma paisagem, as edificações podem se tornar parte do local ou estar distintas e desconectadas dele. Muitas edificações e construções grandes podem configurar por si só um contexto ou uma paisagem. Ao analisar o entorno físico de um lote deve-se olhar os prédios e equipamentos imediatamente próximos ao local do projeto. Seja qual for a sua intenção, harmonizar ou contrastar, é importante entender o entorno imediato para se posicionar diante daquela parcela da cidade. Não existe arquitetura sem seu espaço externo, seja ele urbano ou rural. O ambiente físico-espacial que se insere uma edificação clama por entendimento, aguardando análise. O lugar fala com o arquiteto, cabe à nossa sensibilidade entender, sintetizar e transformar esses anseios em construção ou vazio. 38

levantamentos


o entorno

Deve-se fazer um levantamento dos prédios do entorno, contendo a tipologia (função) das edificações, como elas se relacionam entre si, os espaços cheios e vazios, as texturas, os volumes, as cores, a idade das construções, etc. Pergunte-se questões como: o gabarito das edificações ao entorno será respeitado? Os materiais de acabamento serão semelhantes ou opostos? Os estilos arquitetônicos serão os mesmos? Entender a relação da rua com o lote também é essencial. A proporção entre a altura da edificação e a largura da via, as aberturas que se voltam para a rua (os olhos da rua), os acessos, etc. Essas questões proporcionam o melhor entendimento de como deverá ser feita uma intervenção no local, seja através de revitalizações ou de novas construções. Se não houver entorno construído, deve-se fazer o mesmo levantamento com os elementos da paisagem natural. Quais são as cores das árvores? Como as estações influenciam nesse contexto? Como são as texturas do terreno? Os cheios e vazios? etc. Os fluxos são os caminhos percorridos no lugar e entorno, sejam feitos por pessoas ou veículos.

Estudar esses fluxos é importante para determinar como as pessoas irão interagir e perceber o edifício que será construído. Fluxos podem se tornar tanto o ponto de partida de um projeto, como limitadores da arquitetura. A análise detalhada desse aspecto irá possibilitar a tomada de decisão sobre esses caminhos. Por exemplo, suponha que existe um fluxo de pedestres que corta o lote na diagonal para percorrer o menor caminho ao seu objetivo. A arquitetura irá negar este caminho ou abraça-lo? Quais serão as implicações de cada uma das opções? A vida urbana irá perder parte de sua dinâmica se o fluxo for negado? Ou se for incorporado, como isso irá afetar o projeto? Estudar os fluxos faz com o que o edifício tenha uma melhor relação com o usuário. Tente garantir que o acesso principal fique na melhor posição da implantação; o estacionamento deve ser acessível ao fluxo de automóveis; as pessoas que utilizam o transporte público para chegar ao edifício devem ter um caminho protegido e talvez uma segunda entrada para facilitar o trajeto; essas e outras questões devem consideradas ainda na fase de concepção do projeto.

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aspectos físicos O clima é um fator fundamental na caracterização de um sítio. A arquitetura, deve servir como abrigo, moderadora do clima externo. Portanto, as variações climáticas influenciam em diversos aspectos formais do projeto. Para efeito da arquitetura, os aspectos climáticos mais importantes são: a radiação solar, os índices de umidade relativa, as precipitações atmosféricas (chuvas) e os ventos. Estes conceitos devem ser levados em conta, visando a eficiência energética da edificação e o conforto dos usuários.

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levantamentos


o clima

Radiação solar: O estudo da incidência solar nos edifícios é fundamental para a implantação do objeto arquitetônico. A depender da região e do clima, a arquitetura tem uma intenção com relação à proteção dos raios solares ou à exposição aos mesmos. No caso de climas quentes, deve-se evitar que a radiação solar atinja diretamente as construções, para evitar os ganhos desnecessários de calor nos ambientes internos. Para se proteger o envoltório de uma edificação se deve conhecer o movimento do sol no sítio, isto é, a trajetória solar. Isto irá determinar a organização dos espaços internos

e a necessidade de dispositivos de proteção solar nas fachadas. Por exemplo: a fachada voltada para leste no caso do Brasil, irá receber radiação no momento mais ameno do dia, a manhã, portanto, é recomendada para a disposição de locais de dormitórios ou permanência; já a fachada voltada para o oeste, será a mais quente da construção, por conta do pôr do sol, sendo assim, não deve conter os espaços de alta permanência. Dentre os dispositivos mais usados para a proteção solar, encontram-se os brises, as marquises, os cobogós, as próprias coberturas e até mesmo vegetações. mini guia do arquiteto recém-formado

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o clima

A umidade: É relevante quanto à amplitude da temperatura diária de um local. Isto é, quanto mais seco for o clima, mais acentuadas serão suas temperaturas máximas e mínimas durante o dia. Este fenômeno se dá devido as partículas de água presentes no ar que recebem a radiação solar durante o dia e se aquecem. Por exemplo, em um clima seco recebe-se mais radiação solar direta do que um clima úmido. Isto afeta a arquitetura de forma que os climas mais secos devem prever em seus projetos, estratégias de conforto térmico para a grande variação de temperatura durante o dia. Neste caso, em climas secos e quentes os projetos devem permitir que as edificações trabalhem de forma oposta ao clima externo. Se o local tem a predominância de dias quentes, deve-se projetar uma arquitetura em que a temperatura interna seja menor que a externa, e o contrário pela noite. Já nos climas úmidos e quentes, não existe tamanha variação de temperatura durante o dia e a noite, portanto neste clima, a ventilação constante é bem-vinda. Em ambos os casos de climas quentes, os projetos devem incentivar recursos que evitem o aquecimento interno pela luz do sol. 42

levantamentos

As chuvas: A chuva advém da condensação do vapor d’água no ar e claramente não é desejada dentro de uma edificação. Sempre devemos projetar espaços impermeáveis à chuva. No entanto, deve-se entender e aprender a aproveitar essa precipitação. Questões atuais como a crise hídrica, fazem com que estejamos cada vez mais conscientes com relação ao aproveitamento dos recursos naturais. Não só em habitações, mas edifícios comercias e também no próprio urbanismo. Um local em que alagamentos e chuvas longas são recorrentes, devese projetar tendo em vista um possível problema relacionado ao acúmulo de água no terreno. Ao reaproveitar as águas da chuva, devemos pensar em captação da água do telhado, escoamento, armazenamento e tratamento, todas essas estratégias que devem estar desenhas no projeto executivo, com seus respectivos detalhes construtivos.


Os ventos: A ventilação de ambientes internos e externos pode promover diversas melhorias de conforto térmico. Os excessivos ganhos de calor, principalmente no verão, assim como o calor gerado no próprio ambiente pela presença de seres humanos ou diversas outras fontes, podem provocar o desconforto dos usuários com relação ao espaço. A própria ação natural dos ventos pode ser a solução para diversos ambientes. O vento, ao encontrar um obstáculo, sofre desvios para ultrapassá-lo e depois tende a retomar seu trajeto original. Sendo assim, o vento pode ser encaminhado, de forma a percorrer um trajeto intencional no projeto. A distribuição do fluxo, depende principalmente da direção dos ventos com relação ao edifício (a sua implantação). Procure sempre conhecer a rosa dos ventos do local em que você está projetando. Em climas quentes, além do motivo básico sanitário de ventilação, devese sempre incentivar a ventilação cruzada, para que os ambientes internos possam ter temperaturas mais amenas que o exterior, causando assim uma sensação maior de conforto. mini guia do arquiteto recém-formado

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aspectos físicos

No terreno, dentro do lote do projeto, deve-se fazer um levantamento de tudo que for específico daquele local. A topografia, as vistas, a vegetação e as infraestruturas. O terreno tanto condiciona o projeto como oferece possibilidades e oportunidades incríveis. Isso faz da arquitetura algo específico e único, uma vez que não existem sítios exatamente iguais uns aos outros. A topografia é a ciência que estuda todas as características físicas na superfície de um terreno. Fazer o levantamento topográfico detalhado do local fornecerá as informações necessárias para o início do projeto. Deve-se levantar dados como: largura e profundidade do terreno, curvas de níveis, possíveis edificações já construídas no interior do lote, aquíferos, vegetações existentes internas ao lote e nas suas proximidades. 44

levantamentos


o terreno

Fazer este levantamento irá possibilitar o uso de estratégias relacionadas ao projeto, como compensação de terra, que reduz o custo da obra, edificações encaixadas na curva nível, diferentes níveis de acesso e até mesmo tirar partido de uma vegetação ou lago existente. Estas estratégias podem gerar uma arquitetura mais complexa, rica, com mais elementos que irão diferenciar o projeto e dar a ele identidade. As vistas a serem aproveitadas, podem tanto ser próximas adjacentes ao lote ou distantes. Tirar proveito de uma vista pode ser o ponto de partida de um projeto, devemos ficar sempre atentos aos lugares ao redor. Pode ser uma vista de um parque, uma vista de uma rua histórica, um rio ou lagoa que se passa mais adiante. As vistas podem ser visualizadas através de um terraço, um mirante, explore tudo, até mesmo a vista do pôr do sol.

Outro ponto importante a ser levantado com relação ao terreno, é a localização das infraestruturas. Ao visitar o lote, deve-se anotar e analisar onde estão os pontos de fornecimento de água, energia, gás (se for o caso), telecomunicações, coleta de esgoto, coleta de águas pluviais, iluminação pública e outros. Como estratégia de entendimento e representação do sítio, podem ser feitos levantamentos através de fotografias do local, croquis à mão livre, e quando o terreno for acidentado, fazer a maquete física do terreno com representação das curvas de nível é imprescindível.

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aspectos físicos A escolha dos materiais de construção, estão para o arquiteto como as tintas estão para o artista. Cada sítio, seja ele urbano ou rural, apresenta características físicas próprias. Os materiais de construção são os meios que vão possibilitar a realização do projeto. Antes de se fazer a escolha dos materiais a serem utilizados, deve-se pensar em alguns pontos: O primeiro deles é se os materiais a serem utilizados no projeto existem em abundancia na região da construção do projeto. Tome cuidado com a dependência de fornecedores externos, condições de fabricação e transporte. Claro que isto se refere aos materiais básicos da obra, eventualmente elementos novos diferentes tecnologias costumam vir de outras regiões. Quando for necessário trazer material de fora, deve-se pensar em como transportá-lo e armazená-lo sem que seja danificado. Tendo visto a disponibilidade do material, como é a fabricação? É sempre bom ser consciente com relação aos processos da indústria da construção. Procurar materiais que são feitos de em harmonia com o meio ambiente é algo a se preocupar 46

levantamentos

cada vez mais em nossos projetos. Questione como será feita a manutenção deste material. Será necessário gastar muito dinheiro e esforço para manter sua qualidade ao longo do tempo? Isso também entra em questões relacionadas a sustentabilidade. Um material que é sustentável deve ser durável. Existe na comunidade suficiente mão-de-obra para trabalhar o material escolhido? Existe na comunidade algum material que pode ser aplicado de forma criativa no projeto? Podem ser por exemplo, utilizados tecidos artesanais da região para realização de uma cobertura ou de uma divisória interna de um ambiente. Ser criativo pode ser um diferencial no seu trabalho. Como combinar os materiais. Não só com relação à estética da edificação, mas também, estruturalmente. Por exemplo, um teto de material pesado sobre paredes leves vai requerer uma estrutura que pode custar caro. E por último, é possível fazer o reuso desse material? Como se dá o processo de descarte? É possível reciclá-lo? Ou ainda, é possível utilizar materiais já reciclados no projeto?


materiais de construção

Fazer um estudo dos materiais disponíveis da região e utilizá-los no projeto faz com que o processo seja automaticamente mais sustentável. Utilizar mão de obra local e materiais locais contribuem para o crescimento econômico daquela região, além de fortalecer os laços emocionais da comunidade com a construção. Para a concepção do projeto, não se deve conceber a forma e depois aplicar os materiais como se fosse uma colagem arbitrária. Trabalhe com as possibilidades e limitações específicas dos materiais, isso influencia diretamente na forma da edificação. Também deve-se ter em mente também a formação de uma equipe de trabalho em que confie. Isso facilita o processo da obra. Ocorrem menos erros quando você já tem uma equipe acostumada a trabalhar em conjunto, favorecendo para todos os envolvidos com menos estresse para os encarregados e menores gastos para os clientes.

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aspectos simbólicos Estudar os aspectos históricoculturais é importante para entender a vida e a memória do local. Eles fornecem uma ideia da identidade de um povo. São elementos da história cultural: as relações familiares, a língua falada, as tradições, a religião, a arte e algumas ciências. Todas essas práticas influenciam no modo de viver das pessoas, logo no modo de habitar e ocupar-se dos espaços. Um importante livro base para a construção deeste Miniguia, foi “Fundamentos de arquitetura” de Lorraine Farrely, e segundo a autora, a análise histórica de um sítio pode reunir todas as transformações significativas que se deram ao longo da vida de um lugar.

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levantamentos

Isso nos oferece uma imagem completa do terreno, a qual pode então ser usada como fonte de inspiração para conceitos arquitetônicos de projetos. Uma das importâncias de projetar estando consciente da história e da cultura do lugar é a geração de identificação dos usuários com lugar, sentimento de pertencimento. Talvez exista naquele local, um percurso histórico, um caminho, que possa sugerir um eixo significativo a ser aproveitado no traçado regulador do projeto a ser desenvolvido. Um elemento da cultura local, que pode ser inserido visualmente na edificação, entre outras estratégias para obter esse tipo de linguagem no projeto.


Lugar: Para a arquitetura, o lugar é mais que um terreno ou local no interior de uma edificação. O lugar possuí definições físicas; ele existe e pode ser descrito mediante o uso de coordenadas geográficas ou referencias de um mapa. Contudo, criar um “lugar” trata principalmente de estabelecer a identidade de um local ou terreno, descrevendo suas características espirituais e emocionais. Os arquitetos que se propõem a criar “lugares” usam os terrenos físicos como plataformas.

(Lorraine Farrelly, Fundamentos de arquitetura, 2010, pág. 170)

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topografias de brasĂ­lia asa norte

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levantamentos


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o traço do arquiteto

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conceito? No âmbito da psicologia do pensamento, a concepção pode indicar uma noção geral ou a capacidade de criar uma ideia, um modo de ver ou sentir. Assim, as ideias gerais e pensamentos criativos da imaginação podem ser qualificados como concepções. Esta é a fase em que a criação acontece. Após reunir todos os aspectos do sítio, o arquiteto precisa traduzir em formas e volumes, o que o cliente espera do projeto. O arquiteto irá colocar em prática todos os anos de estudo e exercer todas as suas habilidades desenvolvidas. É hora de definir um conceito e um partido para o projeto, pensar no traçado regulador, nas formas e volumes que a edificação irá assumir. A maioria dos escritórios denominam essa fase de projeto como estudo preliminar. Este tema, unânimamente de delicado entendimento por ser extremamente abstrato, exige anos de leitura e estudos para ser compreendido. Depois das pesquisas e entrevistas realizadas

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o traço do arquiteto

com professores da Universidade de Brasília, chegou-se à conclusão de que o conceito, é basicamente o que orienta e reflete as intenções do projeto. Para que uma arquitetura que faça sentido, é importante a definição de um conceito que irá guiar as escolhas do arquiteto. Fazer arquitetura é como criar uma narrativa, tem que fazer sentido. As escolhas projetuais têm que ser embasadas em algo claro. Um projeto pode ter vários conceitos, várias ideias que se complementam e trabalham juntas para a construção de um lugar. Os conceitos devem ser a sensação que os usuários têm ao habitar ou percorrer o espaço. Alguns conceitos comuns são: paisagem, percurso, leveza, modulação, passeio, sustentabilidade, ritmo, mimetismo, monumentalidade, entre outros.


partido? Para a definição de partido, chegou-se à conclusão de que, como o próprio nome indica, é de onde se parte para começar o processo projetual. É o elemento que orienta e baliza o processo do desenho, organiza e classifica, acata ou dispensa, seleciona ou segrega, reforça ou neutraliza as ideias presentes nos croquis e esboços prévios do arquiteto. É a tomada de decisão do desenho, “tomar partido” de uma configuração e adotá-la como verdade temporária para aquele problema. É um elemento guia, que sem o qual, o desenho se transforma em mero rabisco, produto de concepções formais aleatórias. O partido é o elemento de desenho que dá unidade ao projeto. É o esquema que permite o fácil entendimento dos conceitos, das diretrizes que um projeto pretende implementar. mini guia do arquiteto recém-formado

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traçado regulador

Segundo Corbusier, o grande arquiteto que tornou este tema amplamente estudado, o traçado regulador é a obrigação da ordem, é a garantia contra o arbitrário. Ele proporciona a satisfação do espírito e, é um meio, não uma receita. Em termos menos abstratos, o traçado regulador é um elemento geométrico de suporte na elaboração de projetos associados ao design de objetos, expressões artísticas e projetos arquitetônicos. Existe uma forte influência de ferramentas matemáticas associadas à sua origem, em especial aos elementos geométricos e aritméticos agregados com a razão áurea. É através de formas geométricas que os seres humanos identificam, medem e reconhecem o espaço, pois, a geometria é a linguagem conhecida e utilizada do ser humano. 58

o traço do arquiteto

O que é um quadrado, um retângulo, um círculo ou um hexágono? Assim que se compreendem e absorvem os edifícios, os objetos e a natureza. A escolha do traçado é decisiva na concepção de um projeto, é o que marca e organiza o espaço. São eixos ordenadores que coordenam a composição. Podem ser relacionados à simetria ou proporções. É importante ter em mente que o traçado regulador deve ser entendido como uma potência de projeto, e não uma camisa de força para as soluções a serem adotadas. A harmonia na divisão de segmentos e figuras planas produzidas pela razão áurea se conecta a certa beleza estética de uma obra projetada segundo o traçado. Essa proporção divina há muito tempo é observada e estudada em várias formas presentes na natureza.


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projeto: o domínio da técnica

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mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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ep estudo preliminar

anteprojeto

Etapa destinada à concepção e à representação do conjunto de informações técnicas iniciais e aproximadas, necessários à compreensão da configuração da edificação, podendo incluir soluções alternativas;

Etapa destinada à concepção e à representação das informações técnicas provisórias de detalhamento da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, necessárias ao inter-relacionamento das atividades técnicas de projeto e suficientes à elaboração de estimativas aproximadas de custos e de prazos dos serviços de obra implicados;

pl

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ap

ex

projeto legal

executivo

Etapa destinada à representação das informações técnicas necessárias à análise e aprovação, pelas autoridades competentes, da concepção da edificação e de seus elementos e instalações, com base nas exigências legais (municipal, estadual, federal), e à obtenção do alvará ou das licenças e demais documentos indispensáveis para as atividades de construção;

Etapa destinada à concepção e à representação final das informações técnicas da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, completas, definitivas, necessárias e suficientes à licitação (contratação) e à execução dos serviços de obra correspondentes;

projeto: o domínio da técnica


dt

A caracterização das etapas de EP, AP, PL, EX e CP foram retiradas da NBR 13532

detalhamento Etapa desenvolvida principalmente em contratos que incluem o projeto de interiores. Nestes casos, o detalhamento costuma ser entregue separado do projeto executivo. O conjunto de desenhos separa cada cômodo da construção geral e irá trazer os menores detalhes técnicos, como detalhes de marcenaria, marmoraria, acabamentos e itens de decoração;

cp complementares Etapa de elaboração de projetos técnicos que se integram ao projeto arquitetônico (projeto estrutural, de instalações elétricas, de instalações telefônicas, de instalações hidrossanitárias, de luminotecnia), urbanístico ou paisagístico (projeto de abastecimento d’água, de saneamento, de drenagem, de terraplenagem e pavimentação, de iluminação urbana). Ele é complementar ao projeto de arquitetura, visando a execução da obra. mini guia do arquiteto recém-formado

65


estudo preliminar

O Estudo Preliminar constitui a configuração inicial da solução arquitetônica proposta para o projeto, é o resultado de todos os levantamentos que foram explicados no início do Miniguia, considerando as principais exigências contidas no programa de necessidades. É o produto gráfico inicial que será apresentado ao cliente e deve receber aprovação do mesmo para a continuação à próxima etapa. Como estratégias de apresentação do estudo preliminar, a maioria dos escritórios de arquitetura que foram entrevistados para a construção deste Miniguia, exibem as plantas baixas 66

projeto: o domínio da técnica

ep

do local em escala reduzida, em uma folha A3 ou A4, onde ficam claros todos os elementos que possibilitem o entendimento do projeto, como: a circulação, as aberturas (portas e janelas), o sistema construtivo empregado, o mobiliário e acessos. Os conceitos e partido do projeto também deverão estar ilustrados e explicados na apresentação, se tornando forte aspecto de convencimento das decisões projetuais tomadas.


Sobre a representação dos desenhos que são produzidos nesta estapa, as formas mais comuns são as plantas humanizadas para facilitar o entendimento do cliente, croquis e maquetes volumétricas, tanto físicas, como digitais. Também se torna interessante elaborar uma apresentação de imagens, com fotos reais, que demonstrem soluções parecidas já executadas para o cliente, isso facilita o entendimento da proposta para os clientes, que possuem pouca prática em enxergar em apenas duas dimensões (plantas e cortes). O cliente deve analisar se o layout proposto pelo arquiteto é correspondente à sua expectativa e caso não seja, alterações deverão ser feitas de acordo com a quantidade de alterações estabelecidas no contrato.

mini guia do arquiteto recém-formado

67


9.95

0.75

3.80

Area Verde

4.55

quintal

Lazer

0.10 0.40

19.00 m²

Circulação

2.30

15.00 m²

Suíte

Quarto 2

0.10

13.00 m²

Quarto 3

12.00 m²

12.00 m²

Wc Soc Wc Suíte

2.10

Closet 6.00 m²

2.70 0.14

68

6.00 m²

4.00 m²

0.10 4.75

projeto: o domínio da técnica

1.95

3.00 0.15

0.15

1.50

0.15 8.85

3.00


11.60 0.15

6.40

0.15 1.10

Varanda

Estar

6.00 m²

37.00 m²

Area Verde frontal

Lavabo

Despen.

2.00 m²

3.00 m²

A. Serviço

Garagem

5.00 m²

27.00 m²

A. desc 5.00 m²

Cozinha

Wc Serv

15.00 m²

2.00 m²

0.15

3.75

0.15

1.85

0.15

1.40

0.15 1.10 0.10

3.70 100

2.85 N

EP - Planta Baixa esc. 1:100

0

1m

3m

6m

mini guia do arquiteto recém-formado

69


ap

anteprojeto O Anteprojeto constitui a configuração final da solução arquitetônica proposta para a obra, considerando todas as exigências contidas no programa de necessidades e o Estudo Preliminar aprovado pelo cliente. Difere-se do estudo preliminar pois, esta etapa já deve conter as alterações solicitadas realizadas e também deve conter informações técnicas provisórias de detalhamento da edificação e de seus elementos, instalações e componentes, necessárias ao inter-relacionamento das atividades técnicas de projeto 70

projeto: o domínio da técnica

(complementares) e suficientes para a elaboração de estimativas aproximadas de custos e de prazos dos serviços de obra implicados. Incia-se nesta etapa, a compatibilização dos projetos, para então comerçarmos a falar sobre cronograma de serviços de obra e custos, todas questões que são muito importantes para o cliente se programar financeiramente, que deve assim como nas outras etapas, aprovar e autorizar o desenvolvimento dos próximos passos.


mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

71


D

36.0 3.80

muro lateral h=220cm

0.20

1.30

0.20

10.25

área de lazer 19 m²

B

6.80

área verde quintal

-0.02

0.40

0.15

5.30

-0.17

PA2

A

5.50

PM1

15 m²

14 m² 0.00

PA2

2.50

suíte

PM1

PM1

PM1

quarto 2

PM2

12 m²

wc social

0.00

6 m² 0.00

wc suíte 4 m²

closet

2.30

0.00

circulação

6 m² 0.00

0.00

quarto 1 12 m² 0.00

1.30 0.15

JA2

JA1

JA2

JA1

muro lateral h=220cm

0.20

0.50 0.30

0.15

2.70

0.10

1.95

0.15

2.00 3.00

0.50 0.15

0.50 1.50

0.15

2.00

0.

3.00

0.15

25

72

projeto: o domínio da técnica


5

.50

PF1

15 m² 0.00

0.88

3.75

2.00

0.15

1.85 0 0.15 .15

PM2

0.88

1.40 3.10

-0.02 5 m²

a. serviço descoberta

1.95

3 m² 0.00

despensa

PM2

0.15

5.30

0.00

34 m²

JA1

0.15 1.10

B

6 m²

varanda

sala

-0.02

5.30

PA4

0.20

PF1

0.15 1.10

garagem

27 m² -0.02

A

JA3 0.15

PM2

JA6

PA1 JA4

2 m² 0.00

lavabo

0.15

6.40

0.15

JA5

5 m² 0.00

0.15 1.05 0.15 PM2

área de serviço

cozinha

-0.17

2 m²

2.75

1.20

PA4 0.15

wc serviço

1.10 0.15

3.85

0.15

00 2.91 0.11

área verde frontal -0.17

3.90

5.75

esc. 1:100

N

AP - Planta Baixa

C


projeto legal

O Projeto Legal ou de Aprovação é uma sub-fase ao anteprojeto, desenvolvida, concomitante ou posteriormente a ele. Constitui a configuração técnico-jurídica da solução arquitetônica proposta para a obra considerando as etapas anteriores aprovadas pelo cliente e as normas técnicas de apresentação e representação gráfica emanadas dos órgãos públicos (em especial, Prefeitura Municipal ou Regiões Administrativas, concessionárias de serviços públicos e normas técnicas brasileiras, como a de acessibilidade). Nos casos especiais em que não haja necessidade de aprovação do projeto pelos poderes públicos esta sub-fase deixa de existir. 74

projeto: o domínio da técnica

pl

O projeto aprovação costuma ir e voltar dos órgãos regulamentadores com as exigências necessárias para a aprovação do projeto. Devese consultar todas as normas de parâmetros edilícios e urbanísticos na fase de levantamento do projeto, conforme já falado anteriormente, para que se possa agilizar essa etapa de vistos e aprovações. Sobre os processos de aprovação de um projeto, cada cidade e estado brasileiro possuem características próprias. De uma forma geral, o passo a passo de aprovação passa pelas mesmas etapas no poder público. Para maiores informações e detalhes do caso especial de Brasília, veja as páginas a seguir.


1. situação

3. planta baixa

5. cortes

é recomendado fazer 4 cortes

2. locação

4. cobertura

6. fachadas

e também, 4 fachadas

Para que o projeto possa ser submetido à aprovação, o conteúdo mínimo das pranchas se resume em: planta de situação, planta de locação, planta baixa de todos os pavimentos, planta de cobertura, mínimo de um corte longitudinal ao

terreno e um transversal, além de detalhes necessários à aprovação como desenhos de guarda-corpo, banheiros PNE’s, informações técnicas de fornecedores com relação à acabamentos, etc.

mini guia do arquiteto recém-formado

75


D

36.0 3.80

muro lateral h=220cm

-0.17

área verde quintal

Fachada C

área de lazer 19 m² 03

-0.02

0.40

0.15

5.30

6.80

0.20

1.30

0.20

10.25

PA2

14 m²

0.00

circulação

PM1

suíte

15 m²

5.50

PM1

0.00

PA2

2.50

01

quarto 2

PM2 04 01

1.30 0.15

12 m²

04

0.00

JA2

quarto 1

6 m²

01

0.00

4 m²

wc suíte

2.30

6 m²

PM1

wc social

12 m²

closet

PM1

01

0.00

JA1

0.00

JA2

JA1

muro lateral h=220cm

0.20

0.50 0.30

0.15

2.70

0.10

1.95

0.15

2.00 3.00

0.50 0.15

0.50 1.50

0.15

2.00

0.

3.00

0.15

D

25

76

projeto: o domínio da técnica


5

0.88

C

.50

2.00

3.75

0.15

Fachada A

1.85 0.15

PF1

JA1

0.15

-0.02

PM2

0.88

1.40 3.10

0.15 1.10

A

05

0.15

PM2

-0.02

1.95

-0.02

5.30

Fachada D

B

PA4

PF1 1.10

-0.17

área verde frontal

6 m²

varanda

0.15

garagem 27 m²

JA3 0.15

01

3 m²

0.00

despensa 0.00

PM2

04

2 m²

0.20

6.40

5 m²

a. serviço descoberta

04

JA6

JA5

0.00

PA1 JA4

5 m²

sala

-0.17

04

lavabo

5.30

34 m²

04

15 m²

área de serviço 0.00

0.15 1.05 0.15 PM2

0.15

r

2 m²

cozinha

2.75

1.20

PA4 0.15

wc serviço

1.10 0.15

3.85

0.15

C

Fachada B

00 2.91 0.11

divisa com lote 04

0.00

03

divisa com lote 08

3.90

5.75

esc. 1:100

N

PL - Planta Baixa


projeto legal

Segundo à Cartilha de Aprovação de Projetos da Segeth de 2018.

1. passo:

2. passo:

Solicitação de análise técnica do projeto de arquitetura junto à CAP (Central de aprovação de projetos):

Atendidas as solicitações, a CAP concede o visto ao projeto e calcula o valor das outorgas, caso necessárias. Na sequência, é possível solicitar o alvará de construção, que só será emitido após o pagamento delas. Para projetos com mais de uma habitação, o interessado precisa do atestado da CAP e de mais alguns documentos além dos já falados acima para o pedido de aprovação:

Requerimento padrão, com assinatura do proprietário ou procurador do processo. O procurador deverá apresentar a cópia da procuração e documento de identificação com foto. Projeto de arquitetura da obra com assinatura do proprietário e do autor. Esta fase, funciona como uma consulta prévia de orientação, caso o projeto já esteja finalizado pelo arquiteto, pode ser requerido o visto ou aprovação diretamente. Para o visto de projeto exigem-se: Projeto de arquitetura completo, mesmo em caso de reformas. Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica do autor do projeto (ART/RRT), com assinatura do proprietário e do autor do projeto, o registro no órgão de classe e comprovante de pagamento. Declaração conjunta do proprietário e do autor do projeto encontrada no verso do requerimento padrão. 78

como aprovar em Brasília?

Relatório de Impacto de Trânsito (RIT), para projetos com mais de 150 unidades habitacionais. Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), para projetos com mais de 200 unidades habitacionais. Outros documentos, conforme casos específicos, sob a orientação da CAP.


3. passo: Com o projeto visado ou aprovado em mãos, o alvará de construção pode ser solicitado. Ele autoriza a execução da obra. Para a obtenção desse documento, o interessado deverá apresentar: Requerimento padrão, com assinatura do proprietário ou procurador do processo. O procurador deverá apresentar a cópia da procuração e documento de identificação com foto. Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART/ RRT) assinado pelo proprietário e executor da obra, com o registro no órgão de classe e o comprovante de pagamento. Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica (ART/ RRT) do(s) autor(es) dos projetos de instalações prediais – fundação, estrutura, instalações elétrica, hidráulica, sanitária, telefônica e prevenção de incêndio e outros que fizerem parte do escopo do projeto – assinado pelo proprietário e executor da obra com o registro no órgão de classe e os comprovantes de pagamento.

Comprovante de pagamento de taxas relativas aos serviços requeridos (DAR/SEF código 3573), que pode ser retirado no site ou presencialmente, nos postos de atendimento da Secretaria de Fazenda; Atestado de demarcação do lote, que pode ser solicitado na Terracap. Documento de propriedade do lote, ou escritura com certidão de ônus (atualizada). Um jogo de cópias do projeto de fundações. Boletos e comprovantes de pagamentos da Taxa de Execução de Obras (retirados na Agefis). Certidão Negativa de Débitos da Agefis. Comprovante de pagamento – ODIR (caso necessário). Comprovante de pagamento – ONALT (caso necessário). Contrato de Concessão de Direito Real de Uso (caso necessário).

mini guia do arquiteto recém-formado

79


4. passo: A carta de Habite-se é o certificado final emitido pela Administração Pública ao proprietário e, ela serve para confirmar que o imóvel possuí todas as exigências e avalições cumpridas, que o imóvel está legalizado. Imóveis que não possuem a carta de Habite-se podem perder o valor para vendas, pois encontram-se na situação irregular para o governo (mesmo que a edificação tenha sido construída dentro de todos os parâmetros exigidos). Também de acordo com a cartilha mencionada, os documentos necessários para a obtenção do habite-se são: Requerimento padrão, com assinatura do proprietário ou procurador do processo. O procurador deverá apresentar a cópia da procuração e documento de identificação com foto. Guia de controle de fiscalização de obra (entregue ao interessado na retirada do alvará de construção – etapa anterior. Levantamento topográfico (solicitado no setor de topografia da administração regional). Comprovante de pagamento de taxas relativas aos serviços requeridos (DAR/SEF código 3573), que pode ser 80

retirado no site ou presencialmente, nos postos de atendimento da Secretaria de Fazenda. Um jogo dos projetos de instalações prediais – estrutura, instalações elétrica, hidráulica, sanitária, telefônica e outros que fizerem parte do escopo do projeto (caso não tenham sido entregues no prazo de 60 dias após a emissão do alvará de construção). Um jogo do projeto de prevenção de incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal – CBMDF (caso não tenham sido entregues no prazo de 60 dias após a emissão do alvará de construção). Laudo aprovado pelo Corpo de Bombeiros do Distrito Federal – CBMDF. Boletos e comprovantes de pagamentos da Taxa de Execução de Obras (retirados na Agefis). Certidão Negativa de Débitos da Agefis. Declarações de Aceite para Cartas de Habite-se das concessionárias (CEB, Caesb e Novacap). Comprovante de instalação de obra de arte com a nota fiscal de compra e o certificado do artista fornecido pela Secretaria de Cultura do DF (para habitações coletivas com mais de 1.000,00 m2);


Aprovar um projeto nem sempre é fácil e rápido, o cliente e o arquiteto responsável, devem se programar com antecedência prevendo os tempos necessários para os trâmites burocráticos da aprovação. Estas informações foram retiradas da Cartilha de Aprovação de projetos da CAP, disponibilizada pela SEGETH, onde se encontram diversos outros documentos de apoio e dúvidas sobre todo o processo. mini guia do arquiteto recém-formado

81


executivo O Projeto de Execução é o conjunto de documentos técnicos (memoriais, desenhos e especificações) necessários à licitação e/ou execução (construção, montagem, fabricação) da obra. Constitui a configuração desenvolvida e detalhada do Anteprojeto aprovado pelo cliente. Esta é a fase em que mais se investe tempo e atenção ao ato de desenhar, é o caderno mais importante do projeto, que para ser elaborado, devem ser consultados diversos profissionais da área da construção civil. Dessa forma, possibilita-se que o projeto que irá para a obra será de fácil execução e terá viabilidade construtiva. De acordo com NBR 13532, que regulamenta a Elaboração de projetos de edificações em Arquitetura, nesta etapa, devem ser apresentados os seguintes desenhos: planta geral de implantação, planta de terraplenagem, cortes de terraplenagem, plantas das coberturas, cortes (longitudinais e transversais), elevações (frontais, posteriores e laterais), plantas especiais de ambientes (banheiros, cozinhas, lavatórios, oficinas e lavanderias), detalhes (plantas, cortes, elevações e perspectivas) de elementos da edificações e de seus componentes construtivos 82

projeto: o domínio da técnica

ex (portas, janelas, bancadas, grades, forros, beirais, parapeitos, pisos, revestimentos e seus encontros, impermeabilizações e proteções); No quesito textual, também deve ser entregue junto ao projeto executivo: memorial descritivo da edificação; memorial descritivo dos elementos da edificação, das instalações prediais (aspectos arquitetônicos), dos componentes construtivos e dos materiais de construção; memorial quantitativo dos componentes construtivos e dos materiais de construção; Perspectivas, maquetes e recursos audiovisuais interiores ou exteriores, parciais ou gerais são elementos opcionais, combinados entre o arquiteto e o cliente no momento do fechamento do contrato. Muitos escritórios entregam o detalhamento separado do projeto executivo, principalmente em casos de projetos de reforma. Isso possibilita ao cliente construir os aspectos gerais da construção antes dos detalhes especiais de cada ambiente. É importante entender a escala da construção e a escala de cada projeto, para que possam ser realizados os desenhos conforme a necessidade da obra.


Em um projeto executivo de arquitetura os desenhos costumam ser divididos em plantas de: demoliçãoconstrução ou apenas alvenarias; layout; planta revestimentos; iluminação e teto; planta de pontos (elétricos e hidráulicos); planta de cobertura; cortes; fachadas; e outros desenhos que se julguem necessários para a construção.

1. demoliçãoconstrução

2. layout

3. revestimentos

4. teto/ luminotécnico

5. pontos

6. cobertura

8. fachadas

9. detalhes construtivos

7. cortes

mini guia do arquiteto recém-formado

83


D

36.0 3.80

0.20 1.30

10.25

área verde quintal

03

área de lazer 19 m²

5.30

B

6.80

03

0.15

03

PA2

03

circulação 15 m²

PM1 PA2

2.50

03

05 01

01

0.40

05

03

suíte

01

14 m²

03

PM1

03

03

PM1

PM1

01

quarto 2

4 m²

2.30

closet 6 m²

01

01 01

2.70

0.10

1.30 0.15

01

12 m²

01

01

JA1

0.50 0.15

04

01

JA2

05

quarto 1

6 m²

01

04

wc suíte

01

0.30

wc social

12 m²

01

PM2 01

A

5.50

01

1.95

0.15

05

2.00 3.00

JA2

0.50 0.15

1.50

01

05

JA1

0.50

2.00

0.

3.00

0.15

0.15

25

84

projeto: o domínio da técnica


.50

PF1

05

0.88

cozinha

15 m²

04

04

2.00

3.75

2 m²

04

JA1

0.15

PM2

1.85 0 0.15 .15

0.88

1.40 3.10

5 m²

JA3

05

0.15 1.10 05

03

0.15

03

5.30

área verde frontal

6 m²

varanda

sala

garagem

1.95

34 m²

0.15

r

B

05

PA4

03

05

01

3 m²

despensa

04

PF1 1.10

A

PM2

03 0.20

0.15

27 m²

04

04

JA6

a. serviço descoberta

PA1 JA4

2 m²

lavabo

5.30

6.40

0.15

5 m²

área de serviço

03

0.15

PM2

JA5

04

PM2

0.15 1.05 0.15

1.20

PA4 0.15

wc serviço

04

2.75

0.15

3

1.10 0.15

3.85

04

00 2.91 0.11

05

05

05

05

05

05

05

3.90

5.75

esc. 1:100

N

EX - Planta de Revestimentos

C


detalhamento Principalmente para contratos que incluem o projeto de interiores, o detalhamento do projeto costuma ser entregue separado. Este conjunto de desenhos separa cada cômodo da construção geral e irá trazer os menores detalhes técnicos, como detalhes de marcenaria, marmoraria, acabamentos e itens de decoração. Isso não significa que detalhes são aspectos menores da obra. Eles são importantes em muitas etapas. Quando se pensa na obra do ponto de vista dos sistemas estruturais, existem dezenas de detalhes importantes ao funcionamento total

86

projeto: o domínio da técnica

dt da construção. Como detalhes de juntas estruturais, detalhes de encaixe de fachadas e coberturas, entre outros. O importante é entender o funcionamento e o papel do detalhe na execução da obra como um todo. Um projeto bem detalhado, garante ao arquiteto que as decisões de execução técnicas tomadas na obra serão de acordo com o planejamento feito e não de acordo com a improvisação de quem está responsável pela obra, que muitas vezes não conhece o projeto total ou as intenções do projetista.


Entender a lógica do detalhamento é o que faz a diferença na execução (obra) de um projeto. Conhecer os materiais que serão utilizados, as características físicas e químicas da especificação escolhida, possibilita ao arquiteto a liberdade da criação. Sempre pense que o desenho precisa mostrar como será realizado o encaixe, a junção dos elementos da construção. Os detalhamentos são feitos em gradação de escala, onde cada desenho ampliado aumenta a complexidade de elementos que aparecem e são especificados. O que preciso mostrar no desenho para que a pessoa que irá realizar, fará da melhor forma possível? mini guia do arquiteto recém-formado

87


.15

1.90

1.20

.65

painel de madeira ver detalhamento

1.13

MB1

EQ2

BA2

Cozinha

BA3

2.45

.60

04

MB1 03

1.40

Vista 4

MB1

.50

MB1

Bancada para refeições com estrutura de metalon revestido com MDF

Vista 3

Bancada alta do cooktop em granito

.87

1.90

15.00 m²

0.00 .70 02

Det.01

Vista 2

Pr.10

Vista 1

1.00

.70

Det.02 Pr.10

01

bancada molhada em granito

bancada seca em granito CB1 1.88

EQ1

1.87

TN1

3.75

.15

.87

88

projeto: o domínio da técnica

2.00

JA1 .87

Det.Cozinha - Pla


.11

Armário suspenso de MDF com portas de abrir

.70

.87

PM2

forro de gesso

.50

Armário alto de MDF com prateleiras

.02

.80

.85

.02

laje

04

GL

.04 .20

2.10

1.60

GL

.98

3.19

JA1

.65

.88

Bancada em granito

.15

BA1

.15

anta baixa esc. 1:25

GL

Cozinha +00.00

Armário em MDF com portas de abrir mini guia do arquiteto recém-formado

Rodabanca mesma ped bancada 89


cp complementares Os projetos complementares são todos os projetos necessários à construção da obra que são elaborados por outros profissionais da área da construção civil. Projeto de estruturas e fundações, instalações, telecomunicações, conforto térmico e acústico, paisagismo, arcondicionado, incêndio, comunicação visual, entre outros. O arquiteto possuí também o papel de gestor de obra, apesar de tal função ser relativamente negligenciada pelos profissionais brasileiros, é necessário entender a importância que existe nessa função. O distanciamento dos arquitetos do canteiro começa ainda na graduação, que costuma oferecer pouco conteúdo sobre administração de obras. 90

projeto: o domínio da técnica

Procure entender e se capacitar em como elaborar um cronograma físicofinanceiro, como lidar com a mão de obra e fiscalizar os funcionários, etc. As vantagens associadas à realização do gerenciamento pelos arquitetos são enormes, principalmente quando o executor da obra é o autor do projeto. Quando o arquiteto assume a execução da obra, é mais fácil garantir que o foi planejado, detalhado e pensado até mesmo no início do projeto, seja executado à risca, fazendo com o que as expectativas do cliente sejam atendidas.


1. projeto estrutural

2. instalações hidráulicas

3. instalações elétricas

4. conforto térmico

5. conforto acústico

6. paisagismo

7. projeto de ar-condicionado

8. projeto contra incêndio

9. projeto de comunicação visual mini guia do arquiteto recém-formado

91


92

projeto: o domínio da técnica


N=-0.05 (exceto onde indicado)

CP - Planta de forma - Estrutura esc. 1:100

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projeto: o domínio da técnica

2

2

h=30cm

h=150cm

h=150cm

h=30cm

2

2

closet

quarto 1

wc social

quarto 2

wc suíte

2 h=150cm

94 suíte

circulação

área de lazer

área verde quintal

2

2

h=30cm


2

2

2

h=130cm

wc serviço

5 m²

a. serviço descoberta

cozinha

garagem

área de serviço

2

despensa

lavabo

varanda

sala

2 2 2

2

2

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N

CP - Planta Baixa - Elétrica

esc. 1:100

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2

2


topografias de brasĂ­lia ĂĄrea central

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a prĂĄtica profissional

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papo reto

Ao longo das pesquisas realizadas para a confecção do Miniguia, foram feitas entrevistas com alguns escritórios e arquitetos de Brasília. Acredito que a principal lição deste momento engrandecedor e que gostaria de compartilhar com todos que leêm o guia, é que, apesar do que todos sentimos nesta fase da vida, não precisamos nos desesperar. Todos saem da faculdade sentindo as mesmas coisas e todos passam por isso (ou não, para os que tomam outros rumos também felizes). Inclusive, não só na arquitetura, mas de uma forma geral, em todos os cursos. Saímos muito novos, com muita coisa para aprender sobre o mundo, sobre nós mesmos, e obviamente muito mais ainda para aprender sobre a profissião. Vários conselhos que apareceram nessas adoráveis conversas foram unânimes. Estude, seja curioso, resolva, se vire, pergunte, não tenha vergonha, todos aprendemos todos os dias. 102

a prática profissional

Entre a faculdade e a prática profissional existe um leve abismo. Temos um aprendizado muito superficial com relação ao desenho técnico de projeto, temos sonhos muitas vezes irreais sobre o salário de um arquiteto no Brasil. Essas e outras vivências são importantes para nossa formação, por isso procure sempre fazer estágios, acompanhar o trabalho de pessoas mais velhas, entender como funciona a gestão de um escritório, entender sobre empreendedorismo, marketing e atendimento ao cliente. No final das contas, são muitas coisas para aprender, muitas coisas que não são faladas na faculdade. Tenha paciência com você mesmo, seja humilde e sempre tenha em mente que o compartilhamento é a melhor forma de crescimento.


Porque por mais que a gente se espelhe em alguém, por mais que a gente ouça alguém, a gente só entende mesmo quando a gente passa na veia. Acho que isso é do ser humano mesmo! Por mais que a gente pegue uma dica aqui e ali, o que realmente fica, são suas experiências. A gente precisa de uma bagagem no final das contas. (Entrevista

com Imira de Holanda, 2018)

(...) A gente sempre trabalha a disciplina dissociada na faculdade e, quando a gente forma e pega a primeira casa para fazer, você tem que gerenciar uma equipe com engenheiro calculista, com engenheiro elétrico, topógrafo, paisagista e você nunca fez isso! (Heloísa

Moura em entrevista com o Estúdio Mova, 2018)

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diferentes soluções Existe hoje na arquitetura, a crescente de diferentes “produtos” a serem disponibilizados ao cliente. Tanto pela dificuldade em vendas de projetos tradicionais, quanto pela conscientização de que a arquitetura deve ser para todos, inclusive para os que não podem pagar por ela. Com isso, não são poucas iniciativas que transformam o que pensamos sobre a arquitetura e o projeto. Pode ser que algumas dessas, não sejam nem tão inovadoras assim, porém, como a maioria de nós ficamos completamente voltados para dentro da faculdade, tornou-se pertinente trazê-las como outras opções para ganhar a vida.

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a prática profissional


para diferentes clientes Estudo de Viabilidade: O estudo de viabilidade é uma etapa importantíssima para a realização de um bom projeto. O estudo irá analisar, comparar e ponderar as características e possibilidades de um terreno para uma determinada finalidade. Por exemplo, um cliente quer construir um shopping, porém não sabe qual o melhor terreno para esta implantação. O escritório ou arquiteto irá orientar o cliente sobre a compra do terreno, com bases nas legislações, no orçamento disponibilizado pelo cliente e às características físicas do lugar. Funciona como uma consultoria de compras, uma orientação. É um mercado pouquíssimo explorado pelos arquitetos, costuma ser voltado para grandes empreendimentos, mas pode ser aplicado também para projetos residenciais. Este ramo tem se tornado cada vez mais uma ótima opção para nós, arquitetos.

Consultoria em arquitetura: A consultoria funciona como uma orientação. Um dia em que o arquiteto vai ao local e faz todas as observações, croquis e dicas possíveis que vem à mente naquela hora. É um serviço extremamente barato em comparação ao projeto e é altamente recomendado em casos de pequenas mudanças no ambiente. Tem como intuito alcançar um público diferente, que muitas vezes não pode pagar por um serviço completo de arquitetura.

Orçamento de obra e/ou gestão de obra: Como o próprio nome já diz, este serviço é voltado para a programação e controle de obra. Muitos escritórios se especializam em prestar esse tipo de negócio, por muitas vezes ser mais rentável do que a elaboração de projetos. Esses serviços podem acontecer juntos, ou separados.

Naming, design e comunicação visual: Muitos escritórios que trabalham com arquitetura comercial gostam de oferecer o pacote completo para o cliente. Dessa forma é garantido que o conceito da marca irá ser integrado com a arquitetura e vice-versa. Pode ser um ótimo ramo a ser explorado.

Transformações “faça você mesmo” com baixos custos: Parecido com a consultoria, esse tipo de trabalho tem crescido, porém o cliente tem se mostrado tendencioso a contratar o próprio escritório para o “faça você mesmo”. Com um valor estipulado previamente, o arquiteto tem o desafio de transformar ao máximo aquele lugar com os recursos financeiros disponíveis.

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e agora?

como cobrar? Talvez essa seja uma das perguntas que mais temos dúvidas. Tanto nós recém-formados, quanto os arquitetos que já estão no mercado. A dúvida permanece. Não é ensinado para nós na faculdade como ser empresário, como fazer a contabilidade, como pagar os impostos, e tantas outras coisas importantes para quem quer viver dessa área particular da arquitetura. Enquanto jovem, procure ajuda e cursos que irão suprir essas necessidades. Ser arquiteto, também é ser empreendedor. Nas entrevistas realizadas, a grande pergunta foi “como vocês cobram?”. Existem arquitetos que cobram por m2, e, existem arquitetos que cobram por hora de trabalho. Qual é o jeito correto? Não existe um. Cada um escolhe trabalhar com o método que se adpta melhor, com o que faz mais sentido. Sobre esse assunto, a resposta nunca será exata, você vai sempre testar e melhorar suas formas de trabalhar, em todos os aspectos. 106

a prática profissional


Cobrar por metro quadrado é a forma mais comum que existe no mercado. Tanto para nós arquitetos, quanto para os engenheiros. O IAB (Instituto dos arquitetos do Brasil) disponibiliza alguns materiais sobre precificação que servem para orientar essa etapa. A tabela mais utilizada pelos arquitetos que foram consultados, é a tabela de honorários do IAB do Espírito Santo. De uma forma geral, cobrar por metro quadrado é utilizar como referência o CUB (custo unitário básico de construção) que varia de estado para estado. O valor do CUB que é atualizado mensalmente pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon), fornece um parâmetro de quanto custa o valor do metro quadrado construído no seu estado. Com base nisso, a tabela simula o valor total do serviço quando você determina: a tipologia do projeto, as etapas de projeto que irá desenvolver e a área total de construção. A tabela é ótima para quem está inciando e não tem muita noção de como precificar. Ela é de extrema importancia pois funciona para praticamente todas as tipologias de projeto. Porém, ela está muitas vezes numa realidade um pouco diferente do que é realmente cobrado no mercado. Muitos arquitetos a utilizam como base, mas na verdade não cobram o que é recomendado por ela.

Cobrar por hora trabalhada ainda é uma prática pouco utilizada no nosso meio. Afinal, porque não cobrar por metro quadrado? A grande dificuldade encontrada no método tradicional é: como metrificar isso? Como avaliar se o projeto deu lucro ou prejuízo? O método de cobrar pelo projeto baseado nas horas trabalhadas é exatamente para possibilitar esta análise. Quanto mais tempo um projeto fica no escritório, mais trabalho, mão de obra e dedicação foram “gastos” neste projeto. Existem projetos que vão ser rápidos, com clientes bem decididos, este provavelmente dará lucro ao escritório. E existem projetos eternos. Sabemos disso. Então como os dois projetos, com a mesma área e tipologia podem custar a mesma coisa? Pensando nisso, alguns arquitetos começam a repensar como precificar seus serviços. Para cobrar por hora, a primeira coisa que você precisa saber é, quanto vale a sua hora? Quantas horas você precisa trabalhar para pagar suas contas? E segundo, quantas horas você demora para fazer determinado projeto? Para fazer este tipo de questionamento e tornar esse método viável, você precisa conhecer muito bem a sua forma de trabalhar e manter um registro seguro sobre as horas trabalhadas em cada projeto. Dessa forma você melhora a estimativa incial feita na proposta de cada projeto.

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a prรกtica profissional


rrt? Informações retiradas do site do Cau/BR www.caubr.gov.br

RRT é o registro de serviços técnicos no âmbito da Arquitetura e Urbanismo para atividades técnicas pertencentes a um único grupo de atividades, como Projeto ou Execução. O registro de responsabilidade técnica identifica, para todos os efeitos legais, o responsável pela realização de atividade técnica. É possível registrar mais de uma atividade em um mesmo RRT, desde que sejam referentes a um único endereço de realização e pertençam ao mesmo Grupo de Atividades. Podem utilizar este serviço arquitetos e urbanistas com registro ativo no CAU e em dia com as anuidades. Existem vários tipos de RRT, e serviços relacionados à RRT, que podem ser: emissão de RRT simples, RRT derivado, RRT mínimo, RRT múltiplo mensal, RRT de atividade no exterior, emissão de RRT fora do prazo, baixa de RRT, retificação de RRT, cancelamento de RRT, declaração de nulidade de RRT. Na resolução no 91, de 9 de Outubro

de 2014 do CAU-BR, estão explicitadas todos os tipos e caracateríst’icas das RRT’s. Para a emissão de RRT simples, leva-se em média, apenas dez minutos para solicitação, podendo variar conforme a complexidade dos dados para registro (serviço online de emissão automática pelo sistema), mais dois dias úteis para emissão, realizada somente após a compensação do pagamento do boleto. Quais os documentos ou dados necessários? Dados dos serviços a serem registrados e dados do contratante. Quais as etapas para a realização deste serviço? Acessar o SICCAU – Sistema de Informação e Comunicação do CAU (servicos. caubr.gov.br) com CPF e senha para emitir o RRT simples, clicando em “RRT”, “Preencher Registro de Responsabilidade Técnica”. E ainda, quanto custa? A taxa de emissão é de R$ 91,50 (2018). mini guia do arquiteto recém-formado

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topografias de brasĂ­lia saĂ­da sul

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extras!

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check list’s! levantamento No local: Levantamento fotográfico do local (terreno ou ambiente interno); Planta de situação com alguma referência de localização como quadra, rua ou calçada; Planta de locação com as dimensões totais, área total, limite do lote, localização da calçada, nível externo e interno, afastamento e curvas de nível; Projeto arquitetônico completo: planta baixa, cortes, fachadas, planta de cobertura com decaimento do telhado ou laje; Levantamento in loco em Autocad (em caso de reforma); medir pé direito, altura de janela, peitoril, vãos, peças fixas (bancas, sanitários, torneiras, etc); Adquirir projeto estrutural; Caso não seja possível, levantar no local as estruturas; Adquirir projetos complementares, se necessário; 116

Solicitar ao cliente: Topografia e sondagem do terreno (quando necessário); Legislação, verfificar: Usos permitidos; Afastamentos; Taxa de ocupação; Taxa de permeabilidade; Cota de soleira; Altura máxima de edificação; Geometria do lote (conferência dos vértices); Vagas de estacionamentos (quando necessário);


estudo preliminar Planta de layout humanizada Área total construída, identificando a área coberta e a área descoberta; Indicação da área de cada ambiente; Legenda com o nome do ambiente; Paredes com hatch sólido ou hachurado; Blocos de mobiliário e outros que se façam necessários para demonstrar o layout proposto ao cliente; Figuria humana; Cotas gerais do projeto; Locação de estruturas; Projeções de estruturas;

Modelo 3D Modelagem total das alvenarias, aberturas, estrutura, terreno, etc; Aplicação de texturas, cores e materiais para melhor entendimento do projeto; Uso de modelos para representar móveis, plantas, marcenaria prevista, etc; Renderização ou ilustrações de vistas internas e externas.

Projeções gerais; Indicação de norte;

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projeto legal Observação: O conjunto de desenhos que compõem o projeto legal (planta de situação, locação, planta baixa, planta de cobertura, cortes, fachadas e detalhes referentes às normas de acessibilidade) devem estar preferencialmente nas escalas 1:25 ou 1:50. Na entrega do projeto para a central de aprovação de projetos, também deve ser apresentada a RRT registrada no CAU. Planta de situação Identificação do lote no seu contexto; Indicação dos lotes vizinhos, ruas, quadra, entre outros; Desenhar alguma referência de localização como quadra, rua ou calçada; Escrever endereço completo; Representar o norte; Planta de locação: Marcação com linha tracejada a projeção da casa, o limite do terreno e o afastamento obrigatório; Localização e nível da calçada, também indicar o nível em que a casa será construída; Cotar dimensões totais; Planta baixa: Marcação com linha tracejada o limite do terreno e o afastamento obrigatório; Cotar distância da casa até o afastamento obrigatório e até o final do terreno; 118

Indicação de níveis e áreas de todos cômodos, área externa, degraus, entre outros; Representar o norte; Cotas internas; Mostrar linhas de cortes; Determinar com linha tracejada a projeção do beiral, marquise, pergolado, ou qualquer estrutura coberta que esteja na parte externa do terreno; Desenhar muro em planta com indicação de altura; Representar apenas peças fixas como bancadas, bacia sanitária, lavatório, entre outros; Sinalizar tipologia de revestimentos de teto, parede e piso de todos os cômodos; Em caso de escada identificar sentido de subida e numeração de degraus; Inserir tabela de áreas; Em legenda na mesma prancha identificar cada esquadria (porta ou janela) com suas dimensões, número de folhas, forma de abrir e material.


Planta de cobertura Marcação com linha tracejada o limite do terreno e o afastamento obrigatório; Localizar calçada e rua externa; Mostrar linhas de cortes; Cotar paredes externas com somatório; Representar o norte; Determinar com linha tracejada a projeção do beiral, marquise, pergolado, ou qualquer estrutura coberta que esteja na parte externa do terreno; também identifica-lo com legenda; Externo ao muro indicar lotes vizinhos; Identificar acesso principal para carros e para pessoas; Caracterizar o tipo de cobertura com hachura; Determinar material da cobertura, sentido de caimento e porcentagem de inclinação; Indicar calhas e rufos; Localizar o tubo de queda de águas pluviais; Sempre escrever altura de paredes sem contato com cobertura, como guarda corpos, platibandas e muros; Mostrar possíveis detalhes estruturais para melhor compreensão de funcionamento da cobertura.

Cortes: Indicar nível de todas superfícies; Mostrar linha de piso em corte com projeção natural do terreno em tracejado; Cotar todas as alturas; Representar estrutura da cobertura em corte; Desenhar muro e indicar altura; Não retratar mobiliário em vista, somente peças fixas, portas e janelas. Fachadas: Desenhar todas as fachadas; Mostrar a linha de piso do terreno em corte; Desenhar muro e indicar altura; Utilizar hachuras para representar texturas da fachada; Representar em tracejado projeção natural do terreno; Desenhar esquadrias em vista e indicar forma de abrir. Pranchas: Colocar carimbo próprio para Administração; Verificar o .ctb, pois não são permitidas plotagens coloridas; Conferir se o endereço está de acordo com a escritura; Organizar pranchas na seguinte ordem: 1. Locação e cobertura, 2. Planta baixa, 3. Cortes, 4. Fachadas. mini guia do arquiteto recém-formado

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projeto executivo Observação: O conjunto de desenhos que compõem o projeto executivo (planta de layout, planta de demolição-construção, planta de revestimentos, planta de pontos, planta de forro e/ou luminotécnico, planta de cobertura, cortes e fachadas) devem estar preferencialmente nas escalas 1:25 ou 1:50.

Planta de layout: Representar o norte; Repetir planta de layout definida no estudo preliminar; Atentar aos modelos de portas e esquadrias, devem possuir mais detalhes devido à escala; Cotar as dimensões gerais internas e externas; Indicar com linha tracejada todas as projeções do projeto e indicar com legenda; Repetir legendas de nome de ambiente, área e nível; Utilizar texturas e hatchs para destacar mobiliários, bancadas, etc; No caso de escadas, indicar número de degraus, linha de subida da escada e corrimão; Planta de demolição-construção: Desligar equipamentos, mobiliário, esquadrias, portas; Manter equipamentos sanitários e quadro de luz; Desenhar projeção das bancadas e suas paredes de sustentação; 120

Indicar nomes dos ambientes, níveis e área; Indicar com o layer e respectivo hatch o que será demolido e o que será construído; Cotar estruturas a construir e demolir; Indicar altura das paredes baixas dos balcões; No caso de escadas, indicar número de degraus, linha de subida da escada e corrimão; Planta de revestimentos: Hachuras diferentes representando os revestimentos diferentes (de piso); Representar começo da paginação de piso com a seta; Indicar e especificar soleiras e rodapés em tabela; Determinar a área total de cada ambiente para cálculo de custos; Desenhar legenda representando os tipos de acabamentos (piso, rodapé, soleira e parede); Indicar na parede os diferentes


revestimentos de parede; Indicar a portas e esquadrias de acordo com a tabela; Planta de pontos: Localizar pontos elétricos e interruptores, pontos hidráulicos e pontos de gás; Mostrar quadro de luz; Determinar em legenda a altura em cada ponto; Se necessário indicar em chamada altura diferente da legenda. Planta de forro/luminotécnico: Blocos diferentes representando luminárias de sobrepor ou de embutir, pendentes, arandelas ou luminárias de piso; Tabela com especificações técnicas e quantitativo de cada luminária; Cotas mostrando a localização de cada luminária; Desenhar com linha traço-ponto eixos das luminárias; Ligar com linhas interruptores e as luminárias que pertencem ao mesmo circuito; Indicar quadro de luz; Hachuras representando a laje ou o forro; Cotar as dimensões totais do forro; Indicar o pé direito de cada ambiente;

Linhas tracejadas representando localização de vigas ou elemento que está acima do nível do forro; Uso de chamadas para iluminação embutida em móvel, espelho, entre outros; Representar tabica com offset em relação à parede quando houver; Indicar com chamadas ou legendas todos detalhes contidos no projeto como rasgos, cortinarias, sancas, entre outros. Planta de cobertura: Representar o norte; Representar sentido e porcentagem de decaimento das águas do telhado ou da laje; Indicar com linha tracejada a projeção da alvenaria externa; Especificar todos os materiais da cobertura da casa, assim como vazios e aberturas; Representar calhas e rufos; Utilizar chamadas para possíveis detalhes estruturais; Cortes e Fachadas: Mínimo de dois cortes; Indicar revestimentos em vista marcando a paginação; Desenhar portas e esquadrias em vista; Puxar detalhes de forro/teto; Inserir legenda de ambiente, área e nível;

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detalhamento Observacões: O conjunto de desenhos que compõem o detalhamento devem estar preferencialmente nas escala 1:25.

Para interiores: Separar cada ambiente em planta baixa e desenhar todas as vistas internas; Especificar todos os revestimentos no piso e nas paredes (tanto nas vistas quanto na planta); Especificar todos os metais e louças de acordo com a tabela (tanto nas vistas quanto na planta); Cotar dimensões gerais e alturas pertinentes; Utilizar chamadas e hachuras para especificações de materiais; Detalhar mobiliário ou qualquer outro elemento a fabricar separadamente do detalhe do ambiente (quando for o caso); Numerar e especificar em tabela equipamentos como esquadrias, torneiras, bancadas, entre outros; Analisar se é necessário a elaboração do mapa de esquadrias, mapa de pedras ou similar; 122

Para detalhes construtivos: Obs: Detalhes construtivos devem estar presentes no projeto executivo, podendo ser eles: Detalhe de encontros de sistemas: viga-pilar-laje-vedação; Detalhes de juntas de dilatação; Detalhes de acessibilidade (devem estar inclusive no projeto legal); Detalhes de sistemas de fachadas; Detalhes da cobertura (caimento, calhas, impermeabilização, etc); Outros necessários à construção da obra;


mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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modelos: padrão de linhas: linha de eixo

para AutoCad (DASHDOT)

linha de projeção

para AutoCad (DASHED2)

linha de interrupção

para AutoCad (CENTER2)

sugestão de organização de layers: ARQ-ALV-CRT

arquitetura-alvenaria-corte

ARQ-ALV-VT

arquitetura-alvenaria-vista

ARQ-ALV-PRJ

arquitetura-alvenaria-projeção

ARQ-LAY-CRT

arquitetura-layout-corte

ARQ-LAY-VT

arquitetura-layout-vista

ARQ-LAY-PRJ ARQ-SIM

arquitetura-símbolos

EST-VIG-CRT

estrutura-viga-corte

EST-VIG-VT

estrutura-viga-vista

EST-VIG-PRJ

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arquitetura-layout-projeção

eXtras

estrutura-viga-projeção


padrão e símbolos de desenho

N

Nome do desenho

esc. 1:100

Ambiente 3.00

B

B

A

A

+00.00

Ambiente

+00.00

Vista 1

01

sobe

Vista 1

01

Vista 1

01

Rampa i=10%

01

C01

Vista 1

A01 Det.xx

ESCADA

xx degraus

p=xx e=xx

A01

Pr.xx

corre

B01

corre

C01

S01

B01 Início da paginação

mini guia do arquiteto recém-formado

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modelos:

Muitos arquitetos preferem ser diretos quando o assunto ĂŠ entender o que o cliente deseja para seu projeto, porĂŠm existem trabalhos que precisam ser um pouco mais detalhados e atenciosos. Para quem curte a vibe astral-piscolĂłgica muito mais pessoal e precisa se tornar praticamente melhor amigo do cliente, confira a lista a seguir de algumas perguntas que podem ser feitas na etapa de briefing de projeto. 126

eXtras


briefing’s Quantas pessoas vão utilizar a residência? Qual a rotina das pessoas que vão utilizar a casa? Pretendem aumentar a família? Qual momento do dia que todos ficam juntos? Como é são as refeições? Café da manhã, almoço e jantar. Existem pessoas trabalhando na casa? Vocês trabalham em casa? Assistem TV juntos? O que mais gostam quando o assunto é passar o tempo? Gostam de Cozinhar? Gostam de receber amigos em casa? Quando? Para que? O que, mas irrita você em uma residência? O que você, mais gosta quando se refere a uma residência. Recebe hospedes? Com qual lugar, você mais se identifica: Balada, Boteco, Bar, Restaurante ou Spa? Você tem algum hobby? Tem animal de estimação? Você gosta de plantas? Flores? Temperos? Você é alérgico ou possui algum problema de saúde ou alguma deficiência? O que você mais gosta de fazer aos finais de semana? Qual seu sonho de infância? O que você detesta fazer em casa? Qual a sua relação com a tecnologia?

Quais cores lhe agradam mais? Gosta de tons pastéis ou vibrantes? Você pratica leitura? Qual o melhor lugar para ler? Você tem o hábito de assistir TV no quarto? Você pratica Yoga ou similares? Você coleciona objetos? O que? O que prefere: Churrasco, Pizza ou Fondue? Que tipo de elemento você acha que enfeita um ambiente? Qual o tipo de iluminação você gosta? (ex. muita, pouca, ambiente, direta, fria, quente). Você tem algum hábito inusitado, especial? Tem objetos a serem guardados com chaves ou cofre? Qual a sua particularidade para esse projeto (alguma observação em especial que você gostaria que tivesse em sua nova residência?). Deseja automação? (som, vídeo, ar condicionado, cortinas) Gosta de bebidas? Quais? O que não pode faltar de maneira alguma nesta residência? Madeira ou Aço? Frio ou Quente? Qual tipo de musica mais gosta? Gosta de espelhos? Melhor presente que ganhou na vida? Tem algum ídolo? Se tivesse a oportunidade de fazer a diferença, o que faria? Qual seu “budget/orçamento” para esta obra? mini guia do arquiteto recém-formado

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modelos:

Este modelo de contrato foi elaborado pela Comissão de Exercício Profissional do CAU/MT. Ele deve servir apenas para orientar os profissionais na elaboração de seus contratos, não tendo conotação de norma que deva ser cumprida.

contrato de prestação de serviços de arquitetura e urbanismo CONTRATANTE: De um lado, nome, nacionalidade, estado civil, profissão, rg, cpf, endereço do contratante, (no caso de pessoa física); e firma ou razão social, cnpj, ramo de atividade, endereço, além de nome, nacionalidade, estado civil, profissão, rg, cpf, endereço do representante legal, (no caso de pessoa jurídica), doravante simplesmente denominado CONTRATANTE; e, de outro lado, preencher com nome do profissional, nacionalidade, estado civil, cau, rg, cpf, endereço, simplesmente doravante denominado CONTRATADO, convencionam e ajustam o que segue: Pelo presente instrumento, contratam entre si o seguinte. 1 – CLÁUSULA PRIMEIRA: DO OBJETO 1.1 O presente contrato tem por objeto a prestação de serviços profissionais na área de Arquitetura e Urbanismo, especificamente a elaboração de projeto arquitetônico de edificações, o que se dará em conformidade com as definições das NBR de nº 13532 e 13531. 1.2 O Projeto Arquitetônico de que trata o presente contrato é relativo a descrever o objeto do projeto e o imóvel, e será desenvolvido de acordo com as cláusulas segunda e terceira do presente instrumento contratual, denominadas, respectivamente, “DAS ETAPAS DO PROJETO E DA EXECUÇÃO CONTRATUAL” e “DOS PRAZOS”. 2 – CLÁUSULA SEGUNDA: DAS ETAPAS DO PROJETO E DA EXECUÇÃO CONTRATUAL 2.1 O objeto do presente contrato será desenvolvido com base na NBR 13532, compreendendo as seguintes fases: 2.1.1 Levantamento de dados para arquitetura (LV-ARQ); 2.1.2 Programa de necessidades de arquitetura (PN-ARQ); 2.1.3 Estudo de viabilidade de arquitetura (EV-ARQ); (obs: Este item é opcional) 2.1.4 Estudo preliminar de arquitetura (EP-ARQ); 2.1.5 Anteprojeto de arquitetura (AP-ARQ) ou de pré-execução (PR-ARQ); 2.1.6 Projeto legal de arquitetura (PL-ARQ); 2.1.7 Projeto básico de arquitetura (PB-ARQ) (obs: Este item é opcional) 128

eXtras


contratos

2.1.8 Projeto para execução de arquitetura (PE-ARQ). 2.2 Cada uma dessas etapas será orientada pelo item 4.4 da NBR 13532, observados os prazos previstos na cláusula seguinte. 3 – CLÁUSULA TERCEIRA: DOS PRAZOS 3.1 Os prazos para conclusão dos trabalhos serão aqueles especificados abaixo e estarão condicionados ao cumprimento pelo contratante de seus próprios prazos de aprovação: 3.1.1 No prazo de 05 (cinco) dias contados da assinatura do presente contrato, o CONTRATANTE deverá entregar ao CONTRATADO toda documentação necessária para p desenvolvimento do Programa de Necessidades e Estudo Preliminar, tais como: sondagens, cópia de escritura, levantamento planialtimétrico, demais informações pertinentes à elaboração do projeto, etc. 3.1.2 Nos 20 (vinte) dias subsequentes, o CONTRATADO deverá elaborar o Estudo Preliminar e entregá-lo ao CONTRATANTE para análise; 3.1.3 Nos 10 (dez) dias após as alterações por parte do cliente, o CONTRATADO deverá desenvolver o Estudo Preliminar revisado com aval para continuidade dos trabalhos e com as alterações que entender necessárias. Para cada alteração realizada na etapa de estudo preliminar, fica estipulado esse mesmo prazo para correção dos desenhos. 3.1.4 Após o término do prazo acima, o CONTRATADO terá o prazo de 30 (trinta) dias para elaborar o ANTEPROJETO, e entrega-lo, contra recibo, para apreciação e aprovação do CONTRATANTE, que terá o prazo de 05 (cinco) dias para considerações. 3.1.5 Nos 10 (dez) dias subsequentes, o CONTRATADO deverá elaborar e dar entrada no Projeto junto a Prefeitura Municipal, sendo sua obrigação utilizar todos os meios legais disponíveis para aprovação, inclusive o cumprimento de todos os “COMUNIQUE-SE”, se houver. 3.1.6 Aprovado o projeto na Prefeitura Municipal, o CONTRATADO terá o prazo de 20 (vinte) dias para entregar ao CONTRANTE o Projeto Executivo. 3.1.7 Após a finalização e entrega de todos os projetos complementares, o CONTRATADO terá o prazo de 20 (vinte) dias para realizar a etapa de compatibilização. 3.2 A limitação do estudo preliminar foi descrita de duas formas: 3.2.1 Caso o CONTRATANTE rejeite o estudo de layout apresentado pelo mini guia do arquiteto recém-formado

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CONTRATADO, esse apresentará no prazo de 10 (dez) dias, a contar da rejeição, novo estudo de layout, devendo não ultrapassar a quantidade de 03 (três) estudos de layout diferentes, sob pena de acréscimo do valor de 10% (dez por cento) sobre o valor total do contrato, por layout que exceda o terceiro estudo, a ser pago quando da entrega de cada novo estudo. 3.2.2 Caso o CONTRATANTE, rejeite o estudo de maquete (volumetria) apresentado pelo CONTRATADO, esse apresentará, no prazo de 10 (dez) dias, a contar da rejeição, novo estudo de volumetria, devendo não ultrapassar a quantidade de 03 (três) estudos diferentes, sob pena de acréscimo do valor de 15% (quinze por cento) sobre o valor total do contrato, por maquete que exceda o terceiro estudo, a ser pago quando da entrega de cada novo estudo. 4 – CLÁUSULA QUARTA: DOS HONORÁRIOS 4.1 Pela elaboração dos serviços ora contratados, o CONTRATANTE pagará ao CONTRATADO a quantia de R$ XXXXXXXXX (valor escrito por extenso), que será quitada da seguinte forma: descrever o número de parcelas e quando elas serão pagas. 4.2 O pagamento será feito mediante (descrever a forma de pgamento, por exemplo, transferência bancária, depósito em conta, cheque, etc), em um prazo de até 10 (dez) dias corridos, após a data de entrega da Nota Fiscal ou recibo ao CONTRATANTE. 4.3 É de responsabilidade exclusiva do CONTRADADO, o recolhimento de todos os impostos trabalhistas, taxas e contribuições, que incidirem sobre a remuneração estipulado no presente contrato. 4.4 As despesas efetuadas pelo CONTRATADO, ligadas direta ou indiretamente com o objeto do contrato, ficarão a cargo do CONTRATANTE. 4.5 As taxas relativas ao Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), cujo registro e recolhimento é de responsabilidade do CONTRATADO, deverão ser reembolsadas pelo CONTRATANTE. 4.6 Todas as despesas pagas pelo CONTRATADO e que não tiverem sido adiantadas pelo CONTRATANTE, deverão ser reembolsadas, mediante apresentação dos comprovantes quitados, ou recibo, devidamente preparado e assinado pelo CONTRATADO. 4.7 Não está incluído no preço ora ajustado o que segue abaixo, cujos pagamentos e contratações serão de inteira responsabilidade do CONTRATANTE: 4.7.1. Projetos de Fundação, Estrutural, Elétrico, Hidrossanitário, Paisagismo, Estudo de Impacto de Vizinhança, Licenças Ambientais, Bombeiro e todo e qualquer outro projeto complementar que se faça necessário; 4.7.2. Responsabilidade técnica pela execução e acompanhamento da obra; 4.7.3. Registro na Prefeitura, taxas, emolumentos, impostos, matricula no INSS e demais impostos referentes para aprovação de projeto e emissão de alvará; 4.7.4. Cópias e plotagens; 4.7.5. Perspectivas e maquetes eletrônicas. 4.8 Se eventualmente houver acréscimo nos serviços contratados, em percentual acima de 10% do que foi previamente acordado, os custos decorrentes 130

eXtras


serão cobrados em separado com a elaboração de adendo ao contrato. Fica acordado que para cada metro de construção que for aumentado no projeto (extrapolado o limite de 10%) será acrescido o valor de R$ X (valor escrito por extenso), por metro quadrado. 4.9 Será igualmente cobrada em separado as eventuais modificações feitas pelo CONTRATANTE, se elas forem posteriores à etapa já aprovada. 4.10 As partes estabelecem que havendo atraso no pagamento dos honorários, serão cobrados juros de mora na proporção de 1% (um por cento) ao mês, incidindo, a título de correção monetária, o IGPM – Índice Geral de Preços do Mercado – da FGV, ou outro índice que o substituir. 5 – CLÁUSULA QUINTA: OBRIGAÇÕES DO CONTRATANTE 5.1 No decorrer do cumprimento do presente contrato, o CONTRATANTE se compromete a: 5.1.1 Viabilizar a conclusão do projeto dentro dos prazos estipulados, inclusive com a entrega de todos os elementos necessários ao desenvolvimento do projeto; 5.1.2 Proceder ao pagamento de todas as taxas necessárias para aprovação do projeto e emissão do alvará; 5.1.3 Providenciar profissional para elaboração e aprovação de projetos complementares, se necessário. 5.1.4 Proceder ao pagamento dos honorários contratados. 5.1.5 O CONTRATANTE fica obrigado a executar a obra respeitando integralmente o Projeto Arquitetônico. 5.1.5.1 Na hipótese de qualquer alteração do Projeto Arquitetônico, quando da sua execução, o CONTRATANTE fica obrigado a obter por escrito o consentimento do CONTRATADO, como manda o art. 16 da Resolução 67/2013 CAU/BR, sob pena das cominações legais relativas aos direitos autorais; 5.1.6. Fornecer todos os documentos, ferramentas, condições e informações necessárias para o CONTRATADO proceder a elaboração dos projetos contratados. 5.1.7 O CONTRATANTE não poderá dar início a execução do projeto de autoria do CONTRATADO sem a contratação de profissional responsável técnico junto a Prefeitura para mencionado fim. 6 – CLÁSULA SEXTA: DAS OBRIGAÇÕES DO CONTRATADO 6.1 É de responsabilidade única do CONTRATADO a execução dos serviços descritos no objeto do contrato e cumprimento dos prazos estabelecidos, bem como a compatibilização do projeto arquitetônico com os projetos complementares, desde que realizados por profissionais habilitados e entregues por meio digital; 6.2 A prestação de serviços pelo CONTRATADO ao CONTRATANTE não implica em vínculo trabalhista entre as partes. 6.3 O CONTRATADO SE obriga a manter SIGILO sobre todos os termos e condições deste Instrumento. 6.4 O CONTRATANTE não responderá solidária nem subsidiariamente mini guia do arquiteto recém-formado

131


pelos encargos trabalhistas, previdenciários e de ordem social, decorrentes da contratação de pessoal por parte do CONTRATADO para dar cumprimento ao presente contrato. 7 – CLÁUSULA SÉTIMA: DA RESCISÃO E PENALIDADES DECORRENTES 7.1 Se o CONTRATANTE rescindir injustificadamente o presente contrato, antes da conclusão integral de todas as fases do projeto, além de não possuir qualquer direito sobre os valores já quitados pelas fases já concluídas, pagará ao CONTRATADO multa de 20% sobre o saldo que remanescer para a conclusão do projeto. 7.2 Se o CONTRATADO rescindir injustificadamente o presente contrato, sem concluir integralmente todas as fases do presente projeto, perderá todos os direitos autorais sobre as fases já concluídas, sub-rogando tais direitos a qualquer outro profissional que vier a ser contratado pelo CONTRATANTE, além de ter que pagar em favor desse último, multa de 20% sobre o saldo que remanescer para a conclusão do projeto. 8 – CLÁUSULA OITAVA: CONSIDERAÇÕES FINAIS 8.1 A execução da obra vinculada ao projeto, assim como as intervenções acidentais, desde que assumam caráter independente, serão objeto de contrato à parte. 8.2 Em não sendo contratado como responsável técnico para a execução do projeto, ao CONTRATADO fica assegurado o direito de ser comunicado por escrito pelo CONTRATANTE acerca do início da obra. 8.3 Em nenhuma hipótese o projeto elaborado poderá ser executado/ replicado, pelo CONTRATANTE, em terreno diferente do citado na Cláusula 1.2, bem como sua disposição no lote e todas as demais especificações devem ser rigorosamente seguidas. 8.4 Os documentos técnicos (desenhos e textos) só serão disponibilizados na extensão .pdf, sendo disponibilizados em extensão .dwg somente diretamente para os responsáveis pelos projetos complementares. 8.5 Fica o CONTRATANTE ciente de que as etapas de elaboração de projeto só terão início após a assinatura do presente contrato. 8.6 A responsabilidade do CONTRATADO não se estende ao acompanhamento da execução da obra, a contratação de serviços e profissionais necessários à execução dos projetos, nem a compra de materiais necessários e tampouco os pagamentos dos materiais adquiridos e/ou dos serviços contratados ou ainda os encargos relativos à contratação de profissionais executores de obra ou prestadores de serviço. Não há identidade ou solidariedade entre a responsabilidade dos profissionais contratados para a elaboração dos projetos e para a execução dos serviços da obra, visto que cada um atua em área própria, como profissional ou empresa independente, respondendo cada qual pelo seu trabalho. 8.7 Os atendimentos a serem realizados pelo CONTRATADO ao CONTRATANTE e aos demais profissionais envolvidos na elaboração dos projetos 132

eXtras


complementares e na execução da obra, serão no escritório profissional do CONTRATADO, exclusivamente durante o horário comercial, compreendido das 08 às 11h30min horas e das 13h30min às 17h30min, de segunda a sexta-feira. Qualquer atendimento que necessite ser feito fora do horário aqui estabelecido, dará direito ao CONTRATADO ao recebimento do valor equivalente ao de uma visita técnica, ou seja, meio salário mínimo vigente no país por ocorrência, e que deverá ser pago pelo CONTRATANTE. 8.8 O presente contrato não transfere ao CONTRATANTE os direitos de uso de imagem atinentes ao projeto e maquetes eletrônicas, ou a propriedade intelectual destes, ainda que parcial, que poderão continuar a ser utilizados pelo CONTRATADO, especialmente para fins publicitários e composição de seu portfólio. 8.9 O CONTRATADO não se responsabiliza por alterações ocorridas durante a obra que estiverem em desacordo com os serviços por ele executados ou alterações solicitadas pela CONTRATANTE que estiverem em desacordo com a legislação em vigor. 9 – CLÁUSULA NONA: DO FORO 9.1 Para qualquer demanda judicial relativa ao presente contrato, as partes elegem o foro da Comarca de inserir nome da cidade onde as partes pretendem discutir o cumprimento do contrato, caso seja necessário recorrer ao judiciário), com exclusão de qualquer outro, por mais privilegiado que seja. E por estarem justas e acertadas, na melhor forma de direito, as partes assinam o presente instrumento em 04 (quatro) vias originais e de igual teor e forma, na presença das testemunhas, que também o assinam. cidade, dia, mês, ano. _____________________________________ Contratante _____________________________________ Contratado _____________________________________ 1ª Testemunha Nome completo e Rg _____________________________________ 2ª Testemunha Nome completo e Rg

É importante que o contrato seja rubricado e assinado pelas partes, em todas as suas folhas, e assinado por duas testemunhas, sendo recomendado o reconhecimento de firma das assinaturas. mini guia do arquiteto recém-formado

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modelos:

Carimbo de Estudo preliminar

LOGO

PROJETO/CLIENTE ETAPA-PROJETO

CONTEÚDO desenho 1 desenho 2 desenho 3

escala unidade (cm)

0/0 R00

00/00/0000

link-arquivo-computador.dwg

Carimbo de Projeto executivo Revisão-00: data 00/00/00 - revisão Revisão-00: data 00/00/00 - emissão inicial

ETAPA DE PROJETO Nome do projeto/cliente Endereço do projeto

desenho 1 desenho 2 LOGO 134

eXtras

PRANCHA

tipo do desenho

ESCALA:

DATA:

ARQUIVO:

tipo do desenho

Arquiteto(s): Registro no CAU

link-arquivo-computador.dwg

Endereço Telefones Contatos do escritório

0/0 R00


Carimbo de Projeto legal - CAP

carimbos 17.5

3.7

Folha no

4.0

Rúbrica

SETOR:

.

ENDEREÇO:

.

PROPRIETÁRIO:

.

AUTOR DO PROJETO:

.

RESPONSÁVEL TÉCNICO:

.

Matrícula

CPF: 000.000.000-00

6.0

PROPRIETÁRIO

AUTOR DO PROJETO

CAU

A00000-0

RESPONSÁVEL TÉCNICO

CARIMBO DE ANUÊNCIAS

11.5

28.7

CARIMBO DE APROVAÇÃO DA CAP

CARIMBO DE ANUÊNCIAS

PROJETO DE ARQUITETURA

00/00

3.5

TIPO DE PROJETO

LOGO

PLANTA BAIXA TÉRREO DATA

ÁREA DO LOTEÁ

EÁREA CONS.

mini guia do arquiteto recém-formado

135


mimos!

detalhes de marmoraria

Corte em 45º (meia Corteem em Corte esquadria) 45º(meia (meia 45º esquadria) esquadria)

Corte em 45º (meia Corte Corteem em esquadria) 45º 45º(meia (meia esquadria) esquadria)

Armário em mdf

Armário em mdf

Armárioem emmdf mdf Armário

Armário Armárioem emmdf mdf

Detalhe borda seca esc. esc. 1:5 1:5

Detalhe Detalheborda bordaseca seca esc. esc.1:5 1:5

Detalhe borda molhada esc. esc. 1:5 1:5

Detalhe Detalheborda bordamolhada molhada esc. esc.1:5 1:5

Peça removível Corte em 45º PeçaRodabanca removível Peça removível (meia esquadria) Corte Corteem em45º 45º Rodabanca Rodabanca (meia (meiaesquadria) esquadria)

Alvenaria em corte Alvenaria Alvenaria emcorte corte em

Pedra em vista Pedraem em Pedra vista vista Pedra em corte 90º Pedraem em Pedra corte90º 90º corte

Detalhe cuba esculpida esc. esc. 1:10 1:10

Detalhe Detalhecuba cubaesculpida esculpida esc. esc.1:10 1:10

136

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Detalhe nicho - wc's esc. esc. 1:10 1:10

Detalhe Detalhenicho nicho--wc's wc's esc. esc.1:10 1:10


detalhes de marcenaria

Corte em 45º (meia esquadria)

Corte em 45º (meia esquadria)

Corte em Puxador 45º (meia reto em esquadria) aluminío

Corte em 45º (meia Corte cava esquadria) no mdf

Puxador Armário reto em em mdf aluminío

Armário Corte cava emmdf mdf no

Armário em mdf

Detalhe puxador reto esc. 1:5

Armário em mdf

Detalhe puxador reto

Detalhe puxador cava esc. 1:5

Detalhe puxador cava

esc. 1:5

esc. 1:5

Espelho

Almofada

Fita de LED

Cortina embutida

Espelho Estrutura armário em mdf Fita de LED

Estrutura Almofadada cabeceira em mdf Cortina embutida

Estrutura armário em mdf

Estrutura da cabeceira em mdf

Rodapé piso

Detalhe iluminação esc. 1:10

Detalhe iluminação esc. 1:10

Rodapé

Detalhe cabeceira piso

esc. 1:10

Detalhe cabeceira esc. 1:10

mini guia do arquiteto recém-formado

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mimos!

detalhes de forro e gesso

Fita de LED Fita de LED Forro de gesso Forro de gesso Cortina Cortina

Detalhe Forro 1:10 Detalheesc. Forro esc. 1:10 esc. 1:10

Cortina Cortina Fita de LED Fita de LED Bandeja de gesso Bandeja de gesso

Detalhe Forro esc. 1:10 Detalheesc. Forro 1:10 esc. 1:10

Fita de LED Fita de LED Bandeja de gesso Bandeja de gesso

Detalhe Forro 1:10 Detalheesc. Forro esc. 1:10 esc. 1:10

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ideias de paginação Paginação Alinhada

Paginação Tijolinhos

Paginação Espinha de peixe

Paginação Dama

Paginação Escama de peixe mini guia do arquiteto recém-formado

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mimos!

postais para vocĂŞ!

140


mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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Ilustração sobre o processo de desenvolvimento de um projeto de arquitetura. Por: Serena Ferreira

Miniguia do Arquiteto Urbanista recém-formado

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eXtras


mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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Ilustração sobre os elementos principais a serem considerados na concepção de um projeto de arquiteutra. Por: Serena Ferreira

Miniguia do Arquiteto Urbanista recém-formado

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glossário Acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, dos espaços edificados e urbanos – incluindo mobiliário e equipamento –, bem como dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação, por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, nos teramos da legislação vigente; Análise de projeto: atividade que consiste em verificar, mediante exame minucioso, a conformidade de um projeto arquitetônico, urbanístico ou paisagístico em relação a todos os condicionantes legais que lhes são afetos, com vistas à sua aprovação e obtenção de licença para a execução da obra, instalação ou serviço técnico a que ele se refere; Cadastro como construído (as built): atividade técnica que, durante e após a conclusão de obra ou serviço técnico, consiste na revisão dos elementos do projeto em conformidade com o que foi executado, objetivando tanto sua regularidade junto aos órgãos públicos como sua atualização e manutenção; Auditoria: atividade técnica que consiste em minuciosa verificação de obediência a condições formais estabelecidas para o controle de processos e a lisura de procedimentos

Segundo à resolução n.51 do Cau/BR, a Cartilha de Aprovação de Projetos da Segeth e estudos desenvolvidos pela autora ao longo do desenvolvimento do trabalho.

relacionados à elaboração de projetos ou à execução de obra ou serviço técnico; Avaliação pós-ocupação: atividade técnica que, consistindo na avaliação do resultado de projeto materializado através de obra ou serviço técnico, tem por objetivo diagnosticar aspectos positivos e negativos do ambiente construído em uso; Caderno de encargos: instrumento que estabelece os requisitos, condições e diretrizes técnicas, administrativas e financeiras para a execução de obra ou serviço técnico; Caderno de especificações: instrumento que estabelece as condições de execução e o padrão de acabamento para cada tipo de obra ou serviço técnico, indicando os materiais especificados e os locais de sua aplicação e obedecendo à legislação pertinente, podendo ser parte integrante do caderno de encargos; Especificação: atividade que consiste na fixação das características, condições ou requisitos relativos a materiais, equipamentos, instalações ou técnicas de execução a serem empregadas em obra ou serviço técnico; mini guia do arquiteto recém-formado

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Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV): estudo executado de forma a contemplar os impactos positivos e negativos de um empreendimento ou atividade na área e suas proximidades, em conformidade com a legislação vigente; Estudo Prévio de Viabilidade Técnica (EPVT): é o documento que verifica quais os impactos das alterações que aquele empreendimento fará ao local. Ele comprova se há viabilidade técnica e urbanística para sua realização; Ergonomia: campo de atuação profissional cujo objeto consiste em buscar as melhores condições de acessibilidade das edificações, espaços urbanos, mobiliários e equipamentos, com vistas à utilização destes sem restrições e com segurança e autonomia; Inventário: levantamento dos bens de valor cultural ou natural de um sítio histórico ou natural; Laudo: peça na qual, com fundamentação técnica, o profissional habilitado como perito relata o que observou e apresenta suas conclusões; Loteamento: subdivisão de gleba em lotes edificáveis urbanos, com abertura ou alargamento de vias públicas e destinação de áreas para equipamentos urbanos e áreas verdes, nos termos da legislação vigente; LUOS: Lei de Uso e Ocupação do Solo regula o tipo de utilização 146

eXtras

possível para os lotes urbanos das regiões administrativas do Distrito Federal; Memorial descritivo: peça ou documento que consiste na discriminação das atividades técnicas, das especificações e dos métodos construtivos a serem empregados na execução de determinada obra ou serviço técnico, em conformidade com o projeto; Monitoramento: atividade técnica que consiste em acompanhar, verificar e avaliar a obediência às condições previamente estabelecidas para a perfeita execução ou operação de obra ou serviço técnico; Outorga Onerosa do Direito de Construir (ODIR): É um preço público exigido dos proprietários de imóvel que desejam construir além do potencial construtivo básico definido para determinada localidade; A Outorga Onerosa de Alteração de Uso (ONALT): tem como propósito equilibrar os impactos decorrentes das alterações promovidas por particulares em seus imóveis, em relação aos usos definidos nos normativos urbanísticos; Parecer técnico: documento por meio do qual se expressa opinião tecnicamente fundamentada sobre determinado assunto, emitido por profissional legalmente habilitado; Patrimônio histórico cultural e artístico: conjunto de bens materiais ou imateriais que, considerados individualmente ou em conjunto,


serve de referência à identidade, à ação ou à memória dos diferentes grupos formadores de uma sociedade, e cuja preservação e conservação seja de interesse público, o que inclui: as formas de expressão; os modos de criar, fazer e viver; as criações científicas, artísticas e tecnológicas; obras, objetos, documentos, edificações e outros espaços destinados às manifestações artísticas e culturais; conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paisagístico, artístico, arqueológico, paleontológico, ecológico e científico; Plano: documento que se constitui nas diretrizes gerais formuladas para a implantação de um conjunto de medidas de ordem técnica, econômica, social ou política, que visam a determinado objetivo, do qual derivam as ações a serem empreendidas e os projetos técnicos que conduzirão à execução das obras ou serviços técnicos dele advindos; Plano de habitação de interesse social: instrumento através do qual o poder público define soluções de moradias consideradas como de interesse social, sobretudo por voltarse à inclusão das populações de baixa renda, nos termos da legislação vigente; Plano de intervenção local: instrumento técnico que se constitui no conjunto de diretrizes dos programas e projetos voltados à reestruturação, requalificação ou reabilitação funcional e simbólica de setor ou zona urbana, que resulta em intervenção sobre uma

realidade preexistente possuidora de características e configurações específicas e que tem como objetivo retomar, alterar ou acrescentar novos usos, funções e propriedades, além de promover a apropriação do espaço pela população que o ocupa; Plano de regularização fundiária: instrumento técnico constituído do conjunto dos elementos necessários à adoção das medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais que visam à regularização de assentamentos irregulares e à titulação de seus ocupantes, de modo a garantir o direito social à moradia, o pleno desenvolvimento das funções sociais da propriedade urbana e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, nos termos da legislação vigente; Plano ou traçado de cidade: instrumento técnico que estabelece a natureza e a estrutura do traçado e desenho urbano, considerando zoneamento, sistema viário urbano, setorização e mobilidade urbana, aplicável tanto em áreas não ocupadas como em áreas de expansão urbana do município, e que servirá de diretriz para a elaboração dos projetos técnicos correspondentes. Plano diretor: instrumento técnico que constitui a base para a política de desenvolvimento e de ordenamento do uso do solo e ocupação urbana, dos normativos urbanísticos e edilícios, da mobilidade e transporte ou da drenagem pluvial, em áreas de município ou em regiões metropolitanas, nos termos da legislação vigente; mini guia do arquiteto recém-formado

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Plano setorial urbano: instrumento técnico voltado para o desenvolvimento local, que é expresso em metas e objetivos de curto e médio prazo e se submete a constantes revisões, apresentando-se na forma de planos diversos, como planos de mobilidade, de habitação e de saneamento ambiental; Polo Gerador de Tráfego: Empreendimentos de grande porte que atraem ou produzem grande número de viagens, causando reflexos negativos na circulação viária; Preservação: conjunto de procedimentos e ações organizadas e integradas que objetivam manter a integridade e perenidade de patrimônio edificado, urbanístico ou paisagístico; Projeto arquitetônico: atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma obra de arquitetura; Projeto de arquitetura da iluminação: atividade técnica de criação que consiste na definição e representação dos sistemas de iluminação a serem utilizados em determinado espaço edificado ou urbano, com vistas a atender aos aspectos qualitativos (para uma melhor apreensão do espaço do ponto de vista do conforto visual), devendo ser entendido ainda como a integração da iluminação natural com a artificial; Projeto urbanístico: atividade técnica de criação, pela qual é concebida uma intervenção no espaço urbano, podendo aplicar-se tanto 148

eXtras

ao todo como a parte do território – projeto de loteamento, projeto de regularização fundiária, projeto de sistema viário e de acessibilidade urbana; Projetos complementares: projetos técnicos que se integram ao projeto arquitetônico (projeto estrutural, de instalações elétricas, de instalações telefônicas, de instalações hidrossanitárias, de luminotecnia), urbanístico ou paisagístico (projeto de abastecimento d’água, de saneamento, de drenagem, de terraplenagem e pavimentação, de iluminação urbana) com vistas a fornecer indicações técnicas complementares necessárias à materialização da obra, instalação ou serviço técnico; Reabilitação: atividade técnica que consiste na requalificação de espaço edificado, urbanístico ou paisagístico usualmente para a mesma função; Restauro: atividade técnica que consiste em recuperar ou reintegrar, em parte ou integralmente, os elementos de um edifício, monumento ou conjunto arquitetônico, por meio das diversas formas de intervenção física, de caráter técnico e científico, que visem a sua preservação; Reutilização: atividade técnica que consiste na conversão funcional de um edifício, monumento ou conjunto arquitetônico, por meio da alteração do uso original, considerando suas características essenciais para garantir funções apropriadas ao espaço objeto de restauração, conservação ou preservação;


Relatório de Impacto de Trânsito (RIT): é o documento aprovado nos órgãos de trânsito conforme a jurisdição da via (DER-DF e DetranDF) contendo a descrição do projeto arquitetônico da obra a ser aprovada e os estudos técnicos que permitam a identificação de impactos no trânsito ou na geometria viária, decorrentes da implantação e do funcionamento do empreendimento, apresentando as medidas mitigadoras ou compensatórias correspondentes; Sistema viário urbano: conjunto de elementos da malha viária de um determinado território, distribuídos e classificados hierarquicamente – vias arteriais, vias coletoras, vias locais etc. – cujas conceituações, diretrizes e normas devem constar do plano diretor de cada município; Vistoria: atividade técnica que consiste na constatação de um fato, mediante exame circunstanciado e descrição minuciosa dos elementos que o constituem, sem a indagação das causas que o motivaram.

mini guia do arquiteto recém-formado

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8

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agradecimentos

mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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gratidão

Neste momento final de reflexão, em que revejo todos os anos e momentos especiais vividos na FAU-UnB, o maior sentimento é de felicidade e gratidão. Poder ver o quanto cresci, amadureci e aprendi com este lugar incrível e as maravilhosas pessoas com quem tive o prazer de conviver. Gostaria de agradecer à todos que estiveram presentes nesta jornada que foi a criação deste Miniguia. Primeiramente à minha mãe super mãe, Fernanda. Quem é minha fonte eterna de coragem, superação, luta e inspiração. Meu maior exemplo do que é ser uma verdadeira mulher de fibra. Em segundo lugar à pessoa mais doce e querida que poderia existir como professora, orientadora e amiga, Maria Cecília Filgueiras Lima, obrigada por todas as dicas, conselhos e encorajamentos que foram precisamente quando precisei. 152

agradecimentos

Ao meu querido Artur, parceiro de todas as horas, paciente com minhas crises e chatices. Meu maior apoiador e credor em tudo que faço e sonho. Obrigada por todos os dias simplesmente ser quem você é. Também aos prestativos arquitetos, colegas e exemplos que me ajudaram disponibilizando um momento de seu precioso tempo para responder minhas inquietas perguntas. Heloísa Moura, William Veras, Alessandra Leite, Imira de Holanda, Gabriela Cascelli, Gabriel Freire, Pedro Grillo e Natália Gorgulho, obrigada. À todos os professores que fizeram parte disso e que lutam todos os dias para fazer da Universidade um local melhor para o futuro.


parceiros

Studio M4

Estúdio MOVA

Entre Ateliê

CoDA Arquitetos

mini guia do arquiteto recém-formado

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créditos

As fotos das páginas: 10, 24, 29, 35, 55, 66, 75, 104, 112, 118, foram retiradas dos sites gratisography, pexels e pxhere, e possuem livre direito de uso comercial. O projeto arquitetônico utilizado no capítulo 5 como demonstração, foi desenvolvido e cedido para uso pela arquiteta Natália Gorgulho. O projeto estrutural, também do capítulo 5, foi desenvolvido e cedido pelo engenheiro André Torres. O projeto elétrico, desenvolvido e cecido pelo engenheiro Ruan Yokoyama. 154

agradecimentos

Os check list’s expostos no capítulo 7 foram reunidos pela autora ao longo de seus estágios. As demais fontes e links estão referenciados diretamente adjacente ao conteúdo. Todos os cuidados foram tomados para que os autores fossem referenciados e creditados corretamente. Qualquer erro identificado, informação incompleta ou alteração de informação peço que sejam encaminhados à autora. Este Miniguia contou com a acesssoria criativa de Pedro Almeida.


formato | 14,8 x 21 cm tipografia | roboto light e nexa miolo | couchê fosco 150g capa | cartão supremo 300g mini guia do arquiteto recém-formado

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mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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mini guia do arquiteto recĂŠm-formado

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O miniguia do arquiteto e urbanista recém-formado foi concebido com uma intenção clara: servir de apoio aos que acabam de deixar a graduação e começam a vida profissional na área da arquitetura, especialmente aqueles que querem trabalhar em escritórios com projetos de edificações. Essa intenção veio ciente da impossibilidade de abarcar todo o conteúdo possível, mas, mesmo assim tentar apontar caminhos para possíveis soluções. A linguagem lúdica e ao mesmo tempo comprometida com os rigores necessários, dialoga com os órgãos representativos e com a academia, procurando estreitar laços com os colegas de profissão. Este miniguia vem num momento em que estamos cada vez mais conectados à web, daí tantos links propostos para avançar nas pesquisas temáticas. Mas nós arquitetos ainda gostamos de ter em mãos um livro esteticamente qualificado.

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Miniguia do Arquiteto Urbanista Recém-formado  

O miniguia do arquiteto e urbanista recém-formado foi concebido com uma intenção clara: servir de apoio aos que acabam de deixar a graduação...

Miniguia do Arquiteto Urbanista Recém-formado  

O miniguia do arquiteto e urbanista recém-formado foi concebido com uma intenção clara: servir de apoio aos que acabam de deixar a graduação...

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