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EDITORIAL

EXPEDIENTE OMAR AZIZ Governador do Estado do Amazonas JOSÉ MELO Vice - Governador do Estado do Amazonas ERON BEZERRA Secretário de Estado da Produção Rural SÔNIA ALFAIA Secretária Executiva TATIANA SCHOR Secretária Executiva Adjunta de Planejamento CHRISTIAN BARNADD Secretário Executivo Adjunto de Administração e Finanças KARINE ARAÚJO Secretária Executiva Adjunta de Políticas Agropecuárias e Florestais

Da criação aos cinco programas do Sistema Sepror

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primeira secretaria estadual de Produção Rural do Amazonas foi instituída, em 1956, com o intuito de oferecer melhores condições ao homem do campo.

Ao longo destes 57 anos, houve um momento de silêncio do único órgão responsável pelo setor primário no Estado. A secretaria foi extinta, em 1995, pelo governador Amazonino Mendes e foi recriada, apenas, em 2003, pelo então governador Eduardo Braga. Ao assumir a SEPROR, em 2007, o engenheiro agrônomo Eron Bezerra instituiu o Sistema Sepror, composto pela Secretaria de Produção, Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentáveldo do Estado do Amazonas (IDAM), Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF), entre outros braços. Ainda neste ano, elaborou a nova Política Agrícola para o Estado do Amazonas, baseada no princípio da sustentabilidade e orientada nos fundamentos do policultivo, da sustentabilidade ambiental e eficiência econômica. Para gerenciar a Secretaria, organizou-se em torno de cinco programas: Aprimoramento Legislativo, de Infraestrutura, Agroindústria, Expansão da Produção e de Apoio Sociocultural. “Entre outros avanços, vamos fomentar as cadeias produtivas tradicionais, proporcionar acesso ao crédito, facilitar o escoamento, garantir mercado e competitividade aos produtos”, pontua o governador Omar Aziz.

Conheça um pouco mais e veja o balanço das ações do Sistema Sepror!

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SÔNIA ALFAIA Secretária Executiva

AURIÇARY MENTA Secretário Executivo Adjunto de Infraestrutura GERALDO BERNARDINO Secretário Executivo de Pesca e Aquicultura ALÍRIA NORONHA Secretária Executiva Adjunta do Programa Amazonas Rural EDIMAR VIZOLLI Diretor Presidente do IDAM SÉRGIO MUNIZ Diretor Presidente da ADAF

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO DELCINEI OLIVEIRA Assessor Chefe de Comunicação NATALIA LUCAS - DRT 486/AM Jornalista Responsável RENATA MAGNENTI - DRT 246/AM Assessora de Comunicação (Textos e Revisão) JUNIO PONTES Designer (Projeto Gráfico e Capa) FELIX MAUÉS | LUZIMAR BESSA JIMMY CHRISTIAN | NATHALIE BRASIL Fotos


O setor primário na pauta da agenda amazonense O engenheiro agrônomo, Deputado Federal e secretário de Produção Rural do Amazonas, Eron Bezerra, tem se dedicado a frente da pasta pública para fomentar o setor primário. Aliado a uma equipe de especialistas criou o Sistema Sepror, a partir daí , vem mudando a vida de homens e mulheres do campo. Folha do Campo: A Sepror já conseguiu reaver os oito anos em que o Estado não teve Secretaria de Produção Rural? Eron Bezerra: Costumo dizer que construir uma casa é uma tarefa difícil. Agora, reconstruir uma casa sobre seus escombros é uma tarefa ainda mais complicada. Peguei a Sepror no fundo do poço na questão sanitária, tínhamos o índice de risco desconhecido de aftosa, e uma praga atingiu toda nossa produção de banana. Hoje, atingimos o risco médio de aftosa e em 2014, iremos conquistar o status de área livre e, acabamos com a outra praga. Recuperamos grande parte do desmonte. FC: Que avaliação faz das ações da Sepror em 2013? EB: Trabalhamos a cada ano com o planejamento que deliberamos em conjunto. Obviamente, contemplando todos os programas estruturais. Temos avanços importantes como o lançamento do residência agrária, que tem como impacto aumentar a produção e assistência técnica ao produtor rural. Entregamos duas barcaças, vicinais e mais de 30 patrulhas agrícolas. Em breve, vamos inaugurar a segunda fábrica do “Bacalhau da Amazônia”, além de abatedouros e frigoríficos. FC: Em novembro de 2013, foram entregues duas barcaças aos produtores rurais. Qual a importância de oferecer transporte de carga gratuito aos trabalhadores e produtores do interior do Estado? EB: Usamos mecanismos para beneficiar o produtor. Assim, podemos garantir que o mercado funcione melhor. Essa era uma lacuna aberta que cabia a nós, darmos assistência técnica e a possibilidade de escoamento para que os produtores coloquem seus produtos para circular em Manaus. Assim, acabamos com a figura do atravessador, que só ocupava um lugar, devido à ausência do Governo. FC: O “Bacalhau da Amazônia” é uma vitrine para o mundo. Que avaliação faz do projeto? EB: Quando anunciei o “Bacalhau da Amazônia” vi duas reações. De um lado, diziam que se tratava de uma mentira e, do outro, pessoas que teimavam que bacalhau era um peixe. Fato é que trata-se de um processo. O que fazemos em Maraã é do tipo imperial, feito a partir do lombo do peixe. Um bom bacalhau é um bacalhau com posta grossa. O Gadus morhua, por exemplo, utilizado no processo imperial tem em média 12 quilos. Enquanto, que o pirarucu que utilizamos, em Maraã, tem

50 quilos. Não precisa ser especialista, para saber que temos um produto melhor.

FC: Há demanda para o produto fora do Amazonas? EB: Temos demanda do mundo inteiro. Há empresários de São Paulo e Rio Grande do Sul interessados em comprar nosso produto. Acredito que, em breve, o Ministério da Agricultura irá aprovar a exportação do nosso bacalhau. Minha meta é vender para a Noruega. FC: Qual a projeção de expansão deste projeto? EB: Vamos inaugurar a fábrica em Fonte Boa que terá capacidade instalada de processar ao ano 3,5 mil toneladas, a unidade de Maraã tem capacidade instalada de 1,5 mil toneladas/ano. Seriam necessários 100 mil pirarucus pra atingirmos a capacidade de ambas as indústrias. Hoje, os peixes manejados somam 13 mil unidades, este ano, compramos 10 mil, algo como 500 toneladas. Agora, precisamos aumentar o estoque. Para isso, tomamos duas medidas, estamos articulando com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES e o Fundo Amazônia a possibilidade de ampliarmos a área de manejo e, ainda, vamos fomentar a piscicultura na região. FC: Em 2013, a Feira de Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro) completou 40 anos. Que avaliação o senhor faz destas edições? EB: Temos realizado boas feiras. Em 2012, por exemplo, a Expoagro teve custo zero para o Governo. Em 2013, fizemos a Expoagro em Iranduba, na Pista de Arrancada, e em breve, teremos um novo parque. Ao longo dos anos, o evento vem buscando a profissionalização e foca no tripé: negócios, tecnologia e entretenimento. FC: Qual seu maior legado a frente da Sepror? EB: É difícil escolher um item, já que as atividades acontecem de modo integrado. Poderia destacar “o Bacalhau da Amazônia”, as barcaças, as agroindústrias, frigoríficos, o primeiro concurso público, o primeiro plano de cargo, carreira e salário, o residência agrária, o kit sangria, mas prefiro pontuar que temos conseguido destacar o setor primário na pauta do amazonense. Nenhum país tem uma economia forte, se não fortalece o setor primário. Temos feito isso, colocado o setor primário na pauta amazonense.

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ÍNDICE

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Reforma facilita cumprimento de Lei Ambiental

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Sepror realiza o primeiro concurso público da história

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Incentivados, produtores adquirem carros, barcos e caminhões

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Mais de 150 kits de farinha foram entregues no interior

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Trabalhadores rurais do Amazonas recebem implementos agrícolas

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Amazonas tem duas barcaças para escoar produção

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Agroindústria aposta em beneficiamento de pescado e alevinos

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Amazonas tem mais de 10 indústrias de frutas em construção

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Sepror apoia primeira graxaria do estado

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Primeira fábrica de “Bacalhau da Amazônia”

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Produzindo alimentos para a autossuficiência

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Meta é atingir status “livre de aftosa”

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Meta do programa PAA é investir R$12 milhões ao ano

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Pescado: de 15 mil toneladas para 100 mil toneladas

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Residência Agrária: mais assistência técnica ao produtor rural

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Feirão da Sepror completa quatro anos com mais de 400 produtores

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Mais de duas mil famílias ganharam casas populares

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Peixe popular: pescado a baixo custo para população

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Mais de 450 produtores participam do 4º Etaf

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Em 2013, 40ª Expoagro registrou crescimento de 20%

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LEGISLAÇÃO

Reforma facilita cumprimentO de lei ambiental Dois importantes passos foram dados para que o Programa de Aprimoramento Legislativo da Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror) se tornasse realidade. Trata-se de uma cartilha com toda a legislação estadual voltada para o setor primário, no qual, foi elaborada pelo secretário de Produção Rural, Eron Bezerra. Outro avanço foi a indicação do primeiro concurso público da Sepror em mais de 50 anos da pasta.

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e acordo com o Secretário Eron Bezerra, faz parte da reestruturação do órgão estabelecer marcos legais sob o efeito de regras e normas que gerem sob todas as etapas do setor primário. “A criação da legislação é um avanço e uma ação inédita no Amazonas para que produtores, pecuaristas e demais agentes possam se instruir e ao mesmo tempo, serem incentivados a investir no setor”, detalha.

A Constituição Federal, no Artigo 24, assegura que compete à União, Estados e ao Distrito Federal a autonomia de legislar sob diversos itens como: florestas, caça, pesca, fauna, e conservação da natureza. Logo, compete a União legislar sobre normas gerais e, confere ao Estado estabelecer legislação específica para atender suas peculiaridades.

exigido licenciamento ambiental para lâmina de tanque de piscicultura somente para quem tem áreas acima de 200 hectares.

É mais oportunidade ao trabalhador, levando em conta sua saúde financeira e poder de expansão dos negócios”, avalia Ero n .

Antes da legislação, por exemplo, o pequeno piscicultor precisava de licença ambiental para mecanizar uma área para tanque de peixe de até cinco hectares. “Sabemos o custo do licenciamento, as inúmeras exigências e, isso, desestimula quem está iniciando no setor”. Com a Lei de Pesca e Aquicultura (nº 3,802), passa a ser

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Baseado no princípio da sustentabilidade o secretário Eron Bezerra, criou o Sistema Sepror através da Lei de Produção Rural (nº 3.800). “Não há desenvolvimento sem sustentabilidade e nem sustentabilidade sem desenvolvimento. Por isso criamos o Sistema Sepror dividos em cinco programas”, defende.


O sistema Sepror, nada mais é que, o conjunto de fatores composto pela terra, crédito, fomento, escoamento, beneficiamento, comercialização, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Na cartilha constam pouco mais de dez leis. Além da Lei de Produção Rural, está a de Regularização Fundiária (nº 3.804), que trata das terras públicas rurais no Amazonas. Segundo a legislação, uma propriedade só será compatibilizada com o Plano Nacional de Reforma Agrária e com a política agrícola, em conformidade com a Constituição Federal. Ainda de acordo com as normativas, o limite de financiamento - dependendo do nível de renda e de poder de endividamento - passa a ser de até R$ 200 mil para o produtor rural e, até quatro vezes este valor, se tratando de cooperativas e associações de produtores rurais.

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LEGISLAÇÃO

Sepror realiza o primeiro concurso público da história Entre as leis que constam na Cartilha de Legislação, está a Lei de Reestruturação da Sepror (nº 84), que dispõe sobre as finalidades, competências e estrutura organizacional da Secretaria. Em 2010, foi realizado o primeiro concurso público da história da Secretaria de Produção Rural. Os aprovados foram chamados em tempo recorde e já desfrutam de um plano de cargos, carreira e salário estruturado.

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té então, por mais de 50 anos, os colaboradores que trabalhavam na Sepror não tinham expectativa de crescimento profissional. O concurso veio para regularizar a situação e para que trabalhadores ingressassem na pasta.

Estamos na oitava chamada do nosso primeiro concurso e já prorrogamos a vigência do certame por mais dois anos. S e n d o a s s i m , ainda chamaremos alguns dos aprovados que estão n a l i s t a d e e s p e r a ” , afima o Secretário de Produção Rural,

Eron Bezerra.

Das 206 vagas ofertadas, 201 foram preenchidas. Foram oferecidas vagas para cargos nos níveis fundamental, médio e superior. Entre elas, para auxiliar agropecuário, auxiliar de serviços

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Aprovados em concurso público já estão trabalhando

gerais, arquiteto, biólogo, nutricionista, jornalista, motorista e vigia. A maior demanda foi por auxiliar agropecuário, ao todo, para esse cargo, foram ofertadas 50 vagas, e os aprovados estão atuando em todos os braços do Sistema Sepror. Em segundo lugar, o cargo mais demandado foi o de técnico agropecuário, com 39 vagas e, ainda, o de fiscal agropecuário em medicina veterinária que ofertou 19 vagas. Segundo Eron, um novo certamente deve ser realizado para preencher as vagas ainda em aberto. Entre os cargos estão: topógrafo, engenheiro civil e engenheiro mecânico.


INFRAESTRUTURA

Incentivados, Produtores Adquirem carros, barcos e caminhões Atendendo ao Programa de Infraestrutura a Sepror entregou mais de 80 carros, 30 barcos, 20 caminhões, duas barcaças e dois mil quilômetros de vicinais. Isso coloca o Amazonas em sua melhor fase quanto ações no quesito infraestrutura de 2013.

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m setembro deste ano, por exemplo, mais de 80 produtores familiares - que vendem seus produtos no Feirão da Sepror em Manaus e Iranduba, receberam seus carros zero quilômetro. Ao todo foram financiados 65 veículos utilitários, 15 caminhões e um trator, um total de investimento na ordem de R$ 5,5 milhões. A iniciativa teve como agente participativo o Banco do Brasil (BB). O interior também tem sido contemplado com as ações da Sepror. Mais de 20 municípios receberam barcos, rabetões e caminhões.

O produtor familiar precisa ter acesso a ferramentas que o ajudam a escoar sua produção e mesmo de vias que deem acesso para suas atividades serem realizadas”, ressalta o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

Em Amaturá, por exemplo, foram entregues dois barcos, tipo rabetão, e um caminhão. Boa Vista do Ramos foi contemplada com um trator agrícola 4x4. Em Coari, foi investido pouco mais de R$ 200 mil, em dois caminhões com capacidade para seis toneladas. Em Humaitá foi entregue uma lancha e um carro de passeio e, em Tonantins foi adquirido dois barcos tipo rabetão e um caminhão com carroceria, com potência de 150 cavalos.

Sepror auxilia na aquisição de mais de 80 carros

Para que os produtores tenham acesso a todos estes bens, a Sepror tem contado com parcerias importantes com o BB, Banco da Amazônia (Basa) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

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INFRAESTRUTURA

Mais de 150 kits de farinha foram entregues no interior ra, o financiamento agrícola saltou de R$ 35 milhões, em 2011, para R$ 200 milhões em 2012/2013. O Produto Interno Bruto (PIB) do setor no Amazonas era de 3,48% e cresceu para 7%. Os kits de farinha são uma das ações mais fomentadas no interior. Dos 62 municípios do Amazonas, 46 receberam ao menos um kit composto por um cevador com motor a gasolina, uma prensa metálica com coluna dupla, dois baldes de 50 litros em aço inox, dois fornos de chapa de ferro de 58 polegadas, duas peneiras classificadora aro 60, três facas lâmina de aço de 8 polegadas, três facas lâmina de aço de 10 polegadas e três peneiras para extração de fécula diâmetro de 70 com malha de 2mm. Atalaia do Norte foi contemplada com a doação de uma empacotadora automática para grãos e farinha e, ainda, uma máquina beneficiadora de arroz, uma patrulha agrícola de pequeno porte, um secador de grão com capacidade de oito toneladas, uma trilhadeira batedora de cereais e, três kits para casa de farinha.

Eron Bezerra entrega implementos a produtores rurais

Além dos veículos que auxiliam no escoamento e contribuem na infraestrutura do setor primário, é necessário que os produtores mecanizem sua produção. Sabendo disso, a Sepror entrexgou mais de 150 kits de farinha no interior. E, ainda, trilhadeiras, escavadeiras, patrulha agrícola, entre outros equipamentos.

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prova destes investimentos está contabilizada no volume de financiamento aprovado. De acordo com o secretário de Produção Rural, Eron Bezer-

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No Careiro da Várzea, a Sepror auxiliou na aquisição de equipamentos para agroindústria de laticínio da Cooperativa Agropecuária Mista e o mesmo município adquiriu uma patrulha agrícola de pequeno porte e equipamentos para uma agroindústria de doces.


INFRAESTRUTURA

Trabalhadores rurais do Amazonas recebem implementos agrícolas Em junho de 2013, a Sepror entregou 140 implementos agrícolas a 11 municípios do Amazonas. Segundo o secretário da pasta, Eron Bezerra, o investimento foi na ordem de R$ 1 milhão. Os recursos são decorrentes de emenda parlamentar da Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB).

sua comunidade, será reduzido de seis meses para apenas um mês e meio. Ele também garantiu que agora será possível plantar outras culturas, como as hortaliças.

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o total, 120 comunidades foram beneficiadas com a entrega de kits de implementos compostos por: um microtrator, distribuidor, carreta agrícola tipo madeira, enxada rotativa, sucadeira e roçadeira agrícola.

Segundo a Senadora Vanessa Grazziotin, a ideia é que o produtor melhore sua qualidade de vida produzindo mais e em menos tempo.

O presidente da Associação Comunitária Indígena da comunidade Nova Itália em Amaturá, o cacique Hosana Lucas Inácio Ticuna, um dos beneficiados, disse que com os implementos o tempo de produção da mandioca, por exemplo, principal cultura de Produtores têm acesso a implementos

As máquinas auxiliam ainda na produção dos municípios de Jutaí, Tapauá, Tonantins, Fonte Boa, Amaturá, Tabatinga, Boca do Acre, Envira, Ipixuna, Japurá e Presidente Figueiredo.

A Sepror e o Idam já entregaram na Calha do Madeira mais de 4.700 implementos, entre Grupos Geradores (11), Motor Estacionário (2.329), Motor Rabeta (1.379) e Forno para casa de farinha (171).

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Amazonas tem duas barcaças para ESCOAR produção Dia 1º de novembro de 2013, o Amazonas ganhou duas barcaças cada uma com capacidade para transportar 80 toneladas. Ao todo serão atendidos dez mil produtores rurais que residem em comunidades e em 15 municípios do Amazonas.

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s balsas foram adquiridas através de recursos contigenciados da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), por meio da Senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB). “Nossos rios são o caminho natural para o desenvolvimento do setor agrícola. Fiquei contente em ter contribuído para a aquisição das barcaças que vão transportar alimentos para as feiras de Manaus. Sem dúvida, um dos grandes gargalos do setor é a dificuldade do produtor em escoar sua produção de forma rápida e eficiente. Esse é o nosso compromisso, dar oportunidade para o homem do interior”. O investido foida ordem de R$ 1.401 milhão.

cesso foi o escoamento da produção que, agora, será minimizado com a entrega das duas barcaças”, disse.

De acordo com o Secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, as barcaças integram o Programa de Expansão da Produção da Sepror e vão ajudar a eliminar um dos principais gargalos da produção no Estado. “Você produz, escoa e vende. Mas se não tiver como escoar não chega ao processo final que é a venda do produto. Até hoje, nosso principal gargalo nesse pro-

O Governador Omar Aziz aponta que são muitos os desafios do setor primário, mas destaca que as ações da Sepror têm buscado atender à vida de homens e mulheres do campo. “Nada é tão fácil e rápido no setor primário. Mas com as barcaças damos um novo passo. É o início de um novo modelo, uma nova forma de pensar o escoamento da produção em nosso Estado”, destacou.

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INFRAESTRUTURA

Família do Homenageado - Nardélio

Queremos atingir a autossuficiência na produção de alimentos. Para isso, é necessário produzir e vender, a lacuna que estava aberta era, justamente, a do escoamento, que agora, foi nada e a voz do trabalhador rural se fez ouvir”, disse Eron Bezerra.

O Superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, pontua que os recursos investidos na compra das barcaças vão refletir diretamente na economia do Estado e, enquanto a Suframa dispuser de recursos continuará apoiando causas como a da Sepror.

barcaças levam nomes de trabalhadores rurais Cada uma das embarcações homenageiam produtores que lutaram pela causa dos trabalhadores rurais no Amazonas. Na cerimônia de entrega das balsas, as famílias de Nardélio Gomes e Dinho relembraram a importância destes dois desbravadores no Amazonas.

Ramos líder do movimento agrário na região Amazônica e do Projeto de Assentamento Florestal (PAF) Curuquetê, em Lábrea. A balsa Dinho, fará a rota nos municípios circunvizinhos a capital do Estado. Dois itinerários foram estabelecidos para atender esta demanda a de Itacoatiara - Novo Remanso - Manaus e Manaus - Anori, nos dois trechos há mais de 40 comunidades, e serão contemplados ainda os municípios de Autazes, Iranduba, Careiro da Várzea, Caapiranga e Anamã.

A barcaça Nardélio, homenageia o produtor rural Nardélio Delmiro Gomes que foi um dos líderes do distrito de Santo Antônio do Matupi, no sul do Amazonas. Essa balsa fará o trajeto para atender a demanda dos produtores do trecho que compreende Manaus a Humaitá, passando por Manicoré, Borba, Apuí, Nova Olinda do Norte e Novo Aripuanã. A barcaça Dinho, homenageia o produtor rural Adelino

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AGROINDÚSTRIA

agroindústria aposta em Beneficiamento de pescado e alevinos Agregar valor aos produtos, verticalizar a produção e adensar a cadeia produtiva são itens que também estão na agenda de importâncias inseridas no Programa de Expansão da Agroindústria. Para tanto, se tem investido em fábricas de pescado, frutas e estações de alevinagem.

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té o momento, mais de 30 municípios foram beneficiados diretamente com fábricas inauguradas ou em andamento. Indiretamente, todo o Amazonas tem sido contemplado pelas ações desenvolvidas e apoiadas pela Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror). Entre elas, a agroindústria que beneficia castanha, em Manicoré. O processamento de alevinos, frutas e pescado são algumas das matérias-primas contempladas pelo programa Estadual. A Fábrica de Processamento de “Bacalhau da Amazônia”, em Maraã, é uma das ações em destaque.

Em Manicoré, cada uma das lâminas d’água, que têm 90 quilômetros, pode produzir ao ano 900 toneladas de pescado. Cada tonelada tem valor agregado de R$ 6 mil, estamos falando de algo em torno de R$ 4,8 milhões”, detalha Eron Bezerra.

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Em Barcelos, por exemplo, estão sendo investidos cerca de R$ 1 milhão em três agroindústrias. Será erguido no município um centro de recepção a produção de peixes ornamentais que funcionará como um entreposto, um local para apoiar este tipo de pesca e, ainda, uma unidade de triagem e distribuição do produto. No quesito alevinagem, o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, já inaugurou lâminas de criação de alevinos nos municípios de Autazes, Caapiranga, Carauari, Coari, Codajás, Iranduba, Manacapuru, Manaus, Manicoré e Novo Airão. Neste último município, em 2010, mais de 70 pescadores receberam 61 mil alevinos. O resultado é a expansão e alta na produtividade. Em breve, a Sepror entrega as estações de alevinagem em Apuí, Anori, Borba e Tefé. Ainda neste segmento, estão concluídas as obras das agroindústrias de pescado em Santo Antonio do Iça e Tabatinga. Além disso, está em processo de execução o entreposto de processamento de pescado em Itacoatiara.

Nos próximos meses, Humaitá ganhará uma agroindústria de produção de açúcar mascavo, rapadura, derivados da cana-de-açúcar, e beneficiamento de poupa de fruta.


AGROINDÚSTRIA

Amazonas tem mais de 10 indústrias de frutas em construção Os empresários de hortifruti e gado também estão sendo contemplados com as ações e incentivos do programa de expansão. Afinal, a meta da Sepror é adensar a cadeia produtiva da produção rural.

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ara tal, está em execução a construção de agroindústrias de doce de frutas no Careiro da Várzea, em Autaz Mirin, Manacapuru e Rio Preto da Eva. Neste último, a banana será a matéria-prima processada.

Já foram aprovadas a aquisição de três fábricas de gelo no Amazonas. As obras ainda estão em processo de licitação e os municípios contemplados serão Envira, Ipixuna e Nhamundá.

Nos municípios de Barreirinha, Careiro da Várzea, Itacoatiara e Manaus estão em construção Unidades de Processamento Artesanal de Frutas. Ainda para agregar valor aos produtos e mesmo ao gado, a Sepror tem trabalhado em quatro parques de exposição nos municípios de Boca do Acre, Barreirinha, Careiro Castanho e Iranduba. Nos dois primeiros, as obras já foram concluídas. No Careiro e Iranduba, as obras estão em execução. Este é o processo também dos matadouros de bovinos e suínos em Nova Olinda, Tabatinga e Manicoré – no Distrito do Matupi.

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AGROINDÚSTRIA

Sepror apoia primeira graxaria do Amazonas O Amazonas foi o primeiro Estado da Região Norte do Brasil a ganhar uma fábrica de beneficiamento de resíduos animais para serem usados na fabricação de diversos produtos como ração animal, fertilizantes e sabão. Em outubro de 2013, foi inaugurada a indústria Solimões, do grupo Fasa, instalada em Iranduba. A unidade tem capacidade para processar mais 140 toneladas de resíduos por dia.

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e acordo com o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, com a chegada da Solimões, cairá o valor do custo da ração animal. “O detalhe é que a graxaria produzirá matéria-prima para quem produz ração, como: farinha de carne, de sangue e sebo. Logo, além de completar a cadeia produtiva, o produtor pagará menos por um produto de qualidade”, pondera.

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Hoje, a região metropolitana de Manaus, produz cerca de 30 toneladas de resíduos por dia. Segundo Gerente da Solimões, Clóvis Moura Junior, inicialmente, a empresa irá coletar resíduos animais na capital do Estado e em Iranduba e Manacapuru.

Folha do Campo | 2014 Eron Bezerra participa da cerimônia de inauguração da Indústria Solimões


AGROINDÚSTRIA

Primeira fábrica de “Bacalhau da Amazônia” A Fábrica de Processamento de Pirarucu da Amazônia, em Maraã (AM), foi inaugurada em 2011. De lá, para cá, a Sepror acumula vitórias. No período, quase dobrou a produção do pirarucu processado em bacalhau.

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o primeiro ano da indústria, foram processados 65 toneladas de pescado, ano passado 48 toneladas e este ano 124 toneladas.

Segundo o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra, “O Bacalhau da Amazônia” é um sucesso no Brasil e fora dele. “Recebi um e-mail da Noruega em que perguntavam se nosso bacalhau era bom e, pedi que respondessem que o nosso era muito melhor ao produto deles”, afirma. Após a despesca, na Reserva de Mamirauá, os peixes adultos, pesando cerca de 60 quilos, são levados para a fábrica, em Maraã. Na unidade o pescado é limpo, cortado em manta e salgado. Nos tanques de cura ficam de cinco a seis dias para que o sal seja absorvido pela carne. Após o processo, o produto é colocado em uma câmera resfriada chamada de pré-secador. O experimento é patenteado pelo diretor-geral da fábrica, Bismarck dos Prazeres.

cu tipo "bacalhau" é comercializado em supermercado, feiras livres, merenda escolar e, também junto ao Exército brasileiro. Estimativas apontam que se processe um total de 210 toneladas de pirarucu nas próximas safras. A unidade tem capacidade para atender a demanda. E, para reformar o processo será inaugurada uma fábrica de "Bacalhau da Amazônia", em Fonte Boa. Bismarck pontua que há muitos frutos a se comemorar nestes três anos. "Com a chegada da unidade, são notórias as mudanças em Maraã, em termos de construções, várias universidades têm aplicado muitos cursos técnicos, e a Sepror continuará investindo no município através da piscicultura, e criando estímulos de plantio”, afirma. Na safra de 2013, cerca de 600 pescadores foram agentes de fomento para aquecer a cadeia produtiva. Ao todo podiam pescar cerca de 4 mil unidades de peixe, a maior parte deste pescado é proveniente dos lagos da Reserva Mamirauá e, todo animal processado é cultivado em área manejada.

Segundo Bismarck, o empreendimento está saindo da fase embrionária e pronto para disparar. Hoje, todo o piraru-

Hoje, o produto processado é vendido no município entre R$ 2 a R$ 2,5, antes custava R$ 3,5. Para solidificar o setor o Amazonas ganha uma nova fábrica de "Bacalhau da Amazônia" .

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EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

Produzindo alimentos para a autossuficiência A Sepror, através do Programa de Expansão da Produção, aposta na produção primária do Estado para suprir a necessidade do Amazonas. Hoje o Estado já é autossuficiente na produção de itens como farinha de mandioca, frutas, hortaliças, peixes e ovos.

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e acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Estado tem cerca de 300 mil produtores, entre grandes empresários e produtores familiares. Segundo estatísticas da Sepror, o que prova esse crescimento é o volume de financiamentos firmados. “Saltamos de uma média de R$ 30 milhões de financiamento bancário para R$ 200 milhões, registrado em 2012”, destaca o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

O Amazonas é autossuficiente na produção familiar

Algumas regiões se destacam por suas produções em alta escala. É o caso de Coari que é o maior produtor de açaí do Estado, e por ano, produz 52.8 toneladas do fruto, em seguida aparece Itacoatiara com produção de 13.7 toneladas. No cultivo de mandioca, o destaque é para a microrregião de Tefé que teve produção, em 2012, de 48.9 mil toneladas numa área de cultivo de 16.3 mil hectares. Em seguida, vem à microrregião de Manaus, com uma produção de 38.9 mil toneladas numa área de cultivo de 13 mil hectares.

A produção de melancia no Estado supri a demanda local

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Embora, a gente esteja batalhando dia após dia e saibamos que o trabalho é árduo, mantemos nossa meta de tornar o Estado autossuficiente em alimentos”, destaca o secretário Eron Bezerra.

De acordo com o secretário, para atingir a meta era preciso saber o volume de consumo de itens básicos como arroz, peixe, leite e farinha, que cada amazonense ou morador do Estado, por município, consome. O resultado é que em média se consome quase um quilo de alimento por dia. Logo, o volume de alimento consumido por ano no Amazonas é por volta de 365 mil toneladas.

Idam Para isso, a Sepror oferece ao produtor orientações técnicas por meio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam). O órgão supervisiona, coordena e executa atividades de assistência técnica e extensão agropecuária e florestal. Hoje, o Idam está presente em todo o Estado e em comunidades, atuando diretamente com produtores e produtores familiar, dando orientações técnicas, embora, já desenvolvam com exímio suas culturas.

Eron faz questão de ir até o campo junto ao produtor

com aulas teóricas e práticas. Foi apresentado ao grupo a importância social e econômica deste tipo de cultivo, a toxidade da planta, manejo sadio dos solos, entre outros detalhes que interferem na produção do produto.

Segundo o diretor-presidente do Idam, Edimar Vizolli, as atividades desenvolvidas pelo Instituto e os serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER) têm feito à diferença junto aos produtores. Em outubro de 2013, por exemplo, 25 produtores familiares da região de Barcelos que cultivam mandioca foram capacitados

Vizolli diz que Idam tem contribuído com produtores

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EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

Amazonas tem status de risco médio para febre aftosa O Amazonas tem mais de 1,3 milhão de cabeças de gado e para garantir a saúde dos rebanhos o Governo tem investido em ações em parceria com os pecuaristas. Em 2013, o Estado conquistou o título de status médio de risco para febre aftosa junto ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, a meta agora, é que o Amazonas seja livre de aftosa.

e

m meados dos anos 2000, o Estado tinha o status de “risco desconhecido” de febre aftosa. Isso fez com que o empresariado se retraísse e colocou o Amazonas em condições inferiores, quando comparado a outros Estados da região Norte. Em 2007, o cenário começou a mudar, e a taxa de vacinação no Estado passou a 60%. Para tal, agentes do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam) atuaram junto aos pecuaristas

ressaltando a importância da vacinação e levando doses até fazendas. De acordo com o secretário de Estado da Produção Rural, Eron Bezerra, o Amazonas é o único Estado brasileiro que subsidia a vacinação contra aftosa e, agora, caminha para conquistar o status de livre de aftsosa. “A conquista do novo status acarretará a abertura das fronteiras com os Estados da Federação com status sanitário semelhante ou superior, proporcionando um avanço na pecuária local com incremento do mercado. Este ano, 41 municípios receberam doses da vacina contra aftosa”, disse. Hoje, a Sepror , por meio do Governo do Estado, subsidia 31% do valor da dose. A vacina custa R$ 1,54. Atualmente, o Sul do Amazonas é a localidade com maior número de rebanhos com destaques para Boca do Acre, na calha do Madeira, Parintins, Juruá, e ainda Manaus e Itacoatiara.

O Amazonas é o único Estado do país a subsidiar a vacina aos criadores de gado. Na segunda etapa da vacinação em setembro de 2013, foram investidos R$1 milhão.

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EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

Meta do programa PAA é investir R$12 milhões ao ano Em 2013, foi instalado no Amazonas, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), executado há 10 anos pelos ministérios do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e do Desenvolvimento Agrário (MDA). Através do Sistema Sepror, por meio da secretaria Executiva de Políticas Agropecuárias e Florestais, já foram beneficiadas 66 organizações sociais, instaladas em 10 municípios do Estado.

O

programa tem como finalidade adquirir a produção de agricultores familiares e como resultado disso doar os produtos a instituições e organizações.

“A meta é investir R$ 12 milhões ao ano para evitar o desperdício da produção regional”, disse a secretária Executiva de Políticas Agropecuárias Florestais da Sepror, a engenheira agrônoma Karine Araújo.

“Os dez anos do PAA, comemorado em 2014, vêm nos provar que é possível mudar a cara de um país com políticas públicas robustas, e que coloca como ponto central o bem estar do seu povo. Não tem como uma nação ser desenvolvida com uma grande parte da sua população passando fome em pleno século 21”, destacou a engenheira. Hoje, o PAA é uma das ferramentas mais eficazes, enquanto política pública, no combate à miséria e às desigualdades sociais, principalmente no tocante ao meio rural, que por incrível que pareça é onde mais se localiza as situações de insegurança alimentar e nutricional.

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EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

Pescado: de 15 mil toneladas para 100 mil toneladas Ampliar a produção de peixe no Amazonas é outro desafio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Produção Rural (Sepror). Através do programa Amazonas Rural, a meta é sair de 15 mil para 100 mil toneladas de pescado ao ano.

P

ara isso, estão sendo implantados cinco polos de piscicultura - Manacapuru e entorno de Manaus, Parintins (Baixo Amazonas), Humaitá (Madeira), Benjamin Constant (Alto Solimões) e Boca do Acre (Purus), onde o Governo do Estado está estimulando a produção em lagos naturais (manejo) e por meio da implantação de tanques-redes e tanques escavados. Nessas regiões toda a cadeia produtiva já está sendo beneficiada, com a construção de 14 estações de alevinagem, dez delas já estão em funcionamento e outras quatro - Apuí, Anori, Caapiranga e Borba - em fase de construção. Também estão sendo providenciadas fábricas de ração, capacitação e assistência técnica qualificada, acesso a linhas de crédito para a compra de equipamentos e modernização tecnológica, construção de tanques escavados e frigoríficos, para beneficiamento e armazenagem do produto. O objetivo é transformar a produção artesanal com baixa profissionalização em uma atividade empresarial.

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Um dos projetos é o manejo do Lago de Balbina, no município de Presidente Figueiredo, para a criação de peixe em larga escala. Em Humaitá, no Sul do Amazonas, serão implantados 200 hectares de lâmina d’água para a produção de peixe, assim como Novo Aripuanã, que terá 100 hectares. O programa prevê, ainda, unidades de produção de alevinos em Boca do Acre (Purus) e Parintins (Baixo Amazonas). Existe, também, um estudo sendo realizado por uma empresa privada para implantação de 500 hectares de lâmina d’água no sul de Canutama.

Cenário Dados da Sepror apontam que o volume de unidades de peixe provenientes da piscicultura mais que dobrou no período de 2002 a 2011. No início dos anos 2000 a produção foi de 5.156 mil unidades e, em 2011, atingiu a marca de 11.620 mil.

Estamos em todos os municípios do Amazonas com algum tipo de projeto voltado para a ampliação da cadeia produtiva do peixe”, afirma o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

A microrregião de Rio Preto da Eva ocupa o topo da lista por possuir a maior quantidade de peixes de psicultura, com uma quantidade de 4.180 mil unidades. Em seguida, está a microrregião de Manaus, com uma quantidade de 3.104.600 unidades.

O secretário acompanha e monitora em todo os municípios os projetos desenvolvidos

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EXPANSÃO DA PRODUÇÃO

Residência agrária: MAIS ASSISTÊNCIA TÉCNICA AO PRODUTOR RURAL Com o objetivo de aliar profissionais especializados junto a produtores rurais do Amazonas, a Secretaria de Estado de Produção Rural (Sepror), lançou em 2013 o programa Residência Agrária.

(Fapeam). Para a diretora-presidente da instituição, Maria Olívia, essa união é ousada, pois marca uma democratização do acesso à tecnologia e informação no Estado.

A

O projeto abrange as áreas de culturas alimentares, juta e malva, pecuária sustentável, piscicultura, manejo madeireiro, avicultura, borracha, fruticultura, e horticultura.

proximadamente 180 profissionais já estão trabalhando no interior e, ao menos, 85 mil produtores serão contemplados. Foi investido no projeto um aporte de R$ 22 milhões.

De acordo com o Secretário, Eron Bezerra, o Governo do Amazonas tem tomado iniciativas decisivas para alavancar o setor primário no Estado. Nos 57 anos de existência da Sepror, desde a sua criação e posterior extinção, um dos gargalos era a falta de assistência técnica e tecnológica. Pela primeira vez na história do Amazonas colocaremos 180 pessoas para melhorar a vida de homens e mulheres do campo”.

O Residência Agrária é uma parceria entre a Sepror e a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas

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Em longo prazo, o número de técnicos atuando no interior deve dobrar. Para atuar nas comunidades, os agentes vão receber bolsas da Fapeam, que variam de R$ 1,2 mil para nível técnico e R$ 2,4 mil para os especialistas de nível superior ligados a uma das áreas de atuação do programa. Esses profissionais deverão passar pelo menos 15 dias úteis nas comunidades Os R$ 22 milhões disponibilizados são para o pagamento de três anos de bolsa para logística de deslocamento. Todos os 62 municípios serão beneficiados tanto na geração de emprego e renda quanto na questão de absorção de novas tecnologias.


SOCIOCULTURAL

Feirão da Sepror completa quatro anos com mais de 400 produtores Tendo como principal objetivo elevar o padrão cultural dos homens e mulheres do campo a Secretária de Produção Rural (Sepror) instituiu o Programa de Apoio Sociocultural. Hoje, são mais 400 produtores rurais vendendo seus itens nos Feirões da Sepror, além de três edições dos livros: “Contos, Causos e Poesias do Campo Amazonense” e CDs: “Músicas do Campo”, com seleções de músicas e declamações de poesias e também DVD. E, em agosto de 2013, aconteceu o 4º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (4º Etaf).

O

Feirão da Sepror completou em 2013 quatro anos e é um sucesso em Manaus e no município de Iranduba. Na Capi-

tal, são duas feiras - no Parque Eurípedes Lins e na sede do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas - e uma no interior - na comunidade Vila do Paricatuba. Os preços de itens da cesta básica e de frutas e legumes são comercializados até pela metade do valor praticado em feiras populares e supermercados. O preço do quilo do tambaqui é de R$ 5, enquanto que, em outros locais a mesma quantidade custa a partir de R$ 7. O tomate, por exemplo, que foi o vilão da cesta básica em 2013, com valor entre R$ 7 a R$ 19,60, tem valor médio nos Feirões de R$ 3,5 o quilo. O alface tem preço médio de R$ 1,5, o cheiro verde R$ 2,5 e o cacho da banana pacovã R$ 5. Um dos objetivos do projeto, além de levar preços mais acessíveis à população de baixa renda, é evitar que o excedente da produção do pescado e mesmo de frutas como abacaxi e melancia no Estado vá parar no lixo. “Acabamos com o desperdiço de peixe e com a figura dos atravessadores que era um entrave na expansão dos negócios dos agricultores”, detalha o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

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SOCIOCULTURAL

Mais de duas mil famílias ganharam casas populares Entre as ações do Programa de Apoio Sociocultural está o da Casa Popular Rural que já entregou cerca de duas mil unidades nos municípios do interior e na capital do Amazonas. A ação é viabilizada com recursos de convênio com o Ministério das Cidades, através do Programa Minha Casa Minha Vida.

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s casas, compostas de sala, quarto, cozinha, banheiro e varanda, são entregues e registradas no nome da mulher para evitar que, em caso de separação, a mulher e os filhos fiquem desamparados. “Se o homem pensar em abandonar a família ele está ciente de que não terá onde morar. A Sepror também contribui para manter a família unida”, avalia o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.


SOCIOCULTURAL

Peixe popular: pescado a baixo custo para população A grandeza do estado do Amazonas é impressionante, são 62 municípios, com quase 4 milhões de pessoas. Entre os desafios do Sistema Sepror estão à produção de alimentos e o combate ao desperdício. Um projeto que preenche, exatamente, esta lacuna é o Peixe Popular.

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riado em 2007, já levou à mesa dos amazonenses toneladas de peixes ao valor popular de R$ 1 o quilo ou cinco unidades de pescado pelo mesmo preço. Entre as espécies estão o jaraqui e matrinxã. “Assim levamos o produto mais abundante da nossa região até às famílias amazonenses. No comércio, às vezes, o valor do nosso pes-

cado excede a renda da população”, disse o secretário da Sepror, Eron Bezerra. Outro detalhe, é que o programa é executado através de caminhões frigoríficos que vão até os bairros da capital onde está a população de baixa renda. “Fazendo isso, eliminamos ainda um grande problema que é o desperdício de pescado que poderia ser consumido. É o Sistema Sepror fechando mais um ciclo da produção beneficiando pescadores e os consumidores finais”, destacou Eron.

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SOCIOCULTURAL

Mais de 450 produtores participam do 40 Etaf Em agosto de 2013, produtores de Manaus e de todo o interior do Estado se reuniram no Centro de Convenções do Studio 5 e, participaram do 4º Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (4º Etaf).

O Etaf abre as portas para que trabalhadores amazonenses do campo tenham a oportunidade de expressar suas ideias a fim de criarmos políticas públicas para atendê-los”, afirma o secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

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Encontro acontece a cada dois anos, desde 2007, e tem como meta discutir com os trabalhadores do campo as políticas públicas do setor primário e ouvir o pleito das comunidades produtivas. Entre os temas em pauta na última edição estiveram as políticas públicas do Amazonas Rural e as linhas de pesquisa do Residência Agrária (Juta e Malva, Borracha, Pecuária, Fruticultura, Horticultura, Manejo Madeireiro, Avicultura, Culturas Alimentares, Piscicultura, Organização Social e Mercado).

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Além dos produtores rurais, delegados representando os 62 municípios do Amazonas estiveram na Capital e representantes das prefeituras e dos escritórios do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (IDAM).


Causos, contos e músicas de trabalharores rurais ganham espaço em livros, Cds e DVS Promovendo cultura aos agricultores e trabalhadores a Sepror já editou três CDs e a mesma quantidade de livros que contam, exatamente, a realidade da roça. Também está na lista a edição de um DVD e a realização de uma peça teatral. As últimas edições do CD e do livro foram lançadas durante a 4ª edição do Encontro de Trabalhadores e Trabalhadoras da Agricultura Familiar (Etaf). Todos os produtos são de autoria de agricultores familiares de várias comunidades e retratam com riquezas de detalhes a realidade que vivem em forma de contos, causos, poesias e músicas.

De acordo com o Secretário de Produção Rura, Eron Bezerra, o objetivo deste projeto - lançado em 2009 com a primeira edição do livro e do CD - é promover a criatividade e a expressão escrita, além de incentivar o surgimento de novos talentos de homens e mulheres do campo.

Teatro Técnicas de interpretação, expressão corporal, dicção, análise de texto e técnica vocal foram alguns dos temas em discussões do curso preparatório para o espetáculo teatral “O Extensionista”, de Felipe Santander, com direção de Nonato Tavares, realizado pela Secretaria de Produção Rural do Amazonas. Cerca de 20 pessoas foram selecionadas para fazer parte do espetáculo, porém diversos trabalhadores do campo puderam aprender sobre as técnicas teatrais. “O Extensionista” retrata a história de um engenheiro -agrônomo, recém-formado, que inicia suas atividades profissionais no campo da Extensão Rural, em uma pequena comunidade do interior.

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SOCIOCULTURAL

Em 2013, a 40ª Expoagro registrou crescimento de 20%

Batemos todos os recordes de público e volume de negócios na Expoagro. Agradecemos o incentivo dado pelo Governador, Omar Aziz, que isentou a cobrança de ICMS em negócios firmados durante a feira. E, agradeço também o apoio do vicegovernador, José Melo e do prefeito de Iranduba, Xinaik Medeiros”, destacou Eron Bezerra.

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A Feira de Exposição Agropecuária do Amazonas (Expoagro), também está inserida no programa de Apoio Sociocultural. Em 2013, foi realizada a 40ª Expoagro, que aconteceu entre os dias 6 e 15 de dezembro. No período, se registrou um crescimento de 20% em relação à edição do ano anterior. Os dados foram apresentados pelo secretário de Produção Rural, Eron Bezerra.

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urante dez dias, passaram pelo Parque de Exposição, instalado na Pista de Arrancada, localizada no km 6,5 da Rodovia Manuel Urbano (AM-070), 600 mil pessoas. De acordo com o Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops), mais de 100 mil veículos trafegaram pela ponte Rio Negro em direção ao Parque de Exposição.


O número de veículos nos finais de semana, segundo o Ciops, bateu recordes em comparação a outros fins de semana e mesmo em feriados. “Acrescento ainda que não registramos nenhum incidente e está passa a ser uma das mais tranquilas Expoagros dos últimos tempos”, destaca o secretário da Sepror. Em volume de negócios foram financiados mais de R$ 30 milhões em equipamentos. “Diante disso, sabemos que cada visitante consumiu cerca de R$ 20, correspondendo ao montante de R$ 12 milhões. Logo, o volume de negócios desta edição supera a ordem de R$ 42 milhões”. A isenção do ICMS este ano foi um dos maiores atrativos da Expoagro e refletiu no financiamento de equipamentos agrícolas beneficiando o diretamente o produtor rural. A empresa Sotreq S/A, por exemplo, atingiu um volume de negócios de R$ 7,2 milhões. Para Eron Bezerra, a Expoagro é o maior evento da Região Norte direcionado ao setor primário e os dados apresentados sustentam esta afirmação. “Costumo dizer que não há desenvolvimento sem sustentabilidade, nem sustentabilidade sem desenvolvimento e é isso que toda a equipe do Sistema Sepror, junto com seus parceiros buscou neste período histórico em que realizamos a 40ª Expoagro”.

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