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Co m Ed emiç orão at iv a

Ano XIV, nº100, janeiro/fevereiro/março - 2013

2012

2006

1999

2011

100 edições comunic@ndo

Microcóptero funciona como agente de trânsito

ICMC no Projeto Rondon na Bahia

Homenagem ao professor Hildebrando Rodrigues


EDITORIAL

ÍNDICE

100

Entrevista Destaque Pesquisa Cultura e extensão Eventos realizados Premiações Notas e comunicados Dicas da STI Por onde anda Dia internacional da mulher Ingressantes Quem sou eu? Aniversariantes Humor

3 7 9 11 12 13 14 15 15 16 17 18 19 19

É com muito orgulho que apresentamos à comunidade deste Instituto a centésima edição do ICMCotidi@no, uma ideia que surgiu em 1997, tendo sido concretizada em 1999, relativamente jovem se comparado com os 40 anos do Instituto, mas com muitas histórias para recontar. Desde sua primeira edição, em formato de boletim com impressão monocromática em papel sulfite, diversos acontecimentos foram divulgados, vários servidores se aposentaram e outros ingressaram no ICMC. Muita coisa nova surgiu, a tecnologia avançou, mas os princípios e objetivos do nosso informativo (hoje no formato de revista) continuaram firmes e fortes: registrar a história do ICMC e divulgar para a comunidade interna as notícias, os eventos, os prêmios e as pessoas que fazem parte do nosso cotidiano. Isso faz com que nos aproximemos cada dia mais, construindo um Instituto cada vez mais sólido, unido, e trabalhando em harmonia. Nesta edição apresentamos um resumo dessa história de sucesso em 100 edições, uma entrevista com o professor Hildebrando, homenageado no último Summer Meeting, uma matéria sobre o sistema desenvolvido pelo professor Jó Ueyama que faz o monitoramento aéreo de áreas de risco, e uma reportagem sobre a importante participação do ICMC no Projeto Rondon, no interior da Bahia. Venha conosco e tenha uma ótima leitura!

ICMC ACONTECE Abril

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Equipe ICMCotidi@no

Encontro de Egressos do Bacharelado em Informática / Sistemas de Informação

EXPEDIENTE

Abril

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1º Fórum de Segurança em Urnas Eletrônicas Diretor: Prof. Dr. José Carlos Maldonado Vice-diretor: Prof. Dr. Alexandre Nolasco de Carvalho Edição: Neylor Fabiano Redação: Fernanda Vilela; Maristela Galati; Renata Bertoldi Arte e diagramação: Lucas Guedes Produção e revisão: Anderson Alexandre; Giovano Cardozo; Gislene Fracolla; Glauciema Machado; Livia Rodrigues; Maria Fernanda Marreta; Rosana Vieira; Silvio Pomin Supervisão: Comissão de Comunicação e Divulgação Impressão: Gráfica Metha Tiragem: 500 exemplares O ICMCotidiano é uma publicação trimestral do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da Universidade de São Paulo. Todos os direitos reservados. Av. Trabalhador São-carlense, 400, São Carlos-SP. Tel. (16) 3373-9666 – comunica@icmc.usp.br.

Abril

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Aula Magna

Abril

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Campeonato de Cubo Mágico

Junho

3

Junho

a

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Real Analysis Symposium XXXVII

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ENTREVISTA

Uma história de dedicação e excelência Professor Hildebrando completa 70 anos e recebe homenagens no ICMC

Foto: Fukuhara

A história do ICMC está diretamente interligada com a trajetória do Prof. Dr. Hildebrando Munhoz Rodrigues, docente do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística. Pioneiro do Instituto, sua atuação se deu de forma ativa nas áreas de ensino, pesquisa e gestão, o que contribuiu para o desenvolvimento e a consolidação da instituição e da área de Equações Diferenciais no Brasil. Defendeu a primeira dissertação de mestrado da USP e liderou a criação do grupo de Equações Diferenciais Funcionais do ICMC. Foi chefe de departamento, coordenador da pós-graduação e diretor do Instituto, dentre outros cargos. Neste ano, o professor Hildebrando foi homenageado no Summer Meeting on Differential Equations, por ocasião de seu aniversário de 70 anos. Ele concedeu a entrevista abaixo ao ICMCotidiano, contando um pouco sobre sua vida e sua carreira. Obs.: A entrevista possui trechos inéditos, e outros já publicados na edição 96 do ICMCotidiano. Em que cidade nasceu? É casado, tem filhos ou netos? Hildebrando:

Nasci

em

um

sítio

conhecido como Terra Seca que fica próximo a Neves Paulista (SP). Sou casado com Maria Ivana da Silva Munhoz. Tenho um filho Daniel da Silva Munhoz e uma filha Cristina da Silva Munhoz. Em que fase da sua vida surgiu seu interesse pela matemática? H: Até a idade de 5 anos vivi no sítio onde nasci. Minha família mudou-se então para São José do Rio Preto. Fiz a escola primária no Grupo Escolar Cardeal Leme. Prestei um exame de admissão para estudar no Instituto de Educação Monsenhor Gonçalves, tendo passado em primeiro lugar. Nesse período eu tinha bom desempenho em todas as disciplinas, inclusive em Matemática, pois tinha bons professores. Meu interesse específico por Matemática surgiu quando fui fazer o Curso de Licenciatura em Matemática na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Rio Claro, atual UNESP. No segundo ano, em 1964, obtive uma bolsa de iniciação científica com orientação do professor Mario Tourasse Teixeira. Observem que a FAPESP começou a funcionar em 1962. Nos anos seguintes até 1966 tive como orientador o professor Nelson Onuchic. Com esses dois excelentes professores,

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tive uma boa formação básica em Matemática, que foi fundamental para os meus estudos de pós-graduação, mestrado e doutorado, e depois para os meus programas de pós-doutorado nos Estados Unidos. No ano de 1967 iniciei meus estudos de mestrado no Instituto de Pesquisas Matemáticas em São Paulo, com orientação dos professores Chaim Samuel Honig e José de Barros Neto. Em dezembro de 1967, fui contratado pela Escola de Engenharia de São Carlos como professor instrutor, e continuei meus estudos no programa de mestrado com a orientação do professor Nelson Onuchic. Na Brown University, em Providence, Rhode Island (EUA), tive como orientador o Prof. Jack K. Hale, um dos expoentes em Equações Diferenciais e Sistemas Dinâmicos. Os conhecimentos que adquiri com estes dois últimos professores foram fundamentais para que eu me tornasse um pesquisador autônomo nessas áreas. Procurei transmitir aos meus orientados esses ensinamentos, não somente em termos de conteúdo, mas também em termos de atitudes científicas. Quais técnicas usa para incentivar os alunos no aprendizado de matemática? O que você faz para despertar o interesse dos alunos pela matemática? H: Em primeiro lugar devo enfatizar que utilizo técnicas de ensino bem tradicionais, giz e lousa são meus principais instrumentos de trabalho. Tentarei descrever como atuo em um determinado curso de graduação, eis alguns itens que considero importantes nesse meu trabalho: Estabelecer normas claras de conduta dos alunos durante as aulas, manter um bom relacionamento com a classe e com cada aluno, apresentar aulas bem motivadas por problemas concretos e práticos e, finalmente, promover avaliações frequentes. Para o curso de Engenharia Aeronáutica. A primeira aula do semestre é iniciada com apresentações, apresento-me, conto um pouco sobre minha formação acadêmica: Licenciatura em Matemática, na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras


de Rio Claro, hoje UNESP; Mestrado, na Escola de Engenharia de São Carlos (USP); Doutorado, no Instituto de Ciências Matemáticas de São Carlos; Pós-Doutorado, na Brown University, Providence, Rhode Island (EUA). Em seguida peço para cada aluno que se apresente falando seu nome e que diga um pouco de sua formação acadêmica e de que cidade é originário. Depois disso, apresento uma folha com o programa da disciplina, fazendo uma breve análise dos itens a serem estudados. Em uma outra folha apresento o calendários de avaliações e as normas de condutas esperadas dos alunos. Cada aula começa quando escrevo na parte esquerda da lousa a data e alguns itens que descrevem o programa resumido da mesma. Em seguida apresento um problema de motivação, de preferência aplicado. Somente então começo a desenvolver a teoria matemática que será utilizada para resolver aquele problema e alguns outros apresentados em seguida. Procuro apresentar a aula de maneira clara, escrevendo devagar na lousa e procurando interagir com a classe, apresentando ou respondendo perguntas sobre o assunto presente. Quando é o caso, conto também um pouco sobre a história dos matemáticos que contribuíram para desenvolver as teorias apresentadas. Costumo também copiar no final do curso um caderno de algum aluno ou aluna que tenha feito boas e completas anotações desde o início. Vários colegas experientes e também iniciantes fazem cópias dos mesmos para utilização quando forem ministrar a mesma disciplina. Procuro

descobrir alunos que tiveram bom desempenho acadêmico em disciplinas anteriores e os estimulo a formarem grupos de estudos com outros alunos, marcando reuniões para discussões de problemas. Como costuma avaliar os alunos? H: Todo o meu sistema de avaliação é baseado em avaliações frequentes. Normalmente ele consta de cinco pequenas avaliações, provinhas, e três avaliações maiores, provas. As provinhas são mais frequentes e valem 2 pontos cada uma. Elas têm a duração de uma hora e constam de um ou dois problemas semelhantes aos que são discutidos em classe. As provas tem duração de duas horas e constam de problemas fáceis e de problemas mais difíceis. Nelas o aluno também tem de demonstrar algum teorema que foi demonstrado no curso. Este sistema diminui a ansiedade do aluno durante a prova. Entre as provinhas há uma que é substitutiva para outra que o aluno tenha perdido por alguma razão. Também há uma prova substitutiva para as provas com o mesmo objetivo. Como hoje temos listas de presença com fotos dos alunos, durante a realização de cada prova, vou procurando memorizar o nome de cada aluno. Assim, depois de algumas avaliações, já posso conhecer quase todos da classe pelos seus nomes. Este fato facilita muito meu relacionamento com toda a classe. Como em geral as classes são numerosas eu elaboro quatro provas diferentes, mas equivalentes em dificuldades. As folhas

de questões são apresentadas em quatro cores diferentes: branco, verde, amarelo e cor-de-rosa. Assim durante a prova cada aluno não terá nenhum vizinho mais próximo com a mesma cor. Isto evita a comunicação dos mesmos durante a prova. Também não são autorizados celulares sobre as carteiras. No início do semestre procuro analisar o histórico escolar de todos os alunos que estão fora do perfil. Com isso posso planejar meu curso de maneira que haja um melhor aproveitamento não só dos bons alunos, mas também daqueles que trazem deficiências de formação anteriores. Como conclusão, devo enfatizar que o índice de aprovações em cada disciplina que ministro é relativamente alto, devido em parte ao meu sistema de avaliações. A que o senhor credita ser um professor admirado e respeitado no campus da USP de São Carlos? H: Temos excelentes professores no nosso Instituto. Tivemos uma escola de formação liderada principalmente pelos professores Gilberto Loibel, Nelson Onuchic e Lourdes de La Rosa Onuchic, que sempre deram muita importância às disciplinas de graduação. Procurei utilizar e aprimorar esses ensinamentos. Em breve devo completar 45 anos de serviço na USP. Isto significa que já dei aulas e contribui na formação de mais de quatro mil alunos. Já estou passando de mais de 50 alunos que oriento nos níveis de iniciação científica, mestrado e doutorado. Já publiquei mais de 40 artigos científicos. Fui chefe do Departamento de Matemática, diretor do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, (ambos durante 4 anos) e coordenador da Pós-Graduação. Assim sendo, grande parte da minha vida foi dedicada ao ensino, à pesquisa e à administração do ICMC na Universidade de São Paulo. Como coordena seu programa de iniciação científica? Quais as vantagens de fazer com que alunos de graduação e de pós interajam? H: Desde o início das minhas atividades nessa área procurei seguir em parte o sistema do meu ex-orientador professor Nelson Onuchic. Procuro sempre trabalhar com grupos de alunos bem selecionados das várias áreas do campus. Praticamente todos tem média de pelo menos oito. Durante os

Colação de grau da graduação (1966)

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trabalhos mantenho juntos alunos mais adiantados, alguns que já estão na pós-graduação, outros veteranos na iniciação científica e alunos iniciantes. Os seminários são baseados principalmente nos livros Principles of Mathematical Analysis de Walter Rudin e A Short Introduction to Perturbation Theory for Linear Operators de Tosio Kato. Os seminários são apresentados em inglês alternadamente pelos alunos. Há também seminários especiais para resolução de problemas. Muitos dos meus alunos de programas anteriores foram selecionados pela École Polytechnique, em Paris, na França para um programa de duplo diploma. Quando um novo aluno adere ao programa deixo claro que nosso objetivo principal é dar uma formação básica em Matemática profunda. Mas a oportunidade de ir à França é um subproduto. Como no último ano houve uma grande procura de alunos interessados no programa, tenho agora como colaborador o professor Marcio Fuzeto Gameiro que está coordenando um grupo. Já estamos com pelo menos 15 alunos que são distribuídos em três grupos de quatro ou cinco. Atualmente conto com a colaboração de Matheus Cheque Bortolan, que esteve neste programa desde o primeiro ano de graduação, foi meu aluno de mestrado e agora está no programa de pós-doutorado e com Guilherme Afonso Mazanti, que passou pelo meu programa, estudou e ganhou um prêmio na École Polytechnique na França, e agora é meu aluno de doutorado. Estes alunos servem como modelos para os mais novos. Como se sente pelo fato de sua dissertação de mestrado ter sido a primeira defendida na USP de São Carlos? H: Meu mestrado foi orientado pelo professor Nelson Onuchic. Defendi minha dissertação em 1970, nela abordei como tema Invariância para Sistemas não Autônomos de Equações Diferenciais com Retardamento e Aplicações. O fato de ter sido o primeiro título de pós-graduação na nova estrutura estabelecida pela USP depois de 1969 não é tão importante para mim. O mais importante é o fato de ter sido um trabalho de excelente nível em uma área que foi introduzida no Brasil pelo meu orientador professor Nelson Onuchic. Os

modelos que envolvem equações com retardamento tem muita aplicabilidade em diversas áreas, como biologia, física e engenharia. Quais são suas principais contribuições em pesquisa na área de Equações Diferenciais e Sistemas Dinâmicos Não Lineares? H: Em geral minhas linhas de pesquisa e minhas publicações giraram em torno dos seguintes assuntos: Estabilidade;

H: Podemos dizer que, essencialmente, a formação do grupo de Sistemas Dinâmicos Não Lineares deveu-se à vinda do professor Nelson Onuchic para São Carlos. Ele formou uma escola da qual eu fui um dos primeiros participantes. Acredito que ele foi o iniciador dos estudos sobre Equações Diferenciais com Retardamento no Brasil. Minha dissertação de Mestrado, Invariância para Sistemas não Autônomos de Equações Diferencias

Cerimônia de posse como diretor do ICMC

Princípios de Invariância; Dicotomias Exponenciais e Polinômio-Expoenciais; Bifurcação e Simetria; Oscilações Não Lineares; Linearização em Dimensão Infinita; Sincronização de Sistemas Contínuos e Discretos; Sistemas Caóticos; Teoria Espectral; e Aplicações a Equações Diferenciais Ordinárias, Parciais e Funcionais. Para mim, é difícil dizer quais foram minhas maiores contribuições, pois cada trabalho tem sua própria história. Gosto e tenho orgulho de cada um deles. Pelo fato de a linha de Sincronização ter relações mais próximas à aplicações práticas, os trabalhos nessa linha têm tido mais citações. A linha de Linearização em Dimensão Infinita envolve trabalhos fundamentais para a teoria de Sistemas Dinâmicos em Dimensão Infinita, mas como nossos trabalhos envolvem cálculos com muitas dificuldades técnicas, acredito que ainda levará um bom tempo para que a comunidade matemática valorize e reconheça a profundidade dos mesmos. Como se deu a formação do grupo de pesquisa em Sistemas Dinâmicos Não Lineares no ICMC?

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com Retardamento e Aplicações, foi um dos primeiros trabalhos de pesquisa nessa linha. Quais contribuições foram possíveis trazer de suas experiências no exterior? H: No período que passei em Providence, na Brown University, além de ter a oportunidade de trabalhar em problemas de pesquisa com o professor Jack K. Hale, pude interagir com matemáticos excelentes, como John Mallet-Paret, Shi-Nee Chow, Konstantin Dafermos, etc. No período que passei em Atlanta, GeorgiaTech (EUA), continuei trabalhando com o professor Jack K. Hale, interagindo também com Shi-Nee Chow, Yinfei-Yi, Valentin Affraimovich, Konstantin Mischaikow, etc. Nesses dois períodos fui adquirindo mais maturidade em trabalhar em problemas de pesquisa, podendo em seguida ir abrindo meus próprios caminhos e iniciar minha atividade de orientação de alunos de iniciação científica, mestrado e doutorado. Minha cooperação científica com pesquisadores


Com esposa e filhos

estrangeiros de muito bom nível, como Valentin Affraimovich, Joan Solà-Morales, Jianhong Wu, Peter Kloeden, etc., também foi importante para a geração de publicações expressivas. Qual é a sua filosofia de trabalho na área de gestão, e como ela contribuiu para o desenvolvimento do Instituto? H: Fui coordenador da pós-graduação do nosso Instituto. Em 1982, propus a criação do Programa de Verão, quando iniciamos a realização de reuniões científicas em Equações Diferenciais. Coordenei a reestruturação dos programas de mestrado e doutorado em Matemática. Fui também o primeiro coordenador de área do programa de pós-graduação em Matemática. Fui chefe do Departamento de Matemática durante quatro anos. Neste período, coordenei uma reestruturação das disciplinas básicas de Matemática para todos os cursos do nosso campus. Fui Diretor do nosso Instituto durante quatro anos. Procurei iniciar uma gestão mais participativa, identificando vocações de nossas lideranças científicas e estimulando a elaboração de projetos para melhoria da infraestrutura da nossa instituição. Aproveitamos programas da USP, FAPESP, CNPq e CAPES. Fizemos uma reestruturação geral das nossas áreas administrativa, financeira, acadêmica e também da biblioteca. Propus a criação do Workshop de Interação de Competências (WIC), que tem tido um papel importante no planejamento estratégico do ICMC. Como representante no Conselho do Campus, fui a primeira pessoa que propôs a criação de um segundo campus da USP em São Carlos. Como membro de uma comissão desse Conselho, liderei a elaboração de um projeto para o fechamento e melhoria da segurança do nosso campus. Durante minha

gestão, recebi um pedido do professor Edson dos Santos Moreira, que na época era chefe do Departamento de Computação, solicitando que no nome do nosso Instituto, que era Instituto de Ciências Matemáticas de São Carlos, fosse acrescentado a palavra Computação. Este foi o tema mais polêmico tratado pela Congregação. As discussões durante as muitas reuniões prolongaram-se por mais de um ano. Finalmente, foi aprovada a mudança para Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação, tendo em seguida a homologação pelo Conselho Universitário da USP. Vejo hoje que essa decisão foi muito importante para o crescimento e reconhecimento da nossa instituição. Outro projeto muito importante que elaboramos e executamos foi o de melhoria das salas de aula e dos laboratórios de pesquisa, que culminou com a construção dos blocos 1 e 5. Isso foi fundamental para a implantação dos novos cursos, que foram criados em gestões posteriores. Por que, na ocasião da divisão do Departamento de Matemática (SMA) e Departamento de Matemática Aplicada e Estatística (SME), o senhor optou por mudar para o segundo? H: Quando os departamentos de Matemática e de Computação contrataram muitos novos professores, devido à criação de novos cursos,

houve a iniciativa de um grupo formado por parte de professores do Departamento de Matemática e parte do Departamento de Computação, liderado principalmente pelo professor José Alberto Cuminato, para a criação do SME. Um dos requisitos para essa criação seria que pelos menos três professores titulares aderissem a essa iniciativa. Eu assumi o compromisso de juntar-me a esse grupo para viabilizar a criação do SME. Cumpri meu compromisso, juntamente com o professor Plácido Zoega Táboas. Devo entretanto ressaltar que minha atuação científica e acadêmica tem mais destaque na área de Matemática que na área de Matemática Aplicada. O senhor possui algum hobbie ou preferência cultural/artística? H: Sempre procurei dar bastante ênfase a atividades esportivas. Joguei futebol durante muitos anos, chegando quase a ser profissional. Na parte de atletismo, fui durante um período corredor de velocidade, e mais tarde de corredor de fundo. Fui atleta da equipe de Rio Claro quando lá estudava e depois da equipe COSCA (Corredores de São Carlos), tendo inclusive participado de várias maratonas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em geral gosto de música principalmente clássica, jazz, blues e soft rock. Gosto também de alguns tipos de música brasileira.

Campeão armador de futebol com o Torino Brasileiro Atlético Clube

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DESTAQUE

ICMCotidi@no marca a história da comunicação no Instituto Criado em 1999, a publicação passou por mudanças gráficas e editoriais durante os anos, tornando-se um dos principais veículos de divulgação do ICMC Acta Diurna. Acta, do latim, significa práticas, feitos, ações e Diurna, o espaço de um dia. Acta Diurna é, portanto, aquilo que se pratica durante o dia. Foi com esse nome que o imperador romano Júlio César apresentou ao povo da antiga Roma o primeiro jornal da história. Sua invenção, segundo a maioria dos historiadores, era publicada diariamente em grandes placas para que o cidadão romano fosse informado das novidades do governo. A linguagem oral – fala – sempre foi o modo de se comunicar mais presente na vida humana. No entanto, após a invenção da tipografia por Gutenberg, no século XV, a escrita pode ser disseminada e passou a valer como linguagem da sociedade. Usando uma prensa e modelos de letras feitas em metal, organizadas em uma bandeja na forma de palavras e frases, a técnica da tipografia tornou mais fácil, rápida e eficiente a reprodução de documentos escritos. Com isso, outras mídias puderam ser inventadas, como os periódicos: jornais de circulação diária ou semanal, e revistas. Séculos se passaram. Os jornais, ou de forma mais abrangente, o jornalismo, se aprimorou e se reinventou. A chegada do século XX trouxe o auge do prestígio e da popularidade dos jornais, mas também a invenção do rádio, da televisão e, mais recentemente, do webjornalismo. Todas as novas formas de se fazer notícia não mudaram o princípio básico

do jornalismo, aquele adotado desde o império de Júlio César: o da divulgação de informação. Foi sentindo essa necessidade que as instituições de ensino superior, como a USP, e consequentemente suas unidades, criaram seus próprios veículos de comunicação: boletins, jornais, revistas, programas de rádio e televisão, para divulgar aquilo que acontecia ou que era produzido pela universidade. No ICMC não foi diferente. O ICMCotidiano, em seu formato inicial de boletim impresso, surgiu para suprir a necessidade que o Instituto tinha em divulgar seus acontecimentos para a comunidade interna. Apesar de comemorarmos hoje sua centésima edição, o ICMCotidiano pode ser considerado uma criação relativamente recente quando comparado aos 40 anos de existência do ICMC.

História e curiosidades A primeira Comissão Interna de Qualidade e Produtividade (CIQ&P) do ICMC foi designada pelo então diretor Hildebrando Munhoz Rodrigues, em 26 de março de 1997. Faziam parte os professores Claudio Mendes (presidente) e José Carlos Maldonado e os funcionários Paulo Celestini, Sonia Deriggi Borges e Marlene Kawakani. De acordo com Marlene, hoje no Gabinete de Planejamento e Gestão do Instituto, um dos assuntos mais discutidos nas reuniões era a baixa divulgação

Maio de 1999 Criação do Cotidi@ano (Edição 1)

Março de 2010 Criação da Assesoria de Comunicação

dos acontecimentos internos à comunidade. “Daí surgiu a ideia de criar um jornal para o ICMC, com a finalidade de divulgar as pesquisas dos docentes em andamento e os resultados delas, os prêmios e homenagens recebidos, assim como as teses defendidas”, explicou. No ano de 1999, sob a presidência do professor Maldonado, a CIQ&P indicou os funcionários Luiz Dotta, Marlene Kawakani, Valdir Martins, Juliana Moraes e Marília Marino para comporem o grupo responsável pela produção e confecção do, até então, jornal do ICMC. Marília, que atua na Seção de Eventos, contou que quando foi convocada para a primeira reunião que definiria a Comissão, não imaginava o que a esperava: “Um dia a Marlene me ligou dizendo que eu tinha sido convocada para uma reunião na Diretoria, mas não me disse o assunto. Sou curiosa, e estava apreensiva. O professor Maldonado foi até a seção de pós-graduação, onde eu trabalhava na época e então perguntei: ‘Maldonado, por que me chamaram para a reunião? Qual é o assunto?’, e ele respondeu: ‘Lá você vai saber’. No dia da reunião, fomos todos à Diretoria com medo do que viria pela frente. Para nosso alívio era o anúncio da criação do jornal e a composição da equipe da qual iríamos fazer parte por alguns anos”. Marlene contou que a comissão participava ativamente da produção do

Julho de 2012 1ª Edição no formato revista (Edição 97)

1º - 3º - 5º - 7º - 10º - 13º - 15º - 17º - 20º - 23º - 25º - 27º - 30º - 33º - 35º - 37ª - 40º - 45º - 47º - 50º - 53º - 55º - 57º - 60º - 63º - 65º - 67º - 70º - 75º - 77º - 80º - 83º - 85º - 87º - 90º - 93º - 95º - 97º - 100º

Setembro de 2002 1ª reformulação do projeto gráfico (Edição 41)

Março de 2011 Mudança da supervisão da CIQ&P para Comissão de comunicação e divulgação

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Abril de 2013 (Edição 100)


jornal. “Todos buscavam matérias e informações. Havia divisão de trabalho, mas cooperávamos uns com os outros para cumprir o prazo de entrega”, conta. Explicou ainda que os membros tinham funções específicas na comissão: “O trabalho era dividido entre os membros, como redação, edição e revisão. Às vezes trabalhávamos além do expediente e até mesmo aos sábados, pois a matriz do jornal para a gráfica era impressa em transparências e tínhamos no Instituto uma única impressora com esse suporte”. Ainda segundo Marlene, o que inicialmente parecia ser uma tarefa simples, logo no primeiro mês demonstrou que não era. “Dependíamos do tempo e da boa vontade dos envolvidos para nos fornecer as informações e montarmos as matérias. A maioria dos docentes, nossa maior fonte de conteúdos, era prestativa e colaboradora, mas alguns davam trabalho”, relembrou. Valdir, técnico e chefe da gráfica do ICMC, explicou que além das dificuldades da produção de conteúdo, havia ainda a precariedade na impressão do material. “O boletim recebia, primeiramente, uma impressão em azul com cabeçalho e rodapé, e posteriormente era impresso em preto. Por conta da dificuldade em conseguir a elaboração no formato tabloide, era impresso em tamanho A4 e grampeado do lado superior esquerdo”, explica. Devido ao excesso de trabalho e à falta de tempo para dedicação à produção de conteúdo, alguns membros relembraram erros que, por vezes apareciam. “Deixei escapar um erro de ortografia, logo em uma das primeiras edições do jornal. Foi o professor Alexandre Nolasco que me comunicou o erro. Tratava de uma confusão com o uso da palavra êxito e o verbo hesitar. Como revisora, fiquei muito aborrecida e envergonhada. Passei uma noite pensando em como explicar o erro de uma maneira mais alegre e leve, sem simplesmente dizer ‘desculpem, nós erramos’”, explicou a bibliotecária Juliana. Para contornar o erro, Juliana contou que produziu um texto, que foi posteriormente elogiado por alguns leitores. “Redigi um texto explicando que falhas acontecem, porém, selecionei várias palavras do dicionário muito parecidas com as palavras êxito e hesitar. E me recordo que ficou interessante”. O jornal não tratava apenas de assuntos institucionais. “A comissão definiu também que haveria um espaço para

coisas divertidas, como piadas, fotos dos colegas quando eram crianças, apresentação de novos servidores, aniversariantes do mês, entre outras coisas”, contou Juliana. “Na página de entretenimento, em uma determinada edição, publicamos uma piada de papagaio. Nada tão ofensivo, achávamos nós. Porém, para nossa surpresa, após a distribuição do jornal recebemos uma reclamação de que a piada era imoral e algo do gênero não deveria ser publicado naquele informativo. Pobre papagaio: acabou pagando o pato e foi definitivamente banido do jornal”, relembrou Luiz Dotta, que também era membro da comissão.

ICMCotidi@no Juntamente com a indicação dos membros para a comissão responsável pelo jornal, ficou determinado também que seria realizado um concurso interno para definir um nome para a publicação. Foi desse concurso que surgiu o que conhecemos hoje por ICMCotidiano. O ganhador foi o também membro da comissão, Valdir Martins. “Quando foi proposto o concurso para a escolha do nome do jornal, me veio a recordação de um antigo boletim veiculado internamente pelo CAASO, por curtíssimo tempo, por volta de 1972, que tinha o nome de ‘Cotidiano’”, contou Valdir. Capa da primeira edição

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Ele explicou também que havia escolhido apenas o nome “Cotidiano”, porém a comissão julgadora do concurso sugeriu algumas alterações. “A comissão do concurso, após a aprovação do nome, sugeriu que houvesse algumas adaptações: aproveitar a letra ‘C’ da palavra Cotidiano com a sigla ICMC, assim como a inclusão do símbolo ‘@’, já que o Instituto estava em plena revolução e explosão da era da informática”, completou. Os membros da primeira Comissão são unanimes em relembrar a satisfação quanto às reuniões do grupo. “As reuniões sempre foram muito agradáveis e divertidas, embora houvesse um trabalho sério a fazer e responsabilidade. Sempre soubemos entrar em consenso e sair satisfeitos com o resultado da edição do mês”, acrescentou Juliana.

A revista de hoje Alguns anos se passaram. As edições do ICMCotidiano foram se aprimorando: ganharam novo formato, nova diagramação – principalmente em função do avanço tecnológico e do surgimento de ferramentas para esse trabalho – as impressões tornaram-se significativamente melhores, enfim, o informativo se consolidava no Instituto. Além disso, com a popularização da internet, o

ICMCotidiano passou a ser veiculado também no formato online, na página institucional do ICMC. A partir de março de 2011, as edições passaram a ser supervisionadas pela Comissão de Comunicação e Divulgação (CCD), sob coordenação da Seção de Apoio Institucional, que foi criada para assumir o papel de assessoria de comunicação do ICMC. Neylor Fabiano, chefe do setor, explicou como foi a transição: “Quando foi criado o setor, identificamos que seria lógico e racional que o ICMCotidiano estivesse sob responsabilidade da Comissão de Comunicação e Divulgação. Foi então que assumimos a produção desse material”, disse. Neylor explicou que o boletim informativo era uma publicação mensal. “A partir do momento em que houve a transformação para o formato de revista, ele passou a ser trimestral. Isso ocorreu porque os conteúdos do dia a dia eram veiculados praticamente em tempo real, por meios digitais, e então vimos a necessidade de começar a produzir conteúdos exclusivos para o ICMCotidiano, mais atemporais”. Por algum tempo após essa mudança, o boletim passou a ser veiculado apenas no formato digital. Porém, atendendo a pedidos da comunidade, a partir de julho de 2012 a comissão encaminhou que o ICMCotidiano voltasse a ser

impresso, e disponibilizado em conjunto com a plataforma online. “Muitas pessoas me pediam uma versão impressa para distribuir em outros lugares, ou para visitantes, como forma de divulgar o Instituto lá fora também”, explicou Neylor. A composição da atual equipe da revista ICMCotidiano pode ser conferida na contracapa desta edição. É formada por servidores de diversas áreas do ICMC, e conta com o apoio dos estagiários de jornalismo e publicidade da Seção de Apoio Institucional, que trabalham na produção dos textos, na diagramação e na arte-finalização do editorial. A impressão passou a ser feita externamente por gráfica contratada. A produção do ICMCotidiano é aberta e livre para toda a comunidade do Instituto. Qualquer pessoa que tenha interesse em colaborar com ideias ou envio de conteúdo para a revista, seja de forma permanente ou temporária, pode procurar o setor de comunicação do ICMC. Desta forma, estará colaborando mais do que simplesmente produzir um informativo. Estará contribuindo para a registrar e contar a história do ICMC, ajudando assim a preservar a memória institucional. Texto: Renata Bertoldi Colaboração: Fernanda Vilela Infográfico: Lucas Guedes

PESQUISA

Microcóptero com rede sem fio funciona como agente de trânsito autônomo Sistema criado por pesquisadores do ICMC utiliza veículos aéreos que monitoram o tráfego de maneira autônoma, possibilitando o uso de rede veicular para alertar sobre situações de risco Uma rede veicular móvel onde são estabelecidas comunicações intracarros não é uma realidade muito distante do nosso dia a dia. A próxima geração de veículos já prevê opcionais como sistemas de comunicação sem fio e tecnologia 3G ou 4G, utilizadas em redes de telefonia móvel. Como pontes para troca de dados com esses automóveis, uma pesquisa realizada no Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) utiliza pequenos helicópteros movidos à bateria, os microcópteros, equipados com sensores e tecnologias de redes sem fio (3G, 4G, ZigBee, etc.) que trabalham como agentes de trânsito,

alertando sobre possíveis situações de risco. Essa tecnologia de comunicação entre veículos é conhecida como VANETs (Veicular Ad Hoc Networks). O responsável pela pesquisa e professor do Departamento de Sistemas de Computação, Jó Ueyama, explicou que os carros terão uma antena para captar e enviar dados ao microcóptero. “Assim como há uma rede de telefone celular, podemos ter uma rede de veículos, onde eles são equipados com computador e rede sem fio. O microcóptero, neste caso, serviria como uma 'mula de dados', ou como uma ponte de comunicação entre os

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veículos”, disse. A utilização de aplicações VANET visa segurança em rodovias, informações sobre condições de tráfego e entretenimento. Se, por exemplo, um acidente acontece em um determinado ponto e um carro está dirigindo em direção a esse trecho crítico, ele pode informar outros veículos que se aproximam do local para que evitem o trajeto. Além de sensores, o microcóptero é equipado com câmera e GPS, que permitem ao equipamento fazer voos autônomos, apenas com uma préprogramação determinando o seu percurso.


Foto: Fernanda Vilela

Ueyama e Villas operando o microcóptero

Aplicação em enchentes Ueyama explicou que os microcópteros podem ser considerados "computadores voadores", recebendo, processando e enviando dados. O equipamento contém sensores de temperatura e pressão, que se comunicam com sensores de enchentes no solo. O projeto é uma continuidade do sistema e-NOE, que detecta enchentes e níveis de poluição em rios e córregos através de uma rede de sensores sem fio, permitindo que a população seja avisada sobre eventuais riscos. Dessa forma, os microcópteros também

poderão ajudar no caso de ocorrência de enchentes, comunicando-se com os sensores presentes no solo. “Os microcópteros podem ajudar na disseminação dos dados das enchentes, auxiliando, por exemplo, no desvio do trânsito, para evitar áreas já alagadas”, explicou Ueyama.

Outras aplicações Em situações de desastre, como deslizamentos ou fortes tempestades, o microcóptero pode captar os dados e transportá-los para centros de informações, para que a situação seja minimizada em um curto espaço de tempo. “Para

essas ocorrências adquirimos recentemente um equipamento com oito hélices, que garante mais estabilidade em caso de vento e chuva”, explicou o professor. Os pesquisadores também sugerem que o microcóptero seja utilizado na segurança, para investigações de tráfico de drogas em morros e favelas. “Neste caso o uso dele é adequado, pois o microcóptero é silencioso – possui motor elétrico movido a bateria. Isso faz com que, depois de voar em uma altura de aproximadamente 150 metros, o mesmo seja confundido com um pássaro qualquer, o que facilitaria filmar e enviar tais imagens em tempo real, sem que ele seja abatido pelos traficantes”, explicou o professor. O equipamento também pode ser usado para aplicação de defensivos químicos em lavouras, com o objetivo de diminuir a quantidade do produto em locais como margens do terreno e evitar contaminação da fauna e da flora. O projeto conta com a parceria do professor Leandro Villas, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A pesquisa é financiada pela Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Sistemas Embarcados Críticos (INCT-SEC), rede de colaboração que integra universidade e indústria, apoiando o desenvolvimento de soluções e aplicações para áreas como meio ambiente, segurança, defesa nacional e agricultura. Texto: Fernanda Vilela Infográfico: Lucas Guedes

O microcóptero capta as informações do acidente e repassa aos carros. Os carros recebem a informação e transmitem as informações entre eles.

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CULTURA E EXTENSÃO

ICMC participa de operação do Projeto Rondon na Bahia Equipe formada por professores e alunos desenvolveu ações de integração e transferência de conhecimento à comunidade local Foto: arquivo pessoal do prof. Dilvan

Por Fernanda Vilela

A cidade de Cabaceiras do Paraguaçu (BA) recebeu, entre os dias 19 de janeiro e 4 de fevereiro, uma equipe formada por alunos e professores do ICMC. A atividade fez parte da Operação 2 de Julho, do Projeto Rondon. A equipe, formada por oito estudantes e dois professores do campus, ficou responsável pelas atividades de comunicação, tecnologia e produção, meio ambiente e trabalho. Uma segunda equipe, formada por alunos do curso de Medicina da Faculdade Evangélica do Paraná, trabalhou junto ao grupo do Instituto. Durante os 17 dias de execução do projeto, foram apresentadas oficinas em diversas áreas para a população local, sempre com o objetivo de transferir conhecimento para a comunidade. “As oficinas tiveram cunho de capacitação. O Projeto Rondon não é assistencialista, é um projeto de capacitação”, explicou o professor Mário Gazziro, um dos docentes do ICMC que participou da missão. Dentre as atividades, foram realizadas oficinas de informática, oferecidas com

Sobre o Projeto Rondon

o intuito de apresentar aos professores locais ferramentas da Internet que podem contribuir com o aprendizado, além de exibição de filmes para estimular o entretimento, educação ambiental para crianças, feira de ciências, confecção de brinquedos com materiais recicláveis e oficinas de leitura. Além disso, foi construída uma fossa séptica biodigestora, projeto da Embrapa de São Carlos que propõe a utilização dos resíduos da fossa na irrigação, que contém nutrientes que adubam a terra. O objetivo foi tentar diminuir a incidência de doenças transmitidas pela água e melhorar as condições higiênicas da população, sobretudo a população rural, uma vez que, com a fossa séptica, evita-se o contato de esgoto com mananciais de água e, por consequência, sua contaminação. O professor Dilvan Moreira, que também participou do projeto, explicou que a construção da fossa séptica foi uma das experiências mais difíceis durante a operação. “O terreno em que fizemos a fossa era de caatinga, a terra era muito dura. Então, abrir o buraco no chão foi um trabalho difícil”, disse.

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O Projeto Rondon foi criado em 1967 e é coordenado pelo Ministério da Defesa. Envolve integração social e a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população. O lema do Projeto Rondon é “integrar para não entregar”. Conhecido como Marechal Rondon, Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Aos 16 anos ingressou na carreira militar, teve um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Em 1907 começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, a obra mais importante de sua carreira. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de Marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Texto: Fernanda Vilela Foto: Universidade Católica de Brasilia - Cobertura Rondon 2013


EVENTOS REALIZADOS Eventos científicos movimentam recesso escolar no ICMC

21 a 26 de janeiro

2º Colóquio de Matemática do Sudeste O evento, voltado para estudantes e profissionais da área de Matemática, teve sua programação composta por oito minicursos, sete sessões temáticas, sessão de pôsteres e uma mesa redonda com o tema "O que é ser matemático?". Contou com palestrantes de prestigiadas universidades públicas brasileiras.

23 a 25 de janeiro

Miniworkshop de Singularidades, Geometria e Equações Diferenciais

O evento visou o intercâmbio de experiências, pesquisas e aplicações nas áreas de probabilidade, inferência estatística, modelos de regressão, análise de sobrevivência, dentre outras. Sua programação contou com conferências, palestras, sessão de pôsteres e um minicurso voltado a estudantes de graduação e de mestrado. Participaram pesquisadores de universidades do Brasil, Argentina, Chile e Estados Unidos.

3 a 7 de fevereiro

Summer Meeting on Differential Equations Trata-se de um dos principais eventos do mundo na área de equações diferenciais. O objetivo foi promover o conhecimento, a interação e a discussão sobre os novos projetos que estão sendo desenvolvidos na área de equações diferenciais. O encontro contou com a participação de 170 pesquisadores, 50 deles vindos de outros países da América do Sul, América Central, América do Norte, Europa e Ásia. Neste ano, o professor Hildebrando Munhoz Rodrigues, docente do SME, foi homenageado pela sua contribuição para a área e por ocasião de seu aniversário de 70 anos.

25 de janeiro

Colação de grau Tendo como uma de suas missões principais a formação de recursos humanos de excelência, o ICMC conferiu grau à sua quadragésima turma, com 95 formandos dos seguintes cursos de graduação: Bacharelado em Ciências de Computação; Bacharelado em Matemática; Licenciatura em Matemática; Bacharelado em Matemática Aplicada e Computação Científica; e Bacharelado em Informática. Os cursos de Engenharia de Computação e Licenciatura em Ciências Exatas , que são organizados em parceria com outras Unidades do campus, realizaram sua colação de grau em dezembro. O curso de Bacharelado em Estatística foi

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criado recentemente e formará sua primeira turma ainda neste ano. A sessão solene do ICMC foi dividida em duas partes. No período da manhã, foi realizada a partir das 10h, no salão de eventos do campus, a colação de grau dos 57 formandos em Ciências de Computação. Às 14h30, teve início no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano a colação dos 38 formandos dos demais cursos. Foram anunciados os melhores alunos de cada curso, cuja premiação será realizada durante a aula magna no dia 24 de abril no ICMC: Bruna Panaggio (Ciências de Computação); Jean Carlo Guella (Matemática, bach.); Thais Cosmo Santos (Matemática, lic.); Luan Buzato (Matemática Aplicada e Computação Científica); Rafael Libardi (Informática); André Cunha (Engenharia de Computação); Caroline Ceribeli (Ciências Exatas, lic. com habilitação em Matemática). Na sequência, o diretor do ICMC conferiu grau aos formandos, seguido pelo discurso dos oradores da turma. As sessões solenes contaram ainda com uma mensagem e a entrega de uma lembrança aos pais presentes na cerimônia.

Foto: Fukuhara

Parte do Programa de Verão em Matemática, o evento ofereceu um minicurso e palestras com pesquisadores de diversas regiões do Brasil, e também com um pesquisador da Universidad Complutense de Madrid, na Espanha.

Workshop de Métodos Estatísticos e Probabilísticos

Foto: Fukuhara

Para a comunidade acadêmica, a palavra "férias" nem sempre significa descanso. No ICMC, os estudantes e pesquisadores aproveitam o período do recesso escolar para promover o intercâmbio de conhecimento científico, por meio de eventos como congressos e workshops. Essas atividades movimentam não só a comunidade interna, mas atraem também públicos de diversas origens. É mais um momento em que o ICMC abre suas portas para a sociedade, recebendo alunos, pesquisadores e profissionais de várias regiões do Brasil e do mundo. Além dos dois Programas de Verão em Matemática e Estatística, foram realizados os seguintes eventos:

28 a 30 de janeiro

O professor Maldonado encerrou as sessões parabenizando os alunos, com agradecimento especial aos pais. Ressal-


tou a preocupação do ICMC em estabelecer redes de cooperação, sinalizando essa perspectiva aos recém-formados.

25 de fevereiro a 1º de março

Jacinta. Para finalizar, houve um plantio de árvores no campus II da USP, seguido por uma palestra sobre o programa USP Recicla e um piquenique ecológico.

6 de março

Semana de recepção do ICMC apresenta ambiente universitário aos calouros

Fórum discute propriedade intelectual de pesquisas científicas Foto: Neylor Fabiano

Foto: Neylor Fabiano

Integração dos calouros

O ICMC organizou a tradicional Semana de Recepção aos Calouros com diversas atividades, buscando integrar os novos alunos com o ambiente acadêmico e com o dia a dia da universidade. A recepção começou com uma palestra institucional, além de uma conversa com as secretarias acadêmicas dos cursos, reunião com os pais e atividades de integração. Houve também a aula inaugural, com o professor Hildebrando Rodrigues. Os alunos puderam conhecer as instalações do Instituto, como os laboratórios e a biblioteca, além de assistirem palestras informativas com professores e alunos que integram grupos como o PET, o ICMC Júnior, o FoG e o Warthog Robotics.

Os estudantes também participaram dos eventos culturais promovidos pelo CAASO, além da tradicional Calourada Solidária, que neste ano realizou, dentre outras atividades, uma limpeza nas dependências do asilo Dona Maria

O ICMC, em parceria com a Agência USP de Inovação, promoveu o I Fórum sobre Proteção de Resultados de Pesquisa: Direitos e Deveres. O evento foi realizado na parte da manhã no auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano. O evento contou com a abertura feita pelo diretor do ICMC, seguida das seguintes palestras: Propriedade intelectual - proteção por patentes e registro de software, com Freid Artur; Convênio de pesquisa e negociação com as empresas, com Eduardo Vieira de Brito; Aspecto legais de docentes empreendedores, com Maria Paula Dallari Bucci; e Proteção de obras literárias desenvolvidas institucionalmente e também em parcerias, com Maria Aparecida de Souza. O fórum foi parte de um projeto maior, com o objetivo de divulgar o trabalho da Agência aos pesquisadores do Instituto. O gabinete de planejamento e gestão do ICMC fez um diagnóstico prévio com os docentes e verificou a situação dos casos passíveis do registro de patente, agendando um atendimento personalizado com o pessoal da Agência. Haverá uma continuidade, por meio da capacitação do setor de convênios do ICMC em dar assessoria aos pesquisadores e também pelo interesse de outras unidades da USP em realizar o evento no mesmo formato. O fórum contou com aproximadamente 40 participantes, dentre docentes, funcionários e alunos de pós-graduação da comunidade. As palestras na íntegra estão disponíveis no canal do ICMC no Youtube: www.youtube.com/icmcusp

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Summer Meeting homenageia docente do ICMC A 18ª edição do Summer Meeting on Differential Equations, um dos principais eventos do mundo na área de equações diferenciais, homenageou neste ano o professor Hildebrando Munhoz Rodrigues, do SME, pela sua contribuição para a área e por ocasião de seu aniversário de 70 anos. “O Hildebrando ajudou a construir os alicerces de tudo o que a gente tem de bom aqui no ICMC”, afirmou o professor Alexandre Nolasco de Carvalho, vice-diretor do Instituto e membro do comitê organizador deste evento. Já o homenageado, professor Hildebrando, disse que ficou surpreso com o grande número de colegas no evento. “Foi uma homenagem surpreendente, uma emoção atrás da outra”.

Professores do ICMC homenageados no IFSC

Fotos: Cedidas pelo IFSC

Foto: Neylor Fabiano

Plantio de árvores

HOMENAGENS E PREMIAÇÕES

Quatro professores do ICMC foram homenageados pelos alunos do campus em cerimônia realizada no dia 26 de fevereiro, às 19h, no auditório Sérgio Mascarenhas do IFSC. Receberam o Prêmio Horácio Carlos Panepucci três docentes do ICMC: Marina Andretta, do SME, foi homenageada pelos alunos do curso de Bacharelado em Física; Mário Gazziro, do SCC, recebeu o prêmio do curso de Bacharelado em Física Computacional;


USP, a Câmara é composta por membros titulares do Conselho Central, e visa estimular a investigação científica, particularmente a que tenha caráter interdisciplinar, além de promover as atividades de pós-doutorado.

do SMA, Irene Onnis foi premiada pelos alunos do Bacharelado em Ciências Físicas e Biomoleculares, mas como estava em um congresso, foi representada por Miriam Utsumi. Já a professora Ires Dias, do SMA, recebeu o Prêmio Paulo Freire, entregue pelos alunos do curso de Licenciatura em Ciências Exatas O Prêmio Horácio Carlos Panepucci e Prêmio Paulo Freire são promovidos anualmente pelo IFSC e pelas secretarias acadêmicas dos cursos, e consistem em homenagens aos melhores professores da graduação, eleitos pelos estudantes por votação. Foto: arquivo pessoal

Prêmio Gutierrez recebe inscrições até 15 de abril

PET Computação sob nova tutoria

vencedor do Concurso de Mainframe 2012, promovido pela multinacional IBM. A premiação foi entregue no dia 18 de março, em São Paulo. O concurso é organizado anualmente pela IBM desde 2007, como parte do programa Academic Initiative, voltado a estudantes da área de TI. A edição de 2012 foi dividida em três etapas e as atividades ocorreram entre 29 de setembro e 18 de novembro de 2012. Professor Gutierrez

O ICMC recebe até o dia 15 de abril as inscrições para o Prêmio Professor Carlos Teobaldo Gutierrez Vidalon 2013. A premiação acontece anualmente para a melhor tese de doutorado em Matemática defendida no Brasil, no ano anterior. Para inscrever o trabalho, o autor ou orientador deve enviar para o e-mail premiogutierrez@icmc.usp.br os arquivos em formato PDF com a versão da tese defendida e aprovada, bem como os artigos dela provenientes. A cerimônia de premiação será realizada no dia 19 de agosto de 2013, às 14h, no Auditório Fernão Stella de Rodrigues Germano do ICMC. Mais informações podem ser obtidas no edital 2013: http://goo.gl/NTbfm

Estudante do ICMC vence concurso de mainframe da IBM Julio Cesar Faracco, aluno de graduação do curso de Bacharelado em Ciências de Computação do ICMC, é o

NOTAS E COMUNICADOS Presidência do Conselho do Campus A partir do dia 24 de fevereiro o Conselho Gestor do Campus da USP São Carlos passou a ser presidido por José Carlos Maldonado, diretor do ICMC. Ele substituiu Albérico Ferreira Borges da Silva, IQSC. O vice-presidente passou a ser Geraldo Roberto Martins da Costa, diretor da EESC. A indicação foi feita pelos membros em sua última reunião ordinária, no final do ano passado.

Câmara de Núcleos de Apoio à Pesquisa A docente do ICMC, Roseli Aparecida Francelin Romero, foi eleita coordenadora da Câmara de Núcleos de Apoio à Pesquisa (NAPs) da USP. Ela substituirá no cargo Frank Michael Forger, do IME. Criada pela Pró-Reitoria de Pesquisa da

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Moacir Pereira Ponti Junior, docente do SCC, assumiu em 1º de fevereiro a tutoria do PET Computação, no lugar de Sarita Mazzini Bruschi, do SSC. Segundo o novo tutor, neste ano o PET pretende atuar ainda mais para a melhoria do ensino de graduação, promovendo atividades de ensino complementares e de integração entre os alunos. “Essas atividades visam também a melhoria da visibilidade do curso perante o ICMC, alunos de ensino médio da cidade, e com relação a empresas e instituições externas. Além disso serão desenvolvidos projetos para o estímulo do pensamento crítico e atuação na sociedade. Os integrantes do PET ainda atuarão em projetos de pesquisa individuais e em conjunto com outros grupos de São Carlos”, afirmou.

Membro da ICMC Júnior é eleito presidente do conselho da FEJESP Luiz Gustavo de Sousa Bravo, aluno do curso de Estatística, foi eleito em dezembro para o cargo de presidente do Conselho da Federação das Empresas Juniores do Estado de São Paulo (FEJESP). A FEJESP foi a primeira federação do Brasil a representar as empresas juniores em nível estadual. Bravo, juntamente com o presidente executivo da Federação, representam a FEJESP como conselheiros administrativos na Brasil Júnior - Confederação Brasileira das Empresas Juniores.

Ginástica laboral Desde o dia 5 de março foram retomadas as atividades de ginástica laboral no ICMC. Iniciativa da CIPA, a atividade traz muitos benefícios para a saúde, o trabalho e o bem-estar. As sessões de ginástica laboral serão realizadas todas as terças e quintas-feiras, a partir das 7h50, na área nova ao lado da sala de convivência, no bloco 3. Todos estão convidados.


DICAS STI

Tutorial para conexão na nova rede sem fio O ICMC implantou no final de 2011 uma solução de rede sem fio (padrão WiFi 802.11n) com sistema inteligente de associação e dissociação de usuários, qualidade de serviço, controle espectral entre outras funcionalidades. Esta solução de rede sem fio é baseada em controlador e supre as necessidades de gerenciamento e controle inexistentes em redes WiFi convencionais. Além dessa plataforma, o ICMC está autenticando seus usuários (docentes, técnicos-administrativos e alunos) através do protocolo 802.1x na base da Reitoria, utilizando a senha unificada. O protocolo 802.1x permite que a autenticação seja automática no ambiente, após a primeira associação, colaborando para um sistema mais pervasivo. A criptografia dos dados é outra característica importante do 802.1x, tornando o canal mais seguro. Veja no tutorial a seguir como utilizar a nova rede sem fio. Em caso de dúvidas, procure a Seção Técnica de Informática (ramais 739652 ou 739647)"

1 - Abrir o Painel de Controle do Windows e alterar o modo de exibição dos itens para ícones pequenos/grandes; clicar na opção Central de Rede e Compartilhamento; clicar em Gerenciar redes sem fio; clicar em Adicionar; 2 - Clicar em Criar um perfil de rede manualmente; 3 - Digitar o nome da rede (ICMC-8021X) com todas as letras maiúsculas; selecionar o Tipo de segurança (WPA2-Enterprise); selecionar o Tipo de criptografia (AES); Deixar os demais campos da forma como estiverem e clicar em Próximo; 4 - Clicar em Alterar configurações de conexão; 5 - Deixar as opções marcadas da forma como estiverem e clicar na aba Segurança;

cado do servidor; deixar as demais opções marcadas da forma como estiverem e clicar em Configurar; 8 - Desmarcar a opção Usar automaticamente meu nome de usuário e senha de logon do Windows e clicar em OK; 9 - Clicar em OK; 10 - Clicar em Configurações avançadas; 11 - Habilitar a opção Espeficificar o método de autenticação e selecionar a opção Autenticação de usuário; clicar em Salvar credenciais; 12 - Digitar o e-mail do ICMC completo ou número USP no campo Nome de usuário e senha única no campo Senha; clicar em OK; clicar em OK nas demais janelas abertas.

6 - Deixar as opções marcadas como estiverem e clicar em Configurações; 7 - Desmarcar a opção Validar o certifi-

POR ONDE ANDA?

Adriana Fernandes Oliveira Foto: arquivo pessoal

“Para quem não me conheceu, meu nome é Adriana, e trabalhei na Área Financeira, Seção de Bolsas e Convênios, de 1997 a 2001. Sou casada com o Richard (ex-aluno da EESC) e tenho dois filhos: Pedro de 13 anos e Leonardo de 9 anos. No início no ICMC, trabalhávamos eu e a Sandra Harumi Doi (com quem aprendi muito e a quem sou grata), e pouco tempo depois as seções de Contabilidade, Compras e Importação

foram agrupadas, e nos juntamos aos amigos João Salla, Douglas, Renato e Clélio. Com o tempo vieram outros amigos: Jacques, Peletero e Osmar, Tatiana e Anderson (Juninho). Foi um período muito legal da minha vida. Fiz amigos que até hoje me trazem recordações de momentos inesquecíveis. Conheci muitas pessoas, adquiri conhecimentos que me fizeram crescer profissionalmente e emocionalmente. Desde que deixei o ICMC, minha vida teve muitas chegadas e partidas... Em junho de 2001, mudei para São José dos Campos, onde meu marido trabalhou na Embraer por 5 anos. Em outubro de 2006, o Richard recebeu uma proposta de emprego na Boeing em Seattle nos Estados Unidos, e então, em dezembro do mesmo ano, lá fomos nós. Ter tido a oportunidade de viver em outro país e ter dado a oportunidade aos nossos filhos de aprender uma segunda língua, conhe-

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cer uma nova cultura, adquirir novos hábitos, conhecimentos e principamente amadurecimento, foi uma experência fantástica. Foi muito bom para nossa família sair da zona de conforto, experimentar novos sabores, novos climas e desligar-se de velhos costumes. Foi um período intenso, durante o qual aprendemos nas dificuldades e nos divertimos muito nos momentos felizes. Decidimos voltar em maio de 2011 para São José dos Campos. Por mais adaptados que estivéssemos, e por mais que apreciássemos a segurança e a qualidade de vida que tínhamos, defino assim a nossa decisão de voltar: Home is where your heart is (lar é onde o seu coração está). Se seu coração está no Brasil, é difícil viver em qualquer outro lugar e encará-lo como lar. Esse é um resumo desses 12 anos distantes do ICMC. Sinto saudades de tudo e de todos. Obrigada por fazerem parte da minha história.”


DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mulheres nas ciências exatas: barreiras que ainda precisam ser quebradas

Carrinhos, brinquedos de montar, roupinhas azuis. Panelinhas, bonecas, roupinhas cor-de-rosa. Crescemos com severas imposições nos levando a crer que os homens devem ser fortes, ativos e dominantes. Já as mulheres aprendem desde cedo que devem cuidar da casa e dos filhos, sem perder a fragilidade e sensibilidade. Esses são alguns fatores discriminatórios que constituem a cultura da sociedade até hoje. A professora Maria Aparecida Ruas é a primeira docente do sexo feminino a ser Titular do Departamento de Matemática do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC), da USP São Carlos. Além disso, é a única mulher do ICMC que faz parte da Academia Brasileira de Ciências. “Existe um preconceito relativo à mulher que felizmente está diminuindo e, por sinal, se manifesta bem menos no ambiente universitário. Mas ainda são poucas as matemáticas que alcançam um estágio mais avançado, que conseguem desenvolver uma carreira na área”, contou a professora. Direitos considerados triviais em nossa

constituição foram conquistados tardiamente pelas mulheres. Em 1827 surgiu a primeira lei no Brasil permitindo que mulheres frequentassem escolas de ensino básico. Apenas em 1879 as mulheres tiveram autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior. Porém, as poucas que se encorajavam a seguir este caminho eram criticadas e julgadas pela sociedade. Ainda hoje, o avanço na conquista pela igualdade de direitos entre os sexos tem sido lento e incerto. Mesmo com participação crescente nas atividades acadêmicas e de pesquisa, as mulheres ainda são minoria no topo da carreira científica. Márcia Federson também é docente do Departamento de Matemática e contou que em uma sala de Engenharia Mecânica, curso majoritariamente constituído por homens, o ingresso das mulheres ainda é baixo. “Neste ano entraram sete mulheres de uma turma de 50 alunos”. Já Juliana Cobre, professora do Departamento de Matemática Aplicada e Estatística do ICMC há dois anos, percebe que o

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preconceito é fruto da formação histórica e cultural da sociedade. “São resquícios de desvios de nossa cultura que os carregam para dentro do profissionalismo”, afirmou. A professora Roseli Romero é docente do Departamento de Ciências de Computação do Instituto e trabalhou em uma época em que não era comum a participação de mulheres na área. “As pessoas diziam que éramos ‘corajosas’ ou meio ‘loucas’. Muitas amigas que se formaram comigo hoje são empresárias ou ocupam cargos importantes em empresas e institutos de pesquisa, ou ainda são professoras e pesquisadoras em alguma universidade. Pode-se dizer que essas mulheres, cada uma em sua especialidade, contribuíram de algum modo para o desenvolvimento tecnológico do país”, disse. Segundo a docente, a cultura do nosso país acaba inibindo a mulher a seguir carreira nas ciências exatas. "Em média, em uma classe de alunos cursando alguma matéria de exatas, apenas 20% são mulheres", concluiu a professora. Texto: Fernanda Vilela


INGRESSANTES

Aline Hidemi Hayashida de Barros

Leiliane Ometto Ciamaricone Jorge Luis Bazán Guzmán Área: Departamento de Matemática Aplicada e Estatística Função: Professor Doutor Cidade natal: Chimbote - Perú Hobby: Assistir filmes, literatura Um sonho: Transcendência e sabedoria Uma ideia de felicidade: Informação e paz Uma citação: "O azar favorece a uma mente bem treinada." Louis Pasteur

Área: Assistência Técnica Financeira Função: Técnico para Assuntos Administrativos Cidade natal: Jaú - SP Hobby: Ler, ouvir música, caminhar Um sonho: Um mundo onde as pessoas se ajudassem pelo simples prazer em ajudar Uma ideia de felicidade: Estar próxima das pessoas que eu amo, curtindo cada momento da vida com elas Uma citação: "Todos os nossos sonhos podem se tornar realidade, se tivermos a coragem de persegui-los." (Walt Disney)

Éder Rítis Aragão Costa

Juliano Roberto da Cruz

Lycaena Débora Jarina Couvre

Área: Departamento de Matemática Função: Professor Doutor Cidade natal: Presidente Bernardes/SP Hobby: Jogar futebol Um sonho: Trabalhar como professor no ICMC era meu maior sonho. Uma ideia de felicidade: Viver em comunhão com todas as pessoas Uma citação: "Fazer ao outro o que se deseja ser feito por ti"

Área: Seção Técnica de Informática Função: Técnico em Informática Cidade natal: Curitiba - PR Hobby: Assistir filmes Um sonho: Ter a inocência e a sinceridade de uma criança de 5 anos Uma ideia de felicidade: Só depende de você mesmo Uma citação: “Melhor aprender com o erro dos outros!”

Área: Assistência Técnica Acadêmica Função: Secretária Cidade natal: São Paulo - SP Hobby: Não tenho Um sonho: Saltar de paraquedas Uma ideia de felicidade: Ter família, amigos, emprego e Deus em minha vida! SOU FELIZ! Uma citação: “Fazer o bem sem olhar a quem!”

Área: Assistência Técnica Administrativa Função: Analista para Assuntos Administrativos Cidade natal: São Paulo Hobby: atualmente, comer em bons restaurantes Um sonho: fazer uma mega viagem com todos da minha família Uma ideia de felicidade: o nascimento do meu filho Uma citação: “Tudo tem alguma beleza, mas nem todos são capazes de ver.” (Confúcio)

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OUTROS INGRESSANTES Éder Bernardes da Silva Técnico para Assuntos Administrativos Serviço de Materiais Ingresso: 14/02/2013 Nádia Daniela Borge Secretária Serviço de Pós-Graduação Ingresso: 07/02/2013 Monique Derisso Área: Departamento de Matemática Aplicada e Estatística Função: Secretária Cidade natal: São Bernardo do Campo - SP Hobby: Jogar vôlei Um sonho: Conhecer todos os estados brasileiros Uma ideia de felicidade: Estar bem comigo mesma Uma citação: “A inteligência e o caráter é o objetivo da verdadeira educação” (Martin Luther King)

Rodrigo Calvo Professor Contratado Departamento de Ciências de Computação Ingresso: 25/02/2013 Victor da Cruz Coelho Técnico para Assuntos Administrativos Assistência Técnica Administrativa Ingresso: 21/01/2013

SEJAM BEM-VINDOS! QUEM SOU EU?

RESPOSTA DA EDIÇÃO ANTERIOR EDIÇÃO ANTERIOR

! Adriana Regina Geraldo de Oliveira Assistência Técnica Acadêmica

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ANIVERSARIANTES

Aniversariantes de fevereiro

JANEIRO

FEVEREIRO

MARÇO

1 - Neylor de Lima Fabiano (SCAPINST) 2 - Erick Vansim Previato (STI) 3 - Eduardo Tengan (SMA) 5 - João do Espirito Santo Batista Neto (SCC) 5 - Luis Gustavo Nonato (SME) 5 - Maria Aparecida Soares Ruas (SMA) 15 - Jorge Luiz e Silva (SSC) 15 - Miriam Cardoso Utsumi (SMA) 16 - Adriana Bueno Balsani (BAB) 17 - Sandra Cavalcante de A. Soligon (BAB) 19 - Renata Pontin de Mattos Fortes (SCC) 20 - Luiz Paulo Matas (SCTRANS) 21 - Inês Berenice Moraes Veronese (BAB) 29 - Paulo Cesar Gomes do Couto Filho (SVAPADM) 30 - Fernanda Maria Ortega Magro (ATAC) 30 - Sueli Aparecida Honório Ferreira (DIR)

1 - Miguel Vinicius Santini Frasson (SME) 1 - Paulo Ernesto Celestini (ATAD) 2 - Nivaldo de Goes Grulha Junior (SMA) 5 - Cristiana Silveira Franco (SVGRAD) 5 - Elcio Timarco (SVAPADM) 6 - Eduardo do Valle Simões (SSC) 10 - Valdecir Sabadini (SCTRANS) 11 - Elias Salomão Helou Neto (SME) 11 - Márcia Aparecida Centanin Macera (SME) 11 - Silvana Maria Wick Pedro (SVGRAD) 13 - Sérgio Luís Zani (SMA) 16 - Murilo Francisco Tomé (SME) 17 - Fernando Manfio (SMA) 19 - Marcelo Santos da Gama (SVAPOPER) 19 - Monique Derisso (SME) 20 - Daniela Cristina Rizatto (SVPEXP) 20 - Siumara T. Taconelli Franchin (SVPEXP) 21 - Victor Graciano de Paiva (SVAPOPER) 23 - Igor Mencattini (SMA) 25 - Júlio Cézar Estrella (SSC) 26 - Camila Carlo Silvestre (SVPEXP) 28 - Adenilso da Silva Simão (SSC) 28 - Giovano de Oliveira Cardozo (SCC) 28 - Giselda Isabel Martins Solfa (BAB)

1 - Simone do Rocio Senger de Souza (SSC) 1 - Patricia Jacomassi Chacarolli (SVCONBA) 2 - Rafael Prenholato (STI) 4 - João Porto de Albuquerque Pereira (SSC) 11 - Clélio Martinez (ATF) 11 - Juliano Roberto da Cruz (STI) 11 - Ricardo José Gabrielli Barreto Campello (SCC) 11 - Rodrigo Calvo (SCC) 11 - Rosane Minghim (SCC) 13 - Alexandre Cláudio Botazzo Delbem (SSC) 13 - Oziride Manzoli Neto (SMA) 16 - Marthus Mathias de Faria Neto (SVPEXP) 18 - Pablo Martín Rodríguez (SME) 20 - Eyüp Kizil (SMA) 21 - Eduardo Raul Hruschka (SCC) 23 - José Alberto Cuminato (SME) 23 - Pedro Paulo de Magalhães Rios (SMA) 24 - Sérgio Henrique Monari Soares (SMA) 28 - Fernando Mazzola (SVGRAD) 28 - Kalinka Regina Lucas Jaquie Castelo Branco (SSC) 30 - Leonardo José Martinussi (STI) 30 - Mary Francis Lopes de Godoy (ATAD)

HUMOR

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