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Anjos Decaídos : O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre 1ª edição

Jeane Miranda de Sousa

Créditos Copyright © 2010 Jeane Miranda de Sousa Ano da Publicação: 2010 Apoio: Rogério de Almeida Freitas Capa: Luciana Lebel Projeto Gráfico: Krysamon Cavalcante

PROJETO ORBUM w w w. o r b u m . o r g


“A verdadeira liberdade está progressivamente relacionada à realidade e considera sempre a equidade social; a justiça cósmica; a fraternidade universal e as obrigações divinas. A liberdade torna-se suicida quando divorciada da justiça material; da honestidade; da paciência social; do dever moral e dos valores espirituais. A verdadeira liberdade é fruto do controle de si mesmo.”

Livro de Urântia


Sumário Prefácio Jan Val Ellam

6

Capítulo I O Início do Processo Reencarnatório

9

Processo Reencarnatório: A Visão de um Ser Cósmico

12

Processo Reencarnatório: A Visão de um Rebelado de Capela

15

Processo Reencarnatório: A Visão de um Terrícola

21

A Doutrina dos Anjos Decaídos: Revolta Luciferiana

28

Capítulo II O Sacrifício Amoroso de Jesus

36

A Concepção de Jesus

41

O Processo Encarnatório de Jesus

45

A Escolha dos Apóstolos

50

O Mandato Amoroso de Jesus

53

O Apostolado de Jesus na Terra

56

A Ressurreição de Jesus

61

Jesus Glorificado

66

Capítulo III A Segunda Vinda de Jesus à Terra

71

Que a Paz esteja Convosco

76

O Retorno do Mestre Jesus e a Convivência Fraterna com Seres Cósmicos

78

Posfácio

81

Manifesto do Projeto Orbum

90


Prefácio Existem verdades que ainda não encontraram seu tempo para serem devidamente percebidas, delas restando somente vislumbres, para os que vivem na Terra. Necessário se faz sempre que alguém entre os “humanos da Terra” se aventure por estradas pouco conhecidas para ter acesso a novas possibilidades em torno da Verdade Maior que envolve a realidade das nossas vidas. É dito popular que quem caminha por onde todos normalmente caminham costuma chegar aonde todos chegam. Aquele, porém, que caminhar por estradas que precisam ser ainda desbravadas às vezes pode chegar onde poucos ousaram aportar.

Ao longo dos últimos doze anos Jeanne Miranda vem sendo envolvida por uma “força-tarefa” composta por espíritos desencarnados e por seres extraterrenos de outras dimensões existenciais profundamente vinculados ao processo histórico que teve lugar no nosso planeta. A missão desta “força-tarefa” é a de fazer valer os desígnios do Senhor Javé, no campo da “revelação”, seja por intermédio dos seus próprios assessores – no caso, os tais seres extraterrestres de outras dimensões - ou por meio da gestão mediúnica de espíritos medianeiros, todos eles administrados pelo jugo suave do Mestre Jesus. Disso julgo estar razoavelmente informado por força da convivência tida e ainda em voga com os membros da “forçatarefa” que a envolve, porquanto pertence a alguns deles a “autoria intelectual/espiritual” de algumas das obras por mim publicadas.

Junto à Jeanne, superintendendo os trabalhos da mediação mediúnica, encontra-se o incansável espírito de Rochester, responsável maior pelo processo do desabrochar espiritual da médium que lhe é tão cara. Noutra perspectiva, alguns seres tidos por angelicais – os assessores diretos do Senhor Javé – se revezam na veiculação das informações que lhe são repassadas na construção dos textos agora veiculados. Muito mais, porém, ainda haverá de vir. Nesses tempos de transição em que o oculto agora se obriga a ser revelado a esta humanidade, diversos painéis ainda estão sendo


avaliados se serão ou não veiculados com vistas ao esclarecimento geral. Isso se dá pelo fato singular de que nem mesmo os próprios mentores espirituais sabem como os “humanos da Terra” irão direcionar os seus pensamentos perante os eventos iniciais do tão esperado e já tardio processo de reintegração da Terra ao convívio cósmico. Ainda não é certo que “algumas dessas verdades” encontrem a necessária guarida junto ao entendimento humano nos tempos em que este prefácio está sendo escrito. De todo modo, eis que os textos recebidos até o momento por meio da sua mediunidade singular já compõem um importante painel do muito que ainda virá, pois independente da nossa preparação, pelo menos um pouco do que precisa ser revelado o será inapelavelmente.

O fato é que cada um dos textos agora revelados serve para o leitor como uma espécie de “chave” que tem o condão de abrir e de despertar certos compartimentos da mente espiritual que jaz subjacente ao “modo de pensar” comum ao cérebro terrestre. São assuntos e temas singulares todos vinculados às questões pontuais sagradas do progresso desta humanidade tanto sob o jugo impositivo do Senhor Javé como também sob o amoroso e suave da parte do Mestre Jesus, sendo essas as duas principais componentes que respondem pela preparação dos terráqueos para os dias que os esperam. Vezes há em que o velho conhecimento tem que morrer para que o novo possa surgir. Eis que esse tempo urge pois a “era da sabedoria” profunda e espiritualizada já nos espera e precisamos todos caminhar por esta nova estrada que amplia e espiritualiza o que adquirimos a título de conhecimento. E aqui estão as novas sementes de reflexão cósmica e espiritual produzidas pelo trabalho conjunto de algumas mentes vinculadas ao Ideal de Fraternidade Universal. Contentemo-nos, pois, com esta primeira oferta que a dedicação mediúnica de Jeanne Miranda nos oferece.

Atlan, 18 de junho de 2010. J.V. Ellam


CAPÍTULO I


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

O Início do Processo Reencarnatório

H

á muito tempo atrás, há milhares de séculos atrás, espíritos vagavam expostos a toda ordem de conjunções carnais. Espíritos encarnavam neste orbe terreno sem nenhuma orientação do plano superior que viesse determinar onde e quando aqueles espíritos que ainda não tinham tido contato com a experiência carnal pudessem, enfim, estabelecer novas formas de vivenciar a sua dolorosa escolha da sua agora vida material. Diante de tantas desgraças, diante de tantos fatos equivocados e de tantas manipulações, O Mestre Jesus, condoído com tudo o que estava acontecendo neste pequeno planeta azul, olhou com compaixão por todos os seres que estavam submetidos à existência terrena, e sendo assim, sem mais possibilidade de retornar ao convívio dos seus irmãos cósmicos sem que antes passassem por algum tipo de processo que os ajudassem a purificar as suas mentes espirituais. Diante deste quadro, o processo reencarnatório foi determinado pelas Autoridades Celestiais para que uma massa de seres equivocados nas suas escolhas pessoais pudesse um dia retornar ao convívio daqueles que lhe são caros no cosmo.

A partir de certa data, os seres que estavam para se submeter ao processo encarnatório, tiveram que se adaptar, tiveram que habitar em corpos físicos que foram ofertados pelos irmãos terrícolas sendo estes irmãos seres primitivos que foram criados pelo Pai Celestial para evoluírem na Terra.

Com a chegada dos rebelados de Capela aqui na Terra e por determinação do Pai Celestial, estes seres que já possuíam um conhecimento das leis cósmicas, tinham por missão instruir e orientar os seus irmãos terrícolas na senda do progresso moral, intelectual e tecnológico. Esses espíritos se revoltaram quando souberam que teriam que habitar corpos físicos, que teriam que 9


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se submeter às limitações que estes corpos iriam impor as suas consciências de seres cósmicos que tinham registrado em seus comportamentos, em suas atitudes e lembranças, reminiscências de uma vida ligada aos mundos superiores!

Porém, ou era isto ou teriam um destino ignorado até mesmo pela Hierarquia Celestial. Diante de tão dura prova, estes espíritos aceitaram continuar a sua jornada evolutiva em corpos físicos, entretanto, a cada nova encarnação física, somado aos problemas já trazidos de seus mundos de origem, outros tipos de arquivos mais complicados foram agregados aos seus espíritos. Vidas e vidas de equívocos reinantes! Vidas e mais vidas de pensamentos, atitudes e comportamentos destruidores que em nada lembravam o que tinham sido no passado cósmico. Quanto mais vidas físicas tinham, mais se complicavam diante do universo e dos seres cósmicos!

Toda sorte de loucuras esses novos seres terrestres cometiam entre si! Toda ordem de questionamentos, de comportamentos, de lutas de poder, de agressões físicas e morais que tiveram como resultante maior à permanência por mais tempo neste planeta que se tornou de expiação para tantas almas infelizes nas suas buscas de reconhecimento espiritual. Quanto sofrimento foi imposto a estes espíritos por eles mesmos! Quanto sofrimento desnecessário! Mas, assim caminha a humanidade de espíritos que foram reencarnando através dos tempos aqui na Terra. Através do sofrimento e da dor depurar o espírito!

Através do reconhecimento das suas falhas, começar novos caminhos! Através de novas vidas, recomeçar, recomeçar e recomeçar novas e novas vidas até chegar à depuração final. Oh, Grande Legislador de todo o universo, quando sairemos 10


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deste ciclo de vidas sucessivas que agora se torna determinantes para a nossa redenção espiritual? Quando poderemos voltar a ter contato com todos os nossos irmãos que já conseguiram através da luta diária aprender a conviver bem consigo e com os seus outros irmãos aqui na Terra? Quando, Mestre Jesus, encontraremos guarida no seu augusto coração e resplandeceremos em flores de amor para com todos que ainda estão aqui congregados neste planeta azul?

As respostas somente nós mesmo podemos dar. Cada um de nós é que possuí as respostas para estes questionamentos. Quem for capaz de determinar o fim das suas sucessivas encarnações aqui na Terra que se posicione agora do modo mais firme que puder. Os tempos são finais para todos aqueles que possuem dentro de si a fagulha divina do Mestre, para que possam empreender o caminho espiritual que nos levará de volta à casa do Pai: o Senhor Onipresente e Onisciente.

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Processo Reencarnatório: A Visão de um Ser Cósmico Estamos vivenciando um novo tempo no qual o ser humano se descobre como um ser que veio de outros mundos, pois que, finalmente percebe que sua jornada evolutiva não se iniciou na Terra, e que a partir disso, não é somente um mero resultado do processo evolutivo das espécies deste planeta Terra.

O ser humano como o conhecemos agora na época moderna, não se compara ao ser humano dos primórdios dos tempos da era terrena. Quando foi impossível evitar que os seres que aqui vieram em naves espaciais oriundos de outros planetas mais evoluídos, passassem pela encarnação física habitando inicialmente corpos bem mais primitivos, - corpos estes que se comparavam aos primatas que aqui viviam em cima das arvores, com a diferença que andavam na terra e se comunicavam entre si através de grunhidos - estes seres que se achavam plenos em características celestiais de tudo fizeram para não se submeter aos ditames das leis do processo encarnatório que movia o mundo terreno e muitos tentaram burlar esta mesmas leis que o Pai criou para que os seres primitivos deste planeta pudessem evoluir. Diante de tão dura prova, estes seres que se achavam detentores do conhecimento do cosmos, se colocaram ainda mais em situações desastrosas diante das leis que aqui imperavam. Muitos se complicaram de tal forma que conseguiram atrair para si toda ordem de desastres espirituais que os colocavam em situação difícil diante dos seus irmãos cósmicos. Muito sofrimento poderia ter sido evitado se eles tivessem aceitado de forma pacífica a determinação que os ajudaria a harmonizar as suas energias espirituais passando por um tipo de processo onde a depuração de seus corpos espirituais seria conseguida de forma mais rápida caso tivessem a humildade de 12


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aceitar a vontade do Pai, cumprindo com o que fora determinado para a redenção destes seres que se rebelaram contra o amor Daquele que ficou conhecido na Terra como Jesus.

Estes seres não entendiam que este processo era o mais apropriado que a Hierarquia Celestial conseguiu conceber como uma forma mais rápida de purgar as marcações que estes espíritos trouxeram dos seus planetas de origem, como também as novas marcações que eles adquiriram quando chegaram à Terra empedernidos pelo orgulho intelectual e moral. Se eles tivessem aceitado a situação como ela se mostrava, se tivessem analisado a questão sem usar o fermento do orgulho de tudo saber e tudo poder teria aceitado a ajuda dos irmãos cósmicos que, na proposta amorosa de auxiliar os seus entes queridos, também tentaram acelerar a evolução dos seres terrícolas que já habitavam a Terra. Se eles não tivessem se rebelados tanto tempo contra a situação que agora se apresentava como realidade, teriam ajudado aos seus irmãos terrícolas a evoluir dentro do que foi estabelecido pelo Mestre Jesus e, quando tivessem que encarnar em seus corpos físicos, estes corpos já estariam mais evoluídos, já que a vida dos rebelados de Capela em seus corpos de origem durava várias encarnações físicas dos seres primitivos que habitavam este planeta. Contudo, eles preferiram usar do orgulho e fugir às leis que o Pai criou. Novamente tentaram fugir deles mesmos, mais uma vez não queriam se submeter à vontade Daquele que lhes concedeu a vida, mais uma vez plantavam em seus espíritos o germe da rebeldia e o da desunião, mas uma vez não conseguiram aceitar com passividade o que o Mestre colocava como missão para que pudessem sair deste estado de desagregação espiritual de forma rápida, se tivessem ajudado, mesmo que de forma mínima seus irmãos terrícolas a evoluir dentro de uma escala de progresso intelectual e moral, eles teriam plantado a semente que no futuro iria servir de redenção para os seus espíritos equivocados. 13


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Os exilados de Capela tinham tanto orgulho do que eram que não queriam nem ouvir falar em ter que conviver com seres de tão baixa vibração espiritual. Por força das circunstâncias tiveram que encarnar em seus descendentes tiveram que conviver com as limitações de seus corpos físicos, tiveram que conviver com o seu baixo intelecto, com suas limitações morais e com toda ordem de imperfeições que estes seres ainda possuíam.

Agora começava para os que se diziam rebelados de Capela, um novo jugo, uma nova forma de vivenciar a sua existência neste lindo planeta azul.

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Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Processo Reencarnatório: A Visão de um Rebelado de Capela Vivemos submetidos às leis cósmicas, vivemos regidos por leis que desconhecemos, pois enquanto seres espirituais encarnados esquecemos-nos destas leis que um dia regeram a nossa existência e conduta espiritual. Estamos agora submetidos às leis da encarnação física, estamos submetidos às leis que regem esta vivencia material e sendo assim, estamos tentando encontrar o elo perdido com as nossas vestimentas espirituais.

Viemos de tão sublime existência, viemos de tão sublime compromisso espiritual de alavancar o crescimento de seres que foram criados pelo Pai neste planeta azul. Viemos parar aqui por força das circunstâncias que nos obrigaram a sair do nosso sistema para habitarmos este mundo longínquo onde uma raça ainda não preparada intelectualmente e nem sequer moralmente habitava este recanto do cosmo. O Pai nos enviou aqui para que pudéssemos recobrar a nossa antiga existência espiritual. Por força dos nossos equívocos escolhemos vir para este planeta na tentativa inicial de nos recompor diante das leis que regem os mundos superiores. Quando aqui chegamos, estávamos impregnados de orgulho intelectual e moral, equivocados nas nossas posturas individuais e coletivas. Não queríamos nos misturar a esta raça tão desqualificada aos nossos olhos e sentidos. Desprezávamos os terrícolas. Mas, por força das circunstâncias, tivemos que compartilhar este planeta com aqueles seres que nos causavam tanta repulsa. Nós, espíritos que aqui estávamos para alavancar o progresso desta raça, nos recusávamos a fazê-lo! Recusávamos-nos a compartilhar o nosso conhecimento e fizemos justamente o contrário, fizemos destes seres escravos dos nossos desejos. Os submetemos através do nosso poder psíquico, através do nosso conhecimento da força 15


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da natureza e através da nossa tecnologia, a toda sorte de ordens e desatinos que complicaram ainda mais os nossos arquivos espirituais.

Não compartilhávamos da idéia de que se tratava de seres humanos, víamos somente seres com características de animais e, sendo assim, nós os tratávamos como animais domésticos.

Impusemos toda ordem de mudanças neste planeta azul, transformando-o no nosso quartel general onde arquitetávamos todos os nossos planos para nos tornarmos independentes Daquele que ficou no mundo conhecido como Jesus. Não o queríamos por perto! Para isso estávamos prontos para executar todos os esforços possíveis para que a Hierarquia Celestial não conseguisse vir a este orbe terreno. Fizemos toda ordem de loucuras com estes seres terrícolas. Eles nem sequer tentavam sair do nosso domínio, nos achavam deuses e nos obedeciam cegamente. Chegavam a ponto de nos prestar toda ordem de reverências. Chegávamos a pedir até sacrifícios humanos e eles acatavam as nossas ordens matando até os seus próprios filhos! Divertíamos-nos com esta situação, éramos os senhores deste planeta! Mandávamos e eles obedeciam! Alguns deles que tentaram nos desobedecer, castigávamos severamente com torturas cruéis. Eles ficavam apavorados e nenhum tinha mais coragem de nos desobedecer. Tínhamos total controle sobre eles.

Assim passaram muitos anos terrestres. Desenvolvemos as nossas cidades em cima do esforço e da vida de muitos destes seres. Construímos grandes cidades até mesmo dentro do mar e obtivemos um poderio de armas nucleares para nossa defesa pessoal. Passamos posteriormente a brigar entre nossa própria espécie na tentativa desvairada de controlarmos este planeta. Queríamos controlar e mandar uns nos outros. Travamos combates intensos 16


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com aqueles que um dia também foram nossos amigos. Agora lutávamos para sermos os líderes de nosso próprio povo.

Não sei quem estava mais louco, se nós que aqui habitávamos uma base Atlante próxima à cidade de Natal, capital do Estado do Rio Grande do Norte, ou se os nossos irmãos que estavam habitando uma base Atlante no oceano Pacífico. Travamos batalhas nucleares de grande porte. Desenvolvemos armas que atacavam esta base por baixo do oceano. Fazíamos máquinas que provocavam grandes maremotos na tentativa de destruir aquela base.

Chegamos a um ponto tal que todo o planeta estava sentindo este abalo físico, estávamos destruindo o equilíbrio do planeta e sequer estávamos percebendo isto. Nossos irmãos devolviam tudo na mesma moeda. Disparavam contra nós a mesma tecnologia que nós usávamos contra eles.

Estávamos em plena batalha entre as raças atlantes que viviam na Ásia e na América do Sul, quando a natureza deste planeta não suportando mais as nossas loucuras, nos condenou todos à morte física. Muitos que aqui estavam ainda tendo uma existência espiritual, que ainda não tinham passado pelas leis da encarnação física, viram sucumbir todo um sistema de vida de seres que já detinham um conhecimento tecnológico e científico. Estes seres ficaram estarrecidos diante da possibilidade de perder todo o conhecimento das leis e da vida eterna ao ficarem submetidos a estas novas regras que regem uma encarnação puramente material. Teriam que recomeçar, que aprender tudo novamente! Este povo empedernido de orgulho, agora iria nascer entre aqueles que um dia foram tão humilhados e maltratados. Iria ter que se submeter às leis da encarnação da Terra e nasceriam como filhos dos terrícolas que eles tratavam como escravos. Quanta punição para seres tão orgulhosos! As bases atlantes desapareceram sob os grandes oceanos! Não restou nenhuma delas para contar a história deste povo que veio a 17


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este planeta em naves espaciais e que detinham um conhecimento intelectual e tecnológico.

Muitos cientistas estavam fora deste planeta na tentativa de fazer contato com os nossos irmãos de nível superior, na tentativa de obter alguma cura para os desatinos que estávamos cometendo uns com os outros. Quando aqui retornaram tiveram um susto enorme! Suas cidades e seus povos não mais existiam! Tudo havia sido tragado pelo oceano! Pousaram as suas naves em terras que desconheciam. Tiveram que pedir ajuda a seres que eles desprezavam. Tiveram que se submeter, conviver e compartilhar desta vida física com os então terrícolas. Muitos tentaram ajudar a esta massa de seres que viviam de forma bruta neste planeta. Muitos conseguiram alavancar o conhecimento destes seres através dos ensinamentos siderais que eles possuíam.

A partir da destruição das bases atlantes e deste povo tão orgulho, este planeta e os seres que aqui habitavam, tiveram uma grande oportunidade de crescimento intelectual. Os sobreviventes desta catástrofe sabendo que não poderiam voltar as suas origens, que teriam que habitar este mundo material e que teriam que encarnar nestes corpos físicos, trataram de tentar mudar as características destes povos que para eles se comportavam como verdadeiros animais. Eles os ensinaram a se vestir, elaboraram leis para regular as suas comunidades, melhoraram as cidades, ensinaram como se comportar e até mesmo a pensar! Mas tudo isso tinha por finalidade maior alavancar o progresso destas comunidades para que, no futuro, eles mesmos nascessem num mundo terreno melhor, num mundo mais evoluído, pois sabiam que não teriam como fugir das leis da encarnação física, que quando perdessem a energia que lhes restava, iriam desaparecer espiritualmente para reaparecerem sob a vestimenta do corpo carnal. E assim, por força das circunstâncias, estes povos terrícolas tiveram a sua sorte selada pela necessidade deste seres que 18


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aqui vieram de fora, que eram intelectualmente superiores, mas moralmente inferior a estes povos terrícolas que eles tanto desprezavam. Eles que eram os seres primitivos criados pelo Pai para a jornada evolutiva que um dia os levaria para os mundos superiores, se viram em volta de seres que eram deuses para eles e que agora, estavam entre eles como iguais.

A encarnação destes seres que vieram do Sistema de Capela alterou toda a configuração destes povos. Os novos seres que nasciam, apesar de serem espíritos que um dia foram mais evoluídos, cresciam sem o conhecimento do que foram no passado, tinham que começar tudo de novo, tinham que novamente aprender sob uma nova ótica de desenvolvimento intelectual, alavancar o progresso desta comunidade na qual agora estavam inseridos. Que ironia para estes seres tão orgulhos! Eles que nada queriam ofertar aos seus irmãos terrícolas, agora estavam na mesma situação deles. Nasciam ignorantes do conhecimento que eles um dia detiveram numa outra forma de existir mais evoluída. Muitos que ainda estavam astralizados ficaram desesperados diante desta nova forma de existir. Ficaram procurando formas e formas de evitar encarnar em tão pesados corpos físicos. Muitos não tiveram escolha, quando perdiam as suas energias vitais, tinham que se submeter à encarnação ou então ficariam vagando pelo espaço. E existir desta forma, muitas vezes era pior do que passar pela encarnação física, já que, ciente de tudo o que fizeram, tinham que lidar com seus erros consciênciais. Por isto, muitos deles optaram por esquecer-se de tudo e vir a este mundo físico na tentativa de começar novamente para poder um dia, restabelecer o contato com o Pai Celestial. Esta vida física representa somente a possibilidade de voltarmos a existir para toda uma comunidade cósmica, de voltarmos a existir para os nossos familiares que ficaram no Sistema de Capela. Um dia voltaremos a existir para o cosmos, voltaremos a existir de forma plena para toda uma comunidade sideral que 19


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aguarda ansiosamente pelo nosso retorno, que aguarda pela nossa convivência fraterna com aqueles que nos amam profundamente.

Um dia retornaremos a nossa casa, retornaremos para o nosso planeta de origem e recomeçaremos o nosso papel cósmico que abandonamos há tanto tempo. Um dia voltaremos juntos com o nosso Mestre Jesus, a existir de forma harmoniosa com as nossas vibrações espirituais, junto daqueles que são os nossos irmãos cósmicos.

Fiquem bem. Fiquem fortalecidos pelo amor Daquele que foi a luz do mundo terreno e que em breve, será novamente Aquele a iluminar a grande marcha evolutiva deste pequeno planeta azul. Até breve.

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Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Processo Reencarnatório: Visão de um Terrícola As almas que foram criadas pelo Pai Amantíssimo vieram do seu sopro divino, vieram do seu amor incondicional. O Pai potência maior no amar, quando nos fez, nos fez semelhante a sua imagem. Quando nos criou, criou a sua obra prima, criou uma alma pronta para galgar um patamar de evolução que um dia retornaria para Aquele que lhe concedeu a vida. Quando nascemos, nascemos primitivos. Almas que ainda não detinham qualquer conhecimento a respeito das leis cósmicas. Almas que não estavam prontas ainda para evoluírem dentro de uma escala de proporções nunca imaginadas por nós. O Pai quando nos criou, nos criou primitivos nos nossos sentimentos, nas nossas sensações e nas nossas opções. Não tínhamos reações ainda sequer parecidas com os seres que um dia vieram habitar este planeta Terra. Quando aqui chegamos, éramos seres unos com a natureza primitiva deste planeta. Éramos seres que nos comunicávamos com os reinos mineral, vegetal e animal. Não tinha diferença entre estes reinos, nos tratávamos por iguais, já que existíamos por força das circunstâncias. Não pensávamos, apenas existíamos.

Depois de muitos anos terrenos, o nosso cérebro físico foi tomando uma proporção maior. Fomos crescendo também em estatura de pensamento linear. Passamos a nos comunicar através de sinais e posteriormente através de grunhidos que eram entendidos pelos nossos iguais. Não tínhamos uma organização muito definida. Estávamos prontos para formar novas estruturas de vida organizada, mas não sabíamos como fazer isso. Comportávamosnos como animais porque não tínhamos outra visão de vida, era observando os outros animais que encontrávamos alguma forma de conseguir sobreviver neste mundo hostil. Vivíamos assim isolados de qualquer civilização ou de algum 21


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modelo que pudesse desenvolver os nossos cérebros físicos. Ficamos à mercê dos nossos instintos mais básicos: comíamos e dormíamos, depois era somente encontrar um meio de sobreviver mais um dia. Não tínhamos inicialmente sequer uma organização familiar. Éramos nós contra toda uma natureza que nos testava ao máximo, que nos surpreendia dia após dia com sua brutalidade, testando a nossa vontade de sobreviver num mundo empedernido de violência contra a vida humana. Depois de muitas encarnações e de muitas tentativas de seres que vinham de vez em quando a este planeta na tentativa vã de nos ensinar algo que pudesse alavancar algum progresso moral e intelectual, fomos abandonados à própria sorte. Estes seres que tentavam se comunicar conosco, que vinham a este planeta e passavam tempos e tempos pesquisando a fauna e a flora da Terra, de repente sumiram! Não tivemos mais como encontrá-los por aqui. Bom, também não importava, nós sequer percebíamos a sua presença, para a grande maioria de nós era somente mais uma raça de criaturas que habitavam o planeta. Existiam várias espécies de animais que habitavam a Terra, da nossa espécie tinha várias ramificações com as quais não tínhamos qualquer contato. Apenas nos percebíamos como seres que andavam com as duas patas, pois que a grande maioria dos seres que habitavam este planeta andava sob as quatro patas.

Os tempos foram passando e vimos que se nos uníssemos teríamos mais chance de sobreviver aos grandes predadores. Lutávamos juntos para conseguir o nosso alimento e para proteger as nossas crias. Agora tínhamos filhos, porém não dentro de um padrão de organização familiar que se conhece aí na Terra, eram seres que faziam parte de uma comunidade e que eram responsabilidade de todos. Muitos anos foram passando e, através de mudanças alcançadas pelo nosso próprio esforço, fomos desenvolvendo sentimentos e sensações. Procurávamos nos unir àqueles que nos entendiam 22


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e àqueles que provocavam um bem estar na convivência diária. Logo desenvolvemos um sentimento de família, estávamos agora ligados pelos laços afetivos e não mais pela simples sobrevivência física. Porém, quando menos esperávamos, quando ainda estávamos tentando desenvolver a nossa forma de vivenciar e perceber o mundo que habitávamos, chegaram seres em objetos que tinham asas e que podiam voar! Nós ficamos apavorados. Como seres que andavam sob os dois pés voavam? Que seres eram aqueles que tinham asas, que tinham belos corpos e que falavam uma língua que nós não compreendíamos? Eles realizavam coisas fantásticas, entretanto, não deixavam que nós nos aproximássemos deles. Eles nos tratavam como seres inferiores, não nos queriam por perto. Com o passar do tempo, aqueles seres que andavam também sob duas pernas, mas que voavam como os pássaros, vieram nos capturar em nossas moradias! Vivíamos nas grutas próximas aos vales que tinham os rios. Eles vieram aqui com uns aparelhos que nos paralisavam, que doíam quando tocavam na nossa pele. Nós ficávamos sem conseguir nos mover. Depois, eles nos colocavam em jaulas para sermos levados para as suas casas voadoras. Muitos de nós morremos de susto quando entraram nestas casas que voavam. Muitos não aguentaram aquela sensação de não poder se mexer e morreram ali mesmo.

Quando chegamos ao lugar onde moravam, eles nos obrigavam a carregar grandes pedras, a derrubar árvores e a fazer tudo o que eles não queriam fazer. Obrigavam-nos a trabalhar durante horas e horas. Muitos também morreram nesta jornada. Muitos sequer conseguiram entender o que estava acontecendo. Só que quando nos recusávamos a trabalhar por puro cansaço, eles usavam aqueles objetos que machucava muito na nossa pele e que nos causava um mal estar que durava horas e horas. Quando muitos morriam, eles iam lá aos vales e traziam mais da nossa espécie. Erguemos muitas cidades para estes seres. Eles 23


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não nos davam sequer água para beber, deixavam que muitos morressem de fome e sede.

Construímos suas cidades. Depois disso eles nos deixaram em paz por algum tempo. Porém, quando as nossas tribos estavam de novo se organizando, eles vieram até nós e nos subjugaram com suas magias, e nos fizeram entender que eram deuses que descerram a este mundo para coabitar conosco, mas que precisavam constantemente de reverências e que não suportariam a nossa desobediência. Eles eram seres lindos, eram criaturas que nunca havíamos sequer imaginado que poderiam existir. Nós ficávamos fascinados pelas suas peles claras, pelos seus cabelos claros, seus olhos de cores bonitas. Olhávamos para nós mesmos e víamos como éramos diferentes destes seres. Então eles só poderiam ser o Deus do fogo e da água que caiam do céu e eles vieram habitar entre nós! Com o passar dos tempos, alguns de nós que já haviam desenvolvido o cérebro físico, percebemos que aqueles seres maltratavam demais os nossos iguais, que eles pediam mais do que poderíamos oferecer e que muitos estavam dando a vida na tentativa de agradar estes seres que nada nos davam em troca, a não ser as migalhas do que sobrava das suas mesas.

Passamos a não mais nos submeter aos desmandos daqueles seres que nos agarravam em plena floresta. Muitas vezes, a nossa família estava tranqüilamente no lago e eles vinham em suas casas voadoras e levavam todos embora. Nunca mais víamos os nossos seres amados. Ficávamos então sem saber o que fazer diante de tão dura prova.

O tempo passou de repente nós não éramos mais o foco de atenção daqueles seres. Eles agora viviam em grandes cidades fechadas das quais nós sequer podíamos chegar perto. Agora eles não mais precisavam de nós para erguer as suas moradias. No entanto, muitos de nós ainda desaparecíamos nas noites de lua cheia, muitos de nós ainda sumiam à luz do dia. Ficávamos 24


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muito assustados quando víamos aquelas casas voadoras e nos escondíamos onde fosse possível.

De repente eles passaram a lutar entre a sua própria espécie. Nós nos mantínhamos afastados desta briga, pois que sequer entendíamos como eles brigavam. Porém, de repente, o planeta começou a tremer, o mar começou a subir e aquelas cidades que eram tão bonitas, afundaram no meio do mar!

Ficamos apavorados com estes acontecimentos. Muitos de nós também morremos quando o mar invadiu as nossas casas. Contudo, muitos que habitavam as florestas não muito próximas do litoral, sobreviveram a este grande impacto da natureza terrena. Depois deste acontecimento, que para nós não mudava em nada nossa forma de levar a vida, alguns seres daqueles que nos capturavam estavam com suas casas voadoras paradas no meio da floresta. Agora eles tentavam falar com a gente, não mais usavam seus objetos que doíam na nossa pele. Agora eles queriam viver conosco nas nossas cavernas.

Para nós aquilo foi uma grande alegria. Para nossa população, os nossos deuses finalmente tinham aceitado as nossas ofertas. Eles agora habitavam conosco e estavam nos ensinando coisas. Foi um período de grande alegria para todos. Bom, passamos um tempo de paz e alegria junto com os nossos deuses. Reorganizamos sob as suas orientações a nossa forma de viver em conjunto. Eles nos ensinaram a pescar, a construir casas de madeira, a nos vestir, a fazer o alimento cozido. Eles nos ensinaram a construir objetos que as mulheres usavam para se banhar no rio, para lavar as nossas vestes. Eles cortaram os nossos pelos, nos ensinaram a andar mais eretos, nos ensinaram uma nova forma de falar. Aprendemos a sua língua, aprendemos a falar como eles e isso foi maravilhoso para nós. Como era bom tê-los tão próximo a nós. Eles agora não mais nos maltratavam como antes. Agora eles só nos machucavam 25


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quando nós não aprendíamos o que eles estavam ensinando. Nossos filhos, estes foram os primeiros que aprenderam com os grandes deuses a falar e eram eles que nos ensinavam!

Nossas mulheres passaram a cuidar da arrumação das nossas casas que agora eram para, no máximo, quatro pessoas: um macho, uma fêmea e as crianças. Agora cuidávamos uns dos outros. As mulheres cuidavam das casas e da preparação dos alimentos. Comíamos a carne cozinhada no fogo. Preparávamos os alimentos que antes eram comidos crus, agora eram preparados em pastas cozidas para toda a comunidade. Eles nos ensinaram como preparar tecidos para que pudéssemos fabricar roupas para adornar os nossos corpos, pois antes nos cobríamos com as peles dos animais e agora tínhamos tecidos que eram mais leves para podermos correr. Embora, com a chegada dos deuses entre nós, poucos eram os que podiam caçar. Todos tinham uma função, muitos estavam atarefados com as construções das casas que agora estávamos habitando.

Os nossos filhos, estes quando se tornavam homens grandes, já tinham um poder de raciocínio melhor do que o nosso. Estes deuses nos viam morrer e continuavam jovens. Nós ficávamos velhos e morríamos e eles continuavam jovens! Assim passaram muitas gerações, porém em algum tempo que não conseguimos determinar, eles também morriam. Aí era um dia de grande tristeza para toda a tribo.

As futuras gerações após a descida dos deuses para a nossa convivência passaram a desenvolver-se de forma mais rápida. Muitos aprenderam rapidamente a falar, a andar ereto e a se comportar como os deuses. Muitos já nasciam com uma aparência mais próxima dos nossos deuses! A pele e os olhos destas gerações já estavam sendo melhores do que os dos seus antepassados. A cada nova geração, todos iam tendo uma aparência física melhor. Assim fomos nos desenvolvendo com a lentidão dos anos 26


Anjos Deca铆dos: O Legado C贸smico da Humanidade Terrestre

terrenos. Muitas e muitas vidas foram se passando para estes seres que agora formavam uma nova comunidade terrena.

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A Doutrina dos Anjos Decaídos - Revolta Luciferiana Estamos muito distante da nossa verdadeira natureza espiritual. Vivemos isolados de nós mesmos, impregnados de miasmas destrutivos da nossa verdadeira natureza divina. Somos seres que detinham o conhecimento das leis eternas. Somos seres que já resplandeceram, em tempos passados, em luzes de amor e de dedicação em vibrações harmônicas para todo o universo. Éramos seres que representávamos a luz para todos os seres que ainda estavam na escala inferior do crescimento espiritual. Porém nos rebelamos contra as leis cósmicas e passamos a viver de forma irregular diante destas mesmas leis. Abrimos mão das atitudes amorosas de outrora, duvidamos da existência do Pai e nos rebelamos do domínio de nosso Mestre Espiritual Jesus. O acusamos de tentar nos esconder o Pai, duvidamos da sua expressão amorosa e passamos a enfrentá-lo de forma muitas vezes desafiadora e desrespeitosa, já que estávamos diante de um Ser que era luz pura! Não queríamos ouvir a ninguém. Quem não nos entendesse estava contra nós! Muitas famílias foram separadas diante de tantos dramas emocionais. Violentas discussões geraram desagregações de toda ordem. Passamos de todos os limites aceitáveis pela Hierarquia Celestial que tentava a todo custo nos aceitar de forma a não nos contrariar nas nossas opiniões desagregadoras. Ficamos à mercê da nossa própria arrogância intelectual, ficamos à mercê de nós mesmos! Aí começou a nossa decaída espiritual.

O Mestre, diante de tantos espíritos equivocados, diante de tantas atrocidades às leis cósmicas, tentou de todas as formas possíveis que voltássemos à razão. Não conseguiu e, diante de tão sério problema, decidiu em conjunto com a Hierarquia Celestial nos isolar neste pequeno planeta azul. 28


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Viemos parar aqui ainda impregnados de orgulho. Viemos parar aqui ainda certos de que estávamos desempenhando um papel importante diante de todo o cosmo! Éramos os seres que se rebelaram contra uma postura espiritual imposta! Éramos espíritos que não mais aceitavam ordens de quem quer que fosse! Somente responderíamos agora a nós mesmos!

O irmão Lúcifer, este, ainda tentou de todas as formas controlar este movimento. Ele em conjunto com alguns espíritos mais audaciosos e manipuladores, tentaram controlar com mão de ferro o resto das individualidades que foram arrastadas para este orbe terreno. Aqui chegando, encontramos uma população primitiva já formada. Desprezávamos tal forma de existir. Para nós, eles não passavam de simples animais com algumas características humanas, mas que ainda estavam muito longe de serem chamados de seres humanos! Tivemos que conviver com tão primitivo povo. Aproveitamos da sua incapacidade intelectual para nos servir e passamos a comandar este planeta azul. Mudamos tudo o que não gostávamos, construímos cidades com a nossa tecnologia trazida dos mundos siderais e construímos laboratórios para começarmos a manipular geneticamente esta raça de seres primitivos. Percebemos através dos tempos que eles tinham muito medo de nós, e nos aproveitamos disso para aprisioná-los e para utilizá-los como escravos. Crescemos em tecnologia e em conhecimento deste planeta. Muitos que eram cientistas no Sistema de Capela continuaram aqui desenvolvendo toda ordem de pesquisa para o desenvolvimento de novos corpos físicos, pois que, descobrimos que teríamos que brevemente ocupar corpos físicos para a nossa continuidade espiritual.

Habitar aquela massa de seres que não tinham sequer uma organização e um conhecimento útil para o seu próprio crescimento era muito pior do que não mais existir! Assim, gastamos muita energia para que fosse desenvolvido algum tipo de corpo mais evoluído para que pudéssemos no futuro habitá-lo. 29


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Desenvolvemos muitas experiências com estes corpos primitivos, fizemos mudanças genéticas de toda ordem, que muitas vezes o resultado destas experiências foram seres de aparência horripilante que na maioria das vezes nem conseguiam existir por muito tempo! E assim, os tempos foram passando! A grande maioria de nós já estava encarnada nesta população primitiva. Todos estavam agora esquecidos do que foram no passado, e agora estavam sob uma nova ordem de leis cármicas que regem as encarnações físicas neste mundo material. Alguns de nós, ainda estávamos astralizados, estávamos energeticamente fracos, mas ainda estávamos conscientes de quem éramos e porque viemos parar aqui neste planeta. Ainda estávamos preocupados em como conseguir novos corpos para podermos habitar sem passar pelo processo da reencarnação quando o nosso chefe maior, Lúcifer, desapareceu por algum tempo. Ele estava seguindo uma potencia de energia que não conseguíamos identificar. Ele passou várias semanas atrás deste Ser que somente nós que estávamos no astral é que conseguíamos visualizar que se tratava de uma entidade que não fazia parte da ordem de espíritos que se rebelaram contra aquele que na Terra ficou conhecido como Jesus Cristo.

Lúcifer ficou atrás de este Ser de forma obstinada. Tentamos tirá-lo deste objetivo, mas ele se recusava a nos ouvir, e acabamos desistindo deixando que ele seguisse seu próprio rumo. Depois de algum tempo, visualizamos energias de grau superior que de tempos em tempos apareciam perto daquele ser humano que conseguia nos olhar nos olhos. Pensamos que se tratava de algum ser mandado pela espiritualidade para nos conduzir de volta ao Sistema de Capela. Preparamos-nos para lutar até o fim, mas este Ser apenas nos visualizava, mas não tentava nada contra nós. Porém, percebíamos a sua força energética, sua aura vibrava de uma forma que não conseguíamos sequer chegar perto dele! Como ele nada tentou contra nós, esquecemos dele e partimos 30


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

em busca dos nossos interesses. Lúcifer ficou perseguindo este espírito. Tempos depois, percebemos que uma grande massa de energia se congregava num pequeno espaço da Terra. Quando chegamos para verificar o que acontecia, um Ser especial de naipe superior carregava em seus braços o nosso comandante Lúcifer desmaiado. Tentamos tirá-lo dos braços deste ser, porém ele estava muito bem protegido, sua potencialidade estava em pleno funcionamento. Havia toda uma gama de espíritos superiores que estava acompanhado-o. Assim, Lúcifer foi retirado deste planeta azul. Satã passou a ser o nosso comandante. Este tinha uma postura mais forte do que Lúcifer. Possuía ousadia e comando.Travamos sob o seu comando várias lutas contra aqueles que tentavam a todo custo nos repatriar de volta ao nosso antigo lar - o Sistema de Capela. Nós não queríamos retornar! Sabíamos que se retornássemos teríamos que arcar com as conseqüências dos nossos atos e estávamos começando a dominar este planeta azul. Sua população que já estava mais desenvolvida, agora podíamos controlá-los de forma mais segura e mais direta. Muitos estavam sobre o nosso comando, antigos companheiros respondiam às nossas ordens sobre muitos assuntos que ligavam ao poder terreno. Por que iríamos abandonar o que tão duramente foi conquistado? Por que iríamos abandonar este planeta que era nosso e que estava agora sobre o nosso comando?

Entretanto, percebemos que quando aquele Ser que na terra ficou conhecido como Jesus se ausentou de forma definitiva deste planeta azul, começaram através dos seus ensinamentos focos de luz por toda a humanidade! Tivemos que combater e perseguir estes focos de luz que estavam atrapalhando a nossa jornada de dominação deste planeta. Satã, percebendo que teríamos que combater espíritos obstinados na postura da prática do bem, traçou toda uma serie de estratégias e missões para nossos companheiros 31


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que estavam prontos para reencarnarem em papéis de autoridade nesta nova comunidade terrena. E assim foi durante muitos anos terrenos, preparávamos planos para dominar certas comunidades e éramos combatidos duramente pelos exércitos do bem! Ficamos muitas vezes desalentados diante de tantas derrotas que espíritos comandados por forças de naipe vibracionais superiores à média da Terra, impuseram a nossa equipe que tentava se infiltrar em todas as ramificações terrenas com o propósito de controlar o poder temporal do mundo que agora se formava.

Nos tempos atuais perdemos o nosso segundo comandante. Satã também foi retirado deste orbe terreno. Ele também nos deixou! Passamos a ter somente focos isolados de atuação do que foi chamado na Terra de trevas! Porém, quero que fique claro que em nenhum momento o mal foi praticado somente pelo mal. Nós tínhamos um objetivo e, este objetivo é que nos fazia agir dentro das normas que nós próprios criamos para poder estabelecer o nosso reino neste planeta para o qual fomos enviados. Não queríamos voltar! Não sabíamos o que nos esperava no Sistema de Capela, não queríamos correr o risco de sermos humilhados e maltratados! Tínhamos medo de voltar e lutávamos bravamente para permanecer onde nós achávamos que era a nossa moradia final. Nós, em grande maioria, não éramos demônios como vocês compreendem na Terra. Nós apenas estávamos defendendo uma idéia de liberdade. Nós apenas estávamos defendendo um propósito que a nosso ver era válido! Em nossa grande maioria, não fazíamos o mal pelo prazer de praticar o mal, apenas optávamos de empreender todas as possíveis ações para que defendêssemos o que acreditávamos como verdade. Exageramos, nos confundimos, nos equivocamos em muitas atitudes! Mas não tínhamos uma essência maléfica, éramos somente seres equivocados nas nossas posturas coletivas e, depois, em nossas posturas individuais. 32


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Quando perdemos os nossos melhores líderes, cada um formou os seus próprios focos de atuação. Aí sim começou toda ordem de escândalos que até hoje ressoam por toda Terra. Aí sim, muitos seres foram se impregnando de venenos energéticos de grau maléfico que passaram a reger as suas vibrações e suas atitudes de cunho espiritual.

Muitos se perderam neste processo de mudança. Muitos não puderam ser salvos de si mesmos. Infelizmente para estes seres, terão que recomeçar em outros mundos mais atrasados o que eles não conseguiram neste planeta azul. Este que vos fala, conseguiu se estabelecer dentro de um padrão vibracional tal que agora, estou servindo ao exercito do bem. Estou sob as ordens Daquele que foi a luz do mundo terreno e que agora é a luz do meu caminho individual.

Passei muito tempo vagando pelos caminhos da ignorância. Perdi muito tempo nas lamentações, nas maquinações destrutivas que somente serviram para atrasar ainda mais o meu desenvolvimento. Por pura generosidade de Jesus, eu consegui vencer a mim mesmo e agora me encontro em estado de recuperação da minha consciência cósmica. Estou reaprendendo as leis que regem este universo e harmonizando a minha energia vibracional. Quanto tempo perdido! Quanto tempo em busca de nada! Eu que fui um ativista na defesa do direito de ser um rebelado, agora percebo o mal que fiz a mim mesmo e aqueles que compartilharam comigo do mesmo ideal.

Venho a vocês somente para esclarecer, através de um espírito que participou ativamente deste processo chamado Revolta Luciferiana que hoje encontra-se reestruturado nas forças do Mestre Jesus, que falta pouco para que possamos todos voltarmos a conviver de forma pacífica, que falta pouco para que este planeta azul possa ser reintegrado à convivência de irmãos que estão a nossa espera a milhares de anos siderais. 33


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Estaremos em breve de volta à comunicação com nossos amados familiares que há tanto tempo esperam o nosso retorno. Este planeta azul está preste a receber Aquele que será novamente a luz de um novo mundo! O Mestre irá retornar para auxiliar aqueles que clamam por seu socorro espiritual. Irmãos somos todos seres necessitados de ajuda fraterna. O Mestre Jesus é o nosso caminho e a nossa salvação eterna. Este é o meu recado.

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CAPÍTULO II


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O Sacrifício Amoroso de Jesus

N

a época dos atlantes, uma raça que se achava superior teve que existir neste planeta azul. Esta raça que veio aqui habitar por misericórdia do Pai Criador, absteu-se de concretizar o que a Hierarquia Celestial havia determinado como missão para a sua redenção espiritual e se rebelaram contra a postura amorosa do Mestre Jesus! Diante das suas posturas equivocadas e por pensar que tudo podiam diante das provas que teriam que passar, acabou por determinar o seu degredo espiritual para este planeta longínquo.

O Mestre de tudo tentou para que estes seres se reconstruíssem espiritualmente. Mas eles nada queriam, com nada concordavam, apenas se achavam no direito de discordar de tudo e de todos. Quando não houve mais jeito, estes seres que se declaravam rebelados de Capela vieram parar no último refúgio da rebelião que na Terra ficou conhecida como Revolta Luciferiana e, problemas de toda ordem aconteceram com a sua chegada a este planeta azul. Os seres terrícolas que aqui viviam por obra da generosidade do Pai Criador habitavam de forma harmoniosa este pequeno planeta. Viviam aqui dentro das características iniciais que o Pai lhes concedeu. Viviam em paz com a natureza e se multiplicavam conforme as leis estabelecidas pelo processo encarnatório que governava este orbe. Quando os terrícolas se depararam com esta nova população que aqui chegou em naves espaciais não compreenderam nada! Eles sequer entenderam todos os acontecimentos que agora se desenrolavam as suas vistas.

O Pai Amantíssimo assistiu tudo o que aconteceu neste planeta, toda a dominação impostos por estes seres que se declaravam rebelados contra a tirania atribuída ao preposto direto do Pai: O Mestre Jesus. A Hierarquia Celestial assistiu à ignomínia que ocorreu neste planeta Terra e não acreditaram no que estes seres 36


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fizeram com a criação do Pai Criado. Ficaram estarrecidos com a violência a qual os terrícolas foram submetidos por seres que já detinham um conhecimento das leis que regiam o cosmos.

Respeitando o livre arbítrio de todos, nada foi feito para evitar tamanho drama existencial, pois que, para todos os envolvidos os resultados seriam funestos, como o foi! Nossos irmãos que detinham o conhecimento universal da boa convivência com todos os seres que foram criados pelo Pai, agora tinham uma postura agressiva e deplorável com relação aos nossos irmãos menores da escala evolutiva que habitavam a Terra.

O Mestre a tudo acompanhou. A tudo viu sem poder, até por respeito à vontade dos envolvidos, interferir de qualquer forma em tudo que estava acontecendo neste planeta azul. Foram muitas as atrocidades que o povo atlante cometeu com estes seres. Quando achávamos que eles já haviam alcançado toda sorte de desvarios, eles conseguiram nos surpreender brigando entre si para controlarem o planeta. Que sina destes seres que daqui saíram na tentativa vã de depurarem os seus espíritos! Todos agora estavam mais complicados carmicamente do que quando saíram do Sistema de Capela. Todos estavam contraindo mais débitos a partir das posturas desequilibradas que praticavam com a natureza deste planeta, com os seres que aqui habitavam e com a sua própria espécie. Não sabíamos como agir para ajudar estes seres a recobrarem as suas posturas espirituais que possuíam no Sistema de Capela. Ficávamos cada vez mais surpresos com suas posturas individuais e coletivas de rebeldia ao processo que se desenrolava na Terra. Quanto sofrimento imposto a seres terrícolas que nada tinham a purgar! Quanto sofrimento desnecessário a estes seres que ainda estavam no primeiro degrau de existência para um aprimoramento espiritual!

Os seres que se diziam rebelados, de tudo fizeram para evitar a nossa interferência nas suas posturas individuais e coletivas. 37


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Armaram-se contra nós, evitavam as nossas comunicações amorosas. Enfim, se armaram contra aqueles que simplesmente os amavam profundamente. O nosso sofrimento foi imenso diante de tanto desatino. Ficamos à mercê das escolhas destes seres que agora estavam completamente complicados diante das leis do cosmo. O Mestre compadecido por esta situação que parecia não ter fim solicitou o concurso da nossa interferência para que num futuro próximo, Ele mesmo viesse a esse planeta azul dar testemunho do seu amor fraterno por todos aqueles que um dia se voltaram contra o seu comando amoroso.

O Mestre nos solicitou que procurássemos um meio Dele vir a este planeta na tentativa amorosa de mostrar a estes irmãos a verdadeira postura necessária que cada individuo teria que ter, para que pudesse novamente voltar a existir para as suas famílias espirituais.

Não sabíamos como fazer para que um espírito de grande porte vibracional viesse a esse planeta de natureza física. Assim passamos tempos investigando como seria esta forma que o Mestre teria que assumir para poder existir neste mundo físico. Pesquisamos e nos deparamos com um grave problema: O Mestre se viesse neste planeta azul com toda a sua potencialidade, iria causar uma grande ordem de transtorno para este planeta, pois que os seus habitantes não suportariam a sua energia criadora e amorosa. Se Ele se diminuísse em energia, talvez Ele fosse afetado na sua condição de filho uno com o Pai. Então, a única forma seria Ele passar por uma encarnação física! Mas como isso seria possível? Como um corpo carnal poderia suportar uma energia de naipe superior? Esse era o problema que o Mestre Jesus nos deu para que resolvêssemos. A solução achada foi submeter o Mestre Jesus a um processo de diminuição vibracional até o ponto onde um corpo físico pudesse aguentar. Porém este era um processo doloroso, era um processo no 38


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qual um Ser que possui uma energia de naipe celestial diminuísse de tal forma a sua vibração que coubesse, energeticamente falando, numa cápsula para que fosse introduzida na célula de uma jovem mulher terrena, para que assim, o Mestre pudesse nascer para este mundo terreno. O Mestre se submeteu a este tão complexo procedimento por puro amor àquelas criaturas que agora habitavam um mundo tão primitivo, tão sedento de uma postura baseada no amor. Somente Ele com seu amor incondicional pelos seus irmãos é que poderia assumir tão grandiosa tarefa de tornar-se igual para mostrar a todos os seres encarnados e desencarnados deste orbe celestial, que era possível sim, mesmo diante de tantas dificuldades assumirem uma postura fraterna com os seus semelhantes.

O Mestre nasceu para um mundo que não estava preparado para o Seu concurso amoroso. O Mestre nasceu numa época na qual as Suas palavras e os Seus gestos de amor poderiam não ser compreendidos, como não o foram!

Mas Ele que ama a todos profundamente não vacilou em nenhum momento! Não vacilou diante de tão dura prova! Por amor a todos, aqui veio e se instalou neste mundo de expiação, aqui veio e deu o Seu recado amoroso. A vida terrena do Mestre não foi fácil, porém, Ele que tudo podia, se submeteu às vontades do Pai. Jesus, este Ser tão amado por todos nós se envolveu em amor devocional pelo Altíssimo e compreendendo a vontade do Pai, submeteu-se as profecias que falavam de um messias que vinha salvar o mundo dos pecados dos homens! Submeteu-se à vontade do Pai porque era Uno com Ele e à vontade do Pai era a sua, e por ser Uno com Ele, era sabedor de tudo o que envolvia a Sua existência física e de tudo que representava as Suas ações neste mundo terreno. O Mestre nos ama acima de tudo. O Mestre e o Pai nos esperam para o reencontro final. Os tempos são idos. 39


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Irmãos, novamente o Mestre planeja o seu retorno para este orbe terreno. Novamente o Mestre se coloca à disposição daquelas almas que clamam pela sua volta, pelo seu retorno para começarem uma nova forma de existir. Contudo, agora os tempos são outros, Ele aqui virá com toda ordem de Seres Celestiais que estão investidos com os poderes do Pai Altíssimo. Ele aqui retornará em todo esplendor das suas vestes celestiais. Ele aqui voltará para marcar um novo tempo para toda a humanidade congregada neste planeta azul.

Os tempos são vindouros. Ele está pronto para ser mais uma vez a luz deste mundo. Ele é capaz de fazer tudo para nos ajudar nesta jornada evolutiva de retorno aos braços do Pai Amoroso. Estejamos felizes por este grande encontro.

A hora aproxima-se, honremos com a nossa gratidão a volta deste Ser de luz para um novo concurso de amor por toda a humanidade terrena. Aya Fa Yel

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Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

A Concepção de Jesus Diante de tão inusitado pedido de Jesus, tivemos que achar uma solução para a sua futura encarnação no planeta Terra. Diante de tão audacioso passo, tivemos que perceber sob todos os pontos de vista como iríamos realizar tão grandiosa tarefa. Tivemos que aprender tudo sobre as leis do processo encarnatório que regiam este orbe. Tivemos que achar algum espírito no mínimo compatível com a vibração amorosa do Mestre Jesus. Procuramos, mais foi muito difícil achar um casal de espíritos afins que estivessem encarnados neste tempo para que abrigassem o corpo físico do Senhor Jesus.

Pensamos que era melhor verificar se algum espírito de vibração harmônica estava preste a encarnar no mundo terreno, e verificamos que um espírito de suave vibração nasceria justamente na Palestina na tentativa amorosa de mostrar a este mundo uma nova forma de conceber a vida terrena. Este espírito iria nascer na polaridade feminina, e teria vibração harmônica suficiente para receber aquele que no futuro seria a luz do novo mundo. Porém, tínhamos um problema, não existia na Terra nenhum ser encarnado que tivesse a vibração adequada para que o conjunto do seu espermatozóide com o óvulo feminino pudesse ter a energia necessária para ativar a gônada feminina numa energia suficiente para que o Mestre Jesus pudesse ser imantado nesta pequena célula que iria torna-se o futuro corpo que iria abrigá-lo.

Então não tivemos escolha, optamos por fazer uma inseminação artificial, tivemos que recolher esta célula feminina chamada óvulo e levamos para a espiritualidade através de um processo tecnológico que ainda é desconhecido na Terra. Mas, através desta tecnologia, tiramos sem que a escolhida terrena percebesse o seu óvulo que iria gerar uma nova vida. Levamos para os nossos laboratórios e lá concebemos o futuro corpo físico que iria abrigar 41


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aquele que na Terra ficou conhecido como Jesus.

Quando o óvulo foi fecundado, trouxemo-lo de volta e o implantamos na jovem mulher terrena. Agora precisávamos avisá-la através da sua mediunidade ímpar que ela teria um filho, que ela havia sido escolhida para um propósito maior: dar a luz Àquele que viria para salvar a todos das iniquidades cometidas, dar a luz Àquele que iria ensinar a todos que o amor era a arma maior daqueles que pretendiam implantar o reino do Deus-Pai aqui na Terra. Precisávamos achar um espírito compatível com aquela situação para que pudesse ajudar a jovem Maria a criar o seu filho Jesus. Naquela época, era comum o casamento arranjado pelas famílias. Sendo assim, aproveitamos este fato e convencemos através de sonhos a família da jovem senhora a fazer votos de comunhão entre aquela que seria a mãe terrena de Jesus e aquele que era a personificação do pai amoroso e dedicado que o Mestre precisaria ter na Terra. José era um homem velho para aquela menina, porém, Maria foi instruída por nós a aceitar este casamento com muito amor. Este espírito que na Terra ficou conhecido como José, era um espírito de superioridade espiritual para a grande média dos seres que aqui estavam encarnados. Nós passamos a orientá-lo também através dos períodos que ele usava para descansar. Eles se apaixonaram um pelo outro assim que se viram, pois ambos já se conheciam na espiritualidade. E assim a jovem Maria casou com o maduro homem José.

Antes do casamento, nós enviamos um emissário para lembrar a Maria do compromisso assumido por ela para ser o veículo da chegada do Mestre Jesus. Sendo assim, Gabriel, nosso enviado apareceu a Maria lhe recordando da sua origem e da sua missão terrena. Maria sabedora da cultura na qual estava inserida teve medo de ser rejeitada por aquele que agora era dono do seu coração. Porém, por se tratar de tão belo espírito, assumiu seu destino e 42


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se colocou para avaliação do seu futuro marido contando toda a verdade que se manifestava no seu coração.

José, a princípio ficou abismado com a situação. Mas sendo um espírito muito generoso, aceitou-a de bom grado. Acima de tudo ele era um homem religioso, era um homem que acreditava fielmente no Deus dos seus antepassados, e se Maria afirmava que havia concebido de forma não natural aquele filho, ele que amava a Deus sobre todas as coisas, a aceitaria como esposa.

Estivemos no seu sono noturno. Encontramos um ser repleto de luz a nos esperar calmamente. Ele já estava resoluto da decisão que tomara, não foi preciso a nossa interferência direta. Ele quando nos viu espiritualmente, apenas nos sorriu e nos afirmou que iria tentar ser o melhor pai que pudesse para aquele Ser que viria sob os seus cuidados. Então, aconteceu o casamento de Maria e José. Agora precisávamos achar um meio de o Mestre Jesus ser imantado àquele corpo físico que já estava em plena evolução. Pensamos em várias alternativas para esta imantação, porém, somente uma deu resultado, teríamos que diminuir a vibração do Mestre Jesus até um ponto que Ele coubesse neste novo corpo que agora já estava com alguns meses de vida. Jesus foi submetido a um processo doloroso de diminuição do seu poder, Ele teria que ser encaixado em um mínimo de energia para que o corpo da jovem senhora aguentasse a sua vibração ímpar.

Tivemos que construir uma cápsula para acomodar o que não poderia ser acomodado. Tivemos que construir uma cápsula para que suportasse a energia do Mestre Jesus. Depois de construída esta cápsula, através de mecanismos que não conseguiríamos descrever, o Mestre Jesus foi submetido a uma radiação que fazia com que a sua vibração energética fosse contida por alguns anos, para que com o passar dos anos terrenos, o próprio Mestre pudesse ativar pelo menos um pouco da sua vibração, para na madureza do seu corpo físico Ele pudesse potencializar toda a sua consciência 43


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crística, pudesse então ativar em si mesmo a sua energia criadora e amorosa neste corpo físico que agora o abrigava.

Assim foi feito. Nasce então o Mestre Jesus na Terra. Nasce num corpo físico Aquele que será a luz deste novo mundo que irá se formar através do seu exemplo amoroso de renuncia pessoal. Nasce para o mundo terreno Aquele que na espiritualidade é conhecido como o Mestre dos Mestres.

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O Processo Encarnatório de Jesus Após a escolha do casal que iria receber Aquele que seria a luz do novo mundo, começamos a preparar o Mestre Jesus para a jornada que Ele iria efetivar junto aos seus tão amados filhos Capelinos.

Jesus colocou-se a nossa disposição para começarmos o trabalho de diminuição de sua energia para que Ele pudesse caber na cápsula que nós havíamos criado. Este processo de diminuição da sua potencialidade ocorreu de forma breve, porém era um processo que causava desconforto para aquela autoridade que por puro amor aos seus amados irmãos, deixava-se amorosamente ser manipulado energeticamente para poder caber num corpo de uma jovem mulher terrena.

Seu corpo físico já estava sendo formado pelo organismo da jovem Maria. Depois de conseguido a diminuição energética do Mestre Jesus, nós o levamos para ser imantado àquele corpo que estava sendo preparado para recebê-lo. Maria nem sequer deu-se conta do que ocorria, manipulávamos o seu frágil corpo para que ele pudesse suportar tamanha energia advinda do Mestre Jesus. Apesar de termo diminuído sua energia ao máximo, Ele ainda era o Ser Supremo, Ele ainda detinha todo o seu poder natural, porém agora estava submetido às leis da encarnação física, agora estava fadado há esperar os meses que faltavam para que o seu corpo físico pudesse nascer para este mundo terreno.

No período que faltava para Ele nascer fisicamente, Jesus foi se ajustando à nova energia advinda do contato dos seus pais terrenos. Eles estavam ajustando as suas energias espirituais. Maria começou a sentir a movimentação do seu bebê, porém era o Mestre que estava tentando equalizar a sua energia com o seu novo corpo físico. Quanta doçura deste Ser que se submetia por pura vontade a 45


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ficar prisioneiro a um corpo físico para depois nascer num planeta que abrigava seres perturbados na senda do bem, quanto amor dedicado a todos os seres que aqui estavam congregados! Jesus na sua amorosidade ofertou o que de melhor possuía: o seu amor pleno por todos os seres que aqui estavam confusos na arte de amar a Deus sobre todas as coisas e amar os seus semelhantes como a si mesmos.

Diante de tão sublime ato de amor, todos nós da espiritualidade ficamos nos perguntando como um Ser poderia amar tanto assim, como um Ser deste naipe poderia se submeter às leis da encarnação física? Muitos Mestres espirituais já passaram pela Terra, mas em sua grande maioria, vieram dar os seus testemunhos em toda a sua potencialidade espiritual. A grande maioria que aqui se materializaram, vieram em suas formas gloriosas, se materializaram em suas vestes celestiais. Jesus quando optou por nascer neste mundo através do processo encarnatório normal pelo qual todos tinham que passar, optou por isto para que pudesse compreender através da vida material, o que os seus irmãos sentiam diante de tão dura prova ao perderem as suas consciências cósmicas e ficarem submetidos a um cérebro físico que nada sabia sobre as leis do Deus Pai e sobre o cosmo.

Ele passou por todo este processo para mostrar a todos que era possível passar por esta encarnação física e despertar em si mesmo a luz que existe em cada alma criada pelo Pai Celestial. Ele aqui veio, como cada um dos espíritos criados pelo Pai Amantíssimo vieram. Ele viveu seu nascimento terreno dentro dos padrões estabelecidos pela sua época cultural, Ele viveu e foi educado com a ótica do meio no qual estava inserido. Ele não se recusou a passar por nenhum momento da vida terrena que qualquer um poderia passar. Ele se deixou guiar inicialmente pelos seus pais terrenos, Ele aprendeu tudo o que era necessário para que sua encarnação fosse a mais normal entre todas as que 46


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ocorriam com frequência neste planeta azul.

Jesus não teve qualquer outro privilégio a não ser a escolha dos pais que iriam abrigá-lo durante os anos que passaria na Terra. A não ser isto a nada de especial teve direito o filho de Deus quando aqui esteve. Todos nós sabíamos que Ele havia deixado determinado que não poderia haver interferência de qualquer ordem na sua educação ou na sua missão terrena. Ele quis dar o seu testemunho ao mundo dos encarnados, mas para isso optou por passar pelas mesmas dificuldades, sentir as mesmas angustias que normalmente um ser humano passa na sua luta diária pela vida.

Jesus não teve de imediato a lembrança de quem era a nível cósmico. Ele viveu uma infância normal como qualquer outra criança, Ele sequer sabia que o acompanhávamos constantemente. Os seus canais espirituais estavam todos fechados na sua primeira infância. Com o passar dos anos terrestres, seu cérebro físico já estava quase pronto para suportar algum conhecimento dos seus poderes que se manifestavam com mais ousadia, mesmo diante da sua ignorância ao fato de como os possuía. Ele não entendia como podia mover as coisas do lugar com o seu simples pensamento, como podia se comunicar com os animais e de como conseguia liderar os outros meninos nas brincadeiras infantis. Ele se divertia com os seus poderes, para Ele era apenas mais uma brincadeira. Porém seus pais começaram a perceber que seu filho primogênito tinha poderes especiais e começaram a orientá-lo para que não os usasse na frente de todos e, aquilo passou a ser um segredo da família de Jesus.

E assim o menino Jesus crescia, mas também crescia o despertar dos seus sentidos cósmicos. Ele chegou à adolescência e ficamos preocupados como Ele iria controlar os seus poderes magnéticos. Maria sempre atenta às mudanças do filho ficava vigiando-o constantemente. Ela o orientava na medida do possível para que não usasse os seus poderes na frente de estranhos. Porém, aquela 47


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mulher via neste pequeno jovem o que ele poderia se tornar para o seu povo que há muito ansiava por se libertar do jugo do domínio dos Romanos.

Jesus crescia amadurecendo o seu corpo e seu cérebro físico. Neste momento é que Ele passou a despertar com mais consciência os seus poderes místicos. Em companhia de José de Arimatéia, seu grande amigo e aliado, vivenciou momentos de grande elucidação intelectual. Conheceu várias outras terras, conheceu outras formas de vivenciar as experiências terrenas e novas formas de ver e sentir o Pai Celestial.

Andou durante muito tempo e conheceu varias filosofias de vida e de religiões através das caravanas de José de Arimatéia. Quando retornou para a Palestina já era sabedor do que se passava no seu íntimo. Já entendia que havia um propósito para esta sua encarnação física, e a partir deste momento, nós passamos a andar mais junto do nosso Amoroso Rabi. Ele percebia a nossa presença, só que ainda não tinha conhecimento suficiente para entender do que se travava e do que representávamos naquela oportunidade. O Mestre foi aos poucos despertando em si mesmo todo o conhecimento que Ele detinha na sua potencialidade superior. Ele foi despertando em si mesmo todo o seu potencial de filho Uno com o Pai, mas isso levou algum tempo da sua maioridade espiritual e Ele já estava na fase adulta da sua vida terrena.

Agora Ele tinha recursos intelectuais suficientes para poder entender o que se passava no plano onde somente Ele enxergava. Agora Ele podia visualizar através da sua mente desperta o pano de fundo que envolvia a sua vida terrena. Ele começou a perceber o que se passava diante dos seus olhos e que ninguém mais podia ver a não ser Ele mesmo. Jesus, este Grande Ser, foi grande na Terra porque despertou em si mesmo a sua condição excelsa de Filho Uno com o Criador deste universo e de todos os universos que existem na seara do Pai 48


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Onipresente e Onisciente.

Assim começou a jornada evolutiva deste Ser que em poucos anos terrenos foi capaz de acender em si mesmo a sua luz divina. Foi capaz de trazer para este planeta o seu conhecimento cósmico. Foi capaz de armazenar no seu pequeno cérebro físico terreno um conhecimento universal das leis que regem este planeta e os outros planetas habitados do cosmo. Começava a preparação para este Ser dar o seu testemunho. Começava o momento do Mestre se mostrar dentro das suas características divinas para esta gama de espíritos endurecidos na arte de amar. Começava a escolha daqueles que iriam auxiliar o Mestre na sua jornada de amor por este planeta azul.

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A Escolha dos Apóstolos Quando o Mestre começou a pregar o seu futuro evangelho precisou ter próximos a si irmãos espirituais que se propuseram ainda na espiritualidade a ajudá-lo nesta fase da sua missão.

Muitos espíritos que trabalhavam com Jesus no Sistema de Orbum e, que fizeram parte da Rebelião Luciferiana, encarnaram neste planeta, para no momento em que O Mestre tomasse consciência da sua missão, os recrutassem, para em conjunto com Ele começarem a plantar a nova doutrina de amor que iria ser semeada na Terra. Estes seres vieram aqui com a missão sublime de ajudar aquele espírito de magnitude maior a plantar à semente do amor em cada coração humano, no entanto, muitos deles sequer o reconheceram!

Jesus passou muito tempo a observar a todos eles. Em cada viagem que realizava, Ele saía a procurar os seus futuros ajudantes, Ele buscava entre aqueles que estavam encarnados próximos a Nazaré, para que no futuro que estava a se mostrar, poderem efetivar a missão que eles se propuseram. O Mestre tinha por objetivo observar a todos estes seres em seu secreto, para assim agir nesta escolha com mais segurança. Passase o tempo e o Mestre já têm no seu íntimo as suas escolhas, já possui informações suficientes para preparar na espiritualidade aqueles que ficariam conhecidos na Terra como os apóstolos de Jesus Cristo.

Jesus sondou o espírito de cada um deles. O Mestre sabia com quem estava lidando, o que cada um era capaz de doar e de receber. Jesus sabia das limitações intelectuais de muitos deles, sabia que não poderia contar com os seus entendimentos para o que estava preste a ocorrer. Contudo, Ele sabia que todos iriam ser movidos principalmente pela fé que cada um tinha de forma muito autêntica nos seus corações terrenos, e Ele sabia da capacidade 50


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daqueles homens em amá-lo!

Jesus sabia que eles poderiam crescer espiritualmente após a sua morte física, Ele sabia que todos iriam traçar os seus objetivos de vida a partir da culminância da sua morte, que todos iriam se tornar os seus prepostos aqui na Terra.

Aquele que ficou na Terra conhecido como Judas Iscariotes era o mais intelectual de todos. Este havia tido a oportunidade de estudar no Sinédrio Judaico e detinha um grande conhecimento sobre as leis que regem este mundo material. Judas era o de todos o mais preparado para ajudar Jesus! Este estava mais desenvolvido para entender o verdadeiro caminho que esta doutrina teria que tomar. Porém, Jesus também sabia do seu orgulho intelectual, sabia da sua arrogância de conhecimento e que ele queria acima de tudo uma Judéia livre da dominação Romana. Porém, o Mestre apostou na capacidade de Judas de compreender os seus ensinamentos a respeito do amor. Jesus esperava que Judas conseguisse trazer para o seu entendimento terreno o seu conhecimento espiritual para que este lhe servisse de base nas posturas que o mundo material iria lhe exigir.

Jesus observou cada um dos seus futuros apóstolos e cada um deles tinha uma particularidade que o Mestre procurou estudar a fundo. Todos tinham como mérito a proposta individual de ajudar a divulgar o novo conhecimento pelo mundo. O Mestre se afligia diante das provas que estes homens teriam que passar. Diante das duras dores que eles teriam que enfrentar na divulgação desta doutrina que falava de amor. Jesus pensava em como livrá-los do sofrimento físico, de como aliviá-los diante das imposições e violências físicas as quais os homens iriam submetêlos para testar o seu amor pelo seu Mestre.

Jesus se preocupou profundamente com os seus apóstolos. Com cada um deles conversou na espiritualidade na tentativa de esclarecer aqueles espíritos do que ia acontecer na vida física. 51


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Pediu para que cada um tivesse cautela em aceitar tamanha prova de amor, mas que acima de tudo, todos estavam livres para recusar a proposta de serem os divulgadores desta nova doutrina. Jesus afirmava que entendia que o que Ele estava pedindo era muito duro, que entenderia se eles se recusassem a passar por tamanho sofrimento que iriam enfrentar na Terra por amor a todos os irmãos que estavam encarnados neste planeta querido. Jesus endereçou os seus melhores votos para todos. Porém, nenhum deles recusou este concurso de amor, nenhum deles se recusou a ajudar o seu Mestre nesta missão que o Pai Celestial propôs a cada um deles. Espiritualmente, todos mantinham suas boas intenções na implantação do reino de amor aqui na Terra.

Jesus então passou a recrutar cada um deles para a sua jornada evolutiva na fixação mental dos seres humanos a respeito do amor, do amor que salvaria a todos e que daria uma nova direção a este planeta azul.

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O Mandato Amoroso de Jesus na Terra Depois da escolha dos seus apóstolos, O Mestre começou o seu mandato de amor no planeta Terra. Jesus começou junto com seus irmãos espirituais a divulgar a doutrina de amor que iria acender novamente nos corações humanos o amor pelo seu semelhante e, principalmente pelo Pai Celestial. Jesus começou a sua doutrina de amor pelo rio Jordão, começou a pregar após o seu batismo pelo seu irmão espiritual João Batista. Ao se encontrar com João Batista, Jesus acendeu em si mesmo a sua unicidade com o Pai, acendeu em si mesmo todos os seus conhecimentos adquiridos através da jornada evolutiva até chegar a ser o Preposto do Pai neste planeta azul.

Jesus sob as Hostes Celestiais foi banhado de luz cósmica, foi banhado para começar o seu percurso amoroso para o engrandecimento desta humanidade que agora se constituía neste orbe terreno. Após a sua peregrinação pelo deserto e após a escolha dos seus apóstolos, Jesus começou a sua pregação amorosa. Finalmente, na idade madura física, Aquele que ficou na Terra conhecido como Jesus de Nazaré, o Filho do Homem, começou a sua jornada evolutiva para engrandecer este mundo como uma nova luz a resplandecer por todo este planeta até então desgovernado e sem rumo. Jesus começou a sua pregação pela Palestina. Começou na sua própria terra o seu mandato de amor, entretanto, não foi reconhecido na sua própria terra! Assim, ele foi para Betânia em busca de seu amigo Lázaro, e foi através deste seu amoroso amigo que Jesus encontrou guarida entre os judeus da sua época.

Ao se dirigir ao Sinédrio Judaico Jesus já sabia antecipadamente que não encontraria ali nenhum aliado, que encontraria inimigos prontos para defender os seus interesses particulares de ganho fácil. 53


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Jesus observou a todos, estudou os seus espíritos profundamente. Ele sabia de antemão o que poderia esperar de cada um deles. Talvez por isso não se surpreendesse com nenhuma atitude vinda destas pessoas que tramaram contra a sua vida. Aos poucos, o Mestre foi observando o templo do seu Pai e ficou assustado com tudo o que viu. A casa do seu Pai estava sendo profanados por seres físicos e espirituais em rituais de matanças de animais em nome Daquele que era somente amor e que em nenhuma hipótese haveria de aceitar qualquer imolação de quem quer que fosse para somente obter favores de sua parte. Seu Pai não era aquele que estes seres proclamavam como Deus. O Pai não era aquele que os judeus estavam colocando como um pai severo e destruidor, que precisasse de sacrifícios para ser aplacada a sua ira ou para se conseguir algum benefício material ou espiritual.

Jesus a tudo observou calado, mudo em sua expressão amorosa. Porém espantado com tamanha desagregação provocada por um conhecimento desarmônico a respeito Daquele que nos deu a vida. Jesus muito caminhou pelas ruas de Jerusalém, queria conhecer o seu povo. Observou a tudo e a todos. Verificou que a sua missão seria difícil. Não seria tão simples convencer aquelas pessoas que o reino do Deus Pai somente seria plantado na Terra se todos aprendessem a se amar mutuamente. Como iria convencer aquele povo que já tinha dentro de si o germe da rebeldia pela dominação imposta pelos romanos a simplesmente amar os seus inimigos, a amar os seus semelhantes; a doar o que eles tinham; a amar o Deus Pai acima de todas as coisas? Como poderia convencê-los de que o seu reino não era aqui na Terra, que eles tudo podiam no reino do Pai desde que eles se respeitassem mutuamente? Jesus tudo percebeu em seu silêncio amoroso. Voltou para casa de seu amigo Lázaro com o coração pesado pelo que havia visto e sentindo. Lázaro percebendo o seu ar de desencanto perguntou-lhe o que aconteceu para deixá-lo tão triste. Jesus então lhe explicou que a sua missão ia ser mais difícil do que Ele havia imaginado, que 54


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estes seres criados pelo Pai ainda não estavam prontos para receber um novo ensinamento no qual Ele era Preposto. Eles ainda não estavam prontos para aceitar um Pai Amoroso e Justo, ainda não estavam prontos para perdoar incondicionalmente! Jesus explicou a Lázaro a sua angustia pessoal em levar os seus apóstolos para junto dos lobos do Sinédrio e o que isso representaria para a vida destes seres que escolheram seguir na missão da qual o Pai Celestial os havia investido. Jesus olhou para o seu amigo Lázaro e orou para que os corações dos povos aos quais ele iria pregar os mandamentos do Pai fossem pelo menos parecidos com o coração do seu amigo Lázaro que era um coração bondoso e puro, pronto para aceitar o reino do Pai na Terra.

Jesus conversou com seus apóstolos e explicou como seria difícil a missão de convencer aquelas almas da existência de um Pai Amoroso e Justo. Jesus olhando com grande amor para um mundo espiritual que somente Ele conseguia visualizar, assim falou:

- Pai seja feita a tua vontade. Estou aqui para te servir, seja sempre feita a tua vontade e não a minha. Assim, o Mestre espiritual de toda a humanidade começou a sua jornada evolutiva neste planeta azul. Jesus junto com os seus apóstolos se dirigiu para Jerusalém perto das festas comemorativas da Páscoa, e diante de todos os judeus começou o seu mandato de amor na Terra.

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O Apostolado de Jesus na Terra Após a escolha dos apóstolos Jesus seguiu para a Palestina na época da Páscoa dos Judeus. Jesus efetivou a sua entrada na cidade conforme anunciavam as antigas escrituras. Fez questão de seguir todos os preceitos estabelecidos pelos profetas do passado para que o povo hebreu não duvidasse que Ele fosse o messias esperado por tantos anos.

Jesus e seus apóstolos chegaram a Jerusalém antes da comemoração da data festiva da Páscoa. Ele junto com seus seguidores foram para o Sinédrio Judaico em busca daqueles que se alvoroçavam contra Ele. O Mestre queria pregar ao seu povo no pátio do Sinédrio Judaico para que todos pudessem ouvi-lo. Jesus manifestou-se em toda a sua autoridade de preposto do Pai Celestial!

Jesus entrou na cidade conclamado pelos habitantes como aquele messias tão esperado, o salvador daquele povo tão sofrido. O Mestre que a tudo observava, olhava para aquele povo tão sedento de amor, tão sedento de algo que lhe mudasse a vibração complicada. Orou ao Pai para que este o socorresse nos momentos que se aproximavam. Após as comemorações da Páscoa, Jesus e seus apóstolos foram descansar no Monte das Oliveiras. Neste local o Mestre sabia que iria se desenrolar o seu destino, neste pequeno jardim Jesus sabia que sua vida física seria ceifada para que Ele alcançasse a gloria eterna diante do Pai! Jesus esperou que todos os acontecimentos previstos acontecessem, pedindo ao Pai que o ajudasse a suportar o que estava por vir. Então, Jesus viu aproximar-se a legião de soldados romanos que iriam lhe tirar do seu lugar sagrado.

Quando aproximou-se dele o apóstolo Judas Iscariotes beijando-lhe a face direita. O Mestre já sabedor de tudo o que se passava, olhou ternamente para o seu apóstolo querido e lhe 56


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desejou espiritualmente votos para que ele logo se restabelecesse daquele equívoco que agora nesta vida cometia. Jesus sabia que aquele homem iria passar vidas e vidas em busca de instaurar em si mesmo toda a dor e o sofrimento do qual agora ele era o causador Naquele que somente ofertava amor.

Em nenhum momento Jesus teve raiva ou qualquer sentimento de rancor por Judas. Jesus compreendia as suas motivações principais e sabia que ele o amava acima de tudo! Sabia que Judas achava que Ele não se deixaria prender tão facilmente e não contava que Ele se entregasse sem levantar um dedo contra aqueles homens que vieram prendê-Lo. Judas tinha plena convicção dos poderes do seu Mestre e achava sinceramente que Jesus iria lutar e chamar os outros apóstolos para se juntar a Ele na defesa da sua vida e na revolução que traria a liberdade para o seu povo, aquele povo que foi escolhido pelo Pai Criador deste universo para ser a nação que guiaria o mundo!

Judas não tinha a menor dúvida de que o seu Rabi não se deixaria prender. Contudo, ele não contava que o seu amado Mestre simplesmente se deixaria levar por aquela legião de romanos, pois que certa era a sua morte. Judas quando se deparou com a prisão do Mestre não acreditou no que estava acontecendo. Ele não entendia porque o Mestre que possuía poderes tais que era somente levantar um dedo e todos aqueles homens iria desaparecer da vista de todos, como Ele podia se deixar prender sem lutar? Como Ele havia se deixado levar sem que pedisse a seus apóstolos que o defendesse contra aquela prisão que o levaria certamente à morte física? Como o seu amado Senhor estava se deixando levar tão amavelmente sem nenhuma tentativa de se ver livre da morte certa? Judas não compreendia essa atitude de Jesus. Quando o levaram, Judas ficou olhando o horizonte sem entender o que acontecia. Então, ele simplesmente se deu conta dos ensinamentos do seu amado Mestre e viu que havia cometido o pior dos equívocos, 57


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havia traído o seu Mestre não somente porque o entregou para o Sinédrio Judaico, traiu o seu Mestre porque não O entendeu, porque não conseguiu plantar no seu cérebro físico o amor do qual o Mestre tanto lhe falava. Judas lembrou-se das diversas conversas que seu Mestre e Senhor havia tido com ele. Jesus sempre o alertava para a verdadeira compreensão da sua doutrina, Ele sempre o alertava de que o seu reino não era deste mundo e que a sua arma era o amor que ele espalhava para todos os seres viventes deste planeta! Judas chorou de amargura por não ter tido a capacidade de entender as palavras do seu Mestre amado. Como Ele o amava e agora Ele estava sendo enviado para a morte! Judas não aguentou o peso da sua decisão, do seu orgulho desmedido e da sua arrogância intelectual. Judas tirou a sua própria vida para assim apagar os erros que ele havia cometido com o seu Mestre Jesus.

Jesus foi levado para ser julgado pelo Sinédrio Judaico. Chegando lá encontrou-se com o seu amigo José de Arimatéia e o mestre Nicodemos. Jesus com o seu olhar transpareceu para aqueles homens que já sabia do seu destino e que eles nada podiam fazer para livrá-lo disso. O Mestre diminuiu o seu poder vibracional para que aqueles que se juntaram contra Ele pudessem realizar os seus planos sem a sua interferência energética. Até no momento mais crucial do seu mandato amoroso, Jesus respeitou a todos os filhos equivocados na postura individual de tudo poder em nome Daquele que representa somente amor.

Jesus foi julgado e condenado à morte na cruz. O Rabi foi julgado pelos judeus e pelos romanos, sendo condenado por algo que não fizera, sendo condenado somente por amar a todos de forma incondicional e por propagar a idéia de um Pai Amoroso e Justo. Jesus a tudo escutou sem interferir em nada, Ele por amor aos seus semelhantes se submeteu às hostes do mundo. Submeteu-se ao poder temporal em respeito a todos que aqui estão submetidos 58


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a estas mesmas leis.

Este grande Ser jamais usou seus poderes cósmicos para salvar a si mesmo! Jamais utilizou seus poderes para se beneficiar da sua posição excelsa de filho de Deus encarnado na Terra. Jesus foi submetido a dores atrozes, seus algozes eram cruéis! Mas Ele nada reclamou, Ele nada fez para evitar a sua dolorosa participação naquela Via Crucis que O levou para junto do Pai Celestial.

Jesus se submeteu à dor do mundo, trouxe para si todas as marcações que aqueles filhos imprudentes estavam lançando sobre os seus próprios espíritos. Por puro amor, Ele sequer permitiu que aqueles que agora o maltratavam fisicamente sofressem qualquer injunção cármica. Porém, aqueles mesmo espíritos quando se deram conta do que havia acontecido e o que eles haviam provocado, alguns deles, trouxeram para si o trauma consciêncial de ter ajudado a matar Aquele que veio para ser a luz deste mundo terreno, por ter matado o seu Mestre querido, o Senhor do Sistema de Capela.

Estes seres quando desencarnaram é que perceberam que tinham cometido o pior equívoco que poderiam ter praticado, tinha ajudado as hostes das trevas a matar o seu Mestre Jesus, o Comandante de Orbum, O Senhor do Universo! Mas Jesus sabedor do drama consensual que iria estabelecer nas suas futuras vivências físicas, no instante dos acontecimentos já os havia perdoado! Já havia pedido ao Pai para aliviá-los nos seus sofrimentos. Este Ser divino pensou em todos, ajudou como pôde a todos os envolvidos na sua morte física. Porém, a cada um segundo as suas obras. E nem mesmo o Mestre poderia livrá-los das suas atitudes tresloucadas diante do universo. Mas o Pai é sempre misericordioso, e para cada um daqueles espíritos que participou desta ignomínia humana foi deixado um legado para que no futuro pudessem de alguma forma 59


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purgar das suas consciências o trauma por fazer sofrer aquele Ser tão amado por todos.

Jesus morreu para esta existência física, porém, agora Ele estava livre do corpo que o aprisionava. Após o tempo que Ele mesmo determinou como necessário para a sua ressurreição, Jesus voltou para convivência dos seus futuros prepostos aqui na Terra. Começava um novo capítulo da história do Senhor Jesus na Terra. O Seu corpo físico foi transmutado para um corpo de densidade mais sutil até chegar a um dos Seus corpos cósmicos.

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A Ressurreição de Jesus Após a crucificação do Mestre Jesus seu corpo físico foi levado para a sepultura cedida pelo seu amigo José de Arimatéia. Jesus foi limpo e vestido adequadamente por seus amigos que agora tomavam conta do seu corpo físico. Após os ritos necessários da tradição judaica, a sepultura de Jesus foi fechada com uma grande pedra que bloqueava a entrada e a saída daquele recinto.

Jesus assim ficou pronto para a nossa intervenção no seu mandato de amor na Terra. Assim começava o nosso trabalho. Com a libertação do Mestre do seu corpo físico, ele já consciente e investido dos seus poderes cósmicos trabalhava em conjunto conosco para a sua volta a este plano físico. Jesus nos orientou como deveríamos proceder para que o seu corpo físico fosse transmutado em um corpo espiritual.

Diante de um trabalho que levaria alguns dias para ser realizado, nós em conjunto com o Mestre, passamos a elaborar um plano de atuação sobre as células daquele organismo morto para que Ele voltasse novamente à vida e passasse por uma depuração dos seus órgãos, para em seguida, voltar a viver dentro de uma natureza mais sutil. Estávamos diante de um processo já efetivado com Lázaro, porém com uma diferença, com Lázaro era somente fazer com que as células do seu corpo físico voltassem a funcionar! Com Jesus era diferente, além de fazer com que as células do corpo físico do Mestre voltassem a funcionar, elevar a sua vibração física para uma frequência maior para que suas células e seu organismo passassem por uma transmutação que os deixaria mais leves, mais sutis. Depois de passados os três dias preditos pelo Mestre para a sua volta a este plano físico, Jesus foi imantado a este corpo espiritual para recomeçar o seu mandato amoroso na Terra. Jesus voltou a este mundo com uma nova vestimenta, voltou a este mundo com uma das suas vestimentas cósmicas, era a mais leve de todas, era a única que poderia aguentar a vibração emanada 61


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por este planeta tão complicado. Jesus voltou em toda a sua glória para junto daqueles homens que estavam desconsolados com a sua morte física. Nenhum deles lembrou-se da promessa do Mestre! Nenhum deles lembrou que o Mestre repetia constantemente que ergueria o seu templo em três dias, que ergueria o templo construído pelo seu Pai em três dias terrenos! Apenas as mulheres que sempre acompanharam o Mestre tinham dentro dos seus corações a impressão de que não era o fim daquele homem que elas tanto amavam, elas o esperavam com todas as suas forças espirituais.

Quando Maria Madalena, amiga de Jesus, veio a seu sepulcro para banhá-lo em óleo perfumado, teve uma grande surpresa ao se deparar com um homem que dela indagou: - Por que choras mulher?

- Ela respondendo-lhe afirmou que chorava porque seu Mestre havia morrido há três dias e que ela se dirigia ao seu túmulo para banhá-lo em óleo.

- O homem que a saudou falou-lhe: a quem procuras não irás encontrar naquele túmulo, Ele já está pronto para recomeçar o seu trabalho. - Maria, não me reconheces?

- Maria Madalena percebendo que se tratava do seu Mestre Jesus, caiu ao chão em pranto. - Mestre, o que fazes aqui fora do teu túmulo?

- Jesus sorriu por Maria não ter entendido ainda que houvesse ressuscitado e então lhe falou: Maria vai aos outros apóstolos e os avise que Eu voltei e que irei em breve visitá-los! Vá em paz minha irmã espiritual.

Maria Madalena obedeceu ao seu Mestre e após verificar que seu túmulo encontrava-se vazio, partiu em direção onde estavam os outros apóstolos. Lá chegando, tomada pela emoção avisou62


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os de que o Mestre havia voltado e falado com ela. Os apóstolos que estavam ainda assustados com todos os acontecimentos não acreditaram naquela mulher. Acharam que eram somente delírios de uma mulher que não aceitava a morte de seu Mestre. Pedro, este apóstolo mais duro com as diretrizes judaicas com respeito ao tratamento dado às mulheres da sua época, foi o primeiro a duvidar que o Mestre aparecesse para uma simples mulher. Como o Mestre iria escolher uma mulher para ser a primeira a encontrá-Lo após a sua morte? Para aquele homem simples e rude isso era impossível de acontecer.

Pedro acompanhado de outros discípulos foram lá verificar o que a mulher falava e quando chegaram ao túmulo de Jesus, verificou que este estava vazio, que não havia sinal sequer de arrombamento, a pedra simplesmente estava ao lado do túmulo na direção em que alguém que havia saído de dentro dele a tinha empurrado. Todos eles ficaram com muito medo, até os romanos que estavam de guarda no túmulo de Jesus não tinham como explicar aquele acontecimento. Nada tinham visto, nada tinham a explicar para aqueles homens, porém sabiam que teriam muito que explicar para o Sinédrio Judaico.

Pedro retornou para o lugar em que os outros apóstolos estavam reunidos e com grande alvoroço afirmou que o túmulo do Mestre havia sido violado. Somente o apóstolo João lembrouse das palavras do seu Mestre: destruam este templo que o Pai construiu e eu o reerguerei em três dias. Somente aquele apóstolo atinou para o que de fato estava acontecendo. - Olhando para Maria Madalena perguntou-lhe:

- Maria de fato era o Mestre que viste há poucos momentos?

- Maria respondendo que sim, João então teve a certeza de que o Mestre havia voltado! E com grande alegria disse para todos: - O Mestre ressuscitou! O Mestre voltou para junto de nós! 63


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Houve entre os apóstolos um surto de histeria com relação a este fato, uns acreditavam, outros duvidavam e nenhum deles reparou no homem que estava em pé muito próximo a eles a observar a cena que acontecia naquele momento. Jesus estava agora materializado para aqueles homens, e eles tão assustados que nem percebiam a sua presença.

João, o apóstolo mais novo entre eles, com a sua sensibilidade espiritual percebeu uma nova energia no recinto em que eles se encontravam e reparando naquele homem que ele não conhecia muito próximo a eles, reconheceu os traços de seu amado Mestre, e explodiu em felicidade quando afirmou para todos: - O Mestre está entre nós!

Todos ficaram emocionados quando O reconheceram, os que haviam duvidado da sua volta queriam tocá-lo para poder acreditar na sua ressurreição. Porém, O Mestre ainda não podia ser tocado, o seu corpo espiritual ainda estava em fase de adaptação a esta energia terrena. Jesus pediu que naquele instante nenhum deles o tocasse, mas que em breve todos eles iriam poder abraçá-Lo na misericórdia do Pai.

Jesus afirmou o seu imenso amor por todos pedindo-lhes prudência nas suas atitudes, mas que acima de tudo, confiassem no Pai que a todos protegia. Jesus lembrou-os de que o seu reino não era deste mundo e que o seu tempo na Terra estava se esvaindo, mas que Ele ainda iria permanecer por algum tempo neste plano físico.

Entretanto, neste momento precisava voltar para completar o processo de transmutação do seu corpo espiritual, para poder em breve conviver de forma plena entre aqueles que Ele tanto amava. Jesus ausentou-se por algumas horas deste plano terreno. Foi levado pela nossa equipe que O estava auxiliando neste processo de preparação do seu corpo espiritual, para que quando chegasse o momento, o Mestre pudesse conviver por mais algum tempo entre 64


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os seus irmãos terrenos.

Assim, os apóstolos ficaram recolhidos no seu mutismo pessoal. Para aqueles que acima de tudo amavam o seu Mestre e que acreditavam que Aquele era um Deus encarnado na Terra, vibraram de emoção com a sua promessa de em breve retornar para mais um período entre eles.

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Jesus Glorificado Quando Jesus morreu fisicamente e seu corpo foi glorificado, Ele voltou a este plano material para estar junto dos seus apóstolos. Jesus sabia que seria difícil para eles aceitarem a sua morte, sabia que poucos ou nenhum deles iriam se lembrar da sua promessa de que voltaria a esta existência três dias após a sua morte física. Quando decorrido o tempo necessário para a transmutação do seu corpo físico em seu corpo glorioso, Jesus voltou a se comunicar com seus tão queridos irmãos espirituais. Jesus queria retornar para acalmá-los moralmente e para lhes instruir no novo seguimento que teriam que tomar na divulgação da doutrina de amor por todos do mundo.

Jesus sabia da confusão das suas mentes, sabia que todos estavam, moralmente falando, arrasados! Que todos estavam sem ânimo para prosseguirem com o que foi deixado pelo seu Rabi. Sabia que todos estavam com medo de serem mortos pelo Sinédrio Judaico.

Quando o Mestre apareceu para eles, percebeu toda a confusão que emanava de seus espíritos, percebeu que teria que passar mais tempo do que o previsto próximo a eles para que pudessem se fortalecer espiritualmente, para começarem a evangelizar em nome desta nova doutrina de amor que seria lançada entre todos os povos deste planeta. Pedro, seu apóstolo mais duro nas suas convicções íntimas, era o mais assustado. Ele ainda estava sofrendo moralmente por ter negado o Mestre Jesus, ainda estava se corroendo em amargor por ter negado o seu Mestre tão amado. Achava que não era mais digno de receber a visita do seu Rabi. Quando Jesus apareceu para todos, Pedro tentou se esconder daquele Ser que se apresentava tão amorosamente. Jesus em todo o seu esplendor cósmico olhava para todos com grande compaixão 66


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das suas dúvidas e medos terrenos. Percebia em cada um a dúvida deste mandato de amor, o medo da morte e o que teria que ser feito após a sua partida definitiva da Terra. Jesus a tudo sentiu e rogou ao Pai forças para conseguir acalentar cada uma destas pessoas que agora se mostravam fracas diante dos fatos, mas que no futuro que estava por vir, tornar-se-iam gigantes em defesa da doutrina de amor elaborada por Jesus. Tornariam-se gigantes na demonstração da fé que iria guiá-los através das trevas que este mundo ainda teimava em instaurar neste planeta. Jesus sabia das fragilidades daqueles homens, mas também sabia da capacidade de cada um em agir em seu nome e propagar a fé no amor ao seu semelhante e no amor ao Pai Celestial. Sabia que cada um seria capaz de dar a sua vida em nome deste amor que eles ainda não tinham tão bem definido em seus corações, mas que após a sua partida definitiva para o Sistema de Capela, estes homens iriam acender a Centelha Divina que existe em cada um e agiriam como deuses aqui na Terra. Sabia que iriam divulgar por todo o mundo a proposta de amor que Ele havia deixado como legado para todos os seres humanos deste planeta. Jesus passou a caminhar junto de seus apóstolos por mais algum tempo. Visitou seus entes queridos, se despediu e acalmou o coração daqueles que ainda sofriam com a sua morte física. Mas a sua atenção estava voltada para aqueles homens que seriam os seus prepostos aqui na Terra.

Jesus queria os fortalecer para que a jornada que eles teriam que efetivar fosse o mais suave possível. O Mestre novamente reafirmou o seu compromisso com cada um daqueles homens, para cada um pediu cautela no seu procedimento e os avisou do que poderiam sofrer fisicamente e moralmente com a divulgação da doutrina, e isso o Mestre não poderia evitar, já que era o livre arbítrio de todos fazerem o que achassem correto e Ele não iria interferir por respeito aos seus tão amados filhos. O Rabi reuniu todos os seus discípulos e apóstolos na 67


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espiritualidade para cada um definir um plano de atuação. Com cada um definiu o que ele poderia aguentar e até onde poderia chegar. Jesus a todo instante dava o seu testemunho de que não era necessário que passassem por tudo aquilo, que todos estavam livres para não cumprirem com as suas missões. Mas cada um deles novamente reafirmou a sua vontade de continuar na missão da qual O Pai os investiu. Acima de todas as dores físicas sabiam que ali estava em jogo todo um planejamento da Hierarquia Celestial, que o seu Mestre havia sofrido muito para chegar até aquele momento, então porque eles iriam desistir por medo de enfrentar o poder do mundo terreno?

Eles sabiam que aquele momento era crucial para que o reino do Deus Pai fosse propagado para que todas as gerações futuras pudessem conhecer a doutrina de amor deixada pelo Rabi da Galiléia. Eles sabiam que seria através deles que este conhecimento chegaria às gerações futuras e que se eles desistissem desta divulgação, então tudo seria perdido e o sacrifício feito pelo Mestre Jesus teria sido em vão. Todos aceitaram a missão que lhes cabiam e numa grande assembléia de amor, Jesus comandou a oração final daquela reunião espiritual.

O Mestre conviveu mais algum tempo com seus discípulos no plano físico apoiando-os o quanto foi possível. Quando percebeu que todos já estavam convictos do que teriam que realizar neste mundo terreno, percebeu que tinha chegado o momento da sua volta para o Sistema de Orbum, para de lá ajudar os seus prepostos aqui na Terra.

Jesus convidou os que o amavam para poder se despedir de todos ao mesmo tempo. Jesus olhou com compaixão para cada uma daquelas criaturas e subiu ao céu para nos encontrar, pois que estávamos com nossas naves estacionadas muito próximas do monte onde todos estavam reunidos. Jesus em seu corpo glorioso foi subindo aos céus até nos encontrar para que seguíssemos em 68


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nossas naves para o Sistema de Capela, para Orbum, de onde O Mestre comandaria e ajudaria os seus entes amados. Jesus retornou para a sede do planeta Orbum para de lá organizar a sua segunda volta, para de lá plantar as sementes que este mundo iria precisar para que as futuras gerações pudessem recebê-Lo novamente neste planeta azul.

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CAPÍTULO III


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

A Segunda Vinda de Jesus a Terra

E

stamos vivenciando um novo tempo neste planeta azul. Estamos vivenciando uma nova era para todos os seres congregados neste orbe terreno. Os tempos são idos, Jesus nosso mestre espiritual está em via de se materializar diante de todos os seres encarnados e desencarnados, diante de toda a população deste mundo físico. Jesus está com a sua nave estacionada muito próxima a Terra aguardando o momento certo do seu retorno a este tão maravilhoso planeta.

Na espiritualidade, seres que compõem a Hierarquia Celestial foram chamados logo após o retorno do Mestre Jesus da sua jornada pelo planeta Terra, bem após a sua última aparição no seu corpo glorioso para os seus irmãos terrenos. Fomos chamados para começarmos a preparar a sua volta num futuro longínquo da Terra, fomos chamados para que quando chegasse o tempo devido, Jesus, esta entidade cósmica, pudesse voltar a Terra para novamente dar o seu testemunho de amor a todos os seres que estão encarnados e desencarnados neste mundo material.

Jesus nos pediu para que elaborássemos um plano de ação para o seu futuro retorno a este longínquo planeta. Ficamos novamente com a missão de elaborarmos um corpo para que esta potencialidade que é Uno com o Pai, agora retornasse em toda a sua glória para este planeta, porém numa glória que não causasse impactos aos seres que estivessem encarnados na Terra. Imagine se o Mestre retornasse em toda a sua potencialidade cósmica, como os seres que não estão habituados a sentirem uma vibração do seu naipe suportariam tamanha energia vibratória junto aos seus corpos tão limitantes, tão energeticamente menores que a carga vibracional do Mestre Jesus? Ele que a todos ama, não quer causar nenhum choque vibracional naqueles que ainda não estão preparados para a sua 71


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volta a este planeta para dar início ao andamento necessário para que o ser humano fique mais próximo de toda uma comunidade de seres que os aguardam ansiosamente.

O Mestre se preocupou desde o principio como seria o seu retorno a este planeta azul. Já faz mais de dois mil anos terrenos que este Ser especial deu o seu testemunho de amor a este planeta. Desde a sua volta para a nossa convivência na espiritualidade que planejamos como será o seu retorno a esta população de seres que ainda não possuem uma visão espiritual para entender este grande acontecimento: a segunda vinda de Jesus e de toda a sua comitiva sideral ao planeta Terra. Quando o Mestre aqui retornar, Ele virá acompanhado de toda a sua comitiva cósmica! Virá também acompanhado dos mestres espirituais que deram os seus testemunhos amorosos no planeta Terra e que agora voltarão juntamente com Jesus para saldá-los na graça deste Pastor Cósmico.

Quando Jesus aqui chegar, e isto está muito próximo de acontecer, Ele que nos pediu para que elaborássemos um planejamento para a sua segunda vinda a este planeta, Ele que nos pediu para que víssemos a melhor forma de fazê-lo para que não chocasse a sensibilidade de seus tão amados irmãos, agora nos pede para que, neste tempo de vida terrena, colocássemos em prática o que nós elaboramos: a nossa estratégia montada para o seu retorno triunfal a este planeta azul. Nós sabemos que muitos terão um choque muito grande quando se depare com as nossas naves estacionadas no espaço aéreo terreno, mas também sabemos que para uma grande parcela da população terrena esta será uma visão maravilhosa!

Para o poderio do mundo, para aqueles que tentam a todo custo dominar o planeta, este será um dia de muito alvoroço para as hostes trevosas que tentam colocar medo nesta população com respeito às naves e com respeito aos seres que habitam em outras moradas do Pai Celestial. Estes seres que ainda estão equivocados 72


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nas suas posturas individuais e coletivas usarão de todos os artifícios possíveis para assustar a população terrena e usarão de meios escusos para que os grandes dominadores do mundo material que possuem armas atômicas tentem usá-las contra nós! Porém, fica avisado de que também estaremos preparados para nos defender contra aqueles que tentarem acabar com esta proposta de amor, com uma missão de paz que será comandada pelo maior de todos os comandantes siderais: O Senhor Jesus.

Nós estaremos prontos para defendermos de forma pacífica, mas com grande eficiência, Aquele que trará novamente a luz que guiará este mundo para que os seres tendentes ao bem deste planeta possam finalmente alcançar a sua cidadania cósmica. Agora, quando o Mestre retornar a este planeta azul, não mais retornará como um simples homem encarnado! Agora Ele virá investido com as armas do Pai Celestial, e se Ele vem investido das armas do Pai Celestial só poderá vir repleto de amor para distribuir entre aqueles que tentaram, apesar das dificuldades terrestres, implantarem aqui na Terra o reino de amor e de respeito aos seus semelhantes.

Jesus quando na Terra esteve disse que o seu reino não era deste mundo, disse que havia muitas moradas na casa do seu Pai. Agora Ele retornará para mostrar a todos os seres encarnados neste mundo físico, que o Pai criou seres e moradias de todos os naipes vibracionais para que pudessem evoluir dentro das suas necessidades individuais e coletivas. No cosmo existe muita diversidade de vidas e muitas formas de existir, esta vida física é uma das mais primitivas, é a única que desconhece o seu passado cósmico, é a única que não tem contato com os seus irmãos siderais! Mas este tempo de degredo está por acabar! O Mestre Jesus depois de dar o seu testemunho no passado terreno, em breve retornará a este globo para alavancar o progresso desta humanidade 73


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física, para abrir novamente a comunicação entre irmãos que foram separados pelas agulhas do tempo sideral.

Desenvolvemos um corpo glorioso para que o Mestre retorne a este planeta em toda a sua glória, cercado pelos seus prepostos e investido pelo amor do Pai para recomeçar o seu mandato de amor, porém, desta vez, investido em toda a sua aura cósmica, investido em toda a sua potencialidade de Ser excelso, de Ser Uno com o Pai. Em breve, Aquele que foi a luz deste mundo retornará junto com aqueles que na Terra ficaram conhecidos como os apóstolos de Jesus. Cada um virá para dar o seu testemunho de amor a estes seres tão queridos por toda uma população cósmica e para novamente reacenderem o amor pelo nosso Pai Amantíssimo. Todos aqui virão dar os seus testemunhos para a jornada evolutiva deste planeta azul em direção à convivência com os seus irmãos cósmicos, com os nossos irmãos que vivem em outros recantos do universo sideral.

Os tempos são idos. O Mestre está pronto para distribuir o seu amor por todo este planeta. Jesus que é somente amor vibra por retornar a este planeta e trazer junto com Ele o esclarecimento maravilhoso de que somos filhos do mesmo Pai, de que estamos todos juntos na senda da evolução espiritual, para que possamos um dia nos reunir ao Pai Amantíssimo. Agora não tarda o seu retorno. Agora os anjos da sétima trombeta já estão tocando para que todo o universo saiba que os tempos se aproximam. Que logo o Mestre virá a este planeta e mostrará a todo o universo que estes seres terrenos são protegidos e amados pelo Comandante Geral de toda a frota que está estacionada muito próxima a Terra. Senhores do mundo, o tempo de paz está muito próximo de se instalar na Terra. Todos aqueles que não forem compatíveis com este grande acontecimento, serão convidados a se retirar deste 74


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planeta para que aqueles que aqui ficarem voltem a sua atenção, agora não mais para o mal que envolve muitas nações e muitos povos deste mundo material, mas que voltem a sua atenção para evoluírem dentro dos preceitos estabelecidos pelas leis cósmicas. Agora a atenção dos seres humanos estará totalmente voltada somente para a construção do Reino do Deus Pai na Terra. Irmãos temos toda a eternidade para alcançar o que muitos mundos já alcançaram em termos de crescimento espiritual, moral e intelectual. Vocês ainda têm muito que aprender, o que desenvolver, porém agora crescerão sob as auspiciosas ordens do mentor espiritual desta terra tão sedenta de amor. Agora vocês poderão contar com a ajuda dos seus irmãos que já estão mais adiantados na busca pelo encontro de suas vibrações superiores. Em breve vocês também alcançaram um novo patamar de comportamento espiritual que os deixarão mais próximos dos nossos irmãos espirituais cósmicos.

Eles muito ajudarão nestes novos tempos! Famílias há muito separadas, serão novamente aproximadas. Seres que estão ansiosamente esperando somente a ordem do Mestre Jesus para começarem o seu mandato de amor na Terra. Irmãos não tenham medo, Jesus aqui virá para comandar pessoalmente todo este processo! Todos os grandes Mestres que passaram por este planeta e que deram os seus testemunhos virão em uma grande comitiva para saudar Aquele que se tornou homem na Terra para ajudar aos seus tão amados irmãos! Todos os apóstolos aqui virão acompanhando O Mestre para recomeçarem o seu apostolado de amor junto dos seus irmãos terrenos. Os tempos são breves! Fiquem na graça do Deus Celestial certo do reencontro com o nosso comandante Jesus. Abraços fraternos de todos os irmãos siderais.

Aya Fa Yel

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Que a Paz esteja Convosco Filhos amados, Eu que fiquei conhecido na Terra pelo nome de Jesus de Nazaré, retorno a este planeta para mais uma missão amorosa. Retorno a este planeta como preposto de Deus Pai Amado. Retorno a este planeta para terminar o que Eu comecei há dois mil anos atrás. Volto a este planeta para novamente reafirmar o meu amor por todos vocês! Os tempos são breves, Eu logo retornarei para marcar uma nova era espiritual para este planeta azul. Eu, conhecido na Terra como Jesus, O Nazareno, volto para mais uma etapa da evolução que este planeta deve alcançar para poder conviver com os seus irmãos cósmicos.

Não tenham medo, desta vez retornarei em toda a minha glória e acompanhado dos meus prepostos que deixei na Terra antiga, voltarei investido com todas as minhas conquistas espirituais. Não mais retornarei a este planeta como um simples homem. Eu já estive aí como um simples mortal e dei o meu recado amoroso! Agora os tempos são outros! Volto porque o prometi. Volto porque vos amo! Volto porque sei que os tempos são idos, que precisamos todos continuar o processo evolutivo que marcha ao longe deste planeta de expiação. Logo este planeta dará um salto dentro da evolução necessária para alcançar uma vibração melhor e, a partir deste momento, poder receber a visita dos irmãos cósmicos, das famílias que há muito estão separadas por conta de equívocos da assim chamada Rebelião Luciferiana.

Meus irmãos, filhos que somos do mesmo Pai, volto a este planeta com a proposta amorosa de saudá-los na graça divina, retorno a este planeta para exercer aqui o reino do Deus Pai Amoroso e Justo. Volto para cumprir o que foi prometido por mim há mais de dois mil anos. Não tenham medo, mando emissários avisá-los do meu 76


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breve retorno para que compreendam, para que não se choquem com o que está para ocorrer em pouquíssimos anos terrenos. O meu retorno é iminente! Estou junto com os meus assessores estacionados em nossas naves muito próximos a este planeta querido.

Retorno para pregar novamente o amor do Pai Celestial por todos nós! Retorno para novamente lhes dizer: nada temam, pois Eu vos amo!

Retorno para lhes dizer: Eu existo e sempre estarei pronto para ajudá-los há chegar cada dia mais próximo do Pai, do nosso Pai Celestial. Retorno para marcar uma nova era espiritual para todos os espíritos encarnados e desencarnados deste orbe terreno. Só mais um pouco e Eu estarei pronto para ser visualizado por cada um de vocês!

Se fortaleçam no amor divino, que cada um plante a sua semente de amor para quando Eu aqui chegar, encontrar um jardim florido em cada coração humano, para juntos ofertarmos flores de amor ao nosso Pai Celestial. Em breve estarei junto a todos vocês.

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O Retorno do Mestre Jesus e a Convivência Fraterna com Seres Cósmicos Irmãos, o Mestre Jesus a todos ama incondicionalmente! Ele aqui retornará para marcar um novo tempo terreno. Ele aqui retornará para que nos descubramos filhos que somos do Pai Amantíssimo! Ele aqui virá para que não nos esqueçamos do seu recado amoroso, do seu recado que já tem mais de dois mil anos!

Sei que muitos de vocês acham que Ele não mais retornará a este planeta, que a sua primeira vinda já foi anunciada pelos grandes profetas e não mais existe registro de outros que anunciem a sua segunda vinda, mas percebam o que de mais importante foi esquecido: foi o próprio Mestre que anunciou o Seu retorno! Foi o próprio Mestre que em diversas passagens do Seu ministério junto a seus apóstolos prometeu voltar num tempo futuro da Terra para continuar o Seu trabalho junto a esta população que possui um legado cósmico. Foi o próprio Mestre que prometeu voltar e assim Ele o fará! Fará porque nos ama, fará porque assim foi determinado por Ele mesmo! Cabe a cada um dos terráqueos abrirem o seu coração e sua mente para compreender que agora os tempos são de reconquista espiritual, são tempos de renovação espiritual! E quem aqui virá para comandar todos os acontecimentos futuros será o próprio Mestre! Será Jesus que aqui virá comandar toda uma ordem de seres cósmicos que vêm em missão de amor na tentativa de ajudar os seus entes queridos que ainda estejam aprisionados a estes corpos que os limitam aos seus cincos sentidos, que ainda não conseguem perceber a existência de um mundo espiritual onde seres mais evoluídos moralmente os amam de forma incondicional! Seres estes que somente querem ajudar para que todos os homens e mulheres deste planeta alcancem um patamar vibracional

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de amor e respeito ao próximo. Seres que estão abertos para nos amar de forma incondicional, seres que esperam ansiosamente por este retorno, por esta graça de rever antigos familiares que há muito não vêem.

Senhores e senhoras do mundo, não tenham medo do que está por vir. Jesus existe, Ele nos ama, Ele é a luz a nos guiar no caminho desta existência física em direção às outras existências, na direção do Pai Celestial.

Saudemos os novos tempos que o planeta Terra irá passar, saudemos a nova era que irá se instalar com o retorno do Mestre Jesus a este planeta azul. Tempos de paz, tempos de engrandecimento interior, tempos de avaliações para todos os que aqui permanecerem. Tempos de luz para todos! Jesus está para retornar a este luminoso planeta azul. O Mestre irá nos saudar em breve e todos O visualizarão, todos sentirão a Sua fragrância, verão a Sua face amorosa e se embelezarão com o Seu amor contagiante!

Em breve este pequeno planeta receberá mais uma vez Aquele que será novamente a luz de um novo mundo. Em breve o Mestre Jesus aqui virá para nos agraciar com Seu sorriso luminoso, com seus gestos amorosos e com sua vibração ímpar. Em breve todos nós encarnados e desencarnados vibraremos com a sua volta a este tão longínquo orbe sideral. Todos os seres congregados aqui na espiritualidade estão prontos para saudá-los na graça do nosso Pastor Cósmico. Todos os irmãos cósmicos estão a posto para receber o comando amoroso do Mestre Jesus para finalmente se deixarem visualizar por este povo tão querido da Terra. Em breve, com a volta de Jesus a este planeta, irmãos cósmicos passarão a nos visitar com mais frequência, passarão a conviver conosco por mais tempo.

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É tempo de rejúbilo, é tempo de saudar a Divindade Amorosa que novamente retornará a este planeta azul. Preparem-se todos, a volta do Mestre Jesus não tarda!

Rochester

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Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Posfácio Tudo começou quando li um livro que falava de anjos. Estava passando por um momento de transição, sentindo-me sozinha e sem confiança suficiente para expor a alguém o que eu sentia e pensava, ou até mesmo sem coragem para me descobrir como mulher e ser humano. Então decidi corresponder com o meu anjo da guarda, com o qual mantive contato diário no horário em que o livro me revelou ser a hora ideal para a comunicação. Aprendi seu nome, suas características, e diante das informações que possuía passei a narrar diariamente o meu cotidiano, as minhas guerras internas; as minhas dificuldades; anseios, medos e angústias. Assim procedi do ano de mil novecentos e noventa e sete ao ano dois mil.

Foi uma evolução natural. Quanto mais escrevia, mais me soltava e ia me sentido mais confiante naqueles diálogos internos. Pensava que se estava me fazendo bem, e se ninguém sabia disso, então estava tudo bem. Era o meu segredo. Com a continuação dos diálogos, eu comecei a perceber que havia respostas objetivas e esclarecedoras, achava que a minha criatividade estava se desenvolvendo extraordinariamente! No entanto, também percebia que tinha informações das quais eu, pelo menos conscientemente, não tinha compreensão. Tudo ficou registrado em folhas que eu ia guardando para reler posteriormente. Tantos foram os momentos durante os quais esses textos me deram conforto, esperança e apoio nas minhas posturas de rebeldia com o mundo, que veio em mim a idéia de mostrá-los a todos que deles possam aproveitar alguma orientação. Sempre me senti fora do mundo, não gostava das suas teias, suas ilusões, suas exigências de ter que dar retorno nos moldes vigentes da nossa atual sociedade. Não havia em mim uma identificação com todos esses organismos nos quais estamos inseridos no nosso cotidiano, a 81


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luta pela sobrevivência é real, porém, as formas e o que tinha para poder conseguir essa sobrevivência muitas vezes me deixavam aflita e sem saber como agir e no que acreditar. É certo que é mais fácil seguir a multidão. Quando você se distancia dela, você consequentemente é tido como estranho no ninho, e isso só faz com que nos afastemos ainda mais desta mesma multidão. Ser diferente requer energia para afirmar a diferença de pensamentos e principalmente de ações. No entanto, a vida sempre nos chama para empreendermos o caminho de volta à casa do Pai. E me deparei com esse caminho ao encontrar um amigo que não via a mais de cinco anos. Este amigo me levou a um grupo que me fez sentir de volta à casa, sem que, no entanto, eu soubesse que “casa” era essa que tinha retornado. Fui inserida em uma filosofia espiritualista, onde a minha curiosidade natural e a minha sede de conhecimento me fizeram devorar livros relacionados à espiritualidade maior. Quanto mais lia, mas acionava em mim uma necessidade de saber e entender a respeito daquelas leis, instruções e explicações a respeito de Deus, do universo e das dimensões que rodeiam a vida terrena.

Várias vezes me peguei querendo deixar todos os meus compromissos terrenos para somente absorver aquele conhecimento que tanto me fazia bem, estava literalmente querendo viver mais das coisas lá de cima, do que seguir a minha vida normal aqui na terra. O conhecimento adquirido me dava a certeza de que eu não pertencia a esse mundo, que não dançava conforme a música, e não estava com a mínima vontade de fazer algum esforço para aprender a dançar. Sim, porque agora entendo o que me fazia desejar abandonar tudo, era o meu medo de viver, de me relacionar, de resolver conflitos com os meus familiares e amigos. É mais fácil deixar tudo como está. É mais fácil abandonar tudo. Assumir a responsabilidade de estar vivo exige força interior e determinação para compreender esta encarnação que muitas vezes me foi tão pesada. Contudo, o Pai, que tudo sabe o que 82


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nós precisamos para o nosso crescimento interior, sempre nos dá somente aquilo que podemos suportar. E essa é a máxima que me faz compreender o poder que tenho que exercer, em particular, sobre a minha vida. É onde verifico que tenho que somente manter o controle sobre minhas emoções, pensamentos e ações. Não é fácil me expor de uma forma tão clara, tão aberta; contudo, quando releio estes escritos, verifico e sinto principalmente que não posso guardá-los só para mim, que eu não devo simplesmente assumir uma postura de covardia diante do obvio, já que digo que é proteção, quando na realidade é medo de enfrentar as coisas do mundo e fugir da minha verdade interior - Quando digo coisas do mundo me refiro às críticas e comentários que eu teria que escutar diante deste passo tão despretensioso que estou dando.

Ficava imaginando que quando o Pai me chamasse para uma nova etapa, e me perguntasse o que eu tinha feito da minha vida e o quanto eu tinha amado, eu iria baixar os olhos envergonhada por ter que responder desta forma: Senhor eu tive medo de expor as minhas falhas e fraquezas humanas, eu tive medo de ser criticada, de ser chamada de louca e preferi me resguardar me justificando que ninguém iria querer saber a respeito da minha insignificante vida. No entanto, eu sabia intuitivamente - e Ele também - que o que eu tinha em mãos, ou seja, os meus escritos iriam fazer a diferença para alguém, pois, Ele próprio já havia me dado evidência neste sentido, e se eu havia tomado aquela decisão, seria por minha própria conta, pois quando abria a guarda e mostrava este material para algum amigo, sentia que havia uma verdadeira identificação com o que estavam lendo, era tão evidente a interação que sempre me pediam para tirar cópia, mas eu nunca permitia, dava uma desculpa qualquer e não deixava, alegando que era pessoal e não podia me expor. Contudo, eu sabia o que estava fazendo, e por puro orgulho, guardava estas informações que me foram tão valiosas em todos os momentos da minha vida, bons ou ruins, que só suportei com a ajuda dos meus amigos espirituais. 83


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Não tenho conhecimento para denominar os amigos espirituais que tanto me ajudaram, mas isso não tem muita importância, agora entendo isso. Não importa quem tenha escrito, se fui eu e minha excelente criatividade, se amigos espirituais ou o meu anjo da guarda, o que importa é a mensagem exposta, se ela servir de ajuda para alguém, então está concluído o meu processo pessoal.

Não tenho como provar que o que foi escrito através de mim seja verdade, tenho muitos defeitos e devo ter alterado ou até mesmo não compreendido de forma clara certas informações que os amigos espirituais tentaram passar através de mim. Portanto, estas mensagens devem ser lidas com a devida prudência da reflexão intima, para que não se tome tudo como uma verdade absoluta. Todo médium é passível de cometer equívocos e eu não estou livre desta máxima.

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Estória de um Coração

(Mensagem canalizada no ano de 1999)

Quando ficastes sozinha, abandonou-me.

Deixou-me só, isolado, magoado e amargurado.

Viveu coisas que não estavas preparada, nem eu compreendia muito bem. Apaixonou-se e pensou que amava.

Sofreu, deixou-se morrer a cada dia com seu sofrimento interior. Via magoar-se, desprezar-se e, finalmente se esquecer de mim.

Partiu em busca de aventuras das quais não lhe trouxeram nada de crescimento. Pensou que eu fosse de pedra

Tratou-me como um ser sem sentimento

Fez-me calar, omitir e mentir para iludir-se com falsas esperanças.

Acalmou-se e, novamente cometeu os mesmos erros, novamente me fez calar e, desta vez de uma forma mais cruel, pois não me deixou emitir qualquer sinal de emoção ou arrependimento. Guardei tudo aqui dentro, calado, oprimido, desiludido e obscuro. Deixou-se enamorar de novo, e confundiu os sentimentos.

Mesclou-me com alegrias e tristezas. Apanhou-me desprevenido!

Acreditou nas palavras de outras pessoas, mas não procurou acreditar nas minhas!

Procurei o silêncio como refúgio, e a deixei solta para revelar-se ao seu possível amor. Assisti ao seu sofrimento, seu amargor, sua tristeza e alguns momentos de alegria. 85


Jeane Miranda de Sousa

Enfim desistiu!

E no meu íntimo eu chorei de emoção.

Você cresceu, deu-me espaço, parou para me escutar.

Perguntou-me o que eu queria, procurou conversar e descobriu o que eu sentia. Abriu-me uma porta, deu-me uma chave.

Aproveitei o momento e revelei-me por inteiro.

Cruel e obscuro, otimista e pessimista, generoso e egoísta, na minha total dualidade! Chorastes, eu vi!

Ficou surpresa com a força que eu emanava, prendeu-me por muito tempo, e eu derramei-me naqueles momentos de angústia sua. Esperei que o choro cessasse.

Então, consolei-a com palavras de esperança e amor. Mas já estavas completamente mudada.

Precisava reaprender as verdades do seu mundo interior. Ficou assim, solta, livre de tudo.

Agarrou-se em mim como uma forma de proteção!

Eu adorei a sua atenção e contei-lhe aos poucos o que me afligia.

Procurava não lhe chocar, fui me mostrando aos poucos, e tu não conseguias entender as dúvidas e conflitos que eu expunha a ti, perguntava-me como fiquei tanto tempo calado e, eu afirmava-lhe que a culpada de toda essa prisão foi a sua própria covardia e medo de encarar os teus desejos e vontades.

Procurastes desvendar quais as tuas vontades, anseios, desejos e sonhos. Ao procurá-los dentro de você, não os encontrou, não sabias nem que eles existiam. 86


Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Esperei para ver o que farias.

E nesta hora quem teve medo fui eu! Fiquei calado e esperei.

Via-a passar noites acordada se questionando onde tudo se perdera, procuravas, perguntavas, argumentavas e brigavas consigo mesma, contudo, nem sempre achavas respostas. Foi então que resolvestes parar e começar tudo de novo. Quem sabe formar uma nova pessoa.

Fiquei apreensivo. Parei, e vi que tentavas fazer o melhor, e eu poderia te ajudar contando-lhe as verdades que tanto resguardara.

Fui aos poucos questionando-a sobre assuntos, gestos, atitudes e comportamentos teus. Passei a te exigir respeito!

E tu me respeitaste. Parou diversas vezes para me escutar, e assim pude lhe ensinar tudo que a muito se privara por medo de se mostrar. Você reviu teus erros, anseios e duvidou da tua coragem!

E num salto de grande ousadia, mudou tudo, abraçou outro caminho, encontrou um novo abrigo, uma nova morada. Abriu espaço depois de muito sofrimento interior. Porém, desta vez, uma mudança real: o sofrimento não era por ninguém, era por si mesma, chorava por si, aclamava por si no final do túnel. Lembra-se de quando resolveu ficar sozinha?

De como abandonou tudo e resolveu aprimorar-se?

De como só tinha por companheira verdadeira eu e a noite escura?

Lembra-se das músicas, livros, filmes, corridas matinais e das orações ao mundo espiritual? De como crescestes e evoluístes nestes tempos de reflexão e solidão. 87


Jeane Miranda de Sousa

Quando estavas novamente equilibrada, deram-lhe uns sopapos! Pensastes que finalmente estava no caminho certo - o que era verdade -, mas teus erros passados vierem em teu encalço. Chorastes e desesperastes porque compreendia o que havias feito!

Possuía então a capacidade e segurança de assumir todos os erros!

Questionava-se de como consertá-los. Chegou a pensar que era má. Que não tinha mais jeito, que era melhor desistir.

Comecei meu trabalho, coloquei sementes no teu caminho, calcei de pequenas flores os teus pensamentos, plantei cada uma com um amor de jardineiro, e esperei a primavera enquanto você estava em pleno inverno!

O sol então apareceu e, aquelas mesmas sementes que eu havia plantado tiveram o calor suficiente para florescerem. Nasceu um verdadeiro jardim dentro de mim. Fui recompensado por minha fé e esperança. E finalmente passamos a ser somente um.

Um momento de reflexão a respeito da minha vida. Acredito que esta conversa com o meu coração era na verdade uma conversa íntima com o meu Mestre Jesus. Tudo começou quando passamos a ser somente um. Abraços fraternos a todos, Jeane Miranda

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MANIFESTO ORBUM


Jeane Miranda de Sousa

MANIFESTO “Declaração de Princípios da Cidadania Planetária” Princípios: Exerça plenamente a sua nacionalidade, mas não esqueça: somos todos cidadãos planetários. Por conseguinte, formamos uma só família ante o cosmos. É bom recordar que, para quem nos vê de fora, nada mais somos do que uma família vivendo em um berço planetário.

Se somos uma família, torna-se inconcebível a falta de indignação diante do estado de miséria – tanto material quanto espiritual – em que vive grande parcela dos irmãos e irmãs planetários. Existe uma força política na sociedade que, quando estrategicamente direcionada, exerce em toda sua plenitude o direito e o dever de cobrar das forças estabelecidas o honroso cumprimento dos direitos humanos. Essa “força íntima” é pacífica porém ativa; suave na tolerância, jamais violenta, mas perene na exigência contínua de se construir a paz, a concórdia e a inadiável consciência quanto à necessidade de se melhorar as condições do nível de vida na Terra. Exercer essa força no cotidiano das nossas vidas, agindo localmente com a atenção voltada para o aspecto maior planetário, é dever de cada um e de todos. Respeitar as forças políticas estabelecidas, os governos regionais e nacionais; valorizar as organizações representativas de caráter mundial – imprescindíveis para a evolução terrestre – mas, acima de tudo, pregar a necessária consciência da unidade planetária perante o cosmos.

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Anjos Decaídos: O Legado Cósmico da Humanidade Terrestre

Na verdade, somos todos cidadãos cósmicos no exercício eventual de uma cidadania planetária, como de resto o são todos os irmãos e irmãs espalhados pelas muitas moradas do Universo.

Porém, devido ao atual estágio de percepção que caracteriza a quem vive na Terra, buscar a consciência do exercício pleno da cidadania, seja em que nível for, é a grande meta a ser atingida. Se você concorda com os princípios e objetivos da cidadania planetária, junte-se a nós em pensamento, intenção e atitudes.

Assuma consigo mesmo o compromisso maior de construir na Terra esta utopia, que foi e é o objetivo de muitos que aqui vieram ensinar as noções do exercício pleno da cidadania cósmica, testemunhando o amor como postura básica e essencial na convivência entre os seres. Propague esta idéia, em especial para as novas gerações.

Sonhe e trabalhe por um mundo melhor. E saiba que muitos estão fazendo exatamente o mesmo. Esta é uma mensagem de fé e de esperança na vida e na nossa capacidade de dignificá-la cada vez mais.

Jan Val Ellam

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Anjos Decaidos - Jeane Miranda de Souza