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PLASTROM SENSORMATIC Soluções integradas para garantir maior rentabilidade ao seu negócio: Prevenção de Perdas, Aumento de Vendas e Eficiência Operacional

CFTV • VEM • CADEADO ELETRÔNICO • CONTROLE DE ACESSO • ETIQUETAGEM NA ORIGEM • ALARME • CHECKOUT EXPERT • CONTAGEM DE FLUXO • MEIOS DE PAGAMENTO • RFID • VÍDEO ANALYTICS • SERVIÇOS DE PREVENÇÃO DE PERDAS (11) 4166-4400

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plastromsensormatic.com.br

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Barueri SP


EDITORIAL

EDIÇÃO 05

Todos nós crescemos ouvindo dizer que a propaganda é a alma do negócio. E ninguém, em sã consciência, ousaria desmentir essa afirmação. No entanto, cada vez mais, o que transparece no cotidiano das empresas é que a propaganda pode continuar sendo a alma do negócio, porém sem inovação os negócios tendem a um desempenho mais fraco, menos brilhante. E nos referimos a um conceito amplo de inovação, que inclui o essencial investimento em tecnologia de produto, mas vai além. A verdade é que, cada vez mais, as empresas precisam se diferenciar para se destacar dos concorrentes, e a diferença vem da inovação. No varejo, por exemplo, todas as empresas, sejam grandes ou pequenas, redes ou lojas individuais, e de qualquer ramo de atividade, enxergam a inovação como o caminho ideal para melhorar a experiência do consumidor no ponto de venda. E a inovação pode se apresentar de diversas formas, traduzindo-se em mobilidade, sustentabilidade e personalização, entre outros atrativos. Como pano de fundo a toda a criatividade que o varejo precisa oferecer, um sistema eficiente e discreto de prevenção de perdas é um aliado insubstituível para melhorar a experiência do consumidor no ponto de venda. A matéria sobre etiquetagem na origem, desta edição, mostra como esse recurso ajuda a desconfinar produtos e facilita seu manuseio pelo consumidor. Embora não se concentrem especificamente na inovação, o artigo de Mario Duarte, mostrando que os resultados no varejo vão além das perdas, e a matéria de capa, que aborda o varejo de vestuário no Brasil, são textos que mostram quanto espaço existe para a inovação e para o desenvolvimento do varejo, em geral. Boa leitura! Waldemar Scudeller

Plastrom Sensormatic SENSOR VAREJO EDIÇÃO 05

Diretor-Geral: Waldemar Scudeller Diretor de Store Performance: Carlos Eduardo Santos Diretor Comercial: Marcelo Barros Gerente de Marketing: Elaine Cristina Kiyota Analista de Marketing: Alana Marche Fioravante Assistente de Relacionamento: Bruna de Oliveira Santos

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CURTAS

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OPINIÃO: MARIO DUARTE – RESULTADOS NO VAREJO VÃO ALÉM DAS VENDAS

CASO DE SUCESSO: EPK – MODA INFANTIL CONQUISTA O PAÍS

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PRODUTOS & SOLUÇÕES: CÂMERAS GANHAM NOVO RECURSO

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ATUALIDADE: NOVA GERÊNCIA PARA RFID

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INOVAÇÃO: BENEFÍCIOS DA ETIQUETAGEM NA ORIGEM PARA O VAREJO

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CAPA: CRESCIMENTO DO VAREJO DE VESTUÁRIO NO BRASIL

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VAREJO DE CONFECÇÃO: WQSURF E BOARD SESSION ADOTAM TECNOLOGIA

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PARCEIROS: DIGITALIZAÇÃO DE IMAGENS AJUDA VAREJISTAS

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MERCADO: PERDAS ELEVADAS CONTINUAM EM DESTAQUE

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GIRO PELAS ASSOCIAÇÕES ARTIGO: GESTÃO DE RISCOS, AUDITORIA E PREVENÇÃO DE PERDAS

Colaboradores: Augusto Alvarez, Bruno Calaça, Carlos Eduardo Santos, Heloísa Cranchi (Virtual Gate), Marcelo Plaisant (WQSurf/Board Session), Marcelo Prado (IEMI), Mario Duarte, Renato Fogagnoli (ImediaData), Roberto Pupe (rede Panvel), Rodrigo Moret (EPK) Jornalista Responsável: Regina Lucia Pimenta de Castro (Registro Profissional MT 18.858/SP | Mat. Sindical 5070 – SJSP) Foto Mario Duarte: Izilda França Diagramação: caixa preta design+conteúdo


CURTAS

Programa de reciclagem do Pão de Açúcar completa 12 anos

Extra apresenta coleção Verão 2013

Fototica apoia projetos sociais

A coleção Verão 2013 do Extra já está à venda em todas as lojas do país. Além de contar com a marca própria nas linhas feminina, masculina e infantil, a coleção também apresenta as criações de Marcelo Sommer. O estilista desenvolveu com exclusividade para a rede 20 peças em estilo Romântico Retrô. Os modelos da coleção Verão 2013 que levam a marca Extra trazem os temas Safári, Navy, Surf Californiano e Neon.

Você possui óculos que não utiliza mais, porém não quer simplesmente jogá-los fora? Pois saiba que eles podem ajudar muita gente! Seus óculos usados podem ser entregues em qualquer loja da rede Fototica, que mantém um programa de reciclagem. Os óculos doados são ajustados, higienizados e, com o apoio de instituições assistenciais, distribuídos a pessoas carentes. Com isso, além de preservar o planeta gerando menos lixo, você também cuida da visão de quem mais precisa.

CICLO DE PALESTRAS INTEGRA O PLANETA COOP O Ciclo de Palestras é uma das atividades que integram o Planeta Coop, braço de responsabilidade social, ambiental e cultural da Cooperativa de Consumo (Coop). A Coop oferece gratuitamente aulas e cursos de diversos temas dentro das modalidades Artesanato, Saúde & Bem Estar, Culinária e Estética e Beleza. Essas atividades acontecem durante o ano todo e têm como objetivo levar conhecimento e desenvolvimento de novas habilidades aos participantes. Com mais de dez anos de existência, o Ciclo de Palestras é um projeto voltado exclusivamente para os cooperados. A programação dos cursos para 2013 pode ser conferida no link www.portalcoop.com.br/faca-parte/ciclo-palestras.

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FOTO: SHUTTERSTOCK

Lançado em 2001, inicialmente em 12 lojas, o Programa Estações de Reciclagem, uma parceria do Pão de Açúcar com a Unilever, chega hoje a 100% das unidades da rede em todo o Brasil. Em 12 anos de atividades, já foram arrecadadas cerca de 60 mil toneladas de material reciclável, como papel, vidro, plástico e alumínio (algumas unidades também coletam óleo de cozinha e outras já estão recebendo embalagens de aerossol). Os materiais são doados para cooperativas de reciclagem parceiras do programa. Além de gerarem emprego e renda para mais de 700 famílias, as estações de reciclagem também estimulam o consumo consciente e a preservação do meio ambiente por meio do descarte correto de embalagens.

Walmart recebe prêmio por práticas sustentáveis O Walmart Brasil foi o vencedor na categoria “Serviços” do Prêmio Época Empresa Verde, promovido pela revista Época. O reconhecimento veio em função das iniciativas da empresa relacionadas à responsabilidade ambiental, como o consumo racional de água, a reciclagem e a conscientização dos consumidores, entre outras ações sustentáveis. A empresa foi eleita entre 20 finalistas que concorriam em cinco categorias, divididas em dois prêmios: Prêmio Época Empresa Verde (categorias Serviços, Indústria e Finanças) e Prêmio Época Mudanças Climáticas (categorias Serviços e Indústria).


VAREJISTAS PLANEJAM ABRIR NOVAS LOJAs

SETOR SUPERMERCADISTAS ESTÁ OTIMISTA

As principais empresas de varejo do Brasil planejam expandir suas redes de lojas como forma de enfrentar a previsão de desaceleração no ritmo de crescimento das vendas para 2013. Entre as maiores varejistas, o desempenho das vendas em lojas que operam há pelo menos um ano, teve crescimento de apenas um dígito em 2012, abaixo do registrado em anos anteriores. Segundo a Serasa Experian, no ano passado, as atividades varejistas obtiveram alta de 6,4%, o menor ritmo de expansão dos últimos três anos. Para 2013, o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV ) prevê alta de apenas 5% nas vendas comparáveis. Em contrapartida, o IDV estima que 720 novas lojas devam ser abertas em 2013, alta de 14% em área de vendas, em relação a 2012. O Pão de Açúcar planeja abrir 500 lojas até 2015, média de quase 170 por ano, estimativa maior do que as 95 lojas inauguradas no ano passado.

A Pesquisa de Confiança dos Supermercados do Estado de São Paulo (PCS/APAS) prevê que os níveis de confiança permaneçam elevados em 2013 por conta da recuperação da economia brasileira. A declaração é do presidente da Associação Paulista de Supermercados (APAS), João Galassi. “Com o crescimento do PIB, haverá maiores índices de empregos e rendas, duas variáveis que influenciam diretamente no desempenho do setor supermercadista”, afirmou. A pesquisa apontou que em dezembro de 2012 houve 36% de otimismo em relação ao ambiente econômico atual e futuro. A análise do momento atual mostrou que os índices de otimismo atingiram 31,5%, quando falou-se em futuro; 40,1% dos entrevistados mostraram-se otimistas. A estabilidade da alta confiança está relacionada ao maior otimismo em relação à expectativa atual das vendas, 72% de otimismo.

BRASIL MARCA PRESENÇA NA NFR 2013 Representantes do varejo de diversos países se reuniram em janeiro para mais uma edição da NRF (National Retail Federation), maior encontro mundial do setor, realizado anualmente em Nova Iorque, Estados Unidos. Em 2013, alguns dos principais temas do congresso foram Engajamento e Personalização do Varejo. Paralelamente às palestras e debates sobre as últimas tendências do setor, o espaço de exposição da NRF reuniu os últimos lançamentos em produtos e soluções tecnológicas. Como em anos anteriores, o Brasil se destacou com uma das maiores delegações. A Plastrom Sensormatic esteve presente no evento com a participação dos executivos da empresa, Waldemar Scudeller (diretor geral), Carlos Eduardo Santos (diretor de Soluções e Store Performance), Marcelo Barros (diretor Comercial) e Fábio Barros (gerente Regional-RJ).

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Da esquerda para a direita: Fernando Yamada, presidente da ABRAS e família; Fábio Barros, gerente Regional da Plastrom Sensormatic; Antônio Poletini, superintendente da ACATS e Antônio Longo, presidente da AGÁS e diretor da rede de Supermercados Apolo. Também esteve presente ao evento com o grupo, João Galassi, presidente da Apas e diretor da rede Galassi Supermercados e Atanázio dos Santos Neto, diretor da rede de Supermercados Angelone.

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FOTO: DIVULGAÇÃO

CASO DE SUCESSO

O CHARME DO MERCADO DE MODA INFANTIL Instalada no Brasil no final de 2011, a marca francesa EPK pretende abrir 80 lojas nos próximos cinco anos e conquistar os baixinhos brasileiros A francesa EPK investe no mercado brasileiro e traz sua marca global para os principais centros do país. Presente em 14 países, a marca chegou ao Brasil há um ano e meio, com a inauguração de duas lojas na cidade do Rio de Janeiro, nos shoppings Fashion Mall e Rio Sul. A empresa segue um audacioso plano de expansão e pretende abrir pelo menos 80 lojas próprias nos próximos cinco anos. “Trouxemos um conceito inovador, com um espaço dedicado exclusivamente à moda infantil, oferecendo preço, design e qualidade em operações médias de 200 metros quadrados”, relata Rodrigo Moret, diretor da EPK no Bra-

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sil. Com mais de 15 anos de experiência internacional na venda de roupas e acessórios para bebês e crianças até 14 anos, a EPK trouxe para os consumidores brasileiros o conceito de qualidade de produtos com base nas tendências de moda internacionais, segundo uma visão ampla de butiques, com lojas instaladas em grandes centros comerciais, mas com preços acessíveis. Por acreditar no potencial do mercado brasileiro, ainda em 2011, no primeiro ano de atividade, a empresa abriu mais duas lojas, no Via Parque e Plaza Niterói. E o plano de expansão segue a um ritmo forte: até o início de


2013 está prevista a abertura de mais três lojas, duas no Rio de Janeiro, sendo uma no corredor cultural do centro, na tradicional Galeria Sul América, e outra em um grande shopping, e a terceira em Curitiba, Paraná. “Ao inaugurar nossa primeira loja fora do Rio de Janeiro, estamos consolidando uma tendência inexorável de levar a EPK para outros estados brasileiros e tornando realida-

estratégico, capaz de nos oferecer apoio durante o crescimento que planejamos”, afirma Moret. A marca EPK vem utilizando a tecnologia AM nas roupas e acessórios, em todas as suas lojas, desde 2008. Segundo a empresa, o uso dessa tecnologia, que inclui as modernas etiquetas Tag Super, de remoção mecânica por meio de desetiquetadores da Plastrom Sensormatic, tem se mos-

com a ajuda das soluções da Plastrom Sensormatic, a empresa vem conseguindo se adequar rapidamente ao padrão tecnológico estabelecido pela matriz, que também conta com o suporte tecnológico da Sensormatic de nosso plano de expansão. Terminamos o ano de 2012 com sete lojas e já temos definidas as discussões acerca do planejamento de investimentos para 2013”, afirma Moret. “Para inaugurar outras praças de atuação, a escolha recaiu sobre a cidade de Curitiba, no Paraná, por seu elevado desenvolvimento econômico-social e pelo clima bem mais ameno, distinto do Rio de Janeiro”, complementa. Para o executivo da marca, o Brasil vive um momento muito especial de crescimento também no mercado de moda infantil. “Segundo os últimos estudos da Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), esse mercado está em ebulição e tem crescido a taxas de 6% ao ano, sendo responsável por 15% do faturamento total do segmento de vestuário, equivalente a US$ 4,5 bilhões em 2008”, ressalta Moret.

Parceria tecnológica O diretor da EPK no Brasil informa que, com a ajuda das soluções da Plastrom Sensormatic, a empresa vem conseguindo se adequar rapidamente ao padrão tecnológico estabelecido pela matriz, que também conta com o suporte tecnológico da Sensormatic. No Brasil, as lojas da EPK são equipadas com as soluções tecnológicas VEM (Vigilância Eletrônica de Mercadoria) por meio de etiquetas RF (Radiofrequência) e também AM (Acusto-Magnética). “Estamos fortalecendo nossas parcerias e vemos a Plastrom Sensormatic como um parceiro

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trado eficiente e atingido as expectativas de segurança e prevenção de perdas e furtos nos estabelecimentos da rede em todo o mundo.

A marca EPK, Grupo dos Príncipes, foi criada em 2000 pelos empreendedores Patrick Leret, de origem francesa, e Luis Ernesto González, venezuelano. O negócio na América Latina teve início com a abertura de duas lojas na capital da Venezuela, em Caracas, e hoje possui 28 lojas em todo o país. O objetivo dos empresários é oferecer roupa de qualidade e preço acessível para o consumidor infantil. Nesses 12 anos, a empresa ampliou sua atuação para outros países da região por meio de sistema de franquia internacional e por regime de sociedade com o grupo EPK. Com 89 lojas, principalmente na América Latina, registrou vendas na ordem de US$ 65 milhões em 2011. Além da Colômbia, mantém operações no Equador, Honduras, Panamá, Costa Rica, Aruba, Peru, Chile, Brasil e Israel. Em 2011, fincou bandeira da marca EPK, Grupo dos Príncipes em solo brasileiro, na cidade do Rio de Janeiro, inciando a concretização de um plano audacioso de abrir cerca de 150 lojas em todo o país no prazo de dez anos.

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OPINIÃO: MARIO DUARTE

RESULTADOS DO VAREJO VÃO ALÉM DAS VENDAS Definir a importância da gestão de perdas e quebras para as empresas do varejo é simples: é uma das poucas ferramentas capazes de fazer com que o varejista melhore seus resultados, independentemente do aumento das vendas Não, não se trata de mágica, é só fazer as contas. Vamos supor que cada produto comercializado gere uma margem líquida de 2%. Se esse produto for danificado ou furtado, significa que a empresa terá de vender mais 50 itens do mesmo produto para recuperar aquele que não tem mais condição de venda ou que foi retirado da loja sem passar pelo caixa. O prejuízo não para por aí. Para compensar a redução QUEBRA das margens, o OPERACIONAL lojista se motiva a aumenÉ a diferença tar o preço do entre o estoque produto, o que teórico acarreta a que(sistema) e o QUEBRA da de vendas estoque físico CONTÁBIL e a insatisfação efetivamente do consumipresente no dor. É um promomento do blema que traz inventário consequências negativas para os resultados, PERDAS mas, sobretudo, para a imagem da loja no mercado. Reduzir quebras operacionais e perdas aumenta a eficiência das operações, o que se reflete no preço final das mercadorias. Com preços mais competitivos, as vendas da empresa aumentam, as margens preestabelecidas são alcançadas, garantindo a sustentabilidade do negócio. O círculo vicioso das perdas e das quebras torna-se, assim, um círculo virtuoso de ganhos. Por esse motivo, a gestão de perdas e quebras precisa ter im-

portância estratégica dentro das organizações de varejo, ficando sob a coordenação direta das lideranças diretivas. O planejamento e implementação de um programa eficiente de gestão de perdas e quebras operacionais começa com o entendimento de alguns conceitos: a quebra contábil é a composição da quebra operacional e da perda de estoque, conforme Resultado dos produtos que estão sem demonstra o condições de venda (descartados) quadro ao lado. Causas da Quebra Operacional A quebra ope• Gestão operacional inadequada racional é re• Recebimento inadequado • Armazenagem inadequada presentada pe• Exposição inadequada las mercadorias • Manipulação e movimentação inadequadas que perderam • Infraestrutura inadequada sua condição • Erros administrativos de venda, por isso terão de ser descartadas. Estabelecido o Resultado dos produtos que desaparecem da loja e não se sabe o motivo real que é a quebra operacional, o Causas das Perdas próximo pas• Erros operacionais • Fraudes so é identificar • Furto interno como ela ocor• Furto externo re ao longo da cadeia do varejo, começando pelos pedidos (dados incorretos), recebimento (avarias de embalagens no embarque ou desembarque, produtos fora das condições de consumo, de venda ou com prazo de validade vencido), armazenamento (empilhamento malfeito e em locais impróprios), preparo sem critérios dos produtos para exposição e na frente de caixa (principalmente, troca no registro por desconhecimento das mercadorias). Já as perdas são consequência de furtos internos e externos,

CONCEITO DA QUEBRA CONTÁBIL

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necedores; afinal, a indústria é diretamente beneficiada com a fraudes internas e de fornecedores, além de erros operacionais. redução das quebras e perdas. As ações do varejista contribuem Definida a origem das perdas, o varejista deve ter atenção espara o crescimento das vendas dos produtos do fornecedor pecial para os produtos mais visados (produtos de alto risco – nas lojas, principalmente, por sua disponibilidade na gôndola PARs) e para os pontos críticos da loja por onde as mercadorias para o conpodem sair sem sumidor. passar pelo caixa. Com a colaPara o manuseio boração ativa desses produtos, da indústria, é importante esserá possível tabelecer regras VAREJISTA FORNECEDOR atacar prode operação que blemas crônilevem em consiEtiquetagem cos da cadeia deração todas as Recebimento Armazenagem Exposição Frente de Antifurto na Caixa de abasteetapas ao longo Produção/ Origem cimento do da cadeia, como varejo, como demonstra o quaavarias nas dro ao lado. Caso • Ações • Lista de PARs • Definição e • Técnicas de • Conferência e integradas • Conferência controle de exposição de procedimentos embalagens, contrário, como • Etiquetagem: 100% áreas PAR específicos no atrasos nas vimos antes, o na origem, no • Acompanhasegregadas • Contagem ato do registro entregas, ervarejista poderá CD ou na loja mento do rotativa ros de pedipagar para vender recebimento • Registro das dos, validade determinado properdas e quebra na duto. cadeia do Ainda para os profrio (falhas na dutos de alto risAÇÕES RELACIONADAS A CADA FASE DA CADEIA conservação co, é importante de alimentos considerar as tecresfriados ou nologias disponícongelados), e também melhorar ou implementar novos proveis no mercado, como sistemas de CFTV e etiquetas eletrônicessos, como padronização de embalagens, etiquetagem de cas, que contribuem para o monitoramento e proteção desses segurança na origem e, num futuro próximo, a tecnologia RFID. produtos com consequente redução das perdas. Essas ações conjuntas podem contribuir para o aumento do Com o entendimento desses conceitos e de como ocorrem sortimento nas lojas e redução da ruptura nas gôndolas, assim as quebras operacionais e as perdas, é possível desenvolver como oferecer ao consumidor preços justos, produtos mais estratégias e ações que envolvam sobretudo treinamento, frescos e de acordo com as preferências e necessidades. aplicação de melhores práticas e ações preventivas de maQuando falo sobre a importância da colaboração entre varejo neira conjunta entre as áreas de recursos humanos, logística, e indústria na gestão das perdas e das quebras ao longo da comercial, qualidade e, principalmente, operações de loja. cadeia de abastecimento, comparo os dois como integrantes É nesse ponto que a participação da alta direção varejista se faz do mesmo time de futebol. O varejista é o artilheiro, que prenecessária, já que a busca de melhores resultados deve envolcisa estar sempre marcando gols para ver todos os departamentos e cada funcionário em particular, que o time continue vencendo, mas desde o presidente até o repositor. O objetivo maior é criar a para ganhar o campeonato é preciso “cultura de gestão das perdas e quebras”, conscientizando toque a indústria se junte ao ataque e ajudos de que reduzi-las gera benefícios para os consumidores, de a fazer os gols. para a empresa e para os funcionários. Para que os resultados sejam ainda melhores, é preciso olhar para fora da empresa, ou seja, para o relacionamento com os forMario Duarte, consultor de varejo.

FLUXO DO PAR DA INDÚSTRIA ATÉ O CAIXA DA LOJA

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PRODUTOS & SOLUÇÕES

TECNOLOGIA PIXIM INTEGRA CÂMERAS CFTV

FOTOS: SITE PIXIM

As novas câmeras de prevenção de perdas e furtos da Plastrom Sensormatic, com a tecnologia Pixim Seawolf, foram lançadas na 46ª Convenção Abras, realizada em Atibaia, São Paulo. O lançamento desses produtos vem complementar o portfólio de soluções de CFTV da empresa e oferecer uma variedade maior de opções para o varejo e indústria em geral. As câmeras com o inovador sensor Pixim mostram imagens precisas em cenas do mundo real, noite e dia, mesmo sob condições desafiadoras e mistas de iluminação, em ambientes muito escuros ou com muita claridade. O novo equipamento já está sendo comercializado pela equipe de vendas da Plastrom Sensormatic. Para o gerente de Soluções da empresa, Augusto Alvarez, todos os modelos de câmeras a partir de agora podem vir com o sensível sensor Pixim integrado. “Ao acompanhar as necessidades dos clientes por mais controle dos ambientes e mais nitidez de imagens, o sensor Pixim Seawolf é a resposta à iluminação desafiadora: para escuridão, obscurecimento, mistura de intensidade de luminosidade, área interna e claridade excessiva”, ressalta.

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ATUALIDADE

NOVA GERÊNCIA DE SOLUÇÃO RFID Empresa traz linha completa de RFID ou identificação por radiofrequência, utilizada por grandes redes varejistas norte-americanas, e está otimista com o crescimento dos negócios

Essas soluções RFID, desenvolvidas pela Tyco Retail Solutions e colocadas no mercado brasileiro pela Plastrom Sensormatic, chegam para atender ao crescente interesse das organizações em conhecer e adotar essa tecnologia, que se apresenta como uma das fortes tendências para os próximos anos. Por acreditar no grande potencial de negócios dessa área, a Plastrom Sensormatic criou recentemente a gerência de Soluções RFID e Novos Negócios, sob a responsabilidade de Bruno Calaça. A seu ver, em menos de dois anos, esse mercado deve movimentar negócios significativos, assim como vem ocorrendo nos mercados internacionais há alguns anos, principalmente nos países europeus e nos Estados Unidos. O novo gerente da área é especializado em tecnologia RFID, com certificação no Centro de Excelência em RFID (RFID CoE), em Sorocaba, interior de São Paulo, um dos cinco centros no mundo autorizados pela Electronic Product Code (EPC). “Nosso posicionamento é de oferecer a solução completa de RFID, incluindo hardware, software, etiquetas e serviços com a marca de qualidade Tyco Retail Solutions, líder mundial na implantação de soluções RFID para o varejo. Nossa missão é sermos a escolha natural em RFID no varejo brasileiro. Estamos trazendo para o Brasil toda a tecnologia implementada nos maiores cases internacionais”, afirma Calaça.

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As soluções RFID ou identificação por radiofrequência são destinadas à melhoria do controle e da gestão da operação da empresa, varejo ou indústria em geral, e à maior visibilidade de estoque. Além de permitir transparência e melhoria no gerenciamento do cliente, entre seus benefícios estão o aumento de vendas e da disponibilidade dos produtos no ambiente de loja e no estoque e a diminuição de rupturas. Dentre os principais clientes internacionais dessas soluções estão Macy’s, BananaRepublic e American Apparel, que nos últimos anos desenvolveram seus primeiros projetos piloto de RFID e que, no momento, realizam o roll-out para todas as suas lojas. “Todas essas grandes redes norte-americanas entenderam desde o início qual era a proposta de valor da Tyco Retail Solutions em relação à sua solução de Inventory Intelligence, uma solução integrada de RFID que permite a total visibilidade dos produtos em toda a cadeia de suprimentos. Atualmente, essas redes já colhem os benefícios de terem investido antes de seus concorrentes”, avalia o gerente da área.

Bruno Calaça, gerente de Soluções RFID.

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INOVAÇÃO

GRANDES REDES DE VAREJO IDENTIFICAM BENEFÍCIOS DA ETIQUETAGEM NA ORIGEM

FOTO: SHUTTERSTOCK

Produtos etiquetados na indústria aumentam a segurança e lucratividade ao longo de toda a cadeia de abastecimento

Grandes redes varejistas de segmentos como supermercados, farmácias, home center, confecção e têxtil, entre outros, têm discutido a importância de receber os produtos etiquetados da indústria. E já iniciam um movimento de incentivo para que seus fornecedores se adequem a esse novo procedimento, que, além de trazer segurança a toda a cadeia, em curto prazo, significa aumento de lucratividade, diminuindo as ocorrências de extravios e perdas dos produtos. Pesquisas feitas pelo varejo e grupos de estudo do setor, como o Núcleo de Etiquetagem na Origem (NEO), indicam que esse processo tem permitido que mais produtos sejam expostos em locais de maior visibilidade para o consumidor, aumentando as vendas e proporcionando melhor experiência de compra. O último levantamento realizado pela entidade junto a varejistas de todo o Brasil mostra que as perdas com furtos internos

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e externos têm se tornado cada vez mais elevadas. Entre os itens mais furtados destacam-se chicletes (30%), preservativos (18%), loções bronzeadoras e protetores em geral (15%), maquiagem e colas (11%) e uísque e sabonetes líquidos (10%). Supermercadistas estimam que é possível perder até 30% do faturamento obtido com a venda de alguns itens. Produtos de beleza e carnes nobres são também apontados como as grandes vítimas na área de exposição e de estoque do varejo. Para evitar essas práticas, tradicionalmente, os varejistas adotavam o confinamento de seus produtos em gôndolas fechadas ou em embalagens que mais pareciam caixas-fortes. O supervisor de Prevenção de Perdas da rede de farmácias Panvel, Roberto Pupe, aponta a maior exposição de produtos de alto risco, uma vez que protegidos de forma mais eficaz, como uma das vantagens de utilizar esse processo


de etiquetagem desde a indústria. Para ele, a etiquetagem na origem é um tema de grande relevância para o varejo, em especial no ramo de farmácias. “Atualmente a rotina de etiquetar produtos é realizada na retaguarda das lojas pelos colaboradores da filial, afetando os serviços de atendimento e dispensação, bem como demais rotinas de retaguarda, pois há necessidade de comprometer um colaborador especificamente para a colocação das etiquetas”, declara.

Etiquetas sob medida Entre as vantagens de adotar a etiquetagem na origem, Pupe enumera como principais fatores a melhor fixação da etiqueta, evitando que seja facilmente removida; diminuição das tarefas de retaguarda; liberação de colaboradores para atividades-fim do negócio (atendimento e venda); possível redução de custos para o varejo, uma vez que o custo da etiqueta acaba absorvido pela indústria. “Em nossa percepção, em função do tamanho da etiqueta, sua fixação pela loja prejudica a estética do produto e em várias situações inviabiliza a etiquetagem, por esconder informações importantes, como as especificações técnicas. Um exemplo de item que deveria ser etiquetado na indústria é a maquiagem. Hoje, muitos desses produtos não recebem etiquetas na loja porque estas precisam ser fixadas com fita adesiva, em muitos casos deixando cola no produto, o que causa descontentamento e reclamações do cliente”, esclarece o executivo. Na avaliação do NEO, a utilização da etiquetagem na origem pode representar uma redução imediata de 20% nos custos operacionais e um aumento de até 30% nas vendas de mercadorias de alto giro e valor. Para auxiliar a indústria na adoção das etiquetas em seus produtos, a Plastrom Sensormatic possui centros de pesquisa e desenvolvimento que concebem soluções personalizadas para cada cliente, adequada para cada tipo de produto e necessidades. Profissionais da empresa e seus parceiros desenvolvedores de embalagens acompanham todo o processo de estudo, avaliação e fabricação dessas etiquetas em todas as etapas. Nos últimos anos, a empresa desenvolveu inúmeros produtos já homologados pelos seus centros de desenvolvimento e que estão implementados nos autosserviços dos clientes. Roberto Pupe, supervisor de Prevenção de Perdas da Panvel.

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Etiquetagem na Origem é a técnica de aplicar etiquetas antifurto dentro dos produtos ou embalagens durante a fabricação. Segundo especialistas, é o meio mais eficaz e eficiente de proteger produtos. A etiquetagem na origem agrega vantagens a toda A cadeia de varejo, como redução de custos com segurança física, diminuição dos custos operacionais, além de evitar o confinamento dos itens de maior risco nas gôndolas e balcões, aumentando o potencial das vendas. A etiquetagem na origem segue três estágios: aparentes, semiescondidas e incorporadas ao bem A Panvel, fruto da fusão entre as drogarias Panitz e Velgos, é atualmente a maior rede de farmácias da região Sul. Com uma trajetória sólida de crescimento constante, possui 4 mil colaboradores e mais de 290 lojas, em cerca de 85 cidades dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. Seu portfólio de produtos reúne mais de 15 mil itens, entre medicamentos e perfumaria, nacionais e importados. Trabalha também com produtos de marca própria, desde 1989, comercializando, hoje, cerca de 500 itens, agrupados em 15 submarcas. A história da Panvel, no entanto, iniciou-se em 1967, quando as duas maiores redes de farmácias do Rio Grande do Sul (Panitz e Velgos) juntaram-se para criar uma central de distribuição de medicamentos, a Dimed Distribuidora de Medicamentos. Em 1973, acionistas das duas redes se uniram para criar a Panvel.

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ENTREVISTA: MARCELO PRADO

CRESCIMENTO DO VAREJO DE VESTUÁRIO NO BRASIL

FOTO: DIVULGAÇÃO

Pesquisa do IEMI aponta que setor deve movimentar 168,7 bilhões de reais em 2013 e destaca aumento de 35,5% na comercialização de roupas em hipermercados, nos últimos cinco anos

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A Associação Brasileira de Varejo Têxtil (ABVTEX) e o Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI) divulgaram as “Projeções de Mercado” para 2013. O estudo indica que o varejo de vestuário deve movimentar 168,7 bilhões de reais nesse ano, o que significa uma expansão de 5% em relação ao ano de 2012. Em volume de peças vendidas, a previsão é de acréscimo de 3,3% na mesma comparação. O diretor do IEMI e responsável pela pesquisa, Marcelo Villin do Prado, informa, no entanto, que o crescimento do varejo de superfície (grandes magazines) será mais tímido nesse ano. “Porque a base de comparação está maior, após a expansão do número de lojas nos últimos anos”, afirma. Do lado da indústria de vestuário, 2013 será um pouco melhor do que 2012, segundo previsão do IEMI, em parte devido ao câmbio mais favorável. Em 2012, o varejo de vestuário encerrou com alta de 4% em volume de peças e de 7,1% em valores, segundo o estudo. Apesar do desempenho positivo, o ano de 2012 não foi fácil para o varejo de vestuário. As redes entraram em janeiro com estoques elevados e, ao longo do ano, acirraram a concorrência em preços, comprimindo a rentabilidade. “O inverno pouco rigoroso, que reduziu as vendas de roupas e atrasou o escoamento da coleção primavera/verão; o receio com alastramento da crise internacional e a entrada continuada de produtos importados fizeram com que a produção de vestuário fechasse o ano de 2012 com queda de 6,5%, em volume de peças”, afirma Prado. Em valores nominais, o setor produtivo terminou o ano com queda de 2,9% nas receitas geradas pela indústria, já que os preços na fábrica tiveram de ser reajustados para fazer frente ao aumento dos custos de produção. “A boa notícia é que 2013 reserva perspectivas mais promissoras para a indústria como o aumento da produção em peças de 2% e de 5% em valores. Essa retomada teve início no Natal de 2012”. O varejo, especialmente, o de grandes redes e que atuam com larga escala, tem forte influência nesses resultados. Por conta do volume que movimentam, os magazines devem consolidar ainda mais sua representatividade em 2013, ao comercializar cerca de 45% dos artigos de ves-


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tuário em todo o país, embora estejam inseridos em um setor altamente pulverizado, com concorrentes de todos os portes e formatos.

ESTUDO ANALISA CANAIS DE VAREJO O diretor do IEMI, Marcelo Prado, apresenta com detalhes, para a revista Sensor Varejo, a pesquisa “Canais de Varejo de Vestuário”, sobre o desempenho do setor. O estudo, realizado em 2012, foi feito com todos os canais de varejo de vestuário no Brasil - desde as grandes redes como Pernambucanas, Pão de Açúcar, Marisa, Renner, C&A e Riachuelo, que contribuíram no desenvolvimento do projeto, até pequenas lojas multimarcas espalhadas pelos principais centros de consumo do país. Para Marcelo Prado, na primeira metade do ano passado o varejo de vestuário cresceu apenas cerca de 1% sobre o mesmo período de 2011, devido à alta base de comparação e ao cenário desafiador no começo de ano, que teve quedas de performance. “No segundo semestre, as vendas me-

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lhoraram e ajudaram a garantir, para o acumulado do ano, um resultado mais positivo do que no ano anterior: 3,3% em 2012 em volumes, contra 1,9% em 2011”. O diretor do IEMI explica que os primeiros seis meses de 2012 apresentaram desempenho fraco, especialmente em função das altas temperaturas que impactaram as vendas da coleção outono/inverno. “Mas no segundo semestre esse impacto foi menor e os aumentos de salários, o crescimento no consumo das famílias e as baixas taxas de desemprego deram o estímulo necessário ao bom desempenho observado no Natal”. De acordo com o estudo “Canais de Varejo de Vestuário”, as taxas de crescimento, entretanto, são inferiores à média dos últimos cinco anos. Entre 2007 e 2011, o consumo de artigos de vestuário aumentou 22,1%, sendo que aproximadamente 90% foram de origem nacional. “Apesar do cenário atual, o varejo de vestuário brasileiro mostra forte potencial de crescimento. O Brasil deve triplicar esse mercado em mais uma geração”, afirma.

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MARCAS CONSAGRADAS O setor varejista brasileiro é único, segundo Prado. “Ele não é melhor nem pior que o de outros países. Mas há especificidades. Dentro da conformação do mercado brasileiro nós temos uma estrutura que reserva às redes de grande superfície muitas limitações de atuação. Há vinte anos, elas só operavam em grandes centros e nichos. E o mercado pulverizado das pequenas lojas, lojas independentes e de bairro é que predominava no segmento de vestuário”, analisa. A seu ver, esse formato é diferente nos Estados Unidos, por exemplo, onde as grandes redes, há muito tempo, atingem vários consumidores, inclusive as classes A e B. “O consumidor norte-americano de produtos e serviços de luxo, consumidor A, não se incomoda em comprar no autosserviço, e as grifes mais renomadas em serem ofertadas nesses locais”. No cenário europeu, por outro lado, predominam lojas independentes ou monomarcas, sempre focadas no público A/B e que se caracterizam por serem menores e concentradas em grandes centros. Existem as redes de grande metragem, mas ainda assim diferentes do Brasil, em relação ao mix de produtos e forma de comercialização, comenta ele. Por muitos anos, o Brasil criou um modelo próprio e distinto para comercializar vestuário no varejo. No entanto, o diretor do IEMI aponta mudanças para as próximas décadas. “O tradicional modelo de canais de varejo de vestuário dá sinais dessa mudança. Com a melhoria da distribuição de renda, a classe média tende a se ampliar e, mais importante, podemos estar nos aproximando do modelo de mercado de varejo de massa norte-americano”.

MAIS ESPAÇO AO VESTUÁRIO Os hipermercados vêm ganhando participação nas vendas de roupas no mercado doméstico. Em 2011, seu market share sobre as vendas totais era de 7,7% em comparação com 7,1%, em 2007. Em volume de vendas, houve um aumento de 35,5% no mesmo período. “Os hipermercados ainda dependem muito das vendas de oportunidade, mas já oferecem concorrência para lojas especializadas em moda íntima, por exemplo”, declara o diretor do IEMI. As lojas de departamento não especializadas em têxteis também tiveram crescimento significativo no volume de vendas, em torno de 54,5% no período. A participação de grandes redes de linha branca e marrom, principalmente no segmento de roupas, representou no ano passado 8,7% das vendas, contra 7% em 2007.

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As redes de pequenas lojas registraram participação de 15,7%, enquanto as redes de departamento especializado cresceram de 27,5% para 30,1% entre 2007 e 2011. O crescimento em volume de vendas foi de 32,6% e 36% no período, respectivamente. As lojas independentes tiveram redução de 43,8% para 37,8% em market share, com alta de 7,3% no volume vendido. Um dos fatores para o crescimento dos canais de vendas de vestuário, segundo Prado, deve-se à localização com exceção das lojas independentes: “Cerca de 35% das lojas de vestuário estão presentes em 434 shoppings do país. Esses locais têm atraído monomarcas e franquias, que possuem giro alto, mas as multimarcas de pequeno porte ainda não são rentáveis em grandes centros comerciais como os shoppings”, explica.

ASCENSÃO DAS CLASSES C E D Para o diretor do IEMI, o Brasil tem grande concentração de consumo nas classes B/C. Nos últimos anos, as classes de menor renda melhoraram seu poder aquisitivo e se juntaram às classes B/C, aumentando o consumo de roupas e outros produtos. Esse fator vem gerando grandes oportunidades para o varejo, obrigando-o a aumentar a oferta de produtos e disponibilidade de marcas. Os consumidores das classes B1, B2 e C juntos somaram 79,3% da demanda interna por vestuário, em 2011. Os das classes A1 e A2 responderam por 14,9% do consumo no setor, enquanto as classes C e D consumiram 5,8%. “Esses números refletem a ascensão financeira do brasileiro, que com maior renda e emprego pode migrar de classe social”, disse Prado. “Não importa o poder de compra do consumidor: todos buscam experiências de compra ao adquirirem peças de vestuário - os consumidores de baixa renda buscam inclusão social e os de alta renda, exclusividade”, conclui. Segundo Marcelo Prado, a maior disponibilidade de crédito, oferecida por grandes redes de varejo, com certeza contribuiu para o aumento dessas vendas. ”Quando os consumidores das classes B e C passaram a poder e querer mais, abriu-se uma oportunidade de acesso às marcas de desejo. Então, grandes canais de varejo enxergaram isso e começaram a vender produtos que dependem do crédito, como os eletrônicos. Criaram uma inteligência na gestão do crédito e trouxeram isso para a moda, facilitando o pagamento, o que tornou mais fácil chegar às marcas mais conhecidas e desejadas”, complementou.


VAREJO DE CONFECÇÃO

NA ONDA DOS ESPORTES RADICAIS

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Especializadas em roupas para surfistas e skatistas, as lojas WQSurf e Board Session fazem moda no Rio de Janeiro e aderem às tecnologias de prevenção de perdas

O mercado de varejo de nicho foi a opção para a abertura das lojas WQSurf e Board Session, com foco nos aficionados pelos esportes radicais, a tribo dos surfistas e skatistas. Nas lojas, um repertório multimarcas reúne as principais grifes de surfe e skate, nacionais e internacionais, como Reef, Hang Loose, Rusty, Volcom, Quicksilver, Roxy, Rip Curl, MCD, Oakley, Vans, Lost, Globe e Hurley. “Variedade de produtos, design das lojas, ótimo relacionamento com colaboradores e excelência no atendimento a clientes fizeram com que as lojas se tornassem referência no segmento moda surfe e esportes radicais no Rio de Janeiro”, afirma o diretor das lojas, Marcelo Brígido Plaisant. Com longa experiência no setor de varejo, Plaisant iniciou sua carreira profissional como vendedor de loja esportiva em um shopping da zona sul carioca, depois passou a gerente e em 2005 inaugurou a própria loja, no Madureira Shopping, zona norte. Estava dada a largada para realizar o grande sonho de ter uma rede de lojas de roupas focada em esportes radicais. Conhecedor do mercado, o empreendedor foi aos poucos

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construindo sua rede de lojas, tendo inaugurado, em sete anos, mais 21 lojas das marcas WQSurf e Board Session. A estratégia comercial do grupo baseou-se na abertura de lojas em shoppings da região norte da cidade, carente de um varejo especializado que oferecesse roupas de grifes famosas. Nos últimos anos, a rede tem expandido suas lojas também para as zonas sul e oeste, além de cidades como Niterói. Até o final de 2012, a rede planejava inaugurar mais uma loja, no Park Shopping Campo Grande, zona oeste carioca. A política de recursos humanos também é diferenciada no grupo. A contratação de jovens, que preferencialmente nunca tenham trabalhado, é um requisito importante para a formação da equipe de vendas, e o objetivo é que aprendam sob a filosofia de trabalho da empresa. “Investimos muito em treinamento de nossa equipe de vendas. Valorizamos cada um de nossos funcionários. E nossos vendedores são a alma de nosso negócio. Por isso, desenvolvemos treinamento para formar uma equipe de primeira, que tenha percepção de nossos clientes e da cultura da empresa”, declara Plaisant.


Prevenção de perdas nas lojas

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Investimento em tecnologia também faz parte da estratégia administrativa do grupo. Desde a primeira loja, no Madureira Shopping, a rede adota as soluções tecnológicas de prevenção de perdas da Plastrom Sensormatic. Atualmente, todas as 22 lojas da rede, das marcas WQSurf e Board Session, são equipadas com soluções de Vigilância Eletrônica de Mercadorias (VEM). A tecnologia VEM integra os pedestais de prevenção, geralmente colocados nas portas de entrada e saída das lojas, as etiquetas Acusto-Magnéticas (AM) e os desativadores AMB, que podem ser instalados em qualquer superfície e junto aos caixas das lojas. “Estamos satisfeitos com a performance dos equipamentos

da Plastrom Sensormatic e pretendemos continuar com a parceria tecnológica nas novas lojas da rede”, declara Marcelo Plaisant. Para o empresário, assim como é importante equipar as lojas com tecnologia de prevenção, é imprescindível que a equipe esteja alerta e atenta à movimentação das pessoas nos espaços de loja. “Uma equipe bem treinada, focada em atender bem o cliente e comprometida com o negócio faz a diferença e complementa a eficácia da performance das soluções tecnológicas da Plastrom Sensormatic”, conclui. Em sintonia com o mundo dos esportes radicais, o grupo mantém uma escola de surfe no Recreio dos Bandeirantes, zona norte do Rio de Janeiro, patrocina três atletas de surfe e eventos de esportes radicais, nas modalidades surfe e skate.

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PARCEIROS

Digitalização de imagens ajuda varejistas a administrar melhor a equipe Com a análise do fluxo de clientes, é possível traçar estratégias de vendas e ações motivacionais mais assertivas para funcionários e ainda potencializar ganhos

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cliente tenha conhecimento da ocorrência. Seu processo de gerenciamento de dados é completo e confiável e vai desde a transmissão, validação, correlação e armazenamento de dados até a análise e disponibilização em um ambiente web amigável e de fácil navegação. Varejistas como C&A, Pernambucanas, Vivo, Telhanorte, Leroy Merlin, Livraria Cultura, Cybelar, Shoestock, Nokia, Via Uno, Reebok, Cantão, Redley, L’Occitane, Lacoste, Kate Spade estão entre seus clientes.

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Imagine entrar numa loja interessado em obter mais detalhes sobre um produto e não aparecer nenhum vendedor para atendê-lo porque a loja está cheia demais. Ou ainda, em situação oposta, os vendedores (vários deles) disputarem sua atenção em uma loja vazia. Ambos os casos são constrangedores, certo? No entanto, existe uma maneira de ajudar varejistas a driblar situações como essas, utilizando a tecnologia para digitalização de imagens do fluxo de clientes de uma loja. É simples. Por meio das informações obtidas pelo sistema de câmeras instaladas nas lojas (video-analytics), é possível garantir melhor gestão de todos os processos, como definir a escala de funcionários em horários de maior ou menor fluxo, entendendo, por exemplo, quantos são necessários para garantir um bom atendimento na linha de frente, bem como quantos caixas deverão ser abertos, evitando, assim, maior tempo em filas. Ou, ainda, se há muita ociosidade e em que períodos do dia ou da semana ela ocorre. As mesmas informações de fluxo de clientes podem ser utilizadas para treinamento da equipe de vendas, ações de marketing e administrativas. A Virtual Gate, uma empresa que há dez anos usa a tecnologia de captura de informações por meio de câmeras para oferecer serviços e soluções diferenciadas, possibilita aos seus clientes varejistas obter uma análise especializada das informações apuradas pelos sistemas. “O detalhamento sobre a quantidade de clientes que entraram na loja versus taxa de conversão (tíquetes emitidos) é um deles, que é bastante utilizado para definir métricas de crescimento e capacitação da equipe”, explica a diretora-geral da Virtual Gate, Heloísa Cranchi. “Com a utilização da solução da Virtual Gate, as informações podem ser convertidas em ações estratégicas de acordo com a sazonalidade dos PDVs, permitindo melhor administração das lojas, bem como de suas estratégias de marketing e de planejamento operacional”, diz. A Virtual Gate, que pertence ao Grupo Plastrom, mantém um serviço proativo de monitoramento de toda a rede de câmeras instaladas, detectando qualquer falha de transmissão ou de geração de dados e corrigindo-a antes mesmo que o


MERCADO

PERDAS ELEVADAS CONTINUAM EM DESTAQUE O índice de perdas nos supermercados brasileiros apresentou melhora no ano de 2011 em relação a 2010. Mesmo assim o percentual é alto, principalmente considerando-se as margens apertadas de lucro do setor As perdas no varejo brasileiro de supermercados representaram, em média, 1,96% da receita operacional das empresas em 2011. Em 2010 esse índice tinha chegado a 2,26% da receita. Esses dados constam da última pesquisa do Programa de Administração do Varejo da Fundação Instituto de Administração (Provar/FIA), realizada em parceria com a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), a Nielsen e o Instituto Brasileiro de Executivos do Varejo (Ibevar), divulgada em setembro de 2012. Ainda segundo o levantamento, que foi realizado junto a 262 organizações brasileiras de autosserviço, as maiores perdas são decorrentes de quebras operacionais (33%). Em seguida aparecem furto externo (19%), erros administrativos (16%), furto interno (15%), fornecedores e outros ajustes (10% ). Conforme observa Carlos Eduardo Santos, presidente do Comitê de Prevenção de Perdas do Ibevar, entre as causas que mais contribuíram para as quebras operacionais, estão

os produtos com validade expirada, produtos danificados por colaboradores, produtos danificados por clientes e embalagens vazias com produtos furtados. “O gerenciamento adequado dessas perdas, depende muito do nível de maturidade dos varejistas para a adoção de boas práticas de prevenção de perdas”. Segundo a pesquisa, a redução no índice de perdas é resultado do aumento dos investimentos das empresas de autosserviço em tecnologias de prevenção e também da melhora na execução dos processos internos que vem sendo implementados pelos varejistas, nos últimos anos. Apesar disso, no entanto, os investimentos com vistas à redução e prevenção de perdas, no Brasil, ainda são muito pequenos quando comparados aos de outros países. “Os Estados Unidos, por exemplo, que adotaram pioneiramente tais sistemas, possuem um modelo diferenciado e perdas muito menores”, pondera Santos.

CAUSAS DAS PERDAS 10%

19%

Furto externo Furto interno Erros administrativos 15%

33%

Fornecedores Quebras operacionais

16%

Outros ajustes

10% Fonte: PROVAR/FIA

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GIRO PELAS ASSOCIAÇÕES ABRAS TEM NOVO PRESIDENTE PARA 2013-1014

A Associação Brasileira de Supermercados (Abras) empossou novo presidente para o biênio 2013-2014. Fernando Yamada, ex-presidente da Associação Paraense de Supermercado (Aspas) foi eleito por unanimidade, para presidir a Abras nos próximos dois anos, em substituição a Sussumu Honda, que esteve à frente da entidade de 2007 a 2012. Honda assume a presidência do Conselho Consultivo da Abras na nova gestão. O vice-presidente da rede de Supermercados Yamada, tem uma longa trajetória como representante do setor supermercadista no Brasil. Participa da diretoria da Abras há 15 anos e no biênio passado ocupou a primeira vice-presidência da associação. Fundada em 1968, a Abras tem sede na capital paulista, São Paulo, e escritório em Brasília, Distrito Federal. Representa o setor de autosserviço no Brasil, que responde por cerca de 5,5% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.

Seminário aborda relações de trabalho

Em uma ação conjunta da Associação Paranaense de Supermercados (Apras) e da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego do Paraná (SRTE/PR), foi realizado o Seminário de Sensibilização do Setor Supermercadista. A iniciativa, inédita no país, tinha como objetivo buscar avanços nas relações entre funcionários e empregadores. Com o tema “Gestão eficaz das relações de trabalho”, o seminário contou com mais de 100 participantes, entre empresários, líderes e gestores supermercadistas. No encontro, foram abordadas as leis trabalhistas vigentes no Brasil, bem como as leis que regem a contratação dos trabalhadores do setor. As condições de saúde do colaborador, recrutamento e seleção e as vantagens de um ambiente de trabalho gerido por um líder qualificado foram os tópicos das palestras.

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Super Rio Expofood 2013 Maior encontro dos setores de supermercado, panificação, hotelaria, franchising, conveniência e restaurante do Rio de Janeiro, a Super Rio Expofood abordará em sua 25ª edição o tema “Varejo sustentável”. Organizado pela Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj), o evento apresentará aos varejistas referências para que o segmento possa desenvolver práticas sustentáveis genuínas e, desse modo, obter a preferência dos consumidores. A Super Rio Expofood 2013 será realizada de 19 a 21 de março no Riocentro – Pavilhão 4. Informações e inscrições: www.superrio.com.br.

Apas apresenta nova diretoria A Associação Paulista de Supermercados (Apas) anunciou seus novos diretores para o biênio 2013/2014. João Galassi ganhou um novo mandato e seguirá na presidência da entidade. As primeiras ações da nova diretoria foram a assinatura de um convênio com a Desenvolve SP para oferecer linha de crédito aos associados que buscam tornar seus estabelecimentos mais sustentáveis e uma parceria com o Via Rápida Emprego, programa do governo do estado que auxiliará na indicação de cursos de qualificação para atender à demanda de mão de obra no setor. A entidade também anunciou a data da Feira Apas 2013, que trará o tema “Capitalismo consciente”. O evento será realizado entre os dias 6 e 9 de maio de 2013 no Expo Center Norte. Informações e inscrições: www.feiraapas.com.br.


Pesquisa Anamaco apresenta novidade

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A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) anunciou Katia Ratnieks como diretora do Instituto de Pesquisa Anamaco. Ratnieks trabalhou por dez anos no Ibope como diretora de Pesquisas de Mercado e era responsável pela Pesquisa Anamaco. Realizada desde 1991, a Pesquisa Anamaco é um dos principais estudos sobre a indústria da construção. Feita a partir da avaliação dos lojistas, a pesquisa serve também como referência para o Prêmio Anamaco, que indica os melhores do ano no setor.

Acaps completa 40 anos

Brasilshop em Brasília

Em 2012, a confraternização de final de ano da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps) também celebrou as quatro décadas de história da entidade. A festa, realizada no Centro de Convenções de Vitória, reuniu 800 pessoas e contou com coquetel, homenagens e uma apresentação do cantor Emmerson Nogueira. Fundada em 1972 a partir de uma reunião entre 19 empresários para discutir o setor de supermercados no Espírito Santo, conta hoje com mais de 500 associados.

A capital federal recebeu a última edição do ano do Brasilshop – Congresso Internacional de Varejo, evento promovido pela Associação dos Lojistas de Shopping (Alshop) e realizado no Centro de Convenções Brasil 21. O encontro, voltado para a indústria varejista de shopping centers da região, discutiu o atual cenário econômico, as perspectivas para o setor, os desafios das franquias no Brasil e as novas formas de se relacionar com o consumidor em tempos de redes sociais. Em 2012, o Brasilshop também passou por Goiânia, São Paulo e Fortaleza.

Agas investe em programas de capacitação

Com o intuito de formar e fornecer mão de obra qualificada para o varejo do estado, a Associação Gaúcha de Supermercados (Agas) promove ações de capacitação profissional, oferecendo cursos – muitos gratuitos – na capital e no interior. Uma das iniciativas é o Projeto Empregar, que ministra cursos básicos de empacotamento, atendimento, operação de caixa e suprimento. Outro programa da entidade, voltado para quem já atua no setor, mas também aberto a quem busca vaga no mercado de trabalho, é o Escola Móvel, uma carreta adaptada que reproduz o ambiente de alguns setores de um supermercado, como padaria e açougue, e tem capacidade para atender até 50 alunos. Para mais informações, acesse: www.agas.com.br.

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Almoço beneficente da Amas ajuda trabalhos sociais No final de 2012, a tradicional feijoada promovida pela Associação Sul-Mato-Grossense de Supermercados (Amas), em sua décima edição, repetiu o sucesso dos anos anteriores e arrecadou fundos para duas entidades assistenciais do estado. Dessa vez, foram beneficiados o asilo Recanto São João Bosco, de Campo Grande, que recebeu R$ 15.555,00, e a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Sidrolândia, que recebeu R$ 6.666,00, totalizando uma ajuda de R$ 22.221,00. A Feijoadamas é um evento organizado pela Comissão Feminina da Amas.

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ARTIGO

GESTÃO DE RISCOS, AUDITORIA E PREVENÇÃO DE PERDAS NO VAREJO Tenho observado, em algumas estruturas organizacionais do varejo de médio e grande portes, diferentes papéis desempenhados pelas áreas de Prevenção de Perdas, Gestão de Riscos e Auditoria. Este artigo tem como objetivo traçar um paralelo de conceitos, sinergias e conflitos entre essas três áreas, que, embora representem funções diferentes, atuam em busca dos mesmos objetivos. Enumero alguns conceitos sobre as áreas:

GESTÃO DE RISCOS

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Ciência que objetiva conhecer os riscos a que as empresas estão expostas, por meio de análises detalhadas dos ambientes interno e externo da organização, nos aspectos

estratégico, operacional e financeiro, para que a empresa possa tomar decisões no presente que venham a trazer resultados mais satisfatórios no futuro, desde que as ações tomadas sejam viáveis dos pontos de vista operacional e financeiro. Essas decisões (planos de ação) têm como objetivo a mitigação, o gerenciamento ou a eliminação dos riscos. A Gestão de Riscos tem sua aplicação baseada em normas internacionais e nacionais, além de ser uma boa prática de Governança Corporativa, processo ao qual as empresas de capital aberto e que estão no novo mercado devem e precisam se adequar. Além dos aspectos legais e formais, a Gestão de Riscos permite à empresa uma administração transparente, tanto

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dos resultados financeiros quanto dos controles internos, diminuindo as incertezas e surpresas que podem afetar os negócios e levar a resultados indesejados, como o fechamento da empresa. Pelo aspecto legal, a área deve possuir diretoria independente, reportando-se ao Presidente, Conselho de Administração e/ou Comitê de Auditoria. Tem atividade de staff e, portanto, não deve fazer parte do processo interno da organização, sendo responsável pelas seguintes atividades internas: • Auxílio na identificação de riscos inerentes às operações • Definição de metodologia para mensuração e sistemática de acompanhamento • Acompanhamento das operações de forma independente • Avaliação do grau de exposição e garantia de que os limites estabelecidos sejam observados • Comunicação dos resultados para a alta administração

AUDITORIA Área que tem como responsabilidade auxiliar a alta administração a alcançar seus objetivos estratégicos e operacionais por meio do acompanhamento e revisão das atividades internas da empresa, objetivando avaliar se estão em conformidade com as políticas internas, resoluções e legislação. Assim como a Gestão de Riscos, a Auditoria Interna é mais uma função assessorial que de linha e, principalmente, independente, para que tenha liberdade para revisar e avaliar as normas, os planos, procedimentos, registros e recomendar melhorias. As atividades da área de Auditoria são: • Revisão, avaliação da eficácia, suficiência e aplicação dos controles contábeis, financeiros e operacionais • Determinação da extensão do cumprimento das normas, dos planos e procedimentos vigentes • Determinação da extensão dos controles sobre a existência dos ativos da empresa e da sua proteção contra todo tipo de perda • Determinação do grau de confiança das informações e dados contábeis e de outra natureza, preparados dentro da empresa • Avaliação da qualidade alcançada na execução de tarefas determinadas para o cumprimento das respectivas responsabilidades

• Avaliação dos riscos estratégicos e de negócio da organização • Auxílio para a companhia melhorar seus processos de negócio Pela independência, a Auditoria Interna não deve planejar nem implantar procedimentos, escriturar registros ou ter participação em atividades que, normalmente, deve revisar e avaliar.

PREVENÇÃO DE PERDAS Área responsável pelo gerenciamento e monitoramento das atividades corporativas geradoras das perdas físicas, financeiras, rupturas e quebras operacionais. Possui papel semelhante à área de Controles Internos, pois implementa processos para garantir que as perdas tenham o menor impacto possível sobre os negócios. Suas principais atividades são: • Mapeamento, revisão e implementação dos processos geradores de perdas • Criação e monitoramento dos indicadores de perdas

Assim como a Gestão de Riscos, a Auditoria Interna é mais uma função assessorial que de linha e, principalmente, independente, para que tenha liberdade para revisar e avaliar as normas, os planos, procedimentos, registros e recomendar melhorias

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• Realização de treinamentos dos processos internos • Avaliação de investimentos em tecnologias • Realização de auditorias preventivas nos processos geradores de perdas

PONTOS SIMILARES ENTRE AS ÁREAS As três são áreas de staff, isto é, que não fazem parte de forma direta da operação, embora a Prevenção de Perdas possua algumas atividades operacionais dentro das lojas, como a participação no processo de recebimento de mercadorias. Também realizam testes nos controles, objetivando a identificação de não conformidades. Para tanto, geralmente utilizam a mesma metodologia de auditoria, por meio da

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definição de uma amostra, walkthrough, formalização dos testes e geração de relatórios. Outro ponto em comum está relacionado à melhoria dos processos. As três áreas se preocupam com a conformidade dos processos internos em relação às políticas da empresa, realizando mapeamentos e avaliações de forma permanente. E sempre que possível recomendam mudanças com base nas boas práticas, riscos identificados e oportunidades.

PONTOS DIVERGENTES E CONFLITANTES O âmbito de controle da Prevenção de Perdas é mais limitado que o da área de Gestão de Riscos, que tem uma função mais corporativa, embora algumas empresas tenham uma estrutura única para o gerenciamento dessas áreas. A Prevenção de Perdas tem como foco a gestão sobre as perdas físicas nas lojas e centros de distribuição, já a Gestão de Riscos é responsável pelos riscos relacionados aos processos logísticos, de segurança, de crédito e de governança, além de poder assumir a gestão sobre as perdas físicas. Já a Auditoria possui uma função mais abrangente e independente. Tem o objetivo de auditar todas as áreas da empresa, inclusive a Gestão de Riscos e a Prevenção de Perdas.

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Um exemplo perfeito dessa segregação está relacionado com a Auditoria de Estoques, por meio do processo de inventário. Como indicador principal, a área de Prevenção de Perdas é medida pela redução das perdas. E o principal instrumento para a identificação desse índice é o processo de inventário. Sendo diretamente responsável pelo resultado do inventário, não é recomendado que a execução seja realizada pela área de Prevenção de Perdas. Nesse contexto a Auditoria é a área mais indicada para a realização desse trabalho. Embora os papéis possam conflitar, muitas empresas possuem em sua estrutura organizacional o compartilhamento dessas atividades em uma única área, em razão da maturidade, do apetite para investimentos e principalmente do porte da empresa. Uma política bem estruturada, definindo papéis e responsabilidades, pode diminuir o impacto desses conflitos. Por outro lado, ambientes informais podem comprometer resultados e objetivos traçados. Artigo escrito por Carlos Eduardo Santos, diretor de Soluções e Store Performance da Plastrom Sensormatic.



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