Page 1

Nota .este blog é pessoal, e por isso ,de relativo interesse, senão para a sobrinhada. Lerá quem o quiser fazer ,depois de avisado)

Eu e …. a Srª do Pranto

São em alguns momentos contraditórias as lembranças que me ocorrem, com o festejos da ARª do Pranto, acontecimento religioso-pagão, desde sempre muito ligado à minha família paterna: os Fonsecas, naquele tempo em que a família era como que um clã. Não tive a felicidade de conhecer o patriarca, o Prof. Fonseca, meu avô, homem de uma personalidade muito vincada e própria, onde a dureza, a exigência e a ética, atingiam valores de excepção. Dele ouvi relatos que muito influíram na minha postura perante a vida. Muito ligado ao Convento, à Capela e à sua remodelação, professor da segunda Escola de Ílhavo, sua propriedade (como o eram as Escolas dos Moitinhos e Gafanha de Aquém) o Avô foi um dos maiores de Cimo de Vila. Este «maior» ,era um apelido advindo de uma célebre história, a construção da estrada Ílhavo –Gafanha da Maluca, que se pretendeu ser financiada pelos «40 maiores», expressamente convocados para o efeito. Ora, o maior dos maiores, era então, dizia-se, o Padre Manuel Nunes da Fonseca, meu tio avô. Vamos lá saber como o Padre arranjou tal fortuna, e como a transmitiu. Nunca me falaram de tal história. Por isso a Família esteve sempre envolvida nos festejos em honra da Senhora (a pietà á portuguesa).

Eu e a Srª do Pranto  

Senos da Fonseca