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Sistema FAEPA-SENAR ANO X Abril/Maio/Junho 2013

Sertão Empreendedor: Um Novo Tempo para o Semiárido

Programa pretende modificar a realidade do semiárido paraibano com alternativas que driblem a estiagem Comunidade Rural Chã de Jardim é modelo de união na Paraíba

Missão internacional da CNA divulga o potencial do agronegócio brasileiro


Projetos Especiais Expediente

O Programa Nacional 20 turmas do Pronatec no SENAR, de Acesso ao Ensino Técnico e num total de 350 vagas em 4 Emprego (Pronatec) foi criado pelo diferentes cursos. Governo Federal, em 2011, com Com a ampliação das o objetivo de ampliar, interiorizar oportunidades educacionais e democratizar a oferta de cursos dos produtores e trabalhadores de Educação Profissional Técnica rurais, o programa pretende de nível médio e de cursos e contribuir com a melhoria a programas de Formação Inicial e qualidade de vida da população Continuada (FIC). rural e dotar o agronegócio de Pronatec no SENAR Para 2013, o SENAR Nacional empreendedores qualificados e O Programa Nacional Acesso Ensino e Emprego (Pronatec) foi criado pactuou com o MECdeum totalaode 40 Técnico líderes comprometidos com o pelo Governo Federal, em 2011, com o objetivo de ampliar a oferta de cursos de mil vagas, distribuídas por todo o desenvolvimento. educação profissional e tecnológica. país. Para a Paraíba, estão previstas Para 2013, estão previstas 20 turmas do Pronatec no SENAR na Paraíba, num total de 350 vagas em 4 diferentes cursos. Confira as ofertas do Pronatec do SENAR para sua região: Município Alagoa Grande

Curso Bovinocultor de Leite

Alagoa Nova

Fruticultor

30

Areia

Bovinocultor de Leite

40

Caaporã

Fruticultor

40

Catolé do Rocha

Apicultor

30

Cubati

Apicultor

15

Esperança

Fruticultor

40

Sapé

Horticultor Orgânico

30

Santa Luzia

Bovinocultor de Leite

40

Seridó

Apicultor

15

Umbuzeiro

Apicultor

30

Total de vagas ofertadas

2

Vagas 40

350

Informações e Contato Sindicato dos Produtores Rurais de Alagoa Grande – (83) 3273 2273/9928 0792 Sindicato Rural de Alagoa Nova – (83) 3365 1022/3222 2000 Sindicato Rural de Areia (83) 3503 1062/9971 5676 Sindicato dos Produtores Rurais de Caaporã - (83) 9642 7575/8714 7596 Sindicato Rural de Catolé do Rocha - (83) 3441 1325/8888 1464 Sindicato Rural de Juazeirinho - (83) 3382 1643/9194 0948 Sindicato dos Produtores Rurais de Esperança - (83) 3221 1176/3222 2000 Sindicato Rural de Sapé (83) 9124 5892/8872 7322 Sindicato dos Produtores Rurais de Santa Luzia (83) 3461 2075/9123 8883 Sindicato Rural de Juazeirinho - (83) 3382 1643/9194 0948 Sindicato Rural de Umbuzeiro - (83) 3395 1104/9162 7917

Demandante MDS-CRAS municipais SEDUC – Secretaria de Educação do Estado MDS-CRAS municipais MDS-CRAS municipais MDS-CRAS municipais SEDUC – Secretaria de Educação do Estado MDS-CRAS municipais SEDUC – Secretaria de Educação do Estado MDS-CRAS municipais SEDUC – Secretaria de Educação do Estado MDS-CRAS municipais

PARAÍBA

O Informativo Canal Rural é uma publicação do Sistema FAEPA-SENAR, produzida pela Assessoria de Comunicação Social, com distribuição gratuita aos seus associados. Os artigos assinados são de responsabilidade de seus autores. ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL: Juliana Rossignoli Luan Barbosa – Estagiário CONSELHO ADMINISTRATIVO SENAR-PB Presidente: Mário Antônio Pereira Borba Suplente: Vanildo Pereira da Silva Representante Administração Central: Rosanne Curi Zarattine Representante da Fetag: Liberalino Ferreira de Lucena Representantes da Classe Produtora:Raimundo Nonato Siqueira; Luiz Correia Paes de Araújo CONSELHO FISCAL Representante Adm. Central: Paulo Renato de Miranda Bezerra Representante da FAEPA: Francisco de Assis F. Barbosa Representante da Fetag: Antonio de Freitas Araújo Superintendente: Sérgio Ricardo Gouveia Martins Para sugestões, críticas e envio de reportagens, utilize os seguintes endereços: Rua Eng. Leonardo Arcoverde, 320 - Jaguaribe CEP: 58015-660 - João Pessoa/PB Fone: (83) 3048 6050 www.senarpb.com.br - www.faepapb.com.br canalrural@senarpb.com.br Para receber o Canal Rural, envie o endereço de entrega para o e-mail: canalrural@senarpb.com.br Para falar com a Assessoria de Comunicação Social: (83) 3048 6073 / 3048 6005


Palavra do Presidente

Exemplos a serem seguidos Aproveitando o momento pelo qual estamos passando, com o povo na rua e as manifestações espalhadas por todo o país, peço, sem procurar motivos, razões ou por quês, que façamos uma análise de apenas um fato no meio de toda esta movimentação, o poder da união.

E durante esta análise, peço também que não foquemos na união apenas na hora de brigar por nossos direitos, mas que pensem no poder da união na hora de produzir, vender, comprar, investir, propor, falar, e como esta simples ação está diretamente ligada ao fortalecimento do nosso setor.

Há tempos venho falando para os produtores rurais da Paraíba sobre a importância da união. Sobre como juntos, nos tornamos fortes, ganhamos voz e peso político.

Temos que ter em mente, definitivamente, que o associativismo e o cooperativismo estimulam a coletividade, tornando a produção e comercialização mais rentáveis. Além disso, gera melhores condições de concorrência e possibilita uma maior participação no mercado. Pequenas quantidades de qualquer produto podem ser pouco atrativas para grandes consumidores, mas 100 toneladas deste mesmo produto podem chamar a atenção de grandes redes de supermercados, por exemplo, e compradores de grandes mercados dentro e fora do Brasil.

As manifestações são uma prova real de como a união faz a força. Mesmo envolvidas num rol bastante diversificado de demandas, as manifestações conseguiram chamar a atenção dos governantes e melhor ainda fazer com que, mesmo que lentamente, eles se mexessem para atender de alguma forma, alguns de seus pleitos.

Aprender a trabalhar em equipe, visando o bem de todos os membros do grupo, deve fazer parte do nosso cotidiano. Ensinar nossos filhos e as próximas gerações sobre a importância da união deve ser prioridade. As conversas e discussões em torno deste assunto devem ser exploradas ao máximo, até que a ideia de união esteja intrínseca dentro de cada produtor rural. E todo este trabalho deve começar imediatamente. Vamos usar o exemplo destes jovens que, acreditando na força da união, se juntaram para reivindicar soluções e melhorias para o país como um todo e nos unir para fortalecer o setor agropecuário da Paraíba, do Nordeste e do Brasil. Mário Borba, presidente do Sistema FAEPA/SENAR-PB

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FAEPA & SENAR em ação FAEPA leva presidentes de sindicatos a encontro em Brasília O presidente Mário Borba e 25 presidentes de sindicatos rurais da Paraíba participaram, no dia 04/06, do Encontro Nacional de Dirigentes Sindicais. O evento, que aconteceu no Palácio do Planalto, em Brasília, fez parte do Lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, promovido pela CNA. Segundo Mário Borba, o encontro promoveu, além da

interação e troca de experiências, a atualização dos gestores sindicais. “O objetivo de um encontro como esse é aproximar ainda mais as lideranças e, antes de tudo, ouvi-las. Temos que saber quais são os problemas que cada gestor enfrenta para que possamos encontrar soluções que possibilitem a expansão da agropecuária no nosso estado e no país”, afirmou.

Emater e Sindicato Rural disseminam cultura da Seca provoca pedido Palma em Monteiro de perdão de dívidas

Emater e Sindicato Rural disseminam cultura da Palma em Monteiro

O Sindicato Rural de Monteiro e a Emater promoveram no dia 29 de maio, no município de Monteiro, o Dia do Campo. O evento foi marcado por palestras de técnicos que apresentaram todo o potencial e usos da palma, como alimentação animal, produção de cosméticos, produtos

de higiene e também na alimentação humana. Segundo o presidente do Sindicato Rural, Walmir Azevedo, os produtores ficaram empolgados com a técnica do cultivo adensado e visitam, diariamente, o campo de demonstração montado no município. “Os produtores vêm aqui para observar a técnica e pedir orientação para montar um campo de palma irrigada em sua propriedade. Se você tiver mil pés de palma irrigada plantada, você conseguirá alimentar cinco vacas de leite no período de um ano, então é uma alternativa em que vale a pena investir”, conclui ele.

SENAR-PB participa do Ação Global em Sousa

Presidente do Sindicato Rural de Sousa, Tiburtino Cartaxo com o Superintendente do SENAR-PB, Sérgio Martins.

O SENAR-PB foi até o município de Sousa, sertão paraibano, para integrar a Ação Global, programa realizado pelo SESI em parceria com a Rede Globo. Como serviço, o SENARPB levou até o evento o treinamento de “Produção de Iogurtes, bebidas lácteas e doces”, que capacitou os

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produtores de leite ensinando técnicas de conservação, pasteurização e produção de produtos derivados do leite. Além do treinamento, o SENARPB montou no Dia D (18/05), um espaço para apresentação de suas ações e degustação dos produtos feitos pelos alunos durante os treinamentos.

Produtores Rurais da Paraíba reunidos em frente ao Banco do Nordeste em Campina Grande

Mais de 500 produtores rurais se reuniram no dia 22/04, em frente ao Banco do Nordeste em Campina Grande, para protestar e pedir soluções para o problema do endividamento rural do nordeste. O Grito da Seca e Perdão das Dívidas, organizado pela FAEPA, Sindicato Rural de Campina Grande e demais Sindicatos Rurais do estado, Associação dos Mutuários de Crédito Rural do Estado da Paraíba e Movimento em Defesa dos Endividados do Crédito Rural do Nordeste Brasileiro, teve como principal objetivo chamar a atenção dos governantes para os problemas que vem dizimando os rebanhos e acabando com o setor agropecuário do nordeste. “Nossos representantes e, principalmente a presidente Dilma, precisam conhecer a realidade vivida aqui no nordeste. Precisam enxergar que o descaso deles está destruindo o setor agropecuário nordestino”, afirmou o presidente da FAEPA, Mário Borba.


FAEPA & SENAR em ação

SENAR-PB avalia desempenho no 1º quadrimestre Os conselhos Fiscal e Administrativo do SENAR-PB estiveram reunidos, respectivamente, nos dias 07 e 10 de junho, em João Pessoa, para avaliar os resultados alcançados pela instituição no 1º quadrimestre deste ano. “A reunião do Conselho Fiscal é uma prestação de contas prevista em nosso regulamento, mas é, principalmente, a apresentação de como o recurso investido pelo produtor rural é usado e retorna como capacitação, educação e oportunidade para todo o setor rural paraibano”, afirmou o chefe do Departamento de Administração e Finanças do SENARPB, Isaac Newton Gadelha.

Mobilizadora do SENAR recebe prêmio por promoção social Os membros do Conselho Administrativo tiveram acesso aos números gerais do SENAR-PB e puderam avaliar o desempenho da instituição em todos os setores. Os conselheiros conheceram os resultados alcançados com a capacitação e formação profissional, principal objetivo do SENAR, e como todos os outros setores da instituição contribuem diariamente para o cumprimento das metas e consequente melhoria da qualidade de vida do produtor rural paraibano. Os dados foram apresentados pelo superintendente do SENAR-PB, Sérgio Martins.

Treinamento de Arte Culinária cria oportunidades para produtoras rurais O treinamento de Arte Culinária - Doces e Salgados realizado no município de Gurjão no mês de março já colhe resultados positivos para as alunas participantes da ação. De acordo com a instrutora do SENAR-PB, Orcélia Barbosa, as produtoras rurais que participaram do treinamento já estão vendendo bolos, tortas e salgados, garantindo renda extra para a família. “Um parte

das alunas se uniu e está fornecendo alimentos para merenda escolar do município, outro grupo vai abrir uma cantina para comercializar os produtos e também montar uma barraca na famosa festa do bode da cidade”, afirma ela. Segunda a instrutora, a ação do SENAR-PB é importante para desenvolver a economia local e a autoestima das produtoras rurais.

Sindicato Rural de Boqueirão reinaugura sede de presidentes de outros sindicatos rurais, autoridades e representantes do Sistema FAEPA/SENAR-PB. Durante o evento, o presidente do Sistema FAEPA/SENAR-PB, Mário Borba, apresentou aos produtores da região o novo programa da instituição, o “Sertão Empreendedor: Um novo tempo para o Semiárido”. Após uma ampla reforma para melhor atender aos produtores rurais da região, foi reinaugurada no dia 14/06, a sede do Sindicato Rural de Boqueirão. A solenidade reuniu diversos associados, além

Criado em 1987, o Sindicato que é dirigido pelo presidente Francisco de Assis Barbosa, atende, além dos produtores rurais de Boqueirão, aos municípios de Alcantil, Barra de Santana, Caturité e Riacho de Santo Antônio.

A mobilizadora do SENARPB, Jucilândia Fernandes, foi uma das 32 mulheres homenageadas na solenidade de lançamento o Ciclo 2013 de Audiências Regionais, realizada em abril. Após apresentar sua defesa de ações, Jucilândia recebeu o prêmio Ceci Melo de Participação Social. “Fico muito feliz por ter meu trabalho reconhecido. A gente não trabalha para gritar aos quatro ventos e aparecer na mídia, mas para promover o crescimento social da nossa região, mas quando somos reconhecidos pelo que nos propomos a fazer ganhamos um gás a mais para continuar fazendo”, conta Jucilândia.

Treinamento de Fabricação de Aguardente acontece em Mamanguape Realizado em maio, na Usina Monte Alegre, em Mamanguape, o treinamento ensinou aos 18 participantes todo o processo de fabricação da cachaça. “O aluno aprende a extrair o caldo da cana, preparar a fermentação e a destilação e a forma correta de armazenamento, envelhecimento e engarrafamento da aguardente”, explicou o instrutor do SENAR-PB, Carlos Barreto. De acordo com o mobilizador do treinamento, Carlos Figueiredo, os produtores participantes já trabalham na Usina Monte Alegre, produtora de açúcar e álcool. “O SENAR-PB ofereceu uma capacitação dentro de uma área que eles já atuam e isso é muito importante para o desenvolvimento de suas habilidades, da produtividade da cachaça e da economia local” afirmou.

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Encontro de Dirigentes

Presidentes dos sindicatos rurais participam de treinamento de Gestão Sindical

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O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural da Paraíba (SENAR-PB) promoveu junto com a Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA) no mês de maio o Treinamento em Gestão Sindical Rural para os presidentes dos sindicatos rurais do estado. A ação aconteceu em João Pessoa e contou com a presença de 30 presidentes. Na ocasião, o gerente sindical da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (FAEG), Antelmo Teixeira Alves, expôs aos participantes o modelo de gestão seguido em seu estado, destacando o papel do presidente nos sindicatos rurais, a administração e os serviços oferecidos pelo sindicato. “O treinamento teve uma visão ampla sobre gestão sindical, responsabilidade fiscal e sobre o Ministério do Trabalho”, explicou o assistente sindical da FAEPA, Geraldo Martins. O treinamento foi composto por quatro painéis que, segundo Antelmo, trouxeram aos presidentes informações importantes para a gestão dos sindicatos. “A ideia inicial foi mostrar como é a atuação de todo Sistema Sindical e ações a nível nacional

e como ocorre no nosso estado, as nossas diretrizes e principais bandeiras, programas, projetos e serviços trabalhados e oferecidos aos nossos sindicatos filiados. Depois focamos na atuação da Organização Sindical e seus desafios, mostrando as possíveis ações que podem ser desenvolvidas pelo Sindicato Rural como forma de buscar a participação e fidelização dos produtores e concentrar no papel dos dirigentes frente à entidade”, informou ele. Além da exposição de Antelmo, os presidentes também receberam explanações e orientações do sindical da FAEPA a respeito do Sindicato Forte e Certificado Digital. “Nós tivemos uma abordagem aprofundada nas áreas de Obrigações Legais, Atuação institucional, Gestão e Prestação de Serviços. Estas áreas são conteúdos que constituem o Índice de Desenvolvimento Sindical (IDS) que mostra o desempenho de cada Sindicato Rural. Este trabalho serve de marco inicial para desencadear o Programa Sindicato Forte que é o Programa de Fortalecimento Sindical que está sendo oferecido pelo Sistema

CNA/SENAR”, retomou Geraldo Martins. Para o presidente do Sindicato Rural de Cajazeiras, João Mendes, o encontro foi proveitoso e serviu para disseminar conhecimentos e técnicas para melhorar a gestão sindical de cada município. “Foi importante conhecermos o trabalho sindical de outro estado que funciona tão bem. Essa troca de informações se configura como uma ação legítima para que possamos aplicar o que nos foi ensinado em nossa gestão, melhorando o nosso atendimento, serviços, pontualidades e competência. O treinamento trouxe a chance de percebermos os nossos pontos altos e baixos e fazer o sindicato avançar”, conclui ele.

O superintendente do SENAR-PB, Sérgio Martins com o gerente sindical da FAEG, Antelmo Teixeira Alves


Missão Internacional

CNA inaugura

Missão internacional da CNA visa escritório em divulgar o potencial do agronegócio Bruxelas brasileiro Presidente da FAEPA acompanha a senadora Kátia Abreu à Bruxelas e Genebra

Presidentes de Federações com a Senadora Kátia Abreu

O presidente da FAEPA, Mário Borba, foi um dos integrantes da comitiva internacional da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) que viajou à Europa, no mês de junho, com o objetivo de divulgar a importância e todo o potencial do agronegócio brasileiro. A comitiva participou de eventos nas cidades de Genebra e Bruxelas. Além da senadora Kátia Abreu e do presidente Mário Borba, a comitiva foi formada, pelo secretário executivo do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara; pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), José Mário Schreiner; pelo presidente da

Federação da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (Faesc), José Zeferino Pedroso e pelo presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel. No dia 17/06, a comitiva participou de uma reunião com o vice-presidente do Fórum Econômico Mundial (WWF), Borge Brende e a diretora chefe da América Latina, Marisol Arqueta, entre outros dirigentes e técnicos. No dia 18/06, a missão internacional acompanhou o pronunciamento da senadora Kátia Abreu na 102ª Conferência Internacional do Trabalho, organizada pela Organização Mundial do Trabalho (OIT).

Senadora Kátia Abreu durante apresentação na Apex Brasil.

Saiba mais O processo de internacionalização da CNA, iniciado em 2012 com a implantação de um escritório em Pequim (China), tem o objetivo de aumentar a participação dos produtos agropecuários brasileiros no mercado mundial e promover mais parcerias entre o Brasil, China e países da Europa. Nos últimos dez anos, as

exportações agrícolas brasileiras para a União Europeia representaram, em média, 23% do total exportado pelo País. Entre maio de 2012 e abril de 2013, as vendas chegaram a quase US$ 22 bilhões (ou cerca de 21,9% do total das exportações brasileiras), com destaque para a soja, produtos florestais, café, carnes e suco de laranja.

Inauguração do Escritório da CNA

Com a finalidade de aproximar e fortalecer a imagem do Sistema CNA e do agronegócio brasileiro junto à União Europeia, foi inaugurado, no dia 19/06, o escritório da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Bruxelas. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, apresentou um panorama geral do agronegócio brasileiro e o papel do Brasil no mercado mundial e explicou o objetivo do escritório inaugurado. “Os produtos do Brasil já contribuem para reduzir os preços dos alimentos para os europeus. Uma maior abertura do bloco às exportações brasileiras pode significar uma redução ainda maior para os consumidores dos 27 países”, afirmou a senadora. Para Mário Borba, a instalação deste escritório ajudará na divulgação do potencial e qualidade dos produtos da agropecuária brasileira, além de fornecer informações importantes sobre os padrões que precisam ser preenchidos para que o país ganhe cada vez mais espaço no mercado externo. “18% dos alimentos importados pela Europa são brasileiros, contra apenas 11% dos Estados Unidos. O mercado ainda é muito grande e este diálogo próximo e permanente com a União Europeia nos ajudará a nos encaixar e atender a todos os requisitos exigidos pelo mercado europeu”, afirmou o dirigente.

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Caso de sucesso

Turismo Rural – O modelo Chã de Jardim “O nosso objetivo é transformar a Comunidade Chã de Jardim numa referência em Turismo Rural na Paraíba e no Nordeste”. Esta afirmação é de Luciana Balbino, historiadora, nascida na Comunidade Chã de Jardim e integrante do grupo de jovens empreendedores que trabalha para desenvolver o turismo rural na região e tornar o destino conhecido por todos. Os jovens empreendedores da Comunidade Chã de Jardim. Em pé: Rejane Ribeiro, Luciana Balbino, Tiago Soares, Jaqueline, Janine. Sentados: Mateus, Rafaela, Ricardo, Lucas, Paulino, Lucilene, Maurício, Neta, Paula, Francimere.

Sejam bem vindos

Fábrica de polpa

Polpa e suco

Piquenique

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A apenas 5 km do centro de Areia fica localizada a Comunidade Rural Chã de Jardim. Conhecida por abrigar o Parque Estadual Mata do Pau Ferro, a última reserva de mata atlântica de altitude no brejo paraibano, e por suas trilhas, a região se tornou foco do trabalho de um grupo de jovens com o objetivo de transformar a comunidade num polo turístico da Paraíba. Essa busca por uma melhoria na qualidade de vida e oportunidades de geração de emprego e renda não é recente. Tudo começou em 1996 com a instalação de uma fábrica de polpa de frutas com o objetivo de incentivar a produção local, mas que permaneceu fechada durante 10 anos. Um sonho antigo, retomado em 2006 por um grupo de jovens empreendedores que viu nas frutas e trilhas uma oportunidade de crescer. Com o apoio do SENAR-PB, por meio de treinamentos voltados para o desenvolvimento do Turismo Rural, estes jovens foram além e hoje, organizados numa associação, a Associação Turística de Areia (Artura), e com conhecimento de todo o potencial da comunidade, eles promovem, além de trilhas, o desenvolvimento do setor rural local como um todo. “Durante os cursos do SENAR conseguimos identificar oportunidades de negócios na nossa comunidade, como a instalação de um restaurante para

atender os turistas que visitam nossas trilhas”, afirmou Luciana Balbino. Inaugurado em maio deste ano, o Restaurante Rural Vó Maria é o mais novo empreendimento da Comunidade. Servindo três refeições por dia, café da manhã, almoço e chá da tarde, o restaurante dá preferência à aquisição de produtos do mercado local. “Um dos pontos mais importantes que buscamos passar para a comunidade é que para que exista turismo rural é necessário que a base agropecuária esteja funcionando. Daí a importância do incentivo aos fornecedores locais”, afirmou o instrutor do SENAR-PB Cícero de Sousa Lacerda, que atua na área do Turismo Rural e foi responsável pelos quatro treinamentos ministrados este ano na Chã de Jardim. Os ovos, galinha caipira, leite, legumes, verduras e frutas são adquiridos no mercado local. Além disso, o restaurante também serve doces e bolos produzidos na comunidade. “Como primamos pela qualidade dos nossos produtos e serviços, incentivamos nossos fornecedores a se capacitar, por meio de cursos e treinamentos”, afirmou Luciana. “Já temos até um treinamento de produção de frangos e ovos caipiras do Senar agendado para os próximos dias”. Os resultados alcançados pelo grupo já são reais e muito positivos,


Caso de sucesso

Trilhas

porém o sonho não acaba aí e eles ainda têm muitos planos futuros. Além do restaurante, a comunidade atua hoje com receptivo, turismo pedagógico, artesanato em palha de bananeira, trilhas e trabalha incansavelmente na busca de novos atrativos. “

No final de julho, lançaremos o ‘Por do Sol de Maria‘, um café da tarde com por do sol ao som da Ave Maria cantada pelos membros da comunidade e já estamos trabalhando firme na instalação do Café Rural numa antiga casa de farinha daqui”, completou.

Restaurante Rural Vó Maria

O Restaurante da Comunidade Chã de Jardim funciona desde maio, de terça a domingo, servindo três refeições: café da manhã, almoço e chá da tarde rural. O cardápio contém pratos da culinária caseira e diferentes variedades de sucos, produzidos ali mesmo na comunidade.

Viveiro de mudas na Comunidade Rural Chã de Jardim. As mudas produzidas durante as oficinas são distribuídas para os produtores de frutas da própria região, que são os fornecedores da matéria prima para a fábrica de polpa da Comunidade.

O Trabalho do SENAR-PB Mobilizados pelo Sindicato Rural de Areia, foram realizados, este ano, na Comunidade Rural Chã de Jardim, quatro treinamentos voltados para o Turismo Rural. Outras dois, já estão agendados para o mês de julho. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Areia, José Felix da Silva Neto, o trabalho desenvolvido pelo grupo da comunidade deve servir como exemplo de como uma associação deve trabalhar. “Dá gosto trabalhar com estas pessoas. A maneira como eles acreditam no próprio trabalho e querem aprender cada vez mais, é inspirador”, afirmou José Félix. “Eles trabalham juntos, visando um futuro melhor para todos”, completa.

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Sindical

FAEPA orienta novos colaboradores dos Sindicatos dos Produtores Rurais de Alagoa Nova e Alagoa Grande A Federação da Agricultura e Pecuária da Paraíba (FAEPA), atendendo a solicitação dos Sindicatos dos Produtores Rurais, foi até Alagoa Grande e Alagoa Nova no final de junho para instruir os novos colaboradores sobre a importância do sindicato no município e suas funções. Instruídos pelo coordenador do Departamento Sindical da FAEPA, Seder Pond, os colaboradores puderam conhecer a exata função de um sindicato rural, os benefícios que esse promove, além de alguns dos programas e treinamentos que o Sistema FAEPA/ SENAR-PB dispõe. “Na ocasião, foi

explicada a importância do papel do sindicato no município, organização de rotinas e controles, procedimentos administrativos, prestação de serviços, nichos de mercados, obrigações legais e institucionais, parcerias e mobilizações”, comenta Seder. De acordo com Seder, os novos colaboradores mostraram-se ansiosos e empolgados na medida em que era apresentado o leque de possibilidades de atuação e serviços. “O que observei foi uma real e positiva expectativa para adentrar ao universo do sindicato para promover ações que beneficiem e favoreçam a classe rural. É importante

que haja essa instrução dos novos e até a manutenção dos antigos colaboradores para que o sindicato esteja em constante avanço”, relata. Ainda segundo o coordenador, a ação não faz parte de um programa especial, mas é aplicada de acordo com a solicitação dos próprios sindicatos. “Quando convocados, vamos até as instituições e aplicamos este treinamento inicial. Esperamos que mais sindicatos sigam o exemplo e façam o mesmo de acordo com a adesão de novos colaboradores”, conclui ele.

Eleições e Posses Boqueirão No dia 05/06, aconteceu a eleição dos novos dirigentes do Sindicato Rural de Boqueirão para o período de 2013 a 2016. Foram eleitos o presidente Francisco de Assis Florindo Barbosa; o vicepresidente Antônio Barbosa Guimarães; o secretário Saulo Ricardo Florindo Barbosa e a tesoureira Rosimery de Fátima Florindo Barbosa.

Campina Grande A eleição da Diretoria do Sindicato Rural de Campina Grande para o triênio 2013/2016 foi realizada no dia 26/06. A chapa vencedora tinha como presidente João de Deus Rodrigues; tesoureiro Francisco da Silva Amorim Neto e o Secretário Rodolfo Rodrigues.

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PARAÍBA

SINDICATOS

Serviços oferecidos pelo Departamento Sindical ao Produtor Rural Informações e orientações nas áreas: • Trabalhista (contratos de trabalho, saúde e segurança, convenções e acordos coletivos) • Fundiária • Agrária (contratos agrícolas) • Previdenciária (aposentadoria, segurado especial) • Meio Ambiente (ADA, Reserva Legal) • Tributária (ITR, CSR) • Organização do Encontro dos Empresários do Agronegócio da Paraíba


Programa Sertão Empreendedor

Sertão Empreendedor: Um Novo Tempo para o Semiárido Programa pretende modificar a realidade do semiárido paraibano com alternativas que driblem a estiagem

Foi lançado, no dia 24/05, em João Pessoa, o programa Sertão Empreendedor: Um Novo Tempo para o Semiárido. Durante o evento, que reuniu mais de 500 pessoas, produtores rurais, empresários, dirigentes e líderes puderam conhecer mais detalhes do Programa que visa transformar a realidade do semiárido aproveitando todas as potencialidades e vocação da região, com base em quatro principais princípios, qualificação profissional, empreendedorismo, cooperativismo e tecnologia. O programa, que visa contribuir para o desenvolvimento rural sustentável do semiárido paraibano mediante a difusão e aplicação de tecnologias de convivência com o semiárido e de gestão eficazes à promoção do aumento da produtividade e da rentabilidade da economia rural, foi apresentado pelo presidente do Sistema FAEPA/SENARPB e coordenador institucional do Programa, Mário Borba, que expos a visão geral do projeto aos participantes do evento, entre produtores rurais, empresários, autoridades e jornalistas. A presidente da CNA, senadora Kátia Abreu, fez a abertura geral do evento e destacou a importância do

programa para o desenvolvimento do semiárido e consequente fortalecimento da economia do estado e do país. “A essência do Sertão Empreendedor está em encontrar o negócio certo para o semiárido; em utilizar o potencial natural e humano do semiárido. Juntar tudo e não inventar a roda”, afirmou a senadora. Segundo Mário Borba, o programa Sertão Empreendedor é uma resposta eficiente aos efeitos devastadores e duradouros que a seca traz ao nordeste. Para ele, o programa trará a esperança de volta aos produtores rurais. “O Sertão Empreendedor chega num momento delicado da agropecuária no nordeste, um momento em que tudo parecia perdido. Com a linha de planejamento do programa, que se resume em difusão de tecnologias, qualificação profissional, empreendedorismo e incentivo ao associativismo, conseguiremos construir uma nova realidade para o semiárido. Porém, é muito importante que o produtor esteja receptivo, pois o Programa implica em uma mudança de comportamento muito grande para garantir o seu sucesso”, explicou o presidente.

Durante o lançamento, também foi assinado um acordo de cooperação técnica entre o Sistema CNA/SENAR e a Embrapa Semiárido, representada pelo chefe-geral da unidade, Natoniel Franklin de Melo. O acordo estabelece ações de capacitação continuada para técnicos e instrutores do SENAR e outros profissionais, em tecnologias de convivência com o Semiárido. O programa, que terá seu projeto piloto executado em seis municípios da Paraíba, é promovido pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR). A meta é que o programa se estenda para 300 municípios de todo o nordeste após o primeiro ano de execução. O Sertão Empreendedor será desenvolvido nos municípios de Campina Grande, Santa Luzia, Juazeirinho, Catolé do Rocha, Sousa e Cajazeiras. “Desenvolveremos nessas seis cidades a fruticultura e a apicultura, controlaremos a praga da cochonilha do carmim através de técnicas eficientes e da palma resistente e incentivaremos outras potencialidades empreendedoras, como o turismo ecológico regional e programas de educação ambiental”, retoma Mário Borba.

Assinatura do acordo de cooperação técnica entre o Sistema CNA-SENAR e a Embrapa Semiárido

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Giro Rural Após aprovação de deputados e senadores, Dilma sanciona MP dos portos

A presidente Dilma Rousseff sancionou, no dia 5 de junho, o projeto de lei conhecido como MP dos Portos, que estabelece um novo marco regulatório para o setor. O texto foi sancionado com 13 vetos. A intenção do governo é ampliar os investimentos privados e modernizar os terminais, a fim de baixar os custos de logística e melhorar as condições de competitividade da economia brasileira.

Aprovação trará R$ 50 bilhões em investimentos para o setor O novo marco regulatório para os portos brasileiros, aprovado pelo Congresso Nacional, resultará, a médio prazo, em investimentos privados superiores a R$ 50 bilhões, segundo a Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib). De acordo com a entidade, esses investimentos darão impulso também aos polos produtivos que estão em desenvolvimento no interior do país. Fonte: Agência Brasil

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Câmara aprova mudança na MP de auxílio a produtores nordestinos Os Deputados Federais aprovaram, no dia 10/07, a alteração da MP 610/13 que garante auxílio aos produtores rurais do Nordeste que tiveram a safra prejudicada pela forte estiagem do último ano. Um dos benefícios aprovados é a renegociação de dívidas adquiridas até o dia 31/12/2006. Os descontos variam de 40% a 85%, de acordo com a dívida original contraída pelo agricultor. As negociações serão feita por contrato e não por CPF, o que

evita a soma das dívidas do produtor e a queda no valor do desconto. “Os grandes ganhos desta MP são a individualização dos contratos e a inclusão de outras linhas de crédito, como Pesa, securitização e Dívida Ativa da União. Além, é lógico, da suspensão de todas as execuções até 30/12/2014, o que deixa um prazo maior para os produtores regularizarem suas dívidas com os bancos”, afirmou o presidente da FAEPA, Mário Borba.

Desmate em 2012 foi o menor em 25 anos

O desmatamento na Amazônia em 2012 foi mesmo o menor da história, segundo os dados consolidados divulgados pelo governo federal e o Instituto Nacional de Pesquisas

Espaciais (Inpe). Pelos cálculos do Inpe, 4.571 km² foram desmatados entre agosto de 2011 e julho de 2012, o que representa uma redução de 29% em relação ao mesmo período de 2010-2011 e de 84% em relação a 2004, quando foi lançado o Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia Legal. Fonte: O Estado de S.Paulo

Dívidas de agricultores nordestinos ultrapassam R$ 14 bi O endividamento dos agricultores do Nordeste ultrapassa R$ 14 bilhões, segundo levantamento apresentado pela CNA. Só na dívida ativa da União estão inscritos 85 mil produtores da região, que devem quase R$ 3 bilhões e, em razão disso, não podem entrar em processos de renegociação. O presidente da FAEPA, Mário Borba, destacou iniciativas do governo, como a suspensão de

execução judicial e a liberação de crédito. No entanto, segundo ele, essas ações não se concretizam para os agricultores do Nordeste. Para Borba, resolver o problema é uma decisão política. Ele chegou a comparar com a desoneração de R$ 44 bilhões concedida pelo governo ao setor automobilístico, cujo valor é três vezes maior do que o total da dívida dos agricultores. Fonte: Agência Câmara de Notícias

Dilma anuncia Plano Safra específico para o Semiárido nordestino A presidente Dilma Rousseff anunciou o lançamento de um Plano Safra específico para o Semiárido nordestino. “Vamos regionalizar um plano safra só do Semiárido para garantir que, cada vez que a seca ocorre, as pessoas não percam toda a sua produção”, disse Dilma, em discurso. Segundo ela, o plano

melhorará a estrutura dos produtores rurais no período da seca e reduzirá a dependência da importação de milho para alimentação do rebanho. De acordo com a presidente, as dívidas dos agropecuaristas da região serão “equacionadas” com o novo plano. Fonte: Agência Brasil


Giro Rural

Governo cria rede de inovação tecnológica para a agropecuária A presidente Dilma Rousseff afirmou durante o anúncio do Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, que o governo está criando uma rede de educação profissional e de inovação tecnológica envolvendo as universidades federais, as escolas técnicas, a Embrapa e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), gerido pela CNA. “Vamos elevar a competitivida

de da nossa agricultura construindo uma relação muito importante, fruto de parceria entre o Ministério da Educação, a Embrapa e a CNA, montando uma rede de educação profissional e inovação tecnológica. Com isso, iremos dar um grande reforço na formação técnica e profissional”, disse a presidente Dilma durante discurso. Fonte: Agência Brasil

Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014 prevê R$ 136 bilhões para financiamento É mais fácil levar milho para a China do que para Recife

O volume disponibilizado está distribuído em R$ 97,6 bilhões para financiamentos de custeio e comercialização e R$ 38,4 bilhões para programas de investimento. Ao médio produtor serão disponibilizados R$ 13,2 bilhões, valor 18,4% maior que os R$ 11,15 bilhões ofertados na safra atual.

Enquanto o Nordeste vê parte de seu rebanho ser aniquilada por falta de comida, numa das piores secas da região, o Brasil se transforma no maior exportador de milho do mundo. A situação, que à primeira vista pode parecer um contrassenso, é mais um efeito devastador do caos logístico que assola o país. Produto há. O que falta é transporte para levar o milho do Centro-Oeste para o Nordeste. Atualmente, apesar dos enormes congestionamentos nos portos, tem sido mais fácil atravessar 17 mil quilômetros de oceano até a China do que transpor 3,5 mil quilômetros entre Sorriso (MT) e Recife (PE), por exemplo. Com a safra de soja à plena carga e estradas em péssimas condições, os caminhoneiros se recusam a levar o milho até as cidades nordestinas. Quando raramente aceitam, o preço do frete dobra o valor do produto.

Fonte: Agência Brasil

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Os grandes produtores rurais terão R$ 136 bilhões para financiar a próxima safra. O Plano Agrícola e Pecuário 2013/2014, lançado em abril pela presidente Dilma Rousseff e o ministro da Agricultura, Antônio Andrade, prevê 18% a mais de recursos em comparação à safra que se encerra.

Proibição da queima da palha da cana poderá causar desemprego

O ministro Luiz Fux é relator do recurso extraordinário 584.224, apresentado pelo Governo de São Paulo, questionando lei aprovada pelo município de Paulínea, que proíbe a queima da palha de cana na região. Embora a lei seja municipal, a mesma tem visibilidade nacional e pode afetar os custos de produção em todo o País. “A questão não é apenas ambiental”, diz o presidente da Comissão Nacional da Cana de Açúcar da CNA, Ênio Fernandes. “É preciso ver as consequências sociais. No Nordeste, tradicionalmente e em razão das características do solo, entre 80 e 90% da cana colhida é feita manualmente, sem utilizar a mecanização, com uso intensivo de mão-de-obra. Uma máquina elimina de 80 a 100 empregos diretos”, alerta ele. Fonte: Assessoria de Comunicação da CNA

Paraíba recebe R$ 10 milhões para combate à estiagem O Ministério da Integração Nacional autorizou, em abril, o repasse de R$ 10 milhões para reforçar as ações enfrentamento à estiagem no estado da Paraíba. O recurso será destinado à prestação de socorro e assistência às vítimas e também ao restabelecimento de serviços essenciais. Além de reforçar a Operação Carro-Pipa no estado, parte do montante será utilizada na compra de ração animal. Fonte: Ministério da Integração

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Saúde e Segurança no Trabalho

Saúde e segurança no trabalho O setor agropecuário tem apresentado uma participação extraordinária no desenvolvimento econômico do nosso país, tornando-se imprescindível, uma vez que profundas mudanças tecnológicas e organizacionais de políticas de desenvolvimento agrário estão sendo implantadas. Com a modernização da agricultura e diferentes condições de trabalho, os trabalhadores passaram a se expor a novas situações de riscos, como manuseio de máquinas de tecnologia avançada e alto desempenho, novos equipamentos e defensivos agrícolas, trabalho manual, ectoparasiticidas, acidentes com animais domésticos, entre outros. A norma que regulamenta as diretrizes de segurança e saúde no meio rural é a NR31, que abrange a agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aquicultura, objetivando estabelecer os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, tornando compatível o planejamento e desenvolvimento de suas atividades, minimizando os acidentes. É de competência da Secretária de Inspeção do Trabalho (SIT), através do Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho (DSST), definir, coordenar, orientar e implementar a política nacional em segurança e saúde no trabalho rural, e ainda supervisionar os órgãos regionais do MTE em suas atividades prevencionistas, e realizar, juntamente com os trabalhadores e empregadores, a Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho Rural (CANPATR) e implementar o Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), assim acobertando a todos por meio de normas, leis e

decretos. É obrigatório que todo colaborador trabalhe em um ambiente com condições adequadas de higiene, conforto e segurança, tanto no meio urbano quanto no rural. Cabe lembrar que o ambiente de trabalho não se restringe ao espaço físico da empresa, ele abrange também os relacionamentos, clima organizacional, e outros elementos que influenciam na saúde física e mental do colaborador.

Algumas medidas de prevenção que devem ser adotadas para minimizar riscos e doenças: • Conscientização de todos os colaboradores, inclusive dos empregadores da importância da prevenção • Ambiente com higiene, segurança e conforto para todos • Políticas de conscientização ambiental e desenvolvimento sustentável na comunidade local • Treinamentos para utilização e manuseio de máquinas e equipamentos • EPIs adequados às respectivas funções • Intervalos em funções desgastantes • Relação saudável e harmoniosa entre colaboradores e empregadores (trabalho humanizado) • Valorização profissional por meio das remunerações, valorização e planos de cargos e carreiras adequadas às atividades desenvolvidas

* Luciano Vivente da Silva é colaborador do SENAR-PB, Bacharel em Turismo, com MBA em Recursos Humanos e aluno do curso de Técnico em Segurança do Trabalho.

Ações do Senar-PB Com o objetivo de educar os produtores e trabalhadores rurais quanto ao conforto, saúde e segurança durante as atividades diárias no campo, o SENAR possui o Programa Trabalho Decente – Educação Postural no Campo.

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Outras ações

Agrônomos de Moçambique visitam a Estação Experimental de Alagoinha Por esse motivo, o governo do

Assinatura do acordo de cooperação técnica entre o Sistema CNA-SENAR e a Embrapa Semiárido

Não é de hoje que o Brasil vem trabalhando no estreitamento das relações de cooperação e troca de tecnologias na área da agricultura com diversos países, entre eles, Moçambique, na África. Na área de beneficiamento e armazenamento de sementes em regiões semiáridas, a Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa/PB) tem se constituído, ao longo das últimas décadas, uma referência do setor, promovendo o aumento da competitividade do milho e feijão oriundos também da agricultura de natureza familiar. Nesse cenário de cooperação internacional, a Estação Experimental de Alagoinha da Emepa, localizada na microrregião do agreste paraibano, recebeu no dia 10 de maio, quatro técnicos de Moçambique, sendo dois técnicos do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique Pesquisadores em Melhoramento de Plantas e Produção de Sementes e dois do Diretório Nacional de Serviços Agrários de Moçambique (DNSA), acompanhados por um técnico da Embrapa/CNPA de Campina Grande. Apesar de 75% da população de Moçambique viver no meio rural e depender exclusivamente do que produz para se alimentar, as técnicas agrícolas ainda são rudimentares, resultando numa produção insuficiente para alimentar seus quase 20 milhões de habitantes.

país tem promovido várias ações de revitalização da produção de sementes e recebido o apoio da Embrapa e outras instituições brasileiras. “Pretendemos relançar a produção de sementes de todos os produtos alimentares básicos, como milho, mandioca, leguminosas, arroz e material vegetativo da batata”, explicou o chefe da delegação, Manoel Maleia. Durante a visita técnica, ciceroneada pelo pesquisador da Embrapa José Marcelo Dias, os agrônomos de Moçambique puderam conhecer as tecnologias de produtos e processos utilizados pela Emepa que foram apresentadas pelo pesquisador Rubens Fernandes da Costa, que é o chefe da Estação Experimental e responsável pela Unidade de Beneficiamento. Rubens Fernandes ressaltou que é mais uma oportunidade que a Emepa, teve para demonstrar o desenvolvimento de suas pesquisas com beneficiamento e armazenamento de sementes, que são capazes de contribuir decisivamente para o desenvolvimento social não apenas da agricultura na Paraíba, mas também de outros países situados em semelhantes condições edafoclimáticas.

SENAR-PB participa da II Cavalgada dos Vaqueiros em São Mamede O SENAR-PB fez parte do grupo de instituições apoiadoras da II Cavalgada dos Vaqueiros do município de São Mamede, no último dia 28 de junho, organizada pela Prefeitura Municipal de São Mamede juntamente com o Sindicato dos Produtores Rurais do município. Segundo a presidente do sindicato, Damiana Daniel dos Santos, o evento contou a participação de 190 cavaleiros que partiram da fazenda Tigipió e percorreram as principais ruas da cidade. “O evento foi muito bonito e bem organizado. Todos os vaqueiros estavam com a camisa da ação e quando paramos em frente à igreja de São Mamede para tomarmos a benção do padre, ele se juntou aos demais cavaleiros e continuou o trajeto conosco”, afirma Damiana. O Superintendente do SENAR-PB, Sérgio Martins, esteve presente no evento e destacou a importância da instituição apoiar essas manifestações populares e culturais. “O SENAR-PB acredita que dando suporte a eventos como esse estamos disseminando a cultura regional e fortalecendo a união da classe rural. Fico muito feliz em poder participar dessa festividade”, afirmou o superintendente. Ainda de acordo com Damiana, ao final da cavalgada todos se reuniram numa granja e almoçaram. Ela reforçou a parceria do SENAR-PB com o sindicato e se disse satisfeita com a ação. “Avalio a II Cavalgada com um olhar positivo. Temos a pretensão da terceira no próximo ano e por isso a parceria entre o Sindicato Rural de São Mamede e o SENAR-PB é essencial”, finaliza a presidente.

Assessoria de Comunicação SENARPB com Rubens Fernandes da Costa (presidente do Sindicato Rural de Guarabira)

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Momento SENAR

FENO: Conservação de forragens pelo método da fenação Feno é a forrageira cortada e parcialmente desidratada, possibilitando o armazenamento durante alguns meses, visando ao fornecimento de um alimento de boa qualidade a todas as categorias de animais.

Produção de feno de gramíneas manualmente: 1. Identifique os equipamentos de proteção individual Os equipamentos utilizados na produção manual de feno são boné, óculos, botas e luvas de couro. 2. Conheça os materiais e equipamentos necessários à confecção do feno e certifique-se do seu funcionamento adequado Enfardadeira, balança, carroça ou trator com carreta, cutelo, alfanje, garfo, cordinha de sisal, prancheta, folha de papel, agulha de arame e lápis. 3. Corte a gramínea e espalhe as plantas uniformemente pelo terreno selecionado para secagem. Revolva o material cortado, periodicamente, evitando pisoteá-lo 4. Determine o ponto de feno pelo método da torção A determinação correta do ponto de feno é de fundamental importância para sua conservação. O excesso de umidade provoca perda do valor nutritivo e mofo. O excesso de secagem provoca perda do valor nutritivo e também predispõe à combustão do feno. 4.1. Torça o feixe Se o feixe quebrar, significa que o capim secou em excesso. Neste caso, poderá ser destinado à alimentação de categorias menos exigentes. 4.2. Solte um lado do feixe Se este voltar lentamente à posição de origem, significa que o feno está no ponto ideal de armazenamento. 5. Faça montes com o material e transporte o feno para o local do enfardamento. Utilize a enfardadeira manual. Pese os fardos e anote o peso

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6. Armazene O local e a maneira de armazenar o feno são fatores determinantes de sua vida útil. O local deve ser ventilado, coberto, isolado de ratos, limpo e usado somente para armazenamento de feno. Os fardos deverão ser empilhados sobre estrados de madeira, tomando-se o cuidado de travar as pilhas. Deve haver espaço entre as pilhas permitindo boa aeração e facilidade de trânsito entre elas.

Pergunte ao Instrutor Se você tem alguma dúvida ou gostaria de saber mais sobre os assuntos ligados ao campo, mande sua pergunta para gente (canalrural@ senarpb.com.br). Elas serão respondidas pelos instrutores do SENAR-PB. Com a constante utilização, o solo acaba sendo naturalmente degradado e perde seu potencial de fertilização. Existem alternativas naturais de recuperação e renovação do solo? O solo é um recurso natural exaurível, portanto, com o seu uso constante, de forma adequada ou não, ele vai perdendo seu potencial produtivo. Diante desta inevitável perda, as alternativas seriam: um período de repouso (pousio), aplicação de compostos orgânicos, plantio de leguminosas, cobertura vegetal para que o solo não fique descoberto, susceptível a erosão hídrica e eólica. Um solo descoberto perde nutrientes por volatilização, provocado pelas altas temperaturas. Edivaldo Galdino Ferreira

Canal rural n2 2013  
Canal rural n2 2013  
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