Page 1


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe SUMÁRIO Carreira – Universia, 31/03/2014 _______________________________________________ 2 5 razões para ser você mesmo no ambiente de trabalho____________________________________________ 2

Economia – Exame, 31/03/2014 09h12min _______________________________________ 2 Focus eleva previsão de inflação em 2014 _______________________________________________________ 2

Educação Profissional – Portal da Industria, 28/03/2014 16h48min _____________________ 2 No dia 1º, Senai-SP inaugura oficinas nas áreas de metalurgia, mecânica geral e eletroeletrônica em Osasco __ 2

História – G1 - Política, 31/03/2014 07h56min _____________________________________ 2 Controvérsia sobre o dia do golpe de 1964 ainda divide historiadores _________________________________ 2

Robótica – Olhar digital, 29/03/2014, 19h _________________________________________ 2 Veja o robô cirurgião do SUS em ação __________________________________________________________ 2

Especial 1: Indústria – Valor Econômico, 31/03/2014 às 05h __________________________ 3 Indústria acelera compra de insumos importados _________________________________________________ 3

Especial 2: Assunto – Fonte, 31/03/2014 às 05h. ___________________________________ 4 Aquecimento pode tirar até 2% do PIB, diz cientista _______________________________________________ 4

1 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Carreira – Universia, 31/03/2014 5 razões para ser você mesmo no ambiente de trabalho Entenda como agir de acordo com as suas próprias vontades pode ajudá-lo a ser um profissional mais feliz e competente...

Economia – Exame, 31/03/2014 09h12min Focus eleva previsão de inflação em 2014 A projeção para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2014 saltou de 6,28% para 6,30%, segundo divulgou o Banco Central...

Educação Profissional – Portal da Industria, 28/03/2014 16h48min No dia 1º, Senai-SP inaugura oficinas nas áreas de metalurgia, mecânica geral e eletroeletrônica em Osasco Novos espaços e ambientes de ensino receberam tecnologia de ponta. A apresentação dos investimentos será realizada com a presença de Paulo Skaf, presidente do Senai-SP e da Fiesp...

História – G1 - Política, 31/03/2014 07h56min Controvérsia sobre o dia do golpe de 1964 ainda divide historiadores Para militares, 'revolução' foi no dia 31; para esquerda, em 1º de abril. Pesquisador aponta 2 de abril, dia em que Congresso depôs João Goulart....

Robótica – Olhar digital, 29/03/2014, 19h Veja o robô cirurgião do SUS em ação Esta é mais uma que lembra filmes de ficção científica... Com quatro braços e uma câmera 3D de alta definição, este robô é a mais nova ferramenta para cirurgias em pacientes do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo....

2 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Especial 1: Indústria – Valor Econômico, 31/03/2014 às 05h Indústria acelera compra de insumos importados Por Marta Watanabe | De São Paulo

Apesar da desvalorização cambial, a indústria continua acelerando a importação de matériasprimas e bens intermediários - não para aumentar a produção, mas para substituir o produto nacional. É o que se depreende do forte descompasso entre a produção industrial e a importação de matérias-primas e intermediários nos últimos meses. O volume de compras externas de bens intermediários acelerou no primeiro bimestre, com alta de 13,3% em relação a igual período de 2013. Nos 12 meses encerrados em fevereiro, o salto foi de 10,1%. Um ritmo maior no volume de importação de intermediários costuma refletir forte produção industrial, mas a comparação dos números mostra divergência entre os indicadores. A crescente importação desses bens não condiz com a produção física da indústria, que cresceu apenas 1,16% em 2013, na comparação com o ano anterior. Nos 12 meses encerrados em janeiro, a elevação foi pequena, de 0,5%. Para analistas de entidades como a Funcex e a Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), os ritmos divergentes entre a produção industrial e o volume de importação de intermediários mostra que nesse tipo de bem ainda ocorre a substituição de produção doméstica por bens importados. Para Daiane Santos, economista da Funcex, parte dos intermediários continua sendo comprada no exterior pela falta de oferta doméstica. Outra parte relevante ainda mantém preço competitivo em relação ao fabricado internamente, mesmo com a alta do dólar. José Augusto de Castro, presidente da AEB, diz que tudo isso reflete a continuidade do processo de substituição da produção doméstica. "A desvalorização do real não é mais um processo novo e deveria já ter mostrado mais efeitos na importação." Ele lembra que a desvalorização cambial não ocorreu apenas no Brasil. Países que são importantes fornecedores também estão com a moeda desvalorizada, como a China. Segundo dados da Funcex, os intermediários puxaram a queda de preços dos importados. O valor médio desses bens recuou 5,1% no acumulado até fevereiro, em relação ao mesmo período do ano passado. Na mesma comparação, a redução de preço médio do total dos importados foi de 2,6%.

3 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Especial 2: Assunto – Fonte, 31/03/2014 às 05h. Aquecimento pode tirar até 2% do PIB, diz cientista Por Daniela Chiaretti | De São Paulo

O meteorologista Marengo, um dos autores do relatório do IPCC sobre impactos da mudança do clima: "O Brasil todo tem problemas de segurança alimentar"

O aquecimento global pode causar perdas entre 0,2% e 2% do PIB dos países se as temperaturas subirem perto de 2°C. O impacto dependerá do padrão de desenvolvimento de cada nação, da concentração de renda, do grau de pobreza, da exposição ao risco das populações e de muitos outros fatores ligados à capacidade de adaptação aos fenômenos climáticos. Essa é uma das conclusões do relatório mais importante sobre impactos, adaptação e vulnerabilidades à mudança do clima lançado ontem, em Yokohama, no Japão, pelo IPCC, o braço científico das Nações Unidas. "Todos serão afetados. Já estão sendo", diz o físico e meteorologista José Marengo, um dos 1.729 autores do relatório e o único representante do Brasil na conclusão do sumário para formadores de políticas, divulgado ontem. "O assistencialismo não ajuda a adaptar-se ao clima futuro. Ao contrário, cria dependência", diz, sobre o preparo que países têm que fazer para lidar com o clima em mutação. Haverá impacto nos mercados devido à falta de produtos. "A mudança do clima pode ser perigosa para culturas da cesta básica mundial, como batata, milho e trigo. Essas culturas estão em risco", diz. A boa notícia é que, com adaptação, a agricultura pode ter ganhos se trabalhar com espécies mais resistentes à seca ou escassez hídrica. 4 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe O estoque de peixes pode se reduzir drasticamente. "Toda a cadeia alimentar dos mares pode se quebrar. O sistema dos oceanos é frágil", diz. Ameaça seriíssima pode vir da liberação do gás metano que está congelado na tundra, o bioma das regiões polares. "Metano é um gásestufa gravíssimo. Sua liberação pode neutralizar qualquer medida de mitigação", diz Marengo. "Seria uma catástrofe." O estudo aponta o risco de mais conflitos causados pela falta de comida e água. "A mudança climática não cria o problema social, mas agrava o que já existe", explica Marengo. Haverá (e já estão ocorrendo) impactos na saúde, com infartos e doenças respiratórias mais recorrentes. Perdas de pessoas queridas e de bens materiais podem provocar mais casos de depressão e transtornos psíquicos. "Os conflitos podem piorar. A mudança climática não cria o problema social, mas agrava o que já existe" O relatório indica impactos por regiões do mundo. O planejamento no Brasil tem que focar a segurança hídrica, alimentar e energética, diz Marengo. Veja a seguir trechos da entrevista que ele concedeu ao Valor: Valor: Valor: O ser humano consegue se adaptar às mudanças climáticas? José A. Marengo: O ser humano e os ecossistemas podem suportar certos extremos. Se tivermos uma onda de calor e chegarmos a 37 ou 38 graus, nos adaptamos: consumimos muito líquido, ligamos o ar-condicionado. Mas existe um limite. O problema da mudança climática é que ela pode ser mais rápida, forte e agressiva que a nossa capacidade natural de adaptação. Valor: Por que as populações mais carentes são mais afetadas? Marengo: Veja, a seca no Nordeste afeta mais a agricultura familiar porque a agricultura industrial usa técnicas de irrigação com muito investimento e a familiar, não. Os grupos mais vulneráveis são geralmente os mais marginalizados e pobres, mulheres e crianças. Em muitos lugares a mulher fica em casa, não sai, e não percebe que há uma enchente acontecendo lá fora. São as que mais morrem nos desastres naturais. Valor: Alguns países sofrerão mais do que outros?

5 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Marengo: Países em latitudes mais baixas, como os tropicais, que geralmente são mais pobres, são mais vulneráveis. Valor: Cidades mais ricas, como São Paulo, também são afetadas? Marengo: Todos são afetados, ricos e pobres. São Paulo é rica, mas tem vulnerabilidade de água. O suprimento de energia está associado ao nível dos reservatórios, se falta chuva... Cruze-se isso com fatores não climáticos: perfil de consumo de energia da população, sistemas pouco eficientes, aumento da população e da demanda. Neste verão as pessoas usaram mais ar-condicionado e o sistema energético não suporta. A oferta energética é quase a mesma de 2001 e a temperatura está aumentando. Se faltar energia não haverá ar-condicionado que funcione. Valor: Vocês sugerem uma cesta energética diferente? Marengo: Isso seria entrar nas minúcias das políticas de cada país e o IPCC não diz isso. Falamos de fatores climáticos e dos fatores não climáticos que agravam a cena. Valor: O que isso significa? Marengo: Por exemplo: ocorre uma chuva intensa sobre um solo deteriorado e com a vegetação removida. É a receita ideal para deslizamentos de terra. E pode ter uma pequena comunidade morando na área de risco. Mas, se o governo sabe que aquela área é vulnerável e proíbe a ocupação, o fenômeno climático acontece, mas não teríamos impactos. Existem fatores que nada tem a ver com clima, mas a mudança do clima piora o quadro. Quando acontecem juntos, podem ser uma mistura letal. Valor: Como a agricultura é afetada? Quais culturas sofrem mais? Marengo: Analisamos as consequências do aumento da temperatura e mudança no regime de chuvas, por exemplo. A mudança do clima pode ser perigosa para culturas da cesta básica mundial, como batata, milho e trigo. Essas culturas estão em risco. Se não houver adaptação, pode-se chegar à perda de 25% na produção e haver fome em várias regiões. Mas, quando há adaptação, podemos ter melhora e até aumento na produção. Valor: Por quê?

6 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Marengo: Porque as variedades já estariam adaptadas à seca ou falta de água. Mas isso vai depender se a adaptação funcionará ou não. Variedades geneticamente melhoradas, como a Embrapa faz, acontecem depois de muitos anos de pesquisa. Não é algo que se faz de um dia para o outro. Valor: O estudo fala em impacto nos mercados. Marengo: Se afetar a disponibilidade de um produto, o preço aumenta, há especulação e criase um problema social. A Índia teve problemas de seca, o açúcar faltou, o Brasil exportou muito e se descuidou do mercado interno. O preço do álcool subiu. A mudança do clima tem efeito nos mercados. Valor: Pode provocar conflitos mais violentos, mais tensão? Marengo: A mudança climática não cria o problema social, mas agrava o que já existe. A seca que acontece em muitas partes da África faz com que os africanos migrem para a Europa. Muitos morrem no caminho e quando chegam não conseguem emprego. Isso também ocorre no Nordeste do Brasil, com as pessoas deixando o sertão e vindo para cidades já saturadas. A falta de água e de comida pode gerar conflitos graves. Valor: Qual o impacto na saúde? Marengo: Os impactos das altas temperaturas são maiores que das baixas. Os invernos podem ser mais intensos, mas geralmente acontecem em países desenvolvidos e mais preparados. Ondas de calor são fenômenos que acontecem mais em latitudes tropicais, em países em desenvolvimento. Podem afetar a saúde com o aumento de infartos e doenças respiratórias. Já há evidências também nas doenças mentais. Valor: Como? Marengo: Uma pesquisadora da Fiocruz, Sandra Hacon, estudou a população depois das enchentes de Blumenau, no vale do Itajaí, em 2008. Meses depois do desastre ela encontrou um aumento nos casos de depressão associados a perdas de pessoas queridas, perdas materiais, bichos de estimação. São os impactos invisíveis. São claros em grupos de idosos ou crianças. Valor: A mudança climática entrou no planejamento do Brasil?

7 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Marengo: Não só aqui. Começa a entrar nas políticas e nos planos de desenvolvimento mundiais. Os ministérios do Meio ambiente e da Ciência e Tecnologia estão trabalhando em um plano nacional de adaptação. Para isso, antes tem de haver estudos sobre vulnerabilidades, é preciso identificar os setores mais impactados. No Brasil é preciso pensar na segurança hídrica, alimentar e energética. São Paulo tem problema de segurança energética, o Nordeste, hídrica, o Amazonas, as duas. O Brasil todo tem problema de segurança alimentar. Tem que identificar e depois fazer a política de adaptação. Valor: O relatório lista quais os motivos de preocupação dos governos. É o resultado de uma enquete? Marengo: Colocamos o que pensam as autoridades baseados em consultas com eles e nas evidências. São oito riscos de preocupação com fatos que já estão sendo observados. Por exemplo, os prejuízos nas áreas costeiras com o nível do mar subindo, extremos de temperaturas e secas nas áreas urbanas e rurais, enchentes em áreas de vales, como acontece em São Paulo. Perdas nas áreas rurais, escassez de água para beber e irrigar, temor que eventos extremos possam destruir a infraestrutura. Valor: Isso já ocorreu? Marengo: Sim. Na Bolívia um gasoduto foi destruído por um deslizamento de terra. Outros fatores de preocupação são perdas nos ecossistemas marinhos e problemas de saúde. Valor: Haverá novas doenças? Marengo: Não. As que já existem podem se espalhar para áreas onde não estão. Doenças que se pensava superadas podem reaparecer, como a tuberculose e o sarampo. Há aqui uma combinação entre fatores climáticos e políticas de saúde. Se há campanhas de vacinação, água tratada, saneamento, o efeito do clima pode ser minimizado. Valor: Quais os riscos nas áreas costeiras e ecossistemas marinhos? Marengo: Espécies mais suscetíveis podem sumir. A pesca pode diminuir muito e se houver excessiva exploração, o problema pode ficar muito grave. E tem a acidificação dos oceanos, que afeta corais e o organismo dos peixes. Toda a cadeia alimentar pode se quebrar. O sistema dos oceanos é super frágil. 8 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Valor: A mitigação de gases-estufa pode reduzir riscos no final do século 21? Como? Marengo: Reduzindo o aquecimento, os impactos diminuiriam. A forma de fazer isso é via mitigação, porque são gases associados à atividade humana. Valor: No quesito água, há risco também com os lençóis freáticos, não só com fontes superficiais? Marengo: Lençóis freáticos são alimentados com água de chuva. Se a chuva parar não haverá nada que os alimente. "Culturas da cesta básica mundial, como batata, milho e trigo, estão em risco. Pode haver perda de 25% na produção" Valor: O que se diz sobre a Amazônia e a tundra boreal? Marengo: Há alguns anos modelos mostraram que a partir de 2050 a floresta amazônica poderia sofrer uma savanização. Ela poderia parar de funcionar como um sumidouro de carbono e agir como uma fonte, mas sobre isso as incertezas são grandes. A floresta pode ser afetada, mas chegar a nível de savana parece pouco provável, embora não impossível. No caso da tundra trata-se da liberação do solo congelado, o permafrost, e isso pode significar a liberação de um volume gigantesco de metano. É um gás-estufa gravíssimo. Esse fato pode neutralizar qualquer medida de mitigação. Seria uma catástrofe. É o que se chama de mudança abrupta e irreversível. Há estudos sobre isso, mas não há certeza absoluta. Valor: E as perdas na economia? Marengo: O cálculo é: com um aumento de temperatura de 2°C, pode-se chegar a uma perda entre 0,2% e 2% do PIB dos países. Depende do padrão de desenvolvimento do país, do nível de riqueza, da sua distribuição de pobreza etc. Valor: Qual o efeito na indústria de seguros? Marengo: Em alguns países, as pessoas asseguram suas propriedades contra furacões e desastres. Mas as companhias de seguro costumam ser relutantes em trabalhar com pequenos produtores ou famílias pobres, porque é um risco alto. Mas no mundo todo o setor começa a trabalhar assim. 9 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Valor: Há bala de prata para a adaptação? O modelo de um país pode ser exportado para outro? Marengo: A adaptação muda geograficamente e depende do contexto. Não existe uma única forma de enfrentar o problema. Pode-se desenvolver uma estratégia para um país, mas não significa que funcione em outro. Os planos têm que integrar os diferentes níveis de governo, todos falando a mesma língua. Exige integração também com a população. Valor: O que é má adaptação? Marengo: É uma forma de adaptação que não funciona e provoca uma situação pior que antes. Acontece uma seca e os governos começam a mandar cestas básicas, por exemplo. Acaba a seca, acaba a cesta básica. Mas se no futuro existe probabilidade de seca permanente não vai ter cesta básica eterna. O ideal é que a população se adapte a esse clima futuro. O assistencialismo não ajuda a adaptação, só cria dependência. Valor: Quando adaptar pode ser mais fácil e barato? Marengo: Se a mitigação for intensa. Mitigação é reduzir a emissão de gases-estufa e assim reduzir a intensidade do aquecimento. Se o aquecimento for menor, a adaptação será mais fácil. Se não houver corte nas emissões e o aquecimento disparar, não haverá adaptação que funcione. Mitigar significa mudança no paradigma cultural e social, na estrutura de governo, no padrão de uso de energia. Tem que ser uma mudança radical. Valor: Vocês reforçam a cifra que está na mesa das negociações internacionais: dizem que serão necessários US$ 70 a US$ 100 bilhões ao ano de investimento nos países em desenvolvimento entre 2010 e 2050 para a adaptação. Marengo: Esse é o custo da adaptação. O problema é quem paga a conta. EUA e Europa dizem que Brasil, Índia e China também são poluidores e são mais desenvolvidos do que os não desenvolvidos. Que têm um grau de participação e também deveriam pagar. Mas aí vem a questão da responsabilidade histórica: Reino Unido e EUA poluem há mais tempo, os emergentes estão poluindo nos últimos anos. Há todos esses entraves. Valor: Cientistas sugerem que se coma menos carne. Por quê?

10 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos


Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Marengo: O gado é forte produtor de metano, que é um gás-estufa mais perigoso que o CO2. Mas é algo radical. Obviamente a carne bovina é fonte de proteínas que não pode ser rejeitada. Agora, a redução do volume de cabeças de gado seria algo que poderia ajudar bastante como medida de mitigação.

© 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

11 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

Faculdade de Tecnologia e Escola SENAI “Antônio Adolpho Lobbe”

Endereço: Rua Cândido Padim, 25-Vila Prado CEP 13574-320-São Carlos/SP Tel.: (16) 2106-8700 http://saocarlos.sp.senai.br/ http://www.facebook.com/senaisaocarlos

Clipping de notícias 31 03 2014  

Notícias relacionadas com o SENAI, Indústria e Educação, publicadas nos jornais locais, estaduais e nacionais.

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you