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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe SUMÁRIO Economia – Jornal Primeira Página, 11/04/2014, 12h27min __________________________ 2 CNI reduz para 1,8% projeção de crescimento do PIB em 2014_______________________________________ 2

Indústria – A Folha de São Paulo, 11/04/2014, 12h59min ____________________________ 2 Sem retomada firme, indústria sinaliza demora na melhora do emprego _______________________________ 2

Economia – O Estado de São Paulo, 12/04/2014, 02h15min __________________________ 2 Logística brasileira, 30 anos de atraso __________________________________________________________ 2

Inovação – O Estado de São Paulo, 12/04/2014 ___________________________________ 2 Governo terá novo programa de incentivo à inovação _____________________________________________ 2

Tecnologia – Revista Exame, 11/04/2014, 18h18min ________________________________ 2 Uso de mídias sociais para negócios aumenta entre empresas _______________________________________ 2

Especial 1: Empresas – Valor Econômico, 11/04/2014, 05h00 ________________________ 3 Aplicativos são nova arma dos bancos para manter clientes _________________________________________ 3

Especial 2: Cultura – Valor Econômico, 11/04/2014, 05h00 ___________________________ 6 Mercadores da perfeição ____________________________________________________________________ 6

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Economia – Jornal Primeira Página, 11/04/2014, 12h27min CNI reduz para 1,8% projeção de crescimento do PIB em 2014 A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil neste ano para 1,8 por cento, ante 2,1%, em meio a uma previsão de baixa expansão do investimento, fraco superávit comercial, inflação elevada e deterioração das contas públicas...

Indústria – A Folha de São Paulo, 11/04/2014, 12h59min Sem retomada firme, indústria sinaliza demora na melhora do emprego Sem ainda sinais de uma recuperação mais firme, a indústria não aumentou o número de horas pagas a seus trabalhadores em fevereiro – o que poderia ser um primeiro sinal de uma retomada do emprego no futuro...

Economia – O Estado de São Paulo, 12/04/2014, 02h15min Logística brasileira, 30 anos de atraso Investimento anual do governo em logística é de R$ 15 bilhões, enquanto seriam necessários no mínimo R$ 400 bilhões...

Inovação – O Estado de São Paulo, 12/04/2014 Governo terá novo programa de incentivo à inovação Três editais serão lançados nos próximos dias com o objetivo comum de financiar projetos de tecnologia e inovação industrial...

Tecnologia – Revista Exame, 11/04/2014, 18h18min Uso de mídias sociais para negócios aumenta entre empresas Segundo o relatório, as empresas percebem o Twitter como a plataforma que tem o maior potencial para ajudar a impulsionar as vendas...

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Especial 1: Empresas – Valor Econômico, 11/04/2014, 05h00 Aplicativos são nova arma dos bancos para manter clientes Por Saabira Chaudhuri

Stephan Roulland costumava andar até a agência bancária mais próxima toda vez que precisava depositar um cheque para seu negócio, uma pequena empresa de tecnologia em San Francisco, gastando quase uma hora no processo. Agora, o empresário de 37 anos tira uma foto do cheque com o smartphone e, através do aplicativo do seu banco, o Bank of the West, deposita o cheque Usar o tablet ou o celular para acessar o banco móvel reduz custos, mas traz riscos se sistema não funcionar direito.

sem sair do escritório. "Isso me poupa muito tempo", diz Roulland.

Numa época em que os bancos têm dificuldade para fazer a receita e o lucro crescerem, o serviço de banco móvel, também chamado de "mobile banking", está emergindo como uma arma fundamental na luta para manter clientes e cortar despesas. Uma transação por celular tem um custo médio de US$ 0,10 para os bancos dos Estados Unidos, cerca de metade do custo de uma transação feita por um computador e bem abaixo do custo médio de US$ 1,25 de uma operação no caixa eletrônico, segundo dados da empresa de pesquisa Javelin Strategy & Research. Mas a disseminação de smartphones e tablets também traz riscos para os bancos. Hoje, os clientes esperam dos bancos uma gama variada de serviços de telefonia celular, desde os recursos mais simples, como consultas de saldos e transferências, até as funções mais complicadas, como o pagamento de contas através de imagens. Quando os bancos não atendem à expectativa, alguns clientes batem em retirada. Ao todo, cerca de 60% dos usuários americanos de smartphones ou tablets que mudaram de banco no quarto trimestre disseram que o banco móvel foi um fator importante na decisão, contra 7% no segundo trimestre de 2010, segundo dados da consultoria AlixPartners. 3 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe "É a parte que mais cresce nos serviços ao consumidor", diz Timothy Sloan, diretor financeiro do Wells Fargo & Co. O banco informa que 40% de seus clientes com contas bancárias são usuários ativos de seu serviço de banco móvel, principalmente para depositar cheques, transferir fundos entre contas e verificar saldos. Mike Welsh, um garçom de Denver, diz que prefere um dos concorrentes do Wells Fargo. Depois de ter se decepcionado em suas tentativas de fazer pagamentos de cartão de crédito usando o aplicativo de banco móvel do Wells Fargo, Welsh disse que está fechando sua conta no banco e que vai usar apenas a conta do Bank of the West. Ele diz achar o aplicativo móvel do Bank of West, uma unidade do francês BNP Paribas, mais fácil de usar. "Todo relacionamento com clientes é importante para nós, e queremos trabalhar com os nossos clientes para resolver qualquer problema à medida que eles usam diferentes canais e mudam a forma como interagem com o dinheiro", disse um representante do Wells Fargo. Ainda há quem questione a inevitabilidade do banco móvel, em parte devido a preocupações com a segurança. A porcentagem de clientes que dizem que essas preocupações fazem com que eles hesitem em usar o banco móvel foi de 41% em julho de 2013, comparado a 45% dois anos antes, segundo a Javelin. Mas conforme o uso de dispositivos móveis aumenta, há mais clientes experimentando o serviço. "O mundo está em rápida transição para a mobilidade e, se os bancos já não estiverem lá, eles estão bem atrás", diz Robert Meara, analista sênior da Celent, uma empresa de consultoria e pesquisa de serviços financeiros. Algumas funções móveis são particularmente atraentes. Embora os clientes possam visualizar saldos, transferir dinheiro e executar outras funções usando computadores comuns, eles só podem depositar cheques pessoalmente ou usando um dispositivo móvel. É por isso que depósitos móveis são cada vez mais indispensáveis para os consumidores. Cerca de 34% dos clientes de banco nos EUA usaram a função no quarto trimestre de 2013, ante 22% há dois anos, segundo a AlixPartners. Esse salto foi o maior comparado a qualquer outra função de banco móvel.

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe "Há poucas coisas mais inconvenientes para os clientes de bancos do que carregar um cheque e esperar para ir a uma agência ou caixa eletrônico", diz Meara. Para os bancos, os depósitos móveis são especialmente eficientes em termos de custo. O J.P. Morgan Chase & Co. afirmou recentemente que depósitos móveis de cheques custavam ao banco US$ 0,03 por transação, comparado com US$ 0,65 para depósitos feitos na agência. Essa economia está levando os bancos a implantar depósitos móveis em um ritmo crescente. Ao todo, 76% dos 25 maiores bancos de varejo e cooperativas de crédito dos EUA, por volume de depósitos, ofereciam depósitos móveis de cheques no ano passado, comparado com 48% em 2012, segundo a Javelin. Os bancos menores também começando a entrar na onda. O First Niagara Financial Group, de Buffalo, Nova York, acrescentou um recurso de depósito móvel em fevereiro. "O comportamento de nossos clientes está mudando", diz Jay Clark, diretor de planejamento de varejo do First Niagara. "Temos que mudar junto." © 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A.. Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído ou transmitido por broadcast sem autorização do Valor Econômico.

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Especial 2: Cultura – Valor Econômico, 11/04/2014, 05h00 Mercadores da perfeição Por Alexandre Rodrigues

Beleza, disse Aristóteles, é o melhor cartão de visitas. Com cabelos louros, dentes perfeitos e (é difícil não dizer faiscantes) olhos verde-claros, Marissa Mayer, a CEO do Yahoo!, dá a impressão de confirmar a máxima do filósofo grego, que via na beleza "ordem, simetria e definição". Ao assumir o cargo, em 2012, uma maratona de entrevistas e aparições na TV e na internet teve coObras do Renascimento, como o “Davi” de Michelangelo, apresentam proporção e simetria que transmitem a noção de beleza.

mo efeito imediato a subida das ações da empresa na Nasdaq, a bolsa eletrônica americana. Mas o que parecia apenas o otimis-

mo do mercado com a executiva, hoje com 38 anos, ganhou um novo significado com as conclusões de um inusitado estudo recém-publicado por Joseph Halford e Hung-Chia Hsu, dois economistas da Universidade do Wisconsin, nos Estados Unidos.

Executivos atraentes, dizem os dois, fazem subir os preços das ações das empresas que comandam, pelo menos no primeiro dia. Os dados são corroborados não só por Marissa, mas por outros 677 executivos analisados durante a pesquisa. Os resultados reforçam as conclusões de cientistas sociais, economistas, sociólogos e psicólogos que há anos se dão conta de um fenômeno: no mundo do trabalho, ser bonito dá dinheiro. Ainda que, é inegável, uma pessoa bonita chame atenção em qualquer lugar, economistas não costumavam admitir que entre trabalhadores exista o "prêmio da beleza". Exceto em ramos como entretenimento ou prostituição, a visão mais comum era de que empregados são recompensados pelo desempenho - e apenas por isso. Mas a partir dos anos 1990 novos estudos revelaram que a aparência conta mais do que a maioria gostaria de admitir. "A evidência é bastante clara de que pessoas confiam mais em alguém bonito", diz Daniel Hamermesh, economista e professor da Universidade do Texas. "Beauty Pays: Why Attractive People Are More Suc 6 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe cessful" (A beleza paga: por que pessoas atraentes são mais bem-sucedidas), livro que resume os 20 anos de estudos de Hamermesh sobre o tema, afirma que a sociedade recompensa as pessoas bonitas. Ele tem até um valor para o quanto uma pessoa bela, na comparação com uma de beleza média, receberá a mais na vida: US$ 230 mil. Pessoas bonitas, segundo o trabalho, ganham mais dinheiro do que as médias e as feias. Outros estudos também apontam que elas são consideradas mais inteligentes, mais produtivas, têm mais chances de conseguir um bom emprego, obter empréstimos com juros mais baixos e ainda renegociá-los, caso algo dê errado. E mais probabilidade de entrar numa boa faculdade e de receber uma pena menor em um julgamento. Estatisticamente, estão destinadas a se casar com um parceiro também bonito e inteligente. Criador do termo "pulcrinomia" para a economia da beleza, o acadêmico descobriu que um homem sem muitos atrativos recebe 17% menos do que um atraente. Uma mulher na mesma situação receberá 12% menos.

Outros estudos traduzem em detalhes o fenômeno. Mulheres mais magras chegam a ganhar US$ 28 mil a mais por ano do que aquelas acima do peso, diz uma pesquisa com 23 mil trabalhadores alemães e americanos. O contrário, no entanto, se dá com os homens muito magros, que recebem até US$ 8,4 mil a menos por ano do que os fortes - para eles, estar acima do peso é estar na média dos outros. Os musculosos também se dão bem, e recebem US$ 14 mil a mais por ano do que um homem de forma média. São percebidos, neste e em outros estudos, como mais felizes, corajosos, saudáveis, inteligentes e até de bom gosto. "Empregados são mais capazes de influenciar outros e obter resultados quando se conformam à forma ideal definida pelos meios de comunicação", afirmam os economistas Timothy Judge, da Universidade da Flórida, e Daniel Cable, da London Business School. O mesmo vale para os mais altos. "Pessoas mais altas são percebidas como mais inteligentes e poderosas", diz Andrew Leigh, economista da Australian National University. Cinco centímetros a mais - de 1,78m a 1,83m - chegaram a significar US$ 950 por ano a mais na renda dos 7 mil trabalhadores analisados. E também para as mulheres louras, as maquiadas e para os homens de meia-idade, pelo menos 7 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe os executivos, avaliados como mais competentes por causa dos cabelos brancos e das rugas no rosto, dizem três pesquisadores americanos, John R. Graham, Campbell R. Harvey e Manju Puri. "Mesmo com uma série de métricas de desempenho para CEOs, as pessoas se deixam enganar", diz Graham, negando qualquer correlação entre a percepção geral e a verdade. É consenso nesses estudos que pessoas bonitas são mais confiantes. Costumam ter a autoestima em alta e ser mais positivas - ainda que sejam célebres os casos de pessoas lindas, como a atriz Marilyn Monroe (1926-1962), com problemas de autoestima. Sem contar o ditado de que "a primeira impressão é a que fica", carisma é importante para vendedores e qualquer outro que se envolva em negociações. Mesmo assim todos os estudos falham em descobrir uma relação entre beleza e competência profissional. Também não significam que pessoas atraentes têm vida fácil no trabalho, precisando se esforçar menos. "Há muitos fatores que contribuem para a maneira como uma pessoa é avaliada em seu trabalho. Beleza é só um deles e duvido que seja mais importante", diz Hamermesh. Nem sempre foi assim. Pesquisadores localizam nos anos 1970 e 1980 o ponto de virada para a beleza ter adquirido um valor no mundo do trabalho. O contexto foi o surgimento das supermodelos, como Naomi Campbell e Cindy Crawford, e a era das celebridades. Se nos anos 1960 o movimento dos direitos civis nos Estados Unidos havia levado às empresas mulheres, negros e outras minorias, nas décadas seguintes a reação à nova realidade veio com hedonismo, algo que, mesmo não sendo bem compreendido, hoje parece cristalizado. Numa pesquisa da revista americana "Newsweek" em 2010, 202 gerentes responsáveis por contratações e 964 pessoas responderam que a beleza conta em cada aspecto da vida profissional. Quando convidados a avaliar os nove atributos mais importantes de um emprego, a beleza ficou em terceiro, à frente de educação e senso de humor e atrás apenas de experiência e confiança, a vencedora. Com a obsessão moderna pela aparência, há 15 anos a indústria da beleza (que não inclui a moda) é uma das que mais cresce no mundo, devendo atingir US$ 265 bilhões até 2017, segundo o relatório Global Beauty Industry Trends in the 21st Century (tendências da indústria mundial da beleza no século XXI), de dois acadêmicos poloneses, Aleksandra Lopaciuk e Miroslaw Loboda, da faculdade de economia da Universidade Marie Curie Sklodowska. No Brasil, foram US$ 29 bilhões em 2012 - os números de 2013 ainda não são conhecidos -, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal. 8 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Os gastos, que nem mesmo a crise internacional foi capaz de afetar, refletem uma dinâmica que a propaganda, o cinema, a TV e a internet repetem sem parar: todos precisam ser bonitos.

Ao assumir o cargo de CEO do Yahoo!, Marissa Mayer passou por maratona de aparições na TV e na internet que teve como efeito imediato a subida das ações da empresa na Nasdaq Se antes os países desenvolvidos eram responsáveis pelo crescimento, América Latina e Ásia são hoje os mercados mais promissores para produtos de beleza, dizem Aleksandra e Loboda. Mas em nenhum outro lugar aparência é poder como na Coreia do Sul. A tradição no país é de relacionar beleza a sucesso social. Em busca de uma aparência próspera, os homens abandonaram o culto aos machões com aparência de durões do passado e começaram a usar maquiagem. O padrão é uma beleza suavizada, e é comum ver homens retocando a maquiagem em um café ou no metrô. De guardas de estacionamento a professores e empresários, uma parte considerável deles hoje em dia se maquia. Os sul-coreanos consomem US$ 886 milhões anuais em produtos para beleza masculina. No caso do estudo sobre como os CEOs bonitos fazem subir o preço das ações, Halford e Hsu usaram um site chamado Anaface.com, que mede a geometria facial premiando a simetria e medidas tradicionais para nariz e boca. O critério é a razão áurea, que, afora ser definida pelo clichê "a matemática da vida", é uma constante da álgebra com o valor arredondado a 1,618 e encontrada nas proporções do corpo humano. Está presente nos girassóis, nas conchas, bromélias e na arte renascentista, como na "Monalisa", de Leonardo da Vinci (1452-1519). Sem que saibamos, é com base na razão áurea que nossos olhos nos convencem da beleza de alguém. Por suas proporções, a atriz Angelina Jolie, a modelo Gisele Bündchen e o ex-jogador David Beckham têm rostos considerados perfeitos. As fotos dos executivos-chefes foram avaliadas sob os mesmos critérios. Então os dois pesquisadores mediram o histórico das ações de suas empresas no dia seguinte à posse do novo CEO, comparando as cotações e as aparições na TV com o que havia ocorrido no dia da indicação deles em um simples comunicado corporativo, sem cobertura em vídeo. 9 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe Eles também analisaram 1.830 fusões e aquisições entre 1985 e 2012 para constatar que os CEOs mais atraentes conseguiram negociar melhores termos para suas empresas do que aqueles menos belos. "A evidência sugere que os CEOs mais atraentes recebem mais vantagens para suas empresas nas fusões e aquisições, um achado consistente com a hipótese de que os CEOs mais atraentes melhoram o valor dos acionistas por meio de proezas de negociação superiores", dizem os pesquisadores no estudo. No Brasil, como não podia deixar de ser, a beleza também é um valor. "A beleza é importante no contexto profissional brasileiro, sendo valorizada não apenas pelos recrutadores como também pelos colegas de trabalho e clientes", diz Juliana Gomes, executiva de marketing e autora do estudo "Beleza e Carreira no Brasil", um dos poucos trabalhos nacionais a analisar a relação entre aparência e economia no país, para a Escola de Administração da Fundação Getúlio Vargas. "Seja por escolha do cliente ou do gerente, que gostam de lidar com (e de contratar) pessoas bonitas, a verdade é que a beleza chega a ser quase exigida da profissional brasileira, pois está relacionada à sua competência e desempenho." "A evidência é bastante clara de que pessoas confiam mais em alguém bonito", diz o economista Daniel Hamermesh.

O trabalho de Juliana, focado nas mulheres, atribui à beleza um valor mais complexo, juntando à aparência atributos relativos à personalidade, como simpatia, carisma e bom humor. Para elas, garante a pesquisadora, uma aparência atraente é quase obrigatória. "A beleza pode ser usada como uma ferramenta, útil na contratação e no dia a dia da executiva. Ela abre portas, cria uma imagem positiva (ou negativa), é uma forma de chamar a atenção e dar acesso a pessoas e ambientes." "Nas sociedades modernas valoriza-se os (e atribui-se credibilidade aos) que, exibindo boa aparência, representam as organizações em que trabalham. Penso que no Brasil se manifesta o mesmo fenômeno", afirma Renato da Silva Queiroz, antropólogo e professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP. Um dos organizadores de "O Corpo do Brasileiro - Estudo de Estética e Beleza", reunião de artigos sobre o papel da beleza na identidade nacional, ele lembra que os conceitos de beleza mudam conforme o tempo e o lugar.

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe As conclusões dos estudos, alertam os pesquisadores, não significam que pessoas bonitas têm vida fácil. Obtida uma vantagem inicial, os critérios de desempenho são os mesmos para todos. Mesmo assim, a evidência é de que o fenômeno tem alcances inusitados. Nos Estados Unidos, "quarterbacks" (os lançadores, no futebol americano) bonitos ganham 12% a mais do que os colegas com mesmo desempenho em campo. Em um estudo da Universidade da Carolina do Norte, homens deram pena de 12 meses para mulheres bonitas condenadas por roubar US$ 10 mil, em julgamentos simulados. Criminosas feias pegaram 18 meses e meio. E na China os maridos das mulheres feias ganham 10% a menos. Mas é na política que a influência da beleza tem desdobramentos perigosos. Candidatos mais altos venceram 70% das eleições americanas nos últimos cem anos. É clássico o resultado do debate entre um Richard Nixon (1913-1994) suado e com a barba por fazer e um John F. Kennedy (1917-1963) fresco e jovial que teria decidido o resultado das eleições presidenciais nos Estados Unidos em 1960. Para os eleitores que acompanharam o confronto pelo rádio, Nixon foi melhor. Ter a aparência jovial ou velha demais, apontam outros estudos, pode eliminar as chances de ser eleito. Pode parecer uma conclusão superficial, mas, em um estudo da Universidade de Princeton, voluntários acertaram 71% dos eleitos para o Senado americano e 67% para a Câmara dos Deputados apenas apontando, entre dois candidatos - como ocorre nas eleições distritais no país -, o mais confiável. Mesmo ressaltando que na política americana laços com o Partido Republicano ou Democrata costumam ser mais importantes para eleger um candidato, Alexander Todorov, psicólogo da Universidade de Princeton, aponta que a aparência é um fator de decisão.

Para o site americano The Independent Critics, o ator alemão Michael Fassbender (“12 Anos de Escravidão”) e a francesa Marion Cotillard (“Piaf”) foram os mais belos de 2013 Aplicando o mesmo teste sobre os candidatos das eleições no Brasil em 2010, Chappel Lawson, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), descobriu resultados parecidos. A maioria dos eleitores do país não tem ligação com partidos, nem seus programas, e vota nos indivíduos. O sistema eleitoral prevê que vários candidatos do mesmo par 11 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe tido possam disputar cada vaga no Legislativo e a propaganda eleitoral gratuita dá mais tempo de exposição aos candidatos do que em outras democracias. O potencial de influência é maior, segundo "Looking Like a Winner: Candidate Appearance and Electoral Success in New Democracies" (Parecendo um vencedor: aparência do candidato e o sucesso eleitoral em novas democracias), o estudo de Lawson sobre as eleições gerais no Brasil de 2010 e três eleições no México, de 1998 a 2006. O estudo teve como base as eleições em Sergipe. Lawson coletou as fotos de 48 candidatos que disputavam oito vagas à Câmara dos Deputados e ao governo - a eleição reelegeu Marcelo Déda, morto em dezembro passado -, perguntando a 161 voluntários americanos e 68 indianos, recrutados via internet e sem nenhum conhecimento dos políticos brasileiros, qual deles teria o melhor desempenho. O índice de acerto dos eleitos, baseado apenas na aparência dos candidatos, foi de 75%. Isso significa que a democracia é só um concurso de beleza? Mais ou menos, conclui o estudo. Ainda que eleitores aparentemente votem nos mais belos, poderia ser pior: os votos podiam ter como base a cor da pele, a etnia ou mentiras e boatos espalhados sobre os candidatos. "Claramente, o Brasil não é imune à beleza e o sistema de eleição de deputados, combinado com uma campanha baseada na televisão, tende a aumentar o efeito da aparência", diz Lawson. "Mas eu penso que a beleza é menos importante do que a aparência de competência. Julgamentos sobre quem parece mais competente são feitos rapidamente e são em grande parte inconscientes em relação a uma constelação de características faciais, não a uma só." Diante dessa espécie de "ditadura da beleza", acadêmicos, por enquanto, discutem como equilibrar o jogo. Dois economistas, Gregory Mankiw e Matthew Weinzierl, defendem a taxação de pessoas altas nos Estados Unidos em 9% da renda para compensar as vantagens que obtêm com a estatura. Os australianos Jeff Borland, da Universidade de Melbourne, e Andew Leigh, economista, defendem que cada pessoa bonita no país seja taxada no equivalente a R$ 2,2 mil - o estudo deles é o que atribui mais vantagens aos belos, cerca de R$ 65 mil anuais de renda. Já Daniel Hamermesh defende uma espécie de cota para os feios, mas não Juliana Gomes. "Não podemos obrigar que todos sejam iguais", diz. E quanto às desvantagens? Existe alguma para quem é bonito? Juliana acumula casos de mulheres que não foram contratadas porque eram bonitas demais. "Esse preconceito é, em parte, decorrência do machismo, ainda presente no mercado profissional brasileiro. Acreditam que a pessoa usou a beleza 12 SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial

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Escola SENAI Antônio Adolpho Lobbe para subir e não outras características como competência", afirma. Quando avaliadas, as pessoas muito bonitas são vistas como conformistas e autocentradas, diz o estudo de dois psicólogos americanos, Markus Mobius e Tanya Rosenblat. E, por último, mulheres e homens atraentes são discriminados em trabalhos considerados masculinos, como pedreiro, agente carcerário ou segurança. O que não é nada bonito. © 2000 – 2014. Todos os direitos reservados ao Valor Econômico S.A. . Verifique nossos Termos de Uso em http://www.valor.com.br/termos-de-uso. Este material não pode ser publicado, reescrito, redistribuído

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